Latest / Na Mesa com Well / A Quarta Dimensão- David Yonggi Cho | Livros Que Não Indico!
Transcript
- 0:00Seja muito bem-vindo a mais um episódio do na mesa com o Wells.
- 0:03Hoje nós estamos trazendo mais um título indispensável para
- 0:07nossa série, livros que não indico quão subtítulo quando uma
- 0:11boa leitura não significa boa teologia.
- 0:14Hoje vamos abrir os livros para analisar uma obra que moldou
- 0:18profundamente o pensamento pentecostal e neopentecostal
- 0:21sobre fé e oração em escala global.
- 0:24A quarta dimensão de David jongcho.
- 0:27Antes de mais nada, vale o lembrete da nossa regra de ouro.
- 0:31Aqui nós criticamos o que o autor escreveu, não o que
- 0:34imaginamos que ele acredita. Sem ataques pessoais, sem culpa
- 0:38por associação, sem frases fora do contexto e sem chamar
- 0:42divergência secundária de heresia.
- 0:44Nós avaliamos a tese publicada sem relativizar erros teológicos
- 0:49graves, apenas porque a obra gerou resultados práticos de
- 0:52crescimento eclesiástico ou aborda temas caros a fé.
- 0:56Nossa pergunta central para a mesa de hoje é direta, isso
- 0:59permanece de pé diante das escrituras?
- 1:02Vamos ao método? Exatamente.
- 1:05E o nosso método, para quem já acompanha as nossas análises,
- 1:08sabe que é dissecar as Fontes com rigor.
- 1:11Absoluto, né? A gente não está aqui para
- 1:13achismos? Com certeza a gente vai direto
- 1:16no texto. É, nós vamos extrair o que o
- 1:18autor realmente ensina nas páginas, tentar entender AAA
- 1:23mecânica por trás do pensamento dele.
- 1:25E só depois confrontar tudo isso com a teologia histórica e a
- 1:29exegese bíblica. Que é uma imersão para entender
- 1:32como essas engrenagens funcionam por dentro e a primeira
- 1:35engrenagem que a gente precisa analisar.
- 1:37É a fundação de tudo, porque o título, a quarta dimensão, não é
- 1:41uma metáfora bonitinha, sabe? Não, de jeito nenhum, elevado ao
- 1:45pé da letra. Pois é, ele constrói uma
- 1:47cosmologia bem peculiar, uma forma literal de enxergar o
- 1:51universo físico e espiritual. E, pelo que eu vi nas Fontes,
- 1:54ele usa geometria para explicar a fé.
- 1:56É isso mesmo. É bem isso, ele parte de uma
- 1:59progressão geométrica básica para tipo justificar a realidade
- 2:04espiritual. É a lógica dele, começa na
- 2:07primeira dimensão, que seria uma linha reta.
- 2:10Uhum de um ponto a para o ponto b.
- 2:12Exato, aí se você pega várias dessas linhas e coloca lado a
- 2:17lado, você tem uma superfície plana, que é a segunda dimensão,
- 2:21como se fosse uma folha de papel.
- 2:22Até aí é a aula de matemática que a gente teve no colégio, sem
- 2:26muito mistério. Pois é, aí, ao empilhar esses
- 2:29planos, surge a profundidade formando a terceira dimensão,
- 2:33tipo 1^(3). E ele define essa terceira
- 2:36dimensão como o mundo material, que é onde a gente vive.
- 2:39Tá, mas aí que o livro dá um Salto interpretativo gigante,
- 2:42né? Um Salto imenso, porque ele
- 2:44afirma categoricamente que existe uma quarta dimensão, que
- 2:48seria o mundo espiritual, e a regra de ouro, que sustenta a
- 2:52tese inteira, é a seguinte, a dimensão superior sempre
- 2:56controla. A inferior e.
- 3:00Por consequência lógica na cabeça dele.
- 3:03A quarta dimensão, que é o espírito, controla de forma
- 3:06absoluta a terceira dimensão, que é a matéria caranda.
- 3:10E o espírito humano, pelo que ele escreve, pertence a essa
- 3:13quarta dimensão, o que significa que AA mente, através dessa
- 3:18conexão espiritual, tem o poder de ditar, alterar.
- 3:23E fábrica realidade física. Isso e ele batiza esse processo
- 3:26de incubação. Não é simplesmente ter um
- 3:29pensamento positivo ou ser otimista, sabe?
- 3:32É parece quase uma mecânica industrial da fé.
- 3:35Perfeito é descrito de forma bem metódica.
- 3:38A incubação, segundo livro, exige que a pessoa use visões,
- 3:42sonhos e uma imaginação que precisa ser extremamente gráfica
- 3:46e detalhada. Tipo, visualizar cada milímetro
- 3:49do que você quer. Isso ele ensina.
- 3:53Que a mente humana precisa literalmente chocar uma nova
- 3:56realidade material. Ele faz até um paralelo direto
- 3:59com o relato de Gênesis, onde o espírito de Deus pairava ou
- 4:03incubava sobre as águas antes da criação.
- 4:06Nossa, então, na tese dele, a imaginação humana faz a exata
- 4:11mesma coisa com o mundo físico. Hoje a mente funcionaria quase
- 4:15como uma impressora 3D espiritual, né?
- 4:17Hum é uma ótima analogia. E para ilustrar isso, tem uma
- 4:23história no livro que eu fiquei chocada quando li, porque é
- 4:26assustadora e, confesso, um pouco cômica, Ah.
- 4:29A história dos móveis, né? Essa mesma logo no início do
- 4:33Ministério dele, vivendo numa pobreza Extrema, ele conta que
- 4:37orou pedindo coisas super básicas para Deus, uma mesa, uma
- 4:40cadeira e uma bicicleta. E os meses passaram e
- 4:43absolutamente nada aconteceu. Nada e ele relata que ficou
- 4:48frustrado. Chegou a cobrar a Deus e aí ele
- 4:52diz que ouviu uma resposta divana, dando uma bronca nele
- 4:55por fazer orações vagas. É a justificativa que lhe dá
- 4:59para falta de resposta. É que existem milhares de tipos
- 5:03de mesas e dezenas de marcas de bicicletas no mundo.
- 5:06Sim. Então, como o pedido não tinha
- 5:08especificidade, o envio Divino simplesmente não pôde ser
- 5:12processado. Espera, ele literalmente teve
- 5:15que refazer oração. Como se fosse um pedido num
- 5:18aplicativo de delivery que dá erro porque faltou escolher o
- 5:21refrigerante. Basicamente isso.
- 5:23Chega a ser irônico, porque exigir coisas tão exatas soa
- 5:26muito mais como uma lista de compras de um escritório.
- 5:29Do que tipo o ato de orar? Ele não pediu só uma mesa, ele
- 5:33exigiu uma mesa de mógono feita nas Filipinas.
- 5:36E a cadeira não podia ser qualquer uma de madeira.
- 5:38Não tinha que ser uma cadeira de aço da marca Mitsubishi e com
- 5:43rodinhas. E a bicicleta precisava ser uma
- 5:46bicicleta Americana super resistente, com marchas.
- 5:50A lógica dele com isso era blindar o pedido contra qualquer
- 5:54margem de erro, e o jeito que ele agiu depois de fazer essa
- 5:58encomenda maluca é o que consolida a tal lei da
- 6:01incubação. Ah, sim, quando os jovens da
- 6:03igreja perguntaram dos móveis, né?
- 6:06Isso ele apontou para a própria barriga e falou para todo mundo
- 6:09que estava abre aspas, grávido de uma bicicleta Americana.
- 6:13De uma cadeira Mitsubishi e de uma mesa de mogno, o.
- 6:16Que, obviamente, fez a congregação cair na gargalhada,
- 6:20ele virou piada, mas o ponto que ele frisa no livro é que, meses
- 6:24depois, os 3 itens chegaram exatamente com aquelas
- 6:28especificações malucas. E, para ele, isso foi a prova
- 6:32cabal que validou a lei da incubação.
- 6:34E ele pega essa mecânica de delivery cósmico e aplica em
- 6:39tudo, relacionamentos, finanças. Saúde, tem aquele outro relato
- 6:45bizarro sobre a mulher solteira que orava por um marido há 10
- 6:49anos, sem sucesso. O conselho que lhe dá para essa
- 6:52mulher é o resumo do pragmatismo extremo desse livro.
- 6:56Ele decreta que orar dizendo senhor me deu o marido, seja
- 7:00feita a tua vontade, foi o motivo exato do fracasso.
- 7:03Dela, a oração submissa virou inútil na visão dele.
- 7:07Totalmente inútil, ele entrega papel e caneta para mulher.
- 7:11E manda ela escrever 10 características inegociáveis
- 7:15para o futuro marido. Sim, coisas bem específicas,
- 7:18tipo ser caucasiano, magro, alto, professor de música, mas o
- 7:22mais louco não é a lista, é o que ele manda fazer depois.
- 7:26Que é colar no espelho? Exato.
- 7:28Colar no espelho e ler em voz alta todo dia e fechar os olhos
- 7:32para visualizar. O livro fala que se ela não
- 7:35conseguisse ver o rosto do homem com uma clareza Cristalina na
- 7:38imaginação. Deus jamais responderia.
- 7:41Imagina o peso disso? É uma pressão psicológica
- 7:43terrível acordar todo dia e ter que alucinar o rosto de um
- 7:47desconhecido no espelho do banheiro, só para garantir que
- 7:50Deus vai receber o fax. E, claro, a narrativa conclui
- 7:53dizendo que, um ano depois, um professor de música idêntico a
- 7:57imaginação dela apareceu e eles casaram.
- 8:00Pois é, mas o que a gente precisa focar aqui não são os
- 8:04relatos de sucesso. O grande problema teológico é
- 8:08como ele tenta aí. Ancorar essa técnica Moderna de
- 8:11visualização dentro das escrituras.
- 8:14Isso é fascinante e trágico ao mesmo tempo, porque ele pega
- 8:18narrativas que a gente conhece de cor e aplica um filtro quase
- 8:21esotérico, como ele faz com Abraão e Sara, por exemplo, a.
- 8:25Releitura que ele faz de Gênesis 15 é o coração da tese, quando
- 8:30Deus manda Abraão sair da tenda e contar as estrelas.
- 8:34Que a teologia sempre entendeu como uma ilustração pedagógica,
- 8:37né? Uma garantia visual.
- 8:40Sim, a prova de que a descendência seria inumerável,
- 8:43mas o chu argumenta que Deus precisou usar a tal linguagem da
- 8:474 dimensão porque, biologicamente, Abraão e Sara já
- 8:51estavam mortos para gerar filhos.
- 8:53E aí ele inventa que o Abraão contou as estrelas até ficar
- 8:56tonto. Praticamente o livro sugere que
- 8:59ele contou até os olhos ficarem embaçados.
- 9:02E de tanta exaustão, começou a enxergar os rostos dos futuros
- 9:06filhos brilhando nas estrelas. Gente, ele pega uma metáfora
- 9:09linda sobre quantidade, transforma numa sessão de
- 9:12visualização induzida. A fonte até disse que essas
- 9:16imagens invadiram o subconsciente do Abraão e
- 9:18exercer um domínio sobre o corpo.
- 9:20Dele, a tese dele é que a imaginação reprogramou a
- 9:23biologia de um casal de idosos. É um absurdo.
- 9:26E ele faz a exata mesma manobra com um episódio de Jacó e as
- 9:30ovelhas de labão. No capítulo 30 de Gênesis.
- 9:33Há o lance das varas listradas que a gente até precisa dar o
- 9:37contexto, porque quem lê hoje acha aquilo muito estranho, né?
- 9:41Sim, no antigo Oriente próximo existia uma crença popular, uma
- 9:45superstição chamada impressão materna.
- 9:48Eles achavam que o que a fêmea estivesse olhando na hora de
- 9:51cruzar. Mudava a genética do filhote.
- 9:54Então, Jacó estava agindo com base numa superstição da idade
- 9:58do bronze. Exato.
- 9:59E a teologia histórica entende que Deus, na sua graça e
- 10:02soberania, abençoou Jacó e multiplicou as ovelhas, apesar
- 10:08da superstição. Não por causa dela.
- 10:10Mas no livro a quarta dimensão, o autor lê isso e acha que é uma
- 10:15lei científica, espiritual. Ele diz que Jacó olhou para as
- 10:19varas incubou a ideia de ovelhas malhadas na mente, e essa visão
- 10:24invadiu o subconsciente dos animais.
- 10:27O espírito humano apertando botões genéticos no rebanho,
- 10:31tipo a fé, deixa de ser uma confiança num Deus pessoal e
- 10:35vira uma mecânica de operar o invisível.
- 10:38Mas se a mente funciona como essa máquina de ditar a
- 10:42realidade, onde fica a soberania de Deus no meio disso?
- 10:45Aí que está, esse é o ponto de rutura.
- 10:47Isso entra numa colisão frontal com o jeito que a igreja orou
- 10:50nos últimos 2000 anos. Porque, historicamente, a oração
- 10:54sempre foi um ato de entrega, né?
- 10:56Submissão à vontade de um Deus que é sábio?
- 10:58Sim, desde os pais da igreja, como Agostinho, o modelo
- 11:02perfeito sempre foi o de Jesus no jet Simone, passe de mim este
- 11:05cale se, mas não seja como eu quero.
- 11:07ESIM, como tu queres. A oração de joelhos serve para
- 11:10conformar o nosso coração a Deus.
- 11:12Mas a quarta dimensão inverte a seta, a oração vira um catálogo
- 11:15de exigências, o crente dita as regras e o céu só obedece.
- 11:20E a prova de que isso transforma a fé num sistema mecânico é o
- 11:23que o próprio autor admite sobre outras religiões.
- 11:26Quando eu estava lendo para pauta, eu fiquei chocada com
- 11:29essa parte. É o trecho mais crítico do livro
- 11:32de longe. Ele diz abertamente que
- 11:34praticantes de outras filosofias.
- 11:37Conseguem fazer Milagres usando exatamente a mesma técnica.
- 11:41Ele reconhece isso de forma muito transparente.
- 11:44Ele fala de monges budistas curando o câncer de praticantes
- 11:47de yoga ou da socagakai operando verdadeiros Milagres, curando
- 11:52úlceras, alterando o mundo físico.
- 11:54E ao invés de questionar a origem disso, ele valida?
- 11:57Ele valida. Ele diz que todo ser humano tem
- 12:00esse poder da quarta dimensão dentro de si.
- 12:02Ele está basicamente falando que a fé é como a lei da gravidade,
- 12:06perfeito se você. Cula do prédio você cai?
- 12:08Seja cristão, ateu ou budista, na visão dele, se você
- 12:12visualizar e der palavras de ordem à realidade, é criada.
- 12:15A única diferença que o livro faz é a tomada, onde a pessoa
- 12:19liga essa máquina, o cristão usa a energia do Espírito Santo,
- 12:23enquanto os místicos usam forças malignas ou a mente, mas o motor
- 12:27é o mesmo. E as implicações teológicas
- 12:30disso são perturbadoras. São destrutivas para sã
- 12:34doutrina. Porque o erro estrutural aí é o
- 12:37deslocamento da soberania divina.
- 12:40Totalmente. O livro tem frases onde ele
- 12:42declara coisas como, Deus jamais produzirá algumas de suas
- 12:46grandes obras, senão por meio da fé que deu a nós.
- 12:49E tem aquela pior que Jesus estaria limitado pelos lábios e
- 12:53pelas palavras dos crentes. Sim, o controle do universo é
- 12:56tirado de Deus e colocado na imaginação humana.
- 13:00O ser humano não é mais o Barro nas mãos do olheiro, ele vira um
- 13:03motor que decide até onde Deus pode agir.
- 13:05É a criatura engaiolando o criador numa técnica mental.
- 13:10Isso é muito grave, mas sendo intelectualmente honesta com o
- 13:15nosso método, a gente não pode ignorar que essa obra explodiu
- 13:19no mundo todo. Foi um fenômeno.
- 13:21Sabendo desses desvios tão severos, a gente tem que
- 13:24perguntar, por que essa mensagem teve tanta aderência?
- 13:27E o que a igreja hoje pode resgatar de bom depois de
- 13:30desconstruir o erro? Para entender o apelo, a gente
- 13:33precisa olhar desesperadamente para o contexto.
- 13:36O livro não nasceu no escritório chique em Nova Iorque.
- 13:38Verdade. Ele surge na Coreia do Sul logo
- 13:41após a Guerra da Coreia, na década de 50.
- 13:44O cenário era de devastação absoluta, escombros, fome
- 13:48endêmica, órfãos nas ruas. E uma epidemia brutal de
- 13:52tuberculose. E o próprio teve tuberculose
- 13:55antes de se converter, não teve. Foi desenganado pelos médicos,
- 13:58cuspindo sangue todo dia. Nossa, isso muda muita coisa.
- 14:02Na perspetiva, ele não estava pregando para gente rica,
- 14:05querendo trocar de carro no subúrbio.
- 14:07Ele estava falando para sobreviventes de guerra
- 14:09traumatizados? Exato.
- 14:11Aquela galera se sentia impotente e a mensagem
- 14:14tradicional da época só oferecia aceitação passiva da dor.
- 14:18Quando chock ensina que eles podiam alterar a realidade, ele
- 14:21devolveu a agência para quem não tinha controle de nada.
- 14:24O apelo psicológico de ter as rédeas da própria vida no meio
- 14:28do caos é gigantesco. E entender o contexto explica o
- 14:31erro humano. Mas, claro, não justifica a
- 14:34teologia errada. Exato.
- 14:35Só que, no meio disso tudo, o livro acaba encostando em coisas
- 14:38que a gente esquece. Por exemplo, a crítica às
- 14:41orações vazias. Ele dá bronca no crente que ora
- 14:43no modo automático. Combater a parte espiritual.
- 14:48Porque a objetividade na oração tem base bíblica.
- 14:52Total o novo testamento ensina a ter propósito.
- 14:55Pense em Jesus e o cego bartimeu e Jericó bartimeu gritava por
- 14:59misericórdia. O óbvio era que ele queria
- 15:02enxergar, mas Jesus para tudo e pergunta, o que queres que eu te
- 15:06faça? Jesus queria especificidade,
- 15:09havia uma demanda por clareza ali.
- 15:12A igreja precisa aprender a orar, fugindo de clichês
- 15:14religiosos. E também a ter intrepidez na fé.
- 15:18O livro desafia a deixar a inércia para trás e buscar a
- 15:21transformação nas promessas divinas.
- 15:24E tem também o foco intenso na renovação da mente.
- 15:26Ele bate muito nessa tecla, não é?
- 15:28Sim, o cuidado com a saúde mental e espiritual é o ponto
- 15:32mais pastoral da obra, mesmo que ele escorregue nas aplicações.
- 15:36Como naquela história da mulher com artrite.
- 15:38É um relato duro. Ele disse que recusou orar pela
- 15:41cura dela até que ela perdoasse o ex marido, afirmando que o
- 15:45ódio era a raiz da doença que. Exige um aviso enorme piscando
- 15:50em vermelho aqui, porque ligar doença crônica com falta de
- 15:54perdão é super perigoso e teologicamente falho.
- 15:58Com certeza. A bíblia mostra no livro de Jó
- 16:01ou no cego de nascença, que o sofrimento é um mistério.
- 16:05A gente não pode transformar a dor do outro numa culpa por
- 16:09pecado. Oculto nós repudiamos essa
- 16:11relação direta de causa e efeito para as doenças, mas o princípio
- 16:14por trás de que o ressentimento e a amargura engolida a seco
- 16:19apodrecem a pessoa por dentro, isso é verdade.
- 16:22É o ódio arruí na saúde emocional e trava, como não com
- 16:25Deus. É bíblico purificar a mente das
- 16:28toxinas, como Paulo ensina. É um conselho histórico.
- 16:31Então pra gente amarrar tudo e ir pro veredito da mesa, como a
- 16:35gente sintetiza essa avaliação monumental da tese do choque?
- 16:39Transforma numa lei fria de causa e efeito.
- 16:42Quando o livro diz que a nossa imaginação dita até onde Deus
- 16:46pode agir, a linha do cristianismo histórico é
- 16:49cruzada. O livro coroa a mente humana.
- 16:52E faz de Deus um servo do nosso subconsciente.
- 16:55A gente precisa urgente recuperar aquele bom senso de
- 16:58que Deus é o olheiro e nós somos o Barro e nunca o inverso.
- 17:02Nunca. O nosso Balanço final, usando o
- 17:05método de examinar tudo e reter o que é bom, é claro, a gente
- 17:09resgata a urgência de orar com vigor e intencionalidade, mas
- 17:13rejeita assim, absolutamente a ilusão de que somos cocriadores
- 17:17mandando no universo. Nossas orações são petições a um
- 17:21rei, não comandos a um gênio da lâmpada, né?
- 17:23Brilhante. E para coroar essa análise, eu
- 17:26deixo uma provocação para o pessoal pensar, se a nossa
- 17:29caminhada se resumisse a dominar técnicas para forçar o céu a
- 17:33entregar nossas encomendas, que espaço sobraria para providência
- 17:36divina? Nossa, é verdade?
- 17:39Aquele Deus soberano que na sua sabedoria, tantas vezes diz não
- 17:43para os nossos desejos porque preparou algo que a gente jamais
- 17:46teria maturidade para imaginar. Transformar a oração num balcão
- 17:50de exigências infalíveis nos roubaria da surpresa maravilhosa
- 17:54que a graça de Deus. Se você curte o nosso conteúdo,
- 17:57segue a gente deixa sua avaliação na plataforma até o
- 18:00próximo episódio.