Latest / Café com Dungeon / As Regras Invisíveis do RPG #0083
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- 0:01O pensamento sobre RPG é complicado e falta muita
- 0:04autonomia intelectual a respeito dos fenômenos particulares desse
- 0:09tipo específico de jogo de interpretação, incluindo aí
- 0:13também os lápis, né? Com suas próprias
- 0:16particularidades, as Lives e etcetera, a gente peca em não
- 0:21usar a mesma terminologia. A gente peca em não ver o mesmo
- 0:25sentido nos termos técnicos, em não concordar muitas vezes com
- 0:29eles na comunidade. A gente peca em não enxergar o
- 0:33mesmo fenômeno da mesma forma, mas a gente não tem culpa disso.
- 0:38Há uma disputa até política a respeito dos conceitos, porque
- 0:44as elaborações que a gente faz em cima de cada um deles na
- 0:48teoria do RPG, dependem de divisões, até mesmo de mundo.
- 0:53Como eu explicitei aqui no café com dângelo no episódio de 81 em
- 0:56que eu propus uma definição de mecânica antimecanicista é uma
- 1:01visão eivada ali de pensamentos anarquistas e de algumas ideias
- 1:07de que tentam dar autonomia para outras formas, né?
- 1:12De interação no jogo que não passem pela mecânica e suas
- 1:16características específicas, que são úteis em alguns aspectos do
- 1:20jogo, mas em outros não. No particular do RPG, né?
- 1:24Diferente de outros jogos, quando a gente pensa em
- 1:27definições e a gente organiza os nossos pensamentos, a gente faz
- 1:32isso dando um sentido a eles. Isso tudo tem a ver com muito
- 1:36mais do que uma análise fria do jogo.
- 1:40Mas tem muito a ver também com as nossas crenças, com as nossas
- 1:43lentes, os nossos olhares e, principalmente, com as nossas
- 1:47experiências, as nossas vivências com RPG.
- 1:51Isso envolve aí questões afetivas, psicológicas,
- 1:55estéticas e muito mais, né? Além do próprio jogo, é isso
- 2:01tudo. Vai construindo as lentes que a
- 2:03gente analisa, né? Pelas quais a gente analisa o
- 2:06jogo. Ainda assim, a gente vê a galera
- 2:08dando muitas vezes um verniz isentão a leitura do que que é
- 2:13RPG, dos termos relativos a RPG dos fenômenos, e a gente pode
- 2:19recorrer ao windstein. Que é um filósofo muito
- 2:22importante da linguagem, né? O foco dele não é jogo, é
- 2:25linguagem. Mas ele usa os jogos como um bom
- 2:29exemplo de coisa que talvez não vale a pena definir, porque se a
- 2:34gente definir o que é um jogo, a gente peca em vários tipos de
- 2:38jogo possíveis. Então jogo é uma coisa que só
- 2:41faz sentido em família, na própria categoria, mas não faz
- 2:45sentido individualmente, na descrição do que que do que que
- 2:48é cada jogo. É difícil chegar numa definição
- 2:50geral. E aí a gente pergunta se não
- 2:53vale a pena talvez definir o que que é um jogo específico, o que
- 2:57que são jogos? Porque os jogos específicos não
- 2:59costumam guardar as mesmas características.
- 3:03Será que faz sentido a gente definir o que que é RPG?
- 3:06Vale a pena a gente escrever no início do seu manual de jogo o
- 3:12que que é RPG? Muita gente fala Ah não, mas
- 3:15hoje em dia basta abrir o YouTube que você vai ver uma
- 3:17partida de RPG, basta você abrir o.
- 3:21O Google e botar o que é RPG que você vai ver várias definições
- 3:24aí, mas será que existe uma definição?
- 3:27Será que é claro para as pessoas o que é RPGE?
- 3:30Será que isso mesmo não tá em disputa, né?
- 3:33Eu particularmente adoro ver as definições do que que é RPG no
- 3:39início de cada livro de jogo em cada manual.
- 3:42Por quê? Porque, afinal de contas, quando
- 3:45o autor coloca o que que é RPG no início do livro dele, me
- 3:49parece que ele tá fazendo um recorte.
- 3:51Né? Ele tá dizendo que a RPG no
- 3:54contexto em que ele criou aquele jogo e talvez no próximo jogo
- 3:58que ele criar a definição de RPG dele mude um pouco, né?
- 4:02E me parece natural que aconteça isso por conta desse fenômeno
- 4:06que o winchenstein traz aqui. Pra mim faz todo o sentido.
- 4:09E nesse ponto também me parece que faz todo o sentido do mundo
- 4:13a gente entender que quando a gente define RPG, a gente tá
- 4:17definindo um olhar específico sobre esse jogo.
- 4:21E não é um olhar final determinante, né?
- 4:24É um olhar possível, é o meu olhar.
- 4:27Foi o recorte que eu fiz e dentre os acadêmicos que eu
- 4:31leio, né? Sobre jogos e especificamente
- 4:34sobre RPG, esse cara, o montola, ele foi o que parece mais
- 4:39enxergar ORPG próximo do que eu vejo em muitos aspectos.
- 4:44Ele é o que foge menos do que eu tenho pra mim.
- 4:47Como uma leitura de RPGE. Olha que a gente tem
- 4:49backgrounds, né? A gente tem histórias e
- 4:51vivências muito diferentes, provavelmente porque o cara é
- 4:54lá, sei lá, do lado dos países do norte, lá do norte e da
- 4:57Europa. E eu sou aqui apenas um
- 4:59brasileirinho, né? Mas ele propõe um olhar coeso,
- 5:03instigante, mesmo quando ele não contempla exatamente a minha
- 5:07experiência com jogos de interpretação.
- 5:09E eu acho isso louvável e ainda que o seu desejo.
- 5:13Seja incipiente, confuso em alguns pontos, quando ele tenta
- 5:18trazer ali uma visão geral do RPGE dos jogos de interpretação.
- 5:22E aí, nesse caso, a gente vai ver ele reutilizando algumas
- 5:25taxonomias e algumas classificações, até de uma forma
- 5:29talvez pouco cuidadosa, não sei. Mas e fora de propósito, né?
- 5:34Que às vezes eu enxergo. De modo geral, ele contribui
- 5:38para a diminuição até da minha própria síndrome de impostor.
- 5:42Quando eu penso RPGE, divido. E muita gente fala como se eu
- 5:45fosse um alien, trazendo uma visão completamente diferente,
- 5:49né? Do que essas pessoas têm.
- 5:52E a gente conflui, eu e o montola em muitos pontos, com a
- 5:56diferença de que ele é acadêmico e eu sou só um podcast, mas é
- 6:00isso, né? No fim das contas, a gente tem
- 6:02vivências diferentes e muitas vezes uma pessoa vai trazer uma
- 6:06definição do que é RPG. Que é calcada ali num ódio que a
- 6:11pessoa nutriu por DED. Talvez pelo grupo de jogo que
- 6:14ele tenha jogado, muito menos pelo jogo em si.
- 6:18Mas o fato é que a gente consegue, ainda assim, confluir,
- 6:22a despeito da diferença que a gente tem em cada experiência e
- 6:26um podcaster. Ele é um acadêmico.
- 6:29Você de repente um mestre de jogo ou um jogador, ou de
- 6:32repente com produtores de conteúdo que tem experiências
- 6:35diferentes. Acho que a gente tem coisas em
- 6:38comum. Hoje a gente vai conversar sobre
- 6:41as regras invisíveis do RPG, como traduzidas pelo Daniel
- 6:45Haidar, e o texto já está disponível em português no blog
- 6:49do café com dângion. Que café?
- 6:55Não estou vendo nada aqui. Bom dia amigos do café com
- 7:07dângel. Estamos aqui para mais um
- 7:08episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 7:11RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o
- 7:14meu café foi feito seguindo as regras invisíveis do bom café.
- 7:17Eu não li em lugar nenhum, mas eu já vi instruções.
- 7:20Já ouvi pessoas falando até de forma conflitante entre si, da
- 7:25melhor forma de fazer o café. Mas o café acontece de forma
- 7:30deliciosa, apesar da minha falta de rigor científico.
- 7:34Porque o grão é bom porque é o café ovelha negra café ovelha
- 7:38negra é delicioso, é o café especial, artesanal, por assim
- 7:41dizer, né? Eles não têm as impurezas da
- 7:43indústria e você consegue comprar com desconto lá em
- 7:46ovelha, ponto café na internet, você vai lá e usa o cupom de
- 7:50ouvinte CCD, tudo minúsculo que você vai ter um abatimento.
- 7:53Aí então vai beber café ainda mais barato, se você quiser
- 7:57ainda você pode ter cupons melhores com descontos maiores a
- 8:02depender. No seu nível de apoio ao café
- 8:04com dângelo, então tornem se um assinante que você vai ter aí
- 8:07descontos melhores e até participar de sorteios de café,
- 8:11de de material de nossos parceiros aí como por exemplo,
- 8:15caramelo jogos, a retropunk e outros parceiros nossos também.
- 8:19Então bom, vai lá, Hein, ovelha? Ponto café, compra o seu café,
- 8:23compra o seu ovelha negra e pode assinar o café com
- 8:25dangioneapoia.se barra café com dângion beleza antes da gente ir
- 8:31pro episódio. Né?
- 8:32A gente tem que passar pela enquete, mas antes da enquete eu
- 8:34queria fazer aqui um aviso para vocês.
- 8:37A gente tem um alerta aqui, alerta, alerta de evento foda
- 8:42sobre jogos, saúde mental, educação e desenvolvimento de
- 8:47habilidades socioemocionais. Eu sei que tem muita gente aqui
- 8:50que gosta do tema, que trabalha até com o tema.
- 8:52Então, cara, dá uma olhada, que é um Congresso muito legal, bem
- 8:55Sério, com pessoas, é com muita qualificação.
- 8:59Inclusive o pessoal do critical skills que está organizando esse
- 9:01evento já esteve aqui no café com dangeron.
- 9:04Na primeira temporada vocês podem ouvir, mas no dia 10 de
- 9:07maio, agora 2025, ou seja, daqui a poucos dias, é de meio-dia e
- 9:12meio. Até 5 e 10 da tarde, horário de
- 9:15Brasília, a gente vai ter o critical skills global Forum,
- 9:18que é um simpósio Internacional 100% online, que reúne
- 9:23especialistas de instituições de ensino como duque University,
- 9:27Harvard. E a Santa casa de São Paulo e
- 9:30USP também. Para discutir o impacto dos
- 9:32jogos, da gamificação e das narrativas interativas na saúde
- 9:36mental, na educação e no desenvolvimento das habilidades
- 9:39socioemocionais. A programação tem vai trazer
- 9:43palestras aí e painéis com pesquisadores, educadores,
- 9:46designers e grandes nomes do universo dos jogos aí, incluindo
- 9:50o 11. Ex jogador profissional e
- 9:54streamer, o Gustavo Saci Rossi. E um Painel especial aí sobre
- 9:59saúde mental EE estresse competitivo, vai ter inclusive o
- 10:02pedroca aí falando a mais do mundo tentacular, então gente
- 10:06maneira trocando ideia de RPGE de saúde mental e educação e et
- 10:10cetera. O evento tem também um
- 10:13certificado no final pra sua participação lá, então vai
- 10:17atestar que você participou e tem inscrições abertas no
- 10:20Sympla. E tem mais, ouvinte do café com
- 10:23dânjão vão ganhar 50% de desconto.
- 10:26Usando o código, critica o café, café sem acento, tá, gente?
- 10:30Crítica ao café, tudo minúsculo, é, então você vai lá no simpla,
- 10:34usa esse cupom que você vai ter aí um abatimento de 50%, então,
- 10:38tipo, sai para você, 50 BRL, só se você já não tiver obviamente,
- 10:42meia entrada. Beleza é, não perde a chance aí
- 10:45de participar de um dos eventos mais inovadores do ano, né?
- 10:48A critical sq os global Forum aí connecting health, Education and
- 10:52design through play. Muito legal.
- 10:55Parabéns galera do critical squills aí pela iniciativa.
- 10:58Um outro aviso, que é o aviso da imersão à lura com o Google de
- 11:03graça, tá? É uma imersão muito legal com 5
- 11:06aulas que você também sai com o certificado aí da lura e do
- 11:09Google. Então você pode chegar lá sem
- 11:11saber nada que você vai sair, sabendo bastante coisa sobre
- 11:14inteligência artificial. Eu tô mandando isso aqui porque
- 11:17o mercado de trabalho não tá fácil.
- 11:20E hoje em dia pra conseguir um emprego pra se reposicionar, sem
- 11:23conhecimento de inteligência artificial, é cada vez mais
- 11:25difícil. É uma realidade que tá na nossa
- 11:27porta aqui, principalmente dependendo da sua área aí, mas
- 11:30cada vez mais áreas dependem de experiências aí com inteligência
- 11:34artificial. Tem gente que não sabe nem por
- 11:35onde começar, então aqui um bom começo, tá gente, não é jabá,
- 11:39não é público, mas eu achei uma oportunidade muito foda de
- 11:42compartilhar com vocês aqui. Essas são 5 aulas gratuitas,
- 11:45então é só colar. Muito bom, o Fabrício carraro aí
- 11:47é um, é um cara muito competente, conheço ele,
- 11:51trabalho com ele, então assim, recomendo demais, é gratuito, tá
- 11:54gente? Então, pô, pra quem tá
- 11:55precisando de emprego ou se reposicionar, é, acho que é uma
- 11:59coisa que não dá pra fugir, beleza, gente, eu vou deixar,
- 12:01obviamente o link tanto do evento do critical skills no
- 12:05Sympla, quanto Oo link pro, evento gratuito da imersão à
- 12:08lura aí que começa semana que vem na segunda-feira, então se
- 12:11inscreva até lá. É, vou deixar os 2 no descritivo
- 12:14do episódio, vocês seguirem a empresa.
- 12:17Vamos lá, vamos para leitura de enquete, o episódio anterior foi
- 12:20trabalhando OCLT com RPG, ou seja, trabalhando com carteira
- 12:23assinada, e foi um episódio com o Thiago rosa que eu troquei
- 12:26ideia sobre isso. E aí fiz uma pergunta, você
- 12:28gostaria de trabalhar com RPGCLT?
- 12:32Ou seja, no mercado formal? E 83% das pessoas disseram que
- 12:37sim, que queriam trabalhar CLT com RPG.
- 12:40É interessante, né? É não somente a galera já começa
- 12:43a entender que é possível, a galera começa a desejar, né?
- 12:46Isso é muito legal de ver e isso já é um bom indicativo aí para o
- 12:49mercado no futuro. E a pergunta qualitativa, né,
- 12:52pra pedir pra galera comentar a respeito e o Cleiton?
- 12:55Uma média falou que é surreal pensar em como ARPG se
- 12:58transformou nos últimos anos. Seria o efeito Stranger Things,
- 13:02seria a pandemia o critical holy ou apenas o amadurecimento
- 13:06normal de um hobby? Muito interessante, né, cara?
- 13:08Concordo contigo, dá para ver passos largos aí para mim.
- 13:11Um grande termômetro é você ir no doff, no diversão offline.
- 13:15Tem agora aí no meio do ano e a gente de ano para ano a gente
- 13:18vai vendo como cresceu esse hobby e acho que na todos esses
- 13:21fatores juntos e muito mais cara, realmente a gente vai ver
- 13:24aí um hobby cada vez mais Maduro e cada vez mais é possibilitando
- 13:29pessoas trabalhando oficialmente, né?
- 13:31Formalmente com ele valeu a participação, o Ricardo Santos
- 13:35falou. Muito bom, muito inspirador.
- 13:37Já vou enviar currículos por aí. Seria legal entrevistar outros
- 13:41clts da área. Valeu, Ricardo.
- 13:43Sempre que possível vamos trazer alguém pra falar de mercado de
- 13:46trabalho também e de RPGE, jogos e tudo mais, que são nossas
- 13:50paixões. E a gente tenta aliar as 2
- 13:52coisas, né? É isso aí, vamos pro episódio?
- 14:01Ih, rapaz, estava bebendo aqui com os soldados.
- 14:05Com o dinheirinho que a que aquela elfa a Clarissa botou é
- 14:08herbalista, né? E eu fiquei sabendo, cara, já
- 14:13ouviu falar do fantasma do Arsenal lá no burgo?
- 14:18Então, ali no burgo tinha uma oficininha ali daquele cara
- 14:23chamado vagabundo, que era um inventor, né?
- 14:27E parece que ele morreu já há um tempo.
- 14:31E a oficina dele foi incorporada na oficina dos soldados, ali na
- 14:34Rua Principal e ali na casa dele, né?
- 14:38A alma dele parece que tá presa lá, porra.
- 14:41E parece que a alma dele ainda pode drenar a vida de quem IA
- 14:45entrar lá na no lugar, no lugar, principalmente se for entrar lá
- 14:50para tentar mexer naquela extraquitana dele.
- 14:53Então, se tiver, se tu tiver vontade de ir lá.
- 14:57Ó vai, tu é aventureiro, tu, tu encara esses negócios.
- 15:01Mas se você for, vai acompanhado de alguém de muita fé, tá
- 15:06entendendo? Esse tantos outros são rumores
- 15:13vindos do jogo do mundo aberto de Beer gottem.
- 15:17Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar
- 15:22inteiramente de graça no nosso grupo.
- 15:24Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue Beer Golden com
- 15:29a gente, vamos explorar Beer Golden?
- 16:02É isso aí. Então pra gente dar uma olhada
- 16:04aí, nesse, nesse paper aí, nesse texto acadêmico, desse cara
- 16:08chamado o montola Marcos montola, que investiga aí as
- 16:13regras invisíveis do RPG. Eu tô aqui com o Dani aida, fala
- 16:16aí, Daniel. bem-vindo, cara, mais um.
- 16:19Beleza, tamo junto aí. Eu sou Daniel da rosa.
- 16:24Daniel Eduardo da rosa, né? O nome completo.
- 16:26Se ele quiser procurar a minha dissertação pra ver se eu tenho
- 16:29pedigree acadêmico, pode ir lá e ver que eu eu tenho um erro de
- 16:32uma vírgula no meu primeiro parágrafo da minha dissertação.
- 16:35Então vocês vão poder atestar que sou eu mesmo.
- 16:38É. Eu sou mestre RPG há um bilhão
- 16:42de anos e mestre em história há menos tempo, é.
- 16:48E eu tô aqui a ver. Eu fiz a tradução do do texto do
- 16:52montola, né? Para o nosso o nosso idioma
- 16:55lindo. E o Bob propôs que a gente
- 16:58discutisse aqui. Então estou muito feliz, muito
- 17:01grato por ter a oportunidade de debater e até pela proposta de
- 17:05de traduzir. E boa, eu vou botar esse texto
- 17:08aí eu preciso acompanharem No No blog do café com danjo, é?
- 17:15Traduzido pelo Danny, né? E é legal, cara, assim é esse
- 17:18esse texto aí é um é um texto que é a leitura dele, em muitos
- 17:23momentos dialoga demais, mas demais, assim com com as
- 17:26investigações. Joel fantasy, com as
- 17:28investigações que eu faço aqui no café, em outros momentos,
- 17:31não, em outros momentos, dialoga até mais contigo com as coisas
- 17:34que você traz. Enfim, é, eu acho que ele é um,
- 17:38ele é um texto que despertou muita atenção no grupo do café,
- 17:41pelo menos a galera mais cracuda do RPG ali.
- 17:44Que gosta de ler mais teoria e tal.
- 17:46Teve muita discussão em cima e eu acho que ele vai dar muito
- 17:49pano pra Manga. Então vamos começar.
- 17:52É definindo aqui o que que é a investigação do senhor Marcos
- 17:57montola aí, né? É o que que você acha que ele
- 18:01tava trazendo? O que que foi a curiosidade dele
- 18:03quando ele começou a escrever esse texto dele, cara?
- 18:07É a impressão que eu tenho lendo o texto, né?
- 18:10Ele, ele, ele coloca até isso no de uma certa forma meio clara No
- 18:14No nos habeas TAC dele, né, como objetivo, mas é a impressão que
- 18:19dá é que ele tava fazendo uma análise bem do fenômeno em si.
- 18:23Como ele se manifesta, né? Ele quis é fazer 11 apreciação
- 18:29do da quase etnológica de né? Aliás, etnográfica da de como
- 18:35ORPG é jogado. E aí e observando as suas
- 18:39dinâmicas. Então, quando ele observa as
- 18:43dinâmicas aqui, não, não dentro do do frame do MD, mas as
- 18:46dinâmicas em geral do do jogo, como ele se comporta na
- 18:49realidade, né? E aí ele tava muito observando
- 18:53as dinâmicas sociais de como isso acontecia, né?
- 18:56Então ele também. Ele não tinha como objetivo
- 18:58gerar uma conclusão específica, mas ele tava querendo apresentar
- 19:02uma fundação sólida pra pesquisas de discussões futuras,
- 19:04né? E aí Oo eixo de investigação
- 19:08dele. Ele traz uma percepção de como
- 19:10os jogos eles envolvem muito mais do que as regras visíveis
- 19:13nos manuais ou manifestas nas mecânicas dos jogos, né?
- 19:16Então você não Na Na visão dele, você não tem como jogar RPG só
- 19:21pegando um manual EE tentando aplicar, né?
- 19:24Você tem que desenvolver muito. Além disso, é mesmo que o
- 19:29sistema traga exemplos de jogo, mesmo que o sistema.
- 19:32Existe todo um processo que vai ser construído em cima do do
- 19:35jogo, do jogar. ORPG, né?
- 19:38Que é mais complexo do que as suas regras podem parecer, né?
- 19:44Uhum é total. EE, isso é uma, é uma leitura,
- 19:47né? Você falou até que é uma
- 19:48descrição, né, que ele tenta fazer, é claro.
- 19:51Existe aí uma visão particular dele, né?
- 19:54Sempre vai passar por uma. 11 recorte, né?
- 19:57Uma arbitrariedade assim do que ele, do que ele constrói.
- 20:00Mas é interessante que ele traz também alguns, algumas, alguns
- 20:03outros teóricos, algumas outras pessoas que puderam analisar
- 20:06também o esse, esses fenômenos do RPG.
- 20:09Então é um trabalho bem completo assim.
- 20:11E eu posso dizer até que em muitos momentos ele ele
- 20:16aprofunda a discussão. É em torno do que a gente está
- 20:20acostumado no meio do RPG, né? Ele traz ali é a questão de
- 20:25mídia. Ele analisa ORPG como um
- 20:27processo qualitativo, que é uma questão que a gente vai abordar
- 20:30aqui. EE ele tem uma questão que eu
- 20:33acho muito interessante. Que é ele.
- 20:36Ele ele estabelece logo de cara que todos os jogos se baseiam em
- 20:41regras, né? E é engraçado, porque as pessoas
- 20:43têm isso como um senso comum, mas me parece que ele
- 20:45estabeleceu isso aqui justamente pra poder trabalhar em cima, né?
- 20:50Pra poder. Porque isso, essa questão da
- 20:52regra da formalidade ou da informalidade é uma coisa que
- 20:56ele aborda. Então isso já é um partido
- 20:58também, já faz parte desse recorte dele que a gente vai ver
- 21:02é em frente aqui, mas agora. Fazendo um parêntese rápido, que
- 21:07que você descobriu aí sobre o Marcos dumontola sobre ele?
- 21:11Cara, ele é um finlandês, né? Aham, ele é finlandês.
- 21:15Universidade de tampe, né? Isso e assim existe 11 cultura
- 21:22dentro do do RPG nórdico que é muito forte no é a partir dos
- 21:27lápis, né? Tipo eles, eles jogam muito
- 21:30lápe. E isso se reflete no texto, né?
- 21:33Tipo, eu acho que isso é muito interessante porque se se eu for
- 21:37for fazer um texto, é acadêmico. Sobre RPG, o láp eu não tenho
- 21:42experiência nenhuma com láp, então eu eu eu não traria para
- 21:45discussão. E a ao ao trazer para discussão
- 21:47o láp e os jogos virtuais de RPG é, ele estabelece, tipo, é
- 21:54observações sobre o fenômeno do RPG que você não tem como ver
- 21:57fora disso, então. A própria condução do, do, de
- 22:01como a as coisas se manifestam dentro do círculo mágico do jogo
- 22:05do RPG é a partir do larp. Vai ser diferente da do do jogo
- 22:10de mesa, porque a gente tem que vocalizar tudo quando tá jogando
- 22:12jogo de mesa. E no larp, o próprio gesto é um
- 22:14ato que se ele, ele, ele tiver validade dentro do do círculo
- 22:20mágico, ele já tá gerando informação pro jogo, né?
- 22:23Então é é muito. Acho que é uma coisa muito
- 22:26impressionante de como. O contexto em que ele está
- 22:28inserido, né, como um finlandês jogador, tipo analista de larp,
- 22:32né? Ele já tem uma produção, é é
- 22:35rebuscada em em cima de RPG, ele já escreve faz bastante tempo e
- 22:39você vê pelas referências que o cara tem, que tanto ele, ele
- 22:42traz pra pra jogo, né? Ele traz pra pra conversa.
- 22:45É acadêmicos também da Finlândia que estão pensando nos jogos,
- 22:49mas acadêmicos clássicos do de, de de RPG, né?
- 22:51Tipo Salem Zimmermann, que não são dali do do do campo dele.
- 22:57Total, a gente vai citar provavelmente aí durante durante
- 23:01o episódio, alguns outros estudos, então é, eu vou deixar
- 23:04linkado no descritivo do episódio tudo que eu puder a
- 23:06respeito disso pra vocês acompanharem, caso vocês
- 23:09quiserem aprofundar também. Maneiro, cara, eu até tinha
- 23:12notado aqui, né, que quando ele fala ele, ele não fala
- 23:15exatamente RPG, né? Ele fala role plain, porque isso
- 23:19isso inclui aí o RPG inclui também o larp, como você falou
- 23:24finlandês, né? Nórdicos, é.
- 23:27Como aquele meme do aliens, né? E a gente pode dizer nórdicos,
- 23:30né, os nórdicos e os e os lápis, aí é e também é RPG, é
- 23:36eletrônico, né? Também ele cita em um momento
- 23:39outro, então ele está falando de rodeplay, é como o foco dele,
- 23:42não necessariamente um jogo ou outro, mas aqueles jogos em que
- 23:45a gente tem é, é esse, esse fenômeno, né, de interpretar
- 23:49alguém em algum nível, mas enfim, vamos lá, cara, primeiro,
- 23:53eu acho que ele começa com uma investigação muito interessante.
- 23:57E que diz respeito a essa questão das regras, né, de de,
- 24:00eu acho que é por isso. Inclusive, o que ele fala é ele.
- 24:03Ele, ele crava, né, de que ele tá tratando aqui?
- 24:06Partindo da ideia de que os jogos se baseiam em regras,
- 24:10porque ele trabalha os processos formais e os processos sociais,
- 24:13né? E aí, como é que você, como é
- 24:16que você leu aí essa questão da divisão entre processos formais
- 24:21e processos sociais, que embasa OOA investigação dele?
- 24:26É primeiro só um comentário sobre o Rolling plain, né?
- 24:31A parte mais difícil do artigo da tradução do artigo foi
- 24:35traduzir Rolling plain. Todas todas as menções que ele
- 24:37faz de Rolling plain, porque é polissêmico.
- 24:41Você não tem uma definição é que vai servir para todos os
- 24:45contextos. Às vezes ele tá falando de jogar
- 24:47RPG como Rolling plain ou jogar jogos de interpretação como
- 24:51Rolling plain. Às vezes ele está falando de de
- 24:54interpretar 11 personagem específico, ou às vezes ele está
- 24:57falando de enfim, é tem todos uma.
- 25:00Tem toda uma série de de interpretações possíveis do
- 25:04termo Rolling play, né? E eu tive que cuidar um pouco de
- 25:08cada uma delas ali, tipo, pensar um, porque tudo isso foi um foi
- 25:13um desafio muito grande. Você, você tinha falado, né?
- 25:15Tipo de de como ele ele trata que não.
- 25:18Ele não está falando só de RPG, mas o Rolling play.
- 25:20E ele mesmo fala, eu estou falando de jogos de role plain,
- 25:24porque ele ele, ele afasta algumas formas de role plain,
- 25:28que é tipo psicodrama e tudo mais, né?
- 25:31Então ele menciona é formas de role plain que não são jogos,
- 25:35né? Ou e tem alguns jogos também que
- 25:37ele menciona que ele também não quer investigar, tipo role plain
- 25:40o bico. Fui dar uma olhada no que isso
- 25:42uma doideira só. Eu falei, não, beleza legal, mas
- 25:46não, não é pra mim, né? É?
- 25:50Mas é, enfim, é quando ele ele traz, ele começa a falar das
- 25:53regras do do dos Rolling plain, né?
- 25:57Ele primeiro estabelece as 3 jogas do jogar Rolling plain a
- 26:01partir do do de salin Zimmermann, né?
- 26:03E ele fala das regras endógenas, diegéticas e exógenas, né?
- 26:09É, e pra isso antes ele fala todos os jogos, se baseia em
- 26:12regras e todo jogo precisa de ao menos um participante no papel
- 26:15de jogador, né? Então.
- 26:18É, é muito interessante que mais pra frente a gente vai ver.
- 26:21Ele não discute RPG solo aqui, mas RPG solo é invariavelmente
- 26:26um jogo, sabe? Ele não é porque tem um
- 26:30participante, você precisa de pelo menos um participante,
- 26:33então pelo menos isso os solistas tem a seu favor, né?
- 26:37Isso pela análise do montola. Será que eles estão mesmo
- 26:41jogando RPG? E aí além disso?
- 26:45Ele quando ele coloca as 3 regras, né?
- 26:47Ele ele fala as regras endógenas as diegéticas e as é exógenas.
- 26:52Ele faz uma descrição delas, né? É, as endógenas são aquelas que
- 26:57são referentes ao jogo, então ao sistema de jogo e aquilo que
- 27:01afeta a operacionalidade do jogo.
- 27:04As exógenas são AA algo que precede o jogo porque elas estão
- 27:08dentro do do papel. É biopsicossocial de cada um dos
- 27:12jogadores e tudo mais, é algo que vem de fora.
- 27:15EEE se introjetam dentro do jogo e você tem as regras diegéticas
- 27:20essas regras exógenas, elas vão ser essas regras de
- 27:22sociabilidade, né? Então coisas que você não
- 27:25poderia fazer ou o é porque você está numa dimensão social.
- 27:29E as diegéticas são as internas do mundo de jogo, os jogos de
- 27:33RPG, né? Os jogos de roube plain, eles
- 27:35criam esse mundo. É de jogo, digamos que é o
- 27:39círculo mágico do wisinger, é, eles criam esse mundo de jogo e
- 27:44esse, e dentro desse mundo de jogo você tem regras próprias.
- 27:46Então, por exemplo, você está jogando vampiro, a máscara, e
- 27:50você tem a máscara como sendo uma regra diegética, ela existe
- 27:53dentro do mundo de jogo, ela não é uma regra operacional, ela não
- 27:56é uma regra e vai determinar mecanicamente qualquer coisa do
- 28:00do jogo, do processo de jogar. Ela só tem existência dentro do
- 28:04mundo diegético, né? Do do mundo.
- 28:07É de jogo. Na total?
- 28:10É, tem uma coisa interessante, né?
- 28:13O café aqui ele tem uma história com o termo de egético que faz
- 28:17uma inversão, né? E eu acho a inversão muito boa.
- 28:22Porque se você pega, né? AA definição aristotélica da
- 28:25coisa, você vê que OA diegese veio para o RPG a partir do
- 28:29cinema, né? Tipo, a partir do da, da, da
- 28:32contação de histórias, a gente estava meio que trazendo o termo
- 28:35que eles usam no cinema, ou então Na Na, na escrita de de
- 28:39narração, né? No livro ou ou enfim, conto,
- 28:43eles falam do mundo interno, que eles estão sobre o qual eles
- 28:45estão escrevendo, como diegético.
- 28:47Então, tipo, quando se fala trouxe para o RPG, veio.
- 28:50Junto essa visão, só que dentro do RPG a gente tá fazendo uma
- 28:54imitação, uma simulação do mundo é jogado, e aí essa simulação
- 29:00ela já não é mais diegética, porque a gente não tá só
- 29:02contando o mundo, a gente tá vivenciando ele, a gente tá
- 29:05tipo, é criando ele no ato de jogar e esse e criando ele como
- 29:09uma simulação. Então é, seria muito mais um
- 29:13regras miméticas, né? Eu até anotei aqui, a gente vai
- 29:16chamar de regra de diegética, porque o montal ela chama.
- 29:19Ou você prefere trabalhar como regra de regra?
- 29:22Mimética porque como é o vocabulário dentro da
- 29:26comunidade, né? É no círculo mágico desse
- 29:29episódio. Aqui a gente pode chamar de
- 29:31diagético e assim é. É uma coisa que até é muito fora
- 29:35do comum, né? É de trazer análise aristotélica
- 29:40pra pro RPG. Uma coisa que o Tadeu falou no
- 29:42episódio lá atrás aqui no café com dânjoo na primeira temporada
- 29:45e que eu resolvi investigar mais e ir pra mim faz todo o sentido,
- 29:48como você falou aí, né? É trazer o termo é mimesis e
- 29:53diegeses. Faz sentido inclusive ter 111
- 29:56Zine de larp que eu nunca tive acesso, mas eu sei que existe e
- 30:00o nome dele é é mimesis. Então eu sei que lá existe
- 30:04alguma discussão nesse sentido que eu nunca alcancei.
- 30:07Mas se eles escolheram trazer diegésis, é porque eles estão
- 30:10trabalhando a partir de teorias da comunicação, né?
- 30:13De todos esses, esses, esses estudos que.
- 30:17Partem aí do do audiovisual, como você falou.
- 30:19Então é, é já traz aí essa ideia, essa ideia de de, de de
- 30:23jesis, que não é exatamente a ideia de que a gente está
- 30:26falando de um espaço narrativo. Né, mas que a gente está falando
- 30:31de um espaço interno da ficção, então vamos, vamos utilizar por
- 30:35isso aí. Mas agradeço demais você ter
- 30:37feito essa distinção, porque eu não IA fazer, eu IA deixar, eu
- 30:40IA deixar rodar mesmo. EE, faz sentido, porque a galera
- 30:43do café está acostumada a essa distinção que eu faço, né,
- 30:46através do do all fantasy. Mas uma coisa que eu vejo
- 30:50interessante, né, quando ele ele fala do do desses processos
- 30:54formais, os processos sociais, né, de fazendo essa essa
- 30:57distinção, mas aí você trouxe. É esse essas dimensões que ele
- 31:02traz para as regras. Eu queria fazer 11
- 31:05históricozinho aqui das citações dele em relação às regras
- 31:09invisíveis, como ele chama, né? Porque primeiro ele faz.
- 31:15Ele traz aí a estrutura em 3 camadas do fine, que é um cara
- 31:19que também que estuda, que estuda RPG, inclusive é é uma
- 31:23referência que eu já vi bastante, né?
- 31:25Então é 11, estudo de 83 aí. E ele coloca 3 camadas
- 31:30diferentes, ele coloca coloca a camada social, a camada jogo e a
- 31:34camada diagética, como você falou, e aí o montola traz isso,
- 31:38né? Então a gente tem aí é esses 3,
- 31:41essas 3 dimensões, mas a gente tem também é as regras endógenas
- 31:45e isógenas que ele cita pelo bjork e o Rolo painen, né?
- 31:492003. E aí ele também traz essa, essas
- 31:52dimensões de Salem Zimmermann, 2004, que a galera também está
- 31:56muito habituada a ler. Que é do rows of play, né?
- 32:00Do regras do jogo. E aí eles trazem as regras
- 32:03operacionais. Regras é que são é o jogo como
- 32:06deve ser jogado as regras constituintes, que é que são os
- 32:10dados, estatísticas e sistema lógico matemático do jogo.
- 32:14E as regras implícitas, que são sociais, não escritas, né?
- 32:18E aí o montola meio que traz um take dele, né, a respeito disso,
- 32:22que é que são as regras do mundo.
- 32:25As regras do poder e as regras do personagem, né?
- 32:27Você vê como, como ele, que ele meio que vai desenhando, né?
- 32:31Essa, essa ideia dele. Então ele traz a regra do mundo,
- 32:37é a regra do poder, a regra do personagem, passando pelos
- 32:40processos interativos ali de você definir.
- 32:44E redefinir o estado do jogo, né?
- 32:46É, é. E aí, no caso, a gente tá
- 32:48falando de propriedades e conteúdos desse desse mundo
- 32:52imaginário que no RPG ou em roadplay de forma geral, é, a
- 32:57gente pode identificar com esse círculo mágico do, do, do
- 33:01rudzinger, né? É, e aí ele tem também esse ele,
- 33:05ele traz a importância de se definir, é.
- 33:10Como o mundo, né? De como, de como a capacidade de
- 33:13definir o mundo é distribuída dentro dos participantes, né?
- 33:17E, por fim, ele traz. Aí é essa questão dos jogadores
- 33:21definir em o mundo por meio de personagens que são delimitados
- 33:26por esses estados, né? Que são sempre interativos
- 33:29dentro da ficção construída. Então a gente começa a ver ali
- 33:32que ele, ele começa AA definir essas dimensões.
- 33:38De regras, né? Através de uma herança, né?
- 33:41Ele, ele meio que trabalha com essa herança de de percepções
- 33:44sobre regras. É como é que você enxerga essa,
- 33:48essa essa evolução, cara, você, você vê um fio nisso ou você
- 33:51acha que ele, ele meio que sei lá, meio que citou meio que pra
- 33:56pra fazer pra falar, ó, passei por isso aqui, mas estou
- 33:59trazendo outra coisa. Você vê uma conexão entre esses
- 34:02é, é essas estruturas que ele puxou.
- 34:05Ah, sim, porque quando ele é, a preocupação dele é de fazer essa
- 34:10verificação das regras implícitas.
- 34:13É ele. Ele estava repousando sobre os
- 34:16os ombros desses outros que é acadêmicos que vieram antes dele
- 34:20e perceberam que havia muito mais do que só OAA as regras
- 34:25operacionais do em jogo ali, né? É o estabelecimento das das 3
- 34:30regras que ele propõe para definir o que que é um RPG.
- 34:33Né? É entre regra de mundo, regra de
- 34:36poder, regra do personagem, sai da regra de jogo das das 3 das 3
- 34:40definidas, que é um jogo de que as 3 definições que definem o
- 34:43que que é um role plain, e aqui ele fala, olha essa aqui, tipo,
- 34:46se tiver essas regras aqui, se tiver regra de mundo, regra do
- 34:49poder, regra do personagem, é um RPG, se não, não é.
- 34:53Então ele está sendo bem mais definitivo até, né?
- 34:56Porque enquanto os outros estavam fazendo 11 analista bem
- 34:59descritiva, aqui, nesse caso em específico, ele é normativo.
- 35:03Né? É ao longo do do do artigo, ele
- 35:07ele não é, ele não é. Nem sempre ele toma essa
- 35:09postura, né, em que ele tá ali descrevendo tudo mais.
- 35:12Aqui ele tá falando, ó, é assim, tipo, se se tiver isso condiz
- 35:16com ser um jogo de road play, né?
- 35:19Tipo, e se não tiver, não, se não seguir isso aqui, não tem
- 35:22como ser, né? E aí vai ser uma outra coisa.
- 35:26Eu acho interessante ele, ele ele vai construindo regras em
- 35:28cima disso, né? Tipo, ele tem essas 3 regras, aí
- 35:31depois ele adiciona mais mais 4 regras que que é sobre como o
- 35:36poder decisório do do procedimento do jogo vai, vai se
- 35:39distribuir, né? Então ele começa falando que o
- 35:43poder decisório precisa ser feita por um construto de
- 35:45personagem com o livre arbítrio é, e a partir do de um do, o
- 35:51jogador consegue fazer isso a partir do seu personagem, né?
- 35:53Ele vai conseguir definir estados de mundo.
- 35:55A partir do seu personagem? É uma coisa curiosa de sobre
- 35:59isso é que ele coloca que o Holly play é o método de se
- 36:03jogar o jogo, né? Então ele coloca o roll play
- 36:04como método, né? Sim, então EE quando essa
- 36:11perspectiva é curiosa, porque a gente pensa, né?
- 36:13O roll play não como método, mas como sendo.
- 36:16É ou a finalidade, né? Para quem é é fã de vampiro, a
- 36:20máscara. Como eu?
- 36:22É o roll play? É, é finalidade ou é 11
- 36:26artifício, né? Tipo, quando você pega um, pega
- 36:29um jogador que que um dei dezero, que nem você, tô
- 36:33brincando. Mas é AAO roll play é visto
- 36:36dentro, tipo essa. Essa divisão é muito antiga, né,
- 36:40dentro das comunidades de RPG em que você separava.
- 36:43É Rolling plain é como um artifício e aí então é uma coisa
- 36:47que assim é acessória e o outro é o Rolling plain como sendo
- 36:51tipo a centralidade da coisa, você tá ali pra pra fazer o
- 36:54Rolling plain e ele vai aqui falando não.
- 36:56Rolling plain é o método que a gente tem pra jogar esse jogo
- 36:58sem o sem isso a gente não consegue chegar No No no jogo,
- 37:03né? E aí só que ele faz 11
- 37:05interpretação do que que é o Rolling plain.
- 37:08Né, que aí é é bem própria, né? E aí precisa passar por esses
- 37:11canais de poder, de definição, de onde está a gestão da
- 37:15informação? Como que você, um personagem, é
- 37:17construído? O meta, tudo isso faz, vai fazer
- 37:20parte dessa elaboração, né? Ele chama de estrutura de poder,
- 37:23né? AA gente pode separar um
- 37:26pouquinho mais a frente e trazer isso de forma discriminada
- 37:30assim, porque eu acho que. Vale a pena agora, né?
- 37:34Ele, ele o tempo todo. Ele fala dessa questão de
- 37:38dinâmicas qualitativas e quantitativas também, né?
- 37:41E aí isso eu acho que é um pouco formador desse, desse poder, né,
- 37:45porque porque quando ele fala, ele fala em dinâmicas
- 37:50qualitativas, né? EEEE quantitativas.
- 37:53Ele tá meio que começando a definir que as Oo os as
- 37:57dinâmicas quantitativas, elas são aquelas que passam por teste
- 38:01e atributo. Combate por coisas que a gente
- 38:04vai ver é imperando bastante no RPG eletrônico, né?
- 38:08Então você tem essa, essa, essas dimensões quantitativas, mas que
- 38:12ao largo disso você tem uma imensa gama ali de dinâmicas
- 38:16qualitativas que são, por exemplo, o role play, a
- 38:20exploração, que no RPG de mesa, por exemplo, a gente vai ver que
- 38:24impera em grande parte, né? Porque.
- 38:27Enfim, são, é, é meio que inquentificável e é tipo, e é
- 38:32solto, né? É, é feito de uma forma solta.
- 38:34E é muito por aí que passam as regras invisíveis, porque o que
- 38:38é teste tributo, que é um combate.
- 38:39Não sei o que isso passa por regras formais, pelo espaço
- 38:42formal, mas aí ele traz essa, essa toda, essa questão
- 38:46qualitativa, como como 1111 local importante, né, de você,
- 38:51de de de jogo, dentro do dentro desse método do role play.
- 38:56Aí ele ele começa a trazer essa investigar essa questão do dos
- 39:05do que é exógeno, do que é endógeno o que e do que é
- 39:09diagético, né? Oo que que é exógeno?
- 39:12Agora voltando para essa questão, o que que é exógeno
- 39:15exatamente, né? Como o que que ele coloca como
- 39:17exógeno? Exógeno aqui No No, no texto,
- 39:23ele coloca como aquela camada social.
- 39:26Que é externa, OAOA operacionalidade do jogo EAEAEA
- 39:31camada diegética, né? Então é o campo amplo.
- 39:34Tem um episódio que você gravou que era o não seja babaca aqui.
- 39:38Assim você estava tentando resolver por meio da da das
- 39:42regras endógenas, né? De você ter uma exploração de
- 39:45regras endógenas que facilitem o papel.
- 39:47E a compreensão do papel é dos jogadores em em torno da mesa.
- 39:53Né, sobre as suas funções e tudo mais.
- 39:55E a partir daí tem um estabelecimento que esclareça
- 39:58para os jogadores o que que, o que, que eles devem fazer, como
- 40:01que eles devem atuar e tudo mais.
- 40:03De modo que é você, a partir do jogo tenta resolver algo que
- 40:09muitas vezes está na camada social, né?
- 40:11Que e há uma. Essa é uma pulsão constante na
- 40:15comunidade, né? A gente hoje teve uma conversa
- 40:18sobre isso No No grupo, algumas conversas sobre isso.
- 40:21Essa é uma constante, mas essa camada exógena, ela faz parte de
- 40:25um de um, é de uma interação entre os jogadores ali que tá
- 40:31fora do do mundo de jogo que tem envolve as influências, é
- 40:35sociais de cada um, né? O rapper entre os os jogadores e
- 40:39as relações entre eles, né? É, você chega numa mesa, você
- 40:44tem um grupo de pessoas que todo mundo já se conhece, tem 11,
- 40:48familiaridade com entre si. A as discussões, as referências,
- 40:53todas elas vão ser muito mais é facilitadas do que quando você
- 40:57chega num lugar e você não conhece ninguém.
- 40:58E ali, né, você tá ainda tateando e tudo mais.
- 41:01Então o processo de construção do é dessa comunidade.
- 41:06Que tipo um jogo social gera? Ela que é onde tá essa camada
- 41:11exógena, né? Essas regras exógenas.
- 41:13Você ainda está tateando para descobrir quais são essas
- 41:15regras, né? Então a linguagem que você vai
- 41:19usar e enfim, todas as essas coisas vão vão variar muito, né?
- 41:23Tipo, uma pessoa que vai jogar beargotten pela primeira vez e
- 41:28ela vai ter que se acostumar até com um vocabulário diferente,
- 41:31porque se ela tiver vindo de um outro campo da da comunidade,
- 41:34ela nunca vai ter ouvido falar em reivindicação ficcional e
- 41:36tudo mais. É, é ele, ele, ele trabalha
- 41:40muito essa essas questões exógenas e endógenas como os
- 41:43objetivos das pessoas, né? Então, tipo o exógeno sendo
- 41:47aquele aquele cara que vem falar Ah, eu quero jogar aqui porque
- 41:50eu tô afim de me divertir com a galera ou porque eu tô afim de
- 41:54enfim, é, tem os objetivos ali desse cara exógenos é que é
- 42:01isso, né? Muitas vezes.
- 42:03Estão desalinhados entre os jogadores.
- 42:05Cada jogador às vezes tem 11 objetivo exógeno diferente, mas
- 42:11que em algum nível eles se alinham dentro dos objetivos.
- 42:15Endógenos ou não, né? Ele ele traz aqui uma frase que
- 42:18eu que eu destaquei que é o seguinte, o valor de objetivos
- 42:22endógenos deriva dos objetivos exógenos dos jogadores, se o
- 42:28foco de um jogador de RPG for ter uma boa experiência de role
- 42:32play. Esse tipo de objetivo endógeno
- 42:35só tem valor se ele puder traduzi lo em um objetivo
- 42:39diagético também, se não puder, ele pode acabar sendo ignorado.
- 42:44E isso é é, eu achei muito interessante porque ele ele não
- 42:47coloca que o jogo vai quebrar ou que não vai ter não.
- 42:51Ele fala que vai ser ignorado, né?
- 42:54EEE, eu acho que tem uma coisa, é uma coisa muito valiosa aí que
- 42:58ele falar redundantemente falando, né?
- 43:02Que o valor de objetivos endógenos deriva dos objetivos
- 43:06exógenos, ou seja, o jogador, se se ele não encontra no jogo
- 43:11alguma coisa que ele, com seu objetivo de fora, encontre,
- 43:15encontre respaldo para jogar, aí ele simplesmente vai deixar de
- 43:21lado aquele objetivo do jogo. Mas ainda assim vai jogar, né?
- 43:27E aí, tipo, talvez isso. Isso dialoga muito com essa
- 43:31questão da gente falar de, Ah, esse esse jogo tá tracionado
- 43:35esse jogo não tá tracionado os objetivos do jogador, as vezes
- 43:39do lado de fora não encontra alguma coisa de dentro.
- 43:41O que que o jogador tá fazendo ali, né?
- 43:43É, é e sei lá essa investigação, ela me parece.
- 43:46Ela parece muito relevante assim, cara, porque no fim das
- 43:50contas é se a gente não tem um alinhamento entre isso, né?
- 43:56Entre entre o tipo, se o se o jogo não contempla.
- 44:00Né? Um espaço onde os jogadores
- 44:01possam buscar suas diversões é, ele pode simplesmente não andar,
- 44:06mas ele pode existir. Sabe o que eu tô falando?
- 44:10Tipo, os jogadores estão ali, eles estão é é experimentando
- 44:15aquele ambiente, cada um com a sua, com a sua, sei lá, com o
- 44:21seu objetivo. Mas aquilo não tá virando jogo,
- 44:24né? Aquilo não tá.
- 44:26O próprio Ron AdWords, né, quando ele tenta.
- 44:30Na GNS construir essa ideia de agendas criativas, ele tenta
- 44:35alinhar que que as mecânicas entregam pros jogadores também.
- 44:38Então isso aqui me parece uma coisa muito relevante, porque é
- 44:42uma preocupação que você vai ver em praticamente todos os
- 44:45autores, os autores de teoria de RPG, né?
- 44:47De como organizar essas agendas pessoais dos jogadores, quais
- 44:52agendas que o jogo promove, né? E aqui ele diz que.
- 44:56Isso deve que que deve encontrar um respaldo diegético.
- 45:01Tem um momento em que ele fala que eu não lembro qual que é o
- 45:04autor, enfim, minhas anotações aqui.
- 45:06Mas tem um momento em que ele fala que tem um autor que ele
- 45:11fez 11 descrição de 6 tipos de de buscas, né?
- 45:17Dentro do jogo, algo assim. Mas ele não, ele não.
- 45:21Ele aqui é em uma abordagem mais construtiva.
- 45:25Como aquela e tal, propõe uma lista de 6 gratificações que
- 45:28merecem estudos futuros, entretenimento, aprendizado e
- 45:31significação. Apreciação estética, benefícios
- 45:33físicos e sociais são as formas de de de diversão dentro do
- 45:39jogo. E ele fala não, mas a diversão
- 45:41não é de diversão não, né? Na verdade, de gratificação.
- 45:44E ele fala que que a diversão não é o único, o sentido do
- 45:47jogo, né? E essa é uma parada que tem
- 45:49bastante eco nas de várias das discussões que a gente acaba
- 45:51tendo, que dentro da comunidade e tudo mais, né?
- 45:55Que a diversão não é parâmetro, né?
- 45:57Pra você fazer 11 avaliação de jogo, né?
- 46:00Porque e aqui, quando ele tá falando desses objetivos
- 46:03exógenos, ele tá falando tipo, os objetivos podem ser os mais
- 46:06variados. A questão é, esses objetivos
- 46:08encontram eco dentro das regras endógenas, essas regras
- 46:12endógenas e eles conseguem ver expressão disso dentro do mundo
- 46:16de diegético. Né?
- 46:18Eu gosto que ele usou um, ele usa uma para falar disso.
- 46:23Ele usa um exemplo de Star Wars, Galaxy que ele fala.
- 46:28Ao contratar essa questão do Jedi e colecionar pontos de
- 46:31experiência bastante, o personagem se torna um Jedi.
- 46:33O objetivo do jogador aqui é se tornar um Jedi e para isso ele
- 46:38vai fazer. Vai cumprir coisas dentro do
- 46:39jogo, mas se ele não tiver interesse em saber se ele se o
- 46:43jogador não tiver interesse em fazer isso, ele não vai.
- 46:47Passar AA lidar com as questões endógenas do jogo ali, sabe?
- 46:51É, é é pelo objetivo dele que ele tem ali, que é isógeno de é
- 46:55ele chegar e obter alguma coisa por algum motivo que ele que ele
- 46:58queira, né? É, e isso se traduz em forma
- 47:01diegética. E ela tem que acontecer.
- 47:04E aí aquilo ali está expresso também na nas regras endógenas,
- 47:07né? Uhum, sim, é.
- 47:10E uma coisa que eu vejo disso aí, cara, é que que né?
- 47:13Desse lance do jogo continuar, é apesar do cara não encontrar
- 47:16ali. Dentro do jogo, né?
- 47:18O é, é porque muitas vezes, e aí isso eu acho que é uma
- 47:23investigação diferente, é outra coisa.
- 47:26Então entendo que não, não, não entra aqui é é que muitas vezes
- 47:32o jogador não sabe, né? Isso é uma coisa que eu falo
- 47:34sobre teorias de RPG de forma geral, essas teorias da
- 47:36diversão. O MDA e as estéticas, né?
- 47:39Que ele propõe é que o jogador mesmo, ele não sabe às vezes o
- 47:42que ele quer, ele sente que ele quer, Ah, eu adoro exploração,
- 47:45eu adoro, não sei o que, mas ninguém é esse sommelier todo
- 47:49que bota o RPG na boca e entende cada notinha, entendeu?
- 47:52Acaba que você meio que tem essa atitude de querer jogar, de
- 47:55querer experimentar aquilo EEO jogo ele meio que, pô, ele pode
- 48:00até não ser um jogo pra você, mas talvez não passe pra um
- 48:03canal tão claro, né? De que ele quer.
- 48:05É, Ah, eu eu estou aqui para socializar e aí esse jogo não
- 48:08socializar tanto, talvez não seja tão claro.
- 48:11Então acaba que essa compra, né? Ela não passa por um canal, por
- 48:15mais que ela seja de fato exógena, né?
- 48:17Ela não passa por um canal tão racional e por uma construção
- 48:20tão clara do design do jogo em torno disso, né?
- 48:23Então, nesse ponto, a minha interpretação pessoal a respeito
- 48:26disso que é, é acho que é o que foi, o que eu trouxe para o
- 48:30ofens dentro da proposta de jogo que eu trago é que.
- 48:34Eu prefiro colocar ali e falar, olha, esse jogo é disso aqui.
- 48:36Se você encontrar dentro desse jogo né?
- 48:38É Oo alguma coisa que te contemple e te deixe feliz de
- 48:43jogar, você vem jogar, senão aqui tá claro o que que é e você
- 48:47não dá nenhuma chance e muitas vezes a gente vai ver que gente
- 48:50vem jogar Oo jogo falando cara, vou ver do que que como é que
- 48:55funciona isso aqui? Vou testar, vamos ver com essa
- 48:57proposta e acaba descobrindo várias outras coisas, como por
- 49:00exemplo você for jogar Beer goten.
- 49:02Falou, odeio mapear, odeio me localizar no mundo, não sei o
- 49:05que. Acabou que pô, tá lá fazendo
- 49:07mapa, tá se localizando no mundo e acabou havendo diversão nisso,
- 49:10né? Então acaba que existe um
- 49:13momento de compra do jogo, né? E que acaba que esses elementos
- 49:18endógenos acabam contemplando você numa vez que você nem sabia
- 49:22que você tinha, né? Que é curioso também.
- 49:25Eu eu tenho impressão que. A gente Oo que você traz que é é
- 49:30bem verdade de você a gente não ter essa noção completa de de
- 49:36tudo que a gente gosta ou não. A gente não tem como inventariar
- 49:38tudo que a gente gosta ou não, a priore sem experimentar.
- 49:43Então a gente às vezes, muitas vezes observa esses elementos no
- 49:46vácuo pra você falar, Ah, isso aqui eu não gosto.
- 49:49Mas assim como numa receita, tem ingredientes que você adora numa
- 49:53receita e você vai odiar em outra.
- 49:55Eu acho que isso é muito verdadeiro pro pro RPG, porque
- 50:00parte da experimentação só é possível de ser observada se os
- 50:04elementos estiverem compondo um Oo prato, né?
- 50:09Então aqui você vai resultar em algo harmonioso se você tem esse
- 50:15as. Essa essa camada é endógena, ela
- 50:18também. Ela for elaborada de uma forma
- 50:21em que você vai oferecer para jogadores dos mais diversos
- 50:25esses espaços de exploração dela.
- 50:28É do do como jogo, né? Então eu tenho para mim que é
- 50:33eu, eu eu compreendo que esse isso não seja algo racional e
- 50:37nem consciente, mas que está dentro de 1/01/1.
- 50:43De uma camada de de percepção que a gente tem, que ela é
- 50:48relacional, né? Então a gente vai observar isso.
- 50:51E aí, uma vez que ela as coisas se encaixem, você tem vai
- 50:55conseguir experienciar é. Então eu aprendi a gostar de
- 50:59mapear dentro de um contexto de jogo específico que eu achei que
- 51:03eu nunca IA conseguir fazer, que eu nunca consegui me dar bem,
- 51:06né? É mapear, fazer ata.
- 51:09EE depois até ter o meu próprio jogo, né?
- 51:11Tipo em que eu fui. Joguei essa mesma proposta do do
- 51:15Sky, né? Em que coloquei o pessoal pra
- 51:17mapearrua, tipo, fazia lista. Da guia rodas.
- 51:21É guia 4 rodas. Então é é algo que você só tipo
- 51:26que isso é uma. É uma parada que eu acho que é
- 51:28bem importante dentro do dos jogos.
- 51:31Os elementos isolados dos jogos não, não, não dão a eles a
- 51:37forma. Que eles vão adotar quando eles
- 51:39estiverem do conjunto de uma de uma obra estruturada, né, é?
- 51:43Uma gestalt lúdica, né? O jogo ele vai para além.
- 51:49Ele é alguma coisa maior do que a soma do que a simples soma das
- 51:52suas partes, né? Eu concordo plenamente, cara.
- 51:55E assim, você acha que esse contexto é tem a ver com o que
- 51:58ele chama de mundo ilusivo ou isso é só mais um elemento?
- 52:03Cara. Eu eu gosto demais de Como Ele
- 52:05É. Boa parte das minhas
- 52:07investigações e tudo mais vieram por conta desse de como ele foi
- 52:10estabelecendo esse o mundo ilusivo repertório e tudo mais,
- 52:13né? Tipo, toda minha, minhas viagens
- 52:15recentes sobre estética e tudo mais advém de dessa leitura que
- 52:20porque ele, inclusive ele puxa aqui o Scott mccloud, né?
- 52:24No do do EOE os quadrinhos, né? É pra falar do processo de
- 52:27conclusão, então. A gente precisa de repertório
- 52:32para poder compartilhar a experiência do jogo, de RPGE
- 52:36esse repertório, ele ele precisa também estar em alguma forma
- 52:40compartilhável, né? A gente precisa estabelecer por
- 52:43meio da linguagem, uma ponte entre os jogadores, para que
- 52:46todos entendam. Quando O Mestre falar, olha ali,
- 52:49há 11 ponte em estilo jônico. Se algum dos jogadores não
- 52:54entender isso, ele não vai, ele não vai conseguir acompanhar.
- 52:58É as informações contidas naquilo, né?
- 53:03O mundo, os mundos de de jogo. Eles são ilusivos porque eles
- 53:07são naturalmente lacunares, eles são naturalmente incompletos e a
- 53:11única forma de você ir completando e você ir parando
- 53:14certas é dessas lacunas. É por meio de investigação e por
- 53:18meio da descrição. É dialógica, né?
- 53:21Você conversando com os jogadores é que você vai é fazer
- 53:26o mundo. Aparecer.
- 53:28E aí eu acho isso é uma parada que combina muito com com well
- 53:31fantasy, e eu acho que isso é uma parada que os RP GS, quando
- 53:36ele ele tá falando aqui de uma regra geral dos dos RPG, os
- 53:38mundos de RPG são elusivos, né? Quando você fala seu mundo não
- 53:42existe, você me ofende, é, é diretamente, mas é a realidade
- 53:47que tá nisso, é, você tem que construir esse repertório com a
- 53:50sua mesa, você vai. Poder ter algumas formas de
- 53:53fazer isso. Uma delas é, vamos fazer isso
- 53:55por via lei da mesa em que nós estamos aqui, vocês.
- 53:59O papel do jogador é investigar e o papel do Messi é
- 54:02semimalista. Você oferece 11 jogo, que é Oo
- 54:06conhecer esse mundo, né? E você transforma isso num num
- 54:10espaço de jogo. Ou você pode fazer como os
- 54:13mestres antigos, que é O Mestre que ficava descrevendo, ou ainda
- 54:17você tem muitos mestres que vão lá e mandam material de
- 54:19referência para os jogadores, falam, ó, leia isso aqui, peguei
- 54:23esse livro aqui, tem 800000 páginas de descrição sobre não
- 54:25sei o que lá vai jogar nesse mundo.
- 54:27Vocês precisam estar sabendo de tudo isso para poder jogar.
- 54:30Então por que que acontece isso? Porque é uma forma dos dos
- 54:34mestres tentarem. Dos mestres, enfim, dos grupos
- 54:38de jogo tentarem se sobrepor ao problema que é o fato do mundo
- 54:41ser ilusivo. Mas não importa quantas 800000
- 54:44páginas você leia na hora do jogo, o jogador fala, tá, mas
- 54:48tem uma Taverna aqui. Às vezes você olha e fala,
- 54:52porra, tipo, eu tenho 1000 mapas e eu não tenho mapa deste lugar
- 54:56em específico que eles estão, sabe?
- 54:58Ou então Oo mestre fala, porra, não tem, mas tipo.
- 55:02Poderia ter, saca? Tipo, isso vai dar, vai dar um
- 55:04jogo legal, e aí isso vai partir para um outro, pra pra uma outra
- 55:08forma de você. O Mestre tem essa autonomia, né?
- 55:11Ele tem autonomia de fazer a definição de mundo ali, e ele
- 55:15pode conceder elas aos jogadores também, né?
- 55:17Mesmo nos jogos mais tradicionais.
- 55:19Então, enfim, é o mundo elusivo ele é, ele é fascinante de
- 55:26pensar EEE, pensar e explorar como é.
- 55:31A partir dos jogos de Rolling play como um todo, porque mesmo
- 55:35naqueles que são mais virtuais e que tem componentes gráficos
- 55:38dados pra você mesmo, eles você precisa de uma espécie de
- 55:42repertório comum. Porque o jogador vai lá e fala
- 55:45que ele tá fazendo uma parada. Que OOOO?
- 55:48Jogo não, não permite que ele tenha um emoji que faça isso,
- 55:52então o outro jogador vai ter que imaginar também e ele
- 55:54fazendo aquilo não é no tipo não está dado, então.
- 55:59Ele naturalmente é um jogo imaginativo, né?
- 56:02Oo mundo vai precisar desse diálogo.
- 56:05Ele vai precisar de um canal comum.
- 56:07É total. Ele coloca numa frase que eu
- 56:11acho que eu acho bem interessante.
- 56:12É o seguinte, nenhum participante do processo pode
- 56:16entender o mundo de jogo por completo, uma vez que partes
- 56:20dele são inacessíveis, criadas por outros jogadores, mas nunca.
- 56:25Expressadas, vocalmente. E aqui tem uma questão muito
- 56:28interessante que você falou, por exemplo, da ponte do estilo
- 56:31jônico, né? Sei lá na coluna jônica, sei lá,
- 56:34lá tem uma coluna gigantesca ali no estilo jônico.
- 56:37Depende que o jogador entenda a sua referência em algum momento,
- 56:42né? É, eu fico me perguntando, por
- 56:45que que é relevante você dizer que ela é uma coluna no estilo
- 56:49jônico, né? É, ou se não é melhor, ou se não
- 56:53é melhor, ou sei lá o porquê. Você não falou simplesmente que
- 56:56era uma coluna. E aí você deixou que cada um
- 56:59interpretasse aquilo no seu próprio espaço íntimo, a sua, a
- 57:04sua maneira. Porque me parece que o estilo
- 57:08dessa coluna, ela só vai ser relevante para o jogo, né?
- 57:14A partir do momento que aquilo for.
- 57:17É, quer dizer, desculpa, aquilo só vai ser relevante a partir do
- 57:20momento que o que fizer a diferença no jogo, né?
- 57:24Então, por exemplo, se o jogador falar, cara, eu quero pegar uma
- 57:27corda e passar em volta dessa, dessa, dessa coluna, tem lugar
- 57:34ali onde o gancho pode agarrar. Aí talvez o estilo faça
- 57:37diferença. Aí você fala, bom.
- 57:39Essa, essa, essa, esse Pilar, ele tem um formato assim,
- 57:44assado, porque é um estilo jônico, e aí o cara fala, Ah,
- 57:47então beleza, eu vou botar porque ela tem onde enganchar,
- 57:49mas não, ela é lisa no estilo Romano, não sei o que, não sei o
- 57:52que talvez não tenha onde agarrar, porque é pô, é lisinha,
- 57:55é circunferências assim e tal, aí, pô, não, não tem.
- 57:59E aí Oo estilo da coluna entrou em jogo, mas se os jogadores
- 58:03tivessem passado ao largo, talvez cada um tivesse
- 58:07imaginado. Na sua forma, na sua cabeça, e o
- 58:10jogo IA continuar perfeitamente. Independente disso, né?
- 58:14E aí ele traz até uma coisa, uma frase aqui de egese subjetiva é
- 58:19tanto o produto primário do road play e objeto efêmero do valor
- 58:25estético. Isso pra mim, cara, é, é, é, é
- 58:30muito a lei da mesa que a gente trabalha aqui no café com dânjoo
- 58:33escarrado, né? É, é, é muito isso, cara.
- 58:36É, é. Qual é a relevância disso, né?
- 58:39Ele ao mesmo tempo é produto, mas é também objeto, né?
- 58:42Ele é produto primeiro, mas é objeto efêmero, do valor
- 58:45estético. Então a gente ao mesmo tempo é é
- 58:49influenciado por uma, por um, por um mundo interno que a gente
- 58:52tem. A gente leva isso pro pro mundo
- 58:54de jogo, mas ao mesmo tempo, o mundo de jogo, ele dá relevância
- 58:57para coisas que tão em jogo, que tão naquele repertório coletivo,
- 59:01se não, talvez nem faça sentido, né?
- 59:03Ele não vira repertório lúdico, por assim dizer, né?
- 59:07É assim, eu vou fazer uma consideração aqui.
- 59:09Existe uma questão de estilística dentro do do jogo
- 59:13que quando O Mestre está fazendo, está usando o seu poder
- 59:16de definição. Ele ele pode usar essa
- 59:19estilística para além do daquilo que é meramente funcional, né?
- 59:23Acho que dentro, por exemplo, de uma perspectiva do em que o jogo
- 59:27é, ele está determinando que o papel do mestre é como um papel
- 59:32minimalista. Ele.
- 59:35Ele ele gera um jogo específico, que é o da investigação.
- 59:38Eu acho que faz todo o sentido. O Mestre, tipo, dá um mínimo de
- 59:41informação possível. Por outro lado, se o papel do
- 59:44mestre ali é é guiar um pouco o sentido do jogador, é oferecer
- 59:49para os jogadores um pouco do da sensação de estar no mundo.
- 59:53Às vezes é faz sentido você ter um pouco mais elaborado.
- 59:58Então um jogo mais cinematográfico é O Mestre fazer
- 1:00:01uma descrição mais, mais, digamos.
- 1:00:06É, é como que eu posso. É algo que chame mais atenção
- 1:00:09dos jogadores, que algo que possa fazer com que os jogadores
- 1:00:12se se sintam mais dentro do universo cinematográfico que
- 1:00:15está sendo utilizado ali. Isso é um recurso, né?
- 1:00:18Aí tem uma funcionalidade, mas a funcionalidade não é uma
- 1:00:22funcionalidade dentro do do jogo ali, como sendo Oo engate pro
- 1:00:27desafio ou coisa assim. É esse recurso em que você está
- 1:00:31tentando fazer essa imersão. Do jogador no mundo de jogo.
- 1:00:35Então pode haver uma funcionalidade que não é essa
- 1:00:38funcionalidade mais tipo, ambas são endógenas, ambas são são
- 1:00:43funcionalidades que estão ali para falar sobre a
- 1:00:46operacionalidade do jogo, mas uma delas é essa
- 1:00:49operacionalidade mais mecânica, porque está lidando diretamente
- 1:00:52com o os atos que os jogadores são possíveis aos jogadores, né?
- 1:00:56E a outra é esse frufru que tem como funcionalidade é.
- 1:01:02Trazer o jogador pro mundo de jogo, trazer essa tipo tem mess,
- 1:01:05são viciados nisso. E aí óbvio que tem jogadores que
- 1:01:09não vão gostar disso e tem mess que que que por outro lado, os
- 1:01:12jogadores sentem que são muito secos.
- 1:01:14Então é vai muito do, do, do de como essa comunidade que vai,
- 1:01:19que toda mesa gera é vai lidar com isso, né?
- 1:01:21Tipo EE, aí tem, vai, vai ter você vai ter pessoas que vão ter
- 1:01:24preferência pro estilo e pro outro, e é natural, né?
- 1:01:28Mas é só é assim. Tipo, essa provocação é muito
- 1:01:33boa. Eu gosto dela, tipo, você falar,
- 1:01:35mas por que que alguém vai lá e vai falar do do estilo jônico se
- 1:01:38não, não for 11? Necessidade é funcional e às
- 1:01:42vezes a gente faz coisas que não são por necessidade funcional,
- 1:01:45né? Os Marajó, quando vão fazer um
- 1:01:47vaso, eles não vão lá. EE falam, pô, tá bom esse vaso
- 1:01:50aqui de qualquer jeito, só sem nenhuma, nenhum desenho, sem
- 1:01:53nenhum arte, tá bom, eles vão lá e eles trabalham aquilo ali pra
- 1:01:57uma forma em que eles acham que tem a validade e que tipo.
- 1:02:01Comunique coisas que eles queiram comunicar pra partir
- 1:02:04dali, né? Mais de 1000 episódios na
- 1:02:10primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões
- 1:02:16sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada
- 1:02:20com muito a oferecer a comunidade do RPG.
- 1:02:29Aventureiros? Numa busca por mais episódios na
- 1:02:31semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram,
- 1:02:35participar de sorteios e enriquecer seu jogo.
- 1:02:41Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados.
- 1:02:49Apoia.se barra café com Dancing. Contamos com você.
- 1:03:14Agora tem uma coisa interessante aí.
- 1:03:15Tô eu tô fugindo um pouco até do que o do montala, mas nem tanto.
- 1:03:21Eu vou. Eu vou ancorar novamente, que é
- 1:03:23o seguinte, é curioso que quando você tem, quando você puxou a
- 1:03:28coisa do das informações a mais, da direção dos jogadores, você
- 1:03:33trouxe o cinema. E me parece que isso não
- 1:03:36acontece à toa. A gente normalmente faz isso
- 1:03:39porque a gente traz o referencial do mestre a partir
- 1:03:43de 1/01/1, configuração de poder em que ele fica mais ativo e o
- 1:03:49jogador mais passivo, né? O Mestre, ele acaba sendo o cara
- 1:03:53que é responsável por trazer o jogador.
- 1:03:55E por que que o jogador não? Não traz O Mestre também, né?
- 1:03:58Então por que? Porque a gente começa a adotar
- 1:04:01uma composição de poder e a gente vai trazer essas
- 1:04:04estruturas de poder aqui no montola, né?
- 1:04:05E por isso que eu acho que não, não, não sai.
- 1:04:07Tanto que é a gente entender por que que o nesse caso, O Mestre
- 1:04:13estaria trazendo o estilo pro jogo e o jogador não poderia.
- 1:04:16De repente o jogador tava imaginando de outra forma e quem
- 1:04:19sabe na cabeça do jogador não era uma solução estética.
- 1:04:22Ou uma solução, enfim, de lúdica, até que poderia ser mais
- 1:04:27legal para o jogo, para as pessoas ali que estão
- 1:04:29envolvidas, né? Mas como tem essa pessoa do
- 1:04:31mestre que está propondo, né? É, é fica uma coisa mais ativa
- 1:04:35por parte do mestre, mais passiva por conta do jogador.
- 1:04:38E aí por isso que eu acho que você acaba trazendo do jeito de
- 1:04:41outro cinema como referência. E aí uma coisa curiosa dentro do
- 1:04:45RPG aqui ele é, ele traz essa síntese.
- 1:04:48Né, do espaço imaginário, né? O espaço imaginário ele acaba é
- 1:04:53sendo muito uma é, é, é não somente 11 síntese lúdica, mas
- 1:04:59também sínteses pessoais, né? Aí, no caso íntimo de cada um,
- 1:05:03vai vai imaginar aquele mundo, a sua forma.
- 1:05:06E ainda assim o jogo continua, o que é um mistério com m
- 1:05:09maiúsculo, né? É ele, ele só precisa de
- 1:05:11alinhamento na esfera lúdica mesmo, fora isso, ele não
- 1:05:15precisa. E aí eu trago aqui a frase, né,
- 1:05:17Oo. Uso contínuo de poder
- 1:05:19interpretacional ocasionalmente leva a conflitos que ocorrem
- 1:05:25quando os participantes percebem que sua compreensão do mundo de
- 1:05:28jogo contradizem umas as outras, né?
- 1:05:31E aí eu acho interessante que ele coloca isso junto de um de
- 1:05:36uma parte em que ele fala sobre o propósito do Ruy play.
- 1:05:40E sobre a resolução de conflitos?
- 1:05:41Na verdade, sobre a resolução de conflitos, mais que ele fala que
- 1:05:44O Mestre de jogo, as mecânicas de jogo são 2 dos métodos
- 1:05:48centrais criados especificamente com o intuito de evitar que o
- 1:05:51conflito se estabeleça em um nível de forma de modo a mantê
- 1:05:55lo e um nível de conteúdo de jogo, né?
- 1:05:58E, enfim, ele fala que esses conflitos eventualmente chegam a
- 1:06:03escala social, que foi o que a gente.
- 1:06:05O que a gente trouxe ali atrás? E aí complementando, ele fala de
- 1:06:08um processo de arbitragem implícito, que acontece nessa,
- 1:06:12nessa nessa conversa, né, que vai construindo o mundo e um
- 1:06:16processo interativo, interativo de arbitragem pautado negociação
- 1:06:20e cooperação, ao invés de briga e disputa, né?
- 1:06:24E aí você vê, né? Ele tá desenhando uma visão aqui
- 1:06:26que já começa a ser bem particular de role play a partir
- 1:06:30dele, né? A parte que eu mais gosto disso.
- 1:06:33É quando ele fala que até jogadores que estão com
- 1:06:38objetivos em jogo adversário, aliás, né?
- 1:06:41Então esses tempos estavam começando a mesa PVP, né?
- 1:06:44E tudo mais. É mesmo assim, os jogadores
- 1:06:48estão jogando de forma cooperativa, porque todos eles
- 1:06:51são responsáveis por criar esse mundo de ejético.
- 1:06:55É uns pros outros e acho que isso eu acho bem bonito na real,
- 1:06:59porque é onde estabelece. Que o jogo ele é naturalmente
- 1:07:05cooperativo. Ele é 11 espaço de cocriação,
- 1:07:08né? É esses tempos em quando a gente
- 1:07:10estava conversando, é, eu falei muito de música, porque eu
- 1:07:14sinto, eu sinto muito que Oo jogo tem.
- 1:07:17Essa tem 11 Vibe de de jam, sabe?
- 1:07:21E que você você combina com seus amigos, fala, pô, que que a
- 1:07:24gente vai tocar, que que a gente vai fazer?
- 1:07:26Né? E aí cada um pega o seu
- 1:07:27instrumento, cada um começa a fazer as suas viagens.
- 1:07:30EE tenta com aquilo criar um conjunto harmônico.
- 1:07:33É nesse caso, eu também sinto que aqui o dentro do RPG é
- 1:07:38existe muitos espaços. Eu tinha falado ali do do do
- 1:07:40cinema, mas poderia ser outras formas de arte dirigida, porque
- 1:07:45é isso. Eu tava pensando no mestre, como
- 1:07:46sendo esse, esse diretor, mas ele próprio aqui.
- 1:07:50Ele quando ele vai falar desses caras de poder, ele coloca, né,
- 1:07:53que a geralmente fica na mão do mestre e tal.
- 1:07:55E mais pra baixo ele fala é, mas tem jogos que diluem um pouco
- 1:07:58isso, O Mestre oferece isso tudo mais é, eu concordo que é isso
- 1:08:04não não deva ser atribuição somente do mestre, exclusiva do
- 1:08:07mestre. Acho que, na verdade, os jogos
- 1:08:10podem oferecer tantas variações. Que você vai ter jogos em que O
- 1:08:15Mestre vai pode, que é mais ou menos a busca um pouco do ouro
- 1:08:18fantasy, né? O Mestre é de cada posição de
- 1:08:20poder definidor do do mundo, anão ser no momento em que ele
- 1:08:24ser ele. A sua função é específica de
- 1:08:27mestre, né? Aquilo que é particular do
- 1:08:30mestre, seja acionado, que é o momento do do desafio, né?
- 1:08:34Acho que isso. É que é uma visão particular
- 1:08:36também, né, um recorte. Né?
- 1:08:39Não é. É tipo, é um jogo possível, né?
- 1:08:42Se você olha assim, tipo ele aqui, ele tá falando de ele.
- 1:08:46Ele cria 11 espaço de falar quais são os jogos de road play
- 1:08:50impossíveis, né? EE aí ele fala, olha, tipo, a
- 1:08:54gente pode observar essa partir dessa, desse ponto.
- 1:08:58Quanto AAO compartilhamento do do jogo, né, do da diegese
- 1:09:04dentro do jogo. Ele coloca aqui que as ela
- 1:09:08precisa de verossimilhança, inteligibilidade e coerência,
- 1:09:12né? E vez ou outra, quando a gente
- 1:09:14está tendo 11 jogo, por vezes a gente tem que parar um pra pra
- 1:09:18realinhar alguma dessas coisas que ficaram de de fora, né?
- 1:09:23Algum jogador falou, espera, não entendi o que está acontecendo,
- 1:09:26ou então tipo, Ah, é, me me parece que isso aqui não não
- 1:09:30condiz com o restante do jogo, né?
- 1:09:32Ou então, enfim. É, faz todo sentido quando a
- 1:09:37gente pensar que a gente precisa do mínimo disso, porque o jogo
- 1:09:41rode. Mas o que eu acho que é mais
- 1:09:42impressionante é que às vezes Oo jogo roda é com o mínimo mesmo
- 1:09:46assim, tipo, jogador não assim, sabe, não entendeu direito.
- 1:09:51A mesma coisa que o outro não tá, tá em outro universo.
- 1:09:53E o jogo no final da sessão é tipo, a coisa aconteceu, aí você
- 1:09:57pergunta, e como que você imaginou aquela cena?
- 1:09:59E aí você vai ver e as pessoas estão pensando em coisas muito
- 1:10:01diferentes, porque. Oo repertório é diverso, né?
- 1:10:06E a linguagem? Ali, ela se estabeleceu como o
- 1:10:08mínimo denominador comum que possibilitou 2 interpretações
- 1:10:12vastamente diferentes, né? Acho que isso bem interessante,
- 1:10:14bem interessante. É, é EE, é muito.
- 1:10:17Eu acho que é uma coisa particular, né, desse tipo de
- 1:10:20jogo, né? Então é, é isso.
- 1:10:23É muito, muito do que a gente pode buscar, né?
- 1:10:26É, é de onde esse tipo específico de jogo.
- 1:10:32Há as possibilidades que talvez em outras mídias, outros jogos,
- 1:10:34a gente não alcance, né? Então é, eu acho que Oo lance
- 1:10:37exploratório passa muito por aí, né?
- 1:10:39Então, a ofensas e outras iniciativas, a gente ou ou, sei
- 1:10:43lá, galera da forj, quando tava trabalhando com narrativa, né?
- 1:10:45Você vê algumas iniciativas que passam bastante por isso, né?
- 1:10:49E aí, já que a gente tá falando de de estrutura, de poder, né,
- 1:10:53é. Aí que eu eu acho que ele bom,
- 1:10:57ele, ele toca novamente nessa questão dos dos poderes
- 1:11:00exógenos, endógenos e diagéticos que seguem a mesma estrutura dos
- 1:11:04das vontades, né? Do dos objetivos dos jogadores.
- 1:11:07Ele acho que não à toa ele ele segue com a mesma, com a mesma
- 1:11:10estrutura, é, mas acho que ele ele traz 111 ponto sobre sobre
- 1:11:20essas estruturas de poder, né? Que.
- 1:11:22Também dialogam muito com a própria genese da RPG enquanto
- 1:11:25mídia e a própria tensão que isso traz.
- 1:11:28A gente pode ver isso até no elosift shift, né?
- 1:11:31Que é o livro que que que eu acho que é.
- 1:11:34É uma leitura muito importante No No meio da RPG aí do do John
- 1:11:38Peterson, né? Que trabalha a genese do RPGE,
- 1:11:41essas tensões na sua genese ali no primeiro capítulo.
- 1:11:45E ele traz esse essa questão do. Isso nas palavras do montola,
- 1:11:50né? Ele ele enxerga ORPG entre o
- 1:11:52ludus formal e o pai e o pai dia do jogo, que é o jogo livre, né?
- 1:11:57Isso No No calo caloá calois, kelloá é que enfim, são 22 das
- 1:12:07definições dele, né? Mas que a gente vê o RPG ele
- 1:12:09lutando o tempo todo com com isso, né, que é esse o jogo
- 1:12:13formal e o jogo livre, né, que é o pai dia.
- 1:12:18E é interessante a gente ver que de fato, sei lá, Oo RPG, ele
- 1:12:22passa pela pela sei lá, por essa, essa, essa tensão entre o
- 1:12:28geggers e o Harrison, o Harrison sendo o cara do jogo livre e o
- 1:12:31gaggers o cara da regra. A gente vê isso passando pelos
- 1:12:34War gamers, que trazem muitas regras específicas.
- 1:12:37E o pessoal da free Creed espel, que traz ali regras soltas e que
- 1:12:41OOOO unpire que decide, né? A gente vê O Mestre.
- 1:12:47Usando regra de ouro, que nem era regra de ouro, né?
- 1:12:51Mas usando a Liberdade dele dizendo eu sou a regra.
- 1:12:54Em outros momentos, a gente vê o próprio RPG buscando é formas de
- 1:12:58mecanizar um pouco as coisas para garantir um pouco a agência
- 1:13:01dos jogadores por por canais que não passem pela vontade do
- 1:13:04mestre, né? Então a gente vê que é é.
- 1:13:07Ele começa a trazer isso para as estruturas de poder do jogo.
- 1:13:10Então ele ele coloca isso de um jeito muito inteligente aqui.
- 1:13:13No fundo, não é uma questão ali simplesmente lúdica, né?
- 1:13:17É, quer dizer, é uma questão lúdica, mas é uma questão de
- 1:13:19poder, né? É, e aí ele, ele estratifica
- 1:13:23isso em poderes exógenos, endógenos e diagéticos, né?
- 1:13:26É, como é que você, como é que você enxerga isso aí, cara?
- 1:13:30Eu acho que uma coisa que é interessante em quando ele fala
- 1:13:33de poder é que para você jogar, você tem que aceitar a estrutura
- 1:13:39de poder do jogo. Existe uma sujeição voluntária?
- 1:13:43Do indivíduo, do jogador. É a partir do momento que ele
- 1:13:46entra no círculo mágico e quando ele vai jogar o World plain, ele
- 1:13:49ele tem que falar, olha, o meu papel é esse e eu vou ter esses
- 1:13:52poderes delimitados a mim, aceitando os poderes delimitados
- 1:13:56aos outros participantes, né? É eu, assim, eu acho muito
- 1:14:01interessante que tem como teoria política, né?
- 1:14:03Você é, você vai ter isso também, né?
- 1:14:05Ecos disso no. Em discussões sobre o hobbes,
- 1:14:08sobre Rousseau, sobre né? Tipo, a construção do estado é e
- 1:14:13aí a gente vê Oo microcosmo, disse.
- 1:14:15No RPG, tipo, como se ORPG fosse ali ele próprio.
- 1:14:19Essa uma dimensão é em que a gente se aparta da realidade e a
- 1:14:25gente aceita uma nova configuração dos poderes das
- 1:14:28pessoas envolvidas na mesa, né? É eu, eu, assim, isso você você
- 1:14:34tem, vai vai poder ver um pouco sobre isso.
- 1:14:37Até na discussão que o sobre a agência e a vontade de se
- 1:14:42sujeitar AA dentro da agência, No No inguen, né?
- 1:14:46Quando ou ir nos suítes mesmo, né?
- 1:14:49Tipo, quando você fala a vontade de jogar e essa vontade de de
- 1:14:53jogar te coloca na posição de você falar, eu vou aceitar tais
- 1:14:56regras, mesmo que elas sejam impeditivas para que eu chegue
- 1:14:59ou ou dificultosas para que eu chegar no meu objetivo, né?
- 1:15:02Então. É acho que tipo, essa discussão
- 1:15:05em geral sobre como o poder se manifesta no jogo é bem
- 1:15:08interessante. E acho que é o que ele ele puxa
- 1:15:10aqui, né? É, é um bom convite pro pro
- 1:15:13artigo pra pra quem quiser tiver interessado nisso.
- 1:15:16E em relação a como ele divide aqui, ele fala, o poder exógeno
- 1:15:20é o poder do participante de influenciar o jogo de o jogo de
- 1:15:23fora do jogo. O poder endógeno é o poder dado
- 1:15:26ao jogador pelas várias regras do jogo, e o poder diagético é o
- 1:15:29poder que o personagem em si tem.
- 1:15:32Então, aí muitas vezes você esse, essas restrições que o do
- 1:15:36que o personagem pode ou não fazer são quantitativas, né?
- 1:15:40E aí é onde você vai ter esses temas em que é.
- 1:15:44Vão vão falar, olha, tipo, você tem mais 3 em fazer tal coisa,
- 1:15:48você tem mais 2 em fazer tal coisa, dá para você.
- 1:15:51Qualitativo, né? Você falar, olha, você é bom
- 1:15:54nisso, você é mau nisso, mas. Em geral, isso vai passar por
- 1:15:57uma na discussão ali por conta das das formas como o jogo, os
- 1:16:01jogos se manifestam, é com seus mecanismos e tudo mais.
- 1:16:05A boa parte das vezes isso vai em algum momento virar de de
- 1:16:08novo. É algo quantitativo, para depois
- 1:16:11ser requalificado e afetar o mundo de jogo, né?
- 1:16:15Então surge como uma informação, é qualitativa às vezes, né?
- 1:16:19Tipo, ó, o cara é bom nisso, vira quantitativo, o cara é mais
- 1:16:223 nisso pra depois O Mestre falar, ó, beleza, você.
- 1:16:26Pode rolar isso aqui, coisa dessa forma, e aí quando você
- 1:16:28rolou, começa e fala, olha, então você conseguiu desferir o
- 1:16:31golpe de forma. É, é fantástica, né?
- 1:16:33Ou então ele pode falar pro jogador, jogador, descreve aí
- 1:16:36como que foi o seu golpe maravilhoso.
- 1:16:38E enfim, é, é. Olha, olha a tensão aí, olha a
- 1:16:41tensão, porque eu eu entendo e eu concordo contigo, né?
- 1:16:45Mas eu entendo que tem 111, beleza, né?
- 1:16:49Nessa, nessa questão dele trazer o poder, né?
- 1:16:53Não necessariamente. É ele trabalhar com assim, com
- 1:16:58figuras mais, sei lá, a regra, isso ou ele falar do poder, o
- 1:17:05desenho dos papéis, né, em jogo, porque porque me parece que
- 1:17:08quanto melhor desenhar do poder, né, quanto melhor, quanto mais
- 1:17:11claro, né, o papel de cada um, o espaço, né, de de agência ou no
- 1:17:18caso do mestre, né. Às vezes eu falo de
- 1:17:20arbitrariedade, né? Desenho de arbitrariedade bem
- 1:17:23claro. É, me parece que a gente
- 1:17:27precisa, quanto mais claro isso, menos a gente precisa de certo
- 1:17:32de certas seguranças quantitativas, entende?
- 1:17:37Então isso me parece ser justamente 11 espectro, né?
- 1:17:41Uma tensão de fato. A gente vai ver algumas soluções
- 1:17:43caminhando mais para o quantitativo e quando precisam
- 1:17:47de mais segurança, né? Como a gente vê é, sei lá, o day
- 1:17:51day antigo, né? Até faleço no episódio de
- 1:17:53mecânicas anterior, agora de que o day day antigo não tinha uma
- 1:17:57regra de de resolução de conflitos clara, né?
- 1:18:00Ela tinha, tinha algumas coisas meio incipient, mas uma mecânica
- 1:18:04não era claro para o jogador. O México decidia e por conta
- 1:18:08disso a gente viu uma insegurança.
- 1:18:10Então o que que foi construído ali é a ideia de que sempre há
- 1:18:14uma chance do jogador consigo, que ele quer.
- 1:18:16E como é que você resolve isso com jogando devinte, tirando
- 1:18:19abaixo do seu tributo? Então você traz 11 solução
- 1:18:24quantitativa aqui, né? Meio que é meio que pra poder
- 1:18:28diminuir um pouco AO Fiat do mestre que tava.
- 1:18:34De uma forma, tirando e colocando.
- 1:18:36Mas isso aconteceu porque O Mestre tem um papel mal mal
- 1:18:38desenhado, né? Em em wellfantas, quando a gente
- 1:18:41começa a desenhar melhor o papel do mestre, a gente consegue ver
- 1:18:44que a gente pode abrir mão novamente dos testes de atributo
- 1:18:49e de outras soluções quantitativas, né?
- 1:18:52EE partir mais para soluções qualitativas dentro desse
- 1:18:56desenho de poderes, então? E parece que que é um até mais
- 1:19:00do que um eixo simplesmente político.
- 1:19:03Acontecendo, mas esse eixo qualitativo também alguma
- 1:19:07dimensão aí dialoga com essa, com esse gráfico, por assim
- 1:19:10dizer, do poder, sabe? Tem uma quando você estava
- 1:19:14mencionando ali a que O Mestre e as mecânicas surgem como uma
- 1:19:19forma de é estabelecer um conflito de confinado, a forma
- 1:19:25do jogo, e não e sem sem deixar que ele extravase.
- 1:19:29Eu me lembro de um exemplo que Oo vampiro dá.
- 1:19:32No acho que era da segunda edição ou primeira, não lembro
- 1:19:35em que ele fala que quando a gente está brincando de polícia
- 1:19:38e ladrão, e aí não é polícia e ladrão, mas é, enfim, é alguma
- 1:19:41coisa assim. E aí você tem 11 conflito entre
- 1:19:44os 2 participantes ali, Ah, eu encostei sim, o outro não, não
- 1:19:46encostou nada, tipo, aquilo ali não tem resolução, então não tem
- 1:19:52resolução, porque você tem 2 participantes com poder igual,
- 1:19:55poder de definição igual. Os 2 são, sabe, tipo, quem vai
- 1:19:57vencer aquela disputa vai passar por outras camadas que não do
- 1:20:01jogo. Então são disputas, vai ser, vai
- 1:20:04ser resolvido numa camada exógena, né?
- 1:20:06Tipo, é quem é mais forte, quem fala mais alto, quem sabe tem um
- 1:20:10rapport com os outros participantes melhor.
- 1:20:12Então é dentro do dentro da do, do da brincadeira, você tem
- 1:20:18espaço para conflito em vários jogos.
- 1:20:21E o RPG, tipo, como é um jogo fundamentado na imaginação, ele
- 1:20:25é, ele é muito propício para isso, né?
- 1:20:28Porque é isso, você fala. Tá tipo, e existe.
- 1:20:31Eu falei que é um jogo cooperativo e é cooperativo de
- 1:20:33verdade, né? Mesmo quando você tem agendas, é
- 1:20:36adversariais, mas existe 111 aspecto de certa competição e
- 1:20:40comparação, porque você vê, você tá olhando o personagem de outro
- 1:20:44jogador atuando no mundo e você fala, pô, por que que ele tá
- 1:20:48atuando melhor que eu? Por que que ele consegue fazer
- 1:20:50tais coisas que eu não consigo? É isso?
- 1:20:52Isso é da natureza do do jogo social, né?
- 1:20:55Você observar as experiências de cada um ali e você verificar e
- 1:20:58falar. Medir, se medir ali.
- 1:21:02E quando isso acontece é também pode gerar conflito entre os 2
- 1:21:07participantes. O Mestre está ali com um garante
- 1:21:10de que esse conflito seja atenuado, né?
- 1:21:13Tipo, as regras vão valer igual para os 2, os 2 vão estar ali,
- 1:21:17né? EE aí.
- 1:21:19Só que O Mestre foi ganhando esse poder.
- 1:21:21Cada vez maior, né? Ao longo do e quando você chega
- 1:21:24no nos meus favoritos ali você tem a regra de ouro, que é as
- 1:21:27regras. O estado sou eu ali, né?
- 1:21:30EE, você vê que parece que é até um paralelo com o direito mesmo,
- 1:21:34né? Em que você vai tendo essa
- 1:21:35evolução é dos sistemas jurídicos e tudo mais, até que
- 1:21:40chega num ponto em que você fala não, a gente tem que começar a
- 1:21:42dar uma umas diretrizes pra esse poder.
- 1:21:45Porque não obstante, né, no século 16, não obstante a fonte
- 1:21:49do poder seja divina, é melhor que a gente comece a colocar ali
- 1:21:52alguns entraves, né? Porque senão o cara vai fazer o
- 1:21:54que quisesse. Então, eu eu vejo que dentro do
- 1:21:59jogo, essas estruturas de poder, a forma como elas se manifestam
- 1:22:02também é, vai passar pela mecanização, tipo, vai vai
- 1:22:07passar por essa por orientação do sistema, né?
- 1:22:11Mas vai passar também pela relação do dos jogadores ali com
- 1:22:14o sistema. Porque mesmo que o sistema tipo
- 1:22:16desenhe bem o papel, você tem um mestre que tem certas
- 1:22:20características sociais, certo? Tipo de influência, né?
- 1:22:23Dentro da camada de exógena dos jogadores, tipo, o jogo pode
- 1:22:26tentar ajudar, mas o jogo não vai resolver, né?
- 1:22:29Eu tenho uma frase que você costuma falar que é, você não
- 1:22:31pode esperar que um sistema consegue jogadores quebrados,
- 1:22:34né? E eu acho que muitas vezes o que
- 1:22:37um grupo de jogo precisa. É de uma conversa, é de um
- 1:22:41estabelecimento, do que tipo o que que a gente vai fazer com
- 1:22:43essa experiência aqui que a gente espera dela e tudo mais,
- 1:22:46né? Porque a partir daí se delineia,
- 1:22:49porque às vezes o sistema, por mais que ele possa desenhar uma
- 1:22:51série de coisas, você não tem como desenhar, tipo, dentro das
- 1:22:56relações sociais possíveis, são muito, é que nem diversão, sabe?
- 1:23:00Então você desenhar ali faz, faz um desenho bem feitinho do
- 1:23:03papel, mas mesmo isso não garante onde você o que você
- 1:23:06pode falar é recomendar para que os jogadores conversem.
- 1:23:09Né entre si? Começar um jogo e eles se
- 1:23:11estabeleçam ali o que que eles estão buscando.
- 1:23:14Agora tem 11, eu concordo. Acho que é, é, faz parte da
- 1:23:17tensão, né? Inclusive, agora é mostra que o
- 1:23:23fiel da balança é o quando ele fala de informação, né?
- 1:23:27Informação e poder, a relação disso e é, ele coloca.
- 1:23:31Assim, é comum que um jogador não consiga não possa incorporar
- 1:23:34um elemento de jogo em sua diegese se.
- 1:23:38Ele não estiver consciente de sua existência, conforme
- 1:23:40mencionado acima e em loupony em montal a 2004, montal a 2003,
- 1:23:45nenhum participante de um RPG consegue ter acesso a tudo
- 1:23:48informação pra gente no jogo. Se a gente chegou até a falar
- 1:23:50ali em cima, né? Também.
- 1:23:52Mas eu acho isso muito relevante, porque é isso também
- 1:23:57informa as diferentes camadas, tanto a exógena quanto a
- 1:24:00endógena, quanto a diagética, né?
- 1:24:02Então essa questão da informação, então, por exemplo,
- 1:24:05no well fantasy. Não basta só desenhar o papel do
- 1:24:09mestre, mas a gente precisa fazer com que O Mestre trabalhe
- 1:24:12com com transparência, né? A gente precisa.
- 1:24:17Então a gente começa a trabalhar em alguns níveis diferentes,
- 1:24:21justamente essa questão da informação, da transparência,
- 1:24:23dos jogadores entenderem a relação lúdica da gente botar
- 1:24:26isso em pratos limpos e também, né?
- 1:24:29Passa por canais diagéticos, né? Aquela coisa da gente dizer que
- 1:24:33olha. O Mestre, ele pode ter a
- 1:24:35preparação que ele quiser. Se ele não botar em jogo aquele
- 1:24:38elemento da ficção, aquilo não tá em jogo, então não tem como
- 1:24:41levar em conta então, 11 perigo precisa ser antecipado e outras
- 1:24:44boas práticas que a gente vê a partir disso.
- 1:24:47Então me parece que é é muito inteligente da parte do montola
- 1:24:52trazer a camada de informação pra dentro dessa desse diálogo
- 1:24:56de poder, né? Inclusive ele fala, né, que isso
- 1:24:58pode ocaser na. Conflitos AA as diferentes
- 1:25:02interpretações, a partir das informações que foram dadas
- 1:25:05dentro do jogo, podem variavelmente, levar a conflito.
- 1:25:08E aí ele fala que é ainda assim o jogo pode funcionar mesmo com
- 1:25:12esses conflitos? O jogo não quebra por conta
- 1:25:14disso, porque é isso. Pode se resolver rapidamente ali
- 1:25:18com uma conversa, né? Ou esse conflito pode existir
- 1:25:21não ser exatamente vocalizado. Do jogador ter interpretado numa
- 1:25:24coisa um outro, outro, que é o que eu tinha falado ali no
- 1:25:26começo, né, tipo? Que jogo segue o?
- 1:25:27Fg resiste, o RPG resiste a um a um, a um conflito com com uma
- 1:25:32resiliência que você não encontra muito, muito facilmente
- 1:25:34em outros jogos, né? Porque é um jogo de faz de
- 1:25:36contas que existe no diálogo entre as pessoas que estão
- 1:25:39participando dali. E mesmo assim você pode ter
- 1:25:44interpretações, possíveis variáveis e você pode ter
- 1:25:47qualidades de informação e compreensão da informação
- 1:25:49variáveis e mesmo assim o jogo ser.
- 1:25:52Plenamente satisfatório pra todos os envolvidos, né?
- 1:25:55É muito comum, por exemplo, quando quando você fala disso,
- 1:25:57de conflito de repertório e tudo mais, quando você vai mestrar um
- 1:26:01jogo que se baseia em 11 IP, é já consolidada, né?
- 1:26:04Eu estava mestrando, estou mestrando aí Star Wars com o
- 1:26:06Lucas e você? Tem gente que nunca viu Star
- 1:26:11Wars. Então eu tenho que estabelecer
- 1:26:14com dentro da mesa, tipo as pessoas que já viram e tem 11,
- 1:26:19conexão com o universo e tudo mais.
- 1:26:20Vez ou outra eu menciono alguma coisa.
- 1:26:22Ela vai ter uma apreensão específica, né?
- 1:26:24E diferente do que do de outros jogadores, que vão por vezes, às
- 1:26:28vezes isso vai se transformar em uma pergunta, às vezes não.
- 1:26:31Essa camada da informação do jogo, ela depende muito de
- 1:26:34repertório. E esse repertório é uma coisa
- 1:26:37que é o que eu tinha falado ali no começo.
- 1:26:40Ou você é aceita esses repertórios diferentes e você
- 1:26:43vai trabalhando com eles a partir da lei da mesa, né?
- 1:26:47Ou então você tem que tipo contar que os jogadores vão ter
- 1:26:49o mesmo nível de interesse do mestre para ir atrás de tudo e
- 1:26:52saber de tudo que não, que é utópico na maior parte das
- 1:26:56vezes, né? Então eu gosto, eu gosto de como
- 1:26:59a lei da mesa resolve isso. De e transforma AA exploração do
- 1:27:03mundo de jogo num jogo em si. E quando você tem aqui no
- 1:27:07montola e ele está falando das complexidades de, de da
- 1:27:10distribuição da informação, de como que essas estruturas
- 1:27:13influenciam o poder diferente dentro da das da participação de
- 1:27:17cada participante na mesa, né? Tipo, você entender melhor
- 1:27:20muitas vezes permite que você é se organize melhor e pense
- 1:27:24melhor No No mundo de jogo é. Essas diferenças de de poder,
- 1:27:29elas podem estar matizadas tanto pelo papel do mestre quanto pela
- 1:27:32própria forma do mestre. Entregar isso pros jogadores e
- 1:27:35falar, e aí, que tipo, sabe o que que vocês querem fazer?
- 1:27:37Que é o que o elffantasy faz que eu, que eu algo particularmente
- 1:27:41eu gosto bastante, que é você ser minimalista, né?
- 1:27:44É, eu comestei trema aí por 11, bom tempo, né?
- 1:27:48E vocês é tipo, eu tinha um estilo bem diferente do Diego,
- 1:27:52em que o Diego é muito minimalista, muito minimalista.
- 1:27:55Ele Oo estilo dele é esse tipo ele.
- 1:27:57Ele dá a descrição mínima e os jogadores que perguntem, né?
- 1:28:01É. E eu, ao longo do tempo, fui me
- 1:28:03adaptando a isso, porque é foi um processo, porque isso
- 1:28:07combinava muito melhor do que o meu estilo, mais descritivo,
- 1:28:11mais imersivo, que é o meu, meu estilo pessoal tradicional.
- 1:28:15E aí ao longo desse processo, eu fui vendo que você consegue
- 1:28:19entregar até mais informação e mais imersão.
- 1:28:22Se o estilo de jogo combinar com aquilo, sabe?
- 1:28:25Esse estilo de jogo investigativo de de como que tá?
- 1:28:28Então assim, eu não precisava pedir para ninguém ler um Monte
- 1:28:31de coisa sobre tema. Os jogadores tinham interesse em
- 1:28:33saber, então eles, se eles são os interessados, eles que
- 1:28:36busquem a informação. Então é, existem formas de você
- 1:28:41lidar com Oo repertório de um jogo.
- 1:28:45É que vão modificar, a partir das próprias estruturas de poder
- 1:28:48do jogo, a experiência que os jogadores vão ter.
- 1:28:52O que eu acho que é onde complicado é onde a gente vai
- 1:28:54passar para a próxima parte que está na personificação, né?
- 1:28:59Sim. Diz que você tem menos
- 1:29:01informação, menos qualidade de informação que os demais
- 1:29:04participantes. Como que você personifica melhor
- 1:29:08o seu personagem? Tem jogos que não se importam
- 1:29:10com isso e você fala, você é você só que tipo, você tá ali
- 1:29:15dentro do mundo de jogo. Você tá só tomando decisões pelo
- 1:29:19que você sabe. É, e de outra forma, você tem
- 1:29:23jogos que vão falar, não, você não é você, você considere que
- 1:29:27você é o chapa tal que cresceu, né?
- 1:29:30Tipo o no fim a gente tem lá você não é Oo anão que cresceu
- 1:29:35numa sociedade tal e tem uma visão tal de elfos e blá blá, e
- 1:29:38como que é aí foi tipo, a sua personalidade está dentro desse
- 1:29:41contexto, como que você vai encaixar e blá blá?
- 1:29:43Ele fala que no primer, né? Ele está falando para negar
- 1:29:46isso. Mas eles tem estilos de jogo que
- 1:29:49vão falar, vão incentivar você a isso.
- 1:29:51E aí, como lidar com essa diferença de informação?
- 1:29:55Eu acho que é uma complexidade. E a outra complexidade que eu
- 1:29:58vejo é que nesses jogozinhos que você é, não conhece, não tem
- 1:30:03repertório e você vai fazer investigação e tudo mais.
- 1:30:07Muitas vezes o jogador para e fala, mestre, eu saberia tal
- 1:30:09coisa. E eu acho que.
- 1:30:12Esse é um momento tipo decisivo pra mim, de de gestão da
- 1:30:16informação, de como lidar com isso, né?
- 1:30:18Tem jogos que você fala investiga, aí campeão, você é
- 1:30:21você desse mundo. Então é você, tipo o elfo x, que
- 1:30:26você tá, que você tá interpretando e tudo mais.
- 1:30:28Ele até sabe essa informação, mas como que você vai fazer com
- 1:30:31que ele te diga? Sabe como que você vai fazer com
- 1:30:34que ele? Que isso aparece em jogo?
- 1:30:36E que isso aparece em jogo exato.
- 1:30:38Que isso vire repertório lúdico comum, né?
- 1:30:40Exato, exato. Cara, sobre isso, teve uma.
- 1:30:44Eu tenho um exemplo muito legal que a Nina jogou esses tempos.
- 1:30:47É, é como é que era? Esqueci o nome do completo, mas
- 1:30:51é o ataque ao ao ethereum Express.
- 1:30:55É que é um jogo que o Lucas, que o Lucas Maia fez o design e tudo
- 1:30:59mais. E aí ela mestrou essa aventura.
- 1:31:022 semanas depois eu mestrei essa aventura e Ela Foi jogar, e aí
- 1:31:07eu até brinquei com ela que ela tava tendo que fazer o meta
- 1:31:09personagem de si mesma. Pra jogar a parada sem estragar
- 1:31:14é sem estragar a aventura pros outros tipo, pra manter a
- 1:31:16imersão do do, do resto dos participantes.
- 1:31:19E aí ela falava, eu só é tipo, pra como que foi esse processo
- 1:31:22que eu IA? Depois?
- 1:31:23Eu entrevistei ela perguntar como que foi?
- 1:31:24E aí ela falou, é, eu só consegui usar essa informação se
- 1:31:28ela surgisse em jogo, então eu ficava o tempo inteiro esperando
- 1:31:31e eu não. E aí eu falei, mas você ficou
- 1:31:33tentando provocar pra essas informações aparecerem?
- 1:31:35E ela falou, não, porque aí eu senti que eu estaria
- 1:31:37direcionando. O jogo eu acho que é esse.
- 1:31:40Isso coloca bem no limite algumas das questões que a gente
- 1:31:44tem sobre o método, sobre a personificação e tudo mais.
- 1:31:48Isso fica por um outro momento, mas é, enfim, é.
- 1:31:50Eu acho que é bem interessante como essa gestão de informação
- 1:31:53vai levar a formas diferentes de se personificar dentro do jogo
- 1:31:57de RPG, né? É, ele coloca aqui um personagem
- 1:32:01pode indicar um grupo de atributos quantitativos dentro
- 1:32:04de um conjunto de regras formal, uma representação do jogador.
- 1:32:09No mundo de jogo, né? E aí, no caso, aqui é o proxy,
- 1:32:11né? A gente costuma dizer, né, ou o
- 1:32:16personagem pode ser uma pessoa fictícia no mundo de jogo, né?
- 1:32:19Então é a diferença entre você ser aquele cara do Caverna do
- 1:32:22Dragão, né, que é tipo, o Bob é o Bob, né, ele é o Bob no mundo
- 1:32:28de fora, ele entra na Caverna do Dragão e ele vai pro mundo de
- 1:32:31aventura com Bob, só que com tacape, né?
- 1:32:33Bárbaro. Né, quando ele sai, ele, se ele
- 1:32:36saísse, ele voltaria a ser o Bob.
- 1:32:38É, e é diferente esse proxy, né? Você é tipo, isso é o personagem
- 1:32:43interface, por assim dizer, né? E obviamente, se você está numa
- 1:32:46interface com teu personagem num, sei lá, num pântano,
- 1:32:49obviamente essa interface vai trazer as qualidades do seu
- 1:32:53personagem, né, como um medium, né, dentro daquele pântano.
- 1:32:58Mas existe outra versão, né, de que?
- 1:33:01Você no o seu personagem, ele é um ente separado, né?
- 1:33:04Ele é alguém que você tem que contemplar ali, mas que ele tem
- 1:33:08a própria, as próprias características, diferentes das
- 1:33:12suas, a própria autonomia, né? É e é um personagem que é 11.
- 1:33:19Ele diz aqui, né, 11 pessoa energética, né?
- 1:33:22Uma combinação de propriedades mentais, sociais e físicas, né?
- 1:33:27É muito bacana que ele ele traz uma discussão dentro do do de
- 1:33:31autores pós modernos aqui ele vai longe pra caramba, né?
- 1:33:34Assim acho que é, é pra quem tiver interesse, é muito legal,
- 1:33:38mas dele falando que nós somos só informação, é, é uma parada
- 1:33:42aí até que é, é curiosa, né? Então esses personagens, eles
- 1:33:46têm uma existência própria como informação dentro desse universo
- 1:33:49que é informação, eles são incompletos porque o universo é
- 1:33:50incompleto. Enfim, é divertido de ler, é
- 1:33:54interessante de ver, eu não, não.
- 1:33:56No No abdico por por essa teoria de Ah, como uma pessoa real, só
- 1:34:01que dentro do mundo ficcional, enfim, mas eu EEE nisso.
- 1:34:05Eu tenho uma é a gente quando você fala, né?
- 1:34:08Tipo, Ah, o personagem não existe e é, é fato, é óbvio que
- 1:34:11não existe, só que o jogo pra mim, quando você tá fazendo um
- 1:34:15jogo de representação, é você tentar fazer algo que é
- 1:34:17ineficiente, né? Então é você tentar deixar de
- 1:34:21ser um pouco de si e tentar ao máximo representar aquela
- 1:34:24personalidade não existente, né? Então você tem a dar existência
- 1:34:28para ela dentro do mundo ficcional e o quanto melhor você
- 1:34:30performar ali, tipo, não, não necessariamente artisticamente,
- 1:34:34mas quanto mais você dever da cidade para a existência desse
- 1:34:36personagem, melhor você está fazendo, cumprindo seu papel
- 1:34:39como jogador. Ele aqui, ele ele coloca, ele
- 1:34:42faz 11 essa discussão e ele ele fala assim é que ele fala aqui,
- 1:34:47ó, primeiro vou botar aquele ponto do dos povos modernos ali.
- 1:34:51A abordagem da identidade diegética essencialmente igual o
- 1:34:54personagem a um jogador. Reivindicando que o jogador
- 1:34:57queria o personagem é fingir ser uma outra pessoa é, e depois ele
- 1:35:02expande aqui com dizer que o personagem é o jogador também
- 1:35:04significa que todos os personagens exibem um pensamento
- 1:35:07humano, mesmo quando o personagem é uma Pedra, uma
- 1:35:09árvore ou um elfo Ancião, ele é antropomorfizado para os
- 1:35:12propósitos de jogo, porque, é claro, o jogador é uma pessoa e
- 1:35:16ele está sempre antepomorfizando qualquer coisa que ele esteja
- 1:35:19representando, porque ele parte de ser uma pessoa, um ser humano
- 1:35:23do nosso mundo, para elucubrar. Quais são as propriedades
- 1:35:27daquela outra coisa dentro do mundo do jogo, né?
- 1:35:31É e aí, então essa abordagem também refuta a reivindicação de
- 1:35:35uma imersão perfeita em um personagem, uma vez que
- 1:35:37fingimento é uma atividade autoconsciente, que é o que você
- 1:35:40traz No No episódio sobre é quem me o seu ator, digo, é, a sua
- 1:35:45interpretação é uma farsa, não, não é esse o nome, enfim, é.
- 1:35:49Mas em que você o que você tá fazendo ali é um esforço
- 1:35:53autoconsciente, portanto, ele tá ele, ele é sempre uma ficção e
- 1:35:58você tá sempre produzindo ficção.
- 1:36:00Então, da mesma forma como quando você tá escrevendo um
- 1:36:02texto ou ou fazendo qualquer, enfim, arte, você não tá, você
- 1:36:07tá não tá transformando a realidade em si, naquilo, né?
- 1:36:10O pintor não tá gerando uma maçã que ele tá pintando, ele tá
- 1:36:14representando ela dentro, comunicando uma maçã.
- 1:36:17Por meio de técnicas, né? E com a intencionalidade dele.
- 1:36:20E é da mesma forma um jogador, quando ele pega um personagem
- 1:36:22para para interpretar ou representar, ele usa.
- 1:36:26Ele pode usar técnicas para melhor fazê lo alguns jogadores
- 1:36:30vão falar, tipo, isso aqui é acessório, é uma parte do jogo e
- 1:36:33portanto, eu não, às vezes eu não estou afim, sabe?
- 1:36:36Tipo, então. É, você pode optar em em em
- 1:36:39falar, vou representar nada. EE, eu mesmo que sou um grande
- 1:36:43fã de representação, em vários jogos que eu estou com o
- 1:36:46lilinha, eu me torno. O Daniel ali, sabe?
- 1:36:48Tipo, e eu trago as minhas características, porque às vezes
- 1:36:50o estilo de jogo me me me puxa, sabe?
- 1:36:54É, você tem que tomar decisões estratégicas e tudo mais e isso
- 1:36:57de cativa e aí você falar, a lilinha dorme um pouco, que
- 1:37:00agora é hora de eu jogar, não brincar e por outro lado, você
- 1:37:03vai ter o tipo de jogador que vai falar, não o jogo.
- 1:37:07Tipo o meu objetivo com dentro do jogo, a camada.
- 1:37:13O objetivo exógeno que o jogador tem é esse de representar.
- 1:37:16E ele torce para que ele encontre esse espaço endógeno no
- 1:37:20jogo e onde ele possa explorar a diegese ali junto com seu o seu
- 1:37:25constructo. E aí, nesse caso desse cara ali,
- 1:37:28ele tá fazendo esse esse esforço autoconsciente para o tempo
- 1:37:34inteiro ele pensar. Toda vez que ele vai tomar uma
- 1:37:36decisão, toda vez que ele vai falar, ele falou, beleza, eu sou
- 1:37:39eu, mas se eu fosse tal coisa, que que eu faria?
- 1:37:43E é óbvio que nem esse cara, nem no melhor momento dele, ele vai
- 1:37:46conseguir se isolar 100% de si, sabe?
- 1:37:49Nem o melhor ator do mundo que vive no método, né?
- 1:37:52Tipo, consegue se transformar. Eles tentam e esse esforço é o
- 1:37:56jogo, né? Tipo pra dar, ao meu ver, esse
- 1:37:58pra esse tipo de jogador, né, então.
- 1:38:01É eu. Eu gosto demais de como que ele
- 1:38:04estrutura aqui, porque ele dá espaço pra, pra, pra ambas as a
- 1:38:07as visões de de jogo, né? E todo o in bitwin entre essas 2
- 1:38:11coisas, né? Entre o você tem isso é uma, são
- 1:38:14os extremos, o proxy e o jogador hiper representado, teatral,
- 1:38:17artístico são 2 extremos. Você tem todo um in bitwin aí.
- 1:38:21Que possibilita que os jogadores tomem decisões, tipo, em um
- 1:38:25momento pensando, olha, eu vou pensar a partir do meu
- 1:38:27personagem e em outro falando porra, tipo, beleza, meu
- 1:38:30personagem faria isso. Mas pelo jogo, pelo que a gente
- 1:38:33tá construindo aqui, acho que eu vou procurar esse outro
- 1:38:36objetivo, né? Que aí é do jogador e não do
- 1:38:38personagem. No mundo diagético tá tudo
- 1:38:43certo, pô. É, eu acho que são 2 insights
- 1:38:45que combinam muito com esse material.
- 1:38:47E um foi no naquele episódio do Philip K.
- 1:38:49Dick, né? Que é o insight de que é você,
- 1:38:55você interpretar, né? Interpretar um personagem
- 1:38:57pressupõe metajogo, né? Ou seja, pressupõe essa esfera
- 1:39:01que ele coloca aí de essas esferas em é tanto a endógena
- 1:39:06quanto a exógena, né? Um caminho ali.
- 1:39:09E alcança a diegese, mas de forma geral, você trocando em
- 1:39:13miúdos, envolve, né, representação de personagem
- 1:39:16envolve você, envolve o metajogo.
- 1:39:21Por quê? Porque a agência é do jogador e
- 1:39:24não do personagem, né? E a e a outra questão que eu
- 1:39:29acho interessante é que quando como você não tem um repertório
- 1:39:32do personagem pronto, né? No fim das contas de você, você
- 1:39:36perguntar. É, eu vou fazer o que ele faria,
- 1:39:40é um exercício, mas no fim das contas, é ele.
- 1:39:44Vai ser o que você decidiu, né? Então é, é é uma coisa que meio
- 1:39:51que não tem como fugir disso, porque, afinal de contas, você
- 1:39:54pode ter idealizado, mas a existência, né, desse
- 1:39:58personagem, ele acontece no lúdico, né?
- 1:40:00No repertório lúdico, no que aparece pros outros, né?
- 1:40:04É, talvez no solo seja um pouco diferente, não sei como é que é.
- 1:40:07O solo acaba brincando muito com o espaço interno.
- 1:40:10EE, enfim, Oo espaço interno não tem, né?
- 1:40:14Não precisa expressão, né? Você, você, você sabe o que você
- 1:40:17tá pensando, o que você tá sentindo de forma geral.
- 1:40:20Né? É exatamente.
- 1:40:22Pessoal, né? A gente vai pra dentro.
- 1:40:23É, é. Mas de forma geral, me parece
- 1:40:25que é isso, né? É No No fim das contas, você tá
- 1:40:28sempre construindo o seu personagem e a tua interpretação
- 1:40:31é que vai construir ele e não o contrário, né?
- 1:40:34Ele que vai construir a sua interpretação.
- 1:40:35Então é muito a ideia que você faz.
- 1:40:38Agora, se você pega um personagem, já existe o gandolf,
- 1:40:41Ah, eu estou jogando com o gandolf, né?
- 1:40:42E já é uma outra questão que já tem expectativas, né, de ficção
- 1:40:47que você vai guardar, mas é isso é muito complexo e muito rico.
- 1:40:50EE, acho que as variedades de RPG e todas as variedades de
- 1:40:55jogo que compõem os jogos de de interpretação, né?
- 1:41:00É, vem muito daí também, mas é isso, cara.
- 1:41:03Eu acho que a gente pode ir concluindo por aqui, né?
- 1:41:05E fazer e dar uma amarrada final aqui com com uma, com um
- 1:41:13encerramento que ele traz dizendo que a coisa mais
- 1:41:14importante pra se entender é como abordagem ludológica pode
- 1:41:18ser utilizada para ampliar a compreensão dos RPGs?
- 1:41:21O intuito deste paper é classificar que se o romper, é
- 1:41:25um jogo. Que tipo de jogo ele é?
- 1:41:28E se ele for observado sobre o prisma ludológico, quais
- 1:41:31reservas se deve ter? É interessante ele analisar pelo
- 1:41:35pelo ludológico, né? É mesmo trazendo tanto de
- 1:41:39egeses, né? Mas enfim.
- 1:41:42É, mas. Mas porque ele ele pensa que é o
- 1:41:47mundo de jogo, né? Tipo, na real, assim ele tá.
- 1:41:50O que ele tá falando é o que? A especificidade do RPG.
- 1:41:54Ele tá sobretudo nessa, em como o círculo mágico dele se dá.
- 1:41:57E o círculo mágico, tipo, aqui não é um grid, não é um tipo,
- 1:42:01você pode jogar com essas coisas, você pode jogar com
- 1:42:04representações materiais, mas o jogo não está nisso.
- 1:42:07O jogo tá nessa, nesse, nesse círculo mágico que é efêmero e
- 1:42:10você precisa construir a torcida do diálogo, né?
- 1:42:14E é o que eu falei mesmo, um jogo que quando ele ele coloca
- 1:42:16aqui mesmo um jogo de larpe é o mundo se constrói a partir do
- 1:42:19diálogo e de certas, é concepções tem que ser
- 1:42:22coletivas, coletivamente acertadas.
- 1:42:24E mesmo um jogo de em que você tem um mundo gráfico ali jogado
- 1:42:28para você. Se você vai jogar um jogo de
- 1:42:30Rolling plain ali, ele, esse Rolling plain necessariamente
- 1:42:34precisa que haja uma construção de um repertório comum em que
- 1:42:38você tenha que dialogar com as pessoas, essa dialogar o no
- 1:42:42sentido de. Estabelecer espaços comuns de
- 1:42:45entendimento, né? E permitir que todo mundo faça o
- 1:42:48que eu usei ali do Scott, uma cloud, né?
- 1:42:50Faça conclusões a partir de elementos mínimos que cheguem
- 1:42:54mais ou menos no mesmo em pontos similares para que você possa
- 1:42:57dar continuidade ao jogo. Porque ninguém vai imaginar as
- 1:42:59coisas igual, né? Tipo, o lance da conclusão dele
- 1:43:02é, aqui você. Às vezes você mostra um smile, o
- 1:43:05smile. Ele tem elementos básicos que
- 1:43:08permitem que a gente imagine um rosto.
- 1:43:10A partir dos dados que a gente tem no nosso cérebro do que que
- 1:43:12é um rosto, mas cada um de nós, se você falar, pega o smile e
- 1:43:18transforma num rosto. Cada um de nós vou fazer um
- 1:43:19outro rosto, um rosto individual.
- 1:43:22É se eu falo que você está interagindo com o npc, que tem
- 1:43:25cara de bobo. O cara de bobo pra você é uma
- 1:43:28coisa, pra mim é outra, né? Às vezes não vai ser a mesma
- 1:43:32pessoa. Você pode imaginar o Jim Carrey
- 1:43:33naquele filme doidão dele lá? E eu posso imaginar, sei lá, o
- 1:43:37nosso ex presidente, né? Tipo, sei lá.
- 1:43:40E o jogo tá aí é esse tipo pra quando ele fala aqui de fazer
- 1:43:43essa análise ludológica do RPG, ele tá falando é, você tem.
- 1:43:48As mecânicas são de menos, porque elas são só um pedaço
- 1:43:53dessa, desse conjunto que tem uma porrada de regras tão
- 1:43:56invisíveis e não tão nos livros. Essas regras invisíveis, junto
- 1:43:59com essas mecânicas, vão ser. Interpretadas, vão ser avaliadas
- 1:44:03pelo grupo de jogo, vão ser discutidas pelo grupo de jogo.
- 1:44:06Muitas vezes elas não vão ser tipo feito.
- 1:44:08Nada disso vai ser feito conscientemente.
- 1:44:10É simplesmente tipo, o grupo de jogo pega e constrói em cima
- 1:44:13daquilo ali. E o resultado da, do, dessa,
- 1:44:16dessa discussão é, vai gerar um jogo.
- 1:44:20Mas quando ele ele, o que ele tá falando é tipo.
- 1:44:23E o jogo está nisso, e não na regra em si.
- 1:44:25Não no livro morto ali e nem no grupo de jogo, tipo confabulando
- 1:44:30falando do tipo sabe do pós jogo?
- 1:44:32O momento do jogo é quando o círculo mágico está de pé.
- 1:44:35E esse círculo mágico de pé vai possibilitar que os jogadores
- 1:44:38vivenciem o mundo de jogo fantástico que eles estão.
- 1:44:42Gerando é, é eu. Eu me senti muito moderno.
- 1:44:47Quando eu li isso, eu falei, pô, tô bem alinhado com esse cara
- 1:44:50aí. Me senti muito, muito moderno.
- 1:44:52Mas o principal é que eu acho que, cara, é é legal ver que
- 1:44:57existe existe pesquisa indo pra esse lado também, né?
- 1:45:01Esse lado que eu acho que é muito curioso dentro do RPG que
- 1:45:05é esse lado não formal, né? A gente tem muita formalidade,
- 1:45:08né, na nas dos jogos. É por conta da do que a gente
- 1:45:12herda do videogame, né? E mesmo no videogame a gente
- 1:45:15pode ver que tem questões aí que são pouco formais, mas no RPG
- 1:45:18isso extravasa a 1000ª potência, então é ORPG.
- 1:45:22É feito muito por esses espaços, né?
- 1:45:25Informais e invisíveis aí. E quanto mais a gente puder
- 1:45:29estudar, EEE observar, né, o esse invisível do RPG, mas a
- 1:45:34gente. Certamente vai entender a
- 1:45:36autonomia do RPG em relação a outros tipos de de jogo, a
- 1:45:40outras mídias e também onde ele dialoga.
- 1:45:43EE se aproveita, né? Então é isso, achei muito, muito
- 1:45:47legal esse texto, a gente já tá pra pra fazer esse esse episódio
- 1:45:50a muito tempo, né cara? É e é legal, é legal.
- 1:45:54Me sinto, me sinto bem, bem contemplado aqui No No em coisas
- 1:45:58que eu penso aqui dentro, às vezes discordando também que é
- 1:46:01natural no mundo pós moderno, né?
- 1:46:03Cada um com seu freicotinho ali. Alguns mais, outros menos.
- 1:46:10Maneiro, Dani, conta pra galera aí, onde é que a galera joga
- 1:46:13contigo? Onde a galera te acha?
- 1:46:15Algum recado? No momento eu tô eu tô
- 1:46:18construindo aí o roba tumbas já tem.
- 1:46:21Tem uma página No No Instagram sobre isso.
- 1:46:23É um jogo de fantasia brasileira, 11 pegada old
- 1:46:28School, mas uma pegada muito mais forte de ficote pós moderno
- 1:46:31meu. Eu repenso um pouco das das
- 1:46:34estruturas dos jogos clássicos e trago é as minhas próprias
- 1:46:38influências, os meus próprios interesses, né?
- 1:46:41É, tem Oo Instagram é arroba arroba tumbas mesmo e eu tô
- 1:46:46mestrando sombras em chadun, mas a gente já tá com as vagas
- 1:46:50estouradas, enfim, tem 2 sessões, mas dá pra ver no canal
- 1:46:54do próprio café com dange. Eu mestrei a última sessão e na
- 1:46:58anterior o Lucas Maia mestrou. Vamos lá, tendo nossos 2 vídeos,
- 1:47:02quem quiser acompanhar aí OA vida dos jogadores nesse planeta
- 1:47:07cemitério é, é bom. Fica aí o convite.
- 1:47:11E no mais eu estou sempre estou na comunidade do café com
- 1:47:13d'angel Na Na comunidade do RPG 2 e estou sempre aí arranjando
- 1:47:17confusão e encrenca com todo mundo.
- 1:47:20É isso. Demorou, cara.
- 1:47:22Muito obrigado. Então.
- 1:47:23E vamos para o encerramento do episódio.
- 1:47:32Então é isso pessoal, muito obrigado você que ficou ouvindo
- 1:47:34a gente até agora, né? Lembrando aí que você pode
- 1:47:37participar da nossa enquete e tudo mais.
- 1:47:39Eu vou deixar também os links citados no episódio, começando
- 1:47:42pelos links dos anúncios e dos avisos.
- 1:47:44Aí então o link para você comprar ingresso com desconto aí
- 1:47:49para critical skills, né? Para o evento da critical skills
- 1:47:52é sobre sobre saúde mental, jogos e tudo mais, né?
- 1:47:58E desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
- 1:48:00Então, se você quiser, você pode participar e utilizar.
- 1:48:03O cupom é crítica ao café sem acento, que você consegue é 50%
- 1:48:08de desconto no preço do evento, sai tipo 50 BRL.
- 1:48:12Se você não tiver meia entrada, então vou deixar o link aqui pro
- 1:48:14simpla pra você clicar. Vou deixar também o link pra
- 1:48:17você participar da imersão à lura, né?
- 1:48:20Com o Google jamnai então 1111, parceria da da lura com.
- 1:48:26Com o Google, para você conseguir é ter 5 aulas aí com o
- 1:48:30certificado no fim, não precisa saber nada, é gratuito.
- 1:48:33Então vale muito a pena ficar por dentro aí do das novidades
- 1:48:36do Google jam na e de como você trabalha efetivamente usando
- 1:48:40inteligências artificiais com exemplos, com coisas práticas.
- 1:48:43Então vale muito a pena. Vou deixar também aí o link para
- 1:48:47você jogar bergotten e o link para apoia esse bergotten agora
- 1:48:50que a gente está voltando com as agendas finalmente.
- 1:48:53Né, vamos ter jogo de novo aqui, a quinta temporada voltando pra
- 1:48:57terminar e já pensar na sexta, então é isso aí, vamos, vamos
- 1:49:01voltando aí pro jazigo do vazio, que tal é?
- 1:49:04E também o link pro apoia esse pra você apoiar o café com
- 1:49:07dângel é também deixar os links mencionados no episódio aí o
- 1:49:10Gary Allen fine com seu estudo aí sobre RPG citado no episódio
- 1:49:15é o livro da Salem e zimmerman, né?
- 1:49:17O regras do jogo. É bjork e Rolo Pine, né?
- 1:49:21E que a gente citou também No No artigo do montola e o Scott
- 1:49:24macloud, que são os trabalhos que o montola citou também
- 1:49:29deixar, né? Oo link pro pro, artigo
- 1:49:33traduzido pelo pelo Dani lá no blog do café com dângelo beleza,
- 1:49:38no mais, apoia o café com dângelo aí pra gente ajudar a
- 1:49:41gente a voltar. E 5 episódios semanais, já
- 1:49:43pensou? É muito conteúdo, a gente é
- 1:49:45capaz de fazer, porque na primeira temporada a gente
- 1:49:47entregou 1000 episódios saindo por dia.
- 1:49:50Então, se você quiser que a gente volte a esse ritmo,
- 1:49:53considera apoiar o projeto aí lá em apoia.se barra café com
- 1:49:56dângel se você gostou especialmente do café de hoje,
- 1:49:59deixa uma gorjeta para gente, manda o seu Pix de qualquer
- 1:50:01valor para cafecomdangel@gmail.com a gente
- 1:50:04conta com você. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:50:07marca que quer ter um dia na semana do café com dângel é,
- 1:50:10você pode financiar um episódio semanal aqui no podcast e fazer
- 1:50:13a legenda. A Alegria da Márcia rpegista,
- 1:50:15que vai ficar muito contente com a sua marca e vai associar,
- 1:50:18obviamente um momento de prazer, né?
- 1:50:20E de introspecção sobre o hobby, a tua marca, o teu produto.
- 1:50:24Então contacta aí a gente em café, comdanjo@gmail.com que a
- 1:50:28gente tem uma proposta especial para você.
- 1:50:30Pode também consultar a gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:50:33A gente trabalha com marcas de RPG, mas também de outros ramos
- 1:50:36aí, como cafés, alimentos, jogos, tecnologias, mídia,
- 1:50:40bebidas, educação. Então fala aí.
- 1:50:43É, se você é um produtor de conteúdo, game design
- 1:50:46independente, acadêmico e quer contribuir com a gente de algum
- 1:50:48jeito, manda um e-mail pra gente.
- 1:50:50Aí que a gente troca uma ideia de como a gente pode colaborar,
- 1:50:52beleza? No mais, agradecer aí a galera
- 1:50:55que torna possível essa aventura, os nossos assinantes.
- 1:50:57Então obrigado ao pessoal que apoiou o incentivo, incluindo aí
- 1:51:01o Douglas Luiz Mendes baiense. Valeu Douglas, valeu demais pelo
- 1:51:05ao pessoal do nível de apoio e comunidade, incluindo aí o
- 1:51:07Evaldo pontual, o Rafael Machado bardal.
- 1:51:10E o Diego Brandão de Paiva, um salve especial para os
- 1:51:14assinantes do nível RPG do ojô, dentre eles o Caio Palma
- 1:51:16Fernandes, o Felipe escostega, o Leo paixão, o Pedro Oliveira, o
- 1:51:21bizziner e o rudolfo helmutes e um abraço aos membros do
- 1:51:25treinamento, ao fentes. E eles são, o Abílio Júnior, o
- 1:51:27César Machado, o Daniel Haidar, Diego cestito, Douglas bahense,
- 1:51:31Leo gasparotto, Mateus piqueira, Marcos Gonçalves é Rafael
- 1:51:36bardal, Bruno cobre, João bula Mac Gui providelo.
- 1:51:40E o Pablo Rodrigues Lima? Muito obrigado pelo apoio de
- 1:51:44vocês e por último aqui, mas não menos importante, pelo
- 1:51:48contrário, grande Thiago Augusto.
- 1:51:51Valeu aí pela sua assinatura, top aqui, top tier no café com
- 1:51:56balbi, vale usar, sou meu amigo e vamos dar uma olhada nesses
- 1:51:59pbts aí que você tá criando. Um abraço e até a próxima.