Latest / InovaTec Update / Pesquisadores de Princeton criam semicondutor que pode ser reprogramado com luz
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Eletrônica. Pesquisadores de Princeton criam semicondutor que pode ser reprogramado com luz. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 1º de outubro de 2026. Pense no chip do seu computador ou do micro-ondas. Depois que sai da fábrica, ele faz sempre a mesma coisa, do mesmo jeito. Agora imagine um chip que pode mudar de comportamento depois de pronto e que recebe as novas ordens por meio da luz. Esse é o horizonte de uma pesquisa da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Uma equipe que inclui os pesquisadores Saien Xie e Jaehoon Ji criou um semicondutor que altera suas propriedades elétricas quando é iluminado. E ele faz isso repetidas vezes. O trabalho saiu na revista científica Science Advances. Para entender a novidade, vale lembrar como são os semicondutores de hoje. Eles são usados para fabricar os transistores, as minúsculas chaves que controlam a corrente elétrica dentro dos aparelhos eletrônicos. Esses materiais respondem a sinais elétricos. E o jeito como conduzem eletricidade fica definido na fabricação, sem chance de mudança. Os pesquisadores se inspiraram nos seres vivos, que percebem o ambiente e reagem a ele o tempo todo. A ideia era ter um material que também respondesse a estímulos de fora, em vez de ficar travado para sempre. A receita junta dois ingredientes. O primeiro é o dissulfeto de tungstênio, um semicondutor chamado de bidimensional, porque é finíssimo, com espessura de escala atômica. O segundo é uma molécula sensível à luz, o azobenzeno. Essas moléculas mudam de forma conforme a cor da luz que recebem. E, ao mudar, alteram o comportamento eletrônico do semicondutor. Com isso, o material pode ser programado com luz, depois apagado e programado de novo. Dá para ajustar tanto a forma como ele conduz eletricidade quanto a maneira como ele responde à própria luz. Tem um detalhe importante. O material não funciona só como um interruptor de liga e desliga. Segundo Jaehoon Ji, em vez de pular direto do zero para o um, é possível ajustar a resposta aos poucos e depois reverter o processo. Isso aponta para um caminho diferente na eletrônica. Em vez de apenas encolher os componentes, a aposta é criar materiais novos e adaptáveis. Entre os usos possíveis, a equipe cita processadores mais versáteis, sensores, dispositivos que combinam luz e eletrônica e computação mais econômica em energia. O trabalho ainda está no começo. A equipe já produziu uma peça uniforme do material com cerca de dois centímetros quadrados e meio. Com ela, montou conjuntos de interruptores programáveis. Agora, o objetivo é ligar esses transistores para formar um circuito lógico, peça básica de qualquer aparelho eletrônico mais complexo. Saien Xie resume a ambição do grupo. A meta de longo prazo é ter eletrônicos cuja função não fique fixa na fábrica, mas possa ser reconfigurada depois. Para ele, este trabalho é um passo importante nessa direção. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.