Latest / Café com Dungeon / Lições de Dungeon Meshi #0024
Transcript
- 0:00Aí, Araque, eu não imaginei que a gente fosse sair
- 0:03dessa não, hein? O Nite viu pesado, quase me
- 0:08transformou em um barquinho. Então,
- 0:09cara, eu te agradeci aqui porque literalmente soltaram
- 0:14os cachorros nele. Tá vendo? Eles
- 0:19foram inconvenientes. Eles acionaram aí dez, dez, três
- 0:24armadilhas que topamos na dângio. Foi,
- 0:27foi isso tudo. Mas eles salvaram a gente
- 0:30contra esse esqueleto fedido. Foi?
- 0:33É, cara, valeu demais. Por mais que agora tenha uma
- 0:37maldição sobre a minha família, por mais que você
- 0:40esteja aí maledeto até a sétima geração, e a
- 0:46Totonha, felizmente, tenha ido de arrasta no dedo da
- 0:50morte do Nite, pelo menos detonamos esse desgraçado,
- 0:54né? O foda agora é ficar sem
- 0:56comer, até tirar todo esse intudo de salão para
- 1:00liberar a passagem de volta para casa. Opa,
- 1:04mas vai trabalhando aí que eu cuido disso? É
- 1:07pra já, meu lariqueiro. Vamos
- 1:09fazer uma sopa. Uma sopa? Sopa
- 1:14com que, pô? Eu não tenho coragem de comer
- 1:17cachorro não em Araque. Que cachorro que? É,
- 1:21é uma sopa. Uma sopa de ossos. Osso
- 1:27zoolite? Senhor, ossos zoolite? Porra,
- 1:33isso não dá asa não, Araque. Cala
- 1:36a boca, Enzo. Que asa é fome. Hum,
- 1:44que cheiro gostoso de café. Café
- 1:47com quê? Café com dângio. Ora
- 1:50bola. Bom dia, amigos do Café com
- 1:58Dângio. Estamos aqui para mais um episódio
- 2:00do seu podcast no matinal favorito, trazendo sempre
- 2:03muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje
- 2:07o meu café eu tirei da bexiga de um catoblêpa.
- 2:10Fico meu uma velha negra, veja
- 2:12só que doideira. Mas enfim, tá bom demais esse
- 2:15café, que tá dando energia aqui para eu encarar o
- 2:18resto da dângio e principalmente não dormir no
- 2:20ponto. Se você quiser um café
- 2:23delicioso como o meu, você pode lá em overaengrecafés
- 2:27.com e utilizar o cupom CCD, que é o cupom
- 2:31especial para os ouvintes do café com dângio e você
- 2:34consegue um desconto. Se você for assinante do café
- 2:38com dângio, por outro lado, você ganha descontos
- 2:42progressivos, os cupons progressivos para os
- 2:45assinantes, conforme nível de assinatura, conforme
- 2:48nível de apoio. Lá no apoia .se, barra café
- 2:52com dângio. Então considere apoiar o seu
- 2:54podcast e, além de tudo, você ainda participa de
- 2:58sorteios. Então a gente sorteia quase 2
- 3:01quilos de café especial por mês e você ainda recebe
- 3:06descontos progressivos. Fora isso, recebe o material de
- 3:11parceiros nossos que a gente sorteia e outros
- 3:14cupons também e também conteúdo extra. Então,
- 3:18cara, é ganha ganha, chega lá apoiaponto .se, barra
- 3:22café com dângio. Bom, o tema de hoje são as
- 3:26lições que a gente pode tirar do dângio mestre,
- 3:28esse anime, esse mangá, na verdade, que virou um anime
- 3:31recentemente. E, bom, para falar sobre esse
- 3:34assunto, eu vou trazer aqui o mestre Márcio Loureiro,
- 3:38grande camarada, grande mestre aí de Birgottin
- 3:40também, e que é um cara que tem explorado isso nos
- 3:45seus playtest, porque ele está fazendo o teste de um
- 3:49jogo que é muito voltado para alimentação, para
- 3:52comida, para marmita, na dângio. A
- 3:55gente vai entender melhor um pouco isso. Mas
- 3:58antes de cair nesse assunto, eu vou ler a
- 4:01enquete do episódio anterior, que foi o
- 4:03episódio sobre regras e leading e suas
- 4:06consequências. É, e gostou? Curtiu?
- 4:09Fez o cérebro escolher pelo ouvido? Olha
- 4:12que vem mais aí, hein. Bom,
- 4:14a pergunta que a gente fez inicialmente foi, e aí, as
- 4:18regras de fato e leading? E,
- 4:21cara, eu fiquei surpreso, porque 88 ,9 % das pessoas
- 4:25disseram que sim, que as regras e leading. Eu
- 4:28acho que fosse mais equilibrado, mas não, galera
- 4:29percebeu aí de forma geral, entender um pouco o que o
- 4:32Jerry estava trazendo no artigo que a gente
- 4:35traduziu. E a outra pergunta foi a
- 4:40respeito de quando, que as regras e leading, quando
- 4:43que ela é desejável, quando é legal que as regras e
- 4:48leading, e a Luís, a Luís Mp, ou a Luís, a Luís, a
- 4:53Mp, não sei, ou que na minha mesa de Tormenta
- 4:57Vinte, a exploração em Hex da região é feita com
- 5:00skill challenges. As regras e leading, a
- 5:02exploração dos hexágonos, numa aventura que não é lá
- 5:06muito sobre se aventurar nos ermos. A
- 5:09gente comentou um pouco isso, é interessante quando
- 5:11você trabalha dessa forma, mas às vezes eu me
- 5:14pergunto se o jogo não é sobre isso, se não está na
- 5:18série do jogo, talvez seja até a questão de a gente
- 5:20tirar essas rolargens desse assunto, de repente é
- 5:27melhor nem tratar. Não sei, mas acho que vale
- 5:29pela experiência que cada um quer fazer a curadoria,
- 5:31então valeu pela participação. O
- 5:35Fabio Rodrigues falou, quando o jogador não tem a
- 5:37mínima ideia de como funciona uma capacidade, ou
- 5:40não sabe o mínimo para interpretar alguma ação de
- 5:43seu personagem, podendo assim, jogar com algo bem
- 5:46diferente dele próprio. Essa questão também a gente
- 5:50citou no episódio do Sherlock Holmes e tal, eu
- 5:53acho que faz sentido, ainda que eu tenha investigado
- 5:57bastante com Elphentus e principalmente essa questão
- 6:00de você fazer de conta que sabe, e de como transformar
- 6:04isso em jogo, fazer de conta que sabe é muito
- 6:06mais importante exatamente do que saber ou não, mas
- 6:10um dia eu vou explorar isso no episódio, valeu
- 6:14Fabio? E o Marcos Gonçalves falou,
- 6:16quando o game designer deseja remover da proposta
- 6:18do jogo determinados tipos de ação, por não se
- 6:21tratarem do foco que ele quer propor. Isso
- 6:25é a curadoria da experiência que o Gui
- 6:26falou, o Gui providela, e estamos de acordo, Marcos,
- 6:31é bem isso mesmo que eu enxergo também. Mas
- 6:33é isso gente, vamos lá, vamos cair dentro dessa
- 6:36dungeon. Troca, troca! Ninguém
- 6:48está ouvindo minhas maldicências. Mestre,
- 6:54invadir os sonhos das pessoas com pressários e
- 6:58mensagens cifradas não funciona tão bem para você
- 7:01espalhar a sua maldição e botar o mundo a seus pés.
- 7:06Posso dar uma sugestão? Mas
- 7:10que petulante! Você? Uma sugestão? Conde
- 7:17milacaiu? Qual a sua ideia? Os
- 7:21caninhos oníricos são muito tortuosos e geram muitas
- 7:25dúvidas. Ninguém entendeu suas pragas,
- 7:29Mestre. Você é incrível, ímpar,
- 7:33magnânimo, mas precisa transformar -se uma
- 7:37experiência em influência. Já
- 7:41pensou em falar para um público muito maior, de
- 7:45forma mais clara e construir mais credibilidade?
- 7:50Ha! Você está sugerindo que eu
- 7:53crio um podcast, lacaio? Mas
- 7:55qualquer um tem um podcast hoje em dia. É
- 7:58só pegar o microfone, meia boca e botar no ar. Eu
- 8:01não sou qualquer um. Eu preciso de um diferencial!
- 8:07Sim, Mestre. Precisamente
- 8:10isto. Eu fiz recentemente uma
- 8:13descoberta, cara, entre nós, que pode ser o seu
- 8:15interesse. Veja, veja só isso. Olá,
- 8:24você já conhece o MKPS Studio? É
- 8:27o estúdio de onde o Boi e o Balbi gravam suas lives
- 8:29de quinta, com o Johnny Telles, diretamente do
- 8:32Butantan, em São Paulo. O MKP conta com equipamento
- 8:36de ponta, câmeras incríveis, microfones excelentes, um
- 8:40espaço facilmente adaptado às suas necessidades, e
- 8:44tudo mais que você precisa para uma transmissão de
- 8:46qualidade, seja podcast, videocast, cursos e lives.
- 8:51Transforme a sua experiência em
- 8:53influência. Acesse um Instagram, MKP, o
- 8:58Underline Studio, e confira o portfólio. Aí
- 9:02é só consultar o Johnny sobre como fazer a magia
- 9:05acontecer. E aí, Mestre, o que achou da
- 9:10sugestão? Ha, ha, ha, ha! Só
- 9:14respondo, se for no Super Chat!
- 9:33Vamos lá, vamos começar a falar
- 9:34aqui de Dungeon Mesh, das lições que a gente pode
- 9:38tirar desse mangá, barra anime, aí para o nosso
- 9:42RPG, para o nosso D &D, para o nosso RPG cotidiano.
- 9:45E para falar sobre isso, eu
- 9:46estou aqui com o Marcio Loureiro, o grande Marcio,
- 9:48bem -vindo. Opa, valeu, obrigado aí, bom dia
- 9:52para o pessoal. Estou aqui tomando café, que eu
- 9:55plantei nas costas de um gola de argila, da primeira
- 9:58vez que eu teci nessa dângel. E
- 10:00agora, para acompanhar, estou fumendo um
- 10:02omeletezinho dos ovos de um cocatrício que acabou de
- 10:04petrificar um parceiro meu, mas está tranquilo. Está
- 10:08tranquilo, né? Ha, ha, ha, ha! Porque
- 10:10de repente ele come, você bota alguma coisa na boca
- 10:13dele, e ele volta da petrificação, quem sabe.
- 10:16Essa é a esperança. É,
- 10:19cara, então você tem, só para contextualizar um pouco
- 10:22a galera, sobre a coisa que eu falei lá, você tem
- 10:23trabalhado aí um jogo que a gente fez até playtest
- 10:27lá no Diversão Offline, né? E
- 10:29ele trabalha esse lance de comida na dângel, né? Conta
- 10:32para a galera aí. É isso aí, cara. Vai
- 10:35sair aí o Monster Mew, na verdade, no momento que o
- 10:40podcast está indo ao ar, a gente deve estar abrindo a
- 10:43nossa mesa aberta para playtest, com o pessoal da
- 10:47luz negra. E a gente está fazendo os
- 10:50playtests, né? Está fazendo os últimos ajustes
- 10:53nas regras das regras do Monster Mew, que ainda
- 10:56estamos decidindo qual vai ser o nome em português, a
- 10:59galera está zoando, falando que tem que ser marmitas e
- 11:02masmorras, mas a gente está tentando achar um nome
- 11:04menos galhófa, apesar desse seu nome maravilhoso. E
- 11:08se tudo é certo, cara, e vai dar... É...
- 11:13No segundo semestre do ano que vem, a gente está
- 11:15botando para jogo, aí a vera, o Monster Mew. E,
- 11:21bom, eu espero a galera aí para jogar o nosso
- 11:24playtestzinho, fazer umas comidinhas, matar uns
- 11:27bichinhos e comê -los. Boa. É isso aí, cara. Vamos
- 11:33lá, vamos cair então nessa dungeon, o dungeon on mesh.
- 11:36Bom, dungeon on mesh, por a
- 11:38galera que ainda não está ligada, quem está vivendo
- 11:40debaixo de uma pedra, é um mangá, que agora foi
- 11:45transformada em anime no Netflix, mas é um mangá da
- 11:49Ryoko Kui, e ela fez esse... Já
- 11:55tem um tempo, até entre em contato com o dungeon on
- 11:57mesh, antes de ter esse hype em cima, quando eu
- 12:02estava buscando o material para distribuir os
- 12:04assinantes do café com o dungeon, eu comprei uma
- 12:06edição na Amazon Gringa lá, do dungeon on mesh, e
- 12:11distribui no lootbox. E, cara, quando eu entre em
- 12:14contato com aquilo, eu falei, nossa, que maravilha,
- 12:16cara, mas eu só tinha lido a primeira edição. Conta
- 12:19para a galera aí, qual a premissa do dungeon on
- 12:22mesh, e, assim, por que a galera do D &D está tão
- 12:27impovorosa com esse rolê? É,
- 12:30cara, o dungeon on mesh é um mangá que acabou em
- 12:312023, e agora o mangá está fazendo bastante sucesso,
- 12:38está fazendo esse serviço de divulgar o... O
- 12:41anime, né? O anime está fazendo bastante
- 12:42sucesso, está fazendo esse serviço de divulgar o
- 12:44mangá, e, cara, é uma história sobre aventureiros
- 12:48desesperados, um grupo de aventureiros que precisa
- 12:53utilizar os recursos que a dungeon nos concede para
- 12:57conseguir explorar mais fundo. São
- 13:00aventureiros que já exploravam aquela dungeon,
- 13:03tinham um certo sucesso e tal, mas isso é a primeira
- 13:07página, né? A clériga do grupo, uma das
- 13:11líderes do grupo ali, a Fallen, ela é comida pelo
- 13:15dragão, e o irmão dela, que é um carinha cheio de
- 13:20player skill, sabe que talvez dê tempo de
- 13:24recuperar a irmã das entranhas do dragão, mas
- 13:27para isso eles vão precisar adentrar a Mazmurra mais
- 13:29uma vez, sem recurso nenhum, e eles dão a sorte
- 13:33de encontrar um anão, que olha só, o cara sabe
- 13:35cozinhar monstros, né? E aí que começa essa
- 13:38exploração a fundo na dungeon. E
- 13:41ali a gente tem, acho que é muito clara a inspiração
- 13:45em cima dos tropos do D &D, a gente tem as classes
- 13:48nos personagens ali, a gente tem a dungeon, a
- 13:51figura da dungeon, como é no D &D basicamente, só que
- 13:54alguns twists, algumas características talvez sejam
- 13:59ressaltadas por essa questão da alimentação, como é que
- 14:02você enxerga essa confluência do D &D com o
- 14:05dungeon mesh? Cara, isso é extremamente
- 14:09evidente, a própria autora fala que ela via muito o
- 14:14pai dela a jogar Wizardry, aquele RPGzinho safado que
- 14:20você andava, e o que mexia era quadra a quadro, eu
- 14:24acho que era DOS, naquela época, não sei, e cara, dá
- 14:28pra ver que é feito por alguém que realmente joga
- 14:31RPG, você vê muitos tropos ali, que são tratados nas
- 14:36nossas mesas, não é algo que você vê transmitido
- 14:41direto pra mídia, são coisas que nem fazem
- 14:45sentido no modo tradicional de uma narrativa, de uma
- 14:50história ocidental, você vê que são narrativas
- 14:55emergentes, que são colocadas como peças, como
- 15:02parte daquela história, e você se pega naquela gente,
- 15:06tipo, ah, entendi a referência, ah, eu já
- 15:07passei por isso. Acho que é por isso que teve
- 15:11tanto apelo com a galera do D &D, porque não é
- 15:14primeiro anime, primeiro mangá, que de certa forma
- 15:17trabalha com alguns tropos de D &D, mas esse, acho
- 15:20que pegou bem na veia, muito por conta dessa
- 15:23identificação, dessa situação que a gente joga, que a
- 15:27gente vê na mesa, e que a gente vai ver também no
- 15:30anime, no mangá, apesar, obviamente, de eles trazerem
- 15:32esse tempero a mais, no caso, com um trocadilho
- 15:36mesmo, pro jogo de acordo com o que eles estão
- 15:40trabalhando. Agora, você trouxe já aí uma
- 15:43coisa muito interessante, que é o primeiro conflito
- 15:46que tem ali, que é, eles querem voltar, eles precisam
- 15:49voltar, porque tem uma pessoa ali do grupo deles,
- 15:52que foi engolida por dragão, e... Só
- 15:57que eles não têm recursos mais pra voltar, eles não
- 15:59têm grana pra voltar, o cara pensa em vender
- 16:00armadura, alguma coisa assim no início, né? Não,
- 16:03não, pera aí, pera aí, não. A
- 16:04gente vai voltar, e a gente vai trabalhar com o
- 16:07que tem lá dentro. E isso já é, acho que já
- 16:10introduz aqui a primeira lição que a gente pode
- 16:14tirar, né, sobre o Dungeon Master pro D &D, que é
- 16:17matando a fome na dungeon, ou seja, a sua fome você
- 16:21mata lá dentro. E, cara, como é que é esse
- 16:28gancho aí, esse problema que a gente pode trazer
- 16:30pra nossa mesa, em relação a criaturas como recurso,
- 16:34né, como sobrevivência? É, eu acho que tudo, dentro
- 16:40da dungeon, ela tem que ser encarada como recurso,
- 16:42né, as criaturas também, obviamente. Em
- 16:48Bergotem, a gente já fez armadura de oriço gigante,
- 16:55cota de semente de abóbora, né? Então,
- 16:59a questão aqui no Dungeon Master é a gente ver o
- 17:01pessoal fazendo isso dentro da própria Masmurra, né?
- 17:04Tem um exemplo interessante de
- 17:07como eles utilizam os próprios problemas da
- 17:09dungeon pra trespassar outros problemas, fazem dois
- 17:12problemas e viram uma solução, que é ali a forma
- 17:15com a qual eles conseguem descer a dungeon sem ser
- 17:19um determinado andar, que estava infestado de vinhas,
- 17:23né? Vinhas que ao tocar com a pele,
- 17:26injetavam um veneno, e você ia ser consumido pra
- 17:28aquelas vinhas, eles descobrem que os sapos
- 17:30gigantes têm uma certa camada protetora contra
- 17:35aquelas vinhas, e ali você vai descobrir como é que
- 17:37eles fazem, né? Enfim, utilizam sapos como esse
- 17:42recurso de uma forma específica, e eu acho que
- 17:45isso é muito do RPG Mulek, né? A
- 17:49gente encarar as criaturas não só como algo pra você
- 17:57descer a barriga de vida, né? E
- 18:00sim, aquela mentalidade de guerrilha, de como a gente
- 18:03vai transformar essa criatura que é também
- 18:06antagonizando como algo que eu posso utilizar pra
- 18:10descer mais fundo na dungeon. Então,
- 18:13tipo, a gente pode dizer com tranquilidade que não é
- 18:17somente comida, né? Que a criatura fornece ali como
- 18:21recurso, né? É claro que uma coisa que
- 18:24explode, eu acho que a mente de muita gente,
- 18:26quando começa a ver o dungeon master, é justamente
- 18:27esse aspecto da criatura como comida. Mas
- 18:30de toda forma, encarar a criatura como recurso quer
- 18:33dizer que você pode usar como armadura, você pode
- 18:35usar como um, sei lá, como um veneno, você pode usar
- 18:39como um tíduo, você pode usar como, tipo, você pode
- 18:42tirar recursos da própria dungeon pra além da própria
- 18:44comida, né? Perfeito, perfeito. Eu
- 18:48acho que o exemplo mais clássico é transformar uma
- 18:51criatura, eu não tô a montaria, né? Quem
- 18:53nunca fez isso como eu? Falou
- 18:56o cara aí que viajou em cima numa mariposa gigante,
- 19:01né? Cara, e essa questão aí, agora
- 19:07voltando à questão da comida mesmo, da criatura
- 19:09como comida. Tem uma coisa muito interessante
- 19:12no dungeon master, é que ele trabalha ali, ele bota
- 19:15às vezes o que que tem, né? Que
- 19:17tipo, os valores nutricionais ali, então,
- 19:19aprecie às vezes no quadrinho, ali um, sei lá,
- 19:22uma comida da cara, inclusive muito bem
- 19:25desenhada, da vontade de se jantar na mesma hora,
- 19:28assim, né? Você vê aquele negócio bem
- 19:29desenhado, assim, parece um, sei lá, parece que você tá
- 19:33na liberdade aqui, tipo, sabe, já pronto pra descer
- 19:39um rango de tão bonito que é, já dá até fome, então,
- 19:42tipo... Tipo, eles colocam aquele desenho
- 19:47e colocam ali às vezes valores nutricionais,
- 19:49informações nutricionais, né? E
- 19:51o tipo de alimentação que aquilo tem. Como
- 19:54é que você vê esse tipo de coisa entrando, assim?
- 19:58Você consegue enxergar um zoom
- 20:00ficcional em cima dessas questões de valor
- 20:05nutricional, tipo de alimento, tipo... Como
- 20:09é que você vê isso aí dentro de D &D? Como
- 20:13é que você puxaria isso pra dentro de D &D? É,
- 20:16cara, o zoom ficcional que eu tenho pesquisado em
- 20:21relação às refeições, basicamente tem sido o meu
- 20:23foco aí, o meu martílio nas últimas semanas, que eu
- 20:26acho interessante como tá no ZideGyche, tem bastante
- 20:30gente buscando fazer pequenos sistemas aí de
- 20:34tratar as criaturas do D &D como menú, né? Eu
- 20:39tava hoje mesmo dando uma olhada no material do
- 20:44pessoal do... Vê o nome da galera aqui, só
- 20:48pra eu não deixar de citá -los, é o Skirples. Ele
- 20:54fez um monster menúal. E ali ele dá um foco bem
- 21:01pequeno, assim, cara. Eu acho que ele dá bastante
- 21:04foco na relação do sabores, quais criaturas são,
- 21:07alimento, quais não são, e cria uns efeitinhos numa
- 21:12tabela pra o que poderia acontecer caso você
- 21:15consumisse cada criatura. Mas
- 21:18aí tu já vai pro pessoal do Rise Up Commons, o Josh
- 21:22McRow, que também fez um documento com o mesmo nome,
- 21:26o Monster Menú, no caso dele sem o álbum final, e
- 21:31ele trata os macronutrientes das refeições como forma de
- 21:38se passar de nível. Ele diz que cada classe ali,
- 21:42ela tem uma afinidade com nutriente, que o guerreiro
- 21:47vai ter afinidade com as calorias, que o mago vai
- 21:53ter afinidade com as vitaminas, e assim que o
- 21:57diante o anão, com as proteínas e tal. O
- 21:59quanto mais daquilo você consome mais próximo de
- 22:02passar de nível, você vai estando. É
- 22:06interessante que ele atribui ali um certo fetismo
- 22:09mecânico em que você acaba progredindo através de quase
- 22:15que subclasses ali, classes de prestígio no caso,
- 22:18dependendo de como você vai se alimentando na masmorra.
- 22:22O próprio Dungeon Mesh, eu
- 22:25estou aqui na página, que tem um basilisco assado
- 22:29aqui, cara, e eles falam, eles dividem as refeições
- 22:35em energia vitamina, carboidrato, proteína,
- 22:38gordura, ferro, etc. E eu acho que fica muito
- 22:42fácil de você se perder nesse fetixismo mecânico
- 22:48quando você tenta trazer os mínimos detalhes de uma
- 22:53refeição complexa pro seu jogo. Eu
- 22:57acho que sim, é claro que é interessante premiar o
- 23:01grupo, além de simplesmente você não estar mais com
- 23:05fome ou você não precisa mais comer a sua ração
- 23:08nesse dia. Eu acho bacana você trazer um
- 23:14pouco além, mas eu vejo que geralmente o pessoal
- 23:18encontra um sweet spot, que é até o que eu estou
- 23:21buscando ali, de tentar trazer as características da
- 23:25criatura, que eles estão se alimentando ali, e fazer
- 23:29uma conversão a respeito do que o seu personagem ou
- 23:34uma pool de habilidades que funcionam com esses sistemas
- 23:38que vão na linha do Numenera, que ao invés de
- 23:41perder pontos de vida, você perde os seus pontos de
- 23:44força, perde a sua destreza e você faz um paralelo.
- 23:47Pô, se eu estou comendo essa
- 23:48criatura aqui e ela é voltada, focada nessas
- 23:53forças, eu vou recuperar essas mesmas forças aqui.
- 23:57Ou simplesmente você ter a
- 24:02chance de fazer aquela coisa que é absorver
- 24:07misticamente os poderes da criatura, que é bem
- 24:11fantástico, mas afinal de quando a gente joga um
- 24:15jogo de fantasia. Isso é muito doido. Tem
- 24:19a ver com essa lança de... É
- 24:21isso, o ato de comer uma criatura, de você ressonando
- 24:28com quem é aquela criatura. É
- 24:31um tema que eu vou trazer mais para a gente, que é
- 24:32você é o que você come. Acho
- 24:36que tem muito a ver. Agora,
- 24:38essa questão dos valores nutricionais, também tem uma
- 24:44coisa interessante dentro disso, que é justamente
- 24:46você... Quando você vê largados e pelados,
- 24:48por exemplo. Eu lembro que no largados e
- 24:50pelados tem uma questão de sobrevivência muito
- 24:52importante, que é a gente falar, mas e agora que a
- 24:54gente pega proteína? Então, de repente você ter...
- 24:59Obviamente que você não precisa ir
- 25:00muito profundo, porque senão a vida realmente fica um
- 25:05jogo muito abstrato mesmo. Mas
- 25:08de repente você trazer uma coisa, que vocês podem
- 25:12comer aqui várias coisas, mas proteína mesmo que
- 25:17vocês não comeram. De repente o mestre pode
- 25:19buscar isso pelo desafio, também pode dar um jogo
- 25:22interessante. Com certeza, no Monster Mill,
- 25:26que provavelmente vai se chamar Hangu Monster,
- 25:31trabalhando o que existe ali, o alimento vigoroso,
- 25:36que seria a proteína, que vai aumentar o seu vigor,
- 25:38ou seja, ponto de vida. Você
- 25:40só recupera se de fato você comeu uma criatura
- 25:44ali, uma monstruosidade. E também a gente tem o
- 25:50alimento energético, que está atrelado à sua
- 25:53capacidade de lançar feitiços, existia magia,
- 25:56ataques mágicos, com esse arcanho e tudo mais. Então,
- 26:00gera esse grau de necessidade de você
- 26:02encontrar o alimento que você precisa. E
- 26:05aí, como você disse, é o desafio, não basta o grupo
- 26:09passar pela masmorra e se alimentar só das vinhas que
- 26:17estavam presas na parede, tentaram agarrar eles e
- 26:20espreme -los, porque no Mastre, que eles vão
- 26:22recuperar ali, são alguns nutrientes necessários para
- 26:26se manter em pé e convivendo magia. O
- 26:28pessoal vai ter que esperar pelo sapo gigante aparecer
- 26:32ali para recuperar os seus pontos de vigor. De
- 26:36repente, os miconides não têm tanto proteína, mas de
- 26:39repente o javalí gigante tem. Esse
- 26:42tipo de coisa pode ser interessante. Eu
- 26:45acho que dá o Mastre que quiser atrelar isso ao jogo
- 26:48dele, se tiver querendo improvisar um sistema ali,
- 26:51criar alguma coisinha. Ele focar nisso, olhar para a
- 26:53criatura, ver a ficha da criatura. E
- 26:57às vezes não só focar nos status, mas tem muito
- 26:59manual de monstro que vem com descrições bem
- 27:03interessantes atreladas. E pensar, tipo, poxa, o que
- 27:07essa criatura poderia representar de benefício que
- 27:13é o sem -injeirida pelo aventureiro? Provavelmente
- 27:15vai ter a resposta nos status da criatura, no
- 27:19mais, naquela descriçãozinha. Agora,
- 27:24falando de descrição, manual de monstro e tal, a gente
- 27:27tem, por exemplo, no ar, que a Birgota tem apareceu
- 27:30também, outros jogos que eu sei, o SouthBorg, a galera
- 27:34que vem trabalhando nas mesas abertas e tal. A
- 27:38gente sabe que aparece muito a carcaça da
- 27:42criatura, a carapáça de um sete gigante, esse tipo de
- 27:45coisa que começa a aparecer com um recurso. E
- 27:47é muito legal quando o manual de monstro, quando a
- 27:51gente, de alguma forma, traz algumas características
- 27:56da criatura, já sinalizando que aquilo pode ser usado
- 27:59como recurso, não sei nem como comida só, mas com
- 28:02recurso de forma geral. Então,
- 28:04tipo, sei lá, a gente está botando aqui um catobleta,
- 28:08aí coloca lá, muita gente usa o catobleta para buscar
- 28:15a catobleta fêmea, para poder retirar leite e fazer
- 28:19um leite que dá, sabe? Então,
- 28:21esse tipo de coisa é interessante de a gente
- 28:22trazer já no manual de monstro, ou sinalizar para
- 28:26os jogadores, para eles começarem a entender que
- 28:28tem essa dimensão possível. Muitas
- 28:30vezes o jogador não vai encarar, ele vai com quase
- 28:32um videogame que você matou, a criatura cai no
- 28:35chão e desaparece, mas aqui é interessante a gente
- 28:37trazer esse tipo de coisa, né? Ah,
- 28:39com certeza, cara, você pega ali o catobleta, você
- 28:42percebe que enquanto você estava combatendo aquela
- 28:45criatura, você como jogador, o mestre disse que você
- 28:49precisou fazer alguma rolagem, ali ou de alguma
- 28:52forma o cheiro do catobleta, que tem essa
- 28:55coisa que o catobleta faz, ele tem um cheiro
- 28:58tenebroso. Após a criatura morrer ali, você
- 29:03pode, vamos lá, cortar o couro desse catobleta e
- 29:06utilizar esse couro para se jogar um manto improvisado
- 29:11e evitar que a criatura se aproxime, eu descobri que
- 29:15na verdade isso era uma glândula que ele tinha por
- 29:18ação do sistema respiratório ali, você arremessa essa
- 29:22glândula dele para estourar, roubar e afastar outras
- 29:25criaturas que você precisava entrar ali. Essa
- 29:28é muito boa, hein? É quase um gambá, tipo, eu
- 29:32jogo um negócio ali, bloo, o galera sai correndo uma
- 29:35boa. Existe uma outra dimensão aí,
- 29:39voltando para... para criar para... para
- 29:42um monstro como... como comida, né? Não
- 29:44só o monstro, mas as coisas da Dungeon como
- 29:46comida. E tem aí uma outra camada
- 29:49disso, que não é somente um monstro como recurso,
- 29:52como nutriente, mas também uma coisa um pouco mais
- 29:56sofisticada. Que é o monstro como
- 29:59gastronomia, né? Isso tem o Dungeon Master
- 30:01também, a gente consegue ver ali que tem receita,
- 30:04né? Tem, tipo, tem uma outra... um
- 30:07outro aspecto ali que inclusive se discute, que é
- 30:09tipo, cara, se você preparar determinada criatura
- 30:12assim, é difícil comer mesmo, você vai passar mal,
- 30:15você não vai aguentar, mas se você comer essa criatura
- 30:18de outra forma, se você preparar de outra forma,
- 30:21etc., etc., aí você aguenta e fica gostoso, né? Então,
- 30:25tipo, a forma de preparo, esse tipo de coisa assim,
- 30:29começa a fazer diferença no Dungeon Master e pode fazer
- 30:34também diferença no jogo, né? Como
- 30:36é que você tem tratado isso nos três experimentos?
- 30:40Dá uma dica para a galera de
- 30:41como trazer o aspecto gastronômico para Dungeon.
- 30:47Aí, no caso, é o aspecto
- 30:48delíxio em Dungeon, né? É, cara, quando eu assisti o
- 30:54anime pela primeira vez, eu vi aquelas refeições ali
- 30:58bem desenhadas, né? Os caras têm um artista que
- 31:03provavelmente é destinado só para fazer aquelas artes
- 31:06que se destacam ali. A primeira coisa que eu
- 31:08pensei foi, putz, cara, isso aqui é a contemplação,
- 31:11né? A agenda da contemplação
- 31:14estampada na nossa cara ali. E
- 31:18eu fiquei com isso na cabeça e tal, mas depois
- 31:21disso eu fui escrever no Monster Meal ali e entram
- 31:24outras influências e tal. E aí eu tava, cara, eu acho
- 31:29que na sexta -feira antes do Dof, ali, fazendo uns
- 31:33ajustes de umas mecânicas e eu tava meio rescioso e eu
- 31:36tava na casa da minha avó, esperando o da horário,
- 31:40porque a casa dela é próxima da Rodoveira que eu
- 31:43tava ainda e ela tava fazendo comida. E
- 31:45eu tava ali escrevendo o notebook, olhando ela e
- 31:48falando, caraca, cara, é a culinária e a cidadia,
- 31:51bicho. Ela é um procedimento, ela é
- 31:53um processo, mas ela é sobre você se preparar algo
- 32:02a qual você vai se sentir bem tanto ao realizar
- 32:06quanto o resultado final, você tá preparando algo que
- 32:09vai te saciar, você tá preparando algo que te dá
- 32:14a oportunidade de ser inventivo. Então,
- 32:16ali na forma com a qual eu trabalho isso,
- 32:19basicamente assim, o preparo, é claro que você
- 32:23vai ter que dar as condições necessárias, então
- 32:26você teria que ter as ferramentas, ferramenta é
- 32:30uma tag mecânica do Monster Meal, você tem que estar
- 32:34disposto a utilizar as suas ferramentas as quais você
- 32:37vai ter que gastar um tempo também cuidando ela,
- 32:40já que o pessoal aí que joga dentro de Dungeon sabe
- 32:45que tempo em Dungeon é risco de encontro aleatório
- 32:48e risco de encontro aleatório significa a
- 32:49probabilidade de morrer. Então
- 32:51você vai ter que gastar esse tempo ali pra preparar
- 32:53o ambiente necessário pra você realizar sua refeição,
- 32:57esse é um desafio que o mestre pode morrer o
- 33:01jogador ali enquanto ele prepara e após a refeição
- 33:03enquanto ele reorganiza, limpa e cuida suas
- 33:06ferramentas, são momentos de desafio, mas uma vez
- 33:12escolhido e realizado o modo de preparo, aí a
- 33:16gente entra na agenda contemplativa, ali, pelo
- 33:19menos no ponto de vista, que é como é que eu tô
- 33:23colocando agenda de jogo dentro disso, estruturando
- 33:29que a forma com a qual você prepara a sua
- 33:33culinária fantástica ela vai determinar como você vai
- 33:37utilizar o bônus da criatura alimentada. Então
- 33:42cada criatura ali, uma vez que ele tá estruturado em
- 33:46prato principal, acompanhamento e modo de
- 33:50preparo. Uma vez que cada prato
- 33:52principal ele vai determinar como você vai se aproveitar
- 33:55daquela criatura, então se você come um lagarto de
- 33:57fogo, você vai ter um bônus atrelado à essência
- 34:01flamês de antes da criatura, mas se você
- 34:02colocou um acompanhamento ali de raspas, de chifre,
- 34:09de cobol, você vai ter determinado que na verdade
- 34:14esse fogo ele é uma resistência, como supou. E
- 34:18a forma de preparo, se foi cozido, se foi assado, que
- 34:23é onde entra o ato culinário mesmo, isso
- 34:26determina como você vai utilizar aquilo, a duração.
- 34:29Ou isso é permanente, porém só
- 34:32por um minuto, ou isso vai ser espontâneo, mas só
- 34:35quando você gritar, ou você vai ter isso até a próxima
- 34:40refeição, mas depois isso vai te dar um revestério
- 34:42monstro. A forma de preparo não flui
- 34:46bastante. E aí se o cara quiser,
- 34:49talvez, a gente está em uma agenda de impô mais
- 34:52desafio, a forma de preparo pode ser a condição para
- 34:56que você não se envenene, para que você não morra,
- 34:58para que os efeitos da alimentação não atrapalhem
- 35:02mais o que ajuda. Isso é o caso clássico da
- 35:05manisoba. A manisoba é um prato que eu
- 35:07amo, eu amo o real assim, manisoba. Eu
- 35:11gosto tanto de manisoba quanto eu gosto de
- 35:13feijoada, eu acho muito gostoso. E
- 35:16para quem não sabe, manisoba é um prato típico
- 35:18do norte do Brasil, e é um prato feito com raiz de
- 35:23mandioca. E entre outras coisas, ervas
- 35:26e carne e tal, fica tipo uma lama assim, um negócio
- 35:30como se você botasse um pedacinho de pântano dentro
- 35:35de uma conbuca e comece aquele delicioso, você sente
- 35:39ali mil substâncias ali misturadas, é muito bom.
- 35:46Mas o lance é, a manisoba você
- 35:49tem que cozinhar, parece a raiz da mandioca, durante
- 35:52sete dias. Se foram cinco, ou sei lá, ou
- 35:57seis, ou três, é venenoso, tu morreu, velho. Eu
- 36:01fui muito perguntando como é que eles descobriram que
- 36:04são sete dias. É, provavelmente ali foram seis
- 36:08pessoas, a sétima saiu com um cofarado. Diversia
- 36:13muito bom mesmo. É, porra, velho, mas vamos
- 36:17continuar, vamos continuar essa receita que a gente
- 36:20tem que chegar lá. Mas pensando aqui, isso é muito
- 36:24bom para uma mesa. O grupo está com fome, o
- 36:28grupo precisa comer. Mas tipo, cara, vocês vão ter
- 36:30que cozinhar determinada coisa por não sei quantas
- 36:33horas. Esse preparo, essa marinada que
- 36:36você vai deixar, esse cozinhar em fogo baixo, de
- 36:39repente é uma criatura muito, muito ruim de carne.
- 36:42Mas aquela carne, se você
- 36:43preparar em fogo baixo durante três dias, velho,
- 36:47você come bem ela e fica com sustância para andar
- 36:50três dias na dângela sem precisar de mais nada.
- 36:53Então esse tipo de coisa, ou de
- 36:55repente, se você secar uma criatura em determinadas
- 36:58condições, você consegue fazer um charque daquela
- 37:02carne, e aí você leva para frente durante um tempo.
- 37:05Esse tipo de coisa, como você
- 37:06falou, ele mexe com um recurso muito importante que
- 37:09é tempo. Você tem que guardar aquele
- 37:12ambiente ali, de repente aquilo cria cheiros no
- 37:15ambiente. Então isso cria uma série de
- 37:17desafios. E a própria forma de
- 37:21preparar, como você falou, entra numa alquimia da
- 37:23coisa, entra em um jogar esse. Do
- 37:27tipo, ah, então, eu sou um fighter, mas eu vou ter
- 37:30que preparar durante três dias essa carne aqui numa
- 37:33marinada, com tal coisa, e você começa a dar
- 37:36significado para isso. E aí aquele fighter, que é
- 37:39um guerreiro, um cara que está acostumado a lidar com
- 37:42armas, ele começa a lidar com outro aspecto do jogo,
- 37:45que em teoria é só os magos ali, a galera mais
- 37:48mística ali, que a lidar por conta de alquimia.
- 37:50Então nesse ponto se aproxima
- 37:52muito o jogo da culinária com o jogo da alquimia. É
- 37:57como a gente joga o Hexcrawl, a nossa bolher
- 38:04epigística aqui, que trata a exploração dos ermos
- 38:07sendo uma capacidade de qualquer personagem,
- 38:10independente da classe, né? Não
- 38:12tem aquela questão de, ah, vamos deixar para o
- 38:15patrolero, vamos deixar para o Ranger, né? Rolar
- 38:19aqui a sobrevivência dele. É
- 38:21um zoom que você escolhe dar no jogo ali, não
- 38:25escolhe tratar com importância, imprime desafio
- 38:30e tenha consequências que vão te ajudar a continuar
- 38:33a exploração, né? Então uma boa viagem dos ermos
- 38:36vai te fazer chegar mais saudável na dungeon ou no
- 38:39tesouro escondido anil, na informação que você quer.
- 38:42Assim, como um bom preparo de uma
- 38:44criatura certa, é uma forma de lidar com um desafio
- 38:49que vai te gerar uma, né? Idealmente
- 38:53uma boa consequência para você continuar seguindo a
- 38:56sua jornada. Não que comer as criaturas seja
- 38:59o objetivo final, mas é uma boa jornada, assim,
- 39:02como o Hexcrawl. Sim, em total. Agora,
- 39:08cara, e harmonização das coisas, assim, tipo...
- 39:12Então, você está falando ali da
- 39:14forma de preparar, mas também tem essa coisa de
- 39:16combinar, né? Então eu estou aqui, eu tenho
- 39:18até um... um caos aqui para contrapar a
- 39:22galera, eu não bebia cerveja até 20 e poucos
- 39:25anos, eu não gostava, não gostava mesmo, não fazia
- 39:28minha cabeça. Eu não bebia nada para falar
- 39:30a verdade, mas a cerveja é um amigo meu, Belga, o
- 39:33Ioris, não sei se o Ioris provavelmente nunca vai
- 39:35ouvir isso aqui, mas um abraço, Ioris, se você
- 39:37estiver ouvindo. O Ioris, ele chegou aqui no
- 39:41Brasil e tal, e foi pouco absurdo que você não bebe
- 39:43cerveja. E aí, ele falou, vamos
- 39:45resolver isso, ele me levou num lugar chamado Belgiom
- 39:48Bear Paradise, que tinha no Rio de Janeiro, lá num
- 39:50shopping na zona leste. E aí, chegou lá, cara, ele
- 39:54falou, olha só, a gente... Ele
- 39:56pediu, me traz aí duas jogardem, ou três jogardem,
- 40:00não lembro quem que estava comigo, três jogardem para
- 40:02a gente, e a jogarda era uma cerveja que só tinha
- 40:04lá fora, é muito mais encorpada do que é hoje em
- 40:06dia, tinha muito mais... Era
- 40:08praticamente um pão líquido, bagulho. E
- 40:11fora isso, ele pediu mexilhão e pediu batata com
- 40:15maionese, e parece que isso na Bélgica é tipo, sei lá,
- 40:19o clássico deles lá. E aí, velho, eu já tinha...
- 40:22já tinha comido mexilhão, já
- 40:25tinha comido batata frita, obviamente, eu comi
- 40:28maionese, e já tinha tomado cerveja. Agora
- 40:31você tomar uma cerveja de trigo, comendo mexilhão e
- 40:35molhando a batata frita na maionese, velho, isso aí
- 40:38mudou a minha vida, cara. Eu
- 40:40falei, nossa, isso aqui é muito gostoso. Aquela
- 40:42harmonização dos ingredientes me fez gostar de cerveja
- 40:45real, cara. Eu passei a gostar, claro, né,
- 40:49é uma coisa meio fresca, assim, você começar a
- 40:50conrugar a imagem. É... Eu comecei a gostar de
- 40:55cerveja ali, comecei a apreciar algumas coisas,
- 40:56muito por conta da harmonização que se fez em
- 40:58cima. E hoje, beleza, hoje em dia,
- 41:01o bebê cerveja é suave, não precisa ter harmonização
- 41:03nenhuma. Mas aquilo despertou algum
- 41:06paladar em mim, sabe? E isso em Dungeon, isso a
- 41:10gente levar para uma combinação de, sei lá, de
- 41:14pratos e do que a gente está preparando aqui. Isso
- 41:17pode dar uma parada maneira, né? É
- 41:19uma coisa que a gente vê em outros jogos, tipo
- 41:20Minecraft, esse tipo de jogo em que você pega
- 41:23mistura, ingrediente, mistura, não somente isso,
- 41:26mas mistura dois pratos e tal, isso dá um... um
- 41:29borogador a maneiro, né? Como
- 41:31é que você vê isso, essa harmonização dos elementos
- 41:34impactando no jogo? Poxa, cara, eu só estava aqui
- 41:38pesquisando onde comer mestilhão na grande vitória.
- 41:42Essa história me deixou coagando
- 41:43na boca. É, cara, eu acho que a
- 41:46harmonização é... Acho que é essencial, tanto a
- 41:49culinária do mundo real quanto quando você vai
- 41:52mecanificar a culinária para um jogo de RPG. Voltando
- 42:00ali ao anime, ao mangá, você tem pistas ali, né,
- 42:05de que isso é... ali, a coisa certa, você
- 42:09fazendo, eu vou te falar que as coisas são certas,
- 42:10fazer, mas é a coisa certa de fazer, algumas são, né?
- 42:14E não tem como negar. E,
- 42:16cara, isso é primeiro uma forma de evidenciar a
- 42:21riqueza, de desafios de uma dângel, afinal de contas,
- 42:25colocar ali uma dângel que só tem meconídeos sem face
- 42:30do começo até o final, vai ter que soar para
- 42:33apresentar um desafio interessante, agora, se o
- 42:36grupo para ali para fazer a refeição dele, eles
- 42:39percebem que eles estão com carne de basilisco, junto
- 42:45com algumas flores carnívoras estranhas que
- 42:49eles ainda não entenderam o que é, mas pararam para
- 42:52pegar, que eles estão com ovos de um lagarto gigante
- 42:57que eles pegaram agora pouco, antes de entrar no
- 43:00porrinho. Primeiro que os caras vão parar
- 43:02para perceber o tanto de coisa bacana que eles já
- 43:04enfrentaram na Mazborra, e segundo que se você tiver,
- 43:08de fato, mecanizando isso, você tem mais margem para
- 43:13andar riqueza de efeitos, como já citei recentemente,
- 43:20eu escolhi separar em prato principal, acompanhamento e
- 43:24modo de preparo justamente para isso, porque aí você
- 43:26tem uma tabela de informações e você consegue
- 43:30juntar uma sentença, juntar uma frase, e saber que
- 43:35além de você curar dois pontos de vigor e um de
- 43:39energia, você vai ter também esse efeito místico
- 43:44adicional. Eu acho que o interessante é
- 43:46o grupo ir ali anotando o próprio menu deles e se
- 43:51lembrando, poxa, você lembra que aquele dia a gente
- 43:54comeu isso, com isso desse jeito, e a gente ganhou o
- 43:58efeito de andar sobre a água. Cara,
- 44:03po, mas eu comi esses dias desse mesmo efeito e na
- 44:05verdade eu ganhei o efeito de andar sobre o gelo,
- 44:07nomeando -te de nada. Então acho que essa é uma parada
- 44:13legal, porque é algo que a gente já fazia, por
- 44:15exemplo, ali em Bergotten, voltando a citar Bergotten,
- 44:19que era ir anotando os efeitos da cerveja na
- 44:22medida que a gente jogava sessões, e era o que a
- 44:24gente se orgulhava, se sentia veteranos daquele
- 44:26bar, né? Pô, eu sei que se eu tiro um,
- 44:31tenho que buscar um local abrigado, que vai vir uma
- 44:35besta mortal dos céus vinda da lua pra me caçar. Então
- 44:40eu sei que se a cerveja bateu desse jeito, e aí
- 44:43que vem a parte legal, né? Porque
- 44:44você começou a descrever não apenas ali o gosto da
- 44:48cerveja, mas também a onda que ela dava, e aí quando
- 44:53eu comecei a ver Bergotten, eu peguei essa mesma forma
- 44:57de dar o foreshadowing do efeito, dando uma descrição
- 45:01do gosto, de como a cerveja cai, de como dar a
- 45:06onda, né? O jogador já entendeu que vem
- 45:08à frente, e eu acho que a harmonização da comida ela
- 45:10pode ser feita dessa mesma forma. O
- 45:12mestre utiliza ali o espaço de descrever ali, de pirar
- 45:16em cima de como é o gosto do alimento, pra falar,
- 45:19olha, talvez você precise se preparar e entender
- 45:22dentro da ficção, e vai começar a acontecer x coisa
- 45:26dentro de você. Isso é interessante, né cara? E
- 45:32outra coisa também é que você pode permitir que
- 45:34determinado alimento seja palatável, seja ingerível,
- 45:40somente na presença de outro. Você
- 45:42começa a rebater uma coisa na outra. Então
- 45:44o gosto disso aqui é muito forte e não dá pra comer,
- 45:48mas se você rebate esse gosto aqui com esse outro
- 45:50prato que justamente faz o contrário, sei lá, você
- 45:54começa a pensar em harmonizações pra permitir
- 45:56que certas combinações sejam possíveis também. E
- 46:00aí é isso que você falou. De
- 46:01repente até o jeito de descrever como você tá
- 46:04sentindo o gosto vai indicando o tipo de coisa
- 46:07que você pode fazer. Então você estabelece um jogo
- 46:09nessas combinações da culinária, nessas
- 46:13harmonizações possíveis, né cara? E
- 46:16aí aos poucos você vai desenvolvendo uma simpáxia
- 46:19culinária por ser o jogo que é muito interessante,
- 46:22cara. É quase como o mestre
- 46:25descrevendo pro ladrão, né, pro jogador até jogando ali
- 46:27de ladrão, que ele sente ao mexer na fechadura, ou
- 46:30a apertada determinada placa de pressão, né. Cara,
- 46:33colocando o dedinho no caudo ali provando, é o
- 46:36sujeito botando a tocha no buraco ali pra ver o que
- 46:39tem dentro. Totalmente. Mais de mil episódios na
- 46:45primeira temporada. Um podcast premiado por suas
- 46:50reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados, em
- 46:54uma nova temporada com muito a oferecer a
- 46:57comunidade do RPG. Aventureiros
- 47:04numa busca por mais episódios na semana, te
- 47:07convidam a fazer parte do grupo de Telegram,
- 47:10participar de sorteios e enliquecer seu jogo.
- 47:16Esquente a água, moa os grãos e
- 47:19pegue os dados. Apoia ponto s e barca, fé com
- 47:27dângio. Contamos com você. Como
- 47:42você falou ali atrás, né, isso dialoga muito quantos
- 47:45aspectos da criatura, né, então a gente começa a
- 47:49tentar entender a biologia da criatura, por exemplo,
- 47:51se a criatura é muito... o gosto que ela tem é muito
- 47:54ácido, por que que será, né? O
- 47:56que que da biologia dessa criatura indica isso, né? E
- 47:59aí traz isso para um outro aspecto que eu gostaria de
- 48:02trazer do dângio Mesh pro RPG cotidiano, pro D &D da
- 48:07galera e tal, que é a comida como ser vivo, né?
- 48:13É basicamente o você é o que
- 48:15você come, né? Que é entender que criatura é
- 48:19essa. E aí a gente pode trazer um
- 48:21pouco o dângio Mesh de novo, num caso dângio Mesh,
- 48:26que para mim foi muito impactante, que foi, caraca,
- 48:29como eles observaram a anatomia do cubo gelatinoso
- 48:34e de como isso teve impacto na história do que
- 48:37eles estavam contando ali, né? No
- 48:40caso do cubo gelatinoso tem toda uma característica,
- 48:44tipo, eles trouxeram algumas características que você
- 48:48esperaria somente numa anatomia humanoide, mas eles
- 48:52trouxeram pro cubo gelatinoso fazendo sessões
- 48:56ali do corpo dele e tudo mais para você entender mas
- 48:58ver como é que fica. E quem explicava isso era o
- 49:00Anão, né? Que é manjão de culinária. Como
- 49:03é que você vê essa questão da anatomia, dos monstros,
- 49:06da biologia, dos monstros impactando -me isso aí? É,
- 49:10cara, manoeiro, né? O cubo gelatinoso você... você
- 49:13via ali que ele tinha o seu próprio cérebro, né?
- 49:16Que ele tinha todo um espaço
- 49:17digestivo e você tinha a questão do preparo ali, né?
- 49:20Tinha que estender ele, secar
- 49:21para poder comer e tal. Mas,
- 49:23voltando à questão da biologia e da anatomia da
- 49:27criatura e como ela influencia, eu devo dizer,
- 49:32cara, que eu sempre gostei muito mais da exploração da
- 49:36dângel pelos acessórios, né? O
- 49:40desafio em si ali era, na minha cabeça, pegar as
- 49:46pistas da dângel para resolver ela assim que
- 49:49aquilo seja só um moedor de carne, tipo, ah, todo
- 49:52monstro que a gente vai ver a sair da correta é
- 49:55bater nele, né? Sim. E uma das... um
- 49:59dos maiores recursos de tentar se evadir de um
- 50:02combate ou realizar esse combate de uma forma que
- 50:05seja mais vantajosa para o grupo é entender a anatomia
- 50:10da criatura. No último... no
- 50:12último sessão que eu joguei de Finisterra, por exemplo,
- 50:15a gente enfrentou um grupo de grifos que, por algum
- 50:18motivo, estavam dentro de uma caverna. E
- 50:21ao invés de contestar porquê aqueles grifos não
- 50:23estariam em um poleiro ou um polémão ninho, a gente
- 50:28percebeu que existia uma chance de talvez pegar
- 50:30esses grifos de surpresa nessa caverna e impedir que
- 50:34eles levantassem o voo, né? E,
- 50:36poxa, os grifos são metade felinos, né? Então,
- 50:40talvez por isso eles estivessem dentro da caverna
- 50:42ali, mas a metade águia deles que é o problema,
- 50:45né? São as patas à frente e o
- 50:46bico. Então, a estratégia do grupo ali
- 50:50foi prender as asas da criatura, se ligar de que
- 50:53a parte da ave, que era a parte perigosa, a parte
- 50:56felina era a parte que estava nos dando a vantagem
- 50:59e fechou a entrada da caverna, o primeiro que
- 51:02botou a cabeça para fora para já ter a cabeça de
- 51:05águia dele descepada, depois foi fogo na entrada da
- 51:08caverna, aquela coisa de impedir que esses grifos
- 51:11voassem para fora. E foi um combate muito mais
- 51:15fácil do que seria, porque... Grifo
- 51:18é três ataques, duas garradas, uma bicada com
- 51:21mais seis para acertar. Então,
- 51:24a gente conseguiu evitar que eles só ficassem voando
- 51:26na nossa cabeça. Mas isso é só um exemplo ali,
- 51:29a tela de combate, né? Eu acho que quando você
- 51:32entende a anatomia de uma criatura, também, você está
- 51:36entendendo como ela está interagindo com o meio, né?
- 51:38Por que aquela criatura está
- 51:40ali? É uma pergunta importante para
- 51:44você entender o que te espera à frente. Entender
- 51:48a criatura, entender a Dungeon, se é relação com
- 51:50ela. Eu acho que um encontro de
- 51:53Dungeon, ele pode ser muito mais letal, muito menos
- 51:56letal, se os aventureiros entenderem a relação que
- 52:00aquela criatura tem com a Dungeon, com o ambiente que
- 52:04eles estão inserindo. Eu falo que Dungeon, como
- 52:06qualquer ambiente, incluindo hermos, mas qualquer local
- 52:10que a criatura está, entendendo isso, você pode
- 52:15ter relação facilitada. Essa criatura se dá bem com os
- 52:19outros habitantes, como ela explora o ambiente, como
- 52:21ela caça, como ela vive. Entendendo
- 52:27isso, você vai fazer uma boa exploração de uma
- 52:28esmorra, ou pelo menos uma exploração melhor. Sem
- 52:31dúvida, cara. Eu acho que tem uma coisa
- 52:33interessante desses aspectos biológicos aí, né? Aí,
- 52:37no caso, focando especificamente o corpo da
- 52:42criatura, a anatomia dela, como ela digere as coisas
- 52:46que ela come, e tem tipo o dragão, né? Logo
- 52:48de cara, você falou do dragão, que é uma parada
- 52:50que aparece no início do... da
- 52:53trama, né? Da trama, não, né? Vou
- 52:56dizer uma trama, da aventura. Eles
- 52:58descem porque tem alguém ali que foi comido para um
- 53:02dragão. Então, eles pensam, cara, mas o
- 53:05dragão liberra logo depois, então ele vai digerir
- 53:09lentamente quem foi comido. Isso
- 53:11faz toda uma diferença, né? Você
- 53:13tem o D &D, criaturas ali que têm solo -roll. A
- 53:15criatura se tirar um 20, ela te engolha inteiro. E,
- 53:19pô, se você falar que, bom, engolir o inteiro
- 53:21morreu, acabou. É uma coisa. Agora,
- 53:23se você traz esse aspecto biológico pro jogo, você
- 53:26pensa, não, pera aí. A criatura come, mas ela vai
- 53:28ficar esgiboiando ali um tempo. É...
- 53:32Pô, enquanto você tá ali dentro, ela não seriamente
- 53:34se morreu de cara, mas você tá engolido. Como
- 53:36é que é a pós -spec do digestivo dela? O
- 53:39que ela faz? E se você conseguir tirar
- 53:41essa pessoa dentro, como é que ela sai? Ela
- 53:43sai corroída ou não? É uma parada mecânica, né?
- 53:46Tipo, a gibóia mesmo, ela vai
- 53:48esmigalhando você ali aos poucos, ela vai te
- 53:51digerindo primeiro mecanicamente, né? Então,
- 53:55tipo, a gente pensar nesses aspectos biológicos da
- 53:59criatura, vão trazer cor pra tua aventura, né? Elas
- 54:02trazem possibilidades interessantes até de
- 54:04recuperar uma... uma... alguém, de repente, tipo,
- 54:09cara, a criatura é uma... sei
- 54:11lá, um verminho cinzento, ela engoliu o teu... o
- 54:15teu amigo e agora ela tá, tipo, se enfiando na terra
- 54:18de novo. Isso pode ser uma... uma
- 54:20aventura por si só, né? Ou o que acontece quando uma
- 54:23salamanda de fogo engola e uma mula cheia de frácios
- 54:25veneno, né? É, é, é, exatamente. O
- 54:28que aconteceu, né? Tipo, e aí, a gente, nesse...
- 54:33desse... desse fogo eliminar o
- 54:35veneno, né? A gente abordou isso no
- 54:37playtest lá, né? A gente ficou caraca, mas
- 54:40essa criatura, tipo, ela é uma... uma...
- 54:45ela era um lagarto de fogo. Eu
- 54:48tava citando um episódio de Bergotem mesmo, né?
- 54:50Bergotem, sim. Acabou
- 54:51matando essa salamanda mais infinita. É,
- 54:54mas é... teve isso no playtest também, do
- 54:57teu jogo, né? Então, tipo, a gente... a
- 54:59gente pensava nesses aspectos assim, eu acho que
- 55:01é muito interessante, enriquece muito o jogo, né?
- 55:04É... E aí, se a gente pegar,
- 55:06né, mais uma vez aí, como você citou... Catoblê,
- 55:09catoblê, pra que... Tem, de repente, um mal cheiro
- 55:12inerente a ele por conta de uma glândula, né? É...
- 55:17Ou a gente pensar, tipo, cara, e se a gente chega
- 55:20e pega um... escorpião gigante, esse escorpião
- 55:23gigante, cara, ele tem ali as carapáças dele, é...
- 55:27podem dar uma armadura super
- 55:29flexível, né? Mas ao mesmo tempo, pode
- 55:32precisar de um óleo, de vez em quando, se não
- 55:34resseca o bagulho. Sei lá, acho que tem muitos
- 55:36aspectos que são biológicos das criaturas, que dão um
- 55:41jogo, né? Eles dão um pano de fundo pra
- 55:43jogo se você não ignorar, né? Então,
- 55:45na verdade, muitas vezes a gente... a
- 55:48gente abre mão desses detalhes, porque a gente tá
- 55:51num jogo que puxa um lado mais abstrato, né? O
- 55:55D &D. Ah, a criatura chegou lá,
- 55:57acabou a HP, ela morreu, né? Então...
- 55:59Mas, cara, se você começar a trazer esses aspectos pro
- 56:02jogo, isso dá uma cor interessante e dá soluções
- 56:05que os jogadores podem buscar. Dá...
- 56:09como a gente botou lá atrás, né? Pode
- 56:11dar recurso que os jogadores podem... podem
- 56:14abordar pra construir alguma coisa, pra construir uma
- 56:17armadura, pra... enfim, venenos, né? Porém,
- 56:21bergotem, quantos venenos foram criados já, né? Pô,
- 56:24se a criatura é venenosa, então vamos pegar o rabo
- 56:26dela, vamos tentar sintetizar esse veneno,
- 56:28vamos tentar concentrar esse veneno, vamos tentar fazer
- 56:31alguma coisa a partir disso. Eu
- 56:33acho isso muito rico, né, cara? Tipo,
- 56:35a gente começa a entender a anatomia da criatura, a
- 56:39gente consegue... até como você botou ali atrás,
- 56:41né? As características dessa
- 56:42criatura mesmo, né? Ah, essa criatura ultra
- 56:45violenta. Como é que isso impacta no
- 56:49jogo? Como é que preparar essa
- 56:50criatura pode... pode impactar a vida do
- 56:54aventureiro, né? Que tipo de problema que isso
- 56:58vai estudar e que tipo de solução que isso vai
- 57:00estudar? Então, tipo, isso é muito
- 57:01interessante, cara. É... Você chegou a... Você
- 57:05chegou a experimentar isso em bergotem, e você tá
- 57:07trabalhando isso no... no teu... no
- 57:11teu jogo. Como é que você enxerga, né?
- 57:13Esse tipo de... diferença
- 57:16anatômica impactando no jogo e como, de repente,
- 57:21transformar isso em gancho? Como
- 57:24é que você vê isso trabalhado em um jogo? Pô,
- 57:26complexa, né? Essa pergunta me deixou... me
- 57:28deixou pensando o que agora. É...
- 57:31Cara, eu... Eu acho que o interessante
- 57:35de... de se entender ali a anatomia
- 57:39ou como a criatura se alimenta ou é alimentável é
- 57:45entender de fato ali, não pensar só a respeito da...
- 57:50da culinária, mas tudo que ela
- 57:52engloba, né? Entender a criatura como... como
- 57:56ser vivo, é entender uma estrutura de modo... de
- 58:02modo mais... mais complexo ali, de modo
- 58:05explorável, eu acho que quero dizer, já que... já
- 58:10que a gente tá tratando de um jogo de gerenciamento...
- 58:14de recursos, né? Que
- 58:15pode... que pode tanto ser, né? Por
- 58:19parte do mestre de um gatilho, pra desafios, você
- 58:22entender que essa criatura amphíbia em específico ela
- 58:29vai proporcionar um desafio mais agudo nesse ambiente
- 58:35em específico, que... enquanto
- 58:37o grupo vai fazer os aventureiros, né? Vão
- 58:42fazer o esforço no sentido oposto, né? Tirar
- 58:45a criatura da zona de conforto. E
- 58:49aí, quando tu fala do aspecto anatômico, eu acho
- 58:54que é muito mais a respeito de deixar a pessoa
- 58:56alerta aos detalhes, né? Muitas
- 58:59vezes a gente fica tentando mecanizar demais as
- 59:05características do jogo. Acho
- 59:06que foi o Gui que falou... o
- 59:08Gui... o Guilherme, né? Falou
- 59:10no último podcast. Muitas vezes as respostas é que a
- 59:14gente... a gente tá buscando um tom
- 59:16em mecânica, né? Tão em dar o foco no jogo. Na
- 59:20ficção, no caso. O foco na ficção. Eu
- 59:23acho que quando tu parte pra uma anatomia da
- 59:26criatura, a pessoa tende a tentar, no caminho que eu
- 59:32não acho tão interessante, que é de mecanizar tudo
- 59:34que ela vê naquela criatura, né? Poxa,
- 59:36conto. Qual é a rolagem que o jogador
- 59:40vai ter que fazer pra resistir ao olho do
- 59:42Amberhook, do Tribulo Brutal? E
- 59:45a garra dele, será que ele tem que agarrar uma cumba
- 59:47ou com duas garras? Eu acho que essa questão
- 59:50anatômica, ela vem muito atrelada ao ponto contrário
- 59:53a isso, que é como que eu vou analisar detalhadamente,
- 59:57ponto a ponto, a forma com a qual essa criatura tá
- 1:00:02interagindo nesse momento de jogo com esse grupo nessa
- 1:00:06situação específico, entendeu? Então,
- 1:00:08poxa vida, se eu tô aqui cavalgando o meu caranguejo
- 1:00:13gigante nesse mangue, quais são as vantagens que eu
- 1:00:18vou ter lutando contra esses homens lagarto, que
- 1:00:20os meus aliados que estão em cavalos não vão ter,
- 1:00:23não têm mecânica pra isso. Pode
- 1:00:25até argumentar que caranguejo tem velocidade de
- 1:00:28nada, ou que não tem velocidade de nada e tal,
- 1:00:30mas isso diz pouco, né? Você
- 1:00:31não vai encontrar resposta pra isso mecânicamente.
- 1:00:34Então, acho que é isso, cara.
- 1:00:36Analisar o jogo anatomicamente,
- 1:00:38analisar as criaturas anatomicamente, são buscar
- 1:00:40respostas fora das regras. Você
- 1:00:44busca alguns parâmetros que pode ter, né? Tipo,
- 1:00:47é isso que você falou. Ah, o movimento do caranguejo
- 1:00:50no mangue, né? Tipo, na lama. Ah,
- 1:00:52então, considera -se, a gente pode considerar que o
- 1:00:55caranguejo na lama ele não vai ter penalidade na
- 1:00:58movimentação que um cavalo teria. Então,
- 1:01:00beleza, isso a gente traz agora. Mas
- 1:01:02é justamente analisar a situação da ficção que vai
- 1:01:06trazer esse tratamento mecânico, não o contrário,
- 1:01:10né? Porque se a gente ficar buscando
- 1:01:11somente um acionamento mecânico pra trazer isso, a
- 1:01:15gente muitas vezes não vai ter isso trabalhado
- 1:01:20previamente. Não sei que realmente, né? Seja
- 1:01:22muito foco do jogo, aí o jogo vai trazer, pode
- 1:01:25trazer aquilo, ou o manual de monstros, ou não sei o
- 1:01:27quê, pode trazer tipo de informação. Mas
- 1:01:30a criatividade é justamente em você buscar na ficção,
- 1:01:34por exemplo, né? Ah, então, olha só, a gente
- 1:01:36acabou de matar três bisouros de fogo. Se
- 1:01:41o mestre tratou esse bisouro de fogo e aí tu
- 1:01:44trazendo aqui viagem mesmo, né? Tipo,
- 1:01:46bisouro de fogo é só o nome que se dá aquele
- 1:01:49bisouro gigante por conta da claração dele. Isso
- 1:01:52a gente vai ver na natureza mesmo, né? Ah,
- 1:01:55isso aqui é um lagarto de fogo, isso é um... O
- 1:01:59que que é o de fogo, né? Na
- 1:02:01fantasia. Isso quer dizer que, tipo, que
- 1:02:04dentro dele ele tem uma substância que pega fogo
- 1:02:08mesmo, ou não, é só a cor que deu o nome, deu esse
- 1:02:11nome. Se for uma substância, e é
- 1:02:13legal que a gente possa explorar dessa forma, né?
- 1:02:16De forma criativa, anatomia
- 1:02:17criativa. Não, então, é porque esse
- 1:02:19bisouro aqui ele tem dentro dele fogo mesmo. Então
- 1:02:22quando você mata ele, pode ser um risco, espirrar, um
- 1:02:29magma, uma parada dessa. Ah,
- 1:02:31beleza. Se é isso, o grupo, de
- 1:02:33repente, pode até utilizar isso para dormir e com
- 1:02:36calor, assim, sem precisar acender uma fogueira, ele
- 1:02:40pega aquelas carcaças de bisouro de fogo gigante
- 1:02:45ali, reúne aquilo, e aquilo já dá calor suficiente para
- 1:02:49aquele acampamento. Mas agora, se você encara que
- 1:02:52não, é bisouro de fogo só por conta da coloração,
- 1:02:55pode ser uma coisa mais realista, uma fantasia mais
- 1:02:57realista, mas, beleza, eles vão utilizar aquela cor
- 1:03:02ali, de repente, para espantar, de repente aquilo
- 1:03:05ali pode ser um sinal que eles usam, sabe, eles podem
- 1:03:10usar aquela cor de alguma coisa, podem usar aquilo
- 1:03:12para tingir um bagulho daquela cor e aí, de
- 1:03:15repente, algumas criaturas que evitam aquele bisouro,
- 1:03:19ou que predam aquele bisouro, podem ser alertadas
- 1:03:23de alguma forma. Então, tipo, eu acho muito maneiro
- 1:03:26esse tipo de detalhe, né? Ou,
- 1:03:29de repente, a gente pensar, cara, tem uma, sei lá, tem
- 1:03:34uma criatura aqui que tem um corpo poroso, né? Tem
- 1:03:37o corpo dela, quando você passa a mão ali, você
- 1:03:41percebe que o corpo dela é extremamente poroso. Beleza,
- 1:03:44então, de repente, se eu fizer usar essa carcaça
- 1:03:48dela, para pegar umas tiras daquilo e colocar no meu,
- 1:03:53sei lá, na minha bota, aquilo ali, de repente,
- 1:03:55pode dar um efeito que numa dungeon específica me
- 1:04:00faça escorregar menos, né? Então,
- 1:04:02esse tipo de coisa, eu acho muito interessante a
- 1:04:04criatividade que desperta, né? E
- 1:04:06a interpretação que se dá, né? Eu
- 1:04:08estava discutindo a interpretação que se dá em
- 1:04:12cima do bisouro de fogo. Muitas
- 1:04:15vezes, isso não vai estar no manual, né? Claro,
- 1:04:17você pode aproveitar e trabalhar isso no manual,
- 1:04:19mas muitas vezes não vai estar. E
- 1:04:21aí, essa lacuna, você preencher de forma
- 1:04:23fantástica, pode ser muito interessante. Com
- 1:04:25certeza, né? Ali, mais uma vez, voltando para
- 1:04:28o anime, você vê que eles tratam a armadura viva, ela
- 1:04:34não é a toa que se dá esse nome, eles discutem a
- 1:04:38natureza anatômica da armadura viva, eles falam,
- 1:04:41será que foi um mago que criou essas armaduras e ele
- 1:04:44controla de lá de trás? Eles
- 1:04:46cogitam putes, então, a gente já deve estar atrás
- 1:04:48da sala do mago que controla toda essa dungeon,
- 1:04:51o que se trata essa armadura viva? E
- 1:04:54a fissura ali, a determinação pela descoberta
- 1:04:59anatômica que o Laos, que o personagem principal, tem
- 1:05:04a respeito das armaduras, vai fazer ele descobrir o
- 1:05:06que de fato é a armadura viva, né? E
- 1:05:10a partir disso, ele descobre como, não apenas
- 1:05:13como destruir, na verdade, eles nem lutam contra as
- 1:05:20armaduras no fim das contas, só querem passar
- 1:05:22por ali. Eles descobrem não apenas como
- 1:05:26suprimir aquele desafio, mas também eles descobrem mais
- 1:05:28sobre a dungeon. Eles descobrem que na verdade,
- 1:05:30ali ainda é o início da Masborra, que na verdade o
- 1:05:33mago não está ali coisa nenhuma, ele está muito
- 1:05:35abaixo da dungeon. Então, é interessante como a
- 1:05:40investigação, quando a gente vai falar de oil fentans,
- 1:05:44você pode utilizar o foco investigativo do jogador
- 1:05:49para fazer alguma antecipação que pode ser
- 1:05:54dada a respeito de um desafio que ele vai
- 1:05:55encontrar na frente. Pode se usar que aquele tempo
- 1:06:00que o grupo ficou engajado em determinada questão, por
- 1:06:05exemplo, o bisouro de fogo, mas futuramente você
- 1:06:09perceber que tem tochas, tem gravetos no chão, que
- 1:06:14em vez de queimados, eles estão empapados nessa gózena
- 1:06:18que o grupo já sabe que é bisouro de fogo e o grupo
- 1:06:20atentamente vai saber que é provável que tenha
- 1:06:25humanoides inteligentes que assim como eles aprenderam
- 1:06:28a utilizar o bisouro de fogo, eles já vão estar
- 1:06:30preparados. Então tem toda essa questão de
- 1:06:32mostrar e não falar que o próprio anime, o próprio
- 1:06:39mangarre força deixa eu mexer ali. Várias
- 1:06:42e várias vezes ele coloca na tua frente pistas, que
- 1:06:46você vai pescar se estiver atento e depois na frente
- 1:06:49de forma mais dispositiva, porque é uma mídia
- 1:06:53audiovisual, então eles eventualmente têm que ser
- 1:06:55dispositivos, um outro personagem vai explicar mas
- 1:06:58às vezes você vai falar que isso é isso mesmo,
- 1:07:01tinha entendido, se fosse uma armadilha eu não tinha
- 1:07:03caído. Sim, e tem uma coisa
- 1:07:08interessante também da parte anacômica, que não é
- 1:07:10exatamente sobre culinária, mas muitas vezes sobre a
- 1:07:13forma de abater uma criatura. Isso
- 1:07:16obviamente vai trazer algumas riquezas do combate,
- 1:07:22em alguns sistemas isso vai ser mais fácil de fazer do
- 1:07:25que em outros, em alguns estilos de jogo isso vai
- 1:07:27ser mais fácil de trabalhar do que em outros. Mas
- 1:07:29o fato é que é uma coisa interessante e até um conto
- 1:07:34que eu li na internet sobre Lâmia e que eu não
- 1:07:39sei, eu nunca mais achei esse conto, se alguém
- 1:07:40souber de onde é esse conto, me falha, mas é um
- 1:07:43ponto de inspirado em D &D mesmo mas ele passa esse
- 1:07:47conto é sobre um cara que, antes de enfrentar uma
- 1:07:51Lâmia, ele pesquisa sobre a Lâmia no biblioteca, ele
- 1:07:56conversa com as pessoas sobre a Lâmia, sobre a
- 1:07:59lenda dessa Lâmia, ele descobre várias questões
- 1:08:05sobre a ilusão, o tipo de ilusão que ela constrói,
- 1:08:08que ela joga em cima das pessoas então ele vai
- 1:08:12cercando isso tudo para quando ele chegar de fato
- 1:08:16no combate com ela grande parte dos expedientes que
- 1:08:20ela traz ele consegue já evitar e nesse ponto
- 1:08:24obviamente tem questões dos poderes dela, mas também
- 1:08:28tem questões anatômicas dela, ou da ilusão que ela
- 1:08:31joga e fora isso tem um questão de pontos fracos
- 1:08:36por exemplo, você vai enfrentar uma criatura e
- 1:08:37você descobre que, não, dizem que o ponto fraco
- 1:08:40dela é você chegar e você acertar na nuca, traz aqui
- 1:08:46então esse tipo de coisa você vai descobrindo você
- 1:08:48vai trazendo esse tipo de coisa para o jogo é de
- 1:08:52repente o que o joga, o bom, um jogador que
- 1:08:54pesquisou, que que pescou essa anatomia dessa criatura
- 1:08:58pode descobrir uma forma muito mais eficiente de
- 1:09:02enfrentar essa criatura e derrotar essa criatura do
- 1:09:06que se ele tivesse sido sem pesquisa ou se ele de
- 1:09:09repente não prestasse atenção na anatomia, ou se
- 1:09:11até durante o combate mesmo o mestre consegue dar
- 1:09:16indicios de que, não, o ponto fraco dessa criatura
- 1:09:19é aqui, a gente vai ver na série Souls nos video
- 1:09:22games que tem muito isso, os pontos fracos eles se
- 1:09:25evidenciam, se você olhar o combate você vai percebendo
- 1:09:28quais são os pontos fracos e aí esse tipo de coisa
- 1:09:31traz muita riqueza para o jogo, você entender como
- 1:09:35você falou, né, o armadura viva você tentar entender
- 1:09:40esse tipo de detalhe e você permitir com o mestre
- 1:09:42que esse detalhe mesmo que você não tivesse construído,
- 1:09:46que você não tivesse inventado mas que esse
- 1:09:47detalhe seja trazido para jogo acaba enriquecendo
- 1:09:51muito e aí nesse ponto tem até uma discussão que eu
- 1:09:53trouxe no episódio sobre reivindicação ficcional,
- 1:09:57sobre a batalha pela realidade do jogo que é
- 1:10:01justamente a neodota que eu trouxe aqui foi o quando
- 1:10:05eu estava jogando exatamente, as bolas do
- 1:10:09cérebros do tipo e aí esse cachorro, ele tem bolas, se
- 1:10:14ele tem bola, eu vou tentar arrebentar com as
- 1:10:15bolas dele e vou tentar incapacitar ele de tanta
- 1:10:18dor porque eu vou rasgar o saco dele e tentar fazer
- 1:10:23com que as bolas dele caem no chão então tipo esse
- 1:10:28tipo de detalhe você permitir que seja trazido
- 1:10:31em jogo é muito interessante em Oil Fiend,
- 1:10:34a gente fala que essa é a negociação que acontece a
- 1:10:37negociação acontece principalmente nessa disputa
- 1:10:40pela ficção muito anti -membro do que o sentido
- 1:10:43que as pessoas dão na negociação que às vezes é,
- 1:10:46ah não, a negociação é eu pleitear um bônus aqui ou
- 1:10:50ali, não a negociação pela ficção essa batalha pela
- 1:10:56ficção é muito mais relevante de se negociar do
- 1:11:00que o aspecto mecânico com certeza, cara inclusive você
- 1:11:05estava falando do jogador trazer ali informações que
- 1:11:08ele sabe sobre a criatura e tal trazer isso a jogo,
- 1:11:14porque eventualmente o ele percebeu ali ou ele leu,
- 1:11:17se enterou pela criatura seja ficcionalmente, ou
- 1:11:20seja, trazendo do método jogo mesmo o Laius, ele
- 1:11:25claramente é um personagem de um jogador que leu o
- 1:11:28Manoldo's Monster ele traz umas informações assim do
- 1:11:32nada, cara, como é que você sabe disso? cara,
- 1:11:36você está com um livro aberto aí, não tá? então
- 1:11:40tem essas questões também, né? quando
- 1:11:41a gente fala de culinária a gente está comunicando
- 1:11:45que a gente está dando um certo um certo foco para
- 1:11:48as criaturas, né? e aí abre essa essa questão
- 1:11:51para negociação que você bem abordou agora então eu
- 1:11:57acho que isso já comunica para o jogador olha, a
- 1:12:00gente vai dar esse tipo de zoom para o jogo então
- 1:12:04sinta -se a vontade para explorar porque se é um
- 1:12:06jogo que está tratando de explorar a culinária nesse
- 1:12:10nível o que vem antes da culinária que é a caça,
- 1:12:13ela também pode ser explorada nesse nível é,
- 1:12:17total e dá para a gente pensar por exemplo, né? e
- 1:12:20aí tem toda essa questão do abate do boi, né? eu
- 1:12:25me entendi de discute aí que não, se você abate o
- 1:12:27boi de um jeito e aí, enfim, desculpe, eu sei que
- 1:12:31possivelmente tem pessoas veganas aqui sensíveis ao
- 1:12:34tema mas de qualquer forma se discute muito a questão
- 1:12:39do abate de que o abate pode inclusive interferir no
- 1:12:43sabor da carne e etc, esse tipo de coisa então você
- 1:12:49botar aí que o jeito que você vai enfrentar uma
- 1:12:51criatura pode ser significativo e pode
- 1:12:54determinar se a a carne daquela criatura vai ser
- 1:12:57comestível ou não né? ou se de repente os poderes
- 1:13:01vão tipo, o que eu poderia tirar de poderes ou de
- 1:13:05benefícios de saúde ou qualquer coisa assim,
- 1:13:09daquela carne daquela criatura batida, ela pode
- 1:13:11ficar disponível ou não, por conta do jeito que a
- 1:13:14gente abateu, né? é, ótimo o ponto, né cara? e
- 1:13:19até mesmo ah, isso você já citou, eu ia citar que é
- 1:13:22a forma com a qual você abate criatura e também tem
- 1:13:27a ver com um risco que a criatura vai... você
- 1:13:31tem mandrágora no anime, né? você
- 1:13:33tem a mandrágora que é riquíssima aquela interação,
- 1:13:37né? ah, tudo certo, aquilo é
- 1:13:39demais, cara eles revisitam furoramente ainda, rola
- 1:13:43piada sobre mandrágora e tal, ela já tem a playlist
- 1:13:46que já fazem do jeito menos espalhar fatores é
- 1:13:50que isso é massa demais é, cara, agora tipo a partir
- 1:13:56disso, né? desses perigos, a forma de abate
- 1:13:59e tudo mais a gente começa a entender que o perigo
- 1:14:02não, muitas vezes não é somente da criatura em si
- 1:14:05mas é a criatura no contexto dela, né? e
- 1:14:09aí traz um assunto que você mencionou ali atrás
- 1:14:11que é o... até o aspecto de dungeon como
- 1:14:17ecossistema que a gente no D &D conhece como
- 1:14:21naturalismo gaegaxiano mas que o dungeon master traz
- 1:14:24muito forte, né? como é que você encara essa
- 1:14:26coisa que é o próximo elemento que eu queria
- 1:14:28trazer que é o dungeon como ecossistema como é que
- 1:14:32você encara a dungeon como ecossistema? aí
- 1:14:34você tá falando do que me fiz e desgou de fato nessa
- 1:14:38mídia aí que é o dungeon master que foi como eles
- 1:14:42tratam a dungeon, né? desde o... do
- 1:14:45primeiro ponto que é a história de por que que
- 1:14:47essa dungeon surgiu ali né? que
- 1:14:50é... um reino amaldiçoado que por
- 1:14:53algum motivo tá embaixo da terra e tem todo esse
- 1:14:57mistério de como esse reino foi parar ali é... o
- 1:15:01rei saiu da li e falou quem estirpar o mago louco
- 1:15:06e olha só mais referência aí no caso da Forgotem
- 1:15:09Realms quem estirpar o mago louco e que controla essa
- 1:15:13masmorra vai ir redar o reino mas não só isso né?
- 1:15:17na medida que o pessoal vai
- 1:15:17avançando ali eles vão descobrindo como que esse
- 1:15:21local foi construído porque ele foi construído, né?
- 1:15:27como ele foi deturpado, o que
- 1:15:30que o tempo fez com ele e qual é a situação crítica
- 1:15:34a qual ele se encontra e aí a gente vê alguns
- 1:15:37pontos interessantes aí cara, que a gente tem
- 1:15:41donaturalismo mas não apenas disso são pontos que é
- 1:15:46sempre interessante a gente se atentar quando tiver ou
- 1:15:48construindo uma dungeon ou se aventurando é que é
- 1:15:51isso que eu acabei de falar e o dungeon mesh
- 1:15:54trabalha tão bem que é o que aquilo era porque ela
- 1:15:58foi construída como foi construída o que que ela é
- 1:16:01agora o que que ela significa para os seus
- 1:16:03habitantes como a exploração afeta a dungeon ao longo
- 1:16:08do jogo e aí a gente começa a falar de narrativa
- 1:16:12emergente consequências dos atos dos jogadores eu tava
- 1:16:17reendo dungeon mesh que tava lá para o capítulo 70
- 1:16:21não para o volume né, o volume tem poucos mas para
- 1:16:24o capítulo 60 mais ou menos começa a acontecer as
- 1:16:28consequências da exploração da dungeon isso é tipo
- 1:16:33isso mostra um nível de detalhes que a autora tem
- 1:16:38respeitado na obra chega no determinado ponto que o
- 1:16:41grupo de aventureiros já tá muito afundo na dungeon
- 1:16:46eles já suplantaram vários desafios e por isso lá em
- 1:16:50cima tem uma orda de novos aventureiros nível zero e
- 1:16:54tão se dando bem o ambiente foi detonado e os
- 1:16:58caras estão se dando bem pegando tesouro e argumentam
- 1:17:03como assim de onde vem porque que ainda tem
- 1:17:05tesouro sendo que os aventureiros já desceram tem
- 1:17:08toda a questão de que de fato eles não estão em
- 1:17:10busca do tesouro mas voltando para essas relações
- 1:17:14para chegar no ponto que eu queria eu acho que é
- 1:17:19uma questão de obrigatoriedade do meu ponto
- 1:17:22de vista é claro que tem que ser obrigatório que a
- 1:17:24dungeon ela exista num contexto em que ela tem
- 1:17:28que fazer sentido que ela não seja só um playground
- 1:17:31um par de diversões para os jogadores superarem os
- 1:17:37desafios e tá tudo certo que seja algo divertido
- 1:17:42beleza mas não apenas algo divertido que seja algo que
- 1:17:47faça sentido acho que a gente dá uma camada além
- 1:17:51de simplesmente um brinquedo para dungeon a gente traz
- 1:17:57a camada herpégística da parada que é um brinquedo
- 1:18:01que ele vai fazer sentido na nossa mente, vai ser
- 1:18:04lembrado por muito tempo depois a gente brinca com
- 1:18:06ele e essa é a complexidade de uma dungeon
- 1:18:09bem feita, isso é as consequências dela você tem
- 1:18:13algum tipo de dungeon clássico death trap você
- 1:18:16tem dungeon que existe essa dungeon fan house que é a
- 1:18:21mad house essa parada do sei lá, mas é isso quando
- 1:18:26ela é assim ela acha que acaba que ela é construída
- 1:18:31toda dessa forma ela não deixa de ser um ecossistema
- 1:18:35também tipo, isso aqui é uma dungeon é loucona o
- 1:18:40barato dela não faz esse sentido porque ela é uma
- 1:18:41paisagem unírica ou ela é uma construção de um mago
- 1:18:46louco e não sei o que, beleza ainda assim ela faz
- 1:18:50um sentido, e aí você constrói ele em cima desse
- 1:18:53sentido, mesmo quando é não fazer sentido então concordo
- 1:18:57banamente contigo agora você trouxe aí a coisa do o
- 1:19:03que que é, qual a função que ela tinha se é um
- 1:19:07formigueiro essa dungeon ela vai ser ela não vai ter
- 1:19:11escadinha ela não vai ter caminhos que você vai
- 1:19:14conseguir percorrer simplesmente andando pra
- 1:19:16frente e virando na esquina então tipo um formigueiro
- 1:19:21uma dungeon que provavelmente ela vai ter
- 1:19:23muitos espaços verticais ali os caminhos dela são feitos
- 1:19:28por criaturas que andam pelas paredes ela tem
- 1:19:32depósitos ali de fungo porque são formigas gigantes
- 1:19:35e tal então existe toda uma complexidade do ambiente
- 1:19:40que traz que traz a informação de jogo né cara?
- 1:19:43Ah com certeza cara eu acho
- 1:19:45que esse é o foco o ambiente que traz a
- 1:19:48informação de jogo, mesmo se for uma funhouse ali
- 1:19:52você se você pega a série ZS do guy que você vai
- 1:19:57ver ao longo da Primeiro ele faz a tombia depois a
- 1:20:02white play monta que já tem um pouquinho mais de
- 1:20:04sentido de ser quando você pega lá o 4 o S4 que eu
- 1:20:11acho que era as cavernas perdidas de só alguma coisa
- 1:20:15assim, tipo um nome jogado só cante você vê que ali
- 1:20:22apesar de ser uma dungeon de torneio né que tem
- 1:20:26aquele intuito de essa dungeon toda a sala tem
- 1:20:29uma criatura, toda a sala tem um desafio você vê que
- 1:20:33o grupo ali ele já está mais informado eles tem a
- 1:20:36informação de que? Ah é uma dungeon em que Iggy
- 1:20:40o Ilvi ele já tem isso de cara é falado pro grupo
- 1:20:44antes deles até inspeccionarem a dungeon
- 1:20:46Iggy o Ilvi uma bruxa com jurador de demônios, faz
- 1:20:49experimentos ali e aí ela conjurou um demônio lá
- 1:20:52dentro, poderoso demais até mesmo pra ela lidar ela
- 1:20:56foi embora e no tempo nem dela pegar o tesouro e aí
- 1:20:59você fala pô doideira né dungeon pra nível 10 acima
- 1:21:02vai ser uma loucura aqui só que aí a galera vai pô
- 1:21:05percebe que tem várias criaturas aprisionadas aí o
- 1:21:10grupo percebe que se eles soltarem algumas dessas
- 1:21:14criaturas elas podem ser aliadas deles as criaturas
- 1:21:16dão informações por que que Iggy o Ilvi estava fazendo
- 1:21:19lá dentro que munem ele de informação a respeito das
- 1:21:24dos antagonistas principais daquela mais morra que são
- 1:21:27ali os demônios que foram aprisionados que é Grast
- 1:21:31Frasso Brilhut os demônios de Greyhawk que vieram pra
- 1:21:36fora tenhamos depois mas você vai vendo que até o
- 1:21:40próprio Gaiga que nessa época que tava fazendo
- 1:21:43essas experiências de dungeon pra pra torneio,
- 1:21:47ele vai se tocando de que sentido é informação é
- 1:21:53recurso pro jogador é jogar aquele torneio de uma
- 1:21:57melhor forma, depois ele vai lá pra pra série G e
- 1:22:02D que é aquela Against the Giants e depois a Web of
- 1:22:06the Spider Queen e ali ele trata o ecossistema de fato
- 1:22:12nem são danjos de torneio mas não são tão tão
- 1:22:19interessantes pra se estudar num sentido de armadilho
- 1:22:22desafio assim quanto a série S mas quanto a
- 1:22:25sentido de ecossistema ali você vê que o Gaiga deu
- 1:22:28um salto de pegar informação também é recurso
- 1:22:33pra jogos e aí o bom que ele pensou isso antes da
- 1:22:36gente pra não precisar pensar isso depois é
- 1:22:39interessante né porque são duas forças que a gente vê
- 1:22:42muito forte como informação de dungeon nesse ponto que
- 1:22:46uma seria justamente o aspecto narrativo e o outro
- 1:22:51aspecto da realidade da verossimilância pra assim
- 1:22:55dizer né então esse naturalismo garxiano ele diz
- 1:22:59muito mais respeito a construção do ambiente pela
- 1:23:02verossimilância do que necessariamente pela
- 1:23:04narrativa ainda que a narrativa seja um dos
- 1:23:05elementos desse né agora é engraçado no próprio dungeon
- 1:23:09master e tem uma questão muito interessante até uma
- 1:23:12fala bonita assim né do porque que não se anula
- 1:23:16porque que não se mata tudo que tem ali de
- 1:23:19determinada criatura acho que não convém ficar dando
- 1:23:22spoiler mas depois de determinado interação de
- 1:23:27determinado combate eles falam não mas é necessário
- 1:23:31que se mantenha determinado equilíbrio aqui desse
- 1:23:34ecossistema desse ambiente todo porque senão uma
- 1:23:36criatura vai a gente acaba com uma determinada criatura
- 1:23:39mas aí as outras criaturas que são predadas por ela
- 1:23:43se proliferar se proliferariam e isso
- 1:23:47causaria um problema aqui e tal então existe um
- 1:23:50equilíbrio daquele ambiente existem questões naturais
- 1:23:56daquele ambiente que vão ser um problema no futuro
- 1:24:00se o grupo não observa então isso pode ser
- 1:24:03potencialmente trazendo para o D &D ou algo assim pode
- 1:24:07ser um problema potencial para o futuro da campanha
- 1:24:12né cara com certeza inclusive eu até ia fazer
- 1:24:19um comentário mas já que você falou sem spoilers vão
- 1:24:22manter assim né essa essa frase é um é uma
- 1:24:26antespação talvez sim a gente vai descobrir mas
- 1:24:32você vê cara que tem muita essa questão de de se
- 1:24:38explicar ou de ensinuar no D &D questões que você vê
- 1:24:45claramente que é o mestre querendo morrer, dando
- 1:24:47oportunidade nesse último episódio do dia do dia 6
- 1:24:56a gente tá independente do dia que você estiver
- 1:25:00ouvindo o episódio aqui no dia 6 de junho do i do
- 1:25:03ano de 2024 lançou um episódio do D &D e lá o
- 1:25:06pessoal falou uma frase muito interessante eu tava
- 1:25:08vendo o episódio revendo hoje pra gravar aqui e aí
- 1:25:13eles falam assim esse local responde sua ganância com
- 1:25:17muita intensidade, fortuna, conhecimento fama, eles vão
- 1:25:21continuando e depois eles citam de novo quando se
- 1:25:24desejam muito algo o calabouço coloca suas garras
- 1:25:28de fora o mestre preparando pra morrer ali, entendendo
- 1:25:33que é interessante também antecipar não só o desafio
- 1:25:38mas também a recompensa, mas que isso é a isca né
- 1:25:41sim, sim e tem essa coisa também de a gente entender
- 1:25:47interações entre facções quando você entra numa
- 1:25:51dungeon falando como jogador você entra numa dungeon,
- 1:25:54você vê que tem facções se você não se preocupa com
- 1:25:57equilíbrio entre essas facções, você tá perdendo
- 1:25:59uma chance muito grande de trazer isso pro jogo e
- 1:26:02também de entender o tipo de merda que pode dar no
- 1:26:04futuro então você chegar simplesmente com um olhar
- 1:26:08predatório é uma coisa que assim vai ser usado contra
- 1:26:13você meu amigo pode ter certeza, vai pesar por
- 1:26:16exemplo, o grupo que entre não faz prisioneiros
- 1:26:20aconteceu assim em D &M Mulher que quem viu sabe
- 1:26:24era tipo, era anfrô de óleo e foda -se vamos
- 1:26:28carbonizar todo mundo e aí que acontece quando eles
- 1:26:30voltam pra lá todo mundo que acabou de vivenciar uma
- 1:26:36tentativa de invasão do grupo fala cara, é de novo
- 1:26:40aquela galera ali, aquela galera não faz prisioneiro
- 1:26:45certamente isso vai modificar o jeito de se
- 1:26:47lidar com aquela galera, né, então tipo isso vale
- 1:26:52também pra natureza do local, né, pros aspectos
- 1:26:54naturais do ambiente isso vale também, tipo um jogo
- 1:26:59que tem isso, um suplemento que tem isso muito forte
- 1:27:02não necessariamente a parte política mas tem também a
- 1:27:05parte política e tem a parte natural muito bem
- 1:27:08desenvolvido é o Vings of the Earth pra quem não tá
- 1:27:11ligado, é um suplemento sobre o under dark, né,
- 1:27:14como se fosse um trabalho ali outro apirado do caso
- 1:27:18ali do Patrick Stewart que talvez seja um dos melhores
- 1:27:23suplementos que é o mais feito pra o school e nele
- 1:27:28é trabalhado justamente tipo o aspecto da luz, né, isso
- 1:27:32é um recurso fundamental embaixo aquele ambiente
- 1:27:38escuro e aí tem criaturas que tem luz né, enfim, tem
- 1:27:42toda uma questão biológica misturada e tem as facções
- 1:27:45também então tudo isso vira um bolo muito completo e é
- 1:27:51o po... os passos que é muito completo
- 1:27:53você vai sentindo que é muito tranquilo de você
- 1:27:57começar a utilizar esse equilíbrio contra os parto
- 1:27:59-jogadores né, tanto em termos sociais de facções
- 1:28:02quanto em equilíbrio de poder tanto também como um
- 1:28:06equilíbrio natural da coisa né, então realmente é muito
- 1:28:10rico e aí pensando em... mecânica
- 1:28:13não né, mas em... em manual, a gente tem aí um
- 1:28:17manual exemplar que eu acho que ajuda muito você a
- 1:28:20pensar esse tipo de coisa que é o manual do monstro
- 1:28:22da segunda edição do AD &D principalmente que separa
- 1:28:25isso né, coloca o habitat da criatura o que que ela
- 1:28:29come a dieta dela e esse tipo de coisas, textas né,
- 1:28:32facilita muito né cara pô, aqueles textos laterais são
- 1:28:36muito bons né cara, que não informa muito é... dá
- 1:28:41pra você cada criatura que você ler ali você consegue
- 1:28:44ter uma ideia pra uma aventura diferente como
- 1:28:47nessa é muito bom inclusive eu até dei uma... uma...
- 1:28:54alta... eu tive uma alta inspiração
- 1:28:56né, vou falar que roubei o conteúdo porque enfim não
- 1:29:00se... não se roba conteúdo com ser
- 1:29:01fã né, só se roba se você roba de uma coisa só você
- 1:29:05roba de várias inspirações é... mas
- 1:29:09enfim o menu que é o manual dos monstros que vai
- 1:29:15ter ali no MonsterMill a nossa ideia é se fazer ali
- 1:29:19o... os textos das criaturas embaixo
- 1:29:22separadas pelo... pelo sistema que elas vivem
- 1:29:26então a página aberta que se tem ali com os textos
- 1:29:28das informações das criaturas elas englobam não
- 1:29:31só uma criatura por página que... que
- 1:29:34é o caso ali do... por página... por
- 1:29:38bloco ali que no caso do... do...
- 1:29:40manual dos monstros do AD &D que é muito bom, tá
- 1:29:43separado por ordem alfabética mas eu peguei
- 1:29:47essa ideia de que eles trabalham um ambiente muito
- 1:29:49bem e agrupei pelos ambientes então você vai
- 1:29:52ter ali uma... toda uma cadeia alimentar das
- 1:29:55criaturas com informações agultinadas de como elas
- 1:29:57vivem em sociedade tudo isso graças ao estudo aí
- 1:30:01do... o manual dos monstros do...
- 1:30:04do AD &D que é totalmente
- 1:30:06um... conteúdo animal tinha umas coisas
- 1:30:08assim meio pesadas de mais de qual é a chance de se
- 1:30:13ter um ovo chocado de urso coruja quando se invade um
- 1:30:17covil com a chance de não ter um ovo chocado qual é
- 1:30:20a fase do relacionamento que os os corujistas estão
- 1:30:23mas... coisas de AD &D, né? Sim,
- 1:30:27é uma minúcia foda mas assim... cara,
- 1:30:30isso é fonte, né, de aventura então acho
- 1:30:32interessante, tem um manual agora que tem que ser
- 1:30:34lançado recentemente que também é bem interessante
- 1:30:37nesse sentido assim de fonte de aventura e tal
- 1:30:40que é o Monster Overhaul, né? dos
- 1:30:42car... dos carpools também do Coins &
- 1:30:44Scrolls, é bonitaz muito bem feito mas ele tem,
- 1:30:47enfim ele tem... já é... ele
- 1:30:49já é mais piradão a SR assim, né? já
- 1:30:51não é tão organizadinho da mesma forma que o... que
- 1:30:56o AD &D segundo edição que já tem toda uma fórmula de
- 1:30:58apresentar um monstro que é muito interessante agora...
- 1:31:02enfim, tem o ARC também que eu
- 1:31:03citei, né? o ARC falando em termos de...
- 1:31:05do que se tira da criatura é
- 1:31:06muito interessante mas, cara, acho que... enfim
- 1:31:09essa coisa do... da dungeon como como é que o
- 1:31:12sistema é muito interessante mas é parte para a segunda
- 1:31:14parte que é justamente a dungeon como a
- 1:31:18verossimilhança um ambiente de verossimilhança mas tem
- 1:31:21a dungeon como storytelling também, né? e
- 1:31:23não somente isso, a dungeon como storytelling, mas a
- 1:31:26comida como um momento de conexão entre os personagens
- 1:31:31e uma oportunidade de desenvolver essa agenda da
- 1:31:34história, né? ou pelo menos daquele momento
- 1:31:37em que todo mundo tá comungando do alimento e...
- 1:31:40não só pela criatura que acabou
- 1:31:43de abater que tá comendo ali mas também como esse
- 1:31:46momento de reviver, né? os fatos que foram vivenciados
- 1:31:50de se repassar esses fatos foram vivenciados e
- 1:31:55construir narrativas em torno disso, né? como
- 1:31:58é que você encara aí a comida como conexão a
- 1:32:00comida como storytelling que eu acho que é um aspecto
- 1:32:03muito gostoso que tem no dungeon mesh também, né? é
- 1:32:07cara, o ato de o ato de comer é um ato de
- 1:32:10compartilhar, né? mesmo que você esteja na sua
- 1:32:12casa e comendo e tal achando, pô, eu... sei
- 1:32:16lá, eu tô comendo um miojo sozinho aqui, na verdade
- 1:32:19você tá comendo algo que foi compartilhado aí através
- 1:32:22de várias mãos esse miojo não surgiu no mercado por
- 1:32:26mais, né? então, mas principalmente quando se
- 1:32:29faz uma refeição em grupo seja ela pô, eu tô muito
- 1:32:35com um episódio semana passada na cabeça seja ela
- 1:32:39uma comida do mundo que a gente habita com nossos
- 1:32:42corpos de carne ou seja ela com uma refeição que
- 1:32:47você tá fazendo ali no ambiente de jogo você tá
- 1:32:49compartilhando ali, né? e RPG também é sobre isso
- 1:32:52RPG é sobre compartilhar compartilhar um um... um...
- 1:32:57um ambiente ficcional em que todos tão resolvendo
- 1:33:03seus desafios se divertindo ou contando uma história
- 1:33:08seja lá qual foi a tua agenda mas eu encaro, cara,
- 1:33:12o ato da alimentação no RPG um ato de se orgulhar
- 1:33:18dos seus feitos, cara pelo menos quando eu jogo eu
- 1:33:21sou aquele jogador catador de treco, né? então
- 1:33:24eu chego no final da sessão, eu tô cheio de
- 1:33:26treco que eu não faço a menor ideia de pra que
- 1:33:28serve e a refeição um local muito interessante que
- 1:33:33é o momento que o grupo tem que se assume, né? que
- 1:33:36eles encontraram um local minimamente seguro é... onde
- 1:33:40eles podem rever a que passo e desistão ali
- 1:33:43enquanto se alimentam mesmo que o jogo não seja é...
- 1:33:48sobre se alimentar ou não tenha
- 1:33:51é... o grupo não tenha acordado
- 1:33:55que é um jogo em que eles vão focar no ato da
- 1:33:57alimentação parte do ponto em que eles tão comendo em
- 1:34:00um local seguro, né? então esse é um um local em que
- 1:34:03eles vão recompostar os forços, conversar planejar o
- 1:34:09que vem pela frente então encaro que a refeição no
- 1:34:12RPG ela é um ponto de respiro do jogo de respiro
- 1:34:18daquele daquele momento tenso de jogo que vai
- 1:34:21parar ali vai conversar com os outros personagens vai
- 1:34:25desenvolver as relações e aí vai conversar seja entre
- 1:34:30os personagens seja entre os jogadores também que são
- 1:34:33super saudáveis e tudo isso feito nesse espaço de
- 1:34:36refeição ao redor da fogueira em Birgoten tá
- 1:34:42rolando muito esse espaço próximo aquele covil da
- 1:34:47viúva, né? o lendário o covil da viúva
- 1:34:51o pessoal construiu ali um ponto de acampamento que
- 1:34:56fica bastante próximo e no limite de onde as teias se
- 1:34:59tornam seguras e eu tenho notado que algumas sessões
- 1:35:02do pessoal para ali durante a noite e tá rolando esse
- 1:35:05papo tá rolando esse momento de planejamento pro
- 1:35:09dia seguinte de vamos vamos avisar os jogadores que
- 1:35:13nunca vieram aqui do que a gente já fez aqui vamos
- 1:35:18recapitular o que tá rolando aqui vamos ver o
- 1:35:21que a gente tem em mãos para lidar com aquilo ali
- 1:35:23vamos preparar um acampamento deixar quem for
- 1:35:26ficar aqui vai quem for, o que a gente tem o que a
- 1:35:29gente vai fazer porque esse vai ser o último momento
- 1:35:32de tranquilidade que a gente vai ter antes de
- 1:35:35voltar a caçar ouro e glória sim e cara no teu
- 1:35:41jogo tem uma questão que eu achei muito interessante
- 1:35:44que pode fazer de repente bastante carne com
- 1:35:48trocadilho pode trazer bastante carne nesse momento
- 1:35:52do jogo assim que é estabelecer pratos preferidos
- 1:35:55o gosto pessoal do personagem como é que você
- 1:35:59incluiu isso e o que você busca com isso ah sim cara
- 1:36:04eu deixo bem claro que isso é a alma do monster
- 1:36:07meal para mim os personagens estabelecem o
- 1:36:12jogador estabelece o que é os personagens seus pratos
- 1:36:16preferidos então o jogador vai falar o prato preferido
- 1:36:20é o prato principal carne assada acompanhada de
- 1:36:26legumes frescos na brasa então você vai ter de seu
- 1:36:32prato principal o seu acompanhamento e seu modo
- 1:36:35de preparo carne e legumes frescos na brasa assados na
- 1:36:41brasa enfim isso é livre para o jogador escrever
- 1:36:44como ele se acha mais confortável inclusive
- 1:36:47explorar as possibilidades disso mas o interessante é
- 1:36:52que nesse momento ao se alimentar durante a refeição
- 1:37:00ou enquanto está preparando a refeição os jogadores vão
- 1:37:03preparar uma refeição só sabendo que eles estão
- 1:37:07prestes a recuperar o principal recurso mecânico
- 1:37:11que eles têm que é a fartura que é um recurso
- 1:37:16que eles vão gastando ao longo do jogo para refazer
- 1:37:21jogadas ou seja, um recurso que você só vai utilizar
- 1:37:24quando você tiver em um momento de risco em um
- 1:37:28momento de incerteza em um momento de perigo que for
- 1:37:31necessário uma jogada e uma jogada que você naturalmente
- 1:37:34teria falhado esses pontos de fartura que você gasta
- 1:37:38nesse momento eles são recuperados na medida que
- 1:37:41você vai comendo os seus ingredientes favoritos então
- 1:37:47não apenas você vai estar recuperando os seus pontos
- 1:37:52de vigores os seus pontos de energia seus recursos
- 1:37:56básicos para se manter vivo e ativo no jogo mas também
- 1:38:00esses pontos que te deixam aptos porque em Monster Mew
- 1:38:05você tem uma régua para o resultado alcançado digo
- 1:38:14isso numericamente você tem que rolar para alcançar 16,
- 1:38:19rolar para alcançar 15 que ele é propositalmente alto
- 1:38:23então é um jogo que ele é mortal ele segue esse
- 1:38:28conceito de que os combates, os perigos, os
- 1:38:32desafios eles são realmente bem mortais quando você tem
- 1:38:36que rolar para alguma coisa significa que você está
- 1:38:39ferrado se colocando em uma posição de se ferrar então
- 1:38:44você está sempre gastando os seus pontos de fartura
- 1:38:50e para isso você precisa para recuperar essa sua
- 1:38:54capacidade esse seu brilho nos olhos seu buchinho
- 1:38:59cheio você tem que estar ali comendo seu prato
- 1:39:03preferido e isso é colocado de forma bem aberta assim
- 1:39:09como os ofícios que são as duas mecânicas centrais do
- 1:39:13jogo paladário os ofícios são mecânicas que foram
- 1:39:18colocadas para não serem fetichizadas e pesadas são
- 1:39:23os pontos em que o jogador ele pode tomar a rédia da
- 1:39:33ficção compartilhada e falar, olha, isso daqui eu
- 1:39:37estou apto a fazer melhor do que eu naturalmente
- 1:39:40faria por conta disso e aí geralmente é por conta da
- 1:39:44refeição ou por conta do seu ofício e aí geralmente
- 1:39:49é por conta da refeição e aí ao redor da fogueira o
- 1:39:52sujeito vai estar comendo a comida favorita dele sabendo
- 1:39:55que assim que ele estiver de barriga cheia e banho
- 1:39:57tomado, ele vai poder voltar para o dângel e
- 1:40:01caso ele caia num fosso talvez ele consiga se
- 1:40:05segurar na borda porque ele estava um pouco mais feliz
- 1:40:09maneiro, maneiro e cara, uma acho que tipo, se você
- 1:40:13quer de repente trazer para o teu jogo isso aí vale a
- 1:40:16pena então ou obviamente construir o teu jogo
- 1:40:20construir o seu kit em torno disso mas dá para
- 1:40:23fazer de outras formas um jeito espontâneo por exemplo
- 1:40:28se o grupo está andando nos ermos e aí só está
- 1:40:31andando com ração ração é aquela parada de comida
- 1:40:34seca que ela para sem graça pode até ter um
- 1:40:37saborzinho aqui o toalim mas a comida é meio dura
- 1:40:39uma parada meio que é tipo uma ração é a comida
- 1:40:44funcional agora, por outro lado se o grupo está num
- 1:40:48dia frio está num ambiente que já é meio nóspito e
- 1:40:52aí o grupo em vez de comer a ração de repente
- 1:40:55resolve fazer um guisado, resolve fazer um sopão
- 1:40:59aquela comida que de repente está maquecida e
- 1:41:01tal, você consegue trabalhar isso então você consegue
- 1:41:04obviamente falar cara, se estão com frio, se estão
- 1:41:07no ambiente meio nóspito tal, você pode fazer com
- 1:41:09que eles não duram o legal você pode fazer com que
- 1:41:12essa noite não seja muito proveitosa você pode
- 1:41:15diminuir a moral de quem está acompanhando o grupo e
- 1:41:20construir certos atritos ali caso o grupo não atente
- 1:41:24para esse tipo de coisa para esse tipo de
- 1:41:26possibilidade do momento de comer, do momento de
- 1:41:30acampar do tipo de coisa que eles fazem enquanto
- 1:41:32isso, se eles só ficam fazendo a ronda e dividindo
- 1:41:38neuras e dividindo preocupações isso pode ser
- 1:41:41uma noite muito menos agradável do que se eles
- 1:41:43resolvem de repente tirar uma viola mesmo tocando
- 1:41:46baixinho para não perturbar o ambiente eles tentam
- 1:41:49fazer um momento de lazer ali enquanto eles comem
- 1:41:51isso tudo pode dar uma coisa muito interessante
- 1:41:53para o jogo e aí nesse ponto vale você como mestre
- 1:41:56tentar aproveitar essa ficção para para dar
- 1:42:01impacto a esse tipo de escolha se você não dá
- 1:42:05impacto, ele simplesmente fala a gente vai fazer um
- 1:42:08guisado em vez de gastar a nossa a nossa ração se
- 1:42:13você não dá esse impacto, obviamente eles não vão nem
- 1:42:16buscar novamente isso mas faz sentido que tenha esse
- 1:42:19impacto então é interessante você começar a trazer esses
- 1:42:23momentos de lazer e esses momentos de forição da
- 1:42:27comida para o jogo com certeza e mesmo que o
- 1:42:32impacto inicial seja em ponto de um desafio uma
- 1:42:35desvantagem um primeiro input de que impõe algo
- 1:42:40negativo aos jogadores aos aventureiros e os
- 1:42:43personagens deles com toda certeza eles vão entender
- 1:42:47que isso é um ferramental e vão começar a explorar e
- 1:42:51imprimir essa textura no jogo para se beneficiar
- 1:42:54disso né é, exatamente e também tem uma outra
- 1:42:59dimensão interessante que é justamente a comida como um
- 1:43:02elo se a gente tem também o Soft S DnD que é um
- 1:43:09material muito interessante de blog, desses blogs
- 1:43:12maneiros assim da OSR do Jaws Old School e o Soft
- 1:43:20S DnD justamente ele coloca o XP vindo de quando os
- 1:43:28jogadores eles oferecem um quando eles dividem, na
- 1:43:34verdade quando eles conseguem que lhes seja
- 1:43:36oferecido um um prato de comida, uma refeição então
- 1:43:41quando eles fazem isso e conectam com o NPCs eles
- 1:43:44ganham o XP deles então vou deixar até esse post
- 1:43:49no link aqui do gente do episódio mas é muito
- 1:43:54interessante ele coloca ali como XP por amigos e
- 1:43:57comida então quando você faz um laço quando você
- 1:43:59cria uma amizade selada na comida você ganha XP e aí
- 1:44:04essa é a fonte principal XP desse jogo do jeito que
- 1:44:08ele propõe então é muito interessante, eu acho que
- 1:44:11certamente você vai tirar outro tipo de textura do
- 1:44:15jogo outra estética vindo do jogo então acho que
- 1:44:18vale muito a pena brincar com isso caso seja do teu
- 1:44:20barato eu achei isso muito interessante eu me amarro
- 1:44:24nessas propostas que que tem essa questão de se dar
- 1:44:30oportunidade pro grupo resolver o jogo, avançar o
- 1:44:35jogo de forma não combativa, qualquer coisa
- 1:44:39que saia do básico me interessa muito e eu tinha
- 1:44:44visto essa proposta, tinha achado bastante interessante
- 1:44:46e até cogitei que essa fosse uma das mecânicas
- 1:44:51centrais do jogo do Monster Meal no caso mas acabou
- 1:44:58que apesar de essa ser uma mecânica que eu dei uma
- 1:45:03coplada ali no caso quando você come uma nova comida
- 1:45:10quando você compartilha comida com algum grupo que
- 1:45:15você nunca via compartilhar do antes, ou quando você
- 1:45:18come a comer sua comida favorita, você acaba
- 1:45:20ganhando um bônus de xp, foi assim que a gente
- 1:45:22transpôs para o Monster Meal, então tem essa
- 1:45:25questão de você compartilhar a refeição existe esse
- 1:45:28motor direcionando o grupo A, os jogadores há a
- 1:45:34possibilidade de se compartilhar comida e outra
- 1:45:39coisa, o interessante eu até queria focar isso no
- 1:45:42playtest, existe o jogo foi construído para que exista
- 1:45:46a forma de se jogar de modo vegetariano vegano as
- 1:45:51ferramentas estão ali as ferramentas mecânicas estão
- 1:45:56ali, dá para você jogar Monster Meal e não comer
- 1:46:00monstros ou comer plantas e focar o jogo em fazer
- 1:46:05aliança com as facções dividindo refeições favoritas
- 1:46:09deles e de vocês e utilizar esse diálogo com
- 1:46:14as demais facções para você ir avançando na dângela que
- 1:46:17ao fim das contas continua sendo um jogo sobre xp por
- 1:46:21ouro é o clássico RPG de nós a gente está aqui para
- 1:46:26trazer o nosso tesouro, até porque o foco não é
- 1:46:30simplesmente matar a criatura é o tesouro que é
- 1:46:34mais bom a guarda mas a textura da comida se
- 1:46:39imprime mesmo assim quando a hora é certa é dado o
- 1:46:49último gole na cerveja ceremonial conhecida como
- 1:46:53Biergotem densa como a noite misteriosa como uma
- 1:46:57tumba é degustada para os bons pressajos na exploração
- 1:47:02da região que leva o mesmo nome o Biergotem que guarda
- 1:47:08os jazigos dos titanos seres primordiais os
- 1:47:13anteriores aos próprios deuses por eles sepultados
- 1:47:17com seus tesouros segredos arcânicos e metaphísicos
- 1:47:23Biergotem é uma campanha de Hexcrawl aperta e gratuita
- 1:47:28de RPG ou escuro no estilo Oil Fantasy com sessões
- 1:47:32episódicas em um mundo permanente com centenas de
- 1:47:35jogadores e quatro destemidos mestres Balbi,
- 1:47:39Cobb, João Boulamac e Márcio Floreiro além dos
- 1:47:43hermos, repletos de monstros e tesouros comunidade
- 1:47:47explora um estilo de jogo forjado a partir das
- 1:47:49reflexões dos mil episódios da primeira temporada do
- 1:47:53Café com Dungeon e outros experimentos como Uliglória,
- 1:47:56Day Day Mulec e outros descubra o paradeiro do
- 1:48:00Mábo que ficou louco ao ouvir os impropérios de uma
- 1:48:03cabeça falante espetada na ponta de uma lança entenda
- 1:48:07como derrotar a salamanda de fogo que toma conta da
- 1:48:11chapada dos queimados em seu covil cheio de rubis
- 1:48:16do tamanho de um crânio humano em frente dos
- 1:48:18bandidos da unha de navalhas especialistas em
- 1:48:21geometria sagrada que apavoram a vila da
- 1:48:24Frasquita e escoram os seus tesouros do jazíbo do Titã
- 1:48:29Caverna aprisionado pelo Deus tétris em sua entre
- 1:48:33em cada estrutura de cordas nós e tendões que sustentam
- 1:48:38o Monte -Kip tomar da biergotem e sair alucinado
- 1:48:43pelos erros parece arriscado mas a cerveja abre um
- 1:48:47canal direto com os titãs e com seus poderes
- 1:48:50primordiais podem imbuir os aventureiros de asas de
- 1:48:54vigor incansável no dialeto das plantas o mesmo com a
- 1:48:58força perpétua de um rio a esperança de serem
- 1:49:02libertados pelos bravos inconsequentes caçadores de
- 1:49:06ouro ganhe XP com ouro resgatado mas também com
- 1:49:09descobertas nos ermos e com rumores compartilhados com
- 1:49:12os demais aventureiros e aí topo desafio? ou
- 1:49:16monta o seu grupo e procura um dos mestres em
- 1:49:18nosso grupo de telegram que a gente tenta atender os
- 1:49:21seus horários se você não tiver grupo você pode
- 1:49:24sempre chegar e conhecer outros aventureiros
- 1:49:27precisando de companheiros por uma incursão então
- 1:49:29segue o link aí na descrição do episódio e
- 1:49:32vamos explorar Explorar Birgote
- 1:49:51Eu acho que a gente cobriu bastante coisa aqui do
- 1:49:56dungeon mesh eu acho que a gente tem aqui que a gente
- 1:49:59puder sumarizar para facilitar para a galera
- 1:50:02primeiro os monstros como recurso depois os monstros
- 1:50:07como receitas gastronômicas os monstros como como
- 1:50:11receitinha você é o que você come ou seja, os
- 1:50:14monstros como entibiólogicos ali a gente tem a dungeon
- 1:50:18viva que respira, come e defeca então a gente tem
- 1:50:21esse ecossistema que é um personagem praticamente e a
- 1:50:25gente tem o aspecto narrativo da dungeon que é
- 1:50:28justamente essas conexões que a gente faz através da
- 1:50:32comida etc tem mais alguma coisa que você gostaria de
- 1:50:34trazer cara? Cara, eu só queria voltar e
- 1:50:39realmente dar a ênfase nessa questão da parte
- 1:50:42dungeon do dungeon mesh porque muito se fala da
- 1:50:45parte mesh das delícias alimentícias da dungeon mas
- 1:50:51assistam aí com carinho ou leiam o mangá com carinho
- 1:50:54voltado para a parte da construção de mais morro
- 1:50:57que vocês vão pegar boas dicas de interação de
- 1:50:59criaturas da dungeon como como o Bob falou aí, como
- 1:51:03um enti vivo mas a dungeon que faz sentido não que
- 1:51:08outras dungeons não façam mas quando você sente que
- 1:51:12você está inserido no meio foque nessa parada aí que
- 1:51:16vocês vão pegar boas dicas também maneiro cara, isso
- 1:51:18aí eu acho que é uma boa oportunidade para a gente
- 1:51:21resgatar a arte da boa dungeon porque é uma coisa
- 1:51:25que vem se perdendo muito os próprios deideis vem
- 1:51:28trabalhando de uma forma um pouco limitada, a gente vê
- 1:51:32que o jeito de jogar vem sendo muito influente em se
- 1:51:38perder essa tradição de uma boa dungeon felizmente a
- 1:51:42gente vê o dungeon mesh aí trazendo boas lições e a
- 1:51:44gente vai ver certamente um boom no gosto por encarar
- 1:51:48dungeon no nosso hobby que é uma coisa que enfim é
- 1:51:52um troco clássico no mínimo muito mal utilizado hoje em
- 1:51:56dia é isso cara, obrigado quer mandar um tchau para
- 1:51:59a galera, falar do teu rolê falar do teu jogo
- 1:52:02cara, vamos lá, primeiramente eu queria
- 1:52:03agradecer o convite mais uma vez, eu estava desde a
- 1:52:07hora que você comentou comigo que você ia abordar
- 1:52:10dungeon mesh aqui no café eu fiquei super empolgado
- 1:52:13para a ideia e convidar o pessoal para jogar comigo
- 1:52:18seja em bergotten que eu estou mestrando lá contigo
- 1:52:23com cobre, com João seja no playtest de monster mill
- 1:52:28provavelmente vai se chamar hangu monstro ou seja nas
- 1:52:34minhas mesas pagas do trabalho como mestre de RPG
- 1:52:40se a onda de você que está ouvindo aqui for jogar
- 1:52:45aquele RPGzinho quinta edição que é a forma de
- 1:52:50se encontrar pessoas para jogar, não é? que
- 1:52:52a quinta edição existe para encontrar a gente para
- 1:52:55jogar porque se todo mundo joga mais fácil, você está
- 1:53:00carente está querendo encontrar uma mesa de
- 1:53:02quinta edição, com esse olhar olha o fenta em cima
- 1:53:05que não seja aquela quinta edição massa velho me
- 1:53:09procura manda uma mensagem para mim lá no arroba rpg
- 1:53:13arena no instagram ou se não cola no grupo do café
- 1:53:18no grupo de bergotten me manda uma mensagem eu estou
- 1:53:23em todas essas mesas abertas como jogador acido
- 1:53:27porque de segunda a sexta eu trabalho mestrando RPG e
- 1:53:31no final de semana eu descanso jogando RPG mas
- 1:53:33isso aí, fico convite principalmente para o
- 1:53:36playtest fazer esse convite em façado no playtest de
- 1:53:39monstéril mil que está começando hoje no dia que
- 1:53:42esse episódio for ao ar beleza, eu vou deixar os
- 1:53:45links de redes sociais e tudo que você queira passar
- 1:53:49de canal, vou deixar no discritivo do episódio,
- 1:53:51então sigam essa fera, o cara é bom, vale a pena é
- 1:53:55isso aí obrigado marcio e obrigado você que ficou
- 1:53:59ouvindo a gente até agora, vamos re -viver o barato
- 1:54:04das dungeons que vale muito a pena vou deixar o
- 1:54:08discritivo do episódio com os links os links dos
- 1:54:12anúncios mais o link da dungeon mesh na panine o
- 1:54:17link da dungeon mesh no netflix os carples do coins
- 1:54:22and scrolls o monstermenu que o marcio citou, o rise
- 1:54:26up commons também, o poche dele que ele citou o arc
- 1:54:30do samuca que foi citado na parte do bestiário o
- 1:54:34monstros humana, o segundo edição também do ADID, o
- 1:54:38monster overhaul dos carples também que a gente vai
- 1:54:41deixar linkado e o softsdnd tudo pra vocês seguirem se
- 1:54:47você gosta do café com dungeon, considere se tornar
- 1:54:50um apoiador você pode de repente voltar a ajudar a
- 1:54:55gente a voltar a ter cinco episódios semanais, já
- 1:54:59pensou muita, muita pauta que a gente vai poder
- 1:55:02abordar muitos games, anos novos muita gente aí com
- 1:55:07trabalhando dungeon, trabalhando sei lá, jogos
- 1:55:10narrativos diferentes tipos larpes e tudo mais, então
- 1:55:15aproveita aí e se torna um assinante do café com
- 1:55:18dungeon, um apoiador do café com dungeon e apoia
- 1:55:21.se barracafé com dungeon, aí você ainda garante
- 1:55:24material extra pra você, conteúdo extra dependendo do
- 1:55:28seu nível de apoio ainda participa de sorteios do
- 1:55:32nosso parceiro e recebe cupons então cara, ganha,
- 1:55:35ganha chega lá em apoia .se barracafé com dungeon e
- 1:55:39apoia o seu podcast matinal de rpg favorito a gente
- 1:55:43também tem um espaço e caso você tenha gostado
- 1:55:46especialmente do café de hoje, você pode deixar pra
- 1:55:48gente uma burgeta no pix, que é o café com dungeon,
- 1:55:51rouba gmail .com o mesmo email que você pode
- 1:55:54utilizar caso você queira contactar a gente pra
- 1:55:57conversar sobre patrocínio você pode patrocinar um dia
- 1:56:00um dia na semana do café com dungeon a gente poderia
- 1:56:03ter por exemplo um segundo dia na semana de café com
- 1:56:07dungeon e aí seria associada a sua marca pra
- 1:56:11alegria da massa rpgista aí com muita gratidão, com
- 1:56:14certeza caso você financiar um dia de café então
- 1:56:17consulta a gente lá no email que a gente tem um
- 1:56:20propósito especial pra você também manda um alô caso
- 1:56:24você queira conferir aí nossas oportunidades de
- 1:56:27parcerias e anúncios em diferentes modelos então
- 1:56:31caso você tenha aí uma marca de rpg, uma editora
- 1:56:35de repente tenha café a gente trabalha com cafés
- 1:56:40especiais jogos de forma geral tecnologia, mídia,
- 1:56:44então consulta a gente se você é um produtor de
- 1:56:47conteúdo game designer, dependente, acadêmico ou fã
- 1:56:50que quiser participar do nosso projeto de alguma
- 1:56:52forma conta sobre você aí ou do seu projeto no café
- 1:56:56com dungeon robagemail .com finalizar aqui agradecendo a
- 1:57:00galera que torna possível essa aventura então
- 1:57:02agradecendo aí a galera do incentivo incluindo aí o
- 1:57:06Douglas Bayense, valeu valeu demais ao pessoal do nível
- 1:57:10de apoio comunidade incluindo aí o Edu Halaque,
- 1:57:13o Janari Damacena e a Dani Marques muito obrigado por
- 1:57:18apoiar um salvo especial para os assinantes do nível
- 1:57:21RPG dojo dentre eles aí o Vinicius Caldas, o Pedro
- 1:57:24Borges, o Rudolf Helmut, o Filipe Scostag e o Marcos
- 1:57:28Vinicius Ornelas em um agradecimento especial ao
- 1:57:32pessoal do treinamento Oil Fantasy eles são o César
- 1:57:35Machado, Daniel Aidar, Diego Cestito, Abirio Junior e
- 1:57:39Leo Gasparotto, Menini por último um valeu Zassum, um
- 1:57:43abraço apertado aí no nosso membro do café com Balbi e
- 1:57:49aí agradecer muito muito mesmo o Tiago, valeu Tiago
- 1:57:53um abraço e até a próxima galera
- 1:58:19Tô tão feliz que você criou interesse em comer
- 1:58:21monstros Não começa! Não é tão gostoso mesmo?