Latest / Helena, o podcast tá pronto / Tribunal dos pequenos julgamentos #90
Transcript
- 0:00Helena, o podcast tá pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena.
- 0:09A senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe.
- 0:15Pobretona! Olá, ouvintes.
- 0:29Eu sou a Alana Azevedo. E eu sou a Raíla Azevedo.
- 0:32Pri, sabe quando você olha pra uma coisa e aí você julga
- 0:37automaticamente, mas logo em seguida tem uma voz interior que
- 0:42fala assim pra você? O que você tem a ver com isso?
- 0:45Ai, gente, tipo eu julgando um casal na mesma paleta com a
- 0:49roupa igual. Sim, o que você tem a ver com
- 0:52isso? Mas eu fico, nossa.
- 0:55Mas tipo assim, não é na mesma paleta.
- 0:57É a blusa parecida, a calça, mas aí depois eu mesmo me repreendo.
- 1:02Ninguém precisa me repreender. A minha consciência, ela já me
- 1:06dá papa na cara. E hoje a gente vai mostrar aqui
- 1:08esse nosso lado imperfeito que julga essas pequenas coisas.
- 1:13E eu acho que a gente pode, conforme a gente for trazendo os
- 1:16nossos julgamentos, ver se a gente condena ou se a gente
- 1:21absolve o que a gente está... E eu sou abolicionista.
- 1:26Eu vou absolver aqui os meus próprios julgamentos.
- 1:30Nossa, gente, eu vou só mandar uma palma.
- 1:32Vai. Eu já quero começar.
- 1:33Por que você julga o casal que sai na mesma paleta?
- 1:36Ai, não é na mesma paleta. É o casal com a roupa parecida.
- 1:40Não sei, eu acho... Como assim?
- 1:42Explica melhor. Porque a mesma paleta é a mesma,
- 1:44tipo... É, bege.
- 1:46É. O outro tá com a blusa bege, aí
- 1:49o... O marido ou a esposa tá com uma
- 1:51blusa marrom. Tipo assim, você tá com uma
- 1:53camiseta bege. Aí o André vem com uma camiseta
- 1:56bege também. Você tá com um short bege ou o
- 1:58André com um short bege. Ah, não.
- 2:01E o sapato igual, parecido. Então você julga.
- 2:04Não é da mesma paleta. É casal que sai combinandinho.
- 2:08Combinandinho. Então essa foi a palavra.
- 2:11Tipo assim, tá com os dois com um bonezinho.
- 2:14É da minha alçada? Não é da tua cor.
- 2:17Não é. Mas se eu vejo, automaticamente
- 2:21eu julgo. Mas automaticamente eu me bato
- 2:22também. A mão que bate é a mesma que a
- 2:25faga. Mas e mãe e filho, você julga?
- 2:27Não, mãe e filho não. Tá liberado.
- 2:30Se eu quiser sair com o Eduardo aqui com a mesma roupa de mãe…
- 2:33Agora, casal pra mim já fica um pouquinho elevado de aceitar, na
- 2:37minha opinião. Sabe uma coisa que eu julgo de
- 2:40roupa de casal? Do tipo… Ela é dele.
- 2:44Aí ele, ele é dela. Com a blusa assim, ó.
- 2:49Um pertence ao outro. Ou então, tipo assim, cuidado
- 2:51com a onça. Aí ela… A onça!
- 2:54Nossa! Não, para.
- 2:57Isso daí, pra mim, é o fim da picada.
- 3:00Nossa, esse cuidado com a onça. A onça.
- 3:04Meu Deus. Então, eu tenho dona.
- 3:07A dona. Não, não gosto.
- 3:09Não ligo. Tipo assim, o da paleta.
- 3:12Ai, quer sair combinando. Não sairia combinandinho.
- 3:15Se bem que eu e o André, a gente sai muito combinando.
- 3:17Eu, às vezes, de short preto, ele de short preto.
- 3:19Eu de blusa preta, ele de blusa preta.
- 3:21Não, mas é diferente. É diferente.
- 3:24Do que você… Aquele casal que tá lá… Você sabe que foi planejado,
- 3:30né? Eu tenho pessoas aqui na minha
- 3:31mente. Vai, fala.
- 3:33Não, fala. Dá só um exemplo.
- 3:35Vou dar um exemplo específico. Boina.
- 3:37Aí ele tá usando a boina e a menina também tá usando a boina.
- 3:41Assim. Oi?
- 3:44sabe um que eu julgo? e eu já falei disso e você já
- 3:48fez isso e eu já te julguei eu já julguei eu falei, olha,
- 3:52cafonice, breguice colocar arroba o nome do conje nabio e
- 3:59aliancinha a aliancinha é o que me mata o Pedro colocou e eu
- 4:04coloquei também aí você falou que era cafonice eu falei,
- 4:08Pedro, não tá na moda não aí a gente tirou Ai, como vocês são
- 4:12influenciáveis. Podia ter continuado.
- 4:14E tem uma outra coisa que eu sei que tem amigas que fazem isso.
- 4:18E assim, não vou falar que eu julgo levemente, mas ao mesmo
- 4:22tempo que eu falo, não tenho nada a ver com isso.
- 4:25Que é do tipo, noivo da fulana. Noiva do fulano.
- 4:31Eu falo, pra quê? Pra quê?
- 4:33E aí eu tô julgando, mas eu aqui vou absorver, porque realmente,
- 4:38né, cada um faz as suas escolhas.
- 4:40Não tá prejudicando ninguém. Ninguém, entendeu?
- 4:43Então você tá fazendo, deixa a pessoa.
- 4:45Mas eu julgo. Deixa a pessoa fazer foto,
- 4:49Instagram de casal. Não, não, aí tu tem limite.
- 4:52Pior que isso, pra mim, só a tatuagem.
- 4:54A tatuagem com o nome. Tem gente que tatua rosto do
- 4:58namorado. Rosto.
- 5:00Aí depois você termina, tem que apagar, dar um trabalho.
- 5:03O que você vai fazer com aquilo? O famoso que tem de fazer isso,
- 5:06né? De desenhar rosto da namorada.
- 5:09É, quem? Vários famosos aí que eu vejo
- 5:12que aí termina. Agora pegou no pulo, pegou no
- 5:15laço. Sabe que a minha mente é ruim,
- 5:17de cabeça assim, não sei. Eu não tô lembrando de famoso
- 5:19que tá tudo enorme. Teve um aí que terminaram e a
- 5:22pessoa foi e apagou. Já que a gente tá falando de
- 5:25casal, coisa que eu julgo. E aí, enfim, se tiver alguma pri
- 5:30que já fez isso, saiba que eu tô julgando e eu tô ciente que eu
- 5:35não tenho nada a ver com isso. É, você tá se dando na sua cara
- 5:38mentalmente. lua de mel na Disney meu amor tantos lugares
- 5:43pra você curtir sua lua de mel você tem que ir pra Disney aí eu
- 5:46julgo a foto do casal com a orelhinha o Mickey e a Minnie
- 5:51sabe aí na Disney aí a foto das alianças assim aí no fundo tá
- 5:55uma fonte de parque aí tirando foto com o Mickey como se fosse
- 5:59tipo meu Deus ai nossa eu nunca vi Ninguém que foi.
- 6:04Porque eu julgo, que eu falo assim, nossa, gente, tanto lugar
- 6:07pra quê? É tipo assim, gramado.
- 6:09Foi pra gramado. Aí eu fico pensando, o que você
- 6:12tá falando, Raíla? Você não vai nem ali na esquina.
- 6:14Tô indo nem pra Ramança. Tô indo na cidade vizinha, tô
- 6:17falando o quê? Da pessoa que tá indo pra
- 6:18gramado. Eu acho que o meu problema não
- 6:21tá nem só com a lua de mel na Disney, tá com o adulto Disney
- 6:25no geral, sabe? O adulto que na bio coloca amo
- 6:30Disney, sabe? Amo a Disney.
- 6:32Tipo… Eu nunca vi, gente. Amou tantas coisas.
- 6:35Não, minha filha, tinha a… CEO do Nubank.
- 6:39A bio do Instagram dela era Disney Lover.
- 6:43Eu fico assim, ó, julgando. Eu fico julgando, Pri.
- 6:47Mas assim, né? Por isso que eu tô falando.
- 6:49A gente tá num momento aqui de expor os nossos defeitos.
- 6:52É, porque a gente aqui bota a cara a tapa.
- 6:53Eu tô falando e eu sei que do outro lado da linha vai ter
- 6:57gente falando assim, eu amo E aí, o que você teve com isso?
- 7:00Exatamente, eu não tenho nada a ver com a sua vida.
- 7:02Exatamente, a gente tá aqui. Gente que decora a casa com tudo
- 7:05de super-herói. Não tenho nada a ver, entendeu?
- 7:08Mas eu tô… A gente tinha uma amiga nossa que parecia que era
- 7:11até a casa da Barbie. A casinha dela, né?
- 7:13Era tudo rosinha, lembra? Tudo rosinha.
- 7:16Bonitinho. Eu acho bonito.
- 7:18Mas assim, quem somos nós pra julgar?
- 7:21E aí tem coisa que eu fico pensando.
- 7:23Será que a gente não queria ter essa coragem?
- 7:26Essa autoestima? E por isso que a gente tá
- 7:29julgando? Pode ser.
- 7:30A pessoa que posta… Será que a gente é incubada?
- 7:34Fã incubada. Exatamente.
- 7:36A pessoa que posta no fundo do celular uma própria foto dela na
- 7:41praia. Tipo, o meu fundo do meu celular
- 7:44é uma foto minha. Ou a pessoa que posta a mesma
- 7:47foto no Stories, fazendo biquinho, postando foto na
- 7:50academia. A mesma foto dela o dia inteiro.
- 7:53É isso. Ela tá sendo a coragem de ser
- 7:55ela mesma. Ela tá ali. ela tá ali pra isso,
- 7:58ela se acha bonita, ela quer postar mas eu não deixo de ficar
- 8:02reparando sabe, quando eu vejo uma pessoa que usa a própria
- 8:06foto no fundo do celular, eu acho assim de uma, de um amor
- 8:11próprio mesmo, é você falou de academia, de gente que posta
- 8:15foto em academia, tem uma outra parada que a gente tava
- 8:17conversando, você disse que julga Que é quem vai malhar com
- 8:20calça, legging, mas que imita uma calça jeans.
- 8:24A fake jeans, né? Nossa, gente.
- 8:27Assim, você tem o direito de usar.
- 8:29Mas eu também tenho o direito de ir na minha mente, na minha
- 8:31opinião, né? Falar.
- 8:33Outra coisa também que eu fico, que não é da minha conta, é
- 8:36quando a pessoa vai muito arrumada pra academia.
- 8:39Tipo, às vezes parece que ela vai pra festa.
- 8:40Só falta botar um salto. Porque geralmente, eu vou tão
- 8:45escolhambada. Ou seja, se a Acho que não tem
- 8:48pessoa falando de você. Nossa, largada.
- 8:51Olha, vem com camisa de vereador.
- 8:53O short do marido. Camisa de vereador eu não uso,
- 8:58não. Nunca?
- 8:59Eu não uso, não. Eu uso as minhas coisinhas da
- 9:03Shein que eu comprei. Meus conjuntinhos bonitinhos.
- 9:05Eu lembro quando a gente fazia academia.
- 9:07Não sei lá, com uns dezessete anos.
- 9:08Que a gente fazia numa… Que era até lá perto de casa, lembra?
- 9:11E eu ia malhar… Com a minha blusa do VR Fugia, tá?
- 9:16E era moda. Você lembra que era uma moda
- 9:18você ir malhar com abadá? Coisa feia também, né?
- 9:22Hoje eu julgo isso, porra. E sem contar que a malha do
- 9:25abadá… É aquele tecido que… Que dá calor.
- 9:29Não, dá CC. Vamos falar a palavra, né?
- 9:31Dá um CC. Dá um CC bravo.
- 9:34É um tecidinho que parece… Imagina na micareta, hein?
- 9:37Todo mundo na asa. O asa arreia, arreia.
- 9:41Então, mas é isso. Eu ia até falar com você.
- 9:43Qual que é a tua roupa de academia?
- 9:45Qual que é o teu look de academia?
- 9:46Sabe que eu já fui julgada por uma coisa que eu sempre uso?
- 9:49Eu gosto sempre de amarrar uma blusa, porque já é mania minha,
- 9:52de sempre. Eu não gosto, não me sinto bem.
- 9:55Porque tem gente sem noção que passa na rua, você tá com roupa
- 9:57de academia e você percebe os olhares da certa região sua,
- 10:02entendeu? Eu não gosto, então… Mas já
- 10:04viraram e falaram, nossa, por que você fica marrando esse
- 10:07negócio na cintura? Tira!
- 10:08Na academia mesmo? Indo pra academia.
- 10:12Pessoas conhecidas, ninguém na rua.
- 10:13Porque eu ia falar, garota, que você tá de chance.
- 10:15Você ia ter boca pra falar isso? Ah, eu ia.
- 10:17Você não ia? Você não ia.
- 10:18Você ia falar assim, ah não, é porque eu gosto.
- 10:20Eu tô amarradinha aqui, eu gosto.
- 10:22O que eu gosto de usar? Eu gosto de usar um top
- 10:26confortável, que não me aperte muito.
- 10:27Sim. E que tenha bojo fininho, porque
- 10:30eu não gosto de usar sem bojo. Eu sou, como é que fala?
- 10:33Escrava do sutiã. Aí eu gosto mais daquele bojo
- 10:36fininho. Não é aquele bojo, sabe?
- 10:37Duro. O bojo duro, não, né?
- 10:38Não. Uma calça, um short e a blusinha
- 10:41amarrada. Eu gosto da blusinha amarrada.
- 10:43Eu, se eu fosse uma pessoa da academia… Ou um blusão, que aí
- 10:46tampa tudo já. Eu gostaria de… Se eu fosse da
- 10:49academia, sim. Eu gosto muito de conjuntinho,
- 10:51sabe? Tipo, shortinho e top.
- 10:54E aí, bonitinho. Eu achei um site.
- 10:56Mas eu não sei se é roupa de qualidade.
- 10:59Mas tudo baratinho. Aonde?
- 11:01Numa blogueira que tem na academia.
- 11:03Aí ela postou, aí eu vi. Aí eu entrei no site.
- 11:05Eu esqueci o nome. Mas aí tem um monte… O que você
- 11:08faz? Você compra um. testa, porque
- 11:10roupa de academia tem que ser uma roupa mais do que
- 11:13confortável. O tecido também tem que ser um
- 11:16tecido que ele sustenta o suor. E nem é aquele tecido também
- 11:19apertado que você fica toda igual uma latinha.
- 11:22Tem que ser confortável, mas aquele tecido assim, eu não sei,
- 11:25mas é específico, sabe? Da roupa da academia.
- 11:28Porque aí você vai se exercitar, você vai suar e ele não vai
- 11:31ficar naquela inhaca. É.
- 11:33Entendeu? Aí eu acho que é isso.
- 11:34E também roupa que é fácil de tirar.
- 11:36Porque tem uns que você vai… Fácil de tirar.
- 11:39Que te dá até… Quase um derrame pra você tirar o top.
- 11:42É tão apertado. Ó, mas no geral, essas roupas
- 11:44que elas têm esses tecidos mais… Como é que fala?
- 11:48Não é tecido científico. É um tecido… Eu sei o que eles
- 11:52falam, é inteligente. Como que é?
- 11:55É um tecido inteligente. A gente esqueceu qualquer
- 11:57palavra. Mas é caro, porque não é
- 11:59baratinho umas roupas assim, sabe?
- 12:01E aí, até na hora de lavar, você tem que ter cuidado.
- 12:04Porque senão perde esse materialzinho dele.
- 12:07Ah, aí tem que ficar… Se puder, tem que ficar lavando na mão.
- 12:09Na mão, é. Aí já complica.
- 12:11Eu gosto de tacar na máquina, já foi.
- 12:13Vamos seguir com o nosso episódio.
- 12:15A Raila, gente, tava falando uma coisa que ela julga… E aí, eu me
- 12:18senti pessoalmente ofendida. Porque eu falei, eu sou essa
- 12:21pessoa. Ela, ai, eu julgo.
- 12:24Pessoa nova, com sombrinha embaixo de sol.
- 12:27Eu falei, minha filha… E eu fico com vergonha de usar.
- 12:30Porém, agora que virei mãe e tenho que levar o Eduardinho na
- 12:34creche que ele entra uma hora e eu vou a pé… Saio num sol de
- 12:39meio dia e pouca… Eu tô passando a rever o meu conceito da
- 12:42sombrinha. Nossa, é uma maravilha.
- 12:44Porque, cara, a sombrinha… Eu faço isso às vezes quando tô
- 12:48indo… Subindo a rua pra pegar o metrô, aquele sol… Abro a minha
- 12:53boa sombrinha porque eu passo protetor solar todo dia, né?
- 12:55Isso daí foi um hábito que eu adquiri há um tempo.
- 12:59E eu não largo mão. Mesmo dentro de casa, eu passo
- 13:02protetor. Mas só isso não baixa, porque o
- 13:04sol na cabeça… Eu abro minha boa sombrinha e vou firme e forte
- 13:09também. Só que eu comprei uma sombrinha
- 13:11tão grande que aí eu fico com vergonha de usar ela no sol.
- 13:15Mas eu tenho uma menorzinha. Comprei uma também pro Eduardo
- 13:18do Homem-Aranha. Só que ele não carrega.
- 13:20Ele fica como se fosse um cachorro puxando.
- 13:22Brincando. Só que eu tô revendo esse meu
- 13:25conceito. Eu tô tirando os meus monstros e
- 13:29me livrando disso. O que eu julgo, falando de
- 13:31sombrinha já puxando, é jovem. Igual você falou, jovem com
- 13:35sombrinha. Pra mim, é o jovem com óculos,
- 13:37lentes, transition. Que é aquele óculos que é o
- 13:41óculos de sol. E aí, no sol, ele vira um óculos
- 13:46escuro. Só que ele não fica um óculos
- 13:47escuro, cem por cento. Ele fica aquela coisa meio… Ele
- 13:50fica meio um óculos do Chico Xavier.
- 13:52Isso. Meio transparente.
- 13:56Ah, eu acho feio, gente. Mas a minha mãe usa, respeito.
- 13:59Idoso, eu ainda acho que vale você usar um bom óculos com
- 14:03lentes Transition. O Matheus, amigo meu, ele tem um
- 14:07óculos que eu acho bem interessante.
- 14:09Que é o óculos de grau. Aí, é só a forminha de um de sol
- 14:14e tem um imã que você coloca por cima do de grau.
- 14:17O dedo tira. Tinha o óculos, só que aí ele
- 14:20esqueceu a capinha. Tipo, uma capinha que você cola.
- 14:24E o dele era de grau. Ele esqueceu na pediatra do
- 14:27Eduardo e ficou com vergonha de buscar.
- 14:29Eu falei, eu não vou. Eu falei, eu não vou, você vai.
- 14:32Aí deixou passar, passar, passar.
- 14:34Não, mas ele esqueceu o quê? O óculos de grau ou a capinha do
- 14:36de sol? A capinha do de sol.
- 14:39Deixa eu tentar explicar um pouco melhor Imagina você com
- 14:42óculos de grau Aí não tem essa lente As duas lentes dele Esse
- 14:48esqueminha Pra você colocar um óculos de sol Não tem a perninha
- 14:52É só essa parte da lente Do óculos aqui E você coloca por
- 14:58cima, sabe? Aí gruda Aí o Pedro esqueceu e
- 15:02eu falei, eu não vou pegar. Ah, porra.
- 15:04Ficar com vergonha de pegar algo que esqueceu na pediatra.
- 15:08Perdeu o negócio. Não voltou?
- 15:10Não voltou. Agora já tem.
- 15:12O Pedro, às vezes, né, ele faz umas coisas que não entram na
- 15:15minha cabeça. Já tem tempo, agora já era.
- 15:16E eu falei, eu não vou. Falando de óculos, o que eu
- 15:20também acho… André até que puxou isso, produção que falou.
- 15:23Que ele julga as pessoas que usam óculos escuros… Dentro de
- 15:28ambiente fechado, à noite. Tem um menino que vai na
- 15:31academia e ele fica de óculos escuros o tempo todo.
- 15:34Aí eu fico assim, a gente fica perguntando por quê?
- 15:37Chama atenção, né? Porque tá lá dentro, né?
- 15:39Mas ele usa de boa. Meu óculos escuro, ele tem grau
- 15:42agora. E pra mim, a oitava maravilha do
- 15:45mundo foi arrumar um óculos escuro com grau.
- 15:47Porque eu nunca tinha tido. E aí você vai usar o óculos,
- 15:51você não consegue enxergar muito bem, né?
- 15:54E aí teve um dia, uns dias aí, que eu esqueci o meu de grau.
- 15:58E aí era noite, eu tava lá com meus óculos escuros, mas não é
- 16:01pra fazer cena. É por conta pra enxergar melhor.
- 16:04É por isso que as pessoas não sabem o que tá acontecendo aí.
- 16:06De fora julga, mas você... É uma necessidade sua.
- 16:10A produção falou que tem um amigo nosso, o Gordo, que eu
- 16:14acho que teve uma época quando eles faziam faculdade, o óculos
- 16:16de grau dele quebrou. Né, produção?
- 16:19E aí ele ia pra faculdade, como se o povo devia estar achando
- 16:22que ele tava... Querendo causar, né, no estilo.
- 16:26Ele com bom óculos de sol dele. Mas é porque tinha grau e ele
- 16:31tava sem o dele de grau. Olha só.
- 16:33Com certeza, no fundo, ele era chacota pra alguém.
- 16:37Mas a pessoa não tem nada a ver com isso.
- 16:39Você também falou que julgava quem usava pau de selfie, né?
- 16:42Não, pau de selfie, ele teve o seu momento.
- 16:45Agora você tá em dois mil e vinte e quatro.
- 16:47Você vê uma pessoa com pau de selfie, pra quê?
- 16:50Pra quê, sabe? Mas o que substituiu, então, o
- 16:52pau de selfie? Não, por que que criaram o pau
- 16:56de... Não, eu entendo até por que que
- 16:57criaram, né? Você vai fazer uma selfie e aí
- 17:00cabe todo mundo. Com muita gente, aí seu braço é
- 17:02pequenininho, igual o meu. Bracinho de dinossauro, não
- 17:04serve. Mas da mesma maneira que eu não
- 17:06sei como que surgiu, eu não sei como que acabou também.
- 17:10Por que que acabou? Por que que as pessoas deixaram
- 17:12de usar? Eu acho ótimo, porque eu achava
- 17:14meio, sabe… Vai, quem vai pegar o pau de selfie aí pra tirar
- 17:16foto? E ele ainda tinha um botão que
- 17:18aí tirava foto, batia, né? E hoje em dia, né, a gente sabe
- 17:21que ninguém vai tirar… Vou lá no Anhangabaú tirar uma foto com
- 17:25pau de selfie. Aí eu vou pro centro.
- 17:27Não tem como. Centro do Rio de Janeiro, vou
- 17:29tirar uma foto lá com pau de selfie.
- 17:31Não dá. Eu julgo, nessa questão de
- 17:34celular… Eu julgo, assim, quando às vezes eu vejo uma pessoa com
- 17:38fone de ouvido com fio. Eu falo, nossa… Para!
- 17:40Por quê? Por quê?
- 17:42É muito melhor, eu acho ótimo. Não, eu acho… Eu acho assim, ele
- 17:46melhor. Mas ao mesmo tempo, eu fico
- 17:49assim, gente… O outro é tão mais prático.
- 17:52Você coloca aqui, ó… Ninguém nem percebe que você tá.
- 17:55Eu gosto do fone sem fio quando, por exemplo, tô saindo do
- 17:59trabalho. Às vezes eu faço isso, de ligar
- 18:01pra minha mãe. Desço do metrô até chegar em
- 18:03casa. Aí o fone sem fio, ele é
- 18:05maravilhoso. Porque o celular tá dentro da
- 18:07bolsa, lá no fundo. Joga o meu cabelo pra frente,
- 18:10ninguém vê que eu tô. E vou ali conversando.
- 18:12Pareço, às vezes, uma pessoa que fala sozinha, né?
- 18:14Eu julgava no começo que foi surgindo esses fones sem… E eu
- 18:18não sabia… Eu ficava, por que tá falando sozinho, gente?
- 18:23A moça falando sozinha, não sabia.
- 18:26Agora eu comprei um fone sem fio, né?
- 18:29E eu tenho algumas dificuldades. Aí eu falo assim, tá vendo?
- 18:32O fone com fio não ia acontecer isso.
- 18:34Porque eu fico assim, gente, quando você sai… Olha só, teve
- 18:38um dia que eu te mandei essa pergunta… No WhatsApp, eu fui e
- 18:42apaguei. Porque eu falei, não, é demais.
- 18:44Quando você sai com ele, você tem que levar a caixinha junto?
- 18:47Tem. Se ele tá… Por exemplo, fui pra
- 18:49academia. Ele tá carregadíssimo.
- 18:52Eu tenho que levar a caixinha também?
- 18:54Ou é só ele e vou? Não, por quê?
- 18:57Qual que é a sua dúvida? Se ele funciona longe da
- 18:59caixinha? Não, ele funciona longe da
- 19:01caixinha. Eu sei, tem que estar perto do
- 19:03celular. Mas você tem que levar a
- 19:04caixinha? Você leva pra guardar ele, né?
- 19:07Porque aí ele fica carregando ali dentro.
- 19:10Acho que é isso. Não é produção.
- 19:12Produção falou que é isso. Porque aí me deu esse… Me senti
- 19:15a Dércio Gonçalves. É porque às vezes você vai… Saiu
- 19:18da academia. Ah, não vou ouvir no Música e
- 19:22tal. Não vou ouvir no nada.
- 19:23Eu guardo ele. Entendeu?
- 19:25Mas a sua dúvida era do tipo… Será que ele funciona longe da
- 19:27academia? caixinha?
- 19:28Não, a minha dúvida é se as pessoas usavam mesmo com a
- 19:30caixinha ou não. Entendi.
- 19:32Se era assim, porque eu sei que não é.
- 19:34Eu sei que é... Ele tem que estar perto do
- 19:36celular, porque eu também sou, assim, uma jovem senhora, mas eu
- 19:39também sei um pouco da tecnologia, né, meu amor?
- 19:42Já que você tá falando de celular, vamos pro tópico
- 19:45mundinho digital. Coisas de rede social, internet,
- 19:50que a gente dá aquela julgada. Aquela pequena, leve julgada,
- 19:54mas ainda assim Um julgamento. Eu tenho, gente.
- 19:57Eu não vou entrar nem aí no ponto do bumerangue.
- 20:01Você quer fazer o bumerangue? Você faz seu bumerangue.
- 20:04Eu não vou falar que eu sou contra ou que eu sou a favor.
- 20:06Só que… Eu gosto de bumerangue. Uma coisa que eu julgo demais é
- 20:10o bumerangue. Porque tem um, que é um tipo
- 20:13dele, que é o lento. Que aí é o bumerangue assim, ó…
- 20:16Vocês não vão saber o que eu tô fazendo.
- 20:17Mas é uma coisa meio carão, sabe?
- 20:19E aí ele vai meio lento… Esse, eu julgo.
- 20:22Eu falo, ai… Depois vamos fazer um só pra gente ver.
- 20:25É, eu dou uma julgada. Eu julgo em quem força o carão.
- 20:30Você fazer um carão, você fazer um biquinho na foto, ok.
- 20:32Mas tem gente que dá uma forçada e fica com aquele olhar quarenta
- 20:35e três achando que é o Paulo Ricardo, sabe?
- 20:37Você sabe que a pessoa tá querendo seduzir, né, no vídeo.
- 20:40E faz um bico e tá assim, ó. Aí eu dou uma julgada.
- 20:42Pessoa que fica lambendo muita boca, sabe?
- 20:44Tá fazendo vídeo. Aí tá lambendo a boca todo
- 20:48momento. Pra quê?
- 20:49Eu julgo. Tem uma blogueira que, assim, eu
- 20:53julgo o sorrisinho. Faz um sorrisinho falso, sabe?
- 20:57Dá um sorrisinho falso. Aí eu já logo falo com a minha
- 21:00amiga. Olha o sorrisinho.
- 21:01Aí eu dou um julgamento nesse sorrisinho dela.
- 21:05Mas o sorriso dela tá melhor que o meu.
- 21:06Eu tô falando o quê? Por que a gente fica incomodada,
- 21:10né, com essas coisas? Por quê?
- 21:12Mas tem coisa que incomoda. Eu acho que é nosso, humano.
- 21:15Nossa, igual tem um dia a menina passando a outra, né, fazendo
- 21:19skincare. E ela tá fazendo bico, passando
- 21:21o… O skincare. Fazendo coisa.
- 21:23E eu falei, pra que esse bico, gente?
- 21:26Para, tô me irritando. Aí depois eu falei, gente, você
- 21:28tá seguindo ela pra quê, então? Para de seguir, meu Deus.
- 21:32Mas você se irrita ou você julga o bico dela?
- 21:35Julgo e me irrito. Porque uma coisa leva a outra,
- 21:39né? Aí eu falo, aí depois eu falo,
- 21:40caraca, véi, então para. Aí eu fico lutando comigo mesma
- 21:43aqui, ó. Tá, tá incomodado o pico da
- 21:45menina? Então deixa de seguir.
- 21:47A vida é dela, ela pode ficar o que ela quiser.
- 21:49Aí fica aqui, ó, um dando soco na cara do outro.
- 21:51A Raíla, como vocês sabem, às vezes eu sinto que ela parou no
- 21:55tempo, né? Tipo, eu pego o celular dela, às
- 21:58vezes eu falo, eu tô no celular da Raíla ou tô no celular da
- 22:00minha mãe? Porque, sabe essa área, gente,
- 22:03do fundo do celular onde você organiza os aplicativos?
- 22:07O da Raíla é uma embolação, uma salada de fruta.
- 22:12Cara, todos os aplicativos que ela baixa estão ali, nesse plano
- 22:18de fundo. Ela não organiza, ela não
- 22:20organiza as coisas. Eu não tenho tempo, meu amor.
- 22:23Eu não tenho tempo. Nossa, sério.
- 22:26E outra coisa, eu vou baixando o aplicativo e aí eu esqueço.
- 22:30Eu entro e vou fazer o que eu tenho que fazer no celular e não
- 22:32fico mexendo e olhando os aplicativos.
- 22:35Não, mas eu julgo. Deixa eu ver agora, vira aqui
- 22:37pra mim. Não, você não vai ver agora.
- 22:38A gente tá gravando, a gente tá no meio da gravação.
- 22:40E aí você sabe que, tipo, tem essa… O plano de fundo, o
- 22:44primeiro, e aí você passa pro lado, né?
- 22:46Você tem como passar pro lado. Se bobear, ela tem umas quatro
- 22:49folhas, umas quatro páginas de plano de fundo que tem um
- 22:53aplicativo em cada, sabe? Solto, assim, ó.
- 22:56Não, não é assim. Nossa senhora, pelo amor de
- 22:58Deus. Não, mas o Eduardo mexe muito no
- 22:59meu celular. Não, isso daí sempre é assim.
- 23:02Ele pega o meu celular e sai mexendo.
- 23:03A minha mãe, que o dela é assim, a primeira.
- 23:07Tem o WhatsApp. Aí na segunda, que é do lado,
- 23:09sabe? Você passa pro lado, aí tem
- 23:11YouTube. Aí a terceira, Facebook e
- 23:13Instagram. Aí o Facebook lá em cima e o
- 23:16Instagram lá embaixo. É tudo espalhado, eu julgo.
- 23:19Não me incomoda. E vida que segue.
- 23:23Eu lembrei aqui, de um tempo passado, falando de celular, que
- 23:28a gente comprava ringtone, né? Era aquela época que não tinha
- 23:33música. É.
- 23:34E aí eu acho que foram fases. Porque a gente comprava o
- 23:37ringtone, que aí eu lembro que tinha… Se ela dança, eu danço.
- 23:41Demisileuzinho. Choram as Rosas.
- 23:44Eu comprei Choram as Rosas. Bruno e Marrone, que era… E era
- 23:48tipo assim, doze segundos, né? E aí depois vieram os celulares
- 23:52mais modernos que tinha como você baixar a música e colocar
- 23:55como toque mesmo. É, a música mesmo.
- 23:57A música com a letra, o cara cantando, tananã.
- 24:00E hoje em dia, o meu celular é no silencioso.
- 24:04Não, mentira, não vou falar que eu não sou silencioso, não.
- 24:06Quando eu tô dormindo, gente, um hábito que eu adquiri, quando
- 24:11seus pais estão envelhecendo, você fica com receio, você não
- 24:14tá perto de acontecer qualquer coisa e você não ver a tempo.
- 24:18Antes, quando eu morava com a minha mãe, o meu celular era no
- 24:21modo avião, eu dormia. Hoje, eu durmo com o meu celular
- 24:25normal, sem estar no modo avião, Sem estar no silencioso e volume
- 24:29máximo. Porque, tipo, se acontecer
- 24:30alguma coisa e me ligarem, eu vou ouvir.
- 24:33O meu eu não coloco por causa do Eduardo.
- 24:36Porque qualquer coisinha, ele vai acordar.
- 24:39Mas é uma boa. O meu celular sempre tá sem ser
- 24:43no modo silencioso. Mas se meu celular vibra, eu
- 24:46sinto. Mas o que eu ia falar, é o que
- 24:49eu julgo hoje… É, gente, olha só como o mundo gira, né?
- 24:53Porque eu já fui a pessoa que teve ringtone, que teve toque do
- 24:55celular com música de banda, de cantor e tal.
- 24:59E hoje eu falo, quem que usa música como toque do celular?
- 25:04Tipo, sei lá, qualquer música. Fala aí, uma.
- 25:08Canta, você que é cantora. O que eu mais quero é te amar na
- 25:11praia. Deixa que você vai cantar outra.
- 25:13É, tipo, ah, tem alguém me ligando, aí o celular tocando.
- 25:16O que é mais que é? Sou praieiro, sou guerreiro.
- 25:18Eu fico assim, nossa, gente. Mas antigamente, julgava quem
- 25:22não tinha, quem tinha o toque normal.
- 25:24Falava, nossa, não tem ringtone, nossa.
- 25:26É, pra você ver como é. Aí agora, né, como é que os
- 25:29papéis se inverteram. Os papéis se inverteram.
- 25:32O meu, assim, é só o celulazinho, é o toquezinho
- 25:35padrão. E aí, nada mais, nada mais.
- 25:38O meu também. Antes eu perdi um tempo
- 25:40escolhendo qual seria o toque do celular, sabe?
- 25:42O único que eu escolhi, que às vezes eu mudo, é o do alarme.
- 25:45Que às vezes me irrita o alarme, aí eu vou e troco.
- 25:48Alarme, você coloca o sonzinho que vem no celular ou você
- 25:52coloca a música? Não, eu uso do que celular.
- 25:55Dá pra botar música, nem sabia. Acho que dá.
- 25:57Tem gente que coloca uns áudios engraçados.
- 25:59Acorda, filha da puta! Eu acho que eu me irritaria.
- 26:02Eu também. Tipo, sei lá, primeiro dia,
- 26:04engraçado. Acordei o segundo, ah, para.
- 26:06Logo a gente coloca galo pra cantar.
- 26:08Cara do meu pai. Nossa senhora.
- 26:10Não é? A cara do meu pai colocou um
- 26:11galo. Meu pai também.
- 26:11Meu pai também tem cara de galo no celular.
- 26:14Eu vou pra um julgamento que não é meu.
- 26:16É do André, produção. Teve um dia que eu fui e tive
- 26:19uma ideia de fazer um videozinho gracinha, bobeirinha, né?
- 26:22De tipo, ai, uma alimentação saudável rica em frutas.
- 26:27E aí eu falei, amor, compra lá um cigarro de menta pra mim.
- 26:32Mentolado de melão. Sei lá, era de que produção?
- 26:36Melancia. Mentolado de melancia.
- 26:38O André, nossa, vão achar que eu fumo isso.
- 26:42Tipo assim… Porque ele julga quem fuma cigarro mentolado.
- 26:46Aí ele falou que chegou lá na padaria, sei lá onde ele compra
- 26:49o cigarro dele. E aí pediu um mentolado.
- 26:51Aí o cara falou, mentolado? Tem certeza?
- 26:54É esse aí? E que ele sentiu aquilo ali… Ele
- 26:56sentiu ofendido. Ofendido porque ele tava
- 26:59comprando mentolado. Então eu já vou começar.
- 27:01Eu julgo o André porque ele toma café sem açúcar.
- 27:04Porque eu acho que ele é parte da família Cullen.
- 27:06Eu vejo ele aqui, ó. Uma pessoa que não gosta de
- 27:09tomar sol. Tomou café sem açúcar pra mim?
- 27:12Vampiro. Eu tomo café, mas o meu café é
- 27:15café com leite, né? E é com açúcar também.
- 27:17Hoje você julgou o meu café com muito açúcar, né?
- 27:20Não, você me julgou porque eu ia comer bolo e café com açúcar.
- 27:23Ah, é, porque tem um ponto. Eu tomo café com leite e com
- 27:26açúcar, mas quando eu tô comendo algo doce, eu não acho que o
- 27:29café também precisa estar adoçado.
- 27:31O meu café, eu gosto dele, é porque assim, no dia de semana
- 27:35eu tomo com adoçante. Aí eu engulo.
- 27:38Parece até boldo pra mim. Porque eu gosto do café doce,
- 27:42sabe? Você gosta dele muito doce?
- 27:43Eu não gosto dele muito doce, não.
- 27:44Eu gosto. E eu gosto ainda de comer o
- 27:47açúcar que fica no fundo. Ah, não, não.
- 27:49Adoro. Passar o biscoitinho mais velho
- 27:51assim, ó. Eu tomo… Eu acho que não é muito
- 27:54açúcar. Mas pra quem toma sem, tipo o
- 27:56André… Vai experimentar um café com açúcar?
- 27:59Não gosto. Nossa, parece que é a morte.
- 28:01Ó… Café perfeito, com açúcar, docinho.
- 28:04Que no fundo fica o açúcar, aí você tá comendo biscoito de água
- 28:07e sal com manteiga. E no finalzinho você joga aquele
- 28:10açúcar em cima do biscoito e come.
- 28:12Que delícia, acabou. Pra mim já era.
- 28:15Seguindo aqui com outras coisinhas que eu tô lembrando,
- 28:18de aleatoriedades que eu julgo. E que eu fico assim, pra quê?
- 28:22Pessoa que deixa só a unha. Eu queria saber se tem uma razão
- 28:24pra isso. A unha do mindinho, enorme.
- 28:27Eu sei que tem, às vezes, gente que toca instrumento, violão,
- 28:31instrumento de corda, e que gosta de ter essa unha do
- 28:34mindinho. Mas se não fosse o caso, pra
- 28:37quê? É estética.
- 28:38É a meleca. Deve tirar a meleca, que é uma
- 28:40beleza aqui, ó. O dedo é o mais fino aqui, ó.
- 28:43Tirou, entrou na narina, ó. Puxou, pescou a melequinha e tá
- 28:46incomodando lá atrás. Só o dedinho mindinho, aquela
- 28:50unha enorme de Zé do Caixão. Aí eu dou uma julgada, Pri.
- 28:53Eu não vou confessar aqui que eu fico… Eu não reparo esse negócio
- 28:57de unha. Você que tem mania, né, de
- 28:58reparar as unhas dos outros. Não, não tenho, meu amor.
- 29:01Mentira, não tô. Tá reparando não?
- 29:04Repara, fala. Hoje ela tá com o francesinho no
- 29:06pé. Não, eu julgo a Raíla, gente,
- 29:08quando ela deixa o esmalte dela sair naturalmente.
- 29:11Nunca deixei, nunca cheguei a esse ponto.
- 29:14Juro, eu falo. Quem me conhece sabe.
- 29:16Você passar uma acetona, a unha vai crescendo e o esmalte vai
- 29:19saindo junto. Nossa, Ana, você me passa, você
- 29:22me pinta como uma… Não é desse jeito.
- 29:26Eu tô mentindo? Tá mentindo.
- 29:27Não tô falando que eu faço a unha, não.
- 29:29Porque às vezes as pessoas vão julgar também.
- 29:31Nossa, a Lana rói unha e tá querendo falar dos outros.
- 29:33Realmente, eu tenho isso, né? Eu tenho essa mania, esse
- 29:36hábito. Mas a unha que a Raila deixa com
- 29:39o esmalte que não… Ela simplesmente esquece de passar
- 29:42uma acetoninha ali. Aí eu dou uma julgada de lá.
- 29:44Mãe, meu amor. Eu não tenho tempo, tô zoando,
- 29:48gente. Ai, eu preguiço.
- 29:49Às vezes eu falo, vou deixar pra depois, vou deixar pra depois.
- 29:52Aí quando eu vejo, isso é só um comentário que eu fiz a unha do
- 29:56pé. Aí eu tava conversando com
- 29:58alguém e tava de chinela. Aí a pessoa olhou pro meu pé, eu
- 30:00tinha feito a unha. Só que eu achei que eu não tinha
- 30:03feito, eu encolhi o dedo todinho no automático.
- 30:06Aí eu comecei a rir, menina. A pessoa tá rindo, eu falei,
- 30:09não, lembrei do negócio. Sério, eu encolhi.
- 30:12Aí depois eu falei, gente, mas a minha unha tá feita.
- 30:16E como se eu encolher não ia mudar alguma coisa, a pessoa não
- 30:20ia ver. Você sabe que se um dia a gente
- 30:22for fazer um encontrinho de pris, você vai ter que estar com
- 30:25as suas unhas feitas. Porque a gente fala tanto da sua
- 30:27unha… Eu vou de tênis. Não me faça que não vou tirar.
- 30:31Não vou. Vou tirar meu tênis aqui, lá em
- 30:34pleno Mondego. Botar meu pé trinta e três lá
- 30:37pra jogo. Esse ano, será que a gente dá
- 30:39vai no Mondego esse ano? Vamos.
- 30:41Eu quero muito ir no Mondego, sério.
- 30:43Tomar um cafezinho mentolado, que delícia.
- 30:46Cafezinho mentolado? Inventei agora.
- 30:48Nossa. Ai, deixa eu só abrir um
- 30:50parênteses. Pode.
- 30:51Gente, eu fui, de novo, né, falando que eu fui pro Rio, é
- 30:54porque a gente não tem muito… Nunca teve esse costume de ir
- 30:57pro Rio com frequência. O pessoal deve achar, né, que é
- 31:00portar perto. Portar em volta redonda, a gente
- 31:03nem tá tão longe, assim. Duas horas a gente chega no Rio,
- 31:06mas não tem esse… É uma cidade mais do sul do estado, então a
- 31:09gente não tem esse, pelo menos a gente aqui, esse hábito de estar
- 31:13sempre no Rio, né, nunca teve tal.
- 31:15Enfim, mas eu fui. Eu fui num lugar que aí levaram
- 31:18a gente lá, chama, acho que é em Copacabana.
- 31:22Ai, eu vou esquecer. Qual que era a produção?
- 31:25Adega Pérola. Chique.
- 31:28Não, não é tipo, ó, chique. Eu acho que é tipo um bar, é de
- 31:32frutos do mar. Tradicionalzão, antigão.
- 31:35E aí, assim, é estreito, sabe? E vende várias porçõezinhas.
- 31:40Não é aquela coisa mais baratinha, não.
- 31:42Vou ser honesta com vocês, tá, Pris?
- 31:43Tipo, as porçõezinhas, elas são os preços, assim… Se você quiser
- 31:47uma coisa mais baratinha, não é lá.
- 31:50Tipo, tá duro, não vai. Tá duro, não vai.
- 31:52Exatamente, Pri. Tá duro, não vai.
- 31:54Porque você come uma porçãozinha de polvo, pra quem gosta de
- 31:58fruto do mar. Aí outra porçãozinha de não sei
- 32:00o que, de sardinha. É muito gostoso, é muito
- 32:03gostoso. E sabe aquele lugar que se
- 32:05deixar você fica a tarde inteira só na porçãozinha?
- 32:09Aí chega a conta, você cai ali pra trás.
- 32:12Mas eu gostei muito. Eu queria voltar lá, já falei
- 32:14com a produção. Falei, quando a gente voltar no
- 32:16Rio, a gente vai lá na adega Mas a gente quer saber quanto que
- 32:19deu sua conta. Ah, minha filha, eu peguei no
- 32:21caju. Mas eu não tô lembrando.
- 32:22Eu acho que deu… Até que não foi tão assim, não.
- 32:25Porque eu não bebi cerveja. Eu só fiquei mesmo na coquinha
- 32:28e… Tava tomando antibiótico, né? Tava tomando antibiótico.
- 32:30Mentira, porque eu não tava afim, não.
- 32:32E aí, a gente pediu, sei lá. No total, foram umas seis
- 32:35porçõezinhas. Eu acho que a minha parte deu
- 32:40cento e pouquinho. Ih, você falou que foi
- 32:41pouquinho. Aham.
- 32:43Não, em comparação com o que a gente comeu também lá das
- 32:46porçãozinhas. Por isso que eu falei, tá duro,
- 32:48dorme, entendeu? Tá duro, não vai lá.
- 32:50Tá duro, fica em casa. Não é que aquela coisa é mais
- 32:52cara. Nossa senhora, o luxo.
- 32:54Mas é muito bom, eu gostei. Pri, chegamos, né?
- 32:58Já tá na hora dele. Chegamos, que a voz já tá
- 33:00falhando. Bora pro nosso… Momento
- 33:02refletindo enquanto ouve o Tony Ramos tocar sax numa livraria do
- 33:08Leblon. Vai, quem começa?
- 33:14Você não quer? Ah, o meu momento, esses dias a
- 33:18gente tava conversando, agora eu lembrei.
- 33:20Do tipo, que outra profissão ou que outra carreira totalmente
- 33:25diferente da sua hoje você seguiria?
- 33:29Ah, isso daí dá até um tema de um episódio, não dá?
- 33:31Tipo, pra gente falar... Anota pra gente não esquecer.
- 33:34Anota, tá gravado. Um outro caminho que você
- 33:37seguiria da tua vida totalmente diferente do rumo que tá hoje,
- 33:41sabe? Um plano B.
- 33:43Qual que seria o plano B da tua vida?
- 33:45Mas não pode ser parecido com o de hoje.
- 33:47O meu plano B? Fazer técnico de enfermagem.
- 33:50Seu plano B? O meu plano B.
- 33:52Tipo assim, algo totalmente diferente do que… De
- 33:55comunicação, que é onde eu tô mais enfiada em tudo.
- 33:58Seria designer de sobrancelha. Eu tô olhando pra sua, que tem
- 34:01que ser feita. Eu falei, eu seria uma boa
- 34:03designer. Vou falar o meu momento, eu vou
- 34:05usar isso. Vai.
- 34:06Porque dessa vez não tem como, não tem escapatória.
- 34:10Eu preciso que você faça minha sobrancelha.
- 34:12Amanhã eu vou trazer minha lidocaína, vou passar e em nome
- 34:17de Jesus vai sair. Ah, mas eu gostei desse tema pro
- 34:20episódio, hein? Plano B. que trocou a vida,
- 34:23assim, sabe? Deu aquela reviravolta da água
- 34:25pro vinho. Ou que tem vontade de
- 34:27transicionar de carreira. Vamos falar disso.
- 34:29Vamos. Gostaram, Pris?
- 34:30Espero que sim, porque esse que vai ser o termo já tá decidido.
- 34:33Já tá, João. Não tem jeito.
- 34:36Beijos e até a próxima. Já sabe, gostou desse episódio?
- 34:39Compartilha, comenta, utilizando a hashtag...
- 34:41Dona Helena Podcast. Apoie as suas, Pris.
- 34:44Eu sei que a gente fala isso sempre, mas é porque é
- 34:46importante que a gente tenha... Impulsiona a gente.
- 34:50Muito, muito. Esse podcast só existe por causa
- 34:54do seu apoio. Do seu apoio.
- 34:56Tanto pra você que ouve a gente, né.
- 34:58Que ainda não tá podendo apoiar financeiramente.
- 35:01Mas que apoia escutando a sua expri.
- 35:03E divulgando. É isso.
- 35:04E mandando mensagem. Falando, é isso aí.
- 35:06Vocês são maravilhosas. Eu amo vocês.
- 35:09Isso aqui é a chama da gente. Mas você que pode apoiar
- 35:12financeiramente, a partir de dez reais, você consegue ouvir
- 35:15vários episódios, conteúdos extras também, que saem
- 35:19terça-feira. Umbral FM Hits, da Rayla Azeved,
- 35:22que sai toda sexta-feira também. Não, é Rayla Azeved.
- 35:25Rayla Azeved. Então é isso.
- 35:27O link pra se tornar um apoiador tá na descrição desse episódio.
- 35:32Um beijo e até a próxima. Um beijo, um queijo e uma
- 35:35manteiga.