Latest / Canal Ser Flamengo / Por que “mulambo” e “silêncio na favela” são termos racistas? Historiador do Vasco explica
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- 0:00Bom galera, deixe o like e se inscreva no canal tive esse
- 0:02notificação, é galera, eu quero trazer aqui, tá, mais
- 0:08informações lá do seminário que o Flamengo fez em parceria com
- 0:12os outros clubes, né? É, é do sobre o antirracismo,
- 0:17né? EE, foi um né, o Flamengo é fez
- 0:2011, trabalho muito bacana, a gente vem trazendo detalhes aqui
- 0:23sobre sobre o caso, né, sobre o evento, quer dizer, e reuniu
- 0:27rivais e o Flamengo. Vem fazendo um trabalho muito
- 0:31bacana. É essa diretoria atual é né?
- 0:35Inclusive aprovou no estatuto, né?
- 0:38Hoje, se um sócio, um colaborador, um prestador de
- 0:42serviço cometer um racismo dentro do clube, ele vai sofrer
- 0:46sanções pesadas, né? Vai sofrer sanções pesadas.
- 0:50E foi inclusive 111 cláusula, né?
- 0:54Um artigo que foi aprovado por unanimidade.
- 0:57EOO tema vem sendo tratado da maneira como ele tem que ser
- 1:01tratado, dentro da responsabilidade social, e o
- 1:03Flamengo promoveu esse evento, a gente vem dando destaque dele ao
- 1:06longo dos dias. Vocês estão vindo imagens, é da
- 1:08cobertura feita pela Flamengo TV, tá, e a gente vai trazer
- 1:12aqui algumas falas, né? A gente tem algumas algumas
- 1:15falas, é de de né, da responsabilidade social do
- 1:20Flamengo, dos outros clubes também.
- 1:22E foi lá no morcabe, né, lá No No museu.
- 1:25E vocês estão vendo aí, né? OOO, museu, né?
- 1:29Deixa eu pegar aqui o nome, o nome completo do do museu, né,
- 1:34que é o cadê aqui? Pera aí, pera aí aqui, ó, o
- 1:40museu da história e da cultura afro brasileira, beleza?
- 1:46É o que é o mucabe. E aí, vocês estão vendo imagens
- 1:48desse evento e a gente tem aqui algumas sonoras pra trazer pra
- 1:52vocês, né, é? Algumas sonoras esse aqui tá,
- 1:56deixa eu colocar aqui Na Na tela já pra vocês, é é a fala lá do
- 2:02do do historiador, né, o walmer Peres, tá que ele falou sobre
- 2:06esse esse, né? O letramento racial, né?
- 2:10Letramento racial, então vamos, vamos, ouvi lo aqui e.
- 2:15A história e as memórias que são tidas com muitas oficiais do
- 2:19clube são fundamentais. Para o Vasco, trabalhar o anti
- 2:23racismo não só é com com a sua torcida, mas também com os seus
- 2:30funcionários, com os seus associados.
- 2:33É, a gente precisa corrigir. Erros.
- 2:37Na verdade, comissões do Márcio thunden e alguns erros por parte
- 2:40de alguns torcedores. A abertura foi foi bem falado
- 2:43sobre algumas questões racistas, inclusive alguns torcedores
- 2:47nossos usam. Mas internamente isso está
- 2:50trabalhando, está sendo trabalhado pelo departamento de
- 2:52história e responsabilidade social.
- 2:54O nosso clube é a história, caminha junto no tratado social,
- 2:56é AVP de história desde o tratamento social, né?
- 2:59Para que ocorra 11 letramento racial na torcida, nos sócios,
- 3:04com quadro sociativo num quadro de dirigentes, certo?
- 3:07Para que a gente combata essas expressões, porque porque
- 3:12direção de pessoas racistas, mesmo que você não entenda como
- 3:15e a gente precisa como ensinar. E os pessoais foram mulambo.
- 3:19É racista. E o que é racista?
- 3:21O que a pessoa que se usa, ele não acha?
- 3:23Que é? Vocês escutaram ele falando
- 3:25aqui? É óbvio é que hoje a gente
- 3:28incorporou isso, né? É, às vezes eu faço Lives aqui
- 3:32com a camisa escrito mulambo, né?
- 3:35É, a gente incorporou isso. Mas Oo termo utilizado, né?
- 3:39É, é mulambo. Ele sempre teve uma conotação
- 3:43racista, assim como Urubu, né? Urubu também.
- 3:46Sempre teve uma conotação racista e hoje as pessoas ficam
- 3:49Ah, não, mas, mas não é porque na época não é racista, é 11
- 3:54expressão racista. A gente abraçou, assim como nós
- 3:57abraçamos o Urubu, mas é quando quando o torcedor adversário
- 4:01chama a gente de, de de molambo, né?
- 4:05Ele não tá ali, é é porque mesmo que a gente pegou hoje o termo a
- 4:09gente, né? Coloca, já colocou em músicas,
- 4:12eu já fiz, até é. É versões, né?
- 4:14De de músicas sucessos da da da MPB, aí com falando de mulambo e
- 4:18tal, é, mas não é com com orgulho, não é para exaltar o
- 4:22nosso orgulho de ser um mulambo, é para nos nos nos diminuir, né?
- 4:27É um termo, é, é pejorativo, né? Então é importante a gente ter
- 4:33aqui o historiador do Vasco, né? É falando do trabalho, o Vasco
- 4:36também faz um trabalho espetacular inclusive, né, na
- 4:39questão da homofobia também. É chegando a lançar uma camisa,
- 4:43a gente sabe que é esses tipos de temas, eles têm uma certa
- 4:47resistência EEEE pra mim assim, uma certa resistência até por
- 4:52pelas pessoas não não entender a importância é dessa causa.
- 4:55Não tô nem colocando aqui que Ah, é quem acha que o Vasco não
- 4:58tem que fazer uma camisa é, né? Expressando o orgulho, né, é o
- 5:04orgulho gay, alguma coisa eu não sei se estou usando, o termo é
- 5:07adequado, mas é. É o quanto aquilo é importante,
- 5:11o quanto aquilo é. Diz muito da representatividade,
- 5:14né? Para OOOO torcedor do Vasco que
- 5:17se coloca, né, que é daquela daquela condição, que é uma
- 5:21minoria, que vai se sentir representado.
- 5:23E a mesma coisa vale para a questão do racismo, Ah, isso aí
- 5:26não tem importância, isso aí, né?
- 5:28E tem importância, sim, né, tem importância não só óbvio para o
- 5:32Vasco, mas para gente também. Então o Vasco faz um trabalho
- 5:35muito bacana, tá? É e desenvolve esse trabalho lá.
- 5:39E o historiador aqui, cara, ele, ele faz pontuações importantes.
- 5:42Você não entenda como e a gente precisa como ensinar que
- 5:46expressões como mulambo é racista e é racista.
- 5:50O que a pessoa que se usa ele não não acha que é o apoial
- 5:52dicionário. Ela vai ver uma denominação que
- 5:55a princípio não traz um algo racista, mas a gente não precisa
- 5:57fazer o orientamento racial. Você está vendo essa tua nota
- 6:00aqui? Ela é a origem da artista aqui.
- 6:02Você acha que em 1924, quando tentaram proibir os nossos
- 6:03atletas de jogar de futebol, negros e brancos de baixo da
- 6:06condição social? Que lado você está?
- 6:07Do lado da America ou do lado do Vasco?
- 6:10E é trabalhando com essas perguntas que a gente vai
- 6:12mudando a forma de pensar de torcedores negros, inclusive
- 6:16brancos, inclusive, que usam expressões racistas e.
- 6:20Precisam saber, é racista? Para ela, ela, ela.
- 6:23Silêncio na favela. Qual é o lugar que fala do
- 6:26Vasco? O Vasco não está ao lado, mas
- 6:28está dentro de uma favela. Aliás, o que a gente costuma
- 6:30falar, a carinha que está minha coordenando hoje a sociedade
- 6:33social, foi que a minha. Eu sou coordenador do centro de
- 6:35memória do baixo e é o mesmo departamento que é a história da
- 6:37sociedade social. Eu tenho um colégio do baixo
- 6:39também, Vasco como o Bruno no Brasil, que tem um colégio
- 6:42dentro da sua sede administrativa, é conquistando,
- 6:45fala o seguinte, o Vasco não está ao lado, Vasco está dentro
- 6:47de uma favela, é de um conjunto. Barreira do Vasco é mais
- 6:49conhecido, mas temos o Arara. E temos também a jovem café, que
- 6:54tá se auto denominando, que a gente dá o apoio e além disso, o
- 6:57nosso futebol dentro do processo de sapo, né?
- 7:00Ele foi para cidade de Deus e não para a barra da Tijuca.
- 7:03Então o futebol do Vasco hoje treina na cidade de Deus.
- 7:07Cara espetacular, tá espetacular.
- 7:10EE, é engraçado, né? Porque como selo do Vasco, né?
- 7:14Ela, ela, ela. Silêncio na favela, mais uma vez
- 7:18é colocando de uma maneira pejorativa.
- 7:21Pegando também até um preconceito social, né?
- 7:25É, e o Vasco hoje, né? Ele tá dentro de uma favela, né,
- 7:29que é a Barreira do Vasco, quem conhece ali a região, né?
- 7:32Fui muito ali, é, é comprei muito ingresso ali em São
- 7:36Januário, trabalhei próximo ali, então sempre tava almoçando ali
- 7:39ali Na Na região. Fui a jogos de São Januário, do
- 7:43Flamengo, jogo não fui a um jogo, né, na verdade, né, foi no
- 7:451995 estreia do ataque dos sonhos, Hein?
- 7:47Fábio, Romário, Edmundo Flamengo 2.
- 7:50Bragantino um esse jogo foi lá em em São Januário, eu fui com
- 7:54meu tio, né? E então assim, cara, uma região
- 7:59de favela, né? Então o Vasco, então, e o Vasco
- 8:01hoje, principalmente, né? Pelo clube, é se mobilizar tanto
- 8:05por essas causas. E aí você pega lá torcedores, e
- 8:08aí assim, gente, né? Porque aquele torcedor é ele.
- 8:12Ele é racista ou ou ele tem algum preconceito, é social.
- 8:17É, muitas vezes por ignorância, ele não entende o peso daquela
- 8:20frase, daquela é simplesmente ignorância, ignorância no
- 8:22sentido de não saber EE entender.
- 8:25Então quando ele fala esse, esse letramento, né, e esse e a
- 8:28importância desse saber, né, para as pessoas falar, pô, não é
- 8:31legal, é como a gente, né? O Flamengo, inclusive o Flamengo
- 8:34foi punido por cantos homofóbicos.
- 8:36A gente fala assim, pô, não é legal.
- 8:38Eu, eu, eu utilizar termos homofóbicos para a torcida e
- 8:42para a instituição Fluminense, não é mais legal, entende?
- 8:46E isso, porra, eu tô discriminando uma minoria.
- 8:49Tô, né? É sendo homofóbico cometendo um
- 8:52crime, né, fazendo igual o Vitor rock, sabe?
- 8:55É, e tudo isso é importante, né? Aí aqui agora nós vamos com com
- 9:00a fala tá do Henrique Muse, deixa eu até só ver aqui, na
- 9:05minha anotação aqui, ver se eu não tô colocando Henrique Muse,
- 9:08tá, que ele é do instituto galo, tá lá do Atlético Mineiro, né?
- 9:13E ele fala um pouco ali sobre a questão da evolução.
- 9:16Hoje, a maneira que a gente trabalha são ações envolvidas
- 9:21mortais. São ações de conscientização do
- 9:24movimento arena, que é um evento que acontece por mês na
- 9:26Esplanada da arena, BRV de forma gratuita e que é para acolher a
- 9:31comunidade que fica no entorno da arena.
- 9:33E ali nós temos várias campanhas de conscientização, até para os
- 9:37próprios pais. Mas eu acho que ainda é muito
- 9:40incipiente. São coisas muito paliativas.
- 9:43O que o que é feito, de forma geral, ainda dentro do futebol,
- 9:47não só no Atlético, mas eu ouvi para os colegas aqui também com
- 9:50a bop, com a fala, a gente precisa melhorar, a gente
- 9:53precisa de. Evoluir muito.
- 9:55Para quem sabe daqui a uns 10 anos a gente voltar aqui para
- 10:00bater esse papo, né? E realmente encontrar mudanças
- 10:04significativas. Muito bom.
- 10:07E agora nós vamos aqui com a representante do Botafogo, tá?
- 10:12Que é a Deborah frauquete, não sei se ou não sei se estou.
- 10:17É, é, é, né? Mencionando aqui o nome dela de
- 10:20maneira correta, né? E ela fala aqui também.
- 10:23Vamos lá então. É algo muito conhecido
- 10:26mundialmente, né? É, temos os nossos x
- 10:28brasileiros. Temos outros x fora aí do
- 10:31Brasil. E tem um impacto muito grande,
- 10:33então assim é, eu acabo com o que ele falou, a gente tem que
- 10:36combater, mesmo que seja difícil algumas decisões, como um país
- 10:39de tomar essa decisão difícil de suspender um atleta que para a
- 10:43torcida nossa foi difícil, é isso, a torcida cai em cima, né?
- 10:46Quando a gente faz alguma coisa que a gente não gosta também de
- 10:49um atleta que tá rendendo, mas a gente tem que entender que para
- 10:51racismo, um não tem tanto em exceção, mas porque, Ah, tem um
- 10:55atleta performando, ele pode fazer o que ele quer, não,
- 10:58racismo não tem exceção. Então, se ele fizer alguma coisa
- 11:01ali, entre os racismo, que é crime, a gente vai penalizado,
- 11:04independente que se ele esteja ali dentro da gente, que possa
- 11:07ser importante para um próximo jogo.
- 11:09Então acho que é isso. Acho que no esporte para os
- 11:11jogos, acho que nós fazemos é isso, é sempre se posicionar e é
- 11:15isso. Então só com falas, mas
- 11:17realmente com ações, mesmo que sejam difíceis, mas se fazem
- 11:20necessárias, porque os esportes, os clubes têm uma visibilidade.
- 11:26Bom, e ela corroborando, né? Também ali com.
- 11:29Com a fala do né, do, do, do, do historiador, do Vasco, né e né,
- 11:36da gente tirar essas esses termos racistas, né?
- 11:41É. E não só como eu disse, né, a
- 11:43gente tem alguns termos, como eu dei o exemplo aqui da questão lá
- 11:47do Fluminense, do Flamengo, que AAA gente, né?
- 11:51Já utilizou muitas vezes, isso era aceitável.
- 11:55EE hoje não é. Né?
- 11:58E hoje não é. Não cabe mais na nossa
- 11:59sociedade. Agora aqui pra gente fechar.
- 12:01É a fala da Camila nascimento, né?
- 12:03Que é a gerente lá de responsabilidade social do
- 12:07Flamengo. Configurações que garantam é que
- 12:13que que a gente é possa ter regado, que a gente pode achar e
- 12:17sem dúvida nenhuma, os clubes do Brasil, os clubes da da América
- 12:20do sul, né? Da da América Latina tem grande.
- 12:24Bom. Tá aí, né, eu vou deixar aqui,
- 12:26ó, o finalzinho da da matéria, né?
- 12:29É, tem aqui mais 2 minutinhos, né?
- 12:312 minutinhos é pra gente assistir aqui essa, eu vou
- 12:35colocar o link dessa aqui né, que tá lá Na Na Flamengo TV, tá
- 12:40como o Dia da Consciência Negra, e então é uma matéria muito
- 12:44bonita, muito bacana do evento. Eu recomendo vocês assistirem,
- 12:48é, hoje é um dia né, que é o Dia da Consciência Negra e até pra
- 12:52mim, tá eu durante muito tempo. Porque assim eu, eu, eu cresci,
- 12:57né, entendendo que pô, né, aquela coisa de escravidão e
- 13:00tal, então sempre achei, é absurdo que alguma pessoa
- 13:04normalizasse algo nesse sentido ou qualquer tipo de preconceito
- 13:07e discriminação. Crescer sim, né, na minha casa e
- 13:10você vai estudando, né, aprendendo história do Brasil,
- 13:13você vai vendo. Eu lembro daquela novela, tinha
- 13:15a Chica da Silva, né? Tinha ali AA Taís Araújo e o que
- 13:19eles faziam com os escravos e aquilo.
- 13:21Você me impressionava e durante muito tempo.
- 13:24Eu, eu, eu, eu não entrava nesse assunto, sabe?
- 13:27Tipo assim, eu não, eu não buscava assistir conteúdos e aí
- 13:31depois eu fui, eu fui vendo como era importante, porque a gente
- 13:34tem essa questão da do racismo estrutural, né?
- 13:36Até Oo historiador do Vasco que ele fala que é até o negro, né,
- 13:39ele, ele utiliza, temos racistas que muitas vezes ele nem
- 13:42entende, né, porque isso está na estrutura da nossa sociedade,
- 13:46né? É, é que é o racismo estrutural,
- 13:49é, é, é a homofobia recreativa. É o machismo, né, que é por como
- 13:55eu disse, por ignorância, né, a gente não entende que a gente o
- 13:59que a gente tá tá muitas vezes a gente tá falando muitas vezes
- 14:02como a gente tá se importando. E aí quando eu comecei AA buscar
- 14:06conhecimento sobre isso, sobre o racismo estrutural, sobre OOO
- 14:10colorismo, né? Tem um livro sobre isso que é
- 14:12muito interessante. Eu sou pardo, né, cara?
- 14:15Então assim, eu sou da Raça Negra, não sou, não sou preto,
- 14:19né, não tenho a cor preta, mas eu sou da Raça Negra.
- 14:22Tá ligado? Eu não sou eu, eu, eu antes
- 14:24achava assim, Ah, o preto é aquele tipo o Pelé, né, é o Pelé
- 14:28preto, o Andrade, o adílio, não né, e não é, sabe EE, isso você
- 14:33vai aprendendo, lendo, e lógico que eu não tenho conhecimento
- 14:35nenhum pra falar, nem é, é, é é uma posição talvez adequada pra
- 14:40pra falar sobre o assunto, mas né, a gente vai procurando
- 14:45aprender também, então acho importante que esse dia também é
- 14:48não só esse dia, mas os outros dias também.
- 14:51Sirva como reflexão sobre sobre esse assunto, né?
- 14:54A gente, o Flamengo é um clube é que tem essa representatividade
- 14:58muito grande dos negros, né? Entre seus atletas de todas as
- 15:01modalidades, não só do futebol, mas de todas as modalidades,
- 15:04funcionários. Uma pena, né?
- 15:07E aqui fica que não é culpa em específico de ninguém, eu acho
- 15:10que é. É uma questão institucional que
- 15:13a gente precisa é mudar da gente ter tido ao longo da história
- 15:18poucos dirigentes negros. No quadro do Flamengo até tem
- 15:22uma coisa interessante, o livro do do asafe.
- 15:26Esse livro aqui que é espetacular, ou seja, no master,
- 15:29já na Terra, o asafe no início. Aqui ele, ele, ele coloca uma
- 15:35dedicatória aqui, ó, para ele, coloca a dedicatória aqui, ó,
- 15:41espera, deixa eu mostrar aqui, aqui, ó, Ah, os meninos do ninho
- 15:45do Urubu. E aos negros que não tiveram vez
- 15:48nos quadros de diretoria do Flamengo, tá?
- 15:52É, a gente teve na gestão passada Oo Eduardo, né?
- 15:57É na, na, na, nas embaixadas. É o último antes dele.
- 16:03Olha que doideira. Antes dele tinha sido o
- 16:06Wellington, que foi o candidato a vice na chapa do Maurício, lá
- 16:10em 2018, no último ano da segunda gestão do Bandeira e
- 16:13antes dele. O último dirigente negro que o
- 16:17Flamengo teve foi o seu Milton Gonçalves, o grande ator, né?
- 16:20Eu chamo o seu Milton Gonçalves, é, é respeito assim.
- 16:23EE, ele foi também trabalhou ali no era diretor do flagrave, né?
- 16:29E então assim você vê isso anos 2000, né, 99, 2000, e aí depois,
- 16:35só lá em 2018, a gente voltou, tem um dirigente negro, e aí
- 16:38depois de 2018, em 2024, né, 6 anos depois a gente volta, tem
- 16:43um dirigente negro. Então, assim, isso vale uma
- 16:46reflexão. Vocês não acham que vale uma
- 16:48reflexão? Um clube cuja a sua
- 16:50representatividade é tá na sua torcida, que é de grande
- 16:54mistura, que em sua maioria está nas classes menos abastadas e
- 16:59principalmente nas pessoas de cor, as pessoas pretas, pardas,
- 17:04né? E essas pessoas não estão
- 17:07representadas ou são pouco minimamente representadas.
- 17:12Em cargos de diretoria. E como a gente deve ver Oo
- 17:14jogador de basquete falando ali do Flamengo em que ele fala, é
- 17:18que uma das coisas que o impressionou foi quando ele tava
- 17:22na gave e viu um garoto negro com uma camisa dele
- 17:24personalizada com o nome dele. A importância dessa
- 17:27representatividade de outros meninos e meninas negras verem
- 17:32os seus iguais em posições de destaque.
- 17:34E eu já vi, assisti muito, muitos e li conteúdos sobre
- 17:37isso. O quanto isso é importante, tá?
- 17:40Então eu vou deixar o finalzinho dessa matéria aqui.
- 17:42Vou deixar o link aqui no chat e depois vou fixar também na
- 17:45descrição aqui do vídeo. O nome do vídeo está na Flamengo
- 17:48TV é Dia da Consciência Negra. Eu acho que o que me marcou
- 17:54muito nos colaboradores do Flamengo foi a forma é
- 17:59horizontal, das conversas, sabe? Eu acho que a gente teve muita
- 18:03oportunidade de entender que nenhuma experiência era uma
- 18:05experiência única individual. Então, a partir do momento em
- 18:09que cada pessoa foi se sentindo mais à vontade, é dentro do
- 18:13espaço seguro que a gente criou. É, a gente foi ouvindo e
- 18:16entendendo que, caramba, eu também vivi algo parecido com
- 18:20isso. Nossa, eu também experienciei
- 18:22algo assim, ou é algum parente meu também passou por alguma
- 18:25situação desse tipo e a gente lidou dessa forma.
- 18:28Então que tal se a gente conduzir desse jeito?
- 18:31Então eu acho que AA conversa horizontal deixou tudo mais
- 18:35fluido. As pessoas conseguiram se abrir
- 18:38e a gente conseguiu tratar de temas muito sensíveis de forma
- 18:41muito profunda e muito acolhedora também.
- 18:53Eu escuto 11 papel importante, né?
- 18:56De, de, de conscientização. Eu acho que parte também dos
- 19:01próprios atletas. De todo mundo que tá fazendo
- 19:05parte do envolto da torcida, da torcida.
- 19:07Entender isso é e tentar de fato entender, tentar buscar a
- 19:12informação pra não cometermos esse tipo, né?
- 19:16Um pra não dizer que é um que é um engano.
- 19:19Depois sabe porque é um assunto muito Sério que ele verbalha de
- 19:26várias maneiras Na Na vida, nas nossas vidas.
- 19:28Assim, de fato, eu acho que. Isso tem a ver com a nossa
- 19:32autoestima enquanto atleta, enquanto pessoa.
- 19:35Eu acho que parte muito mais de cada um também, e eu acho que
- 19:41tem uns protocolos que que que ajudam todos os clubes e que
- 19:45todo mundo tá tá integrado, mas eu acho que isso tem que cada
- 19:49vez mais parte de cada um também, né?
- 19:51E isso e entender que isso é para um bem comum.
- 19:54Isso é para um bem comum. Eu acho que é o grande lance
- 19:58assim, né? Todo mundo buscar.
- 20:02E a gente encerra assim esse dia especial com a apresentação da
- 20:06escola. Olo do Rio.
- 20:07E foi realmente sensacional, espero que vocês tenham gostado,
- 20:10até a próxima. Sensacional.
- 20:17E aí, mais uma vez, parabenizando o Flamengo pela
- 20:20iniciativa e porque, né? O Flamengo quer essa força
- 20:25motriz. A gente tem falado muito disso,
- 20:26da né? Do Flamengo.
- 20:28É desse Flamengo cultural, desse Flamengo social, desse Flamengo,
- 20:31dos símbolos dos dos seus dialetos, desse Flamengo que
- 20:34leva mensagens, que influencia, né?
- 20:37Que tem uma nação AEA importância de se de se utilizar
- 20:41disso tudo, dessa força pra passar mensagens positivas como
- 20:44essa. Então assim, aplaudindo de pé,
- 20:46né? AA diretoria, a responsabilidade
- 20:49social, o trabalho, tudo aí da comunicação do Flamengo pra
- 20:52divulgar esse trabalho, a responsabilidade social por
- 20:54organizar os outros clubes, né? É Atlético paranaense, Bahia,
- 20:59Botafogo, Vasco, Atlético paranaense, Botafogo, Bahia,
- 21:03Vasco, são 5 ou 4 clubes, deixa eu ver aqui, vamos lá, é
- 21:09Atlético e Atlético paranaense, Atlético Mineiro, Bahia,
- 21:12Botafogo e Vasco, né? Parabenizando a eles também, a
- 21:17aí AAA Secretaria municipal de cultura, né?
- 21:20Ao ao museu também, né, que o mucab, né?
- 21:24Que deu esse espaço, né? O museu, né?
- 21:28É da história e da cultura afro brasileira.
- 21:31Então todos vocês aí, inclusive eu vou fazer uma visita qualquer
- 21:33dia sensacional e espetacular. O trabalho, beleza é.