Latest / Helena, o podcast tá pronto / Época das cartinhas #130
Transcript
- 0:00Helena, o podcast está pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena, a
- 0:09senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe pobretona.
- 0:28Olá ouvintes, eu sou a Lana Azevedo.
- 0:30E eu sou railla Azevedo. Priss, eu já vou começar assim,
- 0:34do começo de onde a gente tem que ir, porque eu e o rayla
- 0:38hazeved estávamos conversando que quando a gente era
- 0:41adolescente, né? Aquela fase ali que estava todo
- 0:43mundo no início das paquerinhas. É conhecendo um amorzinho.
- 0:47É recebendo cartinha, a gente nunca passou por essa fase.
- 0:52Nunca que eu e a Lana recebemos uma cartinha de um rapazote
- 0:56apaixonado é nunca, né? Sabe aquela Ah, no ensino médio,
- 1:01AI aqui ó, mandou um nem um bilhetinho, tipo assim, tinha
- 1:05encontro no nos fundos do colégio, no.
- 1:07Correio do amor, no. Correio do amor, eu tinha medo
- 1:10daquele outro que tinha no colégio, lembra?
- 1:13E era. Um de.
- 1:14Zoeira, né zoeira? O meu medo era aparecer nesse,
- 1:17era mais provável aparecer nesse do que no.
- 1:20Outro e já que a gente não vivia o que que eu fazia, né?
- 1:23Eu me oferecia para ser a pessoa que IA é fazer.
- 1:28Fazer as cartas. Só que eram as cartas digitais,
- 1:31que na época era tipo depoimento no Orkut.
- 1:33Eu falava, deixa que eu faço depoimento pra você mandar Pra
- 1:36Ele. Eu já fiz depoimento, por
- 1:38exemplo, assim da Jaci com os boyzinhos dela.
- 1:40Aí eu colocava uma letra de música, sabe aqueles depoimentos
- 1:44prontos? Eu fazia.
- 1:45De vez em quando, isso eu não lembro.
- 1:47Mas aí ó, nem era pra boy, né? Eu fazia a carta digital pra pra
- 1:51amigos, depoimento, Ah, cheguei aqui.
- 1:54Eu não estou paivinha aqui. Aquela cartona imensa.
- 1:58Eu já escrevi. Depois eu já escrevi.
- 2:01Carta de cartinha fofa, romântica para o André.
- 2:05Pergunta se ele já escreveu para mim, produção nunca escreveu.
- 2:10Eu nunca escrevi para o Pedro e Pedro nunca escreveu para mim o
- 2:14que o máximo são bilhetinhos tá igual toda vez que eu venho para
- 2:18São Paulo. Eu coloco um bilhetinho, é
- 2:22debaixo do teclado do do computador.
- 2:25Aí quando eu já estou dentro do ônibus, eu falo, depois você
- 2:27olha debaixo do teclado ou deixo lá preso?
- 2:30Ele também me manda. Também bota assim.
- 2:33Ah, às vezes compra um chocolate, compra um negócio, aí
- 2:36coloca um bilhetinho. Mas uma carta assim Pedro nunca
- 2:40fez. Mas você pira muito nessas
- 2:42coisas. Ah, hoje em dia, não?
- 2:45Eu acho fofa, mas não é algo que eu tipo.
- 2:48Eu já antigamente, antigamente eu fazia, eu acho que eu fazia
- 2:52cartinha assim para mãe. Hoje em dia, eu não.
- 2:56Também não tenho o hábito de escrever.
- 2:59É assim, de no papel, não, mas só.
- 3:01Falando de boy, estava. Falando de boy, Ah, primeiro
- 3:04namoradinho, né? No início fazia cartinha, assim
- 3:09recebia também. Mas depois a gente vai ficando
- 3:12adulta. Não que Ah virou adulta, acabou
- 3:16porque tem gente que é que gosta.
- 3:18Eu acho que tem mais a ver com você ser uma pessoa romântica
- 3:21que você. Faz é.
- 3:21Eu acho que eu não sou romântica a esse ponto.
- 3:24É o meu. Teve um dia que a gente estava
- 3:27olhando fotos lá na casa da minha mãe e tal, aí a gente até
- 3:30achou umas cartinhas do meu pai. É para.
- 3:33Ela. Metade, metade, não, 70% era
- 3:36pedido de desculpa. Você você leu?
- 3:38Algumas, ali. Eu, eu não.
- 3:40Quando eu chegava para ver, eu, eu.
- 3:42Não sei o que, não sei o que lá não foi.
- 3:43Invadir a privacidade do casal, não.
- 3:45Mas o meu pai escreveu uma umas cartinhas para minha mãe.
- 3:49Não achei cartinha da minha mãe pro meu pai, não só dele para
- 3:51ela, não sei se. Às vezes ele deixou lá Na Na
- 3:54casa da mãe. E.
- 3:56Aí e aí, posso abrir só um parênteses aqui, não é cartinha,
- 4:00mas a minha mãe, eu não sei se era o meu pai que dava para ela
- 4:03ou ela colecionava. Ela tinha vários recortes
- 4:07daquela tirinha de jornal, uma tirinha que chama raília.
- 4:10Não lembra disso? Uma tirinha.
- 4:12Amar é que era um casalzinho. É tipo assim, 2 bonequinhos, na
- 4:18verdade, que eles estão meio que peladinho.
- 4:20E aí tem várias mensagens, amar é amar é se dedicar.
- 4:25Tenho que. E aí eu tenho um estojo.
- 4:27Acho que tá lá na casa da minha mãe, inclusive, que tem todas
- 4:30essas tirinhas recortadas dentro dele.
- 4:33Vou tentar achar para mostrar para vocês.
- 4:35E aí, só para antes fechar meu parênteses, que eu fui até
- 4:39pesquisar o que que é? E eu vi que isso era uma febre
- 4:43dos anos 70 e 80. E eram essas tirinhas publicadas
- 4:48no Globo e assinadas pela neuse holandesa Kim kazale.
- 4:55Virou camisetas, cadernos, adesivos, álbuns de figurinhas,
- 4:58relógios e até louças. Isso é verdade, juro, porque
- 5:01depois que você falou do labobu, eu não confio na sua palavra.
- 5:04Eu juro que é porque. Essa safada, falou.
- 5:08Que o labubu existia e que tal qual Oo ela falou, Ah, igual
- 5:13aqui ele não é um macaquinho, o labubu também é um bicho que
- 5:16vive. Não sei.
- 5:16Aonde, na Tailândia? E aí não só eu, como outros pris
- 5:21foram procurar bicho labubu no Google.
- 5:25E achou? É, achei um soco no meio da tua.
- 5:27Cara, não, mas AA tirinha a maré, ela é verdade.
- 5:32Quem for aí um pouco mais vivida e lembrar disso vai poder.
- 5:37Aí é me dar a. A razão em falar, Alana esta.
- 5:40É dessa vez. Ela não está mentindo, é dessa
- 5:43vez. E aí, agora pode fechar
- 5:45parênteses, mas já quero aproveitar para deixar um recado
- 5:49aqui para pris que estão ouvindo pelo Spotify, comenta.
- 5:53Ali, ó, na caixinha. O que achou desse episódio?
- 5:55Mesmo que você ainda não tenha terminado de ouvir, mas só fala
- 5:59aí sua relação com cartas, se você já enviou, já recebeu, já
- 6:02terminou por carta ou enfim, tem alguma história que seja legal
- 6:07de compartilhar com a. Gente.
- 6:08Gosta de escrever? Muitas.
- 6:09É isso? Porque eu estou resolvendo um
- 6:14negócio da caixa postal. Agora pode falar, mas eu estou
- 6:16resolvendo. Estou falando que não estou
- 6:18resolvendo. Você é falsa.
- 6:20Eu. Estou falando, está bom, você
- 6:21está resolvendo depois de 2 anos?
- 6:23Aí eu quero saber, mas estou resolvendo, quero saber se a
- 6:27gente vai receber cartinhas também.
- 6:29Quero ver, você está achando que você é a Xuxa, né?
- 6:31Que vai receber aqueles rolos de 10 páginas?
- 6:35Igual a raíla. Te amo, raíla.
- 6:37Te amo. Raquel.
- 6:38Um Monte de eu quero aqui, ó, escrevi 1000-1000.
- 6:42Te amo. Eu nem IA puxar isso agora, mas
- 6:45já aproveitando que aí quando a gente estava falando disso, de
- 6:47cartinha de famoso, a raíla trouxe uma indagação, onde que
- 6:51esse povo guarda tanta? Coisa acho que eles guardavam é,
- 6:54acho que. Jogavam, que tem um quarto, tipo
- 6:56assim, um galpão que joga as coisas.
- 6:58De pó? Porque é importante também você
- 6:59guardar coisa de pó, eu acho legal.
- 7:01É igual já está falando disso. É igual os desenhozinhos do
- 7:05Eduardo. Eu queria até perguntar, você
- 7:08que? Pai, você que é mãe.
- 7:10O que? Que gente?
- 7:11Vocês guardam todos os desenhos, porque assim vem na baixinha do
- 7:14Eduardo. Às vezes tem só um.
- 7:16Rabis de colégio é. Desenho de colégio estou falando
- 7:18de creche e eu estou guardando, eu não consigo.
- 7:21De jogar fora. Só que AA às vezes assim é
- 7:24Exagerado, porque esses dias o Eduardo chegou com uma colagem,
- 7:29que era tipo uma caixa de de remédio colado em cima na outra,
- 7:33parecendo um castelo. Gente, aqui, ó, losartana em um
- 7:37de anticoncepcional e de um não sei o que imensa falei, como que
- 7:41eu vou guardar isso aqui? Porque eu tava deixando dentro
- 7:43de um negócio. Pera aí, rapidão, só para te
- 7:45falar que você tá gesticulando muito.
- 7:47E a tatu ela tá de olho. Eu vou ficar parada a Lana tira
- 7:52ela. Ela está de olho na sua mão.
- 7:54AI, Lana, eu. Estou falando Sério, tira Lana.
- 7:57Ela já até saiu. Gente, o tempo eu ainda tenho um
- 8:03pouco de medo de gato aí? AI a raíla, AI minha pressão, a
- 8:08Lana. Ah, tá.
- 8:08Tu, a nossa gata que ela é um, é uma mistura de gata com a Lana
- 8:13com cariá e ela a raíla, gesticulando aqui com a mão, ela
- 8:16de olho na mão da raíla, doida para brincar.
- 8:19Ó, eu tenho nervoso aqui. De verdade eu ainda tenho.
- 8:22Eu não estou livre do. É, é do meu.
- 8:24Medo, não? Mas ela só queria.
- 8:26Brincar tá de vampiro de madrugada aí já veio e eu liguei
- 8:30para Alana uma e pouca da manhã que eu já estava com medo.
- 8:32Eu estava com medo. Alana, o gato não me deixava, eu
- 8:35queria do. Comi já estava meia hora ali
- 8:37fazendo carinho dele e ele No No queria.
- 8:39Ele é meio. Maluco com carinho, mordiscando
- 8:42meu dedo aí acabou para mim, ué? O vampirinho, ele é meio maluco,
- 8:45com carinho, e ele gosta da raíla, então a raíla estava
- 8:48dormindo e ele querendo dormir com a raíla.
- 8:50E que a raíla, não, mas eu estava fazendo carinho nele.
- 8:53Só que aí quando ele começou e ele mordiscar assim, não é
- 8:57morder, ele ficou fazendo assim aí, menina, é?
- 9:01Porque ele não queria que a raíla parasse de fazer.
- 9:03Aquele aí é folgado, aí eu já estava quase.
- 9:05Te chamando, por favor, a Júlia Maria?
- 9:06Não. Mas aí a raíla me ligou, e isso
- 9:08daí devia ser 1 e 55. Gente, na moral, receber ligar
- 9:12só 1 e 55 da então assim. Mas você viu que eu só dei um
- 9:15Toquinho porque eu não não tinha que fazer ela?
- 9:16Pior ainda, você deu um Toquinho aí eu assim, de onde veio, de
- 9:19onde veio esse? Toquinho, AI, gente, desculpa,
- 9:21mas eu estava apavorada. Eu vim pensar que foi?
- 9:23Eu já estava começando, já estava.
- 9:25Com um pirinho, ele tá tá aqui, ela não tá?
- 9:27Me deixando não, aí eu. Peguei o meu, só que eu.
- 9:30Estava eu já estava aqui, ó, eu estava assim.
- 9:32Ó, não, não estava. Atrapalhando eu estava com um
- 9:34pouquinho de medo, é? Nossa, entendeu por isso que eu
- 9:36te liguei se fosse só te fazer carinho.
- 9:39Não medo do vampir. Eu tava de sacanagem.
- 9:41Medo vampirinho. Ele nunca atacou.
- 9:43Ninguém, mas eu sei, mas é, mas é, é não.
- 9:47Tem medo, tá? Mas aí eu levei ele para a cama,
- 9:49dormiu. Aqui, ó, mas ela agora está me
- 9:51olhando com uma cara assim, um olhar meio.
- 9:54É o olhar, olhar matador. Ficar aqui, ó, recolhi minha
- 9:59mão? Você já pensou ideias, né?
- 10:02Ideias de piscianas e que ouviam LS Jack e escrever uma carta e
- 10:07jogar numa garrafa no oceano. Coloquei uma carta numa velha
- 10:14garrafa, mais uma carta de solidão, coloquei uma carta.
- 10:27Olha no mar, não me recordo, mas eu já quis fazer, tipo assim, eu
- 10:41falo, Ah, porque que eu não fiz aquelas cápsulas do tempo que
- 10:44você coloca? Porque eu tava.
- 10:45Vendo pra você ler depois de? 10.
- 10:48E aí eles foram desenterrar. Eu falei, poxa, a única coisa
- 10:51que eu tentei desenterrar. Que me falaram que eu não sei se
- 10:55foi o cachorro, boneco ou Tupi. Acho que deve ter sido Tupi,
- 10:59cachorro antigo da família. Quando ele morreu, ele veio a
- 11:02falecer que enterraram lá na no Jardim.
- 11:05E quando eu era criança, eu já tentei cavar para achar a ossada
- 11:09do Tupi. Cavou o que?
- 11:11Ah, devo ter pegado um negocinho assim para tentar achar a
- 11:14ossada. Ó, mas isso de escrever carta
- 11:17para ler depois eu também me arrependo.
- 11:19Eu queria muito ler uma carta minha do ser.
- 11:23Ensino médio, o que que a Alana, de 17 anos, tinha de sonho, né?
- 11:27Mas ainda dá tempo da gente escrever uma carta.
- 11:30A gente com 30 pra ler daqui a 1020 anos.
- 11:33Tem até sites que você coloca o teu e-mail, e aí eles enviam a
- 11:38carta, você fala assim, sei lá, você escreve uma carta hoje e
- 11:41você coloca o que você quer receber daqui a 10 anos.
- 11:44E aí daqui a 10 anos vai chegar no teu e-mail aquela aquela
- 11:49carta. Gente, a tatua, desculpa a
- 11:52risada. É porque a tatua a nossa gata.
- 11:54Ela tá aqui gravando com a gente e tá perturbada.
- 11:57Pulando aqui de. Um lado pro outro.
- 12:00Mas aí esse negócio eu não sabia não, mas é, vamos começar, né?
- 12:04Eu só esse negócio de enterrar, guardar.
- 12:07Eu já tive vontade de tipo assim, eu vou enterrar uma carta
- 12:11no fundo do do quintal pra daqui a 300 anos descobrirem e
- 12:19analisarem. Estudarem o vocabulário, o
- 12:23idioma. E sabe fazer daquilo um grande
- 12:26mousse. Já pensei, mas também.
- 12:27É, meu amor. Mas também já a Ana de Volta
- 12:31Redonda não é te rebaixando, não, Pri, eu.
- 12:34Entendi, Pri, eu entendi. Falando de cápsula do tempo, eu
- 12:38vou começar a partir desse ano, quando o Eduardo fizer 4 anos,
- 12:43eu vou escrever uma carta para ele todo aniversário dele.
- 12:47E quando ele tiver 18 anos ou mais.
- 12:50Ou então, quando eu estiver no leito de morte, eu falo, abre
- 12:53aquela caixa e eu vou escrever todo ano para ele.
- 12:57Cartinha? É e vou guardar.
- 12:59Você pode fazer um álbum, sabe? Aí você vai guardando.
- 13:02Ah, não estou falando. Para você guardar?
- 13:05Ataca, eu acho que você IA me criticar e eu já vim com ataque
- 13:08porque o. Que que você falou que acha?
- 13:10Que você IA falar do álbum de fotos dele, do que do álbum de
- 13:13fotos que eu não botei fotos? Eu nem nem falo mais, eu tenho
- 13:17um álbum tão bonito, mas. Eu vou fazer de verdade.
- 13:20É, não é que. Ele IA falar isso?
- 13:22Para você fazer um álbum, e aí você vai colocando a carta
- 13:25dentro do álbum, até para não danificar, porque se você quer
- 13:28fazer isso. Não, meu amor, mas tem aquelas
- 13:30coisas de que tem um Monte de de negócio de plástico.
- 13:34Então isso que eu tô falando, você faz um álbum ou um
- 13:37plastifica vai colocando ali ou dentro do álbum você vai
- 13:40colocando na folha ali, ó, dentro do plástico, sabe?
- 13:43Como se fosse um. Fichário eu vi uma mãe que ela
- 13:46deu uma dica tão legal, ela colava todas as as florzinhas.
- 13:50Que ela ganhava do filho, fazia, fez um caderninho, tipo, ganhei
- 13:54em tal dia, em tal. Dia, eu acho legal.
- 13:56Eu guardei uma, mas o Eduardo ainda não é de me dar muita
- 14:00florzinha. Ele pega pra todo mundo e pra
- 14:03mim ele não pega aí esses dias, né?
- 14:06Ele tava indo pra creche, aí ele achou uma florzinha no chão, aí
- 14:09ele veio, mamãe, aí ele voltou, não, aí saiu, aí depois eu aí
- 14:14ele Ah, toma, mas aí ela tá guardadinha.
- 14:18Sabe o que as vezes aparece? Para mim, os vídeos No No
- 14:21TikTok, do tipo a mãe, eu recolando o pedaço de papel que
- 14:28eu joguei do meu filho fora e eu tendo aqui que desamassar porque
- 14:31ele tá triste, chorando, triste porque aquele pedaço de papel,
- 14:35sei lá, era o bonequinho dele, era o amiguinho que ele deu
- 14:39nome, já aconteceu com o Eduardo.
- 14:41Não, não. Ele ainda não tem esse apego
- 14:43tipo com massinha. Não, ele tem o apego dele.
- 14:46É com a máscara do Homem-Aranha. Gente, eu tenho uma máscara que
- 14:49ele ganhou. Do vô dele que ninguém pode
- 14:53colocar a máscara, ninguém eu é porque?
- 14:56Transfere o poder, né? Qualquer pessoa, ele fica
- 14:59arrasado. E se você chega?
- 15:02Tipo assim, se chegar alguém que ele não tem muita intimidade e
- 15:06fica perto da máscara dele, ele fica bem olhando de rabo de olho
- 15:09pra pessoa e olha pra máscara. Eu não sabia dessa relação dele
- 15:13com essa máscara. No dia que eu estava lá na Raí,
- 15:14eu fui e coloquei gente nossa. Parecia que eu tinha roubado os
- 15:18super poderes dele. Na cabeça dele, eu acho que é.
- 15:20Ele chora. E o dia que ele tava na
- 15:26Pracinha, e aí ele tava andando no Vila trol dele, do
- 15:29Homem-Aranha, na motinha dele, e veio uma nenenzinha, gente,
- 15:33devia ter uns 2 aninhos, a maca, maca.
- 15:36Aí eu emprestei a menina, botou Eduardo, viu, lá de longe ele
- 15:41voltou, mas gritando que aí a irmã da menina falou, tira,
- 15:46tira, dá para ele. Eu fui embora na hora, na
- 15:48Pracinha de tanta vergonha que eu fiquei, juro, eu fui embora
- 15:51na hora. Nossa, fiquei com vergonha.
- 15:53É ser mãe. Às vezes a gente passa por umas
- 15:57coisas, tá? Só voltando pro pro lance de
- 16:01cartinha é que a sua Mini cunhadinha também escrevia Pra
- 16:05Ele, pro Eduardo. Né?
- 16:06Escrevia na época, mas antes disso eu recebia cartinhas dela.
- 16:11Dela, cartinhas de legal. É quando eu comecei a namorar
- 16:15com o Pedro, ela estava com 6 para 7 anos.
- 16:17Uhum e aí eu ela IA lá e ficava brincando muito com a gente,
- 16:22ficava lá sabe as irmã mais nova?
- 16:24Aí a gente via filme. Aí teve um dia que o Pedro
- 16:27falou, vamos comprar açaí, falei, vamos aí, eu falei, vamos
- 16:31levar a Talita, aí ele, Ah, vou falar para minha mãe chamar ela,
- 16:35vamos só, gente. Eu falei, leva a Talita e eu
- 16:36falando leva aham e ele, Ah, não vou levar beleza.
- 16:39Aí eu falei, Ah, a gente vai embora.
- 16:41Aí o Pedro falou, Ah, vou levar a raila embora, ela subiu, fomos
- 16:45para o açaí, que a gente está voltando com um Copom de.
- 16:47Sair quem que está na sacada? Ela, ela.
- 16:51Mas ela me olhou, ela me olhou com.
- 16:54Nossa, eu não acredito que você me traiu dessa maneira.
- 16:57Meu amor, depois disso era todo dia a cartinha debaixo da porta,
- 17:01te odeio. Você é uma bruxa.
- 17:04Aí ela me desenhava assim, é um capetinha e botava raila.
- 17:08Nossa, ela ficou magoada. Ela ficou, mas eu falei, não foi
- 17:12minha culpa. É.
- 17:13Foi e o Pedro, em vez de falar, não falou nada te?
- 17:17Tipo assim deixou? Mas agora ela já.
- 17:19Superou isso aí depois que eu engravidei, que aí eu retomei
- 17:25aí, hoje em dia ela já é pré adolescente, né?
- 17:29Mas aí eu tava falando, ela escrevia, ela fazia.
- 17:32Ela escrevia tipo assim, fazia desenho, aí botava.
- 17:35Você acha que é menino ou menina?
- 17:37Aí tinha uma outra vizinha também, que fazia.
- 17:40Aí fazia desenhinho. Era muito bonitinho.
- 17:43Coisas de criança, né? E a gente IA falar de coisas de
- 17:47criança? Nossa, mas no caso nosso, coisas
- 17:49de pré adolescente que viu muita achava né?
- 17:53Que era IA fazer acontecer. Só lembrando da vez também que a
- 17:56gente quis escrever uma carta, mas não era uma carta de Ah, é
- 18:00uma cartinha de amiga de legal, era a cartinha para o pastor.
- 18:05Uma. Cartinha ameaçadora pro pastor
- 18:08que tinha lá no prédio da rua da nossa rua que ele tinha uma
- 18:12amante e aí a. Gente, pegou no pulo.
- 18:15E a gente pegou ele no pulo. E ele leu assim.
- 18:17Ele levou. Ele saiu com a mulher, levou a
- 18:20mulher dele para algum lugar e a amante estava sentada do nosso
- 18:24lado no banquinho quando ele passou.
- 18:27Eu acho que a gente já contou essa história.
- 18:29Acho que já, mas. Aí quando ele passou com a
- 18:32mulher dentro do carro, a mulher foi esconder.
- 18:34Falou assim, AI, criançada, deixa eu esconder aqui, abaixou
- 18:37atrás da gente naquilo. Ela não sabia que ela tava
- 18:40lidando com crianças endemoniadas, ela não sabia.
- 18:43AI, inocente, né? A gente meteu o quê?
- 18:46Uns 11 anos? Nisso eu acho que por por aí,
- 18:49nisso a gente já começou a aí quando ele voltou.
- 18:53Ela. Foi pro prédio, a gente foi
- 18:56atrás. A gente pediu ajuda de uma outra
- 18:59amiga, que comparsa que morava no prédio e a gente aterrorizou,
- 19:04ficava tocando microfone no interfone, falando, eu sei que
- 19:07você fez no verão passado. E aí chegou ao ponto da gente
- 19:11fazer uma. A gente começou é pensou de
- 19:14fazer uma cartinha com letras de de.
- 19:17Cortado, cortado de revistas e escrever eu sei o que.
- 19:21Você fez no verão? Aí a gente, a gente IA colocar
- 19:24pastor safado, alguma coisa assim, vou contar para tua
- 19:26mulher. A gente queria nesse nível.
- 19:29Só que aí a gente achou demais, desistiu?
- 19:32Um bom senso pairoso, né? Porque ficamos com medo de dar o
- 19:37problema pra gente. É, mas é.
- 19:40Ela Foi até embora. A gente acabou com o coito.
- 19:43É, a gente acabou com o coito dele.
- 19:45Foi embora, ela meteu o pé. Meteu o pé?
- 19:47Vem não, meu filho, liga a gente aqui, é o certo pelo certo.
- 19:51Que foi isso? Lembro disso.
- 19:52Outra cartinha. Essa não chegou a ser porque a
- 19:54gente parou, mas uma cartinha sem noção, que teve um antigo
- 19:59diretor de um colégio que a gente estudava, os meninos
- 20:01estavam fazendo. Sei lá, bagunça, arruaça.
- 20:04E aí ele mandou, e aí, olha a bagunça, arruaça.
- 20:07Sabe quando você pega uma caneta bic, aí você tira o negócio da
- 20:10da carga, do da tinta e aí você fica, faz bolinhas?
- 20:15De papel e faz Guerrinha de soprano, e.
- 20:18Aí teve uma Guerrinha ou uma guerra que foi mais é.
- 20:22Acalorada. Acalorada.
- 20:24E aí os meninos foram pro pra direção, né?
- 20:27Assim, alguma coisa desse tipo levaram advertência e o antigo
- 20:32diretor foi e escreveu, gente a carta parecia que aquilo ali era
- 20:36uma arma. Os infratores foram apreendidos
- 20:40com cortando munição em forma de bolinhas de papel.
- 20:45E junto com que a era uma arma. A prova foi apreendida.
- 20:51Eu acho que o sonho dele era ser.
- 20:52Delegado, eu achei também ele não consigo.
- 20:54Gui virou diretor ele. Escreveu de um jeito que
- 20:57parecia. Que parecia assim é nossa, só
- 20:59faltou botar assim. Os meliantes foram aprendidos
- 21:02por é não, mas ele escreveu, cortando bolinhas de munições de
- 21:07bolinhas. De bolinhas e aí?
- 21:08Uma coisa assim e mandou a carta para as para os pais.
- 21:12Ah, imagina os pais? Ah, nossa, podia ter conduzido
- 21:15de outra maneira. Mas eu acho que às vezes ele é
- 21:18ele deve ter pensado isso daqui. Era o foi.
- 21:20Oo. Diferente que aconteceu no.
- 21:22Meu dia, até porque ele tinha uma série.
- 21:25Não gostava, não gostava. Do grupinho do.
- 21:28Grupinho. E aí, aproveitou?
- 21:30Eu não sei nem se rolou você. Por ele ele prendia ali, né?
- 21:34Por ele ele chamava. Guarda escolar e já era, acabou.
- 21:39Leva lá pro. Foram encaminhados.
- 21:41Menores em praça. Foram encaminhados.
- 21:43Aí eles aparecendo lá naquele programa.
- 21:45Daí ficou marcado na nossa memória, né?
- 21:47Ficou muito Pri, o papo tá bom, mas acho que agora a gente já
- 21:51pode encaminhar para ele o nosso.
- 21:53Momento refletindo, enquanto ouve o Tony Ramos tocar, sats
- 21:58numa livraria do Leblon. Posso começar?
- 22:06Vai. Eu fiquei arrasada que liguei
- 22:10pro Pedro e perguntei, que eu tô, né?
- 22:13Quando esse episódio sair, a gente tá gravando em São Paulo,
- 22:16né, que eu vim aqui, que eu sou garota da cidade grande, e eu
- 22:19virei e falei assim, como que o Eduardo dormiu?
- 22:22Aí o Pedro falou, dormiu a noite toda.
- 22:25Aí eu tipo assim, Ah, é, dormiu bem?
- 22:28Que bom, né? Mas e aí perguntou de mim.
- 22:31O Pedro nenhum momento, nem não perguntou hoje, então acordou.
- 22:36Aí eu falei, Sério? Mas nenhuma mãe, cadê mamãe?
- 22:40Fiquei triste. Ficou triste, ficou triste que
- 22:42seu filho está lá curtindo o final de.
- 22:45Semana dele e ele não. Aí ao mesmo tempo eu fico
- 22:48aliviada que ele não está sentindo, né?
- 22:51Mas ao mesmo tempo, tipo você. Queria você queria que ele
- 22:54tivesse, queria que ele. Pelo menos assim, quem que é
- 22:58mamãe, mamãe raila? A tadinha, antes, assim, do que
- 23:02chorando. Porque a primeira vez ele
- 23:04chorou. Ele chorou primeira vez ele
- 23:05chorou muito. Posso ir para o meu momento?
- 23:08Pode, eu acho, e acho que eles vão concordar comigo, que você,
- 23:12você, Pedro, Eduardo, vocês precisam vir para cá sem ser
- 23:16para gravar episódio, porque é muito difícil.
- 23:18As nossas saídas são muito rápidas de fazer um encontrinho
- 23:21com um pris aqui é. Então você precisa vir para cá
- 23:24um final de. Semana.
- 23:26Só pra tipo assim um final de semana no São Paulo?
- 23:29Eu e o Pedro a gente já colocou. Porque você não acredita na
- 23:32nossa palavra. Mas a gente já colocou.
- 23:35Se vocês ficarem aqui em São Paulo e não forem receber, é
- 23:40outras pessoas. A gente vai passar o Ano-Novo
- 23:42aqui em São Paulo. Ué, mas pode vim?
- 23:44Ué, óbvio que. Pode, a gente vai.
- 23:46Passar. Mas aí eu eu preciso da
- 23:48confirmação de vocês. A gente vai passar o Ano-Novo.
- 23:51Em São Paulo. A gente vai passar o Ano-Novo em
- 23:53São Paulo? Então tá.
- 23:54A gente vai sair o aniversário do Eduardo, 27 de dezembro.
- 23:58Se quiser ir embora no outro dia, a gente vai.
- 24:01Podem, a gente pode vir junto no carro?
- 24:03Não, mas aí não dá, porque na hora de voltar a gente vai ter
- 24:06que. Voltar, né?
- 24:07Verdade? Verdade.
- 24:08Nossa, quero ver. Meu, quero só ver, quero só ver.
- 24:12Quem viver verá. Então tá bom, a nota, a nota.
- 24:15Finalizamos. Finalizamos.
- 24:17Prisce você gostou desse episódio?
- 24:19Não esqueça de comentar o que achou.
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- 24:30Dona Helena podcast. E lembrando que agora você que
- 24:35ouve pelo Spotify e apoia a gente pelo apoia se ou quer
- 24:40começar a apoiar, dá para ouvir os episódios extras?
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- 24:55Se você ouvir, né, o nosso podcast por outra plataforma de
- 24:58áudio, o link para se tornar um apoiador, tá na descrição do
- 25:02episódio. A partir de 10 BRL você tem é
- 25:04acesso irrestrito a todos os conteúdos extras que saíram até
- 25:09o momento. Mais de quantos episódios?
- 25:10127 mais de 120. De 100 e caralhadas.
- 25:15Episódio que trás. Ficou, né?
- 25:17Beber? Ah, nossa, tá, mas é isso o
- 25:20recado. Beijo e até a próxima.
- 25:22Um beijo, um queijo, uma manteiga e uma cartinha de amor
- 25:26para todos vocês.