Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões #06 - Propriedade Intelectual, um ativo invisível que transforma negócios e impulsiona a inovação
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- 0:04Olá pessoal, bem-vindo a mais esse episódio do ABC cast
- 0:07conexões, o podcast de entrevistas do portal ABC do
- 0:11ABC. É um grande prazer recebê lo e
- 0:13recebê la mais uma vez aqui nesse cenário.
- 0:16Todas as semanas nós reunimos aqui para poder fazer um
- 0:20bate-papo de aproximadamente 60 minutos e é bom que a partir de
- 0:23agora eu vou lembrar sempre de poder falar.
- 0:25Aproximadamente 60 minutos, porque a hora a gente passa um
- 0:28pouquinho, hora um pouquinho a menos.
- 0:30Então mais ou menos 60 minutos nós vamos bater um papo aqui e
- 0:34falar de assuntos importantes, tão importantes, que tem conexão
- 0:38direta com a sua vida. E a gente vai comprovar isso no
- 0:42durante o nosso bate-papo, né? Como sempre eu estou
- 0:45acompanhado. De grandes personalidades, né?
- 0:48Do meu lado aqui eu tenho uma grande jornalista, a Marcela é
- 0:52queria que você falasse muito pessoal, Marcela todas as
- 0:57semanas eu convido um jornalista diferente para dividir comigo
- 1:00essa responsabilidade de fazer esse bate-papo e a Marcela tem
- 1:04uma baita de uma experiência, é sabe conduzir uma entrevista
- 1:07como ninguém, eu espero que eu fale quase nada e ela toque tudo
- 1:10sozinha, é e além disso, né, a nossa convidada de hoje.
- 1:15É a Luiza Caldas, muito bem-vinda.
- 1:18Luiza. É pra você que talvez não
- 1:22conhece a Luiza ainda. A Luiza é uma grande
- 1:24profissional que fala que assim, a especialidade dela é
- 1:28propriedade intelectual. Então, se você tem uma marca, se
- 1:31você tem uma ideia, se você tem um conceito e gostaria de
- 1:34transformar isso em um ativo. Talvez a Luiza tenha alguns
- 1:38conselhos importantes para dar para você hoje aqui.
- 1:40Luiza, muito obrigado. É bem-vinda a mais esse
- 1:44programa. Ah, imagina eu que agradeço,
- 1:47Thiago, agradeço a Marcela, é agradeço ao podcast mesmo, ao BC
- 1:53kest pela oportunidade da gente compartilhar aqui e a gente
- 1:57bater um papo sobre um assunto tão importante que é a
- 1:59propriedade intelectual. É isso mesmo, se eu não me
- 2:02engano, é pelo menos nas pesquisas que a gente estava
- 2:04fazendo aqui. Mais de 10000 registros já
- 2:07passaram pela sua mão, né? É isso mesmo, como como que pra
- 2:10gente poder começar a nossa conversa, bem como que
- 2:13propriedade intelectual entrou na sua?
- 2:14Vida ótimo, perfeito isso. Essa pergunta é é sensacional
- 2:18porque a geralmente a maioria das pessoas escolhem a
- 2:20profissão, né? No meu caso, a profissão me
- 2:22escolheu EE estou aqui até hoje. Bom, Tiago, para introduzir a
- 2:27lei de propriedade intelectual no Brasil.
- 2:30Que seria a propriedade industrial, registro de marca,
- 2:32patentes, et cetera. Ela Foi sancionada em 96.
- 2:35A gente tinha um código anterior, mas realmente uma lei
- 2:38de fato que tem a mesma equiparação as legislações
- 2:42internacionais, foi em 96, e eu comecei a trabalhar em
- 2:46propriedade intelectual em 98, então eu entrei num escritório
- 2:49de propriedade intelectual nessa época.
- 2:51Então você imagina como foi fácil, né?
- 2:53A gente tem uma lei muito recente em 98, pouca tecnologia.
- 2:58Pouca, poucos canais de comunicação que isso é
- 3:02importante, né? A gente tinha os canais de
- 3:04comunicação que a gente tinha em 98.
- 3:06O que que era a TV aberta? Só exatamente, né.
- 3:09E que só informava o que interessava também, né?
- 3:11A. Internet tava nascendo assim.
- 3:13Tava bem, bem pouquinho, bem, bem pouquinho.
- 3:17Então a gente tinha uma legislação nova e a gente tinha
- 3:22um empresário não acostumado a ter esse tipo de proteção, esse
- 3:26tipo de garantia. Então eu comecei a trabalhar,
- 3:29comecei a ter acesso, comecei a pesquisar como funcionava nos
- 3:32outros países, porque nos Estados Unidos já tinha muito
- 3:34tempo. Essa cultura de propriedade
- 3:35intelectual nos Estados Unidos já é muito forte, na Europa
- 3:38também, em outros, em outros países, assim é, é, mas mais
- 3:42desenvolvidos, né, digamos assim.
- 3:44Então é. Eu comecei a pesquisar qual foi
- 3:46o impacto disso nesses países, qual foi é a participação da
- 3:52propriedade intelectual no desenvolvimento desses países.
- 3:55E aí eu percebi que seria realmente.
- 3:57O Brasil seria um diferencial, como foi.
- 3:59Se vocês pegarem 96 para cá, que são menos de 30 anos, e de 96
- 4:05para trás, principalmente, a gente quer 40 mais.
- 4:07A diferença grande de 1500 a 1996 é no Brasil.
- 4:10De 96 para cá é completamente outro, né?
- 4:16Mas Luiza me esclarece, uma dúvida aqui sim, é, vamos para
- 4:20os fundamentos, talvez. O que é propriedade intelectual?
- 4:23Excelente. E a segunda pergunta que eu já
- 4:24vou emendar junto aqui. É qual?
- 4:28Por que que essa propriedade intelectual é importante para
- 4:30competitividade das empresas? Excelente, né?
- 4:33Perfeito, porque eu posso ter uma empresa e posso pensar
- 4:36assim, Ah, talvez eu não preciso, tá?
- 4:38Explica pra gente por que que eu preciso?
- 4:40É excelente da gente responder a primeira pergunta, Tiago, o que
- 4:44que acontece com uma propriedade física?
- 4:46A gente conhece o que é tangível, a gente conhece com
- 4:49muita, com muita tranquilidade. Então, se você compra um imóvel.
- 4:53Você não vai simplesmente pagar pelo imóvel sem ter
- 4:56necessariamente um registro em cartório que aquele imóvel
- 4:58pertence a você. Um carro é a mesma coisa.
- 5:01Então você está acostumado a fazer esse trâmite e aí a gente
- 5:04consegue ter é essa propriedade, essa Posse documentada no caso
- 5:09de propriedade intelectual, é intangível.
- 5:13O que que é intangível? Quando eu crio uma marca, quando
- 5:16eu crio um produto diferenciado, quando eu crio um personagem,
- 5:19por exemplo, ele é totalmente intangível.
- 5:22Como provar se aquele personagem ou aquela marca ou aquele
- 5:25produto foi eu realmente que desenvolvi, que pesquisei que
- 5:30investir em tempo, que investir em pesquisas, etcetera, ou se
- 5:36foi você mesmo, porque se eu pesquisar e te contar,
- 5:39automaticamente você tem acesso a toda a minha propriedade
- 5:41intelectual, então pra que que serve os órgãos de proteção?
- 5:46Que é OINPI, né? Enfim.
- 5:49Ele dá veracidade, ele dá propriedade para quem de fato é
- 5:52dono. Então, se eu criei uma marca e
- 5:54estou trabalhando aquela marca e quero ser a proprietária daquela
- 5:57marca, eu vou no npi, faço um registro e recebo o certificado.
- 5:59E eu sou proprietária daquela marca.
- 6:01Ou seja, ninguém pode usar aquela marca.
- 6:03Pode utilizar? Exatamente e aquele aí se torna
- 6:06tangível porque você tem um certificado atestando que aquela
- 6:09marca pertence a sua empresa, se tiver algum concorrente
- 6:12utilizando da sua marca ou da sua patente, enfim, você tem um
- 6:18documento. Que te dá veracidade jurídica,
- 6:21você consegue notificar por lei, você consegue notificar essa
- 6:25pessoa. Então, aquilo que seria num
- 6:28primeiro momento intangível, ele se torna tangível, ele se torna
- 6:31documentado. E aí respondendo a segunda
- 6:35pergunta, por que que é importante para o empresário?
- 6:37Em termos de competitividade? Você já imagina um empresário
- 6:41que que desenvolve uma fórmula, 1 equipamento ou uma marca?
- 6:46Enfim, ele investe naquilo. Né?
- 6:49Ele trabalha, ele investe tempo, ele investe dinheiro.
- 6:52Aí você imagina, ele investiu em pesquisa para desenvolver uma
- 6:57máquina diferenciada, o concorrente dele, que não
- 7:00investiu absolutamente nada, ele pega aquela máquina convivente
- 7:04pela metade do preço, né? Em tese, seria assim se não
- 7:08tivesse a questão da patente. Então, a partir do momento que
- 7:12você tem a patente daquela máquina, daquele medicamento,
- 7:15enfim, seja o que for, que você desenvolveu.
- 7:17Você tem direito de ir No No, no concorrente e notificá lo até
- 7:21judicialmente para que ele cesse a comercialização e a
- 7:26industrialização daquele produto cuja qual a patente é sua.
- 7:30Então isso te dá competitividade, isso te dá te
- 7:34traz uma segurança. Jurídica.
- 7:36Uma segurança jurídica, tá EEE. Muitas vezes a gente imagina que
- 7:41essa segurança jurídica ela é só para o empresário, só do
- 7:44detentor da marca ou do detentor da patente.
- 7:48A propriedade intelectual, uma legislação.
- 7:50Um país que tem uma legislação de propriedade intelectual, ele
- 7:54colabora para que o consumidor final, ele também tenha os seus
- 7:58direitos assegurados, na medida que ele ele sabe exatamente de
- 8:03quem ele está comprando, que marca ele está comprando e a
- 8:05segurança que ele tem. É, ele acaba tendo o seu direito
- 8:10de escolha preservado. Então isso é muito legal.
- 8:13Você imagina você chegar no supermercado hoje e ter lá 50
- 8:17marcas de sabão em pó, por exemplo, todos sem marca, você
- 8:21não consegue ter o seu, o seu poder de escolha, porque o que
- 8:24tiver lá dentro você vai levar, seja um produto ruim, ou seja um
- 8:27produto bom. Quando você tem uma marca, você
- 8:29tem uma referência, você como consumidor, e aí você tem o seu
- 8:32direito de gostar ou não, de voltar a comprar ou não.
- 8:36Então a propriedade intelectual não dá, não traz vantagem só
- 8:40para o empresário. Ele também traz vantagens para
- 8:42gente enquanto consumidor final, inclusive em outras questões,
- 8:47como questões de tecnologia, questões de saúde.
- 8:50Exatamente porque se você não tem uma proteção, se você não
- 8:55tem uma legislação de propriedade intelectual, as
- 8:57empresas não se incentivam a buscar melhorias.
- 9:00E se não o incentivo a buscar melhorias?
- 9:03Você vai estar anos e anos e anos preso numa tecnologia do
- 9:06passado. Lembra lá quando a gente usava
- 9:08aquele celular bem grandão? Pois é, então, se as empresas,
- 9:13elas não fossem motivadas por uma lei de propriedade
- 9:16intelectual a buscar inovações em novas patentes, nós
- 9:19estaríamos utilizando aquelas tecnologias lá do passado?
- 9:22Ou seja, gera uma concorrência, a competitividade e o progresso.
- 9:26O progresso, exatamente essa palavra Tiago é, é, gera o
- 9:30progresso, porque as empresas, elas se motivam a.
- 9:33A buscar o melhor e buscar soluções para o nosso dia a dia.
- 9:36Então, no final todo mundo se beneficia, não só os
- 9:39empresários, mas como o consumidor final também.
- 9:41Interessante, ô ô produção OABC cat está registrado já marcas e
- 9:45patente. Claro, tá tudo certo, né?
- 9:47Antes do lançamento, acho. Que conseguimos fazer isso, né?
- 9:49Inclusive a gente teve uma consultoria importante da da uni
- 9:54elas, né? A gente vai falar sobre isso
- 9:56daqui a pouquinho a gente vai entrar nesse ponto.
- 9:58Mas para você que está nos assistindo, a.
- 10:00A Luiza nos auxiliou a termos AAA, marca aí patente aqui do
- 10:04ABC cast, então estamos seguros. E Luiza, eu queria perguntar
- 10:08para você é, como que a propriedade intelectual ela
- 10:12trabalha em cima de ocasiões aonde você utiliza de uma
- 10:18criação, por exemplo? Perfeito como?
- 10:20Referência, tá, mas uma referência muito parecida assim
- 10:24quando você faz algo muito igual.
- 10:26Como que isso acontece? Existe uma diferença aí que a
- 10:30gente costuma falar, nós, profissionais de propriedade
- 10:33intelectual, entre plágio e inspiração, tá?
- 10:37Então vamos lá. Inspiração, você se inspira
- 10:40naquilo que é de domínio público.
- 10:43Então, por exemplo, você vai fazer uma arte inspirado na
- 10:47calçada de Copacabana, tá? Então você vai fazer seu
- 10:50logotipo ou você vai fazer uma arte, enfim, mas inspirado
- 10:53naquilo que é de domínio público.
- 10:55Né? Então isso é uma inspiração.
- 10:59Agora, quando você se aposta de uma propriedade intelectual de
- 11:03uma outra pessoa, aí é plágio. Não tem?
- 11:06Não tem como. Então, se vamos supor que se
- 11:08você que você se inspire no logotipo da Coca-Cola para fazer
- 11:13a sua fonte da sua logomarca, se houver uma semelhança cujo qual
- 11:20o público pode ser levado a erro, isso é plágio.
- 11:23Então a gente precisa sempre analisar isso, de onde está
- 11:26vindo essa inspiração? Se essa inspiração está vindo de
- 11:28uma marca registrada, de uma propriedade intelectual, é
- 11:30plágio e plágio é crime. Agora, inspiração, não
- 11:33inspiração, você pode da natureza, enfim, tanto é que a
- 11:36gente tem personagens. Então a gente tem personagens,
- 11:39por exemplo, de vamos colocar o mais simples possível de gato.
- 11:43Né uhum? Então assim você você pode fazer
- 11:45logotipo, você pode fazer um personagem baseado no gato,
- 11:49porque o gato em si, o animal, ele é da natureza, ele é de
- 11:52domínio público. Ele, né, não é de ninguém.
- 11:55Então você pode fazer um personagem baseado no gato.
- 11:58Só que as linhas, os traços que você vai utilizar, ele não pode
- 12:02ser igual a um tom do Tom e Jerry.
- 12:05Eu não posso pegar o tom que está de preto e falar, ó, esse
- 12:07aqui é meu gato. É exatamente pegar o Gato Félix,
- 12:10vamos colocar assim assim, só pra gente colocar os gatos
- 12:12famosos, que aí fica fácil da gente entender, por exemplo.
- 12:15Então assim você pode se inspirar no animal, isso não é
- 12:18proibido. Eu posso fazer no personagem, me
- 12:20inspirar No No, no gato, por exemplo.
- 12:22Só que eu não posso utilizar as linhas, eu não posso dar a
- 12:25entender. Que eu estou copiando o
- 12:28personagem x ou o personagem y? Então é é bastante interessante
- 12:32assim e é bastante simples da gente entender.
- 12:34A partir do momento que a gente tem essas referências, fica
- 12:36fácil do que você pode e o que não pode fazer, principalmente
- 12:39para quem é designer. Legal, sabe que é?
- 12:42No meio dessa conversa nossa, a gente começou falando sobre
- 12:45isso, o início da sua carreira, né?
- 12:47E acabamos interrompendo para poder falar um pouquinho.
- 12:49Nessa questão de de marcas e patentes e plágios e etcetera.
- 12:53Mas eu queria retomar um pouquinho dessa dessa sua
- 12:55trajetória, porque você que está nos assistindo a Luiza, ela é
- 12:58uma empreendedora também, né? E queria que você contasse,
- 13:02Luiza, um pouquinho sobre a história da unielas atuação da
- 13:06unielas. Como você chegou nisso?
- 13:07EE, talvez a pergunta chave é. Uma mulher empreender nos dias
- 13:13de hoje é muito difícil. Vamos lá, já foi pior.
- 13:16É os desafios? Não, não, já, já foi, já foi.
- 13:20É bom. Eu tenho hoje 49 anos e eu
- 13:23comecei na área com 22. Né?
- 13:27Então eu comecei muito nova, apesar de ter começado com 22.
- 13:31Tiago e Marcela é, a gente vem de uma geração que a gente
- 13:34começava a trabalhar muito cedo. A gente tinha 22 anos, mas a
- 13:37gente trabalhava desde os 14, então, com 22 anos já tinha 8
- 13:39anos de carreira. Exato, então era um pouquinho
- 13:42diferente. Porém, é como eu tinha em mãos
- 13:46um produto que era. Inovador para época, né?
- 13:50Para 98, ele era totalmente desconhecido do público.
- 13:54É, eu fui realmente forçada de uma maneira não pejorativo,
- 14:00logicamente. AA, buscar AA, fazer muito
- 14:03networking, muito networking, e é o networking em raiz mesmo,
- 14:07né? Aquele networking que vocês têm,
- 14:095 amigos, 5000 amigos no Instagram, não.
- 14:12É aquele netshoking que você conhece 500 pessoas, mas as
- 14:14pessoas te conhecem. Você já conversou e você falou
- 14:17enfim, né? E aí eu comecei a participar de
- 14:19muitos eventos, de palestras, de encontros, de empresários,
- 14:23enfim, e isso foi trazendo uma bagagem muito grande para mim.
- 14:28Porque a partir do momento que você começa a conhecer pessoas
- 14:31diferentes, convivências diferentes, você é capta.
- 14:36Tudo de bom que aquela pessoa fez, você acaba utilizando como
- 14:39referência e aí você vai trazendo, né, 11 referência de
- 14:43cada pessoa e você vai se construindo como profissional.
- 14:47Leva tempo isso isso não é de 1 hora para outra, né?
- 14:50Mas a gente vai vendo que é bom, que não foi bom, os conselhos,
- 14:54aquelas pessoas que trabalhavam mais.
- 14:56E eu lembro que nessa época que eu comecei, voltando lá, eu com
- 14:5922 anos, não era uma época que tinha muitas, muitas mulheres
- 15:02fazendo networking. Tinha a gente tá falando de 98?
- 15:05A gente. Eu participava de eventos, por
- 15:07exemplo, de 50 contadores. Tinham lá 3 mulheres e 47
- 15:11homens. Não era ainda aquela cultura?
- 15:14Ainda não era aquela cultura. Com o tempo, foi mudando em
- 15:17todas as áreas, né? Isso foi mudando.
- 15:20A gente tinha lá 47 homens e 3 mulheres.
- 15:23Hoje você vai no evento de network da mesma natureza de
- 15:26contabilistas, por exemplo, você tem lá 25 e 25 numa numa, num
- 15:31evento pequeno. Então a gente vê que tem 11
- 15:35congruência ali, a gente vê que tem ali 11.
- 15:39Equilíbrio entre homens e mulheres é, os desafios
- 15:43continuam, né? A gente como mulher, a gente
- 15:45acaba. Né, Marcelo, a gente acaba
- 15:49pegando algumas responsabilidades para gente
- 15:52como casa, filho, et cetera, enfim, mais empresa.
- 15:55Então muita responsabilidade, são muito, não é isso não, não
- 15:59tem jeito, isso isso é uma coisa que não muda, mas eu acho que o
- 16:03mercado mudou bastante, né? A as pessoas mudaram bastante,
- 16:08os empresários mudaram bastante, AAAO olhar.
- 16:13Para o profissional, mudou bastante, né?
- 16:15Antes da pandemia, por exemplo, a gente não conseguia fazer uma
- 16:18reunião online e as pessoas achavam aquilo como do absurdo,
- 16:22uma. Vista, né, pra você fazer.
- 16:24Não era, não era visto como algo acessível, era.
- 16:27OOO, pouco profissional é o pouco profissional, né?
- 16:31Então, quando você sugeria de de repente, porque a gente tinha
- 16:33algumas ferramentas, até 2019, a gente tinha algumas ferramentas.
- 16:38Mas o brasileiro em si propriamente é falando, ele não
- 16:42tinha essa cultura. Então, reunião necessariamente
- 16:45era uma reunião, era reunião de corpos, não era uma reunião
- 16:49virtual, né? Thiago?
- 16:51EE aí a gente vê essa, a gente consegue ver essa mudança e
- 16:54conforme as pessoas vão mudando, a mentalidade vai mudando, a
- 16:57gente vai vendo esse avanço. Então assim, quando eu falei, já
- 17:00foi pior antes. Realmente era muito complicado.
- 17:03Muitas vezes é. Eu já tive situações.
- 17:07Eu e algumas amigas assim de, das, de empresários, não querem
- 17:11fazer reunião conosco. Não, não é, é sim, sim, não, não
- 17:16e não é nesse. Cenário que nasce a unielas.
- 17:19Não, não. AA unielas nasce bem depois, tá?
- 17:22É, a gente foi construindo, né? Foi construindo uma rede de
- 17:25networking, um nome no mercado, e assim foi.
- 17:30É, eu trabalhava numa empresa lá na Avenida Paulista, uma empresa
- 17:33muito boa. Trabalhava lá e lá construí a
- 17:37minha carreira. Enfim, né?
- 17:39Fui, fui, fui galgando essa, essa situação.
- 17:41Aí chegou um momento, há 12 anos atrás, que a unielas nasce, aí
- 17:46eu saio. De executiva dessa empresa,
- 17:49então viajei bastante ensaio de executiva e monto a uni elas,
- 17:54então a uni elas já veio para mim.
- 17:55Luiza, num momento de transformação de vida mesmo,
- 17:58tinha acabado de me casar, né? Eu queria ter filho, como eu
- 18:02realmente tive, então eu queria um outro momento, eu queria uma
- 18:06outra rotina para mim naquele momento, com 35 anos, né?
- 18:1036 anos, e aí nasce a uni elas e quando a uni elas nasceu?
- 18:16Ela já nasceu com o nome forte no mercado, então assim, aquelas
- 18:19dificuldades, primeiro, segundo, terceiro ano de todas as
- 18:22empresas. Sinceramente, eu não passei.
- 18:25Eu não passei porque eu já tinha o know how, né?
- 18:28Eu já tinha um nome no mercado, então assim, já havia assim uma
- 18:31procura. Então a única coisa que foi
- 18:35feito mesmo foi um plano de negócios, né?
- 18:37Baseado nos valores que a gente tinha, enfim, que a gente não
- 18:41abre mão, que a gente mantém até hoje e que deu certo e né, muito
- 18:45networking. Para quem não não conhece,
- 18:47talvez ainda AA unelas é sim. Qual o resumo da atuação da da
- 18:53unelas? Perfeito.
- 18:54Então, a unelas nasce lá em 2014, né?
- 18:58Ela nasce em 2014 e ela vem com o sentido de ajudar os
- 19:03empresários de uma forma simples.
- 19:07A fazer AA, solicitar os registros e tomar a propriedade
- 19:11que é deles, que é a propriedade intelectual, tá?
- 19:14É. E o caminho que nós optamos
- 19:16foram fazer parcerias. Então, a gente começou a fazer
- 19:18parcerias com é escritórios contábeis, eu já fazia há muito
- 19:22tempo, mas a gente começou a fazer parceria também com
- 19:25advogados. Os advogados têm muita
- 19:27dificuldade com essa questão de propriedade intelectual, porque
- 19:29é muito pontual. Começamos a fazer parcerias com
- 19:32agências de publicidade e propaganda, porque é a mesma
- 19:35coisa, é berço de de propriedade intelectual.
- 19:37Mas, né, eles ficam muito perdidos, né?
- 19:40Não sabem o que fazer e o que direcionar.
- 19:42Estão o tempo todo criando coisas novas e.
- 19:44E às vezes eles já criaram alguma coisa, mas que já existe
- 19:47pro. Cliente e vamos supor, criou uma
- 19:49marca nova pro cliente. E aí o cliente vai pro mercado e
- 19:52descobre que aquela marca nova não é tão nova assim porque já
- 19:55tem dono. Então sempre teve grandes
- 19:57problemas. A gente já até ganhou prêmios a
- 19:59respeito disso, né? Por.
- 20:01De trazer soluções para as agências de publicidade e
- 20:03propaganda nessa questão, na criação de name, enfim.
- 20:07Então a gente foi criando um corpo e aqui no ABC Paulista a
- 20:10gente criou um corpo muito grande em termos de propriedade
- 20:15intelectual. A gente criou realmente um nome,
- 20:17uma notoriedade muito grande em termos de propriedade
- 20:19intelectual. Então dificilmente alguém não
- 20:21conhece uma pessoa da uni elas. E a unir elas, porque só tem
- 20:26mulher, tá Tiago? Sabe que é minha mulher vive
- 20:30falando que a melhor forma de acabar com os problemas que as
- 20:33mulheres têm é só acabar com os. Homens, eu concordo.
- 20:37Essa a unir, elas não tem tantos.
- 20:39Problemas? Mas ela não veio para segregar?
- 20:41Não. Ela veio justamente para por
- 20:44conta do do do toque, do carinho que que é muito inerente a
- 20:50mulher. De explicar, de tratar com
- 20:54carinho mesmo, porque a gente tem que realmente pegar na mão
- 20:57do empresário e mostrá lo de que forma que ele deve fazer as
- 21:00coisas em termos de propriedade intelectual.
- 21:03E isso deu super certo. Tanto é que o próprio mercado é
- 21:07acabou levando a gente para essa linha, porque o mercado sempre,
- 21:10né? Ou algum empresário e fala
- 21:11aquela empresa que. Tem várias mulheres lá que só
- 21:15tem mulher. Às vezes esquece a marca, né?
- 21:17Ah, unir elas. Então, OA marca linkou muito
- 21:20essa questão da do empoderamento feminino, enfim, né, do
- 21:23protagonismo feminino ficou muito legal.
- 21:25Eu acho que é cultural também, isso da gente tá sempre
- 21:28ensinando porque. Por termos multitarefas no meio
- 21:32dessas multitarefas, tem sim. A Luiza mãe também, né?
- 21:36Sim. Claro, esposa.
- 21:37É e aí você pegar na mão e explicar, eu acho que vem da
- 21:42gente, né? Vem nesse.
- 21:44Renato processo. Cultural assim.
- 21:46Né, Renato? Muito.
- 21:47Bom, só que ela não pega só na mão para ensinar, ela também
- 21:51lidera, né? Ah, sim, porque até seguindo na
- 21:55nossa conversa aqui um dos temas que eu gostaria de trazer, uhum.
- 21:57É sobre o instituto de tecnologia e inovação do grande
- 22:00ABC. Excelente, a Luiza preside o
- 22:03instituto de de tecnologia e inovação.
- 22:05É isso aí e é uma. É surpreendente, né?
- 22:09Ver como a gente tá permitindo hoje, finalmente, mulheres
- 22:14assumindo postos de liderança e liderança estratégica, né?
- 22:19Que é? A gente fala assim, é onde elas
- 22:22elas sempre deveriam ter estado sempre, né?
- 22:25Mas Luiza assim. Nesse seu posto de presidente de
- 22:29um instituto de tecnologia e inovação perfeito, quando você
- 22:31olha para o ABC, você consegue ver alguns gargalos, tipo, tá
- 22:36faltando mais tecnologia, tá faltando mais inovação aqui para
- 22:39a região se desenvolver melhor. Qual é a nossa posição hoje
- 22:43aqui? Não é muito engraçado isso que
- 22:44não falta? Nós temos só um ABC, mais de
- 22:4712000 empresas de tecnologia. Qualquer tipo de tecnologia que
- 22:51você imaginar a gente tem gente no ABC que possa desenvolver,
- 22:55tá? Nós não somos mais um polo
- 22:56econômico só do automobilístico, né?
- 23:00Mas de tecnologia é o que que acontece aqui no ABC.
- 23:04É o mercado ainda não sabe, né? O mercado ainda desconhece que
- 23:10existe tanta tecnologia que e aí AAA, as empresas, indústrias do
- 23:14ABC acabam buscando inovações em outros locais.
- 23:17Sendo que a gente está aqui muito próximo, né?
- 23:20Quando eu fui convidada para ser presidente do instituto de
- 23:23tecnologia, eu já era associada lá, porque como eu trabalho com
- 23:26registros de inovação, registro de patente, enfim.
- 23:29Então tinha muita, tem até hoje muita sinergia com o que eu
- 23:32faço. E por isso eu fui convidado a
- 23:34ser presidente. E você basicamente estava
- 23:36sabendo de tudo que estava. Acontecendo exatamente sim, eu
- 23:38já era associada e exatamente dos associados, enfim, então eu
- 23:42eu já tinha já 1111, certo convívio ali com o pessoal de
- 23:47tecnologia. Eles me convidaram há 2 anos
- 23:49atrás para presidir o instituto. E qual era Oo intuito quando a
- 23:55diretoria veio me fazer esse convite, primeiro, ser a
- 23:59primeira mulher. Presidente do instituto porque o
- 24:01instituto tem de 18 anos e nunca teve uma mulher na diretoria, de
- 24:04fato, sempre teve como associadas, mas não na
- 24:07diretoria. Então, a primeira coisa e a
- 24:09segunda coisa é que a gente tivesse 11, alguém que tivesse
- 24:13um traquejo e pudesse ter assim uma conversa com todos os entes
- 24:18da cadeia de tecnologia. Então a gente consegue ter, por
- 24:22exemplo, um acesso a todas as prefeituras, que são as 7
- 24:25prefeituras. A gente tem acesso às faculdades
- 24:29enquanto instituto, a gente tem acesso é às associações
- 24:33empresariais, né? A gente como Ciesp, como Assis,
- 24:38enfim. E a gente tem acesso também ao
- 24:41mercado. É de empresas mesmo, né?
- 24:44Ao mercado privado. Então, essa facilidade de
- 24:47transitar em todos os elos da cadeia fez com que a gente
- 24:50pudesse ter e fazer um planejamento muito interessante
- 24:54aqui nessa questão do protagonismo do do grande ABC.
- 24:57Tanto que a equipe que é composta, que agora a gente tem
- 25:02muitas mulheres na equipe, a gente tem a doutora Paula, a
- 25:04gente tem a feliciana, a gente tem a doutora vilani, a gente
- 25:08tem muita gente lá participando e como voluntários dentro do
- 25:12instituto para que a gente. Possa é.
- 25:14É fazer trabalhos e executar trabalhos, né?
- 25:17É, em consequência disso. Nós conseguimos o primeiro
- 25:21reconhecimento para o grande ABC.
- 25:23Então nós conseguimos o reconhecimento de cpl, que é
- 25:25cadeia produtiva local. Antes ninguém sabia que o grande
- 25:29ABC tinha 12000 e poucas, acho que 12500 empresas de tecnologia
- 25:35é hoje São Paulo, sabe? Por quê?
- 25:40Porque com esse reconhecimento de cadeia produtiva local, a
- 25:44gente necessariamente prova pro país inteiro, mas mais
- 25:48necessariamente para toda São Paulo, que aqui existe um polo
- 25:52específico, economicamente ativo e que se pode fazer muita coisa.
- 25:56Então a gente não mostra só para São Paulo, a gente mostra para
- 25:59dentro também. E lá a gente não tem feito
- 26:02muitas iniciativas, a gente já tem feito encontros, a gente
- 26:05está com algumas ações. Para que todo mundo saiba desse
- 26:09ecossistema que existe aqui e possa logicamente usufruir desse
- 26:12ecossistema de tecnologia que nós temos aqui.
- 26:15Investimentos e fomentar coisas internas.
- 26:17Também exatamente tanto atrair investimentos quanto fomentar
- 26:21coisas internas, como fomentar a mão de obra de tecnologia
- 26:25também. A gente tem muita mão de obra
- 26:27aqui, que estuda aqui, vai trabalhar em São Paulo, não
- 26:29precisa. A gente tem 12000 empresas de
- 26:31tecnologia que a gente tem vagas, né?
- 26:34De tecnologia a disposição de estudantes e profissionais
- 26:39trainees que acabaram de se formar aqui dentro do seu,
- 26:44dentro do seu, do do seu universo aqui, e isso
- 26:46automaticamente fomenta a economia da região.
- 26:49Inclusive tem gente de fora, né, que vem para cá.
- 26:52Quem vem trabalhar para cá? Exatamente.
- 26:54E esse campo, esse ramo da tecnologia, ele é um ramo que
- 26:58ele só cresce e cresce de forma exponencial.
- 27:01É muito rápido. Então o que é novidade ontem,
- 27:03hoje, provavelmente já está certa, sabe?
- 27:05Então a gente precisa de muita gente.
- 27:07Gente boa é que nós temos. Muito bem.
- 27:10Tem mais alguma pergunta? Posso seguir?
- 27:12Posso seguir a gente. A gente está falando bastante
- 27:14sobre mulheres também, né? Essa atuação feminina, eu acho
- 27:18que você, Luiza, brilhantemente, está liderando.
- 27:21Muito bem isso Na Na atualidade. Mas falando ainda sobre
- 27:26inovação, é mulher, hoje ela é. Ela tá conseguindo ser vista
- 27:33como uma inovação, como liderança e inovação.
- 27:36É quando você vê se o mercado em geral, né?
- 27:40A gente tá conseguindo. Se manter na liderança de
- 27:44inovação. Eu pergunto, isso deixa eu dar
- 27:46até dar um contexto rápido, né? Minha mãe foi uma mãe solteira,
- 27:51né? Na verdade, ela se divorciou
- 27:54quando as crianças eram muito pequenas, né?
- 27:56Então ela criou 3 filhos sozinhas e ela precisava se
- 28:01reinventar todo dia para poder trazer sustento dentro de casa
- 28:05e. Com isso, ela abandonou estudo.
- 28:08Sim, ela abandonou tudo para dedicar a criação dos filhos.
- 28:11Conforme os filhos cresceram, sim, ela não se esqueceu de si.
- 28:15Ela Foi atrás de formação, então ela se formou no primeiro ano
- 28:18ensino médio e recentemente, depois de sei lá, quase 40 anos,
- 28:23ela se formou na faculdade. Perfeito, ela deixou de ser uma
- 28:27simples babá para se tornar uma pedagoga.
- 28:30Excelente. Ou seja, ela trouxe inovação
- 28:32para a vida dela, né? Sim, é esse o contexto que eu
- 28:34queria trazer as nossas mulheres hoje.
- 28:37E. Estão sendo essas protagonistas.
- 28:40Sim, sim, sim, é no ramo de tecnologia, a gente ainda tem um
- 28:44déficit, a gente ainda tem déficit bem grande.
- 28:48Lembra daqueles eventos que eu falava para você?
- 28:49De 50:3? Tecnologia está mais ou menos
- 28:51assim, 50 para 10. Eita.
- 28:54A gente tem lá 50 homens de tecnologia para 10, enfim, tanto
- 28:57é que a gente tem até uma vertical de mulheres na tech,
- 29:01na, no Etecs, no etescs, para isso mesmo, para a gente falar a
- 29:05respeito. Por que não a mulher na
- 29:06tecnologia? Se ela tem todos os atributos
- 29:08tanto quanto, né? O que que tá faltando é
- 29:11comunicação. O que que está faltando de fato
- 29:15é, vamos nas nas faculdades, vamos No No nos colégios,
- 29:18mostrar as mulheres de tecnologia, mostrar que
- 29:21realmente vem para gente que a gente tem campo.
- 29:23Então é, é, ainda tem o déficit, mas a gente já tá caminhando
- 29:27para uma igualdade aí. É se em outras áreas, tá?
- 29:31Se você for hoje, entrar hoje numa sala de de universidade,
- 29:35dependendo do curso, você vê muito mais mulheres do que
- 29:38homens. As mulheres se interessam muito
- 29:40mais em se desenvolver, em estudar, enfim, do que não.
- 29:46Não, não sempre, sempre deixando muito claro, não segregando, mas
- 29:50ela tem a capacidade, apesar de todas as dificuldades.
- 29:54De se reinventar e de buscar o melhor e de buscar se melhorar,
- 29:58porque é muito grande. Então você vai numa sala de
- 30:00direito, por exemplo, se você vê lá, 60% são mulheres.
- 30:03Você vai numa sala de contabilidade, 70% são mulheres,
- 30:06o que antes não acontecia. A gente tem costume de fazer do
- 30:10limão uma limonada, né? Se a vida não jogou em uma
- 30:14situação, a gente pega aquela situação e transforma em algo
- 30:17produtivo que te traga uma devolutiva, né?
- 30:21Resiliência, né? É, é uma é uma resiliência.
- 30:24A mulher, ela tem uma resiliência que é muito
- 30:27interessante assim que é, é muito inato da mulher.
- 30:31Então, por mais dificuldade que se tenha, como foi o no seu caso
- 30:34mesmo que você traz esse. Você vê é, será que fosse um
- 30:39pai? Se fosse um pai e 3 filhos seria
- 30:41que será que teria aguentado o tranco assim dessa forma?
- 30:44Eu me pergunto? Também.
- 30:46Ou será que ele teria buscado um casamento logo para buscar uma
- 30:49companheira para poder ajudar a solução do problema, eu acho.
- 30:52Que eu tenho essa resposta? Eu acho que eu tenho essa
- 30:54resposta porque o meu pai aconteceu justamente isso no na
- 30:58separação, ele acabou arrumando uma outra pessoa.
- 31:01Que a engravidou, teve um filho, a pessoa abandonou ele com a
- 31:04criança e rapidamente ele conseguiu uma nova companheira.
- 31:07Pra poder cuidar do filho dele, EOKEOK assim, é, é, é, é, são,
- 31:12são, são, são pontos que a gente observa AA nos tempos, enfim,
- 31:16mas AO fato da gente conseguir se equalizar, né?
- 31:22Eu sei que ainda a gente tem uma caminhada longa.
- 31:25Enfim, se a gente for discutir isso agora, não faz sentido
- 31:28nenhum, mas em comparação. Na época que eu comecei lá, há
- 31:3230 anos atrás, para hoje é extremamente diferente, é
- 31:36extremamente diferente. A gente tem voz, a gente tem
- 31:39representatividade, né? Acho.
- 31:41Que criatividade é um ponto? Criatividade a gente não tem
- 31:45mais a repressão porque muitas mulheres não trabalhavam antes,
- 31:48porque os maridos não deixavam. Hoje já é uma questão assim.
- 31:52É, é é uma questão social que mudou bastante.
- 31:55Não existe mais isso, marido mesmo, porque o nosso
- 31:58comportamento de consumo, a nossa vida hoje, ele requer, se
- 32:02você quer ter uma vida melhor, requer que os 2 tenham as
- 32:05responsabilidades. Então é muito difícil hoje a
- 32:09gente ver só o homem trabalhando e a mulher em casa.
- 32:13Pode ver? É.
- 32:13É muito difícil, até em classes sociais mais elevadas.
- 32:17A gente tem uma mulher que é executiva, o homem que é médico
- 32:21ou OOO, marido que é empresário. A mulher é empresária também.
- 32:25Os 2 trabalham juntos na empresa.
- 32:27Então a gente vê um protagonismo muito maior da mulher e muito
- 32:30mais aceito, porque antes a mulher que trabalhava fora, ela
- 32:34é considerada como 11, pessoa que abandonou os filhos em pró
- 32:40de si mesma. Né?
- 32:41Era mais ou menos assim que era visto.
- 32:43Infelizmente acontecia há muito, há uns 40 anos atrás, hoje não.
- 32:47Hoje é muito tranquilo. A gente vê é crianças na escola
- 32:51e as mães trabalhando, dando um exemplo para eles do que que é
- 32:55ser uma empreendedora, o que é ter responsabilidade, enfim.
- 32:58Então a gente consegue ver 11, é.
- 33:02Uma evolução nessa visão enquanto mulher empreendedora.
- 33:06Lembrando que a gente ainda continua com os nossos desafios,
- 33:09mas OK, mas a gente a gente a gente consegue dar um jeito e a
- 33:12gente consegue fazer as. Coisas, né?
- 33:13Na internet a gente tem um meme, né, que a gente fala Ah.
- 33:20Fulana correu para que hoje a gente possa andar, não, gente,
- 33:25Luiza, aí ó, correu para que a gente pudesse andar com calma,
- 33:28respirar. E aí é, eu queria saber de você,
- 33:31como inspirar novas lideranças, né?
- 33:34Femininas nas áreas técnicas e criativas.
- 33:38Tá bom? Então vamos lá.
- 33:39É. É muito interessante a gente
- 33:41perceber que liderança ela é uma característica.
- 33:46Tá, não. Se você não força um líder, tem
- 33:49pessoas que não gostam de serem líderes, ponto.
- 33:53E tá tudo bem e tá tudo certo mesmo porque nós somos seres
- 33:58humanos diferentes, com aptidões diferentes e com vontades
- 34:01diferentes, e a gente precisa respeitar isso mesmo, porque se
- 34:05todo mundo fosse líder, ninguém IA ser liderado.
- 34:07Aí a coisa IA desandar, né? E não IA adiantar também todo
- 34:10mundo ser liderado e não ter líder, então.
- 34:12Tudo, tudo no seu lugar. Eu acho que tem que respeitar
- 34:15isso. Como inspirar?
- 34:18Não existe outra forma de inspirar do que fazendo, do que
- 34:23sendo fazendo. Não ser exemplo, não abandonar
- 34:26os seus valores, mostrar como se faz.
- 34:29Porque aquele que realmente tem a liderança nata, ela se
- 34:32inspira, ela busca e ela vai e ela protagoniza.
- 34:36E isso vem desde a infância, porque ela é inerente à
- 34:39personalidade humana. Né?
- 34:41Então, na infância você vê aquele na turminha, aquele que é
- 34:44líder, não é exatamente a gente já sabe, eu, tanto aquele menino
- 34:48quanto aquele, então isso não muda isso no decorrer na vida
- 34:52social, na vida empresarial não é diferente.
- 34:56Então tem pessoas que são líderes e tem pessoas que são
- 34:59lideradas, um não é melhor do que o outro.
- 35:01Isso não quer dizer absolutamente nada, porque tem
- 35:04pessoas que elas gostam de receber os desafios e elas se.
- 35:10Elas elas se realiza em trazerem, bater as metas.
- 35:16Em é é satisfazer aqueles desafios.
- 35:19EE, tá tudo ok e tá tudo bem e tá tudo certo.
- 35:22Então assim, as lideranças existem, mas a gente tem que
- 35:25respeitar mesmo, porque é uma questão de personalidade e uma
- 35:29questão também do meio que a pessoa está.
- 35:31Isso e ocupando os espaços, né? A gente vai fazer agora só um
- 35:34rápido intervalo. E porque tem um recado
- 35:37importante que você, que está em casa, precisa ouvir e a gente
- 35:39volta em um minutinho, com mais interação aqui com os nossos
- 35:43quadros especiais, a gente já volta.
- 35:46Olá pessoal, eu sou o Celso Rodrigues e apresento ABC cast
- 35:49ao lado dela. Eu sou a Susana.
- 35:51Rezende, e. Hoje a gente está.
- 35:54Aqui para gente fazer um convite muito especial, o compilado de
- 35:57notícias diário. Vai ao ar de segunda a
- 36:00sexta-feira as principais notícias do ABC, da região
- 36:04metropolitana de São Paulo, da capital Paulista, do Brasil e do
- 36:08mundo. E a gente está.
- 36:09Disponível em todas as plataformas, é no Deezer,
- 36:12novazon. Music no YouTube, no Spotify,
- 36:16onde você preferir. É só nos encontrar e dar play.
- 36:19Então. Se você perdeu aquela notícia
- 36:20importante que para você tem relevância, ela está aqui no
- 36:24abcquest e siga nos nas redes sociais.
- 36:27Arroba ABC do ABC underline oficial.
- 36:30Esperamos lá. Obrigado pessoal por ter ouvido
- 36:33esse recado. Vai lá então.
- 36:35Acompanha as nossas redes sociais, acompanha OABC cast
- 36:38todos os dias. Ficaremos muito felizes de de vê
- 36:42Los também nos outros canais que nós temos disponível.
- 36:45Bem, vamos para um quadro especial agora chamado
- 36:48contraponto. Contraponto.
- 36:56É nesse quadro, eu vou deixar agora o tempo para Marcela poder
- 37:02fazer a pergunta que ela quiser. Para Luiza, a gente não combinou
- 37:05nada. É o tempo é dela, tá?
- 37:08E aí, é com você, Marcela. Bom, Luiza, fazer algumas
- 37:12perguntinhas aqui eu queria saber é, o sistema de patentes
- 37:18não acaba privilegiando grandes empresas?
- 37:22Em detrimento de pequenos investidores?
- 37:25Hum, vamos lá, é? Já foi bastante inacessível para
- 37:31pequenos investidores. Pelo custo?
- 37:34Pelo custo, tá lá no comecinho a patente ela custava em torno de
- 37:40um carro popular, então assim, não era todo mundo que realmente
- 37:45tinha acesso. Isso é verdade?
- 37:47Mas no decorrer do tempo, quando o mercado absorveu que realmente
- 37:50essa lei veio pra ficar, que ela realmente tem eficácia e tem
- 37:54realmente muita eficácia, uma ação de patentes, ela é muito
- 37:57rápida de acontecer e de ser julgada.
- 37:59Enfim, é isso começou a se popularizar, ou seja, mais
- 38:05empresas começaram a solicitar e automaticamente, quando a gente
- 38:09tem uma demanda maior, a gente acaba tendo também uma.
- 38:15Democratização em termos de custos, hoje a gente tem mais
- 38:19tecnologia, hoje a gente tem mais profissionais.
- 38:22Antes a gente não tinha tantos profissionais, né?
- 38:24Eu me considero da velha guarda, mas a gente não tinha na época.
- 38:28Quem que queria realmente apostar em seu futuro, numa lei
- 38:31que você não sabia se realmente iria para frente?
- 38:34Não. Então a gente tem muito mais
- 38:35profissionais hoje. É tecnologia, como eu falei,
- 38:38então isso é mais acessível. Então uma pessoa física consegue
- 38:42fazer uma patente, um pequeno empresário consegue fazer uma
- 38:46patente, faz parte de um planejamento de custos.
- 38:49O que difere 11 pequena empresa e uma grande empresa a fazer a
- 38:53patente em termos de direitos? Nada, porque é igual a partir do
- 38:57momento que eu faço uma patente. Em nome de pessoa física ou em
- 39:01uma pequena empresa, eu tenho os mesmos direitos do que aquela
- 39:04multinacional que fez. A diferença é que muitas vezes a
- 39:09multinacional ela tem mais acessos, ela tem mais condições
- 39:12de pesquisas, enfim, ela acaba fazendo muito mais patentes, ela
- 39:15acaba tendo mais desenvolvedores, mais
- 39:17pesquisadores, enfim. Então isso aí é uma questão
- 39:20mesmo. É de mercado, mas os direitos
- 39:23são iguais, tanto é que. A maioria das empresas grandes,
- 39:29elas não têm patentes, só delas elas compram patentes de
- 39:32pequenas empresas e de pequenos empreendedores.
- 39:36Ou seja, isso isso pode virar um mercado, né?
- 39:39É o mercado, é um mercado. É um mercado fácil
- 39:41intermediização de venda, de compra e venda de patentes.
- 39:44E a gente vê isso crescente de uma forma muito crescente, ou
- 39:47seja. Por exemplo, eu sou uma
- 39:49engenheira, não tenho empresa, não tenho nada.
- 39:52Mas eu investi meu tempo, meu dinheiro e meu conhecimento para
- 39:55poder desenvolver um produto que não existe.
- 39:58Só que eu não tenho condições de fabricar, porque eu não tenho
- 40:00condições financeiras, não tenho investimento.
- 40:02Enfim, quando eu apresento essa minha inovação para uma grande
- 40:06empresa, ela tem tudo que eu não tenho, que é marketing,
- 40:11jurídico, mercado. É dinheiro, enfim, condições de
- 40:16expandir esse produto com de uma forma astronômica.
- 40:20O que que ela faz? Ela me oferece a compra da
- 40:24patente e eu vendo Pra Ela, então de repente pra mim
- 40:285000000, 10000000. Pode fazer toda diferença na
- 40:32minha vida, que o que pra uma grande indústria não é quase
- 40:35nada. Né, a indústria talvez vai
- 40:37ganhar muito mais do que isso com.
- 40:38Essa patente, quando ela investe 10000000 é porque.
- 40:41É, mas o cara que pensou nisso, né?
- 40:44Exato, ganhou. E quando eu falo que é
- 40:46democrático o direito é exatamente isso, porque não
- 40:49adianta ela querer fabricar sendo que eu sou proprietário da
- 40:52patente. Porque mesmo eu sendo uma pessoa
- 40:54física ou uma micro e pequena empresa, eu posso acionar essa
- 40:58grande indústria judicialmente por estar utilizando a minha
- 41:01patente e o direito. Ele é igual para todos.
- 41:03Né? Então é muito mais fácil para a
- 41:05indústria ela receber esses empreendedores, ela receber
- 41:08esses inventores lá com as ideias desenvolvidas e colocar
- 41:13no mercado, do que ela ficar pagando pesquisas para
- 41:16reinventar numa coisa que já existe, né?
- 41:18Então é muito comum esse mercado de patentes e é muito comum que
- 41:22pequenos empreendedores vendam essas patentes ou faça sessão de
- 41:26uso, que é com royalties, né? Então ela não vende, ela
- 41:28autoriza com que a empresa explore comercialmente aquele
- 41:32produto. Onde ela ganha uma parcela, que
- 41:35pode ser com exclusividade ou sem exclusividade.
- 41:38Então, se ela fornece, por exemplo, mercado de indústrias
- 41:40plásticas, quantas indústrias plásticas existem no Brasil?
- 41:44Então, de repente, ela pode fazer sem exclusividade.
- 41:46Ela faz parcerias com várias indústrias, né?
- 41:49E recebe uma parcela, quanto isso?
- 41:51Então aí a negociação fica a critério de, né, da das partes.
- 41:55Mas é muito comum empresas multinacionais, elas compram
- 41:59muitas patentes aqui no Brasil. Muitas patentes.
- 42:03Por que? Por conta de moeda, por conta de
- 42:06câmbio, né? Primeiro, a gente tem muita
- 42:09gente boa, muita gente boa no Brasil, muita gente inteligente,
- 42:13muitas soluções. É, a gente tem muito hackathon,
- 42:16a gente tem muitas feiras, né, e etcetera, que que mostram ali
- 42:20estudantes que desenvolvem produtos fantásticos.
- 42:22Quando a gente vê na televisão, aquilo ali é um pontinho do
- 42:24iceberg em termos de tudo que acontece.
- 42:28É as empresas internacionais. Elas têm profissionais que elas
- 42:31vem visitar essas feiras, só que eles não vem em nome da empresa
- 42:35x em nome da empresa y, eles vem ali como visitante e aí ele vê.
- 42:39O produto XO, produto YE, quando ele se interessa pro produto x
- 42:43ou produto YE, faz o contato, faz a reunião e faz a compra.
- 42:47Então você vê lá nos Estados Unidos sendo lançada aquela
- 42:50grande inovação, a probabilidade de um desenvolvedor brasileiro
- 42:55ou qualquer qualquer país aqui da América do sul ou de Israel,
- 43:00enfim, é que os países menores assim, no sentido economicamente
- 43:04falando, é é muito grande, porque aí eles acabam comprando
- 43:08em dólar. Uhum, né?
- 43:10EE Pra Ele sai muito barato e pra gente pode mudar a vida.
- 43:13Ou seja, é. É um mercado, né?
- 43:15Então é talvez você que está nos ouvindo.
- 43:17Se você tem uma boa ideia, registre.
- 43:20É, vai atrás da sua marca e patente.
- 43:22Se você é uma grande empresa, olha só, o mercado está cheio de
- 43:26pessoas pensando em soluções que podem ser muito útil para você,
- 43:29que talvez possa investir nesse tipo de de coisa e ter um
- 43:33retorno é muito interessante. ABC em 60 segundos.
- 43:42O Luiza você tem uma atuação muito grande no ABC, né?
- 43:46E para pessoas que tem uma atuação muito forte no ABC, a
- 43:49gente traz um quadro especial aqui chamado ABC em 60 segundos,
- 43:52porque esse é só pra quem conhece.
- 43:54Quem conhece o ABC? AI que ótimo, fica fora.
- 43:57Fazer pra você algumas perguntas em 1 minuto.
- 43:59A gente vai tentar é fazer essa brincadeira aqui sobre a região
- 44:03do grande ABC. Vamos fazer o exercício número
- 44:061. Tá ótimo.
- 44:07Qual cidade do ABC você considera a mais inovadora?
- 44:10E por que uma resposta rápida? Santo André.
- 44:13Ela. Está estrategicamente
- 44:16posicionada. OK, muito bom.
- 44:19Um lugar do ABC que simboliza o potencial criativo da região.
- 44:24Meu Deus, potencial criativo do ABC todo.
- 44:31Vamos colocar aí, vamos colocar em Mauá.
- 44:35É, apesar da gente estar falando de ABC, eu considero 7 cidades,
- 44:39mas Mauá tem um polo industrial tão grande, que também tem uma
- 44:44cpl, que é a cpl dos Cosméticos, enfim.
- 44:46E a gente, eu vi muitas inovações, muitas coisas muito
- 44:50boas lá, saindo para o mundo todo.
- 44:51Muito legal. E qual é o maior desafio para
- 44:54empreendedores de inovação aqui no ABC?
- 44:56Hum de comunicação, eu acho. A comunicação está está na base
- 45:00de tudo, né? A comunicação.
- 45:03A gente tem prédios aqui no ABC. Gente impressionante.
- 45:07A gente tem prédios no ABC. Eles estão literalmente um em
- 45:11cima do outro, porque um está no quarto andar e outro está no
- 45:13quinto. Eles não se conhecem?
- 45:14Exato, gente, eu é, eles simplesmente se conhecem e de
- 45:17repente eles buscam parceiros fora e sendo que no mesmo prédio
- 45:20eu não estou falando, eu não estou falando na mesma cidade,
- 45:22gente, eu estou falando no mesmo prédio.
- 45:23Prédio, eles não se conhecem, é só falta de comunicação.
- 45:26EE, existe uma iniciativa local que você admira assim nesse
- 45:30campo de inovação? Assim são várias, tá?
- 45:33São várias. É nesse campo de inovação.
- 45:36Nós temos muitos movimentos. Nós temos um movimento, por
- 45:39exemplo, do ABC vale, que é o movimento que congrega várias,
- 45:44várias, vários atores da cadeia produtiva.
- 45:47É de inovação e tecnologia, que aí vem e testes, que é o
- 45:52instituto de tecnologia, que aí vem Sebrae, que aí vem siesp,
- 45:55que vem prefeituras, parques tecnológicos, et cetera, tá?
- 45:58Então a gente tem muitos movimentos que são realmente é
- 46:02interessantes e vale a pena conhecer.
- 46:04Legal? Muito bom.
- 46:06Decisões críticas temos um outro quadro também chamado decisões
- 46:13críticas. Né, é, aqui a gente fala o
- 46:17seguinte, no decorrer da sua carreira, você tomou várias
- 46:21decisões, mas a gente que gostaria de saber assim, qual
- 46:24foi a principal ou uma das principais que mudou o rumo da
- 46:29sua vida, né? E por que que essa decisão foi
- 46:32tão crítica ou foi tão difícil de ser tomada naquela época?
- 46:36Consegue compartilhar? Um pouquinho disso com a gente.
- 46:41A decisão mais crítica, profissionalmente falando, foi,
- 46:44realmente é a abertura da empresa de fato, porque ainda
- 46:49existe um mito, né? Existe um mito que empreender é
- 46:52super de bom. Mas eu tenho um mito assim,
- 46:57empreender no Brasil ele é muito difícil.
- 46:59Ele é desafiador? É.
- 47:02Mas não é impossível, né? Tudo existe, planejamento é o
- 47:07momento, não é o momento, né? Você realmente ter OA
- 47:11maturidade, eu acho, eu acho que é a maturidade e a maturidade.
- 47:14Eu não tô falando de idade, que a gente tem, jovens extremamente
- 47:18empreendedores, inteligentes, né?
- 47:20Eu digo assim, a maturidade empresarial de você saber se é o
- 47:23momento, se é o mercado, se o que você traz realmente é faz a
- 47:27diferença. Que você traz como solução.
- 47:31Ele é comprável, ele é entendível e aí sim, e a gente
- 47:37fica com aquela coisa, cuidado, empreender não é tão fácil,
- 47:40enfim, fica com aquele com aquele estigma.
- 47:43E muita gente boa não está empreendendo e provavelmente a
- 47:45gente está perdendo muita, muita coisa boa por aí no.
- 47:47Seu caso, você empreendeu por necessidade ou porque você
- 47:51enxergou uma oportunidade? Não, porque eu enxerguei uma
- 47:54oportunidade. O que que acontece?
- 47:56Por que que eu comecei a empreender?
- 47:58Eu vi que o mercado estava. Mudando e a gente precisava
- 48:00mudar de posicionamento, né? Eu precisava mudar de
- 48:04posicionamento e eu também estava no momento de vida que
- 48:07que me proporcionava isso, que me dava essa maturidade pra pra
- 48:11pra poder empreender. Então foi assim, é muito Maduro,
- 48:16com muito planejamento e por isso que deu certo, né?
- 48:18A gente cresceu muito assim nos últimos 12 anos.
- 48:22Cresceu muito, mas lembrando com pé no chão.
- 48:27Com planejamento, sem empolgação, com muita
- 48:31maturidade, com muito é com muito entendimento daquilo que
- 48:36você faz e lembrando que empreender é trabalhar bastante.
- 48:42Não, mas não são só 8 horas, são 20 e às vezes são 20 horas.
- 48:47Você é seu próprio chefe, teu próprio funcionário, você é.
- 48:50Principalmente no começo, né? Depois a gente tem equipes e
- 48:53tudo. A gente vai delegando, enfim,
- 48:55mas realmente não é não é não. É trabalhar menos, muito pelo
- 48:59contrário, trabalhar mais. Audiência quer saber?
- 49:08Sabe que nós somos só Marcelo e eu aqui interessados em fazer
- 49:12pergunta, né? A nossa audiência também quer
- 49:14saber, tá bom? Então a gente pediu para os
- 49:16nossos repórteres do ABC e do ABC ir às ruas contar que a
- 49:20gente estaria com você aqui e pedimos para as pessoas fazerem
- 49:23uma pergunta para você. Tá excelente a gente.
- 49:25Vai colocar alguma dessas perguntas No No no telão aqui
- 49:28para ver, para ver o que que você pode dizer para eles?
- 49:30Tá ótimo. Conseguimos soltar a primeira,
- 49:32por favor, oi? Eu sou o Júlio.
- 49:38Aqui de São Bernardo do Campo. E a minha dúvida é, qual que é a
- 49:42diferença entre invenção, inovação e criatividade do ponto
- 49:46de vista jurídico? Ótima pergunta, Júlio.
- 49:51Vamos lá? Invenção e inovação é inovação.
- 49:56É tudo aquilo que você traz que seja útil.
- 50:02Que seja relevante e que traga valor.
- 50:04Que agregue valor para quem vai utilizar.
- 50:07Isso é inovação, tá? Ele pode ser patenteável ou não.
- 50:10De repente, você pode trazer uma inovação que ele não precisa
- 50:14necessariamente passar por um processo de patente, mas que
- 50:17seja alguma coisa útil a partir do momento que aquela inovação.
- 50:22Ela é interessante do ponto de vista de mercado e atenda alguns
- 50:28requisitos, aí sim ela é patenteável.
- 50:30Então por isso que o pessoal fica muito em dúvida, né, que é
- 50:33patenteável, não é patenteável, enfim, e a gente tem algumas,
- 50:37algumas perguntinhas chaves. O que que pode ser em termos de
- 50:41inovação? Patenteável aquilo que pode ser
- 50:44industrializado, porque a gente pode ter uma inovação que ela
- 50:47não é industrializável, ela tem que ser necessariamente feita.
- 50:50É exclusivamente pra Marcela, outra pro Tiago, EE assim vai,
- 50:54então isso não, não é patenteável, tá?
- 50:57Tem que ser necessariamente passível de fabricação, escala,
- 51:01ela tem que ser inovadora, ou seja, não existe em lugar nenhum
- 51:05do mundo, que é que é propriamente inovação e ela tem
- 51:08que ser útil. Se ela atender esses 3
- 51:09requisitos, a gente consegue patentear, às vezes não atende,
- 51:12é uma inovação, não atende os 3 requisitos, aí não é
- 51:16patenteável. Então por isso a gente tem
- 51:18sempre que perguntar qual é o projeto?
- 51:20O que traz? Se tem.
- 51:21Então existe toda uma tratativa antes de de buscar, é antes de
- 51:26buscar esse direito. Temos mais uma pergunta.
- 51:30Oi, meu nome é Luciano, eu sou de Santo André.
- 51:33Eu gostaria de saber quais são os primeiros passos para quem
- 51:37quer. Registrar uma marca ou uma
- 51:39patente muito bem, muito bem a. Luciana é a nossa fã número 1,
- 51:44tá só pra dizer. Agora, que bom.
- 51:45Tá sempre comentando nos podcasts, sempre nos AI, que
- 51:48legal, incentivando a continuar e é interessante ela ter
- 51:51Aparecido aqui dessa vez. Que legal.
- 51:53Vamos lá, vou falar do registro da marca, tá?
- 51:55O registro da marca. Qualquer pessoa pode registrar
- 51:58tanto pessoa física quanto pessoa jurídica.
- 52:00Graças a Deus, porque até tempos atrás só pessoa jurídica podia
- 52:04registrar a marca. Só que a gente tem muito
- 52:06empreendedor que não tem CNPJ e ele acabava perdendo.
- 52:09Ele ficava 2 anos ali empreendendo até o negócio dar
- 52:12certo, o negócio engatar, e ficava sem marca e às vezes
- 52:15perdia aquela marca para uma outra empresa que já estava
- 52:17madura. Enfim, totalmente injusto, mas
- 52:19dentro da lei. Então hoje não.
- 52:21Hoje é com com o CPF, um comprovante de residência, a
- 52:26gente já consegue registrar a marca em nome de pessoa física.
- 52:29Agora, se for uma empresa e quiser registrar a marca, é a
- 52:31mesma coisa, a gente vai fazer no nome.
- 52:33Para pessoa jurídica, sem problema nenhum.
- 52:35É um procedimento que demora 2 anos mais ou menos para sair,
- 52:39mas é um procedimento que a gente consegue dar entrada
- 52:41relativamente rápido. A patente é a mesma coisa?
- 52:45A patente a gente consegue fazer tanto em nome de pessoa física
- 52:47quanto em nome de pessoa jurídica, desde que a gente
- 52:49atenda aqueles requisitos e que a gente tenha todos os
- 52:53documentos necessários para poder dar entrada nessa patente,
- 52:56os relatórios, enfim, que é coisa que tecnicamente a gente
- 53:00faz lá para poder justificar e dar.
- 53:03Prosseguimento na patente diferença da patente pra marca a
- 53:06patente cai em domínio público depois de 20 anos, 15 ou 20
- 53:09anos? Depende da natureza da patente.
- 53:11Tem a patente de inovação que quando você inova em cima de um
- 53:13produto que já existe, ou a patente de invenção que é
- 53:16completamente novo, então cai em domínio público.
- 53:19Depois de um tempo, qualquer um pode fabricar e o preço cai lá
- 53:21embaixo. Enfim, né?
- 53:23A marca? Não.
- 53:23A marca necessariamente tem um dono.
- 53:26Então ela precisa ser renovada a cada 10 anos.
- 53:28Só que se a empresa não renovar, uma outra empresa pode vir e
- 53:31registrar aquela marca. Então ela nunca cai em domínio
- 53:34público. Então precisa estar sempre
- 53:36alerta para estar sempre renovando a cada 10 anos para
- 53:38não cair nas mãos de né? De concorrência.
- 53:41Muito legal. Selo é de verdade.
- 53:47Durante essa nossa conversa, nós tivemos o nosso.
- 53:52Produtor, aqui, o chefe de todos nós aqui é acompanhando, ver se
- 53:56todos os dados que forem falados aqui eles conferiam, né?
- 54:00Então agora a gente vai fazer o nosso selo é de verdade e o Ed
- 54:05vai dizer se a qualidade dessa conversa, né?
- 54:07Se a gente trouxe dados muito concretos, como é que foi?
- 54:10Ed? Qual é OA sua avaliação que
- 54:11temos o selo Ed de verdade? Olha, hoje, infelizmente eu me
- 54:17sinto muito suspeito para falar porque eu conheço o trabalho da
- 54:20Luísa, sou um grande fã. Do trabalho da Luiza, adoro
- 54:24colaborar com ela, então o seu Edge está garantido desde o
- 54:27momento que a gente marcou. Não, não tem que ser imparcial.
- 54:30Eddie EAA, os ouvintes, quem está ouvindo aí hoje, quem está
- 54:35assistindo vai, vai validar tudo que eu estou dizendo é sobre
- 54:41dados, não tem que dizer tudo muito coerente, enfim, mas
- 54:44aproveitando o ensejo, Luiza, eu queria te fazer 11
- 54:48questionamento. Claro.
- 54:50Na sua trajetória? Sim, qual foi?
- 54:52O dado ou situação que mais te surpreendeu quando você percebe
- 54:55como a falta de produção intelectual pode impactar
- 54:59negativamente um negócio, o. Que você quer dizer assim, o que
- 55:06que a falta de criatividade pode impactar no sucesso de uma
- 55:09empresa? É isso, tá?
- 55:16Eu eu não vou falar. Falta de criatividade, Ed.
- 55:20Porque eu acho que criatividade a gente tem muito, é justamente
- 55:22o contrário. A gente tem muitas coisas
- 55:24desenvolvidas e poucas patentes feitas, solicitadas, tá?
- 55:29Tem muita gente que perde, inclusive vai oferecer, por
- 55:32exemplo, para uma indústria. E eu posso e eu posso falar isso
- 55:37para vocês aqui, aconteceu numa, num determinado momento, uma
- 55:41pessoa que veio nos procurar no escritório, porque o que que ele
- 55:44fez? Ele desenvolveu um produto para.
- 55:48Pra pra automobilística e pra indústria automobilística.
- 55:51Muito interessante. E ele apresentou esse produto
- 55:55sem ter feito patente, tá? A indústria logicamente que tem
- 56:01todo know how, que sabe de direitos, que sabe de tudo.
- 56:04Enfim, num primeiro momento não se interessou, mas lembra quando
- 56:08eu falei que propriedade intelectual é uma coisa que a
- 56:10gente passa pro outro, a gente não traz de volta?
- 56:13Se eu emprestar meu carro para você, eu posso fazer de volta.
- 56:15Se você não me devolver. Eu passo na polícia a
- 56:17propriedade intelectual, não, uma vez que eu já te falei do
- 56:19know how, que eu já te falei da ideia que eu já te falei sobre a
- 56:22aquele produto, eu não tenho como trazer de volta.
- 56:25Então é o que que aconteceu ali nesse caso específico.
- 56:29Num primeiro momento, eles não se interessaram entre aspas, né?
- 56:32E depois de muito tempo ele não teve dinheiro para fazer
- 56:35patente, achou que o produto talvez não fosse tão inovador
- 56:38assim, porque ninguém se interessou.
- 56:39Ele viu esse mesmo produto depois de 2 anos no mercado.
- 56:43Tá esse mesmo produto que ele desenvolveu no mercado e aí ele
- 56:47queria saber como que a gente poderia, né?
- 56:49Resolver, enfim, mas não tem como resolver, né?
- 56:52Esse tipo de de situação, juridicamente não tem, não tem
- 56:55como resolver assim, salve alguns casos.
- 56:58Então o que acontece é que tem pessoas ainda que estão
- 57:02desavisadas, então não se apresenta projetos.
- 57:07Pra terceiros, pra investidores, pra parceiros, pra indústrias,
- 57:11enfim, antes de depositar uma patente.
- 57:13Porque quando você vai com uma patente na mão, ok, a pessoa ou
- 57:17ou a indústria pode até não se interessar naquele momento, mas
- 57:19não vai faltar outras indústrias que poderão se interessar e te
- 57:23pagar e realmente te dar, né? AA veracidade de fato e te pagar
- 57:28o que realmente é coerente e referente aquela a sua inovação.
- 57:31Então é isso. Obrigado Ed, pela participação.
- 57:36Entrevista reversa é Marcela, você achou que é o quadro
- 57:42contraponto? IA ser difícil, porque você IA
- 57:44ficar sozinha fazendo pergunta. Aí agora que a gente entra no
- 57:48quadro mais difícil, que é o último quadro do nosso programa,
- 57:50que é o entrevista reversa, nesse quadro, a gente inverte as
- 57:54bolas, aqui é a Luiza que nos faz as perguntas.
- 57:57Então a gente aqui, Luiza, vamos dar um minutinho para que você
- 58:01possa nos fazer qualquer pergunta e os 2 podem responder.
- 58:06Como a gente falou bastante sobre mulheres e atuação, vou
- 58:09até dar um passo para trás, deixar a Marcela responder
- 58:11primeiro. Não sei qual a pergunta vai
- 58:12deixar ela. Responder gente virou?
- 58:14Feminista. AI, muito bom.
- 58:17Eu quero sim fazer uma pergunta a vocês que são da comunicação,
- 58:20tá? Eu tenho muito carinho, muito
- 58:23respeito por vocês, porque eu acho que a comunicação
- 58:26democratiza informações. E quando a gente tem informação,
- 58:30a gente tem tudo, né? É.
- 58:34Como que vocês veem a evolução nessa questão de comunicação,
- 58:40porque a tempos atrás a gente tinha a comunicação de uma mão
- 58:44única, né? Então a gente tinha lá quem era
- 58:48intelectual há 30 anos atrás, aquele que lia exame, aquele que
- 58:52li você SA olha quem assistia ao Jornal Nacional e assim vai, né?
- 58:58Esse era o intelectual. Por quê?
- 58:59Porque ele recebia uma gama de informações relevantes de
- 59:03mercado e pronto, ele não tinha Oo poder de falar, de discutir.
- 59:09Enfim, hoje tá diferente, né? Hoje você tem que tomar cuidado
- 59:15com a informação que você solta, porque dependendo da informação
- 59:17que você solta, você pode receber inúmeras, né?
- 59:21Inúmeras é. É devolutivas, porque hoje é
- 59:25mais democrático, né? Um fala e o outro comenta.
- 59:29E como que vocês veem isso de maneira positiva, de maneira
- 59:33negativa? As informações estão se perdendo
- 59:36porque todo mundo publica o que quer também.
- 59:39Né? Não existe assim, principalmente
- 59:41na internet. A gente, né?
- 59:42A gente nunca sabe se as Fontes são fidedignas ou não.
- 59:46Como que vocês veem essa mudança De Lá Pra Cá?
- 59:48E aí, Marcela? Olha, eu acho que com a chegada
- 59:53da internet, todo mundo virou juiz, né?
- 59:57É. E eu vejo isso como uma
- 59:59problemática. Mas essa parte, né, dessa
- 1:00:03questão é de muitas opiniões, eu acho que.
- 1:00:09Isso pode influenciar positivamente, mas também
- 1:00:12negativamente. Tá, então eu acho que é preciso
- 1:00:17ter um cuidado, né, com com a informação, principalmente a que
- 1:00:25a gente passa, né? E a que a gente recebe também.
- 1:00:29A gente tem que ser muito ético, a gente tem que ser muito
- 1:00:31responsável. Eu acho que hoje, na
- 1:00:33comunicação, a gente além, né, de.
- 1:00:39Termos pra si como comunicadores, né?
- 1:00:43Ter aquele Juramento, a gente se responsabilizar pelo que a gente
- 1:00:47passa, né? É porque hoje em dia, né, com a
- 1:00:51internet, é, a gente pode inventar qualquer coisa, a gente
- 1:00:55pode inventar uma informação e todo mundo acreditar, porque
- 1:00:58isso também leva muito do tempo. Então você soltou hoje.
- 1:01:02Amanhã, por mais que descubram o que é mentira, já se espalhou
- 1:01:06pelo mundo inteiro, né? E aí muitas pessoas já
- 1:01:09acreditaram naquilo. Então acho que é fundamental,
- 1:01:13como comunicador, a gente se responsabilizar de verdade com
- 1:01:18aquilo que a gente passa, né? Com aquela emissão, né?
- 1:01:23De, de. Aquela mensagem?
- 1:01:26Legal, eu costumo, eu costumo dizer pra é pra todos, assim,
- 1:01:29amigos em geral, que onde há uma ou mais mulheres reunidas, todo
- 1:01:33homem é desnecessário, né? Se vocês dêem uma ótima resposta
- 1:01:36aqui, eu posso poderia encerrar sem sem comprimentar, mas eu
- 1:01:39gostaria só de adicionar algo a mais do que a Marcela, disse.
- 1:01:43É na comunicação, especialmente no jornalismo, tem uma teoria
- 1:01:47que é a teoria do Gate keeper, né?
- 1:01:51Ou seja, é o guardião do portão, existe a informação.
- 1:01:55Que está dentro desse portão. A gente está aqui no portão
- 1:01:59dizendo para as pessoas com bastante credibilidade o que é,
- 1:02:03como é, quando é, né? O lead básico do jornalismo a
- 1:02:07gente detém o jornalista. Ele precisa dedicar um tempo
- 1:02:11apurando, não só apurando, estudando, ir a fundo na
- 1:02:15informação para poder trazer para aquele leitor, para o para
- 1:02:18o ouvinte, o telespectador, a informação mais precisa.
- 1:02:21Então esse é o trabalho do gatekeeper.
- 1:02:24A imprensa hoje ela tem bons Gate keepers, quer dizer assim,
- 1:02:28de vários. O portal ABC do ABC tenta fazer
- 1:02:31parte disso, né? Mas a democratização da
- 1:02:36informação ou a facilidade de distribuição de notícias se
- 1:02:40tornou tal que nem sempre você tem bons guardadores desse
- 1:02:44portão. Você tem ela diversa.
- 1:02:46Então, o que eu vejo que a responsabilidade deu uma mudada
- 1:02:51no eixo. Antes, a responsabilidade da
- 1:02:53informação pura e verdadeira estava na mão do jornalista.
- 1:02:56Hoje, ela está na mão de quem consome também o conteúdo.
- 1:02:59Então eu eu posso pensar o seguinte, eu sei que tem muita
- 1:03:03desinformação no mundo, eu sei que tem muita produção de
- 1:03:06desinformação intencional e tem aquela que não é intencional.
- 1:03:10A pessoa só é ruim de produzir informação de qualidade, ela não
- 1:03:13consegue fazer uma coisa bem feita.
- 1:03:15Então o meu papel é selecionar melhor o que eu estou vendo, se
- 1:03:20eu vou fazer uma receita. De bolo, eu vou pesquisar alguma
- 1:03:23coisa, pô, um cara no TikTok consegue me atender bem, OK, né,
- 1:03:27tá. Agora eu quero formar a minha
- 1:03:29opinião sobre o que acontece no Oriente médio, guerra entre e
- 1:03:33Irã e Israel. Eu não posso me basear somente
- 1:03:37num vídeo de TikTok. Que excelente.
- 1:03:39Eu tenho que ir mais a fundo, né?
- 1:03:40Eu tenho que ir atrás daquele gatekeeper que vai me trazer
- 1:03:43informação de qualidade. Que excelente é.
- 1:03:46Gente, essa essa foi uma conversa ótima.
- 1:03:49Estive acompanhado de 2 mulheres excelentes aqui, a Marcela, uma
- 1:03:54excelente jornalista. Luiza, uma empreendedora, é de
- 1:03:58alto nível. A gente falou de inovação,
- 1:04:00falamos de mulheres assumindo postos e conduzindo isso muito
- 1:04:06bem. Então queria só deixar um recado
- 1:04:09final para vocês que estão nos ouvindo, se você tem.
- 1:04:13Uma empresa 11 CNPJ, você está desenvolvendo alguma atuação?
- 1:04:17Já parou para pensar sobre a propriedade intelectual disso
- 1:04:21que você está fazendo? Pare e pense sobre isso, procure
- 1:04:24a uni elas, entenda como funciona, entenda os processos,
- 1:04:27entenda os valores, às vezes é uma coisa que está bem acessível
- 1:04:31para você e proteja isso que você está fazendo, se você tem
- 1:04:34uma ideia, pense também em proteção.
- 1:04:36A gente vai encerrar o nosso programa por hoje a gente bater
- 1:04:39um excelente papo. Eu só gostaria de me despedir
- 1:04:41das nossas, é companheiras aqui. Então, Marcela, seu recado final
- 1:04:45para o público, pode olhar para aquela câmera ali e dar o seu
- 1:04:48recado final, fala até inclusive onde o pessoal pode te encontrar
- 1:04:51nas redes sociais e tudo. Mais é bom, gente.
- 1:04:55Foi um prazer imenso fazer parte hoje.
- 1:04:59Agradecer o ABC do ABC e agradecer a Luiza pelo
- 1:05:02bate-papo, sair daqui com muito conhecimento.
- 1:05:05Já estou até aqui antenada. Agora é?
- 1:05:09Vocês podem me procurar no Instagram?
- 1:05:12Tá é arroba tia louca. E no LinkedIn também, Marcela
- 1:05:16Abílio e Facebook Marcela Abílio também.
- 1:05:23Muito bem. E Luiza, você pode olhar naquela
- 1:05:26câmera ali e dar o recado final pra pra quem tá nos ouvindo, por
- 1:05:29favor, fala também. Como a pessoa interessada
- 1:05:32consegue encontrar mais informações sobre marcas e
- 1:05:35patentes? Ah, tá ótimo.
- 1:05:36Eu quero agradecer demais Marcela Tiago por compartilhar
- 1:05:39aqui a mesa com vocês. Para mim, é sempre um grande
- 1:05:42prazer falar de propriedade intelectual, porque a
- 1:05:45propriedade intelectual que gira o mundo, que faz as coisas
- 1:05:48acontecerem, faz as pessoas crescerem, se desenvolverem e as
- 1:05:52empresas também, né? É para me encontrar.
- 1:05:55Eu estou como Luiza Caldas, Luiza com s Caldas em todas as
- 1:05:59redes sociais e a empresa é uni elas com 2 eles.
- 1:06:03Então eu compartilho lá tudo o que é referente à propriedade
- 1:06:06intelectual, tudo o que está acontecendo e o que a
- 1:06:08propriedade intelectual significa nas nossas vidas e o
- 1:06:12impacto que ela tem nas nossas empresas.
- 1:06:15E seja qual for o momento. Então estou por aí e fico à
- 1:06:19disposição de vocês. Muito obrigada.
- 1:06:20Muito bem, você que está nos ouvindo, seja pelo YouTube, pelo
- 1:06:25Spotify, o Deezer, Amazon Music. Essa conversa que nós tivemos
- 1:06:29aqui, ela não para aqui, você pode acessar agora o
- 1:06:31portalabcdoabc.com.br. Existe uma matéria completa a
- 1:06:36respeito dessa conversa, com mais informações, mais dados
- 1:06:39interessantes que vão complementar isso que nós
- 1:06:41conversamos aqui. Então a gente a gente espera que
- 1:06:44você também acesse o portal e nos acompanhe por lá.
- 1:06:48E não se esqueça, estamos aqui todos os sábados com conversas
- 1:06:52especiais. A gente já falou sobre tantos
- 1:06:54assuntos, né? Só lembrando, alguns.
- 1:06:56Dele já falamos sobre como criar crianças com síndrome de down,
- 1:07:00falamos sobre a importância dos pneus, né?
- 1:07:03Na no desenvolvimento de crianças e adolescentes é
- 1:07:07falamos sobre um empreendedor que trouxe pro pra pra região.
- 1:07:10Aqui é assuntos importantes sobre previdência privada e como
- 1:07:15a previdência privada se tornou mais acessível.
- 1:07:17Cada semana é uma história de um assunto diferente que traz uma
- 1:07:22conexão com você. Esse é o nosso propósito.
- 1:07:24Esperamos que hoje você tenha. Sair daqui mais conectado com
- 1:07:28essa questão de marcas e patentes e propriedade, defesa
- 1:07:31da propriedade intelectual. Nos vemos então, no próximo
- 1:07:34episódio, não se esqueça de seguir a gente.
- 1:07:36ABC do ABC é oficial, pessoal, nos vemos na próxima até mais
- 1:07:41apresentação, Tiago Quirino, jornalista convidada, Marcela
- 1:07:46Abílio, entrevistado, Luiza Caldas, edição, Rodrigo
- 1:07:51Rodrigues. Adaptação de áudio e vídeo
- 1:07:54estúdio da Sisa associação comercial e industrial de Santo
- 1:07:59André. Produção, Ed baroni.
- 1:08:02Checagem, Ed baroni assistência de produção, Celso Rodrigues e
- 1:08:07Susana Rezende. Direção, Tiago Quirino.
- 1:08:10Direção geral, Alex faria. Este programa é um produto do
- 1:08:15portal ABC do ABC. As opiniões manifestadas pelo
- 1:08:19entrevistado não refletem necessariamente o posicionamento
- 1:08:22do portal ABC do ABC. Para se manter informado sobre
- 1:08:25tudo que acontece na região, acesse www.abcdoabc.com.br.