Latest / Café com Dungeon / Todo Mestre é Game Designer? #0002
Transcript
- 0:00A Fênix, uma ave. De fogo que quando derrotada,
- 0:04volta as cinzas de das cinzas, depois renasce essa criatura
- 0:09mitológica que o grande Gui providelo queria botar na sua
- 0:13campanha de dayde basicando. Jogando através do caves and.
- 0:18Rexes, né? E bom.
- 0:20Ele queria botar essa criatura, mas ele tinha uma ficha de ADED.
- 0:24Era essa ficha que ele utilizaria para poder levar a
- 0:28criatura para a sua mesa. Mas ele queria alguma
- 0:30alternativa? Ele queria ver se alguém
- 0:32conhecia uma ficha de Fênix. E basic é uma coisa mais
- 0:35simples, porque essa criatura, ele mostrou a ficha para a
- 0:38gente, ela tinha ali mais de 20 poderes mágicos, muitos deles da
- 0:43lista de magos. Ela executava esses poderes
- 0:46mágicos com um altíssimo nível, nível 20, nível 40 de mago.
- 0:50Era um nível bizarro mesmo. Ela tinha outros poderes também
- 0:54especiais dessa criatura. A gente começou a ler, não é?
- 0:57A gente viu ali. O material começou a ler no
- 0:59grupo E começou a debater. O fato é que ela é uma criatura
- 1:02genial, muito inteligente, que vem de outro plano.
- 1:05Não era só acertada por armas. Bônus, né?
- 1:07De mais 3 ou mais, ela não é surpreendida.
- 1:11E fora isso, esses poderes que ela tem grande maioria temática
- 1:14tem a ver com o fogo, alguns tentando traduzir mais ou menos
- 1:19os efeitos de de uma criatura com uma aura de fogo tão forte e
- 1:22outros com poder de controle de fogo, de criar fogo diretamente,
- 1:27né? Alguns deles, como eu falei da
- 1:29lista arcana de magias do ADID. Fora isso, ela tinha poderes
- 1:35também de cura e ressurreição. Coisas nesse naipe, porque
- 1:39afinal de contas, ela é uma criatura que volta das cinzas.
- 1:41Então acharam que tematicamente tinha a ver e descreveram ela,
- 1:45né? Falaram, eu tenho 2 parágrafos
- 1:47mais ou menos. Menor parte do texto dizendo
- 1:50como ela vive, de onde ela é, né?
- 1:51Que é uma criatura que hoje em dia, no nosso plano, ela vive
- 1:55nas profundezas das florestas e tem alianças com fadas e
- 1:58criaturas silvestres que ela defende e que também que ela se
- 2:01refugia, porque ela é caçada ali por alquimistas e magos, porque
- 2:04é Oo corpo dela é valioso, né? Os componentes materiais de
- 2:08magia que ela, o corpo dela pode fornecer, então ela se esconde
- 2:12ali, ela se preserva ali. É bom e a gente acaba vendo que
- 2:17o resto da descrição inteira, muitos parágrafos de combate,
- 2:20basicamente poderes. Voltados bastante para combate,
- 2:24né? E a gente vê que vários desses
- 2:27poderes que ela tem tentam traduzir os efeitos de uma
- 2:30criatura de fogo, né? Vou dar um exemplo, ela coloca
- 2:34aqui a magia de blinders, que é de cegar.
- 2:37Me parece que isso é para refletir ali que a aura de calor
- 2:41dessa criatura pode fazer com que o seu olho seja prejudicado.
- 2:46A fumaça entre um teu olho que Arda que você não consiga
- 2:49enxergar, ela tem uma outra magia de birur, né, que é tipo,
- 2:52borrar. Que é para representar essa essa
- 2:56miragem que a gente enxerga quando a gente olha através do
- 3:00calor, né, que a gente vê ali, aquele quase como uma coisa do
- 3:03deserto, né? Que a gente vê aquela Areia ali
- 3:04emanando aquela aquele. Trepidar na visão, né?
- 3:08Isso embaça e daria um bônus. Na classe chamadura da criatura,
- 3:12alguma coisa assim, mas fora isso só tem outros poderes que
- 3:15às vezes não tem nada a ver com fogo, nem cura, né?
- 3:17Ela, ela consegue desfazer magia, desfazer ilusão, detectar
- 3:21armadilhas e outras coisas que não são.
- 3:24Tão apropriadas, mas que bom. Parece que acharam legal de
- 3:27colocar ali de toda forma. Houve quem gostasse dessa ficha,
- 3:31né? O Diego cestito, por exemplo,
- 3:33defendeu a ficha. Ele gosta de fichas robustas,
- 3:35cheias de detalhes e com um cheio de poderzinho mesmo porque
- 3:38ele prefere que pequem pelo acesso que ele possa cortar no
- 3:41caso. Ele disse que.
- 3:42Cortaria as magias que não tem a ver com o tema, né?
- 3:45Como por exemplo encontrar armadilhas ou dele portar com
- 3:48+10 pessoas para qualquer lugar? Ele falou que ele tiraria essas
- 3:52madies e Charlie. As magias que traduzem a aura de
- 3:55fogo dessa criatura e a aura de cura dessa criatura e todos os
- 3:59poderes relativos a isso. Eu, por outro lado, eu meti
- 4:02falando que eu não gostava muito dessa ideia, né?
- 4:04Dessa filosofia difícil, porquê eu gosto de uma criatura que
- 4:08descreva melhor o ambiente Onde Ela Mora, como é que os poderes
- 4:11eventuais que ela tem se entrelaçam com esse ambiente,
- 4:14né? Não somente o que ela faz em
- 4:15combate, mas fora dele também. É aquele papo de quando se é
- 4:19mulher que se pensa. Pô, eu queria ser invisível, o
- 4:21que que eu faria se eu fosse invisível?
- 4:23Você não pensa em lutar com os outros, né?
- 4:25Quando você você pensa, pô, eu posso ficar invisível, você
- 4:28pensa em aprontar várias, né? De repente, sei lá.
- 4:32É? Arrumar um jeito de de pegar
- 4:34dinheiro, pegar isso, pegar aquilo.
- 4:36Você tenta levar aquilo para o seu dia a dia e pensa, como é
- 4:38que seria legal? De repente você poder ficar
- 4:40invisível? Se essas situações até meio
- 4:42cômicas às vezes, mas não necessariamente para combate,
- 4:46para lutar para matar os outros, não é isso é uma coisa muito que
- 4:49OADED. No caso, estava levando.
- 4:51Quando a gente olha a descrição desse monstro na minha cabeça, é
- 4:54melhor você descrever o ambiente onde se a criatura se insere,
- 4:57como esses poderes dialogam com esse ambiente, não é?
- 5:00E você poder descrever os poderes de uma forma sintética,
- 5:04mas ao mesmo tempo que explique bastante é as coisas, né?
- 5:08Então, por exemplo, é você pode botar que essa é uma criatura.
- 5:11Que tem uma aura de calor e fogo de com um raio de tantos metros
- 5:15e que. Quem tiver em contato com essa
- 5:18criatura a tantos metros de distância, vai ter ponto de dano
- 5:22e vai ter, sei lá. Daí você pode descrever que tem
- 5:24efeitos na visão da pessoa que você fala sobre esse tipo de
- 5:28coisa? Você fala que coisas inflamáveis
- 5:30vão pegar fogo, que coisas podem derreter na presença dela?
- 5:33Que ânfras de óleo podem de repente inflamar, né?
- 5:36Você pode trazer esse tipo de coisa?
- 5:38Para o jogo, porque? Você descreveu, né?
- 5:41Que tem fogo, que aquilo produz um fogo com calor imenso e
- 5:44aquilo ali tem várias decorrências lógicas disso, que
- 5:47talvez você não precisa ficar esmiuçando.
- 5:50Em centenas de poderezinhos mágicos que inclusive às vezes
- 5:53tem natureza arcana e até confunde com uma criatura que
- 5:57não tem exatamente uma natureza arcana, é uma criatura de outro
- 5:59plano, né? Que é uma criatura de fogo não
- 6:02necessariamente arcana. Acho que os arcanos vêm do
- 6:05estudo dos magos. Não me parece confundir um pouco
- 6:07as coisas, então eu até prefiro que sejam poderes talhados para
- 6:11essa criatura especiais, para essa criatura e não extremamente
- 6:14da lista de magias do mago, entende?
- 6:16Essa é a minha percepção das coisas.
- 6:18Acabou que o Ícaro também entrou na discussão.
- 6:20Um camarada também é assinante e ele disse que ele não gosta.
- 6:25Às vezes, quando o material é muito sintético, quando é muito
- 6:28lacunar, é porque muitas vezes o material parece preguiçoso e
- 6:32gente que não está acostumada com essa lacunaridade trava e eu
- 6:34concordo com ele. Acho que ser lacunar, porém, não
- 6:38quer dizer que seja preguiçoso. Você precisa saber, descrever
- 6:42esses poderes, escrever essa ficção suficiente para que se
- 6:44use com segurança. Então eu acho que tem, não pode
- 6:47ser os 2 extremos, não pode ser simplória a discussão, mas
- 6:51também não pode ser uma. Uma.
- 6:53Uma discussão com tanta minúcia, tantos poderezinhos que é quase
- 6:58um desafio muito grande para O Mestre utilizar aquela criatura,
- 7:01porque quase certamente ele vai subutilizar aqueles poderes e
- 7:04vai ficar frustrado porque não botou o desafio à altura do que
- 7:07está no papel, né? E bom, de certa forma, é um.
- 7:11É um problema, né? A gente utilizar os poderes e a
- 7:13criatura tem porque a gente está querendo propor um desafio como
- 7:16mestre e aí é muito poderzinho para lembrar e tudo mais.
- 7:21Então tem esses 2 lados, né, a gente travar pela falta ou
- 7:25travar pelo excesso são 2 problemas.
- 7:27Mas o fato é que a gente estava ali mexendo e tentando sugerir
- 7:31como mexer nessa ficha, nessa criatura quase como mecânicos,
- 7:35né? Que içam um carro lá em cima e
- 7:37ficam olhando debaixo, falando, Hum, rebimboca, dá parafuseta
- 7:42está meio solta, dá para apertar ali, dá para alinhar o os pneus,
- 7:46dá para fazer isso, dá para fazer aquilo, diagnosticando e
- 7:49tentando mexer no carro para melhorar, não é?
- 7:52E nesse processo a gente acaba vendo que a gente mexe com
- 7:56muitas ideias de game design. Algumas entendendo que como
- 7:59seria o melhor produto, né? Como se, como você gosta que
- 8:03você receba uma criatura ficha de uma criatura de inscrição de
- 8:06uma criatura, mas também como você vai mexer naquilo.
- 8:09Né? E muitas vezes a gente vê que a
- 8:11gente prefere. É um material que venha para a
- 8:15gente. O material que venha para a
- 8:16gente do game designer que ensina, ensinem a gente a mexer
- 8:20com aquilo. Não é que ensine a gente a
- 8:22utilizar aquela criatura que ensine a gente a mexer com os
- 8:25poderes dela ou até tirar e botar poderes dentro disso?
- 8:29E aí, isso levou a uma reflecção interessante.
- 8:32Quase coletiva ali será, então? Que?
- 8:35Todo mestre é game designer. Bom dia, amigos do café com
- 8:42danjão. Estamos aqui para mais um
- 8:44episódio do seu podcast matinal favorito com muito RPG.
- 8:48Meu nome é Rafael baubi. Eu fiz o meu café hoje.
- 8:50De acordo com as instruções do produtor escaldando, o filtro
- 8:55jogando água em movimento, circulares sobre o pó do.
- 8:58Café para garantir a melhor experiência.
- 9:01Bom. Hoje o papo é sobre o game,
- 9:04design sobre experiência e sobre O Mestre, né?
- 9:06Também como ele entrega experiência?
- 9:08De jogo, e eu vou começar aqui não falando sobre isso, eu vou
- 9:12fazer 11 parênteses aqui para falar um pouquinho das
- 9:15interações que a gente teve no Spotify, que foram muito legais.
- 9:20Então vamos começar lendo aqui. O.
- 9:22A enquete que a gente fez. Inclusive deixar claro que, para
- 9:25vocês que a gente vai utilizar bastante essas ferramentas de
- 9:29interação do Spotify, tá? É se você entra no Spotify ali
- 9:33pelo celular, você consegue. Além de das 5 estrelas pro nosso
- 9:36podcast, você consegue também participar dessas enquetes que a
- 9:39gente vai lançar todo o episódio.
- 9:41Tá? Então, no primeiro episódio eu
- 9:43lancei 2 enquetes, a primeira querendo saber qual o tipo de
- 9:46episódio preferido da primeira fase do café com dange, onde as
- 9:49pessoas e aí a gente teve aí 40 e 41,5% das pessoas dizendo que
- 9:54gostavam mais dos episódios com reflexões e devaneios, né?
- 9:58Aqueles que eu pego o microfone e saio compartilhando minhas
- 10:01reflexões. É 25,6%, dizendo que curtindo o
- 10:05conteúdo old School e quase 10% ali, dizendo que curtiam a
- 10:08coluna de. Né?
- 10:10Que era Oh pilotoff com Aline. Então esses foram os 3 ali mais
- 10:14votados. Teve outros ali também menos
- 10:16votados, que eram que a galera curtia e também outra pergunta
- 10:20que eu fiz foi, o que você acha mais importante manter da
- 10:23primeira fase do café com dangerou?
- 10:25No caso, uma pergunta aberta pra galera responder como quisesse,
- 10:28né? E aí eu selecionei aqui algumas
- 10:30respostas. O primeiro do Dani gata, dizendo
- 10:32que reflexões variadas sobre RPG, abertura pra mostrar o
- 10:35trabalho dos criadores brasileiros e convidados com
- 10:38visões diversas para enriquecer o debate.
- 10:41Sempre curti visões diversas, enriqueci o debate, sempre
- 10:44gostei desse tipo de. Coisa, né?
- 10:45Eu acho que. Eu aprendo muito debatendo RPG,
- 10:48adoro debater, é uma pena. Quando vai pra treta, né?
- 10:51É ORPG às vezes, leva muito pra treta quem me?
- 10:55Quem me vê nas redes sociais, vê que às vezes é eu puxo muita
- 10:59discussão e acaba levando a teta às vezes.
- 11:01Mas eu adoro quando a gente. Debate debate chega a algum
- 11:04lugar, né? E eu acho que isso enriquece de
- 11:06fato debate, principalmente quando a gente está no podcast
- 11:09que a gente acaba levando para um lado mais.
- 11:11Civil? Né?
- 11:13É o Fábio Rodrigues falou da volta da coluna HP.
- 11:16Love coffee. Olha só que.
- 11:17Legal é uma das metas aí do nosso apoio.
- 11:19Esse então dá uma olhada lá em após esse apoia.se barra
- 11:24cafecundanjo é tem um nível, você pode escolher o seu nível
- 11:27de apoio. EAE tem uma das recompensas ali
- 11:30é uma das metas, na verdade, que a gente tem é justamente de
- 11:33poder voltar a coluna h piloto COF com a Aline beleza.
- 11:37É? O ramo mandou debates e
- 11:39reflexões em geral sobre RPG, até mesmo uma relação vida ERPGA
- 11:43vivência com o hobby, experiências e trocas de ideias.
- 11:45Cara, eu adoro falar sobre isso, né?
- 11:47Lá o café a gente sempre trabalhou com isso.
- 11:49Na primeira temporada, inclusive, há muito tempo atrás
- 11:52eu vinha falando do RPG como life style, né?
- 11:54Que é uma coisa que agora parece sedimentar um pouquinho as
- 11:57pessoas, é tendo mais orgulho de falar que jogam RPGEE
- 12:01compartilhando suas campanhas. É um cenário muito diferente
- 12:04hoje em dia e eu lembro que o café preconizou isso falando
- 12:08bastante de RPG, life style, né? O Leandro zanaro falou que gosta
- 12:13quando a gente propõe soluções sobre o jogo e dialoga com a
- 12:16comunidade. Bom, acho que isso já é um
- 12:18diálogo com a comunidade. Então, pô, tem umas também do
- 12:21caminho certo, né? Não olhou o Léo e reflexões
- 12:24sobre o jogo. É o cacho que o meu feijão com
- 12:26arroz, né? Adoro ficar considerando coisas
- 12:29sobre o jogo, sobre mecânica, sobre dinâmicas, sobre várias
- 12:32ideias de RPGEO, Eduardo ralaki, Fernando, Edu aí mandou que a
- 12:36frequência ele diz que não precisa ser diária, mas precisa
- 12:39ser certa e bom. A gente tá aí, certo?
- 12:41Conscretiza as quintas-feiras, né?
- 12:44Sempre cedinho, pela manhã, para a galera acompanhar, mas com
- 12:47sorte a gente consegue botar de novo esse rolê aí para 5 dias na
- 12:51semana. Então lembra que você pode ir lá
- 12:53no apoia, no apoia.se barra café com danjão escolher o nível de
- 12:58apoio e a gente quando chegar nas metas apropriadas a gente
- 13:01vai progressivamente voltando a ter mais dias na semana.
- 13:04No café com danjão e eu quero voltar a ter 5 dias na semana
- 13:07para chamar todo mundo, né? Como sempre fiz, chamei todo.
- 13:10Mundo, a comunidade. De?
- 13:12Galera, streaminger, galera. Que cria jogos a galera.
- 13:15Que? Sei lá que que gosta de RPGE tem
- 13:17uma opinião a respeito. Quer compartilhar a galera que,
- 13:20teórica de RPG, acadêmicos de várias áreas, eu adoro fazer
- 13:23isso, mas a gente precisa ter mais dias na semana para chegar
- 13:26ao volume que a gente tinha no na primeira temporada do café
- 13:29com danjão, né? Então conto com vocês lá no
- 13:32apoie-se, beleza? Oh, meu Deus, um zumbi.
- 13:42Oh, olha pelo lado bom, ele acabou de.
- 13:44Cair em pedaços? Na nossa frente?
- 13:47É, e ele tem um livro à mão dele, deixa eu pegar isso aqui.
- 13:55Eita, olha só. Viu o que tá escrito aqui?
- 14:01O. Os mortos estão chegando, um RPG
- 14:04de sobrevivência no apocalipse zumbi.
- 14:07Por Diogo Nogueira, você joga com um sobrevivente desesperado
- 14:13em um mundo pós-apocalíptico onde zumbis são de verdade e
- 14:17eles não vão parar até devorarem você.
- 14:20Você também precisa encontrar abrigos, tocar comida, água e
- 14:24outros recursos. Obviamente, outras pessoas
- 14:27tentarão tomar. Tudo.
- 14:29De você, os. Personagens são pessoas comuns
- 14:33que lutam para sobreviver e encontrar seus entes queridos,
- 14:35mantêlos seguros e apenas tentar continuar vivendo.
- 14:39Todos eles carregam recursos como comida, água, combustível,
- 14:42munição essenciais para sua sobrevivência.
- 14:44Esses recursos são usados para negociar com outros
- 14:47sobreviventes e determinar quanto tempo eles podem viver.
- 14:52As regras que alimentam os mortos estão chegando foram
- 14:55desenvolvidas com base num incrível sistema criado para
- 14:58into the od e aperfeiçoado com Electric passionland por Chris
- 15:03mcdowell. Eles surgiram durante o game jam
- 15:05que ele organizou. Amado de eclética best un.
- 15:08As regras em si cabem numa folha de papel a 5, mas são
- 15:13incrivelmente flexíveis e incentivam o tipo de jogo focado
- 15:16na exploração, no diálogo e na criatividade que poucos jogos
- 15:20conseguem igualar. Diogo Nogueira é um autor
- 15:24aclamado, premiado no Oscar Internacional dos.
- 15:29RPGs. Os chamados NS com a aventura
- 15:34Halls of the blood King e é recomendadíssimo do pessoal do
- 15:39café com tangio. Corra lá e garanta junto à
- 15:42caramelo jogos no catarse. O apoio para garantir a sua
- 15:46cópia. Corra.
- 16:00Será que todo mestre é game designer?
- 16:04Já responde lá na enquete com o terminal de ouvir o programa vai
- 16:07lá na enquete, responde lá No No app do Spotify, né?
- 16:11No No celular e diz aí pra gente o que que você achou?
- 16:14Se você acha que é gamesigner, se não é, mas vamos ouvir aqui
- 16:19as considerações que eu tenho a fazer, né?
- 16:21Primeiro, eu queria delimitar design.
- 16:23Né? O game design, por assim dizer,
- 16:25o que é que faz o game designer, né?
- 16:27É? O que que.
- 16:29É o que que é que é o trabalho desse cara a?
- 16:32Gente, pode dizer. Com segurança, né?
- 16:34Que? O game designer ele está
- 16:37construindo uma experiência de jogo, né?
- 16:39O que ele faz é construir uma experiência de jogo.
- 16:42É essa experiência de jogo pessoal.
- 16:44Costuma chamar de estética no game design até tem um modelo de
- 16:48pensamento aí de de análise de de jogo, né, que o pessoal chama
- 16:52de MDA, em que se coloca aí essa parte da estética, né?
- 16:56Então é muito aceito essa ideia de que o game designer, quando
- 16:59ele constrói a experiência de jogo, ele está propondo uma
- 17:01estética. É, então a gente pode dizer que
- 17:04essa estética ou essa experiência de jogo é, por
- 17:06exemplo, um jogo de exploração de um mundo arruinado no
- 17:09apocalipse zumbi. E jogadores precisam abandonar a
- 17:12percepção de valor que eles veem nas coisas, tá?
- 17:15Então, tipo, vamos supor, no mundo atual, você vê ali 11 lata
- 17:19de Coca-Cola e aquilo ali. Hoje em dia a gente olha para
- 17:22aquilo já pensando em beber a Coca-Cola e se refrescar e tudo
- 17:25mais. Mas será que num cenário de
- 17:27apocalipse zumbi, essa Coca-Cola, a gente vai utilizar
- 17:29dessa forma? Será que de repente, aquilo não
- 17:32vai ser a Coca-Cola não vai servir pra gente limpar uma
- 17:35coisa, de repente, limpar um cano de uma arma, né?
- 17:39Sei lá, essa coisa de botar as coisas de mergulhada na
- 17:42Coca-Cola um tempo, dizem que resolve isso.
- 17:44Ou será que o alumínio da lata não vai ser muito mais útil do
- 17:47que necessariamente é a utilidade que a gente costuma
- 17:50ver numa lata de Coca-Cola? Né, é esse.
- 17:52Tipo de coisa faz a gente, de certa forma, é ressignificar os
- 17:56objetos, usar eles, foge das funções que a gente conhecia.
- 17:59Isso faz com que a gente crie uma nova visão de mundo também
- 18:02sobre esse cenário, né? Então, isso é uma estética
- 18:04proposta. Isso é uma ideia de jogo, né?
- 18:07E. Designer vai trabalhar para
- 18:09entregar essa experiência na mesa, fazer com que todo mundo
- 18:11que jogue chegue nessa experiência.
- 18:13A gente pode pensar também um jogo de repente, que ocorre numa
- 18:17zona de muitos crimes no, os jogadores vão interpretar de
- 18:21repente alguns tiras que estão completamente fora do ambiente
- 18:24deles e que eles vão precisar o tempo todo.
- 18:27Lidar com tensões sociais e tomar decisões que vão
- 18:31desenvolver profundamente a personalidade deles.
- 18:34Então, o jogo que de repente vai ter que botar esses jogadores
- 18:37sempre em. Dilemas Morais, né?
- 18:39De como utilizar OA força que eles têm ali de polícia e tudo
- 18:43mais. Então tema até delicado, né?
- 18:46Mas é interessante de trabalhar também.
- 18:49É, ou de repente, ali a gente tem?
- 18:51Sei lá, várias possibilidades e o.
- 18:53Oo game designer. Ele vai garantir que essas
- 18:57estéticas serão experiência impressa pelo jogo, né?
- 19:00Então, eles vão utilizar as mecânicas de forma geral,
- 19:03principal ferramenta que eles têm para trabalhar.
- 19:05Isso são as mecânicas de jogo que vão determinar.
- 19:08Vão determinar alguns funcionamentos, né?
- 19:13Certos do jogo e que vão terminar por influenciar todos
- 19:16os participantes a promoverem essa estética desejada nas
- 19:19interações deles. E para chegar lá, o game
- 19:22designer é costuma documentar as regras desse jogo, né?
- 19:26Essas mecânicas e tudo mais, num manual para que os participantes
- 19:30possam seguir esse manual e garantir a experiência que nem o
- 19:34fiz com meu café, né? Eu descaldei ali o filtro.
- 19:38Depois eu botei o pó e joguei a água em movimento circulares,
- 19:41porque é o que dizem que faz a melhor experiência do café e, de
- 19:44fato, faz diferença. Né?
- 19:46É. Aí ao manual a gente pode somar
- 19:50aí textos suplementares, né fravertex?
- 19:53A gente pode botar. Arte e outros elementos que
- 19:55ajudam a entregar essa experiência e vender bem aquele
- 19:59jogo, né? Então, cada jogo é um produto
- 20:01que Visa deixar uma marca na gente, né?
- 20:03Deixar ali 11 é a gente acaba percebendo ele de alguma forma
- 20:07isso marca a gente é quando você vai.
- 20:09Jogar, sei lá, um. Board game desses aí você vai
- 20:12jogar zombieside sabe? Ele te marcou de algum jeito,
- 20:15você sabe que você vai procurar quando você vai jogar.
- 20:16Ele, é isso que o game designer almeja, né?
- 20:19E o que faz O Mestre do jogo, né?
- 20:22Nos RPGs tradicionais, O Mestre é um participante com funções
- 20:25diferentes dos demais jogadores. Quando ORPG tem essa figura, né?
- 20:30Se os jogadores controlam os personagens principais de forma
- 20:34geral, O Mestre controla os monstros, os antagonistas, os
- 20:37NPCSEO. Ambiente em volta e usa isso
- 20:40tudo como ferramenta para fazer o jogo acontecer ali, para, de
- 20:43repente, imprimir o jogo que que precisa ser precisa acontecer em
- 20:47mesa. Né?
- 20:49É, e ele faz isso para projetar conflitos de forma geral.
- 20:52E vão conduzir o jogo para essa estética pretendida pelo game
- 20:55designer, né? Vendido no produto, eu fiz aí
- 20:58111 conversa no Twitter, né? Fui.
- 21:01Provocar a galera. É sobre isso, né?
- 21:04O que você. Costuma mexer nas regras do
- 21:05jogo, e. Muita, muita gente respondeu que
- 21:07não costumava mexer porque queria ver o que que o game
- 21:10designer estava propondo. É uma visão muito interessante,
- 21:13porque, de fato, o game designer tem uma expectativa de estética
- 21:17para você experimentarem. É muito interessante a gente
- 21:19tentar chegar nessa estética, né?
- 21:21Pelo menos para tentar entender que que é o produto que a gente
- 21:23comprou. E bom, quando O Mestre ele está
- 21:27ali atuando normalmente ele vai tentar atuar no sentido de
- 21:30preservar esse. Ou não, né?
- 21:32Tem muita, muita gente falando também que adora mexer nas
- 21:35regras. Adora mexer nisso porque é o
- 21:37grupo. Nem sempre prefere a estética
- 21:38que vem no livro exatamente, mas com uma modificação.
- 21:41Aqui, outra ali. Em teoria, O Mestre, então ele
- 21:45se sujeita às mecânicas e regras como estão ali no jogo, né?
- 21:48Para, assim como todos os outros jogadores.
- 21:52Mas a gente sabe que nem sempre, então tem um problema aqui.
- 21:56ORPG, ele é um jogo que conjuga mecânica, confecção o tempo
- 22:01todo, né? ORPG?
- 22:02Ele se baseia na ficção, a ficção e o diálogo entre os
- 22:06jogadores, né? A seu?
- 22:07Respeito esse essa. Criação dos jogadores, isso é a
- 22:10mídia do RPG, essa conversa ficcional, e é através dela que
- 22:15o que o jogo roda. Então não há como as mecânicas
- 22:19cobrirem a totalidade das coisas que podem vir dessa conversa
- 22:24criativa ficcional, né? Que a gente tem ali entre os
- 22:27jogadores e participante, a gente sabe o diálogo, ele
- 22:30expande infinitamente. Ele não vai ficar
- 22:32necessariamente naquele espaço mecânico do jogo, né?
- 22:36É eventualmente as mecânicas, elas podem imprimir um
- 22:39funcionamento inclusive do jogo. Que pode resvalar num problema
- 22:44de quebra de verossimilhança. Né?
- 22:47É por exemplo, sei lá, você de repente ali tem.
- 22:49Vou dar um exemplo esdrúxulo que eu nem.
- 22:51É? Fictício?
- 22:52Não, não, não é um exemplo concreto de um RPG, mas vamos
- 22:55supor que aquele RPG ali tem que quando você atira com seu, feche
- 22:59com seu arqueiro, você. Você e você falha, você perde um
- 23:05D4 flechas, porque representa ali um momento em que o seu
- 23:09arqueiro perdeu várias flechas e sai que você perdeu 4 flechas.
- 23:13Você tirou um D4, você jogou um D4, saiu 4.
- 23:16Então quer dizer que você perdeu 4 flashs?
- 23:18Mas lá na saúde tinha 3? E aí, né?
- 23:21Como é que fica esse déficit de uma flecha?
- 23:23Tudo bem, é um exemplo bobo, porque de forma geral você vai
- 23:25falar bom, você perdeu 3? Então se você tinha 3, foram 3
- 23:28que se perderam, mas dá pra entender mais ou menos o
- 23:30princípio de uma patinada na ficção, né?
- 23:33É eu posso dar um exemplo aí de que de de que rolou também é que
- 23:39a gente pode pegar às vezes 11 exemplo de um sei lá, a gente vê
- 23:44que os jogadores de repente passaram por uma estrada, né?
- 23:48E O Mestre descreveu que nessa estrada era era barra limpa, não
- 23:51tinha árvores, não tinha nada em volta, era só um grande canto.
- 23:54E aí, de repente, na mecânica de um jogo, é um jogo que tem uma
- 23:57mecânica específica falando que aquele aquele ambiente ali foi
- 24:01bloqueado, né? E que uma árvore caiu na frente.
- 24:04Isso O Mestre descreveu que não tinha nenhuma árvore antes, como
- 24:07é que agora que surgiu um problema rolado?
- 24:10Existe uma árvore caída porque aquela mecânica foi muito
- 24:13específica, muitas vezes não foi feliz e aí derrapou, né?
- 24:16Na? Perante a ficção, a gente sabe
- 24:19que assim eu reconheço que não há uma dicotomia necessária
- 24:24entre mecânico e ficção. Que coisa que eu tô querendo
- 24:26dizer com isso, que não será muito.
- 24:28As coisas são opostas. E que uma vai funcionar sempre
- 24:31em detrimento da outra. Isso não é verdade.
- 24:34Isso é uma falácia que muitas vezes aparece no contexto da
- 24:37galera que fala de regra de ouro.
- 24:39Esses tipos de coisa, que que é fundamentar esse tipo de de
- 24:42ideia, de abandono, de sistema e de regra, que não é o caso.
- 24:46Porém, a gente sabe que é entre mecânica e narrativa, não é
- 24:51incomum. Em vários jogos há tantos
- 24:55tradicionais ou mais modernos que eventualmente aconteça 11
- 25:00problema, um ruído que elas não funcionem uníssono.
- 25:03Muitas vezes a narrativa ou a ficção e a mecânica vão
- 25:06derrapar. A gente sabe disso.
- 25:08Quem joga bastante RPG certamente já cruzou com esse
- 25:11com esse tipo de coisa até se eu for botar num diagrama, eu até
- 25:15botei o diagrama aí para os apoiadores darem uma olhada nas
- 25:18notas do episódio, mas tipo. Mas não um diagrama que a gente
- 25:22tem um círculo da ficção e dentro desse círculo da ficção,
- 25:25a gente tem ciclos menores ali, que são os espaços mecânicos.
- 25:28Mas esse espaço mecânico jamais vai cobrir esse círculo todo da
- 25:32ficção. Em alguns momentos, esses
- 25:34círculos menores das mecânicas. Eles vão, inclusive, vão
- 25:38ultrapassar os limites do círculo da ficção.
- 25:41E aí, nesse conjunto de mecânicas que está para fora da
- 25:44ficção, a gente derrapa. Poderia botar graficamente dessa
- 25:47forma? O aspeto lacunar do RPG vem daí
- 25:51justamente, né? A gente sabe que, eventualmente,
- 25:54mecânicas e a ficção, elas derrapam e, em alguns momentos,
- 25:58elas não estão funcionando em uníssono ali, né?
- 26:03Então, sendo as mecânicas as principais ferramentas para o
- 26:06game designer trabalhar, o funcionamento do jogo e, sendo
- 26:10muitas vezes, elas insuficientes para comportar toda a ficção de
- 26:14um RPG. Eu Acredito que a experiência
- 26:17real jamais vai se encerrar dentro da experiência projetada
- 26:21pelo Gaming designer. Na mesa que eu quero dizer com
- 26:25isso é que na mesa muitas vezes o jogo vai extravasar a
- 26:28experiência que o game designer pensou.
- 26:29Por um lado? Para o outro em algum detalhe, o
- 26:32outro vai extravasar, né? Daí a gente tira que a
- 26:35experiência do RPG incompleta, né?
- 26:37E se fala bastante isso na comunidade, que AA experiência
- 26:40do RPG é incompleta, até que se veja à mesa até que seja jogada.
- 26:45E para isso a gente precisa que haja uma interface, né?
- 26:48Entre as coisas, essa interface no videogame, por exemplo, ela é
- 26:51feita. Pelo meio eletrônico?
- 26:54Mas no RPG mesa, normalmente ela é feita pelo componente humano,
- 26:57e esse componente humano normalmente é O Mestre.
- 27:00Ele acaba sendo incumbido de seu mediador ali, o facilitador que
- 27:04vai precisar ter Liberdade para mexer com as regras do jogo
- 27:07sempre que for necessário reajustar a mecânica, a ficção
- 27:10ou a narrativa, uma outra coisa importante que O Mestre faz é
- 27:14que, de forma geral, ele, que interpreta as regras, a gente
- 27:18pode dizer que nem sempre é muito claro como utilizar uma
- 27:21regra em seu ritual, por assim dizer, né?
- 27:24Isso é uma parte muito importante do jogo, então muitas
- 27:29vezes O Mestre vai interpretar como utilizar o como utilizar Oo
- 27:33momento certo de utilizar uma regra entre de utilizar alguma
- 27:36coisa. Isso faz diferença no jogo, né?
- 27:40É, a gente sabe que isso é um é um dos fatores que mais muda de
- 27:43mesa, mudam de mesa para mesa, né?
- 27:46Inclusive, eu adorava quando eu era mais jovem.
- 27:49Era molecão, a galera estava começando a jogar ali.
- 27:51RPG mais consistentemente. Tinham grupos amigos, né?
- 27:54Grupos vizinhos, por assim dizer.
- 27:56Eu adorava ver como é que O Mestre de outro grupo fazia
- 27:59determinadas coisas diferentes. Adorava ver isso e testar isso,
- 28:03ver o impacto que tinha. Isso é muito da minha
- 28:05curiosidade de hoje em dia. Passa por aí.
- 28:08É então a gente sabe que O Mestre tem um papel dentro
- 28:10disso, né? E que isso faz mudar a
- 28:13experiência que de repente, o game designer imaginou,
- 28:16inclusive por isso, é muito importante que quando o game
- 28:19designer crie um jogo, ele faça muito play test que ele bote
- 28:22outros mestres. Quer dizer que ele coloque
- 28:25vários mestres para mestrar além dele, mestrar sozinho que ele
- 28:28veja o resultado disso em grupos diferentes, né?
- 28:31Então isso é uma coisa muitas vezes esquecida.
- 28:33No game Zine. Tem gente até que fala que não é
- 28:36possível testar tanto jogo et cetera, e eu até entendo, né?
- 28:39Porque muitas vezes o jogo é uma expressão do game, designer
- 28:42quase artística, né? Ou artística mesmo, do game
- 28:44designer, e não necessariamente é um.
- 28:48Um jogo, sabe, muito testado, né?
- 28:51Assim até dá pra entender, mas eu acho que é muito importante
- 28:54também se você quer de fato que se chegue a uma experiência que
- 28:57você teste bastante, porque a gente sabe que as coisas vão
- 28:59mudar de mesa para mesa. E você, como game game designer
- 29:02que quer defender uma experiência, você tem que ir
- 29:04encurtando esse espaço e aí você tem que entender como O Mestre
- 29:08vai de certa forma utilizar, né? As coisas que você está propondo
- 29:11ali, então, muito play test é importante.
- 29:15E aí eu vou fazer aqui uma análise.
- 29:18Desse papo que a gente está tendo a partir de uma lente
- 29:21específica. Que é um modelo MDA, né?
- 29:25O modelo MDA, que é um modelo que eu vou deixar o link aí no
- 29:29discípulo do episódio, né? O pessoal chama inglês ou
- 29:32framework MDAEMDA significa mecânica, dinâmica e stétics,
- 29:39né? Ou seja, estética.
- 29:42É uma teoria aí simplificando muito que ajuda a gente é uma.
- 29:46É uma lente, né? Ajuda a gente a olhar os jogos
- 29:49através dessa ideia. Então vou usar isso como
- 29:52ambiente para esse caso, apesar de eu achar que essa esse
- 29:55framework, né? Esse modelo, essa lente, ela não
- 29:58funciona tão bem para RPG em muitos casos, tá?
- 30:01É, eu acho que, inclusive ela, ela coloca o espaço da mecânica
- 30:06ali em relação à dinâmica de uma forma muito que funciona muito
- 30:10para videogame, mas não funciona tanto para RPG.
- 30:13Mas nesse caso, o que vai servir, tá?
- 30:15É, de forma geral, esse. Modelo MMDA ele diz que o game
- 30:21designer. Pelo lado do game designer, ele
- 30:23tem a sua mão, ele engaja em primeiro lugar com as mecânicas,
- 30:27né? Através da ele organiza essas
- 30:29mecânicas e através delas, ele consegue propor algumas
- 30:33dinâmicas de jogo, né? E essas dinâmicas de jogo em
- 30:36conjunto, elas vão gerar o que a gente chama de estética, que é o
- 30:40sentimento que é OOA experiência que ele quer passar para os
- 30:44jogadores. Já os jogadores, eles vão
- 30:46engajar com o jogo através da estética, ele vai vir pela outra
- 30:50ponta, ele vem pela estética, ele sente o jogo, né com.
- 30:54Ele vai entendendo as dinâmicas desse jogo e ali, nas dinâmicas,
- 30:57é de onde está Oo. Espaço de decisão deles.
- 31:01EE aí. Muito pouco.
- 31:03Eles vão engajar com a mecânica, né?
- 31:05Isso é um ramo mais da parte do game designer.
- 31:10Novamente, fazendo a ressalva de que isso é muito, muito mais
- 31:13verdade para videogame do que para RPG da minha opinião, e eu
- 31:15vou abordar isso no próximo episódio, né?
- 31:17Num em algum episódio à frente, mas quando o jogo desenha bem o
- 31:22papel do mestre no RPG, ele funciona também a partir da
- 31:27estética da do do, da MDA. Ao contrário, né?
- 31:32Ele vem. O Mestre, ele vai é sentir o
- 31:37jogo através da da estética é vai também ter acesso às
- 31:41dinâmicas e tal. E as mecânicas um pouco menos,
- 31:44né? É obviamente que no RPGA gente
- 31:46acaba conhecendo as as mecânicas, né?
- 31:48No nos jogos de de videogame, a gente tem menos consciência, às
- 31:52vezes, das mecânicas, da coisa. No arrepende, a gente costuma
- 31:55ter mais consciência dessas mecânicas, mas de certa forma,
- 31:59se O Mestre tá num papel muito bem desenhado e ele é
- 32:03subordinado às regras do jogo. Né?
- 32:05A gente tem um mestre indo por esse caminho do jogador, dos
- 32:09demais jogadores, né? Ou seja, estética, dinâmica e
- 32:12mecânica. Já quando O Mestre não se
- 32:15subordina tanto as regras e mecânicas do jogo e a sua função
- 32:20é mexer com essas. Com esses elementos, ele está
- 32:23assumindo uma postura que situa ele nessa lente do do MDA, né,
- 32:28do MDA, situa ele. Do lado do game designer, então
- 32:32ele vai engajar com o jogo a partir das mecânicas.
- 32:35Depois, com as dinâmicas e por fim, com a estética e a gente
- 32:38sabe que na maioria dos RPGSO mestre acaba indo pra esse lado.
- 32:42Então é, a gente pode dizer que analisando pelo MDAE, pelo, pelo
- 32:46modelo m. DAA gente.
- 32:48Consegue entender que O Mestre ele acaba indo cada vez mais pro
- 32:52lado do game designer ao interagir em primeiro lugar com
- 32:55a com as mecânicas pra levar pra pra impactar o espaço dinâmico
- 33:01do jogo, pra propor uma estética.
- 33:04Nesse ponto, a gente consegue analisar onde O Mestre se situa,
- 33:08né? Eu vou também deixar ir para os
- 33:10assinantes no notion lá, um diagrama que eu que eu trabalhei
- 33:14em cima do do que AMDA propõe, né?
- 33:17Então vocês vão poder olhar isso graficamente, que eu acho que
- 33:19fica mais claro, mas o fato é que, se O Mestre está sujeito às
- 33:24regras do jogo, ele vai engajar pelo lado da estética, junto com
- 33:28os demais jogadores, né? Isso é mais raro.
- 33:30A gente tem jogos em que? Tentam definir muito mais
- 33:35claramente o papel do mestre, então isso vai acontecer.
- 33:38Um pouco mais, mas o normal é que O Mestre, ele não entre
- 33:41dessa forma, O Mestre. Ele entra como essa pessoa que
- 33:44vai é tomar aquela, aquele, aquele espaço entre o game
- 33:49designer e o jogo em si. Ele vai interpretar, né?
- 33:52Mais ou menos. Ali é Oo essa essa.
- 33:56Função de executar as mecânicas de puxar as dinâmicas e imprimir
- 33:59uma estética é, a gente pode dizer, então que O Mestre é um
- 34:03atravessador da experiência que o game designer pensou, né?
- 34:08E se a gente já reconhece que ORPG é um jogo?
- 34:11De aspeto lacunar, né? Ou seja, ele sempre vai precisar
- 34:14que lacuna sejam preenchidas e interpretadas.
- 34:17No seu funcionamento na hora do jogo, né?
- 34:20Pelos participantes ou pelo menos por um deles.
- 34:23Ali, quando tem um mestre é, a gente tem que admitir.
- 34:26Um cenário em que ele engaje através da estética, usando o
- 34:31framework MDA, né? E isso é uma idealização aguda a
- 34:35gente pensar que O Mestre vai engajar a partir da estética no
- 34:38RPG. É quase uma idealização, né?
- 34:41Ou. É uma idealização mesmo.
- 34:43É um cenário que a gente pode almejar, mas que dificilmente a
- 34:47gente vai chegar e só pra gente pensar nisso.
- 34:50É importante você botar a mão na consciência e pensar, cara,
- 34:53quantos jogos você joga? Eles raw, né?
- 34:56E nesse caso eu estou dizendo nas regras como escritas e
- 35:00quantos deles você consegue jogar com certeza.
- 35:04De acordo com as regras, como? Planejadas pelo game designer, é
- 35:09difícil a gente chegar nesse ponto e provavelmente a gente
- 35:11nunca jogou ou dificilmente a gente joga um jogo que a gente
- 35:15vai levar a cabo toda a intenção do game designer no RPG, porque
- 35:19o espaço, esse espaço, né? De dinâmica e de de rituais de
- 35:25jogos, de interpretação das regras, é muito grande no RPG,
- 35:28diferente de 1#, por exemplo, né?
- 35:31Então a gente pode encarar O Mestre no RPG como um
- 35:36atravessador da experiência, um intermediário entre a estética
- 35:40planejada pelo. Designer e a estética que vai
- 35:43ser percebida na mesa em termos de produto é analisando num viés
- 35:48de mercado e de marca. Essa interface humana é um risco
- 35:53muitas vezes, né? Ela coloca em risco a
- 35:55experiência planejada? Por quê?
- 35:57Porque se O Mestre for for um mestre ruim, um mestre
- 36:00desatento, um mestre que não tá num dia bom, talvez ele não
- 36:03consiga fazer essa intermediação, ele não consiga
- 36:05atravessar essa experiência, né? E olhando por essa lente, o
- 36:09ideal é que os jogadores engagem diretamente com a estética.
- 36:14Sem precisar jamais chegar na esfera mecânica, botando a mão
- 36:17diretamente na mecânica, que fica por conta do game designer.
- 36:20Muito mais próximo do que os videogames fazem e não à toa, a
- 36:26geração de designers, né? Dentro do RPG que começou a
- 36:30trazer os jogos 100 mestres, né? Muito marcado ali pelo fiasco do
- 36:34Jason Morning Star, né, da geração.
- 36:37The Ford, que é um fórum onde se debatia muito, ORPG muito.
- 36:41Muito importante, inclusive, vai ter link aí futuramente.
- 36:45No, no, no. Podcast?
- 36:47E pro grupo de assinantes aí do café com danjão.
- 36:51A gente sabe que essa galera olhou o jogo, né?
- 36:55O game design do jogo olhou isso por um lado que é muito
- 36:59influenciado pelo. Videogame, né?
- 37:01Se a galera dos anos 2000 e ele já vinham pensando ORPG como
- 37:05produto, né? ORPG?
- 37:06Como esse produto que precisa. Ter ali o manual, que precisa
- 37:10garantir uma experiência. Muito se criticou o day day,
- 37:13inclusive nesse sentido. E essa influência dos jogos
- 37:16eletrônicos, ela é muito, ela é muito importante.
- 37:19Ela é muito relevante para o que a gente está estudando.
- 37:22Se a gente pode dizer que os jogos eletrônicos de certa forma
- 37:26vieram incorporando cada vez mais ORPGE, tentando dar mais
- 37:29Liberdade, mundos abertos. Impacto nas decisões dos
- 37:34jogadores, uma interface mais sutil.
- 37:38E tudo mais pro pro pro vídeo game, né?
- 37:42ORPG? Por outro lado, foi sendo muito
- 37:44impregnado por essas ideias, muito infiltrado por essas
- 37:47ideias, né? O que não é necessariamente
- 37:49ruim, tá, mas a gente consegue ver que depois, ali do fiasco da
- 37:53geração xerox e todas as os questionamentos que eles fizeram
- 37:56isso frutificou muito. E na última década a gente veio
- 37:59surgir. A gente viu surgindo muito, por
- 38:01exemplo, os oráculos e o Mitch, por exemplo.
- 38:04Inclusive, vai ser lançado pela. Retropank aí esse ano e ele é 11
- 38:09jeito de você jogar sem mestre. Ele é um emulador de mestre.
- 38:12Né? É o oráculo, serve para isso,
- 38:14você consegue pegar um sistema comum e jogar sozinho através de
- 38:18um emulador de mestre, você tem também o wonderhoo meu wireless
- 38:23Warner, que propõe estilo de jogo que não passam
- 38:25necessariamente pelo mestre, jogos cooperativos e tal e O
- 38:28Mestre vai ficar ficando de lado o próprio fiasco antes né?
- 38:31Que veio antes é um percursor disso.
- 38:33Ele é um jogo que é jogado. Sem mestre, você tem no máximo
- 38:36um mediador ali, que é quem vai explicar de forma geral as.
- 38:39Coisas e tal. Que é o quem?
- 38:41Sabe mais da regra, mas de forma geral, é um jogo que roda sem
- 38:43mestre, não precisa de mestre, não tem esse papel foi escrito,
- 38:47mas a gente tem modernamente aí o underhome OA gente tem também
- 38:51os jogos de journaling, né, que é de fazer diário ali, como o
- 38:56vampiros de 10000 anos, né? O tento and yar's Vampire tem o
- 39:00for against darkness, também lançado aqui.
- 39:03No Brasil, pela retropank. Que é um jogo solo, ali você vai
- 39:07construindo a dangerou e vai é vai, é jogando sozinho ali.
- 39:13É como se fosse só só você No No RPGE não tem mestre.
- 39:17Para fazer esse esse papel, né? Então o jogo ele, se ele se ele
- 39:21resolve, né? Essa, esse papel aí de de ser o
- 39:25desafiador, né? A gente.
- 39:28E a gente vem aqui para o modernamente, agora mais mais
- 39:32para o último ano, a gente teve o baldur's Gates, né, que é um
- 39:36jogo que é pá. Basicamente pensa do day d, né?
- 39:40Com muita Liberdade, muitas, muitas opções para se dar quase
- 39:45caso você. Não vê limite para as suas
- 39:47opções pro pro caminho que você vai tomar.
- 39:51E ele muda muito bem O Mestre, né?
- 39:53Então a gente pode dizer que a rasbro, se for pensar em
- 39:56experiência, entrega de experiência, ela tem uma
- 39:58experiência muito mais tranquila de entregar através do baldur's
- 40:01Gates do que se fiando no sei lá num mestre qualquer.
- 40:05Aí que ela nem conhece, que vai interpretar as regras dela, não.
- 40:08Ela tem essa interface eletrônica.
- 40:11Isso resolve, né? Eu já falei de.
- 40:13Convergência eletrônica aqui no café com danjo.
- 40:16Na primeira temporada vou voltar a esse tema porque ele tá mais
- 40:19quente hoje em dia ainda, né? Com baldes, Gates.
- 40:22Mas eu acho que isso já dá um. Panorama de como essa ideia, né?
- 40:25Do do atravessador humano, ela. Ela veio, veio sendo.
- 40:29Implementada e o essa figura do mestre veio sendo criticada com
- 40:34com justiça, até porque é uma figura complexa, né?
- 40:37Muito mal trabalhada em muitos jogos, inclusive no principal
- 40:40dos jogos, aí o mais famoso do mainstream, que é o day DA
- 40:43figura do mestre, é pessimamente trabalhada.
- 40:46Muito mal é construída, por assim dizer, desde a sua origem,
- 40:50né? Desde ORPGU School e até hoje
- 40:52não foi resolvida. Então a gente pode dizer que
- 40:56nessa esteira, os jogos que se resolvem melhor, eles
- 40:59simplesmente tiveram, deixando de lado esse componente humano e
- 41:02muitas vezes mecanizando o jogo, deixando o as decisões do
- 41:06jogador. Na interpretação dos impulsos
- 41:09mecânicos que aquele jogo traz, que é mais ou menos o que o que
- 41:12o que a gente pode ver com o videogames também, né?
- 41:15A diferença é que a gente tem ali mais Liberdade criativa
- 41:18dentro do RPG. Ainda é, mas até que ponto que
- 41:21vai isso, né? Até onde a gente consegue emular
- 41:23essa Liberdade, é basta a gente conseguir.
- 41:28Passar o sentimento de que o jogador está tendo Liberdade,
- 41:31né? Se a gente sabe que o isonismo
- 41:32rola forte aí no mundo dos videogames e muitas vezes você
- 41:36não tem uma Liberdade plena, mas você sente que tem.
- 41:40Isso muitas vezes é o suficiente para o para a experiência do
- 41:43jogador e no RPG, para mim isso. Aí é.
- 41:45É. Uma de uma tristeza profunda,
- 41:47quando acontece porque a gente está abrindo mão de Liberdade
- 41:50sem necessidade, né? É no videogame, a gente sabe que
- 41:53a gente precisa de programação normalmente, isso vem por conta
- 41:55de uma limitação técnica. Na RPG, cara, a gente precisa
- 41:59inventar limitação técnica para isso.
- 42:00Muitas vezes não, né? É, então eu acho que essa
- 42:04confluência digital muitas vezes vai levar a gente a perder
- 42:07algumas coisas do RPG, mas isso é um papo de futurismo, não
- 42:11importa agora, o que importa é que.
- 42:14A tendência de de eliminação do componente humano, né, é, é
- 42:19ataca justamente uma interface de consumo e o consumo no mundo
- 42:25de hoje, no mundo capitalista e tudo mais.
- 42:27O consumo precisa ser cada vez mais imediato, cada vez menos
- 42:31atravessadores do consumo, né? Então, tipo, se você está na
- 42:35internet, eles querem viabilizar, comprem um clique
- 42:38para você dar vazão o teu impulso.
- 42:40Se você tem uma experiência a ser passada, essa experiência
- 42:43tem que ser passada da forma mais imediata possível.
- 42:45Consumo ele é ele. Ele é sempre imperativo.
- 42:49Ele quer logo, a gente quer consumir, quer consumir agora,
- 42:52né? É e de certa forma isso nas
- 42:54interfaces digitais, é, é, acontece direto, né?
- 42:58É Oo, já está programado aquilo, né?
- 43:00A experiência já está programada, não tem nenhum
- 43:02componente humano para dar tela azul para estar num dia ruim,
- 43:06né? Então a gente tem aí ORPG se
- 43:08uivando de interfaces procedimentais e mecânicas, a
- 43:12gente tem um cenário idealizado em que somente o design se
- 43:16preocupa com um projeto da experiência, né?
- 43:19E o? Os outros jogadores, os os
- 43:22participantes mesmo. Um mestre aí eles vão se
- 43:24preocupar somente com a experiência em si, com a
- 43:27estética. Os participantes usufruem da
- 43:31mesa, o resto você deixa com game designer.
- 43:33O game designer entrou com a parte técnica, os participantes
- 43:36entram com a diversão, o designer produz.
- 43:39Os participantes consomem produto e consumo.
- 43:43O trabalho de intermediação do mestre é somente um calombo
- 43:47nessa interface de consumo do jogo.
- 43:49É o capitalismo, né? Ele tem essa tendência de tomar
- 43:52conta de todos os aspectos da nossa vida, né?
- 43:54E o design, obviamente, ele é uma disciplina criada para criar
- 43:59consumo, né? Para gerar consumo, é para isso
- 44:01que serve design. A disciplina design é isso.
- 44:04Então todo mestre é um game designer, bom mestre e designer
- 44:10ocupam, em muitos momentos, como a gente viu aí pela lente do
- 44:12MDA, né? Eles ocupam, em muitos momentos,
- 44:15um espaço comum de trabalho, né? Eles usam as mesmas ferramentas
- 44:19e técnicas em em comum ali para a construção da experiência da
- 44:22mesa, o designer trabalha com a experiência dos jogadores,
- 44:26enquanto consumidores também existe essa esse diferencial,
- 44:29né? A experiência repetível por
- 44:32pessoas que ele não conhece, de diferentes origens, de
- 44:35diferentes experiências, o game designer, ele tem que garantir
- 44:38que muitas. Pessoas vão ter essa experiência
- 44:41repetível na mesa dele. Essa marca sendo construída.
- 44:44Ali já O Mestre, ele trabalha com uma experiência da mesa sob
- 44:48medida no caso concreto, mesmo que ele cobre por isso, mesmo
- 44:52que seja um mestre de aluguel, ele está trabalhando ali sob
- 44:54medida. É uma experiência pontual, que
- 44:57diz respeito somente aqueles participantes.
- 44:59Ali ele não tem compromisso com pessoas que não estejam no jogo,
- 45:03né? Exceção feita, Clara as estrins,
- 45:05por exemplo, né? Mas isso é um caso à parte que
- 45:08merece até um episódio aqui pra gente falar de streaming que é
- 45:10é, tem sempre coisas a dizer a respeito disso.
- 45:13Eu acho que é, é um momento novo no RPGA gente e merece uma
- 45:17discussão, mas de forma geral. Não há um compromisso, né, com
- 45:20as pessoas que não participam do jogo por parte do do game.
- 45:23Designer e game design é design, né, gente?
- 45:26Design é uma ferramenta de padronização, é uma disciplina
- 45:29de homogeneização, é uma disciplina de escalabilidade, de
- 45:32consistência, de marca, design. Tem todos esses, esses, esses
- 45:37meandros aí para garantir esse tipo de coisa.
- 45:39A função do game designer é justamente padronizar uma
- 45:42experiência, homogeneizar uma experiência, escalar essa
- 45:45experiência para o máximo de pessoas possível, gerando
- 45:48consistência da. Marca desse jogo.
- 45:51Né? Então a gente pode dizer aí que
- 45:54do jeito que o game designer é designer?
- 45:57Talvez O Mestre seja um artesão, né?
- 46:01Por quê? Porque Oo artesão, originalmente
- 46:03aquele que cria para sua família ou para sua clientela, né?
- 46:07Isso pressupõe um relacionamento prévio, uma comunidade ou
- 46:11conhecidos, ou amigos, ou alguém que ele entrou em contato
- 46:14precisando da roupa dele. Alguém que viu a roupa dele,
- 46:17falou, cara, isso aqui vai ser útil para mim e tal.
- 46:19É uma produção sob medida ou por expressão mesmo, né?
- 46:22É de um de alguém que se expressou determinada forma e
- 46:26alguém da comunidade foi lá EE resolveu adquirir aquilo ali,
- 46:29utilizar aquilo, aquele produto do artesanato, então a gente.
- 46:33Consegue ver que ORPG ele convive com essa tensão entre
- 46:37artesanato e produto, né? O tempo todo isso vem desde a
- 46:41sua origem, desde a origem do RPG.
- 46:44A gente pode dizer que essa tensão, né?
- 46:46Ela é muito simbolizada ali na guerra entre entre o Deyverson e
- 46:52o Gary geegel. Eles tinham personalidades muito
- 46:54diferentes, inclusive, né? É, e para explicitar isso eu vou
- 46:59trazer aqui um pouco a análise da Ford, né?
- 47:02Eu falei desse desse fórum de game design muito importante dos
- 47:06anos 2000, né? E.
- 47:08Tem 11. Artigo que eu vou deixar linkado
- 47:10aí, chamado a hard look at dungeons and Dragons, que é uma
- 47:14crítica do Ron AdWords, que é um figurrão aí dessa comunidade e
- 47:19ele analisa ODED. Nesse artigo é muito bom,
- 47:21inclusive recomendo em inglês, né?
- 47:23Não sei de uma tradução. Aí a Lu tradutores, quem quiser
- 47:27traduzir eu posso botar, divulgar aí a tradução e bom, é
- 47:32aqui uma tradução minha, ele de um trecho, ele fala o seguinte,
- 47:37todos comentavam sobre esse jogo novo, que era incrível.
- 47:41Todos tinham à disposição coletâneas espaças de texto que,
- 47:45em retrospectiva, me parecem quase arqueológicos em sua
- 47:48natureza fragmentária, semi compatível, mas não totalmente
- 47:53entrelaçados no tempo de sua publicação.
- 47:55Além disso, embora os textos sejam disponíveis, obviamente,
- 48:00tenham modificado as tradições orais dos praticantes, eles
- 48:03também surgiram a partir delas, gerando um caldeirão fervilhante
- 48:08de instruções de como jogar impressas em diversas Fontes.
- 48:12Todos tiveram que moldar social e processualmente o que diabos
- 48:17era necessário fazer. O jogo de interpretação de
- 48:20papéis acontecesse, como você saberia que aquilo funcionaria?
- 48:24Tudo isso desde o contrato social até a postura do mestre
- 48:28dos participantes, teve que ser criado na fé EE na fé de que
- 48:33aquilo funcionaria lá fora em algum lugar, de alguma forma, de
- 48:36algum jeito, supostamente devia funcionar aqui também.
- 48:42Bom, a gente vê que o rol Edge tem essa ideia, né?
- 48:45De que o grande um, o grande problema do DED é que um dos
- 48:48grandes problemas do day d que ele enxerga é justamente que ele
- 48:51é fragmentário. Ele tem uma tradição oral.
- 48:54E de que aquilo? Precisa ser interpretado de mês
- 48:56a mês e que aquilo ali. É rodava em cima de uma fé de
- 48:59que aquilo seria experimentado da mesma forma em todos os
- 49:02lugares e se funciona fora, funciona aqui na mesa também e a
- 49:05gente sabe que não é bem assim, né?
- 49:08Mas eu vou voltar nesse assunto, tá?
- 49:10É? Vou deixar o link aí do episódio
- 49:12do desse texto, né? Do da Ford, quem quiser
- 49:15acompanhar até em inglês, se você não lê inglês, de repente
- 49:18manda uma mensagem pra gente. Aí deixa claro aí, porque se
- 49:21tiver muita gente pedindo de repente vale a pena a gente
- 49:23viabilizar uma tradução, beleza? É bom voltando, vou falar um
- 49:28pouco mais de artesanato aqui, né?
- 49:30Fazer 11 parêntese aqui é os mecanismos de recompensa.
- 49:35Na minha campanha, por exemplo, de birgotem.
- 49:37Que é uma campanha de day do. School?
- 49:39Tal, eu mexi nas recompensas. A gente sabe que dei d.
- 49:44De Dragons, clássico é que é o jogo que a gente usa ali como
- 49:48base é, você ganha XP basicamente por coletar Tesouro
- 49:54dos erros e voltar para a cidade.
- 49:56Aí você ganha XP. Essa é a principal fonte de XP.
- 49:59Você pode até ganhar XP matando um monstro, mas é muito pouco.
- 50:01O principal vem do Tesouro, tá? Então não é um jogo de matar
- 50:04monstro é um jogo de de, de voltar com o Tesouro para a
- 50:08cidade, tá? É e ali eu cheguei à conclusão
- 50:12de que eu criei um jogo de hex crawl de exploração, então eu
- 50:16tratei O Mecanismo de recompensa para gerar XP para os jogadores
- 50:21conforme eles explorassem, então eles ganham XP por hexágonos.
- 50:25É descobertos, né? Através do dos elementos
- 50:28principais daquele Hexágono, eles ganham um XP.
- 50:30Quando eles cobrem uma região inteira e outras coisas também
- 50:35que que alimenta um XP desse jogo é através disso a gente
- 50:38controla um pouco a experiência, mas é uma experiência muito
- 50:41controlada ali pra minha mesa, pra minha campanha, né?
- 50:44Então, foi um ajuste que eu fiz. Eu não pretendo de repente
- 50:48lançar isso pra um número infinito de pessoas ali, com uma
- 50:51escalabilidade tremenda. Não, eu tô me preocupando com as
- 50:54pessoas da minha comunidade que vão jogar comigo, né?
- 50:57A gente pode dizer também que as mexidas na Fênix que eu comentei
- 51:00lá no início, elas são umas mexidas, de natureza artesanal e
- 51:05não necessariamente de design, né?
- 51:07Funcionamento da magia de uma armadura repelente a projéteis,
- 51:11por exemplo, que eu fiz em as mágica, né?
- 51:13A gente jogava lá e muitas vezes os jogadores tiraram.
- 51:16Tiravam números altíssimos no ataque de flecha ou de besta
- 51:20para acertar uma armadura encantada com uma magia que
- 51:23repelia projéteis. E eles ficavam, putz, falaram,
- 51:26porra, eu tirei um número absurdo aqui.
- 51:27Tirei uma rolagem perfeita e nem assim acerta.
- 51:31Como é que funciona isso aí? A gente conversando a respeito,
- 51:34a gente chegou à conclusão de que ela repeliu um projeto para
- 51:38algum lugar. E, eventualmente, se ela
- 51:40repelisse pra cabeça, ela podia matar, né?
- 51:44Podia ser uma morte, uma morte direta ali, porque repeliu o
- 51:47projétil justamente pra cabeça do do ser humano.
- 51:49Era uma chance pequena, mas os números muito altos poderiam
- 51:52indicar isso. E a gente resolveu que que assim
- 51:54seria. Né?
- 51:56Por acaso isso virou, virou a lei tristã, que era o nome dessa
- 51:59regra que a gente criou e foi batizado assim, porque quem
- 52:03primeiro sofreu com essa regra não foi um inimigo nem nada.
- 52:06Assim. Foi justamente um personagem do
- 52:08jogador que teve esse que que que sofreu um ataque com um
- 52:12número absurdo e a armadura que repelia projéteis dele levou
- 52:17diretamente o projétil pra cabeça dele.
- 52:18Mas isso é um artesanato. Sei lá. 8 pessoas impactadas por
- 52:23isso, né? A gente, inclusive, podia voltar
- 52:26atrás, não estava escrito em Pedra, não estava num manual de
- 52:29jogo, né? Posso dar outros exemplos?
- 52:32Ignorar o peso no DD clássico. Né?
- 52:35Ou uma, ou modificar como se rola os atributos ou como se
- 52:39rola a vida de um personagem iniciante no dayde clássico.
- 52:45Ou compartilhar o controle narrativo, a revelia do que as
- 52:48regras do jogo indicam é, é revelia do que as as mecânicas
- 52:51do jogo trazem, né? Você fala, Ah, cara, descreve aí
- 52:54como você fez, tal como o teu personagem fez tal coisa, mesmo
- 52:57que na regra, não diga que seria assim, isso é uma Liberdade que
- 52:59você tá tomando, isso é 11 coisa que é pra experiência do momento
- 53:03do jogo, é um artesanato, não é um design, né?
- 53:07É ou quando se joga perfil saindo do RPG, quando você joga
- 53:10perfil. Né?
- 53:12É, pô, eu nunca joguei perfil. Da mesma forma, cada lugar que
- 53:15eu jogo perfil, joga de um jeito, tem gente que joga com
- 53:18com a rolhetinha, tem gente que joga com.
- 53:22E lendo todas as dicas em ordem depende, né, War?
- 53:26Muita regra da casa no or, jogo da vida, banco imobiliário
- 53:30poker. Então é uma coisa que vale
- 53:32dinheiro, né? Tem uma necessidade maior de
- 53:34consistência. Essas mudanças, essas
- 53:37diferenças, foram sendo sedimentadas em estilos
- 53:39diferentes, né? O que é muito curioso.
- 53:42Mas o fato é que a relação do RPG com as regras muito mais do
- 53:46que nesses jogos, ela é muito diferente, né?
- 53:49Ela, ela, ela tem uma variedade de regras utilizadas, uma
- 53:52variedade de regras da casa que é, é costume se criar, né?
- 53:58É uma pergunta sempre muito importante que se faz dentro de
- 54:01um grupo numa seção zero, por exemplo, a falar que regras que
- 54:04a gente não vai usar e não é incomum que o grupo abra mão de
- 54:08um número grande de regras ou que se abra mão
- 54:11involuntariamente de algumas regras, porque não se conhece ou
- 54:14não se lembrou de. Nada.
- 54:16A regra durante o jogo, né? Mais um caso onde ali a gente
- 54:20tem um problema de que é o jogo funcionou.
- 54:25A gente esqueceu de uma regra e mesmo assim deu certo, né?
- 54:28Então tipo ORPG ele não, ele não depende tanto, né?
- 54:31Desse espaço mecânico, muitas vezes ser seguido à risca e
- 54:35funciona, às vezes ainda assim, então ele tem 11 possibilidade
- 54:40de artesanato muito maior ali, né?
- 54:43A gente tem 111 dizer na comunidade que é senso comum,
- 54:47assim que o bom jogo é aquele que imprime em mesa o que ele se
- 54:51propõe. Não é, e bom, eu vou voltar, né,
- 54:56pro? Para essa ideia aí do para esse
- 55:00texto do Ron Edwards que ele diz o seguinte antes do ADIDE
- 55:03segunda edição, os textos disponíveis eram reflexivos, não
- 55:05prescritivos, do jogo real, qualquer área ou grupo
- 55:10específico tinha apenas combinações fragmentadas de
- 55:13textos de jogo. Em 1978, poderemos encontrar um
- 55:17grupo que usa chamil 10 edições da Dragon marizine e uma cópia
- 55:21do Monster menue para jogar. Enquanto o outro grupo.
- 55:27Jogava ali com o conjunto da caixa direita e original de 77.
- 55:31E 3 ou 4 volumes do do grimmório arduíno.
- 55:35Praticamente ninguém tinha acesso a um material completo e
- 55:38pelo que eu me lembro, quase ninguém sabia muito sobre quais
- 55:41livros se encaixavam e não havia quem fizesse muita distinção.
- 55:45Entre os produtos da TSRE. Outras editoras ou coletivos,
- 55:49né? Isso é Oo retrato que o Ron
- 55:52Edward faz desse jogar. Para ele é negativo.
- 55:56Por quê? Porque o design moderno, né?
- 55:58Muito influenciado pelo videogame, vê isso como um
- 56:00problema, né? Se você é designer e você está
- 56:03analisando o jogo pela disciplina do design, né?
- 56:06Isso é um problema, você não tem consistência de experiência.
- 56:10O game designer não está imprimindo necessariamente a
- 56:12experiência que tem que ser impressa, né?
- 56:15Por outro lado, é importante a gente pensar que justamente esse
- 56:18talvez tenha sido o diferencial do DED tenha sido por isso que
- 56:22ODED saiu despontou daquela comunidade de War games e
- 56:25hobbies ali que tinha jogos diversos acontecendo.
- 56:28Talvez seja por isso que ODD despontou.
- 56:31Por quê? Porque você não conseguia
- 56:33necessariamente fazer a mesma experiência que o game designer
- 56:36tinha pensado, mas você faz a sua experiência, né?
- 56:39Você faz a experiência da sua mesa, dos seus amigos, aquilo é
- 56:43seu, né? A gente pode pegar aqui
- 56:46parafrasear o Tim cast, que foi o primeiro, o primeiro
- 56:49funcionário da TSR, que é quem foi que lançou ODED, né?
- 56:52A empresa do geedex. E o timcast, que diz que vendia
- 56:58na nos corredores da gincón, é a ideia do day d falando pra
- 57:02galera jogar pra experimentar falando assim, não é um jogo que
- 57:04você meio que vai usando as regras e fazendo as regras
- 57:07conforme você joga. Isso parecia ser um grande
- 57:10atrativo do jogo. Não um problema do jogo, né?
- 57:14Então você consegue notar isso no texto do próprio day d do
- 57:20ADED, né? Dos dos BS que eles o tempo todo
- 57:22falam que seria interessante você utilizar essas regras como
- 57:26ferramentas para expandir isso. Isso era uma prática muito comum
- 57:30naquela comunidade de hobby, né? Eles brincavam com as regras o
- 57:34tempo todo, eles mexiam com isso, né?
- 57:37Esse mexer com as regras parecia ser um dos grandes passatempos
- 57:40daquela comunidade. Para falar a verdade, isso
- 57:42extravasou no RPGE, ganhou o mundo.
- 57:45Então, a análise do Ron Edwards é muito pertinente aos itens
- 57:48gastos de sua época, né? De que o game design começava a
- 57:52fazer sentido, começava a disciplina.
- 57:54AA comportar 11 pensamento, né? Num momento em que Oo videogame
- 58:00começa a ser mais importante que Hollywood, né?
- 58:04Então a gente vê a teoria do game, do game design de
- 58:07videogame sendo é imperando sobre o sobre as outras
- 58:10categorias de jogo, é muito natural que o ronrus tenha
- 58:14visto, né? Esse esse diferencial do DD como
- 58:17um problema? Né?
- 58:19Imagine se você pegar de fato as Dragon Magazine, né, que era a
- 58:23revista da comunidade do DED na época.
- 58:26Você vai ver que as cartas das pessoas eram de forma geral,
- 58:29muito empolgadas com as soluções que eles davam em mesa, né?
- 58:33Então, por mais que ODED clássico já tivesse uma
- 58:36pretensão de produto. E talvez isso.
- 58:41Isso não, essa lacunaridade não tenha sido 100% intencional a
- 58:46todo o momento, né? A gente vê idas e vindas nessa
- 58:49intencionalidade. Né?
- 58:51ODID funcionou o suficiente como jogo para sustentar uma cultura
- 58:56de jogo, ainda que cada mesa alcançasse a sua própria
- 58:59experiência, né? É um ajuste, é uma coisa muito
- 59:04particular. Esse RPG que surge assim, né?
- 59:07Ele está entre essa experiência repetida que funciona como
- 59:10cultura aqui e entre essa essa experiência repetida que em
- 59:15muitos momentos o garghans demonstrou que queria atingir.
- 59:18Ele queria chegar nessa experiência repetível nessa
- 59:20marca, né? Muito ao contrário do que era o
- 59:23Dave Harrison, que era um cara muito mais caótico, mas que
- 59:26trabalhava muito mais no sentido artesanal do jogo.
- 59:28Em cada campanha, em cada. Necessidade do jogo naquele
- 59:32momento, né? Inclusive, se chegasse alguém
- 59:35falando Ah, mas eu quero jogar com um vampiro e ele fala,
- 59:37beleza, vamos entender como funciona o vampiro nesse jogo e
- 59:40criava ali as coisas. Na hora, né?
- 59:43É. O Geisel já levava tudo para um
- 59:45lado de não. Vamos tentar sistematizar isso,
- 59:48vamos tentar levar isso para uma experiência, então são 2 vezes
- 59:51que conviviam na gênese do DEDE, que foi muito importante para
- 59:55chegar nesse equilíbrio. Talvez que ODED tenha chegado
- 59:58para explodir da forma que explodiu, né?
- 1:00:01Então, a gente vendo ali o material da comunidade.
- 1:00:04Na época a gente vai ver, por exemplo.
- 1:00:06É o Tim cast, falando que o jogo era um jogo de superação de
- 1:00:10problemas. Já o Ed greenwood ou o Barker,
- 1:00:14né? O greenwood, que foi o criador
- 1:00:16aí do do forgotten realms ou o Barker, que foi o criador de
- 1:00:20teco, mel dos cenários seminais aí do DED, os 2 falavam que o
- 1:00:25jogo era um jogo de contar história e tinha gente que
- 1:00:29jogava. DEDE chegava no nível 300, sei
- 1:00:31lá, eles adaptavam, é o jogo para de repente jogar com
- 1:00:35bandidinhos e deuses mesquinhos. E tinha gente que jogava o jogo.
- 1:00:38Com o nível épico, muito proeminente.
- 1:00:42Então, tinha gente que construía a tabela de nível até nível 100,
- 1:00:45já de cara variava muito, mas funcionava como cultura.
- 1:00:49Todo mundo conseguia dialogar de algum jeito ali, né?
- 1:00:53E todas essas pessoas em algum nível sentiam que jogavam day.
- 1:00:57Ainda que cada mesa fosse bem diferente uma da outra, muitas
- 1:01:01dessas evoluíram, né? Se os próprios jogos criaram os
- 1:01:04jogos, criaram títulos e alguns deles resolveram criar produtos
- 1:01:07também. Então você tem travels, você tem
- 1:01:09o Thanos and trolls, que inclusive foi quem enfatizou
- 1:01:12ORPG de RPG, né? E uma coisa que a gente pode
- 1:01:16ver, né dessa? Nessa geração de RPG, é é que
- 1:01:22talvez os culpados disso, né? Ou seja, o que proporcionou essa
- 1:01:25experiência é que as regras eram muito modulares.
- 1:01:29A estrutura do jogo era muito simples, apesar de funcionar
- 1:01:33como sistema e, em muitos momentos, os autores chamavam os
- 1:01:37participantes a mexerem no design do jogo, né?
- 1:01:40É o que às vezes é uma saída. É preguiçosa, né?
- 1:01:43A gente vai ver nos textos do DD clássico que às vezes é mesmo
- 1:01:46uma saída preguiçosa. É uma lacuna preguiçosa, como
- 1:01:48trouxe lá atrás o Ícaro No No debate da comunidade do café com
- 1:01:52danjo, mas que muitas vezes é um convite ao grupo fazer aquela
- 1:01:55experiência ser sua, e isso é muito importante.
- 1:02:00É, então eu não sei se o bom jogo.
- 1:02:04É aquele no qual o autor consegue passar o exato sabor
- 1:02:07que ele deseja ser experimentado ou se é aquele que alcança um
- 1:02:12sabor diferente em cada mesa, mas com alguma coisa em comum,
- 1:02:15isso nas palavras aí do Abílio Júnior também, né?
- 1:02:18Discutindo esse assunto lá no grupo do café, então eu concordo
- 1:02:22com ele, né? Isso é uma pergunta muito
- 1:02:25pertinente, será que o bom jogo é esse que passa a experiência
- 1:02:28repetido em todas as mesas? Ou será que o bom jogo é aquele
- 1:02:31que permite você trabalhar o aquele material que tá sendo
- 1:02:35passado pelo game designer, mas a sua maneira é aquele que
- 1:02:38permite você fazer o artesanato na sua mesa, né?
- 1:02:42Vou dar um exemplo aqui do DCC contra ODEDBX.
- 1:02:46Meu jogo preferido talvez seja o day DODCC, mas o eu também amo
- 1:02:51muito day. X, né?
- 1:02:52ODD basic expert, ODD ali dos anos 80 EODCC porque o Dion
- 1:02:58coral Classics, ele é um jogo que imprime uma estética muito
- 1:03:01forte. Né?
- 1:03:02Ele tem. Ele é como se fosse o day d ali,
- 1:03:05com com ácido e cogumelos, né? Ele imprime muito isso, muito
- 1:03:09forte. Já ODIDBX ele, ele é um DID
- 1:03:15menor que que imprime menos isso, né?
- 1:03:18Ele é um pouco mais fácil de você mexer de você, adaptar de
- 1:03:21você, trocar o sabor ODCC. Ele depende muito esse jogo
- 1:03:25ODCCO Dan jogo Classics ele se faz muito em cima dessa
- 1:03:28estética. Já ODD basic, ele abre um pouco
- 1:03:31mais a estética para você trabalhar na sua mesa.
- 1:03:34Então eu amo DCC como eu amo uma rabada, uma eu adoro uma rabada,
- 1:03:39é uma carne deliciosa, uma carne de segunda e ela tem um gosto
- 1:03:43próprio, muito forte. Você quando vai cozinhar uma
- 1:03:45rabada, fazer um prato com ela, você você trata.
- 1:03:48De real, de de. De pegar combinações com esse
- 1:03:51sabor que ela fatalmente tem. Então você coloca um agrião,
- 1:03:54você coloca uma batata pra assar junto, et cetera, et cetera.
- 1:03:58Já Oo desse ODD basic que ele é mais vanilão.
- 1:04:02Assim, ele é mais neutro, né? Ele é que nem um filé mignon,
- 1:04:06tem um gosto mais neutro, mas que ele pega melhor.
- 1:04:08Ele combina mais facilmente com o tempero que você bota.
- 1:04:11Então, se você quer uma receita mais inovadora, alguma coisa
- 1:04:14assim, você quer trabalhar melhor a receita.
- 1:04:16Você pega um filé mignon. Não entendo muito de culinária,
- 1:04:19posso estar redondamente enganado sobre isso, mas me
- 1:04:21parece que essa dinâmica das carnes, o.
- 1:04:24Fato é que eu gosto muito de DCC, mas eu enjoo às vezes.
- 1:04:28Já ODID basic, ele me permite trabalhar melhor o que eu quero
- 1:04:31em mesa que eu quero na minha campanha específica, eu sinto
- 1:04:35que eu tenho mais espaço de artesanato, por assim dizer, no
- 1:04:37DED basic. Então talvez eu tenha um
- 1:04:40pensamento divergente sobre o que é que é um bom jogo de RPG,
- 1:04:44talvez no caso do RPGO bom jogo, seja aquele que entenda a
- 1:04:46laconalidade natural que ele precisa ter para ser flexível.
- 1:04:50E não quebrar quando encontrar na ficção da mesa.
- 1:04:55Alguma, alguma coisa que patine com as mecânicas, né?
- 1:04:58Que ele reconheça o nível de caos que há no RPG, que ele
- 1:05:02admita. O grande espaço de artesanato
- 1:05:04necessário, né? Seja para O Mestre ou seja, para
- 1:05:06os demais jogadores para funcionar, entender que talvez a
- 1:05:11principal função do designer do RPG pode não ser entregar uma
- 1:05:15experiência repetível, mas que dê as ferramentas para os para
- 1:05:19que os jogadores façam suas gambiarras.
- 1:05:21Os seus ajustes, mexam o jogo e talhe ele, conforme suas
- 1:05:25próprias experiências. De maneira bem informada e
- 1:05:28Clara, não preguiçosa. Os mestres, portanto, né?
- 1:05:32Na minha cabeça, eles não são exatamente game designers.
- 1:05:35Eles são artesãos e a bem dizer, todos os participantes também
- 1:05:39são. Eu acho que o design é uma
- 1:05:41disciplina com várias particularidades, né?
- 1:05:43Muitos estudos e principalmente, ela é uma arma de hegemonia.
- 1:05:47Não à toa a gente tende a chamar toda a criatividade humana de
- 1:05:50design hoje em dia, né? Ela tende a hegemonia, aquele
- 1:05:54velho Pescador fazendo uma rede de pesca ali no canto.
- 1:05:58Tem muita gente que chama aquilo de design, aquilo não é design,
- 1:06:01aquilo é um artesanato, né? O menino fazendo uma escultura
- 1:06:05de argila, né? Ele não está fazendo design,
- 1:06:07está fazendo artesanato, por assim dizer.
- 1:06:10O Mestre RPG talhando a Fênix, aquilo não é exatamente design,
- 1:06:14aquilo é. Está mais para um artesanato,
- 1:06:17né? Ainda que o design ele queira se
- 1:06:19imprimir sobre todas as categorias de criatividade que a
- 1:06:22gente veja, assim como o mercado faz, assim como a categoria
- 1:06:25capitalismo. Faz?
- 1:06:27Design, ele é muito atrelado a esse mundo, né?
- 1:06:30Ainda que na sua origem, ele seja comunista e tudo, mais,
- 1:06:33certa forma, ele é do mundo industrial, né?
- 1:06:35Ele é ele, ele, ele. Ele diz respeito à indústria,
- 1:06:38ele diz respeito a reprodução a homogeneização.
- 1:06:43Então a gente não foge disso, mesmo fugindo do capitalismo,
- 1:06:46mas no mundo capitalista ele se imprime dessa forma totalitária
- 1:06:49também. E aí a gente pode ir dizendo que
- 1:06:53O Mestre é um artesão e a gente bom, a gente quase esquece, né?
- 1:06:58Da importância e da beleza do artesanato como uma das coisas.
- 1:07:02Um dos ofícios mais importantes da humanidade mais antigos da
- 1:07:06humanidade, né? A gente pode ter orgulho.
- 1:07:08Disso? Se o game designer é quem
- 1:07:10desenha experiência, né? De fábrica, os participantes são
- 1:07:15seus artesão, O Mestre, os jogadores, muitas vezes
- 1:07:18frustrando os planos de padronização e escalabilidade do
- 1:07:22game designer. Talvez seja uma particularidade
- 1:07:24libertadora dos RPGs, da qual aos poucos a gente começa a
- 1:07:29abrir mão na modernidade, né? Na modernidade, não tudo RPG
- 1:07:32moderno, né? Faz parte da modernidade, mas
- 1:07:35nos últimos tempos e bom, essa é minha opinião.
- 1:07:39Não quer dizer que eu esteja certo e por isso eu vou abrir
- 1:07:43aqui espaço para você contar para mim se.
- 1:07:47Você acha que todo mestre é game designer?
- 1:07:50Responde aí na enquete. Vamos ver o que que sai daí eu
- 1:07:52vou ler esses comentários, então vou deixar a enquete aí para
- 1:07:56vocês se expressarem e a gente troca essa ideia.
- 1:07:58Mas para mim é isso. Resumindo, para mim, eu acho que
- 1:08:01O Mestre. Ele divide um espaço com o game.
- 1:08:04Designer é O Mestre. É interessante que ele conheça
- 1:08:07as técnicas de game design que ele conheça, game design,
- 1:08:11entenda cada vez mais game design, porque isso vai dar mais
- 1:08:13ferramentas para ele. Mas o trabalho dele não é de
- 1:08:16game design, né? O trabalho dele está mais com
- 1:08:18artesanato, por assim dizer, essa conclusão que eu chego.
- 1:08:23Beleza é muito obrigado, então siga aí no Spotify, você pode
- 1:08:27seguir a gente o feed e a outro pro café com Dan John primeiro,
- 1:08:30então se você seguir o primeiro, não quer dizer que você siga
- 1:08:32esse, tá? Então segue aqui no Spotify,
- 1:08:34segue no seu agregador favorito, é.
- 1:08:38Pode avaliar aí das estrelinhas que você acha que a gente
- 1:08:40merece. No Spotify também tem
- 1:08:42estrelinha. Lá se pode avaliar.
- 1:08:43A gente é. Responda a enquete que a gente
- 1:08:47botou lá e apoie o café com danjão pra gente voltar a ser 5
- 1:08:51vezes na semana. É apoia.se barra café com danjão
- 1:08:56eu vou ficar muito feliz de poder, de poder está aí
- 1:09:03ampliando, não é Oo os dias aí do café com o danjão na semana
- 1:09:08vai ser um prazer. Tá voltar?
- 1:09:10Ao que era antes? É bom.
- 1:09:12No mais é, eu queria dizer também que se você gostou muito
- 1:09:17desse episódio, se algum, se algum momento desse episódio te
- 1:09:20trouxe alguma alguma clarividência sobre algum
- 1:09:23assunto ou IA ser lá, influenciou você ou inspirou
- 1:09:28você de alguma forma? Pô, dá uma gorjeta para a gente?
- 1:09:31O Pix da genteecafefundante1@gmail.com
- 1:09:34também. Você pode apoiar o projeto dessa
- 1:09:36forma, isso vai ser revertido. Certamente pro projeto e se você
- 1:09:40é uma editora lojista, empresário, já pensou ter de
- 1:09:42repente um dia da semana aí? Da sua empresa no café com
- 1:09:46dangerou, já pensou nisso? Aqui no café só é possível,
- 1:09:49então você pode financiar um dia de episódio na semana e esse dia
- 1:09:53vai ser das ali que você está bancando.
- 1:09:55Para a Felicidade da massa herpegista vai ser muito maneiro
- 1:09:58isso. A galera certamente vai ficar
- 1:09:59muito feliz com a tua, com a tua marca.
- 1:10:01Aí de se associar e bancar um dos dias de.
- 1:10:04Episódios então, se você tem uma empresa, se você conhece uma
- 1:10:07empresa, se você é, então viabiliza aí pra gente esse dia
- 1:10:13que vai ser muito legal. Só mandar um e-mail,
- 1:10:16latambemcafecomdanjao@gmail.com que a gente acerta isso.
- 1:10:19Eu tenho uma proposta pra você. Queria agradecer também os
- 1:10:22assinantes que já estão apoiando aí o café com danjão, então
- 1:10:26queria agradecer aí à galera que deixou um incentivo pra gente,
- 1:10:29aí então, muito obrigado, Douglas baiense queria agradecer
- 1:10:32também os membros da do nível comunidade, entre eles.
- 1:10:37Aí o Higor tere do dados críticos.
- 1:10:39Muito obrigado, Higor. Quem não conhece o canal dele,
- 1:10:41vale a pena, tem muito conteúdo interessante, muito tutorial,
- 1:10:44muito bom. Tem também aí os membros do RPG
- 1:10:48do Jô e superiores, então, Abílio Júnior, Bruno cobi,
- 1:10:51Daniel Haidar, Germano Assis. Marcos Vinícius ornelas, Mateus
- 1:10:55Fey Machado, Pedro obizini, Rafael garote, Rudolph Helmut e
- 1:11:00o Diego cestito muito. Obrigado pelo apoio de vocês.
- 1:11:04É bom, é isso, gente. Então vamos lá pra próxima
- 1:11:08quinta-feira. Mais um episódio do seu podcast
- 1:11:10matutino de RPG café com danjão.