Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #224 Eli Corrêa: a história do maior contador de histórias do rádio
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- 0:00Washington olivetto no processo de interação, o rádio entra com
- 0:05o áudio e o ouvinte com a imagem.
- 0:08É impressionante como a voz é reveladora, por isso que eu
- 0:12digo, o rádio é um grande companheiro, é a melhor
- 0:15companhia que alguém pode ter com a única coisa que eu posso
- 0:18dizer é que eu sou muito, mas eu tenho muito orgulho de ser
- 0:22radialista, radialista. É a simbiose de rádio com
- 0:27idealista. Meu Nome é Rádio, eu, eu não
- 0:30envelheço, me atualizo. Peças raras você em sintonia com
- 0:38o rádio. O oi, gente.
- 0:51Que eu sou o Marcelo abud, seu podcaster radiofônico, estou
- 0:56aqui com nossas peças raras. Hoje eu comecei desse jeito,
- 1:00logicamente, pra lembrar do homem Sorriso do rádio, o Eli
- 1:05Corrêa, que atualmente está com 70 anos de idade e a gente vai
- 1:11aqui trazer um momento que ficou guardado durante muito tempo no
- 1:15meu computador é A Entrevista na íntegra, que foi feita em
- 1:198/10/2011. No meio da tarde, eu fui à Rádio
- 1:24Capital, que na época, ficava ali do lado da estação Paraíso
- 1:29de metrô e o Eli Corrêa conversou comigo dentro do
- 1:33estúdio da Rádio Capital, que era AM 1040.
- 1:37Hoje também retransmite em FM, né?
- 1:40De Lá Pra Cá, nesses é pouco mais de 11 anos, quase 12.
- 1:47Muita coisa mudou muita coisa do que a gente conversou ali acabou
- 1:51acontecendo ou está? Em processo, né?
- 1:54De acontecer, por exemplo, a qualidade do som do am, que
- 1:58passa também para FM estendida. Mas assim como ele comenta nesta
- 2:03entrevista que a gente vai ouvir, tem a questão do
- 2:06aparelho, né? Quantas pessoas tem como ouvir
- 2:09isso num aparelho de rádio que tem em casa, né?
- 2:13Tem outras. É situações que são conversadas,
- 2:16por exemplo, ele correr, comenta, porque nunca fez TV e
- 2:20acredito que hoje a gente tenha a resposta de que.
- 2:23Realmente ele acabou fazendo TV, não é?
- 2:25A ultrafarma, é, é como é patrocinou um programa de TV, se
- 2:30não me engano, Na Na Gazeta aqui de São Paulo, durante um tempo.
- 2:34Mas Oo lance do ele mesmo é contar histórias e o áudio.
- 2:39A força dessa oralidade, e isso está comprovado hoje, quando o
- 2:45ele correr, está também com essas histórias no YouTube, com
- 2:50o sucesso absurdo, busque pelo canal Eli Corrêa oficial para
- 2:54entender o que eu estou falando e também com essas histórias
- 2:58sempre em áudio nos podcast, são distribuídos pelas plataformas
- 3:04de streaming. De áudio, então, nós vamos
- 3:06relembrar desta entrevista. Eu também faço o convite, é essa
- 3:11entrevista, Ela Foi, na verdade, é levada ao ar.
- 3:14Dentro do peças raras já muitas vezes A Entrevista editada aqui
- 3:20eu vou trazer ela na íntegra. Como foi o papo no estúdio, sem
- 3:24nenhum corte, tá bom? Hoje tem dado muito certo essa
- 3:28questão das pessoas ouvirem entrevistas mais longas, porque
- 3:31a qualidade do áudio melhorou bastante e eu também é
- 3:34remasterizei essa entrevista para que você possa ter uma
- 3:38escuta. Ainda mais apropriada?
- 3:40Bom, a sugestão é, se você quiser ouvir essa matéria
- 3:43editada, se você for no episódio 144.
- 3:49Do podcast peças raras 144, você vai ouvir ali a matéria editada
- 3:56com alguns trechos, é de programas do Eli, leituras de
- 4:00carta, enfim, é um outro material.
- 4:02Porém, aqui A Entrevista na íntegra, com uma qualidade de
- 4:06som, é aprimorada, né? E acredito que você vai gostar
- 4:10muito dessa viagem no tempo. Então vai ser o maior contador
- 4:14de histórias do rádio, contando a própria história.
- 4:18Esse é. O propósito deste episódio do
- 4:21peças raras e mais uma coisa, eu lembro que a primeira vez que eu
- 4:26ouvi um episódio diferente do. Do nerdcast, que era 11 áudio
- 4:32drama, não é uma espécie de rádio teatro dos dias de hoje, o
- 4:36rádio teatro, distribuído no podcast, eles diziam, olha para
- 4:40esse episódio, o ideal é que você apague a luz, coloque um
- 4:45fone de ouvido, feche os olhos e mergulhe no que você vai ouvir.
- 4:50E eu digo mesmo aqui com as histórias do Eli Correia, ele
- 4:54vai contar toda a vida, desde a infância até o momento em que se
- 5:00descobre o contador de histórias.
- 5:02O homem Sorriso do rádio e o sucesso da carta da saudade.
- 5:08E para entender tudo isso, vale mergulhar como se você estivesse
- 5:12ali num cinema 3 DE precisa-se colocar os óculos para realmente
- 5:18capturar melhor a mensagem aqui para escutar e não apenas ouvir
- 5:23fazendo outras atividades, é uma sugestão.
- 5:26Escolha um bom momento do seu dia e tire um tempinho para
- 5:30mergulhar e ouvir. O Eli Corrêa contando essas
- 5:35histórias incríveis para você, vamos lá, Boa Viagem e eu volto
- 5:39no finalzinho só pra fechar este episódio do peças raras.
- 5:45Eu queria começar. É, eu li uma informação no seu
- 5:48site hoje, ainda que um professor do primário disse que
- 5:52você poderia ser locutor e isso no terceiro ano do primário,
- 5:56queria saber se a história é melhor, como é que foi isso?
- 5:58Bom, primeiramente, uma saudação especial a você, Marcelo e a
- 6:01todos do blog, peças raras e realmente foi o que aconteceu.
- 6:05Eu era ainda um menino, tinha 9 anos e eu estava no terceiro ano
- 6:10primário. Antigamente era primário,
- 6:12ginasial, né, depois colegial. 3 meses, e então, o professor Luiz
- 6:17fabretti aí me me falou que é quando eu crescesse, se eu
- 6:21quisesse, poderia me tornar um locutor.
- 6:23Depois de uma leitura que nós fizemos, nós fizemos.
- 6:25Tinha aquele negócio, fazer, cada um lê um trecho, aí você
- 6:28conheceu você, é outro lá, então cada um ia lendo, lendo, lendo e
- 6:31quando chegou a minha vez ele falou, olha, se você quando
- 6:35crescer e quiser ser no contorno, você pode, porque eu
- 6:37tenho observado, você faz as pontuações vírgula tal, isso é
- 6:40aquilo. Você interpreta o texto é olha,
- 6:43salva de Palmas, vem pro pro Antônio.
- 6:45Não é que o meu nome é Antônio Eli Corrêa de Sá foi ser ele
- 6:48depois do rádio, então aí todo mundo aplaudiu e falou, você não
- 6:51é ser locutor quando crescer. E aquilo ficou na minha cabeça
- 6:54que tanto que quando um dia eu fui trabalhar nas Casas
- 6:57Pernambucanas e lá havia 111 aparelho de som, eu olhei para
- 7:01aquilo lá, será que eu vou realizar?
- 7:03Eu já tava já com os meus 13 anos, né?
- 7:05Para 14, falei, poxa, olha, que oportunidade vamos realizar meu
- 7:09sonho e foi o que aconteceu. E nas Casas Pernambucanas e
- 7:12trabalhava, era empacotadoras, é isso, é e lá surgiu uma
- 7:14oportunidade, você. Eu já trabalhava no sistema de
- 7:17som, é porque a loja, ela. Ela tem um sistema dela de som,
- 7:21de um alto-falante que anunciava lá para a cidade.
- 7:23Das ofertas tinha um chip que saíam pelos sítios, fazendas e
- 7:27tinha um locutor oficial. Um dia eu pedi pro seu Oliveira,
- 7:30deixa eu falar, c Oliveira, deixa eu falar só um pouquinho
- 7:32disso. Nós estamos num sítio assim, né?
- 7:35Mas não tem ninguém aqui, ninguém nem vai saber que eu
- 7:36falei, né? Ele falou, não fala pra ninguém,
- 7:40eu então comecei a falar e falou, poxa, você fala bem,
- 7:42rapaz, poxa, é melhor do que eu passei lá que você lá era no era
- 7:46o locutor oficial que tava doente, né?
- 7:48Fala, poxa, tá aí, aí foi pro partido, entrou, conheceu o
- 7:52locutor lá da loja, sabe? Foi legal.
- 7:55Isso foi na sua cidade Natal. Isso foi em Sertaneja, lá no
- 7:58Paraná. É por volta de 6667.
- 8:03Nós acho que voto 6667, que de lá para cá, depois você partiu
- 8:07para o interior do Brasil. Como é que foi o caminho até
- 8:10chegar em São Paulo que você veio como um grande sonho, né?
- 8:13Trabalhando em São Paulo, os meus pais, eles tinham saído de
- 8:16Sertaneja, meu padrasto. Minha mãe, para montar uma para
- 8:20que eles pudessem montar uma fábrica de sorvetes que existe
- 8:23até hoje em Barra Bonita, interior de São Paulo, e a dali
- 8:27um ano. Eu saí de sertanejo para
- 8:29trabalhar com eles aqui, fazendo sorvete na e na e em Barra
- 8:32Bonita. Tem uma rádio que até hoje
- 8:34rádio, emissora da barra e eu falei, poxa, aqui, agora é rádio
- 8:36aqui já não é serviço de alto-falante.
- 8:38Então eu falei, vou fazer um teste e uma outra professora,
- 8:41por incrível que pareça, a dor. A professora Ana Maria, ela
- 8:44depois de uma homenagem ao Dia das Mães, em que foi escolhido,
- 8:47pessoas assim de salas de aula, todo mundo vai fazer homenagem
- 8:50às mães, vai haver uma festa na no cinema de Igarassu.
- 8:52Que é vizinha de Barra Bonita e das pessoas de uma pessoa para
- 8:56ler 11 poesia, aí vai aqui, vai ali à ele todo, apontou.
- 9:01Para para mim, porque minha voz era diferente dos demais, né?
- 9:04Aí ela falou tão bem, você porque não tinha nada, ninguém
- 9:06queria adiantava. Talvez você.
- 9:08Eu fui ia depois. Então ela falou, se eu não
- 9:10queria, foi trabalhar em rádio, não falei?
- 9:11Nossa professora poder interior lá do Paraná que eu penso nisso.
- 9:15Sara conhece o pessoal aí, eu conheço os diretores real
- 9:18marqueses e o ferrete vou te apresentar, aí passou a
- 9:21homenagem ao Dia das Mães daquele mês de maio.
- 9:23Ela me levou para lá. Realmente fiz o teste e passei.
- 9:26Então, até hoje é, eu ouvi uma vez num aniversário de São
- 9:30Paulo, foi? Acho que há uns 23 anos você
- 9:32contando a sua história. Quando chegou em São Paulo, das
- 9:35dificuldades que você passou e do seu sonho mesmo, que era
- 9:38inevitável que você ia chegar lá.
- 9:40Então eu queria que você relembra se um pouquinho desse
- 9:42momento da chegada em São Paulo, como é que foi chegar nessa
- 9:44cidade e ver o sonho ao mesmo tempo perto.
- 9:48E eu imagino essa cidade, cada pessoa que chega aqui, né?
- 9:51Na capital, tal como eu não quero isso na sua família, como
- 9:55é que você chegou a São Paulo e. Teve a certeza de que iria
- 9:59seguir por aqui, esse esse trajeto.
- 10:01Na verdade, eu trabalhei um tempo na rádio da barra.
- 10:06Aí 11, amigo cara e que trabalhou na rádio jovem assim,
- 10:10já o ele falou um dia, numa noite assim falou assim, olha,
- 10:14eu já tinha tentado fazer alguns testes em alguns lugares, eu fui
- 10:17até Ribeirão Preto, não deu certo da área, tem, fiz teste,
- 10:20tendo só fui lá pra conhecer, pra ver se né e quando eu voltei
- 10:22em casa tinha aquele, até tinha aquela coisa assim, tipo óleo,
- 10:25você então vai fazer o teste se quiser fazer.
- 10:28Se não der certo, você vai ser sorveteiro e acabou, vocês vê,
- 10:32eu não tinha nem 18 anos, tinha 17, falei bom, tudo bem, então
- 10:35eu preciso dessa última oportunidade fui não, não deu
- 10:38certo, não fiz os testes que eu imaginei.
- 10:40Fazer e quando voltei aí o pessoal tá agora só uma vez
- 10:43inteiro e esquece uma de rádio justamente coincidentemente
- 10:46dessa noite que todos ficou decidido que estão num não
- 10:49pensava mais em rádio. Eu encontro esse tal reginatto
- 10:52Junior, que era um antigo locutor da rádio jauense, que
- 10:56era sucesso na região. Ele falou ele e tal bababá tinha
- 10:59bebido um pouco, você quiser, eu te arranjo emprego na radial,
- 11:01esse falei caramba, aí no outro dia eu cobrei o Porto de erro,
- 11:05parideira tuti 8 disse, não é você falou pra mim que mortal
- 11:08também que tá ali bem, voltou mais.
- 11:10Não, eu vou e me levou lá. Fiz um teste em na radial.
- 11:13Esse parceiro, esse teste e fiquei trabalhando mais um tempo
- 11:16na radial s. Da rádio violência, aí sim, em
- 11:1972, eu decidi vir para São Paulo.
- 11:22Era a primeira vez que eu vinha para São Paulo.
- 11:24Nunca tinha posto pé em São Paulo e vim um dia, uma semana
- 11:28antes, ali na Rodoviária antiga. Júlio prestes, um colega meu lá
- 11:32no interior me trouxe. Ele trabalhava na estação
- 11:35Rodoviária de dial e era o Zé Maria.
- 11:39Zé Maria falou assim, vamos lá pra São Paulo que eu apresento
- 11:42você para um, para um, para um cara que trabalha na estação
- 11:45Rodoviária de São Paulo, que é nossa amiga aqui de Jaú.
- 11:47Eu vim com ele, ele trabalhava também na Rodoviária lá de Jaú.
- 11:51E nós pegamos o ônibus, né? Da da empresa dele e viemos para
- 11:54São Paulo e na Rodoviária mesmo. Tal discípula falou, não, eu
- 11:57estou indo embora mesmo daqui eu estou indo para trabalhar na
- 11:59outra haha vou trabalhar em rádio, estou deixando um lugar
- 12:02aqui para anunciar as partidas de homens.
- 12:04Ganhou tudo em um lugar é seu. Só vim daqui uma semana que eu
- 12:07já tô fora, aí voltei pra casa e avisei olha, tô indo embora
- 12:10agora tal beleza e voltei quando eu cheguei uma semana depois que
- 12:14ela falou não vou sair mais. Aí, agora vou eu.
- 12:17Estou no não vai dar o aí não encontrei o lá.
- 12:20Não deu certo na rádio, vou continuar deixar eu fiquei
- 12:23sozinho em São Paulo com a mala e pequenininha de roupa e falei
- 12:26agora eu comecei a andar pela cidade bicho, aquela cidade que
- 12:28eu nunca tinha andado. Aquele negócio começou me dar um
- 12:30medo. Aquelas aqueles prédios enormes
- 12:33ali da Rua São João, na Avenida Ipiranga é e tal.
- 12:36Fui ficando maluco que te comer aí como tinha um parente lá na
- 12:40Vila ré, falei, vou até lá na Vila ré, na casa desse familiar,
- 12:43aí pelo menos uns dias, né? Se eu posso ficar lá, porque
- 12:46agora estou perdido. E aí foi conseguir chegar até lá
- 12:49e comecei não visitar rádios quando me sobrou a oportunidade
- 12:52para trabalhar na rádio São Paulo, não como locutor oficial,
- 12:56como um estagiário, porque eu iria dar a verdade depois de
- 13:00aprender tudo. A programação que estava sendo
- 13:02introduzida eu iria para uma outra área da rede, podia ser
- 13:06Guarujá, podia ser Lins, podia ser no sei o quê e o como estava
- 13:10sem dinheiro e precisava daquele dinheiro.
- 13:11Eu falei bom, então tudo bem, vamos até o dia porque eu não
- 13:14vou voltar a dizer no dia que os caras falaram pra mim que o você
- 13:17vai embora amanhã falar, não, não vou.
- 13:19O que é isso? Também já guardei um pouco de
- 13:20dinheiro do todo dia. Eu pegava um dinheirinho ali
- 13:22para comer, né? Eu não comia, eu só guardava o
- 13:25dinheiro e comia lá qualquer coisinha lá e fui emagrecendo
- 13:28que só pele osso, né? Mas falei, meu dinheiro tá aqui?
- 13:30Só que nessa data o truque é que realmente eu ia viajar.
- 13:34Dani, 15 dias, o que eu aprendera toda a programação eu
- 13:37introduzisse, possuem alguma outra rádio da emissora da rede?
- 13:40Aí o cara ou virou um problema qualquer que um locutor
- 13:44abandonou a rádio, abandonou a rádio, eu ia viajar tipo assim,
- 13:47olha, já se prepara. E terça, quarta-feira já vai,
- 13:50você vai embora, nós estamos só vendo com a rádio, você vai, né?
- 13:52Trabalhar nela. E o cara abandonou, era um cara
- 13:56famoso. Na época, Antônio Pimentel,
- 13:58Mauro cultura que eu acho que teve no Brasil, tal de Pimentel,
- 14:01ele abandonou lá e se cheia, cobrem aqui, cobra ali e tal e
- 14:05falou, você vai continuando, vai continuando até a nossa arranjar
- 14:08um locutor, vai continuando e nessa de continuar, continue.
- 14:11Então até hoje aqui você vê como é que as coisas processam, é
- 14:13como é que as coisas são meio assim.
- 14:15Coincidentes, né? Estava ali fazendo um estágio,
- 14:19quando sobra uma vaga e fiquei cobrindo aquela vaga, cobrindo,
- 14:22cobrindo, que acabei sendo oficializado.
- 14:25E você pegou a rádio de São Paulo, já se transformando,
- 14:28saindo da radionovela e entrando no período mais musical do do m.
- 14:32Tudo é e de repente, num momento posterior, você acabou o que eu
- 14:39considero hoje é um, fazendo um quadro que é uma rádio novela,
- 14:43que é o que saudade de você, né? Eu queria saber do que a
- 14:45influência que você teve na infância de repente, do que sua
- 14:48mãe ouvia ou da onde veio essa influência para fazer a leitura
- 14:52da carta com tanta emoção e com tanta linguagem de novela.
- 14:56Eu diria, né? Porque é uma novela, de repente,
- 14:58no momento em que o rádio. É não por tinha mais ter uma
- 15:01grande equipe, de repente você consegue sozinho fazer o que
- 15:053040 pessoas faziam antes num elenco de novela.
- 15:07Como é que veio? Qual a origem do que saudade de
- 15:09você é? Na verdade eu só fui pensar
- 15:12nisso realmente, já pensei nisso aí que talvez pudesse.
- 15:14A terceira, uma influência das novelas que a gente ouvia pelo
- 15:18rádio. Eu não, eu não ouvia antes de
- 15:20trabalhar na rádio jauense, que era uma emissora pertencente a
- 15:23essa rede coligadas, que tinha como cabeça de São Paulo que era
- 15:26uma de novelas, mas no interior você não podia sair do estúdio.
- 15:30Tem que ficar ouvindo as novelas ficava vida Duarte, hã?
- 15:32Então eu sabia todas as personagens aí fim conhecê-los,
- 15:35todos aqui em São Paulo não é aí, só depois que eu achei que
- 15:38intervém de repente, pode ter sido uma influência dessa porque
- 15:40o eu tinha na verdade, era um recado musical que era um recado
- 15:44de amor que depois eu terminava com uma música.
- 15:46Aí um dia uma pessoa escreveu que a pessoa morreu no acidente
- 15:49e tal e que se, mas eu fiquei meio que receoso, eu era um cara
- 15:54muito alegre no rádio, muito feio de tudo.
- 15:56Agora vou falar agora de desastre, de morte, putz, isso,
- 15:59como é que eu vou fazer? O aquela carta ficou ali e não
- 16:02estava usando de amor tal até que o nível não vou contar essa
- 16:05história, tudo bem aí depois, aí quando acabar isso aqui eu volto
- 16:07ao normal. E era a história que mais as
- 16:11pessoas lembravam nos lugares que eu ia, todos os lugares que
- 16:14eu ia preciso falar, puta eu, aquela história que você contou
- 16:16naquele puta crescido, nossa tem hoje não esqueço.
- 16:21Mas isso aí foi me falou, cara. É porque eu sou um cara Alegria.
- 16:26Eu sou o cara Sorriso, mas eu como o que marcou foi uma
- 16:28história de saudade. Deixa assim, mas de tragédia,
- 16:31não é? Aí eu comecei a liberar isso aí
- 16:34eu falei, pô, então eu vou entrar nesse campo porque é todo
- 16:36foi. Contém 1000 cartas de amor.
- 16:38Ninguém fala fala daquela única. Ela pessoal comenta, né?
- 16:41E foi então que eu fiz eu. Aí comecei a liberar, então
- 16:44podia ser amor, podia ser o que fosse.
- 16:47E depois, mais tarde, falei, será que isso tem alguma
- 16:49influência? Eu não sei, tem.
- 16:50Reporta até ter tido alguma influência no meu subconsciente.
- 16:53Mas de qualquer maneira, eu comecei, então estender a carta.
- 16:55Comecei AA viver mais a carta, porque eu senti que realmente as
- 17:00pessoas gostavam de uma narração com mais emoção.
- 17:04EE acabei fazendo dessa desse quadro, talvez um ou mais ouvido
- 17:10nesses últimos anos, né? Mas, nesses últimas décadas, às
- 17:132:00 da tarde, porque é bom que as pessoas saibam.
- 17:16E você sabe perfeitamente, Marcelo, que o rádio depois do
- 17:19meio-dia, a tendência dele é cair de audiência, mas não é só
- 17:22aqui em qualquer lugar do mundo, Nova Iorque, Paris, a rádio
- 17:25depois do meio-dia, a tendência caiu.
- 17:27Rádio am. E o único rádio que se mantém na
- 17:30mesmo patamar da manhã é o rádio que eu faço em todas as
- 17:33emissoras que eu fui graças a sessão da saudade.
- 17:36E talvez seja por causa disso ter feito dali 11 novela com um
- 17:40único capítulo, começo, meio fim e acho que deve ter sido isso na
- 17:44sua maneira de interpretar, de sei lá o que que acabou pegando
- 17:48a coisa. E é o momento adequado, né?
- 17:49Porque as pessoas, as pessoas que estão ouvindo, tem como
- 17:53prestar atenção já terminando de fazer o almoço.
- 17:55Então, no momento eu não acho que é um horário, é quando você,
- 17:59tipo última, agradável, a hora certa.
- 18:01No momento certo, talvez as pessoas ainda tenham lembranças
- 18:05da da própria rádio de de o rádio novena.
- 18:08Tem aquela coisa de assistir a novela pela televisão, então eu
- 18:11não sei. Acho que foi 111 conjuminar, que
- 18:15é uma conjuntura de fatores positivos que acabou fazendo
- 18:18desse desse quadro de maior audiência até hoje.
- 18:21E como é que você se prepara para a leitura dessa carta?
- 18:23Como é que é o ambiente? No estúdio você tem algum ritual
- 18:26para fazer esse para ter esse envolvimento com a história, a
- 18:30preparação e no estúdio, como é que é o ritual que você tem?
- 18:34Não é uma coisa assim tão assim, né?
- 18:36Mas digo, de qualquer maneira, eu preciso de total.
- 18:40Privacidade é da primeira coisa já fecha a cortina e ninguém
- 18:44entra, ninguém entra mesmo porque o Barão, a carta se
- 18:47entendeu para uma carta. De qualquer maneira, se alguém
- 18:49entrar no estúdio, não suporte ninguém, fica conversando, é,
- 18:53sabe, então não posso. Nesse aspecto, eu sou meio chato
- 18:56nessa hora, principalmente. Então o barulho do corredor, tal
- 18:59todo mundo já sabe disso e eu tenho que estar extremamente
- 19:02ali, concentrado na carta e sem sem nada, que me chame atenção
- 19:06sabe, porque se não eu paro ver sua cara, como já parei, então
- 19:09eu paro o que que tá errado? Alguém gritou lá, vê lá o que
- 19:12que é? Fecha a porta, não sei o quê
- 19:14nesse aspecto eu sou meio nessa hora eu sou meio chato, um
- 19:18porque se não eu não consigo entregar para o ouvinte aquilo
- 19:22que eu imaginei ao ler a carta, sabe?
- 19:24Essa leitura é feita quanto tempo antes você é faz
- 19:28modificações nessa carta para adequá-las a linguagem do rádio.
- 19:31Como é que funciona? Com certeza, a carta, quando eu
- 19:33recebo eu. Eu participo da feitura dela
- 19:36junto com uma pessoa que está comigo há mais de 30 anos, que é
- 19:39o gama. Então, nós nós mudamos a carta,
- 19:42a linguagem minha e do rádio não é?
- 19:46Bem, colocamos as vezes as coisas nos seus devidos lugares,
- 19:49porque às vezes as pessoas revelam o fato antes da hora,
- 19:51então a gente vai colocando adequadamente, né?
- 19:54Mas não há sim uma grande preparação pra pra, na, às vezes
- 19:59até com fome. A carta eu pego até na hora.
- 20:02É quando eu sei que foi feita por ele, porque eu sei que ele
- 20:05sabe a minha linguagem. Centro direitinho.
- 20:07Agora, quando é uma carta que outra pessoa escreveu, aí eu
- 20:10olhei com antecedência. Ou então se é uma carta que eu
- 20:12juro que eu, que eu fiz, né? Junto com ele ou sozinho.
- 20:15Então aí você já tem a história na cabeça, tudo bem, mas é Na
- 20:19Na, na, na redação dele, coisa de muitos anos, então eu confio,
- 20:23eu posso até sim, sem saber absolutamente nada na carta que
- 20:27a coisa vai desenvolvendo, mas de um modo geral é bom ser
- 20:29passada uma leitura, você teve menos ideia do assunto, né?
- 20:32E nesse tempo todo lindo essas cartas, eu imagino que em alguns
- 20:35momentos você provocou catarse, aí não é?
- 20:38O público reagiu à eu já vivi essa história.
- 20:41Tem situações, né, que são muito similares a as que outras
- 20:44pessoas viram. Acho que até por isso o grande
- 20:45sucesso, a grande audiência e em você mesmo tem alguma carta que
- 20:49mexeu, que fez você mudar algum pensamento ou, enfim, que mexeu
- 20:54de uma forma especial que você jamais esqueça aquela carta, eu
- 20:57não saberia dizer pra você assim, quais exatamente?
- 21:00Mas ao longo desses anos todos dessas milhares de cartas, poxa.
- 21:04É, tem uma, tem umas, assim que até eu penso que foi filme que
- 21:07ela falou, não é? Não foi o filme.
- 21:08Eu, eu narrei essa carta porque a coisa às vezes ganha tão tanta
- 21:12é tanto realismo na minha imaginação.
- 21:16Que chorei junto com 20 e me mostrei junto e vi as situações
- 21:21juntas assim, né? E tal, e depois é me emocionei.
- 21:25Então é, são muitas. Não citaram assim
- 21:28especificamente eu acho que seria até injusto, porque ao
- 21:31longo desses anos existiram centenas com as quais eu eu,
- 21:35aliás, eu fui tocado por elas, tocado assim, profundamente,
- 21:38chorei mesmo, sabe? E aí isso aí acabou fazendo com
- 21:41que muitas pessoas também tocadas e também vendo o cara
- 21:44chorando, acaba também virando. Então as pessoas ligam para as
- 21:47vezes após a carta sem lágrimas, então eu eu tive várias, muitas
- 21:51realmente que foram. Assim, assim, tocante No No, no
- 21:56Chris em particular, se eu não que ela tenha sido tão emoção
- 22:01emocional, mas é de 1/01/1 sujeito.
- 22:03Que ele esteve preso durante 30 anos, e ele me mandou da cadeia
- 22:07uma carta falando sobre o porquê que ele estava preso.
- 22:10Ele era um filho adotado. É um filho adotivo, é uma filho
- 22:14adotado e um pessoal que obrigasse Terra matou toda a
- 22:17família e ele jurou vingança. Eram 5 pessoas e ele então foi
- 22:21matando 11. Então essa carta nunca me vendo.
- 22:25Eu vejo um filme. Se fosse alguém, se fosse uma
- 22:28história que alguém tivesse contado, eu diria que fosse até
- 22:30invenção, mas quando a gente foi na cadeia é, entrevistamos ele,
- 22:35inclusive sabe, e ele matou um por um.
- 22:37Assim, da maneira mais e vai mais cinematográfica ou dizer
- 22:41ele tinha 17 anos. 17 que faltam alguns dias para 18 quando ele
- 22:45começou a matança. E no último que foi o mandante
- 22:49do crime, ele levou um tiro e concordo, foi preso e ficou 30
- 22:53anos na cadeia. Então é essa carta é,
- 22:56principalmente me marca muito porque eu falo, putz, eles, olha
- 22:59só que loucura do cara, né? Fazer turnos, lances desse
- 23:02assim, sabe ele chegar assim, num num centro de umbanda e o
- 23:07cara está possuído de um espírito bicho, ele mete bala,
- 23:09vai um espírito. Ele usa um termo assim, esse
- 23:12aqui pro 7 bala de de de aço, então ele coloca numa, numa,
- 23:15numa 383, sei lá o quê, 386. Bala de aço e falei, você vai
- 23:19com espírito, tranca rua E tudo e mete bala bala, sabe?
- 23:22Então eu tenho assim, uma sensação em mim que era um filme
- 23:24aí que eu tava narrando, sabe? Essa carta me marca muito.
- 23:28Muito bem, agora falando um pouquinho do homem Sorriso do
- 23:31rádio, como é que surgiu hoje, gente?
- 23:33Quando que que surgiu e como que surgiu a ideia da maneira assim,
- 23:37mais natural, mais é inesperada possível.
- 23:41Eu estava precisando me dirigir as pessoas.
- 23:44Tinha uma forma assim, coletiva. Vamos dizer, não é?
- 23:48É. Queria fazer alguma coisa.
- 23:51Que se sintetiza, se todos, num único tema e foi tentando no
- 23:56celular e com esse repetir muitas, eu aí, gente, oi, gente,
- 23:59aí um cara que trabalhava comigo.
- 24:01Ele escrevia, começou a escrever nos cartazes.
- 24:03Oi, gente, aí vem ele correr. Eu falei, pô, eu estou falando
- 24:07oi, gente, casa ué, porque você fez isso?
- 24:09Não porque está marcando esse negócio. 2 gente está fazendo
- 24:11rádio e aí eu fui esticando cada vez mais oi, gente, era interna,
- 24:15só oi, gente aí foi oi, foi esticando e se tornou uma marca
- 24:19já, mas começou assim de uma maneira mais mais boba possível,
- 24:23né? Nem imaginava que naquele
- 24:24momento pudesse estar criando uma marca pra mim que tem a ver
- 24:27com um grito de gol também é isso é é, eu vou, fui esticando
- 24:31hoje é por causa do Colombo que já que o negócio é Alegria e oi
- 24:34gente era e o gol nada mais é do que a Alegria então.
- 24:38Olha, então porque não gosto? Oi.
- 24:42Senti, ficou legal. 40 anos de rádio, por que não TV?
- 24:50Olha. Tema, talvez hoje eu não é que
- 24:54eu lamento, não é? Mas, de qualquer maneira, a
- 24:56minha vida foi o simples e o começo impregnada.
- 24:59Rádio, rádio, rádio. Quando eu comecei, podia com 20
- 25:03anos, talvez ter feito até televisão 20 e poucos anos, sei
- 25:05lá. A crise eu não tinha essa
- 25:07abertura que tem hoje. Era uma televisão mais mais
- 25:10engessada. Hoje, sim, hoje ela está aberta,
- 25:13não é? E no entanto, hoje, eu que já
- 25:15estou pai, bem passado já viu, então é, ficou.
- 25:19Acho que meio a meio descompassado o negócio, né?
- 25:22Na hora que eu podia a televisão, não, não, não era a
- 25:24televisão aberta que era. E como é hoje?
- 25:27E a hora que a televisão está aí disponível, eu não tenho, porque
- 25:31a vida inteira foi rádio, rádio, rádio, rádio, rádio.
- 25:34Então eu acho que isso é que me impediu muito, talvez se eu
- 25:36tivesse não tivesse tanto impregnado rádio na cabeça, eu
- 25:39tivesse mais um pouco de Liberdade, procurar a televisão
- 25:42e nunca procurei e hoje não. Olha o Jorge hoje muito difícil,
- 25:48sabe muito difícil. Teria que essa chance teria
- 25:51vermelho muito de mão beijada, sabe?
- 25:53Eu acho meio complicado. Você, quais?
- 25:55Quais os caminhos que você deveria seguir, né?
- 25:58Pra ter um espaço na televisão é parece fácil, mas não é, mas mas
- 26:02eu acho que seria um complemento, né?
- 26:04Para o trabalho e como é que é trabalhar com a família, seu
- 26:08filho, sua esposa, todo mundo No No ambiente, como é que que
- 26:12funciona isso é, é. Você passa mais tempo, Eu
- 26:16Acredito na rádio do que em casa.
- 26:18Isso acaba ajudando. E o fato de estar em contato com
- 26:21eles o tempo todo, profissionalmente também não.
- 26:24Meu filho. Aliás, nem vejo quase porque ele
- 26:26só participa mais da da assembleia, onde ele montou um
- 26:28estúdio. Então, de lá, ele que participa.
- 26:30Ele tem um escritório dele no qual é, né?
- 26:33A minha mulher é só mesmo a 1 hora da tarde.
- 26:37Então parece, né, que é meio familiar, mas talvez não é, viu?
- 26:40O incrível que é e que pareça não é tão assim, né?
- 26:44Coisa integrada alguma a gente imagina.
- 26:46É só mesmo essa horinha das 4:00 aqui que a gente se cruza e
- 26:50depois à noite em casa, porque de manhã tá dormindo, já venho e
- 26:54o meu filho, como eu disse, tem um escritório dele, né?
- 26:56Tem o estudo e lá na assembleia quase que eu não vejo é só
- 26:59mesmo. Também no final então no ar,
- 27:01essa esse contato assim é só no ar, no negócio, mas vai ser
- 27:05legal, você vê a minha mulher, ela não está no rádio por causa
- 27:09de mim, ela está no rádio porque ela já vem de uma outra carreira
- 27:12de música que ela fazia jovem guarda, depois cantou muitos
- 27:16anos, aí veio cantar no meu show.
- 27:18O que que eu fazia os shows, né? Ela se tornou a cantora dos meus
- 27:21shows quando, então eu parei de fazer shows e obtive para ela um
- 27:25espaço da no rádio e ela começou a desenvolver esse aos 1015 anos
- 27:29e hoje é uma apresentadora que, aliás, tem tão poucas do rádio,
- 27:32né, que faz sucesso e o meu filho?
- 27:35Ele veio para colaborar comigo no aspecto de prestar serviços,
- 27:40porque não dá para você fazer tudo.
- 27:42Então eu como ele já estava chegando aos 18 anos, pedi para
- 27:45que ele viesse, então somar a área é essa aqui, fazer fazer um
- 27:49trabalho social. E foi e até hoje ele continua
- 27:53com isso. Muito bem.
- 27:54Bom, falando em jornalismo, é de certa forma e social também vai.
- 28:00Vai haver uma grande cobertura agora no dia 12 de outubro da
- 28:03missa, né? De nossa senhora tudo.
- 28:05Eu queria saber o que que está sendo preparado é para essa
- 28:08cobertura que que, que que os ouvintes podem podem esperar
- 28:12para esse dia especial e os 40 anos dele correr dentro desse
- 28:16desse momento, desse contexto, na verdade, os 40 anos, Eu
- 28:19Acredito que são, pelo menos para mim em particular, eu devo
- 28:22comemorá-los e se possível com as peças de nossa senhora,
- 28:26porque realmente pra quem? Veio lá do Paraná.
- 28:29Sem nenhum tipo de pretensão maior, ele chega a 40 anos,
- 28:32então é um negócio legal. Eu acho que eu tenho que
- 28:34agradecer. Um evento em si é em homenagem a
- 28:37nossa senhora. Nada assim de anormal, vamos
- 28:39dizer, é uma carne grande, concentração onde cada um poderá
- 28:42manifestar a sua devoção à nossa senhora, o seu amor AA nossa
- 28:46senhora e uma grande missa que será celebrada pelo cardeal
- 28:49arcebispo. Mas assim, nada que possa tirar
- 28:53o brilho da festa. Poder levar vamos levar aí Zezé
- 28:55de Camargo, na hipótese, vamos levar um Roberto Carlos ainda, a
- 28:59gente não pensou nisso porque nesse primeiro momento a gente
- 29:02quer mais é enaltecendo nossa senhora, talvez quem sabe um
- 29:06outro dia. Não, ele possa trazer algum
- 29:08convidado assim ilustre, mas nesse momento a gente quer se
- 29:12dedicar totalmente que o evento seja para nossa senhora.
- 29:16Tudo bem, bom, é onde Lima, do rating de hoje, é a Transmissão
- 29:21do am, né? Que a gente está vivendo um
- 29:22momento que se fala muito do rádio digital.
- 29:25A gente tem a internet, eu acho que é uma grande aliada hoje no
- 29:28rádio am tudo, mas demora pra pra ver uma decisão em relação
- 29:33ao rádio digital adoção, a produção, enfim, chegar isso
- 29:37para as pessoas em si. Como é que você vê um momento do
- 29:40rádio am hoje, sendo que você é uma exceção à regra, né?
- 29:43A maioria das a MS acabam retransmitindo FM condição
- 29:47noticiosas, e você se mantém forte, se mantém com audiência
- 29:50nesse m que muita gente diz que tem, tem estudantes que já OM
- 29:54que que é o ma m, né? AA Transmissão em si, ela tem
- 29:59muita dificuldade para as pessoas ouvirem, né?
- 30:02O que que você vê de de benefício em estar no am e qual
- 30:05que você acha que é o caminho para OM para ele se tornar mais
- 30:09forte? Com certeza, o caminho do am
- 30:11para que ele pudesse ser mais forte ou voltar a ser o am que
- 30:15já foi, teria que passar realmente pela qualidade de som.
- 30:18Isso não é a Transmissão teria que realmente vir pelo som
- 30:20digital, não há dúvida. E como você mesmo disse, é que
- 30:24vai ser difícil, eu acho até que até duvido que isso venha
- 30:27acontecer de um modo geral. É porque o rádio, o rádio am, e
- 30:33ele só vai conhecer realmente um novo momento nele nesse, quando
- 30:38vier esse sol, como eu acho difícil, então nós temos que
- 30:41trabalhar com o que ele existe e com que ele existe.
- 30:44Tem dificuldades realmente, som de penetração, tem dificuldade,
- 30:47sintonia. O próprio rádio em si mesmo que
- 30:49você transmite, se num som é digital é, mas ele não
- 30:53sintonizaria porque ele não está preparado para isso, né?
- 30:57O. O meu aparelho aparelho.
- 31:01Mas eu acho que o rádio am. Ele tem uma coisa que não existe
- 31:05em nenhum outro veículo que é AA intimidade com o ouvinte que
- 31:10essa intimidade que nós, porque nós praticamos no dia a dia, que
- 31:14é de conversar com uma pessoa, ele está com uma pessoa e sem
- 31:17essa de pauleira, sem essa de sabe de de fazer uma coisa toda,
- 31:21toda toda formal é o rádio. Pelo menos esse que nós fazemos
- 31:25isso que eu faço. É um rádio amigo, é um rádio
- 31:27companheiro e esse até com todas as dificuldades que tenha.
- 31:31Eventualmente, OA sintonia isso, mas as pessoas, elas não é, elas
- 31:37precisam disso. O ser humano necessita de ter um
- 31:40diálogo, mesmo com nem que ser, nem que não seja pessoalmente.
- 31:44Mas pelo menos através do ar, porque muitas pessoas ficam até
- 31:46dando risada, seu, chorando, emocionando até a respondendo
- 31:49coisas do outro lado, como se tivesse conversando com alguém.
- 31:52Então, eu acho que o rádio am sempre será importante, sempre
- 31:55será necessário. E contrariando a tudo e a todos,
- 31:59ele vai sobreviver sempre pode não ser o veículo que já foi,
- 32:02até porque a concorrência existe.
- 32:04Está aí para dividir os poder. É comunitária, é pirata.
- 32:07FM EEOEA net veio para somar. Na minha opinião, a net veio
- 32:12para somar graças a net. Hoje eu sou ouvido no Japão.
- 32:15Os ouvido Na Na Inglaterra, na Alemanha, então eu acho que a
- 32:18net veio, então eu acho que o AD sofre.
- 32:22Consequências de tudo isso sofre, mas jamais ele vai deixar
- 32:26de existir, até como necessidade humana.
- 32:30Porque nenhum rádio, penso eu, nenhum veículo, penso eu, é tão
- 32:34assim? Democrático é tão intimista como
- 32:39o rádio am esse que nós fazemos não tem audiência, mas que já
- 32:43teve anos, porque ele era 11 veículo absoluto.
- 32:47Hoje ele divide com turismo, nós falamos, mas a si mesmo, ele
- 32:50possui uma grande penetração, uma grande audiência, e creio
- 32:54que ele seja imortal. Apesar de algumas pessoas
- 32:59falarem que OM é, quer dizer aquilo que você falou, mas é, é
- 33:03não, porque eu seja do AM, mas porque tenho convicção com um
- 33:06veículo importante de comunicação como veículo
- 33:09importante, inclusive espiritualmente falando.
- 33:12Ele é imortal e jamais passará. Muito bem, é, tem.
- 33:16Tem uma fase da sua vida também, que eu vi uma experiência da da
- 33:19rádio justiça. Acho que foi comecinho de 90, de
- 33:22levar um conteúdo popular do am para o FM, né?
- 33:25Com algumas adaptações. Mas era uma proposta.
- 33:28Você acredita que que alguma emissora deu continuidade a isso
- 33:32no FM? Por que que o FM não de repente
- 33:36reproduz a uma programação como da capital?
- 33:38Se tem é, eu acho que nesse caso, aquela, aquela, aquele
- 33:44momento, foi importante que mostrou que era possível fazer
- 33:47uma rádio. Am no FM e com um resultado
- 33:50muito bom, porque a chegou a primeiro lugar, rádio x.
- 33:53E esse não faz hoje dessas tentativas, porque é o seguinte,
- 33:58você colocar a disponibilizar 2 emissoras.
- 34:01Você precisa ter também a parte financeira disso aí, porque é um
- 34:05custo tuplo e o e o faturamento, porque também tem que pensar
- 34:09dessa maneira. Então o dono de rádio não está
- 34:10preocupado muitas vezes, né? Eu estava preocupado em termos
- 34:13de faturamento, tudo bem, eu eu disponibilizo um veículo am e um
- 34:17FM para trabalhar juntos. Bom, mas e o comercial?
- 34:19Eu cobro quanto o controlo. M como pelo FMI, como pelos 2.
- 34:23Se eu for cobrar pelos 2, não há quem paga, provavelmente porque
- 34:25vai ser mais caro no valor de repente do que outra.
- 34:27Então eu creio que vai quando se trata de notícia.
- 34:31No caso da Bandeirantes, o caso da CBN, você envolve, de
- 34:35repente, um 150 emissoras em emissoras.
- 34:37Então aí há um custo que Eu Acredito que vale a pena para
- 34:41esse pessoal investir, quer dizer, um anunciante, né tal?
- 34:45Mas quando se trata de um nosso programa, por exemplo, que é bem
- 34:48regional, eu fico meio é como que você consegue falar para
- 34:53Pernambuco da mesma maneira que você fala para São Paulo?
- 34:55Como você consegue falar pro sul, Rio Grande do Sul?
- 34:56Você fala porque são coisas diferentes, a maneira que nós
- 34:59fazemos isso não quer dizer que. Seja inviabilizado.
- 35:03AA cadeia não é? É da do de de rádios populares,
- 35:06mas é uma precisaria uma adaptação.
- 35:09E quanto ao FMI, que seria muito bom para nós todos, tem essa
- 35:14coisa da inviabilização. Devido a parte econômica, eu
- 35:17acho que é meio difícil por aí. Agora, se amanhã ou depois com,
- 35:20né, conseguisse. Eu acho que seria legal, seria
- 35:22sensacional. E o FMI ele não faz seu horário
- 35:26desse porque também não tem nomes para fazer.
- 35:28Eu nunca são esses que estão aí e não viram mais.
- 35:30Eu penso saber se daí infelizmente são aqueles que
- 35:33foram construídos no interior, ainda em algum lugar do Brasil
- 35:37hoje em dia não se faz. O cara já começa pelo FM FM, já
- 35:40tem 11. Perfil, uma maneira de se que
- 35:42não é aquela que nós tínhamos Liberdade, você fazer aquilo se
- 35:45acha contar da sua vida, contar da sua história, trazem coisas
- 35:48da sua infância, não? Você já teve uma coisa pré
- 35:50determinada, é pá, pá, pá, pá, pá, pá e pau na máquina quer
- 35:53dizer, daí não vai sair nada mesmo.
- 35:55Então, comunicadores cobrou, esses que existem hoje, eu creio
- 35:58que. Esse estado, esses estão em que
- 36:01poderiam fazer um FM diferente. Se não, não, não pegar logo.
- 36:05Daqui a pouco os caras morrem. Resolveu, não é?
- 36:09Você comentou do lado comercial, Claro, é o que sustenta uma
- 36:13emissora de rádio e tudo mais. Eu queria saber como é que
- 36:15funciona um pouco? É no seu programa.
- 36:17A gente percebe que existem os comerciais.
- 36:20É no breaking, digamos assim, No No horário tradicional da
- 36:23propaganda e insistiu, comissão inserida no programa aqui eu até
- 36:26chamo de merchandising, né, porque tem alguns professores de
- 36:30comunicação, eu falo, tem merchandising no ranger salada,
- 36:32como como falou, ele correu, pega uma notícia, uma falta do
- 36:35dia que ele nasceu na com o resultado para um produto pode
- 36:38oferecer. Por exemplo, isso pra mim é
- 36:39inserir, né? No No contexto, então, então é
- 36:42eu queria que você falasse um pouquinho desse perfil é de de
- 36:45anunciante, procura seu programa, qual que é o
- 36:48diferencial para quem anuncia o resultado?
- 36:50Como é que você vê esse comercial inserido dentro da do
- 36:54programa do conteúdo? Primeiro ter, nós, nós vivemos
- 36:56isso, não é tanto o rádio quanto o apresentador vive de de de da,
- 37:00da propaganda e quando você a tanto, a pessoa pode anunciar
- 37:05aquilo gravado aqui no né? Colocada direto pela rádio.
- 37:10Como pode então querer que o apresentador faça no caso, eu?
- 37:13Obviamente você para a partir daquele momento, você passa a
- 37:16ter uma responsabilidade maior. Algum custo para o anunciante é
- 37:20maior porque você está colocando o teu nome, a tua credibilidade
- 37:24e a tua maneira para fazer aquilo.
- 37:26E aí você deve vender aquilo da melhor forma possível, inclusive
- 37:29com realmente até a se aproveitando de certas
- 37:32situações. Para inserir o comercial.
- 37:35Então, eu acho que. É, é, eu eu.
- 37:40Talvez se nós tivéssemos um jeito de não fazer tanto isso,
- 37:44seria até bom para que o programa ficasse mais programa e
- 37:47menos comercial. Mas como nós não podemos, é a
- 37:51vida é essa. Então você tem que empatar,
- 37:53tentar transformar cada comercial numa coisa mais leve
- 37:55possível e mais integrada ao ouvinte possível.
- 38:00Eu não, não, eu não. Eu não acho que isso aí é o
- 38:02sensacional da história. Eu acho que seria você vai ser
- 38:05só o programa, mas dada as necessidades de tudo, se você
- 38:09tem que realmente partir para essa, então é procurar fazer o
- 38:12comercial da melhor forma possível e da forma mais natural
- 38:16possível, né? Para que as pessoas não desligue
- 38:18o rádio na hora. Então, no meio do programa, sim.
- 38:20Então eu vejo isso aí como positivo.
- 38:24Comercialmente falando. Embora nos custe um pouco a
- 38:29qualidade da programação. É bom, tem muitas teses de
- 38:34faculdade analisando o seu programa, a sua comunicação e
- 38:37tal. Como é que esse contato com os
- 38:39jovens que estão em uma faculdade que procuram você para
- 38:42fazer um trabalho desses para fazer uma análise do seu
- 38:44programa, como é que você vê? É esse, como é que que que esses
- 38:48jovens chegam até o seu trabalho, na sua opinião e como
- 38:50é que é esse contato com eles? Na verdade, as faculdades né?
- 38:54Ou você como professor, sabe muito bem disso, tem lá suas
- 38:57matar as matérias e as pessoas estão, vão procurar conhecer
- 39:00realmente um pouco desse trabalho popular.
- 39:02Eu trabalho com com os quais provavelmente esses jovens, eles
- 39:06não têm assim, um contato muito grande eventualmente pela
- 39:09empregada, eventualmente pela mãe, não é?
- 39:11É, mas aí o jovem contém certa mãe, pô.
- 39:14As é na poesia, né? Sabe aquele negócio de dizer que
- 39:16não, isso aí, porra feia, brega, aquela coisa, né?
- 39:19Então querem outro tipo de som, mas chega na faculdade, é
- 39:22obrigado a conhecer também essa esse tipo de cultura, essa
- 39:25cultura popular, e aí busca talvez No No programa da gente
- 39:30ou em nós alguns subsídios, né? Que possa dar um tipo de
- 39:34embasamento. Para entender melhor a
- 39:36comunicação, para que você não tenha uma com um entendimento
- 39:39distorcido, né? Que é só isso aqui ou é só
- 39:41aquilo ali? Então, para que haja um
- 39:43embasamento geral, obviamente se procura OA rádio popular e eu
- 39:49vejo isso aí com um trabalho bom para que as pessoas também
- 39:51possam conhecer esse trabalho que às vezes totalmente ignorado
- 39:55pela por essas pra esses jovens, mas que ele existe e participa
- 39:59da vida de milhares e milhões de pessoas.
- 40:01Então essas pessoas passam a ter uma importância zero, não são?
- 40:05Mas não são apenas números, são pessoas que todo dia houve ali.
- 40:10Amanhã é a tarde, se emociona. Quer dizer, então de repente
- 40:14você passa a viver uma vida onde esse tipo de gente não existe.
- 40:17Agora, quando você é obrigado a entrar nesse e-mail aí você
- 40:20fala, puxa, o camarada, existe outra maneira de ser de como se
- 40:24comunicar. Não é nada que a gente pensar,
- 40:26quer dizer, não é que isso vai mudar, a pessoa vai apenas
- 40:29acrescentar a ela que tem um outro tipo de comunicação que
- 40:31essa popular, né? Eu acho que para Oo aluno é
- 40:35importante, interessante, não só de mim, mas de todos.
- 40:38Que façam isso para que possam conhecer um pouco mais.
- 40:42De maneira geral, a comunicação. E tem um outro lado.
- 40:45Assim, só falo como professor também, porque a gente sempre
- 40:48mostra áudios. Doyle, né, mostra essas coisas
- 40:51para as pessoas e existe uma identificação muito forte de
- 40:54quando essa esses jovens eram crianças.
- 40:58Então, existe uma memória afetiva com você, com uma música
- 41:01do pulo do gato, com vambora, vambora da jovem pan tem o Zé
- 41:05béttio? Esses 4, né?
- 41:07No momento assim, marcam. Como acho que a infância de todo
- 41:11mundo que está aí hoje fazendo faculdade, então tem essa essa
- 41:14relação também, afetiva, que, com certeza faz parte de algum,
- 41:18nem que seja do do subconsciente desses jovens.
- 41:20É um dia a pessoa dormindo da ouvir sempre a mãe acordando e
- 41:24ligando o rádio. Oi, gente, olha horas e o cara
- 41:28fala, puta não existiu na minha vida, né?
- 41:30EE assim, outras também por aí. Então eu acho que a comida a
- 41:33pessoa vem, não, não, não busca somente conhecer a comunicação,
- 41:37mas de repente buscar, pô, esse cara aqui foi que me perturbava
- 41:40de manhã, quando eu é quando estudava, quando eu.
- 41:43Ir para a escola. Poxa, esse cara aqui que minha
- 41:46mãe gosta muito e minha avó boladona, então eu tenho tudo
- 41:49isso tem lá esse lado também. Não é que as pessoas não ignoram
- 41:52totalmente você totalmente seu trabalho?
- 41:54De alguma forma, elas já tiveram alguma informação, né?
- 41:58Em algumas crianças ficaram, ficavam assustadas.
- 42:00Ou é? É uma história que a volta agora
- 42:03eu queria saber se nesse tempo todo tem algum momento que você
- 42:07viveu no ar ao vivo, que foi uma grande Saia Justa, assim, um
- 42:10momento que você lembra, putz, como é que e que você saiu de
- 42:14alguma forma? SIM, 1 momento.
- 42:15Na sua carreira, que você se lembre que tenha sido uma, eu só
- 42:19conto um caso assim que é se eu. Se eu tive alguns outros, eu não
- 42:23me lembro exatamente, mas obviamente a gente teve alguns
- 42:26momentos, mas em um caso em particular foi que talvez eu
- 42:29tenha levado ao ar um dos primeiros casos de AIDS.
- 42:33Eu não, não, ninguém tinha informação sobre isso nos anos
- 42:3580 e apareceu um jovem lá na rádio Record.
- 42:39Eu e ele disse, olha, eu sou eu tenho o vírus da AIDS e o doutor
- 42:44não quer me atender. Eu não sei, eu não me lembro
- 42:46exatamente qual foi a história. E até então ficou mais pose,
- 42:49cara. Ter Edson era um cara até
- 42:50relativamente forte, não é? E falei, pô, dizem que o AIDS
- 42:54acaba com o sujeito, mas não nós.
- 42:56Nós ninguém tinha informação realmente sobre isso quando
- 42:59tentou nós ligar, então não. Quando levamos pro estúdio
- 43:01estúdio pequeno, fechado. E começamos a conversar com ele
- 43:04até todo mundo. Foi lá pro veio um cara com
- 43:06AIDS, era um negócio meio, né, puta, aquele cara tem AIDS, mas
- 43:08será que tem mesmo, né? EE nisso ligamos para o hospital
- 43:12para saber se era verdade, mesmo que ela não acreditou no começo
- 43:14que era e o doutor falou não, ele é soropositivo mesmo aí e
- 43:18ele é a ideia ético, sim, então ele precisa tomar no seu, porque
- 43:22ela nem nem existia esse coquetel, essas coisas, Do Nada.
- 43:25Bixo, aí nós ficamos com medo quer dizer, aí todo mundo ficou
- 43:28meio meio, meio receoso por então o cara tem AIDS mesmo.
- 43:30Achei agora, como é que pega isso, esse esse cara, nessa
- 43:32respiração? E nisso ele deu um espera, essa
- 43:34altura já tinha um Monte de gente no estúdio, né?
- 43:36Pra ver um cara com AIDS, isso era engraçado, isso aí e ele deu
- 43:39um espirro, nossa senhora, foi gente que saiu correndo assim
- 43:43porque ninguém sabia se pega pelo espírito, não pega o
- 43:45espigo, então não vou vamos dizer que uma situação meio
- 43:48assim que eu me lembro é essa de eu ter sido um dos poucos, um
- 43:52dos primeiros vão dizer colocar alguma coisa no de AIDS, No No
- 43:55rádio quando no ninguém. Moros, só sabia que era mau, eu
- 43:58só sabia que matava, matava e matava mesmo.
- 44:01E o cara inspira bicho. Tudo até.
- 44:02Eu fiquei com eu falei assim, agora, agora eu sei que eu
- 44:04peguei AIDS. Então essa foi 11 passagem que
- 44:08eu me lembro assim que que aí depois do aí a nossa própria
- 44:13viatura levou o rapaz lá pro hospital para que ele fosse,
- 44:15então é nem sei se ele sobreviveu ou não, mas de
- 44:18qualquer maneira, na época foi uma coisa assim que que chocou a
- 44:22todos e levantou esse negócio, poxa, então, então existe mesmo
- 44:26isso aí só de ai transforma o jornal, não tem um tem um, né?
- 44:29Você vê, é. É uma.
- 44:32Pagamos aquele preço por ser 11 dos primeiros, não é o espirro
- 44:35do cara que deixou todo mundo com medo.
- 44:38Bem e fora do do seu horário de trabalho, você ouve muito rádio
- 44:42que você ouve quando está em casa, no carro, na.
- 44:45Na verdade, realmente eu não ouço muito, até porque eu não
- 44:49tenho assim, tipo, ou você está fazendo cartas para saber que
- 44:52carta de saudade vendo alguma coisa.
- 44:53Basta fazer alguma gravação. Então não há realmente um tempo,
- 44:56assim que o senhor possa dizer eu vou ouvir, porque esses
- 44:59negócio de 2 horários você perde o dia praticamente está
- 45:03liquidado outro dia, porque amanhã você vai cuidar do da
- 45:05tarde da tarde, vai, já você vai daqui a pouco pro Victor, já vai
- 45:08já pensando de amanhã que é 6 horas da manhã.
- 45:10Então você não tem, mas no rádio, quando eu estou, quando
- 45:14eu estou assim de carro, eu sempre ouço rádio e.
- 45:18Com os problemas de m com a sintonia do rádio, você acaba
- 45:21tendo que optar por outras, não é?
- 45:23E quando eu posso ouvir o osso am esse o meu osso, porque eu
- 45:26realmente é, mas o contrário eu vou ouvindo as rádios aí, sabe,
- 45:31todas de FM notícia é para que a gente possa ver o que está
- 45:35tocando, ver o que está acontecendo.
- 45:38Eu sou um bom ouvinte de rádio. Não vou mais tomar tanto seu
- 45:41tempo. A última eu queria saber o que
- 45:43que você lembra de ouvir na infância com algum programa,
- 45:46algum personagem é alguma coisa que tenha te marcado?
- 45:51Definitivamente no rádio, quando você era pequeno.
- 45:54Olha, com certeza eu ainda tenho.
- 45:58Um trabalho que o Banco do Brasil fez em 1990 ou 9192.
- 46:03Eu não sei exatamente. Para comemorar os 50 anos de
- 46:07rádio. E aí, e então, e ele.
- 46:11Eles fizeram um trabalho aonde no final, inclusive, mostraram
- 46:13também não sei se você conhece e.
- 46:17E é uma coisa assim, um prefixo da rádio nacional.
- 46:20É, fui em 1950 em qualquer coisa que aquele prefix entrou no ar
- 46:2459 a 59 exatamente quando entrou no ar aquele prefeito, eu não
- 46:28sei se ele entrou no ar naquele dia, naquele momento.
- 46:31Mas eu acho que foi nesse isso aí, porque então é os SS.
- 46:35Qual é o nome do do Celso Guimarães?
- 46:37Então, começa assim, no é é, não sei se é uma música, faz, é, tá
- 46:44tantã é o é na alma, no mas vai ser é, mas tocando o só um
- 46:50espécie de um piano, tom, tom, um tom, tô aí entra essas são as
- 46:55emissoras brasileiras da rádio nacional Rio de Janeiro, putz
- 46:58lixo e não até quase choro com dossel, porque eu me lembro
- 47:01assim, eu ainda dormindo. A minha avó já fazendo o café 5
- 47:05horas da manhã, e de repente ela sintonizando a rádio nacional do
- 47:09Rio e entrava aquele prefeito tolo, tão tão, tão, tão dando.
- 47:14Aí o cara. Essas são as as as emissoras da
- 47:18rádio nacional do Rio de Janeiro.
- 47:20Então esse é um prefixo de marca.
- 47:21Agora, depois, ao longo da vida, fui ouvindo um Monte de gente,
- 47:24né? Entre e talvez o meu maior ídolo
- 47:26tenha sido o hélio Ribeiro. Talvez o cara que mais eu gostei
- 47:30assim, daquele jeitão dele falar daquela maneira.
- 47:32Todas eu gostei do hélio para Carol e 1000 vozes que eu amei,
- 47:36né? Antônio Pimentel, Humberto
- 47:38Marçal e outros tantos. Só para terminar agora, você
- 47:41falou Nélio Ribeiro. Tem uma frase dele que o rádio é
- 47:45a grande oportunidade perdida de melhorar o mundo.
- 47:48Você acha que. Essa profecia dele se cumpriu ou
- 47:53conseguimos reverter essa história.
- 47:54Eu acho que também queria sobrecarregar o rádio de muita
- 47:57responsabilidade. De mudar o mundo.
- 47:59Então não, né? Eu acho que é muito difícil você
- 48:03falar, poxa, o rádio teria que mudar um outro.
- 48:05Claro que a é possível. Teria sido possível, como é
- 48:08possível, como a televisão hoje, que é global, né tal?
- 48:11Eu acho que o hélio nesse aspecto é ele tinha um ponto de
- 48:14vista dele, né? Formado é o com o rádio como um
- 48:18fosse um bloco, né? Assim, por rádio vai mudar, mas
- 48:21aí não é bem assim, né? Eu penso, é um, é um, é um
- 48:25veículo multifacetado, é multicultural, com 1000 cabeças
- 48:29fazendo, então é difícil imaginar o rádio como um único.
- 48:33Bem, o que tiver, só um único pensamento, vamos mudar o mundo,
- 48:36mas era uma opinião dele, e eu acho que dentro daquele estigma
- 48:40dele trabalhar, aí estava certo. Poderia se usar o rádio?
- 48:43Hipótese, usar o rádio para mudar o mundo.
- 48:45Só que como mesmo que você tenha uma grande audiência, uma grande
- 48:49participação, a gente é pequeno perto um do mundo tão grande,
- 48:52não é? E eu procuro dentro do meu moto
- 48:55de agir. Transformar um pouco o mundo,
- 48:57seja com mensagens, seja praticando, executando e não
- 49:00estou falando, né? Aquele coisa social?
- 49:03Mas é muito difícil mudar, né? É o mundo, é você e a gente
- 49:08sempre espera que o outro mude. Quando a gente deveria como
- 49:10mudar? Começando da gente.
- 49:12Mas o hélio tem, de certa forma, é um pouco de si de razão nisso
- 49:15aí é de que não há uma oportunidade perdida, mas que
- 49:20com o rádio você poderia ter essa oportunidade de mudar a se
- 49:24dar um mundo mais, pelo menos muita coisa no mundo.
- 49:27Perfeito, só os próximos passos. Os próximos planos que que você
- 49:31está projetando, o que que dá para antecipar?
- 49:34Eu sei que você tem um site na internet, tem algum projeto
- 49:37novo, alguma coisa que você está tramando aí, rapaz, eu na
- 49:40verdade, eu vivo esse dia a dia, eu confesso a você que chega um
- 49:46momento que você fala assim, bom.
- 49:48Só se pintasse uma televisão. Só se.
- 49:51Se transformasse esse site numa rádio web, sei lá, no não sei
- 49:55alguma coisa, mas de qualquer maneira, a gente sempre tem
- 49:59planos. A gente sempre quer mais, a
- 50:00gente nunca estar satisfeito. A gente sempre quer galgar
- 50:03algum, algum degrau a mais, mas eu espero que dentro do meu
- 50:07próprio trabalho, dentro do que eu faço no dia a dia, eu possa
- 50:10continuar, estar melhorando. O cara sempre mais para poder
- 50:14oferecer para o ouvinte mais de mim e alguma ideia que eu possa
- 50:19ter que possa acrescentar alguma coisa na vida das pessoas.
- 50:22Mas assim, de fato, assim, alguma coisa que eu tente
- 50:25realizar. Eu.
- 50:28Eu não, não. No momento eu não tenho assim
- 50:31nenhum tipo de vaidade. Quero, não tinha de assim
- 50:33melhorar cada vez mais. Procurar proporcionar as pessoas
- 50:38sempre um trabalho o mais honesto possível, mais dedicado
- 50:41possível. E, sempre que possível, trazer
- 50:44alguma ideia que possa acrescentar ao programa e
- 50:47melhorar a vida das pessoas. Quero agradecer pela pela
- 50:49atenção, pelo é, pela paciência que, né, você teve outros também
- 50:54vão ter aí, através desse programa, peças raras ao demente
- 50:58e agradeceram a todos. Um abraço e oi, gente, tchau,
- 51:03gente. Um abraço.
- 51:11Está aí então o grande Eli Corrêa, contando a história da
- 51:15própria vida. Esse contador de histórias sem
- 51:18igual do rádio brasileiro e você pode acompanhar o Eli Corrêa
- 51:23enquanto eu falo, vou até procurar aqui no YouTube, né?
- 51:26Você pode é chegar no canal principal do Eli Correia hoje.
- 51:32Vou achar que vê se a Eli Corrêa oficial mesmo, acho que é isso.
- 51:37Estou acessando e já te falo. Ele correu oficial no YouTube
- 51:41com muitas histórias. É e histórias em áudio e
- 51:46atualmente já está ali. Deixa eu ver aqui.
- 51:49Com 595000 inscritos no canal do YouTube, o Eli Corrêa continua
- 51:55no rádio e na Rádio Capital. Na Rádio Capital.
- 51:58Ele continua contando essas histórias às 2 da tarde também.
- 52:03É isso, um grande abraço. Eu volto em breve com mais peças
- 52:08raras para você. A radioatividade leva até vocês
- 52:15mais um programa da série a série.
- 52:18Dedique uma canção a quem você ama, ama.
- 52:24Rádio ligado. Obrigado, obrigado.
- 52:28Quero cantar para você segunda-feira de manhã, vê-lo
- 52:36seu rádio de filha tão docemente.
- 52:47A cantar? De noite, embalamos meu sonho de
- 52:53manhã, nós vamos acordar. Essas regras, você em sintonia
- 53:01com o rádio.