Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO #VII - COMPROMISSO E COERÊNCIA (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:05Seja muito bem-vindo a Você que está ouvindo depois aqui e não
- 0:10sabe, esse é o primeiro episódio do podcast e de podcasts no ano
- 0:16de dois mil e vinte e cinco. Vamos ler.
- 0:18Isso é emblemático, velho. A gente vai falar de compromisso
- 0:21e coerência. Esse é o princípio persuasivo
- 0:24que as pessoas mais têm dificuldade de entender.
- 0:26Para mim, um dos mais poderosos. E é o que, aqui não dá para
- 0:31colocar a imagem, mas numa conversa que eu tive tomando
- 0:34cerveja com o Cialdini, lá no Happy Hour que ele fez na
- 0:37imersão. Ele usou uma analogia muito
- 0:40legal, que é dizer assim, isso aqui, e eu acho que isso não
- 0:42está no livro, ele é o princípio persuasivo mais poderoso para...
- 0:47uma das persuasões mais importantes da nossa vida, que é
- 0:50a auto-persuasão, ou seja, quando você mesmo tem que ajudar
- 0:54a moldar o seu próprio comportamento.
- 0:56Então, todo mundo entende escassez muito fácil, a própria
- 1:00reciprocidade que a gente passou, às vezes o cara nunca,
- 1:03se ele não for parar para ler um pouco sobre, ouvir, enfim, ele
- 1:08não vai entender o que é a concessão seguida de recuo e
- 1:11tal, mas a ideia geral de que gentileza gera gentileza, Isso
- 1:18aqui as pessoas entendem fácil. Agora, o princípio da
- 1:20consistência... que aqui no livro está compromisso e
- 1:24coerência, mas em inglês é consistency, então eu vou chamar
- 1:28de princípio da consistência aqui, esse ele é menos óbvio, e
- 1:32tem muito a ver com os nossos hábitos, e os nossos hábitos tem
- 1:36muito a ver com as nossas promessas de ano novo, então
- 1:40emblematicamente aqui, acho que é um excelente episódio para a
- 1:43gente começar o ano de dois mil e vinte e cinco com o Pai
- 1:45Direito, comigo o Brunão, Bruno vamos nessa.
- 1:51Vamos nessa, vamos nessa. Eu gostei desse ponto aí, né?
- 1:53Que é importante pra esses novos hábitos de ano novo.
- 1:56A gente, às vezes, decide tomar algumas decisões diferentes ao
- 2:00longo do ano. No início do ano e ao longo do
- 2:02ano a gente vai perdendo, né? Esse ritmo e, realmente,
- 2:06entender isso aqui é legal pra gente se auto-influenciar.
- 2:10É isso aí. Inclusive, esse trechinho
- 2:12inicial já tem uma marcação minha aqui.
- 2:15Assim, pô, pura verdade, tá? Exclamação.
- 2:17Vamos lá. Ele começa com a frase do Da
- 2:19Vinci. É mais fácil resistir no
- 2:22princípio do que no final. Vamos entender isso.
- 2:26Um estudo realizado por uma dupla de psicólogos canadenses
- 2:28descobriu algo fascinante sobre os apostadores de corridas de
- 2:31cavalos. Logo após fazerem as apostas,
- 2:34eles estão muito mais confiantes nas chances de vitória do que
- 2:36antes. Claro que nada muda nas chances
- 2:39reais do cavalo. Trata-se do mesmo animal, na
- 2:41mesma pista, no mesmo hipódromo. Mas na cabeça desses
- 2:44apostadores, as perspectivas melhoram substancialmente depois
- 2:47de terem adquirido o bilhete. Embora um tanto intrigante à
- 2:51primeira vista, a razão dessa mudança súbita tem a ver com uma
- 2:55arma comum de influência social. Como as outras, essa arma também
- 2:58reside dentro de nós, dirigindo nossas ações silenciosamente.
- 3:05Trata-se apenas do desejo de ser e parecer coerentes com o que já
- 3:08fizemos. E aí tem um trecho destacado em
- 3:11itálico aqui pelo autor, que eu também destaquei na minha
- 3:13leitura, que é o seguinte, depois que fazemos uma opção ou
- 3:17tomamos uma posição, deparamos com pressões pessoais e
- 3:20interpessoais exigindo que nos comportemos de acordo com esse
- 3:25compromisso. Essas pressões nos farão reagir
- 3:28de maneiras que justifiquem nossas decisões anteriores.
- 3:32Simplesmente nos convencemos de que fizemos a escolha certa e,
- 3:35sem dúvida, nos sentimos melhor quanto a nossa decisão.
- 3:40E aí ele menciona uma pesquisa aqui.
- 3:43Como ilustração, examinemos a história da minha vizinha Sarah
- 3:46e seu companheiro Tim. Depois de se conhecerem,
- 3:50namoraram por um tempo e, mesmo após Tim perder seu emprego,
- 3:53foram morar juntos. As coisas nunca foram perceitas
- 3:56para Sarah. Ela queria que Tim se casasse
- 3:58com ela e... E parasse de beber.
- 4:01Tim resistiu às duas ideias. Após um período especialmente
- 4:04difícil de conflitos, Sarah rompeu o relacionamento e Tim
- 4:07saiu de casa. Na mesma época, um ex-namorado
- 4:09ligou para ela. Eles começaram a sair e logo se
- 4:11apaixonaram e marcaram o casamento.
- 4:14Chegaram ao ponto de marcar uma data e enviar convite, quando
- 4:17Tim ligou. Ele se arrependeu e queria
- 4:20voltar. Quando Sarah contou sobre seus
- 4:23planos de se casar, ele implorou que ela mudasse de ideia.
- 4:26Queria estar junto dela como antes.
- 4:28Sarah o rejeitou, explicando que não queria mais viver daquela
- 4:31maneira. Tim até chegou a falar em
- 4:34casamento, mas ela disse que preferiria o namorado atual.
- 4:37Finalmente, Tim propôs parar de beber caso ela cedesse.
- 4:42Sentindo que, naquelas condições, preferia ficar com
- 4:45Tim, Sarah decidiu romper seu compromisso, cancelar o
- 4:49casamento e aceitar Tim de volta.
- 4:52Um mês depois, Tim disse a Sarah que não achava necessário parar
- 4:54de beber. Mas um mês decidiu que eles
- 4:56deveriam esperar um pouco mais antes de se casarem.
- 4:59Dois anos já se passaram e Tim e Sarah continuam morando juntos,
- 5:02exatamente como antes. Tim continua a beber e ainda não
- 5:05há plano de casamento. Mas mesmo assim, Sarah está mais
- 5:08dedicada a ele do que nunca. Diz que ser forçada...
- 5:12A escolher mostrou que Tim é mesmo o homem da sua vida.
- 5:16Assim, depois de tomada sua decisão, Sarah tornou-se mais
- 5:20feliz, ainda que as condições sobre as quais fez sua escolha
- 5:23nunca se cumprissem. Obviamente, os apostadores em
- 5:27corrida de cavalo não estão sozinhos na disposição em
- 5:29acreditar na adequação de uma escolha difícil depois que já
- 5:31foi feita. De fato, todos nos enganamos de
- 5:34vez em quando para manter nossos pensamentos e crenças coerentes
- 5:37com o que já fizemos ou decidimos.
- 5:39Ele tem uma pesquisa que ele menciona aqui.
- 5:40Por exemplo, logo após votarem, os eleitores ficam ainda mais
- 5:44confiantes de que seu candidato vencerá.
- 5:47E menciona outra pesquisa. Aqui ele começa a trazer o que
- 5:53dá sustentação para essa ideia maluca aqui.
- 5:56Ideia maluca no sentido de que quem lê a primeira vista diz
- 5:58assim, putz, mas a mulher obviamente fez uma decisão ruim.
- 6:02A pressão da consistência não é necessariamente para nos levar a
- 6:06decisões ótimas, mas ela explica o porquê de algumas decisões.
- 6:11Mantendo a coerência. Não é de hoje que os psicólogos
- 6:14compreendem o poder do princípio da coerência em direcionar a
- 6:17ação humana. Teóricos pioneiros importantes
- 6:19como Leon Festinger, Fritz Heyer e Theodor Newcomb consideraram o
- 6:25desejo de coerência o motivador central do comportamento.
- 6:28Será que essa tendência é mesmo forte o suficiente para nos
- 6:31compelir a fazer o que normalmente não gostaríamos?
- 6:34Não há dúvida sobre isso. Um impulso de ser e parecer
- 6:37coerente constitui uma arma muito potente de influência
- 6:40social, muitas vezes nos levando a agir contra nossos melhores
- 6:45interesses. Vejamos o que aconteceu quando
- 6:47pesquisadores encenaram furtos numa praia de Nova York para
- 6:51descobrir se os observadores arriscariam a pele a fim de
- 6:54impedir o crime. No estudo, um cúmplice dos
- 6:56pesquisadores abriu uma toalha de praia a um metro e meio de um
- 6:59indivíduo escolhido aleatoriamente. que era a cobaia
- 7:03do experimento. Após vários minutos relaxando na
- 7:05toalha e ouvindo música no rádio portátil, o cúmplice se
- 7:09levantava e ia caminhar pela praia.
- 7:11Logo depois, um pesquisador, fingindo ser um ladrão, se
- 7:14aproximava, pegava o rádio e tentava fugir.
- 7:18Como você pode imaginar, sob condições normais, as cobaias
- 7:21relutavam muito em se arriscar a desafiar o ladrão.
- 7:25Apenas quatro pessoas fizeram isso nas vinte vezes em que o
- 7:27furto foi encenado. Mas quando o mesmo procedimento
- 7:30foi tentado mais vinte vezes com a ligeira mudança, os resultados
- 7:33foram bem diferentes. Qual é a mudança aqui?
- 7:38Vamos tentar aguçar aqui o nosso leitor.
- 7:41Pô Arthur, mas você já leu? Eu não lembro dessa pesquisa.
- 7:46Mas provavelmente a mudança dentro dessa questão de
- 7:50consistência é que o pesquisador que fazia parte do ator, ele
- 7:57perguntou para a pessoa se podia contar com ela para olhar as
- 8:00coisas dela antes de ir para o banho.
- 8:04E aí, ninguém quer ir atrás de um ladrão, mas essas pessoas,
- 8:07provavelmente teve uma taxa maior de pessoas que foram atrás
- 8:09do ladrão por conta da pressão em ser coerente com o
- 8:13compromisso que havia sido feito.
- 8:15E aí, se não tem nada a ver com isso, vai ficar aqui o registro
- 8:19no podcast, mas eu imagino que é alguma coisa nesse sentido.
- 8:23E aí tem a pesquisa que foi feita que ele menciona aqui.
- 8:48Então acertamos aqui, Brunão. Seguindo a leitura, eu tenho uma
- 8:52anotação aqui. Anotações engraçadas minhas que
- 8:56eu não posso comentar. Para entender por que a
- 8:59coerência é uma motivação tão poderosa, deveríamos reconhecer
- 9:02que, na maioria das circunstâncias, ela é valorizada
- 9:04e versátil. A incoerência é comumente vista
- 9:08como um traço de personalidade indesejado.
- 9:11E tem uma pesquisa que mostra isso aqui.
- 9:13Seguindo a leitura, a pessoa cujas crenças, palavras e ações
- 9:16não condizem é vista como confusa, hipócrita e até
- 9:21mentalmente doente. Por outro lado, um alto grau de
- 9:24coerência costuma ser associado à força pessoal e intelectual.
- 9:29É a base lógica da racionalidade, da estabilidade e
- 9:32da honestidade. Uma citação atribuída ao grande
- 9:36químico Michael Faraday sugere o grau em que ser coerente é
- 9:40julgado importante. Às vezes mais do que estar
- 9:43certo. Olha só.
- 9:47Sugere que o grau em que ser coerente é julgado...
- 9:53Uma citação atribuída ao grande químico Michael Faraday sugere o
- 9:57grau em que ser coerente é julgado importante, às vezes
- 10:01mais até do que está certo. Quando lhe perguntaram após uma
- 10:05palestra se ele quis dizer que um detestável rival acadêmico
- 10:09estava sempre errado, Faraday olhou furioso para o autor da
- 10:12pergunta e respondeu, ele não é tão coerente assim.
- 10:16Então é uma brincadeira aqui, mas enfim, que evidencia isso
- 10:18que ele está defendendo. E aí tem uma pesquisa que fala
- 10:22sobre isso. A solução rápida, e aí tem um
- 10:44clique zoom aqui, você vai entender.
- 10:46Já que, em geral, é do nosso interesse sermos coerentes,
- 10:50incorremos no hábito de sê-lo automaticamente, mesmo em
- 10:53situações em que este não é o caminho mais sensato.
- 10:57Quando agimos sem pensar, a coerência pode ser desastrosa.
- 11:00No entanto, a coerência cega tem lá suas atrações.
- 11:04Primeiro, como todas as outras formas de reação automática, a
- 11:08coerência oferece um atalho em meio às complexidades da vida
- 11:11moderna. Depois que tomamos uma decisão,
- 11:13a coerência obstinada nos permite um requinte bem
- 11:16atraente, não mais quebrar a cabeça com o assunto.
- 11:19Não temos que examinar o bombardeio de informações
- 11:21diárias para identificar fatos relevantes.
- 11:23Não há necessidade de despender energia mental para avaliar os
- 11:26prós e os contras. Não precisamos tomar novas
- 11:28decisões difíceis. Em vez disso, tudo o que temos
- 11:31que fazer quando somos confrontados com as questões é
- 11:34clicar, ligar nossa fita de coerência para zoom, sabermos em
- 11:38o que acreditar, o que dizer ou o que fazer.
- 11:41Basta agirmos de forma coerente com a nossa decisão anterior.
- 11:45Ou seja... Não é como se fosse uma
- 11:48estratégia, ele trata como estratégia, mas você conhece
- 11:50como uma necessidade para economizar energia. inclusive do
- 11:54ponto de vista intelectual. O fascínio desse requinte não
- 11:57deve ser minimizado. Ele oferece um método
- 12:00conveniente, relativamente simples e eficiente de lidar com
- 12:04as complexidades da vida diária, que tanto exigem nossas energias
- 12:07e capacidades mentais. Não é complicado entender,
- 12:10então, por que a coerência automática é uma reação difícil
- 12:13de refrear. Ela nos oferece um meio de
- 12:16escapar dos rigores do pensamento constante.
- 12:19Como nossas fitas de coerência operando, podemos seguir em
- 12:21frente, felizes por não precisarmos pensar tanto.
- 12:24Como observou o pintor inglês Joshua Reynolds, não há
- 12:27expediente ao qual um homem não venha a recorrer para evitar o
- 12:31trabalho de pensar. A Fortaleza Incessata.
- 12:36Vamos seguir aqui na leitura. Existe também uma segunda
- 12:40atração mais perversa da coerência mecânica.
- 12:45Às vezes, não é o esforço do trabalho cognitivo difícil que
- 12:49nos faz evitar a atividade pensante, mas suas penosas
- 12:53consequências. Ter que encarar o conjunto
- 12:56desagradavelmente claro e indesejável de respostas
- 13:00fornecidas pelo raciocínio pode estimular nossa opção pela
- 13:04preguiça mental. Existem certas coisas
- 13:06perturbadoras que preferiríamos não perceber.
- 13:13Por ser um método pré-programado e maquinal de reação, a
- 13:18coerência automática tem a capacidade de oferecer um abrigo
- 13:20seguro das percepções preocupantes.
- 13:23Ele vai dar um exemplo aqui, vai ficar mais claro.
- 13:25Protegidos pela fortaleza da coerência rígida, podemos ser
- 13:29impermeáveis aos ataques da razão Durante uma palestra
- 13:33introdutória do programa de meditação transcendental, MT,
- 13:40uma sigla aqui de meditação transcendental, testemunhei um
- 13:42exemplo de como as pessoas se escondem dentro das muralhas da
- 13:45coerência para se proteger das consequências incômodas do ato
- 13:50de raciocinar. A palestra foi ministrada por
- 13:53dois jovens sérios e visava recrutar novos membros para o
- 13:57curso. Os instrutores garantiram que o
- 13:59curso oferecia um tempo singular de meditação que nos permitiria
- 14:02atingir todo tipo de coisas desejáveis, variando da simples
- 14:06paz interior a capacidades mais espetaculares, voar e atravessar
- 14:11paredes, nos estágios mais avançados e mais caros do curso.
- 14:15Eu havia decidido comparecer ao evento para observar os tipos de
- 14:20táticas de consentimento usadas naquele recrutamento e levar
- 14:24comigo um amigo interessado, um professor universitário cujas
- 14:27áreas de especialização eram estatística e lógica simbólica.
- 14:31À medida que a palestra avançava e os palestrantes explicavam a
- 14:34teoria por trás na meditação transcendental, percebi meu
- 14:38amigo cada vez mais inquieto. Parecendo aflito e se mexendo o
- 14:42tempo inteiro na cadeira, finalmente não conseguiu
- 14:44resistir. Quando os palestrantes
- 14:46convidaram o público a fazer perguntas, ele levantou a mão e
- 14:49educadamente, porém de maneira firme, destruiu a apresentação
- 14:54que havíamos acabado de ouvir. Em menos de dois minutos,
- 14:57apontou exatamente porque o argumento complexo dos
- 15:00palestrantes era contraditório, ilógico e absurdo.
- 15:03O efeito sobre os palestrantes foi devastador.
- 15:06Após um silêncio confuso, cada um tentou uma resposta, mas
- 15:10pararam na metade, consultaram colegas e, por fim, admitiram
- 15:14que os pontos do meu amigo eram válidos e exigiam um estudo
- 15:17posterior. Mais interessante para mim,
- 15:19porém, foi o efeito sobre o resto do público.
- 15:22Ao final da sessão de perguntas, os dois recrutadores se viram
- 15:26diante de uma multidão de membros do público pagando US
- 15:29dollars para ingressar no tal curso.
- 15:32Cutucando-se, dando de ombros e deixando escapar em risadinhas
- 15:36enquanto recolhiam os pagamentos, os recrutadores
- 15:39exibiam sinais de puro espanto. Após o que havia parecido um
- 15:42golpe constrangedor, a palestra acabou se tornando um grande
- 15:45sucesso, gerando níveis anormais de aprovação.
- 15:48Embora um tanto intrigado, eu atribuí a reação do público, com
- 15:52essa procura devastadora, justamente a incompreensão da
- 15:56lógica dos argumentos que o meu colega trouxe.
- 15:58Mas descobri que aconteceu o inverso.
- 16:01Um deles... Era um aspirante a ator que
- 16:16queria desesperadamente vencer em sua carreira e havia ido à
- 16:20reunião para ver se a meditação transcendental lhe daria o
- 16:23autocontrole indispensável ao domínio da sua arte.
- 16:26Os recrutadores tinham lhe assegurado que sim.
- 16:29O segundo se descreveu como um insone profundo que esperava que
- 16:33a meditação transcendental proporcionasse insônia, deve ser
- 16:38quem tem insônia, proporcionasse o relaxamento necessário para
- 16:42conseguir dormir. E o terceiro seria como um
- 16:44porta-voz não oficial. Estava se dando mal na faculdade
- 16:48porque o tempo de estudo nunca era suficiente.
- 16:50Havia ido à reunião para descobrir se a meditação poderia
- 16:53fazer com que precisasse de menos horas de sono à noite.
- 16:56O tempo ganho poderia ser, então, usado para estudar.
- 16:59É interessante observar que os recrutadores lhe informaram,
- 17:03assim como para o insone, que as técnicas apresentadas poderiam
- 17:07resolver seus respectivos problemas, embora opostos.
- 17:11Ainda pensando que os três se matricularam porque não
- 17:14entenderam as objeções do meu amigo, comecei a questioná-los
- 17:17sobre os aspectos dos argumentos dele.
- 17:19Para minha surpresa, descobri que haviam entendido
- 17:21perfeitamente seus comentários. Foi justamente a consistência de
- 17:25seu argumento que os levou a se inscreverem correndo no curso.
- 17:28O porta-voz explicou bem. Eu não pretendia gastar nada
- 17:32esta noite porque estou quebrado.
- 17:34Ia esperar até a próxima reunião.
- 17:36Mas quando seu colega começou a falar, senti que, se eu não
- 17:40entregasse o dinheiro agora, quando voltasse para casa
- 17:43começaria a pensar no que ele disse e jamais me inscreveria.
- 17:48De repente, as coisas começaram a fazer sentido.
- 17:52Aquelas eram pessoas com problemas reais buscando
- 17:55desesperadamente uma solução que, se fôssemos acreditar nos
- 17:59líderes da discussão, seria encontrada na meditação
- 18:02transcendental. movidos por suas necessidades, queriam acreditar
- 18:07que a meditação era a resposta. Eis que, por intermédio do meu
- 18:11colega, intromete-se a voz da razão, mostrando que a teoria
- 18:15subjacente à solução recente coberta era ilógica.
- 18:19Então o pânico se instalou. Algo precisa ser feito logo
- 18:23antes que a racionalidade se imponha, deixando-os de novo sem
- 18:27esperanças. muralhas urgentes contra a razão são necessárias
- 18:33não importa que a fortaleza a ser erguida seja insensata
- 18:37rápido um abrigo contra o pensamento aqui tome o dinheiro
- 18:41ufa escapei por um triz já não preciso mais pensar no problema
- 18:45A decisão foi tomada e, de agora em diante, a fita da coerência
- 18:50pode ser tocada sempre que necessário.
- 18:52Meditação transcendental? Claro que vai me ajudar.
- 18:55Com certeza vou ter sucesso. Acredito piamente nela.
- 18:59Já paguei até minha inscrição, certo?
- 19:01Ah, os confortos da coerência maquinal.
- 19:04Agora vou ter um pouco de sossego.
- 19:06Bem melhor que a preocupação e o cansaço daquela busca difícil.
- 19:10Então, esse exemplo, para quem já viu ofertas feitas, parece
- 19:18uma coisa muito distante, mas é um pouco essa paz que vem da
- 19:23coerência. É assim, a partir do momento que
- 19:26eu percebo e quero enfrentar o problema de emagrecer, o ato de
- 19:30comprar as camisas regatas me traz paz.
- 19:34Muito embora comprar as camisas regatas não mudem nada o meu
- 19:39peso ainda, mas ele é coerente com a ideia de fazer algo no
- 19:44caminho que eu imagino que vai me ajudar.
- 19:47Então vamos lá, esconde-esconde. Se ao que parece a coerência
- 19:52automática funciona como um escudo contra o pensamento, não
- 19:55surpreende que ela possa também ser explorada por aqueles que
- 20:00prefeririam que respondêssemos aos seus pedidos sem pensar.
- 20:04Para os aproveitadores interessados em nossa reação
- 20:07mecânica e impensada às suas solicitações, nossa tendência à
- 20:11coerência automática é uma mina de ouro.
- 20:13Eles são tão exímios ao fazer com que executemos nossas fitas
- 20:18de coerência quando isso os favorece que é raro perceber ou
- 20:24que é raro percebermos que fomos dominados.
- 20:27A maneira do jiu-jitsu, eles estruturam suas interações
- 20:31conosco de modo que nossa própria necessidade de coerência
- 20:35resulte diretamente em seu benefício.
- 20:39Alguns grandes fabricantes de brinquedos recorrem a essa
- 20:41abordagem para reduzir o problema criado pelos padrões de
- 20:44compras sazonais. Todo mundo sabe que o período de
- 20:47pico para os fabricantes ocorre antes e durante o período
- 20:51natalino. O problema é que, depois as
- 20:54vendas de brinquedos sofrem uma queda brusca pelos próximos
- 20:57meses. Seus clientes já esgotaram seu
- 20:59orçamento de presente e resistem firmemente aos pedidos das
- 21:03crianças. Desse modo, eles enfrentam um
- 21:06dilema. Como manter as vendas altas
- 21:08durante a estação mais lucrativa e ao mesmo tempo conservar uma
- 21:12boa demanda por brinquedos nos meses seguintes?
- 21:15Sua dificuldade certamente não está em motivar as crianças a
- 21:18quererem mais brinquedos depois do Natal.
- 21:20O problema está em motivar os pais, que já gastaram muito
- 21:23dinheiro, a comprar mais um brinquedo para seus filhos.
- 21:26O que os fabricantes poderiam fazer para produzir esse
- 21:28comportamento improvável? Alguns criaram campanhas
- 21:31publicitárias, outros reduziram os preços durante o período de
- 21:35baixa, mas nenhum desses dispositivos comuns de venda
- 21:39surtiu efeito. Ambas as táticas são
- 21:41dispendiosas e têm sido ineficazes para aumentar as
- 21:44vendas aos níveis desejados no período pós-natal.
- 21:48Os pais não estão a fim de comprar brinquedos e as
- 21:50influências da publicidade ou dos preços mais baixos não são
- 21:54suficientes para convencê-los. Alguns grandes produtores de
- 21:57brinquedos, porém, acreditam terem encontrado a solução.
- 22:03Ela é criativa, envolve apenas uma despesa publicitária normal
- 22:07e a compreensão do efeito poderoso da necessidade de
- 22:09coerência. Minha primeira pista de como a
- 22:12estratégia das empresas de brinquedo funcionava surgiu
- 22:15depois que eu caí na armadilha uma vez e, com um verdadeiro
- 22:18trouxa, tornei a cair e tornei a cair.
- 22:22Era janeiro e eu estava na maior loja de brinquedos da cidade.
- 22:24Depois de comprar ali um montão de presentes para meu filho um
- 22:27mês antes, havia jurado não entrar naquela loja ou em
- 22:29qualquer outra semelhante por um bom tempo.
- 22:31No entanto, lá estava eu, não apenas naquele lugar diabólico,
- 22:35mas também no processo de comprar outro brinquedo caro
- 22:37para meu filho. Um grande autorama.
- 22:40Diante da vitrine encontrei um ex-vizinho que estava comprando
- 22:43o mesmo brinquedo para seu filho.
- 22:44Nós não nos víamos fazia exatamente um ano.
- 22:48Desde o dia em que, na mesma loja, ambos compramos para
- 22:52nossos filhos o presente caro pós-natal.
- 22:55Daquela vez, um robô que andava, falava e causava destruição.
- 22:58Bem, rimos do fato de nos vermos apenas uma vez por ano, na mesma
- 23:02hora, no mesmo local, fazendo a mesma coisa.
- 23:04Mais tarde naquele dia, mencionei a coincidência a um
- 23:06amigo que já havia trabalhado no ramo de brinquedos.
- 23:09E ele falou, não foi coincidência.
- 23:11O que você quer dizer? Deixe-me fazer umas perguntas
- 23:14sobre o autorama que comprou este ano.
- 23:16Primeiro, você prometeu ao seu filho que ele ganharia um
- 23:18autorama no Natal? Sim, prometi.
- 23:21Christopher viu uma série de comerciais no programa infantil
- 23:23do sábado de manhã e disse que queria ganhar no Natal.
- 23:26Vi alguns anúncios também e achei divertido.
- 23:29Agora minha segunda pergunta. Quando você foi comprar,
- 23:31descobriu que estava esgotado? Isso mesmo.
- 23:34Os vendedores disseram que tinham encomendado, mas não
- 23:36sabiam quando chegaria. Por isso eu tive que comprar
- 23:39para Christopher alguns outros brinquedos no lugar do Autorama.
- 23:42Mas como você sabia disso? Só mais uma pergunta.
- 23:45O mesmo tipo de coisa aconteceu no ano anterior com o robô?
- 23:49Espera aí. Você tem razão.
- 23:50Foi exatamente isso. Pô, como é que adivinhou?
- 23:53Eu não tenho poderes paranormais.
- 23:55Acontece que sei como várias empresas de brinquedos aumentam
- 23:57suas vendas em janeiro e fevereiro.
- 23:59Elas começam lançando antes do Natal anúncios de TV de certos
- 24:02brinquedos especiais. As crianças naturalmente querem
- 24:06aqueles brinquedos. Aqueles brinquedos são
- 24:08prometidos. E aí que entra o plano
- 24:10maquiavélico das empresas. Elas entregam às lojas
- 24:12quantidades insuficientes dos brinquedos Seguindo aqui o
- 24:16diálogo, né? onde eles encontraram ou onde
- 24:42eles encontram outros pais que não viam havido não viam, havia
- 24:47um ano caindo na mesma armadilha, não é isso?
- 24:49conclui indignado, seu Cialdino contando aqui o diálogo
- 24:52exatamente e aí o amigo dele disse assim, você está indo
- 24:55aonde? ele falou meio que com raiva vou
- 24:57devolver o autorama à loja e ele fez, espere, pense um minuto por
- 25:01que você comprou essa manhã o autorama?
- 25:03ele, pô, porque eu não queria decepcionar meu filho e queria
- 25:06lhe ensinar que promessas devem ser cumpridas E o amigo dele
- 25:10disse assim, isso mudou? Olha, se você tirar o brinquedo
- 25:12dele, ele não vai entender por quê.
- 25:14Só vai saber que o pai dele quebrou uma promessa.
- 25:16É isso que você quer? Não.
- 25:19E aí ele diz que admitiu bufando, né?
- 25:21Bufando porque percebeu que tinha caído numa cilada ali.
- 25:25Acho que não é isso. Bem...
- 25:26Ele assentiu com a cabeça. Historicamente, porém...
- 25:47A que mais se enquadra no padrão é a da Cabbage Patch Kids, umas
- 25:51bonecas de US dollars que foram bastante promovidas durante as
- 25:53épocas natalinas do meados da década de oitenta, mas cujo
- 25:57suprimento nas lojas foi insuficiente.
- 25:59Algumas das consequências dessa manobra foram uma acusação de
- 26:03propaganda enganosa por parte do governo contra o fabricante
- 26:05dessas bonecas por continuarem anunciando bonecas que não
- 26:09estavam disponíveis. grupo de adultos disponíveis.
- 26:13E aí um grupo de adultos com muita raiva estavam brigando nas
- 26:18lojas de brinquedos ou pagando até setecentos dólares em
- 26:20leilões das bonecas para honrar as promessas feitas às filhas e
- 26:24cento e cinquenta milhões de dólares em vendas que se
- 26:26estenderam bem além do mês do Natal.
- 26:29No Natal de mil novecentos e noventa e oito, o brinquedo
- 26:31menos disponível que todo mundo queria era o Furby, criado por
- 26:34uma versão da Hasbro, uma gigante de brinquedos.
- 26:38Quando perguntaram o que os pais, frustrados por não
- 26:41conseguirem obter o Furby, deveriam dizer a seus filhos, um
- 26:45porta-voz da empresa aconselhou que fizessem o tipo de promessa
- 26:48que tem beneficiado os fabricantes de brinquedos há
- 26:49décadas. Vou tentar comprar, mas se não
- 26:52conseguir agora, comprarei depois.
- 26:54E ele traz o artigo que conta a história e faz evidência a isso.
- 26:57Então, veja como, de novo, a história do jiu-jitsu, né?
- 27:03De repente um fabricante de brinquedo estava fazendo isso,
- 27:06intencionalmente, e você simplesmente prometeu uma coisa
- 27:09para o seu filho e comprou depois, gastou muito mais do que
- 27:12imaginava e... Foi influenciado.
- 27:16É muito difícil. Por isso que é o comentário do
- 27:18fechamento do último episódio. Nessas relações com pessoas, com
- 27:22empresas, você conseguir implementar esse detetive e
- 27:26saber. Porque tem coisa que você não
- 27:27vai nem ter ideia que está sendo implementada.
- 27:29Agora, a sutileza aqui é... Se as pessoas, à medida que elas
- 27:34tomam uma postura, dizem que querem fazer alguma coisa, se
- 27:38sentem pressionadas por elas mesmas e perante os outros, ou
- 27:42seja, para mim e para os outros, a serem inconsistentes com
- 27:45aquilo, se você está tentando vender alguma coisa, a simples
- 27:50evidência, quando você está fazendo uma oferta, de falar o
- 27:52seguinte, cara, e por sinal, eu só estou te convidando a
- 27:57investir nesse treinamento aqui, porque você mesmo por fazer
- 28:01parte desse grupo, ou você mesmo comentou que essa carreira para
- 28:08você é algo importante que você quer fazer dar certo.
- 28:11E veja como é a linha tênue aqui.
- 28:14Então, esse é um pequeno comentário que pode contribuir.
- 28:16Ele falou que nenhuma arma de influência tem o poder de
- 28:20funcionar o tempo inteiro com todo mundo.
- 28:22Mas é uma tática implementada intencionalmente, que eu sei que
- 28:28a pessoa, por conta do princípio da consistência, que ele chama
- 28:31aqui de compromisso e coerência, vai ajudar a empurrar para um
- 28:38sim, certo? E que eu poderia ter uma
- 28:42interpretação dupla, que é o seguinte, ah, então é um truque,
- 28:45você é um aproveitador, porque isso vai levar a uma venda, mas
- 28:50eu posso refutar dizendo o seguinte, não, não, não, mas eu
- 28:52acredito de fato no que eu faço, E eu acredito de fato de que
- 28:57essa pessoa participar desse treinamento, por exemplo, nesse
- 28:59meu exemplo, vai ajudá-la a ter êxito e ao ter êxito ela vai
- 29:04ajudar outras pessoas também. Então, é aquela história, no
- 29:11final do dia você que vai, talvez por isso o Cialdini abre
- 29:14lá o programa dele falando de ética, você que vai olhar no
- 29:17espelho e conversar com você mesmo e você que sabe se você
- 29:20está usando para o bem ou não está usando para o bem.
- 29:23Brunão, comentários. Muito massa, muito massa.
- 29:26Esse capítulo aqui é a introdução a esse conceito do
- 29:29compromisso e coerência, ou consistência.
- 29:33Muito legal, a gente está só começando porque vai passar por
- 29:36vários outros pontos, assim como no capítulo anterior, onde o
- 29:39doutor vai trazer vários e vários exemplos e como a gente
- 29:41pode aplicar, como a gente pode usar na nossa vida.
- 29:45E lá no final também como pode se defender, ele traz também
- 29:47sempre algumas dicas interessantes.
- 29:49Mas uma coisa legal é que ele sempre traz esse paralelo com o
- 29:52Jiu Jitsu e eu sou praticante de Jiu Jitsu há alguns anos e o Jiu
- 29:56Jitsu é conhecido como arte suave, sendo que uma pessoa que
- 29:59experimenta ali treinar, fazer os primeiros treinos de Jiu
- 30:03Jitsu não vai ter essa experiência logo de cara, muito
- 30:06pelo contrário, vai utilizar muita força e tal porque pouca
- 30:10técnica vai exigir isso. Muito bom.
- 30:12E aí você observa que arte é suave para quem já é mais
- 30:15avançado, para quem tem mais conhecimento.
- 30:18Quando a gente vai para esse contexto aqui de influência, no
- 30:22nosso dia a dia a gente está sempre se deparando com
- 30:24situações em que pessoas que são faixa preta na arte de
- 30:27influenciar estão nos colocando nessas situações.
- 30:30Então nem sempre vai ser tão fácil perceber essa sutileza.
- 30:34E às vezes a gente só vai perceber depois que passar, mas
- 30:36faz parte do processo e eu acho que acompanhar o Clube do Livro
- 30:39vai ajudar a ter esse nível de percepção mais ampliado.
- 30:43Eu não sabia que era arte suave, se não me engano o judô é
- 30:47caminho suave. E eu acho que Ju, então, que é
- 30:50suave, né? Mas, enfim...
- 30:52Eu vou pegar só... Você me deu um excelente gancho,
- 30:55comentário muito bom, Bruno. E essa história do...
- 30:59Pra quem é ouvinte do livro e vai nos acompanhar aqui, isso
- 31:04que você falou no final, eu vou dar outro exemplo do que eu
- 31:06trouxe, tá? Porque o exemplo que eu dei, né?
- 31:09Se a pessoa que tá nos ouvindo, ela não vende treinamentos, que
- 31:12foi o exemplo que eu dei, ela talvez seja algo um pouco mais
- 31:15distante. Mas, olha só a minha posição
- 31:16agora. E assim, ó...
- 31:18Se você está até aqui e está acompanhando aqui o livro Armas
- 31:22da Persuasão, então acredite que não faz sentido você não seguir
- 31:26ouvindo os próximos episódios conosco, até porque se você
- 31:30fizer isso, você vai desperdiçar o tempo e o conhecimento que foi
- 31:33acumulado até então, porque as coisas vão se conectando ao
- 31:35longo do livro. E se você também não apoiar aqui
- 31:39o nosso podcast compartilhando esse episódio com outras
- 31:42pessoas, pô, talvez não... não faça tanto sentido, porque se
- 31:47você está ouvindo é porque você gosta desse nosso episódio,
- 31:51desse nosso trabalho, e se você gosta do nosso trabalho, nada
- 31:53mais sensato, qualquer um concordaria que faz todo sentido
- 31:55do mundo você apoiar para que ele se fortaleça e que a gente
- 31:58continue podendo fazer esse trabalho, levando até você esse
- 32:00conteúdo gratuitamente. Ou seja, eu estou usando da tua
- 32:04consistência de estar aqui ouvindo esse episódio para pedir
- 32:06para que você continue, porque nada mais consistente do que
- 32:10continuar ouvindo, já que você está ouvindo, E a mesma coisa eu
- 32:14fiz com o compartilhar o episódio.
- 32:18Isso pode ser interpretado como um truque e no final do dia é
- 32:22uma combinação dessas coisas. Você realmente vai compartilhar
- 32:24se você achar que isso tem valor, tanto do ponto de vista
- 32:28do que você recebeu de conteúdo e quanto do ponto de vista da
- 32:31sua análise de isso é ou não útil para quem eu quero
- 32:34compartilhar ou no grupo que eu quiser compartilhar.
- 32:37Mas o lado da linha tênue, que eu posso utilizar isso
- 32:41intencionalmente com a esperança de que isso te ajude a tomar a
- 32:45decisão de continuar ouvindo ou de compartilhar, por realmente
- 32:50acreditar que esse trabalho é um trabalho do bem e que vai te
- 32:52tornar mais inteligente, que você vai tomar decisões melhores
- 32:55e vai ajudar quem eventualmente você leva esse conhecimento
- 32:58adiante. Então é isso, como você utiliza
- 33:01é que vai determinar qual o desdobrar da influência da
- 33:07ciência da pessoa usando a tua vida e volta para aquela máxima
- 33:10que as vezes a diferença entre o veneno e o perfume é a dose, é a
- 33:16dosagem a dinamite é para explodir uma ponte para
- 33:19construir uma ponte, enfim Então, muito bom.
- 33:22Excelente reflexões. Tá aquecendo, né, Brunão?
- 33:25Tá aquecendo. Muito obrigado pelo seu tempo.
- 33:28Comentário final aí contigo, Brunão.
- 33:30É isso. Vamos embora.
- 33:32Tá legal. O ano tá só começando.
- 33:34Tem muito episódio ainda pela frente.
- 33:36Vamos nessa. Vamos nessa.
- 33:37Obrigado pelo seu tempo mais uma vez.
- 33:38Espero que você compartilhe mesmo e continue conosco, tá?
- 33:41E a gente se encontra no próximo episódio aqui do Clube do Livro
- 33:44no ED Podcasts.