Latest / História pros brother / Trapalhões e militares
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- 0:00agência de podcast .com .br Pessoal, a gente tá
- 0:05querendo avisar todo mundo aí, os ouvintes, que tá
- 0:08rolando uma campanha na vaquinha .com .br Tem uma
- 0:12campanha que é sobre a maior campanha solidária do
- 0:16Rio Grande do Sul, né? Todo
- 0:17mundo sabe que tá acontecendo lá, uma
- 0:18tragédia, infelizmente. E aí a gente quer que, pô,
- 0:21enfim, o pessoal da audiência chegue junto. Tem
- 0:24um PIX que você pode ajudar, é uma campanha bem
- 0:27grande, tá? Pode conferir aí que a gente
- 0:29falou. O nome dela é esse, é a
- 0:30maior campanha solidária do RS. E
- 0:33aí você pode doar com o PIX, vai ter também aqui
- 0:36na descrição do episódio o link pra vaquinha pra você
- 0:39ver, mas tem o PIX. Anota aí que o PIX, ele é,
- 0:42enfim, acho que é a forma mais fácil de você ajudar,
- 0:45que é enchentesarrobavaquinha .com .br É vaquinha com car,
- 0:51enchentesarrobavaquinha .com .br E é isso. É,
- 0:55a gente vai deixar esse PIX também na descrição do
- 0:57episódio. Isso. E é isso, pessoal, ajuda
- 0:59aí porque vai ser, pô, a água baixar, que ainda,
- 1:03imagino que vai demorar um pouco. Depois
- 1:04vai ser uma longa jornada de reconstrução. Não.
- 1:07E é isso aí, ajuda aí, tá bom? Beijo.
- 1:10Contra a história aí, brother. Trabalhões
- 1:12e militares? Vamos lá. Alishan,
- 1:22hoje a gente tá num contexto específico da nossa
- 1:25história, onde tem aí mais ou menos 60 anos. Desde
- 1:29que os militares aqui na história do Brasil, em 64,
- 1:32teram golpe. Tomaram poder, ficaram 21 anos no
- 1:35poder. A rapaziada gosta do tal do
- 1:37poder e ficou muito tempo ali. E
- 1:40eu vou contar uma história hoje que desmoraliza
- 1:42completamente a instituição militar. Não
- 1:44tem defesa. Com certeza, eu vim aqui pra
- 1:46atacar. Não tem, quer dizer,
- 1:49desmoraliza. Se você falar de prazer,
- 1:52porque eu vou atacar uma parada que eles se orgulham
- 1:54muito, que é a competência do militar. Tá
- 1:59ligado, militar? Adora falar que é competente. Eu
- 2:01vou chegar lá, vou resolver isso daí. Muita
- 2:04corrupção, tá ligado, esses papo? E
- 2:06aí eu vou trazer aqui um momento, um fato histórico,
- 2:08especificamente que aconteceu no Rio de Janeiro, que
- 2:10perde causa até relativamente, que os
- 2:14militares são burpos, olha o meu amor, tá ligado? E
- 2:17antes de eu falar do momento Trabalhões, daí que
- 2:21vem o título, eu quero perguntar um pouquinho sobre
- 2:23você, Alishan da Nix. Essa figura aí que encanta o
- 2:26Brasil diariamente, segundo as cestas das 9 às 10 da
- 2:29manhã, que é você, Níquel, é uma pessoa desastrada ou
- 2:32não? Sabe, né? É,
- 2:34eu perguntei pra quê? Cara, é um absurdo, é um
- 2:38absurdo. No meu diaz que eu derrubo,
- 2:40caiu, eu não sou muito coordenado, não, cara. Só
- 2:43aqui dentro, só aqui da cabeça. É,
- 2:45mal diagramado legal, meu amigo, né, cara? Mas
- 2:49tu também é um desajeitadinho, né? Porra,
- 2:51Nium, tá maluco. É que tu é pequeno, né? É
- 2:53muito fácil controlar teu corpo. Legal,
- 2:55já virou ofensa, não? Não é ofensa, cara. É
- 2:57biologia. Aham. Entendi, não é transfobia,
- 3:01né? Beleza. Biologia. O
- 3:05Vitinho, na verdade, não. Vitinho
- 3:07ele tem uma coordenação motora exemplar, eu joguei
- 3:09muito futebol, né, cara? E aí eu acho que... Eu
- 3:13legititar, não é? Nessa canais, não. Eu
- 3:15legitimamente acho que eu tenho uma coordenação muito
- 3:18boa. Tipo, a galera joga uns bagulhos
- 3:20pra mim, eu por várias vezes a Marina joga uma
- 3:21chave pra mim, eu olho de propósito, eu olho pra ela
- 3:24e pah, pega a chave no alto. Eu
- 3:26olho pra ela, pah, dos alas. Que
- 3:28loucura. Então, tipo... Antes
- 3:30da chave chegar a ti. É verdade, exatamente, Nium,
- 3:33que foi exatamente o que eu falei. Eu
- 3:34noto que eu sou descordenado em pequenas
- 3:36coisas, assim. Tipo, eu cortei meu dedo um
- 3:39corte profundo, abrindo, sei lá, uma embalagem, assim,
- 3:43semana passada, assim, uma embalagem de um livro,
- 3:45tipo... É fisicamente muito difícil
- 3:47fazer isso, assim. Aí pelo número de cortes que
- 3:49eu tenho na mão, eu noto que falta um pouquinho de
- 3:52coordenação. Não, você é todo desenforçado.
- 3:54Andando. Não, não, não, não. Andando
- 3:56não? O caminhar não? Tá
- 3:58bom. O caminhar é Deus Live. Tá
- 4:00bom. É... Tu não acha Deus Live, é
- 4:02o caminhar? Preciso... Temos que conversar sobre o
- 4:05caminhar Deus Live. O meu caminhar é muito melhor
- 4:07que o teu. Car... Nossa! Car,
- 4:08tu... Tá bom, Nek. Não,
- 4:09eu só lembro. Eu sou xarope, aqui, ó. Nek,
- 4:13posso falar? Parece o Frank, que está andando.
- 4:16Tá falando sério. É
- 4:18um brim para cima e a sete... Tup,
- 4:20tup, tup, tup... Essa é a trilha sonora que toca
- 4:23quando você caminha. Ótimo bem, Nek. Eu
- 4:24não vi aqui para destruições... Tecnica
- 4:26de passarela, não é beleza? Eu
- 4:28vi... Eu vi aqui para atacar
- 4:31militares. Tá? Esse é minha... Minha
- 4:34meta aqui hoje. E eu vou defender a
- 4:36instituição. Fica lá. Você
- 4:36vai defender a instituição que tanto te ajudou, Nek?
- 4:40É verdade. A
- 4:41tua família também não é muito chegada militar, né?
- 4:42Não, ninguém. Mas
- 4:44eu me identifico agora. Agora.
- 4:46A partir de hoje. Beleza, beleza. Bem,
- 4:49Alexandre, a história que eu vou contar aqui hoje, a
- 4:52história que aconteceu no lugar especificamente, que é
- 4:55um centro de convenções. Meio
- 4:57que uma casa de show, casa de eventos, mas muito
- 5:00grande. Na época, era maior da América
- 5:01Latina. Eu estou falando do Rio
- 5:03Centro, Alexandre Nek. O Rio Centro que fica... A
- 5:07gente já quer pagar, mas é pertinho da barra, então é
- 5:10tipo, os meios ainda aqui. E
- 5:11até hoje é o segundo maior. Já
- 5:15foi em show lá? Não, que eu lembre. Fiquei
- 5:17tentando lembrar. Eu acho que eu fui, mas eu
- 5:18não lembro exatamente o que eu... Eu
- 5:21sei que você foi sonho. Tá ligado, você vai ficando
- 5:23velho? Aí sonho e memória, você não
- 5:24sabe o que é? Não sei. Realidade
- 5:27eu não sei mais o que é também. Eu
- 5:28estou muito senil, assim. Beleza,
- 5:33então a história que eu vou contar aconteceu lá. E
- 5:35uma forma de eu resumir essa história, assim, né? É
- 5:39como se fosse um creepypasta dos trapalhões,
- 5:42assim. Imagina um episódio de trapalhões
- 5:44com sangue, assim. É, tipo, com bomba e gente
- 5:49morrendo. É bem um episódio bem
- 5:52especial, assim. Aquela de montagem que a galera
- 5:55faz, assim, posta no YouTube, é tipo isso. É
- 5:57uma colébi dos trapalhões com, sei lá, trociação,
- 6:01assim, mais ou menos? É, eu não chego em... É
- 6:04góri? É, chegam assim um pouco góri.
- 6:08É de de Satanista, tá ligado?
- 6:10É de de de de de laveio,
- 6:12para dança e clima. Foi muito uma criança que
- 6:14escreveu roteiro, assim. É, mas é um pouco mesmo,
- 6:17cara, da nossa canagem. Mas beleza, né? Para
- 6:19te explicar, para te contar essa história, eu tenho que
- 6:21contextualizar minimamente o que está acontecendo no
- 6:23Brasil nessa época. A gente está falando do
- 6:25último presidente da ditadura no poder, o último
- 6:28ditador que é o Figueiredo. O
- 6:30Figueiredo ele entra no poder e assim que ele
- 6:32entra, ele já entra com um discurso muito claro. Eu
- 6:36vou reabrir para a democracia, tá ligado? A
- 6:40ditadora militar, ela é muito curiosa que ela
- 6:42começa... Se fossemos fazer um gráfico
- 6:46de repressão da ditadora, ela começa a repressora,
- 6:50ela aumenta muito a repressão, chega no topo da
- 6:53repressão com o médice e aí ela vai caindo,
- 6:55entendeu? Que ano é o tipo, o auge? 69,
- 7:0070, que é o I -5, tá ligado? Ali
- 7:03o bispegou. E aí, né, começa com o
- 7:05Castelo Branco, o Castelo Branco, ele... Assim,
- 7:07se você comparar com outros, ele até que era
- 7:09mais brando, podemos assim dizer, mas enfim, esse
- 7:12outro papo. Mas o ponto é, com o
- 7:13Figueiredo, a ditadura, ela já estava capenga. Ela
- 7:17já estava tipo assim, o Figueiredo ele falou a
- 7:20seguinte frase, eu abre aspas, eu trouxe que abre
- 7:22aspas dele. Pretendo, pretendo, olha a Dilexia,
- 7:26prendo quem for contra... É,
- 7:28eu já comecei no pretendo. Ó,
- 7:30vamos lá. Dito, falou Dilexia, foi muito
- 7:33foda. Falou Dilexia. Ah,
- 7:36então, mas eu não falei Dilexia. Cara,
- 7:39a edição, bom, a gente vai ver. Tu
- 7:42enrou a palavra Dilexia, ele foi muito foda. É
- 7:45poético, né, poético. Vamos lá, abre aspas, prendo quem
- 7:48for contra abertura, é pra abrir mesmo. E
- 7:51quem quiser que não abra, eu prendo. Ah,
- 7:54rebento, fecha aspas. O homem do diálogo, né, você
- 7:57pode ver que... Tá falando de militares, tá
- 7:59falando de choque de ideia. Eu
- 8:01vou perder, eu vou perder. Ah,
- 8:03o gócio do arrebento no final, né, o cara. Cara,
- 8:07o arrebento, quem não... Deve
- 8:09ser um cara legal de conviver, assim, no dia a
- 8:11dia. Plural, né, Camila? Quando
- 8:13a mulher dele ficava, eu preciso conversar, eu
- 8:16queria... E ele com certeza, como você
- 8:18tá sentindo, começa sem ele. Deixa
- 8:20eu te escutar antes de falar, ele já vai falar
- 8:22isso. Bem, Lí, a gente fala um
- 8:24pouquinho de ditadura, e fala de militares, e fala
- 8:28de... Como é que eu posso dizer? De
- 8:31todo esse grupo que esteve no poder, e porra, reprimiu
- 8:33uma galera, a gente sabe disso, mas existe um erro
- 8:35muito comum quando se estuda ditadura, que é
- 8:37tratar militar como se fosse toda a mesma coisa,
- 8:40tá? Existem pelo menos três grupos
- 8:43muito distintos dentro dos militares, durante a
- 8:46ditadura, tá? O primeiro grupo, né, o grupo
- 8:49de pessoas que eram contra a ditadura, muitos,
- 8:51inclusive, quase 7 mil militares foram presos por
- 8:54se posicionarem contra a ditadura, muitos foram
- 8:56torturados... Mas era a galera mais baixa?
- 8:59Não, não, não, o Marechal
- 9:00Lóthipo, o cara foi contra sargentos, comandantes,
- 9:05gente... Muitos oficiais, claro que muitos,
- 9:08é praças, né, que o pessoal chama, muitos praças
- 9:10também, mas diversos oficiais cargos altos também
- 9:14foram contra a ditadura, e torturados e mortes, assim,
- 9:18foi um bagulho feio. Existe um outro grupo que foi a
- 9:21favor do golpe, e que começou a ditadura, que é
- 9:24o grupo do Castelo Branco, aí alguns chamam de
- 9:25castelistas ou sorbone, mas é o nome do grupo, esse
- 9:30outro papo, e tem o grupo mais assim, que não é de
- 9:33papinho, tá ligado? Que eu tô falando dos... É
- 9:37o que eu arrebento, justamente, que é o linha
- 9:38dura. Os linha duras, se você fosse
- 9:41separar entre os presidentes, você tem os
- 9:43linha dura, o Costa Silva, que é o segundo, e o
- 9:46Médici, que é o terceiro, que é justamente naquele
- 9:47período que eu falei, né, onde o bicho mais pega. E
- 9:49aí, isso fez com que, no momento que o frigueiredo
- 9:54dissesse essa frase, vou abrir mesmo, senão, não sei
- 9:56o que, os linha duras, que não era ele, se você tomou
- 10:00noção de quanto linha duras caralhada, né, esse cara
- 10:03era tranquilo, né, dos militares, os linha duras
- 10:07falaram, não, pô, fudeu, se esse cara realmente reabri,
- 10:11tem dois problemas muito grandes pra eles, primeiro,
- 10:14eles vão perder, né, a mamata, existem vários
- 10:16órgãos do governo militar, que só existiram por conta
- 10:19do governo militar, que, órgãos que ia acabar, né,
- 10:21o próprio doicó de dops, enfim, várias outras, e
- 10:24segundo, a galera vai investigar um montão de
- 10:26crime, que a gente cometeu, a gente tá falando de
- 10:29gente sendo torturada, tá ligado, e coisas muito
- 10:31piores, tá? Mas não ia ter aquele, não
- 10:34teve aquele acordão de ficou por essas? Anistia
- 10:37teve, só que a Anistia, ela é de 1979, a Anistia,
- 10:41ela... ela foi de 1979, de 1979 até
- 10:4885, que foi quando acabou a ditadura, ela não perdoa,
- 10:51tá ligado, ela tá bem por fora, assim, então, tudo
- 10:53que acontecesse naquele período, que ainda foi
- 10:56ditadura, e esse caso aqui que eu vou contar hoje
- 10:58aconteceu depois da Anistia, isso aqui não tá perdoado,
- 11:03falando no sentido legal da coisa, né? Sim,
- 11:05não é por ti. É, não é tipo, não vou ver
- 11:07mais aqui o resto, tudo bem, faz isso aqui, não
- 11:11é... Mas beleza, Alexandre, os
- 11:13linhaduras eram contra essa... o
- 11:16contra -fim, contra a flexibilização do regime
- 11:19militar, e eles começaram a falar o seguinte, por
- 11:21beleza, a gente tem que voltar pra quando a
- 11:25ditadura era porradeira, como que a gente faz isso?
- 11:27Um dos principais, uma das
- 11:29principais justificativas pra ter apoio civil, tá ligado?
- 11:32Poi do povo, boa parte do
- 11:34povo, pra que a ditadura fosse muito repressiva, era
- 11:38que existiam guerrilheiros no começo da ditadura, que
- 11:40tentavam, por, fazer uma revolução, tá ligado?
- 11:43Existiram guerrilheiros que realmente
- 11:44foram pra russ, que pegariam armas, que trocou
- 11:48tiro com militar. E aí meio que isso
- 11:50justificava, entre aspas, na cabeça, né, de uma galera,
- 11:54o que os militares estavam fazendo. Acontece
- 11:57que o aparato repressivo da ditadura militar, com apoio
- 12:03dos Estados Unidos, com apoio de outras ditaduras
- 12:05também na América Latina, vale a pena estudar um
- 12:07pouquinho sobre a operação Condor, que é essa união
- 12:10entre as ditaduras latina -americanas aqui na região,
- 12:14eles foram muito bem no que eles fizeram. E
- 12:18acabaram com as guerrilhas, tá ligado? Não
- 12:20tinha mais guerrilhas mais ou menos, você tinha ali
- 12:23pouquíssimos grupos que eram ínfimos, então você podia,
- 12:26com certeza, você perdeu a possibilidade de botar a
- 12:30justificativa nesses grupos. Porque
- 12:32matou geral e prendeu geral. Matou,
- 12:35prendeu, torturou uma galera e aí não tinha mais
- 12:38guerrilhas praticamente. Podemos
- 12:39dizer que a guerrilha ela perdeu muita força. E
- 12:42aí, Alexandre Nique, o que que os linhas duram, na
- 12:45sua opinião, poderiam fazer? O
- 12:47que que você faria se fosse um arrombado que é
- 12:49quase o caso? Não, mas essa história eu sei
- 12:52um pouquinho por cima, né, que eles fizeram um... Como
- 12:56é que eles chamam? Falsflag?
- 12:57Não é falsflag? Bom, não sei se é falsflag, né?
- 12:59Um atentado culpando o outro,
- 13:01né? Exatamente, foi essa linha de
- 13:04raciocínio deles que é, tipo, eu já sei, fazer uma
- 13:07série de ataques terroristas, tá ligado? E
- 13:09eu vou falar que foram os comunistas, eu vou falar
- 13:11que foi culpa deles, porque aí a galera que tá
- 13:14concordando com o Figueiredo aí de reabrir pra
- 13:16democracia vai falar, putz, não pode, olha aí o que o
- 13:19cara tá fazendo, tá ligado? Aí
- 13:20dera essa. E aí, né, uma série de
- 13:23atentados com bombas principalmente, os modos
- 13:26operantes dos militares eram bombas, essa série de
- 13:29atentados começaram a acontecer e principalmente
- 13:31em dezenas de bancas de jornais. Primeiro
- 13:34passo aí foi esse. Se não me engano, foram 20 e
- 13:36poucas, eu esqueci aqui o número exato, mas foram 20
- 13:39e poucas bancas de jornais que começaram a ser
- 13:41explodidas, tá ligado? Porque
- 13:42principalmente acho que tinham revistas e jornais
- 13:45criticavam o governo, tá ligado? Que
- 13:47criticavam o governo? Pois é, eles, eles, eles não
- 13:50conseguiam aproveitar, tipo assim, vamos lá que ela
- 13:53compra o comunista e aproveita e mata aqueles
- 13:55cara lá, ficam falando mal de nois ali, tá ligado?
- 13:58Eles sempre tinham esse outro
- 13:59lado. Tipo, no sentido de, de, é, é,
- 14:02vou a historiatura aqui, vou falar que é culpa dos
- 14:04comunistas e por aproveitar e vou calar a boca desses
- 14:07cara aí que tão falando mal da historiatura. Beleza.
- 14:09É, em agosto de 1980, aconteceu um atentado que
- 14:13foi um step up, tá? E não é o que eu tô falando
- 14:15agora, é um antes dele. Que
- 14:17é o seguinte, rolou uma bomba na OAB, a ordem da
- 14:20advogada do Brasil, que é uma bomba que era em
- 14:23Velope Bomba. Chegou por uma mina, uma senhora
- 14:25chamada Lida Monteiro, chegou uma cartinha pra ela
- 14:28e ela foi a Brita, Dinha. Morreu?
- 14:29Morreu na hora, ela era uma das funcionárias mais
- 14:31antigas aí, estudiu o negócio, morreu na hora e,
- 14:35pô, já foi assim... Era pra ela a carta? Não
- 14:37sei te dizer, era secretária, né? Então,
- 14:39de repente, era pro chefe dela e chefe manda abrir,
- 14:42tá ligado, enfim. Não sei, mas ela era
- 14:44secretária. E aí foi de bens e a moça,
- 14:46Dinha, e a partir daí, os militares começaram a ser
- 14:49assim, pô, vamos aumentar o nível desses atentados
- 14:52terroristas, tá ligado? Vamos
- 14:53nem fazer um atentadão assim, fazer um atentado
- 14:56foda. Essa reunião, queria ver como é
- 14:58que eles decidiram. Cara, então... Como
- 14:59é que tu faria um atentado terrorista, Dinha? Depende
- 15:01muito de quem eu tô atacando, né? O
- 15:04governo. Qual governo? O
- 15:05nosso atual, o Inácio. O Lula, o Inácio? Putz,
- 15:10cara. Como é que eu tenho que atacar
- 15:12o Lula? Tem. Ah, pode crer. Cara,
- 15:15eu acho que o Lula ele dá muito mole em comida e
- 15:19bebida, né? Que ele gosta muito de beber.
- 15:21Então, acho que, algo com certeza
- 15:23numa caixacinha, eu colocaria alguma coisa na
- 15:26caixacinha dele. Uma bomba também, esse cara que
- 15:29não entende nada de bomba. Uma
- 15:30bomba na caixaca. Uma bomba dentro da garrafa. É
- 15:32isso. É exatamente isso. Exatamente,
- 15:35que faria. O pior tem um amistado
- 15:38brasileiro. É, bom demais. E
- 15:42você? Você não é o cara aí, Kiki?
- 15:44Ah, eu não consigo nem pensar
- 15:45numa coisa dessa. Não consigo. A
- 15:46ideia de machucar o outro ser humano. Tá.
- 15:50Eu não sei, P'tinho. Eu não consigo. Quase
- 15:54forte que você, né? Ser bom. É,
- 15:58eu sou muito autrugoso. Que mensagem linda aí pros naso
- 16:0220, cara. Que legal. Muito
- 16:04bom. Eu veio uma 6 ideias aqui,
- 16:05mas não quero falar. Depois vou roubar minhas ideias.
- 16:07Perfeito, perfeito. Bem,
- 16:09Alexandre, o lance é, a partir daquele momento,
- 16:12ois... Como é que eu vou fazer os
- 16:14linhaduras? Dentro da ditadura, falarão, vamos
- 16:17fazer um... Puta... Eles eram paulistas? Um
- 16:20puta tentado. E aí? Pode
- 16:23entrar, né? Vai fazer um grande AT, né?
- 16:25Fazer um grande AT. E
- 16:27aí, cara, o que acontece? Vale
- 16:30a pena também lembrar que desde o Geisel, que é o
- 16:32presidente anterior, o Figueiredo, eles já estavam
- 16:35querendo o que eles chamavam de uma... Quem
- 16:37disse isso foi o Geisel? Era
- 16:39uma abertura política lenta, gradual e segura. Hum,
- 16:42boa ideia. Que foi tipo assim, não, vamos
- 16:44devolver o poder pros civis? Mas
- 16:47o negócio foi tão feio que, pô, esses devolver do
- 16:50supetão vai dar a verda. Tá
- 16:51ligado? Porque quando o Castelo Branco
- 16:54tomou poder, junto com os militares lá em 1964, ele
- 16:57foi pro rádio e ele lhe um discurso, lhe uma carta
- 16:59dele, que é falando, rapaziada, fica tranquilo, e
- 17:02lá vai ficar um aninha aqui, dois, estourando dois
- 17:04aninhos. E a gente devolve. É
- 17:06só pra expulsar aí a ameaça comunista, que não
- 17:09existia, na verdade, mas foi o vod espiatório deles.
- 17:12E aí, é acabou, que ficaram
- 17:1421 anos, né? Pra meter um ou dois aninhos,
- 17:16ficou 21 anos. Então, você vê que a ditadura,
- 17:18ela foi estornando um... um Frankenstein aí, né?
- 17:22Aproveitando que eu citei o seu
- 17:23caminhão, o Frankenstein. Um Frankenstein de repressão. E
- 17:27aí, quando foi acabar, tinha que acabar de um
- 17:29jeito planejado. Tá ligado? Ah,
- 17:31faz sentido, né? Faz sentido. Bem,
- 17:34e aí, chegamos na noite do dia do episódio, Alexandre
- 17:38Niquiel. A noite do dia 30 de abril
- 17:41de 1981. Naquela noite, Alexandre Niquiel,
- 17:45não tinha adversário armado, tá ligado, que poderia
- 17:49confrontar o regime militar de ditadura. E
- 17:51aí, por isso, os militares tiveram que fabricar esses
- 17:55adversários, fabricar inimigos pra justificar a
- 17:58existência do aparato repressivo, pra justificar
- 18:00os linhadores no poder. Beleza?
- 18:02Tem aí, você tá acompanhando? Tá,
- 18:05tô prestando atenção, mano. Muito
- 18:06bem, Alexandre, tô feliz. Agora,
- 18:08estou prestando atenção. Bem,
- 18:10estou transportando você, Alexandre, pro dia 30, que
- 18:14diz... Deixa eu fechar o olho. Tá
- 18:15bom, de 1981, que é o dia onde nós temos o show do
- 18:19primeiro de maio. O nome do show é show
- 18:22primeiro de maio. Quem é que tocou? Esse
- 18:25ponto é importante, porque estamos falando de... Uma
- 18:29line que puta que pariu, velho, é bizarro assim.
- 18:33Primeiro, é o show que homenageia
- 18:35Luiz Gonzaga e ele toca. Começa
- 18:37com Luiz Gonzaga. Filho dele, Gonzaguinha, ao seu
- 18:40valença... É, não é... O...
- 18:42Quem é que falou? Não, Luiz Gonzaga não é muito...
- 18:45É isso, cara gigante. Ao
- 18:46seu valença, Clara Nunes, Javan e Valins, Gal Costa,
- 18:50Gal... Fagnet. Gal... Eu
- 18:59vou lançar a fala assim, meu amigo. Tá
- 19:01bom, tá bom. João Bosco nem Mato Grosso, Ref,
- 19:05Pica, Paulina Viola, Simone, Bete Carvalho. Tá
- 19:08ligado? E na hora que vai acontecer
- 19:12o atentado, que eu estou contando aqui hoje... Gal
- 19:15Costa, do... Caralho. E estava tocando El
- 19:17Barramalho na hora do atentado. Naquela
- 19:20noite, Alexandre Niqueira, aquela fatídica naquele...
- 19:24Documentário no ar, tá ligado? Aquela
- 19:25fatídica noite. Era Véspera de Feriado, né? O
- 19:29show primeiro de maio aconteceu numa quinta -feira,
- 19:31no dia 30. Porque no dia seguinte era
- 19:33sexta... Olha que feriado maravilhoso, né?
- 19:35Sexta dia do trabalhador. Então
- 19:37foi perfeito, né? Pô, já vem aqui na quinta
- 19:38-noite, cês estão mais cedo, né galera? Tá
- 19:41ligado? Foi isso. Faço
- 19:43meu... Faço meu atentado e vou direto
- 19:45pra praia. Exatamente, e aí, né? A
- 19:47gente teve aí um show que deu cerca de dez a quinze
- 19:50mil pessoas, os números variam, né? Porque
- 19:51a gente entrou e saiu. E o show foi grande, né? E
- 19:55essas pessoas passaram ali pelas catracas, passaram
- 19:58pelo estacionamento. E pelo estacionamento tinha um
- 20:01carro puma preto no estacionamento, Alexandre.
- 20:04Vai tá carro. Puma,
- 20:05né? Carro mesmo. É
- 20:06bonitão. É bonitão mesmo. E
- 20:07esse carro puma, ele teria história pra contar,
- 20:12Alexandre, né? Porque ele vai explodir. E
- 20:15antes de continuar aqui a história, Alexandre, você
- 20:17viu? Você já explodiu, né? Hum,
- 20:22assim... Alexandre, você já se machucou feião?
- 20:26Não. Ah, você falou uma vez pra
- 20:28mim e eu falei assim, que eu não esqueço. Eu
- 20:29não sofro. Tomando essa. Não,
- 20:32não me arrisso. Hoje eu vou sofrer muito, né,
- 20:36cara? Ah, é verdade. Quem
- 20:37vai fazer mesmo no dente? Cara,
- 20:39fazer um troço do dente. É o quê, cara? Que
- 20:40o cara falou que o tratamento de canal é mais
- 20:42tranquilo. Mas é... Você
- 20:46já removeu o dente? Gente, já... Como
- 20:48é que... Já tirei, já tirei ciso. Mas
- 20:49o ciso eu não sei como é que funciona, porque você
- 20:51tem que abrir, né? Ou se o ciso já tá pra fora.
- 20:53É que depende, o meu. Eu
- 20:54acho que tava meio frio da puta, assim. Mas
- 20:56foi tranquilo que eu peguei um vego e só tirava ciso.
- 20:59Ah, é? Só
- 21:00fazia isso o dia inteiro. Tá
- 21:0250 anos. Legal, boa. Trumpo
- 21:04deve ser bom, hein? Não, eu tirou dois cisos em 15
- 21:08minutos, assim. Eu quebrei um dente feião, né?
- 21:12Dente de acessar. E
- 21:13aí esse dente de acessar, assim, eu quebrei e aí
- 21:15ficou malasca dele. Olha que merda. Então
- 21:17eu teve que tirar, né? Metade
- 21:18dele foi embora. Foi de... Enfim.
- 21:20Explodiu lá no rio centro. E
- 21:22aí a mulher teve que usar um alicate, mano. Porra.
- 21:25E aí eu tava obviamente bem anesteseado, mas ela
- 21:28enfia o alicate acendo no meu dente, assim. Foi
- 21:31desesperador, assim. Porque você sente, né? Você
- 21:33sente, mas não senti dor. Hoje
- 21:35eu tô me preparando psicologicamente, assim, as
- 21:38próximas... Essa semana e semana que vem eu
- 21:40vou sentir muita dor, cara. Vai
- 21:41ser... Trita mais, tem que agitar na...
- 21:44É, não. Joga
- 21:45agora e resolve logo, tá ligado? Não
- 21:47tem... Tem que fazer. O
- 21:48pior é a... Escova de dente que eu tive que
- 21:50comprar lá, cara. Bizarro, assim. Específicamente,
- 21:53uma? Cara, não vou nem falar no ar
- 21:55sobre isso. Que é bizarro. Tá
- 21:57bom. Tá aí algo que eu não
- 21:58esperava que você... Você fala atrocidades aqui, mas
- 22:00aparentemente... A escova de dente eu não
- 22:04quero, né? É, muito sério. Eu
- 22:09não quero me expor. Perfeito.
- 22:10E correr o risco de ser mal interpretado. Perfeito.
- 22:12E ter no que ofender... Beleza,
- 22:14beleza. Quando a gente não sabe, o melhor
- 22:17é ficar quieto. Na internet, muita coisa que
- 22:20você pensa que é verdade, é mentira. Você
- 22:23tem que ficar de olho. Não pode ficar caindo no clique
- 22:25aqui, baixar uma coisinha ali. Deixar
- 22:29uma senha, vazar sem querer. Ah,
- 22:31não! E por isso a confiança... Eu
- 22:33sou muito levado para o História de Ternete. E
- 22:37por isso a confiança em tempos de internet... Tá
- 22:40cada vez mais difícil de se encontrar, né? Mas
- 22:43tem lugares que confiam. Ah,
- 22:47e as vezes... Tá bom. E
- 22:49esse lugar que confia, por exemplo, é a KTOL. É
- 22:54a KTOL. Sou o Gremlin. A
- 22:58KTOL confia no História pros Brodas. Confia
- 23:00mesmo, cara. Tá muito tempo apoiando a
- 23:02gente. Eles acreditam na gente, tá
- 23:04rolando, tá legal. E se não fosse a KTOL, o
- 23:06História pros Brodas, e quem sabe... Deixa
- 23:07acabar, porque não tem mais clima. É
- 23:09verdade. Então, o rio fica com o tímulo.
- 23:12O que é a KTOL, Xane? É
- 23:13uma sede aposta, mano. Uma sede aposta. Muito
- 23:17bom, muito legal. Tá tudo, tímulo. Você
- 23:20quer, já falei. Tem vários esportes. Vou
- 23:22voltar aos outros episódios que o público é mais
- 23:24picadinho. Tá bom, hein? Vou
- 23:26voltar. Eu tô tentando puxar nesse
- 23:28aqui. E aí, a pessoa tá com
- 23:29dúvida. Porque sabe como é dinheiro, né?
- 23:32A pessoa fica, por que será
- 23:32que vale a pena? Eu tô com medo de não sei o
- 23:34quê. O que ela faz de estar com
- 23:35dúvida? Ah... Google. Tá,
- 23:38mas tem um lugar melhor que o Google? Tem
- 23:40a KTOL. Ah! Eu tô salvando essa. Vou
- 23:43lá, vai. Na Instagram, KTOL é lá no
- 23:46Brasil. Pode perguntar lá qualquer coisa
- 23:48que vocês respondem tudo. Eles
- 23:49respondem tudo, né? Sabe em tudo. Mas
- 23:51na KTOL tem tudo que é esporte, né? Isso
- 23:53é importante falar. Não é só futebol. É,
- 23:56basquete, voo... NFL, o pessoal pira muito NFL.
- 23:59Tem NFL lá. Enfim,
- 24:01muita coisa. É fácil colocar, fácil tirar
- 24:02o dinheiro. Sim, mas tem um presente nosso
- 24:04da KTOL para o 20. Que é o quê? Um
- 24:06cupom de... Não, você não vai acreditar. O
- 24:09quê? É de Fribet. Meu
- 24:11de lá que a gente tá falando. É
- 24:11de Fribet, sim. Isso daí, dá. É
- 24:14um cupom de 20 % de Fribet. Você
- 24:17bota um dinheiro. Sua primeira posta. Você
- 24:19vai lá. Primeira posta. É,
- 24:20você vai no site KTOL .com que tu não tá fazendo nada
- 24:22agora, né? Então lá. E
- 24:23vai botar seu primeiro dia em news o cupom HPB20 para
- 24:26fazer sua primeira posta, que é 20 % em cima da
- 24:28grana que você colocava. Ahn.
- 24:30Não, colocou 100 % e 120, colocou... Mil
- 24:33fica com 20 % e 200, mas não precisa colocar tanto,
- 24:34coloca. É, vamos com 50. Chega
- 24:36na moral. A gente sabe que nosso fã aí
- 24:38é pobre. Que isso, cara? Nosso
- 24:40fã é pobre. Fala aí. É
- 24:42pobre. A gente tem que... É
- 24:43ignorante. É feio. Não,
- 24:46gente. Quarta, quarta. Estou
- 24:47brincando. Não, mas é... Gavir
- 24:5220 % em cima. Isso é a primeira posta. Eu
- 24:56gosto da KTOL, cara. Eu adoro KTOL. Fazer
- 24:58umas múltiplinhas lá. Ah, pode crer, verdade? Uma
- 25:01sozinha para o jogo. KTOL .com, KTOL .com, KTOL .com. O
- 25:06que aconteceu dentro do veículo do Puma Preto?
- 25:09Tinha dois oficiais do exército.
- 25:11E junto com eles, tinha
- 25:13bombas. Algumas bombas. O
- 25:16número é questionável. Enfim,
- 25:18porque a investigação diz uma coisa, testemunha as
- 25:21outras, em vez. Mas o ponto é você tinha o
- 25:23sargento do exército Guilherme Pereira do
- 25:25Rosário. Ele tinha 35 anos, trabalhava
- 25:28no Doicode. E tinha o capitão Wilson
- 25:30Wilson -Wishave Machado, de 33 aninhos, Alexandre Amigo.
- 25:33Dois jovens, dois jovens adultos
- 25:36entrando ali na vida de se tornar de pagar boleto. E
- 25:40mesmo assim, já pronto para cometer atentado de
- 25:43terrorista. Olha que Brasil que a gente
- 25:45viveu, né? E essa rapaziada, eles estavam
- 25:47no momento que vale a pena relembrar. Eles
- 25:50estavam no momento onde a redemocratização provavelmente
- 25:52ia acabar com o Doicode. Provavelmente
- 25:54ia acabar com o que eles trabalhavam. Como
- 25:57eu falei também, muitos crimes que esses órgãos
- 26:00cometeriam e umiam via tona. Então
- 26:03assim, faria muito sentido eles se unirem contra a
- 26:07redemocratização, tá ligado? E
- 26:08aí por isso, com isso em mente, esse é o momento
- 26:12que começa a tocar. Porque a turma do Didi os
- 26:17trapalhões, eles vêm aí com força. De
- 26:20acordo com algumas segurança, o carro deu uma
- 26:23ré, o pulmão, tinha vários seguranças no local, né? E
- 26:26o carro deu uma ré e boom, explodiu. O
- 26:28que aconteceu? As bombas, elas eram... tinham
- 26:33várias bombas, tá? Mas a maioria das bombas, elas
- 26:36iam explodir, não sei se sabe exatamente todo o
- 26:39plano, mas o que a gente sabe é, algumas bombas iam
- 26:42explodir na região, dentro do estacionamento, outras
- 26:44bombas iam explodir dentro da casa de força, de
- 26:47energia para dar um... um apagão, tá ligado? Um
- 26:58apagão. Por isso que ele foi chamado,
- 26:59né? Ele estava com a bombinha ali
- 27:01no colinho dele, arrumando uma coisinha aqui, pois,
- 27:03aqui vai explodir, bem explodida mesmo, isso aqui
- 27:05vai ser boa. Tava ali arrumada, aparentemente
- 27:07alguma coisa de errado, de repente a ré foi muito
- 27:09forte, de repente ele cortou o fio vermelho, né?
- 27:11Por burba caralho, né? E
- 27:13aí explodiu no colo dele, tá ligado? Na
- 27:16hora, né, o que aconteceu? O
- 27:18sargento Rosário, esse cara é especialista em bomba,
- 27:21morreu na hora. Boom, o corpo dele virou um...
- 27:24um... um prato do espoleto com
- 27:25molho branco. Ah, mas morreu fazendo o que
- 27:28gosta. Morreu fazendo o que gosta, né?
- 27:30Ele sabia que ele ia morrer
- 27:31por uma bomba, né? Vamos ser sinceros. É...
- 27:34porra, né, velho? Porra, pelo amor de Deus. E
- 27:35o Wilson, que era o capitão, ele ficou muito
- 27:38ferido, de tal maneira, que a barriga dele abriu e ele
- 27:42saiu com as tripas no colo. Se
- 27:43uniu com o pulmo e ele ficou com o transformador.
- 27:46Não é boa, querido. E
- 27:48aí... sério, verdade? E
- 27:50aí ele saiu com as tripas na mão, mano. Todo
- 27:53fodido. Ele saiu todo fodido assim com
- 27:57as tripas na mão dele, tá ligado? E
- 27:59ele sentou num cantinho e teve que esperar meia hora
- 28:03pra chegar a ambulância, mano. Meia
- 28:04hora olhando pra extrema e foda. Faca,
- 28:08que... que... que... frila,
- 28:10foi desgraçado, hein? Exato. Pra... imagina...
- 28:14eu acho que o cara deve estar em outra já na
- 28:16cabeça, né? Meia hora, não. Um,
- 28:18dois minutos, cinco minutinhos, tá em outra.
- 28:20Depois de uns 25 de sofrimento.
- 28:21Olhando, caralho. Realmente...
- 28:24Pegou aqui, né? Pegou bem, pegou bem pegado. E
- 28:28aí, né, o que as investigações mais tarde,
- 28:30né, não -oficiais, chegarem com conclusões, era que,
- 28:34primeiro, eram mais ou menos 15 militares
- 28:36distribuídos em vários carros, mais ou menos uns
- 28:396 carros. A primeira equipe falhou e
- 28:42ela deveria instalar 3 bombas no pavilhão, né, em
- 28:45volta do show. É a equipe do nosso querido
- 28:47aí, né, dos dos rapazes aí. A
- 28:49segunda equipe também falhou, porque eles tinham
- 28:52que explodir a estação de eletricidade, e eles
- 28:54realmente explodiram, tá? Só que ficou muito longe e aí
- 28:58não afetou, não só explodiu uma bomba ali perto, e
- 29:00não... não rolou apagão nem nada. A
- 29:03terceira equipe tava fora do pavilhão e eles que iam
- 29:06forjar as evidências, eles que iam falar, tipo assim,
- 29:09não, pô, isso daí foram os militantes. A
- 29:11ideia deles era até prender um montão de gente ali na
- 29:13hora pra falar, olha, eu acho que foram eles, hein?
- 29:15Pra gerar mais esse mamorinho.
- 29:16Um outro grupo ia estar do
- 29:18lado de fora e eles já estavam pichando umas placas
- 29:21no caminho do evento, indo pro Rio Centro, eles
- 29:25estavam pichando com VPR, que é vanguarda popular
- 29:29revolucionária. Eles queriam botar culpa num
- 29:31grupo terrorista, né, um grupo revolucionário
- 29:33guerrilheiro, mas esse grupo nem existia mais, tá
- 29:35ligado? Já tinha ido pro... de
- 29:37arrasta, assim, né, porque os militares me teriam
- 29:38aborrado todo mundo, como falei, eram guerrilheiros. E
- 29:41aí também outra coisa que encontraram foi Panfleto,
- 29:44que deixou cair ali, né, que eles iam distribuir o
- 29:46Panfleto do VPR, depois que acontecesse tudo, tá ligado?
- 29:50Só que aí aconteceu que eles,
- 29:51na hora da correria, deixaram cair alguns
- 29:53Panfletos falsos dentro do Rio Centro. Enfim,
- 29:56né, o ponto é, essa galera, primeiro que o
- 29:59Guilherme do Rosário, esse cara que morreu, ele foi
- 30:02especialista em explosivos, vale a pena sempre lembrar,
- 30:05ele foi enterrado com honras de militares, assim,
- 30:07então ele foi até o fim, né, tratado como um herói,
- 30:11assim, pros militares. A versão oficial disse que
- 30:16o... da investigação oficial falou
- 30:17que foi militante de esquerda, mano. Sabe?
- 30:20Fala, tiver a pachorra de falar, não, realmente foi...
- 30:22os... os... os...
- 30:23Os caras botaram umas bombas lá, lá no... no...
- 30:26no carro. No carro do militares. No
- 30:27carro do... dentro do carro dos militares. Os
- 30:30militares de alguma forma, muito inteligente, eles
- 30:34colocaram bombas dentro dos caras com os caras lá. Mas
- 30:37não é absurdo. Calma aqui, calma aqui, vai...
- 30:40calma aqui, esse é só o começo.
- 30:41Até que você é evidência, não
- 30:43é absurdo? Não tem, tem evidência, vou
- 30:44chegar e vou falar sobre elas. É...
- 30:45uma outra coisa também é que 10 dos 14 portões
- 30:48estavam fechados do rio Centro, então não se sabe
- 30:51se até que, pô, mais pessoas iam morrer, tá
- 30:54ligado? É... mas trancaram os portões,
- 30:56da saída, né, pra justamente, assim, explodias
- 31:00coisas todo mundo e rolar um tumulto, né. Não
- 31:02se sabe quantas pessoas iam morrer, mas estamos falando
- 31:04de um lugar com mais 10 mil pessoas, tá ligado? E
- 31:06montão de bomba. Então, né, a gente tira a
- 31:09conclusão que a gente quiser. Agora
- 31:10falando um pouquinho sobre as evidências da
- 31:11participação dos militares, Alexandre, primeiro que os
- 31:14depoimentos foram muito contraditórios, depoimentos
- 31:16dos militares, primeiro que eles chegaram falando assim,
- 31:18ó, a gente estava lá dentro do carro, só que a
- 31:21gente saiu, né, fez xixi pra comer um negócio ali e
- 31:23tal, provavelmente, nesse momento que a gente saiu,
- 31:27colocaram uma bomba entre o Carona e a porta, o banco
- 31:31do Carona e a porta, naquele vãozinho
- 31:33pequenininho, tá ligado? Que fica na lateral. E
- 31:36aí, o que acontece? Esse foi o aumento deles. Porque
- 31:38foi ali mais ou menos que ela explodiu. Porque
- 31:40ela explodiu no colo do cara, né, então ele falou,
- 31:42não, foi ali naquela regiãozinha ali. Só
- 31:44que aí, a galera falou, pô, então, a gente viu
- 31:46aqui a bomba, a bomba não cabe, a bomba é muito
- 31:48maior pra caber naquele espacinho. E
- 31:50aí, anos depois, eles não, porque não foi bem
- 31:52colocado, foi jogada, com a janela aberta, e aí caiu
- 31:56no colo do Guilherme, nosso herói, explodindo a hora.
- 32:00Entendeu? Então, já ficaram com esse
- 32:02papo de cada hora, eles tinham um discurso
- 32:04diferente. Inclusive, a esposa dele depois de
- 32:07uma entrevista pra Comissão Nacional da Verdade, falou
- 32:09que os agentes do ICODE, fora da casa dela, e
- 32:12botaram fogo em todos os documentos do marido depois
- 32:14que o marido morreu, de um mesmo ano, mesmo à noite.
- 32:16Sim. Então, tá aí um
- 32:17procedimento padrão, né, de tempos em tempos, né, os
- 32:20militares fazem isso com seus amigos. Uma
- 32:23outra coisa que aí eu mei fofoca, tá, aí, enfim, é
- 32:27que chorar, e é bom. É desse que você gosta, que
- 32:29a equipe de cirurgia que atendeu tinha lá um... um
- 32:33membro da equipe que ouviu o cara que sobreviveu,
- 32:36porque o cara sobreviveu, o cara da stripa lá. O
- 32:38do da stripa viu. Ele viu. E
- 32:40aí ele... Parece que é piada. Ele
- 32:42disse, sob anestesia, muita, muito forte, ah, deu tudo
- 32:46errado. Se fofudeu todo e falou deu
- 32:51tudo errado, aí os cara pude, no mínimo suspeito,
- 32:54né, o cara meter esse papo, né. E
- 32:58o que que ele falou, esse cara da stripa falou que
- 33:00era isso. Esse cara ficou entocado, esse
- 33:03cara foi afastado, se tornou professora de
- 33:06história de Brasília, de uma escola militar, olha
- 33:08que safado, e não falou, mas no caso, né, parece um
- 33:12pouquinho suspeito, né, um pouquinho suspeito, só. É,
- 33:16uma coisa interessante é que muitos peritos afirmam
- 33:19que foram, que recebam ligações militares para
- 33:21mudar o laudo, pra falar que não foi bem assim, os
- 33:24seguranças que estavam no local não foram convidados
- 33:26para depor, tá ligado, imagina, os seguranças
- 33:30estavam no lugar, eles viram tudo e esses caras
- 33:32não foram chamados, tá ligado. Então,
- 33:34tipo assim, é muito, porra, muito conveniente botar, pro
- 33:37atribuir a culpa em outra galera. Mas
- 33:39os cara, os cara nunca admitiram, velho, tipo os
- 33:41militar nunca admitiram? Nunca
- 33:42admitiram, até hoje, até hoje a versão oficial foi
- 33:46que foi militante. É que pega a mão, né. Porra,
- 33:51mas assim, né cara, a gente viu o que são
- 33:53militares no poder, né, o governo anterior, o outro
- 33:56tinha um tom de militar, o ministro, e porra, o que
- 33:58aconteceu no Amazonas, por exemplo, lá durante a
- 34:01pandemia foi brincadeira, os cara são burras, é porque
- 34:04que acontece, Lichanda Nica? Se
- 34:05você concorda comigo. A pior, pior não, né, pra
- 34:08você construir uma pessoa burra, a principal
- 34:11característica é convicção, mano. A
- 34:13pessoa burra, ela não é a pessoa que não sabe, é a
- 34:16pessoa que é convicta na burrice, é a pessoa que
- 34:19tem certeza que algo tá certo e não tá. A
- 34:22pessoa que não é convicta, que repensa e tudo mais,
- 34:25ela tem muito mais chance de alpasar dos anos, de
- 34:27ser uma pessoa inteligente e entender as outras
- 34:28coisas. E militar não aceita o
- 34:31contraditório. Se o cara é condecorado,
- 34:33especialista em bomba, vem alguém explicar, porra, toma
- 34:36cuidado com essa bomba, legal? Tá
- 34:39ligado que eu sou especialista, né? Então
- 34:41não se mede, vai querer ensinar, vai querer, tá
- 34:43ligado? E aí, é, é, a gente vê,
- 34:45isso é porra, óbvio, né, a instituição militar, ela é
- 34:49uma instituição baseada na hierarquia. Se
- 34:51o cara tá num título, tá num cargo superior ao teu,
- 34:54tu tem que obedecer ele mesmo, ele tá errado. Você
- 34:57receitinha pra ser burpo. É,
- 34:58todo, todo militar é assim, né? Hierarquia
- 35:01tem... Hierarquia pra caralho, é. É,
- 35:04não só militar, né? Não, não só militar. Não,
- 35:06não só militar. Muita gente que tem que obedecer
- 35:08a ordem errada assim. Isso? Pô, nossa senhora, e é
- 35:11muito frustrante, né cara, você vê uma pessoa falando
- 35:13uma merda, só que, porra, você trabalha pra ela,
- 35:16você... O cargo, o... o...
- 35:19o coisa dela, o título dela é superior ao teu, e
- 35:22você tem que seguir aquilo ali, tá ligado? É
- 35:24muito triste, pô, já cansei de fazer isso, já também,
- 35:26já... já trabalhou com umas pessoas
- 35:27meio nada a ver, né? Não tanto assim, não... Tiveram
- 35:32cenários que foram imbecil, mas não eram pessoas burras
- 35:34e foram esporádicos, momentos esporádicos de
- 35:37burrisse assim. Pode crer. Não
- 35:39eram desgraçados. Eu lembro que quando eu... Eu
- 35:42não vou dar detalhes, né? Porque,
- 35:44né? Tipo, eles são demais. Mas
- 35:45quando eu trabalhava com desenhando no AutoCAD, eu...
- 35:51A... a orientação era trabalhar
- 35:53com mouse. Tipo, desenha... Tic,
- 35:55tic, tic, tic, tic, tic, tic, tic... Só
- 35:57que, pô, eu mexendo com o CAD, eu fui vendo que, pô,
- 35:59se você digitar os números, tragado, tipo, 0 ,0, está
- 36:04no ponto zero, 0 ,1, 1, 1, aí 1 ,2, vai desenhando
- 36:07assim, é muito mais rápido. E
- 36:08aí eu tive que demorar um tempo a explicar pra pessoa
- 36:10superior que tipo é mais rápido assim, que foi por
- 36:12muito pouco, eu não conseguia. O
- 36:13trabalho ficou muito mais rápido. É
- 36:15muito frustrante, mano. É muito frustrante esse tipo
- 36:17de coisa, trabalhar com gente que, pô... Que
- 36:19acredita muito em hierarquia, que muito em
- 36:21uma superior e tudo mais. E
- 36:22militar isso, Alexandre Nico. Então,
- 36:23né? Fica de olho na sua carreira
- 36:25militar que você está planejando, que eu sei, que
- 36:26talvez, né? Você vai entrar agora, né? Com
- 36:29cadete, muito bom. Vou, vou, vai... Imagina
- 36:33eu passando pelo teste físico de... Correndo
- 36:36que você arrastar na lama. Que
- 36:37meio franquista, é muito foda. Bem,
- 36:39Alexandre. É, uma outra, outra, o ponto
- 36:43que por corrobóri que dá mais certeza ainda que foi
- 36:45tudo armado, é que naquele mesmo dia, só que horas
- 36:49antes, 15 homens armados estavam no restaurante ali,
- 36:53no Jacarepaguá. E eles estavam debatendo um
- 36:55plano com mapa na mão. Eu gosto muito, cara. E
- 37:02aí o pessoal do restaurante ficou tipo assim, caralho.
- 37:05Sei de homem armado. E
- 37:06aí chamou a polícia, a polícia chegou, só que, pô,
- 37:08tipo assim, pra... Aí a polícia só anotou a
- 37:11placa dos carros e adivinha, qual que era um
- 37:14dos carros. Carro explodiu, pô. O
- 37:17pulo, o apreto. Eles não tiveram muito cuidado,
- 37:19né? Tá ligado o que eu quero
- 37:20dizer? É isso que eu tô falando,
- 37:22pô. Pô, tá maluco, mano. Então,
- 37:24assim, né? Tá muito claro pra gente que
- 37:26quem fez, por que fez, quando fez, né? Tem,
- 37:30tem... Mas até hoje, cara, não tem
- 37:32culpado. Olha que merda. É,
- 37:34é, é, é... É a paixor, velho. Não
- 37:36é só porque os carros não podem admitir, né? Não,
- 37:38exato sim, mas aí ninguém é culpado, ninguém paga, tá
- 37:42ligado? Até hoje. É,
- 37:45como eu falei, né? A versão oficial é que foi a
- 37:47esquerda, a esquerda, que foi lá e fez, tá ligado?
- 37:50Botou bomba, tacou a bomba pela
- 37:51janela, né? E ninguém viu, imagina? Foi.
- 37:55E a gente tá, porra, um evento que acontecia há
- 37:57mais de 40 anos. Esse deu errado, né? Mas
- 38:00deve ter uns que deram certo. Isso
- 38:01que eu quero, porra. Esse é o ponto que eu queria
- 38:04fazer a gente refletir, né? Que
- 38:05é quantas, quantas atentadas não ocorreram durante a
- 38:09ditadura? Quantos José... Para,
- 38:11porra. Para, cara, fala os domes. José,
- 38:14dona Maria. Tá ligado que essa galera que
- 38:16fala assim jeito? Tá dando um soco. Mas
- 38:19enfim, né? O inquérito abriu e que o
- 38:23exército, ele que foi o responsável para investigar
- 38:26o crime, né? Que provavelmente foi o exército
- 38:28que cometeu e fechou, né? Puts,
- 38:30não vai rolar. Não consegui machar o culpado.
- 38:33É uma grande incógnita que
- 38:35mandaram essa. E o Figueiredo, né? Que
- 38:39fez aquele discurso lá falando, né? Vou
- 38:41aprender. Eu não sei o que, vou
- 38:43arrebentar, né? Por nenhuma, né? Os
- 38:46caras saíram lá em Pune e até hoje não se sabe quem
- 38:49foi, né? Quem fez. De
- 38:50vez em quando reabrem a investigação, mas não tem
- 38:55julgamento definitivo aí. Ah,
- 38:57os caras já morreram também, né? É,
- 38:58mas aí... A maioria... Quem
- 39:00mandou, né? É, os que mandou com certeza.
- 39:02Mas você tem como, pô, nem que
- 39:04seja na memória, né, mano? Eu
- 39:06acho que um dia pode oficializar, né? Quando
- 39:08o governo, ele tiver um governo progressista, né?
- 39:12Tiver um pouco mais de autonomia,
- 39:14menos dependência, menos medo de militar. Eu
- 39:17acho que é capaz, sim, do governo atribuir a culpa. O
- 39:19oficial me bateu um artelho e falou com os militares
- 39:21que fizeram. Porque o governo de hoje tem
- 39:23muito medo, né? Dos militares. O
- 39:26Lula, ele é muito... do diálogo, né? E
- 39:29aí, pô, por exemplo, rolou em 60 anos da ditadura,
- 39:31né? Do golpe que eu falei. Rolou
- 39:33agora. E... Parte do governo queria
- 39:36organizar por um bagulho um evento grande, assim. Mas
- 39:39o Luiz Inácio... Ele falou, não, deixa tudo pra
- 39:42lá. E aí não rolou porque ele tá
- 39:45ali com os papinhos com os militares, tá ligado? Ele
- 39:47tá ali conciliando. Que merda, né, Nino? É,
- 39:50teu presidente daqui. Você fez campanha pro outro,
- 39:53mas... Não fui ele que ganhou, né,
- 39:55cara? Dessa vez o capitão não
- 39:57conseguiu. É, mas ele tá vindo... Ele
- 39:59tá voltando aí. Ele tá voltando aí, cara.
- 40:04Maninho, que você acha que a Cuba
- 40:06foi dos militares, cara? Depois
- 40:07do carro tá lá? Não. Ai, cara, que medo. Cara,
- 40:13não. Mas é foda que esse professor
- 40:16de história, cara. Ele deveria... Ele
- 40:18deveria escrever um livro, né? Ele
- 40:19deveria fazer um documento. Ele
- 40:20deveria contar tudo, né, cara? Esse
- 40:22cara que passou, que tava lá, que tava com as tripas
- 40:24pra fora. Com as tripas, né? Como
- 40:26seria o nome do livro dele? Não
- 40:28sei, mas tinha que ter tripas, né? É,
- 40:29por isso que eu levantei a bola. É,
- 40:31não sei. Eu tô grimpado, tô muito
- 40:33burro. Tripadura nunca mais? Talvez.
- 40:35É forte, é forte. Eu assumi a sua faculdade. Ele
- 40:39ganhou espaço, ele ganhou espaço. Se
- 40:40forçar um pouquinho aí, tripadura nunca mais vai
- 40:43ver com força, tá? Cara, sério, ele podia fazer, né?
- 40:45É, eu acho que ele morreu. Eu
- 40:46não tenho certeza. Ele não é professor, tu falou
- 40:48que era professor de história. Então,
- 40:49ele se tornou professor de história, e foi afastado e
- 40:52virou professor de história. Eu
- 40:53acho que ele morreu, vale a pena dar pesquisada.
- 40:55Wilson -Louis Chaves Machado. Tripa,
- 40:59coloca. Não, não, não. Você
- 41:01se entripa. Não tô achando aqui, não tô
- 41:03achando se ele tá morto. Bem,
- 41:05fica aí pro ouvinte da uma leve pesquisada, se ele
- 41:08realmente morreu, ou se a gente imaginou, né? Como
- 41:11é que você acha que ele morreu? Eu
- 41:12acho que complicações por cada tripa. Quarenta
- 41:14anos depois, assim. Quarenta anos depois, né? Acho
- 41:17que foi, acho que a esquerda matou ele. Ela
- 41:19agindo. Pra calar o cara, porque a
- 41:22esquerda implantou algo pra culpar os militares de
- 41:25implantar a esquerda, né? Pô,
- 41:26bom pra caramba. Quarenta anos depois, envenenou ele,
- 41:29eu acho. Perfeito. A esquerda, né? A
- 41:31pessoa. A esquerda. A
- 41:32pessoa com bolhão de MST. Legal.
- 41:34Que bom, cara. Então é isso, Elisandro Niquel.
- 41:37Essa é a história dos trabalhões
- 41:38e da ditadura militar. Tchau,
- 41:40tchau. Valeu. Beijo. Música