Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Saulo Petinatti Pavarini: Diagnósticos Microscópicos em Suínos | Ep. 237
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinicultura brasileira, o
- 0:09suinocast e. Tem que entender o que que vai
- 0:12passar por cada tipo desse exame para, na hora mesmo que tu não
- 0:16fizer esse exame, saber que aquela coleta que eu estou
- 0:18fazendo ali não vai dar certo, porque eu estou inviabilizando
- 0:21aquela amostra ou pelo nota de concertação ou pelo tamanho da
- 0:25amostra que é erro insuficiente ou porque tal doença da lesão em
- 0:29tal órgão eu não estou coletando esse órgão naquele momento.
- 0:34Então, saber dos processos do laboratório, eu acho que é uma
- 0:37coisa que falta muitas vezes para quem está lá no campo
- 0:39atuando. Signos nas redes sociais
- 0:42YouTube, Spotify para ter acesso a conteúdo técnico atual de
- 0:46qualidade, irreverente e gratuito.
- 0:51Os finnocares só é possível através do apoio de empresas
- 0:54inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:57suinicultura brasileira elanco. Alimento e companheirismo
- 1:01enriquecendo vidas ipra construindo imunidade para um
- 1:05mundo mais saudável DSM firminish, moldando o futuro dos
- 1:09cuidados com suínos. AMS shippers é especialista em
- 1:14biosseguridade na produção animal e oferece soluções para
- 1:18você produtor, obter melhores resultados através da higiene,
- 1:22acesse www.chips.com.br e conheça a linha MS Gold.
- 1:28O sucesso na produção animal começa com uma boa gestão de
- 1:32higiene. Olá, pessoal.
- 1:42Vamos para mais um episódio do suinocast.
- 1:44Meu nome é Vinícius cantarelli, sou roach dessa plataforma e
- 1:48hoje nós vamos bater um papo com o Saulo.
- 1:50Pavarini. O Saulo é da faculdade
- 1:52veterinária da UFRGS, patologista, e a gente estava
- 1:55conversando aqui um pouco antes. O Saulo teve a experiência, é a
- 2:00formação dele, a graduação aqui na ufla, né?
- 2:03Então é, fiquei bastante feliz. Depois fez o processo aí na
- 2:07UFRGS, ô Saulo primeiro, obrigado.
- 2:11E ter aceitado o convite, não tenho dúvida que vai ser uma
- 2:14prosa muito boa, que técnica e também impessoal, né?
- 2:17De experiência sua, mas eu gostaria que você nos
- 2:20apresentasse primeiro, né? Se apresentasse, né?
- 2:23Qual que é a tua jornada? Eu sei que você não trabalha só
- 2:26com suínos, tem outras, mas qual que foi a tua relação com
- 2:30suínos, né? É prazer, é meu.
- 2:34Vinícius está aqui hoje para bater um papo com vocês em e a
- 2:38gente já já se encontrou aí com com Lavras, né?
- 2:42Lugar que tem um boa parte da do meu coração assim.
- 2:46Formação a graduação em lavros foi um momento muito importante.
- 2:50Muito feliz da minha vida. EE só de lembrar e estar falando
- 2:53contigo aí já me tais boas lembranças, né?
- 2:56A minha jornada com suíno, ela, ela de maneira geral, se
- 3:02confunde muito até com a minha vida, né?
- 3:03O meu pai, o meu tio, meu avô, eram pequenos de produção, meu
- 3:07avô não mais, mas meu tio, meu pai eram.
- 3:09Pequenos produtores rurais no interior de São Paulo, na cidade
- 3:11de Taquaritinga, e eles tinham uma Granja, uma Granja com 100,
- 3:14matriz a minha vida toda. Então de infância, quando eu IA
- 3:18visitar os meus avós no sítio, eu IA pra Granja Suíça, onde
- 3:22eles estavam trabalhando, então. Sempre tive contato com o senhor
- 3:25desde novo por causa dessa grande era. 11 pequena Granja,
- 3:29ciclo completo com 100 matriz. Mas então, antes mesmo de
- 3:33ingressar na faculdade veterinária, já já entendia pelo
- 3:36menos o que eram, o que que fazia numa maternidade que o
- 3:39quanto era tempo de gestação, quanto que a gente tinha que
- 3:41tirar da creche o ferro, todos os manejos e como era a produção
- 3:46de suíno, então desde cedo já já sabia isso.
- 3:51Não que eu trabalhava com eles, né?
- 3:52Mas como eu disse, era a casa dos meus avós, então e todo
- 3:55mundo lá estava trabalhando o tempo inteiro, né?
- 3:57Então a gente sempre estava junto de alguma forma.
- 4:00EE dali então em Taquaritinga, onde a cidade dos meus pais
- 4:05vivem até hoje, saí dali com 17 anos e fui para Lavras, então
- 4:09saí do interior de São Paulo para ir no sul de Minas.
- 4:11É em torno de 500 km de distância e cheguei em Lavras em
- 4:162002 e lá fiz a minha graduação ali com um lugar muito legal que
- 4:21é lapras, né? Depois de Lavras, eu, em 2006,
- 4:25vim a Porto Alegre para fazer o meu estágio final de curso, já
- 4:28aqui no setor de patologia, na área que eu havia decidido
- 4:31seguir. Com o professor David driemayer,
- 4:35que me acolheu aqui para fazer o estágio final de curso e depois
- 4:38já fiquei fazendo mestrado e doutorado com o professor Davi
- 4:41na arte de patologia, no tanto no mestrado quanto no doutorado,
- 4:44a gente trabalhou mais com algumas doenças de bovino, né?
- 4:47Não foi com por especificamente, mas aqui é 11.
- 4:52Desde a minha chegada e desde então Porto Alegre, existe uma
- 4:55região, uma faculdade veterinária da UFRGS, é um polo
- 4:58que recebe muito material. Pelo professor Davi na época,
- 5:03né? Mas também pro eu vi Oo setor de
- 5:05suíns que tem até hoje muito forte aqui.
- 5:07Professor Davi, é Barcelos, professor bortolozo é agora com
- 5:11o professor Rafael. Tem bastante professores aqui, a
- 5:16área muito, muito movimentada, né?
- 5:18Então, sempre os suínos fizeram parte da rotina de diagnóstico
- 5:21aqui no minha pós-graduação e acabou seguindo também como uma
- 5:24das áreas de atuação aqui, hoje, como professor e pesquisadora
- 5:28aqui da casa, né? Então.
- 5:30O sino sempre esteve por ali, perto de mim, de alguma forma.
- 5:34Então eu, eu, o mosquitinho do suíno te picou antes mesmo da
- 5:37faculdade, então você quase você fez praticamente uma escola
- 5:40técnica, se diverte se divertindo, né, Saulo?
- 5:43Se sentindo subindo nos Montes de milho e.
- 5:48Tirando as porcas da maternidade subindo tudo, tudo o que
- 5:51contempla OA produção já sabia antes, brincando.
- 5:56Que legal, cara. Que legal.
- 5:57Então você já entrou Na Na, na, na, na, na ufla, já sabendo um
- 6:02pouco de suínos, o que que era suínos?
- 6:04Mas durante a graduação, durante a graduação, já te despertava o
- 6:07interesse de patologia? Mais por fim, mais por fim,
- 6:12Vinícius, eu acho que foi a minha interesse assim, eu eu
- 6:15demorei um pouco para para achar um caminho durante a minha
- 6:18formação e dizer, não é por ali que eu vou caminhar, né?
- 6:21Demorou um pouco e foi mais perto ali do quarto ano de
- 6:24formação que eu. Naquela época, a gente tinha
- 6:28muitas, é. Foi bem engraçado.
- 6:29As cidades também tinha muita greve, né?
- 6:31Então é eu lembro que eu peguei uma greve saúde uma do quarto
- 6:34ano, que acho que ficou uns 6 meses, a gente ficou em greve EE
- 6:38eu eu não queria ir embora de Lavras, eu queria ficar em
- 6:41Lavras e uma das formas que eu consegui de ficar em Lavras na
- 6:44greve foi arrumando 111 estágio, uma bolsa na patologia, né?
- 6:48Então dali acabou despertando essa paixão pela patologia e
- 6:52depois só foi dando sequência, isso amadureceu muito.
- 6:55No estágio final de curso, né? Quando a gente sai da
- 6:58universidade da universidade diretamente de aula tal, e vai
- 7:02pra vivenciar aquilo dia a dia, né?
- 7:04E a oportunidade que eu tive aqui, chegando em Porto Alegre,
- 7:06foi muito boa, porque era 11 setor já estruturado, que tinha
- 7:11uma rotina que tinha pós-graduantes, que tinha
- 7:13residentes que tinham todo 111 logística acontecendo, buscando
- 7:17o tempo inteiro um diagnóstico e isso me deixou muito feliz,
- 7:22muito contente e fortaleceu a ideia de que era por ali que eu
- 7:25queria trabalhar, né? Legal.
- 7:28Durante a graduação, foi um pouco mais custoso.
- 7:30Lavras era um ambiente muito festivo, né?
- 7:34Então. As festas, elas acabavam me
- 7:36comandando mais do que a própria graduação, até o depois de um
- 7:40tempo a gente acabou indo mais à frente.
- 7:42Mas no final deu certo e olha só o lado positivo de uma greve,
- 7:46né? É um lado positivo de uma greve.
- 7:48Não queria ir embora de Lavras de jeito nenhum.
- 7:53Legal, tá, obrigado aí por esse por essa introdução.
- 7:56Ô sal e bem, agora vamos, vamos entrar um pouquinho pro mundo da
- 8:01suinicultura e da patologia. A gente, bem, eu tenho um, sou
- 8:06professor aqui na uva, né? Mas também antes mesmo de entrar
- 8:10como professor, é. Nós criamos uma empresa chamada
- 8:14animal nutri, né? De consultoria, então a gente
- 8:17está sempre conectado com o mercado, né?
- 8:19Então minha vida é aqui dentro da academia.
- 8:22Qual é o ambiente que eu adoro, né?
- 8:25EE também ao mesmo tempo, a gente tá ali tentando atender as
- 8:29demandas do mercado, seja na área de pesquisa, uma
- 8:31consultoria, desenvolvimento de tecnologia, enfim.
- 8:34E quando o assunto é doença, né, é a sanidade que acho que para
- 8:39qualquer espécie, extremamente importante para a suinicultura
- 8:42não seria diferente. É?
- 8:46Aliás, é muito importante, né? Você pode tirar um indivíduo da
- 8:50atividade por um, por um, por uma doença, né?
- 8:53Por mais que o custo de produção maior seja nutrição, a sanidade
- 8:56é uma questão de segurança não só de saúde pública, né?
- 9:00Mas a saúde do rebanho, que pode tirar o cara de uma atividade.
- 9:04E muitas vezes o que a gente vê dos colegas de modo geral, e
- 9:08aqui não sei se caracterizaria como uma crítica, mas mais do
- 9:13que uma crítica, não é uma crítica, talvez é um.
- 9:15É um processo que a gente tem que restabelecer melhor.
- 9:18Isso é você tendo uma série de ações relacionada a.
- 9:24Sanidade, né? Ou a tentativa de tratamento de
- 9:28doenças sem antes fazer um bom senão um ótimo diagnóstico?
- 9:34Eu acho que isso é uma falha muito grande que existe dentro
- 9:37do setor. E aí você já está fazendo
- 9:39tratamento com antibiótico, terapia ou qualquer outra coisa
- 9:43um. Gastando rios de dinheiro, sem
- 9:45resolver efetivamente algo que que que tá todo dia vazando na
- 9:51mão do produtor ali do investidor, vamos dizer assim,
- 9:54né? Eu queria saber primeiro a tua
- 9:56visão disso daí. EE, se isso se confirma no
- 9:59laboratório de vocês. Iá, meu eu, eu concordo contigo.
- 10:04Às vezes é. É muito mais simples.
- 10:08Todo mundo quer uma receita mágica.
- 10:09Via de regra, né? Todo mundo quer que dê um
- 10:11remédio, que esse remédio já esteja líquido.
- 10:14Não precisa que ninguém faça, tipo, procure nada aqui.
- 10:18O problema é esse, e você dá isso.
- 10:19O problema é que ele você dá aquilo e nem sempre é assim, né?
- 10:22Os problemas eles vão variando e as soluções são diversas.
- 10:25EE com certeza o start de todo de um de um bom manejo sanitário
- 10:30dele não rebanha você entender que doença que você tem.
- 10:33E isso só começa num diagnóstico, né?
- 10:35E o diagnóstico? Ele, no meu caso, vou puxar
- 10:38cedinho pro meu lado. A gente sempre começa com com
- 10:40análise patológica, né? Então.
- 10:43E isso é. É uma constante que às vezes a
- 10:45gente recebe no laboratório. Às vezes a gente recebe material
- 10:48para fazer um diagnóstico, por exemplo, de uma mortandade
- 10:51específica numa fase determinada.
- 10:54EE já vem ali a solicitação de IN exames que não
- 10:58necessariamente são necessários, sabe?
- 11:00Tipo árvores precisa fazer além do isto patológico, é o que a
- 11:03gente faz normalmente aqui, mas você precisa.
- 11:05Ele já quer que você faça um PCR para determinados agentes ou
- 11:09outras técnicas e daqui a pouco não.
- 11:13Nada daquilo é necessário. O necessário você estabelecer o
- 11:15diagnóstico, usar as ferramentas corretas para que ele, para
- 11:19chegar ao diagnóstico e a partir daí, tu traçar o teu plano de
- 11:23atuação dentro da Granja, o que eu acho é que as pessoas pulam
- 11:29etapas. Eu acho que a grande questão é
- 11:30essa, né? Eu acho que a gente tem que
- 11:32começar. Eu brinco muito com os meus
- 11:34alunos, a gente tem que começar com o básico, então vamos lá,
- 11:37vamos olhar, vamos entender, vamos fazer a necropsia, vamos
- 11:40olhar a lesão, vamos entender dentro da sua inocultura que
- 11:44cada fase você tem as doenças que você deve buscar com mais
- 11:47frequência, porque elas são as mais frequentes.
- 11:50EEA partir. Daí a gente chega a um
- 11:52diagnóstico assertivo, que é o que mais importa, assertivo e um
- 11:55diagnóstico rápido. E são as principais premissas
- 11:58que a gente tem aqui no laboratório, né?
- 11:59Que a gente tem a certeza do que está falando e que esse
- 12:03diagnóstico chega em tempo hábil que o resto rebanhem se
- 12:06beneficie desse diagnóstico. Daí não adianta, a gente dá um
- 12:09diagnóstico daqui a pouco, 12 meses depois, e o problema já
- 12:12foi. Então, a solução tem que ser
- 12:15dada tempo hábil e assertivamente e para isso a
- 12:19gente tem que entender quais ferramentas têm, como mostrar
- 12:22isso dentro do campo, as. Aqui nem sempre a gente vai ao
- 12:27campo. A gente recebe muito material de
- 12:28fora, né? Então, como encaminhar isso ao
- 12:30laboratório? Às vezes é mais importante até
- 12:33do que a própria coleta, então são algumas alguns pontos
- 12:37críticos que a gente tem aqui, sabe?
- 12:39Eu acho que isso são algumas coisas que que faltam, assim, o
- 12:43que IA mostrar o que coletar, o que pensar, que exame pedir.
- 12:47Eu acho que esses são os grandes gargalos hoje que a gente vê
- 12:50recebendo material aqui EE, trabalhando com diagnóstico do
- 12:53ensino cultura. EEE quando compara com outro
- 12:57espécies, fica mais escancarado ainda que o ensino cultura é
- 13:00dentre quando a gente compara, por exemplo, a gente recebe, por
- 13:03exemplo, Gui bovino, o pessoal do Cine cultura está bem mais
- 13:06treinado com essa questão de colégio, de material do que o
- 13:08pessoal de bovino. Até pela própria estruturação
- 13:11hoje do sistema de produção do suíno, comparado com a du
- 13:14bovina. Não estou falando que um é
- 13:15melhor que o outro. Estou falando que eles estão
- 13:16mais preparados, mas obviamente isso pode se melhorar cada vez
- 13:19mais. E agricultura?
- 13:24Se a gente for comparar e pensando nessa preparação que
- 13:28você está falando, aham, ela está mais ou menos pareada com a
- 13:32suinicultura porque. A cultura, tu disse.
- 13:35É? É, infelizmente, com aves, é a
- 13:38única. A espécie que eu não trabalho
- 13:40aqui, então eu não conseguiria ali de precisar assim Eu
- 13:43Acredito, olhando assim, alguns colegas que trabalham é muito
- 13:47parecido. Já o nível de tecnicação de
- 13:49mandar material com dos suínos e me parece que é um pouco mais
- 13:53ainda. Tá um pouco mais teclificado, um
- 13:56pouco mais padronizado essas coletas, mas como lhe disse, não
- 13:59tem nenhuma experiência com aves, só aves ornamentais,
- 14:04alguma coisa assim. A gente recebe aqui no
- 14:05laboratório, mas essa parte de avicultura a gente não trabalha.
- 14:09De produção, mas a experiência que eu estudo deles é que muito
- 14:13técnico também, até porque o ciclo é muito curto, né?
- 14:16Não dá tempo de ter espaço de erro dentro de uma criação de
- 14:19aves hoje em dia, né? Ele é um erro ali é se foi tudo,
- 14:24é fatal. Ali não é dias, né?
- 14:26Ali são horas. Sim, sim.
- 14:28Há 1 dia de produção, pode acometer não horas de de, de,
- 14:32de, de algum problema. Pode acometer a produção?
- 14:34A decisão tem que ser muito rápida e tem que ser muito
- 14:36certa. Enquanto é menor nesse tempo, me
- 14:38parece que AA pressão é maior, né?
- 14:41E isso talvez acaba acontecendo, por exemplo, em aves.
- 14:44É um pouco mais vinho, já está bem, mas aí bovinos como o ciclo
- 14:47é um pouco mais longo, o pessoal acaba.
- 14:48Ah, não vamos ver tal e acaba de alguma forma.
- 14:52Deixando isso passar um pouco mais.
- 14:57É, é, é uma, é, é, é uma profissionalização da cadeia,
- 15:01né? Isso é reflexo de
- 15:03profissionalização da cadeia. Mas ô sal, é dentro disso aí
- 15:08ainda, né? A gente fala muito hoje em em
- 15:12produção de precisão, dentro da minha área, que é mais nutrição,
- 15:16nutrição de precisão é não sei se a se já usam o termo sanidade
- 15:21de precisão, né? Ou enfim, mas se a gente for
- 15:23pensar em sanidade de precisão, acho que começa pelo um bom
- 15:27diagnóstico, né? Porque para você ser preciso no
- 15:32teu tratamento ou no processo de trazer saúde para um rebanho,
- 15:37você precisa saber exatamente o que que é.
- 15:40Como por exemplo. É, muitas vezes a gente vê e.
- 15:47É relatos de colegas, né? Dizendo assim, ó, não, isso aqui
- 15:50foi problema respiratório. Mas será que a causa foi um
- 15:54problema? Respirar uma doença
- 15:55respiratória, né? Um agente respiratório não foi
- 15:58um estresse por calor, como essa onda de calor que nós estamos
- 16:01passando aí que vem depois de uma semana e tal.
- 16:04Os reflexos disso não é isso. Mais somado à microtoxina,
- 16:07enfim, então isso daí é algo que que a gente precisa de ter em
- 16:13mente para evoluir, principalmente nesse conceito de
- 16:16produção de precisão, e aí AA minha, a minha provocação nesse
- 16:20sentido, ó a minha pergunta, salé, onde é que nós pagamos
- 16:23melhorar? Será que a?
- 16:24Na formação, na formação do profissional.
- 16:26Será que é no mindset da da de quem está envolvido no?
- 16:3011 ELO produtivo que, que. Qual que é a tua opinião sobre
- 16:34isso? Porque só só pra, só pra
- 16:35implementar. Por exemplo, quando a gente vai
- 16:37num médico, nós vamos no médico, né?
- 16:39Na medicina humana, você você vê um padrão de que assim eles não
- 16:44costumam fazer um bom diagnóstico, né?
- 16:47É assim, cara, você tem isso e se se se toma isso e pronto, vai
- 16:50na tentativa. E Jesus, claro que tem um
- 16:52feeling, né do profissional, mas nós não podemos brincar com a
- 16:56produção. Né?
- 16:57O que você falou? Uma questão às vezes de você tem
- 16:59que ser assertivo e rápido, né? Que que você acha?
- 17:04Qual que é a tua opinião? Onde que a gente precisa de
- 17:06melhorar? Eu.
- 17:08Eu. Acho que tudo colabora.
- 17:11Eu acho que numa coisa isolada, a gente não vai conseguir
- 17:13melhorar esse sistema e chegar numa sanidade de precisão
- 17:16rapidamente, né? Eu acho que passa por
- 17:19treinamento, seja ele dentro da academia, seja esse treinamento
- 17:22dentro de empresa, treinamento. Eu quero dizer, como a gente
- 17:26disse anteriormente. Como coletar amostra, como
- 17:29arremeter amostra, que tipo de exame de ir para cada exame,
- 17:32como a condicionar para cada tipo de agente que faz e que eu
- 17:36tenho que mostrar e por aí vai. Tanto na academia, mas
- 17:42principalmente depois aplicado dentro da indústria, porque na
- 17:44academia você tem muita informação na graduação que isso
- 17:48passa, sabe? Você o curso de medicina
- 17:50veterinária, ele é muito amplo, né?
- 17:52O aluno vai ter durante o semestre a cadeira de suínos, a
- 17:55cadeira de cachorro. Depois ele vai pra circo.
- 17:57Dia depois ele vai pra parte um pouquinho de outros temas EE
- 18:01infelizmente se ele não vai conseguir saber tudo e então eu
- 18:06acho que o lugar onde ele está inserido, o sanitarista, o cara
- 18:09que está no campo acompanhando o produtor, ele tem que ter
- 18:11treinamento. Ele tem treinamento contínuo.
- 18:14Pra pra que a amostra que chega ao laboratório, ela seja uma
- 18:18amostra que o patologista que o microbiologista, o cara que vai
- 18:22fazer, o isolamento PCR que vai fazer isso com patologia,
- 18:25consiga chegar ao diagnóstico. A gente brinca muito, tem vários
- 18:29autores que falam em palestras que tendo laboratório, se tu
- 18:33recebe uma amostra ruim, o teu diagnóstico vai ser ruim.
- 18:38Você não tem como entrar lixo dentro do laboratório e não sair
- 18:41lixo. É, não tem?
- 18:44Então, se se chega para o laboratório tatuando, seja ele
- 18:47microbiológico, patológico, et cetera, você se amostra é boa.
- 18:51A boa é o acondicionamento. A amostragem como Ela Foi feita,
- 18:54a coleta ideal, o tempo de envio ao laboratório, tudo isso a
- 18:57maior chance de você ter uma resposta de novo, rápido e
- 19:00assertiva. Ele é muito maior.
- 19:02Se esse material for ruim e às vezes o material ruim, ele
- 19:05chega. EE até ele chegar, já foi o
- 19:10tempo e até tu dizes essa resposta.
- 19:12Período olha, não deu porque o material ruim até ele voltar,
- 19:15passou 2 semanas, passou uma semana EE se foi o problema e já
- 19:20tem um novo problema acontecendo, então eu acho que
- 19:23passa pelo treinamento. Acho que passa por esse
- 19:25treinamento sequencial EE contínuo dentro e a gente sabe
- 19:29que as ferramentas de diagnóstico, elas e cada dia são
- 19:33menos. Cada vez a gente tem novas
- 19:35técnicas, então eles precisam ser treinados.
- 19:38O pessoal que está fazendo essa coleta no campo para que essa
- 19:40amostra chegue bem para o laboratório.
- 19:42Quanto melhor essa nossa chegar, melhor vai ser o resultado e
- 19:45melhor, vai ser o quê? OA resposta dentro do rebanho do
- 19:49problema. Então eu acho que passa muito
- 19:52por isso. Assim o treinamento pra mim, eu
- 19:53acho que seria muito chave No No processo, mas não só na
- 19:57academia, mas também dentro das empresas que estão diretamente
- 20:01ligadas, né? A gente sabe que ninguém não vai
- 20:04ser todo mundo patologista, não vai ser tudo muito
- 20:06microbiologista, nem todo mundo vai trabalhar com biologia
- 20:09molecular. Mas a gente tem que entender
- 20:11esses processos e tem que entender o que que vai passar
- 20:15por cada tipo desse exame para, na hora mesmo que tu não fizesse
- 20:18exame, saber que aquela coleta que eu estou fazendo ali não vai
- 20:21dar certo, porque eu estou inviabilizando aquela amostra,
- 20:24ou pelo nota de conservação ou pelo tamanho da amostra que é
- 20:28erro insuficiente ou porque tal doença da lesão em tal órgão eu
- 20:32não estou coletando esse órgão naquele momento.
- 20:36Então, saber dos processos do laboratório, eu acho que é uma
- 20:39coisa que falta muitas vezes para quem está lá no campo
- 20:42atuando. Então, se tiver oportunidade
- 20:45dentro desses treinamentos, passarem e entenderem um pouco
- 20:47mais o funcionamento de um laboratório de diagnóstico, eu
- 20:50acho que vai na hora que ele tiver fazendo lá a coleta dele
- 20:53no campo, ele vai entender o porquê que ele tem que coletar
- 20:56desse jeito, por que que ele tem que enviar desse jeito?
- 20:58Porque não pode ser congelado? Por que tem que ser resfriado?
- 21:01Por que que tem que ser no formal e por aí vai?
- 21:04Então, entender as técnicas e desse e se esse treinamento eu
- 21:08acho que é o ponto crucial que eu vejo para a gente poder
- 21:10evoluir na questão dos diagnósticos.
- 21:14Dentro da suinicultura a minha opinião só, né?
- 21:16Eu vou olhando e trabalhando nesse tempo.
- 21:19Eu concordo contigo, eu acho que é o treinamento contínuo,
- 21:23contínuo, contínuo, mais detalhado possível, e ele tem
- 21:27que se por ele ser contínuo, né? Só ele tem que ser incremental.
- 21:30Qual que que é o incremental? Cada vez mais você incrementando
- 21:34algo? Para diminuir o risco nesse
- 21:37processo, amostrar extremamente crítico ao condicionamento
- 21:41logística, recebimento, processamento, análise,
- 21:44interpretação correta. Então, são vários passos, né,
- 21:48cara? Então o cara que está fazendo a
- 21:51coleta, né? A amostragem ele tem que saber
- 21:54dos passos posteriores, né? Vice-versa, né?
- 21:59Mas normalmente, quem está ali não, às vezes não acondiciona
- 22:02bem ou não faz a boa amostragem, porque não sabe o espaço
- 22:05anteriores, né? Os posteriores, né?
- 22:07O que vai acontecer se ele não fizer uma boa amostragem?
- 22:11Mas dentro disso só me vem 1111. 111 ponto aqui, que eu acho que
- 22:18todos, de certa forma, vão direto ou indiretamente, ser
- 22:24acometidos positiva ou negativamente com a tal da
- 22:27inteligência artificial. Como é que estão enxergando isso
- 22:31dentro do mundo da patologia, está muito distante ainda ou já
- 22:35é? Tem pitadas de de algumas,
- 22:38algumas tecnologia, algumas ferramentas, que que que vai nos
- 22:42ajudar nisso daí. Essa é a primeira pergunta e
- 22:44ainda dentro disso, né? O que que o patologista, como é
- 22:49que o patologista enxerga isso, positivo ou negativamente?
- 22:53É, já está aí? Não, não, não.
- 22:56É que está chegando, né? Ele já está, já está atuando ali
- 23:00e a gente já tem experiências assim desde.
- 23:04Não necessariamente patologia, mas desde que você arrumar um
- 23:07olhar, um texto, daqui a pouco, alguma coisa do tipo ou parte de
- 23:12diagnóstico, eu já vi algumas palestras de.
- 23:17Do pessoal de diagnóstico que não necessariamente de suíno, o
- 23:20pessoal que tem laboratório de diagnóstico no centro do país, o
- 23:23maior do Brasil, que trabalha com cães e gatos, onde ele tem
- 23:27um nível de amostragem de milhares de animais por mês, né?
- 23:31E ele tem alimentado 11 através de inteligência artificial.
- 23:34Um sistema para quê? Porque ele ter a palestra e te
- 23:38mostra exatamente o quê que a gente vai fazer.
- 23:41Diagnóstico sem ver a lâmina. Vai haver diagnósticos
- 23:46patológicos sem a lâmina, como é que é isso?
- 23:49Ele está alimentando o seu software?
- 23:50Ele está alimentando sua inteligência artificial com os
- 23:53dados que ele tem EEO diagnóstico nada mais é do que
- 23:57uma repetição de dados. Você tem que saber aquilo e
- 24:00entender. Eu estou olhando uma célula, eu
- 24:02estou entendendo um padrão de lesão, só que esses padrões eles
- 24:06se repetem. Bom, então se eu alimentar meu
- 24:09sistema lá com 10000 casos de, no caso dele ir lá acena, eram
- 24:14tumores de um determinado tumor putâne de cachorro o masturbo,
- 24:18então a gente sabe que o mastostoma dá em tal faixa
- 24:20etária, mastostoma da ental raça em tal região, ele tem mais do
- 24:25corpo e a hora que ele alimenta isso e chega à mostra para o
- 24:27laboratório, ó, o tumor contém num cachorro na região do.
- 24:31Do prepúcio de um boxer de 10 anos, o sistema vai te dar lá
- 24:3595% de chance de ser o máximo sem olhar a lâmpada.
- 24:40Através da alimentação tu tem teus dados, isso é ruim, vai
- 24:43tirar o emprego do patologista? Eu Acredito que não.
- 24:46Eu Acredito que não. Mas o que que ele pode ter?
- 24:48Ele tem lá um Monte de gente, Vênus, jovens, bom, tem 95% já
- 24:53tá lá que é masto. Aí o cara vai lá e diz que em
- 24:55vez de mastosomaquilo é um plasmocma que é um outro tumor e
- 24:58tem um outro prognóstico bom, o computador vai te dizer um
- 25:02vermelho, eu digo OPA, saiu do padrão, daqui a pouco ele vai
- 25:06pegar aquilo ali e veio a olhar reavaliar.
- 25:09Então a inteligência artificial vai ajudar ele AO quê?
- 25:11A pelo menos fazer uma primeira peneira em todos os diagnósticos
- 25:14dele pra ver onde pode ter erro ou não.
- 25:16O que está fugindo da curva? O que precisa ser reolhado isso
- 25:18é um exemplo de uma aplicabilidade que já tem.
- 25:21O pessoal já tá começando a fazer então, né?
- 25:25Ela tá aí, a gente tem que saber utilizar, não adianta a gente
- 25:27querer terimar, brigar e não ela vai.
- 25:29Ela vai ter que ser utilizada antes.
- 25:32E, obviamente, vai ter que ser regrada.
- 25:34Como utilizar também, né? Não só nessa parte de
- 25:37diagnóstico, mas principalmente a gente vê bastante discussões
- 25:40no meio científico, né? Parte distrita de plágio de
- 25:44utilização nela para produção de arte científicos.
- 25:49Textos, e. Mas eu acho que a gente tem que
- 25:52utilizar ela a nosso favor. É a tecnologia, é sensacional,
- 25:55né? Ela pode ser tanto pro bem
- 25:56quanto pro mal. Agora a gente que vai decidir de
- 25:58como vai utilizála, né? Mas esse é.
- 26:01É. É o que eu já vi.
- 26:02Por exemplo, eu não tenho esse esse software ainda dele.
- 26:05Ele que está montando, né? Uma forma de dizer já tem gente
- 26:09já vê palestra sobre isso dentro da patologia, né?
- 26:12Fazer diagnóstico a inteligência artificial.
- 26:15É porque aí ele, ele, ele, ele vem a somar com aquele binômio
- 26:20que você falou, né? Tempo e assertividade, sim, ele
- 26:25diz, quando nós estamos tratando.
- 26:28Tomada de decisão humana, ainda mais com biologia, ela tem 1° de
- 26:32subjetividade. Óbvio que ela tem, né?
- 26:35E muitas vezes você tem esse impulso.
- 26:37Eu não estou sabendo se é isso ou isso, e aí é óbvio que vem a
- 26:40inteligência artificial que consegue acumular muitos dados e
- 26:44facilitar. É acho que tomar cuidado
- 26:47realmente. Mas veja só, eu sempre fiquei
- 26:49pensando, sabe pessoal, o cara tá lá fazendo uma necropsia.
- 26:55Numa Granja? Vista pegando ele, então.
- 27:01E aí você imagina só, já tem alguma coisa hoje eu sei que
- 27:05tem, mas ele já. De antemão, com algumas
- 27:10ferramentas, tipo o celular dele, um aplicativo que ele
- 27:13manda foto lá e já OPA. Deixa de enviar o material para
- 27:19o laboratório. Não é isso, né?
- 27:21Não é substituir, mas é talvez já sinalizar e eles devem ele
- 27:25falar assim, Saulo, olha aqui, ó, o aplicativo me deu isso, que
- 27:30que estou enviando amostra, vai chegar no teu laboratório
- 27:32amanhã. É?
- 27:34Isso. Mas o que que você acha?
- 27:36Já já para facilitar aí para você e tal, e realmente tem
- 27:39outros animais que estão com essa com essa mesma situação e
- 27:42tal. Facilita, né?
- 27:44É um facilitador, né? No processo.
- 27:47Sim, não, não, não. Só facilita como a gente volta a
- 27:51questão, ele vai aumentar o teu nível de assertividade, de de,
- 27:54de, de dar certo? Aquela coleta é um exemplo.
- 27:58Ele tá lá no fazendo a necropsia que nem tu falou o bicho pegando
- 28:01o animal tem uma heterocolite fibrinosa tal ele pá beleza, eu
- 28:06acho que salmonela porque é o padrão de Salmonella, ele tira
- 28:09uma foto ou ele não sabe o que é isso, por exemplo, ele tira uma
- 28:11foto e manda ou usa um aplicativo que vai dizer que
- 28:14aquele padrão de saboneela OPA é salmonela, aí Pra Ele é
- 28:18interessante, vamos querer pensar assim o isolamento pra
- 28:21depois talvez um antibiógrama pra saber como que ele vai
- 28:23tratar pra ver o que que tem resistência ou não, o que tá
- 28:26acontecendo aí? A gente sabe que, por exemplo,
- 28:28Salmonella, às vezes ela pode ser lesões septicêmicas.
- 28:31Então, além do intestino que pode ter um contaminante que
- 28:34pode mandar junto um pedaço de fígado, um conteúdo de vesícula
- 28:37biliar, que são produtos que têm menos contaminação bacteriana
- 28:40secundária ali, oportunista, e tu vai ter um melhor exame
- 28:44microbiológico em isolamento. Então ele vai te guiar na tua
- 28:48coleta, vai te dizer, olha frente a esses achados, a
- 28:52possibilidade diagnóstico é essa.
- 28:54Agora, para essa possibilidade, diagnóstico e a inteligência, ou
- 28:57vou APP que se desenvolva, ele vai te dizer o que que é melhor
- 29:01coletar para ensinar aquilo, né? Qual que é o melhor órgão que eu
- 29:05teve em vida? Qual que é o melhor parte da
- 29:08lesão para a qual o laboratório te enviar?
- 29:10Para que exame que eu tenho que enviar?
- 29:12Como que eu tenho que enviar? Então ela vai ajudar.
- 29:17Agora, simplesmente olhar e falar é isso?
- 29:20Acredito que boa parte das vezes pode dar certo até o momento que
- 29:24não vai dar. Aí a gente vai retroceder em
- 29:27muitas casas. É, é esse que é o risco, né?
- 29:31De assim, esse é o risco. Entre falar assim, não.
- 29:33A ferramenta faz isso começa uma série de promessas e obviamente
- 29:37que as empresas vai sair por parte das empresas.
- 29:40O desenvolvimento dessas tecnologias, na maioria das
- 29:42vezes, né? Claro, em parceria com a
- 29:43universidade, muitas vezes, mas ela é que vai dominar, ela é que
- 29:47vai colocar no mercado. Uhum.
- 29:50E aí às vezes ultrapassa aquilo que é o correto, né?
- 29:57Que assim é da mesma forma. Quando a gente pensa na e a da
- 30:01medicina humana esses dias eu estava ouvindo um podcast.
- 30:04Que não é da nossa área os caras falando justamente isso daí a na
- 30:08medicina humana que não vai substituir médicos.
- 30:12Né? Aliás, assim.
- 30:15Não vai substituir o médico, mas.
- 30:17Mas os bons médicos, os que estão comprometidos com esse
- 30:21método de de, por exemplo, de diagnóstico, fazer um bom
- 30:24diagnóstico, eles vão ser os grandes favorecidos, né?
- 30:28O que vai sobrar para o bom, ó, realmente confio nisso daqui.
- 30:31Nós vamos analisando, o cara é bom.
- 30:33Confirmo porquê, por conta disso, explica.
- 30:35Porque é que acontece isso por conta disso, disse e disse.
- 30:39O sal é quem tem a rotina aí de vocês.
- 30:43Vocês recebem amostras não só da região sul, imagino eu.
- 30:48Eu vou. Vou pinçar um problema aqui, tá?
- 30:52Porque deve ter diversos problemas e inclusive, na
- 30:55maioria das vezes complexas, às vezes estão a chegar aí é
- 30:58complexo. A gente vê muitos casos.
- 31:01Eu estava até falando ali de um problema respiratório que a
- 31:04causa pode ser uma microtoxina. Eu queria te perguntar, eu IA
- 31:08queria seguir um pouco nessa linha.
- 31:12Quanto que vocês têm recebido de tecido de órgãos, né, de tecido
- 31:16de modo geral? Que o diagnóstico é microtoxina
- 31:20primeira pergunta, e a segunda é, é realmente difícil fazer o
- 31:24diagnóstico de microtoxina. Porque normalmente ela é
- 31:29multifatorial, ela está somada a outras coisas, então assim, é é,
- 31:34qual que é a tua? Qual que é a tua experiência
- 31:37nesse sentido? Qual o microtoxina diretamente
- 31:42EE causando lesões estopatológicas, que é onde eu
- 31:45estou analisando, aqui é, é muito baixo o que a gente recebe
- 31:49com certeza é muito, muito pouco.
- 31:52Não é um diagnóstico frequente para a gente aqui.
- 31:56Muito embora eu acho que aí depende muito da quantidade.
- 32:00Cene do tipo de mitoxilho, né? Porque a gente sabe determinadas
- 32:04mitoxinas, cada uma tem uma predileção por ter lesões em
- 32:07determinados tecidos, desde trato genital ou fígado, ou rim,
- 32:13et cetera, ou próprio pulmão ou feminisim, et cetera.
- 32:17Mas não é um diagnóstico comum da gente fazer aqui porquê.
- 32:21Porque dentro da histologia, embora a maioria delas possam
- 32:26causar lesões estopatológicas. Ela teria que ser um problema
- 32:30muito grande, teria que ter muito eu.
- 32:33Eu Acredito na minha forma de pensar.
- 32:35A mitoxina hoje do olhando dentro do laboratório.
- 32:38Eu acho que ela, ela, ela vai estar em associação e causando
- 32:42outros problemas, abrindo portas para as outras coisas, muito
- 32:44mais do que uma doença específica.
- 32:46Ah, quando que eu recebo de hepatopatia necrótica ou com
- 32:50bastante degeneração gordurosa que me faz pensar uma afrotox
- 32:53muito pouco, quando que eu recebo uma necrose tubular, que
- 32:56eu acho que é uma afrotoxina, num pouco, muito pouco, então?
- 33:01Mas a grande questão é que tu falou como diagnosticar isso?
- 33:05Não é porque ela não causa só isso, ela pode estar abrindo
- 33:08portas para outros problemas e a gente não consegue.
- 33:11Mas as ferramentas de análise de necrópios de patologia chegar.
- 33:15E aí vai ter que ver essas questões bromatológicas as
- 33:18questões de buscar essa microtoxina por da PLC ou que
- 33:21seja as técnicas que sejam desenvolvidas para isso, né?
- 33:24Mas aí, essa aí é teu lugar de fala melhor do que o meu, né?
- 33:29É a minha. Eu levantei esse assunto porque
- 33:33até nas últimas 2 semanas a gente tem conversado aí com o
- 33:36pessoal de campo e tal. Eu já tive mesmo aqui
- 33:38entrevistas com especialistas e microtoxina não é minha.
- 33:42Especialidade, né? Não tem expertise em
- 33:45microxicínio, mas naturalmente, quem vai trabalhar com nutrição
- 33:48e saúde, você tem que saber algo, né?
- 33:50EE muitas vezes a gente fecha os olhos para esse problema, porque
- 33:54ele é de difícil diagnóstico, né?
- 33:56Principalmente subir. Químico, né?
- 33:58Não tem como. E aí, às vezes, quando estoura,
- 34:01já estoura com a gente, porque é um sistema dinâmico, que está
- 34:04cheio de agentes. É o que você falou, né?
- 34:05Você não vê aquela lesão específica, né?
- 34:09Você vê um outro tipo de lesão mais importante, que passou a
- 34:12ser consequência da química, né? E estava fazendo um cálculo
- 34:17esses dias. Se a gente for pegar 20 PPBV, 20
- 34:22PPB de. De de afrotoxina, por exemplo, é
- 34:3120 grãos em um bilhão de grãos. São 7 carretas de milho.
- 34:35Aham, se faz uma amostragem disso nesse sentido.
- 34:40É começa por aí. As pessoas normalmente não se
- 34:42não associam, né? Não vá, tem baixa microtoxina
- 34:46não. Então pode ser microtoxina não,
- 34:47nós fizemos, é uma avaliação de microtoxina aqui do milho e da
- 34:49soja e está tudo OKE, não está? Uhum.
- 34:53Da mesma forma, a gente pode extrapolar pra gente não.
- 34:56Mas só modela aqui não tem. Eu já ouvi falar não, mas ela,
- 34:59ó, samonera não tem, é complicado, né?
- 35:01Não era lá, o sonho é que não tem, né se confunde, enfim.
- 35:05Então eu quis te perguntar nesse sentido, pra.
- 35:09Pra saber o pra mim, o melhor forma EE que seria também que a
- 35:13gente pode extrapolar é a, é a é.
- 35:15A constância, é protocolo, é é estar sempre, Ah, não tem, mas
- 35:19porque é que não tem? Como é que tu sabes porque tu
- 35:20sempre controla, tu sempre doses sempre faz tu amostrar e tu
- 35:23sempre procura. É.
- 35:25É a única forma, não tem outro jeito, porque isso aí 1 hora tu
- 35:28pega e tu vai entender o porquê que tá acontecendo e vai tentar
- 35:31resolver agora. Fazer os diagnósticos pontuais é
- 35:35que quando aí se torna muito grande, aí o problema já tá
- 35:37muito, já passou da hora, né? Uhum.
- 35:40Aí fica, fica complicado. Obviamente que tudo isso é
- 35:45custo. Tudo isso é tem que estar na
- 35:47ponta do lápis, mas até o momento que tu tem um problema
- 35:50maior, né, aí aí fica muito mais difícil controlar e chegar a
- 35:55esse ponto. O ótimo, ótimo o Saulo, o Saulo.
- 36:00EEE no mais uma pergunta aí da rotina de vocês, que que é o que
- 36:04mais chega? Quais são os problemas que mais
- 36:06chegam aí pra vocês relacionada aqui?
- 36:12Não um suíno com certeza, Oo problema maior que em maior
- 36:16quantidade. A gente tem é são problemas
- 36:17respiratórios, né? São problemas respiratórios e aí
- 36:21a gente trata de combo, né? Sempre desde os agentes
- 36:25primários, hoje com bastante problema de influenza como
- 36:28primário, mas micoplasma ainda tá aí?
- 36:30Pastorella e outros agentes secundários acontecendo.
- 36:33Eu não tenho dúvida de te dizer que os problemas respiratórios
- 36:36ainda, eles são os mais são os maiores desafios que pelo menos
- 36:39chegam para a gente. Para diagnóstico, não é, mas
- 36:42depois seria os problemas entéricos e.
- 36:45E o resto, ele é um pouco menor, um problema neurológico.
- 36:48Se a epidemia de strip também é importante, principalmente ali
- 36:50na creche, mas os respiratórios ainda, com certeza, se a gente
- 36:54pegar todo o ciclo de produção da suína, é.
- 36:58Ele é. Ele ainda é um importante
- 37:00desafio. E aí, e aí, menos na
- 37:02maternidade, vamos dizer na maternidade, em um problema
- 37:04intérico ali, principalmente rota vírus e acolhe são os
- 37:07principais. Uhum.
- 37:11De vez em quando chegam as brackspira e da vida também
- 37:14chegam. Ele chega, é bem raro quando
- 37:17você brokuspira, Hein? O draor, ela teve um, não
- 37:21entendo se foi 2015, teve um ano que a gente teve bastante
- 37:24brakspira no Brasil, foi um ano bem atípico e depois isso acabou
- 37:28arrefecendo e agora são casos bem pontuais de brackspira.
- 37:33Não são tanto agora pro grande influenza.
- 37:36Rotavírus streptococus. Isso é diário e não falta.
- 37:42Stress está cada vez mais ou é? Já vem de muito tempo constante.
- 37:47Ele já vende muito tempo constante.
- 37:48Me parece sim, a gente tem esses sorotipos novos, o 9 ali,
- 37:52causando um pouco mais problema agora, né?
- 37:55Mas. Sempre teve, né?
- 37:57É uma doença bem constante, bem constante, sim.
- 38:02O Sol e num ambiente académico, como é que se, como é que você
- 38:06vê assim os desafios nossos? Por exemplo, quanto à formação
- 38:10de recursos humanos? Você como professor, tem.
- 38:15Tem você se formou em 2006, entrou na universidade 2002,
- 38:19passou por todo o processo aí, enfim, fez todas essa essa
- 38:24jornada tua. Tem gente que sempre me
- 38:26pergunta, sabe, Vinícius, você não que que você acha dos jovens
- 38:30realmente tá difícil e tal. Eu tenho minha posição, mas eu
- 38:33queria te ouvir, o que que você acha no como é que tá o processo
- 38:37de formação de recursos humanos na veterinária?
- 38:41Olha, eu. Eu.
- 38:42Eu tenho a opinião do eu não sou de novo, não sou especialista
- 38:45nessa parte da educação também, mas eu vejo reflexo aqui da da
- 38:49do meio ambiente, né? Das pessoas que entram aqui na
- 38:52UFRGS e. Obviamente, muda o perfil dos
- 38:57alunos, vem mudando conforme os anos EE é normal AO mundo, é
- 39:03dinâmico, não é? A gente não pode deixar que
- 39:06quando eu entrei lá, em começo dos anos 2000 na universidade,
- 39:09ele vai ter o jovem de hoje vai ter mim mesma, cabeça dos anos
- 39:122000, eu não tenho mais aquela cabeça.
- 39:15Então? É, eu vejo que são diferentes.
- 39:20Eles têm pensamentos diferentes e têm propostas diferentes.
- 39:24Às vezes incomoda um pouco a forma da não é uma forma assim
- 39:29que me precisa se exibição um pouco estranho, mas a gente tem
- 39:33que adaptar. A gente tem que saber lidar com
- 39:35com com os novos desafios e evolução das pessoas, eu vejo um
- 39:40desafio muito grande do outro lado, com um professor assim.
- 39:42Eu acho um desafio muito grande hoje dar aula em si sabe porque
- 39:46eu acho que tu nem deve sofrer isso assim, na nossa época, para
- 39:50Oo professor era quem detia o conhecimento, não é?
- 39:53E atrás dele, porque ele. Ele sabia as coisas.
- 39:57Agora a gente sabe as coisas, só vão aplicar daqui.
- 39:59Estou aqui ó. A formação está aqui, o livro
- 40:01está aqui. Na nossa época a gente tinha que
- 40:04precisar de uma informação científica lá em 2000 ou eu
- 40:07tinha que ir na biblioteca lá da ufla, lá no centro, na frente do
- 40:10meu xará, que tinha o bar ali e tinha que pegar um livro, tinha
- 40:13que abrir um livro. Se eu quisesse um artigo, eu
- 40:16tinha que entrar no com multi ver se tinha no ibic alguma ba
- 40:19co coisas que hoje o senhor imagináveis hoje a informação
- 40:23está em um segundo antigamente. O professor tinha informação e
- 40:26essa informação não circulava, então ele passava aquilo.
- 40:29É um desafio. Hoje é diferente que um
- 40:31professor não adianta ele pegar e falar o que está nos livros.
- 40:34Eu acho que acredito eu, né? A minha modo de pensar, o meu
- 40:36modo. Porque?
- 40:39É só ele pegar e olhar o livro, olhar que ele abre.
- 40:41Ele tem acesso a qualquer livro hoje, aqui a qualquer técnico
- 40:45qualquer resumo a qualquer aula no YouTube tem tudo, né?
- 40:50A informação está muito fácil, a gente tem como professor tentar
- 40:54fazer algo diferente naquele momento de atrair o aluno e
- 40:57deixar ele dentro da nossa aula ligado da, com vontade de de
- 41:03correr atrás daquilo. E a gente tem que cada hora
- 41:06desenvolver novas metodologias, seja elas mais ativas, menos
- 41:10ativas, o uso do próprio celular durante a aula como forma de
- 41:13perguntas, tem aplicativos de perguntas que tu pode usar.
- 41:18Mas o que eu vejo assim pra mim faz a diferença que eu às vezes
- 41:21dando a minha aula e vejo que os alunos estão mais interessados,
- 41:23é quando eu começo a mostrar casos reais, coisas que eu
- 41:26acompanhei desde o começo do fim ou áreas que eu trabalho.
- 41:31Que eu tenho expertise de pesquisa, que eu já fui no
- 41:33campo, então eu vou lá, eu mostro um vídeo, eu mostro uma
- 41:38história. Uma história, conto aí no meio,
- 41:40boto uma foto minha lá no meio de uma grande macacão.
- 41:42Meio estranho. Ele dá risada, acorda todo mundo
- 41:45e, tipo, mostrando que a gente estava lá, a gente foi lá, a
- 41:48gente resolveu aquele problema e IA no meio disso eu tô mostrando
- 41:51pra eles quais são as lesões, o que que eu tenho que coletar?
- 41:54Como que a gente vai chegar nesse ponto?
- 41:56Como é a doença? Então na a pro pro, professor,
- 42:01eu vejo que o grande desafio hoje é esse, a gente tem que se
- 42:03reinventar cada vez mais pra pra atrair a atenção do aluno,
- 42:06porque o conhecimento hoje não é detenção única de um professor,
- 42:11né? O conhecimento, ele está livre
- 42:12ali para todo mundo. E dos alunos, é.
- 42:17É, eles são diferentes, eles têm a cabeça diferente da nossa, da
- 42:20nossa época. Como a gente teve cabeça também,
- 42:23diferente dos nossos pais e a gente tem que saber lidar com as
- 42:26diferenças, né? Exatamente, eu concordo contigo,
- 42:30eu concordo contigo, tem certo momento que a gente assim acaba
- 42:34tendo dificuldade de processar essas características diferentes
- 42:38de gerações e que é horrível, mas é errôneo a gente falar que
- 42:43é uma geração pior ou melhor, não tem nada a ver isso.
- 42:46Eu digo que assim, eu sempre acredito, nós estamos cada vez
- 42:49melhor. Eu também acho.
- 42:51Eles melhor, e aí você fez, você fala muito bem, saula.
- 42:55Assim a gente traz essa responsabilidade para nós.
- 42:57Né? Nós estamos ali, nós vamos, a
- 42:59gente fica ali 3540 anos, às vezes, né?
- 43:02Dentro da universidade, quantas gerações irão passar e a gente
- 43:07tem que se adaptar. Nós temos que fazer nossa
- 43:09entrega, a sala de aula, alguns ficam bravos comigo.
- 43:13Eu falo que no assim até bem pouco tempo atrás eu falava que
- 43:15era 15% do que o indivíduo vai aprender e conhecer na vida
- 43:18dele. Eu já acho que já tá em 10.
- 43:21Não, tá tudo. Bem, não tem problema nenhum.
- 43:22Nós não estamos tirando o valor da sala de aula, muito pelo
- 43:25contrário, mas nós temos que reinventar a sala de aula, né?
- 43:29Trazer mais prática pra sala de aula, né?
- 43:31Mais informações práticas. Por isso que eu acho que essa é
- 43:33a importância da gente ir pra campo, trazer informação pra.
- 43:36E tal, EEE fazer o papel de provocador de Ori mais de
- 43:42provocador, de orientador do que propriamente dito do cara que
- 43:45tem a informação. Né?
- 43:47Se a gente ficou falando, passando conteúdo, conteúdo,
- 43:49conteúdo, tá maçante, a gente vê na cara dos meninos, ainda mais
- 43:52depois da pandemia que eles são assim.
- 43:54Né? Hum, sim, e agora o próximo
- 43:58passo é aquilo que a gente abordou antes.
- 43:59Agora a gente vai ter que se adaptar com a inteligência
- 44:01artificial dentro da sala de aula também.
- 44:04Exato. E ela tá aí.
- 44:05E ela tá sendo aplicada e ela tá aí quando incomoda a gente briga
- 44:09com ela, mas na verdade a gente tem que fazer é que nem a
- 44:11história de quantos leões se matou.
- 44:13Eu esses dias eu vi 11 cara falando não, não fala quantos
- 44:17leões se matou não fala ao invés de você matar leão faz amizade
- 44:20com leão. Porque senão você fica querendo
- 44:24matar leitão e na o leitão não, né?
- 44:26O leilão e na verdade você não tem que matar ele, você tem que
- 44:29fazer amizade com ele. Teu dia a gente fica mais leve,
- 44:31né? O sal EE quanto à pesquisa cara,
- 44:37o que que a tua? Quais são os seus desafios aí na
- 44:40pesquisa? Olha o.
- 44:46O acho que o principal desafio dentro da pesquisa hoje dentro
- 44:49da instituição pública, eu acho que é unânime para todos, é é
- 44:53recurso, não é? Eu acho que para primo por aí,
- 44:56né? Primeiramente, recursos
- 44:58financeiros e, na sequência, recursos humanos.
- 45:01Bem já foi mais fácil ter pessoas interessadas em
- 45:05pós-graduação. Eu acho que claramente não sei
- 45:08se isso reflete-se aí também na ufla ou em vocês.
- 45:10Na tua experiência também, mas. Houve um desinteresse com o
- 45:14passar desses últimos anos por n fatores, né?
- 45:17Desde a carreira, um pouco menos atrativa, preços de bolsas,
- 45:21preços, sustentarem tudo isso acabou ficando defasado muito
- 45:24por muitos anos e. São os 2 limitadores que a gente
- 45:30tem. Que vontade a gente sempre tem
- 45:31muita de de entender melhor as doenças.
- 45:33A gente trabalha, nossas pesquisas aqui são muito
- 45:36aplicadas diretamente aos problemas, né?
- 45:38Então a gente gosta de trabalhar.
- 45:40Iniciar com a pesquisa lá no campo, né?
- 45:42Com problema real. Ah, o problema é esse, então
- 45:45vamos lá e vamos começar a estudar isso aí.
- 45:46Vamos entender essa doença, por que que ela ocorre, como ela
- 45:49ocorre e tendo como bayground, tendo como pano de fundo da
- 45:53patologia que é minha área de expertise, né?
- 45:54Então. Legal.
- 45:56E às vezes, diz, o principal gargalo é é primeiramente
- 46:00dinheiro e depois a gente nota que há uma diminuição Na Na
- 46:05quantidade de aluno, né? EE isso não só na patologia.
- 46:09O nosso programa de pós-graduação também vem
- 46:11notados. Isso nos últimos anos, uma queda
- 46:13Na Na quantidade de pessoas ingressando à pós-graduação, né?
- 46:18Em geral. Eu sim, sim, mas e outra
- 46:22maneira, eu vejo que os alunos que estão vindo são alunos que,
- 46:25de novo questão de geração, né? É uma geração muito boa.
- 46:29A pós-graduação em veja eles são alunos que e às vezes eu me faço
- 46:33reflexo. Eu tento refletir na idade
- 46:35deles, como que eu era lá naquela época?
- 46:38Eu vejo eles a habilidade que eles têm, especialmente com
- 46:41línguas, com eletrónicos com diagnóstico é muito maior do que
- 46:47eu tinha, né? Então eu vejo uns alunos muito,
- 46:51muito bons chegando assim, com certeza vão ser profissionais
- 46:54excelentes. Já pensou estar no top 1% das
- 46:59minocultura? Acesse academia suína ponto.
- 47:02Ponto BRE, invista no seu conhecimento.
- 47:06Os finnocares só é possível através do apoio de empresas
- 47:09inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 47:13suinicultura brasileira MS shippers paixão pelo agro serva
- 47:18sempre com você. Além da saúde animal jiga alta
- 47:21performance sem esforço all tech, soluções nutricionais para
- 47:25uma produção rentável e sustentável.
- 47:28Legal é, e a e a acho que o ponto que eu que eu, que eu acho
- 47:33interessante, né? A gente como pesquisador?
- 47:36Claro que a pesquisa, cada cada área, é uma área, né?
- 47:40Mas o fato de a gente começar a pesquisa pelo problema é aí que
- 47:45ela começa a ficar cada vez mais assertiva, né?
- 47:48Uhum. Porque assim a minha crítica ao
- 47:51processo de desenvolvimento de pesquisas dentro da universidade
- 47:56é, na maioria das vezes, não atacar um problema real.
- 48:00E importante é, e eu sempre falo isso.
- 48:02Quais são os problemas das cadeias produtivas?
- 48:05Nós não temos uma plataforma que divulga isso e seria essencial
- 48:09nas diferentes cadeias produtivas, não só pra gente
- 48:12desenvolver pesquisas mas assertivas e de maior valor para
- 48:17gerar mais valor, bem como para a formação de recursos humanos.
- 48:21Sim. Né?
- 48:23Então eu acho que nós fizemos até um projeto recente aqui que
- 48:26eu queria implantar na universidade, mas é muito
- 48:28difícil pelas burocracias que existem naturais, né?
- 48:30Porque a gente precisa de recurso e o recurso financeiro
- 48:33pra gente trocar recursos financeiro ou pra gente trocar
- 48:36recursos com. Meio de fora da academia é
- 48:40burocrático, né? Enfim, é uma instituição, sabe
- 48:42disso. Infelizmente a gente engatinha
- 48:45assim. A parte do parte burocrática ela
- 48:47é, ela é, ela é desanima desanimadora dentro da
- 48:51universidade, né? Muitas vezes ela eu tenho para
- 48:54mim que ela te joga anão o fazer anão querer fazer.
- 48:58Quanto mais tu quer fazer, mais problema tu em conta para ti e.
- 49:04Aí? A gente que se relaciona com o
- 49:05mercado, sofre com isso, porque você tem aquele ensejo, né?
- 49:09Aquela vontade de de transformar a ciência em valor, né?
- 49:13Uhum lá, conhecimento em valor, mas eu falo o seguinte, sabe?
- 49:17Eu já fui. Eu sou um crítico da
- 49:20universidade, porque eu amo a universidade.
- 49:22Eu acho que é o ambiente mais propício de desenvolvimento de
- 49:25uma nação, que é onde se desenvolvem as 2 produtos me
- 49:28mais importantes, que é recursos humanos ou talentos, né?
- 49:32E tecnologia. Ah, mas a tecnologia não sai
- 49:35dali, mas o conhecimento para gerar tecnologia sai daqui.
- 49:38Então a gente tem que. E aí?
- 49:40E aí, um recado para quem está ouvindo também, né?
- 49:42A gente ouve muitas críticas da universidade.
- 49:45Eu acho que assim, beleza, acho que é ótimo.
- 49:47A gente entende que existe uma série de pontos de melhorias,
- 49:50mas a gente também tem que pensar em beleza.
- 49:52Existe essa crítica agora, que solução que você traz, né?
- 49:55Como é que você pode colaborar, que você pode ajudar e eu
- 49:57resolvi ficar na universidade e aí me incomoda a cada dia, assim
- 50:01que que você está fazendo para a universidade, né?
- 50:04Porque senão a gente fica só nesse local de Ah, é
- 50:07burocrático, Ah É moroso, Ah. Cada e tal, mas cabe a nossa.
- 50:13Se nós não fizermos, quem vai fazer, né?
- 50:15AA gente tem que fazer de ser num moroso, burocrático, não.
- 50:18A gente é teimoso, a gente vai atrás.
- 50:20A gente busca esse recurso. A gente busca tentar implementar
- 50:23EE, como tu disse, é, é o é o, é o ambiente propício para isso.
- 50:27EEE eu também. Eu, eu, eu sou não, não troco
- 50:32minha vida universitária, digamos assim, académica, porque
- 50:35eu gosto daqui, eu acho que é o ambiente onde eu me desenvolvo,
- 50:38onde me sinto feliz, onde o meu trabalho é uma coisa e porque Eu
- 50:40Acredito também como tu disse, onde a gente forma recurso
- 50:43humano e tecnologia, então. É o ambiente para isso, mas isso
- 50:46não exige a universidade das críticas que ela deve ter.
- 50:49Eu acho que a gente tem que criticar e estando fazendo parte
- 50:52dela, a gente tem que tentar achar soluções também, né?
- 50:55Como tu disse a gente às vezes só ficar, Ah, não vou é ruim,
- 50:58então não tá e vamos lá. Vamos como é que a gente faz
- 51:01isso? Onde é que a gente tem que ir,
- 51:02onde é que tem que bater na porta de quem e vamos fazer a
- 51:05roda girar, né, que é o mais importante.
- 51:09Nós da universidade, nós não podemos desistir de jeito
- 51:12nenhum, é uma. Injustiça e lembramos.
- 51:16O desenvolvimento da nação. Bem sol teria muitas outras
- 51:21pontos aqui pra gente discutir. Estou falando com um
- 51:23especialista em patologia, numa cadeia produtiva, onde a cada
- 51:27minuto você tem vários problemas acontecendo dentro de um país
- 51:32como o Brasil, que é uma produção importante.
- 51:34Suínos, né? Então teria que a gente poderia
- 51:37ficar aqui muito tempo, mas nós temos um tempo, então é, é nós
- 51:43temos essa parte técnica agora, eu queria te fazer algumas
- 51:46perguntas de cunho pessoal. Né?
- 51:49Você tem, tem, você estava conversando comigo além da tua
- 51:52rotina e pesquisador um b do CNPq, prioridade de laboratório,
- 51:57resolvendo o problema todo dia a sala de aula tem nossa função de
- 52:01né? Da família como pai, enfim.
- 52:05Eu queria saber se tem espacinho para hobby?
- 52:08Ou tem? Tem tem que ter, né?
- 52:12Tem que ter, se não, a gente tira, a gente pira, o meu, o meu
- 52:17hobby, que eu gosto mais de fazer.
- 52:19É um esporte que chama pada. Fazer um esporte de raquete é um
- 52:23esporte de raquete, tem muito comum aqui no na região sul do
- 52:26Brasil e no na Argentina tem pouco.
- 52:30Mas se Rio Grande do Sul e Santa Catarina depois para cima, não
- 52:32tem tantos, ele é uma mistura, vamos dizer assim, se pode-se
- 52:37dizer de ténis, com squash, então é um esporte bem legal
- 52:42assim e é o meu hobby, onde eu, eu desopio onde eu dou risadas
- 52:45com os meus amigos, onde a gente faça um exercício, normalmente
- 52:49depois tem um. Um churrasquinho depois dos
- 52:52jogos onde saia, onde a minha diversão e onde eu desopilo
- 52:56mais. Legal, uma parte bem legal,
- 52:58padre. Padre, padre, eu acho que eu já
- 53:02vi. Eu acho que eu já vi.
- 53:05Agora tá a onda do beach Tennis, né?
- 53:06O tio já jogou, tem várias beach Tennis até No No, no último
- 53:10andar de um prédio. Tem com a área de beach Tennis.
- 53:12Mas é legal, né, cara? É um esporte legal.
- 53:14Artista eu eu gosto bastante e não só pelo esporte, mas também
- 53:19como tu disse, é um hobby mais que a gente faz o círculo de
- 53:21amigos, as pessoas que estão com a gente ali.
- 53:25É, de preferência, pessoas que não são da área, que cada um a
- 53:29gente só vai falar amenidades e ficar um enchendo o saco do
- 53:32outro. Só diversão do ano.
- 53:36Né? Não IA ficar falando de
- 53:36trabalho, né? É.
- 53:38O sal, eu tenho mais uma pergunta, é?
- 53:43O que que você. Tem como vontade de fazer e
- 53:49ainda não fez. Tem alguma coisa que você tem
- 53:51muita vontade de fazer e que ainda não fez?
- 53:57Olha. Profissionalmente, eu.
- 53:59Eu gostaria de ter um passar um tempo, um pouco fora do Brasil
- 54:03dentro, vendo uma outra rotina de academia e diagnóstico de
- 54:05laboratório fora do Brasil. Isso é uma coisa que eu não tive
- 54:08oportunidade de fazer. EE teria pessoalmente.
- 54:14Eu acho que até comentei contigo.
- 54:17Eu sou um pai jovem aqui, acabei de ter o meu filho Francisco,
- 54:19foi há 2 meses. Eu acho que foi a uma coisa que.
- 54:23Uma baita. O que aconteceu que foi que está
- 54:27tirando os meus sonos no meu sono?
- 54:28Tá, mas tá valendo a pena, sim. Francisco tá aí com 2 meses, foi
- 54:32uma coisa. Não sei se é um sonho realizado,
- 54:36mas é 11. Uma virada de chave assim, uma
- 54:40coisa muito boa que faz, traz muito bem para esse sentimento
- 54:43de paternidade. Assim fez bem para mim, embora
- 54:45inicial ainda, mas está fazendo bem.
- 54:49Eu acho que é um baita de um sonho realizado, cara, porque
- 54:52depois que é porque vai aos poucos, né?
- 54:54Ah, fica sabendo que está grávida, sim, pois vai, depois
- 54:58nasce e tal. Mas se você for ver, é um, é um,
- 55:01é um baita de um sonho realizado, né?
- 55:03Ah, legal, cara, legal, bem pessoal, nós estamos com o nosso
- 55:07tempo aqui, um pouco adiantado. Eu conversei com o Saulo alarini
- 55:13que ele é professor pesquisador da faculdade veterinária lá da
- 55:17UFRGS, tão famosa UFRGS, onde é referência na área de não só de
- 55:22patologia, mas na área de suínocultura como um todo, né?
- 55:26É o Saulo, contou. A história dele começou foi, foi
- 55:29picado com mosquitinho do suíno lá em Taquaritinga, quando
- 55:33visitava a Granja do avô e da família de 100 matrizes, fez sua
- 55:38formação aqui na ufa e eu fico muito feliz, né, de da gente ter
- 55:42certamente a gente se encontrou aqui, saula.
- 55:44Tanto é que na hora que eu li seu rosto eu disse, não é não, é
- 55:47não é não é estranho, é. E nós conversamos aqui sobre
- 55:52diagnóstico, principalmente, né? Como ser mais assertivo e rápido
- 55:56falando de ferramentas de inteligência artificial?
- 55:59Da importância da amostragem, condicionamento, ou seja, do do,
- 56:03do de fazer o certo, né? O arroz com feijão da conexão
- 56:06também da do do campo com a universidade e o inverso, né?
- 56:10Por último, agora falamos da importância de a gente se
- 56:13comprometer com a formação de recursos humanos, independente
- 56:16de geração, né? Eu acho que esse é um grande
- 56:18desafio nosso, de manter a pesquisa viva sempre, gerando
- 56:21valor, sal. Eu agradeço, cara, você ter
- 56:25aceito o convite, esse bate-papo, espero te receber aí
- 56:29outras vezes. Obrigadão nisso, eu que agradeço
- 56:33o convite, foi um prazer conversar ali e ter esse momento
- 56:37com vocês. Beleza, pessoal.
- 56:39Encontramos aí na próxima um abraço a todos.