Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Alicia Fraga: Ambiente Adequado para Suinos | Ep. 267
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da swinocultura
- 0:08brasileira, o Swinocast. Esse
- 0:10problema de temperatura, ele acontece em todas as nossas
- 0:14categorias dos nossos animais da nossa
- 0:16swinocultura. É claro que animal, recém, é
- 0:20nascimento, eles ao contrário, nos primeiros
- 0:22dias eles têm que ter esse calor, mas depois de um
- 0:26certo ponto, esse desarranjo, esse
- 0:30comprometimento na morfologia, na estrutura, na
- 0:33microbiota, no intestinal vai refletir em número para
- 0:36nós, vai refletir em redução de consumo desses
- 0:39animais para nós. Siga -nos nas redes sociais,
- 0:42Youtube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico
- 0:45atual, de qualidade irreverente e gratuito. O
- 0:52Swinocast só é possível através do apoio de
- 0:54empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 0:57na swinocultura brasileira. Alga
- 1:00Prime DHA da Cobion, o Omega 3 DHA, a base de
- 1:04algas para a nutrição de swinos em todas as fases
- 1:06de crescimento. Adicioná -lo às razões está mais
- 1:09fácil do que nunca. Giga, alta performance, sem
- 1:12esforço. Elanco, alimento e companharismo
- 1:15enriquecendo vidas. Alícia
- 1:46Fraga, hoje está como professora da FMG, teve uma
- 1:50jornada bem interessante até agora na pesquisa. Eu
- 1:53não tenho dúvida como eu disse que vai ter uma
- 1:55longa vida ainda na pesquisa e gerando a valor
- 1:58para a cadeia produtiva de swinos. Alícia,
- 2:01seja muito bem -vindo, estou muito feliz de entrevistar
- 2:04você e conta para nós dois pontos da sua história.
- 2:07Como é que a swinocultura entrou
- 2:09na sua vida? E um pouco dessa jornada até
- 2:12aqui que está sendo de sucesso. Obrigado
- 2:15mais uma vez. Obrigado, professor. Boa
- 2:18tarde, boa tarde pessoal. É um prazer estar aqui. É
- 2:22uma honra que está diante do professor Vinícius
- 2:25Cantarelli. E professor, eu fiz o Tecnia
- 2:30na UFV, Universidade Federal de Visosa. E
- 2:34desde o início do curso eles apresentam para a
- 2:38gente os diferentes áreas, os potenciais de atuação de
- 2:42um zootecnista. E foi durante uma visita na
- 2:46swinocultura, logo no primeiro período, naquela
- 2:49parte bem introduitória, vi os porquinhos e falei, ah
- 2:54é aqui. Então a gente teve uma excelente
- 2:59tarde de apresentação dos setores e foi aí desde as
- 3:03vezes do meu primeiro período de graduação aonde
- 3:07começou. Aí eu fiz estágio na parte de
- 3:10nutrição e de bioclimatologia relacionada à
- 3:13produção de swinos. E desde então eu engatei. Fiz
- 3:18a graduação, depois o mestrado, ou doutorado
- 3:21também nessa área, ou pós -doutorado. E
- 3:25agora eu continuo como professora de swinocultura e
- 3:30é um grande prazer, uma grande realização contra
- 3:32mim. Excelente, excelente. Alício,
- 3:36eu sei que você já se envolveu com algumas linhas
- 3:41de pesquisa. A gente já conversou sobre
- 3:44isso e mais uma vez te admira muito pela dinâmica
- 3:49que você tem, o comprometimento e o
- 3:50interesse que tem fora a produtividade que você tem.
- 3:55A dinâmica de trabalho que
- 3:56você tem não é a toa que você está aonde está. E
- 3:58como eu disse, vou reforçar mais uma vez a todos, não
- 4:01tenho dúvida do futuro sensacional da Alício. A
- 4:07Elanco, é uma empresa global na área de saúde
- 4:09animal, que se dedica a inovar e fornecer produtos
- 4:13e serviços para prevenir e tratar doenças em animais
- 4:16de produção e animais de companhia, agregando valor
- 4:19ao trabalho do produtores, tutores, médicos veterinários
- 4:22e da sociedade como um todo. Pessoal,
- 4:28o que nós vamos falar aqui é sobre calor, só que nós
- 4:30vamos falar sobre calor na sua inocultura e o quanto
- 4:32que isso impacta. Eu quero provocar a Alícia
- 4:40primeiro, o que tem na cabeça dela, na mente dela,
- 4:43enquanto pesquisadora e uma pesquisadora que quer gerar
- 4:47valor, que está preocupada com as cadeias, com os
- 4:50problemas da cadeia produtiva, compartilha com a
- 4:53gente o que você acha que o calor impacta, a gente
- 4:56sabe que impacta negativamente, mas o que
- 4:59divide com a gente e o que realmente o calor
- 5:04impacta na sua inocultura. Vamos
- 5:05ter um overview geral para depois tentarmos se
- 5:07aprofundar em outras áreas dentro do calor. Quando
- 5:13o suino está exposto a um estressor, e no nosso caso
- 5:18aqui é o calor, esses animais vão desencadear
- 5:22respostas adaptativas inicialmente fisiológicas,
- 5:27comportamentais, para eles tentarem manter as funções
- 5:30vitais para o organismo. Sem
- 5:33que no primeiro momento haja um comprometimento das
- 5:37atividades produtiva, reprodutiva e crescimento
- 5:41dos animais. Então os suinos, professores, a
- 5:45gente sabe que os suinos são animais homeopérmicos,
- 5:48eles mantêm a temperatura corporal relativamente
- 5:51constante dentro de um limite estreito, só que
- 5:55neste calorão, que depende do grau, do grau da
- 6:00exposição, da magnitude desse estressor, essas
- 6:03respostas adaptativas são sobrecarregadas. E
- 6:07os animais podem não conseguir manter as
- 6:10atividades de crescimento desses animais dentro de um
- 6:15limite normal. Então a gente tem um
- 6:18comprometimento no consumo dos animais e,
- 6:22independentemente desse consumo, eu aqui, quem que
- 6:26sou eu, na fila do pão para falar de saúde
- 6:28intestinal dos suinos, com o senhor, mas a gente tem
- 6:31todo um comprometimento da resposta antioxidativa desses
- 6:36animais da saúde intestinal. E
- 6:39suinos têm uma particularidade importante
- 6:42nesse calorão que nós estamos. Esses
- 6:45animais, eles têm uma baixa capacidade de perder esse
- 6:49calor. Normalmente a gente escuta, o pessoal,
- 6:54ah, os suinos, eles não tem glândulas sudoríperas,
- 6:57na verdade eles têm, só que são lá funcionais. Tem
- 7:01uma camada de queratina. Então,
- 7:04associada com aquele isolamento de gordura, de
- 7:07gordura subcutânea, essa perda desse calor, desse
- 7:11animal, ela é comprometida. Enfim,
- 7:14então nós temos aí um animal queridante de outras
- 7:17espécies, ele é mais sensível a esse calor e
- 7:21que nós estamos aí em pleno calorão. Então,
- 7:26que pode comprometer a capacidade de consumo do
- 7:28animal e todo o seu processo digestivo e
- 7:32absortivo. É, Alicia, e assim, na
- 7:36verdade, a gente tem observado e as informações,
- 7:42a mídia nos mostrais claramente, estudos nos
- 7:45mostrais claramente, que provavelmente nós teremos
- 7:48cada vez mais verões intensos com ondas de
- 7:53calor. E isso a gente já estava,
- 7:57como é que eu posso dizer, o sistema de produção cada
- 8:01vez mais é provocado a fazer suas alterações
- 8:05ambientais dentro dos galpões, das diferentes
- 8:09fases. Por muito tempo, inclusive,
- 8:15linhas de pesquisas tentando fomentar e mitigar o efeito
- 8:19calor via nutrição, principalmente. Mas
- 8:22eu acho que o grande recado que nós temos que
- 8:24passar agora é que já não temos muito mais tempo, nós
- 8:29temos que fazer adequação. E
- 8:30dentro disso, antes da gente entrar propriamente
- 8:34dito, eu quero conversar com vocês sobre linhagens
- 8:36genéticas, eu quero conversar sobre a questão
- 8:38do consumo, mas também a gente entrar fundo na
- 8:40fisiologia, entrar, por exemplo, na sociana de
- 8:43desafios sanitários. Mas qual é a tua mensagem,
- 8:47quanto técnica, não só enquanto pesquisadora, para
- 8:50os produtores, gestores de granja, aqueles tomadores de
- 8:55decisão, quanto às adaptações ambientais? O
- 9:00que você gosta de sugerir? Excelente
- 9:02comentário, professor. A mensagem que eu busco
- 9:07passar aqui hoje é a importância da gente fazer,
- 9:12uma modificação e da estrutura, na verdade,
- 9:17existem modificações que são ventiladores, que são
- 9:22exaustores, que envolvem um certo nível de sofisticação,
- 9:27só que existem esses manuais, eles falam que a
- 9:33diferença da temperatura externa para uma temperatura
- 9:37interna com esse, com alguma modificação nessas
- 9:41edificações, elas reduzem cerca de 10 a 8 graus
- 9:45Celsius. Então, eu quero falar além disso,
- 9:48que esse é o primeiro passo a gente poder atingir
- 9:52essa faixa de temperatura dos animais, só que a
- 9:56gente pode ir mais além, porque aqui em Belo
- 9:59Horizonte agora, a professora está em 33 graus
- 10:02Celsius. Se os nossos sistemas, se as
- 10:04nossas granjas têm uma ventilação, têm uma
- 10:07refrigeração, diminuindo aí 8 graus Celsius, às vezes
- 10:13é ainda estresse por calor nesses animais. Então,
- 10:18se a gente considerar um suíne em terminação, uma
- 10:22fêmea distante, nós não vamos falar nem por que em
- 10:26lactação, porque o buraco é mais embaixo. Esses
- 10:28animais, eles ainda estão no calor. E
- 10:32isso tem uma perda econômica muito grande na
- 10:35nossa suíne cultura, tanto na suíne cultura, região
- 10:38tropical, aqui, subtropical, e isso tem um impacto nos
- 10:43nossos sistemas produtivos. Então,
- 10:47a gente tem que ir mais além. As
- 10:49modificações estruturais, elas são importantes, só
- 10:52que a gente pode ir mais além. E
- 10:54aí a gente começa a conversar das linhagens
- 10:58genéticas, da nutrição e desse conjunto dessa
- 11:02ambiência para esses animais. Ou
- 11:06seja, além das adaptações ambientais, nós temos que
- 11:11olhar para as outras, abrir as caixas de ferramenta e,
- 11:15além da caixa de ferramenta, das diferentes
- 11:17caixas de ferramenta para tentar mitigar esses
- 11:20efeitos, olhar para a linhagem genética. Porque,
- 11:24da mesma forma que nós estamos vendo, cada vez
- 11:27mais ondas de calor se assentou no último verão,
- 11:31provavelmente esse e aí os próximos. Nós
- 11:36temos ao mesmo tempo a evolução da genética. E
- 11:43todos sabem que um dos grandes objetivos para o
- 11:47animal de produção é massa magra. E
- 11:50aí nos explica como é que essa relação se compromete,
- 11:55como é que esses dois fatores, a evolução do
- 11:57calor, com a evolução de linhagens de maior massa
- 11:59muscular, como é que isso não se encontra num lugar
- 12:02tão bom? Essa seleção, né, professor,
- 12:08dessa seleção genética suína, moderna, ela está,
- 12:12esteve durante, todo mundo fala, às vezes, que a
- 12:14gente tirou de gordura demais dos animais, que é
- 12:19para voltar a uma gordurinha para dar um
- 12:21sabor para a nossa carne. Mas
- 12:23a nossa seleção genética, a gente foi voltado muito
- 12:26para essa deposição de massa magra. E
- 12:28a deposição de proteína, massa magra, em geral, ela
- 12:31é um processo calorigênico. O
- 12:34animal, ele produz calor. Então,
- 12:38eu tenho, a gente participei até de um
- 12:41experimento, que nós submetemos os animais no
- 12:46calor. E nós testamos duas linhagens
- 12:48genéticas. Uma delas tinha maior proporção
- 12:52de genes pietra, portanto, eram animais que eram mais
- 12:56selecionados aí para a deposição de massa magra. O
- 13:00desempenho desses animais em relação a outra linhagem
- 13:04que a gente comparou foi muito mais comprometido. Uma
- 13:09diferença de peso final na terminação de 12 quilos por
- 13:12animal. Então, esse processo de deposição
- 13:16de proteína é um processo calorigênico. Isso
- 13:19tem uma explicação bioquímica, porque produz
- 13:22ATP em relação à deposição lipídica. Então,
- 13:27nós temos que tomar cuidado com esses animais. Será
- 13:30que nós estamos, de fato, esses animais estão, de
- 13:34fato, expressando todo esse potencial genético deles nas
- 13:39nossas condições de clima tropical? Então,
- 13:43é uma provocação que a gente pode conversar, né?
- 13:48Isso é bem interessante. Eu
- 13:50acho que nós precisamos de gerar mais resultados,
- 13:53obviamente bem direcionados, né? Porque
- 13:58numa escolha dessa, obviamente, as empresas de
- 14:01genética e a própria cadeia produtiva das diferentes
- 14:04regiões do mundo que sofrem com calor não vai optar
- 14:11por não, vamos parar de produzir suínos ou vamos
- 14:14interromper nosso programa de evolução de suínos com
- 14:18maior quantidade de massa magra até porque está
- 14:20envolvido nisso, a questão chamada conversão alimentar.
- 14:24Mas é mais um motivo para as
- 14:27pessoas olharem para a estrutura a qual os suínos
- 14:31estão sendo produzidos e adaptados. Então,
- 14:36bem, mais um ponto aí que a gente evolui na nossa
- 14:38conversa. Eu só quero voltar um pouco
- 14:41antes naquele primeiro tópico que você falou sobre
- 14:44perdas econômicas. Eu me lembro uma vez, nós
- 14:47fizemos algumas simulações, a gente fez um compilado
- 14:52da literatura para mostrar quais seriam as perdas, por
- 14:55exemplo, quando nós estamos em uma zona de confluir...
- 14:57Animal de terminação, crescimento
- 14:58de terminação, 21 graus, que estaria desejável e
- 15:03estaria dentro de uma zona de conforto térmico, não
- 15:07vou falar em 18, não vou falar em 21, e indo até
- 15:1028 graus, ou seja, nem é o que nós estamos passando
- 15:16aqui... É, nem esse calo é o que
- 15:18hoje, na horizontal, está 33. Fora
- 15:21que dentro dos galpões, às vezes a temperatura é
- 15:23maior, ainda fora a sensação certa. Mas
- 15:27vamos lá. Eu me lembro que nós fizemos
- 15:29uma simulação baseada nesses dados nas perdas que tinha,
- 15:32numa graja de 5 matrís, na época tinha uma pera de 2
- 15:36,5 milhões de reais por ano, com 15 dias de calor.
- 15:4115. 15 dias de calor. 15 dias de calor só no ano.
- 15:48Então, eu sempre gosto de
- 15:51reforçar, não só em sala de aula, em palestras, em
- 15:53discussões, que a gente precisa fazer mais cálculo,
- 15:55quanto que custa uma doença, quanto que custa...
- 15:58E lá, por exemplo, o
- 15:59americano tem muito claro isso, quanto que custa um
- 16:01estresse por calor, que é quase, ou mais de duas
- 16:04vezes mais, o que custa piers, que é mais de
- 16:07milhão de dólares para pecuar. Eu
- 16:11acho que nós temos que levantar mais essa
- 16:12informação, de quanto isso impacta por matriz, ou por
- 16:16cada mil matrizes, em média, quando você tem
- 16:19essas condições para as pessoas começarem a fazer
- 16:22os seus cálculos de retorno sobre investimento. Exato,
- 16:27exato. Nas nossas condições brasileiras,
- 16:31normalmente a gente tem os padrões europeus, assim, que
- 16:35para nós, 115 dias, nós estamos no calor, tem
- 16:38região aqui o ano inteiro, então trazer esses dados,
- 16:43em termos de valores numéricos, nas nossas
- 16:46condições aqui brasileiras. Exatamente,
- 16:50para justificar pesquisas, investimentos no sistema de
- 16:54produção e aí por diante. Então,
- 16:56vamos lá. Nós estamos na seguinte formato.
- 16:59Nossa, a evolução do calor é
- 17:01praticamente o que nos mostra reversível e o
- 17:03melhoramento genético, cada vez mais de animais
- 17:06musculares, um melhoramento para músculos. Vai
- 17:12ter o consumo nessa história. Fisiologicamente,
- 17:15nos explica porque você é bem didática, Alice. O
- 17:17que acontece com a fisiologia do consumo? O
- 17:21que acontece com o consumo voluntário numa situação
- 17:23dessa? Normalmente, assim, quando as
- 17:27consequências são visualmente observadas, o consumo ele
- 17:30vai ter, chega a próxima zero, dependendo do calor.
- 17:35Só que antes existem sinais,
- 17:37né, professor, sobre clínicos. Por
- 17:39exemplo, o sistema de defesa antioxidante dos
- 17:42animais, o desarranjo da toda, da barreira intestinal
- 17:46e aí comprometimento dos processos absortivos e
- 17:50digestivos desse animal. E isso a gente visualmente,
- 17:55em termos, olhando para o animal, mas isso já está
- 17:59acontecendo, aumento da permeabilidade celular. E
- 18:03aí a gente começa a um outro problema associado ao
- 18:07estresse por calor. Porque quando a gente está num
- 18:11aumento da temperatura ambiental, aumento da
- 18:14frequência de ondas de calor, todo esse desajuste,
- 18:19todo esse desarranjo dessa morfologia intestinal, o
- 18:23animal fica mais predisposto para a disseminação aí de,
- 18:29para, para... eles ficam mais predisposto a
- 18:32infecções, em virtude da maior disseminação de
- 18:35vetores e patógenos. Então, às vezes, estresse por
- 18:38calor está relacionado com desafio sanitário. Mas
- 18:43isso com certeza eu quero deixar isso e que explorar
- 18:47mais esse sentido. Mas em relação ao consumo,
- 18:50porque até então, eu me lembro quando eu estava ali
- 18:52na graduação, na pós -graduação, quando a gente
- 18:55pensava em calor, no heat stress, o estresse por
- 18:58calor para as suínas, o tema mais discutido era
- 19:02consumo. O animal reduz o consumo. E
- 19:06obviamente, por quê? Para diminuir o metabolismo.
- 19:10Diminuir o metabolismo. O
- 19:11calor produzido pelo metabolismo. Se
- 19:14ele consome, não é só proteína, é fibra, é o
- 19:18carboidrato, lipídio menos, menos, sabemos o valor
- 19:21extra -calor do lipídio, mas era diminuir o metabolismo
- 19:25para diminuir a produção de calor. Mais
- 19:29recentemente, vem resultados de pesquisa e ao valor da
- 19:35ciência, que nos mostra o impacto fisiológico em
- 19:39outras tecidos. Você falou do intestino, nós
- 19:43vamos falar do intestino. Mas
- 19:44imagina também no fígado, imagina em outros órgãos
- 19:48vitais. Mas talvez o intestino é onde
- 19:51a gente vai dar mais fórum, o contrato de
- 19:53gestório, melhor dizendo, que aí ele vem colaborar,
- 19:57colaborar, não, prejudicar ainda mais... Mais
- 20:01a situação. O próprio consumo. Eu
- 20:05queria só, depois eu quero ouvir a sua opinião também
- 20:08sobre isso, que quando a gente avalia desempenho dos
- 20:12animais, o mais comum, quase que todos os
- 20:14experimentos, o foco maior é desempenho, a gente tem
- 20:17outras variáveis para poder entender e explicar melhor
- 20:20os outros resultados, a gente olha muito para a
- 20:23conversão em ganho de peso e ao meu ver, o principal
- 20:26resultado zotécnico, onde nós, como pesquisadores, um
- 20:30nutricionista enquanto técnico, um sanitarista, um
- 20:33gestor tem que olhar, tem que olhar para o consumo.
- 20:35O consumo é a principal
- 20:36variável dentro da produção animal. E
- 20:40aí, muitas vezes você comentou lá no início que
- 20:43a resposta adaptativa vai ter um ponto. Mas
- 20:47antes da gente ver, ele já pode estar perdendo em
- 20:50consumo e perdendo muito dinheiro. Então
- 20:52assim, eu queria voltar um pouco nessa questão do
- 20:56consumo e tentar esgotar um pouquinho mais para saber
- 20:59sua opinião dentro disso. Depois
- 21:01nós vamos entrar nas questões dos desafios que o
- 21:04Joló vai entrar para dentro do trato de gestor e ver
- 21:06os danos que o calor provoca ali e que
- 21:08consequentemente irá impactar ainda mais o consumo. Mas
- 21:10o que você acha até então? Porque
- 21:13assim, numa situação, né, professor de estresse por
- 21:16calor, os animais ficarão mais prostrados, né? Eles
- 21:21ficarão com essa atividade, a atividade física dele vai
- 21:25ser reduzido justamente porque ele não quer
- 21:27produzir mais calor. É o que acontece com a
- 21:29gente. É o que acontece com a
- 21:31gente. Então esses animais, eles têm
- 21:36essa redução de consumo de ração e eles vão buscar
- 21:40água. E quando a gente fala de
- 21:44calor, a água no trintes, né, independentemente do
- 21:48calor não, mas particularmente nessa
- 21:50situação de calor, ela é extremamente importante para
- 21:54o animal. Então no calor a gente vê que
- 21:58os animais ficam mais prostrados, existe todo esse
- 22:02comportamento do animal que se a gente olhar numa
- 22:06baia, numa condição de calor, de aumento de
- 22:09frequência respiratória, isso já fica visível para nós
- 22:13que estamos lá na grande. Então
- 22:18enfim, a minha opinião, professor, que nós temos
- 22:22que para entender esse consumo, nós temos que
- 22:25parar e olhar esse animal, o comportamento desse
- 22:29animal. Está mais parado, aumenta da
- 22:33frequência respiratória, que é um dos ajustes dos
- 22:36animais, ele vai estar mais ofegante, a ração vai ficar
- 22:42mais tempo no coxum. Aquela ração, vai ter despedício,
- 22:46vai ter gasto daquela ração, tem um gasto ali, o
- 22:50próximo trato, vai ter aquela ração ali anterior.
- 22:53Então são coisas que eu vejo,
- 22:55professor, visualmente para a gente poder ter a
- 22:58sensibilidade nos nossos sistemas de produção.
- 23:05Excelente, excelente. Acho
- 23:06que são fatores que você vem trazendo. A
- 23:10gente fica só no ciclo de pensamento sobre um tema, e
- 23:16esqueço, por exemplo, você levantou a questão da água,
- 23:19extremamente importante, porque no calor a água
- 23:22tende a estar com uma temperatura maior. O
- 23:25animal, suindo, prefere uma água mais fresca, exceto o
- 23:29leitão na primeira semana, na maternidade, que ele
- 23:32bebe leite, uma leite, e na primeira semana de
- 23:35crédito, que ele quer uma aguinha mais morna, exceto
- 23:37isso, porque é água fresca. E
- 23:42lembrando que a água é extremamente importante para
- 23:45a saúde intestinal. Principalmente
- 23:49para o funcionamento do trato de gestói, para a
- 23:51formação da céssia, para um intestino grosso mais
- 23:54saudável, que promove fermentabilidade adequada.
- 23:58Mas antes de a gente entrar
- 23:59nesse ponto, eu também gostaria de ressaltar o que
- 24:03você nos trouxe aqui. Mais tempo a ração fica no
- 24:08comedor oxidando. E aí vai, numa lapitação,
- 24:14onde tem mais lipídio, a fêmea já está inflamada e
- 24:17oxidada. E o que mais que nós podemos
- 24:20falar? Mígotoxina. E aí por diante. Então,
- 24:27dentro disso, entre o que nós estamos falando aqui, e
- 24:31antes de a gente entrar na última parte, que nós vamos
- 24:34tratar sobre a fisiologia do trato de gestói no
- 24:36calor, no estresse por calor, eu queria ouvir de
- 24:40você um pouco sobre o desafio com essas matrizes,
- 24:44com essas mães, essas maravilhosas mães, que dão
- 24:48a vida delas para alimentar o mundo, produzindo uma
- 24:53série de leitões, o quanto que elas sofrem e quais
- 24:56são as particularidades nessa fase em relação ao
- 24:59estresse por calor. Excelente,
- 25:01professor. A lactação, consumo de ração
- 25:06de uma fêmea em lactação, sem contar o calor, já é
- 25:12um dos maiores desafios. A lactação, o nosso objetivo
- 25:17ali, é potencializar a produção de leite, para que
- 25:21tenha um maior peso de leitegada, para que a
- 25:25fêmea, na hora, essa mãe, né, na hora do desmame, a
- 25:29perda de peso da porca seja menor. Então,
- 25:33a lactação, ela já é um processo de mobilização de
- 25:38reserva corporal, isso já é inerente a fase. A
- 25:42fêmea, ela já está, né, visualizado em catabólico. A
- 25:46capacidade de consumo voluntário desse animal, sem
- 25:50contar ainda, né, nas fêmeas hiperprolíficas, ele
- 25:53é mais baixo do que a fêmea realmente, ela está
- 25:56precisando ali para produzir leite. Então,
- 25:59consumo de ração é um dos maiores desafios. O
- 26:02que explica, né, a maximização desse consumo, o
- 26:05uso de palatabilizante, o uso de açúcar. Então,
- 26:10essa fase de lactação já está acontecendo um aumento
- 26:13dessa demanda metabólica dos animais, para ter
- 26:17crescimento fetal, para ter crescimento mamário, para
- 26:20produzir leite. E aí, a gente já começa, o
- 26:23animal, ele já está em um espécie oxidativo, assim,
- 26:27sistêmico, né, o animal, ele já está nessas
- 26:30consequências aí de toda essa demanda metabólica. E
- 26:34no calor, como que fica toda essa bomba, né, que
- 26:39no calor vai ser possível maximizar o consumo de
- 26:42ração desses animais, para que ela não tenha, né,
- 26:45essa mobilização energética, esse processo catabólico.
- 26:51Então, o calor na lactação, no
- 26:53meu ponto de vista, é um buraco, assim, mais embaixo.
- 26:56Ele carece ainda de muito mais
- 26:59atenção nessa categoria. E aí, nós vamos para o ponto
- 27:06que talvez, eu acho que a gente tem que explorar
- 27:09muito ainda, não só na pesquisa, mas já temos
- 27:13resultados, acredito eu, pelo menos, para poder
- 27:17aplicar. Não estou dizendo que não estão
- 27:19aplicando no sistema de produção, mas eu acho que
- 27:22precisam de ter mais ação dos sistemas de produção.
- 27:28Que é o seguinte, as fêmeas,
- 27:30principalmente no periparto, elas estão muito oxidadas e
- 27:34muito inflamadas. Motivo pelo qual afeta a produção
- 27:41dela, produz citocínas anorexigênicas, que
- 27:44compromete ainda mais o consumo, a microbiota
- 27:49intestinal pode ter e normalmente tem situações ou
- 27:55escores, se aqui a gente pode dizer, assim, de
- 27:57desbiose. E o calor também é
- 28:01inflamatório e oxidativo. Então,
- 28:05mais uma vez, como a gente falou lá do calor, das
- 28:07ondas de calor e do melhoramento genético, aqui
- 28:10vem as ondas de calor, mas a inflamação das fêmeas. A
- 28:14inflamação das fêmeas. Como isso se encontra e tenta
- 28:17nos explicar, assim, um pouco mais a fisiologia
- 28:19nisso daí? Nessa condição, professor, eu vejo
- 28:25que vai ter todo um comprometimento, assim, de
- 28:27peso, de leitegada. Essas fêmeas, numa lactação, a
- 28:32mobilização delas, e aí a gente já está começando a
- 28:34falar de mobilização de catabolismo, músculo
- 28:37esqueléctrico, vai ser mais catabolizado. Imagina
- 28:41essa fêmea na próxima lactação. Como
- 28:44que vai ter essa saúde intestinal desse animal? E
- 28:48será que ela vai se recuperar? Nós
- 28:51estamos falando de um animal que consome aí
- 28:53brincando 30 litros de água por dia, não estando no
- 28:57calor. E com todas esses processos
- 29:02metabólicos e fisiológicos comprometidos. E
- 29:06essa ração que ela precisa de comer para justamente
- 29:08tentar, né, evitar todo esse processo inflamatório
- 29:12desse animal. Então, a perda de uma... o
- 29:15calor de uma lactação, professor, eu vejo que
- 29:18afeta tanto a leitegada, mas quanto ao animal, na
- 29:21próxima lactação, que ele vai ter. E
- 29:24aí, para mim, ele compromete todas as etapas
- 29:27futuras, né, do sistema. É, porque o que eu penso, né,
- 29:35é o seguinte, nós temos que cuidar muito dessas
- 29:37fêmeas para garantir sustentabilidade para o
- 29:43modelo atual de produção de suínos, que é produtividade,
- 29:47é muito alta. A quantidade de leitões
- 29:49nascidos por ano é muito alta, então,
- 29:52consequentemente... Está aumentando, né? Está
- 29:54aumentando. E quando a gente vai
- 29:56conversar com as casas genéticas, quando a gente
- 29:58fala assim, daquilo 20 anos, ah, vão ser 50
- 30:01leitões, e eu falo, caramba, como? É
- 30:03tudo bem. Então, dá -se um jeito, né. Mas
- 30:07quando a gente vai visitar algum sistema de produção,
- 30:09a gente ainda vê um gap muito grande, não só em
- 30:12mortalidade, ou seja, nascidos e desmamados, essa
- 30:15relação de nascidos e desmamados, vem com uma
- 30:18qualidade dos leitões. Ah, fume. Que
- 30:21serão os produtos sinais. E ainda, você falou muito
- 30:25bem, a gente fica pensando só no leitão, leitão,
- 30:27leitão, leitão, mas e a mãe nas próximas? Cada
- 30:30vez mais essas... mortalidade
- 30:32de fêmea, longevidade, comprometida... taxa
- 30:36de reposição, intervalo de desmamicílio, como é que
- 30:39vai ser? Exatamente. E aí, o seguinte, se a
- 30:43gente tem o conhecimento de que nessa fase a fêmea
- 30:46está extremamente oxidada, inflamada, porque ela está
- 30:49desgastada, o que é que a gente tem que fazer? Você
- 30:53falou de palatabilizantes, de lipídio, de açúcar, né.
- 31:00Mas, eu gostaria agora de entrar
- 31:02assim, lá para a saúde intestinal, que é assim,
- 31:07até onde a gente sabe, é que ela compromete a função
- 31:09de barreira intestinal, facilitando a translocação
- 31:13de antígenos, que compromete ainda mais o processo
- 31:15inflamatório oxidativo. Além disso, tem pox, e além
- 31:17disso, tem uma série de coisas. Nos
- 31:19explica um pouco disso daí, para quem está ouvindo
- 31:22dizer assim, é realmente algo que, se a gente não
- 31:26mudar, a fêmea, por si só, não vai fazer. Nós
- 31:28temos que fazer nossa parte. Nesses
- 31:33animais, na fêmea ingestação, a gente tem
- 31:38toda aquela questão de fibra, tem o olho, que é
- 31:41menor incremento calórico, então ele concentra a
- 31:45densidade energética, é maior, mas existe um limite
- 31:49de inclusão de olho nas dietas, só que, professor,
- 31:53se tiver calor, eu acredito que, como que nós vamos
- 31:58fazer em termos de nutrição? Ela
- 31:59precisa de comer. Como se no calor, no inocente,
- 32:04na nossa conversa, a gente conversou que reduz o
- 32:08consumo. Então, nós estamos diante de um
- 32:12animal, que espera -se que chega ordem de parte 9 no
- 32:16sistema de produção, só que ela carece de muita tensão.
- 32:21E aí a gente começa a falar,
- 32:23que esse animal vai ter, por exemplo, esse processo
- 32:27inflamatório, requer grande quantidade de aminoácido
- 32:31para desencadear uma resposta imune. Então,
- 32:35vai ter um redirecionamento desses nutrientes, dessa
- 32:38fêmea, para a manutenção de uma resposta imune. Fazer
- 32:42síntese, né, de citocinas, enfim. Ela
- 32:45vai desencadear essa resposta inunológica. Então,
- 32:49o primeiro ponto que eu vejo é cuidar desse
- 32:52microambiente, desse animal. E
- 32:57diante disso, existem, aquela com 6 ,5, uma média,
- 33:01de quilo de ração gordia. Nós
- 33:03temos palatabilizantes, nós temos açúcares, nós temos
- 33:06redução de proteína bruta, com a aminoácido,
- 33:11suplementação de aminoácidos, justamente, que estão de
- 33:14todo o incremento calórico do animal. Mas
- 33:17eu vejo que o microambiente é extremamente importante. E
- 33:20na maternidade, a gente tem, que a fêmea é um ío
- 33:25animal, são nunca uns apartes compartilhando o
- 33:30mesmo local. Exato. Eu concordo contigo. Se
- 33:35a gente não investir no microimmediente, no
- 33:38microambiente, desculpa, a gente oferecer condições
- 33:42ambientais adequadas, porque ela já está, como você
- 33:47disse lá no início, ela está tentando se adaptar a
- 33:51uma resposta adaptativa não ao calor, até então, mas a
- 33:56esse período de periparto dela, quando a gente pega,
- 34:00por exemplo, citocinas inflamatórias, prol
- 34:03inflamatórias, três, quatro semanas antes do parto, no
- 34:08parto, dez dias, e no dia dos desmales, você vê a
- 34:12curva claramente, o periparto está muito mais
- 34:15inflamado e oxidada. Então ela já está numa condição
- 34:18que ela vai ter que se adaptar ali, estressada, se
- 34:23a gente não puder fazer, pelas as fêmeas, um
- 34:27ambiente mais adequado, não adianta a gente ficar
- 34:31tentando tapar buraco, que o custo vai ser bem maior.
- 34:34Eu concordo a mesma opinião do
- 34:35senhor. Então você chega em certas
- 34:37maternidades, que você fala assim, gente, mas para que
- 34:40se está andando de estresse, e aí começa a
- 34:42medicamento, só falta dar um antidepressivo as fêmeas,
- 34:46porque eu acho também, inclusive, para a conexão
- 34:49microbiota em textinos sérios, que tem fêmea que
- 34:52está deprimida. Você vê que elas estão... Se
- 34:55tem para trás, nós entramos numa granja, e você vê,
- 34:58principalmente as marranzas de segundo parto, elas
- 35:00estavam abatidas, abatidas. Imagina
- 35:05num calor desse. Acho que a vontade era de falar
- 35:07assim, gente, eu que o senhor pudesse morrer, eu
- 35:08morria. E que responsabilidade a
- 35:12nossa, enquanto técnicos, enquanto pesquisadores, mas
- 35:17principalmente o tomador de decisão, cabe a nós
- 35:19fomentarmos, via ciência, para a cadeia produtiva.
- 35:23Mas cabe ao tomador de decisão
- 35:24também, fala assim, poxa. O planeta se comunica, nossa,
- 35:27o que eu estou precisando de informações de retorno
- 35:29sobre investimento, o que eu faço aqui? Que
- 35:31a gente calculou lá no começo da conversa. E
- 35:33esse animal, professor, a idade que ele vai atingir
- 35:38a puberdade, essa marranha, cerca de 18 dias de
- 35:43diferença, assim, em média, que eu vi, o intervalo, o
- 35:48dia não produtivo nessa grângia. Então
- 35:51assim, são atenções, né, que nós temos que ver e
- 35:54voltando lá, o animal, ele dá um indicativo para a
- 36:00gente. A ração vai estar lá no
- 36:03coxo, vai ter sobra, o animal vai estar ofegante,
- 36:07ele vai estar mais prostrado, né? Então,
- 36:10a gente tem que tomar, a gente tem que olhar, a
- 36:13gente tem que parar também e olhar para o animal, né?
- 36:16É a minha, assim, sugestão
- 36:18também. E eu concordo contigo e a
- 36:26gente tem que, vai, vem aquele ditado que a gente
- 36:28tem falado muito, né? É... Vamos cuidar das fêmeas
- 36:33para que elas possam cuidar dos leitões. Se
- 36:36ela está sendo bem cuidada, ela cuida bem dos leitões.
- 36:40Mas tem esse passo anterior,
- 36:42vamos cuidar das pessoas para elas cuidarem das
- 36:45fêmeas, para elas cuidarem dos leitões. Eu
- 36:48fico imaginando também debaixo de um galpão,
- 36:52naquele dia a dia, você com um macacão e alguma
- 36:55coisa assim, como que estão esses funcionários também
- 36:57passando calor, né? Então assim, é... Olha
- 37:02como esse tema é extremamente importante, nós
- 37:05nem nos aprofundamos muito na fisiologia aqui, porque,
- 37:09eu acho que assim, não é nosso objetivo aqui, é
- 37:13mostrar que, além do consumo, o calor provoca
- 37:17danos na mucosa intestinal, que vai comprometer a
- 37:19digestão e a absorção, vai comprometer a microbiota
- 37:22intestinal, que cada vez mais as pessoas têm que
- 37:25entender que é um patrimônio para a tua
- 37:27granja, é um patrimônio para o teu rebanho, vai
- 37:30comprometer a inflamação que por sua vez vai roubar
- 37:33nutriente que ia para o leite, que ia para o feto,
- 37:38e aí por diante, a gente está falando mais de
- 37:40fêmeas, então assim, de uma vez por todas, nós temos
- 37:43que entender e fazer esse dever de casa, né? E
- 37:48aí a gente nem entrou em incidência de diarreia
- 37:51nesses animais, mas então vamos lá, vamos continuar,
- 37:57vamos piorar, vamos piorar, vamos piorar, vai. É,
- 38:02esses animais, né, o desmame já é um ponto
- 38:06crítico, assim, né, no sistema de proteção de
- 38:09suínos, mas esse desmame e essa diarreia, que às vezes
- 38:16acontece em dois, três dias, eu acredito,
- 38:19professor, que esse período ele estenda, quando tem
- 38:22todo esse... no calor. Então
- 38:25aí a gente já começa a falar, de proteína de
- 38:27chocotêmico, enfim, de desarranja daquela, toda
- 38:30aquela estrutura, aumento da permeabilidade, celular,
- 38:35redução, né, da área de sortidos, enterósticos, lá e
- 38:39tudo. Então esse animal, ele está
- 38:40diante do calor de uma mãe que nos conta a proteção
- 38:46de leite dela, isso, o calor vai afetar a proteção
- 38:51de leite dessa fêmea, esse animal, ele está naquele
- 38:55ambiente, assim, com aquele, vai ter uma hora,
- 38:59trairarquia na hora lá da creche. Então
- 39:03esse problema de temperatura, ele acontece em
- 39:08todas as nossas categorias, dos nossos animais, da
- 39:10nossa sua inocultura. É claro, né, que animal,
- 39:12assim, esse é... na cimento, eles ao contrário,
- 39:15né, nos primeiros dias, eles têm que ter esse
- 39:18calor, mas depois de um certo ponto, esse
- 39:23desarranjo, esse comprometimento na
- 39:25morfologia, na estrutura, na microbiota, intestinal, vai
- 39:28refletir em número para nós, vai refletir em
- 39:31redução de consumo desses animais para nós. Já
- 39:37pensou estar no top 1 % da sua inocultura? Acesse
- 39:40academia suina .com .br e invista no seu conhecimento.
- 39:45O suinocasso só é possível
- 39:47através do apoio de empresas inovadoras e que
- 39:50apoiem a educação continuada na sua inocultura
- 39:52brasileira. DSM Firminis, moldando o futuro
- 39:56dos cuidados consuinos. Polinutri,
- 39:59nutrição animal. Juntos, vamos mais longe. Top
- 40:02Gen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 40:05mercado. A excelência está no nosso
- 40:07DNA. Seva, sempre com você, além da
- 40:10saúde animal. E várias disfunções, disfunções
- 40:15do trato de gestor que irão levar a outros
- 40:18desafios, ou potencializar os desafios sanitários. É
- 40:21isso. Então, por exemplo, os agentes
- 40:24estão lá. Você abre porta para os agentes.
- 40:28Então, assim, aí a consequência
- 40:29vem que a gente vê no dia a dia ainda de muitos
- 40:32sistemas de produção. Antibiótico.
- 40:35Aumenta ainda mais os antibióticos. E
- 40:37o que é que você está comprometendo? Quais
- 40:39são os efeitos colaterais dos antibióticos? Ah,
- 40:42Vinicius, Alícia, mas não tem jeito. É
- 40:45o que, na verdade, é o que consegue diminuir aqui
- 40:47os problemas. O melhor tempo de inagênis do
- 40:50problema. E é por isso que eu tenho
- 40:52que pensar também, não sei se você concorda, acho que
- 40:54assim, os profissionais envolvidos na cadeia
- 41:00produtiva precisam de entender mais os conceitos.
- 41:03O que nós estão dizendo aqui,
- 41:04especificamente, a fisiologia. Para
- 41:07aí, sim, usar e usufruir e explorar da tecnologia, seja
- 41:11o suino, seja a ração, seja a gaiola, de todas as
- 41:16tecnologias para gerar os princípios melhores
- 41:19resultados. Então, esse tripé entre conceito,
- 41:22tecnologia e resultado, ele precisa estar bem alinhado,
- 41:25se nós coisas não fercastram bem. E
- 41:28tem toda, esse ponto que o senhor me levantou, eu
- 41:31compartilho, tem toda a demanda social, professor,
- 41:36para a gente reduzir o uso de antimicrobial nos, na
- 41:39nossa suino e cultura. Então,
- 41:41a gente tem um conjunto de fatores de ambiente, de
- 41:44manejo, de banimento de antibióticos, e que são
- 41:52umas pessoas, é fazer um treinamento dos funcionários,
- 41:56é tentar, né, nós passarmos essa informação de um
- 41:59jeito, estucar e passar essa informação. Então,
- 42:04esse conhecimento, essa base fisiológica, realmente, a
- 42:08gente tem que ter. Não é só o pesquisador, né,
- 42:12Alice, não é só o aluno de pós -graduação. Eu
- 42:16acho que, assim, é os técnicos ali, eles falem,
- 42:18não precisa ser fisiologistas, mas a gente
- 42:20precisa de sensibilizá -los, a entenderem mais os
- 42:23mecanismos, pelo qual fatores, como você falou
- 42:28de, é o calor, é a cortina, é o fator básico
- 42:31de manejo, quanto que os manejos, os erros de
- 42:33manejos impactam na fisiologia, que por sua vez
- 42:35será uma porta de entrada para patógenos, para
- 42:39antígenos, para doenças, para as perdas, que irão
- 42:42comprometer a sustentabilidade do negócio,
- 42:44né, acho que uma coisa tá linkada na outra. É,
- 42:46o manejo de cortina, a gente falou tanto de água,
- 42:49uma altura de um bebedouro. Exato,
- 42:53o leitão. Então, assim, é interessante essa
- 42:57temática que a gente vai aumentando, né? Aliás,
- 43:01foi excelente a gente trazer isso, né, a questão
- 43:04do calor, oportuno para o momento, né? É...
- 43:09Eu tô praticamente finalizando aqui a parte
- 43:12tech, que eu tenho outras duas perguntas de cunhas,
- 43:14pessoal, só queria saber se você tem algum comentário
- 43:16ainda desse tempo. Eu sei que a gente poderia
- 43:18ficar aqui à tarde toda conversando, né, ou até um
- 43:22dia todo conversando, mas nós temos um tempo
- 43:26limitado, eu queria só saber se você tem alguma
- 43:28coisa para fechar essa parte tech, porque eu tenho
- 43:30mais duas perguntinhas para você. É...
- 43:34O meu fechamento é olhar, né, professor? Porque
- 43:37a gente tá conversando, olhar para o animal,
- 43:40entender a fisiologia desse animal e o básico por mais
- 43:45que seja básico, ele tem que ser feito. Né?
- 43:50Ah, isso é muito... a altura de um comedor, esse
- 43:53manejo de cortina, ah, uma lâmpada do escamoteador que
- 43:56tá tudo bem, né? Tá quebrada, enfim. Então,
- 44:00o básico ele tem que ser feito e o calor ele vai
- 44:05piorar. Eu... A gente tá diante aí de
- 44:09uma situação de calor, a gente acabou de falar de
- 44:11desafio sanitário e a gente vê que o tripé é a
- 44:14ambiência, é a nutrição, é genética, é bem estar
- 44:18animal, é... uso de medicamentos, né,
- 44:23assistindo à cultura. Então, eu convido a todos assim,
- 44:26que têm essa percepção, né, da dimensão, dessa
- 44:31problemática dos nossos sistemas produtivos. Concordo
- 44:36com ti. Concordo e compartilho. Muito
- 44:39bem. Agora eu queria fazer duas
- 44:41perguntas mais pessoais. Nós estão falando em calor e
- 44:45às vezes no calor a gente fala ah, eu queria estar
- 44:47na praia, eu particularmente não gosto muito de praia,
- 44:49eu prefiro cachoeira. Ah. Vamos falar de viagem. O
- 44:53que a Alice pensa de viagem? Você
- 44:55gosta de viagem? O professor é um lugar frio.
- 44:57Ah, o professor, eu fiquei em
- 44:59um tempo no exterior, no doutorado, na França e...
- 45:05Foi onde eu via neve pela
- 45:06primeira vez, né. Então, assim, se eu pudesse me
- 45:08teletransportar agora, eu acho que eu estaria em
- 45:10território francês. Que lá está o oposto de nós.
- 45:17Até o autôno chegar de fato
- 45:18aqui no Brasil, né. Ei, tá vindo meio de ré, né.
- 45:22Diz que essa semana é a
- 45:24última... Eu estou escutando que essa
- 45:26semana é a última quente desde, não sei quanto. Ai,
- 45:29ai. Não duvido que venha outras
- 45:32ondas de calor. Mas então, legal, você gosta de
- 45:35neve em França, tomando um vinho. Uma
- 45:38boa comida. Não fico vinho, né. Não
- 45:40é nada mal, legal. Mas de falar um outro lugar
- 45:43além da França que você gostaria, assim, de
- 45:45conhecer. Eu não tive oportunidade de
- 45:49conhecer a região, assim, ah, por conta da... da...
- 45:52do Covid na época, mas eu queria ir para aquela...
- 45:56para as praias, né. Assim,
- 45:57não gosto, mas eu queria, pelo menos, dar uma... uma
- 46:00volta lá, porque eles falam que... ah,
- 46:05que nós temos tão praias, né, tão bonitas. E...
- 46:09e vocês no Brasil, né, Copacabana, eles falam
- 46:12muito, mas as nossas praias aqui são tão bonitas
- 46:15quanto. Eu queria dar um pulinho lá,
- 46:17sabe, professor, para ver se é tão bonito quanto as
- 46:20nossas. Porque eu... eu
- 46:23tenho as praias brasileiras, eu defendo as nossas
- 46:25regiões e... mas enfim, né, cada... cada
- 46:29país tem sua beleza, tem sua particularidade e um
- 46:34friozinho lá também é importante. Importante,
- 46:37concordo com o tipo. Valiz, uma última pergunta em
- 46:41relação a prática de esporte. Você
- 46:44tem hobby aí na prática de esporte? Alguma
- 46:46coisa assim que você gosta mais? O
- 46:48professor, eu tinha que fazer. Quem
- 46:49goste com o metin pratica esporte, né. Aí
- 46:54eu te pergunto, né, por que você pratica esporte
- 46:56pra comer mais? Pra comer mais. Então,
- 46:58pra ficar com uma consciência menos pesada.
- 47:01Então, eu acho que hoje, né,
- 47:03professora, a gente tem uma vida muito corrida. A
- 47:07gente... a gente... as
- 47:08vezes a gente... tem tanta coisa, tem tanta... e
- 47:13as vezes a gente esquece da nossa saúde mental, do
- 47:16nosso... do nosso bem -estar. A
- 47:18gente tá falando de bem -estar animal, mas tem o
- 47:20nosso bem -estar pessoal. E eu acredito que essa
- 47:23prática de atividade física, essa polimitação, ela tem
- 47:27muito a nos auxiliar. Então,
- 47:30eu sou defensor assim do que a gente tem que cuidar
- 47:33da gente do nosso bem -estar. O
- 47:36hobby, prática de esporte, mas um livro, um bom
- 47:40livro. E estar com pessoas que a
- 47:42gente gosta. É... tirar um dia pra conversa
- 47:46afiado. Eu acho que é tão importante
- 47:50assim... A gente falou hoje de tanta
- 47:52saúde mental, né, nos nossos... nos
- 47:54nossos trabalhos. Nossa carga de trabalho é tão
- 47:57grande. E... também uma mensagem, né,
- 48:01pra a gente olhar assim, e um... Às
- 48:03vezes, você pergunta pra uma pessoa, qual que é o
- 48:04seu hobby? A gente não sabe que a nossa
- 48:06vida é trabalhar. Exatamente.
- 48:10Se fosse perguntar pra mim hoje, falar que Vinicius é
- 48:12fazer final de semana de hobby, né, eu vou ligar o
- 48:13fogão de lenha. Pra que tudo. Você
- 48:18deu o fogão de lenha. Mas tem que ter, eu concordo
- 48:20antigo. A gente tem gente assim,
- 48:22ainda mais nós que somos produtivos, né, pra gente...
- 48:27A gente tem que ter a
- 48:27responsabilidade de se manter produtivo, de uma
- 48:30forma saudável, equilibrada. E
- 48:32eu acho que é aí uma viagem, um esporte,
- 48:35cuidadamente, eu acho que é essencial, né, isso.
- 48:38Exatamente. Eu me importo, gente.
- 48:41Alícia, fiquei muito feliz de
- 48:43entrevistar, de prosiar, mesmo, o menino fala de
- 48:46prosiar, prosiarmos, tecnicamente, aqui, também,
- 48:49além disso, falar de viagem, de comida, de
- 48:53esporte. E queria te agradecer. Ô,
- 48:57professor, o prazer é todo meu. Sempre...
- 48:59Eu não falei de fisiolão, porque quem que sou eu na
- 49:02fila do pau diante de doutor Vinicius Cantarelli,
- 49:06né? Imagina, tem coisa que a gente não
- 49:09sabe aonde a gente pisa. Mas
- 49:14vocês estão estudando bem mais aqui, mas eu queria
- 49:18te agradecer, tá? E aberto aí as portas por
- 49:22uma próxima vez, a gente continuar essa prosa boa.
- 49:24Obrigada, professor. Bom
- 49:26velo e foi um prazer. Tá, Jô. Pessoal,
- 49:30conversamos com Alícia Fraga, conversamos sobre
- 49:32calor, né? Tão importante pra nós,
- 49:35obviamente, que sentimos muito, mas imagina,
- 49:38impulsando, que ainda tem maior dificuldade aí. Então
- 49:40nós falamos sobre os desafios gerais, os
- 49:43impactos, os economos, que têm um estresse por calor,
- 49:46precisamos de quantificar mais isso aqui nas
- 49:47situações brasileiras. Falando
- 49:49dessa questão da genética, na evolução genética,
- 49:53produzir músculo produz mais calor em uma situação dessa
- 49:55compromete ainda mais, né, Lís? A
- 49:57questão do consumo que é comprometido, mas outros
- 49:59fatores também, relacionadas com a saúde intestinal, a
- 50:03maior susceptibilidade a desafios não só intéricos,
- 50:06mas sanitários, como. Então espero que vocês curtam e
- 50:09até a próxima. Um abraço.