Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #280 Radiografia: Abrace uma Carreira, com Miriam Ramos
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- 0:11Olá, tudo bem? Eu sou o Marcelo abud e o seu
- 0:14podcast radiofônico com mais uma edição especialíssima do nosso
- 0:19podcast, peças raras que existe desde 2006.
- 0:25Que bom ter você aqui sempre em sintonia com o rádio, com o
- 0:30podcast, com tudo que há de melhor na comunicação.
- 0:34E hoje eu vou trazer aqui uma edição do programa abrace uma
- 0:38carreira quem? Ganha muito tempo aqui.
- 0:42O peças raras lembra que lá em 2017 eu falei com a Miriam
- 0:49ramos, eu fiz uma cobertura do programa, abrace uma carreira na
- 0:54Rádio USP e agora esse programa está na Trianon AM aqui de São
- 0:59Paulo, que pode ser sintonizada no tuning que pode ser
- 1:03sintonizada pelo site radiotrianon.com.br.
- 1:09Então nós vamos ouvir a Miriam ramos fazendo com.
- 1:13Esse convite pra você acompanhar o programa, depois uma edição de
- 1:17pouco mais de 1 hora sobre a carreira de radialista, em que
- 1:21eu tive a honra de participar. Agora, no finalzinho de novembro
- 1:26e no final deste áudio, eu vou trazer a reportagem lá de 2017
- 1:34que eu fiz para o podcast do instituto, claro.
- 1:37Aliás, um podcast sobre educação e cidadania que vale a pena,
- 1:41você conferir se ainda não o fez?
- 1:43Instituto claro, procure aí no Spotify, ou senão, vai lá no
- 1:47Google, né? Podcast de educação, instituto
- 1:50claro, podcast de educação ou de cidadania, instituto claro.
- 1:55E você vai encontrar. Muitos conteúdos que eu tenho
- 1:59certeza que vai gostar como esse que eu vou apresentar no
- 2:02finalzinho do nosso áudio. Aqui neste episódio especial do
- 2:07peças raras, muito obrigado. Vamos então viajar a convite da
- 2:12Miriam ramos pela carreira de radialista, espero que você
- 2:17goste. Hein?
- 2:19Olá, amigos, eu sou a Miriam ramos.
- 2:21Estou super feliz por poder falar com você.
- 2:23Na segunda-feira ao meio-dia aqui na rádio Trianon, jovens
- 2:27estudantes, professores e os melhores profissionais do
- 2:30mercado, todos reunidos num só lugar.
- 2:33Programa abrace uma carreira orientação profissional no rádio
- 2:37para você saber planejar o seu futuro.
- 2:39Te espero toda segunda-feira, ao meio-dia, na rádio Trianon, no
- 2:43coração da Paulista. Abrace uma carreira com Miriam
- 2:49ramos, o único programa de orientação profissional no
- 2:53rádio. A sintonia certa para você
- 2:56planejar o seu futuro, agora que o mundo mudou toda
- 3:00segunda-feira, ao meio-dia aqui na rádio Trianon.
- 3:06Tudo de bom para você, laine Guedes.
- 3:10Tudo de bom, Miriam, mais de Michael Berg.
- 3:15Tudo de bom Marcelo abuj. Tudo de bom, Fernando.
- 3:21Victor, de bom gente, tudo de bom, ótimo Rodrigo, tudo de bom.
- 3:26Anelize Gonzales e o nosso querido piloto dessa nave
- 3:32maravilhosa, Isaac Barros. Tudo bem?
- 3:35Barros, hoje você. Está aqui com a gente.
- 3:38Hein? Abrace uma carreira de
- 3:41radialista. Olha que legal, Hein?
- 3:44A gente reunindo aqui os amigos do rádio que.
- 3:48Deles, né? Antes de mais nada, né?
- 3:49Miriam ramos, amigos, né? As pessoas que a gente conhece
- 3:53aqui há anos, né, de amigos, eidemberg todos aqui da mesa são
- 3:57muito queridos, né? E falar desse veículo magnífico,
- 4:01né? Esse veículo encantador, né, que
- 4:04quando nós estamos dentro do nosso carro, ouvimos o rádio
- 4:08quando estamos nas nossas casas, ouvimos o rádio, né?
- 4:12Esse veículo fiel de qualquer momento.
- 4:14É, e. Hoje tem uma divisória aí
- 4:16também, viu? Tem uma galerinha que não houve
- 4:19rádio de. Muito maneira é, são alguns
- 4:23adolescentes que ouvem música, né?
- 4:26Mas não ouvem rádio. A gente tem aqui especialistas
- 4:30no assunto, né? Pessoas que estão no rádio, mas
- 4:34também migraram pra podcast e a gente vai saber um pouquinho e
- 4:38apresentar para vocês toda essa turma.
- 4:40Primeiro vou começar aqui pelo Marcelo abud, meu querido amigo
- 4:44de muito tempo, criador de podcast peças raras nossa foi um
- 4:47dos primeiros, né, Marcelo? 2006. 2006 pensa bem, professor
- 4:52de. Criação e produção de áudio da
- 4:54FAAP trabalha com nosso querido Álvaro Álvaro bufarot,
- 4:59maravilhoso amigo da Elaine, também produto.
- 5:02Álvaro bufarra na faculdade, né? Olha só, muitos anos nós
- 5:07conversamos recentemente com Álvaro Farah e são mais de 30
- 5:10anos, né? É mandar um abraço aqui pra.
- 5:12Ele, um abraço ao Álvaro bufaro. Isso, e também uma.
- 5:16Abud, ele é produtor do podcast do instituto claro e a gente vai
- 5:19saber toda essa carreira dele. Tudo bem, Marcelo, obrigada, viu
- 5:23pela honra. Um grande prazer falar sobre o
- 5:25rádio no rádio, né? Nada melhor o vídeo.
- 5:28Podcast também pode, né? Também também também pode
- 5:32sempre. A gente vai falar sobre isso.
- 5:34Fernando vitto, que está aqui do lado da Elaine, jornalista,
- 5:38criador de conteúdo digital. É histórias, né?
- 5:42Ah, depende se quando a pessoa vai lá, a gente sempre busca
- 5:46trazer as histórias dela, né? É porque quando a gente fala
- 5:48histórias, às vezes o cara não é historiador, não.
- 5:51Essa partida, o amigável do barbeiro contador de.
- 5:54História aí, sim. Bacana, e você com seu podcast
- 5:57também. Co-autor do livro 100 anos do
- 5:59rádio junto com a Ana Elise González, a sua querida esposa
- 6:04mulher. Veio junto, sempre me
- 6:06acompanhando sempre. Te acompanhando bacana e você,
- 6:08coautor do livro que a gente vai comentar um pouquinho, já tem um
- 6:11outro saindo do do forno aí também, né?
- 6:13E a gente vai falar sobre isso. Obrigada, Fernanda.
- 6:16Eu que agradeço. O Nilo Frateschi, que é
- 6:19publicitário, coautor do livro 100 anos do rádio, também
- 6:23coautor, junto com o Heródoto barbeiro e com Fernando victulo
- 6:26desse livro e trazendo pra gente aí um novo livro que a gente vai
- 6:29falar sobre o assunto de mig. Zaidenberg ECBN, amiga,
- 6:36jornalista, assessora de imprensa e que legal ter você
- 6:41aqui, admiro. Matando a saudade desse veículo
- 6:43sensacional, não a saudade de vocês, né?
- 6:46Elaine, Miriam, quantos anos a gente se conhece?
- 6:49Muito tempo. Né?
- 6:50Você vai contar sua história? E falar há quanto tempo, né eu?
- 6:53Acho que é melhor. Falar bom é bom, mas 50 gente
- 6:56aqui tá todo mundo tá pra cima dos 50.
- 6:59Todo mundo, menos o Fernando. É menos o Fernando, o Fernando é
- 7:02novinho e ainda aí nós temos também aqui um ouvinte clássico
- 7:06de rádio, o atmos. Rodrigo, tudo bem?
- 7:08Atmos? Olá, tudo bom?
- 7:10Eu já vou. Começar com você aqui, falando
- 7:12desde quando você ouve rádio. Olha, eu vou te dizer com
- 7:17sinceridade desde o 7 desde o 6 por aí, e gostava de ouvir as
- 7:22notícias. Por incrível que pareça, olha só
- 7:26o menino. Você ouviu olhar e Celso da
- 7:28rádio? Globo sim, assiduamente adorava.
- 7:32Ficava lá horas e horas EE me formei como jornalista.
- 7:39Acho que em cima dessa paixão a notícia, o envolvimento do
- 7:44rádio, o poder da da voz, da Transmissão das notícias através
- 7:48da da voz, da emoção, aquilo é. É, é uma coisa mágica, né?
- 7:54É empolgante, é. É legal falar com gente assim,
- 7:56que é do tempo antigo do rádio, vamos dizer assim, porque eu tô
- 8:00fazendo um curso de podcast e sabe o que que acontece muito
- 8:04uma coisa muito interessante. Quem faz podcast?
- 8:07Hoje, pouca gente, radialista e pouca gente é jornalista, tá?
- 8:11Então, é muita gente que ele falou, o poder da voz, aquela
- 8:15voz que a gente conhece do Luiz Lopes Correia e de outros nomes
- 8:20é hoje. Não está em voga hoje, não está
- 8:22em voga. Então eu acho legal a gente
- 8:24falar um pouquinho desse movimento, sabe de vozes que o
- 8:28Marcelo acompanhou bem isso. Acho que é do tempo.
- 8:31Ao o Fernando já é o mais novinho e aí vem essa história
- 8:35do ouvinte nosso para falar um pouquinho.
- 8:37É de como que ele ouviu o rádio, como que era o rádio mídia
- 8:40aquele tempo. Posso lembrar um personagem do
- 8:43rádio inesquecível. Todas as manhãs, eu lembro que
- 8:46do meu primeiro ano de escola, eu acordava com o Zé Beto.
- 8:50Ah, gente, todo mundo. Ah, agora vou deixar.
- 8:53Jogar água, deixar você com inveja, joga aro nele, vou
- 8:58deixar você com inveja, porque eu trabalhei com Oo Zé bécio,
- 9:04Ah, o. Zebet me ensinou.
- 9:05Uma coisa que eu vou mostrar para vocês agora.
- 9:09Eu entrava na rádio Record com zebeccho Na Na parte de notícia,
- 9:14viu, Isaac, já já você vai falar aqui e o eu eu quando eu aí eu
- 9:18falava e aí, tudo bem? Depois da notícia, mandava um
- 9:21beijo. Tchau gente, um beijo e fazia
- 9:23assim, o zebety falou, não, beijo no rádio não é assim,
- 9:26beijo no rádio é assim ó. Aprendi isso, você pega a Palma
- 9:33da mão e você beija a Palma da mão e dá aquele estrondo do
- 9:37beijo, porque você faz ser só. Uma fotografia, né?
- 9:41Sonoplastia não dá medo de olha isso.
- 9:45Aí, sabia? Não só sabia, como também fui fã
- 9:48e ouvi. Aliás, né?
- 9:50Quem não foi fã de Zé bécio e ouvinte também, né?
- 9:52Ah, legal, pega a cadeira aqui que você vai.
- 9:54Quem não tinha medo de acordar com a mãe jogando um balde da
- 9:58água? Eu tinha, eu tinha todos os
- 10:01dias, 7 da manhã aqueles sonos chaga água, na Alemanha.
- 10:05Mãe, aquilo era inesquecível que eu.
- 10:09Simplesmente bom, muito bom. Então a gente vai falar um
- 10:12pouquinho, vou começar aqui com o Marcelo, né?
- 10:15Contando uma. Marcelo, vamos falar um
- 10:17pouquinho da sua história, de do, do rádio também, né?
- 10:21Como que você começou a se envolver com rádio?
- 10:24Pelo que eu entendo, está na veia, né?
- 10:27Eu acho que essa expressão, eu inclusive, falo isso muito dando
- 10:31aula para os alunos, né? Que vem do berço, isso é
- 10:34literal, porque minha mãe depois me revelou que quando minha irmã
- 10:39já tinha praticamente 2 anos, eu vim ao mundo e.
- 10:42E o que que acontece? Ela precisava dar conta de
- 10:46aquela tarefa, né? Que infelizmente até hoje fica
- 10:50muito nas mãos das mulheres, né? Tripla jornada não é nem dupla,
- 10:54então Pra Ela dar conta de tudo. Ela me deixava no berço com um
- 10:58radinho de pilha ligado em programas populares.
- 11:01Então comecei ali ouvindo o Zé bécio, depois vem o Eli Correa,
- 11:06então tudo isso tá introjetado na veia, veio do berço e lá
- 11:11pelos meus 8 anos eu tive a certeza de.
- 11:14Que o rádio era o meu melhor companheiro, então aí.
- 11:17Criança, ganhei um concurso que tinha que preencher um álbum, um
- 11:20Paulistinha bazartriz. Eu também preenchi esse álbum.
- 11:23Depois carimbava as figurinhas, figurinhas, e aí trocava por um
- 11:27presente. E eu troquei porque um radinho
- 11:30de pilha AM azulzinho que me acompanhava sempre à noite eu
- 11:34colocava embaixo do Travesseiro e aí eu ouvia a turma da maré
- 11:37Mansa, que era da Rádio Globo do Rio, né?
- 11:39E me divertia demais e ouvia futebol com Osmar Santos e fio e
- 11:45gileliotti. Foi aí que tudo começou.
- 11:47Então você ouve rádio e depois você trabalhar no rádio, como é
- 11:50que foi essa migração? Então a migração foi meio que
- 11:54natural, porque eu também criança, Ah, criança, não, aí já
- 11:58na adolescência, com os meus 1314 anos, gostava muito de rock
- 12:02nacional e um dia eu coloquei a caixa acústica na janela de casa
- 12:06e tinha 12 prédios na frente da minha casa.
- 12:08Isso em Campo Belo. Até eu quero descobrir os
- 12:11ouvintes que tinham nessa época, então é, ficavam algumas
- 12:15crianças. Não era que nem hoje os muros
- 12:17dos prédios eram baixinhos, então 3 horas da tarde, das 3 às
- 12:205, eu e minha irmã imitávamos os programas que ouvíamos na FM,
- 12:24né? Aí já a Sandra grote, o Tavinho
- 12:26Sesc, a gente IA todo dia. As rádios aqui na Avenida
- 12:29Paulista percorríamos todas, né? Como ouvintes tal, e depois
- 12:33chegávamos em casa e brincávamos de fazer rádio.
- 12:36Então, das 3 às 5, a gente tinha a rádio new Wave.
- 12:39A emoção da nova geração. Isso acho que eu nunca contei no
- 12:42rádio, a gente colocava a caixa acústica na janela, brincava,
- 12:45achando que estava fazendo só pra brincadeira mesmo e não
- 12:48sabia que o som estava se expandindo entre os 2 prédios e
- 12:51daqui a pouco um Monte de criança ficava em cima do muro.
- 12:543 horas da tarde, já esperando começar a Transmissão pedindo
- 12:57música, a gente tocava veraneio vascaína do Capital Inicial, que
- 13:01era proibida. A gente adorava, né?
- 13:03Enfim, aí passava a polícia, ouvia aquilo via as crianças.
- 13:07Permite tudo bem e a gente se divertia, fazia promoções, aí
- 13:11tinha o music show, a gente IA com rádio, gravador nos shows,
- 13:15Kid Abelha, blitz tal era proibido, mas a gente IA ali,
- 13:17deixava na cadeirinha tal, gravava os shows e depois tinha
- 13:21a versão exclusiva da música ao vivo.
- 13:23Então a gente fazia o música e show, tocava versão original e
- 13:25depois a versão exclusiva da rádio new Wave.
- 13:28Então assim eu comecei brincando de fazer rádio e televisão
- 13:33também, porque aí eu já tinha um amigo, o Alexandre tom dela, que
- 13:36hoje é diretor da Rádio Cultura Brasil e que tinha ATVX antes da
- 13:40Xuxa. Tá gente, tá, gente, somos
- 13:41pioneiros. Adianta, então, muito antes, a
- 13:44gente brincava de fazer televisão uma vez por ano, tinha
- 13:46AA festa de aniversário da TVX. Então foi assim que eu comecei.
- 13:51EE era uma brincadeira tão séria que eu nunca encontrei um
- 13:54ambiente tão profissional depois que entrei realmente pro rádio.
- 13:58Né? É, adorei tudo que eu fiz nesse
- 14:01prédio aqui. Eu um dia, parei na escadaria da
- 14:04Gazeta e pensei, o que quero? Assim com 14 anos, quando eu
- 14:07visitava as rádios, falava, sonhei assim, eu queria
- 14:10trabalhar e estudar na Avenida Paulista.
- 14:12Eu trabalhei, estudei nesse prédio, né?
- 14:15Fiz a casa que maravilha. Gazeta já a minha primeira
- 14:19experiência, assim, então foi fascinante.
- 14:21Ali eu conheci Morais Sarmento, Moisés da rocha, que também
- 14:24estava na USP. O pessoal tá na USP, está o
- 14:27rádio matraca, estava lá aqui, né, em.
- 14:31Fim muita, muita gente interessante, que é o próprio, a
- 14:36própria direção da rádio, né? Que, enfim, foi.
- 14:40Foi tudo muito, muito mágico mesmo.
- 14:42A entrada foi muito mágica quando eu me tornei locutor de
- 14:45FM é que veio a decepção porque eu achava que o locutor decidia
- 14:48o que IA tocar. Quando eu descobri que vinha
- 14:50tudo pronto, eu tinha que falar, era um robozinho.
- 14:52Aí eu me decepcionei um pouco, mas.
- 14:54Ah, mas é fantástico. Esse roubou também é fantástico
- 14:57no rádio, sim. Sim, é muito.
- 14:58Bom, uns falam. Papagaio né também, né?
- 15:01Sim, sim. É o fantástico.
- 15:04É que quando eu tive essa experiência como locutor de FM,
- 15:06eu comecei em Sorocaba, na vanguarda FM.
- 15:09Eu descobri o poder, essa magia, mesmo que a gente fala do rádio,
- 15:12porque eu fazia um programa que era jovem, tocando Dancing music
- 15:16na época, né? Tudo aquela locução super
- 15:18frenética, não tinha nada de muito próximo assim, não era uma
- 15:23comunicação como o do AM na época, né, que era muito
- 15:26dividida assim anos 90, eu tô falando.
- 15:28Então era aquela locução. Ah, agora você ouve, tá, tá lá,
- 15:31é tudo muito rápido e tal. E de repente, antes de entrar no
- 15:35ar, eu fazia final de semana, né?
- 15:36Foguista estava começando, já ligavam algumas pessoas
- 15:40esperando aquela entrada no ar, sabendo o horário que IA entrar
- 15:43e depois, quando eu fiz Natal e Ano-Novo eu fiz até às 9 da
- 15:47noite, véspera do Natal, véspera.
- 15:49Aí eu entendi porque muita gente estava ali numa cidade do
- 15:53interior, por possivelmente estudando e dizia que não tinha
- 15:57ninguém que estava num enfim, num momento muito delicado e que
- 16:00se não fosse o rádio não sabe o que faria da vida, então ali.
- 16:04A gente entendia um pouco desse poder, né?
- 16:06Dessa, dessa amizade que existe entre quem ouve e quem faz
- 16:11rádio. Foi um momento bem mágico.
- 16:14Muito bem, né? E temos também o Fernando
- 16:17Victory, jornalista, criador de conteúdo digital, um conteúdo de
- 16:22inúmeras histórias e coautor do livro 100 anos do rádio com Nilo
- 16:27Frateschi. É isso, né, que não pode
- 16:30aparecer hoje, né Miriam? Porquê?
- 16:32Não, daqui a pouco ele tá aí. Ah.
- 16:34Tá certo, ele tá chegando, então tá chegando.
- 16:36E o Heródoto, barbeiro e Miriam ramos, né?
- 16:38Miriam também participou do. Livro, me convidaram o Nilo
- 16:41fratesca me convidou, fiz lá. O livro, aí eu vou pedir pro
- 16:44Victor contar, né? O que que é esse livro?
- 16:46É mais legal e já tá com outro também, é aí no forneins, saindo
- 16:50No No 2024. Né?
- 16:52Nada dura, né? Heroto, barbeiro.
- 16:54E aí, Frateschi, eu e a gente se juntou de novo.
- 16:57Então a gente tá? Aí em comemoração ao ano 101 do
- 17:01rádio, né? Então a gente está lançando esse
- 17:03novo livro, que é o new rádio. É um conceito que o euroto
- 17:05criou. É que é falando desse conceito
- 17:08mesmo do que que é o rádio hoje em dia, porque a gente tem
- 17:11TikTok, tem Instagram, tem YouTube, tem um Monte de coisa,
- 17:14né? E o rádio, como é que ele se
- 17:16adapta a isso? Ele se transformou, não se
- 17:18transformou, o rádio continua existindo, tá forte, tá fraco,
- 17:21né? Como é que a gente faz rádio nos
- 17:23dias de hoje? Então essa é a proposta do novo
- 17:25livro, né? A gente lançou o primeiro
- 17:27desculpa, pode. Falar não só eu falar que
- 17:29pensando no herói. Roto, né?
- 17:30Eu lembro quando o Heródoto começou a transmitir com um
- 17:33vídeo na CBNEO quantas pessoas contestavam aquilo numa bancada
- 17:37em pé, né? É, e quanto o Heródoto foi
- 17:40pioneiro? Em um é quem sempre quem tem uma
- 17:42ideia mais à frente acaba apanhando muito, né?
- 17:45Então hoje, ninguém vai questionar aquelas.
- 17:47É tanto de colocar ACBN Na Na própria FM que ele foi o
- 17:51primeiro exatamente também. Então assim, primeiro o pessoal
- 17:53chama você de louco. Aí depois o pessoal te
- 17:57ridiculariza, né? E depois diz e aí, depois te
- 17:59copia? E depois?
- 18:00Esquece e depois vai falar nisso.
- 18:01Não aconteceu exatamente. Exatamente, ó o Nilo chegando aí
- 18:06estava um pouco também vem de longe, né?
- 18:08Nilo que maravilha, falando do livro agora dos 100 anos de
- 18:12rádio no. Brasil, o Nilo fez aí o nosso
- 18:15boa tarde, Nilo AO Nilo fez aí o convite pra eu participar desse
- 18:20livro, obrigada, viu? Nilo?
- 18:21O Nilo é os 100 anos do rádio. Aí o Vitor já tá falando e já
- 18:25tem outro também no forninho saindo que você vai dar em
- 18:28primeira obra pra gente, né? Vamos lá.
- 18:30Mas ó, a gente tá falando desse negócio da das ideias, né?
- 18:34Que tem uma ideia muito à frente.
- 18:35O livro dos 100 anos de rádio no Brasil.
- 18:36No Brasil, a gente fez numa pegada multiplataforma, então,
- 18:40por exemplo, igual a Miriam comentou que ela participou.
- 18:41Ela participou através de um vídeo, um depoimento que você
- 18:44tem acesso através do livro, né? Então você tem OQR code, você
- 18:47faz a leitura do do QR Code através do seu celular e aí você
- 18:51tem acesso ao vídeo, né? E teve gente que criticou e
- 18:54falou assim, mas como que é livro ou é vídeo é e.
- 18:57Ou não sei o quê, não é? São todas as plataformas você,
- 19:00né? A gente vai se adaptando e a
- 19:02literatura também não é diferente, né?
- 19:04Não é por causa disso que deixa de ser livro, né?
- 19:06Mas sempre vai ter um ou outro pra pra te criticar, né?
- 19:09Nilo e a gente segue fazendo aqui, né?
- 19:11É verdade. Antes de mais nada, eu queria me
- 19:13desculpar pelo atraso aí. Imagina, nem teve.
- 19:16No meio do Mato, tem. Essas que delícia eu vejo você
- 19:20lá com o cachorrinho, só no bem, bom, naquela natureza
- 19:24maravilhosa. É verdade isso aí, conhecia.
- 19:26Um preço a pagar. Lá, tudo se paga preço, né?
- 19:29Porque na cidade também. Também, né?
- 19:31Qualquer coisa você vai atravessar um bairro pro outro,
- 19:33você já demora 2 horas, então talvez o preço não seja tão alto
- 19:37no. Não, não, não.
- 19:39A balança aí eu acho que eu tô levando uma vantagem.
- 19:43Então, Nilo, vamos falar um pouquinho aí desse projeto, né?
- 19:45Que é recente também, né? Os 100 anos do rádio.
- 19:48Hum. Aliás, a gente ainda todo, todo
- 19:50mundo comemorando e depois a gente fala um pouquinho do do
- 19:54que vem, né? É.
- 19:55Legal. Bom.
- 19:57Prazer contar com você nesse livro aí.
- 19:59É um privilégio grande. Prazer é meu.
- 20:02Que honra. Obrigada, viu?
- 20:04Essa ideia ela começou por uma provocação do Acácio.
- 20:08Ele me ligou o ano retrasado, ó, faz um livro, pô.
- 20:12O livro meu negócio não é livro, né?
- 20:15Aí fui conversar com o Heródoto barbeiro.
- 20:18Ele de imediato abraçou a causa e apresentou o Fernando aí que
- 20:23veio com essa inovação é muito fantástica.
- 20:26Aí agregou muito valor ao livro aí.
- 20:29Essa multiplataforma, né? Apesar das críticas, é tudo na
- 20:34vida, vai, vai mudando. Quando a gente olha pro rádio lá
- 20:38no começo era totalmente diferente do que a gente viveu e
- 20:42do que vamos viver ainda aí na frente, né?
- 20:45Exatamente. Esse livro ele tem por volta de
- 20:4914 horas de depoimentos gravados.
- 20:52São 170 depoimentos. Então tem tem histórias aí
- 20:57fantásticas. São histórias emocionantes, são
- 21:01histórias. É é engraçadas.
- 21:04Tem de tudo ali, tá bem bem, bem bacana.
- 21:08Sim, fala um pouquinho da sua história no rádio, né?
- 21:11Nilo, eu conheço você ali da época da Excelsior.
- 21:15Roubo de Rádio CBN, um momento muito especial, porque a gente
- 21:19foi a primeira equipe da CBN, não é?
- 21:21É desse on-news, né? Vamos falar um pouquinho da sua
- 21:24história, quem você tem de referência às pessoas que você
- 21:28trabalhou, de outras emissoras também.
- 21:32A minha história no rádio ela começou ainda moleque, né?
- 21:35Ouvindo, eu tinha um vizinho que ouvia muito um programa da
- 21:40Bandeirantes chamado na beira da tuia.
- 21:44Vocês não devem lembrar. Disso não, esse eu não conheço.
- 21:47Mas se procurar no Google aí, acha?
- 21:49Ouvindo Milton parrom lá no memória virem, mexe ali
- 21:53exatamente. Então o rádio, ele entrou ali Na
- 21:56Na, na minha vida, através do da audição.
- 22:02Quis o destino que um dia eu fosse trabalhar em rádio, né?
- 22:05Eu comecei trabalhando em agência de propaganda, com o
- 22:09sonho de ser jogador de futebol. Olha só, é aí um amigo que nos
- 22:15deixou essa semana aí. Ele falou assim, Milão vai
- 22:19estudar que você é ruim de bola para chuva, você não sabe nada.
- 22:23Aí eu continuei na propaganda. Em 78, eu recebi um convite pra
- 22:29ir pra rádio América e ali eu ingressei no rádio EE fui até o
- 22:34final. Puxa.
- 22:36Vida e referência nossa hélio Ribeiro, heroto, barbeiro,
- 22:40Miguel dias, você Oo. O parrom, o Zé Paulo de Andrade.
- 22:48Pois eu tive o privilégio de trabalhar com tanta gente
- 22:52importante. Osmar Santos está com a gente
- 22:54toda hora. É Fiori, giltti, puxa vida, tem
- 23:00muita gente aí. Eu só tenho a agradecer a todas
- 23:03essas pessoas que me ensinaram e continuam me ensinando até hoje.
- 23:06Que maravilha, Nilo. Eu gostaria muito de saber assim
- 23:09a sua opinião com relação a ao áudio que a gente hoje vê como o
- 23:13podcast videocast também, né? E o rádio?
- 23:17Teve videocast também é o projeto dos 100 anos.
- 23:20Isso a gente fez uma websérie, né?
- 23:22Comemorativa de 100 anos. Já no Brasil, foram 8 episódios.
- 23:25A gente contou com algumas pessoas ali que fez parte ali
- 23:29até da divulgação do projeto, exatamente.
- 23:31Então essa questão, né? Que a gente fala hoje do rádio,
- 23:34da audiência, do rádio, quem é fã de rádio ouve rádio sempre,
- 23:38mas nós estamos falando, eu estou falando de uma geração
- 23:41nova. A geração dos 13 anos de de de
- 23:45olha o Paulo de Santo André. Tá ouvindo?
- 23:47A gente mandando um alô aqui ó Isaac, fala aí, fala aí, fala
- 23:51aí, quem é? OOO Paulo.
- 23:54Olha o Paulo, além de ter sido 11 ex-apresentador de programa
- 23:58aqui Na Na Rádio Clube, na antiga Rádio Clube que faz.
- 24:01Parte do grupo tá nos ouvindo? Na região de Santo André e você
- 24:05não faz ideia do que tem mais de interessante nisso aí.
- 24:08Ele está com o rádio ligado, sintonizado, ouvindo ao vivo
- 24:11agora. Isso é maravilhoso, né?
- 24:12Justamente o que a gente está falando, né?
- 24:14Obrigada, Paulo, pela sua audiência, viu, querido?
- 24:17Essa essa audiência do rádio, porque nós temos uma Juventude
- 24:21migrando, é para podcast fazendo podcast, né?
- 24:26Queria a sua opinião. Nilo com relação a audiência do
- 24:29rádio. O podcast nada mais é do que um
- 24:33programa de rádio com novas plataformas, com novas
- 24:37tecnologias, né? Para atingir justamente essa
- 24:40moçadinha que não houve aquele radinho.
- 24:44Que? O Paulo está ouvindo?
- 24:45Né? Exatamente o radinho de pilha.
- 24:49Então você tem que falar com essa Juventude.
- 24:52Se você continuar insistindo naquele modelo, você não vai
- 24:55atingir essa. Não vai, não vai atingir.
- 24:57Você tem que acompanhar essa mudança e esse novo livro lhe
- 25:01trata justamente disso, né? Justamente nada na vida é é
- 25:06eterno. As coisas vão mudando, é se
- 25:09aperfeiçoando, vão melhorando e vão comunicando com as pessoas
- 25:13de uma maneira diferente. Sim, queria também aproveitar só
- 25:17a abertura do programa que a Miriam comentou que tem muita.
- 25:20Gente que faz podcast que não é radialista, mas tem muito
- 25:23radialista entrando hoje, né? É o difícil é a gente chegar a
- 25:27esses podcasts, né? Por exemplo, eu descobri esses
- 25:30dias um podcast feito pela Sílvia Vinhas, né?
- 25:34Então tem muita gente, é da área entrando também e fazendo
- 25:39podcast. Então eu Eu Acredito que cada
- 25:42vez vai ter uma e todo mundo é aquela história, todo mundo hoje
- 25:45é uma mídia. Não, você tem que entrar.
- 25:47A gente já tá entrando também a Elaine Guedes e eu a gente.
- 25:50Tá? Entrando.
- 25:52Também de entrevista em podcast. Porque se não, você não atinge
- 25:56essa Juventude agora, mais uma coisinha só, já que você é
- 26:00publicitário também é Nilo com relação a quem aposta, quem
- 26:05investe no rádio, as empresas que patrocinam rádio, elas estão
- 26:10acreditando no rádio ou elas estão migrando para podcast?
- 26:15É uma pergunta difícil, a família é tudo, está, está se
- 26:19transformando, né? Não só o rádio.
- 26:21Mas os clientes também estão mudando, estão, estão com
- 26:26outras, é alternativas de mídia, com um preço bem menor.
- 26:31Quais seriam a 100? Quilos, por exemplo, uhum.
- 26:34Recentemente eu estive fazendo uma fila do livro em São Roque e
- 26:38o meu óculos quebrou. Eu fui atrás de uma armação.
- 26:42E aí o telefone desligado em cima da mesa ali, conversando
- 26:46com meu parceiro. Vai, pô, absurdo.
- 26:49Eu não consegui arrumar uma lei. AA armação do óculos aqui e tal.
- 26:54Abri minha rede social. Oferta de óculos, ou seja, o
- 26:58telefone desligado. Isso é verdade, ele.
- 27:01Está ouvindo? Ele está se resolver.
- 27:03São técnicas que. Ou seja, o dinheiro investido é
- 27:06pequeno e com uma margem de dispersão quase zero.
- 27:10Ele está indo buscar aquilo que você está procurando.
- 27:13Impressionante. Tanto que esse impulsionamento,
- 27:15que as pessoas também pagam é é justamente para isso, não é
- 27:19exatamente para pegar o seu público público que você quer.
- 27:23É. É fascinante.
- 27:24Você que é da área de publicidade também não é Nilo e
- 27:27radialista também, vamos dizer, por causa do podcast e do livro
- 27:31autor de livro, então você está você.
- 27:34Está. Você está unificando todas essas
- 27:37todas estão unificando tudo, né? É, eu acho que uma coisa muito
- 27:40importante é a tecnologia do celular.
- 27:43Hoje em dia, qualquer pessoa pode fazer uma matéria.
- 27:46Pode estar reportando um fato porque tem o celular na mão, tem
- 27:50uma Câmera na mão, então assim, as pessoas, o cidadão comum se
- 27:55tornou muito poderoso com esse instrumento, né?
- 27:58E aí é que fica perigoso. Depende.
- 28:01Do sim poderoso concordo, concordo Marcelo poderoso e
- 28:05perigoso, né? E vai da legislação privilegiar
- 28:08isso. Nós conversamos sempre.
- 28:10Eu emíria ramos, o jornalista, o profissional de comunicação, né?
- 28:15Porque na verdade, as mentiras que eu eu gosto de.
- 28:18Eu gosto de usar bem claramente a palavra mentira ao invés de
- 28:21fake news, porque aí você atinge realmente toda a população.
- 28:25É? Elas não têm como punir porque.
- 28:28O profissional do jornalismo não é mais tão valorizado, né?
- 28:32E a gente teve um problema aí, quando se tirou a
- 28:36obrigatoriedade do diploma é, ficou tudo muito solto.
- 28:40Então a gente precisa pegar novamente essas regras.
- 28:44Usar esse profissional que faz pesquisa, esse profissional que
- 28:47quando passa a informação para o ouvinte ou para o telespectador,
- 28:51enfim ou para o jornal, ele estudou aquilo.
- 28:54Ele está se responsabilizando pelo que fala.
- 28:57Então acho que o público tem que aprender a diferenciar.
- 29:00Uma notícia profissional de uma mentirosa para começar por aí,
- 29:05né, Miriam ramos? Posso, posso fazer aqui o
- 29:08Advogado do Diabo, né? Porque essa questão de muita
- 29:10gente ter podcast. Eu acho que isso é muito
- 29:12positivo, porque democratiza. Mas eu acho que vem sempre vem o
- 29:16lado ruim, né? E um do lado ruim da pessoa não
- 29:19ter uma formação, não ter um estudo em cima disso são algumas
- 29:23coisas muito básicas, até com o cuidado da.
- 29:26Da informação, que quer se elevar, então hoje é na dentro
- 29:29da internet. Existe uma preocupação muito
- 29:31grande com as métricas de vaidade, com os likes, com o
- 29:34compartilhamento, número de views e assim por diante.
- 29:37Então existe fórmula técnica hoje para você engajar um
- 29:40podcast ou um programa? Então a gente vai falar de
- 29:43desgraça, vai falar de polêmica, vai falar de fofoca, de da vida
- 29:46dos artistas e assim por diante. E o pessoal na internet quer ver
- 29:49isso é difícil. O pessoal na internet que quer
- 29:52ver um conteúdo relevante, então, por exemplo, vou pegar
- 29:54coisas básicas aqui que a gente aprende Na Na faculdade quanto
- 29:58jornalista ou radialista, checagem não tem checagem.
- 30:02Qual que é a checagem que se faz ou outro, uma coisa que o
- 30:05erótico barbeiro já fazia lá na? Na CBN, ouvia o outro lado,
- 30:09agora vamos para o outro. Não era assim.
- 30:11Nilo não tem, mas aí tem um outro ponto, o jornalismo e o
- 30:15Radialismo, hoje profissional, já está faltando isso e eu fico
- 30:19p da vida. P da vida, o que que tá
- 30:22acontecendo, gente? O que que o pessoal tá
- 30:23aprendendo nas faculdades? O que que as rádios, as
- 30:26emissoras estão ensinando? Não tem mais checagem.
- 30:30Teve recentemente. Aí o é durante a guerra que a
- 30:33gente tá tendo ampla divulgação de fake news de todos os lados.
- 30:37É foi lá o míssil que veio que Israel atirou, não sei o quê, o
- 30:41único que não deu a notícia foi o Heródoto barbeiro, por que que
- 30:44ele não deu a notícia? Quando confirmar, a gente dá a
- 30:47notícia, só que tem essa ânsia de dar a notícia em primeiro
- 30:50lugar e não tem que ser rápido, tem que ser mais rápido que todo
- 30:53mundo, dá o furo, pô, gente, o que que tá acontecendo?
- 30:56Você não aprendeu nada com escola básica?
- 30:59Que aprender, pô, vai cometer o mesmo erro?
- 31:02A gente tem uma responsabilidade muito grande enquanto a gente
- 31:04está atrás de um microfone ou na frente de uma Câmera, a gente
- 31:08pode destruir uma família. A gente pode destruir um país,
- 31:10uma comunidade toda com a informação, uma empresa, o que
- 31:13que a gente está fazendo? Então, se você tem um podcast,
- 31:16um programa, você tem que ter uma responsabilidade muito
- 31:20grande com aquilo que você está falando.
- 31:21É muito legal isso que o Fernando falou, Fernando.
- 31:24Mas justamente Fernando é. Eu estava comentando aqui com
- 31:27vocês, o Roberto Vilela, que é um.
- 31:30Profissional aqui da Gazeta, ele é meu professor de podcast,
- 31:32sabe? Ele estava falando isso a
- 31:35maioria, e eu até comentei aqui com Marcelo, com todo mundo
- 31:38aqui, que justamente é as pessoas que estão fazendo.
- 31:42É podcast hoje, não, não são jornalistas e nem radialistas
- 31:46estão começando agora a Sílvia vinhos que eu até sigo a Sílvia,
- 31:51ela faz um podcast de esporte bem bacana.
- 31:53Então, é o que o que a gente vê é que as pessoas não estão
- 31:59checando, não estão fazendo exatamente nada disso, né?
- 32:03E tá tudo certo, tá valendo, né? Tá valendo, é uma vergonha, é
- 32:08uma vergonha. Posso colocar uma pimentinha
- 32:10mais aqui? É a gente pega uma frase, deve
- 32:14ter sido dita nos anos 80 pelo hélio Ribeiro.
- 32:18O rádio é a melhor oportunidade perdida de melhorar o mundo.
- 32:24Então o problema não são. As plataformas não é a internet,
- 32:28o problema são as pessoas e as pessoas já.
- 32:30Estão no rádio, Marcelo. Né?
- 32:32É coisas boas e ruins. A gente tem profissionais bons e
- 32:35ruins em todas as áreas. Tem emissoras fazendo série, tem
- 32:39outras que não. Então a gente tem que dar a
- 32:42cultura midiática na escola. Esse é o ponto.
- 32:44Tem que ensinar como eu aprendi na escola.
- 32:47Não tinha esse nome, mas a gente aprendia que tinha que ver.
- 32:50Né? Jornais diferentes ler tal,
- 32:52ouvir a emissora. Pô, eu fui rádio, escuta que
- 32:56sonho, né? Trabalhar ouvindo outras rádios,
- 32:58a melhor coisa do mundo e a gente ouvia as concorrentes.
- 33:01Então a gente pega, aprende o que está errado, o que está
- 33:05certo, né? Não só na faculdade, né?
- 33:08Até porque a faculdade, os professores vão ter muita
- 33:10dificuldade. Eu passo por isso, de.
- 33:14Enfiar na cabeça desses alunos e alunas quando veem um Monte de
- 33:18coisa errada, dando certo, entre aspas, ou seja, dando cliques.
- 33:22Então, dando dinheiro, né? Você vai pegar muita gente
- 33:25fazendo. Jornal é caçando o clique, né?
- 33:28Você vai ver a manchete diz uma coisa, você vai ler.
- 33:30O texto é outra, mas tá você vai interpretar, tá um duplo
- 33:34sentido, tudo que se aprende anão fazer, mas.
- 33:38Atrás de cliques válida, então o rádio é a melhor oportunidade
- 33:42perdida de melhorar o mundo. Acho que resume que isso não é
- 33:45de hoje. O que acontece é que hoje a
- 33:47gente tem muito mais gente com acesso, fazendo e algumas que
- 33:51inclusive não são jornalistas, pessoas.
- 33:54E que fazem isso de uma maneira brilhante, né?
- 33:56A gente tem rádio, favela, a gente tem várias situações que
- 33:59são espetaculares usando o rádio, né?
- 34:02Mas. O ser humano é isso, né?
- 34:06É achar que a maioria é boa, não sei.
- 34:08Eu acho, assim que é como você falou, citou agora a rádio
- 34:12favela. Na verdade, essas novas mídias,
- 34:15elas permitem que o acesso à informação em nós permite também
- 34:20que nós possamos ouvir que está longe.
- 34:22Quem não teria 11 oportunidade de estar trazendo informação
- 34:26dele? A cultura dele, como no caso das
- 34:28comunidades mais necessitadas, né?
- 34:31Então isso eu acho que essa tecnologia nova trouxe de bom,
- 34:36mas. Do lado o que a gente vê é que
- 34:39parece que perdeu um pouco do critério do que é dito, de como
- 34:43é dito, né? Parece que é você contar uma
- 34:45fantasia, contar uma mentira, não tem punição, né?
- 34:49A gente é como a gente tem observado nas últimas campanhas
- 34:52políticas, gente, um show de horror, um show de horror.
- 34:57O que nós vivenciamos. Né?
- 34:58Agora, com inteligência. Artificial?
- 34:59Pois é, a inteligência artificial EE é muito
- 35:02interessante, né? Eu, eu estou num grupo de coral
- 35:04de umas senhoras. E aí eu vejo como é
- 35:07interessante, né? E elas são continuamente
- 35:11diariamente bombardeadas por informações agressivas, né?
- 35:15Do que eu falo, da da comunidade, do ódio, do grupo do
- 35:18ódio, e elas absorvem isso e elas.
- 35:21Os que causam mal-estar para essas pessoas, né?
- 35:24E como é que a gente vai tentar? É brecar isso, frear essas
- 35:29informações. É agressivas que colocam
- 35:32mentirosas principalmente mentirosas, desnecessárias.
- 35:35Manipuladoras, né? Quais os mecanismos para que a
- 35:39gente tenha uma comunicação Clara e eficiente e que seja
- 35:43como o Marcelo aqui está dizendo que essa toda essa informação ou
- 35:48ou rádio podcasts seja utilizada para?
- 35:54Melhoraram realmente o mundo, né?
- 35:57Maravilha. Maravilha para melhorar o mundo.
- 35:59Nós temos uma dica também muito boa, que o Fernando vai dar pra
- 36:02gente do Djavan, né? É?
- 36:06Bom, é um cara que eu gosto muito, assim é um músico que eu,
- 36:09desde pequeno já ouço assim e sempre acho fantástico.
- 36:12Eu toco bateria, né? Olha.
- 36:13Só é aprendi boa parte do do que eu toco na bateria tocando
- 36:16Djavan, então. O que que você escolheu pra
- 36:18gente ouvir? Tocar, Samurai.
- 36:20Pode ser? Vamos lá, Samurai.
- 38:40Entendi aí que delícia. Muito obrigada pela sua sintonia
- 38:44aqui. Rádio Trianon abrindo espaço
- 38:46para a edição do abraço, uma carreira de radialista
- 38:49podcaster, é e só convidado fera Marcelo abud, criador do podcast
- 38:54peças raras, professor de criação e produção de áudio da
- 38:58fab, produtor de podcast do instituto claro, Fernando
- 39:01Victor, jornalista, criador de conteúdo digital também com.
- 39:05Autor do livro 100 anos do rádio e a Anelise González, mulher
- 39:09dele, aqui participando com a gente, o nosso querido Nilo
- 39:12frateski, publicitário, coautor do livro 100 anos, do rádio, com
- 39:16o Heródoto barbeiro e Fernando Victor também, e trazendo pra
- 39:20gente quem tinha a novidade do novo livro eba, admite
- 39:24zaidenberg. ECBN, jornalista, assessora de
- 39:28imprensa e o nosso querido ouvinte atmos Rodrigo, que
- 39:32escuta a rádio desde quando tinha 7 anos.
- 39:34Que coisa de amig você conta a sua?
- 39:37História no rádio, nossa, entrei em 94.
- 39:40Faz muito tempo, com 22 anos, façam aí suas contas.
- 39:44Já ouvi a rádio quando? Era, ouvia muito, adorava o
- 39:48zebech era, né? Acordava com ele já, né?
- 39:52Eu morava com a minha avó todo dia, o radinho de pilha dela na
- 39:55cozinha. Preparando aquele bom e velho
- 39:58cafezinho, então ouvia a rádio. Sim, é.
- 40:02Daí eu conheci é na época, na, na, na área comercial do do da
- 40:07Rádio Globo, né? Do cinema Globo de rádio, não
- 40:09lembro o nome do diretor naquela época.
- 40:11Você lembra Nilo. César Garcia.
- 40:13Não era um outro, mas, enfim, ele que me chamou pra trabalhar
- 40:15lá pra fazer antes de eu ir pra CBN, né, da da de eu ir para o
- 40:19jornalismo. Eu fazia textos sobre o mercado
- 40:22financeiro de mercado financeiro, não o mercado
- 40:25paralelo de linhas telefônicas évora era patrocinadora naquela
- 40:28época, quando se vendia linhas telefônicas.
- 40:31É, e eu fazia os textos. Eu não lembro o nome dele, sabe
- 40:35que me deu um branco. Eu esqueci o nome do diretor
- 40:38comercial do sistema Globo naquela época.
- 40:40Enfim, eu sei que eu fazia os textos e aí eles subiam lá pro
- 40:44estúdio. Para os locutores, o Nonato, né?
- 40:47O pimpinho, o Rubens pimpinho eles gravavam os meus textos, é
- 40:51e depois eu fui contratada. A usálo me chamou usálo com
- 40:53mucci, que era o nosso coordenador de redação.
- 40:55Sim, sim, para fazer é redação para a Rádio Globo, Globo no ar
- 41:00e participar dos boletins é do mercado financeiro da CBNE
- 41:04também trabalhar com você. Que a gente fazia rádio x.
- 41:07Trabalhou? Né?
- 41:08A gente era redatora da rádio x depois reportagem, tempo.
- 41:12Bom. Tempo maravilhoso que não volta
- 41:14mais, infelizmente. Não volta mais, foi o que mais
- 41:16ficou, né? Tanto que hoje, né?
- 41:18Acho que é o maior grupo que eu conheço de rádio, porque tem
- 41:22todo o mundo, todo mundo que já trabalhou, tem até um grupo de
- 41:24ZAP, todo mundo aí participa, participam.
- 41:27Lá, né? Uma fã, uma delícia.
- 41:29Nós. Tarde aquela equipe, eu falo que
- 41:31era um momento muito especial, especialíssimo.
- 41:34Na verdade, de formamos amigos ali, né?
- 41:37E saíamos juntos. Então assim, tinha 11 astral
- 41:41muito positivo, né? Atmosfera gostosa de a gente
- 41:45dava muita risada naquela redação, né?
- 41:47Sim. Era assim, era era na rua das
- 41:49Palmeiras. Né?
- 41:50Rua das Palmeiras, rua E velha, 15, 300.
- 41:53E? Quantos anos você trabalhou lá,
- 41:55Nilo? 22?
- 41:56Não, eu nunca trabalhei lá. Dentro da área comercial, você
- 41:59não. É, eu sempre me diverti, eu
- 42:01nunca. Trabalhei.
- 42:02Ah. Eu falei, ué?
- 42:04Olha, olha o quero falar. O que quer saber?
- 42:0820 era aquela rádio, né, gente? Que você falou do Osmar Santos?
- 42:11Eu lembrei dele, encontrei com ele um pouco antes do acidente.
- 42:15Conversei ali na frente da da agência bancária que tinha ali
- 42:18Na Na Na rádio, e era muito bom. As pessoas eram agradáveis, todo
- 42:23mundo era muito simples, todo mundo se dava super bem, se
- 42:26ajudava. Uma simplicidade muito grande,
- 42:28exatamente isso, uma boa vontade.
- 42:31É, eu comecei como estagiária lá também escuta na Rádio CBN, aham
- 42:36e a gente ficava com tinha uma comunicação muito grande com
- 42:39outras rádios, né? E era muito interessante.
- 42:41Então, a gente apurava e às vezes eu não tinha muitas
- 42:44histórias de dar a informação. Em primeiro lugar não.
- 42:47Eu consultava o meu colega da outra rádio e a gente conversava
- 42:50ali. O que você acha?
- 42:51E tudo é, é, é, foi um grande aprendizado, como um ser humano,
- 42:55aquela rádio, né? E a Miriam ramos também, ela
- 42:58tinha 11 vontade muito grande de ensinar isso, eu devo muito a eu
- 43:02também, né? A Miriam?
- 43:03De com ela? Aprendi muito, né?
- 43:06Então, essa boa vontade é. Tinha realmente a rádio, tinha
- 43:10um coração, uma humanidade que até hoje deixou assim como
- 43:16herança isso para todos nós profissionais que estivemos lá,
- 43:19né? Muita saudade, né?
- 43:20Muita saudade. E voltando aqui, é um pouquinho
- 43:23para essas histórias que você viveu.
- 43:25Tem algum momento mais assim, marcante de cobertura que você
- 43:29viveu? Que se?
- 43:31Lembra a guerra do Golfo? Acho que você já estava nessa.
- 43:34Época é, eu estava, mas eu fazia o boletim do daqui, da da
- 43:38Paulista, ficava aqui no rádio táxi vermelho, vermelho e branco
- 43:40fazia fazendo. É dando as notícias da da, da,
- 43:43do trânsito em toda a cidade de São Paulo e depois é teve um
- 43:47plantão que foi eleição. Municipal, que aí foi minha
- 43:53primeira reportagem, assim eu não me dei bem.
- 43:58Nossa. Me lembra?
- 43:58Eu ficava muito nervosa. É o.
- 44:01O pessoal da redação fazia aqueles esquemas, todo mundo
- 44:04nossa é da zona eleitoral. Era, enfim, foi ali no Palmeiras
- 44:10que eu fiquei. Então assim, mas não, não
- 44:14cheguei a fazer grandes coberturas pela pela rádio.
- 44:16Não, não, não tive essa essa experiência.
- 44:19Eu gostava muito de redigir também, né?
- 44:21De escrever e de fazer os boletins.
- 44:22Aquela correria do Globo no ar final de semana, a gente fazia
- 44:25aqueles plantões malucos, eram 4.
- 44:28É notícias por hora, né? A gente corria pro estúdio,
- 44:31voltava pra redação, fazia, né? As as, os textos e tal.
- 44:34A gente se baseava muito pelo pelo jornal notícias, notícias
- 44:38populares, Globo. Globo também.
- 44:41Né? É também JB.
- 44:43Nossa, que. Fantasma, então era isso.
- 44:45Assim foi muito, muito bom. Foi um tempo muito gostoso.
- 44:48Ótimo. Você sabia que os bastidores do
- 44:50rádio é mais ou menos assim ou você?
- 44:52É como você é ouvinte, né? Sim, você sabia que tinha tudo
- 44:57isso aqui acontecendo? Ó, eu fico surpreso com muita
- 45:01coisa também. Agora a gente fazia suposições
- 45:04de que existia também 11. Uma bagagem, um time assim muito
- 45:10poderoso EE isso faz com que ocorra justamente aquela aquela
- 45:16magia que, que cativa as pessoas que faz com que a gente tenha
- 45:21aquela atenção AA. Tudo que está sendo noticiado
- 45:25falado, né? E.
- 45:28É, é muito envolvente. É, eu vou chamar o Isaac aqui
- 45:32para ele falar. Ele usa muito esse termo magia
- 45:35do rádio. Eu adoro ele.
- 45:37Deixa que a mágica eu faço. É uma magia, realmente.
- 45:40É justamente Isaac. Conta aí como é que foi a sua
- 45:43história no rádio, como foi? Não como é.
- 45:46E? Também, que história é essa de
- 45:48mágica? A magia do rádio?
- 45:51Bom, excelente tarde pra todo mundo.
- 45:52Vou ficar aqui no meio das feras aqui de joelhos, porque eu sou
- 45:56bem menor, bem mais novo, né? Mas não só mais do que ele.
- 45:59Porque? Vocês estão olhando pra mim,
- 46:00entendi, eu acho. Que ele é mais novo porque o meu
- 46:02cabelinho também já tá meio branco.
- 46:03Mas eu tô sem cabelo também, quase.
- 46:06Olha, eu vou fazer o seguinte, eu vou aproveitar o gancho do
- 46:08professor, vou fazer minhas as palavras também é do Fernando e
- 46:14mas eu quero dar uma dinâmica diferenciada aqui, porque eu
- 46:16ainda sou aquele cara que vou bater no martelo dizendo que,
- 46:20aliás, vou bater na tecla dizendo que o rádio ainda é a
- 46:24melhor plataforma e é OA única plataforma de comunicação que
- 46:28absorveu e absorve todos os meios de comunicação, sejam eles
- 46:31digitais ou não, né? Então, com o advento da
- 46:33tecnologia, você sabe, a gente conseguiu absorver o Facebook
- 46:37dentro do rádio. O WhatsApp também é utilizado,
- 46:39então mudou-se o jeito de fazer. O professor ainda comentou ali
- 46:43que. É, não vai mais ter aquela
- 46:45caixinha de madeira que ficava lá em cima da prateleira e isso
- 46:50eu estava falando agora há pouco com o nosso Serginho, que está
- 46:52ali me ouvindo. As ratocheira?
- 46:54AA magia do rádio já acontecia ali quando você chegava do
- 46:59colégio pra poder ligar aquele negócio.
- 47:02Então hoje tá na Palma da mão, é mobile, mas o rádio ainda tá aí,
- 47:06persiste e eu tenho certeza que não vai morrer, tenho certeza
- 47:09disso. Eu eu sou capaz de dizer que
- 47:11muita coisa se vai, mas o rádio não e eu eu sou de uma época
- 47:15mágica dos tempos idos do do do rádio onde?
- 47:20Eu chegava do colégio para pegar a minha fitinha bascio
- 47:22professor, aquela azul de 90 minutos.
- 47:27Para gravar do lado aí do lado b as músicas porque a minha mãe,
- 47:30já falecida, era muito apaixonada.
- 47:33E as músicas internacionais eram alguma coisa, assim que me
- 47:35fascinava e eu adorava ouvir música no rádio quando eu ainda
- 47:39tinha 12 anos e aí vou fazer igual você, não façam conta.
- 47:42Hoje eu não, não, não pergunta é você entendeu esse Branquinho
- 47:47aqui já vai falar muita coisa. Mas é, eu sou dessa época, sabe,
- 47:51Miriam, onde você é? Sentava para ouvir rádio e
- 47:57ficava ouvindo as músicas. Eu adorava ouvir programas.
- 48:01Eu cheguei em São Paulo, eu sou eu, nasci em São Paulo, mas fui
- 48:03criado no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, e lá eu tive a
- 48:08oportunidade de conhecer. É músicas que me encantam até
- 48:12hoje e eu tenho certeza que Encanto a todos vocês estão
- 48:14sentados aqui, é histórias não só do professor zebete o devo
- 48:19chamálo assim porque era um mestre, foi um.
- 48:21Mestre. 307, né? Tantos outros muito a
- 48:24imaginação, né? Sim, fotografar.
- 48:27Pois bem, é aí que vem, AAO papo da magia, porque o Zé Bete o que
- 48:31eu comecei brincando no rádio quando criança, porque eu ficava
- 48:35mudando a minha voz com meu irmão no banheiro.
- 48:38Brincando enquanto a minha mãe estava ouvindo rádio e ela
- 48:41colocava lá uma musiquinha e tal, e eu falava assim, nossa,
- 48:44minha mãe de novo, ouvindo aquela música do Chopin é i like
- 48:47Chopin, lembra you s you saden, né?
- 48:50Aí eu falava assim, toda vez a música e toda vez o cara fica
- 48:52bom, senhoras e senhores, agora nós vamos com a música mais
- 48:54romântica da. Noite, vou lembrar agora um
- 48:56outro grande personagem do do rádio que foi Gil Gomes.
- 49:01Ele diz que Gil Gomes lhes diz. Bom.
- 49:03Dia, meu Deus do. Céu, né?
- 49:07Adaptativa a narrativa de Gil Gomes no rádio.
- 49:12Né? Era gente, era de você ficar com
- 49:15de uma concentração assim. É algo que você tem que estudar.
- 49:19Gil Gomes é o caso de estudo, né?
- 49:21Professor Marcelo abud. Gil Gomes e Zé Beto tem matérias
- 49:25dos jornais dizendo da audiência na época, no Brasil inteiro, né?
- 49:28Os líderes Zé Beto, disparado por causa do horário, também,
- 49:32Gil Gomes, enfim, sensacional. Na época sabia quem era, né?
- 49:37E quem viu na televisão não tem ideia.
- 49:39Do que era o jogo, com certeza. E eu é pegando um gancho muito
- 49:42legal, é, eu sofria. Hoje a gente chama de bullying,
- 49:45né? Mas na nossa época não era
- 49:47bullying, não era sacaneado mesmo na classe por causa do meu
- 49:50cabelinho de conchinha e. Brincando com a minha voz,
- 49:54fazendo gracinha imitando os outros para meu eu, Hein?
- 49:57Aí eu comecei a ganhar amiguinhos que me defendiam,
- 49:59daqueles que me faziam bully. Aí um professor que eu tinha, eu
- 50:03nem sei mais se está vivo é. Eu já passei dos meus 18 faz
- 50:07umas 4 vezes e aí é. Provavelmente o professor
- 50:11Geraldo era um professor muito bacana e ele falava assim, meu,
- 50:14você tem uma voz diferente, vai brincar com isso que você vai
- 50:17ser radialista, vai trabalhar na televisão.
- 50:20E ali eu achava que aquilo era coisa de artista lá da emissora
- 50:23grandona, não é? Posso falar o nome Serginho, da
- 50:25Globo? Porque vai que né?
- 50:27Os cara não me bate aí depois e aí é o tempo foi passando,
- 50:31passando, passando e então vem a minha história, o meu início com
- 50:34o microfone. Pegando todas aquelas
- 50:37informações que ele disse, o professor disse, é lamentável a
- 50:42gente ter hoje uma internet que é Terra de ninguém, onde o
- 50:45microfone gera muita credibilidade, principalmente
- 50:48para aqueles que ainda não têm acesso 100% à informação.
- 50:52Porque o rádio é um veículo barato, né?
- 50:54Veja bem a diferença entre um rádio, o aparelho, o
- 50:57equipamento, rádio e a internet é simples, você compra o rádio,
- 51:02paga um preço uma única vez. Você não precisa ali pagar todos
- 51:06os meses. Por dados, para você acessar a
- 51:08informação. Então a gente tem que pensar
- 51:10sempre que o veículo rádio ele é acessível, ele é o mais
- 51:15democrático dos veículos. Pois é, né?
- 51:18Nilo, vou passar o microfone agora para o.
- 51:22Pegando um gancho aí no que você acabou de dizer eu.
- 51:25Eu entendo o seguinte, o rádio, ele se complementa com a
- 51:30internet. Não é que a internet é
- 51:32concorrente dele. Com certeza.
- 51:35A internet veio para falar com essa moçada que não houve e é
- 51:4011, é cultural isso. Se pegar minha filha, ela não
- 51:43ouve rádio. Assim como não tem televisão em
- 51:45casa. Exato, é verdade, acessa pelo
- 51:48site. Ela pode acessar pro.
- 51:49Internet. Tranquilo, não?
- 51:51Ouvi, é um complemento, né? É, você pode consumir o rádio
- 51:56pelo pelo sistema convencional ou pelo mobile ou sei lá porque
- 52:01o. Notebook, né?
- 52:03É linguagem, é o áudio, o vídeo ali.
- 52:05A gente está bem só. Voltando um pouquinho a
- 52:08responsabilidade de quem trabalha com o microfone, seja
- 52:12de rádio, televisão ou na mídia escrita, passa por uma coisa.
- 52:19É caráter, as pessoas estão esquecendo.
- 52:23Esquecendo de 111, coisa básica no jornalismo, a isenção tem.
- 52:29Muita gente aí fazendo é campanha.
- 52:33O ouvinte não quer isso, por isso eu aprendi com pra mim é um
- 52:37dos maiores oeroto barbeiro, uhum.
- 52:40Eu provocava toda hora. Eu falava assim, mas qual é a
- 52:42sua opinião? Ele falou a minha opinião não é
- 52:44importante. Eu vou botar os 2 lados e você
- 52:48forma a sua opinião. Né?
- 52:50Que isso é o jornalismo, né? Pois é encontrado aí muitos.
- 52:56Em muitos lugares, é o contrário.
- 52:58Inclusive Nilo, você falou uma coisa que eu concordo plenamente
- 53:02que o podcast é rádio, com certeza.
- 53:04Então pensando que o podcast é rádio, é muito curioso.
- 53:07Como tem gente que dá tanto poder a essa questão do
- 53:11microfone que Forge a estarem um podcast, né?
- 53:14Coloca ali como se tivessem um podcast, dá um depoimento e tal,
- 53:18e é, é um. É uma falsidade absurda.
- 53:20Professor. Credibilidade.
- 53:22Até pelo desejo de poder estar numa emissora de rádio, sim e
- 53:26acredito legal, né? É que as.
- 53:27Pessoas dão é isso, né? Quer dizer, o perigo também de
- 53:29quem tá recebendo não tendo. Essa percepção do que é real ou
- 53:34não é por isso que é que eu acho que o poder tem que estar na mão
- 53:37de quem recebe. Se não, a gente não vai
- 53:39conseguir. Eu vou concluir Miriam dizendo
- 53:42pra você o seguinte, a minha história com essa peça que está
- 53:44aqui. O microfone começou quando eu
- 53:46ainda era soldado, na força aérea brasileira.
- 53:49Com um cara que está nos ouvindo agora, Vanderlei Messias dos
- 53:52Santos, que é sargento da força aérea.
- 53:54Vanderlei Messi é Vanderlei. Messias conhece, eu sei que você
- 53:57conhece da USP. Depois a gente fala sobre Oo
- 54:00Messias e o Messias foi Oo único maluco que teve coragem num
- 54:05evento que ele organizava numa empresa que ele já tinha lá nos
- 54:09idos da década de 90 e foi o cara que teve coragem de falar.
- 54:12Isaac pega o microfone e fala pra mim que vai começar o evento
- 54:16de judô e aí a gente começou a fazer evento de ciclismo de bike
- 54:19trial, então. Lá no ano 2000, começou essa
- 54:23minha jornada maluca e eu não parei nunca mais.
- 54:27Que delícia. Nem vai parar, Hein?
- 54:29Pode mandar um médico, espero que não.
- 54:31O professor tá aí, tá todo mundo em contrato e o Serginho vai
- 54:34autorizar. Isso aí, querido.
- 54:35Obrigada, obrigado. Agora o momento de mig, né?
- 54:38De mig. Momento musical Marisa Monte
- 54:41calma, Hum, muita calma, muita calma.
- 54:45É o que todos precisamos, né, de?
- 54:47Todos, todos. Estamos apresentando, abrace uma
- 57:41carreira com Miriam ramos, o único programa de orientação
- 57:45profissional no rádio. Brilhe, conforto combinam muito
- 57:52bem nas passarelas do seu. Dia a dia na pé vermelho
- 57:56calçados, você encontra sandálias mais, fecham os
- 57:59sapatos mais bonitos e os tênis mais confortáveis para os seus
- 58:03pés. Débora sabe da pé vermelho, sabe
- 58:06muito bem o quanto o sapato é importante em cada momento do
- 58:09seu dia. Faça-nos uma visita
- 58:12www.pevermelhocalcados.com.br. Ler e vinhos tem a experiências
- 58:25marcantes, provando sabores especiais.
- 58:28Quem disse que o prazer do vinho é reservado aos que têm muito
- 58:32dinheiro? Faça-nos uma visita nosso site
- 58:36lerevinhos.com.br o. Mundo do vinho?
- 58:40Mais perto de você? Estamos apresentando, abrace uma
- 58:51carreira com Miriam ramos, o único programa de orientação
- 58:56profissional no rádio. E aí, Miriam ramos e Elaine
- 59:02Guedes, né? Tem um bastidor aí que a Elaine
- 59:04não é tímida, não quer aparecer na chamada do programa, então já
- 59:08estou falando para vocês, mas é Miriam ramos, Elaine Guedes, né
- 59:12ela? Aí, ramos, é exatamente, mas.
- 59:16Gente, eu estou tão feliz. Vocês não sabem como eu estou
- 59:20alegre, feliz de estar fazendo esse programa, sabes porque é?
- 59:24A minha ideia é que o rádio é um veículo para fazer Oo bem, e
- 59:29quando nós estamos aqui conversando, eu tenho certeza
- 59:32que o ouvinte que está do outro lado recebendo essa informação,
- 59:36ele pode ter mais ideias do que vai fazer, principalmente porque
- 59:40no nosso programa é mais voltado aos estudantes, sabe?
- 59:44Ele não sabe, Fernando sabe. Marcelo, então, são aquelas
- 59:48aqueles adolescentes que vão decidir sobre uma carreira,
- 59:52abrace uma carreira e. O rádio às vezes não está na
- 59:56cabeça, né? Do do veículo de comunicação,
- 59:58não está na cabeça desse adolescente que às vezes está.
- 1:00:01Perdido. Ah, mas agora está muito, viu?
- 1:00:03Justamente. Justamente porque cada um como o
- 1:00:06Marcelo, falou aqui, cada um parece que tem a sua emissora de
- 1:00:10rádio. Aí ele bota lá no vídeocast, né?
- 1:00:13No podcast é só o áudio, mas põe lá no videocast.
- 1:00:17A sua emissora de rádio, com o seu, logo tudo.
- 1:00:20Então tá todo mundo enlouquecido que iremos.
- 1:00:22Fazer um programa bem feito, né, Miriam?
- 1:00:24Justamente, justamente uma coisa é fazer, né?
- 1:00:28Assim é como fazer um bolo, mas fazer o bolo, né?
- 1:00:32Falar a receita é diferente, né? Então o que a gente tem que
- 1:00:35mesmo promover é a receita de um bolo bem feito.
- 1:00:38Um bolo bem feito e quem fazia bolo bem feito, que eu sou
- 1:00:41ouvinte dessa, dessa figura que o Fernando falou que tá ouvindo
- 1:00:44a gente Sérgio boca. Mas nossa, que um abraço,
- 1:00:47Sérgio. Um abração, ó todo mundo, seu
- 1:00:51ouvinte aqui viu que legal, Sérgio boca, o cara tem
- 1:00:54história, né? Ele faz parte do livro.
- 1:00:57Tá no livro. Tá no livro, né verdade?
- 1:00:58No Brasil, sim. Por isso que dá.
- 1:01:00Esse ele, se tanta gente aí bacana, né?
- 1:01:02Que maravilhoso. Por causa do livro, contando ali
- 1:01:04um pouquinho da história. Dele.
- 1:01:05Muito bom. Eu vou voltar aqui pro Marcelo
- 1:01:08abudi Pra Ele falar do podcast. Que é muito interessante, é
- 1:01:11muito antigo, chama peças raras. Ele tem cada coisa do rádio,
- 1:01:15justamente que a gente vai ouvir aqui 3 trechinhos que ele
- 1:01:18escolheu pra gente, né? Tem inúmeros, mais.
- 1:01:21É, é difícil. Aí ele vai dar o endereço pra
- 1:01:24gente ouvir o trabalho dele, falar como é que é esse podcast?
- 1:01:29Bom, começou em 2006. Na verdade, eu fiz o primeiro
- 1:01:32podcast em 2005, outubro de 2005 foi um podcast corporativo para
- 1:01:37os canais Sony. Eu trabalhava com emissoras de
- 1:01:39TV por assinatura, enfim e tal, conversando no.
- 1:01:42Bastidores com uma pessoa do marketing desses canais, surgiu
- 1:01:46a oportunidade. A gente fez essa primeira
- 1:01:47experiência e depois eu comecei a ser demandado pra dar aula de
- 1:01:51podcast, né? No Senac, todo ano tinha
- 1:01:53workshop de podcast. Eu era chamado tal e aí eu
- 1:01:56falei, bom, tem que ter o meu podcast, né?
- 1:01:58O podcast do Marcelo abud, aí eu fiz o peças raras.
- 1:02:01Na época tinha um estúdio e a ideia do peças raras vem muito
- 1:02:05da fita Basf, que foi comentada, né?
- 1:02:08Pelo? Nosso amigo da da técnica.
- 1:02:11O Isaac. O Isaac.
- 1:02:12Mas AA fita Basf eu não lembro da fita Basf azul a mim ela era
- 1:02:15Laranjeira. Laranjinha.
- 1:02:17Mas, enfim, eu gravava. Diferentemente do Isaac, que
- 1:02:20gostava de gravar as músicas internacionais, eu gravava os
- 1:02:23locutores e as locutoras. Eu gravava as locuções e ficava
- 1:02:26imitando depois, olha isso. Então eu acabei criando um
- 1:02:30acervo nessas fitas de muitos trechos, entrevistas, programas
- 1:02:34de rádio, principalmente da Rádio Cidade que eu ouvia há
- 1:02:36muito tal. Mas, enfim, fui criando tal e
- 1:02:39quando eu coloquei o podcast no ar, eu comecei com esses áudios
- 1:02:42que eu tinha nas minhas fitinhas cassete e aí, com o tempo eu fui
- 1:02:47recebendo áudios de tudo quanto é lugar, então fui criando um
- 1:02:50acervo que veio de quem ouvia o peças raras e fui entrevistando
- 1:02:54também as pessoas. Então o Eli Correa foi uma das
- 1:02:57maiores. Assim, um sonho realizado.
- 1:03:01Quando eu entrevistei a primeira vez esses dias, ele participou
- 1:03:04de um podcast dizendo que se ele tivesse me ouvido lá atrás que
- 1:03:07eu falo Pra Ele fazer podcast desde muito tempo, como falei
- 1:03:10pra muitos radialistas, mas, enfim, ele disse isso num
- 1:03:12podcast. Se tivesse ouvido Marcelo, álbum
- 1:03:14de lá atrás, hoje ele já estaria num outro patamar de hoje.
- 1:03:17Ele tá muito bem, não. Podcast no YouTube.
- 1:03:19Eu vi, eu vi o bumbum. Professor, eu vi.
- 1:03:21Eu só cria de Ciro César, que foi um dos apresentadores do lar
- 1:03:25Song, da Rádio Cidade claro. Rádio oficina.
- 1:03:28Sim, sim, nasci lá, claro. É isso aí que deu nessas áreas é
- 1:03:32isso? São áudios raros de rádio é e
- 1:03:36que eu comecei colecionando numa forma particular.
- 1:03:40E aí isso foi crescendo. Hoje a gente tem vários acervos
- 1:03:43também. Consulto muitas pessoas, por
- 1:03:45exemplo, quando peças raras estava ali no comecinho.
- 1:03:48É eu recebi contatos de pessoas que queriam contar a sua
- 1:03:52história, queriam dividir a gente, tem muita coisa ali nesse
- 1:03:56sentido, né? Marcelo, vou aproveitar então o
- 1:03:58que a gente já tá quase encerrando o programa pra gente
- 1:04:01ouvir os trechos, a gente. Vai ouvir 33 trechos que você
- 1:04:04separou do peças raras e você vai comentar pra gente, tá bom?
- 1:04:08Perfeito. Vamos lá, Nildo.
- 1:04:09Obrigado, viu? Vai lá o programa e leva o disco
- 1:04:1278, chega de saudade, João Gilberto, do outro lado, bem bom
- 1:04:16e eu não ouvia a música antes. Aí o Adail Lessa trouxe um chega
- 1:04:21de saudade. Eu mandei tocar, eu toquei, ele
- 1:04:22veio um susto, falei, meu Deus, eu tenho certeza, custo diante
- 1:04:27de algo diferente, de algo novo, de algo muito bonito.
- 1:04:31Eu falei, podia ouvir outra vez, eu mesmo ouvi de novo no ar,
- 1:04:35começo de 59, aí aí na segunda-feira eu fiquei com a
- 1:04:39música na cabeça, o fim de semana todo no domingo, toquei
- 1:04:42no programa na segunda-feira, dia de novidade, eu fiz um
- 1:04:45teste. Eu já venho mais.
- 1:04:47Tu era um chaves que estava por ali, estava lá na era em baixo.
- 1:04:52Chamei o maestro, maestro. Rubem Peres, puxo, chamei o
- 1:04:59Caetano, zana e toquei a música artenção.
- 1:05:02Eu vou tocar a música do João Gilberto.
- 1:05:05Chega de saudade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
- 1:05:08Vocês vão ligar para cá? Cada 366361 telefone da
- 1:05:11bandeirança. Vocês vão ligar para cá.
- 1:05:14Aquele que conseguir cantar o chega de saudade.
- 1:05:17Eu já toquei no programa sábado, toquei domingo sem errar nem a
- 1:05:22melodia, nem desafinar, nem errar.
- 1:05:24A letra eu vou dar 10 lomplace. Eu fiquei no ar das 10 a
- 1:05:31meio-dia, 2. Telefonar e cantar ao certo um
- 1:05:36chamava-se Agostinho dos Santos e o outro Chico, dos titulares
- 1:05:39do ritmo a. Telefonava, os 2 únicos que
- 1:05:43sabia. Bom esse áudio que nós ouvimos é
- 1:05:46uma entrevista feita para o miss Museu da Imagem e do Som, com o
- 1:05:50Walter Silva, pica-pau, que ficou muito conhecido com o
- 1:05:52pica-pe do pica-pau, começou em 58, na Rádio Bandeirantes, em
- 1:05:56dezembro de 58 e em 59 o lançamento de chega de saudade,
- 1:06:00no programa picape do Pica-Pau. É esse depoimento eu consegui
- 1:06:04porque o meu trabalho de mestrado foi em cima da vida e
- 1:06:08obra aí do Walter Silva e fiquei visitando o acervo dele na casa,
- 1:06:12na déia Silva, que é a esposa que foi produtora também dos
- 1:06:15programas e a gente teve acesso a esse depoimento.
- 1:06:19Mais um áudio. Que a gente vai ouvir?
- 1:06:22O sempre na lembrança, não me.
- 1:07:35Bom, esse é o Caio zanã, produtor da zanzar produções e o
- 1:07:40ano passado pela Rádio Cultura Brasil.
- 1:07:42Fiz uma série de 5 episódios. Está disponível no site da
- 1:07:44cultura Brasil. Ali, contando também a história,
- 1:07:48né? O Centenário do rádio e aí o
- 1:07:49Caio ZAN fez essa produção a partir de um áudio original do
- 1:07:54do nassara, que é o compositor do primeiro jingo em 1932.
- 1:07:58Lá, programa Casé e ele fez ouvindo.
- 1:08:02O depoimento é do nassara, falando como era o jingle, né?
- 1:08:05Cantarolando o jingle, ele fez esse arranjo e fez essa versão
- 1:08:10atual do jingle e também uma versão original com o nassa.
- 1:08:14Com ele tocando violão, ele e o Caio ZAN, da zanzar produções.
- 1:08:17Então, foi algo que a gente produziu ano passado.
- 1:08:19Obrigada, Marcelo. Olha gente, a gente tem um
- 1:08:22minutinho para encerrar o programa e eu vou passar a bola
- 1:08:25para o Nilo. Agradecer a participação de
- 1:08:27todos para o Nilo. Só dá aquela pitadinha assim do
- 1:08:30que está vindo de livro, né? O novo livro que está chegando e
- 1:08:33você pedir a música que a gente vai ouvir.
- 1:08:35Ah, legal, bom, o livro deve sair agora no primeiro semestre
- 1:08:40de de 2024. Tratando do novo rádio, o
- 1:08:46Fernando costuma dizer que o rádio morreu e nasce a cada dia,
- 1:08:50não é? Ele renasce, é.
- 1:08:52E é isso. A gente vai tratar de de, de de
- 1:08:55rádio como trabalhar nessas novas plataformas, novas
- 1:08:59tecnologias, mas é o rádio. Na sua essência.
- 1:09:03Delícia. Então gente, muito obrigada,
- 1:09:05Elaine Guedes, muito obrigada. Ramos, vocês queridos aqui, o
- 1:09:10Marcelo abud, Fernando vitulo, Nilo Frateschi de migdenberg e
- 1:09:15ainda o nosso querido atmos Rodrigo e o Isaac Barros neildo
- 1:09:20Neres e ainda e ainda o nosso. Está aí?
- 1:09:27Nisso, está aí. A nossa colega que está aqui,
- 1:09:31estudante de comunicação social, né, aqui da Cásper líbero, a
- 1:09:35Yasmin Pinheiro, que está hoje aqui com o Nelson na rádio, tá
- 1:09:40pra finalizar, só o telefone de contato da gente, 94622-1111.
- 1:09:46Isso e também agradecer aqui. A Anelise Gonzalez e o nosso
- 1:09:51querido Sérgio. Coordenador da rádio Trianon, um
- 1:09:56abraço, gente e a música Nilo. Nilo Amaro e seus cantores de
- 1:10:01ébano cuida puru. Delícia, um beijo, gente.
- 1:10:06Beijo. Beijinho, José Bete.
- 1:10:09Você, veja. Agora.
- 1:11:26Você ouviu? Abrace uma carreira na rádio
- 1:11:30Trianon, um programa onde os melhores tiram as suas dúvidas
- 1:11:34sobre o mundo profissional, produção e apresentação.
- 1:11:37Miriam. Ramos toda segunda-feira, ao
- 1:11:40meio-dia, no 740 m da rádio trialon.
- 1:12:03Cientista, professor, jornalista, veterinário,
- 1:12:08locutor, artista, até chegar ao ensino médio, já tivemos muitas
- 1:12:13profissões, como nossas preferências, decidir o futuro
- 1:12:16profissional e escolher uma faculdade é uma tarefa
- 1:12:19dificílima para o jovem. Pensando nisso, uma emissora de
- 1:12:23rádio pública de São Paulo, a USP FM, colocou no ar o abrace
- 1:12:27uma carreira. A jornalista Miriam ramos,
- 1:12:30produtora e apresentadora, recebe mensagens de ouvintes que
- 1:12:34se decidiram pela faculdade após ouvir o programa.
- 1:12:38Interessante, o fiz uma entrevista com o professor de
- 1:12:41farmácia e ele estava em dúvida justamente nessa área, quando
- 1:12:44ele ouviu o programa, ele decidiu fazer farmácia.
- 1:12:47Muito legal. Eu fiquei bem feliz.
- 1:12:49Conversamos também com alunos e profissionais presentes.
- 1:12:53A edição que abordou a profissão de historiador e ainda com o
- 1:12:57diretor da Rádio USP, Dagoberto Alves.
- 1:13:00Um abraço aconteceu. Assim, teve um Congresso aqui,
- 1:13:03semanas de estudantes aqui na rádio, nós começamos a fazer
- 1:13:05boletins, essa ideia, pô, se deu certo.
- 1:13:07Vamos fazer um programa e vamos chamar todos.
- 1:13:10Os professores da USP e os alunos da USP e da sociedade que
- 1:13:14nos paga para devolver isso para eles.
- 1:13:17Se você for No No mercado comprar uma pasta de dente, você
- 1:13:19paga imposto um pouquinho desse imposto, vem pra universidade e
- 1:13:23nós temos que devolver isso para vocês.
- 1:13:24Em educação, em cultura, e os alunos, ele sai daqui com outra
- 1:13:28cabeça. Outra visão, há 11 complexo
- 1:13:32assim só entra rico na USP, não é gratuita e a rádio está
- 1:13:36inserido nesse contexto. Uma ideia do abraço é justamente
- 1:13:39trazer pessoas da profissão para responder.
- 1:13:42Dúvidas que esses alunos têm aos 16 anos é bastante difícil no
- 1:13:47depoimento deles. Escolher uma carreira, muitas
- 1:13:49dúvidas surgem e a ideia também é de colocar a universidade como
- 1:13:54um lugar acessível. Então, a pessoa às vezes não tem
- 1:13:58a ideia de que a USP é um lugar público.
- 1:14:00De que é uma universidade que ele não paga nada, que ele
- 1:14:03precisa estudar como todos os outros para conseguir entrar
- 1:14:06aqui. Moreno, andei de.
- 1:14:10Trem atrasado do trabalho e a praia.
- 1:14:15Sem. Jantar e bem.
- 1:14:16Cansado? O detalhe é que muita gente já
- 1:14:20de uma classe social difícil, né?
- 1:14:23Que o pai trabalha, a mãe trabalha, às vezes, tem que
- 1:14:25trabalhar pra bancar a sua vida, né?
- 1:14:28Na verdade, pra se manter, então fica difícil concorrer com
- 1:14:32pessoas que têm uma vida mais tranquila que o pai.
- 1:14:34Paga cursinho que a pessoa pode estudar o dia inteiro.
- 1:14:39Esse programa também tem esse objetivo de mostrar a
- 1:14:41universidade mais perto desses alunos e mostrar que é possível
- 1:14:44fazer a USP, né? O.
- 1:14:47Que Miriam ressalta que muitas vezes o estudante se depara com
- 1:14:59profissões que nunca imaginou seguir.
- 1:15:05Oceanografia é uma área que as pessoas não têm nem ideia,
- 1:15:11porque se falar ou se é a mesma coisa que falar astronomia é
- 1:15:15professor de física físico, é você pensa sempre que o que a
- 1:15:20pessoa vai ser um professor como história.
- 1:15:23O programa de hoje. Você sempre vai achar que a
- 1:15:25pessoa vai ser um historiador, mas tem muitos leques para se
- 1:15:28trabalhar. Abrace uma carreira o programa
- 1:15:32em que os melhores tiram as suas dúvidas sobre o mundo
- 1:15:36profissional. Programa de hoje, respondendo
- 1:15:40dúvidas sobre a profissão de historiador ou docente de
- 1:15:44história? Minha convidada é a professora
- 1:15:46Ana Paula Torres mediani, doutora em história social pela
- 1:15:51Universidade de São Paulo e integrante do grupo de história
- 1:15:54ibérica da USP. Tem aqui pergunta de
- 1:15:57participação de estudante Eduardo.
- 1:15:59Seria possível a tipo, a história toda, sei lá, mentira.
- 1:16:03Não existe mentira, não existe verdade.
- 1:16:05O que nós estamos, o que o historiador faz é.
- 1:16:08Interpretar e analisar os documentos as várias versões, as
- 1:16:12os vários lados, né? E aí?
- 1:16:15É muito importante que ele tenha um olhar crítico para tudo que
- 1:16:18ele lê. Então isso é é OA habilidade
- 1:16:21mais importante que o historiador precisa ter, né?
- 1:16:23Desconfiar do que ele lê, perguntar, fazer perguntas para
- 1:16:27o documento, fazer perguntas para as Fontes, fazer perguntas
- 1:16:30para os. Textos?
- 1:16:32A edição contou ainda com a socióloga e pesquisadora de
- 1:16:36história oral Deise pereumuther, que resume aqui o caminho que
- 1:16:40trilhou profissionalmente. Que era bastante jovem, é.
- 1:16:44Tinha 17 anos, terminei aos 21 aqui.
- 1:16:47A fefeleche foi um momento muito efervescente da vida pessoal,
- 1:16:53intelectual, mas eu acho que o campo de pesquisa.
- 1:16:57Com o qual eu de fato me engajei, foi se fazendo e foi se
- 1:17:01constituindo na medida que eu fui me profissionalizando, que
- 1:17:04eu fui trabalhando, tendo experiência empírica, e aí eu
- 1:17:07inventei um jeito de estar na história e ao mesmo tempo ainda
- 1:17:11tem um pé na ciência sociais. Os alunos da Etec professor
- 1:17:15basíles de Godoi, que fica na zona Oeste de São Paulo, no EMI
- 1:17:19Silva Xavier e Eduardo Tomás da Silva, revelam-se a visão que
- 1:17:23tinham da profissão de historiador se manteve após
- 1:17:27participarem do programa. Não, não, porque está muito
- 1:17:31atrelado, né? Envolve com tudo.
- 1:17:33Então interfere um pouco em como é as a história do passado,
- 1:17:37reflete. No futuro, né?
- 1:17:38No agora. A minha visão de um historiador
- 1:17:40mudou muito, tipo, porque tudo o que eu já pesquisei,
- 1:17:43principalmente na internet, era mais.
- 1:17:45Que a única área de atuação que um o cara pode fazer é dando
- 1:17:49aula em escola pública, escola e tipo, é muito legal ver que o
- 1:17:54historiador, ele tem uma contribuição enorme para o
- 1:17:56mundo, que é com pesquisa que Nem Ela falou.
- 1:17:58Que tipo tem que explorar mesmo que não?
- 1:18:00É só haver, não tem uma única verdade, tem várias
- 1:18:02possibilidades. Deise conta como foi participar
- 1:18:06do abraço e uma carreira e tirar dúvidas dos estudantes.
- 1:18:10Achei uma experiência incrível. 11 espaço interessantíssimo, de
- 1:18:14discussão de de troca de pastilhas.
- 1:18:18Foi muito prazeroso estar aqui com todos.
- 1:18:20Eu acho muito importante. Eu achei muito legal o programa
- 1:18:23tipo porque ele é legal para quem acompanha mesmo tipo, eu
- 1:18:26não conhecia, eu gostei, eu vou, vou acompanhar.
- 1:18:28Nossa, eu amei porque quando a gente chega na cidade de
- 1:18:31escolher qual curso é aquele inferno, né?
- 1:18:34Porque a gente nunca sabe que profissão escolher.
- 1:18:36E você tendo sendo bem esclarecida todas as profissões,
- 1:18:40porque a gente cria alguns mitos também sobre algumas profissões
- 1:18:44e isso acaba bloqueando, né? Algumas algumas pessoas
- 1:18:47acreditam que. Dinheiro pode levar à
- 1:18:49Felicidade, mas a gente viu que não, que a gente tem que fazer
- 1:18:51aquilo que a gente gosta mesmo em relação independente do
- 1:18:54dinheiro, e isso é muito. Bom, porque esse programa abre
- 1:18:57as nossas nossa mente em relação às.
- 1:19:00Profissões? O esforço de difusão cultural,
- 1:19:29eu acho sempre muito nobre que é você traduzir uma questão,
- 1:19:34traduzir. 11 campo disciplinar é para um grande público, então,
- 1:19:39portanto, a gente tem que ter essa capacidade de síntese,
- 1:19:41capacidade de atrair o possível aluno para a questão que a gente
- 1:19:47está trabalhando, que a gente está discutindo.
- 1:19:53O professor é importante neste momento de escolha.
- 1:19:56O abraço e uma carreira pode ser uma boa indicação para que o
- 1:20:00estudante conheça opções para o futuro profissional dele.
- 1:20:03Marcelo abud para o net educação do instituto net claro Embratel.
- 1:20:10Informe net educação o contraponto da notícia.
- 1:20:18Washington olivetto no processo de interação, o rádio entra com
- 1:20:23o áudio e o ouvinte com a imagem.
- 1:20:26É impressionante como a voz é reveladora.
- 1:20:30Por isso que eu digo. Rádio é o grande companheiro, é
- 1:20:33a melhor companhia que alguém pode ter, e a única coisa que eu
- 1:20:36posso dizer é que eu sou muito, mas eu tenho muito orgulho de
- 1:20:40ser radialista. Radialista é a simbiose de rádio
- 1:20:45com idealista, Meu Nome é Rádio. Eu.
- 1:20:48Eu não envelheço. Me atualizo.
- 1:20:53Essas raras você tem sintonia com o rádio.