Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / NA RAÇA #X - ARRUMANDO A BAGUNÇA (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:06Senhoras e Senhores, sejam bem-vindos, vamos emendar aqui
- 0:10terceiro episódio sendo gravado aqui porque o ritmo está bom,
- 0:14né? A leitura está agradável, então
- 0:17estamos começando aqui mais um episódio no nosso Ed podcasts,
- 0:21clube do livro sobre o livro. Na raça, eles concluíram o
- 0:25último. A gente concluiu o último
- 0:28episódio aqui na leitura do livro, onde no jantar ali.
- 0:32É uma zonave o Julio o Guilherme, dizendo assim Porra
- 0:35meu irmão. Se o negócio já vale essa grana
- 0:37e a gente implementar um pouco do que a gente aprendeu nessas
- 0:40discussões aqui com Eduardo plaz, esse negócio vai valer
- 0:44muito mais. Comigo está Bruno Mars Soares
- 0:48Gonçalves e Brunão. É isso, eles passaram ali pelo
- 0:51por aquele processo, quase como uma consultoria, né?
- 0:53E agora chegou a hora de como eles colocaram aqui até no
- 0:56início de arrumar a bagunça que que existia na XP na época.
- 0:59Então vamos lá. A primeira atitude e sobre
- 1:01arrumar bagunça um pouco o 11 pouco não o papel do Eduardo
- 1:05Place. O por que que ele ganhou
- 1:06notoriedade dentro do Pactual que eu acho que na hora que ele
- 1:10entrou era Pactual ainda. É foi isso, não é?
- 1:13Ele pegou o back Office e é organizou de uma forma que
- 1:17permitisse, inclusive, o crescimento não é?
- 1:19Até porque crescidos organizado é, apesar de ser muito comum,
- 1:22custa muito caro. Então a primeira atitude vindo
- 1:25aqui para para a leitura na era pós-plass foi começar arrumar a
- 1:29bagunça da XP. Eles tinham percebido que
- 1:31estavam na Idade da Pedra, brincando de partens e fazendo
- 1:33tudo errado. Foi depois das discussões com
- 1:36clássicas para investimentos. Seus sócios principais fizeram
- 1:39primeiro acordo de. Acionistas.
- 1:43É outra coisa sobre decisões irracionais, não é?
- 1:45Rapidamente aqui não vou nem fechar não, mas é engraçado como
- 1:50é às vezes, às vezes não. A emoção faz com que você tome
- 1:53decisões. É que a gente fala assim, não
- 1:57deixe conhecimento, faz com que você tome decisões não ótimas,
- 1:59não é, mas a emoção também, ou pelo menos é.
- 2:03Contraditórias em relação ao seu conhecimento, sua experiência,
- 2:07então é. É por isso que o grande
- 2:10empresário ele pode é é? Tomar decisões tolas o grande
- 2:16financista também em decisões de investimentos, tolas e assim por
- 2:19diante, somos humanos e erramos, e aqui eu estou destacando aqui
- 2:22class, que é o cara da organização.
- 2:26É o cara que organizou o Pactual, é o cara que ensinou a
- 2:28turma das P que eles estavam fazendo tudo errado, como queria
- 2:32muito fechar negócio e comunicar.
- 2:34Disse, não, não, não vamos anunciar.
- 2:36Depois a gente vê o contrato, não é, ou seja, totalmente
- 2:39contraditório ao que ele representava.
- 2:43Mas bem a regra de preço e compra e de preço a regra de
- 2:48preço de compra e de venda das ações foi estabelecida.
- 2:53Agora era oficial a métrica de precificação de 3 vezes o Ebitda
- 2:58da empresa, mais o valor do seu patrimônio.
- 3:00Quem fosse admitido na sociedade pagaria esse valor e quem
- 3:03quisesse sair e quem saísse receberia a mesma coisa.
- 3:07Não seria mais permitido fazer contas de orelhada como aquela
- 3:10que levara o custo do MBA de Julho capoa à época e que fez
- 3:16ele equivaler a ter uma participação equivalente a 15%
- 3:19da XP. EE vejam outro uma outra coisa
- 3:22aqui é isso é na relação com com com um time, com líderes com.
- 3:28Consórcios, não é, é? As pessoas precisam ter o bom
- 3:33senso, mas bom senso, negócio muito complicado.
- 3:35Não dá para confiar em bom senso, porque ele depende da
- 3:37perceção de cada um e ninguém é maluca.
- 3:39Não tem a Visão de mundo. Então você precisa explicar que
- 3:42os acordos. EE, há acordos dessa natureza,
- 3:47eles deveriam ser contextuais, o que não os faz ou faz destes
- 3:52acordos os acordos fracos, mas é contextual porquê não é?
- 3:56É porque EE veja isso é do societário ao acordo de
- 4:00remuneração do time comercial. Não é, eu estou começando a
- 4:03minha empresa. Eu vendo 20000 BRL por mês.
- 4:07Eu Não tenho condição de pagar um bom salário, eu vou trazer um
- 4:09vendedor, quanto que esse vendedor recebe.
- 4:12Porra é lá a metade do que ele trouxer mais do que a metade
- 4:16pode ser 30% da venda pode ser, não é agora se minha empresa
- 4:21virou Facebook. Não pode ser nenhum por cento
- 4:24das vendas, não faz sentido, não é mesmo que seja a divisão do
- 4:27cara, então isso tem que ser contextual.
- 4:31Começou de uma forma, chegou nesse momento do tempo, os Caras
- 4:33definiram o regramento ali tal. Então qual é o Valuation, pelo
- 4:36menos interno, não é? 3 vezes o Ebitda mais o
- 4:41patrimônio. E aí vamos entender aqui o que é
- 4:44que eles consideravam patrimônio líquido, mas isso foi por um
- 4:48tempo. Depois, teve que mudar de novo,
- 4:49depois teve que mudar de novo, depois aí voltou porque era
- 4:51porque passou a fazer mais sentido e tal é contextual, né?
- 4:54Mesmo que o negócio vai crescendo ou não ou vai mudando
- 4:57e tal isso normalmente muda também não é?
- 5:00É Como Eu estava conversando com um amigo que ele tem um tem 11
- 5:04empresa no mercado financeiro bem sucedida e tal, ele fala,
- 5:07cara. Para mim é assim, não tem sócio.
- 5:10Aqui não tem remuneração fixa. A remuneração é a distribuição
- 5:14de lucro. Não é é é é equivalente a
- 5:17participação de cada um, não é? E Hoje estão felizes.
- 5:19Meu estava dizendo para ele e ele não, mas isso aqui eu acho
- 5:21que é uma forma de remuneração muito melhor e tal cara é Hoje,
- 5:25isso já já vai ter que mudar. Se não, você vai atrapalhar a
- 5:28sociedade, não é fora uma série de outras nuances.
- 5:31Daqui a pouco você é desincentiva a sociedade a fazer
- 5:35um grande investimento, porque Se Eu fizer um grande
- 5:37investimento eu posso ter que. Interromper durante muitos meses
- 5:41a remuneração dos sócios não é e aí?
- 5:44É nem todo sócio vai estar preparado para ficar muitos
- 5:48meses sem remuneração. Então é isso, é contextual,
- 5:51está, mas voltando aqui a leitura também ficaram mais
- 5:54delineados. Os papéis de cada um.
- 5:56Foi ali que Guilherme ganhou o cargo de CEO, cuja função já
- 6:00exercia, na prática, o Marcelo de CEOOE assim por diante, eles
- 6:03também definiram que parte dos novos sócios entraria em
- 6:06sociedades distintas. Foi criada AXP educação Bras,
- 6:10que administraria todos os cursos e que, na prática, já
- 6:13funcionava de forma segregada. Capoá levou o Gabriel leal
- 6:16aquele seu estagiário lá na cera Johnson no Rio.
- 6:20Leal levou, imagino eu para asset, não é?
- 6:23É leal. Ficou 6 meses tocando a área de
- 6:25educação da XP na capital Fluminense, quando o Guilherme o
- 6:29chamou para Porto Alegre, onde assumiu AXP educação no país
- 6:33todo. Então, não, não é.
- 6:37Levou o Gabriel leal. Como sócio eu estou entendendo
- 6:42aqui, não é? E o leal ficou tocando a tipo
- 6:44educação, então talvez o Gabriel leal seja o Gabriel que eu
- 6:47encontrei, mesmo que é o cara que veio é é é tocar essa frente
- 6:50aqui num escritório que provavelmente estava estava,
- 6:53estava começando aqui em Recife. Até ali eram 200 alunos por mês
- 6:59em menos de 10 cidades. E Guilherme queria ganhar o
- 7:03mapa. Mapa nacional agora com os
- 7:06custos Gabriel, você toca esse negócio.
- 7:08Agora a gente pode reinvestir tudo o que der de grana e mais
- 7:11curso para atrair mais aluno. Você só tem uma condição, não
- 7:15pode dar prejuízo de jeito nenhum, disse Guilherme.
- 7:17Foi também nesse período que entraram no Grupo Pedro England.
- 7:22Um jovem que coordenava a rede de afiliados dos postos Ipiranga
- 7:24e foi trabalhar com uma azonave na coordenação da rede de
- 7:27agentes autônomos e Fernando Petersen gaúcho, que tinha
- 7:31trocado a Diretoria de uma fábrica de tecidos para integrar
- 7:33a equipe comercial da SP com um time mais ou menos arrumado e
- 7:37regras claras de compra e venda de ações.
- 7:39A companhia deu um passo rumo ao profissionalismo.
- 7:42Mas uma conversa que tiver com o Place, não saia da cabeça de
- 7:44Guilherme Place não acreditava no modelo de agentes autônomos e
- 7:47achava que só com uma corretora AXP conseguiria chegar ao
- 7:51potencial máximo ao máximo do seu potencial.
- 7:54Claro, aquilo era o canto da sereia de quem tinha uma
- 7:57corretora para oferecer. Guilherme, porém, ficou obcecado
- 8:00pelo assunto até que um dia anunciou para os sócios galera.
- 8:03A gente vai precisar ver uma corretora.
- 8:06Era uma guinada completa no modelo negócio SP ter uma
- 8:09corretora significava abandonar a leveza que é a vida do agente
- 8:12autônomo garantia. As corretoras precisavam ter
- 8:14capital, investir em tecnologia e correr muito mais risco.
- 8:17Corretoras Quebravam O Tempo todo e a todo momento.
- 8:20Fora que AXP não tinha dinheiro para sonhar muito alto, mas a
- 8:23bolsa continuava Bombando e a corretagem era o melhor negócio
- 8:26do mundo naqueles tempos eufóricos.
- 8:28O Ibovespa estava em seu quarto ano seguido de alta.
- 8:31A taxa de juros caía de 26 caralho.
- 8:35Para 13%. E o número de pessoas usando
- 8:39home broker dobrava a cada ano. AXP não tinha home broker, não
- 8:43ganhava com corretagem, ainda entregava parte do seu resultado
- 8:46para as corretoras com as quais operava.
- 8:49Apesar de certa resistência inicial dos sócios, a decisão
- 8:52estava tomada e todos começaram a correr atrás de seus contatos
- 8:55em busca de uma corretora para comprar ou se associar que comum
- 8:58não é quando você? Sim cara, eu quero ter uma
- 9:01corretora, não é? Eu quero ter uma gestora, não é?
- 9:03Ou você vai abrir uma gestora e passar por todos os trâmites da
- 9:06ABIN et cetera e tal. Isso vai custar um ano aí.
- 9:09Na média, você pode comprar uma casca, né?
- 9:12Que é comprar uma corretora em funcionamento, mas ou de alguém
- 9:14que está fechando uma corretora, então já tem toda essa parte
- 9:17regulatória legal vencida para abrir a Corretora, né?
- 9:22E aí, você assume essa corretora coloca a sua identidade, não é
- 9:27EEEE passa a operar. Então, os Caras foram em busca,
- 9:31não é? Então, ao invés de começar um
- 9:32processo do zero, assim vamos NOS associar a alguém ou comprar
- 9:35alguém. Se o cara está pensando em
- 9:38comprar alguém, essa empresa já está gerando dinheiro, está
- 9:40gerando caixa. Não é então para a gente se
- 9:44situar também aqui na história. A ideia de virar corretora
- 9:47também foi impulsionada por uma crise com a investhop por conta
- 9:49da inexperiência dos agentes autônomos, quando os o varejista
- 9:53online submarino lançou sua oferta de ações da Bovespa, um
- 9:56deles distribuiu o material mostrando o potencial da
- 9:59operação para os clientes. Parecia algo normal, mas a CVM
- 10:02proibia qualquer tipo de propaganda de ofertas de ações e
- 10:05o material da divulgação desse tipo de operação precisava ser
- 10:08aprovado pela própria autarquia. CVM.
- 10:11O fato é que a Invest foi excluída do IPO da submarino em
- 10:14função da barbeiragem de um agente autônomo da XP em Porto
- 10:17Alegre. As conversas posteriores com
- 10:19plax só reforçaram a ideia de que a empresa deveria pensar em
- 10:23um novo rumo. A relação entre a Investhop EAXP
- 10:26começou a azedar Unibanco, que aquela altura já era dono da
- 10:30Investhop, decidiu punir AXP, aumentando as taxas que ficavam
- 10:33com a corretora nas transações levadas pelos agentes.
- 10:37Se isso tivesse acontecido um pouco antes, provavelmente
- 10:40Guilherme e. A companhia aceitariam a punição
- 10:43de bico calado, mas AXP já operava com mais de 8000
- 10:46clientes. Era grande demais para depender
- 10:48dos humores de uma única corretora ali, eles decidiram
- 10:52cortar o cordão umbilical, acabando com o contrato da
- 10:55investhop e migrando a base de clientes para a corretora intra
- 10:59não era tarefa simples. Os sócios passaram uma semana
- 11:02ligando para os clientes explicando a migração.
- 11:04Ali a XP perdeu 1/5 de sua base de clientes, gente que não ouviu
- 11:09sentido em mexer em seu cadastro.
- 11:12Normal a perda de contas naquela transição era mais um sinal do
- 11:18quanto a vida de agente autônomo, mesmo da grande
- 11:21daquele jeito, gerava incertezas.
- 11:23AXP queria mais Independência e o fato de ser uma tropa de
- 11:27agentes autônomos também fazia com que o mercado financeiro
- 11:30tradicional esnobasse a companhia, o que orando em
- 11:33retrospetiva foi muito bom para AXP porque eles voaram baixo
- 11:36abaixo do radar de muita gente por muito tempo.
- 11:39Os sócios sentiam que eram colocados na categoria da
- 11:43segunda divisão, mesmo superando o volume das corretoras locais
- 11:46sólidos, geral e diferencial. o Brasil tinha mais de 80
- 11:50corretoras e a dificuldade de encontrar alguma disposta a
- 11:52aceitar XP como sósia era enorme.
- 11:54O mercado era fortemente regulado e abriu uma nova
- 11:57corretora. Parecia praticamente impossível,
- 11:59um pouco daquilo que eu falei aqui.
- 12:00O jeito seria encontrar alguma venda.
- 12:02Guilherme chegou a propor comprar uma participação de 1%
- 12:06na intra por onde AXP já operava, mas os donos não
- 12:09queriam saber de novos sócios. Olha só que coisa, né, bicho?
- 12:13E aí você olha e fala porra que burrada intra fez e tal, mas
- 12:16talvez não, porque talvez se eles tivessem comprado 1% da
- 12:18intra talvez não, né? A história seria diferente.
- 12:21Então é isso? É isso é isso, é isso muito
- 12:24difícil analisar as decisões de negócios, não é?
- 12:26Sempre tem o coach da Internet aí que vai dizendo assim, a
- 12:30Kodak não pensou em inovação e a Blockbuster e tal não sei o que
- 12:33tem um reels muito bom sobre isso.
- 12:35Não é que o cara diz assim porra tu estava lá caralho, tu tinha
- 12:37Visão de mundo dos Caras e tal e aí?
- 12:41Aqui é isso, não é o cara que lê e fala que burrada da intra.
- 12:46Difícil não é porra, talvez o cara da Inter tivesse sentado lá
- 12:49em. Não é um pacote de dinheiro
- 12:52muito grande com o negócio que funcionava bem e tal e vi um
- 12:54negócio porra que que eu vou trocar 1% do meu negócio aqui
- 12:56por um risco. Não é?
- 12:59Então, não necessariamente. Eles tomaram a decisão errada.
- 13:02É o Daniel Cayman, não é assim, tem que analisar a decisão no
- 13:05ato da decisão, enquanto a corretora não vinha, AXP se
- 13:07preparava para ocupar algum espaço no mercado carioca.
- 13:10Outra consequência das negociações com play foram a
- 13:12conclusão de que era impossível não estar presente no Rio de
- 13:15Janeiro, onde tudo acontecia. Júlio Capoa, que tinha apanhado
- 13:19em Porto Alegre desde a fundação da gestora e queria voltar ao
- 13:21Rio, se candidatou. Júlio não aguentava mais morar
- 13:24em Porto Alegre. A acet não tinha decolado, a
- 13:27grana não rendia, ele queria ir à praia no final de semana, está
- 13:30por perto da namorada que havia deixado lá no Rio de Janeiro,
- 13:32fre. Ao mesmo lugar de sempre,
- 13:34convenceu os sócios de que era hora de estar à frente de uma
- 13:37operação relevante, uma vez que nunca tinha tocado sozinho uma
- 13:39filial e ficou encarregado de consolidar um escritório no Rio
- 13:42de Janeiro com a marca e a cara da XP.
- 13:45Acompanhei agora sabia por onde começar um escritório de agentes
- 13:48autônomos que já operava com a Corretora intra na capital
- 13:51Fluminense, era o próximo passo da XP, comandado com sua própria
- 13:56marca por Alexandre Marchetti e Henrique.
- 13:59Chule Cunha o chuli é bem conhecido, inclusive marquetti
- 14:03tinha estudado com o Guilherme no Colégio São Vicente de Paulo
- 14:06e eles voltaram a se encontrar NOS tempos de investir.
- 14:08Marquette não estava na leva dos demitidos e ficou na empresa
- 14:11atendendo a diferencial. Quando a Unibanco comprou a
- 14:15corretora, ele abriu com chule e seu próprio escritório de agente
- 14:17autônomo na barra, mas nenhum cliente conseguia chegar lá no
- 14:20fim do dia, atravessando a cidade no horário de pico do
- 14:23trânsito para assistir os cursos que replicavam da XP, eles
- 14:27queriam abrir outro escritório no Leblon e viram a oportunidade
- 14:30de se tornarem sócios da XP. A missão de Julho era montar
- 14:34essa operação e implementar finalmente o nome da empresa no
- 14:38Rio de Janeiro. Talvez excetuando.
- 14:42O plas ninguém de peso no eixo Ipanema Leblon conhecia aquela
- 14:46empresa de nome esquisito. Quem tinha falado ou ouvido
- 14:50falar na XP achava que Guilherme era um professor de finanças
- 14:53gaúcho, perceção que duraria por muitos anos no Rio e em São
- 14:57Paulo. A XP alugou a cobertura que
- 14:59costumava ser um flat no Leblon e estava sendo convertido em
- 15:03edifício comercial o mais barato que conseguiram encontrar no
- 15:07bairro de metro quadrado mais caro da cidade.
- 15:11O segundo andar era ocupado por uma piscina.
- 15:14E as janelas do imóvel eram triangulares.
- 15:16Foi o pai de Marquette quem se encarregou da obra para
- 15:20economizarem no projeto de reforma, cobrindo A Piscina a
- 15:23fim de transformá-la em sala para cursos e clientes.
- 15:27O sonho de Julho era contar com terminais de dados financeiros
- 15:30da Bloomberg, possivelmente um trauma por não ter uma tela
- 15:33disponível desde os tempos em que copiava Dínamo.
- 15:36A XP não tinha cacife para isso ainda, mas ele deu um jeito de
- 15:39incrementar no banheiro masculino do escritório uma tela
- 15:43de TV acima dos mictórios. Ficava o dia todo ligada no
- 15:47canal televisão da Bloomberg. Não era a mesma coisa, mas já
- 15:50causava uma certa impressão em quem ia ao escritório Julio
- 15:54Marquetti e Chule começaram a replicar no Rio.
- 15:58A estratégia da XP adotada no Sul, definida como tática de
- 16:02guerrilha, o Marquês ponto aqui percorriam faculdades de
- 16:05economia, buscavam parcerias com câmaras de comércio, organizavam
- 16:09palestras para médicos e hospitais, tudo para chamar
- 16:12alunos para os cursos e para criar a partir daquela base um
- 16:15grupo. Operadores de mesa e atrair
- 16:19novos clientes no Rio Julho ficou mais próximo do mercado
- 16:23financeiro dos adultos e o que dominava as conversas naquele
- 16:26momento eram os preparativos para a desmutalização das bolsas
- 16:31de ações e de mercadorias e futuros.
- 16:33A Bovespa BMF desde a década de 60, ambas eram associações sem
- 16:37fins lucrativos. As corretoras precisavam deter
- 16:40títulos patrimoniais para serem conectadas às bolsas e ser
- 16:43sócias. Títulos que custavam milhões de
- 16:46reais e variavam de preço conforme o tipo de licença que a
- 16:49corretora queria. Esses títulos seriam
- 16:51transformados em ações da bolsa. Que as corretoras venderiam em
- 16:55uma oferta pública inicial, um IPO das próprias bolsas.
- 16:58Isso significava para os donos de corretoras embolsar algumas
- 17:02dezenas ou centenas de milhões de reais no IPOA ideia das
- 17:06bolsas era seguir o caminho Internacional.
- 17:08Cerca de 70% das bolsas do mundo já eram desmtualizadas à época
- 17:12para abrir espaço para mais corretoras e intermediários e,
- 17:15assim, fomentar o mercado de ações e futuros.
- 17:19A. Bovespa.
- 17:20Seria desmotualizado em Agosto de 2007 EABMF em Setembro, e
- 17:25ambas se preparavam para os respetivos IPOs logo depois
- 17:28disso, com a mudança das bolsas para empresas com fins
- 17:31lucrativos, uma corretora precisaria apenas se credenciar
- 17:35na Bovespa e cumprir alguns parâmetros como instituição de
- 17:38intermediação financeira, como faziam os bancos, possui
- 17:41património mínimo, por exemplo, as corretoras cariocas, que
- 17:44tinham algum que tinham um tipo de licença regional, passariam a
- 17:47ter licença nacional, podendo operar e abrir filiais em todos
- 17:51os. Para isso, precisariam de
- 17:5310000000 de reais de patrimônio, o que, obviamente não era o caso
- 17:56da XP NOS meses pré desmotualização, os sócios da SP
- 18:00ouviram falar que Jorge Felipe Pipo Lemon Lemann, filho de
- 18:06Jorge Paulo e dono da Corretora Flow, estava procurando uma
- 18:10carta patente da Corretora para operar na Bovespa.
- 18:13A Flow só negociava na BMF, inclusive para AXP.
- 18:17Guilherme Júlio procuraram propondo uma associação em que a
- 18:21XP cuidaria do negócio em renda variável.
- 18:24As conversas acabaram não andando, mas de novo, o caso deu
- 18:27um empurrão para AXP de novo. A história da informação que não
- 18:30está no Google, né ou do empurrão que às vezes vem daí.
- 18:35Eu tenho um cara para te apresentar discípico para o
- 18:38Júlio, o Klébinho, e aí vem um capítulo número 5 chamado a
- 18:42menor corretora do do do Brasil e o Clebinho, Né?
- 18:45Trazendo um pouco de spoiler aqui é um cara maluco.
- 18:49Improvável, porém, fundamental para a história da XP.
- 18:53Como Ela Foi desenhada? Vamos saber que cara é esse e
- 18:56que história é essa? A partir do próximo episódio
- 18:58Brunão comentários. É isso +1 + 1 excelente episódio
- 19:02aqui é o livro Tá tá bem fluído, né?
- 19:04Tá Tá Tá legal tá tá leve de de acompanhar é inclusive queria
- 19:10ouvir a opinião aí do do nosso leitor ouvinte, quem puder
- 19:12compartilhar o episódio, responder ali no colocar ali NOS
- 19:16stories, né? O que é que tá achando da da?
- 19:18Da leitura vai ser bem legal pra gente saber.
- 19:20Marca a gente lá arroba, Arthur Dantas, Lemos e Arroba, Bruno
- 19:24Maia Soares. Isso isso e voltamos no próximo,
- 19:26com o episódio chamado a menor corretora do Brasil, a.
- 19:29Menor corretora. Do Brasil, isso quer dizer?
- 19:31Beleza muito obrigado pelo seu tempo.
- 19:33Espero que você tenha aproveitado, né?
- 19:35Essa leitura aqui conosco e NOS encontramos no próximo episódio.