Latest / InovaTec Update / Elétrons que demoram a esfriar podem levar painéis solares além do limite de eficiência
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Energia. Elétrons que demoram a esfriar podem levar painéis solares além do limite de eficiência. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 2 de outubro de 2026. Nenhuma célula solar consegue transformar toda a luz do Sol em eletricidade. Pelas teorias atuais, existe até um teto. No máximo trinta e três por cento da energia solar que chega a uma célula pode virar corrente elétrica. Agora, um grupo de pesquisadores encontrou uma pista de como esse teto pode, um dia, ser ultrapassado. O trabalho é de Tim Faber e colegas da Universidade de Groningen, nos Países Baixos. Entre eles está o professor Jan Anton Koster. Os resultados saíram na revista científica ACS Energy Letters. A equipe combinou cálculos teóricos com experimentos em laboratório. Tudo gira em torno dos chamados elétrons quentes. A luz chega em pequenos pacotes de energia, chamados fótons. Quando um elétron do material é atingido por um fóton de energia mais alta, ele fica com uma sobra de energia. Em princípio, essa sobra poderia aumentar a tensão elétrica produzida pela célula. O problema é que essa energia extra escapa na forma de calor muito depressa. Normalmente, isso leva alguns trilionésimos de segundo. Como explica Koster, a energia se perde antes mesmo de o elétron conseguir sair do material. Os pesquisadores testaram uma célula feita com um semicondutor especial, uma perovskita à base de estanho. As perovskitas são uma família de materiais cristalinos muito estudada para gerar energia solar. Nessa célula, os elétrons quentes levaram cerca de mil vezes mais tempo para perder a energia extra. A perda passou para a casa dos bilionésimos de segundo. A equipe identificou dois motivos para esse atraso, que atuam juntos. O primeiro tem a ver com o próprio calor. Quando o elétron libera energia, o ambiente em volta esquenta. E parte desse calor pode ser absorvida de volta pelos elétrons, que continuam quentes. O segundo motivo lembra uma escada. Para perder energia, o elétron desce de nível em nível, em degraus bem definidos. Mas, se os degraus do caminho já estão ocupados por outros elétrons, a descida fica mais difícil e mais lenta. Os próprios autores avisam que ainda há muitas perguntas sem resposta. Por enquanto, o que existe é uma possibilidade teórica. Se ela se confirmar, esse efeito pode abrir caminho para células solares capazes de passar do limite de trinta e três por cento de eficiência. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.