Latest / SuinoCast · by PPGVET / Impacto das Condenações de Carcaças - Marcos Morés | Ep. 318
Transcript
- 0:00A gente sempre fala, né, que as condenações de carcaças lá no
- 0:03frigorífico é a pior perda possível que tem pra para as
- 0:07indústrias, pros produtores, né. Porque depois de dos animais,
- 0:11né, você ter todo o esforço de criação, os custos com
- 0:15alimentação, com mão de obra, com medicações, né?
- 0:20O animal chega no frigorífico, né?
- 0:22E lá ele é. Descartado, condenado por alguma
- 0:25lesão que ele teve. Está no ar o primeiro podcast da
- 0:30suinocultura brasileira, o suinocast.
- 0:37O suinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:40inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:44suinocultura brasileira. DSM firminish moldando o futuro
- 0:49dos cuidados com suínos. Novos líder em soluções de
- 0:54nutrição inteligente para o crescimento dos negócios na
- 0:57produção de proteína animal. Polinutri nutrição animal.
- 1:03Juntos vamos mais longe. Alga Prime DHA da Corbyn, o
- 1:08Omega 3 de algas para nutrição suína, ceva sempre com você além
- 1:15da saúde animal. Olá, sejam todos muito bem
- 1:19vindos para mais uma edição do estilo CAS.
- 1:22O meu nome é Guilherme brantes, sou o host do programa.
- 1:26Temos um convidado muito especial hoje aqui, o Marcos
- 1:29morez morez que é veterinário formado pela Universidade
- 1:33Federal do Paraná e também com mestrado na mesma universidade e
- 1:38hoje Oo morez e é analista trabalhando na no na Embrapa
- 1:44ciros e aves. É em Concórdia a extensão do da
- 1:48da ciroscultura e da vicultura. Da pesquisa é sediada em Santa
- 1:54Catarina. Maurício seja muito bem-vindo
- 1:57pro nosso programa. Aqui eu sempre chamo atenção que
- 2:00é um programa leve, um programa democrático, aberto, com temas
- 2:05variados. EEA gente hoje pensa em quem tá
- 2:11se formando, em quem tá na academia e nos professores.
- 2:15A gente tem recebido feedback aí do pessoal usando material como
- 2:19exemplo nas aulas. Os produtores, os futuros
- 2:23produtores e também os futuros alunos, né?
- 2:26Da, da, da, da nossa área e também os consumidores.
- 2:31Eu sempre chamo a atenção dos nossos não consumidores e o tema
- 2:36hoje, um tema bastante específico, o tema condenação de
- 2:40carcaças, um tema sempre atual, né?
- 2:43Moles? Então eu, eu eu digo que eu faço
- 2:47uma abertura, eu chamo uma abertura fria, né?
- 2:50Que é é uma lida de de currículo e eu gostaria de que tu se
- 2:55apresentasse morez quem que é Oo Marcos morez da onde veio EEE
- 3:03pra onde foi, né? É nesse nesse teu cenário rico
- 3:08ainda dos suínos e aves atrás de ti, né?
- 3:12E que tu se apresentasse e também desse 11 explicação pro
- 3:16que que é exatamente o trabalho e esse impacto que tem.
- 3:20Na nossa cadeia seja muito bem-vindo.
- 3:22Moleza. A palavra tá contigo.
- 3:25Obrigado, Guilherme. Eu também gostaria de agradecer
- 3:28aqui AA oportunidade, né? De de estar participando aqui do
- 3:32do Cine Quest. Eu acho que sempre muito
- 3:35importante estar levando um pouquinho, né?
- 3:37De de a nossa experiência. Aí eu já tenho aí mais de de 30
- 3:42anos, né? De.
- 3:44De trabalho na assino cultura e na agricultura.
- 3:46Então, como tu falou, é, é sempre, é sempre bom, né?
- 3:50Poder estar repassando um pouquinho dessa, desse
- 3:53conhecimento, dessa experiência. Bom, eu sou é natural aqui de de
- 3:58Concórdia mesmo, né? Fiz a minha faculdade, a minha
- 4:03graduação, diferente do que tu comentaste aí, mas eu fiz lá em
- 4:08na Universidade Federal de Santa Maria e aí o mestrado, sim.
- 4:12Foi, depois é na Universidade Federal do Paraná, tá?
- 4:16E aí como experiência profissional, eu tive 15 anos Na
- 4:21Na agroindústria, né? Na Na antiga sadia, que hoje é
- 4:24BRF, aí trabalhando inicialmente a campo.
- 4:28Depois é com laboratório de diagnóstico, né?
- 4:32Depois passei 11, tempinho também No No cetias aqui com o
- 4:36diagnóstico. Né?
- 4:38Nesse tempo que eu estava na grande indústria, eu fiz o meu
- 4:40mestrado. Então, dentro do mestrado eu
- 4:43trabalhei com lesões respiratórias de suínos como
- 4:48causa de condenações, né? De carcaças.
- 4:51E atualmente já atuo há 13 anos, mais ou menos aqui na Embrapa
- 4:56suínos e aves, né? Onde tenho atuado na área de de
- 5:01patologia, né? Tanto de suínos como de aves.
- 5:05E nessa função, né, de analista que eu tenho aqui, eu dou
- 5:09suporte dentro da área de patologia pra todos os projetos
- 5:13de pesquisa aí da principalmente da área de sanitária, né?
- 5:17Doenças virais, doenças bacterianas, né, tanto em aves
- 5:23como suínos a gente dá então esse suporte da área de
- 5:26patologia aí pra pra esses projetos a gente também tem
- 5:30feito, né? Algumas alguns trabalhos de
- 5:34prestação de serviço, então para as empresas, para os produtores,
- 5:37aí na área de de condenações, na área de de sanidade mesmo assim,
- 5:43granjas, né? Então é mais ou menos esse Oo
- 5:46meu trabalho, que é a minha função dentro da Embrapa.
- 5:50A dsm firminich pode ajudá lo a preparar, proteger e apoiar a
- 5:55resiliência dos seus leitões. Fornecendo experiência local em
- 5:59suínos e soluções completas e personalizadas para ajudá lo a
- 6:03concretizar a sua visão, a dsm firminich está moldando o futuro
- 6:08dos cuidados com suínos. Legal.
- 6:14O bom pra mim fica muito mais fácil, então, porque eu também
- 6:18venho de Santa Maria, EAE. Então a gente tem tem muita
- 6:22coisa em comum, né? Santa Maria é Oo.
- 6:27Mais de 3 décadas aí Na Na, na atuação EE, passando também pela
- 6:32agroindústria, né? Pela mesma agroindústria.
- 6:35EE, eu já te pergunto aqui mores, EEE, lembrando aqui mores
- 6:40e Embrapa já lembra Oo Nelson mores também né?
- 6:44Que já já vai um abraço aqui pro pro Nelson EE tudo que que
- 6:49representa, né? E essa tua experiência aí que dá
- 6:53mais ou menos a metade. Do tempo de de de trabalho
- 6:56dentro da da Embrapa, né? EE, quando tu fala desse suporte
- 7:00pra projetos de pesquisa, depois eu gostaria de ver o que que tem
- 7:04de de mais novo aí em projetos. Mas mas vamos lá pra pra esse
- 7:09tema que tu que tu comentasse aí que a questão da condena, de,
- 7:13de, da das carcaças e tu passando pela agroindústria,
- 7:17certamente tu viu o tu tem OOO. Uma experiência bastante grande
- 7:23em relação a esses números, né? EE, os impactos que isso dá na,
- 7:28na, na, na, em toda a cadeia, né?
- 7:31É, eu eu gostaria que tu desse uma explicada moreço o que que
- 7:35exatamente são as condenas, né? Porque se a gente pegar dentro,
- 7:40pra quem nos escuta aqui, pra quem está dentro de uma Granja,
- 7:43e levei aquele animal, que é um animal que não não
- 7:46necessariamente está muito apto pra produção, né, aquele animal.
- 7:50Muitas vezes um refu ou um animal que eventualmente segue
- 7:54OOO caminho, mas ele ele não está tão bem assim na produção e
- 7:59tem os animais que estão excelentes e que às vezes podem
- 8:03ter alguma condenação na indústria, que pode ser origem
- 8:07dentro da Granja, pode ser do infelizmente de transporte e até
- 8:11das vezes quase dentro da indústria, né?
- 8:14Se puder dar uma explicação geral das condenas EE, essa
- 8:18classificação é. Certo?
- 8:21Guilherme, então é, a gente sempre fala, né, que as
- 8:25condenações de carcaças lá no frigorífico é a pior perda
- 8:29possível que tem pra para as indústrias, pros produtores, né.
- 8:33Porque depois de dos animais, né, você ter todo o esforço de
- 8:37criação, os custos com alimentação, com mão de obra,
- 8:41com medicações, né? O animal chega no frigorífico,
- 8:46né? E lá ele é.
- 8:48Descartado, condenado por alguma lesão que ele tem, então que que
- 8:51que que são as condenações? Então, é obviamente por questões
- 8:57desse segurança alimentar para os consumidores, né?
- 9:00Todos os carcaças isso não é só no suino, né, é em todas as
- 9:04espécies, quando chega um frigorífico, tem um sistema de
- 9:07fiscalização sanitária da das carcaças, né?
- 9:11Que vai dar o aval do que aquele produto, aquela aquele animal,
- 9:15aquela carcaça, tá apta, né? Para ser consumida, né?
- 9:18Se não tiver, então é por alguma lesão, né?
- 9:23Alguma condição que tenha AA um risco para o consumidor, digamos
- 9:28assim, ela é, então é, é descartada ou em algumas,
- 9:32algumas vezes, né, dependendo do tipo da alteração, ela é
- 9:38classificada como. Pode ser aproveitada, mas diante
- 9:43de certa tratamento, né? Por exemplo, pode ser utilizada
- 9:49como um produto alimentar. Porém, depois do cozimento, né?
- 9:53A gente diz que é destinada AA produto cozido, né?
- 9:57Ou a produção de banha, né? Quando passa por um tratamento
- 10:00térmico, né, para eliminar qualquer possível contaminação
- 10:04que tenha. Então é é mais ou menos nesse
- 10:07sentido. E se a gente for analisar alguns
- 10:10números, né, é, nós temos hoje no Brasil em torno de vaiando um
- 10:16pouco de empresa pra empresa, de planta pra planta.
- 10:20Nós temos entre 2 e meio e 4 e meio por cento é das carcaças.
- 10:28Ou mesmo em quilos. A gente considera isso, né?
- 10:30Em quilos de suínos produzidos são condenados, né?
- 10:35Se nós considerarmos, né, o Brasil abatendo aí mais de
- 10:385000000 de suínos por ano, nós vamos ter mais quase 15000 t,
- 10:46né? De carcaça de suínos que são
- 10:50descartadas por algum problema. Que aparece no momento que eles
- 10:56chegam ao abatedor, então é uma perda grande.
- 10:59Se a gente jogar isso pra pelo valor que tem, né, 11 carcaça de
- 11:03suíno, né, vai dar um número aí examentando.
- 11:07Obviamente que a gente nunca vai vai conseguir zerar isso, né?
- 11:11Até pelas pelas características da produção que a gente tem, né?
- 11:15De de suínos, né, com. Com os animais é grandes em
- 11:20grandes grupos, né? Toda a questão que que envolve,
- 11:24né, as diferentes fases da cadeia.
- 11:26Mas na minha opinião, assim a gente tem um espaço bom aí pra
- 11:30estar é reduzindo essas perdas aí, né, e consequentemente
- 11:34contribuindo aí pra pra sustentabilidade da da cadeia
- 11:39produtiva da da sinocrutura. Estou fazendo algumas contas de
- 11:44cabeça. Quando tu começou a falar, eu
- 11:46gosto muito de número. Eu já fui lá no 5000000, mas tu
- 11:50já entregou de barbada aqui os as 15000 t.
- 11:53Se a gente se a gente fizer aqui 11 conta por baixo, aí uma conta
- 12:01fácil botar 100 kg é seria um 150, é 150000, é animais.
- 12:13É isso aí, 150000 animais eu tenho aqui.
- 12:15Dividido por 30. Dá alguma Granja aí que que a
- 12:21gente tá produzindo? E eu eu sempre falo eu gostei
- 12:23muito da tua fase aí da da pior perda eu sempre falo é, eu venho
- 12:27da reprodução né? Eu falo que a pior perda na
- 12:31maternidade é o é o leitão Oo morto ao nascer né, que que tá
- 12:36todo mundo fez tudo certinho e infelizmente ele ele não virou
- 12:39produto e a mortalidade da creche e da terminação?
- 12:44A mortalidade, em algumas fases, ela até elimina o consumo de
- 12:48relação. Mas esse animal tá, esse animal
- 12:50entrou na indústria, ele foi considerado apto até ali, né?
- 12:55EEE? Vários pontos importantes aqui
- 12:58que tu levanta, né? A questão pra pra quem não é da
- 13:03da área, a questão da credibilidade do produto, né,
- 13:06que quem faz essa classificação é o serviço oficial, né?
- 13:10Não, não é, é é alguém que está ali justamente pra ver essa
- 13:14condição, que vê ou descarta mesmo, né?
- 13:17Ou ou coloca alguma restrição de produto EEE essa esse número
- 13:23incrível aí, né? É claro que que tu foi bem
- 13:26claro, AAA busca não é zerar, né?
- 13:29Porque seria uma utopia falar, mas qualquer.
- 13:33Eu sei, eu gosto de falar de nada por cento, né?
- 13:36Qualquer nada por cento, aí é é muita coisa que que tá em jogo,
- 13:40né? Então são, são, são são números
- 13:43altíssimos aí. EE, esse risco tu, tu, tu foi
- 13:47muito claro aqui nos números, né, 2 e meio AA 4, qualquer
- 13:51número, aí Oo 2 e meio já é ruim, né Oo 4, o 4 é muito.
- 13:56EE, quais são as principais causas?
- 13:59É. Do do mercado geral, né?
- 14:02Às vezes eu eu sempre falo more. É a gente que tem aí os mais de
- 14:0730 anos, né? De de carreira é.
- 14:10Eu sempre falo que pra mim, uma coisa histórica da minha
- 14:13carreira é que eu fiz experimento pra ver se a vacina
- 14:17de micoplasma se pagava, né, lá lá em 90 e 8090, né?
- 14:24E hoje, hoje ninguém mais fazer essa conta, né?
- 14:28Mas quais são as principais causas?
- 14:30No, no, numa, numa silicultura industrial é rodando certinho,
- 14:36com bons números ou técnicos, né?
- 14:37Que que a gente tem no Brasil? O que que ainda nos assusta ou o
- 14:41que que ainda nos tira do jogo? Desses 2 AA 4 e meio por cento 2
- 14:46e meio a 4 e meio por cento. Então, Guilherme, é pelos
- 14:50números que tem algumas publicações e mesmo nesses
- 14:53trabalhos que nós aqui da Embrapa termos feito a campo,
- 14:56né? Em torno de 60 a 70%.
- 15:02Pode chegar até um pouco mais das causas das condenações.
- 15:07É, tem relação com a sanidade, né?
- 15:09A gente chama de causas sanitárias, então são doenças
- 15:14que acontecem lá nas granjas, tá?
- 15:16Então aí 70% mais ou menos é, é, seriam essas causas aí, EEA, os
- 15:24outros 3040 por cento. São causas mais relacionadas a
- 15:30ao processamento no frigorífico, né?
- 15:35Que a gente chama às vezes de tecnopatias, né?
- 15:38E aí entra principalmente as contaminações, né?
- 15:42Dentro dessas contaminações, principalmente por conteúdo
- 15:45gastrointestinal, né? E aí são falhas nos
- 15:48procedimentos de abate. Pode ter alguma relação também.
- 15:53Como o período de jejum, né? Se não for for feito um jejum
- 15:57adequado, né, a chance de haver contaminação lá no frigorífico,
- 16:01ela é maior. A gente sabe disso, tá?
- 16:04E a segunda causa principal, dessas não relacionadas a
- 16:08sanidade, são as fraturas ou contusões, né?
- 16:13Dentro das fraturas e contusões, tem uma, principalmente, que a
- 16:17gente tem observado que que é a principal.
- 16:21É aquela fratura no sacro dos animais ou fratura de anqueta
- 16:26que é chamada, que ocorre no momento que o animal recebe a
- 16:31insensibilização pelo choque elétrico no abatedor.
- 16:35Tá então OEE essa causa é, digamos assim, ela está
- 16:41relacionada com os parâmetros de choque, né?
- 16:44Com AA regulação desse desse sistema de insensibilização, né?
- 16:49Se percebe que quando os os animais é são tratados com esses
- 16:55melhoradores de desempenho, principalmente a raquetamina que
- 16:59está no mercado, aí o índice dessas faturas aumenta muito,
- 17:03tá? EE, isso é é devido AA
- 17:06diferenças na impedância que a gente chama, né?
- 17:10Na carcaça, ou seja, a carcaça que tem um percentual maior de
- 17:13gordura. Ela é, resistem mais ao choque,
- 17:17aí tem menos fratura e carcaça que tem menos.
- 17:20Então há há uma variabilidade entre macho e fêmea, entre
- 17:23tamanho dos animais. Então todo esse sistema, né, de
- 17:28insensibilização, precisa estar muito bem regulado para que se
- 17:30consiga reduzir um pouco. Então essas perdas aí de por
- 17:34fraturas. E já quando a gente fala na nas
- 17:38principais causas, né, que são as ligadas a sanidade.
- 17:44Mais de 50% dessas causas sanitárias são associadas às
- 17:49doenças respiratórias ou as lesões respiratórias, né?
- 17:53E aí entra as pneumonias, né? As aderências de pleura,
- 17:58principalmente essas 2 causas, alguns abcessos pulmonares
- 18:02também, né? Às vezes são classificados.
- 18:04Não deixa de ser uma pneumonia, né?
- 18:06Mas às vezes é classificado como um abcesso pulmonar.
- 18:10E fora as respiratórias, que são assim realmente as que mais
- 18:14sobressaem, nós temos abcessos, né?
- 18:17Abcessos localizados em qualquer parte da carcaça, as
- 18:22linfadenites, que já deram bastante dor de cabeça, digamos
- 18:28assim. Problemas no passado atualmente
- 18:30elas ainda acontecem, mas num índice bem bem mais baixo, né?
- 18:35O controle. Ele na maioria, né?
- 18:37Pelo menos das das plantas que a gente tem conhecimento, tá?
- 18:41Tá bem controlado assim, alguns surtos, digamos assim, episódios
- 18:46associados a alguma Granja específica ocorrem ainda, né?
- 18:49Mas de uma forma geral assim, os números das condenações por
- 18:54linfadenites estão estão baixos, tem as septicemias também, né?
- 18:59E aí um ponto principal que a gente tem visto que tem
- 19:03aumentado. Nos últimos anos é são as
- 19:08septicemias relacionadas às caldofagias que acontecem lá no
- 19:14nas granjas, né? As moreduras de calda abrem uma
- 19:19porta, então ali pra infecção bacteriana, né?
- 19:23Por agentes ambientais que estão ali na nas instalações.
- 19:27E essa essa bactéria migra pelo sistema sanguíneo e vai causar
- 19:31lesões Na Na coluna vertebral, né?
- 19:33Abcessos e nos pulmões normalmente, né?
- 19:37E quando o animal chega lá no frigorífico, essas lesões são
- 19:40detectadas e as carcaças é precisam ser condenadas, aí
- 19:44devido ao risco, né? Então, mais ou menos é por aí as
- 19:48as principais causas que tem ocorrido nos últimos tempos.
- 19:51Aí que a gente tem acompanhado no Guilherme.
- 19:55Aqui. Pô, aqui tu já deu uma aula, eu,
- 20:00eu fui anotando aqui, e se a gente for for pelo, pelo, pelo
- 20:07conceito de gestão, a questão do pareto, né?
- 20:11Tu já começou, né? Cada um faz o seu pareto, né?
- 20:16É, mas vamos lá, 70 por eu vamos pegar números básicos aqui, os
- 20:20macros que tu comentaste aqui, 70%, sanidade, 70% tá dentro de
- 20:25grande. Quando tu começa tua fala
- 20:29dizendo que a pior perda possível é a condena, e quando
- 20:33tu fala que uma tecnopatia de choque, e essa aí é a pior
- 20:37mesmo, né? Porque esse aí o animal estava
- 20:40bom e todo mundo trabalhou certinho.
- 20:43E o choque, e a gente vê isso, né?
- 20:46A gente costuma é ter a experiência, bom, tu fala aqui
- 20:51dessa desse percentual, né? EEE.
- 20:56E também não saiu ainda Oo programa, mas quando quando o
- 21:00nosso programa aqui sair, mas já vai ter o pessoal, já vai ter
- 21:04assistido que a gente fez um programa específico sobre
- 21:08logística, sobre o transporte, né, que também a gente fez tudo
- 21:13certo, né? EAA tectopatia que tu comenta
- 21:18aqui? Procedimento procedimento pode
- 21:20ser o procedimento do próprio embarque de da saída da da Baia.
- 21:26Às vezes a gente ainda vê algum objeto cortante, né?
- 21:2911 parafuso um prego, né? É procedimento de embarque, Oo
- 21:36jejum que a legislação trabalhou em cima disso e fraturas e
- 21:41contusões. EE, então como como o transporte
- 21:45também, toda a questão da logística influencia nesse
- 21:49número aí que pode chegar aos 30% do que tu chamas aqui da das
- 21:54tecnopatias, né? EE por outro lado, abrindo aí
- 21:59fazendo pareto lá dentro da da produção, né?
- 22:02Dos 70%, quando fala é 50% respiratório.
- 22:07E os outros, né, acessos as linfadelites?
- 22:11EE, septicemia, né? Aí já vira outra aula de de, da,
- 22:16da epidemiologia, né, porque isso aí, né?
- 22:19EE quando fala todos esses números, me me veio uma
- 22:22curiosidade aqui, se tu tem esses números lá há 13 anos,
- 22:27quando tu começou, claro que tu não tá no mesmo setor, né?
- 22:31Mas tu tu lembra desses números antigos aí?
- 22:36É, é, não. Eu não lembro exatamente, mas
- 22:39pelo que a gente tem percebido assim nos últimos tempos, os
- 22:44índices eles aumentaram, tá? Eles comentaram os índices de
- 22:48condenações nas últimas décadas. Aí, digamos assim, e Eu Acredito
- 22:54que isso possa estar relacionado, é principalmente
- 23:00com a mudança que que ocorreu nesse período com relação a
- 23:04tamanho de Granja, né? Tamanho de de bias, né?
- 23:10Outra coisa é a automação, né? Que ocorreu nesse período todo
- 23:15aí. Porque o que acontece o antes,
- 23:20né? Lotes menores, grandes, menores.
- 23:23O contato do produtor com os suínos era muito maior.
- 23:26Então é era muito. Era mais fácil, digamos assim, o
- 23:31produtor ou funcionário de Granja detectar um animal
- 23:34doente, né animal? Visualização.
- 23:36Isso o animal que não vai pro coxo comer, né?
- 23:39Alguma coisa nesse sentido? EE, medicar, né?
- 23:43Esse animal o mais breve possível, né?
- 23:46E hoje, né? A alimentação é automática, não
- 23:49precisa mais limpar a Baia, então não precisa entrar na Baia
- 23:53e aí fica um pouco mais difícil, né?
- 23:57Pelo que a gente percebe o pessoal de Granja detectar esses
- 24:01animais doentes e a gente sabe que quanto mais precocemente se
- 24:05medica a um animal que tá com febre, que tá doente.
- 24:09A recuperação dele é mais rápida, né?
- 24:11EE também AA lesão que vai ficar, digamos que fica uma
- 24:16sequela, ela vai ser menor ou talvez não vai ter mais a
- 24:19sequela, ao passo que se você demorar mais para me dedicar,
- 24:22ele vai ter essa sequela. Então eu acho que isso aí
- 24:25influencia tanto no índice de mortalidade quanto nos índices
- 24:29de de condenações. É uma, é uma é uma hipótese que
- 24:32eu tenho com relação. Pode explicar um pouco pouco
- 24:36isso? Né?
- 24:38E bom, temos números, temos causas.
- 24:43EE, essa abertura aí que tu tu já fez AAA distribuição do
- 24:48pareto controle, que aqui tu já deu uma pincelada em controle,
- 24:55né? Quando tu falava, quando tu
- 24:57falava dessa relação, aí é fêmea, fêmea, funcionário ou ou
- 25:04ou creche funcionário, determinado funcionário.
- 25:07Isso teve uma mudança bastante grande.
- 25:09EE, um ponto importante é a produtividade, né?
- 25:12Por exemplo, que que AA, nossa produtividade explodiu e muitas
- 25:17vezes ela não, muitas vezes ela AAAAA.
- 25:22Expansão das granjas é, às vezes dá uma deu 11/1 população um
- 25:30pouco maior ou uma redução de vazios e intervalos, né EE?
- 25:36E tudo isso, principalmente quando tu fala aí das questões
- 25:39de de acesso, epicemia e outros manejos, né?
- 25:43Mas vamos para as vamos controlar então, moles.
- 25:47Vamos então comentar um pouquinho sobre o controle, né?
- 25:50Então se vamos, vamos falar inicialmente um pouco sobre as
- 25:53doenças respiratórias, né? Pelo pelos paretos, aí como tu
- 25:57fala, seria Oo foco principal se a gente for para as granjas, né,
- 26:02buscar buscar a redução dessas. Dessas, desses problemas.
- 26:08Então falando nas causas respiratórias, né?
- 26:12A gente sabe que as doenças respiratórias no suíno, elas são
- 26:16as principais. Isso ninguém tem dúvida disso,
- 26:18né? As que mais causam mortalidade,
- 26:21perdas, custos de medicação e por aí vai.
- 26:27E aí? A gente sabe que normalmente as
- 26:32doenças respiratórias, elas são no suino, elas são causadas por
- 26:35uma associação, né? De fatores.
- 26:37Aí tem os os fatores infecciosos ou os agentes infecciosos e os
- 26:42fatores não infecciosos, né, chamados de fatores de risco.
- 26:46Aí então o controle ele passa, né?
- 26:51Por a gente atuar nessas 2 frentes aí tanto.
- 26:55Buscando medidas um pouco mais específicas para controlar os
- 26:59agentes infecciosos? Quanto medidas inespecíficas aí
- 27:02para para reduzir esses esses fatores de risco.
- 27:06Se a gente fala em medidas específicas, né?
- 27:08Falar inicialmente de quais os principais agentes?
- 27:12Bom, hoje na suinocultura, né? Os desafios nós temos aí o
- 27:15micoplasma, né? E o pneumônico continua sendo um
- 27:18agente de de alta frequência, prevalência e causando
- 27:23prejuízos. Nós temos o vírus influenza, né?
- 27:26Que entrou aí na nos últimos 15 anos.
- 27:29Aí ele hoje, na minha opinião, ele talvez seja aí o principal
- 27:35desafio respiratório que tem nas granjas, né?
- 27:39Esses 2 agentes, as lesões que eles causam, né?
- 27:43Não diretamente, não, não são causas de condenações, porque
- 27:46eles só causam aquela consolidação pulmonar, né?
- 27:49Sem sem maiores impactos em termos de condenações, porém.
- 27:54A gente sabe que eles são agentes primários, né?
- 27:58Que vão reduzir a imunidade do trato respiratório e vão
- 28:01favorecer então a ocorrência ou a infecção por bactérias mais
- 28:09patogênico. Quer dizer, essas sim causam
- 28:11lesões impactantes em termos de condenações.
- 28:13E aí a gente cita principalmente.
- 28:16O actino barcilos pelo pneumonia, né?
- 28:18Que que apesar de ser primário também ele acaba, né?
- 28:21Em muitas situações, se aproveitando também dos das das
- 28:24infecções primárias pastorella motocida, né?
- 28:29Do tipo AE, nos últimos anos nós temos visto um aumento na
- 28:35frequência da das lesões causadas pelo actino barcilos
- 28:39SUS, né? Também esses 3 agentes, eles
- 28:44causam as chamadas. Pneumonias ou broncopneumonias
- 28:47fibrinosas, né? Com necrose, hemorragia
- 28:51pulmonar, formação de nódulos e acessos e envolvimento da
- 28:56pleura, ou seja, aquelas aderências todas.
- 28:59Então, essas razões aí que são as principais causadoras de
- 29:05condenações. Falando em doença respiratório,
- 29:08né? Chega lá no batedouro, lá tem
- 29:10ambices. Tem necrose no pulmão, tem
- 29:13aderência, né, a fibrina Na Na pleura, a carcaça já é, já é
- 29:19desviada. Então é pra essas doenças a
- 29:24gente tem né, no micoplasma, no caso é tem a vacina, né?
- 29:29Tem as medicações estratégicas que o pessoal usa aí pra não só
- 29:34pra micoplasma, pra pra todos esses agentes bacterianos, pra
- 29:37influenza, a gente ainda não tem uma vacina.
- 29:41É, digamos assim, que seja realmente efetiva, né?
- 29:47Tem algumas vacinas autónomas que tem surgido no mercado
- 29:50ainda, né? Que tem, estão estão sendo
- 29:52testadas, né? Mas ainda a gente não tem
- 29:54nenhuma vacina, digamos assim, que esteja sendo usada
- 30:01amplamente e mostrando bons resultados.
- 30:05E a influenza, o problema, né, é a variabilidade genética que
- 30:09existe no vírus, né? Sem proteção cruzada entre essas
- 30:12diferentes vírus. Então aí por isso que AO
- 30:15controle por vacinação da influenza ainda é um desafio
- 30:18grande na surancultura. E essas outras agentes como
- 30:23pastorella Aquino bassilo super pneumonia e Aquino bassilo SUS
- 30:28também, né? Eles existem as vacinas
- 30:31autógenas, né? Podem ser utilizadas.
- 30:35Pessoal tem usado bastante pro atino vacinas, espero que não
- 30:40morrem, tem. Tem vacinas já comerciais, já
- 30:43que estão no mercado também, que funciona muito bem, né?
- 30:45As autógenas também funcionam bem, né?
- 30:48Mas um ponto que eu gostaria de chamar atenção aqui é sobre.
- 30:55Primeiro, o posicionamento, quando se utilizar vacinas, né?
- 30:58A forma correta de se utilizar, né?
- 31:00Então, principalmente para ti, no vacilo super pneumonia, por
- 31:03exemplo, a gente sabe que existe muita interferência dos
- 31:06anticorpos passivos, né? Maternos com a resposta à
- 31:11vacinação, então, se eu posicionar de uma forma não
- 31:14adequada à vacina, eu posso ter resultado até pior do que não
- 31:18vacinar. Então é preciso fazer um estudo
- 31:21inicialmente para saber qual o melhor momento de vacinar.
- 31:25Pra esses 2 outros agentes, como pastorelli aqui no bacilo do
- 31:28sul? A gente não tem ainda estudos
- 31:30que mostram a melhor época de vacinação, né?
- 31:35Então isso ainda está um pouquinho, digamos, obscuro, né?
- 31:39Precisa ter mais trabalhos científicos pra fazer essas
- 31:44avaliações, né? Ver qual o melhor momento de
- 31:47vacinar então. Pode se utilizar a vacina
- 31:49autógena? Pode, mas ainda tem esses esses
- 31:53gaps aí, né, com relação ao melhor momento de vacinar, então
- 31:57a gente não tem muita certeza, né, do quanto essas vacinas vão
- 32:00ter feito ou não. Outro ponto importante que eu
- 32:05acho nessa questão da do controle das doenças
- 32:11respiratórias é que no passado, por exemplo, tu até comentou,
- 32:15Ah, eu, eu, eu testei lá. Como é que o custo benefício,
- 32:21né? De uma vacina, de micoplasma e
- 32:23assim por diante. A gente focava muito no controle
- 32:27das doenças respiratórias e consequentemente, das das
- 32:30condenações lá No No crescimento, determinação, né?
- 32:35Medicação, vacina e etcetera. E atualmente, já há algum tempo
- 32:42a gente, através de trabalhos científicos, percebeu.
- 32:46Que o controle tem que começar lá atrás, né?
- 32:49Lá nas UPLS, Na Na, na aclimatação das leitoras de
- 32:55reposição. É lá que tem que começar o
- 32:58controle. Tá?
- 33:01Então, por exemplo, né, o micoplasma, né?
- 33:08Se eu não tiver uma boa aclimatação das leitoras.
- 33:12O micoplasma é, essas leituras vão podem estar introduzindo
- 33:16novas cepas do micoplasma, né? Ou mesmo elas vão se contaminar
- 33:21muito tardiamente, né? E como o período da eliminação é
- 33:24é longo, né? Elas vão chegar no momento do do
- 33:29parto, né, eliminando uma grande quantidade, vão contaminar os
- 33:32leitões e consequentemente, os problemas lá na frente vão
- 33:35aumentar. Então esse é um ponto bastante
- 33:38importante, né? Pra que a gente?
- 33:40Faça o controle dessas doenças desde o início, desde lá nas
- 33:44pls, né? Da da acimatação das leitores
- 33:48passando né, por todas as fases aí para evitar que lá na frente
- 33:52a gente tenha mais problemas. Bom, EE passando para a segunda
- 33:59parte nesse controle, então, né? Depois de uso de vacinas, dessa
- 34:03dessas questões mais específicas, a gente tem os
- 34:07fatores de risco, né? E aí?
- 34:10Os principais pontos aí você até comentou, né, a questão de vazio
- 34:14sanitário, né? É um ponto bastante importante.
- 34:18E a questão da ambiência, né? A gente sabe que excesso de
- 34:24gases nas instalações, né? Excessos de variação de
- 34:29temperatura, todos esses fatores, eles são bastante
- 34:34importantes na indução dos problemas respiratórios.
- 34:38Então, o que que a gente percebe, né?
- 34:42Muitas vezes, de acordo com a pressão de produção que existe
- 34:47nas granjas, né? Há um aumento na densidade
- 34:50animal, por exemplo, determinados períodos, né?
- 34:53Isso pode levar então, a maiores problemas respiratórios por
- 34:59excesso de produção de gás, né? A questão da densidade animal
- 35:03também tem uma importância bastante grande nas.
- 35:07Caldofagias que eu comentei anteriormente, né?
- 35:11Então esse é o ponto que eu acho que a gente ainda tem bastante a
- 35:16melhorar, né? Tem começado a surgir agora
- 35:22instalações climatizadas, né? Então isso acho que é um ponto
- 35:26que vai acabar melhorando, tá? Mas ainda a gente tem bastante
- 35:33problema de de, de ambiência na sonocultura brasileira, tá,
- 35:40Guilherme? Eu acho que os principais pontos
- 35:43seriam esses aí, né? E uma outra coisa que eu que eu
- 35:46comentei anteriormente é a questão da identificação de
- 35:50animais doentes, né? Identificação rápida.
- 35:54Se necessário, fazer a separação em maio ao hospital e medicar o
- 35:58quanto mais breve possível, melhor para que esse animal não
- 36:02tenha uma sequela. Tá, e tudo isso que eu falei,
- 36:08né? Acaba sendo medidas de
- 36:13biosseguridade interna, né? Vacinação, medicação, ambiência.
- 36:21Então biosseguridade interna. E a biosseguridade externa são
- 36:26quantos chaves? Porque a biosseguridade externa
- 36:29vai evitar o que que novos agentes entrem na instalação,
- 36:32né? Então, mesmo que essas doenças,
- 36:34todas elas sejam endêmicas, né? Todas as glanjas praticamente
- 36:38são contaminadas. Mas se eu não tiver um controle,
- 36:42né, de entrada de de animais, de materiais, de pessoas, né?
- 36:49Para as granjas eu posso estar introduzindo novas cepas, novos
- 36:52sorotipos desses agentes, né, que vão ser vão poder causar
- 36:57quadros bem mais severos. Então tudo isso é importante
- 37:01dentro da do controle das não só das doenças respiratórias, mas
- 37:05de todas as as doenças aí Na Na sublicultura.
- 37:09O outro ponto que eu lembrei agora da influenza
- 37:12principalmente, né, porque a influenza é uma zoonose, né?
- 37:17Então, um dos pontos principais no controle da influenza é o
- 37:21contato humano suína. Então pessoas, né, gripadas, né?
- 37:26Com com o vírus influenza, elas vão, se elas entrarem na Granja,
- 37:32elas vão contaminar os animais. Aí pode estar sendo introduzido
- 37:35um novo subtipo viral, né? E pode gerar 11 surto bem
- 37:39importante dentro da criação. Então é importante que se faça
- 37:45essa esse controle, né? Se possível, pessoas é gripadas,
- 37:49né? Façam o teste, né, que está
- 37:51disponível aí nas farmácias. Se for influenza, né, não entrar
- 37:55nas granjas, né? Caso realmente não for possível
- 37:58devido ao número de pessoas, pelo menos a utilização de
- 38:01máscaras, né? Os alguns cuidados aí devem ser
- 38:05tomados para evitar que seja introduzido uma nova cepa viral
- 38:10dentro do das granjas mundo. Bom, o essa eu eu gostei aqui,
- 38:19né? A questão do infeccioso e
- 38:21principalmente o micoplasma, o que tem, o que tem evoluído aí,
- 38:25vamos dizer assim. EE, mais especificamente é a
- 38:29questão dos plantéis, já negativando com com as leitoas,
- 38:34né? E o outro ponto é, não
- 38:39inespecífico, né, que fala dos riscos, me lembrou do outro
- 38:43molez lá do. Eu eu acho que era
- 38:45etilpatologia, né? Os pontos de de os primeiros
- 38:50trabalhos, pelo menos as. Tempo, patologia.
- 38:52Eco patologia que eu li do do morez, então então atuais ainda,
- 38:57né? E.
- 38:59E se tu pegar aqueles trabalhos lá de 90 e pouquinho que era e
- 39:06depois madeck em 2000 o S20 pontos de madeck.
- 39:12É, esses dias eu estava é trabalhando No No, no dentro de
- 39:16uma Granja e eu peguei o S20, vamos pegar o S20 pontos aqui,
- 39:19vamos, vamos ver com com rigor mesmo, né?
- 39:23Ah, mas 20 pontos é é o problema dos 20 pontos, que é que eles
- 39:28são fáceis, né? De, de de ler assim, né?
- 39:31Mas, mas difíceis, difíceis de assimilar, né?
- 39:34E se e se tu for ver. São questões muito básicas, né?
- 39:38É que tu comentasse, vazio é ambiência.
- 39:42É a questão do do da da zoonose inversa, né?
- 39:46Do do homem pro animal ou do né? EE, eu acho que vale bastante
- 39:51esse recado aí das das questões específicas e inespecíficas o
- 39:57quanto que elas são impactantes, né?
- 39:59E tudo em todos esses 70% aí da das questões é sanitárias, né,
- 40:05que. Que tá que vem dentro da das
- 40:08granjas, o amorez nosso, nosso tempo tá indo aqui.
- 40:13Né? Eu, eu, eu fiquei curioso lá no
- 40:18começo e eu eu gostaria de perguntar, Oo que que tem de de
- 40:22de de mais da linha de pesquisa hoje, nesse ponto aí que é um
- 40:28ponto nevrálgico, né, para a agroindústria, essas, essas
- 40:31piores perdas que tu fala, né? O que que Oo que que tem de de
- 40:36pesquisa mais atualizada aí qual?
- 40:38Quais os direcionamentos que que estão tendo hoje é?
- 40:43É então dentro da da da sanidade de suínos, né?
- 40:48A gente tem tem a linha bem forte de pesquisa aqui da da
- 40:53influenza, né. Nós temos AA pesquisadora,
- 40:56principalmente a Regiane Schefer, que tem trabalhado
- 40:59muito, né? Ela é referência aí na questão
- 41:02de. Identificação dos subtipos
- 41:05virais que que estão, né? Ocorrendo aí Na Na suinocultura,
- 41:12também Na Na, na pesquisa sobre produção de uma vacina que possa
- 41:18ser mais abrangente, né? Proteger contra diferentes
- 41:23subtipos virais, né? Até já, já foi produzido aí. 11
- 41:27protótipo. Nós temos também uma área de
- 41:33pesquisa de redução do uso de antimicrobianos, né?
- 41:39Principalmente a pesquisadora já usa, tem trabalhado nessa linha
- 41:42aí e obviamente você trabalhando, buscando a redução
- 41:48do uso dos antimicrobianos. Você vai estar trabalhando com
- 41:51todos esses pontos que nós comentamos há pouco aqui, né?
- 41:54Nós temos que melhorar manejo, temos que melhorar, ambiência,
- 41:57bem-estar pra conseguir. Reduzir essa utilização dos
- 42:01antimicrobianos. Então essa é uma linha forte
- 42:04também que tem sido é trabalhada nesse sentido, né?
- 42:10Nós temos também é um projeto em parceria com 111 agroindústria,
- 42:16aí nessa linha específica de de condenações, onde a gente vai
- 42:21para as plantas frigoríficas, colhe amostras, fases de
- 42:24diagnóstico colaboratorial, né? E dá esse retorno pra pra pra
- 42:29empresa, né, digamos. Quais as principais causas?
- 42:31Quais os principais pontos aí a serem trabalhados pra pra
- 42:36reduzir as perdas? Tem uma outra linha de pesquisa
- 42:41que já vem há algum tempo sendo trabalhada, que é na parte da
- 42:46dos dos suínos selvagens, né? Os javalis não.
- 42:51Então a pesquisadora é, Virgínia tem trabalhado há bastante tempo
- 42:55nessa linha aí de. De avaliar quais os riscos que
- 42:59esses animais têm, né? Na transmissão de de doenças pra
- 43:03suinocultura doméstica, né? Tecnificada, então acredito que
- 43:08basicamente é, é, são essas linhas aí que estão mais mais em
- 43:13em alta agora aqui Na Na unidade, na parte de sanidade
- 43:18dos. Ruins, né?
- 43:21Legal muito, muito bom. Acho que a gente conseguiu.
- 43:26Vou fechar aqui 111 boa conversa e eu eu uma curiosidade a
- 43:33respeito do teu trabalho, Maurício, qual que foi o teu
- 43:37maior desafio em relação AA condena se ou ou ou qual qual
- 43:44foi o teu maior impacto? Assim, o que a gente percebe é
- 43:51quando nós temos o envolvimento, um desafio.
- 43:55Alto por actinobacilos pleuropneumone.
- 44:01Aí Oo furo é mais embaixo, como a gente diz, né?
- 44:04Então a gente chega aí a 2030 por cento das vezes de de
- 44:09condenação no lote, né? Por essas lesões de de
- 44:13actinobacilos aí, esses nódulos pulmonais e tal.
- 44:18Então acho que esse aí é essa. Já, né?
- 44:22Aconteceu em várias oportunidades, né?
- 44:25E aí o desafio, mas normalmente, Oo controle assim ele não é.
- 44:31Se fosse um caso específico que eu acompanhei, né?
- 44:36Estava sendo utilizada uma vacina, né?
- 44:40Mas é posicionada no momento errado.
- 44:43Então. Não estava conseguindo.
- 44:48Controlar o problema. Então o que que a gente fez foi
- 44:50fazer uma avaliação sorológica nas granjas, né, pra ver qual
- 44:55era o melhor momento, se atrasou o momento da da vacinação,
- 45:00deixou pra mais tarde e aí reduziu bastante a as
- 45:05condenações. Foi tipo assim, é mais ou menos
- 45:08como tirar com a mão nos outros, né?
- 45:09Você consegue. Há uma redução bem importante
- 45:13somente com um posicionamento. Adequado, digamos assim, da da
- 45:19vacinação. Um outro que tem, né?
- 45:24E que não é só aqui no Brasil e também No No exterior.
- 45:27Tem um trabalho publicado na Europa.
- 45:30É essa questão de que existem diferenças, às vezes na
- 45:34interpretação de lesões, entre diferentes plantas, né?
- 45:37Então, às vezes, o pessoal das indústrias.
- 45:40Acaba ficando um pouquinho preocupado com isso, né?
- 45:43Mas a gente então quando vai a esses frigoríficos, né, procura
- 45:48também tecnicamente conversar e com o pessoal da da inspeção,
- 45:54né? E a gente sabe, né, que isso é
- 45:57normal, né? As lesões, elas são diferentes
- 45:59umas das outras e a interpretação em algumas
- 46:02situações ela é subjetiva, né? AA legislação, digamos assim,
- 46:07ela deixa. Margens, né?
- 46:09Ela não tem como ser 100%, né? Fechada.
- 46:13Então isso acaba acontecendo e a gente trabalha também nesse
- 46:17sentido aí, né? De tentar buscar uma maior
- 46:20harmonização aí na questão da interpretação das lesões, é
- 46:24quando elas aparecem lá No No abatedor e.
- 46:27E aí a Embrapa como sendo 11 órgão neutro, vamos dizer assim,
- 46:32né? Ele, ele dá esse respaldo muito
- 46:36bom, mores. Muito, muito boa a nossa
- 46:40conversa aqui. Oo indo para uma parte mais
- 46:46morez, fora da da Embrapa, fora do do, do do distintivo aí de
- 46:51veterinário, qual o que que tu tem como hobby ou o que que tu
- 46:54tem para nos indicar aí? Como alguma leitura, algum algum
- 46:59filme ou algum lazer teu, algum esporte que pra.
- 47:04A gente com No No ócio, que a gente possa ser criativo.
- 47:07O Maurício. Eu gosto.
- 47:09Eu gosto muito de esportes, sabe?
- 47:11Eu gosto muito, tanto de de praticar como de de assistir, de
- 47:17ver Na Na TV, né? Ou mesmo ao vivo.
- 47:20E eu jogava bastante futebol, né, quando era mais jovem.
- 47:26Agora eu acabei melhorando a chuteira aí por questões de.
- 47:32Problema de joelho e tal, né? Sabe quando a idade vai
- 47:35chegando? Mas eu tenho feito bastante
- 47:37exercícios, né? E 11 dos que eu gosto de fazer é
- 47:42bike, né, pedalar. Então isso é um que eu que eu
- 47:46tenho feito bastante, que eu recomendo, até porque é uma, é
- 47:51uma terapia assim, você pegar tua bike, EE sair, dar uma volta
- 47:55aí no final de semana, e eu gosto bastante e tenho
- 47:59praticado. Muito bom.
- 48:03Além além de de fazer pro pro pro corpo, pra mente é um é uma
- 48:09abertura geral, né? Muito bom, Maurício, te te
- 48:14agradeço aí pelo pela, pela tua toda essa tua explanação EE
- 48:20deixo aqui pra uma consideração final tua aberto aí pra uma
- 48:26finalização. Tá bom, Guilherme, eu também
- 48:28agradeço AA vocês aí pela pela oportunidade né?
- 48:32Meu nome em nome da me dá pra também pra poder tá aqui
- 48:36contribuindo um pouquinho aí pra repassar conhecimento, né?
- 48:40E experiência pessoal, né? E estamos aqui na Embrapa, né, à
- 48:46disposição pra ajudar aí Na Na Na solução de de problemas que
- 48:52aparecem na nas granjas, né? Nas indústrias tá bom.
- 48:56Muito bom, muito obrigado. Morez que a gente se vê aí No No
- 48:59nosso mundo da sua nicultura um grande abraço.
- 49:01Isso aí. Grande abraço, Guilherme.
- 49:03Tchau, tchau. Valeu.
- 49:05Tchau.