Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / COISA DE RICO #I - A VIDA DOS ENDINHEIRADOS BRASILEIROS (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:06Senhoras e Senhores, sejam muito bem-vindos a mais um livro aqui
- 0:10do clube do livro, vamos ler agora coisa de rico, né?
- 0:13A vida dos endinheirados brasileiros do Michel Conforado,
- 0:17que é um antropólogo. Eu fui para um dos eventos do
- 0:20lançamento do livro dele, não é? É um cara que ele tem um jeitão
- 0:24muito autoral, não é? Então ele fala de uma forma.
- 0:28É é muito cativante assim, não é ele, ele, ele falando como como
- 0:31ele passou por uma pesquisa de fato.
- 0:33Entender melhor que com a leitura do livro, mas visitou
- 0:36várias pessoas, não é da classe alta brasileira.
- 0:39Não sei se é assim que ele chama, então ele tem muitos
- 0:42causos, muitos contos interessantes.
- 0:45Então quando ele é, eu comecei a segui-lo no Instagram e tem
- 0:48muita entrevista que ele participa.
- 0:50Programa de TV podcast tal não sei o quê, então é sempre muito
- 0:52envolvente assim. Ouvir alguns comentários não tão
- 0:57positivos em relação ao livro na linha de pô, o cara atribui o
- 1:01sucesso financeiro só a sorte e tal.
- 1:03Não sei o quê. E isso talvez seja uma discussão
- 1:06interessante, é comentários na linha de às vezes com uma
- 1:11imagino, eu acidez falando com aspas mal dos super ricos,
- 1:17dizendo assim, pô quer dizer que todo rico é babaca, né?
- 1:19Não sei vão, vou vou criar minhas próprias percepções aqui
- 1:22na leitura não li ainda o livro. Essa é uma primeira leitura para
- 1:25mim, é um livro Curtinho, não é o menor livro que a gente já leu
- 1:27aqui, eu acho no, no, Eu Não tenho físico comigo, vou comprar
- 1:30o físico. Mas, eu acho que é é.
- 1:34Certamente OOO do navalhante que eu esqueci o nome que é um
- 1:40livraço está aqui. Qual o nome?
- 1:43Embaixo da marca da Vitória. Qual o nome o Almanaque
- 1:47Almanaque Navalhante é um livro pequeno também, mas mas será que
- 1:50é menor que ele? Não sei parecido, não tem um
- 1:53fisco, é? Então um livro curto aqui, o que
- 1:55é bom porque permite que a gente tenha bate-papo.
- 1:58Quero deixar meu abraço aqui para os meus amigos do do
- 2:03EDPARTERS é. A turma da da assinatura Flow e
- 2:08passar a palavra aqui para o Bruno, que não concluiu a
- 2:11leitura, mas começou a navegar já na leitura.
- 2:13Não é, é Eu Não concluí eu eu peguei esse livro justamente por
- 2:16conta de um podcast que eu vi Oo Michel, falando sobre o livro,
- 2:19tá bom? Achei interessante e aí eu, pô,
- 2:21vou, vou, vou ler. Porque tem esse ponto também que
- 2:27é importante, não é? É um dos que a gente leu na raça
- 2:30só de um autor brasileiro, não é?
- 2:33Os outros foram todos autores. É é não brasileiros e é como ele
- 2:39traz aqui num subtítulo do livro, não é a vida dos
- 2:41endíerados brasileiros, ou seja, ele vai fazer.
- 2:43Vai fazer uma leitura sobre os brasileiros, então.
- 2:46Isso é massa, isso é isso. É legal para gente entender um
- 2:48pouco da nossa, da nossa realidade, não é?
- 2:51É óbvio que é parte dessas críticas das pessoas.
- 2:54Eu Acredito que naturalmente ele é o autor, então ele vai trazer
- 2:57as impressões dele, que é é tem os vieses dele.
- 3:01Tem AA leitura que ele faz. A gente vem do Morgan House, a
- 3:03gente vai entender, né? Que ninguém é maluco, então é é
- 3:06a ideia da da que está através do.
- 3:09Do como como é a frase é toda toda.
- 3:13Todo comportamento faz. Sentido, não há informação
- 3:15suficiente. Isso exatamente.
- 3:17Então ele vai trazer um pouco do do que ele tem aqui com as
- 3:21informações que ele tem e do que ele já viveu, então natural que
- 3:23e da. História dele isso?
- 3:25A gente vai ter pontos de discordância.
- 3:27Naturalmente, é mais é. Até na própria só desculpa te
- 3:31interromper. Brunão é na, mas já
- 3:34interrompendo, né? Eu sei que isso aí não é uma
- 3:35questão Cortez, mas na própria palestra EU lembro que ele, ele,
- 3:38ele é um cara, ele é negro. Ele fala que AA mãe dele.
- 3:42É, Eu Não sei se ela era faxineira, alguma coisa assim.
- 3:46Então ele conta a experiência de que, pô, quando ia para alguns
- 3:50eventos, ele se levantava para ir no banheiro.
- 3:52E os Ricaços perguntavam para ele se já ia servir o jantar e
- 3:58não sei o que, então o que todos nós temos novos fiéis então?
- 4:01Inevitavelmente, tudo isso aqui vem carregado para as opiniões
- 4:05que a gente vai encontrar aqui na leitura.
- 4:06Não é isso? Mas é Oo que eu estava falando
- 4:10era só para complementar que assim, apesar das opiniões dele,
- 4:13da Visão dele, é ele vai trazer aqui que esse livro é fruto de
- 4:18uma pesquisa? Sim, então tem que respeitar
- 4:20também esse esse lado profissional e é isso, vamos.
- 4:24Vamos para a leitura. A vida dos engenheirados
- 4:26brasileiros, então sejam muito bem-vindos, não é outra coisa.
- 4:30Aquele seu amigo que é endinheirado?
- 4:33O que o que você acha que vai se tornar endherado?
- 4:36Já encaminha esse podcast para ele?
- 4:37Sim, sim, não é encaminha esse episódio para ele.
- 4:39Aqui ele vai entender porque vai saber que foi um elogio e a
- 4:42gente segue juntos aqui. É 11 gesto simples que NOS ajuda
- 4:45a levar esse projeto a mais pessoas.
- 4:47Então vou dar agora 3 segundos para que você possa compartilhar
- 4:52esse episódio, Hum. 2. Imagina a pessoa me esperando a
- 4:58continuar a leitura sem ter encaminhado.
- 5:02Né o. Que é que os Cosmos vão achar
- 5:04dessa sua atitude? Não é possível.
- 5:05Não, não, não. E dou-lhe 3.
- 5:06Vamos lá já disseram que é muito.
- 5:09Ele fala a vida dos indianais brasileiros, todavia, já
- 5:13disseram que é muito difícil fazer um bom filme sobre a elite
- 5:15brasileira, porque ela é muito caricata.
- 5:18Eu anoto coisas que vejo ou ouço e essas são provavelmente as
- 5:21partes mais caricatas do livro. São situações verídicas, mas
- 5:25parecem diálogo de vilão de novela mexicana.
- 5:28Em alguns momentos, tive de diminuir o tom para deixar o
- 5:30texto verossímil. Clara Drummond, escritora em
- 5:34entrevista à revista 451 não é aviso, os fatos são reais, os
- 5:39nomes são falsos, com exceção dos verdadeiros.
- 5:43Vamos nessa, então ele traz aqui quais são os capítulos do livro,
- 5:47não é? E começa com um capítulo número
- 5:491, nada faz sentido. OAOA parte um não é do livro,
- 5:54pelo que eu estou entendendo, porque logo depois tem um
- 5:56destino. Isso isso?
- 5:57O livro é dividido em 5 partes. OK é, nada faz sentido.
- 6:00É o é o tipo de nome de capítulo de Morning House, não é verdade?
- 6:04É, vamos lá destino. Nenhum nenhum economista desses
- 6:09de barbala, calça bege e camisa azul, desatinado ao usar termos
- 6:14técnicos, seria capaz de descrever a euforia vivida pela
- 6:17sociedade brasileira daquele tempo.
- 6:19Nenhum historiador com bonezinho de movimento social, Enfurnado
- 6:23NOS arquivos da Biblioteca Nacional, conseguiria explicar o
- 6:26desespero dos brasileiros por quinquilharias de luxo NOS
- 6:30outlets americanos. Nenhum sociólogo agarrado a
- 6:34gráficos, tabelas e teorias sobre a dominação da classe
- 6:36teria estofo para compreender o apego dos compatriotas pelas
- 6:39coisas de rico. Certos fatos só são críveis a
- 6:44olho nu eu vi de perto em Janeiro de 2010.
- 6:48Eu vivia numa uma rotina insossa em Vancouver, na Costa a Oeste
- 6:53do Canadá. Meus dias se resumiam a tediosas
- 6:56horas na biblioteca da Universidade de Colúmbia
- 6:58Britânica da Columbia britânica, mergulhado NOS livros ou
- 7:01enfurnado em uma escala de 3 empregos capaz de engolir meu
- 7:06lazer, meu sono e minha verve. Em troca de um punhado de
- 7:09dólares de segunda a sexta-feira, às 5:30 da manhã,
- 7:13era possível encontrar Michel, o atendente de frente a uma caixa
- 7:16registradora em um café na estação de trem, atento a
- 7:20centenas de pedidos de clientes com pressa de quinta a sábado,
- 7:23às 12:30 assumia o vendedor numa floricultura do bairro com o
- 7:27cair da noite. Mais uma mudança de papel armado
- 7:30de luvas de borracha amarela que iam até os cotovelos, óculos de
- 7:33proteção e um avental. Eu encarava pratos, panelas e
- 7:37botijas imundas ao gosto de um. Mexicano exausto aproveitei o
- 7:42recesso da Universidade, pedi férias aos patrões, juntei
- 7:45Minhas Economias e embarquei em um voo rumo ao Sul para viver o
- 7:49sonho americano, nem que fosse por uns dias, dei a sorte ou
- 7:53azar de pousar no aeroporto de Miami.
- 7:55No mesmo momento em que um voo vindo do Brasil lotado de alguns
- 7:59dos tipos mais esperados na cidade, a moça grávida,
- 8:03acompanhada da futura Vovó agarrada às revistinhas com
- 8:06cupons de desconto para as lojas do aventura mall.
- 8:10A família feliz em sua primeira excursão Internacional para a
- 8:13Disney, o casal apaixonado, ansioso pela rotina de compras
- 8:16NOS outlets da cidade. Enfim, muita gente doida para se
- 8:20jogar NOS shoppings, restaurantes, hotéis temáticos e
- 8:22nas lojas com preços impossíveis de serem esperados por qualquer
- 8:25lojinha brasileira. A pressa era tanta que os
- 8:28turistas nem perdiam tempo lendo os pormenores do questionário de
- 8:33imigração seguiam a recomendação dos blogueiros de viagem e
- 8:36ticavam a caixinha. De respostas como se fossem
- 8:39experts, não para drogas, não para contato com terroristas,
- 8:42não para a intenção de ficar ilegalmente no país?
- 8:45Não, não. Enquanto os visitantes avançavam
- 8:48até um dos pontos de checagem da imigração, 2 brutamontes gozavam
- 8:53perversamente do medo que sentiam milhares de passageiros.
- 8:57Ao chegar a seus guichês, cabia a eles a tarefa de comparar se o
- 9:03dito Combinava com o visto, as avaliações seguiam seu ritmo sem
- 9:07interrupções até A Chegada de um casado.
- 9:09Brasileiros logo à minha frente. Estavam Claudete e Mário Jorge.
- 9:14Ok, Senhores vão para onde? Perguntaram aos homens, hã, para
- 9:18onde os senhores vão? Questionaram pausadamente como
- 9:22se a falta de domínio da língua pudesse ser resolvida com o
- 9:25ritmo da fala? Miami responderam qual hotel?
- 9:28Sim Faena Hotel Miami Beach respondeu o marido Hotel 5
- 9:32estrelas de frente para a praia, aquele do dinossauro de ouro do
- 9:36artista, completou a mulher, se referindo a uma obra do artista
- 9:39inglês Damon Hirst. Por quantos dias Senhores 15
- 9:42dias conhece alguém aqui e tem amigos ou parentes?
- 9:45Two week, Claudete se esforçou em mostrar o vocabulário recém
- 9:49aprendido nas aulas de inglês. E as malas senhores e as malas,
- 9:52emendou o policial. Não, não trouxemos malas,
- 9:54nenhuma mala, Senhor, Vamos comprar tudo por aqui.
- 9:58Vocês vão ficar aqui 2 semanas sem malas.
- 10:01Me acompanhe, por favor. Escoltado por policiais, o casal
- 10:05foi levado para a salinha de averiguações e desapareceu.
- 10:09A mulher seguiu indignada a pedir maiores explicações.
- 10:12Nada mais faz sentido Mário Jorge.
- 10:14Ela reclamou depois de teres no sense.
- 10:17Ela mesma traduziu, né? Se traduziu.
- 10:20Como era possível que no país de no país do consumo, pessoas
- 10:23fossem penalizadas pela disposição de torrar milhares de
- 10:27dólares das próprias economias? Qual era a dificuldade dos
- 10:31guardas em entender o impulso do casal de invadir outlets em
- 10:34busca de pechinchas? Afinal, estavam ou não no país
- 10:38onde o dinheiro é capaz de comprar Sonhos?
- 10:40Era falsa. A cantilena vendida pelos filmes
- 10:42de Hollywood. Aquela era ou não era a América?
- 10:47Esse desse America or not, Sir, This Is America não era um
- 10:51cadinho de Brasil. Capítulo 2 Estranhamento.
- 10:56Acho que ele vai dando continuidade.
- 10:59Por um cuidado do acaso. Ou seja, ao acaso, providenciou
- 11:04um reencontro, né? Reencontrei Claudete e Mário
- 11:06Jorge na fila da locadora de carros, os gritos revelavam a
- 11:12tensão dos brasileiros depois de terem sido detidos e liberados
- 11:15pelos oficiais de imigração. Tensa Claudete, mascava o
- 11:18chiclete e batia os saltos no chão na tentativa de dissipar o
- 11:21desconforto, ela equilibrava o corpo dentro de uma calça jeans
- 11:24justa e de uma blusa preta. Com um imenso uma mensa logo da
- 11:29Calvin Klein que vez por outra, desaparecia sob a enorme bolsa
- 11:33Prada sustentada por um antebraço malhado.
- 11:35Conquistada em horas de academia, o altíssimo sapato
- 11:38Louboutin não a impediu de chegar mais perto a busca de que
- 11:43alguém a escutasse que se interessasse pelo drama vivido,
- 11:47danou a falar novamente. Tive a sorte ou azar de ser a
- 11:51pessoa mais próxima com alguma disposição de ouvi la que
- 11:54inferno e eu lá tenho culpa de ter dinheiro para comprar.
- 11:59Quero comprar tudo, vi sem nada, vim para gastar.
- 12:02Qual o crime? Me diga qual foi o crime?
- 12:04Detidos pela imigração, o casal tinha sido levado para um
- 12:07cubículo um pouco maior do que um quarto de empregada desses
- 12:11apartamentos de classe média. Escrito em Itálico, aqui não é
- 12:15como ela fez questão de repetir. A sala de paredes brancas era
- 12:19iluminada por uma luz fria como a de um necrotério.
- 12:22E lá os policiais fizeram às vezes de carniceiros funerários
- 12:27vestidos com luvas máscaras de e Caras de mau os.
- 12:30Agentes apalparam o casal e seus pertences em busca de um sentido
- 12:34que livrasse a todos do absurdo. Como alguém deixa a própria
- 12:38casa, viaja milhares de quilómetros e aterriza em um
- 12:42país estrangeiro sem uma escova de.
- 12:45Encasquetados deviam pensar os gringos para comprar, ela dizia.
- 12:49Para comprar, Mário Jorge repetia o brutamontes 01
- 12:53baixinho e de jeito bonachão encarnava o papel de good COP.
- 12:58Ao perceber as dificuldades dos brasileiros com a língua de
- 13:01forma simples e espaçada, ele se esforçou para dizer que também
- 13:04era apaixonado por compras e até indicou suas lojas preferidas na
- 13:08cidade. O Brutamonte 2 sério sem
- 13:11disposição para papo, seguiu comprometido com a missão de
- 13:14Futucar cada cantinho da bolsa de luxo da Claudete, da mochila
- 13:17do Mário Jorge. NOS momentos em que o silêncio
- 13:20se impôs, sentiu se a densidade do ar.
- 13:24O abrir e fechar do zíper e a respiração tensa da mulher que
- 13:28batia o salto sincopados sobre o chão.
- 13:31A trilha sonora da tensão, a melodia não foi suficiente para
- 13:35deter a Gana do oficial por conquistar territórios como se
- 13:38tivesse encarnado o imperialismo americano num surto o
- 13:41brutamente, o brutamonte número II ameaçou cortar a bolsa Prada
- 13:47de Claudete com um estilete, a fim de verificar se havia algo
- 13:50NOS travesseirinhos de nylon do modelo.
- 13:53Stop na minha bolsa não pode parar com a gracinha para evitar
- 13:57o caos sobre os conselhos do agente 01, o agente passou a
- 14:01mochila de Mário Jorge Checou os compartimentos internos, apalpou
- 14:05as paredes e foi até o fundo em busca de algum segredo revelador
- 14:09da viagem, sem bagagens com as mãos dentro da mochila e os
- 14:14olhos no casal. Logo se percebeu que o policial
- 14:17tinha encontrado algo. Ele fitou o colega e deu um
- 14:20risinho de confirmação. Como fazem os tiras dos filmes
- 14:23de suspense americanos? Em seguida, subiu a mochila até
- 14:28a subiu até a boca da mochila. Mais para a surpresa de todos, o
- 14:32elemento secreto era só uma carteira preta deformada por
- 14:35dezenas de notas de 100 USD e vários cartões de crédito com o
- 14:39couro Chancelado pela alemã Mont Blanc.
- 14:42Impressionado com a quantidade de dinheiro em espécie, o
- 14:44policial decidiu contar as cédulas.
- 14:46Certo de que o limite de 10000 USD permitido pela lei foram
- 14:49ultrapassado 100, 200 e 300000. Terminou e montou o primeiro
- 14:54montinho. Ao final, eram 9 e meio sobre a
- 14:58mesa. 9 9500 foi por pouco. E porque todo esse dinheiro
- 15:03perguntou ao policial para comprar.
- 15:05Ela dizia, é crime. Mário Jorge tentava explicar, já
- 15:09mais calma, então falou assim Como Eu falei, né?
- 15:11Por acaso é crime. Mário Jorge falou o brutalmente.
- 15:14O Brutamonte 01 deixou o bolo de notas de lado e partiu para os
- 15:18cartões de incrédulos. Os agentes foram ao espanto à
- 15:23medida que pegavam os retângulos de plástico.
- 15:25As dúvidas aumentavam, abriram se as portas da imaginação como
- 15:29um é, é como uma planilha dentro da cabeça.
- 15:32Os policiais devem ter feito as contas como esses latinos têm
- 15:36uma carteira com 6 cartões de crédito Black sem limite.
- 15:40Assim como fazem as estrelas de Hollywood, se eles têm 6
- 15:43cartões, quantos 1000 USD eles devem fazer por ano?
- 15:47O que eles fazem da vida para ter tantos cartões se fosse
- 15:50alguma atividade ilegal, não teriam como comprovar a renda
- 15:54para ter direito a tanto crédito?
- 15:56Né, então, pô essa turma deve fazer alguma coisa, deve ganhar
- 15:58muito dinheiro. A crise na cabeça do brutalmente
- 16:01do Brutamonte, 02, só serenou quando ele se deu conta de que
- 16:04nenhuma resposta fácil, lógica e fidedigna sairia daquela
- 16:07salinha. Uma decisão precisava ser tomada
- 16:09ou encarceravam o casal até que todas as respostas fossem dadas
- 16:13e bancavam o risco de estarem se metendo com alguém importante ou
- 16:17liberavam os 2 sem saber se estavam fazendo a coisa certa.
- 16:22Senhor, qual a sua profissão? Aí a resposta mais abrangente
- 16:25que continua não ajudando muito, não é?
- 16:28Sou empresário de sucesso. O que você acha?
- 16:31OK, chega. O agente deu fim ao espetáculo,
- 16:35a mesma luva cirúrgica que tinha aberto as bagagens as fechou não
- 16:39sem antes guardar a gorda carteira de de couro de volta na
- 16:44mochila foram liberados a Balada Claudete, Yet desfiando os
- 16:49detalhes dos últimos acontecimentos, enquanto Mário
- 16:51Jorge, afastado, falava com os atendentes da locadora.
- 16:55Preocupado em conseguir as Chaves do carro, foi quando de
- 16:57Longe Eu e Ela vimos seu marido ser tomado por mais um surto de
- 17:01fúria, mesmo sem ouvir o que ele falava o rubor no rosto, o
- 17:06gesticulados ordenado e a montanha de papéis a voar pelos
- 17:10ares deixaram claro a metamorfose.
- 17:12Em poucos segundos, ele fora de fada a monstro para acalmar os
- 17:17ânimos, Claudete tomou a dianteira.
- 17:20Saiu de perto de mim e caminhou até o guichê.
- 17:22Mas, apesar das boas intenções, também foi tomada pelo
- 17:25descontrole contra os empregados da locadora.
- 17:28A causa foi mais uma quebra de expectativa ainda no Brasil,
- 17:31Mário Jorge tinha reservado um Poste vermelho para realizar seu
- 17:34desejo de menina, agora com 45 anos.
- 17:37Empresário, um relógio gigante no pulso, uma camisa da Ralph
- 17:41Lauren com um imponante, um imponente cavalo no peito e a
- 17:45carteira deformada. Portanto, dinheiro estava
- 17:47preparado para fazer acontecer. Só faltou combinar com os donos
- 17:50da empresa. Os funcionários se esforçavam
- 17:52para explicar que não havia portes disponíveis no momento e
- 17:56que ele teria de aceitar um similar na mesma categoria.
- 17:59Como garantia o contrato que eles tinham feito, não adiantou
- 18:03Mário Jorge resolveu apelar. Paguei 700 USD por dia.
- 18:08O senhor sabe quanto é isso? Sim, Senhor por, por suposto,
- 18:12respondeu o cara da Locadora, não é?
- 18:15É deve ser muito mais dinheiro do que vocês incompetentes fazem
- 18:19por mês nessa espelunca decidi me valer do arremedo de
- 18:24intimidade recém-conquistado para mediar o embate e ajudar na
- 18:28resolução do problema antes que algo pior pudesse acontecer.
- 18:32Entre o desespero dos funcionários e o ódio dos
- 18:34viajantes, assumir as vezes de negociador em busca de um bom
- 18:38ponto para ambas as partes. Lembrei que do mesmo jeito que
- 18:42os portes eram frequentes NOS filmes de playboys, as hamers
- 18:46caminhonetas com rodas gigantescas e motor potentes o
- 18:48suficiente para derrubar um elefante.
- 18:51Também deviam fazer parte da infância de Mário Jorge
- 18:54arrisquei, propus a Lito e Raul. Funcionários da empresa, um
- 18:59upgrade para os clientes Black. Uma vez que o casal não era
- 19:02qualquer um, estava sendo lesado e merecia ser ressarcido pelo
- 19:06furo da locadora. Repetindo, repetindo da
- 19:11locadora, repetindo parte do discurso dos brasileiros, Mário
- 19:14Jorge se convenceu os ânimos se acalmaram, agradecidos pela
- 19:18minha intermediação, trocamos telefone com a promessa de
- 19:21manter contato, mesmo sabendo que as chances de um novo
- 19:23encontro eram ínfimas, anote no número.
- 19:26Ele gritou de dentro do carro com os vírus abertos, vamos te
- 19:29procurar? Queremos te encontrar a
- 19:31Claudete, reforçou. Fingi acreditar.
- 19:34Eu Raul e Lito respiramos aliviados pelo final
- 19:36satisfatório. Tomados por uma sinceridade pós
- 19:40traumática daquelas que fazem abandonar qualquer Protocolo,
- 19:43José gerente, da locadora, confessou, eu já falei para o
- 19:46Chefe, não dá mais todo dia a mesma coisa é só chegar
- 19:48brasileiro aqui e começa a confusão.
- 19:50É o quê? Perguntei na tentativa de
- 19:52defender meus compatriotas brasileiros, brasileiros.
- 19:56Eles são ricos de verdade, ricos, de verdade, só querem do
- 19:59bom e do melhor rico de verdade. Eu perguntei, sim, mostram um
- 20:03bolo de dinheiro, querem os melhores carros e acham que
- 20:06podem tudo brasileiro rico é assim, é rico de verdade.
- 20:09O senhor não é rico, não é não respondi logo se vê está na cara
- 20:13como quem diz assim, pô, claro, você é gentil, não é?
- 20:15Está na cara no bolso eu me perguntei, e o papelzinho com o
- 20:19telefone do casal entre os meus dedos bem 31 enredo eu acho que
- 20:23a gente fecha aqui, não é essa introdução do livro, não é.
- 20:27Não sei o quão relevante ela vai ser para o desenrolar do livro,
- 20:29mas ele começa com com essa experiência.
- 20:32A gente teve isso. Isso acontece até Hoje.
- 20:37Essa história do do Enxoval lá fora dos outlets, que é uma
- 20:40coisa meio bizarra. Mas em tempos de paridade
- 20:44cambial, isso era uma parada maluca, não é?
- 20:47Isso? Era uma parada maluca e eu acho
- 20:50que ele retrata isso aqui No No mundo onde Oo poder de compra em
- 20:54dólar era maior, não é? Então você obviamente não é essa
- 20:58demanda, é inelástica, não é? Então, quanto maior o poder de
- 21:01compra em dólar não é maior, é AA demanda para fazer esse tipo
- 21:05de passeio lá por Miami, Holanda e et cetera.
- 21:08Brunão comentários. É isso, estamos iniciando, não é
- 21:13ele? Ele começa a trazer esse esse
- 21:15exemplo aqui, né? Do dessa historinha, do da
- 21:18Claudete, do Mário Jorge e ele vai continuar no próximo
- 21:20capítulo. É EEE aí ele vai caminhar para
- 21:23explicar um pouco mais sobre a vida dele o autor e porque é que
- 21:28ele entrou nessa nessa ideia de fazer essa pesquisa sobre as
- 21:33coisas do rico? Não é legal, então.
- 21:37Realmente aqui é 11 introdução do livro.
- 21:38Maravilha, então, então bem, começamos mais um.
- 21:41Qual o livro? Bruno, nós estamos tendo que
- 21:43contabilizar, né? Não sei, confesso que não sei,
- 21:46vamos, vamos atrair. Certo, o caminho para o décimo
- 21:48livro tem chance, cara boa. Pergunta.
- 21:51Eu sei porque se a gente pega lá a página clube do
- 21:53livroedsim.com.br todos os livros que a gente leu estão
- 21:56organizados lá. De lá você consegue ouvir direto
- 21:58podcast. Eu sei que essa página roda
- 22:02assim, não é e é capaz dela ainda precisar de atualização,
- 22:04não é? Então acho que a gente já vai
- 22:08por uns 10 livros aí cara, 10 livros nesse formato.
- 22:13Estamos construindo 111 trabalho aqui que.
- 22:16Dado que os livros, sobretudo quem traz para caçar, são
- 22:18atemporais, não é esse é um legado.
- 22:20Esse é um legado. Bem, espero que você tenha
- 22:23aproveitado que tenha valido a pena o seu tempo e espero
- 22:25encontrar com você no próximo episódio.