Latest / Os Agilistas / #306 - VML: A nova lógica dos dados aplicado ao digital
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- 0:08Bom dia, boa tarde, boa noite. Começamos mais um episódio dos
- 0:11agilistas, podcast que é o seu radar de inovação, negócios e
- 0:15tecnologia. Eu sou a Marcela e nesse
- 0:17episódio a gente vai conversar com 2 convidados da via.
- 0:19Mel, uma grande agência de comunicação com a abrangência
- 0:22multinacional, que é parte do grupo, ao qual ADTI também faz
- 0:25parte o grupo WPP. Hoje a gente vai abordar como os
- 0:28dados, aliás. Da criatividade, claro, guiam
- 0:31marcas em tempos de incerteza. Chegou a hora da gente
- 0:34desmistificar aquela ideia meio de médio mesmo, né?
- 0:37De que profissional da área de agências são super iluminados
- 0:40por inspirações aleatórias, né? A gente, do lado de cá, ouve que
- 0:43tem muito suor, dados, tecnologia e, claro,
- 0:46criatividade também para entregar campanhas que atingiam
- 0:49o seu público conosco hoje. Thaís Santos, diretora de
- 0:52estratégia da via mel, tudo bem, Thaís, bem-vinda a nossa casa.
- 0:56Oi, Marcela, oi ouvintes também. Novo pra mim falar isso, mas eu
- 1:01achei muito legal. Obrigada pelo convite, prazer
- 1:04estar aqui. E Felipe hits, que é gerente de
- 1:06planejamento da via. Mel, ei, Felipe, bem-vindo.
- 1:10Obrigado Marcela. Tudo bem?
- 1:12Tudo bem, pessoal? Bem feliz e animado também pra
- 1:14pra gente dar essa conversa. E quem divide a bancada comigo
- 1:17hoje é o Samuel, que já é um roxo habitual aí dos agilistas,
- 1:20e aí, Samuel, como é que você está?
- 1:22E Marcela fazendo a dobradinha de novo aqui nós 2, né?
- 1:25Bora lá? Conversas que envolvem marketing
- 1:27e criatividade me deixam bem. Fez.
- 1:30Gente, eu queria abrir o papa aqui hoje, puxando um desafio
- 1:34que a gente está vivendo, né? Eu vivo aqui Na Na DTI também,
- 1:37né, que é o desafio de comunicação mesmo.
- 1:39Nessa era da economia da tensão, os consumidores cronicamente
- 1:43conectados, mas todo mundo de desatento interrompi toda hora,
- 1:47sem foco, canal fragmentado, o mercado que não para de
- 1:51transformar o desafio a gente já sabe que não falta, né?
- 1:54Vocês consideram que houve muita mudança nos últimos anos em
- 1:58relação a como vocês começavam a.
- 2:00A planejar uma campanha. AI, Marcelo, é complexo falar de
- 2:03mudança na indústria da comunicação assim, de uma
- 2:05maneira geral, porque eu acho que desde o primeiro momento que
- 2:09eu entrei nessa indústria, a sei lá, 1415 anos atrás, que a gente
- 2:13fala o tempo todo de mudança de inovação, a gente está sempre
- 2:17questionando de uma maneira geral.
- 2:19Acho que não só na estratégia, a forma como que a gente faz das
- 2:22coisas, como o consumidor é impactado, o consumidor está
- 2:25mudando também, né? Os estímulos são outros.
- 2:28A gente está 24 horas por dia. É conectado, então tudo isso
- 2:31coloca em xeque o nosso trabalho e faz assim.
- 2:34É um grande teste, um trial teste que a gente está fazendo o
- 2:37tempo todo para tentar ser mais assertivo.
- 2:39Acho que tem uma coisa de pulverização, não só de
- 2:42mensagem, mas de repertório de marcas.
- 2:45Então mudou muito e eu acho que AA mensagem assim,
- 2:48principalmente para os ouvintes, é que não vai parar de mudar.
- 2:51Eu acho que eu não consigo ver um cenário onde a gente não
- 2:54tenha mudanças e adaptações constantes na indústria,
- 2:58principalmente porque a gente precisa.
- 3:00Daí se conecta com as pessoas, né?
- 3:02Então o estilo de vida das pessoas estão mudando, a forma
- 3:04como elas pensam, estão sendo estimulado por novas
- 3:07tecnologias, inovações. Então eu não vejo um cenário
- 3:10onde a mudança ela não aconteça. Mas eu acho que a gente tem que
- 3:14tentar filtrar, exercitar o olhar para filtrar as mudanças
- 3:17de fato que precisam acontecer do ponto de vista de operação no
- 3:21trato com informações e o que na verdade só está mudando de nome,
- 3:26porque isso também é uma, é uma coisa que acontece recorrente,
- 3:29assim, não. A nossa indústria.
- 3:31Mas falando especificamente de estratégia, com certeza, eu acho
- 3:34que antes a gente trabalhava de uma forma um pouco mais linear.
- 3:39É até perigoso falar um pouco isso, porque estratégia nunca
- 3:41foi linear, né? Na verdade, assim, a gente tenta
- 3:45sempre trazer estímulos e eu sempre brinco, inclusive com os
- 3:48meus pares, com os meus times, que o entregável da estratégia,
- 3:52do planejamento. Ele não é só uma apresentação,
- 3:55isso é a primeira coisa que a gente está em constante trabalho
- 3:58de desmistificação. Então, assim, a construção de
- 4:01estratégia do pensamento estratégico, ele pode vir e pode
- 4:05vir a criar e resultar em diferentes materiais no formato.
- 4:09Ele fala muito mais sobre escolhas para uma marca
- 4:12especificamente do que uma apresentação em si.
- 4:16Mas eu sinto que o mínimo de linearidade que a gente tinha no
- 4:20passado, ele foi quebrada. Assim, essa linearidade eu acho
- 4:23que está tudo bastante fragmentado.
- 4:26A gente tem muitas caixinhas para preencher, e isso.
- 4:30Faz com que a disciplina de estratégia fique mais complexa.
- 4:33Então a gente viu uns anos atrás no surgimento de novos cargos,
- 4:37né? É aqui no Brasil, então a galera
- 4:39que faz com os planning alguns outros cargos que a gente
- 4:42começou a discutir, porque existem necessidades diferentes
- 4:45de pensamento estratégico. E aí, só pra finalizar, pra
- 4:48deixar Oo Ritz falar também, uma coisa que eu sempre provoco é
- 4:53que o pensamento estratégico ele tem que ser inerente à área
- 4:56assim, né? Ele não tem que ser uma coisa
- 4:59que é. Doutora, só de uma área
- 5:01específica, mas de todas as outras áreas, para que a gente
- 5:04consiga trabalhar de forma mais assertiva e se adaptar a essas
- 5:07mudanças que são constantes na indústria.
- 5:09Então, mudou muito a forma que a gente trabalha, inclusive nesse
- 5:12trato com outras pessoas, com outras áreas.
- 5:14Essa troca, as coisas precisaram ficar um pouco menos
- 5:17verticalizadas. No fim das contas, a estratégia.
- 5:20Eu não gosto muito dessa palavra, não.
- 5:21Mas a estratégia é mais claro, como se fosse um mindset, do que
- 5:25de fato uma disciplina, né? Para as pessoas.
- 5:28Eu acho que é um bom ponto de vista, acho que é.
- 5:30Pensamento e decisão. E aí quando a gente fala de
- 5:32planejamento, é como que a gente vai executar isso?
- 5:34E aí existem inúmeras formas assim.
- 5:37Eu. Concordo plenamente com o que
- 5:38vocês estão falando. Eu acho que isso é uma coisa que
- 5:40não mudou e não vai mudar, né? A gente sempre pensou
- 5:43estrategicamente, a gente sempre tomou decisões informadas sobre
- 5:48as coisas EE essa maneira de pensar ou a maneira de aplicar o
- 5:51pensamento do trabalho, isso não muda.
- 5:53E eu acho que, tirando isso, a outra coisa que não muda é que
- 5:56está tudo sempre em constante mudança.
- 5:58Então isso é uma coisa que a gente pode.
- 6:00Pode sempre contar que vai acontecer.
- 6:01E aí dentro dessas mudanças, eu acho que o que teve uma
- 6:04transformação maior no trabalho, acho que você falou uma palavra
- 6:06que ficou muito comigo, Taís, que é de pulverização.
- 6:09Então, embora as estruturas sejam as mesmas, embora não
- 6:12seja, não tenha mais essa linearidade e tal, tem tudo
- 6:15muito mais agora. Então tem mais dados, tem mais
- 6:18marcas, tem mais pessoas, tem mais maneira de analisar mais.
- 6:21Informação. Mais informação a informação
- 6:24demais até. Demais.
- 6:26Eu acho que a maior mudança, que acho que se antes a gente tinha
- 6:29que aprender. Eu ou entender num trabalho,
- 6:31como articular as informações que a gente encontrava.
- 6:34Hoje. Tem mais etapas nisso, né?
- 6:37Como a gente seleciona, como que a gente filtra e depois como a
- 6:41gente articula? Não que a gente não tivesse que
- 6:42fazer isso antes, mas eu acho que hoje tem tanto mais dados,
- 6:44né? Tem tanto mais informação,
- 6:46Fontes disponíveis, que a gente acaba tendo que puxar isso como
- 6:49metade inerente do processo de trabalho e de de pensar
- 6:52estrategicamente. Aqui no mundo do desenvolvimento
- 6:55de software, né? De produtos digitais, a gente já
- 6:58vem há um tempo falando. Pouquinho sobre isso, como que
- 7:01eu vou planejar, sei lá. EE, detalhar um produto digital
- 7:05minimamente para entregar daqui a um ano, sendo que daqui a um
- 7:09ano tudo mudou, né? Então é uma coisa que a gente
- 7:11fala realmente de começar pequeno e fazendo
- 7:14interativamente melhorando, né? EE testando muito mercado no
- 7:18mundo de vocês. Assim, dá pra ir testando o
- 7:21mercado antes de liberar uma campanha assim super massiva.
- 7:25Vocês têm alguns experimentos nesse sentido?
- 7:27É complexo, acho que todas perguntas.
- 7:30Que a gente for conversar aqui, todos os tópicos que a gente
- 7:33tocar, a gente vai sempre começar falando que é complexo,
- 7:34porque sempre é. Eu acho que principalmente
- 7:36quando a gente trabalha com marcas grandes, né?
- 7:38A gente tem tem marcas grandes aqui Na Na VML.
- 7:41Acho que quanto maior a escala, mais complexo fica.
- 7:43Esse teste pequeno de uma coisa, uma coisa pequena, de uma marca
- 7:47gigante, ainda é uma coisa grande, né, que está sendo
- 7:49colocada na rua E tal. Mas isso não significa que a
- 7:51gente não tem como testar e aprimorar no micro EE crescer.
- 7:56Então tem 11 trabalho que a gente fez com azul, por exemplo,
- 7:59acho. Gente, enquanto a agência, né,
- 8:01que precisou muito dessa compreensão de dados, porque foi
- 8:05um trabalho que foi entregue pelo conjunto de agências que
- 8:08formam um grupo VML. Cada agência fez uma função ali,
- 8:10então AVML faz a parte mais de comunicação, mas também APM web
- 8:16faz CRM, marketing já faz analytics, CXE essa junção de
- 8:19dados. A gente conseguiu fazer uma
- 8:22jornada. Decidi entender exatamente quem
- 8:24eram as pessoas que estavam comprando com a azul, quando
- 8:26elas estavam comprando, quais dias da semana e tudo isso.
- 8:29E aí a gente. Criou perfis para entregar
- 8:31criativos específicos para cada perfil de pessoa, de acordo com
- 8:34a jornada. E aí é um trabalho grande que
- 8:37foi feito prévio, mas uma vez que esses perfis estavam
- 8:39setados, né? Que essas pessoas estavam
- 8:41mapeadas e esses criativos estavam feitos aí.
- 8:44Foi uma questão de teste, testar aos poucos para seres
- 8:47diferentes, em momentos diferentes ao longo da jornada,
- 8:49quais seriam os criativos que, né, melhor dariam resultados
- 8:52ali. E isso foi uma coisa que super
- 8:54deu certo. Então sim, teve espaço para esse
- 8:56teste no micro, ao mesmo tempo que isso fez parte de uma
- 8:59estrutura. Muito maior e muito mais
- 9:01complexa, que inclusive envolveu várias empresas do grupo.
- 9:03Então eu não acho que seja impossível também fazer de
- 9:05maneira mais mais simples, mas eu acho que a questão é que
- 9:09esses testes não é porque eles são simples ou que eles podem
- 9:12ser simples que eles são sem muito pensamento por trás.
- 9:14Eu acho que esse pensamento prévio, né?
- 9:15Acertar essas bases estratégicas, analíticas, enfim,
- 9:19o que o que for, é muito importante, a parte fundamental
- 9:21do trabalho para o teste no final, ser simples, sabe?
- 9:24Não é simplório, é simples. Sim, eu só queria complementar
- 9:27assim, acho que de muito interessante.
- 9:30Que o hit está trazendo aqui, complementa.
- 9:32Né, a primeira pergunta e a primeira resposta, porque a
- 9:35complexidade e as mudanças que estão acontecendo na indústria
- 9:38estão refletindo na forma como a gente se organiza como grupo.
- 9:42Então olha a robustez, né, de um grupo de comunicação onde a
- 9:45gente tem várias agências trabalhando em conjunto para
- 9:49atender aos desafios dos clientes, que também ficaram
- 9:52muito maiores e mais complexos e tem mudado constantemente
- 9:57também. Então eu achei interessante
- 9:59fazer. Fazer essa ponte, sabe?
- 10:01Na reflexão que a gente está fazendo aqui em conjunto, e eu
- 10:04acho que o digital também acaba sendo.
- 10:07Eu brinco que é um grande grupo de pesquisa, né?
- 10:11Dependendo até por causa disso que o hits falou que eu concordo
- 10:14super, né? Como a gente lida com grandes
- 10:17marcas e a gente sabe que, como profissionais da área de
- 10:21comunicação e marketing, a gente não quer errar.
- 10:23A gente sabe que a gente está suscetível ao erro, mas a gente
- 10:26não quer errar e a gente tem cada vez menos espaço para
- 10:29errar. Quando a gente pensa em
- 10:30competitividade, concorrência, que que a concorrência está
- 10:33fazendo? Como a concorrência está se
- 10:35comunicando com esse mesmo consumidor que eu estou
- 10:37disputando? Então está está bem complexo.
- 10:40E aí o digital, eu acho que ele permite assim, que a gente faça
- 10:45esses testes, às vezes até com investimentos um pouco menores
- 10:49da gente, né? Como a Marcela falou, a gente
- 10:51pode começar pequeno, mas dá pra gente testar de alguma maneira
- 10:55algum tipo de equipe i ou de estímulo ou de mensagem que a
- 10:59gente está. Fazendo eu acho que a gente tem
- 11:01clientes na agência, inclusive Avon, por exemplo, é um cliente
- 11:06onde a gente está muito online, onde a gente está acompanhando
- 11:09muito as consumidoras, o comportamento delas, as demandas
- 11:13delas, o que elas têm de ponto de vista.
- 11:16E a gente está constantemente fazendo certos testes.
- 11:19É porque talvez assim, colocar nessa perspetiva é interessante
- 11:23porque às vezes, quando a gente fala de teste, eu acho que é
- 11:25assimilar ao que o hits estava falando, né?
- 11:27Das coisas serem simples e não necessariamente simples.
- 11:30E quando a gente fala de teste, parece que vai ser superficial e
- 11:33na verdade não, porque permite que a gente vá ajustando a rota.
- 11:37Assim, eu acho que a resposta do digital, Como Ela É mais rápida,
- 11:40ela é bastante imediatista, que antes é uma dificuldade que a
- 11:43gente tinha no passado, porque a gente tinha menos essa
- 11:47possibilidade. E eu acho que a gente atuava de
- 11:50uma forma onde o consumidor era um pouco mais passivo, né?
- 11:52A atuação do consumidor era no pós venda.
- 11:55Assim, sobre ele reclamar, tinha um delay aí nessa jornada dessa
- 11:59informação. Não chegar para as marcas e para
- 12:01os clientes. Hoje é na hora, né?
- 12:03A pessoa não está feliz, ela tira uma foto, faz um vídeo,
- 12:06caguei a sua marca, reclame uma rede social.
- 12:09E isso também, na minha visão, faz parte desse grande teste
- 12:13constante que a gente está fazendo, porque a gente precisa
- 12:16ir testando, né? Diferentes formas, diferentes
- 12:19maneiras de atuar para se conectar com esse consumidor,
- 12:23para conseguir alcançar aí os objetivos que estão traçados
- 12:27pelo cliente, principalmente. Você falou de?
- 12:30Ah, vão aí, Thaís, a gente vai chegar lá.
- 12:32Mas antes de falar esteticamente desse case, eu queria entrar um
- 12:36pouco numa parte mais de análise da estratégia, no fim das
- 12:39contas, que é quando a gente tá falando de teste, no fim das
- 12:42contas, o que a gente tá falando por trás disso é de dados, que a
- 12:45gente faz teste para coletar os dados e para entender como que a
- 12:48gente conecta depois. Tudo para criar campanhas mais
- 12:52efetivas, atingir melhor o público.
- 12:54E é interessante criar um ponto que você trouxe que antes a
- 12:57gente meio que o marketing tinha uma forma meio que une.
- 13:00Única de chegar no consumidor. Hoje é um negócio extremamente
- 13:03pulverizado. Você tem vários caminhos, tem o
- 13:05caminho inverso, que é o consumidor chegando Na Na marca
- 13:08também por diversos motivos e tal isso.
- 13:10Que eu IA falar, tem a da banda do consumidor também, né?
- 13:14Antes era muito um caminho de só ida, né?
- 13:16Agora é ida e volta e vai um é uma loucura essa parte aí.
- 13:20E aí? Tudo isso, no fim das contas,
- 13:22representa dados. Assim é a forma como as agências
- 13:25e o grupo inteiro, né? Porque hoje também tem essa
- 13:28questão, tratam os dados para. Para que isso ajude na
- 13:31estratégia da campanha. E aí eu queria seguinte, se
- 13:33vocês pudessem falar um pouco mais sobre esse ponto de como
- 13:36que hoje vocês têm essa análise de dados e como que vocês usam
- 13:40isso para criar campanhas, para pensar as campanhas e para
- 13:43pensar em estratégia como um todo, né?
- 13:45Assim, eu acho que isso também está muito integrado com o que
- 13:48eu estava falando sobre a robustez do grupo, eu acho que a
- 13:51gente, como grupo de comunicação, tem um olhar muito
- 13:55profundo para dados e para a importância dos dados.
- 13:59Então. Partir de ferramentas
- 14:01proprietárias, ferramentas que que são muito avançadas para
- 14:06algumas discussões que a gente está tendo na indústria e no
- 14:09mercado globalmente. A gente está sempre muito
- 14:11antenado, muito se educando, né? A gente está numa super
- 14:15discussão sobre EIA. Gente tem uma ferramenta própria
- 14:18de EI no grupo, onde a gente está aí ajustando e
- 14:22aperfeiçoando para isso também estar a serviço dos clientes e
- 14:26do trabalho que a gente faz, né? Porque eu acho que a gente tem.
- 14:30Que ter esse olhar para os dados, e eu acho que implica
- 14:33também numa característica que sempre foi do time, assim, da
- 14:37área de estratégia como um todo. Mas a gente tem que ser agora
- 14:40cada vez mais curador, porque hoje a gente tem disponível uma
- 14:43infinidade de dados. Dá para a gente saber quase,
- 14:46quase qualquer coisa sobre os consumidores e a jornada que já
- 14:52não é mais uma jornada, né? Que a gente está em discussões
- 14:551000 sobre isso, não existe mais um funinho.
- 14:58Enfim, a pessoa pode chegar de. Várias maneiras e de diferentes
- 15:02pontos de contato. Então isso faz com que a gente
- 15:05seja cada vez mais curador, como indústria também, porque a gente
- 15:08tem muita informação. Mas se a gente só tiver
- 15:11informação pela informação e não tiver um uso ativo disso e que
- 15:15seja proveitoso para a nossa estratégia, para o nosso
- 15:18objetivo, a gente está só gerando mais informação.
- 15:21Então, gerar informação pela informação, eu acho que não é o
- 15:25caminho. Eu acho que a gente sempre está
- 15:28olhando muito para dados, a gente sempre foi pau.
- 15:30Tá lindada estratégia, né? Pensando até como o departamento
- 15:33se consolidou, olhando muito para a pesquisa e et cetera.
- 15:37Mas agora a gente tem aí um rastro dos consumidores,
- 15:40principalmente digital, que é muito importante.
- 15:43Eu acho que os dados têm contribuído muito para uma
- 15:46redução da incerteza. Eu acho que a gente trabalha
- 15:49cada vez menos com o feeling e muito mais com números, o que
- 15:53não significa que o feeling também não atua, porque a gente
- 15:55precisa fazer uma interpretação desses dados e aí sei lá, se a
- 15:59gente for abrir essa. A caixinha a gente vai para uma
- 16:01outra discussão, AI a tecnologia e AI vai tomar o nosso trabalho.
- 16:05Eu definitivamente não acho que vai, porque quando a gente está
- 16:08falando especificamente de interpretação, de ponto de
- 16:12vista, de trazer esse direcional, isso ainda depende
- 16:16de uma característica que é puramente humana.
- 16:19Então, o mesmo dado, ele pode servir para diferentes
- 16:22interpretações, dependendo aí do repertório, do profissional, do
- 16:26repertório que a gente tem, da marca, informação que a gente
- 16:29tem da. Marca, então é isso.
- 16:31Eu acho que a gente tem que ser muito curador e a gente ao mesmo
- 16:35tempo, a gente não pode soltar a mão dos dados, ele é essencial.
- 16:38Hoje não dá mais para trabalhar sem dados, então acho que ajuda
- 16:41nessa redução da incerteza, mas assim, não me interpretem mal,
- 16:44porque a gente vai ter que lidar cada vez mais com a incerteza,
- 16:48né? A gente vive num num mundo que é
- 16:50incerto e eu acho até que a incerteza ajuda, contribui
- 16:53também muito com a criatividade assim.
- 16:56Então não é sobre acabar com a incerteza, mas reduzir algumas.
- 17:00Elas de como a gente pode ativar isso, até falando de mídia, que
- 17:03é uma outra disciplina, mas que a gente também tem trabalhado
- 17:06cada vez mais integrado, né? E cada vez mais estrategicamente
- 17:09aí para alcançar os objetivos. E eu acho que nos ajuda a se
- 17:13adaptar a essa volatidade assim que a gente está passando no
- 17:16mundo, nas informações, na relação com o consumidor.
- 17:20Então, na viemel, a gente valoriza muito.
- 17:23Eu acho que a disciplina como um todo de estratégia no Brasil,
- 17:26valoriza muito o uso de dados. Eu acho que a gente ainda está
- 17:29passando por uma. Aumento de entendimento do
- 17:31melhor uso desses dados e dessa dessa curadoria, porque a gente
- 17:35está aperfeiçoando todo dia do tipo putz, será que esse dado é
- 17:38o suficiente? Será que esse dado eu cruzo com
- 17:41esse tem 11 questão de ordem de comparação e, enfim, fonte do
- 17:46dado amostra. Tem uma série de de questões que
- 17:50a gente precisa colocar na balança, mas hoje é essencial
- 17:53assim, né não? Não tem mais como a gente
- 17:56desenhar uma estratégia sem dado, porque é isso, o mercado
- 17:59está super pulverizar. Ligado também não é só o
- 18:01comportamento de do consumidor, mas o mercado em si, o número de
- 18:05marcas, os estímulos, né? Então a gente está conectado o
- 18:09tempo todo, então a gente não consegue mais trabalhar de forma
- 18:12apartada e sem estar embasado assim No No, nos dados, né?
- 18:17É uma cultura, data, driving assim que que nasceu e que vai
- 18:21continuar insistindo e que a gente vai aperfeiçoando.
- 18:25Eu acho que você super respondeu, mas eu acho que é
- 18:28legal também a gente conseguir, tá?
- 18:30Deslizar um pouquinho mesmo, tá, beleza?
- 18:31De que maneira que esse dado entrou e como é que ele saiu?
- 18:35Então conta pra gente assim, um case interessante assim de
- 18:38vocês, que os dados serviram mesmo para uma estratégia de
- 18:41reposicionamento, de fortalecimento de marca e tal.
- 18:45Eu acho que é legal pro público ouvir.
- 18:46Acho que a gente pode falar aqui de Coca-Cola.
- 18:49Primeiro, acho que um dos grandes cases da da VML Brasil
- 18:52ano passado, ele foi muito pautado em dados que foi o case
- 18:56da Coca-Cola, onde a Coca-Cola abraçou.
- 19:00Vários pequenos micrologistas ao redor do mundo todo que
- 19:05colocavam o logo na Coca-Cola de vários jeitos diferentes, nos
- 19:08seus muros, nas suas lojas e tudo mais.
- 19:10E pegou esses logos e colocou nas suas latas, né?
- 19:14Então a coca, acho que essa empresa aqui tem a imagens de
- 19:17uma marca que defende o seu, o seu manual e que não quer ser
- 19:20vista de um jeito irregular em outro lugar.
- 19:22Na verdade, fizeram que ninguém esperava que foi abraçar a
- 19:25interpretação que as pessoas têm do logo da coca.
- 19:27E aí, Oo lugar, acho que que os dados tiver.
- 19:30Era um nesse case, foi muito no começo da história, na verdade
- 19:32ao longo da história toda. Mas Oo que eu acho muito legal
- 19:35desse case é que ele parte no seu núcleo assim, mais básico de
- 19:39dados ali. Porque quando a gente fala de
- 19:41vendas de Coca-Cola, né, de de QA count's ou de enfim,
- 19:44stakeholders importantes para Coca-Cola, primeira coisa que
- 19:47foi na cabeça geralmente é McDonald's, né?
- 19:49Porque o McDonald's representa ali uma parte muito grande das
- 19:52vendas da cocky, é verdade. Só que embora seja o único
- 19:55stakeholder que tenha uma porcentagem relativamente
- 19:57grande, ainda é muito pequeno dentro das vendas da coca como
- 19:59um todo. Quando você vai ver quem
- 20:01realmente tem o grosso ali da, da, das vendas, da foca, são
- 20:04justamente esses microempreendedores, são esses
- 20:07mercadinhos, essas vendinhas de bairro.
- 20:09Quando você vai versão, sei lá, milhões de de stakeholders no
- 20:12fim, mas que todos representam um grupo que esse grupo vende é,
- 20:15representa praticamente 3 vezes o que o MEC, por exemplo, que é
- 20:19esse conglomerado gigante, enfim, representa nas Vinhas de
- 20:21coca. E aí se a gente olhar para uma
- 20:23parcela que é muito mais pulverizada, só que ao mesmo
- 20:25tempo representa muito mais vendas, a gente está falando com
- 20:28muito mais gente. A gente está falando com quem?
- 20:30Em a coca é realmente quando a gente fala de vendas, então é
- 20:32pra eles que a gente deve olhar. Então acho que teve esse dado
- 20:35mais quântico que foi super importante aí 11 expertise que
- 20:39sim, veio da coca, muito, mas também teve muito nós da agência
- 20:43de entendermos que esse era Oo caminho interessante, né?
- 20:46Oo que estaria ali a relevância. E aí depois veio aí uma coisa
- 20:49muito mais qualitativa do que quantitativa, que era entender
- 20:52quem de fato são essas pessoas, né?
- 20:54Que de fato são esses esses donos, o que que significa para
- 20:57eles ter o logo da coca ali, o que que significa para eles?
- 21:00Então, logo que eles escreveram numa lata de coca, depois nossa.
- 21:02Imagino que a conexão emocional com esse cara foi gigante, né?
- 21:06E vê a letrinha dele ali depois. Né?
- 21:08Exatamente. E no final a gente tá falando de
- 21:10comunidades, né? Então as pessoas que moram ali,
- 21:12que residem, que compram naquela loja e que viram o lugar que
- 21:16elas visitam todo dia, outra semana, ou passam em frente
- 21:18sempre sem estar representar na lata de coca, isso é de uma de
- 21:22uma importância imensurável assim pra essas pessoas, né?
- 21:25Eu acho que representa muita coisa, representa apetecimento,
- 21:28eu acho que é é muito legal e. E é isso, eu acho que eu gosto
- 21:31muito, porque além de ter partido de dados EE ter usado
- 21:34dados ao longo do case, também teve um trabalho criativo muito
- 21:36importantíssima disso, criativo do time de criação mesmo, de
- 21:40como que criativamente essa campanha ganha a vida, mas
- 21:43também de criatividade no pensamento, né?
- 21:45Então, putz, a gente tinha muitas maneiras de usar essa
- 21:48informação. É os microempreendedores ou os
- 21:50pequenos negócios são os mais relevantes para ser de coca?
- 21:53Eu acho que o case assim é um case tão relevante, foi tão
- 21:56premiado ao redor do mundo, tal foi foi essa criatividade no
- 21:58pensamento estratégico de não, então a gente.
- 22:00A gente vai usar os logos, a maneira que as pessoas
- 22:02interpretam a Coca-Cola, para falar sobre a Coca-Cola como um
- 22:05todo. Eu acho que tem muitas camadas
- 22:07realmente nesse case ali, em termos de de regionalização
- 22:10mesmo, né? Em termos de conexão emocional,
- 22:13de fortalecimento da marca e em termos de resultados também,
- 22:17assim, vocês tiveram que tipo de impacto maior assim em termos de
- 22:21resultado para a marca? Para a marca, primeiro, que foi
- 22:23um case que teve muita visibilidade dentro do do
- 22:26círculo de comunicação, de de premiações, foi um case que foi.
- 22:30Mas além disso, colocou a coca, colocou uma marca que é mais
- 22:34próxima das pessoas, uma marca que sabia ir de si mesma, de
- 22:37certa forma, que não tem esse olhar tão Sério assim.
- 22:40Eu acho que é uma marca grande como a Coca-Cola, é como eu tava
- 22:43dizendo, às vezes as pessoas tendem a ver ela meio como um
- 22:46monolito, assim você leva muito a Sério, ninguém pode tocar, tá
- 22:49muito distante e traz uma humanização que é muito
- 22:52importante pra Coca-Cola, né? A Coca-Cola é uma marca que fala
- 22:54de afeto, que fala de carinho, que fala de proximidade, de
- 22:57relações entre as pessoas, entre família e.
- 23:00Entre amigos e tal. E aí se colocar como uma marca
- 23:02que, de certa forma também dança essa dança no mundo inteiro é
- 23:05muito importante. Legal, eu queria puxar um
- 23:07pouquinho o tema de timing assim também.
- 23:11Assim que eu acho que hoje a gente tem um desafio absurdo com
- 23:15relação a timing das coisas. Então tem muita coisa
- 23:17acontecendo e a gente estava vendo ali no portfólio de vocês
- 23:21acessem um case muito legal de time ali, de ter acompanhado o
- 23:24big Brother, EE ter respondido rapidinho assim, conta um
- 23:28pouquinho pra gente desse case que eu.
- 23:30Eu acho que ele mostra muito quando que uma empresa de
- 23:32comunicação tem que estar ligada literalmente, né?
- 23:35Assim, tem que ter uma carta na Manga ali pra agir rápido e se
- 23:38apropriar, né? Da da comunicação no momento
- 23:41certo. Então, Marcelo, eu acho muito
- 23:44legal assim essa pergunta sobre timing, porque quando a gente
- 23:47fala de Avon, especificamente desse case que é BBB 22, a gente
- 23:52teve um timing realmente muito rápido, assim, muito
- 23:55surpreendente, e aí eu estava dizendo que eu acho até de certa
- 23:59forma. Como um case que parte de uma
- 24:01mesma lógica do case que o Ritz contou de Coca-Cola, de um
- 24:04entendimento da cultura, das conversas que estão rolando, mas
- 24:07que ele é mais facilmente acionável, porque é numa escala
- 24:11muito menor, né? Que é também um pouco conectando
- 24:13com o que a gente estava falando, esses possíveis testes
- 24:16que a gente acaba fazendo. A gente em 2022 estava fazendo
- 24:19um investimento muito robusto nesse Patrocínio de BBB hoje foi
- 24:24muito legal para a marca. Eu acho que gerou muita conversa
- 24:27sobre a marca. E aí eu acho que.
- 24:30Tem uma agilidade de primeiro estar acompanhando tudo o que
- 24:33está rolando. A gente tinha um time totalmente
- 24:37delicado para ficar acompanhando as conversas, para acompanhar o
- 24:40programa, para acompanhar e fazer a curadoria que já falamos
- 24:45aqui, do que que pode ser relevante e pertinente, de qual
- 24:49sacada que pode ser legal. Então, na época foi muito legal
- 24:54porque foi uma coisa tão simples quanto uma participante, até
- 24:58dando contexto para os ouvintes aí.
- 25:00Quem não não sabe qual é o que é isso que a gente está falando
- 25:02aqui, né? Como se fosse uma conversa, um
- 25:04café, em 2022, uma das participantes do reality, né, do
- 25:08BBB, que foi a Jade Picon. Ela usou um batom, uma cor
- 25:12vermelha, que é uma linha de Power stake.
- 25:15É bem marcante assim para as consumidoras, né?
- 25:18Tem todo um recall de Marta que a gente fez no passado, então
- 25:21uma linha super consolidada assim na categoria, e aí algumas
- 25:25influenciadoras, pessoas nas redes sociais, o antigo Twitter.
- 25:30Que hoje é OX. As pessoas estavam perguntando
- 25:32qual era a cor do batom, qual que era a marca, porque ela usou
- 25:36no programa. Os looks dela eram super
- 25:38comentados, mas não necessariamente não.
- 25:40Ela estava ali falando, porque não era um contexto de publi e
- 25:43et cetera. E aí os admins do perfil dela no
- 25:46Twitter na época responderam para a pessoa, Ah, deve ser
- 25:49aquela marca lá, porque na época ela tinha algum contrato com
- 25:53alguma outra marca de beleza. Então eles se referiram a marca
- 25:57como aquela marca lá, e a gente viu.
- 26:00Nisso nessa resposta, não foi uma menção, não foi um post
- 26:05proprietário da conta dela, né? No No Twitter na época, foi a
- 26:09resposta para uma pessoa que questionou a Marta, então olha a
- 26:13importância que teve o leasing nesse case especificamente da
- 26:18gente está muito atento nas oportunidades que viriam a
- 26:21partir desse monitoramento assim.
- 26:23E a gente olhou para aquilo e falou, poxa, isso é muito legal.
- 26:26Pra gente responder assim, eu acho que tem uma oportunidade.
- 26:30Idade aí de gerar uma conversa. E aí na época o time respondeu
- 26:35falando que claro que era falando a marca e aí na
- 26:38sequência porque é isso, né? Sobre amplificação também, a
- 26:41gente poderia ter ficado só na resposta, porque estava super
- 26:44repercutindo, as pessoas curtindo e et cetera, mas a
- 26:47gente quis amplificar. Puta.
- 26:49Tem uma outra oportunidade aqui que é de fazer essa brincadeira.
- 26:52Então a gente mudou o nome, né? O título do nome de usuário do
- 26:56Twitter, da conta da marca para aquela marca lá, então.
- 27:00Então foi muito legal. E assim, talvez de um ponto de
- 27:03vista pareça algo pequeno, mas se você colocar em perspetiva, é
- 27:07muito similar com o que coca fez, no sentido de pensamento
- 27:10estratégico e de criatividade, né?
- 27:13Eu sou uma marca tão reconhecida, com awareness, tão
- 27:16forte, que eu posso me dar o luxo e a ousadia de mudar o meu
- 27:21nome com essa menção, né? Dessa pessoa que é aquela marca
- 27:25lá e todo mundo vai saber que sou eu e vai ter o meu tom
- 27:28também, porque eu acho que Avon em.
- 27:30Entrar muito constantemente nas conversas mais atuais, né?
- 27:33A gente está falando desse case de BBB, mas atualmente a gente
- 27:36fez aí uma parceria com a Fernanda lezaroli, por exemplo,
- 27:40que é uma mulher trans que viralizou nas redes sociais.
- 27:44Ela surgiu assim, viralizou. A gente sempre teve um histórico
- 27:48também, né, de diversidade, de inclusão e olhar para isso
- 27:52também, que até então nenhuma marca acabou olhando e a gente
- 27:56viu alguns comentários, a gente sempre fazendo isso, a gente
- 27:59sempre olhando para o dado. A gente viu os comentários dessa
- 28:01semana, das pessoas falando sobre ela, sobre a repercussão
- 28:04que teve a parceria, e ela respondeu, pô, agora outras
- 28:07marcas estão me procurando porque eu fiz público com Avon
- 28:10assim. Então Avon é essa marca que está
- 28:12sempre fazendo o teste, está sempre usando e está sempre de
- 28:15olho na cultura e nas conversas. E aí você entender que você
- 28:19precisa de uma agilidade também para estar no pulso, né?
- 28:22Porque eu acho que isso é uma demanda de muitos dos clientes,
- 28:26mas que às vezes a operação acaba barrando a fora.
- 28:30Turma de atuar porque a gente precisa de uma rapidência.
- 28:32Se a gente não tivesse respondido no timing que a gente
- 28:35respondeu o admin da conta da Jade, se a gente não tivesse
- 28:39mudado, até porque a mudança foi assim, uma mudança de 24 horas
- 28:43do nome, não foi uma coisa que a gente deixou por muito tempo,
- 28:45até por entender que essas conversas, elas surgem e elas
- 28:48morrem numa velocidade similar assim, então tu nem ter esse
- 28:52entendimento de não ficar, sabe, esticando o chiclete do meme ou
- 28:56ou do que está rolando de de pauta no momento, porque vai vir
- 28:59assim. Seguinte.
- 29:00Então eu acho que isso é muito importante, é muito precioso.
- 29:03E o digital possibilita que a gente faça inclusive essas
- 29:08coisas do timing mais rápido, né?
- 29:10De forma acionável e possível para qualquer marca de qualquer
- 29:14tamanho. Teve o case de avanskov também,
- 29:17né? Thais cidade avan com a Isabela
- 29:18boscov. Esse é um case que a gente ama
- 29:21também, é um case que foi muito premiado.
- 29:23É que eu fui muito parecido assim na época que a Isabela
- 29:26boscov, a crítica de cinema estava viralizando no Twitter.
- 29:30Por causa dos cortes dos vídeos dela, da maneira que ela falava,
- 29:32dos filmes e tal, a Avon foi a primeira marca que chegou.
- 29:36EE falou, não vamos fazer um público com ela, vamos fazer
- 29:38como se fosse ela, avaliando, na linguagem dela, do jeito dela,
- 29:41os produtos da Avon. Isso foi feito em pouquíssimo
- 29:44tempo de quando ela viralizou e acho que mostra que é quase uma
- 29:48estratégia consistente que a Avon vem fazendo assim, né?
- 29:51Assim desde lá 2022 BBB até agora, com o que é isso que a
- 29:54Thais falou, o Avon está sempre entrando, né?
- 29:57Nessas conversas, sempre surfando a onda, é, é, é um.
- 30:00Uma ferramenta para construir marca também no final das
- 30:01contas, né? Tem um jeito de crescer, de se
- 30:03tornar reconhecido sempre como a marca que está ali, a marca que
- 30:06está fazendo coisa legal, a marca que sabe quem é a pessoa
- 30:08que está viralizando e sabe aproveitar isso a seu favor.
- 30:11São poucas marcas que conseguem fazer isso, eu acho, e
- 30:13especialmente por tanto tempo, né?
- 30:15Que é o que a com tem feito. O que eu acho legal disso é que
- 30:18nesse mundo digital que a gente vive e que a gente hoje tem
- 30:22tantas ferramentas, a marca ela deixa de ser só aquele nome que
- 30:25ela tem ali, né? EOA gente passa a falar mais
- 30:27dessa marca como uma comunidade. De que é o jeito que ela
- 30:30conversa, é o jeito que ela trata os consumidores, é o jeito
- 30:34que é as cores que ela usa escolher, é o influenciador que
- 30:38ela escolhe apoiar. Porque isso diz muito sobre
- 30:40diversidade, diz muito sobre o que, na fim das contas, o que
- 30:44que ela quer entregar lá na frente.
- 30:46Então, cria se um arcabouço ali que define o que é a marca de
- 30:51fato, né? E acho que é um pouco do que a
- 30:52traz trouxe, que é como que a gente consegue olhar para o
- 30:55mercado e utilizar desse, dessa ferramental todo que a gente
- 30:59tem. Da marca pra criar essa
- 31:02estratégia e, no fim das contas, basear isso em dados.
- 31:04Também dá até pra esticar um pouco a corda.
- 31:07Assim, quando a gente fala, né? Dá pra fazer numa escala menor,
- 31:10como a gente fez no antigo Twitter.
- 31:13Mas tem até uma perspectiva de produto, né?
- 31:16Quando você está usando o dado muito a favor da sua comunidade.
- 31:20Como o Samuel estava mencionando, a gente teve também
- 31:2311 caso, que é de moranguinho, que a gente relançou o produto
- 31:28muito, porque as pessoas. A própria comunidade da marca,
- 31:31as consumidoras falavam muito desse produto, que ele precisava
- 31:35voltar, que elas adoravam esse produto.
- 31:37Então teve todo um acompanhamento da marca, de
- 31:41olhar para esses dados e entender que estava 11 coisa
- 31:44recorrente ali de pedidos e refletir isso inclusive na
- 31:48conceção de de produto, né? Trazer um produto para o
- 31:52portfólio que é muito relevante para as pessoas.
- 31:55Vocês acabaram trazendo 2 casos assim, que foram mais fluidos
- 31:59assim. De estarem acompanhando como as
- 32:01marcas estão se relacionando e como que elas são interpretadas
- 32:05mesmo pela comunidade, et cetera.
- 32:08Mas queria entender também algum case assim que vocês receberam
- 32:11um desafio. Mesmo assim, o cliente tinha uma
- 32:14demanda, tinha uma perceção clara de mercado e entregou para
- 32:18vocês um desafio mesmo de reposicionamento, de
- 32:21fortalecimento, alguma coisa nesse sentido, sistema, um case
- 32:24assim. Super Marcela eu acho que tem
- 32:26uma história que foi muito legal com o Google, que por um.
- 32:30Um lado, sim, Ela Foi um desafio que foi nos foi dado e a gente
- 32:33teve que meio que partir do zero para construir 11 raciocínio
- 32:36novo. Mas, por outro, a resposta que a
- 32:38gente contou, na verdade também foi fruto de estar sempre
- 32:41atento. EE, olhando no que estava
- 32:43acontecendo. Então eu acho que especialmente
- 32:46enquanto estrategistas, Planejadores, enfim, esse olhar
- 32:49para o que está acontecendo sempre é muito fundamental.
- 32:52Porque quando a gente está com a antena ligada, digamos assim, a
- 32:55gente está sempre pronto para o desafio.
- 32:56Na hora que o desafio vem, que foi exatamente o que aconteceu
- 32:58nesse case de Google que a gente.
- 33:00Falou. Então, o que foi muito legal é
- 33:02que o Google veio com um pedido muito claro que era precisamos
- 33:04nos conectar mais com pessoas mais jovens, pessoas da geração
- 33:07z então Google tem um desafio de competição atualmente, que o
- 33:11share TPTEO TikTok, basicamente são os maiores desafiadores
- 33:15concorrentes ali do Google. Quando a gente fala de pessoas
- 33:17jovens, porque a parcela mais jovem da geração z não cresceu
- 33:20buscando no Google, né? Digitando dentro do site do
- 33:24Google, então foi um desafio bem claro, vamos falar com eles.
- 33:27E aí, como eu vinha dizendo, né? A resposta.
- 33:30Foi justamente a gente olhar para o que as pessoas estão
- 33:31fazendo e entender como se conectar com elas.
- 33:33Então, com esse case, a gente se baseou numa verdade que o Google
- 33:38tem, que é que o Google consegue entender a maneira que as
- 33:40pessoas estão digitando do jeito delas.
- 33:41Então você não precisa escrever a pergunta certinho, tem um
- 33:44prompt perfeito ou alguma coisa assim para o Google entender o
- 33:47que que você quer com a pergunta que você está fazendo, com a
- 33:49busca que você está tendo. E aí a resposta foi criar uma
- 33:52campanha que falava toda na linguagem da geração z então
- 33:54teve uma expertise de dados para entender quais eram as pesquisas
- 33:57que a geração você estava fazendo, quais eram a.
- 34:00Maneira real que as pessoas estavam digitando, que poderiam
- 34:02ser usadas na campanha. Quais eram os territórios mais
- 34:04interessantes para essas pessoas?
- 34:05Pra gente colocar na campanha. E aí o resultado foi uma
- 34:08campanha que conversou 100% com eles, porque foi basicamente
- 34:11feita deles para eles, porque foram pesquisas reais que foram
- 34:14feitas por eles e que resolveu esse desafio concreto, real e
- 34:18muito presente que o Google tem há bastante tempo.
- 34:20Já eu acho engraçado porque sempre quando a gente fala um
- 34:23pouco da parte de marketing, o TikTok é um negócio que sempre
- 34:26entra muito na conversa, que eu acho que ele mudou muito o jogo
- 34:29aí. E por conta, né?
- 34:30Dos vídeos cada vez mais curtos e a forma que é um pouco daí,
- 34:34AGZ, ela vem se apropriando muito do TikTok para fazer
- 34:37busca. Então, acho que isso mudou
- 34:39muito. Várias outras marcas e outras
- 34:42empresas que estavam nesse, nesse nicho aí, digamos assim,
- 34:45de rede social, né? E hoje em dia, meio que tudo é
- 34:47uma rede social no final de conta.
- 34:48Exatamente. Pra gente agora já seguir aqui
- 34:51para o nosso fim, Felipe, tem algum conteúdo que você gostaria
- 34:56de deixar aí? Indicado pra pra quem escuta
- 34:58usangelista? Acho que sim.
- 35:00A gente falou bastante de quantidade de dados,
- 35:02pulverização, necessidade de estar sempre atento a tudo,
- 35:05muitas informações e tal. O que eu tenho tentado fazer
- 35:08cada vez mais é o oposto disso. Então me dá o tempo pra
- 35:12descansar, respirar, pensar em coisas que não tem a ver com o
- 35:16consumo máximo de informação possível.
- 35:18Eu acho que a gente só consegue fazer as melhores análises, usar
- 35:22nossa criatividade, nossa curadoria.
- 35:23Como a Taís falou tão bem quando a gente está com a cabeça
- 35:26descansada. E nesse sentido, eu tenho 11.
- 35:30Também de um conteúdo, mas tem uma editora barra escola que
- 35:33chama seiva, que eles dão vários cursos sobre criatividade,
- 35:36escrita, roteiro, enfim, que são todos muito interessantes.
- 35:40Assim, eu acho que podem ajudar a gente nessa de colocar a
- 35:43cabeça em outra coisa. Acho que na verdade a dica é
- 35:45mais ter um hobby assim, é se dedicar uma coisa que você gosta
- 35:49muito e isso faz o resto ser mais mais tranquilo.
- 35:52Mas aí depois. Pode, de fato, seja um hobby,
- 35:54né? Um hobby não.
- 35:55Para exatamente e mais. Conteúdo, no fim das contas.
- 35:58É respirar exato, então? Um curso, por exemplo, é um
- 36:01conteúdo no final das contas, mas é um conteúdo que acho que
- 36:04ensina a gente a pensar, a olhar para as coisas de uma outra
- 36:07forma. E eu acho que esse é isso é é
- 36:08muito importante assim, eu acho. Que é a criatividade, né?
- 36:11Exatamente, exatamente. Então acho que no final, AA dica
- 36:15é essa. Assim, essa escola seiva tem
- 36:17vários cursos legais interessantes, tem aulas
- 36:19individuais, tem cursos inteiros e é é tudo bem, bem legal.
- 36:22Além de livros, também acho que todos os livros deles convidam a
- 36:25esse pensamento criativo de um jeito diferente, acho que menos
- 36:28focado em produção. Mas focado em reflexão.
- 36:31E aí acho que qualquer livro deles vai vai valer a pena.
- 36:33Por fim, eu gostaria de agradecer esse papo, foi super
- 36:36legal. Eu acho que ele deixa a porta
- 36:38aberta para novas conversas, até porque a gente tem mais um Monte
- 36:41de perguntas para fazer, sempre tenho, mas eu acho que é um papo
- 36:44de segunda vez aí, né? Agradecer Felipe, a
- 36:47participação, agradecer. Para Thais também foi bem legal
- 36:51o papo. Eu que agradeço, gente.
- 36:52Obrigado pelo pelo convite sim, é um papo de segundas terceiras
- 36:57vezes. A gente acho que bastante coisa
- 36:59legal pra. Conversar sempre que que
- 37:01quiserem que precisarem, só chamar que tem bastante coisa
- 37:04pra gente conversar. Obrigada, Samuel, pela
- 37:06companhia. Valeu, Marcela.
- 37:07Para os nossos ouvintes, obrigada também pela companhia.
- 37:11Se puderem, deixem uma avaliação na plataforma de streaming.
- 37:13E para quem ouve a gente no Spotify, comentários são super
- 37:17bem vindos. Acompanhe o nosso perfil lá no
- 37:19LinkedIn, também no nosso canal público de WhatsApp e a gente
- 37:22também tem newsletter mensal até o próximo episódio.
- 37:25Valeu.