Latest / RetinaPro / Live #159: Quais as infecções que podem acometer os olhos? | Dr. Edmundo Almeida e Dr. Renato Palácios
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- 0:00Olá, pessoal, tudo bem? Boa noite.
- 0:03Estamos aqui em mais uma live da retina pro mais uma
- 0:08quarta-feira, né? Pra falarmos de de de um tema
- 0:13interessante, que são as infecções que que acometem, né?
- 0:18O os olhos EEA relação delas com também com nosso corpo, né?
- 0:22Porque a gente diz que que o olho é.
- 0:27É a entrada do corpo, é é a nossa.
- 0:30A gente consegue diagnosticar várias doenças, a é com vários
- 0:34exames da, da, da retina, entre outros, né?
- 0:37Às vezes doenças que o paciente nem sabe que tem.
- 0:40Lembrando né, pessoal, que a gente tá.
- 0:42Nós estamos aqui baseados em sempre, em em evidências
- 0:46científicas. Nós não trabalhamos com
- 0:49achismos, né? E então?
- 0:52Também não estamos aqui pra discordar do seu médico, muito
- 0:56pelo contrário, nós estamos aqui pra levar informações de
- 0:59qualidade. É pra justamente melhorar essa
- 1:02sua relação, médicopaciente a sua informação sobre a doença,
- 1:07tá? Então nós não somos os donos da
- 1:09verdade, mas a gente tenta ajudar da da melhor forma e hoje
- 1:13a gente vai é convidar. É um grande amigo e professor,
- 1:19né? O doutor Edmundo, em que todos
- 1:21nós somos. Fãs dele, porque ele que ensinou
- 1:24pra gente, né? Ele é pioneiro aqui no Pará na
- 1:28nas cirurgias de retina, nas cirurgias oftalmológicas em
- 1:32geral. Então é vou adicionar ele
- 1:36grande. Doutor Edmundo.
- 1:37Tudo bem, professor? OPA, tudo bem, Renato, e aí?
- 1:42Professor, todo mundo já lhe conhece, mas se apresente aí pra
- 1:45quem não lhe conhece. Renato, eu tô uma apresentação
- 1:49esquisita aqui, essa tela. É assim mesmo?
- 1:53É, tá ficando. Não é uma tela grande, né?
- 1:57Estou achando esquisito o. Meu também tá pequeno.
- 2:03Não tem como alterar isso aí. Deixa eu tentar aqui.
- 2:06Espera aí, tá? Vá falando que eu vou tentando.
- 2:10Vá falando que eu vou tentando. Vai ser.
- 2:13Apresente aí pro pessoal. Tá bom, eu sou Edmundo Almeida,
- 2:18médico oftalmologista da retina pro.
- 2:21É formado na Universidade Federal do Pará, fiz meu
- 2:28doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, meu pós
- 2:32doutorado na França e agora sou professor, né?
- 2:36Da Universidade Federal do Pará e da unidade estadual do Pará,
- 2:38com muito prazer. E mas é você falou aí na minha
- 2:43apresentação de professor. Hoje eu já sou aluno, né?
- 2:46Já aprendo com vocês, né? Então.
- 2:52É sempre. É um prazer estar aqui.
- 2:55É esquisito esse negócio da minha cara que está toda.
- 2:58Deixa eu ver se eu consigo. Eu aumentei o tamanho aí,
- 3:02professor, agora do da gente, né?
- 3:05Pois é, ficou. Eu estou me vendo aqui todo
- 3:08borrado. Pouquinho, não está bastante.
- 3:14Deixa eu ver se eu consigo mexer aqui na câmera.
- 3:22Mas o? Não, mas eu acho que tá tá dando
- 3:25tá dando, tá dando pra o senhor tá um pouco borrado sim, mas eu
- 3:28acho que tá dando pra pra pra ver o mas e é, mas e aí,
- 3:34professo? Pois é, as infecções no nos
- 3:36olhos, é, acho que é importante falar que o nosso olho, né?
- 3:40Ele é, ele é pequeno, mas ele é grande ao mesmo tempo.
- 3:44Sempre digo isso pro paciente, porque tem tantas estruturas nos
- 3:47olhos, né? Se a gente for ver, tem o.
- 3:50O profissional especialista em glaucoma, em visão subnormal, em
- 3:53estrabismo, em retina, em catarata e transplante de
- 3:57córnea, EEUV it. E então é isso tudo dentro do
- 4:02olho, né? Então as infecções a mesma
- 4:04coisa, né? Pode atingir todas essas essas
- 4:07regiões do olho, né? A conjuntiva, causando as
- 4:10conjuntivite virais, alérgicas bacterianas, a córnea, infecções
- 4:15na córnea, né, como o herpes, que pode atingir a córnea.
- 4:19Ou então. Pós seratite, pós trauma, pode
- 4:22ter uma infecção, uma úlcera também decorrente de lentes de
- 4:25contato. E aí a gente vai pra dentro, é
- 4:29do olho, tem a Iris, né? A uve tem infecções na Iris, na
- 4:33uve, então é é aí até a gente chegar lá no, no, no, no vitrio
- 4:39e na retina, né? E aí tem várias doenças em cada,
- 4:43em cada, em cada setor desse, né?
- 4:47E. Então o senhor quer quer falar
- 4:51de alguma doença e começar por alguma doença específica,
- 4:54professor? Olha especificamente, Renato, eu
- 4:57estou preocupado é com uma doença secular.
- 5:04Sim. Né?
- 5:05Que que está aumentando no Brasil e no mundo?
- 5:12Que é a luz, né? Que é.
- 5:16Desculpe. Que a gente tem tido pacientes
- 5:22que vão com queijo ocular e a gente pede exames laboratoriais
- 5:28e vem lá presença da. Sífilis, né?
- 5:33Da sífilis, né? E assim.
- 5:35E por que que eu tô falando isso?
- 5:37Porque a gente tem visto não só na, na, no, no Brasil, no mundo.
- 5:45Eu esse mês agora eu já peguei uns 4 casos de sífilis, quer
- 5:48dizer, o cara foi com uma doença ocular, uma baixa divisão, e
- 5:52pelo exame, pelos achados que a gente vê no olho, né, ele faz a
- 5:58gente suspeitar de sífilis, né? A gente pega, solicita os exames
- 6:03do laboratorial e confirma, né? E assim, doenças simples, né?
- 6:07Por exemplo, como uma não simples, mas eu peguei, por
- 6:11exemplo, o primeiro caso que eu peguei foi um caso de.
- 6:15Era uma conjuntivite teoricamente, né?
- 6:18Uma certa conjuntivite é uma já atendido por outros colegas.
- 6:24EAO exame de ultrassom foi fundamental para mostrar que, na
- 6:29verdade, ele tinha uma esclerite, né?
- 6:32Não era não era uma conjuntivite, era uma esclerite.
- 6:37E aí o exame mostrou sífilis, né?
- 6:41E é bom, sim. Quando a gente diagnostica
- 6:43precocemente, não só a gente melhora a condição ocular, mas
- 6:48como também é a gente está indivíduo como um todo, né, que
- 6:52se ataca todos os nossos órgãos, né?
- 6:54Inclusive o nosso cérebro, né? Então, assim, qual é a minha a
- 6:59por que? Por que que me preocupa divulgar
- 7:01isso? É porque as pessoas é precisam,
- 7:05se é nas suas, nos seus relacionamentos sexuais.
- 7:10Se protegerem, né, porque eu vi, olha, paciente é doença, mas
- 7:16atrás eu tive um paciente com 72 anos, meia idade, cara
- 7:19contaminado, entendeu o que não é comum, né?
- 7:22Não é comum, eu já vi de 40 anos, então deu um rapaz vinda
- 7:26desse 28 anos, quer dizer, eu estou preocupado com isso,
- 7:30porque é está parecendo cada vez mais, né?
- 7:34Essa é a principal coisa, né, porque assim assusta porque.
- 7:38Se você não dá o diagnóstico, a doença caminha cara, entendeu?
- 7:42O olho vai sendo destruído e outros órgãos, né?
- 7:45Até como comprometimento, às vezes do cérebro, né?
- 7:49Então é, chamo a atenção dessa, dessa doença pela importância de
- 7:56pouco de diagnóstico, né? Então a gente tem que que
- 7:59realmente estar atento para isso.
- 8:03É verdade, né? Tem tem aumentado, né?
- 8:06A frequência eu também tenho recebido, né, no, no, no
- 8:09consultório e assim, é uma doença sexualmente transmissível
- 8:14que depende um da da prevenção da doença, da proteção, né, com
- 8:18preservativos, EE é evitar promiscuidade, etcetera.
- 8:24EE, é uma doença grave, né? Lembrando que existem 3 formas
- 8:29da sífilis, a sífilis primária, a secundária.
- 8:32E a terciária, né? 3 formas de evolução e quando
- 8:37atinge a retina do paciente, lá no fundo do olho já é
- 8:40considerado sífilis terciária, ou seja, já é considerada uma
- 8:45sífilis que atinge o sistema nervoso central.
- 8:48Então. Nesses casos, tem que que que
- 8:53tratar de maneira endovenosa. EEEE fazer a penicilina
- 8:59Cristalina, né? Claro que a gente sabe que.
- 9:02Que no sistema de saúde já teve várias vezes que Ah, não tem
- 9:06penicílina Cristalina, tem a benzatina que é intramuscular,
- 9:09não é o ideal para esse caso. Mas aí a gente faz a benzatina,
- 9:13tem sef traksonne para substituir endovenoso, que
- 9:16também é uma segunda opção nesses casos que não tem a
- 9:19penicina. Então é é doença que tem
- 9:21tratamento. Mas como o senhor falou que tem
- 9:23que ser diagnosticado e tratada? Porque se demora muito, né?
- 9:27É aí. A doença vai se alastrando, né?
- 9:31EE, tudo. Mas realmente a gente tem
- 9:33percebido essa, esse, esse. Aumento.
- 9:37Não só em sífilis, como na nas doenças sexualmente
- 9:40transmissíveis e de várias idades.
- 9:41Uma vez eu recebi também 11 senhora.
- 9:45Às vezes a gente como médico, fica numa situação delicada
- 9:47também. Eu recebi uma vez.
- 9:48Uma senhora tinha. 6060 e poucos anos.
- 9:51EE pediu os exames. Era o oct.
- 9:54Era muito parecido de sífilis. Deu sífilis e ela.
- 9:58Querendo se justificar, poxa, Renato, não, não sei, não sei
- 10:01como, não sei como. E aí, infelizmente Ela Foi, né,
- 10:05investigar o parceiro, né? OOOO marido, então, então era,
- 10:10então realmente foi, ela pegou do marido, né, que também
- 10:15estava, entendeu? Então é, é, às vezes a gente
- 10:18fica nessa situação. E aí isso é uma atenção.
- 10:22Isso é uma atenção, uma coisa importante que tem que tratar
- 10:24sempre o casal, né? Não adianta tratar só a pessoa,
- 10:27né? Contratar um casal?
- 10:29E é, e é difícil fazer uma abordagem dessa, né?
- 10:32Por conta de no primeiro momento, sabe?
- 10:35Eu procuro ser mais sutil, né? Eu peço exame, eu vou pedir
- 10:38exame pra senhora também, e aí vai vai formando essa relação
- 10:44médico, paciente, pra gente poder é, digamos assim, dar esse
- 10:50resultado com mais, com menos desconforto, digamos assim, né?
- 10:55A pessoa vai ficar muito. Magoada nessas relações, enfim,
- 11:00mas é uma agora, fora isso, Oo que chama atenção também pra
- 11:06gente o que que é é a toxoplasmose, né, Renato, porque
- 11:11a toxoplasmose é responsável por 80% dos casos de veíte que nós
- 11:17temos no Brasil, né? Então assim é chamar atenção
- 11:21para as pessoas, né? Com alimentação adequada, no
- 11:24sentido de lavar bem e verdura. Né, evitar, na medida do
- 11:29possível, carne mal cozida, né, que é onde transmite, né?
- 11:32Então é como é, como se transmite, né?
- 11:36Toxocaríase, né? E principalmente, é lembrando
- 11:40que as gestantes devem fazer exame de prevenção da da perdão.
- 11:47Toque só para nós é é fazendo os exames, exames pré Natal, né?
- 11:53Cuidando direitinho e fazendo sempre.
- 11:56A colheita do do sangue para poder identificar porque quando
- 11:59identifica precocemente, você pode tratar a mãe e o filho não
- 12:03nascer com a doença congênita, que é grave, né?
- 12:06Os as, as, os achados no fundo de olho de uma criança que se
- 12:13contaminou durante a gestação são graves.
- 12:16Inclusive, às vezes no cérebro também, né?
- 12:19Então é, eu acho que é importante também.
- 12:23Por causa da prevalência no nosso meio, né?
- 12:26Da da toxoplasmose? É não exatamente.
- 12:31A prevalência é muito alta, né? No Brasil, né?
- 12:33Se a gente pegar assim, a maioria das pessoas é é 60% das
- 12:40pessoas. É uma estimativa que que no
- 12:42sangue, se fizer, já já teve contato com toxoplasma em algum
- 12:46momento, né? Porque claro que nem todo mundo
- 12:48que foi infectado pelo toxoplasma vai ter acometimento
- 12:52ocular, mas a gente sabe que o toxoplasma ele tem.
- 12:55Ele tem 11 propismo, que a gente chama lá pela pela, pelo olho,
- 12:59pela retina, né? Então a gente já viu de tudo,
- 13:03gente que começa com os sintomas de retina, gente que teve
- 13:06acometimento na é que descobre a cicatriz sem nunca.
- 13:10É, é saber que teve alguma acometimento ocular, mas tem lá
- 13:14uma cicatrizzinha, é antiga, é então assim, o toxoplasma, como
- 13:19o senhor falou, é, é evitar carne crua, é às vezes alimento
- 13:25de feira que a gente compra, tem que lavar bem frutas, verduras,
- 13:28porque é o principal meio são, é, é fezes contaminadas de gato,
- 13:33por exemplo. Então o gato tá ali na feira,
- 13:35ele fica andando ali pelos produtos da feira, sai.
- 13:39E aí a gente não Lava direito, aí a carne também é uma passada
- 13:42e enfim, e o senhor falou do toco, socar também, que é a
- 13:45mesma forma de transmissão, mas principalmente aí no Edgar.
- 13:48Envolve muito cachorro, né? Então é, é e acomete muito
- 13:53criança também ali na Terra, metendo a mão na Terra, né?
- 13:56EEEE levando na boca, né, então. A gente vê.
- 14:01Muito toco socarias em criança também.
- 14:04E é bom chamar atenção, porque hoje todo casalzinho novo tem 11
- 14:07petzinho em casa, né? Tem um cachorro, um gato, né?
- 14:11Então esses animais devem ser examinados pelos veterinários,
- 14:15né? Ver se não está contaminado, né,
- 14:18isso é muito importante. Outro detalhe importante também
- 14:21pro nosso público aí é dizer que AAA, toxoplasmose no olho, ela
- 14:28não tem cura, né? A gente trata, a pessoa fica
- 14:31bem. Mas ela pode ser recidiva, né?
- 14:34Porque a gente OA medicação que existe, ela não mata o
- 14:38protozoário, né? Porque o protozoário fica
- 14:41insistado dentro das células. E aí qualquer diminuição da da
- 14:46resistência da pessoa, ele pode se apresentar novamente.
- 14:50Então, é importante sempre dizer que as pessoas que já têm um
- 14:53diagnóstico de toxoplasmose ocular, que qualquer.
- 14:58Mancha que apareça em qualquer olho vermelho.
- 15:00Qualquer sintoma importante, procure ser o oftalmologista.
- 15:04Ontem já tive toxoplasmose. Estou preocupado que não seja
- 15:07porque dependendo do lado de localização que ele atinge, a
- 15:11pessoa pode ter uma baixa divisão irreversível.
- 15:15Se atinge a região da retina, na região macular baixa, muito a
- 15:20visão, né? É, não, com certeza, OOA,
- 15:24toxoplasmose, é? E o senhor falou que na
- 15:28gestação, né? Muito importante porque
- 15:31principalmente ali naquele primeiro trimestre, né?
- 15:34De gestação. Se o bebê é infectado é pela
- 15:38pela mãe, né? Se ela tiver com toxoplasma ali
- 15:42ativo e infectar o bebê, a aí no primeiro trimestre esse bebê tem
- 15:49muita chance de de desenvolver lesão ocular.
- 15:52E nos bebês. Geralmente é bilateral e
- 15:56imacular, ou seja, no centro da retina, diferente do adulto, que
- 16:01que ok, muitas vezes vai na mácula, mas muitas vezes pode ir
- 16:04pra periferia também. Outras formas da doença de
- 16:06toxoplasmose que tem, tem a neurite de Janssen.
- 16:10Tem várias formas de toxoplasmose no adulto, mas no
- 16:12bebê geralmente é uma cicatriz bilateral macular, ou seja, o
- 16:17bebê já nasce com uma cegueira legal que a gente chama, ou
- 16:21seja, ele. Vai ver a periferia, vai ver,
- 16:24mas não vai desenvolver. É aquele olhinho com em relação
- 16:28ao cérebro dele, ele vai ter muito baixa visão EE então é por
- 16:33isso que junto com alguns outros exames, né?
- 16:35Não só a toxoplasmose tem rubéola, tem vários outros
- 16:39exames que fazem parte do do pré Natal, né?
- 16:42Da mãe, que que a mãe tem que dosar, né?
- 16:46EEEE tá acompanhando se ela tá com risco ali de.
- 16:52De transmitir para o bebê ou não, né?
- 16:57É com certeza. AA fora isso, OOO, Renato, a
- 17:01gente tem que lembrar assim, depois que surgiram as
- 17:05medicações eficazes, quanto HIV, né?
- 17:09Houve um certo descuido da população, porque antigamente a
- 17:13gente via um paciente que tinha AIDS, né?
- 17:15A gente sabia, né, estava magro, né?
- 17:18E a gente já sabia que aquela pessoa estava com aqueles.
- 17:22Sarcoma capose, né? No No corpo, então a gente já
- 17:26sabia que ele tava com com AIDS. Hoje você não vê isso, as
- 17:29pessoas estão se tratando e elas não apresentam nenhuma aparência
- 17:34que estão, que são portadores do HIV, né?
- 17:38Então é isso, é um detalhe importante, porque não é só
- 17:41quando a pessoa se contamina pelo HIV, uma das doenças
- 17:46oportunísticas, né que acontece é o cito megalovírus.
- 17:51Né? O herpes simples também, então é
- 17:55é importante é que as pessoas é muito embora estejam bem, se
- 18:02cuidem, porque uma infecção oportunística pode detonar,
- 18:08digamos assim. O olho, né, acaba com a retina
- 18:10também, né? Infelizmente dá um malvente
- 18:13grave. EE necrosa, né?
- 18:17Mata a nossa retina e aí as pessoas perdem a visão, né?
- 18:21Eu vejo pacientes. Eu atendo muitos pacientes lá do
- 18:25hospital Barros Barretos que estão internados e aí eu vejo o
- 18:30quanto eles são acometidos pela pelo citomegalovírus, pelo app.
- 18:36Simples mesmo, né? Então pra essas doenças
- 18:39oportunísticas, né? Que acontece, né?
- 18:43É, não é o citomegalovírus, né? Ele acomete pacientes,
- 18:48principalmente, é. HIV positivos, né?
- 18:52E que tem uma carga viral geralmente muito baixa, uma
- 18:55carga viral abaixo de 50. Então é aquele paciente com HIV
- 19:01que hoje pelos medicamentos, como o senhor falou, estão muito
- 19:04controlados e tudo é é tem que se cuidar, porque aí tem menor
- 19:10chance de desenvolver essas doenças oportunistas.
- 19:13Aí que o senhor falou e o citou megalo vírus quando atinge a
- 19:15retina, muito grave dá aquela. Aquela necrose, né, que que é
- 19:19descrito como queijo e ketchup, né?
- 19:23É isso que que é são, é, é, é o aspecto da necrose, amarelado
- 19:29com sangramento. Então fica um negócio meio de de
- 19:33queijo com com com ketchup, né? Bem clássico assim, né.
- 19:37EEO, herpes e o herpes dá aquela necrose, né?
- 19:41A necrose aguda da retina, né? E que é gravíssimo também, né?
- 19:46EOO herpes simples, ele pode acometer indivíduos com AIDS,
- 19:50mas também acomete muitos indivíduos de Imuno competentes
- 19:53também. Então é, é na verdade, até no
- 19:57caso do herpes simples, a maioria é Imuno competente.
- 20:01Então é é que existem várias formas de herpes, né?
- 20:06Existe o herpes labial, existe aquele herpes por estresse,
- 20:09existe esse. Então, existem várias, várias
- 20:11formas de apps. E esse apps que acomete a retina
- 20:14é muito grave, né? Muito grave.
- 20:18E então No No HIV são, são e tem também é.
- 20:23É o próprio HIV, né? Ele também pode dar lesões na
- 20:27retina, né? Mas.
- 20:28É. Mais raro.
- 20:32Mas pode, pode dar. Às vezes dá.
- 20:34Eu já vi paciente com com HIV que tinha assim um malvente que.
- 20:38É células ali no vitro, é, tinha uma uveite crônica ali que o
- 20:45vitro era, tinha as células, era uma uveite ali intermediária,
- 20:50sem lesões na retina, mas era uma uveite intermediária,
- 20:53paciente com HIV, entendeu? Então existem várias, várias
- 20:57formas aí de apresentação, né? Do, do, do vírus, né.
- 21:02É outra doença importante também no nosso meio, Renato, é, no
- 21:06Brasil é tuberculose, né? A tuberculose afeta o olho de
- 21:10uma forma e, às vezes o diagnóstico da tuberculose
- 21:13pulmonar é dado pelo exame do fundo, ascópio pelo exame de
- 21:17fundo de olho, né? A gente olha aquela lesão ali,
- 21:19OPA, Bora pedir exame aqui. Aí a gente pede aí um raio x de
- 21:23tórax, né? EE exame de laboratório
- 21:28identifica que aquilo é uma tuberculose.
- 21:30Tem que fazer o tratamento, né? Tratamento a gente sempre pede
- 21:34ajuda. Do infectologista, né?
- 21:37Que digam que essas doenças o tempo todo, né?
- 21:40Muito embora a gente saiba o tratamento, mas a gente sempre
- 21:43pede ajuda. Então a tuberculose é uma coisa
- 21:45que também no mundo todo, né, ainda é muito prevalente, então
- 21:50a gente tem que lembrar dessa doença, quer dizer, você vê e é
- 21:54assim, tuberculose, ela atinge todos os órgãos, né?
- 21:58Todos os órgãos. E no olho é desde a da pálfora,
- 22:01conjuntiva, Íris, retina. Quer dizer, atinge todos os
- 22:05segmentos do olho, que é uma coisa importante, né?
- 22:09Então é esse rastreio dessas doenças infecto contagiosas que
- 22:15dão UVETAUVET, é, é a clínica médica da oftalmologia, né?
- 22:20Por isso que é difícil às vezes, né?
- 22:21A gente dá um diagnóstico da gente e é assim, quando a gente
- 22:25não, não consegue, né? Um diagnóstico, a gente fala que
- 22:28é é aquela UVET, é idiopática, né?
- 22:32Agora, veja você, eu estava conversando com um paciente a
- 22:35respeito das síndromes mascaradas, né?
- 22:37Que são são lesões cancerígenas em outros órgãos e que dão
- 22:43manifestação no olho, né? Isso é curioso também, então
- 22:46você vê que o leque de de doenças que causam o veiculo é
- 22:51muito grande, é imenso, né? É um capítulo de livro e às
- 22:56vezes a gente busca, busca e faz exame, laboratório, faz exame de
- 23:00imagem, né? E às vezes não chega Na Na Na
- 23:03conclusão da da causa em si, né? Então a gente leva em
- 23:06consideração todos os parâmetros epidemiológico, né?
- 23:10No caso da prevalência das doenças no nosso estado, né, o
- 23:14habitat do paciente, né, a imunidade dele, o convívio dele,
- 23:21né? Às vezes tem pacientes que dão a
- 23:23dica de que tem uma teórica, tem uma pessoa em casa que está toda
- 23:26de tuberculose recentemente, então já vai a dica, né?
- 23:29Então assim é, é, é a outra coisa também.
- 23:33Legal que agora que eu eu eu lembrei agora, Renato
- 23:35importante, e falamos de petsina, agora eu falei de gato,
- 23:39é a doença da rainhadura do gato, né?
- 23:42É um gato da uma arranhadazinha, né?
- 23:44E aí vai uma bactéria que vai lá pro olho, né, causar uma lesão
- 23:48grave no olho, né? Então é, é, é, é importante, é a
- 23:56anamnese, né, a conversa com o paciente, né?
- 23:59Alveyte ela. Ela se fundamenta muito nessa
- 24:03troca de informações que às vezes o paciente não lembra e
- 24:07acha que não tem nada a ver, né? Eu, certa vez, eu examinando um
- 24:12colega, ele já tinha passado com os outros 3 colegas, não tinham
- 24:16dado diagnóstico. E eu olhei o caso dele.
- 24:19Ele era amigo, jogava a bola comigo e disse assim, olha,
- 24:21cara, não sei o que tu tem. Nós disse, pô, cara, se tu não
- 24:24sabe qual é a cidade com esse. Estou ferrada, vou pra São Paulo
- 24:30e aí nas segundas, aí eu parei com toda a medicação que ele
- 24:33estava usando. Ele disse, não, vamos parar toda
- 24:35a medicação, daqui a 3 dias tu volta, eu quero pegar teu olho
- 24:38Como Ele É, porque tá tão mascarado, tanto colírio, né,
- 24:41tanto remédio. E aí quando ele veio eu fui
- 24:44esmiu, sacara AA história, né? Aí perguntei pro gato, o gato
- 24:50não te mordeu, né? Não, não.
- 24:52Aí aí ele se lembrou, olha como o senhor, uma escola, ele se
- 24:55lembrou. Que ele saiu andando pelo
- 24:58condomínio com a esposa e tinha um gatinho lá abandonado.
- 25:03A esposa, como gosta muito de gato, pegou o gato e levou para
- 25:06casa. Então ele se sentava esse gato é
- 25:09o seguinte, ele fica no sofá com a gente, ele fica fazendo
- 25:12carinho nele, tudo bem, a gente para de fazer carinho e ele fica
- 25:15agressivo. Ele me deu uma, ele me deu uma
- 25:18arranhada na perna. Olha aí, pô, porque?
- 25:20Fica. Mateus, diagnóstico, né?
- 25:24É assim, 2 semanas. O cara ficou bom, cara, só com
- 25:27remédio. Quer dizer, a gente foi pra.
- 25:28Então, assim como é importante essa troca de na conversa com os
- 25:34pacientes, Na Na amnésia que a gente chama, né, de tocar essa
- 25:37ideia e vasculhar a vida da pessoa toda, né?
- 25:41Até mesmo como, conforme nos tratamos no início, a questão
- 25:45sexual mesmo, né? A promiscuidade, às vezes que
- 25:47existe, principalmente do homem, né?
- 25:50Mas assim, como é que é tua atividade, né?
- 25:53É claro que você tem que ter todo um traquejo, porque senão
- 25:57primeiro o que a pessoa nega. E tem pessoas que podem não
- 25:59gostar dessa abordagem, né? Mas ela é importante.
- 26:02A gente tem que fazer, porque alguma coisa, né?
- 26:05Vai é dos dos exames em que a gente tem que vasculhar, né?
- 26:12É não, perfeito, perfeito, a topo essa, essa uveíte, né, as
- 26:18uveítes é como o senhor falou, é a clínica, né, do oftalmo é
- 26:21quando a gente se sente aí médicos de verdade, né, que
- 26:25brincam, poxa, oftalmo só cuida de olho, né?
- 26:27Mas a gente sabe que o olho é muito grande, mas indo pra parte
- 26:30clínica, né? A uveyte é o que a gente tem
- 26:33muito contato com reumatologista, muito contato
- 26:35com infecto, muito contato com que doença reumatológica, né?
- 26:39Da uveyte as doenças infecciosas.
- 26:42É, é, dão UVE it, né? EE, esse aí da doença da rania
- 26:46dura do gato, né, que olha aí, o senhor descobriu conversando,
- 26:49né? É, é um bichinho que morre fácil
- 26:52com remédio, geralmente com doxisciplina doxisciplina ou
- 26:56sulfa até, mas geralmente doxiclina.
- 26:58Então é um bichinho que se chama bartonella hansler, né?
- 27:01Que que deixa uma lesão clássica na retina, que o nervo ótico
- 27:05fica um pouco inchado. EE dá uma.
- 27:09Que a gente chama ali de uma Estrela macular, né?
- 27:11A mácula fica num formato estrelado, amarelado, né?
- 27:14É bem, bem clássico. Claro que soplasmose pode ter
- 27:17essa apresentação também, na verdade, a gente toxoplasmose
- 27:20pode ter vários tipos de apresentação, mas essa é bem
- 27:23clássica, da doença, da rainhadura do gato, né?
- 27:25E a tuberculose que o senhor falou ainda é muito frequente no
- 27:28Brasil, principalmente é, é em regiões aqui, né, mais, mais,
- 27:33mais carentes, sempre. É, é, é, é, tem, né?
- 27:37Então ela faz parte. Quando um paciente tá com UVITA,
- 27:40gente pede muitos exames de sangue, é, pedimos OPPD, né, que
- 27:46é o aquele na pele pra ver a reação da da tuberculose,
- 27:49pedimos sífilis, pedimos hepatite, pedimos HIV, sabe, é,
- 27:54é, então faz tudo parte aí do do protocolo dos exames, da da Uvi,
- 28:00né? E a tuberculose, ela, como o
- 28:01senhor falou, comete o olho como um todo.
- 28:04Geralmente em forma de granulomas, né?
- 28:06Então a gente vê um geralmente na retina é, tem uma lesão
- 28:11granulomatosa, né? A gente consegue ver uma lesão
- 28:15profunda granulomatosa, né? Sarcoidose é uma doença que dá,
- 28:20que não é infecciosa, mas é é que dá também pode dar
- 28:24granuloma, mas dá vasculite, né? Mas é vasculite venosa,
- 28:28arterial. Outro detalhe, Renato, outro
- 28:31detalhe também, desculpa te interromper.
- 28:34É a importância da gente sempre lá na clínica, toda consulta a
- 28:41gente faz uma fotografia do fundo de olho, chama
- 28:43retomografia, né? E onde é, é, no passado, eu vi
- 28:47uma apresentação no Congresso, a importância disso.
- 28:51Uma médica foi no oftalmologista dela e ela tinha uma lesão no
- 28:55fundo de olho é parecido, um tumor, e aí ela disse assim,
- 29:01olha isso aqui, pode ser várias coisas, inclusive um tumor, mas.
- 29:04Deixa eu ver nos arquivos a tua retinografia de 2 anos atrás, aí
- 29:12foi ver, não tinha nada, né? Quer dizer, a retinografia tava
- 29:16limpa, limpa, limpa e na atual, aparecia um tumor ali e disse,
- 29:20olha, isso aí, provavelmente é uma metástase, tá?
- 29:24Acho que alguma coisa, não, não tenho nada.
- 29:25Então Bora fazer um check up aqui.
- 29:28Aí foi fazer o check up. Ela tava com câncer de de colo e
- 29:31não sabia, cara. Não é só.
- 29:34Então o olho, né? Foi dar o diagnóstico de um
- 29:37câncer de colo, né? Você vê como é, como é
- 29:39interessante, né? A gente tá atento pra isso
- 29:42também, né? Não.
- 29:43E às vezes no exame de rotina, porque às vezes é é o paciente
- 29:47não tá sentindo nada ali na visão, não tá, não baixou a
- 29:51visão do paciente. Aí a gente vai lá com o
- 29:54mapeamento de retina e vê uma lesão lá na periferia ou vê uma
- 29:57lesão. É quantos diagnósticos, né?
- 30:00É, é. É, o senhor já não deu com
- 30:03certeza do paciente, sem saber que é diabético, EEA, gente vê
- 30:09lá um mapeamento clássico de micro aneurismas ali, que é bem
- 30:12clássico de diabetes, e fala, olha, o senhor tem diabetes?
- 30:16É não, não tem, né? Eu falei, mas já investigou,
- 30:20investigou. Recente.
- 30:21Não, nunca mais fui. Aí o paciente vai lá, investiga.
- 30:25EE não sabia que tinha diabetes. Entendeu?
- 30:27Porque o. Diabetes. 2.
- 30:29É, é quando o paciente descobre, então se ele já tá um tempo
- 30:32maior com aquilo, entendeu? Eu vi um caso no betina já faz
- 30:36um tempo, pelo menos uns 5 anos. Um rapaz chegou com uma
- 30:39vasculite, rapaz, eu digo, rapaz, tu não é diabético não,
- 30:44não é possível. Não conheço uma doença que dê
- 30:46tanto, tanto achado compatível de diabético.
- 30:49Igual tá ao teu olho os 2 olhos, né?
- 30:52Para fazer um exame, Renato, tu acredita?
- 30:55Seu laboratório ligou pra casa dele.
- 30:58Ele estava com 500 de glicemia absolutamente assintomático.
- 31:03O laboratório me ligou dele, olha, esse exame foi feito em
- 31:07jejum, está muito alta a sua glicemia, nós estamos ligando
- 31:09pro senhor, então era uma doença, quer dizer, ele estava
- 31:12com uma queixa no olho, sem saber que era diabético, né?
- 31:17Então, assim é a importância do exame de futuro de olho, né?
- 31:21Do mapeamento da retina que a gente faz, em que deve fazer em
- 31:24toda a consulta oftalmológica, né?
- 31:28É. Isso é diabetes?
- 31:31É vários, vários, vários. Se eu já tive vários assim, o
- 31:34senhor que que que já tá há mais tempo aí na já teve vários
- 31:39também. Hipertensão também, né?
- 31:41A gente tá fugindo um pouco aqui da parte da infecção, mas
- 31:44hipertensão também tiveram vários que eu já orientei
- 31:48paciente procurar o cardiologista lá com pacientes
- 31:51com uma retinopatia hipertensiva, cruzamento lá dos
- 31:54vasos, estreitamento dos vasos e.
- 31:57E aí o paciente vai lá, EEE tem, é hipertenso, entendeu?
- 32:02Sem saber porque é, se engano, é aquele que diz que é só dá peso
- 32:08na cabeça. Então a pressão está alta, não,
- 32:11Pressão Arterial, às vezes está alta e o paciente não sente
- 32:13nada, entendeu? Então é pela retina, a gente
- 32:19consegue detectar tudo. Tudo isso aí, né?
- 32:25É, eu vi um paciente que foi fazer óculos lá no betino uma
- 32:28vez, cara, ele tava com papiledema, a pressão dele, tava
- 32:3220 por 12, olha, olha aí, aí ele saiu de lá pra emergência, saiu
- 32:38de lá pra emergência. E um dia desses eu tava dando
- 32:41aula pros alunos da uepa no consultório, e aí eu pedi pra um
- 32:45paciente que era paciente antigo meu, você poderia examiná lo
- 32:49junto com os estudantes. Não, não tem problema.
- 32:52Rapaz, quando eu olhei o fundo de olho dele, eu digo, tu não é
- 32:55pertence. Ele disse, não, eu digo cara,
- 32:58mas teus vasos estão tão estreitados aqui.
- 33:01Será que aí já passei uma mensagem aqui para minha
- 33:04secretária trazer Oo aparelho de pressão?
- 33:07Ele tava com 18 por 10 de pressão, 18.
- 33:12Eu tinha uma losartana lá dentro que.
- 33:14Eu. Já dei Pra Ele, ó, você vai
- 33:16tomar isso aqui. Agora você tem Unimed.
- 33:18Você vai aqui Na Na, na Unimed, na urgência.
- 33:22Porque você está com risco de ter um AVC, de você ter um
- 33:25infarto, né? Agora, absolutamente
- 33:29assintomático. O cara está há 36 anos, 36 anos
- 33:33de idade, então você vê, né? Acho legal assim.
- 33:36AAAA os achados, né, que a gente vê no fundo de olho, são
- 33:42fantásticos, né? Doença falciforme, por exemplo,
- 33:45né? Também eu estou lembrando agora,
- 33:48né? Quer dizer, tem uma série, é
- 33:50doenças reumatológicas que são diagnosticada a partir do Move
- 33:54It, né? Você vai pro Move It, aí você
- 33:56vai pede exames, aí vem os marcadores de doenças
- 33:59reumáticas, que a pessoa tinha um ou outro sintoma, mas que
- 34:02achava que era normal, entendeu? É muito interessante isso.
- 34:06Isso aí é é realmente 11, praia que eu gosto muito EE dessa
- 34:12investigação, sabe? Porque eu me bato muito quando a
- 34:16gente não sabe. A causa das doenças, né?
- 34:18A medicina cria esse termo idiopático, por exemplo, eu sou
- 34:21hipertenso, qual é a minha origem da hipertensão
- 34:24idiopática? Ninguém sabe, né?
- 34:26Esse termo idiopático das doenças que a gente não sabe e
- 34:29as UVIT, não raramente a gente cai nesse nesse diagnóstico aí
- 34:34tem uma UVIT anterior idiopática, né?
- 34:38Sabe? A gente trata, evidentemente,
- 34:40mas a gente não sabe qual foi a causa daquela UVIT, né?
- 34:44Então isso é curioso. Na medicina, né?
- 34:46Então eu eu diria assim, Renato, é desafiador, né?
- 34:51É por isso que é gostoso da gente trabalhar nesse, nesse,
- 34:54nesse meio, por conta dos desafios que a gente recebe.
- 34:58É claro que nós temos 11 quantidade de exames.
- 35:01Eu me referi há pouco sobre a sífilis.
- 35:04Tem os marcadores dos exames lá Na Na retina pro.
- 35:08Que mostra, olha, isso aqui é autofluorescência mostrou essa
- 35:10lesão aqui na camada de fotorreceptores, ele tem uma CT,
- 35:14mostrou isso aqui e você está me cheirando sífilis, né?
- 35:17Então você já sai com uma impressão, porque você já tem
- 35:20experiência, claro, já viu que tem um veic, claro, e já viu que
- 35:24tem marcadores dos exames que sugere a doença, entendeu?
- 35:29Agora imagina naquela época que o cara só tinha aquele
- 35:32oftalmoscópiozinho que olhava a lesão?
- 35:35Eu fico, eu fico assim. É impressionante, eu vi, eu
- 35:39vejo. Às vezes eu tenho livros muito
- 35:41antigos, né, que me deram de presente e que mostra os
- 35:44desenhos. As pessoas olhavam com aquele
- 35:46oftalmoscópiozinho pequeno e desenhavam a lesão.
- 35:49Cara, hoje que a gente faz uma fotografia, né?
- 35:52Eles desenhava a lesão e você vai ver o desenho que os cara
- 35:56faziam. Puxa vida, rapaz, que
- 35:58engeniosidade, né? Que habilidade, né?
- 36:02É impressionante, impressionante, cara,
- 36:05impressionante. É não.
- 36:07Hoje, graças a Deus é, é. A tecnologia não veio pra
- 36:12substituir a gente jamais, né? O exame clínico ainda é
- 36:15soberano, mas tecnologia ajuda muito a gente, né?
- 36:18Nesses marcadores aí que o senhor falou que são bem, bem,
- 36:23tem umas umas lesões assim que são patognomônicas, né, que a
- 36:27gente vê no nos exames. E Renato, eu tô vendo no chat
- 36:31aqui que tem 11 FX Richards. Boa noite, estou com
- 36:36toxoplasmose ocular, já estou fazendo acompanhamento médico e
- 36:39o tratamento só afetou de um lado, de um olho.
- 36:42A minha vista vai ficar assim, embaçada sempre na habitualmente
- 36:46não. Richard, se essa lesão não foi
- 36:48Na Na mácula, que é essa parte mais importante da retina, se
- 36:53ela não foi na mácula, com o tratamento, você vai recuperar a
- 36:56sua visão, viu? Pode ter certeza.
- 36:59Agora, se for na mácula, vai ter, digamos assim, uma perda.
- 37:04Razoáveis e definitivas, né? Mas siga a orientação do do seu
- 37:09médico, vai ficar tudo bem. Se não foi na macro, se vai
- 37:12ficar bom. Eu fiquei cheio de responder
- 37:14aqui porque ele tá. Deve tá aflito aí com essa com
- 37:17essa visão embaçada pra sempre, né?
- 37:20É 11 pergunta aqui no chat que apareceu.
- 37:23A primeira crise? Dele, EE, é isso que que a gente
- 37:26fala? Toxoplasmose é muito variável
- 37:27entre o indivíduo, do indivíduo, depende do local onde atingiu,
- 37:30depende do de vários fatores, né?
- 37:33Então, se Deus quiser vai vai evoluir, evoluir bem, né?
- 37:38Tive uma. Infecção bacteriana.
- 37:43Fiz uso de antibiótico, orticoide e colírio tracolinos.
- 37:47Cuidado visual diminuiu. Agora vou fazer a cirurgia de
- 37:50retina e catarata. Tenho receio.
- 37:53Pois tem. Tem o glaucoma.
- 37:54Quer dizer, é, tá premiada, né? Você tem catarata, você tem
- 37:58problema na retina e você ainda tem glaucoma, né?
- 38:02E provavelmente teve alguma infecção na córnea.
- 38:05Para ela, ter usado aí é infecção bacteriana.
- 38:08Infecção bacteriana. Contracolinho que que a gente
- 38:11geralmente usa para infecções na parte externa, né?
- 38:14Também então deve ter. Tido alguma infecção na córnea?
- 38:18Aí, mas vai dar tudo certo também, juciana.
- 38:21Vai em frente, vai em frente. Vai em frente e.
- 38:25O mas então chegamos aqui, né? 40 minutos de live é, passou
- 38:30muito rápido realmente hoje, né? E é, mas eu acho que a gente
- 38:34conseguiu falar das doenças mais prevalentes assim, né?
- 38:37Na Na questão de saúde. De.
- 38:40Saúde pública, né? EE aí quais são os seus recados?
- 38:44Aí para o meu recado aqui, primeiro dar.
- 38:46Um boa noite para todo mundo que tá aí, né?
- 38:49No chat, no chat. Principalmente o Valdeci, né?
- 38:52Que não perde uma, né? Eu tive o prazer.
- 38:55De conhecê lo. Pessoalmente, né, e mas a gente
- 38:58está sempre aqui presente, né? Ah, mas tem uma pergunta aqui,
- 39:01Renata, vou fechar com essa pergunta aqui, cirurgia
- 39:04refrativa lazer que pode causar moscas volantes.
- 39:07Não, não causa moscas volantes. Moscas volantes, seu VIE pode
- 39:12ser alguma coisa na retina, né? E às vezes até mesmo é, tem uma,
- 39:17tem uma live só sobre isso, moscas volantes.
- 39:20Que pode ser é roturas Na Na retina que levam descolamento de
- 39:24retina, mas não tem nada a ver com lazique.
- 39:27E se fez o lazique, é provavelmente a míope.
- 39:31E o olho míope tem mais possibilidade de ter
- 39:33descolamento de retina. E quem tem descolamento de
- 39:36retina tem lesões é que levam descolamento.
- 39:39Então é interessante fazer mapeamento de retina pra
- 39:41identificar se essas moscas volantes são normais que todo
- 39:45mundo tem. A partir de 50 anos todo mundo
- 39:47aparece aquela mosquinha voando, né?
- 39:50Ou se é oriunda de uma lesão retiniana na periferia da retina
- 39:54que leva descolamento. Eu sugiro que você faça o
- 39:57mapeamento de retina com o colega que lhe atende e eu
- 40:00queria agradecer a oportunidade de estar junto aí com vocês.
- 40:03Um abraço a todos e até breve. Beleza, professor?
- 40:08Muito bom. Ter ter feito a live com com o
- 40:11senhor. Pera aí, só um momento.
- 40:13Vem cá, vem cá. Veio um jovem aqui que já devia
- 40:17estar dormindo aqui, ele veio, veio dar.
- 40:20Dar. Boa noite aqui.
- 40:24Vai dormir, rapaz que está? Tarde, rapaz lindo.
- 40:30Coisa boa é ser pai, né, rapaz? Nossa senhora, maravilha,
- 40:33maravilha. Eu não consigo.
- 40:35Renato não tem nada a ver com com a live, mas eu não consigo
- 40:38entender com os jovens optam por ter animais em casa em vez de
- 40:41filho. É uma gostosura, cara, é, eu
- 40:44tenho os 2, eu tenho animal, mas tenho.
- 40:45Os 2 os gêmeos. Também.
- 40:49Que bacana, Renato. Tudo de bom tá?
- 40:52Boa noite a todos. Prazer, prazer, tchau, tchau.
- 40:57É isso aí, pessoal, terminamos mais.
- 40:59Uma live, lembrando que, claro, às vezes tem perguntas que a
- 41:02gente não consegue responder, mas é, tem a live é que a gente
- 41:06tira as dúvidas, né? Hoje foi de um tema específico,
- 41:10então se você tem dúvida de outro tema, acessa lá no
- 41:13YouTube, escreve retina pro clínica oftalmológica que lá
- 41:16tem, tem o tema e o e o vários temas, né, que a gente essas
- 41:21Lives, elas ficam gravadas lá. Então tem sobre catarata tipo de
- 41:24lentes, moscas volantes, tem. Escolamento, retina, enfim,
- 41:29todos os temas é, estão lá, só procurar, tá bom, um abraço
- 41:34pessoal, boa noite. Muito obrigado pela presença.