Latest / InovaTec Update / Pó de casca de ovo deixa ligas de magnésio mais resistentes e gasta menos energia
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Mecânica. Pó de casca de ovo deixa ligas de magnésio mais resistentes e gasta menos energia. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 6 de outubro de 2026. Quando alguém pensa em algo frágil, a casca de ovo costuma ser a primeira imagem que vem à cabeça. Pois é justamente esse resto de cozinha que está ajudando a deixar um metal leve mais resistente. O trabalho é de uma equipe da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, liderada pelo professor Bharat Gwalani. Os pesquisadores usaram cascas de ovos moídas para fabricar ligas de magnésio. Uma liga é a mistura de um metal com outros elementos, feita para melhorar as qualidades do material. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Magnesium and Alloys. A ideia parte de um detalhe químico. Cerca de noventa e cinco por cento da casca do ovo é carbonato de cálcio. E o cálcio é um ingrediente usado nessas ligas. Normalmente, os materiais de cálcio vêm de minério, num processo que consome muita energia. Segundo Gwalani, a técnica permite pular uma etapa. Em vez de primeiro tirar o cálcio do minério e só depois usá-lo para fazer o metal, a casca entra direto na fabricação da liga. O professor resume as vantagens: menos etapas, matéria-prima barata, fornecimento confiável e sustentável, e bem menos gasto de energia. Mas como se coloca casca de ovo dentro de um metal? Tudo começa com um bloco de magnésio em formato de cilindro. Os pesquisadores fazem nele vários furos, bem espaçados, e enchem esses furos com o pó fino das cascas. O bloco vai para dentro de um cilindro de aço. Por cima, entra uma peça de aço com um furo no centro, que funciona como um pilão. Ela aperta o magnésio e gira a trezentas rotações por minuto. Essa técnica se chama extrusão por fricção. Extrusão é empurrar um material por uma abertura para dar forma a ele, como se faz com a massa de macarrão. Enquanto a peça gira e aperta, quase tudo acontece ao mesmo tempo. O pó da casca se mistura ao magnésio. O atrito entre as partículas e o metal transforma o carbonato em óxido de cálcio e em cálcio puro. Esse cálcio se combina com o magnésio e forma um composto de alta resistência. Por fim, a pressão empurra o material pelo furo central, e dali sai uma barra de metal, que é o produto final. O resultado foram ligas mais fortes e mais duras do que as feitas com cálcio vindo do minério. Como o magnésio é leve, essa combinação de resistência e pouco peso interessa a áreas como a eletrônica e a aeroespacial, e também aos setores automotivo e biomédico. Por enquanto, trata-se de uma demonstração do conceito. Ainda assim, Gwalani avalia que o método pode ser levado para uma escala maior, com eficiência energética e responsabilidade ambiental. Para ele, o trabalho mostra que um resíduo barato pode virar a base de um material de alto valor. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.