Latest / RetinaPro / #194 A evolução das lentes intraoculares em cirurgias de catarata | Dr. Gabriel Botelho e Prof. Dr. Edmundo Almeida
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- 0:00Boa noite, amigos da retina pro meu nome é doutor Gabriel
- 0:03Botelho. Eu sou o médico oftalmologia,
- 0:05especialista retina e vitro, sócio aqui da clínica e doutor
- 0:09em oftalmologia e ciências visuais pela unifesp.
- 0:12E hoje nós vamos falar sobre um tema muito interessante, que é a
- 0:16evolução das lentes intraoculares, né?
- 0:19No decorrer da história. Então vou contar, a gente vai
- 0:22contar uma história fascinante, né?
- 0:24Da das lentes ocular de de forma assim, didática, né?
- 0:29E percorrendo desde uma observação ocidental que ocorreu
- 0:32na Segunda Guerra Mundial até as tecnologias novas, né?
- 0:36De de lentes é muito focais. Lentes que chamam de foco
- 0:40estendido, né? Que a gente usa na atualidade.
- 0:42E a gente vai fazer comentários clínicos e práticos de caso
- 0:45reais ao longo do caminho. E a melhor pessoa que eu tenho
- 0:49para convidar para essa live é o professor doutor Edmundo
- 0:54Almeida, né, que foi meu professor da faculdade.
- 0:56E durante a formação dele, de forma brilhante, ele conseguiu
- 1:00acompanhar toda essa evolução, né?
- 1:04EE se atualizando sempre, né? Com as técnicas cirúrgicas,
- 1:07então ele ele vai ter muita coisa interessante para contar,
- 1:10né? Muitos casos e vai ser 11 live.
- 1:13Muito interessante, muito legal, né?
- 1:15Seja bem-vindo, professor, se se apresente aí para os nossos
- 1:18internautas. Muito obrigado Gabriel, pela
- 1:21referência, é? Professor de hoje aprende com o
- 1:25aluno de ontem, né? Então eu aprendo sempre com
- 1:28vocês. É professor Edmundo Almeida,
- 1:31professor da Universidade Federal do Pará, estadual do
- 1:34Pará e médico da retina pro oftalmologista.
- 1:40Tenho pós graduação na Universidade Federal de Minas
- 1:43Gerais e pós doutorado na universidade da França, mas o
- 1:48forte mesmo é esse. Oftalmologista da retina pro,
- 1:52né? Que a gente tem uma equipe
- 1:53bacana, única e que trabalha junto.
- 1:58É maravilhoso trabalhar com vocês.
- 2:00Vamos lá. Então vamos fazer agora uma
- 2:03viagem no tempo, né? Como é que era?
- 2:07Ah, era antes das lentes intraoculares, né, professor?
- 2:10Como é que eram as cirurgias de catarata, né?
- 2:13É como é que o paciente ficava, né, antes da gente, do da
- 2:16humanidade inventar, né? A lente entrocular, né?
- 2:19É uma lente pra quem não sabe entrocular o que que acontece, a
- 2:22gente faz cirurgia de catarata, a gente retira a pacificação do
- 2:25cristalino e a gente coloca uma lente dentro do olho e essa
- 2:29lente vai ficar ao resto da vida no olho do paciente.
- 2:31Só que nem sempre foi assim, né? As cirurgias elas começaram, né?
- 2:35Primeiro, só tirando a catarata e o paciente usando aquele
- 2:39óculos, né? Fundo de garrafa com grau muito
- 2:41alto. Comenta aí, professor, faça uma
- 2:43viagem no tempo, né então? Pra viajar no tempo vamos ao
- 2:47início, né? Ao início da cirurgia de
- 2:50catarata era feita pelo barbeiro, né, barbeiro, meio
- 2:54canivete no olho e luxava a catarata lá pra dentro do olho,
- 2:59né? E saía aquele branco da pupila e
- 3:01a pessoa começava a ver. Mas evidentemente, essa técnica,
- 3:05a técnica, além de. É, é cruenta de sem a sepsia
- 3:09nenhuma, muitos olhos perdiam por infecção, mas também dava
- 3:15complicações sérias, né? O glaucoma, por exemplo, uma
- 3:17delas, né? E depois, depois é, veio o
- 3:21Ridley, depois da Segunda Guerra Mundial.
- 3:24Ridley era um médico, é inglês que observou que os aviões
- 3:30abatidos é. Cujos pilotos tinham pedaços de
- 3:36vidros dentro do olho e era bem intolerado.
- 3:38Então ele imaginou, poxa, por que que a gente não coloca uma
- 3:40lente dentro do olho, né? Então ele bolou uma lente, fez,
- 3:44foi um desastre, né, porque não tinha tecnologia na época, né?
- 3:48Ele foi crucificado pela oftalmologia mundial, né?
- 3:52Achava que a gente tinha que ter feito 11.
- 3:53Grande bobagem, né? Mas depois, com o
- 3:57aperfeiçoamento dessas lentes, né, com novas, novos
- 4:02investimentos. É, a coisa foi aparecendo, né?
- 4:06Então é, as lentes sintoclares aparecem.
- 4:09E hoje, para vocês terem ideia, a academia Americana tem o
- 4:12prêmio headler, né? Reconhecendo que ele foi o
- 4:16pioneiro das lentes sintoclares. Muito bem.
- 4:19Então, Gabriel, como eu sou antigo, né?
- 4:21A minha, a minha experiência era só com tirar a catarata e não
- 4:27colocar lente nenhuma mesmo, sabe?
- 4:29Era uma técnica intracapsular que a gente usava um crio,
- 4:33congelava a lente, congelava, catarata, tirava e dava ponto,
- 4:39né? E eu vi na época que eu era
- 4:42estudante ainda, doutor Edmar barata, que foi um grande
- 4:45oftalmologista aqui do Pará, de Belém.
- 4:49Ele IA operar e assim as as pacientes tomavam uma lavagem
- 4:53intestinal, né? Que iam ficar deitada durante 7
- 4:57dias sem poder se mexer. E alimentação praticamente só só
- 5:02soro e tal, né? Porque pra não levantar por quê?
- 5:05Porque não havia sutura. A pessoa fazia uma incisão lá de
- 5:10de teste 12 mm, tirava a catarata com o crime e deixava
- 5:15lá. Depois apareceram as suturas.
- 5:17Aí foi melhorando, né? A minha sogra, por exemplo, Ela
- 5:21Foi operada por essa técnica tirada da catarata, dado o
- 5:24ponto. E ela enxergou, morreu
- 5:26enxergando, porque mas evidentemente tinha que ter um
- 5:29óculos, né? Bem fundo de garrafa.
- 5:32Posteriormente, quando surgiram essas lentes, elas foram é sendo
- 5:37introduzidas no mercado primeiro americano, né?
- 5:40E eu estava mialen já. E aí um amigo meu tinha ido pros
- 5:45Estados Unidos, disse, olha, professor condenava essas lentes
- 5:49pela experiência que ele viu em Ridley.
- 5:52Mas essas lentes funciona, Edmundo, aí eu peguei o avião no
- 5:55outro dia, fui pra lá ver ele colocar essas lentes, né, pra
- 5:58aprender como é que faria, né? Então assim, essa evolução das
- 6:01lentes, elas começam, é dessa forma, né, começa com uma lente
- 6:05de 6 mm com 4 furos, né? E hoje, aí eu vou deixar pra
- 6:10você complementar a progressão que houve, né, das lentes hoje,
- 6:16as lentes hoje são lentes que é chamada lentes prêmio, né?
- 6:19Então vocês estão me vendo aqui fazendo essa live.
- 6:22Porque eu estou com uma lente evidentemente muito boa dentro
- 6:24do meu olho, que eu consigo ver o que está escrito aqui.
- 6:28Por exemplo, boa noite, doutor. Sei que não é o meu caso da live
- 6:32pá, pá, pá, é o Victor, né? Então assim, eu consigo ler para
- 6:36perto e consigo dirigir muito bem para longe.
- 6:39Quer dizer, eu coloquei 11 implantado em mim uma lente
- 6:42adequada que serve para longe e serve uma visão intermediária
- 6:46para leitura, né? Então assim tu podes agora
- 6:48entrar e complementar. Essa evolução da tua era, né?
- 6:53Da tua era. Tá fantástico, professor,
- 6:57excelente mesmo. Eu só vou fazer uns comentários,
- 7:00né? Então só pra vocês terem uma
- 7:02ideia, o Ridley, né? Ele era um médico britânico
- 7:05oftalmologista e durante a Segunda Guerra Mundial teve
- 7:07muito acidente, né? É com os pilotos da força aérea
- 7:11Britânia que se feriam no combate, né?
- 7:13E às vezes, fragmentos da cabine do avião.
- 7:17Eles entravam dentro do olho do paciente e tinha um material
- 7:20chamado polimetil metacrilático, que era PMMA, né, ou acrílico,
- 7:24né. E aí o que que acontece?
- 7:26Ele ele percebeu que isso daí era inerte, isso não causava
- 7:31inflamação no olho. Aí ele começou a pensar, né?
- 7:34E implantou em 1949 a primeira lente intra ocular.
- 7:36Como o doutor Edmundo falou, foi um desastre, né?
- 7:39Ele foi massacrado pela comunidade.
- 7:45É científica e mas sabe como ele reagiu?
- 7:48Ele continuou, ele manteve a fé na ciência, nos dados, né?
- 7:52Só lembrando que já tem 80 anos, né, gente?
- 7:54Então AA Segunda Guerra Mundial, já tem 80 anos, então tem 80
- 7:58anos. Aí que ele ele começou a fazer
- 8:01isso aí e só para se ter uma ideia, ele ele foi, digamos
- 8:05assim, promissor, né? Durante AA pesquisa dele e no
- 8:08início dos anos 2000, mais ou menos ele com 94 anos, ele
- 8:12recebeu o título de Sam Harold. Hitler, né?
- 8:14Ou seja, ele foi reconhecido como cavaleiro da Inglaterra,
- 8:17né? Então assim, só pra vocês terem
- 8:19uma ideia, né gente, é muito difícil a gente fazer pesquisa,
- 8:22né? A gente às vezes começa errando
- 8:24e tudo mais. Felizmente, hoje as pesquisas,
- 8:26elas elas são muito mais evoluídas, né?
- 8:28A gente tem e aí o caminho até uma técnica segura, né?
- 8:32Então ele, ele, as lentes oculares, elas começaram mesmo a
- 8:36ser implantada de fato, é no final dos anos 60, início dos
- 8:41anos 70. Nessa virada aí, até Oo os anos
- 8:4580, né? Até aí, os pacientes, eles não
- 8:48usavam lente, era tirada da catarata, e aí o paciente ficava
- 8:52com aquele óculos fundo de garrafa, né?
- 8:54Com grau é muito alto, né? E aí a revolução das lentes.
- 9:01Elas vieram junto com as cirurgias de faca e mocificação,
- 9:04né? Até aí a gente fazia início dos
- 9:07anos 90, a cirurgia que a gente chama extracapsular.
- 9:10A gente faz uma capsulotomia, ou seja, tira uma cápsula, uma
- 9:13película que está na parte anterior do cristalino.
- 9:16Retivava a catarata como um todo por uma incisão, geralmente
- 9:21esclerocorneana, né? Para dar menos a chimatismo, uma
- 9:24incisão um pouco grande, colocava uma lente introcular,
- 9:27geralmente rígida, edava1.no paciente.
- 9:30O paciente ficava bem, né? Ficava com grau residual, aí.
- 9:34É. E usava óculos, depois, um
- 9:37óculos menor do que esses fundo de garrafa, né?
- 9:40Que eram utilizados quando não colocava lente, né?
- 9:42E aí a revolução veio junto com o Charles Kelman, né?
- 9:45E a cirurgia de faca e mocificação, o que que é a faca
- 9:48e mocificação é uma caneta de ultrassom, né, que a gente
- 9:52insere dentro do olho por uma a gente faz uma incisão bem menor
- 9:56do que essa que eu acabei de comentar, dar extracapsular, EOA
- 10:01esse essa caneta acoplada um aparelho, né?
- 10:04Ela vai sugar o cristalino, vai triturar em vários pedaços.
- 10:07Com o ultrassom, né? A movimentação da caneta do
- 10:11ultrassom e vai aspirar o cristalino em vários pequenos
- 10:13pedaços. Então você não precisa de uma
- 10:15incisão grande. E aí só que qual era o problema,
- 10:18tinha que fazer uma incisão grande para colocar a lente que
- 10:20até então era rígida, né? Então, com AO avanço da cirurgia
- 10:24de catarata, a gente encontrou outro problema, que era procurar
- 10:27uma lente que coubesse naquela incisão pequena para não
- 10:31precisar ampliar incisão. E a ideia veio daí, né?
- 10:37E aí? A partir daí começou as lentes
- 10:39intraoculares dobráveis, né? A gente coloca essa lente dentro
- 10:43de 11 cartuchinho e essa lente ela vai dobrar dentro desse
- 10:47cartucho, a gente vai colocar essa lente por essa incisão e
- 10:50ela vai abrir dentro do olho, né?
- 10:53Então criou essa demanda urgente, ou lentes dobráveis,
- 10:58né? E aí tem que ter novos
- 11:00materiais, né? Aquele PMMA era ótimo, mas era
- 11:03um PMA rígido, né? E aí começaram a se pesquisar
- 11:07materiais flexíveis, né? O primeiro foi o silicone
- 11:10acrílico é hidrofóbico e hidrofílico também, né?
- 11:14Então com esses materiais a lente era Dobrada.
- 11:17Inserir em cartucho descartável em uma incisão de 2.5 a 3 mm,
- 11:21né? Só lembrando que 1 cm como se
- 11:24fosse de 1 cm, é 25% de 1 cm, então uma microincisão, uma
- 11:26incisão muito pequena. E aí a lente ela ela se expandia
- 11:32sozinha dentro do olho. É mágico, a gente vê isso
- 11:35durante a cirurgia, é um momento muito legal, né?
- 11:37Quando a lente ela ela se expande lá dentro do olho, né?
- 11:41Então isso se permitiu que as incisões fossem auto selantes,
- 11:45não levassem pontos. A cirurgia começou a demorar
- 11:48menos, né? Hoje em dia, uma cirurgia de
- 11:49catarata ela dura 101520 minutos, quando é um caso mais
- 11:53complexo, né? E aí, em 1994, uma empresa
- 11:55chamada álcool ela lançou AAA plataforma xsoft, que é a lente
- 11:59de acrítico hidrofótico, e a partir daí, né, virou 11
- 12:03referência mundial, né? É só pra se ter uma ideia, né,
- 12:09essa empresa, ela, eu não tô fazendo propaganda aqui, né?
- 12:10A gente tudo aqui a gente coloca.
- 12:12A título de curiosidade, já colocou em milhões de lentes no
- 12:14mundo, né? E aí, a próximo passo agora.
- 12:21É a cirurgia de catarata. Quer fazer algum comentário?
- 12:23Professor pode seguir. Não, não pode continuar, tá indo
- 12:26muito bem. É aí o qual é o próximo passo?
- 12:29A gente conseguiu aqui deixar a cirurgia de catarata mais
- 12:32redonda, né, digamos assim, menos invasiva, né, mais
- 12:35reprodutível, uma cirurgia mais rápida, mais confortável pro
- 12:38paciente, a incisão sendo menor pós operatório é muito mais
- 12:42tranquilo, o olho inflama menos o paciente.
- 12:44Ele sente que a visão melhorou já no dia seguinte, né?
- 12:47Então isso daí fica muito mais fantástico.
- 12:49E aí vem a era das cirurgias de catarata com cunho refrativo.
- 12:54O que que significa isso, né? Seria aquele paciente que ele
- 12:58faz a cirurgia e ele vai deixar de precisar de usar óculos ou
- 13:02ter menor dependência ao óculos, né?
- 13:05Claro que tem situações que OOO paciente vai precisar.
- 13:10Então, até aí a lente era meramente é substituitiva, né?
- 13:14O surgiu, a gente tirava a catarata, colocava uma lente
- 13:16para o paciente enxergar, aí principalmente para longe, mas a
- 13:19visão de perto continuava dependendo de óculos.
- 13:22Isso começou a mudar, né? Foi uma revolução a partir dos
- 13:25anos 2000 em diante, né? Primeiro, com as lentes
- 13:28históricas, né? Até então, a lente era
- 13:31monofocal, ela só corrigia ou a miopia.
- 13:34Ou a hipermetropia, né? E o paciente, ele tinha o
- 13:37artigmatismo, né, como alteração na curvatura da córnea, e ele
- 13:41não era eliminado. Então aí chegaram a gente
- 13:43histórica, eliminando também o artigmatismo, então o paciente
- 13:47que tinha antigmatismo alto, eles foram eliminados.
- 13:50Claro que existiam outras formas, né, de corrigir o
- 13:53artigmatismo naquela época, eu não sei se eu lembro aquelas
- 13:55seratotomias, né, que o pessoal fazia, é umas radiais
- 14:01eratotomias. É que fazia o próximo do limbo,
- 14:05né? E aí a partir dos anos 2000,
- 14:08chegaram as tão chamadas lentes muito focais, né?
- 14:11São as lentes igual aqui que eu na live, né, que a tá aqui por
- 14:16trás, são essa lente que tem esses anéis aqui concêntricos, e
- 14:19esses anéis a gente consegue dividir a luz quando incide no
- 14:22olho, né? Em vários, em vários é focos.
- 14:26Essas zonas difrativas, né, vão dar múltiplos focos, não dá
- 14:29focos pra longe, pra perto, depois vocês não tem diário.
- 14:32Então essas lentes, elas começaram sendo o primeiro
- 14:35bifocais, né? O foco de longe, EEO, foco de
- 14:39perto, né? Só que o problema é que essas
- 14:41primeiras gerações de lentes, elas davam assim, então imagina,
- 14:44atitude, o paciente, ele está ganhando uma coisa, né, ele está
- 14:47deixando de usar óculos, então é uma vantagem muito grande, mas
- 14:50muitas vezes toda vez que a gente ganha algo muito bom, né,
- 14:52a gente acaba perdendo pouquinho de outra forma.
- 14:55Então a gente pacientes, existiam muitos sintomas como
- 14:57alos, loturnos e glé, né? Então.
- 15:00À noite, aquela luz do semáforo de um carro, eles enxergavam
- 15:03halo circular ao redor ou uma fumaça ao redor das luzes, né?
- 15:08Então isso daí a gente tinha que selecionar muito bem os
- 15:10pacientes e tem que se relacionar até hoje.
- 15:13E essas expectativas tinham que ser alinhada.
- 15:15Mas felizmente, né, as lentes, elas foram evoluindo, né?
- 15:19Se criaram, é várias lentes esféricas que podiam corrigir,
- 15:24em parte essas essas abarre evoluções.
- 15:27E apodizadas que era uma técnica em suave de transmissão, esse
- 15:30entre esses focos, né? E fui melhorando cada vez mais a
- 15:34qualidade de visão. E aí vieram a lentes trifocais,
- 15:37né? 3 de 3, né?
- 15:39Então ela vai corrigir pra longe, pra visão intermediária,
- 15:43que é o computador que eu e o Edmundo a gente está enxergando
- 15:46aqui, a live vocês também e o de perto, que seria a leitura de um
- 15:49texto, né, de uma revista. Então aí são lentes fantásticas,
- 15:54né? Aí esse tipo de lente, porque
- 15:56que é importante pra gente, né, gente?
- 15:59Todo paciente ele é personalizado, né?
- 16:01O que que eu falo não é porque o seu vizinho colocou uma lente
- 16:03que você vai colocar igual, então o paciente da lente
- 16:06trifocal, ele é um paciente que ele tem que ser muito bem
- 16:09selecionado. Eu falo pro paciente, olha o
- 16:11único problema ficando mais Sério do seu olho tem que ser a
- 16:14catarata, a sua retina, o seu nervo ótico tem que estar muito
- 16:18saudável, a sua córnea tem que estar saudável, né?
- 16:20De preferência não tenha nenhum tipo de cirurgia corneana
- 16:23anterior, por quê? Essas lentes, elas precisam
- 16:26muito ter o olho muito bem estruturado pra poder é
- 16:31funcionar bem, senão elas não vão funcionar do jeito que que
- 16:34deve ser. E o paciente vai ter queixa, vai
- 16:36ter ala, vai ter Glória ou até não vai enxergar, né?
- 16:38Então a gente, a gente acaba tendo essa seleção, né?
- 16:41Não vai colocar num paciente que tem uma degeneração na mácula,
- 16:44né, que é uma alteração macular avançada, um edema macular
- 16:47diabético. Essas lentes não vão funcionar
- 16:49bem, então a gente tem que ser muito criterioso, né?
- 16:52E é assim o que eu falo, o paciente, ele tem que ser
- 16:54realista, alinhar AAA com o paciente e as expectativas dele.
- 16:59Por isso que eu uma consulta paciente dia de catarata, a
- 17:02gente é uma consulta muito demorada, né?
- 17:04Quando o paciente vem sozinho, às vezes um casal de idoso fala,
- 17:06olha, você tem algum filho? Traga o seu filho aqui pra gente
- 17:09conversar, alinhar as expectativas da cirurgia, né
- 17:12gente? A cirurgia é fantástica, é muito
- 17:14segura, mas assim a gente tem que estar alinhado com isso aí,
- 17:18até porque toda cirurgia tem risco, felizmente.
- 17:20Suja de catarata, hoje o risco é muito pequeno, né?
- 17:23É, mas a gente tem que deixar tudo isso muito alinhado até os
- 17:26cuidados pós operatórios que os filhos vão ter com esses
- 17:29pacientes, né? E aí tem uma tecnologia atual,
- 17:32né, que são as lentes hedorfs que se chamam, né, que foi agora
- 17:36a geração mais é é recente dessas lentes é, tem se tornado
- 17:41uma febre nos últimos anos, né? Mas o que que que que mudou o
- 17:45conceito, ele é diferente dessas lentes multifocais trifocais?
- 17:49Em vez de criar esses focos distintos, né?
- 17:51Esses anéis, essa lente é DOF, ela cria 11 ponto focal
- 17:56prolongado, que vai do intermediário até a visão de
- 17:59longe e contínua, né? Então essas lentes é dofs.
- 18:02Ela vem pra aqueles pacientes que às vezes eles não podem
- 18:05colocar uma lente trifocal por algum problema, é como glaucoma,
- 18:09hotel, algum problema macular muito leve e a gente pode dar a
- 18:12opção desse paciente colocar essa lente é é DOF, né, que vem
- 18:17do inglês. Que é o foco estendido, né?
- 18:19Ele vai ter esse ponto focal alugado e o paciente ele vai
- 18:23enxergar bem, sem óculos pra longe e pra visão intermediária,
- 18:26pra perto, uma letra muito pequena, uma bíblia, uma revista
- 18:30que tem uma letra, um enlatado de palmito, né?
- 18:33Alguma lata de refrigerante que tem aquelas letras muito miúdas.
- 18:36O paciente, consequentemente ele vai precisar de óculos, mas como
- 18:40eu falei, o resultado também da visão ele é, é natural, né?
- 18:43Ele é mais natural, ele tem menos alos, menos glé e fica bom
- 18:47às vezes para aquelas pessoas que direntem muito à noite.
- 18:49Eu operei recentemente um delegado de polícia, né?
- 18:52E ele me falou, olha, doutor, eu só trabalho à noite, porque eu
- 18:54gosto de trabalhar à noite. Às vezes eu vou pro meio da mata
- 18:57fazer emprestar o carro do trabalho, né?
- 18:59E eu não vi ele como um bom candidato a uma lente trifocal,
- 19:02né, porque ele queria a lente de a visão dele perfeita, e eu a
- 19:06gente ofereceu dele colocar essa lente é doff e ele achou
- 19:09fantástico, né? Ele falou assim, olha.
- 19:11A minha vida é só computador, celular, e ele está muito feliz,
- 19:15né? Porque ele não está usando
- 19:16óculos, porque ele não lê muita letra pequena.
- 19:18A questão dele é mais ocupacional, essa questão de
- 19:21dirigir à noite, né? Então, única de vontade, essa
- 19:24lente é realmente a visão de pó perto que ainda pode precisar de
- 19:27óculos, né? Pra Fontes muito pequenas, mas a
- 19:29gente isso é muito pessoal, às vezes depende também do tamanho
- 19:32da pupila do paciente, né? Se o paciente ele tem aquela
- 19:35menina dos olhos, pupila bem pequena, se a gente funcionar,
- 19:38melhor pra perto, né? E assim é muito legal nesse
- 19:42mundo das lentes prêmios, né? Dessas novas gerações.
- 19:46Então, só de forma resumida, né, hoje em dia a gente tem as
- 19:49lentes muito focais, né, a trifocagem, a bifocais, né, a
- 19:53gente tem essa de foco estendido e a gente tem as monofocagem,
- 19:58que vão funcionar principalmente pra longe, né?
- 20:01Fora isso, a gente tem combinação de todas essas lentes
- 20:03que o paciente aí tem o astigmatismo, coniano alto das
- 20:07lentes histórica, né? E a gente está indo pra onde
- 20:11agora, né? Onde é o Horizonte, né?
- 20:12A gente tem hoje 11 lente que tenha inteligência artificial
- 20:18associada, né? Então assim, a gente tem muita
- 20:21novidade, né? As as Fronteiras que estão sendo
- 20:24exploradas pela ciência, elas são fascinantes, né?
- 20:28E tem muita coisa nova que provavelmente vai vim e a gente
- 20:31sempre vai estar atualizado, né? Mas eu acho que, de uma forma
- 20:34geral, essas lentes novas seriam.
- 20:36Mais ou menos isso eu quero comentar.
- 20:38Algum caso aí, professor, que o senhor lembra?
- 20:40Eu acho, eu acho interessante comentar.
- 20:42Gabriela também a evolução da anestesia, né?
- 20:46Eu comecei a operar catarata com anestesia geral, imagina é,
- 20:50depois veio a reto bubaca, a gente fazer 11 injeção aqui Na
- 20:55Na órbita, né, pra operar. E hoje a gente opera com é
- 20:59anestesia tópica, né? Que são colírios.
- 21:02E anestésicos que a gente coloca durante a cirurgia, né?
- 21:06E cedo paciente, eu acho que essa forma foi uma forma muito
- 21:10bacana, né? Então pacientes entenderem muito
- 21:14bem, é todo mundo que já fez a endoscopia, ele não lembra de
- 21:19nada na do que aconteceu, né? Fez a endoscopia direitinho, fez
- 21:22biópsia, não sei o que, mas o que que você se lembra?
- 21:25Nada. Ele dormiu na hora, né?
- 21:28Ele fica obedecendo os comandos quando a gente manda.
- 21:31E ele não, não, não lembra de nada.
- 21:33Quer dizer, EE, como você usa colírio, né, para anestesiar?
- 21:38E também anestésico é que a gente usa é, digamos assim,
- 21:43dentro do olho, um pouquinho de anestésico dentro do olho para
- 21:46anestesiar a Íris, que é o que dói dentro do olho, a pessoa não
- 21:50sente nada, então ela só sai com aquele é plásticozinho aqui, né?
- 21:54Transparente, né? Diferente do passado.
- 21:57Que a gente fazia um curativo, né?
- 22:00Estava paciência, deitado, ficava 24 horas no hospital, né?
- 22:04Hoje não é uma anestesia ambulatorial, ou seja, o
- 22:07paciente entra em jejum, evidentemente, porque essas
- 22:11drogas usada pelos anestesistas às vezes podem provocar vômito.
- 22:16Então eles fazem um jejum de 6 horas, 8 horas, e aí é, faz AA
- 22:23cirurgia, sai com aquele plásticozinho.
- 22:25Na clínica nós temos uma oportunidade de dar um lanche
- 22:29depois, né? A pessoa não sai sem se
- 22:31alimentar de lá, né, faz um lanche, né, tem um lanche bacana
- 22:35lá, depois que opera e vai pra casa, quer dizer, vai pra casa
- 22:38com o olho aberto, vai pra casa com esse plasticozinho, só
- 22:42protegendo pra pessoa meter o dedo, ou então e pra dormir com
- 22:46ele, porque às vezes a pessoa dormindo, ela esquece que tá
- 22:49operado, sente alguma coisa no dedo, mete o dedo, né?
- 22:52Eu já vi pessoas. É danificado a sua cirurgia por
- 22:56não usarem esse protetor, né? Um protetor de acrílico que a
- 23:00gente coloca assim, né, que fica tampando o olho momentaneamente.
- 23:05Então quando a pessoa vai dormir na primeira semana, a gente
- 23:09sugere, né, até 10 dias. As vezes que a pessoa use esse
- 23:13protetor ao dormir, né? Eu usei 10 dias, né?
- 23:18Pra poder vai lá, vai que eu não sonho lá e meto dentro no olho,
- 23:22né? Então assim, essa evolução não
- 23:26só da tecnologia, é pra fazer a cirurgia, né?
- 23:30Essa tecnologia da faca em mocificação, que é um aparelho
- 23:33que a gente infelizmente a gente não tem tecnologia nacional.
- 23:37Essa tecnologia é uma tecnologia importada.
- 23:40Onde essa canetinha entra e como o Gabriel falou, fragmenta a
- 23:45catarata e aspira, né? E depois a gente coloca a lente.
- 23:49Então é esse aparelho, é um aparelho muito seguro, né, muito
- 23:51seguro, e controla vácuo, controla, é pressão que tá
- 23:55dentro do olho, enfim, velocidade de de, de de
- 23:59aspiração. Então assim, a gente tem um
- 24:02controle muito bom. Agora, infelizmente a gente não
- 24:05tem essa tecnologia nacional e isso encarece um pouco a
- 24:09cirurgia, mas dá uma segurança assim, fantástica.
- 24:11Imagina você operar, é como se fosse tirar um dente, né?
- 24:15Eu ainda digo assim, olha, vou botar as 2 de tirar, é é
- 24:18superior a tirar o dente. Porque, bem, você ainda vai sair
- 24:21com o espinho do sangue, né? O camarato tá muito sangue, né?
- 24:25Segue com o olho, né? Bacadinho ali, né?
- 24:28É, eu tenho, eu tenho. Eles não dão anestesia direito
- 24:31lá ao dentista, né? Eu tenho um dentista.
- 24:34Eu falei ega, pô, porque você não tinha um anestesista lá
- 24:36passar na de você? Né, mas aí, Gabriel?
- 24:41A gente tem que ver que ali o paciente tá deitado, tá
- 24:44monitorizado, né, tá sendo controlado, Pressão Arterial,
- 24:48pulso, aí fica todo monitorizado, né?
- 24:51A gente não, não, não abre mão disso, quer dizer, não é uma,
- 24:55vai fazer, tá controlando o pulso a né, está ali do lado o
- 24:59tempo todo, né, não é uma segurança muito boa, né, às
- 25:02vezes o paciente sobe a pressão pelo seu estresse, né, e dá a
- 25:05medicação, entendeu? Então é muito legal isso, EE.
- 25:09E assim você sai de lá. Mas o que que aconteceu?
- 25:11Já estou operado, já, já operou, né?
- 25:13É como tu falaste uma cirurgia habitualmente, né, uns 20
- 25:18minutos, né, 30 minutos. Agora nós estamos falando em
- 25:21cirurgia que não complicou, que não teve nenhum acidente, né?
- 25:24Cirurgia eu não gosto de banalizar muito a cirurgia,
- 25:27sabe? As vezes fica na cara cirurgia é
- 25:31um procedimento arrojado, que tem suas complicações durante a
- 25:35cirurgia e depois da cirurgia, né?
- 25:38Pode, por exemplo, infecção, que é uma coisa que você não não
- 25:41controla, né, embora a gente no final da cirurgia, a gente
- 25:45coloca antibiótico dentro do olho, né?
- 25:47Dá uma segurança muito grande, né?
- 25:49Eu acho que não tivemos nenhum caso, né, Gabriel, na nossa
- 25:52clínica de endossalmente, infecção muito ocular, né, não
- 25:56é, quer dizer, então segura, mas não 100%.
- 26:03Essa é uma coisa importante, né, porque eu.
- 26:06Bastante, às vezes, às vezes paciente é exigente, às vezes,
- 26:08aí ele diz assim, doutor, vou ficar bem enxergando tudo, não
- 26:12vai ter nada, nem aí eu digo assim, olha, eu faço até uma
- 26:15comparação, às vezes um pouco dura com o paciente.
- 26:18Eu digo assim, eu vou chegar do vivo em casa, só acho que eu vou
- 26:21chegar do vivo em casa. Como assim, doutor, não estou
- 26:23lhe perguntando, porque tem assalto, acidente de carro,
- 26:26atropelamento, né? A vida é risco, não tem nada na
- 26:30vida que não tenha risco, né? Então você vai correr um risco,
- 26:34evidentemente agora. Quando a gente vê
- 26:36estatisticamente o número de cirurgias que são feitas no
- 26:40mundo, a catarata é a cirurgia mais realizada no mundo, né?
- 26:44Catarata ou é o procedimento cirúrgico no ser humano mais
- 26:47realizado? Então, quando a gente vê
- 26:49incidência de complicações, é uma coisa baixíssima.
- 26:53Mas a gente não pode dizer pro paciente que não tem risco.
- 26:57A gente tem que ser honesto, tem risco?
- 27:00Tem. Mas a possibilidade de você ter
- 27:03algum alguma alteração durante a cirurgia ou depois da cirurgia é
- 27:07mínima? A mínima é mínima, né?
- 27:09Então é uma coisa de de de importância.
- 27:12Agora, o fato voltando, o fato da da cirurgia a gente ter
- 27:16assistência do anestesista nos dá uma segurança muito grande,
- 27:20né? Às vezes, para você sobe a
- 27:21pressão durante a cirurgia, está baixa, né?
- 27:25Pressão. Então é muito bacana isso, a
- 27:27gente tem uma. 11 time, né? Para fazer esse tipo de
- 27:30procedimento. Muito seguro, né?
- 27:32As enfermeiras muito bem treinadas.
- 27:35Então é, é uma cirurgia realmente reabilitadora, né?
- 27:39Reabilitadora. É isso aí, professor.
- 27:43Então, a lente certa, né? Aquela adequada para aquele
- 27:46paciente específico, né? Não existe a melhor lente do
- 27:49mundo, né? Existe a melhor lente para
- 27:51aquele perfil de paciente com estilo de vida dele.
- 27:55Pro exame dele, pro exame oftalmológico, né, a retina, a
- 27:58topografia, que é 111, exame que avalia a córnea, então nosso
- 28:03papel como se a gente fosse 111 alfaiate, né?
- 28:05A gente customiza, né, pra operar aquele paciente e aquele
- 28:09paciente vai vai ser feliz, né, daquele jeito.
- 28:12Então a gente é muito, muito interessante, né?
- 28:14Essas consultas pré operatórias eu gasto bastante tempo, né, até
- 28:18porque eu gosto de conhecer o paciente.
- 28:20A vida dele eu faço alguns questionários, né?
- 28:23Sempre faço questão dos familiares estarem, né?
- 28:26Então eu sou eu sou apaixonado por fazer isso, né?
- 28:29A oftalmologia, ela tem um poder único, né, de transformar a
- 28:32qualidade de vida da pessoa de uma forma imensurável, né?
- 28:35Às vezes a gente tem paciente que tá há anos, né, eu tenho uma
- 28:38senhora que operei, tem um, acho que 2 semanas ela tem 88 anos,
- 28:42ela disse que tá há 15, tá há 15 anos pra operar essa catarata,
- 28:45né? Então eu até falei pros filho,
- 28:47eu falei olha, era, dava pra ter operado antes, né, que tava um
- 28:49pouquinho dura, né gente? Então quanto quanto mais
- 28:53esperar, né, mais dura ficar catarata e até a cirurgia fica
- 28:56um pouco mais complexa, né? Então não é, não é nem pra
- 28:59operar muito precocemente, né, muito inicial e nem quando
- 29:03tiver, já muito madura, né, muito dura, deixa ali quando ela
- 29:06já tiver atrapalhando a visão, né?
- 29:08Às vezes não só a visão de longe, como a visão de cores,
- 29:10né, o contraste das cores. Atrapalha quando de fato tiver
- 29:14na hora de operar, né? Se o oftalmologista, ele vai
- 29:17dizer quando que vai ser a hora, né?
- 29:20Então eu achei muito bom, porque a paciente falou assim, nossa,
- 29:23se eu soubesse que era assim tão tranquilo, eu teria feito antes,
- 29:26né? Ela tava há 15 anos pra fazer
- 29:28essa cirurgia, ela tinha medo da cirurgia.
- 29:30Ela falou assim, olha, não dói a cirurgia, não dói, é feita com
- 29:33anestesia, é local, né, na forma de colírios e intraocular que é
- 29:37o colírio, a anestesia intracameral que a gente faz
- 29:40dentro da Câmara anterior do paciente.
- 29:43E uma sedação, né? Ela fica sonolenta.
- 29:45Então ela nem lembrou do que aconteceu no Ciro quando a
- 29:47cirurgia que ela estava lá Na Na sala de recuperação na Estrela,
- 29:51perguntou, agora que vai começar?
- 29:52Eu falei assim, não, dona, já até terminou, né, que me marcou
- 29:58esse mês, né? Eu falei 88 anos, né?
- 30:01E os familiares estavam pensando assim, doutor, vale a pena
- 30:04operar? Eu falei assim, claro que vale,
- 30:06ela não tem nenhuma, não tinha nenhuma comorbidade nenhuma, uma
- 30:08senhora saudável, né? Tem uma pergunta do Emanuel
- 30:14aqui, se essas gentes com OIA não são indicadas para quem tem
- 30:19problema na retina, é, e as e as cirurgias de catarata via paz
- 30:26plana, sem tocar no Victor? Não, a cirurgia não é via paz
- 30:29plana via paz plana é a vitractomia, tá?
- 30:33É quando você tem um problema de retina na região macular, que é
- 30:37a região mais importante da nossa retina.
- 30:40A gente evita de colocar essas lentes multifocais, né?
- 30:44Porque as vezes não dão muito bem resultado.
- 30:46Paciente não fica muito bem satisfeito.
- 30:48A gente prefere as lentes monofocais, né?
- 30:51E a outra pergunta que ele fala que eu escolhi os corticoide, eu
- 30:54acho que ele tá tá preocupado com o uso do corticoide.
- 30:58Aliás, corticoide antes, né? Quando a pessoa abusa do
- 31:01corticoide em casa, por qualquer.
- 31:04É inflamação do olho, ele pode induzir a catarata, chama
- 31:08catarata, cortisônica, então todo corticoide sobre a forma de
- 31:12colírio, ele deve ser manuseado com cuidado, né?
- 31:16Não? Só porque ao longo do tempo ele
- 31:19pode causar catarata e também pode causar gal coma.
- 31:22Então é 11 droga que a gente usa assim, com muito cuidado, claro,
- 31:27é um tempo menor de uso. A gente usa, por exemplo,
- 31:30corticoide no pós operatório, né?
- 31:32Local, né? Um colírio habitualmente,
- 31:35raramente a gente precisa usar um corticoide oral, né, que a
- 31:38pessoa tome, né, mas tem que também cuidado com os colírios,
- 31:42viu, gente? É, eu já vi vários casos de
- 31:45pessoas já chegaram com o galpão avançadíssimo pelo pelo uso do
- 31:48corticoide e lamentavelmente ele é vendido sem receita médica,
- 31:52né? Porque o que que não é saudável,
- 31:56né? Outra pergunta que tem aqui é
- 31:59Gabriel. Deixa eu, deixa eu colocar,
- 32:03deixa eu botar ordem aqui no chegou a hora que vocês mais
- 32:05esperavam, né? A gente vai abrir o chat das
- 32:07perguntas. A gente tem várias perguntas
- 32:08excelentes. Doutor de bundo, se prepara, eu
- 32:11vou colocar aqui na ordem de cima para baixo, tá, professor?
- 32:15Pode ser. Tá, tá, a gente não vai
- 32:17conseguir responder todas, né? Boa noite, doutor.
- 32:21Sei que não é meu caso a live hoje tenho alta miopia.
- 32:24Tenho escolamento do Vitor posterior.
- 32:27Com muitas oposicidades, uma gigante no meu ligeiro.
- 32:29E depois que os médicos não fazem a vitreólise ao invés da
- 32:34vitractomia? A gente quer comentar aí,
- 32:36professor? Sobre a antrolis com com um
- 32:40laser chamado IAC laser, né? O que que ele faz?
- 32:43Ele pega aquela Opacidade grande que a pessoa tem que tá vendo
- 32:46que é moxa volante, né? Que tá passando, né?
- 32:49A gente faz 111 aplicação de laser fragmenta em vários
- 32:54pedacinhos, né? E a pessoa deixa de perceber
- 32:57aquela mosca grande, mas aqueles fragmentos pequeninos, ela vai
- 33:01continuar vendo, né? AA cirurgia de vitrectomia pra
- 33:05resolver isso é, eu acho que Gabriel, você não meus é aí 50
- 33:11anos de medicina. Se eu fiz uma ou 2 cirurgia por
- 33:14isso foi foi muito. Não faço porque porque é não é
- 33:19porque o nosso cérebro ele se acostuma, né?
- 33:22Então, por exemplo, se eu quiser hoje ver minhas moscas volantes,
- 33:26eu a vou acordar e eu olhar para o teto, que é branco, eu vou ver
- 33:29minhas moscas volantes, mas Oo nosso cérebro vai se adaptando a
- 33:33essa condição e não atrapalha. Agora aqueles pacientes que
- 33:37ficam procurando, né, cadê a minha, cadê a minha, a minha
- 33:41mosca volante, né? Isso vai atrapalhar sempre, né?
- 33:44Você tem que desligar um pouco e deixar a coisa correr agora se
- 33:47tiver realmente com uma situação muito, muito grande, né?
- 33:51Você pode fazer a vitractomia também.
- 33:54Eu participei de um Congresso em Belo Horizonte no ano passado,
- 33:58ano retrasado, aliás, que o tema assim era muito legal essa
- 34:02discussão. Eram 2 púlpitos, né?
- 34:04111 colega IA defender AA vitractomia, né, pra mosca
- 34:10Rolante, e o outro IA dizer que não, né?
- 34:14Então foi interessante, porque o cara que foi fazer falar sobre
- 34:17colega, que foi falar sobre. Indicar a vitectomia?
- 34:21Ele mostrou vários trabalhos científicos mostrando que o
- 34:25risco era muito pequeno dessa cirurgia no pós operatório, né?
- 34:29Então dizendo que ele abraçava essa ideia de fazer a
- 34:32vitectomia, e aí quando passou a palavra para o outro colega que
- 34:37era contra, né, isso era proposital, né?
- 34:39Vai falar a favor e outra fala a conta, né?
- 34:42E a plateia decide, então ela é uma plateia só de retinólogo,
- 34:45né? Então ele perguntou assim, quem
- 34:47tem mosca volante? Mas numa plateia acima de 40
- 34:50anos, uns 50% já levantaram a mão, né?
- 34:53Tem mosca volante aí, tá bom, agora levanta a mão quem
- 34:57operaria ninguém, ninguém levantou a mão, sabe, Gabriel
- 35:00foi curioso, né? Então assim, o que você, o que
- 35:03você não faz em você? Você não pode pro um pro outro,
- 35:06né? Evidentemente que tem exceções,
- 35:08né, que é a gente respeita, mas habitualmente o nosso cérebro se
- 35:13acostuma com essas mosca, volante todo mundo.
- 35:17Vai ter mosca volante um dia, porque o Vitor de escola da da
- 35:20retina, aí fica aquela mosquinha passando, né?
- 35:23Toda vez que você olhar pro céu ou pra olhar pra Areia Branca ou
- 35:27pra um teto branco, você vai ver essa mosquinha, mas ela não
- 35:30outra parte de você. Agora, raríssimos casos, tem que
- 35:34a digamos assim, a mosquinha fica na frente da letra, né?
- 35:37Aí você pode propor 11 aplicação de de a glaser, né, que é 111
- 35:44técnica. Não invasiva.
- 35:46Quer dizer, a gente faz num aparelho que não toca no olho do
- 35:49paciente, né? O raio vai lá e fragmenta aquele
- 35:52aquela, aquela Opacidade ou até mesmo a bistectomia que é, estou
- 35:57te falando. Em 50 anos, eu fiz uma ou 2
- 35:59casas por muita insistência do paciente.
- 36:01Foi muito. O yague tem os riscos também,
- 36:04né? De ter rotura e tudo mais.
- 36:06Tem 11 trabalho, né? Tudo na vida é risco, né,
- 36:09Gabriel? Tudo na vida é risco.
- 36:11Benefício, né? Então você sempre pesa.
- 36:14Né, na vida tudo é risco, benefício, eu.
- 36:17Tive um, é, eu tive um caso interessante, um paciente, ele
- 36:20tinha umas moscas volantes, né, e ele pedia para eu operar ele.
- 36:23Eu falei, olha, cara, eu não vou te operar.
- 36:25E aí, felizmente, né, ele eu não operei ele, né.
- 36:29E aí uns 6 meses depois, ele IA muito lá na clínica, né?
- 36:32Questionava, não tem nada. Eu falei, olha, é melhor a gente
- 36:35observar, falei sobre essas ideias e 16 meses depois desse
- 36:39episódio inicial. Ele teve uma baixa cuidado
- 36:43visual, super mandou uma mensagem uma quinta à noite eu
- 36:45lembro bem, eu falei, cara, vai amanhã 8 horas na clínica, já
- 36:48vai em jejum, que ele disse que a visão dele, ele estava
- 36:50completamente embaçada e aí ele tinha uma hemorragia vítrea, né,
- 36:55que é uma condição, né? Um sangramento na cavidade
- 36:58gelatinosa do olho, que é o vitro, e a visão dele estava bem
- 37:01baixa nesse caso, né? Eu fiz um ultrassom e no
- 37:03ultrassom eu vi 11 rasgadura. Né, eu falei, olha, isso aqui é
- 37:07segundo. Uma rotura retiniana.
- 37:10Aí eu operei, ele foi já 1 da tarde, né, no mesmo dia, padrão
- 37:14lá da retina pro, a gente consegue resolver essas coisas,
- 37:16sou muito feliz, e aí realmente era uma ruptura superior, né?
- 37:21Fiz o laser, deixei ele com um pouquinho de gás e tirei todo o
- 37:24vidro dele, né? Fiz a vidrectomia, né, o
- 37:27tratamento foi cirúrgico, felizmente ele ficou muito bem,
- 37:30né, e o curioso como eu tirei o vidro, né?
- 37:34Sumiram as moscas volantes, né? Ele ficou?
- 37:37Feliz, ele disse assim, doutor, agora eu tenho outra visão e ele
- 37:40sumiu. Agora aquela história, tu
- 37:42imaginas se eu faço essa cirurgia dessa vitrectomia, né?
- 37:46Na época que ele reclamava das moscas volantes e essa rasgadura
- 37:51aparece logo é depois. Alguns meses ele IA poder achar
- 37:56que essa rasgadura era consequente da cirurgia, mas na
- 37:58verdade não é da história natural.
- 38:01Né? Do olho dele que 1 hora IA ter
- 38:03isso daí, né? É um, digamos assim, um ciclo da
- 38:05vida, né? Isso daí tava predeterminado a
- 38:09acontecer, né? Eu acho que deu pra entender meu
- 38:10raciocínio. Então, gente, a gente tem que
- 38:14ser. Eu queria responder aqui
- 38:16novamente pro Emmanuel, né, que ele colocou aqui.
- 38:18A minha médica deu corticoide para mim por um meio de adquirir
- 38:22catarata, né? Subcapsular posterior, né?
- 38:25Isso não é verdade, viu, irmã? Não é um mês de corticoide não
- 38:28causa isso não, viu? A gente devia ter um pouco, né?
- 38:32Mas há 1 mês a gente usa às vezes 2 meses, 3 meses, paciente
- 38:35com veryat, a gente passa às vezes 3 meses usando corticoide
- 38:38por dia e não, não tem catarata não.
- 38:41Então se a catarata sua não, não culpe a sua médica não.
- 38:44Que que eu vou defendê la aqui que não foi com certeza, tá bom
- 38:48a. Gente, opera, tá subcapsular
- 38:52posterior. É uma catarata que fica bem
- 38:54posterior do cristalino. A gente opera, o paciente fica
- 38:57bem, né? Isso daí.
- 38:58A gente tinha catarata. Ela tá aí pra gente operar, né?
- 39:01Não adianta a gente ficar criando muita ideia, né?
- 39:04É, é, é Gabriel. Agora eu tô vendo aqui que a
- 39:06gente tava tava respondendo pro Emanuel e apareceu o rosto dele
- 39:10aqui do lado. Agora é outra forma de
- 39:11transmissão, é, repara, achei isso, apareceu o rosto dele aqui
- 39:16de óculos, ó, aí ó, tá vendo? Eu li muito branco, piada, né?
- 39:22Eu não sabia. Onde desse recurso?
- 39:23Agora aí, né? A cor também está azul, né?
- 39:29Para fazer a última pergunta, professor, tá, vou pegar aqui.
- 39:36Olha só, essa pergunta, é uma pergunta clássica.
- 39:38Quer responder? Boa noite.
- 39:41A cirurgia de catarata pode ser realizada mais de uma vez,
- 39:46habitualmente não, anão ser que tenha ficado um restinho de
- 39:49catarata lá que não foi possível tirar na hora e o colega depois.
- 39:53Pode reintervir, mas catarata a gente só opera uma vez
- 39:57habitualmente, né? anão ser que às vezes tem
- 40:00algumas, é situações em que algum pedacinho de catarata caiu
- 40:04lá para dentro do da, do, do Vitor, né?
- 40:07E aí a gente tira, porque fica incomodando o paciente.
- 40:10Aí seria, digamos assim, uma segunda cirurgia, mas não de
- 40:13catarata em si, catarata em si. A cirurgia só uma vez tirou,
- 40:17acabou, né? Tá bom.
- 40:20Isso aí, então estamos indo no nosso minutos vinais da live,
- 40:24né? Uma live fantástica aí.
- 40:25O doutor Edmundo contou bastante a experiência dele ao longo da
- 40:28vida, né? Eu acho muito interessante que o
- 40:30doutor Edmundo, ele pegou dessa, dessa fase inicial, né, que não
- 40:33se colocava à lente ele brilhantemente durante a
- 40:35carreira dele, ele conseguiu aprimorar as técnicas, né, e
- 40:39acompanhar a ciência, né, as evoluções das cirurgias e da
- 40:42lente trocular. Deixa aí, professor, uma
- 40:45mensagem final para os nossos internautas, né, sobre a nossa
- 40:48live de hoje. Olha, nossa obra de hoje é, eu
- 40:51diria para você, para os internautas, para discutirem
- 40:55muito bem com os colegas que vão, que estão atendendo sobre
- 41:00aquilo que você falou, Gabriel, para o que que eu quero da minha
- 41:04vida, né? Por exemplo, você citou a
- 41:05questão aquele policial, né? Que é uma situação diferente.
- 41:09Então discutir olha e exaustivamente com o seu médico
- 41:14para ver quais são as opções que você tem, né?
- 41:17Ele pode dizer assim, olha. Posso passar só uma lente pra
- 41:20você enxergar longe, pra perto de você colocar um óculos, né?
- 41:23É uma lente inclusive mais num preço mais reduzido, né?
- 41:27Pode colocar uma lente com uma minha, eu sou fã da minha, né,
- 41:29porque eu de foco estendido né, que eu eu enxergo bem pra longe,
- 41:36eu enxergo bem pra perto. Agora, por exemplo, um dia
- 41:38desses eu fui num num casamento que a luz bem baixinha, bem bem
- 41:43suave, né? E as letras do cardápio eram
- 41:46muito pequenas, eu não consegui ler, eu tive que jogar luz com
- 41:48celular, quer dizer, mas é uma situação inusitada, né?
- 41:52No dia a dia eu não preciso do óculos, né?
- 41:54Aliás, nem mandei fazer óculos pra mim até hoje, né?
- 41:57Hoje eu eu trabalho sem óculos, eu pego sem óculos, enfim, então
- 42:02é, é, eu diria pro pros internautas, é conversar muito
- 42:06bem e assim aquilo que você falou, Gabriel, é, acompanhe
- 42:11seus pais, acompanhe seus tios, entendeu?
- 42:14Porque às vezes você fala para o paciente, ele não consegue
- 42:17assimilar aquilo, e depois no pós operatório, ele começa a
- 42:20questionar você, então eu nunca opero um paciente só com aquele
- 42:25paciente que foi ali operar comigo?
- 42:26Não, eu digo, não, traga seu filho, traga seu primo, traga
- 42:29seu irmão, traga um acompanhante, por favor, porque
- 42:32ainda digo assim, olha, 2 ouvidos, escuto melhor 4, né?
- 42:35E hoje a gente no nosso programa, né, Gabriel, a gente
- 42:38pode gravar, né? O que você disse, né?
- 42:40A gente vou gravar aqui o que que nós conversamos?
- 42:43Vê se você está de acordo, aí eu falo, o senhor está de acordo
- 42:46todo aqui está no seu, no seu prontuário, está tudo escrito,
- 42:49porque a gente vai falando e o prontuário vai escrevendo, né?
- 42:52Muito legal isso. Então foi aquilo que foi
- 42:54acordado, né? Aquilo que a gente combina
- 42:57normalmente não dá, não dá problema, né?
- 43:00Então um abraço a todos, foi um prazer mais uma vez estar aqui
- 43:03com vocês. Valeu, professor.
- 43:06Um abraço chegar aqui. Então é isso aí, pessoal, né?
- 43:10A gente fez um comparativo visual de todos esses tipos
- 43:14modernos de lente, né? Comparando com os antigos e
- 43:17também da evolução da cirurgia de catarata, né, que a lente
- 43:21entrou ocolar e a cirurgia de catarata elas caminharam junto,
- 43:24pessoal, só lembrando que OA live ela tem um conteúdo
- 43:27informativo, né? A gente não tá aqui pra dar
- 43:28conduta de nenhum caso, nem de calente pra ninguém, né?
- 43:32Então não esqueço aí de nos seguir nas redes sociais, no
- 43:35YouTube, Instagram, Facebook, deixe o like, compartilhe com
- 43:38seus familiares, seus amigos, a gente sabe que pessoas é bem
- 43:43informadas, elas tomam, tomam sempre as melhores atitudes né?
- 43:46As melhores condutas durante a vida, né?
- 43:49Então é isso pessoal, um abraço e até semana que vem lembrando,
- 43:53toda quarta a gente está aqui às 20:00, está dando conteúdo de
- 43:56qualidade de forma gratuita pra todos vocês.
- 43:59Um abraço pessoal.