Latest / Café com Dungeon / Jogando o Jogador no RPG #0068
Transcript
- 0:00Um Belo dia, usando o Instagram, me deparei com o seguinte vídeo,
- 0:07galera, eu ontem fiz um vídeo sobre os super poderes dos
- 0:09mestres jogadores que me seguem aqui, e o André, dos narradores
- 0:12narrados, alugou um triplex na minha cabeça com essa frase,
- 0:16aqui, ó, eu jogo os jogadores, não jogo o jogo.
- 0:19Mas o que que significa isso na verdade?
- 0:21Pô, eu sei o que significa para mim, mas vamos ouvir da fonte.
- 0:25E aí, André, o que que significa isso?
- 0:27Vamos lá jogar o jogador e não o jogo.
- 0:30O que que significa isso? RPG é um jogo de contar
- 0:33histórias e as histórias, elas possuem muitas potencialidades.
- 0:37Uma das que eu acho mais interessante é a potencialidade
- 0:39de gerar emoções, de permitir que a gente vivencie emoções
- 0:44diferentes quando a gente está jogando RPGO personagem vai
- 0:46sentir emoções dentro da realidade ficcional, porém, o
- 0:50jogador também vai sentir emoções enquanto joga e nem
- 0:54sempre essas emoções vão ser iguais.
- 0:57O jogador pode estar interpretando que o personagem
- 0:59está triste, porque a emoção do personagem é tristeza, mas o
- 1:02jogador de fato não está triste e pode acontecer delas
- 1:05coincidirem também de ter o que a gente chama de sangramento,
- 1:08que é uma emoção que o personagem sente na realidade
- 1:10ficcional, é a mesma que o jogador está sentindo.
- 1:13Então, pra mim, ORPG é um jogo de gerar emoções e eu, como
- 1:16Narrador, eu sou um facilitador para que os jogadores vivem, se
- 1:20experimentem essas emoções. A grande questão é que não sou
- 1:23eu que decido que emoções são essas.
- 1:24O jogador pode estar querendo viver uma emoção?
- 1:26Não. Querendo viver outra emoção, eu
- 1:28vou dar ferramentas para ele vivenciar emoções.
- 1:31Então quando o ledo você que luxa, ele pergunta, qual é
- 1:33minha? Meu principal segredo é jogar o
- 1:36jogador é entender qual emoção ele quer vivenciar ali, porque
- 1:40eu poderia falar que uma técnica é jogar atrás do escudo dos
- 1:42dados. Outra técnica é jogar na frente
- 1:45do escudo dos dados. As 2 funcionam, só que elas vão
- 1:47gerar emoções diferentes. Então, para mim, não importa
- 1:51qual técnica eu aprendi a narrar e que eu acho melhor, mas sim
- 1:54qual técnica funciona melhor. Para aqueles jogadores, porque
- 1:58muitas vezes 2 técnicas boas são antagônicas.
- 2:01Elas vão ter funções diferentes. Então jogar o jogador é entender
- 2:06ele e saber o que vai funcionar para ele, seja fazer um combate
- 2:09mais narrativo, seja fazer um combate mais estratégico, seja
- 2:12colocar referências ou exteregs de outras mídias, outras
- 2:15histórias que esse jogador gosta.
- 2:17Mas o mais importante é entender o jogador, saber o que ele quer
- 2:21e conseguir manipular todo o seu vocabulário e todas as suas
- 2:24ferramentas e todas suas técnicas.
- 2:26Pra ajudar o jogador a vivenciar aquilo que ele deseja.
- 2:30E aí, que que você achou? Eu achei muito doido, tão doido
- 2:35e resolvi dar uma palhinha a respeito.
- 2:40E aí, quer café? Café com o que?
- 2:43Eu? Diz, você café com o que você
- 2:46quer? Bom dia amigos do café com
- 2:56dânjão. Estamos aqui para mais um
- 2:57episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 3:00RPG. Meu nome é Rafael balbi.
- 3:02Hoje o meu café me faz rir e chorar ao mesmo tempo de tão
- 3:06gostoso. É o café da ovelha negra aqui.
- 3:09Emociona. Se você quiser um café igual o
- 3:14meu para ouvir o seu podcast matinal, você pode ir lá em
- 3:18ovelha, ponto café, utilizar o cupom CCD, tudo minúsculo que é
- 3:23o cupom para ouvinte do café com dânjo e aí você consegue um café
- 3:26especial delicioso. Realmente você pode moer em casa
- 3:30ou já pedir moído, mas eu recomendo obviamente moer em
- 3:34casa, que sobe aquele cheiro delicioso pela manhã.
- 3:38Então a qualidade de vida, se você quiser cupons ainda
- 3:41melhores pra ficar ainda mais barato é, você pode se tornar um
- 3:44assinante do café com dângio em apoia, ponto SI barra, café com
- 3:48dângio e aí você consegue cupom os melhores progressivos de
- 3:51acordo com o seu nível de apoio. Além disso, você participa de
- 3:54sorteios né? Inclusive de café pode ganhar aí
- 3:58na sua casa. Café pra experimentar qual é
- 4:00esse rolê? Café especial sem impurezas da
- 4:03indústria faz toda a diferença. E além disso, participa de
- 4:07sorteio dos outros parceiros também, que a gente tem aqui é
- 4:10editora caranelo jogos, a retropunk, a tria editora,
- 4:16várias editoras que são nossas parceiras, que você vai poder
- 4:19desfrutar aí desses sorteios. Fora isso, recebe o conteúdo
- 4:22extra e participa de um grupo de Telegram muito legal e ainda
- 4:26ajuda a gente a expandir o podcast, eventualmente ter mais
- 4:29dias na semana aqui, assim como permitiu a galera do RPG do Ju.
- 4:34Que resolveu apoiar a gente, então muito obrigado galera do
- 4:37RPG do ojô, inclusive é encerrando, né?
- 4:41É esse ciclo nessa temporada de apoio do RPG do ojô aqui.
- 4:45Então a partir da semana que vem a gente volta a ter episódios
- 4:48somente na quinta-feira. Então se você quiser que a gente
- 4:50volte a ter episódios aí tanto, né?
- 4:53Além das quintas, às terças também, você pode se tornar um
- 4:56assinante, reforçar isso ou quem sabe falar com a sua marca
- 5:00preferida. Se você tem uma empresa de
- 5:01repente. Conseguir um Patrocínio para 1
- 5:04dia a mais no café com dângeo que a gente negocia é em cima
- 5:08disso, assim como a gente fez com RPG do Jô e mais notícias
- 5:11disso no futuro foi muito bom. Obrigado aí galera do RPG da
- 5:15ojô, vai usar só pela parceria, foi muito legal.
- 5:18A gente encerra aqui esse ciclo, né, das terças feiras aqui nessa
- 5:23primeira temporada paga, que é o café com dângeo extra.
- 5:27Antes de cair no episódio, eu queria passar aqui pela enquete,
- 5:30né? Fazer uma leitura.
- 5:31Da enquete no episódio é que foi tocado pelo título, aí né,
- 5:36mudando o jogo e foi muito legal o episódio.
- 5:39Agradeço demais o título. Na semana passada eu tava
- 5:41enrolado com a operação, o pós operatório né, da minha esposa,
- 5:46então obrigado pelo título, aí pelo pelo auxílio né, pegando
- 5:49uma pauta aí, tinha certeza que IA sair um episódio muito legal
- 5:52e saiu esse episódio aí. Mudando o jogo e aí a gente fez
- 5:57algumas perguntas interessantes da galera aí, né?
- 6:00A gente posta falar as seguintes, o título perguntou, o
- 6:04café condo anjo mudou a sua relação com a RPG?
- 6:07E 94,4% das pessoas disseram que sim, né?
- 6:12E 5,6% aqui no caso vira uma pessoa disse que não.
- 6:18E aí a gente vai dar uma olhada agora nos comentários da galera.
- 6:22Cabral falou, mesmo antes de conhecer o café com dângelo, eu
- 6:25já jogava um estilo bem parecido com o estilo proposto pelo
- 6:28balbber. O que mais mudou para mim foi
- 6:30reconhecendo os materiais indicados.
- 6:32Aqui conheci blogbecr, primer princípio, apolumentations, ven
- 6:36of the e uma infinidade de coisas por aqui.
- 6:39Vocês são investigadores natos de materiais bons.
- 6:42Obrigado por isso. Vida longa ao café, pô.
- 6:45Valeu demais. Cabral, muito legal de saber que
- 6:48o café. Mudou sua experiência de jogo aí
- 6:50trouxe tanta influência interessante para você é o Áureo
- 6:54inflamado, o grande Áureo, ele falou que sempre que ele tem a
- 6:57chance, ele fala, café com danjo salvou o RPG dele, né?
- 7:01Passei um tempo em que desisti de mestrar, porque era uma
- 7:03atividade ingrata demais, muito frustrante, mas depois de
- 7:06redescobrir a atividade, remodelar minhas técnicas com
- 7:09base nas discussões daqui, agora tenho muito prazer em mestrar
- 7:13minhas mesas, fico muito mais empolgado e a qualidade dos
- 7:16jogos subiu muito. Valeu demais balbi e todo e
- 7:20todos nessa comunidade que participam compartilham
- 7:22experiência. Pô, legal demais, auri é.
- 7:25Inclusive, o episódio de hoje vai dialogar um pouco com as
- 7:28responsabilidades do mestre, né? E com essa dificuldade de se
- 7:32mestrar, então vamos ficar atento.
- 7:34E valeu pelo relato e o Bruno brilha grande.
- 7:37Bruno falou que eu nunca vinha, nunca havia jogado RPG e logo
- 7:40que comecei, no ano passado, conheci o café com dângeno,
- 7:43então ele não mudou o modo. Eu jogo eSIM, me ensinou a jogar
- 7:48de um modo maravilhoso, tanto como jogador quanto mestre.
- 7:51Aí tenho a agradecer o café com dângel e ao ofens que pra mim é
- 7:55estilo modo ou o que for que eu mais amo.
- 7:58Obrigado é um estilo mesmo. Valeu Bruno, obrigado pelo
- 8:03relato. Aí pra mim é muito importante é
- 8:05receber um relato desse, e acho que provavelmente foi.
- 8:09Ele disse que o café com dângel não mudou sua relação com ORTEG.
- 8:14É, valeu, valeu, obrigado aí, Bruno, e valeu galera que
- 8:17participou, mas vamos para o episódio.
- 8:26Furtos lendários e assaltos astutos parte 2 os saques mais
- 8:31impressionantes da Vila da frasca, a companhia de alho e
- 8:35olho é o time da minha querida irmã, tá lá.
- 8:38Fundado nos livros, eles encontraram o naufrágio do tal
- 8:42do Calypso negro. Um amável vampiro chamado barba
- 8:45ensopado, tesouros imensos, tapetes lindos como nós
- 8:50saqueamos bom, a gente usou a mardia sono, a mardia teia e um
- 8:55milagre da feites da cerveja begod.
- 8:58Tudo isso porque colocamos cães selvagens pra dormir, prendemos
- 9:01morcegos em teia e na hora final, confrontando pelo próprio
- 9:07vampiro. Espero que um dia ele me note
- 9:10brisa convocou a luz solar, tornando sagrada por seu Deus.
- 9:14Sonhado que um buraco no navio deixava o Sol entrar e matava o
- 9:17vampiro e a birgoten. Haha.
- 9:20Ela fez o sonho se tornar realidade.
- 9:23Lembrem se com parças, bandidos ladinos e larápios, Milagres e
- 9:27magia de levarão onde a astúcia não é capaz de Gil, o bastardo,
- 9:34esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 9:39de beergoten se você quiser explorar.
- 9:42Aventuras como essa pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 9:46grupo. Siga o link lá no inscritivo do
- 9:49episódio jogue Beer Golden com a gente.
- 10:17Jogar o jogador, não o jogo. Esse foi o teor do vídeo, né,
- 10:22que a gente botou na introdução, que foi do do você que lute, né?
- 10:26É falando a respeito de uma defesa do André, do narradores
- 10:30narrados, dizendo que ele joga o jogador e não o jogo.
- 10:34E ele defende muito bem o ponto dele, né?
- 10:36De que ele? Entende o jogador, ele busca
- 10:40emocionar o jogador, ele busca atingir o jogador com suas
- 10:43técnicas, né? Empolgado com a boa defesa que
- 10:46ele fez, né? E com Oo tanto de pensamentos
- 10:49interessantes e reflexões interessantes que essa discussão
- 10:52traz, eu resolvi mergulhar nesse tema também aqui no café com
- 10:56danjo. Eu espero que dessas reflexões,
- 10:59né? A gente tinha muitos insights
- 11:01sobre RPG como mídia, como joga como arte.
- 11:04Antes de começar aqui, né, abordar o tema jogar o jogador e
- 11:08entendeu o que exatamente é isso a partir do que traz o André até
- 11:12um papo que eu já tinha ouvido em algum lugar, né?
- 11:14Falar de jogar o jogador. Mas antes de cá disso, queria
- 11:17agradecer quem quem me lincou na verdade, né?
- 11:20OOO vídeo do do André e o do você que luti que foi o Leonardo
- 11:26Léo lá no Instagram, então obrigado aí pela provocação.
- 11:29Léo, valeu, mas vamos lá. Jogar o jogador como expressão é
- 11:35o que eu queria trabalhar aqui, né?
- 11:36O André, ele diz que rpjão é um jogo de contar histórias.
- 11:40Ele começa a argumentação dele por aí, né?
- 11:43Nesse ponto aqui é, a gente vai assumir que sim, vários RPGs de
- 11:49fato são jogos de contar história, ainda que nem todos
- 11:51sejam, né? Tem um episódio 5 aqui no café
- 11:54com dângelo na segunda temporada, que eu falo das
- 11:57diferenças de jogos que trabalham narrativa para jogos
- 11:59que trabalham de fato. É a ficção, né?
- 12:03Ou seja, a diferença de se tratar ficção, de se tratar a
- 12:06ficção tratada por uma narrativa, né, é de de pegar a
- 12:11ficção e dar 11 sentido a ela através de uma narrativa.
- 12:15E que nem todo jogo faz isso, né?
- 12:17Então eu defendo ali já começo AA trocar um pouco o André
- 12:21dizendo que nem todo jogo de RPG de contar histórias, mas eu acho
- 12:24que o argumento dele continua funcionando, porque temos,
- 12:26afinal de contas, jogos de contar histórias.
- 12:30Do RPG, sem dúvida. E aí ele continua dizendo que
- 12:33uma das potencialidades, das histórias que existem é que elas
- 12:38elas nos emocionam, elas emocionam quem lê logo no
- 12:42pensamento dele, o RPG é um jogo de gerar emoções.
- 12:45Aí eu começo a trazer um pouco para o meu pensamento, emocionar
- 12:50o outro, emocionar uma outra pessoa, né?
- 12:53Esse é o fundamento da arte na minha cabeça, arte como
- 12:57expressão, como busca da. A catarse, né?
- 13:01É toda arte. Ela busca emocionar com uma
- 13:04pessoa. A gente se expressa na arte
- 13:06tentando é atingir outra pessoa. É.
- 13:10É fazer com que ela sinta algo do que a gente tá sentindo, com
- 13:13que ela sinta algo que a gente quer que ela sinta.
- 13:17E eu cheguei a essa conclusão até pude falar aqui no episódio
- 13:20recente sobre RPG de guilda com a Maia do entre mundos, sobre
- 13:23essa questão do RPGE arte, né? Na minha concepção hoje em dia,
- 13:28e claro que isso de certa forma muda.
- 13:30E acho que é importante, como diz AA Raí, do Farol do
- 13:34leocórnio, que a arte mude, né? Sua concepção ao longo do tempo,
- 13:38para refletir os tempos em que ela existe, me parece que hoje
- 13:42em dia, para mim, pelo menos, a arte passa pela intencionalidade
- 13:46de emocionar, de impactar o outro, né?
- 13:49E o exemplo que eu costumo dar pensando em arte é é o seguinte,
- 13:54imagina? Um parque, né?
- 13:56Um parque cheio de árvores, uma pista de corrida passando pelo
- 14:00meio dessas árvores. Tem muita gente correndo ali,
- 14:02muitos atletas, muitas pessoas querendo fazer o exercício antes
- 14:05de trabalhar e tal. E de repente estou eu ali
- 14:08correndo pela manhã, né? De repente me dá uma vontade
- 14:11incontrolável de fazer cocô, só que é tão incontrolável e
- 14:16fulminante que não dá tempo nem de ir pro meio da do Mato.
- 14:20Eu tenho que agachar ali, ali, as calças e cagar no meio da
- 14:23pista de corrida. Terrível, né?
- 14:27Isso já aconteceu com você comigo, graças a Deus não.
- 14:30Mas o fato é que você, sem querer, vai ali e solta aquilo.
- 14:34Aí você vai de repente pro meio do Mato tentar arranjar uma
- 14:37folha pra tirar aquilo dali, pra ajeitar aquela cagada pesando
- 14:41pra ninguém conhecido te ver fazendo aquilo.
- 14:45Mas de repente, antes que você possa fazer qualquer coisa, vem
- 14:48um corredor, vem um sujeito desse, um atleta a toda correndo
- 14:52com o vento. Me dá aquela pisada certeira
- 14:56naquele cocô. Com sorte, o cocô não tava lá
- 15:00muito mole, mas ele. Tudo que acontece é que ele
- 15:04imprime a sola do tênis dele de corrida em cima do cocô.
- 15:09E aí, quando você vai ali, fica a marca da Nike, e aí, de
- 15:14repente, você vai limpar e te aperta de novo.
- 15:17Aí você fala, putz, dessa vez eu não vou ser pego de surpresa, aí
- 15:19você vai para o meio do Mato. E deixa ali ainda aquela obra.
- 15:25E aí chega alguém que tá passeando no parque, enquanto
- 15:29você tá lá fazendo sua segunda leva.
- 15:33Essa pessoa tá com uma máquina fotográfica.
- 15:35De repente é um Polaroid, alguma coisa assim.
- 15:37E olha aquilo, percebe cocô, percebe a marca da Nike,
- 15:41impressa ali em cima por conta do tênis de corrida.
- 15:45E acha que tem alguma poesia naquilo, ou uma crítica social
- 15:49foda ou alguma coisa assim. E saca sua máquina fotográfica e
- 15:52tira uma foto daquele cocô com símbolo da Nike, impresso.
- 15:57De repente essa foto ganha a internet, EE é citado, as
- 16:03pessoas falam a respeito e tudo mais.
- 16:07E aí eu te pergunto, quem é o artista?
- 16:11Fui eu que caguei. Foi quem pisou no cocô e deixou
- 16:15o símbolo da Nike? Ou foi quem chegou lá e tirou
- 16:19uma foto daquilo ali? Bom, me parece.
- 16:24E aí, nesse caso, eu tentando demonstrar a minha teoria de que
- 16:29o artista é quem tem a intencionalidade de dividir com
- 16:32o mundo aquele seu sentimento, aquela sua observação que ele
- 16:36fez a partir de alguma coisa da realidade de alguma de algum
- 16:40elemento da realidade, alguma coisa que se apresentou a frente
- 16:42dele. Ou o dela, que eventualmente ele
- 16:44poderia ter que trabalhar, ou não, né?
- 16:46E no caso, uma fotografia de fato é um trabalho em cima da
- 16:49luxa que não emite, né? Fotografia.
- 16:52O fundamento da fotografia é esse.
- 16:54Então essa pessoa foi lá e tirou uma foto com intencionalidade,
- 16:58talvez de fazer uma crítica social foda ou de fazer um
- 17:01simples, sei lá, um trocadilho visual, né?
- 17:03E botou aquilo na internet e impactou uma quantidade, né,
- 17:08teoricamente ali e hipoteticamente, uma quantidade
- 17:11imensa de pessoas que gostaram daquela obra.
- 17:13O artista não sou eu que fez o cocô, eu não tinha intenção de
- 17:16construir uma obra artística, quem também pisou em cima também
- 17:20não tinha essa intenção, não tava se expressando.
- 17:22O único ali a se expressar foi o fotógrafo de fato, né?
- 17:26E isso me parece ser o fundamento da arte.
- 17:28Não sei se você concorda, não sei se você discorda, não sei se
- 17:31o André inclusive vai concordar ou discordar disso, mas é o que
- 17:35eu diria que é o fundamento da arte, né?
- 17:39Agora seria o fundamento da música o mesmo?
- 17:42Se o fundamento da arte emocionar os outros impactar os
- 17:45outros de uma maneira intencional, o fundamento da
- 17:48música também é é emocionar os outros.
- 17:51O fundamento da pintura é emocionar os outros.
- 17:53O fundamento da fotografia é esse, e o fundamento do RPG
- 17:58seria emocionar os outros com jogo, assim como a música
- 18:01emocionar com sons e a pintura com tinta.
- 18:05Esse tipo de pensamento me parece 11 Salto lógico, né?
- 18:10Dizer que RPG é um jogo. De emocionar os outros, né?
- 18:14Assim como a gente dizer que a pintura uma técnica de emocionar
- 18:18os outros, necessariamente ele é uma técnica de mexer com tinta
- 18:20sobre uma superfície, assim como fotografia, uma técnica de mexer
- 18:24com a luz, né? De registrar a luz é e
- 18:28obviamente, né, o emocionar vem a reboca disso dentro da
- 18:33intencionalidade do sentido que você dá ao uso daquelas
- 18:36técnicas. Mas cada arte tem seu fundamento
- 18:39em suas técnicas, né? Então, me parece um Salto lógico
- 18:43dizer que o fundamento é OA própria construção da emoção,
- 18:46ainda que a gente, obviamente é busque se expressar, emocionar.
- 18:52Me parece o fundamento geral dessa arte, mas não das técnicas
- 18:56em específico. E a gente pode notar isso.
- 18:58Se a gente comparar, por exemplo, alguém que vai renovar
- 19:01a pintura de um carro velho, não parece que essa pessoa tá
- 19:05fazendo arte porque ela pintou aquele carro de marrom, sei lá.
- 19:09Né, a cor original do carro e ele restaurou aquilo.
- 19:12Não parece que isso exatamente é uma arte, é uma coisa funcional,
- 19:15mas você pintar uma kombi com motivos psicodélicos nos anos
- 19:1970, isso me parece que é uma expressão.
- 19:21Isso é de fato uma arte. Ali tem uma intencionalidade de
- 19:25comunicar, né, de de se expressar a partir daquilo e
- 19:29impactar os demais. Que estão vendo aquela kombi
- 19:32psicodélica atravessar os Estados Unidos atrás de
- 19:35experimentos de LSD, né? Emocionar, então, não me parece
- 19:41ser o fundamento de cada arte em específico, senão a gente não
- 19:45precisaria nem diferenciar as artes.
- 19:46Seria tudo a mesma coisa, ainda que a pós modernidade misture as
- 19:51artes e as mídias, né? E aí nesse exemplo a gente pode
- 19:54ter aí o cinema, né? O cinema mistura, né, muitas
- 19:58técnicas e muitas mídias diferentes.
- 19:59A gente tem ali a fotografia, a gente tem o som, a gente tem a
- 20:02galera do figurino, da maquiagem, né?
- 20:04O sistema, ele parece ter o seu fundamento.
- 20:08De forma autônoma, enquanto arte dessas artes todas que ele
- 20:12conjuga ali dentro, né? Ainda que ele se utiliza de
- 20:15fotografia, se utilize de fotografia de interpretação de
- 20:18música, né? Ele parece ter o fundamento
- 20:21próprio a utilizar essas ferramentas.
- 20:25Então me parece que o fundamento vai ser um em cada arte
- 20:28específica, né? Ela, apesar de todas as artes,
- 20:32deu como fundamento a expressão e será que a gente pode?
- 20:36Pensar o RPG a partir disso seria RPG arte mesmo.
- 20:41E bom, eu até falei com a Maia, repetindo aqui no episódio de
- 20:44guilda, né, de que eu já tive a opinião de que não, de que RPG e
- 20:47jogos não seriam arte, mas isso foi um momento muito rápido na
- 20:49minha vida. É de forma geral, Eu Acredito
- 20:52que sim, né? Isso foi um insight que eu tive
- 20:55quando eu tava analisando ali Oo modelo MDA, né?
- 21:00O modelo MDA que eu já abordei aqui no café com dângel em
- 21:03outros episódios, né? É.
- 21:06E o modelo MD? Eu vou deixar o link para vocês
- 21:08no discutivo do episódio. Ele trata sobre mecânicas
- 21:12dinâmicas e estéticas, né? Sendo a estética dentro da
- 21:17teoria dos jogos essa coisa específica que vem a partir das
- 21:21dinâmicas de jogo, né? Então o game designer cuidaria
- 21:24das mecânicas para que elas construíssem um espaço dinâmico
- 21:27onde todos exercem é suas decisões enquanto jogadores ali.
- 21:34E a coleção dessas decisões tem que ser tomadas.
- 21:36E a forma com que elas são tomadas criam um sentimento. 11
- 21:41estética. E eu concordo com isso de forma
- 21:43geral, ainda que o RPG tenha particularidades em relação ao
- 21:47próprio MDA, me parece que, de forma geral, o tempo todo a
- 21:51gente lida com uma estética sendo construída.
- 21:54E estética é, de certa forma esse, essa essa construção do
- 21:58sentimento, né? De como a gente.
- 22:01É, percebe as coisas, né? De como a gente sente as coisas.
- 22:06E aí a partir disso se criam teorias da diversão, que eu já
- 22:09não sou muito correligionário, mas de forma geral, eu concordo
- 22:13que haja ali, em algum nível, uma construção estética com todo
- 22:16o jogo. Logo me parece que RPG sim é
- 22:20arte, né? E o no o no particular dos
- 22:23jogos, a gente tá falando sobre é jogos enquanto controle de
- 22:27experiência, né, nessa construção estética.
- 22:31O que acaba passando muito mais por uma necessidade de produto
- 22:35dos jogos deles se entenderem no mundo pós moderno como produto,
- 22:39né? Uma necessidade de mercado, né?
- 22:41Para controlar a experiência, porque games designers, né,
- 22:45criadores de jogos e estúdios acabam de certa forma, de certa
- 22:50forma, buscando vender. Aquilo não somente como um
- 22:54produto para ser usado, mas como uma experiência, né?
- 22:57E essa experiência para você poder vendê la, você precisa que
- 23:00ela seja experienciável da mesma forma por todas as pessoas que
- 23:03jogam. Logo, existe uma pretensão de
- 23:05controle de experiência. É dentro da da disciplina do
- 23:09game design e nada mais natural, porque design nasce, né?
- 23:13Como desenho industrial, como disciplina, né?
- 23:17E desenho industrial tem como fundamento a construção, né?
- 23:20É. E a reprodução em escala das
- 23:24coisas, né? É, então o game design deixa de
- 23:28ser design também e passa por essa reprodução da experiência,
- 23:32né? Na busca pelo flow e por todas
- 23:34essas questões de teoria da diversão e tudo mais, é se a
- 23:39gente for abordar a teoria dos jogos de um de um jeito mais
- 23:43lúdico, puramente falando, tirando um pouco o mercado.
- 23:47Os jogos não precisariam definir para si qual estética que eles
- 23:52estão buscando, ainda que eles, de certa forma, muito
- 23:56provavelmente imprimiriam alguma estética dentro do contexto em
- 23:59que eles participam, né? No contexto em que eles existem.
- 24:04E jogos não precisam, de certa forma, também definir exatamente
- 24:09uma. 11 estética para ser vendida, né?
- 24:15Não somente experienciada, mas para ser vendida, eles não
- 24:17precisam dizer, nós somos um jogo disso, somos um jogo
- 24:21daquilo, somos um jogo desse estilo, um jogo daquele outro
- 24:24estilo, no sentido de se vender como experiência, né?
- 24:27E aí eu fico me perguntando, né, é, sei lá, jogo da velha gamão,
- 24:31pega vareta. Eu Acredito que eles têm alguma
- 24:34dimensão estética, mas será que eles são construídos, foram
- 24:37construídos com essa dimensão estética em tela em mente?
- 24:41Querendo imprimir uma experiência, querendo construir
- 24:44um sentimento, me parece que não.
- 24:47Então talvez jogos não sejam necessariamente arte, mas talvez
- 24:51no mundo de hoje, né? É dentro do mercado dos jogos,
- 24:56né? Dentro do mercado que a gente
- 24:58vive. Aí os jogos tendam, né?
- 25:01A serem tratados como arte, porque obviamente eles buscam
- 25:04uma construção estética. De controle de experiência que
- 25:07vira produto facilmente, né? Como tudo no mundo, a gente
- 25:11acaba passando pelas categorias do mercado.
- 25:14Então, se nem todo jogo seria arte EARPG, será que todo RPG é
- 25:21necessariamente arte? Bom, eu acho que eu não tenho
- 25:25necessariamente que me expressar dentro do RPGE impactar os
- 25:28participantes pra ter RPG talvez.
- 25:33Isso me parece o fundamento da arte, mas não me parece o
- 25:36fundamento do RPG. Eu não posso cravar ainda, estou
- 25:39pensando sobre isso, mas me parece que me expressar dentro
- 25:44do RPG. Não necessariamente é.
- 25:47É o Fim em si, mas a gente se expressa enquanto joga.
- 25:53E aí, nesse caso, eu gostaria de abordar a intencionalidade
- 25:57novamente. Lembra que eu falei lá do do
- 26:02cocô? Do atleta que pisou no cocô e do
- 26:05fotógrafo que tirou uma foto do cocô pisado pelo atleta.
- 26:10Então, lembro que eu falei da intencionalidade do fotógrafo e
- 26:13só ele teve intencionalidade ali, portanto só ele seria o
- 26:16artista. Me parece que nem todo RPG aí
- 26:22nesse caso aqui eu vou fazer 11 corte, né?
- 26:24Eu vou fazer um corte lá da primeira fase que o André falou
- 26:27que todo jogo de RPG é um jogo, conta a história.
- 26:29Eu discordo, nem todo. O jogo de RPG é um jogo de
- 26:33contar histórias, de gerar narrativas.
- 26:37Ainda que os RPGs gerem narrativa.
- 26:41Narrativa é a gente que que é uma narrativa, né?
- 26:44A gente colocar os fatos em uma perspectiva específica nossa.
- 26:49Nós criamos uma narrativa para entender as coisas, somos
- 26:52humanos e fazemos isso, né? Inclusive dentro do RPG, se você
- 26:57na sua vida, você. Passa por alguns episódios, né?
- 27:01Sei lá, você foi assaltado, você pegou um ônibus, você o carro
- 27:05passou e jogou água na poça em cima de você.
- 27:07Você teve um dia à merda até chegando o trabalho e conta
- 27:10sobre isso, dando a sua perspectiva das coisas.
- 27:13Mas talvez se fosse outra pessoa que tivesse passado por isso,
- 27:16uma pessoa super otimista, ela poderia estar dizer que olha só
- 27:20que maravilha, vim pro trabalho nesse dia ensolarado, olha que
- 27:24beleza, depois de 1 dia de chuva, nada como.
- 27:27A gente pegar um dia de sol como esse pra vir ao trabalho e isso
- 27:30seria uma narrativa diferente sobre os mesmos fatos que essa
- 27:32pessoa poderia ter vivido. Logo, narrativa dá sentido as
- 27:37coisas aos fatos que a gente encara só intencionalmente.
- 27:42E aí se a gente botar isso pro RPG, né?
- 27:46É, seria um RPG que nos levaria a colocar em perspectiva os
- 27:51fatos. De uma forma única, né?
- 27:54Para todos nós, nós construiríamos em conjunto uma
- 27:57narrativa, mas não é isso que acontece em todo RPG.
- 28:02Normalmente, dentro do RPGA gente constrói narrativas
- 28:07naturalmente porque somos humanos, né?
- 28:09Assim que damos sentido as coisas, como eu falei, só que a
- 28:12gente faz isso de maneira ferramental para jogar ORPG.
- 28:17Então, as narrativas dentro dos nossos jogos, elas aparecem
- 28:20como? Produtos dos fatos da ficção,
- 28:23quando a gente lembra deles, e de forma livre, né, sei lá, a
- 28:26gente terminou de jogar, foi beber uma cerveja, e aí a gente
- 28:30conta o que aconteceu no jogo e eu vou contar de um jeito, você
- 28:32vai contar do outro. E todos nós criaremos
- 28:35narrativas, né? Fora daquele jogo baseado nos
- 28:38fatos vivenciados daquele jogo, né?
- 28:41Ou como o produto do jogo em si, né, ao compor vontades
- 28:45criativas, né? É que acontece num jogo.
- 28:48De contar histórias que a gente vai ver mais para frente.
- 28:51Como acontece, né? É, ou acontece de maneira
- 28:54ferramental para jogar RPG, por exemplo, é, você está jogando o
- 28:59seu DED. Você quer jogar um gancho como
- 29:01mestre para que os jogadores é resolvam ir atrás de uma bruxa,
- 29:06porque de repente lá tem um Tesouro para eles, tem um item
- 29:09mágico, alguma coisa assim. E aí para isso você pode
- 29:12espalhar um rumor na Vila a respeito dessa bruxa.
- 29:16E para isso, você, como mestre, vai construir uma narrativa
- 29:19dentro do jogo. Isso é ferramental para o jogo.
- 29:23Não é o motivo do jogo, né? É diferente de um jogo que busca
- 29:28isso como fim. O objetivo do jogo, o produto do
- 29:32jogo em si, do jogar, é compor as vontades criativas em uma
- 29:36narrativa. E aí para isso a gente precisa
- 29:40que esse jogo ludifique. Que ele construa dentro da da,
- 29:46da suas, das suas, do do seu funcionamento enquanto jogo essa
- 29:51construção narrativa. E você já parou para pensar se
- 29:55isso acontece de fato no DEB clássico, né?
- 29:58Se você ali, quando decide o que você vai fazer, você decide de
- 30:00acordo com o que fica melhor para história.
- 30:04Ou você tem ferramentas, por exemplo, para para trabalhar
- 30:07protagonismo, antagonismo. Ponto de virada na trama?
- 30:12Ou será que isso acontece de uma forma meio solta?
- 30:14Me parece que nesse ponto de construção de narrativa, no DED,
- 30:18de forma geral, ele está mais para sinuca.
- 30:20Quando você joga uma sinuca, você está contando uma história?
- 30:23Me parece que não, ainda que a gente possa contar histórias
- 30:26sobre a sinuca. Isso tudo está no episódio, né?
- 30:29Que eu, que eu fiz no café com danjo aqui mais cedo, vou deixar
- 30:32ele em casa no escritivo do episódio falando sobre ficção e
- 30:35RPG. Mas me parece que os jogos, que
- 30:38realmente são jogos de contar história, eles trazem
- 30:40ferramentas para a gente trabalhar.
- 30:42Ponto de virada, ritmo, protagonismo, antagonismo, tempo
- 30:47de ribalta, por assim dizer, né? Destaque para certo personagens
- 30:51de acordo com seu grau de protagonismo e antagonismo ou os
- 30:55coadjuvantes, né? É então ORPG de contar história.
- 31:00E notificam, ou seja, colocam em jogo a construção de uma
- 31:03narrativa definitiva em disputa em conjunto.
- 31:07Todo mundo ali. E qual a diferença?
- 31:10A diferença é que você tem ali a intencionalidade contemplada por
- 31:15esse jogo, a sua intencionalidade de contar uma
- 31:17história contemplada no jogo. E nem todo ORPG contempla isso
- 31:21em suas ferramentas como ODID ele, ele é muito pueril.
- 31:26Ele tem pouquíssimas ferramentas nesse sentido, ainda que tenha
- 31:29uma ou outra. Ele nos dá a ferramenta de
- 31:31trabalhar esse tipo de coisa desde os anos 70.
- 31:35Ele, ele se vê com problemas em relação a isso.
- 31:38É diferente. Por exemplo, arquivos
- 31:39paranormais, né? Do Jorge valpassos, que que tem,
- 31:46por exemplo, aí a ideia de você jogar um jogo que constrói ali
- 31:51uma narrativa de série de TV paranormal.
- 31:54E aí, nesse ponto, ele trabalha protagonismo, antagonismo e
- 31:57todas essas categorias narrativas, fazendo que todo
- 32:00mundo ali construa uma narrativa em conjunto que se pareça muito
- 32:03uma narrativa de de TV, né? É.
- 32:08E aí eles permitem que você exerça sua intencionalidade de
- 32:11construção da história, né? Jogos baseados em desafio, por
- 32:16outro lado, usam a construção narrativa de maneira
- 32:19ferramental. Né?
- 32:21Jogos baseados em desafio criam narrativas como leitura livre
- 32:25posterior dos fatos que acontecem em jogo.
- 32:28Somente os story games ludificam a construção da narrativa, como
- 32:31faz o fiasco, por exemplo. Também, né?
- 32:33Além do que, por exemplo, tem ali os dados da mesa que se joga
- 32:37no fiasco e são recursos narrativos e tem ponto de
- 32:40virada. E tem tudo isso
- 32:42instrumentalizado no jogo. Então, se se isso tudo a gente
- 32:46pode dizer sobre jogos de contar história, que somente alguns
- 32:49jogos realmente são jogos de contar história, porque
- 32:52ludificam esse processo? A gente pode dizer isso também,
- 32:55talvez de jogos de emocionar os jogadores.
- 32:59Será que o jogo ludifica essa condução de emoções, essa esse
- 33:04impacto? Será que ele dá ferramentas para
- 33:06isso? Será que emocionar os demais
- 33:10participantes do RPG? Isso acontece de uma maneira
- 33:13intencional. Você consegue exercer sua
- 33:16intencionalidade ali a partir das ferramentas que o jogo traz,
- 33:20né? Ou será que esse emocionar é
- 33:24reflexo do jogo, assim como sei lá como, você pode contar a
- 33:28história de como você venceu no xadrez ou de como a partida foi
- 33:32disputadíssima na sinuca, né? Ou você pode contar de como foi
- 33:36fácil para você a mesma partida. Será que se emocionar é reflexo
- 33:40do jogo da mesma forma? Ou será que se emocionar é mero
- 33:43ferramental desse jogo para se chegar a uma história ou para se
- 33:47chegar na superação de um desafio?
- 33:50E aí voltando, né? Mais uma vez aqui, ao exemplo da
- 33:54Nike, do do símbolo da Nike na bosta, né?
- 33:57Quem é um artista, o que que ele usou de suporte para se
- 34:00expressar, né? É o fotógrafo que usou como
- 34:03suporte ali um fato da realidade, que era aquele cocô
- 34:06pisado. Mas ele utilizou a sua Câmera
- 34:08fotográfica para tirar uma foto a partir da luz.
- 34:12Aquilo ali MIT ele registrou aquela luz e conseguiu uma
- 34:14fotografia da visão que ele teve naquele momento e consumo
- 34:18intencionalidade, construiu uma fotografia.
- 34:20A mesma coisa a gente pode dizer de alguém que tá jogando um
- 34:23story game, né? Como fiasco.
- 34:25Ele usa aquelas ferramentas para poder intencionalmente construir
- 34:28uma história com ponto de virada, com protagonismo,
- 34:31protagonismo, os props, itens de cena, et cetera, et cetera.
- 34:35A mesma coisa a gente pode dizer, o passion delas
- 34:38passiones, né, que é o esse jogo de novela mexicana lançada agora
- 34:42pela jambô aqui no Brasil, é essa intencionalidade faz toda
- 34:46diferença, né? E aí isso me traz até uma outra
- 34:49investigação interessante de perguntar, e aí?
- 34:52Quem é o artista no RPG? Da mesma forma que a gente
- 34:55pensou da foto da bosta, eu pergunto, quem é o artista no
- 34:59RPG? Mais de 1000 episódios na
- 35:06primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões
- 35:11sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada
- 35:16com muito a oferecer a comunidade do RPG.
- 35:24Aventureiros? Numa busca por mais episódios na
- 35:27semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram,
- 35:30participar de sorteios e enriquecer seu jogo.
- 35:37Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados.
- 35:45Apoia.se barra café com Dancing. Contamos com você.
- 36:07Bom, voltando aos argumentos do André dos narrados, né?
- 36:12Ele diz que o Narrador é uma espécie de facilitador para que
- 36:15os jogadores se emocionem. Eles busquem se emocionar como
- 36:18quiserem, mas ao mesmo tempo, ele diz também que O Mestre usa
- 36:21seu repertório de de ferramenta, né?
- 36:25Para causar essas emoções, né? E aí, nesse caso, a gente tem aí
- 36:312 posições que são um pouco diferentes uma das outras, no
- 36:34primeiro caso. É, parece que o é o ideal, né?
- 36:38O Mestre, ele dá as ferramentas, ele, ele, ele facilita, né?
- 36:42Com que todo mundo busque se emocionar dentro daquele jogo e
- 36:45o queime. Parece que isso é é um caso
- 36:47ideal, né? Porque todos se impressionam
- 36:50mutuamente. O RPG acontece de uma forma
- 36:52colaborativa, o que me parece ser verdade pra tudo RPG que não
- 36:56seja solo. Como é que o solo?
- 36:57A gente pode dizer que você tá colaborando com você mesmo,
- 37:00senão você deve ser meio doido. Mas ainda assim, você precisa
- 37:04gerar conflito para você mesmo. Então isso é uma outra
- 37:06discussão. No segundo caso do mestre, usar
- 37:10o seu repertório de ferramentas para causar emoções nos
- 37:12jogadores, né? É se o é o Narrador que vai
- 37:19buscar emocionar os demais e ele tem o ferramental para isso.
- 37:22Ele é o artista e o tempo todo. O André fala diversas vezes em
- 37:26como O Mestre usa as suas técnicas para emocionar.
- 37:28EE centraliza o seu argumento nisso.
- 37:32Né? O Mestre controlador de emoções,
- 37:34O Mestre ativo nesse ponto e os jogadores passivos tendo suas
- 37:39emoções controladas, né? E apesar então de esboçar em
- 37:44algum momento que O Mestre empodera os jogadores, né?
- 37:47Oo discurso do André, tudo passa pelo mestre.
- 37:50Jogar dados atrás ou na frente do escudo, de usar um combate
- 37:54mais tático ou mais narrativo, de conhecer melhor cada jogador
- 37:59e suas pretensões, colocar os referenciais familiares de cada
- 38:03um na narrativa. Não se fala em momento algum
- 38:06técnicas dos jogadores, né? Utilizarem e como eles podem
- 38:10controlar. Isso aqui é ou aquilo ali,
- 38:14dependendo do que eles querem. É, pede emoções.
- 38:18Então aqui me parece o início de alguns problemas, né?
- 38:21Dentro dessa argumentação toda de não entender muito bem quem é
- 38:24o artista, né? E vamos assumir, né?
- 38:27E aqui eu vou assumir. É porque eu acho que me parece
- 38:31que é o objetivo, né? Parece que é o ideal do André,
- 38:35que é o primeiro caso de que todos somos artistas no RPG, né?
- 38:39Todos a mesa, somos artistas, todos visam de certa forma.
- 38:43Controlar as emoções dos demais participantes e as suas também,
- 38:48mas, de certa forma, influenciar os demais, influenciar as
- 38:51emoções dos demais, né? É, e isso dialoga bastante com o
- 38:55que eu penso também da natureza artesanal do RPGE, dessa
- 38:58experiência compartilhada que ele é, né?
- 39:00Afinal de contas, todo RPG precisa ser interpretado em
- 39:04mesa, né? Regras interpretadas o como
- 39:07jogar interpretado é e as pessoas precisam trazer aquilo
- 39:11para uma aventura, precisam trazer aquilo para uma.
- 39:13Pra uma ficção, né? E isso depende de mesa, precisa
- 39:17de participante. Não adianta o game designer
- 39:19construir o jogo é sem sem ver mesa, porque senão o RPG não
- 39:23acontece. E o RPG acontece a partir da
- 39:26mesa, né? Então, se ele acontece a partir
- 39:29da mesa, ele não acontece pelo design, ele acontece pelo
- 39:32artesanato ali daquelas pessoas envolvidas naquele momento, né?
- 39:36É obviamente que não estou contando o stream, né?
- 39:39RPG, stream, RPG, show, que no caso.
- 39:43Não somente os próprios jogadores são receptores da
- 39:45mensagem, mas o grupo tá tentando passar uma mensagem com
- 39:48uma plateia, com um público, né? Externo?
- 39:51E aí é uma outra discussão, idealmente no RPG, então todos
- 39:55são artistas enquanto jogam na mesa.
- 39:58Mas como esses participantes influenciam uns aos outros, né?
- 40:03E talvez o mais importante, para que o fazem, né?
- 40:06Para que eles buscam trazer emoções uns nos outros?
- 40:11Né? Para responder isso, eu queria
- 40:12voltar um pouco mais nessa cadeia lógica, né?
- 40:15E investigar quem cria o jogo antes de tudo, voltar lá no
- 40:20laboratório do game designer não seria ele, antes de tudo, o
- 40:25artista? Então, vamos lá, vamos pensar o
- 40:29game designer, artista para começar isso eu queria trazer
- 40:32aqui para o episódio o tino game, né?
- 40:35Que tem é o autor de um livro chamado game.
- 40:39Agance, esse cara é um filósofo do dos jogos, né?
- 40:42E eu adoro o trabalho dele. É, acho que tem provocações
- 40:46muito interessantes e visões muito legais a partir também,
- 40:48inclusive do grass rapper, né, que é o livro do Bernard sulds,
- 40:52que inclusive a gente começou a fazer uma leitura coletiva no
- 40:55café com o dungeo no grupo dos assinantes, né?
- 40:58E que é muito interessante, né? Oo sulds o Bernard sulds no
- 41:01grass hoper, ele diz que jogos é, eles são.
- 41:05Objetivos que traçamos para nós mesmos, né?
- 41:08Estabelecemos para nós mesmos voluntariamente, e esses
- 41:12objetivos eles devem ser atingidos de maneira
- 41:15propositalmente ineficiente. Isso é um jogo na cabeça dele,
- 41:20né? É e aí para isso, né?
- 41:23A gente, os jogadores de forma geral, eles vão trabalhar dentro
- 41:27do jogo, dentro de um espaço de ação, de um espaço dinâmico, né?
- 41:32Que eles exercem agência, ou seja, que eles exercem a vontade
- 41:36dele dentro deles, dentro do jogo, né?
- 41:39E o criador de jogos, então, do game designer, ele trabalharia
- 41:43moldando essa agência dos jogadores, assim como um
- 41:46ceramista faz com barco. Esse é o essa é a substância que
- 41:51ele trabalha, né? O game designer trabalha os
- 41:53caminhos ineficientes pelos quais os jogadores devem agir,
- 41:57né? Para chegarem aos objetivos,
- 42:00abraçados por todos ali quando concordarem em jogar.
- 42:04Seria então o game designer? O artista, eu imagino que em
- 42:09muitos jogos sim, né? Catham, dixie culp são todos
- 42:15jogos ali que a gente consegue ver muito a intencionalidade do
- 42:18game designer e de forma geral, são experiências que vão sim se
- 42:22repetir de forma muito similar em todas entre si.
- 42:26Né? É, se todo mundo seguir
- 42:28minimamente ali. O que o jogo indica, né?
- 42:31São experiências muito repetíveis, né?
- 42:33É, e de fato me parece que OOO, os caminhos de agência sempre
- 42:38vão ser os caminhos percorridos por todos ali, e isso permite 1°
- 42:43muito grande de expressão por parte do game designer.
- 42:47Mas será que isso serve para RPG também?
- 42:50O RPG em si me parece incompleto no manual de jogo.
- 42:54Né? E nas intenções do game
- 42:56designer, diferente desses jogos que eu citei, ou a gente pode
- 42:58dizer do xadrez, por exemplo, né?
- 43:00Ainda que não tenha sido um game designer exatamente que inventou
- 43:04o xadrez, né? Houve alguém que inventou o
- 43:07xadrez, alguém desenhando um jogo construiu o xadrez antes
- 43:11mesmo de existir designer como, como, como, como, como
- 43:15disciplina, né? Então alguém inventou o xadrez
- 43:17e. Essa pessoa, de certa forma é
- 43:20utilizou o que o tino Gen chama de moldar a agência dos
- 43:23jogadores ali dentro de um padrão, né?
- 43:27Que se segue e se. E de certa forma é uma
- 43:30expressão, né? Então é tanto no xadrez quanto
- 43:35no catan, no dix, e os jogadores só podem tomar os caminhos
- 43:38desenhados ali em RPG. Me parece que nenhuma
- 43:41experiência integralmente cunhada em laboratório.
- 43:44É muito lacunar necessariamente para que se comporte a ficção,
- 43:49né? ORPG?
- 43:50Funciona assim, a natureza do RPG, portanto, é mais artesanal,
- 43:53como eu disse ali atrás, e precisa de uma curadoria dessa
- 43:56experiência em mesa, nas palavras aí do do do
- 44:00guiprovidelo, né? O grupo faz essa curadoria de
- 44:04experiência em mesa a partir do material que o game designer
- 44:07cria, né? É.
- 44:10E nessa curadoria, muitas vezes, dependendo do jogo, O Mestre
- 44:13acaba participando mais do que os demais, né?
- 44:15Ele acaba sendo um atravessador maior dessa experiência e os
- 44:19jogadores é têm um papel menor nisso.
- 44:21Mas dependendo do jogo, isso se iguala em todos os papéis, né?
- 44:25Inclusive, temos jogos sem mestre que não não deixam a
- 44:28gente mentir. É, mas eventualmente O Mestre
- 44:31acaba sendo muito o atravessador dessa experiência, né?
- 44:35É ainda que necessariamente O Mestre, como o fiasco prova o
- 44:38MIT, que aí influenciando a partir dos RPGs solo, trazem os
- 44:42jogos, né? O fato é que Oo game designer no
- 44:46RPG, ele forneceria de repente ali as ferramentas para que a
- 44:50gente possa trabalhar isso para que a arte possa acontecer.
- 44:54Então me parece que no RPG Oo é a natureza dessa dessa interação
- 45:00que o RPG produz. Ela é, ela é instável, incerta.
- 45:04E aberta. Lacunar demais, né?
- 45:07Artesanal demais pra acontecer sozinho na mesa do game design.
- 45:10Então é como se o game designer desse material pra gente
- 45:14construir a arte da nossa mesa, por assim dizer, né?
- 45:17Talvez eu acredite mais nisso. E agora vamos entender então o
- 45:21que que é esse ferramental, né? E o que que é a mídia do RPG que
- 45:25a gente constrói, que a gente trabalha, quando a gente vai
- 45:28fazer a arte, né? Como eu falei, fundamento de
- 45:31cada arte específica está mais na sua mídia do que
- 45:33necessariamente um fundamento da arte como um todo, que é
- 45:35impressionar o outro com a com a emoção que a gente quer, né?
- 45:39Quer mais do que se expressar? Parece que cada arte tem um fim
- 45:44em si antes da própria expressão, né?
- 45:47Então, no RPG, no ponto de vista da cessão em si.
- 45:52A sua mídia é o diálogo ficcional, são as pessoas, os
- 45:56participantes do RPG, dialogando e construindo uma ficção, né?
- 46:00EE invocando uma ficção entre todos os participantes e o
- 46:05repertório que essa ficção cria. E como é que se mexe com essa
- 46:09mídia, criando esse repertório e utilizando esse repertório, né?
- 46:13Então, se a gente diz que estamos numa cidade, a gente tá
- 46:17trabalhando a ficção. E se alguém diz essa cidade.
- 46:21Ela parece desolada por alguma por algum mal que se abateu
- 46:26recentemente. A gente tá enriquecendo a
- 46:28ficção, né? Isso é o diálogo ficcional, é?
- 46:32E assim como na pintura a óleo, né, que é, é AAA sua mídia é a
- 46:37tinta sobre a superfície, né? Normalmente uma tela usando uma
- 46:40espátula ali a gente vai espalhar a tinta, etc.
- 46:43O game designer fornece ferramentas para gente no RPG
- 46:46adaptadas e mexidas. Né?
- 46:48É pelo mestre ou pelos participantes?
- 46:51Ali, na verdade, pelo por todos, né?
- 46:53É, mas que acaba passando então por essa curadoria, né?
- 46:58Por essa, por esse trabalho, né? Artesanal de toda mesa que joga
- 47:04é. E diferentes jogos vão dar
- 47:07diferentes ferramentas pra gente, né?
- 47:09Delimitando a forma com que os participantes vão criar esse
- 47:13repertório, né? Ficcional, né?
- 47:16EEO sentido lúdico dessa criação.
- 47:20Então, se no RPG tradicional, no DD clássico a gente dá
- 47:24ferramentas de construção de um de de um ambiente com é com
- 47:30recorte de monstros e estatísticas de monstros e
- 47:34tesouros atrelados e tal, a gente diz que a gente está
- 47:36construindo ali aquela natureza, né?
- 47:38Aquela, aquela aquele naturalismo.
- 47:41Greg acsênico é o recorte que se dá, o sentido que se dá aquele
- 47:45jogo. Diferente do do passion, das
- 47:48passions, em que o recorte ele está em torno daquela família,
- 47:52né, que seria o centro de uma novela mexicana, de uma
- 47:55narrativa típica de novela mexicana.
- 47:57Então é o game designer vai fornecer ferramentas de acordo
- 48:01com essa com esse recorte que ele propõe, mas quem vai fazer
- 48:05dentro disso a arte em si do RPG é a mesa, né?
- 48:10É alguns jogos delimitando mais e outros menos, né?
- 48:14Esse repertório? E essa criação, né?
- 48:17É, mas com essa mídia em mãos, os participantes disputam essa
- 48:21ficção. Isso me parece comum em todo o
- 48:23RPG, né? Mesmo quando quando é é um jogo
- 48:26de cope, né? De certa forma, se eu digo que
- 48:30essa cidade está sob as águas, né?
- 48:33Ela está submersa. O outro já não pode dizer sobre
- 48:38isso. Na melhor dizer, pode ser, pode
- 48:39construir em cima disso. Então, de certa forma.
- 48:42É um espaço a ser moldado, né? E somente um pode moldar
- 48:46determinada verdade ali. Então a gente consegue entender
- 48:50que é essa essa realidade, essa ficção.
- 48:54Ela está em disputa mesmo em jogos de cooperação, né?
- 48:58Só que quem diz o que, como e quando, né?
- 49:03Essa, essa ficção vai ser trabalhada, né?
- 49:06Como é que são? É, como é que funciona isso?
- 49:08Isso é uma relação de micro política na mesa, que passa
- 49:11muitas vezes de imitação por limitações, é auto impostas por
- 49:16questões políticas, passam por muitas coisas, mas é
- 49:19interessante quando o próprio jogo delimita quem faz o quê e
- 49:22como, né? Dentro dessa disputa da ficção,
- 49:25então a gente pode dizer que no DID é atual, mestre é, é, é, é
- 49:30quem fala sobre o mundo e cria os npcs e os jogadores
- 49:34interpretam seus personagens e ponto.
- 49:36Em teoria, essa é a divisão que ODED propõe, né?
- 49:40Já no fiasco, né? A gente tem ali uma coisa um
- 49:42pouco mais fluida, né? A gente trabalha numa narrativa
- 49:44ampla, ainda que cada jogador esteja ali, meio que tentando
- 49:49jogar, para fazer com que seu personagem se dê bem naquela
- 49:52narrativa, com o final que vai existir.
- 49:55E essa narrativa está em disputa ali, né?
- 49:57Então é cada jogo trabalha isso a sua forma.
- 50:02Alguns sistemas desenham melhor isso do que outros, outros
- 50:04deixam mais soltos, né? Como DED clássico fazia papel do
- 50:08mestre inclusive é ele. Ele cresce, né?
- 50:11Muito tirando, porque No No início ele era muito mal
- 50:14desenhado no fundo, né? No início do RPG é, e de certa
- 50:18forma a gente pode dizer que isso acontece.
- 50:20Conforme isso acontece, todos os participantes estão performando
- 50:25uns pros outros, mas que performance é essa?
- 50:31Que expressão é essa? E é, aqui a gente pode trazer as
- 50:36ferramentas que a gente usa para se expressar, né?
- 50:38RPG é arte, será sempre arte. A todo momento a gente já
- 50:44discutiu isso, né? A gente já trouxe algumas visões
- 50:47possíveis, é quando usamos e criamos ficção, né?
- 50:53Enquanto jogamos, a gente usa isso de maneira ferramental, né?
- 50:57A gente, de certa forma, usa argumentos.
- 51:00Esses argumentos muitas vezes são emocionais.
- 51:02A gente precisa expressar isso para mesa.
- 51:05A gente precisa dizer de determinada forma que a ficção é
- 51:09assim, assado, de que a gente tá fazendo isso, isso, aquilo com
- 51:13nosso personagem, né? Que aquela cidade é assim,
- 51:16assim, assado, né? E de certa forma, a gente usa
- 51:20argumentos emocionais para marcar isso, né?
- 51:23Mas a gente usa também argumentos de outra natureza,
- 51:26né, argumentos lógicos, etc. Tudo numa massa, num volume, né?
- 51:30São todas ferramentas que a gente tem, mas que de certa
- 51:34forma é. Elas se confundem ali, né?
- 51:37É, a gente é performa, né? Uns pros outros no RPG, usando a
- 51:44ficção para impressionar os demais.
- 51:45E assim a gente se expressa. A gente pode usar o RPG,
- 51:50portanto, como suporte. Pra nossa expressão, assim como
- 51:55os melhores advogados conseguem trazer, além de razões lógicas,
- 52:00apelo, apelos emocionais pros seus argumentos, quando eles vão
- 52:04pra corte, quando eles vão despachar com o juiz ou quando
- 52:08eles vão falar com uma testemunha, né?
- 52:11Então, assim como no direito, a gente tem o uso ferramental da
- 52:14emoção no RPG. Isso acontece no mundo
- 52:19corporativo, no mundo das artes, isso acontece nas vendas, né?
- 52:23A gente usa na vida, de forma ferramental, o uso da emoção,
- 52:28né? A construção de emoções, a
- 52:31impressão dos outros, né? E pra isso a gente se vale de
- 52:36teatralidade, de psicologia, ou mesmo no Freestyle, no coração.
- 52:42A gente vai no coração tentando fazer com que os outros se
- 52:45emocionem. Pensa um pouco em futebol, né?
- 52:48Né, futebol causa emoções a gente, a gente vê o futebol
- 52:52gerando paixões, né? E isso faz dele um jogo de gerar
- 52:57emoções, né, que é um pouco a defesa do André de que se olha.
- 53:01Se o jogo é um jogo de contar histórias, ORPG é um jogo de
- 53:04contar histórias. Histórias é uma das principais
- 53:07coisas que ocorrem com com as histórias, é que elas constroem
- 53:10emoções logo ORPGO seria um jogo de de construir emoções.
- 53:14A gente poderia dizer o mesmo do futebol então, né?
- 53:17Ele causa emoções, ele gera paixões, mas fica claro, né?
- 53:21Num exemplo desse, porque a gente não costuma associar
- 53:24futebol, é, a gente costuma dizer que futebol é arte, né?
- 53:29No nível fundamental, ainda que muitos jogadores, e para mim,
- 53:32esses são os melhores, utilizem o futebol como expressão, né?
- 53:36EE tragam esse futebol arte que as pessoas chamam para dentro do
- 53:40jogo. Eu imagino que gladiadores
- 53:42romanos mais famosos também fizessem dessa forma, né?
- 53:45E eles são verdadeiros artistas da violência.
- 53:49Mas de repente alguém pode até falar das artes gladiadoras, sei
- 53:54lá, alguma coisa desse nível. Artes gladiatório, não sei lá,
- 53:57mas de forma geral, eles se utilizam, né?
- 54:00É de teatralidade ou de de expressividade a partir dali, do
- 54:06do futebol, né, do da expressão corporal e tal.
- 54:09Pra impressionar, mas eles não necessariamente isso torna, né?
- 54:13O que eles estão fazendo? Arte.
- 54:17E aí, então, apesar disso, a gente ainda categoriza futebol
- 54:22como esporte como jogo, não como arte, mesmo existindo a
- 54:26expressão, né? Pessoas se se expressando
- 54:31através do futebol, né? É.
- 54:35Me parece então que a expressão futebol arte só existe porque,
- 54:38de fato, futebol não é arte, né? É uma leitura que a gente pode
- 54:42fazer a partir do futebol, para quem se expressa, para quem usa
- 54:46ele como plataforma para se expressar.
- 54:48Toda arte é expressão, mas nem toda expressão é arte.
- 54:58Com licença, meus caros, teriam ouvido direito.
- 55:01Vocês estão em busca de ouro e Glória.
- 55:04Pois eu posso lhes ajudar. Meu nome é Almir cego e eu estou
- 55:08nessa Taverna há algum tempo, ouvindo histórias de bravura e
- 55:11coragem de aventureiros que passam por aqui.
- 55:14Eu posso lhes falar sobre o que está para além da gaiola, as
- 55:18ruínas deixadas pelos antigos, as planícies de nuvens negras, a
- 55:22floresta do vento infinito, além da do Messias élfico ou até
- 55:26mesmo o que está aqui dentro, os mistérios sobre as sombras das
- 55:30Torres douradas sobre as nossas cabeças.
- 55:33O preço? Ora, eu só peço para que ao
- 55:36retornarem, vocês contem suas histórias.
- 55:38Para mim, é a forma que eu tenho de ver o mundo novamente pelas
- 55:43histórias de aventureiros valorosos como vocês.
- 55:51Trema. A gaiola dourada é um jogo de
- 55:54RPG de mesa aberta no sistema cases and rexis, usando o estilo
- 55:57how fentas e o modelo arslud. Venha explorar os ermos
- 56:01corrompidos pela estranheza, cheios de tesouros e
- 56:04oportunidades, ou venha caminhar pelas ruas de trema.
- 56:07Cheia de perigos e de segredos, os habitantes da última cidade
- 56:11do mundo aguardam por você, que tal ver o que tem para além da
- 56:15gaiola? Agora, então, já que a gente tá
- 56:41falando da expressão e tudo mais, eu queria trazer um pouco
- 56:44essa intencionalidade em se expressar para ORPG se nem todo
- 56:49RPG de contar história. Voltando nisso, né?
- 56:51De fato, os jogos que são jogos de contar história dentro do RPG
- 56:57são aqueles que ludificam a construção da narrativa.
- 57:00A gente já viu isso. Não dá para dizer que DIDD
- 57:03suporte a isso, nem que seja uma agenda minimamente contemplada
- 57:07pelas próprias ferramentas do DID, ainda que muita gente jogue
- 57:11ORPGODID com essa finalidade. E ainda que o próprio DID se
- 57:16encare dessa forma, como um jogo de contar história desde lá dos
- 57:20anos 70. E isso é um problema que eu
- 57:22venho apontando aqui há bastante tempo, né?
- 57:24ODID se encarar como um jogo de contar história sem nem tanto
- 57:28ter ferramental para isso. E trazendo um pouco para o papo
- 57:32da arte, assumindo que RPG é arte, então o jogo precisa te
- 57:36permitir exercer intencionalidade, né?
- 57:40E como exercer intencionalidade de protagonismo, por exemplo, no
- 57:44teu personagem e protagonistas são importantes, né?
- 57:47São parte fundamental de uma história.
- 57:49É como exercer intencionalidade de protagonismo no seu
- 57:52personagem, se esse personagem, ele só está no nível um.
- 57:57E ele morre de bobeira para um goblin logo no primeiro encontro
- 58:00para o jogo, né? Você não está exercendo
- 58:03intencionalidade se você, afinal de contas, definiu que ele seria
- 58:06Oo protagonista e logo de cara ele morreu, você pode abraçar
- 58:11até a narrativa emergente, como a gente chama, mas isso envolve
- 58:15abrir mão de intencionalidade e abraçar um imponderável e
- 58:19abraçar e abrir mão de intencionalidade é justamente.
- 58:22É abrir mão dessa expressão artística, me parece, porque
- 58:28arte é se expressar com intencionalidade, né?
- 58:31Se você quer um jogo de contar histórias, você de contar
- 58:34histórias, você precisa de um jogo que lutifique as vontades
- 58:37narrativas dos participantes e canalize a agência com esse
- 58:42sentido, né? Com sentido de chegar numa
- 58:45história final sintetizada. A emoção não é um fim em si.
- 58:50Né, Oo André, do narradores narrados, fala é do mestre,
- 58:55usando de técnicas diversas, muitas vezes contraditórias
- 58:59entre si, mas que ambas podem ter sua utilidade em emocionar
- 59:04os jogadores e, portanto, seriam igualmente válidas, né?
- 59:08E aí eu faço aqui uma alegoria, eu trago aqui um show de música,
- 59:12imagina que é eu sou. OOO, vocalista dessa banda e a
- 59:18minha banda, ela tem o objetivo com a sua música, né?
- 59:21Com a sua arte de fazer as pessoas sentirem medo.
- 59:26E aí pra isso eu mando trancar a casa de shows inteira com
- 59:31centenas de pessoas dentro, apago todas as luzes e executo
- 59:36uma pessoa no palco com 11 tiro na têmpora.
- 59:40E aí eu restauro o terror e continuo show.
- 59:45Ora, eu vou fazer essas pessoas sentirem medo, não vou?
- 59:49Possivelmente eu vou causar pânico naquele show.
- 59:53Será que tudo é válido? Desde que emocione, já que a
- 59:57arte é sobreexpressão, a arte é sobre emocional, os outros é
- 1:00:01fundamento da arte. Será que se OORPGO objetivo
- 1:00:04dele? Ele é um jogo de criar emoções.
- 1:00:08Tudo é válido desde que se emocione.
- 1:00:11No RPG, você quer emocionar os jogadores a ponto de eles
- 1:00:13duvidarem do que veem, por exemplo, né?
- 1:00:16Você quer a imersão completa? Você quer, de repente, fazer com
- 1:00:19que os jogadores não acreditem nos próprios olhos porque eles
- 1:00:22estão jogando 11 jogo de horror cósmico.
- 1:00:24Aí você vai lá como mestre e batiza a bebida deles com
- 1:00:28cogumelos ELSD. Ou de repente, você quer fazer
- 1:00:33que os jogadores se sintam desorientados num jogo de ação e
- 1:00:36aí você bota uma lata na cabeça de cada um e dá porradas com
- 1:00:40porrete em cada uma das latas pra que eles fiquem
- 1:00:42completamente desorientados. Eu sei que isso, no mínimo daria
- 1:00:46xilindró, né? É cadeia, né?
- 1:00:50É, enfim, seria um seria um crime, né?
- 1:00:54Mas isso é um exagero proposital que eu tô fazendo, né, tirando
- 1:00:57de lado a questão legal e moral. Será que tudo é válido para você
- 1:01:03emocionar os jogadores e se emocionar as coisas?
- 1:01:07Se é, é de fato constrói emoção, tudo é igualmente válido, como,
- 1:01:13como me parece propor o André é, e eu, obviamente, eu não vou ser
- 1:01:17gatekeeper de RPG, é muito menos de arte, né?
- 1:01:20Abordando técnicas na arte, mas eu é.
- 1:01:22A gente viu aqui que, assim como advogado, a gente pode usar de
- 1:01:26teatralidade de maneira ferramental também.
- 1:01:29A gente viu também que a arte do cinema conjuga em um sentido
- 1:01:32maior técnicas de de outras artes.
- 1:01:36Ainda assim, ela tem autonomia sobre isso.
- 1:01:38E além disso tudo, a gente já entendeu que cada arte tem suas
- 1:01:41particularidades técnicas, de acordo com a sua própria mídia.
- 1:01:45E o material dos jogos é a agência dos jogadores no RPG
- 1:01:49expressa por esse diálogo ficcional, né?
- 1:01:52E pelo repertório lúdico criado. Então, somando tudo isso, né?
- 1:01:57Da mesma forma que que na arte da pintura a gente consegue
- 1:02:03entender o que que são boas técnicas e técnicas ruins, ORPG
- 1:02:07também tem, né? Porque, afinal de contas, se
- 1:02:11você não tem boas técnicas, se você não entende das técnicas e
- 1:02:14essas técnicas, elas não dialogam com o fundamento do RPG
- 1:02:18enquanto mídia. O RPG como arte, a gente vai ter
- 1:02:21o RPG somente como suporte de expressão de alguém, não
- 1:02:24seriamente arte, assim como não se faz futebol arte.
- 1:02:27Isso e o fato da do futebol arte existir não transforma o futebol
- 1:02:31em arte? Exatamente.
- 1:02:34Então, contrariando o André, eu diria que qualquer técnica é
- 1:02:37válida para os participantes do jogo, para eles se expressarem,
- 1:02:42né? Mas o essencial é que eles
- 1:02:44exerçam seu papel e sua agência dentro do jogo.
- 1:02:47Né? Em jogo no sentido que o jogo,
- 1:02:50no sentido que o jogo dá dentro da das construções de agência
- 1:02:55que o jogo traz, né? Que seja, por exemplo, contar
- 1:02:58uma história. Logo.
- 1:03:00A gente vai usar essas técnicas, inclusive emocionar os demais,
- 1:03:04mas também trazer é construções lógicas, né?
- 1:03:09E tudo mais. A gente vai fazer isso tudo de
- 1:03:12forma, de maneira ferramental, para contar uma história, não o
- 1:03:15contrário. Né?
- 1:03:18Então a gente emociona para contar uma história.
- 1:03:20A gente não conta uma história para emocionar dentro da RPGE
- 1:03:25mais, todas as técnicas no RPG devem respeitar os fundamentos
- 1:03:31de agência dos jogadores, porque essa é a mídia com que ARPG
- 1:03:34trabalha. Essa é a substância da RPG,
- 1:03:37assim como ocorre com o cinema e a obra cinematográfica e seus
- 1:03:41fundamentos, que muitas vezes são comuns de outras artes.
- 1:03:45Logo, nem toda técnica dentro do RPG é boa e nem todo recurso que
- 1:03:50a gente pode utilizar é bom. Aquelas técnicas que prejudicam
- 1:03:55a agência dos jogadores, de certa forma, são anti jogo e
- 1:03:59trazem problema pro RPG enquanto é dentro da sua mídia, dentro da
- 1:04:04mídia que usa. Assim como a gente gravar um
- 1:04:08curta, né? 11.
- 1:04:10Película um filme em curta metragem.
- 1:04:13Né? Correu a resolução tão baixa que
- 1:04:15a imagem vai se tornar indistinta, né?
- 1:04:18Ou com um som tão cheio de ruído na gravação que prejudique a
- 1:04:22compreensão do que os atores estão falando?
- 1:04:25Isso são erros técnicos e a gente entende que são erros
- 1:04:28técnicos. Não é possível que no RPG não
- 1:04:30haja erros técnicos também, né? E, por conseguinte, que não haja
- 1:04:35boa técnica. EOO que que dá o Prumo?
- 1:04:38O que que dá o registro pra gente entender o que é boa
- 1:04:41técnica dentro dos jogos? E no caso específico do RPG,
- 1:04:45como ORPG trabalha agência, né? É logo, bons princípios, boas
- 1:04:52técnicas, permitem inclusive que a gente converse a respeito, que
- 1:04:56a gente entenda onde a gente pode melhorar o nosso jogo, né?
- 1:05:00Permite a crítica, inclusive da arte do RPG.
- 1:05:03Ser RPG é a arte. Ele merece ser criticado como
- 1:05:05arte também. E a crítica do jogo, enquanto
- 1:05:08técnica também a gente entender o que que são bons princípios, o
- 1:05:12que que são boas técnicas, et cetera, et cetera, né?
- 1:05:15Pra quem ficou em dúvida, a gente tem um episódio aqui no
- 1:05:18café com dângeo que aborda agência, né?
- 1:05:21O que que é a agência do jogador, né?
- 1:05:23E de modo geral, a agência tem um eu vou deixar o link do
- 1:05:29episódio, mas de modo geral, a agência tem um espaço dinâmico
- 1:05:33ali no jogo, né? No qual a gente possa tomar
- 1:05:36decisões, né? E essas decisões influenciem o
- 1:05:39jogo dentro do seu sentido. E aí, né, respeitando a agência,
- 1:05:45a gente tem a boa técnica no RPG, né?
- 1:05:48As boas técnicas são as técnicas, que é que ajudam a
- 1:05:54gente a promover a agência, o jogador, o espaço decisório que
- 1:05:59ele tem, né? E que ajude a gente a definir
- 1:06:02como cada um vai. É trabalhar a ficção dentro do
- 1:06:06jogo. Qual o seu papel dentro do jogo?
- 1:06:09Por outro lado, técnicas que prejudiquem a percepção ou
- 1:06:12prejudiquem ou anulem esse espaço dinâmico onde os
- 1:06:15jogadores exercem sua agência. Essas técnicas são prejudiciais
- 1:06:19ao RPG enquanto fundamento, né? Essas técnicas, elas elas podem
- 1:06:25também dar ilusão de agência e são igualmente prejudiciais
- 1:06:29nesse sentido porque. Porque se a gente abre mão de
- 1:06:32agência, a gente não está jogando, a gente está sendo cada
- 1:06:34vez mais passivo, né? E tudo bem, você pode até
- 1:06:37misturar outras técnicas dentro do dentro do RPG, mas seria a
- 1:06:41mesma coisa que levar é, por exemplo, a poesia para dentro do
- 1:06:45cinema, mas apresentar a poesia de um jeito que não faz sentido.
- 1:06:49Pra técnica e cinematográfica, pros fundamentos do cinema.
- 1:06:53Então ficaria extremamente chato.
- 1:06:55Eu ficaria uma coisa extremamente sem sentido da
- 1:06:57gente botar um poeta ali declamando pra Câmera durante 2
- 1:07:00horas, né? É, de forma geral, a gente vai
- 1:07:04trabalhar dentro dos princípios do do do cinema, né?
- 1:07:08E ainda que a gente possa trazer poesia pro cinema, é.
- 1:07:13Enfim, a gente vê aí, né? No No, no meio de produção de
- 1:07:16conteúdo, muita gente trazendo dicas e técnicas de RPG que
- 1:07:21quebram a agência do jogador ou que de alguma de algum jeito é
- 1:07:24geram AAA ilusão de agência. E isso eu acho que de certa
- 1:07:29forma prejudica o jogo no fim das contas.
- 1:07:31E aí cria todos esses problemas que a gente acaba vendo no
- 1:07:34Facebook, né? É?
- 1:07:36E um exemplo que eu posso dar disso é quando a pessoa fala
- 1:07:38assim. Ah, você já pensou em explodir a
- 1:07:41mente dos seus jogadores? Então faça o seguinte, você
- 1:07:45coloca ali, por exemplo, o grupo para fazer uma entrega de um de
- 1:07:48um material, de uma carga. O grupo sai com um caminhão e
- 1:07:51vai fazer uma entrega, uma carga, e aí os jogadores, se
- 1:07:57eles perguntarem o que que tem na carga, não sei o que você
- 1:07:59fala, não, não pode, o contratante não não permite que
- 1:08:02se abra, tem lacre, mas ainda que os jogadores.
- 1:08:06Tentem descobrir o que tem lá dentro, você não dá a
- 1:08:09informação, mesmo que eles consigam de alguma forma
- 1:08:12escanear o conteúdo do carregamento.
- 1:08:14Não revela fala, não, não tem nada demais, não sei o quê.
- 1:08:17Mas quando o grupo chega no destino deles com aquela carga,
- 1:08:21eles descobrem que eles estavam sei lá, é fazendo transporte de
- 1:08:26uma sei lá de uma carga viral que vai vai espalhar uma
- 1:08:29pandemia naquela região, né? No No mundo tá lá.
- 1:08:34Os jogadores estão sendo responsáveis por isso.
- 1:08:35E agora, o que que eles vão fazer?
- 1:08:37Veja, pra você explodir a mente dos jogadores é e falar, nossa,
- 1:08:41caraca, esse tempo todo a gente tava defendendo uma coisa
- 1:08:44péssima pra você explodir a mente dos jogadores.
- 1:08:46Você teve que admitir é sonegar informações pros jogadores, ou
- 1:08:53seja, mesmo que eles descobrissem o que tem ali
- 1:08:57dentro pra pra essa essa explosão de mente acontecer.
- 1:09:03Você teve que sonegar informações, ou seja, os
- 1:09:05jogadores não tiveram nem a chance de impactar o jogo.
- 1:09:09Será que isso é uma boa técnica? Me parece que não, ainda que
- 1:09:12certamente você conseguiria fazer a explosão de mente na
- 1:09:15cabeça dos jogadores. Será que explodir mentes nesse
- 1:09:18caso é um valor mais importante dentro dos fundamentos do RPG do
- 1:09:23que a agência? Me parece que não.
- 1:09:25Então nem toda técnica é uma boa técnica explodir mentes por
- 1:09:31sonegação de informação. E parece que antes de tudo,
- 1:09:33prejudica a agência do do do jogador, que é fundamento da
- 1:09:37RPG, né? E isso vale pro papel do mestre
- 1:09:41também, essas coisas todas, no fundo, essas técnicas, no fundo,
- 1:09:45quando são duvidosas, que não são técnicas ruins, elas nublam
- 1:09:49o papel do mestre e do Narrador. E assim como acontece com ODED
- 1:09:53lá atrás, né? No No nos anos 70, né?
- 1:09:55Quando você constrói essa figura.
- 1:09:57Do, do mestre, do Narrador e tudo mais.
- 1:10:00Ele delimita mal os seus o seu papel delimita mal as suas
- 1:10:04atribuições e seus poderes. Parece que O Mestre ele se
- 1:10:09sobrecarrega, né? Ele vai adquirindo cada vez mais
- 1:10:12poderes e cada vez mais responsabilidades.
- 1:10:14Então a gente vai construindo. Aos poucos, esse mestre que
- 1:10:17precisa aprender teatro e precisa saber escrever um
- 1:10:21romance para entender de técnicas narrativas e precisa
- 1:10:25saber dirigir um filme, dirigir atores, que precisa manjar de
- 1:10:28psicologia e todo esse efeito, Matthew murser e tudo mais.
- 1:10:32Por quê? Porque a gente não sabe o papel
- 1:10:35do mestre, né? A gente tem milhões de técnicas
- 1:10:38que vale qualquer coisa pra esse cara impressionar os jogadores
- 1:10:42deles. E no fundo, a gente está em
- 1:10:43terreno pantanoso. Não é nada garantido.
- 1:10:47E é tudo muito subjetivo nesse ponto, né?
- 1:10:50No fundo, você, como mestre preciso, só precisaria entender
- 1:10:54as ferramentas do jogo e a agenda.
- 1:10:57O sentido que o jogo propõe, que seja contar uma história, que
- 1:11:01seja superar um desafio e usar essas ferramentas de acordo.
- 1:11:04Não tem tanto mistério assim, ainda que seja complexo.
- 1:11:09É muito menos do complexo do que a gente ficar dizendo que você
- 1:11:12tem que saber como um puppet master, né?
- 1:11:15Saber é como um tintereiro, né? Puxar as linhas certas para
- 1:11:20emocionar cada jogador no momento certo.
- 1:11:23Ou até mais do que isso, que talvez seja até mais difícil.
- 1:11:26Dar as ferramentas para cada cada jogador se emocionar do
- 1:11:30jeito que quer, que envolve uma leitura ultra complexa que
- 1:11:33talvez nem os psicólogos se garantam em fazer.
- 1:11:36Porque senão a gente provavelmente acabaria com
- 1:11:39muitos problemas do mundo, né? Para muito além do RPG.
- 1:11:44Então, entendendo que o seu papel no jogo é delimitado e sua
- 1:11:48agência é canalizada, você não vai ficar buscando soluções de
- 1:11:52cunho social ou artístico necessariamente, né?
- 1:11:56Para resolver o jogo, né? Para tocar o jogo você não vai
- 1:12:00cair nesse campo extremamente subjetivo, você consegue ir por
- 1:12:03caminhos. Mais comuns, mais lúdicos, né?
- 1:12:07É, é, é tratados por todos ali, né?
- 1:12:10A mesa, todos usando as ferramentas que o jogo dá, a
- 1:12:14gente acaba tendo limitações e a gente admite pra gente mesmo,
- 1:12:18né? Nas palavras do do do Bernard
- 1:12:21sulbs, a gente estabelece pra gente mesmo.
- 1:12:25Objetivos é dentro de um jogo. E a gente busca completar esse
- 1:12:31objetivo de maneira de maneiras ineficientes.
- 1:12:33Essas maneiras ineficientes, de forma geral, são limitações de
- 1:12:36agência. Essas limitações impulsionam a
- 1:12:39nossa criatividade e permite que a gente que a gente exerça a
- 1:12:42nossa intencionalidade dentro do RPG, em teoria, dentro de nossos
- 1:12:47papéis ali. E isso nos torna iguais dentro
- 1:12:50dessa percepção, né? Ou pelo menos dentro da divisão
- 1:12:53de papéis com a qual a gente concordou e.
- 1:12:57Essa seria a arte do RPGA arte do RPG é aquela que a gente
- 1:13:02exerce. A intencionalidade dentro dessa
- 1:13:04esfera lúdica ludificada, ou seja, se você tá impressionando
- 1:13:11os jogadores, emocionando os jogadores, fora das raias
- 1:13:15lúdicas, é como jogar futebol arte.
- 1:13:20Isso não faz o futebol ser arte da mesma forma que não é isso
- 1:13:23que faz ORPG ser arte. O que faz ORPG ser arte é a
- 1:13:27gente se expressar por meio do jogo.
- 1:13:31E aí a gente volta aqui AA pensar, né?
- 1:13:36No papel de todos. Somos todos artistas no RPG, de
- 1:13:39certa forma, mas a gente precisa passar por esses canais de arte
- 1:13:43do RPGE aí nesse caso. Eu, a gente pode pensar, beleza,
- 1:13:48mas e se o objetivo do jogo, como o André colocou, for
- 1:13:51emocionar as pessoas? A gente não pode construir um
- 1:13:53RPG que ludifique essa emoção, essa construção de emoções.
- 1:13:58Então vamos aqui analisar, emocionar como agenda de jogo.
- 1:14:03Bom, o mesmo que eu venho dizendo sobre interpretar um
- 1:14:06personagem nos cafés com dângers.
- 1:14:08Aqui vale pra emocionar os coleguinhas, né?
- 1:14:13Não basta a gente interpretar um personagem, né?
- 1:14:17Isso é uma coisa que vem aí nos últimos episódios.
- 1:14:19EEE. Convido vocês a ouvirem, porque
- 1:14:22eu tento resolver esse jogador problema que fala que que faz
- 1:14:25merda, mas ele fala que ele só tá interpretando o personagem
- 1:14:28dele. Eu vim trabalhando bastante isso
- 1:14:30nos últimos últimos episódios e cheguei à conclusão de que não
- 1:14:33basta o jogador interpretar o seu próprio personagem.
- 1:14:36Ele tem que entender qual o sentido do jogo, qual a agenda o
- 1:14:40jogo propõe. Para além das suas agendas
- 1:14:43pessoais de interpretação ali, as agendas que o personagem dele
- 1:14:46possa ter, então, qual o sentido que o jogo traz, qual a agenda
- 1:14:52que o jogo traz? Isso é uma pergunta válida para
- 1:14:55a gente se fazer. Quando a gente quer emocionar os
- 1:14:57demais participantes do jogo, a gente vai fazer isso de uma
- 1:15:01maneira é de dentro de um sentido, qual o sentido?
- 1:15:04O sentido que o jogo dá, a gente vai fazer isso é emocional
- 1:15:09demais como forma de jogar. Isso vai acontecer de uma forma
- 1:15:13ou outra, né? A gente tendo consciência disso
- 1:15:16ou não, porque é assim como narrativas, os nossos jogos
- 1:15:21criam naturalmente narrativas, mas só alguns jogos ludificam
- 1:15:26isso, são de fato jogos de contar história da mesma forma
- 1:15:29emocional. Os demais é um ferramental do
- 1:15:31RPG, é um recurso que a gente usa para contar história ou para
- 1:15:35marcar um posicionamento ficcional para O Mestre e tudo
- 1:15:37mais, né? Então eu vou dar um exemplo
- 1:15:39aqui. Você chega ali na Taverna e diz,
- 1:15:42você e seu povo há décadas arrasaram.
- 1:15:45O meu pai, minha mãe, meus irmãos e todos que conheci ao
- 1:15:50longo do tempo nos escravizaram e jogaram uns com os outros.
- 1:15:55Mas é chegada a hora do troco. Esse troco pode não resolver a
- 1:16:00questão toda, pode nem ao mesmo fazer jus a toda justiça que
- 1:16:06merecemos. Mas hoje.
- 1:16:08Você sai daqui sem a sua espada mágica, herança de minha gente,
- 1:16:13ou vai sair daqui com a sua cabeça enrolada num saco?
- 1:16:18Mestre, eu estou tentando intimidar o veterano da Taverna.
- 1:16:25Bom, analisando esse exemplo aqui, né, o que que você está
- 1:16:29querendo fazer aqui? Você está usando um argumento
- 1:16:32emocional para poder, é? Fazer com que o veterano se se
- 1:16:39se morre, morra de medo do seu personagem.
- 1:16:42E, de certa forma, você está fazendo com que os demais
- 1:16:44participantes se emocionem em torno do seu argumento ali, né?
- 1:16:48EE, isso dá dando sentido para o jogo, ou seja, fazendo com que
- 1:16:53você é intimide o veterano na Taverna.
- 1:16:56Quer ser objetivo dentro do jogo, né?
- 1:16:59Pode ser contar uma história, pode ser um desafio que você
- 1:17:01está querendo superar. Mas você usa esse emocionar de
- 1:17:05uma maneira ferramental, né? E será que a gente não poderia
- 1:17:09alçar, né? Esse essa construção de
- 1:17:12sentimentos como a própria agenda do jogo, como o próprio
- 1:17:17sentido do jogo, talvez. Mas não é o que me parece
- 1:17:21acontecer nos jogos que a gente costuma abordar nos jogos que a
- 1:17:24gente que a gente tem por aí, os jogos que eu conheça.
- 1:17:27Eu sou um pouco cético em relação a agendas de jogo que
- 1:17:30não sejam a agenda de contar história e agenda de superar
- 1:17:34desafios, né? Me parece que todos os jogos
- 1:17:37acabam tendo o seu sentido em contar histórias ou o seu
- 1:17:40sentido em superar desafios e que em torno disso ele constrói.
- 1:17:44Todo o seu ferramental, o seu recorte de simulação e tudo
- 1:17:47mais. Mas se houver um jogo que
- 1:17:50ludifique esses impulsos de emocionar os demais, não de uma
- 1:17:56maneira ferramental, mas como o objetivo do jogo, né?
- 1:17:59Assim como fazem os jogos de contar história com as
- 1:18:02categorias narrativas. Me parece que de alguma forma é
- 1:18:06isso deixa de ser somente uma ferramenta e passa a ser o
- 1:18:08objetivo do jogo, como defende o André.
- 1:18:12Mas não parece ser o caso com os jogos de RPG atualmente.
- 1:18:15Então trago aqui um desafio, né? Se você acha que existe algum
- 1:18:20jogo que ludifique essa construção de de emocionar os
- 1:18:26demais e que isso seja o sentido do jogo.
- 1:18:29Aponta aqui que eu acho que de repente a gente pode trabalhar,
- 1:18:31pode abordar um pouco isso. Ou se você de repente você isso,
- 1:18:35isso traz um insight pra você construir esse jogo.
- 1:18:37Vou ficar muito empolgado de saber que uma reflexão dessa te
- 1:18:41trouxe é construir um jogo com essa agenda e fazer isso
- 1:18:43funcionar. Mas me parece que isso acontece
- 1:18:47de forma geral, de um de um jeito meio Freestyle, nisso que
- 1:18:51a gente chama de RPG show. É, eu acho que isso tudo dialoga
- 1:18:55muito com uma eventual agenda. De RPG show que seria é
- 1:19:00construir essa estética por uma plateia, mas para isso existir
- 1:19:07como arte dentro do jogo, isso precisa estar desenhado dentro
- 1:19:10do jogo. Cozinhado nas suas regras, nas
- 1:19:12suas mecânicas, nas suas dinâmicas.
- 1:19:14Etcétera etcétera, né? Trabalhando a agência dos
- 1:19:17jogadores ludificada com esse objetivo de emocionar as
- 1:19:22pessoas. No mainstream, me parece que
- 1:19:25isso acontece de uma forma meio solta, né?
- 1:19:27De uma forma não ludificada. Assim como os antigos começaram
- 1:19:31a jogar DID, né? Pensando que poderiam jogar DID,
- 1:19:34contando uma história. Que é uma coisa que existe desde
- 1:19:38o início do hobby, ainda que ODED, tenha ferramentas de
- 1:19:42criação de desafios, né? Muita gente quis tentar utilizar
- 1:19:46essas ferramentas para contar histórias, como eu falei.
- 1:19:48E até hoje esse esse problema persiste.
- 1:19:51São as pessoas tomando sopa de garfo, tamando sol com a
- 1:19:54peneira. Mas pode ser que um dia construa
- 1:19:57um jogo contemplando. Esse objetivo de show que
- 1:20:01ludifique isso, mas por enquanto emocional os demais, me parece
- 1:20:0511 ferramental do RPG mais um ferramental do RPG, né?
- 1:20:10É e que mesmo que você tenha boas técnicas que levem você AA
- 1:20:16emocionar os demais, essas técnicas serão boas sempre que
- 1:20:20elas respeitarem a agência dos jogadores e não serão boas
- 1:20:23técnicas quando não respeitarem. E assim.
- 1:20:26É a é, é a mídia básica do RPG, né?
- 1:20:30E de toda a forma, me parece difícil controlar as emoções
- 1:20:33como fim. Então eu sou cético em relação a
- 1:20:36essa agenda, né? Mesmo no cinema, por exemplo,
- 1:20:39que tem um polo passivo, que são os os espectadores, né?
- 1:20:43Cativos de uma sala escura, climatizada, eventualmente até
- 1:20:46com cheiro e com. Treme treme na cadeira, né?
- 1:20:50Só aquela tela iluminada ali, o som surround.
- 1:20:53Por uma experiência máxima. Ainda assim, é difícil a gente
- 1:20:56garantir experiências emocionais específicas, então ORPG, isso me
- 1:21:01parece bastante inalcançável, mas eu lanço aqui o desafio, né?
- 1:21:05Principalmente se já existe. Se de repente alguém me link um
- 1:21:08RPG que já faz isso, eu vou ficar animadão e descobrir que
- 1:21:11já existe. Mas parece que os títulos atuais
- 1:21:13RPG tipo DID. O tulo van pire PB t ais e tudo
- 1:21:19mais. Eles, de forma geral, contam
- 1:21:21história ou trazem desafios, né? E essa agenda de emocionar não
- 1:21:25me parece modificado em união deles.
- 1:21:28É, e de certa forma, a gente se desapegar desse mestre modulador
- 1:21:35de emoções, né? Que eu já tentei ser, me trouxe
- 1:21:39é, é, acho que traz pra gente, é. 11 Panorama interessante, um
- 1:21:45Panorama com menos responsabilidades pro mestre,
- 1:21:48com menos peso nas suas costas, o que muitas vezes faz com que
- 1:21:52essa pessoa, esse mestre, abra mão de muito poder também, né?
- 1:21:56E isso traz mais poder e autonomia pro resto do grupo,
- 1:22:00né? Isso traz agendas de jogo mais
- 1:22:03claras, né? E jogos menos dependentes de
- 1:22:06grupos socialmente muito bem azeitados, onde um conheça muito
- 1:22:10bem o perfil psicológico do outro que quer.
- 1:22:13Emocionar, né? E menos mestres com necessidade
- 1:22:17de serem rockstars Matthew mercers, né?
- 1:22:20Responsáveis diretos pela diversão do grupo, pela
- 1:22:24segurança psicológica e pelo controle de emoções.
- 1:22:28Então isso me parece construir um jogo mais sadio, a gente
- 1:22:32abandonar essa. Essa necessidade de ficar
- 1:22:36controlando microgerenciando AA as AA as as emoções, né?
- 1:22:43E mais difícil do que isso, até construindo ferramentas
- 1:22:46específicas e técnicas específicas.
- 1:22:49Com o fim de emocionar, me parece mais fácil a gente
- 1:22:53abraçar as emoções que vem com o jogar, assim como acontece com a
- 1:22:56narrativa emergente, né? É ainda que se alguém em algum
- 1:23:01momento conseguiu dentro da Ford lá, né?
- 1:23:04E todos aqueles movimentos de RPG dos anos 2000 conseguiram
- 1:23:08construir os story games. E parece possível, quem sabe,
- 1:23:11construir jogos que ludifiquem o emocionar.
- 1:23:15Mas até isso acontecer, você tomar pra si a responsabilidade
- 1:23:19emocional demais me parece sobrecarga.
- 1:23:22E parece uma coisa difícil de alcançar com as ferramentas que
- 1:23:25a gente tem hoje em dia. Se a gente quiser que isso
- 1:23:27aconteça, a gente precisa construir um jogo, contar as
- 1:23:30ferramentas, contar uma agenda, contar o sentido de jogar que
- 1:23:35transforme essa arte do RPG nisso.
- 1:23:40Então vamos jogar os jogadores, sim, como disse o André, mas
- 1:23:45através do jogo e não a despeito dele.
- 1:23:55Convido a todos então a refletirem, concordarem e
- 1:23:58discordarem de mim produzir em cima ou elaborarem a respeito.
- 1:24:02Eu acho que a gente pode discordar e concordar também em
- 1:24:05vários pontos e acho esse tema interessantíssimo e dá muito
- 1:24:08pano pra Manga, sem dúvida, né? Então a gente pode é ajudar AA,
- 1:24:13melhorar a consciência geral que a gente tem na comunidade sobre.
- 1:24:17Técnicas de RPG fundamentos do RPG.
- 1:24:20Isso certamente vai ajudar a gente a emancipar ORPG dentro do
- 1:24:25game design, enquanto disciplina e até mesmo enquanto arte.
- 1:24:29Como uma arte autônoma, cheia de particularidades que eu acho que
- 1:24:33valem a pena serem pensadas e refletidas sempre.
- 1:24:37Então agradeço muito. O material excelente do André e
- 1:24:41do bom trabalho pro desempenho. Aí a galera do você que lute
- 1:24:45também, que trouxe essa provocação.
- 1:24:47Então valeuzaço galera, espero que você, ouvinte, tenha
- 1:24:50curtido. Eu vou deixar aí uma pergunta na
- 1:24:52enquete do programa perguntando, você concorda que RPG é um jogo
- 1:24:56de gerar emoções, sim ou não? E também abriu espaço para você
- 1:25:00comentar o que você acha sobre essa coisa de emocionar como
- 1:25:04agenda de jogo. No fim, vou deixar ali o link no
- 1:25:07descritivo do episódio, os links dos anúncios.
- 1:25:09Então aí o link do RPG do Jô, mais uma vez agradecendo a
- 1:25:13galera do RPG do Jô, que proporcionou esses episódios das
- 1:25:16terças aí durante essa temporada.
- 1:25:18Então ingresse lá galera no RPG do Jô e veja o tanto de
- 1:25:22experimento que eles têm de de jogos e o tanto de de de
- 1:25:27pensamento que eles produzem ali na comunidade.
- 1:25:29É excepcional mesmo. Então agradeço demais aí galera
- 1:25:33e recomendo que vocês entrem, vou deixar o link.
- 1:25:35Vou deixar o link também para você apoiar o café com dângel
- 1:25:37para a gente voltar a ter mais dias na semana.
- 1:25:39Agora a gente vai ter episódios somente às quintas, então vai
- 1:25:43ficar com menos episódios. Você estava curtindo de ter 2
- 1:25:45vezes essa semana? Espalhe a palavra, faça com que
- 1:25:48as pessoas assinem aí o café com dângel e jogue beergotem.
- 1:25:51Vou deixar também o link para para os episódios do café com
- 1:25:55dângel, como mencionei. Todo mestre de RPG é game
- 1:25:58designer, ficção narrativa na RPG, desenho de papéis na RPG,
- 1:26:02reflexões sobre a agência do jogador e interpretando no RPG.
- 1:26:06No mais lembrar, você pode se tornar um assinante do café com
- 1:26:09dângeo lá em apoia.se barra, café com dângeo, como eu falei,
- 1:26:12ajudando a gente a ter novamente 5 episódios semanais, como eu
- 1:26:16era na primeira temporada. Olha que sonho, mas também.
- 1:26:19É participando de um grupo muito maneiro de Telegram, de onde a
- 1:26:22galera debate RPG com essa profundidade que a gente está
- 1:26:25acostumado aqui também lembrar que se você gostou especialmente
- 1:26:30do café com dânjão de hoje, você pode deixar pra gente uma
- 1:26:32gorjeta. Manda um Pix em qualquer valor
- 1:26:35pra café comdanjao@gmail.com e eu vou agradecer demais.
- 1:26:39A gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:26:42marca que quer ter um dia na semana no café com dângel, você
- 1:26:45pode financiar um episódio semanal no podcast e fazer a
- 1:26:48Alegria da massa rpgista consulta a gente lá em café
- 1:26:51comdangel@gmail.com e a gente tem uma proposta especial para
- 1:26:54você. Pode consultar também a gente
- 1:26:56sobre parcerias e anúncios. A gente trabalha não somente com
- 1:26:59marcas de RPG, mas também de outros ramos, como educação,
- 1:27:02tecnologia, cafés, é jogos, mídia, et cetera.
- 1:27:07Se você quer colaborar com a gente, manda aí um papo.
- 1:27:10No nosso e-mail demorou no mais agradecer o Tito, editor desse
- 1:27:14episódio. Valeu, usasse o Tito pela edição
- 1:27:16aí e agradecer a galera que torna possível essa aventura.
- 1:27:19Os nossos assinantes. Então o pessoal do nível
- 1:27:21incentivo, incluindo o enée e os apuro Suzuki é valeu demais.
- 1:27:26É o pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí Oo
- 1:27:29Chico Siqueira, o Renan cretelli e o Rogério Paiva Diniz Júnior.
- 1:27:33Um salvo especial para os assinantes nível RPG do Jô,
- 1:27:36dentre eles o Felipe scostega e o Marcos Vinícius ornelas.
- 1:27:40É o Pedro Borges, o Rafael garotti, o Vinícius e o Vitor
- 1:27:43Hugo Martins. É um abraço aos membros do Trump
- 1:27:46Antonio fantasy. E eles são, Abílio Júnior, César
- 1:27:49Machado, Daniel Haidar, Diego cestito, Douglas bahense, Leo
- 1:27:52gasparuto, Marcos Gonçalves, Mateus piqueira, Rafael bardal,
- 1:27:55Bruno COB, João burla, Mark e Gui providelo.
- 1:27:58Em imenso agradecimento aos membros do café com balbi, no
- 1:28:01caso aqui o Thiago Augusto, valeuzaço Thiago pelo apoio de
- 1:28:05sempre, pela proximidade no papo aí, valeuzaço, cara.
- 1:28:08Um abraço pessoal e até a próxima.
- 1:28:31De repente, me dá uma vantagem incontrolável de fazer cocô.