Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #245 Corpolítica: entrevista com Pedro Henrique França
Transcript
- 0:07Olá, eu sou Pedro Henrique, Franca, diretor do filme cor
- 0:09política. Então esse filme é uma
- 0:11convocação a todos vocês ocuparem a sala de cinema
- 0:14ocuparem a política humanizarem os nossos corpos se divertirem,
- 0:19tem uma funcionarem e encontrar beleza que a gente precisa na
- 0:22vida, na sociedade e na política.
- 0:24Um filme sobre política e sobre LGBT s faz um filme também sobre
- 0:28família, sobre democracia. Uma denúncia da ausência da
- 0:31representatividade. Esse filme provavelmente vai
- 0:33sensibilizar a sociedade e as pessoas.
- 0:36Para olharem com um pouco mais de humanidade e para se darem
- 0:39conta do quanto nós ainda somos sub representados na sociedade.
- 0:43Olá todas todas e todes. Como vai hoje o podcast peças
- 0:49raras publicam conteúdo especial, já que estamos a uma
- 0:53semana do dia do orgulho LGBT, que ia mais.
- 0:58Mas o assunto aqui é Sério. O Brasil lidera o ranking entre
- 1:02os países que mais matam LGBT, que ia mais no mundo em 2022.
- 1:08256 pessoas da comunidade LGBT que ia mais foram vítimas de
- 1:13morte violenta no país ocorre uma morte a cada 34 horas contra
- 1:20essa população. Esses dados se baseiam em
- 1:23notícias publicadas nos meios de comunicação e são coletados e
- 1:27analisados pelo grupo gay da Bahia.
- 1:30Por outro lado, um dos pontos que fazem com que se avance com
- 1:34muita dificuldade e lentamente, em pautas importantes para mudar
- 1:40esse quadro. É a falta de representação
- 1:42política quando o assunto é diversidade.
- 1:47Foi desse questionamento que nasceu o documentário cor
- 1:50política, que entrou em cartaz no dia 8 de junho nos cinemas.
- 1:56O diretor e roteirista do filme, Pedro Henrique França,
- 2:00acompanhou 6 candidatos LGBT que ia mais das eleições municipais
- 2:05de 2020, André abacaxi, Erika Hilton, Fernando Holiday, Mônica
- 2:11Benício. Thammy Miranda e William de Luca
- 2:15eu entrevistei o Pedro para o podcast de cidadania do
- 2:19instituto claro, e você pode ouvir o episódio no Spotify ou
- 2:25no site do instituto. Claro.
- 2:27Aqui eu apresento a íntegra do papo.
- 2:30Se você acessar pelo Spotify ou pelo YouTube do podcast, peças
- 2:35raras vai ver algumas imagens dos depoimentos do documentário
- 2:40que foram cedidas pela vitrine filmes, responsável pela
- 2:44distribuição. Do filme cor política, então
- 2:48fica aí com a conversa que eu tive com o diretor e roteirista
- 2:53do filme, o Pedro Henrique França, eu sou Pedro Henrique
- 2:58França e o senhor, diretor, roteirista, ator e jornalista
- 3:02perfeito, Pedro, é vamos começar pegando justamente essa sua
- 3:07experiência, né? De ter convivido com 6
- 3:11candidaturas LGBT. Q ia mais lá em 2020 e a partir
- 3:16dessa sua experiência, a partir da realização do filme.
- 3:20É como que você percebe a questão da existência dessas é
- 3:24candidaturas, né? E por que que a gente não tem
- 3:28mais representatividade, mais pessoas LGBT?
- 3:32QEA mais é disputando eleições no Brasil a partir do que você
- 3:36percebeu? É, eu acho que o mais
- 3:38interessante no acompanhamento dessas candidaturas foi entender
- 3:43os processos, né? Eu acho que o filme ele fala
- 3:46muito sobre processos, processos de aceitação, processos de
- 3:50afirmação, processos de entendimento do seu corpo, né?
- 3:54Enquanto um corpo político. Eu acho que quando a gente fala
- 3:57sobre política, a gente precisa sair dessa Seara do não.
- 4:01Não gosto de política, não quero falar sobre política.
- 4:05Por isso que a política é algo que está presente no nosso dia a
- 4:07dia, em tudo que a gente faz. Na hora que a gente acorda, a
- 4:10hora que a gente vai dormir, seja o café que você está
- 4:12tomando, para que você está pagando por ele, seja o
- 4:14transporte publico que você vai pegar pra pra trabalhar, seja o
- 4:17emprego que você tem ou não tem, seja Oo preço do arroz que seja
- 4:21ruas por a cada, seja a iluminação do seu bairro, tudo
- 4:25está envolvido com política, então esse filme ele também é
- 4:28uma celebração à política, ao despertar.
- 4:31Político porque é necessário que a gente entenda e glorifique a
- 4:35política, dignifique a política. Eu acho que o acompanhamento
- 4:39desses corpos, enquanto é corpus LGBT, que IAP mais eles estão
- 4:45falando de uma sub representação, de uma sub
- 4:48representatividade política no Brasil, no país que mais mata
- 4:52pessoas LGBT, QEA mais no mundo. Ou seja, o país mais violento
- 4:56para pessoas gbt, que é a mais, superando inclusive em países
- 4:59onde é proibido. Será de gbt.
- 5:01Então é eu acho que. Para acompanhar esses processos,
- 5:05leia todas essas camadas. EE entender, né?
- 5:10A violência política que é exercida não só no período de
- 5:14campanha, mas no período em que você chega lá, né?
- 5:18Porque eu acho que o filme também fala muito sobre isso.
- 5:20As imagens de arquivos de situações de parlamentares ou ex
- 5:25parlamentares que estão ali no Congresso, na assembleia
- 5:28legislativa ou numa Câmara municipal, os processos de
- 5:32violência que eles sofrem ali dentro para apenas trabalhar é
- 5:36algo que não podemos mais admitir e é algo que está
- 5:39intrinsecamente relacionado também a falta de
- 5:41representatividade. Quando a gente vê que o subir e
- 5:44perigo da atividade. A gente associa isso ao fato de
- 5:48sermos o país que mais mata LGBT.
- 5:49Queria mais no mundo ao fato de ser um sub representados na
- 5:53indústria de entretenimento, no audiovisual, nos espaços de
- 5:57poder e que, inevitavelmente, refletem num ambiente em que já
- 6:00é hostil a todo o corpo dissidente, né?
- 6:03A política hoje ainda é dominada por homens brancos e gêneros
- 6:07heterossexuais e privilegiados, ou seja, que não representa o
- 6:11Brasil em sua essência. O Brasil tem uma maioria
- 6:13feminina e preta, por exemplo, onde estão essas pessoas que não
- 6:16estão ocupando um espaço? Onde está se definindo o que vai
- 6:20acontecer com as nossas vidas? Ou seja, estamos falando de
- 6:23sobrevivência. Estamos falando de políticas
- 6:25públicas que olhem para os corpos que não são aqueles
- 6:28corpos que são hoje maioria no Congresso Nacional.
- 6:31Ou seja, é preciso que a gente entenda a representatividade
- 6:34como algo de um valor importante, histórico e
- 6:36político. De fato, para a sobrevivência
- 6:39dessas pessoas que não estão ali representadas no Congresso.
- 6:42Representatividade não é uma imagem apenas Érica malunguinho,
- 6:47educadora, artista plástica e política Brasileira.
- 6:51A primeira mulher transgénero da assembleia legislativa de São
- 6:55Paulo não é o um externo. 11 forma, né?
- 7:00Representatividade ela está atrelada a um conteúdo, ela está
- 7:05atrelada a um processo de construção histórica.
- 7:09É afirma-se LGBT dentro da esfera pública.
- 7:14No sentido político, significa estar atrelado a construção é
- 7:21política de sua construção histórica.
- 7:24No qual constam processos de precarização, violação de
- 7:28direitos, de de, enfim, de mortes.
- 7:32Então, para ser representatives, para que nós sejamos
- 7:36representativas, nós precisamos estar atrelada, se
- 7:38compromissadas com isso que faz com que a gente se afirme
- 7:42publicamente politicamente, né? Inclusive porque descolar dessa
- 7:47história é é tirar o sentido, né?
- 7:51Da própria luta, né? É esquecer, por exemplo, que nós
- 7:54estamos lutando. Por direitos civis ainda,
- 7:57principalmente a população. T, né?
- 8:00Por construção de cidadania básica, direito ao nome, né?
- 8:04Acessar o banheiro é, então, é a representatividade.
- 8:08Ela só tem sentido, ela só existe ela só é real quando ela
- 8:13é, tem um vínculo com esse Lastro histórico é, eu acho que
- 8:18a Erica malunguinho, né, que foi deputado estadual aqui por São
- 8:22Paulo, seria aquela sidarta deputada federal nas últimas
- 8:24eleições e acabou retirando por candidatura?
- 8:27Entendo eu que por algum lugar de exaustão, né?
- 8:31Dentro desses processos, ela fala no filme brilhantemente,
- 8:35usando 11 citação da lélia Gonzales e uma mulher, uma
- 8:38pensadora do feminismo negro. Muito importante em que ela diz,
- 8:41a história deve ser escrita em primeira pessoa.
- 8:44Quando você está num ambiente político, é claro que quando a
- 8:47gente pensa numa democracia, a gente está falando em deputados
- 8:51e parlamentares, que que legislem para todos, todas e
- 8:55todos. Ou seja, eu, enquanto homem gay,
- 8:57com deficiência, claro que vou legislar também pensando pautas
- 9:01que é, tragam questões sobre LGBT, QAP mais e sobre pessoas
- 9:07com deficiência. Mas é claro que eu tenho que
- 9:09estar, é atento ao ao, às demandas e necessidades da
- 9:13população negra, da população, cobre das mulheres.
- 9:17Descobre quem diz né? Que, ou seja.
- 9:19Intencionalmente espera que todo parlamentar tem esse olhar
- 9:23macro, mas é claro que isso não se aplica na prática e a gente
- 9:28vê aí nesse Congresso atual como esse não na não é uma realidade,
- 9:33é. E eu acho que quando a gente
- 9:35pensa em um lugar onde é somos há 14 anos, o país que mais mata
- 9:42LGBT, quem é mais no mundo e não tivemos até hoje, né?
- 9:46Acho que isso é um, é um recorte muito importante, nenhuma lei de
- 9:49promoção, direito. De proteção à população LGBT QF
- 9:54mais hoje que existe até hoje, que são poucas e muito recentes,
- 9:58né? A gente está falando da
- 10:00criminalização da homofobia, por exemplo, que é de 2019, então
- 10:04todas essas poucas leis, nenhuma delas vieram, tô Congresso
- 10:09Nacional, tudo que a gente tem é por intervenção do Supremo
- 10:12Tribunal Federal, por omissão do poder legislativo, ou seja, o
- 10:16que seria de nós da população LGBT, QAP mais, se não existir
- 10:21supremo, né? A gente está falando de leis
- 10:23como? Que permite ligar adoção.
- 10:25A gente tá falando de leis de casamento, é civil, agente de
- 10:29união civil. A gente está falando de nome
- 10:31social. Ou seja, tudo isso.
- 10:33Se dependesse do Congresso, até hoje não estaria é sendo
- 10:38realizado ou nos garantindo enquanto direito.
- 10:42Ou seja, é importante que a gente esteja ali.
- 10:44É importante que a gente ocupe esses espaços, porque é claro
- 10:47que a gente tem camadas diferentes, identidade sobre a
- 10:50nossa população, que não estão representadas em outros corpos
- 10:54que não nos representam. Então é preciso que não seja só
- 10:5812 Erika Hilton ou do da sala best, que são as 2 primeiras
- 11:02mulheres trans para ocuparem uma cadeira no Congresso.
- 11:05É preciso que a gente esteja aí que a gente multiplique esse
- 11:08número para que elas não sejam únicas, para que elas não sejam
- 11:11eles notificadas para que elas se sintam acolhidas num espaço
- 11:15que é tão violenta. Corpos como os delas.
- 11:17Primeiro, acho que a representatividade tem a questão
- 11:19da gente ocupar os espaços coletivamente.
- 11:23Renata Carvalho, artista e trans, pô, loga, né?
- 11:27Se for só continuar sem dar aí. A é o perigo da trava única que
- 11:32eu chamo que a gente vai continuar sendo e zoti fica, dá
- 11:35a única que vai ser apontada porque ainda não vai ser
- 11:39natural. Sempre trago 11 exemplo de um
- 11:41Armazém com 1000 pessoas. Se entrar uma pessoa trans, ela
- 11:45vai continuar sendo apontada. Ninguém vai querer falar com
- 11:47ela, mas se nós ocuparmos esse mesmo Armazém com 1000 pessoas,
- 11:52mas com 200 pessoas trans, é mais fácil de nós naturalizarmos
- 11:57a nossa presença e não ser uma presença e notificada.
- 12:01Diz que quando a gente pensa em avanço, né?
- 12:04No No campo legislativo, claro que a gente tem que comemorar a
- 12:07entrada das 2 primeiras mulheres trans no Congresso Nacional.
- 12:10Evidentemente, só uma representatividade que importa é
- 12:14um Marco histórico e que espero que não se volte atrás.
- 12:17Mas a gente tem que lembrar também dos corpos de LGBT.
- 12:20QA mais que a gente perdeu ao longo do caminho.
- 12:22A gente tá falando de uma barbárie como assassinato da
- 12:24Marielle Franco, uma vereadora lésbica negra, executada aqui no
- 12:28Rio, no Rio de Janeiro, em 2018, no mesmo ano, que,
- 12:31coincidentemente, levou o Jair Bolsonaro à presidência.
- 12:34A gente tem Oo Jean Wyllys, que está no filme, é que sempre
- 12:37louco, com medo, que tivesse o mesmo fim de Marielle Franco.
- 12:41Ou seja, a institucionalização da barbárie, fazendo com que a
- 12:44gente perca vozes fundamentais para a política Brasileira.
- 12:48E o David Miranda, por exemplo, que perdemos por uma morte
- 12:51estúpida recentemente, mas foi quem ocupou a cadeira que o João
- 12:55ele te deixou vazia no Congresso.
- 12:57Quando você falou, a gente tem a própria Erica malunguinho que
- 13:00perdemos, saiu da vida política. Não sabemos que temporariamente
- 13:04ou não, mas a gente está falando de violências políticas que
- 13:07essas pessoas sofrem nos ambientes legislativos.
- 13:10Que não podem ser admitidas, tem que existir uma proteção para
- 13:13que esses corpos não só entrem como continuem nesses espaços de
- 13:18poder, porque a gente não pode deixar que a gente continue
- 13:21perdendo corpos ao longo do caminho desse processo político.
- 13:25E aí vamos falar um pouquinho de proposições, caminhos que são
- 13:29apontados e que você percebe possíveis para que justamente se
- 13:33garanta. É que diminua essa violência,
- 13:38né? Contra pessoas que decidam se
- 13:41candidatar, decidam. É entrar para a vida política e
- 13:45que, por outro lado, necessariamente aumente essa
- 13:48representatividade para que se evite situações como as que você
- 13:51citou. É que caminhos que você acredita
- 13:53que são possíveis. Além desse aumento da
- 13:56representatividade, é na prática o que que tem sido feito e que
- 14:00você imagina que possa ser ampliado para que a gente
- 14:03consiga avançar nesse sentido. Olha, eu gostaria muito de ter
- 14:06Carnaval, está pronta, mas eu acho que, para além da questão
- 14:11da da representatividade, ou seja, do aumento de
- 14:13candidaturas. Aumenta as pessoas eleitas do
- 14:16aumento de pessoas que cumpram seus mandatos até o fim e
- 14:20consigam pensar num numa reeleição.
- 14:23Eu acho que a gente tem que ter métodos.
- 14:25Por exemplo, no Congresso Nacional, que não permitam.
- 14:27É episódios como o que a gente vê no filme contra o Willis ou
- 14:32como o que a gente viu recentemente no Congresso
- 14:35Nacional dirigido é claramente a Erika Hilton e a do da sala
- 14:40Berti, do deputado Nicolas Ferreira.
- 14:43É quando, no dia 8 de março, no dia em que se comemora,
- 14:46portanto. É.
- 14:48É a luta feminina, né? Os corpos femininos, a pessoa
- 14:52subir no púlpito com a peruca e fazer um discurso de chacota.
- 14:57Aqueles corpos, ou seja, é inadmissível que não se haja uma
- 15:02punição correta e severa para gente de comportamento, porque a
- 15:06política, o Congresso Nacional e de novo, a política, é um espaço
- 15:10importantíssimo. É um espaço digno, um espaço, é
- 15:13um lugar de debate para situações para vidas e corpos
- 15:17que estão aí sendo assassinada. Marcelo, fome sendo Queimados,
- 15:22ou seja, a gente está falando de um lugar onde AAO respeito
- 15:26deveria ser o critério número 1. Então episódios como esse,
- 15:31pessoas como Nicolas Ferreira, não podem ser é engolida a seco
- 15:36no campo político brasileiro. A gente tem que ter 11.
- 15:41Porque o que. O que não pode é a política, o
- 15:43Congresso Nacional virar a quinta série não é o garoto, os
- 15:47garotos do Fundão da sala da quinta série, porque se não, o
- 15:50que que a gente está fazendo? A gente está é.
- 15:54Tornando a política um lugar possível de chacota, ou seja, é
- 15:59isso que faz. São essas pessoas que faz a
- 16:02gente se afastar do processo político que a gente olha uma
- 16:04cena daquela gente fala. Não é possível que seja um lugar
- 16:07de trabalho, né? Estamos falando de 1/01/1
- 16:10ambiente de trabalho, de ambiente, de trabalho, onde
- 16:12fique se legisla sobre milhões de vidas brasileiras, ou seja,
- 16:17não é para mim, é. É fundamental que haja de fato
- 16:22um lugar de decoro parlamentar que seja efetivamente cumprido.
- 16:26E pequenas, como Nicolas Ferreira, que já punidas que
- 16:28pessoas como Nicolas Ferreira não sejam eleitas, né?
- 16:31Porque é. É, é inconcebível pensar que
- 16:34pessoas como Nicolas Ferreira ou pessoas como Ricardo Salles, que
- 16:38falou para passar a boiada, sejam eleitas e estejam.
- 16:42É autorizadas? AA legislar, né?
- 16:47Sobre sobre vidas brasileiras, sobre um país que merece, no
- 16:53mínimo, um pouco mais de respeito.
- 16:55Pedro, é você também já falou. Na sua primeira resposta sobre o
- 17:00que acontece com as pessoas depois de eleita, EE também é de
- 17:05algumas, não não conseguirem prosseguir com seus projetos
- 17:08políticos. Você acha que tem mais algo
- 17:10importante que que você queira colocar sobre esse cenário
- 17:15encontrado pelas pessoas LGBT? QEA mais é no momento em que
- 17:20entram para a política. Eu acho que esse filme eu acho
- 17:23que cor, política, ele é um abraço a toda a nossa
- 17:26comunidade. Ele é um abraço ao nosso país
- 17:29que viveu anos terríveis. Ele é um abraço, a democracia
- 17:33ele é um abraço à política Brasileira.
- 17:35Ele é um lugar de respeito e de sensibilidade.
- 17:39AA frutos que permeiam que deveriam permear, né?
- 17:43É a cabeça de todos os brasileiros.
- 17:46Eu acho que quando a gente pensa nesses corpos que a gente
- 17:50perdeu, né? Para o processo, seja por uma
- 17:52barbárie, seja por, por uma violência institucional
- 17:56institucionalizada dentro desses processos, eu acho que a gente
- 17:59tem que ter de fato lembrar que essas pessoas que são seres
- 18:02humanos, que essas pessoas merecem dignidade, que essas
- 18:06pessoas merecem respeito. É.
- 18:08É preciso haver mecanismos de proteção a esses corpos dentro
- 18:12desses espaços. A própria Erica malunguinho, ou
- 18:14mesmo a Erika Hilton, quando foram quando ainda compunham
- 18:18ali. Câmara, a Câmara é legisla,
- 18:20Câmara municipal os vereadores e assembléia.
- 18:22Legislativa do estado de São Paulo às vésperas da parada do
- 18:26orgulho, receberam um e-mail coletivo de uma pessoa ameaçando
- 18:31fazer um grande genocídio na Avenida Paulista no dia da
- 18:35parada. Então é princípio que é a saúde
- 18:39mental desses parlamentares sejam preservados e para isso a
- 18:43gente precisa que situações de violência sejam coibidas dentro
- 18:46desses espaços de trabalho. É.
- 18:50Eu acho que a gente precisa também por parte dos partidos,
- 18:54né? Por parte dos movimentos, né
- 18:57partidários que a gente a fuma de fato, um discurso, né?
- 19:01Se você for pegar a questão do kit gay é, era 11 lei de
- 19:06educação do Ministério da educação, de combate à homofobia
- 19:10nas escolas, de combate ao bullying, ou seja, de preparo de
- 19:13uma forma didática para que os professores pudessem lidar com a
- 19:17diversidade de orientação sexual e gênero e fruto do foi
- 19:21envelopado. Por uma Extrema direita que lida
- 19:23com fake news e notícias mentirosas, num lugar chamado
- 19:27kit gay, que é o último episódios.
- 19:29Mais é desonestos, cruéis e perversas da história da
- 19:33política Brasileira. A gente vai ter que estudar e
- 19:35por muito tempo. Em 2018, a gente teve que lidar
- 19:38com mamadeiras de piroca, sendo distribuídas em creche, ou seja,
- 19:42uma info the mia, né? Que é esse lugar que se dá nome?
- 19:45AA epidemia de notícias falsas que também precisam ser
- 19:49regulamentadas. A gente não pode ter uma
- 19:51internet, é um território sem lei.
- 19:54Como a gente tem hoje, quando a gente vê um movimento Snatch,
- 19:56plataformas como o Google, né, Telegram, tentando interferir no
- 20:01debate público, né? A favor deles, fez a gente
- 20:04lembrar que essas plataformas também lucram e monetizam em
- 20:08cima de discursos de ódio que matam pessoas todos os dias.
- 20:13Aí está falando expectativa de que é a mais.
- 20:15A gente tá falando de pessoas pretas, a gente tá falando de
- 20:17mulheres No No país onde feminicídio tem dados
- 20:21alarmantes, a gente tá falando de pedofilia, ou seja, não dá
- 20:24para internet que é esse lugar. Onde as pessoas se articulam e
- 20:28promovem o ódio da capital na desenfreada e com essa Liberdade
- 20:32que tem hoje, então é muito, é. É importante que se disfarça
- 20:39esse lugar. Muito é fascista desse lugar de
- 20:44Liberdade de expressão, né? Muito, entre aspas, porque não é
- 20:47o que está em jogo aqui. Liberdade de expressão não pode
- 20:50ter um mecanismo, um artifício para que discursos de ódio sejam
- 20:55despejados diariamente na internet, então?
- 20:58Não é preciso, eu acho que é uma rede, né?
- 21:00Então você me pergunta, aí é claro que eu amaria ter uma
- 21:03resposta pronta, mas eu acho que eu eu visualizo algumas medidas
- 21:07que têm que ser tomadas. A internet não pode ter a
- 21:10Liberdade que tem, ou seja, as pessoas não podem falar o que
- 21:13fala, não podem articular o que articula daqui a forma de
- 21:17refreada nessa moeda do algoritmo do ódio então, é EEE
- 21:22dentro desses espaços legislativos, não se pode também
- 21:25agir em cima de Liberdade de expressão para que essas pessoas
- 21:29ajam. Como pessoas da sala do Fundão,
- 21:32da quinta série, então é preciso que a gente signifique espaço,
- 21:37tanto a internet quanto a política Brasileira e os espaços
- 21:40são disso. Ocorre, vamos fazer aqui, vamos
- 21:43tacar fogo em ônibus, vamos quebrar todos, vamos ficar
- 21:46pelada. Vamos.
- 21:46Nananan Erika Hilton, vereadora mais votada do Brasil em 2020.
- 21:52Certo? Sagitariana.
- 21:54Então eu tenho essa. Essa coisa do vão vamos quebrar,
- 21:57não vou, não vamos se se se se associar com esses velho burguês
- 22:00safado, não, não, não, não, não, não.
- 22:02Um pensamento em genes, né? De quem não, de repente queria
- 22:06brigar por direitos? Queria, queria fazer uma luta,
- 22:09mas não queria estar associada a essa política que nós conhecemos
- 22:12a essa política que é vendida, né?
- 22:14A essa política do futebol, religião e política não se
- 22:16discute porque a gente quer encobrir o que essa política e
- 22:19eu queria um distanciamento. Magina, não, não, não, não e
- 22:23militar aí foi pro movimento estudantil e quando eu comecei a
- 22:25descobrir que existia um projeto político que dificultava todos
- 22:30os meus sonhos e os sonhos das mulheres que pensavam e que
- 22:33sonhavam junto comigo. Porque não haviam vozes, vidas,
- 22:39trajetórias iguais a nossas, pensando leis, pensando
- 22:43políticas públicas? Eu tive um clique.
- 22:46Eu falei, epa? Uma outra questão que o filme
- 22:49traz, ele é, por outro lado, apesar de mostrar EE denunciar
- 22:55nessa violência, ele está se também uma morosidade.
- 22:58Ele traz AA relação com a família, o quanto que você acha
- 23:02que é tratar esse assunto por um lado mais amoroso, por um lado
- 23:08mais humano é pode atingir uma plateia maior por ser cinema e
- 23:13falar até com pessoas que têm uma visão preconceituosa e que
- 23:17ao ver o filme. É, podem mudar essa visão.
- 23:20Você acredita que que esse é um recurso que funciona, né?
- 23:26No No filme EE você acredita que, de certa forma ou até tem
- 23:31relatos até que tenham chegado a você, de pessoas que mudaram
- 23:34suas visões a partir de um ponto de vista mais amoroso, tudo eu
- 23:38queria que você falasse de como o filme trata disso.
- 23:42EE se você acredita que que tenha transformado pessoas que
- 23:48tinham posições mais radicais. Eu acho que eu pulo do gato de
- 23:51filme. É justamente a humanização dos
- 23:53nossos corpos, ou seja, quando a gente pensa num corpo, ele
- 23:56escrever, queria mais. A gente está falando de uma
- 23:58primeira etapa que começa a muita gente em casa de
- 24:01violência, ou seja, esse lugar, né?
- 24:03Esse discurso LGBT fóbico que nos culpabilização, né?
- 24:08Como a Renata Carvalho diz no filme, eu costumo dizer que o
- 24:10nosso foco dele, se não são julgados, eles já são culpados.
- 24:13Ou seja, essa moral cristã, né, essa falsa moralidade cristã
- 24:18sobre os nossos corpos que nos Villani, que nos demonizam.
- 24:22Que nos culpabilização, eles fazem que muitos pais e mães
- 24:27acabam tendo reações como a mãe da Erika Hilton, né?
- 24:30Eu acho que a história da Erika Hilton é um, é um arco, tem um
- 24:33arco dramático muito importante, que é uma criança que era super
- 24:36acolhida pela sua família, que de repente se vê ali em volta.
- 24:41No discurso fundamentalista religioso, expulsa com a filha
- 24:46de casa sem nem ao menos sabemos, já que ela vai dormir,
- 24:48o que que vai acontecer com ela, o que que ela está passando na
- 24:51rua E que não choque de realidade, não.
- 24:55Entendimento e cobrar a importância de uma relação de
- 24:57mãe e filho. Quer e acolhe, né?
- 25:00Trágica pilha de volta para casa e constrói uma nova relação.
- 25:04A partir daí. Isso não quer dizer que
- 25:06shoppings, realidade, eu acho que é muito importante também
- 25:09que ela tenha abandonado aqui a religião, muito pelo contrário.
- 25:12Ela hoje uma voz importantíssima dentro da igreja evangélica,
- 25:15onde ela atua como 11 pessoa evangélica progressista.
- 25:19É preciso que os evangélicos progressistas também atuem sobre
- 25:23é essa questão. Outro dia eu vi 11 depoimento
- 25:26maravilhoso, pastor é contrário ao ao Valadão, que recentemente
- 25:30fez um discurso. É criminoso e dizendo que Deus
- 25:34odeia o orgulho. Ou seja, esse lugar de trazer
- 25:38essa culpabilidade dos nossos corpos como se fôssemos
- 25:41endiabrados, é um lugar que o filme traz de humanização de
- 25:46para que a gente pare com esse assunto, para que a gente parta
- 25:48do debate a partir de uma outra etapa, porque não dá para toda
- 25:52eleição a gente ficar. É sendo levado ao debate
- 25:56público. Políticos em muitas vezes a
- 25:58gente nem ser convocado, né? Toda eleição a gente tem uma
- 26:01questão moral sobre os nossos corpos, que vai atacar ou
- 26:05contra-atacar algum corpo que está ali.
- 26:07É é atuando, buscando atuar politicamente, ou seja, é esse
- 26:11moralismo, né? Que a questão é ele, giosa sobre
- 26:14os nossos corpos, precisa também é ser lembrados que a gente vive
- 26:19num estado laico, apesar de não é não vivermos na prática, mas
- 26:23essa questão da laicidade do estado, ela precisa ser.
- 26:26É firmemente cobrada e assegurada para que todo mundo
- 26:32tenha Liberdade, inclusive religiosa, né?
- 26:34Porque quando a gente pensa também em religião, a gente tem
- 26:37questão de racismo. Veio de ouro.
- 26:39Não é intolerância. Religiões de matrizes africanas.
- 26:42Ou seja, é preciso urgentemente que a gente parta para o debate
- 26:47público de uma outra etapa. Não dá pra gente, por exemplo,
- 26:51na questão de uma lei tão importante, como é que a lei de
- 26:53educação, né, de combate ao bullying ou fobia nas escolas,
- 26:58se arquivada, engavetada e nunca mais repensada, e pelo
- 27:04contrário, comumente voltada ao debate público de novo na,
- 27:09enfim, b lop, mentiroso do kit gay.
- 27:11Enquanto milhares de crianças e adolescentes estão se envolvendo
- 27:16com traumas, medos e inseguranças, milhares de
- 27:20crianças e adolescentes estão praticando atentados contra a
- 27:24sua própria vida. Ou seja, precisamos falar sobre
- 27:26suicídio, né? A gente tem uma questão escolar
- 27:30muito importante que precisa ser levado ao debate público com
- 27:33seriedade, não com esse com esse lugar perverse, desonesto e
- 27:38cruel nessa questão moral, né? Eu acho que a gente precisa, o
- 27:42Brasil precisa evoluir muito ainda.
- 27:44Não é quando a gente pensa, né? Nessa, nesses aspectos, não é
- 27:47enquanto sociedade Brasileira, enquanto cidadãos, para mim ser
- 27:52hétero e ser gay é como a pessoa nascer com olho castanho.
- 27:57Olho azul. Quando a Erica essa sumiu, eu
- 27:59falava assim, eu não aceito a minha mãe.
- 28:02Re significou ela, entendeu, né? Mas não só, entendeu se permitiu
- 28:08que o amor dela fosse maior do que o preconceito.
- 28:10Você não compra ninguém porque nasceu com olho azul e nem com
- 28:13olho castanho, né? Porque assim a gente cria filho
- 28:16para ser hétero e aí você, o filho toma outros caminhos, mas
- 28:20você vai fazer o quê? Você tem que aceitar e pronto.
- 28:25Bom, a gente tem de 2020 para cá um cenário de um aumento de de
- 28:30representantes, né? Na política da comunidade LGBT
- 28:35QEA mais. Mas qual seria o cenário ideal?
- 28:39Existe uma porcentagem até pensando na população
- 28:42Brasileira, por exemplo, quando a gente fala em
- 28:44representatividade feminina na política, existe ali um número
- 28:47AAA, gente tem mais de 50% de mulheres e tem 15% de
- 28:52representantes na política é existe uma estatística que.
- 28:57Que dê conta de como deveria ser o cenário ideal da
- 29:01representatividade da comunidade LGBT QEA mais na política
- 29:05Brasileira. Pedro, é que a proporção, né?
- 29:08Você, você deu o exemplo da da do lugar de gênero, né?
- 29:11Da da da questão feminina, da participação na sociedade, da
- 29:15participação na política. Já é um abismo, é gritante e que
- 29:19tá pra mim essa sub representatividade feminina é
- 29:23preta, indígena, LGBT, QAP mais de pessoas com deficiência estão
- 29:29intrinsecamente relacionados aos dados.
- 29:31Gritante e alarmantes que compõem esses segmentos da
- 29:35sociedade Brasileira, ou seja, é quando você você falou há, mas
- 29:39tivemos um avanço. Há uma falsa ilusão de avanço.
- 29:42É claro que quando a gente pensa na Érica, na do daquela Bete,
- 29:45como um lugar inédito dentro da política Brasileira, está uma
- 29:49história que deve ser celebrado e comemorado, sem dúvidas.
- 29:53Mas se você pegar, por exemplo, da época que o filme foi feito,
- 29:56né? A gente termina ali falando
- 29:58sobre as eleições de 2020 e falando sobre a nossa
- 30:02participação política, que é de 0,16% No No no.
- 30:06Todo campo político brasileiro, esse número de 2020 para 2022
- 30:12não mudou. Quando eu estava fazendo.
- 30:14É o material de divulgação, né? Que a gente chama de relief, né?
- 30:18No jargão jornalístico, é quando eu fiz o primeiro material de
- 30:22votação, ainda era pré eleição de 2022, que foi quando a gente
- 30:25começou a rodar alguns festivais.
- 30:28Fora do Brasil e aqui do Brasil. E aí, quando eu fui atualizar
- 30:31para o nosso lançamento, que foi agora dia 8 de junho, nos
- 30:33cinemas. Eu fui falar com a évora do bate
- 30:37LGBT 11 seríssimas, né? Que quantifica e que acompanha e
- 30:41monitora essas candidaturas LGBT.
- 30:43Queria mais a questão da nossa representatividade no campo
- 30:46político e até para o trabalho de Extrema importância.
- 30:49Muito importante mesmo é. Eu fui falar com ela, eu falei,
- 30:52eu falei, aí mudamos porque pra mim claramente tinha mudado.
- 30:57Para mim, claramente tinha aumentado e a verdade é que não
- 30:59continuamos em 0,16%, por isso que eu falo da questão do avanço
- 31:04mais dos corpos que a gente perde ao longo desse processo.
- 31:07Certamente 2020 para 2022. Eu como as pessoas.
- 31:11Ou se perderam. Enfim, o fato é que não
- 31:14aumentou. O fato é que continuamos na
- 31:16mesma. A gente tem hoje.
- 31:17Segundo dados do IBGE, né? A gente viveu ano que a gente já
- 31:20pagamento, a gente sabe a que atende, né?
- 31:23Os apagamentos de dados, né? Sobre populações é vulnerability
- 31:27a das, né? Populações colocadas à margem da
- 31:29sociedade. A gente sabe muito bem a quem
- 31:31interessa o apagamento de dados, porque quando você tem um
- 31:35número, quando você não tem um número, você não tem uma
- 31:38demanda, né? Você não tem uma necessidade, ou
- 31:40seja, a gente tem hoje, segundo pesquisas, algo em torno de 10%.
- 31:45Se a gente pensar na questão de população LGBT, QAP mais que a
- 31:48gente pensar na questão moral, a gente está falando de 10% ali.
- 31:53Se auto declaram claramente num país tão LGBT, fóbico uma
- 31:58questão moralista tão forte, esse número é muito maior, né?
- 32:02Até inclusive dentro da política, né?
- 32:04Porque, enfim, no campo da da sexualidade, né?
- 32:08Até a Erica malunguinho falar isso no filme, isso é uma
- 32:10questão que é facilmente escamoteada, né?
- 32:13Facilmente escondida. Então essa questão moralista,
- 32:17né, que a gente teve até um caso.
- 32:19No Congresso Nacional, ao longo do governo Bolsonaro, né?
- 32:22É quando você tem uma pessoa que tem um histórico de declarações
- 32:25de violência contra a população LGBT, que é até mais, chegando
- 32:28ao Palácio do Planalto, ou seja, ao chefe de estado de um país
- 32:31inteiro, de mais de 200000000 de brasileiros.
- 32:34Você causa uma reação, né? Eu acho que a reação é esse.
- 32:39A esse governo foi muito claro ali em 2020, né?
- 32:42Uma resposta a um governo autoritário, uma resposta a um
- 32:45governo é que institucionaliza a barbárie.
- 32:49Você teve até um caixa deputado que se assumiu durante o
- 32:52processo do governo Bolsonaro, seja que colocou enquanto um
- 32:56homem gay, porque entende a importância política daquilo.
- 32:59Mas quantos não é? Ocupam, né?
- 33:01A gente tá falando do país que mais mata pessoas trans no mundo
- 33:04e que mais, conforme pornografia trans no mundo.
- 33:07Ou seja, é claro que diversas pessoas que compõem aquele
- 33:10Congresso claramente já tiveram questões com pessoas LGBT.
- 33:16Quer ver mais? Mas não vão se auto declarar,
- 33:17porque é uma questão moralista ali dentro que impede com que
- 33:20ela se. Assumem com que elas se
- 33:22reconheçam com que elas defendam suas pautas, né?
- 33:25Então é, eu acho que com com com relação a essa questão da
- 33:30representatividade, a gente precisa de fato estar muito
- 33:32atento, porque precisa ser mais. A gente está muito acostumado a
- 33:36ter 12, comemorar 12 que a gente precisa de fato mudar.
- 33:40Esse porcentual não dá para o Brasil ser o país que mais mata
- 33:43pessoas LGBT, que ia ter mais todo mundo continuar com 0,16%
- 33:47de cargos políticos sendo ocupados por pessoas LGBT, QP
- 33:51mais um corpo quando nasce. Preto, mulher LGBT, ele nasce
- 33:57político esse corpo aparecer na televisão da família tradicional
- 34:03Brasileira dizendo eu tenho um projeto de nação e nós temos,
- 34:07somos nossas construtoras, desse desse novo amanhã diferente.
- 34:13É outro dado que eu acho que o filme também.
- 34:18Passa, não é? Que é que é impactante?
- 34:20É um contraponto que às vezes as pessoas que são da comunidade,
- 34:25elas não se vêem na missão de representar.
- 34:30Não é as pautas. Eu não fiz de uma das minhas
- 34:34características uma Bandeira política.
- 34:37Eu não acho que eu tenho que ser representado por um LGBT.
- 34:40Como que você percebe isso? Você acha que isso é existe em
- 34:45todos os segmentos e é porque nós temos também pessoas negras
- 34:50que é vão para um. Um cargo importante, e acabam
- 34:55atacando é a gente tem o que teve, não é?
- 35:00É, espero que tenha sido passado na nossa história e que a gente
- 35:03consiga virar bem a página. Mais um ministro do meio
- 35:06ambiente que fala em passar a boiada e enfim, a gente tem
- 35:09esses casos, né? De representantes que acabam
- 35:12atacando a própria causa. Mas como que que você percebe é
- 35:18essas situações de pessoas que deveriam talvez ter uma atuação
- 35:23mais impactante, até por serem pouquíssimos representantes EE
- 35:29que dizem que não, não se sentem nessa obrigação.
- 35:33Como é que que você percebe? É, é o que até é Erica
- 35:36malunguinho, que eu amo, e sim no lamento muito que ela não
- 35:39esteja mais no campo político. Ela fala muito bem, não é
- 35:43aceitável, mas existe. Então aí, né, tá aí no nosso
- 35:46filme, está em nosso campo político.
- 35:48A gente teve recentemente uma votação no Congresso em que
- 35:50mulheres votaram contra a questão da EC paridade salarial,
- 35:54ou seja, é é um fenômeno de fato, é sobre esse lugar de
- 36:00corpos dissidentes. Servindo ou atendendo a
- 36:04interesses da direita, ou seja, desses homens, brancos e gêneros
- 36:08é transexuais que não querem é abrir mão dos seus privilégios,
- 36:13ou seja, a mulheres de direita, mulheres votando contra elas
- 36:17mesmas a homens e mulheres negras, votando contra elas
- 36:21mesmas a homens e mulheres. Já tive ter que ir a pé, mais
- 36:24agindo contra eles mesmo. Isso é triste, tá indo a campo
- 36:27político brasileiro, é é onde, realmente a distopia como a
- 36:32Érica. Paula s se apresenta de forma
- 36:34mais Ferrante. São da loja, porque é
- 36:37inadmissível que uma pessoa como o Fernando Holiday, um homem
- 36:40preto, gay, periférico, é seja meritocrático, ou seja, uma
- 36:45pessoa contra as cotas afirmativas, né?
- 36:48Cota de é se a gente for pegar a lente, cota é das universidades
- 36:52que promoveram uma revolução na educação, não sola na ocupação.
- 36:56Daí você se passa, né? Das universidades, ou seja,
- 36:59quebrando uma lógica do racismo estrutural, né?
- 37:02Levando milhões de de pessoas negras, que que que seriam,
- 37:07seriam foram os primeiros. Negros e com as famílias a
- 37:11ingressarem em uma universidade. Ou seja, uma lei revolucionária
- 37:16que quando se promulga, não só muda a questão da ocupação da
- 37:20representatividade nas salas de aula, como muda aí reeduca o
- 37:23próprio pensamento, a própria educação, ou seja, cotas
- 37:27afirmativas, políticas afirmativas são muito
- 37:30importantes e necessárias no Brasil ainda tão desigual em
- 37:34questões de gênero, classe e raça.
- 37:36É orientação sexual, ou seja, é é preciso que elas sejam, é
- 37:41levadas a Sério. E defendida que o pecam, acho
- 37:44que estão, que que deveriam ser é agraciada e contempladas com
- 37:49essas políticas que vão dar outras possibilidades de futuro.
- 37:53Essas pessoas, sejam elas mulheres, negros, indígenas,
- 37:56LGBT, que até mais ou é pessoas com deficiência.
- 37:59Então é preciso, é, é. É um descolamento sobre o seu
- 38:04Lastro, né? O seu próprio corpo sobre seu
- 38:07Lastro histórico. É muito triste você ouvir uma
- 38:11pessoa LGBT QAP mais dizer que ela não precisa de um
- 38:14representante LGBT QAP mais, ou seja, um desentendimento.
- 38:18Sobre muito do estados que compõem a sua própria população.
- 38:21É muito estranho, para não dizer outra coisa que uma pessoa é
- 38:25como o Clodovil. Chega ao Congresso EEE ser
- 38:29contra direito à população. A gvt, que AP mágico.
- 38:33Havia uma pessoa que era contra o casamento, que era contra a
- 38:35parada do orgulho. Ou seja, uma pessoa que não
- 38:37entende o seu próprio lugar, o seu próprio corpo.
- 38:41Eu acho que esse filme também tem um lugar muito importante de
- 38:43um despertar político para o seu próprio corpo.
- 38:46O entendimento de que é preciso que não só LGBT, que AP mais
- 38:51feijão mais. De melhores representados como
- 38:54mulheres, negros, indígenas e pessoas com deficiência.
- 38:57A gente não tem como entender que uma pessoa preta s occupe,
- 39:02né? A fundação Palmares e passa EE
- 39:05atenda ao interesse de uma de uma sociedade ainda muito
- 39:09escravocrata é sendo contra pessoas, personalidades, que,
- 39:14importantíssimas para a história do movimento negro, ou seja,
- 39:17essa de humanização que ocupou AA previdência, né?
- 39:22EE se ramifica em vários. É ministérios e secretarias,
- 39:27fundações, ou seja, paredes públicos muito importantes.
- 39:31A gente precisa que essa desumanização de fato, esse se
- 39:35reconfigure, né? Eu acho que é isso que a gente
- 39:37espera do do, do governo atual, que a humanidade é.
- 39:41Volte a ocupar. Quando você tem um ministro dos
- 39:43direitos humanos como o Silvio, que chega no seu discurso de
- 39:47Posse, ele fala, ouve edades, né?
- 39:50E ele começa a discurso falando, porque eu vou criar aqui?
- 39:52É muito óbvio, mas eu vou ressaltar porque é importante
- 39:56depois das 4 anos, que a gente lembre.
- 39:58Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem, são
- 40:03valiosos para nós, mulheres do Brasil, vocês existem e são
- 40:08valiosas para nós, homens e mulheres, pretos e pretas do
- 40:12Brasil, vocês existem e são pessoas valiosas para nós povos
- 40:17indígenas deste país. Vocês existem e são valiosos
- 40:23para nós. Pessoas lésbicas, gays,
- 40:26bissexuais, transexuais, travestis, intersexuais e não
- 40:30binárias. valiosas para nós, pessoas com
- 40:45deficiência, pessoas idosas, anistia, 12 filhos de
- 40:50anistiados, vítimas de violência, vítimas da fome e da
- 40:54falta de moradia, pessoas que sofrem com falta de acesso à
- 40:57saúde, companheiras, empregadas domésticas, todos e todas que
- 41:01sofrem com a falta de transporte.
- 41:03Todos e todas que têm seus direitos violados.
- 41:06Vocês existem país que ponha a vida e a dignidade em primeiro
- 41:17lugar, que é o é o mínimo que se espera da política.
- 41:21Tinha um chefe de estado, tinha um político brasileiro que ele
- 41:24olhe para a diversidade Brasileira.
- 41:27Como Ela É a diversidade Brasileira não é uma unidade,
- 41:31não é um homem branco. Se gênero, heterossexual, rico,
- 41:34então é preciso que a gente de fato cobre EE se comprometa com
- 41:39questões que vão além, inclusive do nosso próprio corpo.
- 41:42Quando a gente tá falando de um político LGBT que é até mais, é
- 41:44claro que eu estou falando de life tropicar.
- 41:47Falando sobre o fato de o que LGBT, que até mais claro que não
- 41:51eu, estou atento a questão da saúde pública, da educação
- 41:54pública, do transporte público, que a gente, tudo que compõem,
- 41:58qualquer corpo que existe no mundo, ou seja.
- 42:01É, é isso. Eu acho que a gente precisa de
- 42:06fato, é se entender. Enquanto o Brasil não é
- 42:09diversidade Brasileira, para que a gente de fato possa ter uma
- 42:12política que que corresponda e que promova, né?
- 42:16A justiça e os direitos que deveriam ser a todos e não há um
- 42:21conceito ao mínimo da população que não compõem AAO Brasil,
- 42:25influência acho que é isso. Se tiver alguma coisa que você
- 42:28queira dizer para fechar, completar até até fazer um
- 42:32convite para as pessoas. Irem ao cinema lá, quando a
- 42:36gente fala de cor política, né? Que documentário, que estreou
- 42:38dia 8 de junho no cinema. A gente tá falando de um filme
- 42:40nacional, um filme nacional, documental, um filme,
- 42:44documentário político, filme, documentário, político LGBT, QAP
- 42:48mais. Então a gente tem aí muitas
- 42:49camadas que dificultam nossa entrada, que é uma ocupação mais
- 42:54digna e justa. Aí, né?
- 42:56Eu acho que depois da pandemia, pensando primeiro do ponto de
- 42:58vista cultural, a gente tem uma questão do cinema muito é
- 43:03importante e urgente, de que de de que é o passam dessas salas
- 43:07de cinema. Para casos, cinema que eu tenho
- 43:10não é prestigiando muito desde que a gente pode cair de numa
- 43:13cascatas, elas estão ainda muito vazias mesmo.
- 43:17Filmes, blockbusters não estão chegando a 1000000.
- 43:19Ou seja, é preciso que a gente caia um pouco descarga quando a
- 43:23gente tá falando de apoio à política Brasileira, a gente tá
- 43:25falando de ocupar, de apoiar, de estar nos espacos culturais,
- 43:30porque a cultura sobrevive de de público e audiência.
- 43:34Claro que a gente tá spo bicos que voltam agora, né?
- 43:38Para que a gente consiga produzir.
- 43:40Ele quer um de Extrema importância, né?
- 43:42E editais públicos que valorizem a diversidade Brasileira são de
- 43:46Extrema importância. Ter a cultura de volta ao
- 43:49Ministério é fundamental, mas a gente encontra o público, né?
- 43:53Enquanto a gente social da né da das nossas próprias mudanças, a
- 43:58gente precisa ocupar isso. É uma cobrança que eu faço,
- 44:00inclusive a nossa classe artística, que ocupa os teatros
- 44:03que ocupa, os cinemas, que ocupa, os museus que ocupe, acho
- 44:06bibliotecas que comprem livros, porque depois não adianta, é é o
- 44:10clássico que você vê depois. Povo fazendo post no Instagram
- 44:14emocionado e falou a ela, acredito que meu cinema de rua
- 44:17vai fechar sim. Quando foi a última vez que você
- 44:19foi nele? Ai não acredito que a livraria
- 44:22da minha esquina vai fechar e quando foi a última vez que você
- 44:24entrou ali, folheou um livro e levou um livro para casa.
- 44:27Eu veja, é, é preciso que a gente se desperte também
- 44:31politicamente para a questão política, da cultura que a
- 44:33política cultural depende de público, da cultura, depende de
- 44:37público. Ou seja, a cultura é o poder,
- 44:40tem um poder transformador muito forte.
- 44:41Em quantos é que eu, crítico, tanto que, por isso, que é a
- 44:44primeira a ser atacada quando você tem um governo reacionário
- 44:47no poder? É o agente tais públicos que
- 44:50fecham. São 7 culturais que param de
- 44:52receber apoio, cultura e educação imediatamente.
- 44:55São esses 2 Campos de forte apelo de sempre.
- 44:58O crítico de desenvolvimento de por ação enquanto ferem humanos
- 45:03que são atacados e que são que tem as verbas contingenciadas.
- 45:07Que eu seja. É então pensar, né?
- 45:11Que ter filme enquanto um despertar também político
- 45:15cultural é importante, mas fundamentalmente para o nosso
- 45:18despertar político, para nossa quanto a humanidade, né?
- 45:22Eu acho que quando a gente tá falando de política e
- 45:23humanidade, são coisas que deveriam caminhar juntas.
- 45:27Sabe, é. Eu acho que quem não tem pouca
- 45:29gente permitir que a gente tenha pessoas tão de que humanas,
- 45:33pessoas tão cruéis, ocupando espaço, um espaço digno, a gente
- 45:37precisa urgentemente dignificar a política.
- 45:40A política merece população Brasileira merece isso.
- 45:44Ou seja, é importante que a gente fique muito atento aos
- 45:48vereadores, deputados e senadores em quem votamos,
- 45:51porque é muito comum, ainda dentro do pensamento da cultura
- 45:54Brasileira, a gente crescer em quem votou na semana seguinte.
- 45:57Ou seja, a gente nem sabe quem que a gente deve cobrar o nosso
- 46:00voto, que a gente sabe quem a gente botou.
- 46:02Ou seja, essa o debate público sobre a democracia, sobre o
- 46:06voto, sobre a política, ele precisa, de fato ocupar as mesas
- 46:09de jantar, as filas de banco de uma forma com que a gente traga
- 46:13é dignidade e faca para a política.
- 46:16Que a gente entenda a política, a importância de se entender a
- 46:20política, a importância de se discutir política.
- 46:23Então eu faço um convite aqui, é para que todos assistam o filme.
- 46:27A gente ainda não tem previsão de chegar à plataforma de
- 46:29streaming porque já de novo a gente é um documentário, um
- 46:33documentário político LGBT que AP mais, ou seja, que tenha uma
- 46:36certa restrição em uma resistência.
- 46:38Por parte da das plataformas, porque.
- 46:42É que isso é um risco de sofrerem, é re pregar a
- 46:45retaliações de audiência, ou seja, é inadmissível que a gente
- 46:49está vendo no Brasil. A gente vai ter um longo tempo
- 46:51aí. Reeducação, né?
- 46:54Enquanto sociedade, enquanto seres políticos, mas eu acho que
- 46:57o filme ele vem nesse lugar de trazer humanidade, respeito não
- 47:01só a política, mas a nossa população LGBT QAP mais, então é
- 47:04um convite que eu faço. Eu acho que o político é uma
- 47:07convocação, né? A Camila Pitanga usou essa
- 47:09palavra, eu tenho repetido muito.
- 47:12Com política é, de fato, uma convocação.
- 47:14A política AA humanização, a humanidade a nós enquanto
- 47:19cidadãos que devemos respeitar e amar uns aos outros, que é o que
- 47:23diz a palavra de Deus e tal. O que são essas pessoas que
- 47:26seguem as palavras de Deus e deturpam as próprias palavras?
- 47:30É dirigindo discursos, ódio, ou seja, de fato a gente tem que
- 47:34ter uma reeducação aqui no Brasil.
- 47:35Eu acho que todo o movimento, o movimento negro, movimento
- 47:38feminista, movimento LGBT, quem é mais movimento tem de de na o
- 47:42movimento das pessoas com depende que eles são
- 47:44reeducadores a nós. Sociedade enquanto a educação
- 47:48então é eu convoco todo mundo que está escutando a gente aqui
- 47:51agora, assistir cor, política e assim despertar com beleta,
- 47:56afeto, acolhimento e amor na política.
- 47:59E aí que a gente precisa lutar, é isso que a gente precisa
- 48:01defender. Pedro, adorei.
- 48:03Adorei te conhecer, é já esperava que ia ser uma grande
- 48:07entrevista, mas gostei demais demais, tá?
- 48:10Parabéns pelo filme, é muito emocionante e espero que a gente
- 48:15consiga somar forças aqui de alguma forma.
- 48:18Para a vamos, vamos, mãe, que chega é muito mais pessoas, né?
- 48:21Não só esse filme, mas eu sei que o seu trabalho todo como
- 48:25arte, vista que que tem todo esse esse papel tá bom,
- 48:29precisamos nos levantar. Precisamos nos organizar.
- 48:34Cadê a coragem? A ousadia pela vida.
- 48:38Não aceitaremos ser morta. Escrachadas, expostas com has a
- 48:42da rua. Praça pública, como se não
- 48:43fôssemos mais ninguém do ponto de vista dos direitos, a gente
- 48:47tem uma cidadania ainda muito precárias.
- 48:49Nós estamos lutando por direitos civis, ainda por construção de
- 48:53cidadania básica. Essa questão de um de um regime
- 48:58autoritário, de uma política de retirada de direitos da um hã
- 49:01Palhano na gente a gente precisa dar uma resposta.
- 49:04Você falou que iria tirar uma pessoa no tapa de um banheiro.
- 49:08Eu costumo dizer que o nosso corpo, ele não é julgado, ele já
- 49:10é culpado. A minha mãe se permitiu que o
- 49:15amor dela fosse maior do que o preconceito, porque se ele
- 49:18servisse a Deus, eles iriam saber que Deus é amor, isso é
- 49:21amor, o amor move tudo, né? Eu penso que a gente precisa de
- 49:26gente que seja, de fato o povo e não fale que represente ele sem
- 49:30ser ele. AA nossa presença nesse país é
- 49:34extremamente necessária neste momento.
- 49:36O problema? Na época, ele é cristão.
- 49:37Nem é pastor. O problema é porque ele é um
- 49:39homem homofóbico, racista. Se o parlamento.
- 49:44Tivesse a pureza da alma, que vossa excelência tem, o Brasil
- 49:46estaria muito melhor. Eu não fiz de uma das minhas
- 49:50características uma Bandeira política.
- 49:53Eu não acho que eu tenho que ser representado por um LGBT.
- 49:56Esse corpo, demarcado para a morte, pro cárcere, para não
- 50:01humanização. Aparecer na televisão da família
- 50:05tradicional Brasileira dizendo eu tenho um projeto de nação e
- 50:09nós temos, a gente pode ocupar os espaços, mas quando a gente
- 50:12ocupa os espaços para além do que eles aceitam.
- 50:15A gente vira uma ameaça. É falar sobre 11 política hoje
- 50:20que é capaz de assassinar como modo de fazer política.
- 50:26Um corpo quando nasce preto, mulher LGBT, ele nasce político,
- 50:32somos nossas construtoras desse desse novo amanhã diferente.
- 50:37História tem que ser escrita em primeira pessoa.
- 50:40A palavra mais importante da política.
- 50:44A gente está construindo o futuro hoje para que um dia,
- 50:47talvez o Brasil tenha uma pessoa abertamente LGBT como presidente
- 50:51da República. Essas regras.