Latest / Galinha Viajante - Videogames / GV#238: Kena Bridge of Spirits - E se Zelda e Spyro fossem da Pixar?
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- 0:00SPEAKER_08: Curte o trabalho do Galinha Viajante em 14.me barra galeria Velhajante ou diretamente no pixe arroba galeria Viajante.com.br junto com o podcast do livro, mas com jogos hoje não temos convidados nessa manhã realidade não teremos hoje mentira, até temos fofíssimos, bonitinhos e com chapeuzinhos maravilhosos que são os rotts a gente vai falar de que hoje, sabana readas de Kena Bridge of Spirits!
- 0:59SPEAKER_04: Oh my fucking god, let's go! Um jogão que acendeu aí discussões na internet, discussões acaloradas sobre o que é o jogo indie, e meu Deus, isso é indie não é indie, calma.
- 1:12SPEAKER_04: Calma, foi o precursor.
- 1:13SPEAKER_04: Foi o precursor aí, infelizmente, é uma mancha nessa desse jogo aí.
- 1:17SPEAKER_04: Isso aí.
- 1:17SPEAKER_04: Mas que no fundo é um jogo muito bom, o ponto.
- 1:19SPEAKER_04: É isso que ele é.
- 1:20SPEAKER_04: É um joguinho que eu acho que é legal falando galinha, porque ele tem uma história de como ele veio a surgir.
- 1:25SPEAKER_04: Cara.
- 1:26SPEAKER_04: Muito legal.
- 1:26SPEAKER_08: Fenomenal, eu não tinha ideia.
- 1:28SPEAKER_04: E, cara, é muito foda.
- 1:29SPEAKER_04: É isso que eu acho legal de jogos.
- 1:31SPEAKER_04: Quando tu vai a fundo assim, estudar, porra, quem são os criadores?
- 1:35SPEAKER_04: Onde é que eles vieram?
- 1:37SPEAKER_04: Por que o jogo é assim, não é diferente?
- 1:40SPEAKER_04: Porque tu vai lá e tu acha o motivo.
- 1:42SPEAKER_04: Sabe?
- 1:42SPEAKER_04: Sim.
- 1:42SPEAKER_04: A gente falou no ano passado sobre Cupheads e é parecido.
- 1:46SPEAKER_08: Mesma vibe, né?
- 1:47SPEAKER_04: Em relação, tipo assim, a história, pô, eles queriam fazer uma coisa específica, por quê?
- 1:51SPEAKER_04: Porque sim, não, tem uma razão.
- 1:53SPEAKER_04: Então, pô, isso que é muito massa.
- 1:55SPEAKER_04: E você, ouvinte, vai conhecer hoje aqui por que Kenna parece tanto com a Pixar.
- 2:02SPEAKER_04: É um jogo de passar fase 3D que parece PS2.
- 2:06SPEAKER_04: E que não é ator que parece muito com o Zelda.
- 2:08SPEAKER_04: Então, assim.
- 2:09SPEAKER_04: Também não é ator.
- 2:10SPEAKER_04: Tudo isso não é por acaso.
- 2:12SPEAKER_08: Nada é por acaso, nada é por acaso, gente.
- 2:14SPEAKER_08: É isso aí.
- 2:15SPEAKER_08: Kena, dois pontos.
- 2:16SPEAKER_08: Bridge of Spirit.
- 2:17SPEAKER_08: Vai ser o nosso tema de hoje, mas antes, Samuel Reuras, você que tá ouvindo aqui, galera, poxa, quer manter o galinha vivo?
- 2:25SPEAKER_08: Quer não precisar de uma Kena pra fazer a passagem com a gente?
- 2:28SPEAKER_08: Que porra que pesou o clima.
- 2:31SPEAKER_08: Vai lá pra Catarse Pan TV.
- 2:33SPEAKER_08: Parra, galinha, viajante de Sabuca.
- 2:35SPEAKER_08: Por 12 chapeuzinhos, por 12 bonés de beisebol, 12 bonézinhos, você tem o quê?
- 2:40SPEAKER_04: Por 12 chapeuzinhos de palha, por 12 bandanas do Ryu.
- 2:44SPEAKER_04: E isso aí!
- 2:45SPEAKER_02: O mundo tá girando nos entornos do dinheiro.
- 2:49SPEAKER_02: O dinheiro é necessário.
- 2:50SPEAKER_02: É pra gente fazer intenções nas nossas vidas.
- 2:54SPEAKER_04: Você é um ouvinte aí, você ganha Epi mensal exclusivo.
- 2:57SPEAKER_04: Uhum.
- 2:58SPEAKER_04: Você ganha Epi toda semana antecipado.
- 3:01SPEAKER_04: Sim.
- 3:01SPEAKER_04: Você recebe acesso ao nosso grupinho do Telegram.
- 3:05SPEAKER_04: Tem muita gente lá pra conversar, bater papo sobre joguinhos.
- 3:08SPEAKER_04: E você ajuda o galinho a ficar vivo.
- 3:09SPEAKER_10: Porra, do ação é o caralho, porra.
- 3:11SPEAKER_10: Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, moro, cara.
- 3:14SPEAKER_10: Não pode, meu irmão.
- 3:15SPEAKER_10: Foda-se.
- 3:16SPEAKER_04: Pô, ajuda como então?
- 3:17SPEAKER_04: Pô, compartilha o galinho com o amiguinho.
- 3:20SPEAKER_04: É.
- 3:20SPEAKER_04: Manda o episódio, sabe?
- 3:22SPEAKER_08: Manda pro seu amigo Riquinho pra ele assinar por você e por ele, olha só.
- 3:26SPEAKER_04: Aquele que só anda de camisa polo.
- 3:28SPEAKER_04: Isso.
- 3:29SPEAKER_04: De sapa-tênis.
- 3:30SPEAKER_04: Aquele lá.
- 3:31SPEAKER_04: Aquilo.
- 3:32SPEAKER_04: Aquele lá.
- 3:32SPEAKER_04: Mostra a gente, compartilha a gente e se puder, apoia a gente com o seu dinheiro muito maravilhoso em catarse.me barr.
- 3:41SPEAKER_04: Galinha viajante.
- 3:42SPEAKER_08: É isso.
- 3:43SPEAKER_08: Tem mais delongas, não tem espada, mas tem arma pra ele colecionar aqui um monte de chapéus pros amiguinhos dele, né?
- 3:49SPEAKER_08: Vai naquele gigabeth, meu filho.
- 4:50SPEAKER_08: Gee, jacra de Kena, Bridge of Spirit, lançada em 21 de setembro de 2021, para PS4, PS5 e PC, em 15 de agosto de 2024, caralho, para Xbox One e Series.
- 5:03SPEAKER_08: E em 26 de março de 26, para o Switch 2, resumão da galinha para você que nunca ouviu Kenna, nunca jogou Kenna.
- 5:11SPEAKER_08: Enfrente o passado e ajude espírito a encontrarem uma maneira de seguir em frente nesse jogo de ação e aventura com os teperinhos de Collectaton e um feeling inexplicável de PS1 e PS2.
- 5:22SPEAKER_08: Você é Kenna, uma guia espiritual capaz de conversar e interagir com espíritos dos mortos.
- 5:26SPEAKER_08: Ajude-os a entenderem e resolverem seus traumas e traga a vida de volta a uma vila remota enquanto encontra o seu próprio caminho em direção ao santuário da montanha.
- 5:35SPEAKER_08: Explore florestas, cavernas, cumprir o verdadeiro objetivo desse jogo: encontrar o máximo de chapéus possíveis para os seus mascotinhos peludinhos.
- 5:45SPEAKER_04: Que fofura, cara.
- 5:47SPEAKER_04: O verdadeiro endgame desse jogo.
- 5:48SPEAKER_04: Exatamente.
- 5:49SPEAKER_04: O Fashion Souls aqui é Fashion Rots.
- 5:51SPEAKER_04: Fashion Rots, exatamente.
- 5:53SPEAKER_04: As bolotinhas pretinhas, fofinhas ali, peludinhas.
- 5:55SPEAKER_04: Que maravilha, cara.
- 5:56SPEAKER_04: Que foda.
- 5:57SPEAKER_04: É isso, joguinho lançado aí em 2021, da Playstation e PC.
- 6:01SPEAKER_04: E não à toa sem versão pra Xbox Switch no começo, porque a Sony beteu dinheiro nesse negócio aí.
- 6:06SPEAKER_08: Ah, bom.
- 6:07SPEAKER_04: A Sony bancou.
- 6:08SPEAKER_08: Bancou.
- 6:08SPEAKER_04: Ah, então não é Indy.
- 6:09SPEAKER_04: Vamos chegar lá.
- 6:10SPEAKER_04: Calma! Calma, ouvinte!
- 6:13SPEAKER_08: A galinha vai botar o pé nessa discussão de uma vez por todas as coisas.
- 6:15SPEAKER_08: Vamos colocar finalmente aí, chegou a hora.
- 6:17SPEAKER_04: Mas lançou o poder Playbox depois, acabou de sair pra Garapla Switch 2 também, e uma versão bem boa, inclusive.
- 6:23SPEAKER_04: Bom.
- 6:23SPEAKER_04: E anunciou esse ano, inclusive, também aí o Kena 2.
- 6:28SPEAKER_08: Kena 2.
- 6:28SPEAKER_04: Que vai sair esse ano em algum momento aí ano que vem, sei lá, mas que eu tô no hype já, porque, cara, assim, ó, é muito louco quando sai um jogo desse aqui.
- 6:37SPEAKER_04: E tu fica assim, pô, da onde veio isso?
- 6:39SPEAKER_04: Não é porque é um jogo que tem uma cara de jogo grande.
- 6:42SPEAKER_04: Jogo bonito, já jogou o jogo, assim, porra, teve um destaque legal na própria Sony, nos eventos do Playstation e tal.
- 6:49SPEAKER_04: Tu fica assim, caralho, quem fodendos é Amber Lab, que estúdio é esse que nunca fez jogo nenhum na vida.
- 6:56SPEAKER_04: Que porra é essa que veio do nada aí e já veio com toda essa banca?
- 7:00SPEAKER_04: E, cara, a história do Amber Lab é bem legal de conversar.
- 7:03SPEAKER_08: Bacana, Amber Lab aí, que são os criadores.
- 7:06SPEAKER_08: Cara, acho que a principal coisa que me chamou a atenção, a gente vai falar disso um pouquinho mais pra frente, mas não é só o visual de filme Pixar, não, Samuca.
- 7:14SPEAKER_08: Ele tem uma estrutura muito filme Pixar, no geral.
- 7:17SPEAKER_08: A forma como o jogo vai se desenvolvendo aí.
- 7:20SPEAKER_08: O Amber Lab foi fundado pelo Josh Greer, que toca a parte técnica do jogo, e Mike Greer, que toca a parte criativa.
- 7:27SPEAKER_08: São dois estadunidenses que moravam na Flórida.
- 7:31SPEAKER_08: E o pai deles, que era o Ed Greer, o Ed Greer é o executivo de uma empresa pequena, próxima ali, na tal de Disney.
- 7:37SPEAKER_08: Vocês já ouviram falar.
- 7:39SPEAKER_04: Pouca bosta ali.
- 7:41SPEAKER_08: Pouquinha, pouquinha coisa.
- 7:43SPEAKER_08: Bom, da infância dos dois até a faculdade, do Josh e do Michael, Ed Greer trabalhou na Disney dos Estados Unidos, Europa e também por muito tempo na Disney do Japão.
- 7:54SPEAKER_08: E aí, nesse tempo, os dois irmãos acabaram tendo muito acesso à coisa dos bastidores e foram gostando desse mundo de desenhos animados, de parque, né?
- 8:04SPEAKER_08: Essa coisa mágica que tem da Disney, né?
- 8:08SPEAKER_04: É, o rolê que, pô, é um.
- 8:11SPEAKER_04: Acho que é uma.
- 8:12SPEAKER_04: É uma curiosidade, acho que geral, de crianças que curtem a Disney.
- 8:16SPEAKER_04: Saber assim, o que tem por trás dessa porra dessa portinha que eu não posso ir ali?
- 8:20SPEAKER_04: Sim, com certeza.
- 8:21SPEAKER_04: Se eu for assim, se eu pular aqui essa muretinha aqui, vou parar onde?
- 8:25SPEAKER_04: O que é isso?
- 8:26SPEAKER_04: Tanto que teve um vídeo que finalizou essa semana, agora da gravação aqui, que tem um animatronic do Olaf, que deu pau na Disney.
- 8:34SPEAKER_04: Olaf do Frozen, aquele buraco de nef do Frozen.
- 8:37SPEAKER_04: Sim.
- 8:37SPEAKER_04: Ele é um robôzinho, de uma alturinha assim, de um metro de altura, mais ou menos.
- 8:41SPEAKER_04: E ele tava lá, tipo um robôzinho de boa, assim, faz um showzinho dele, falando com as crianças e tal.
- 8:45SPEAKER_04: De repente o robô para, entra em tipous e cai de costas no chão.
- 8:49SPEAKER_04: Ok.
- 8:50SPEAKER_04: E as crianças, tipo, AAAAAH!
- 8:52SPEAKER_06: O Olaf morreu!
- 8:55SPEAKER_04: Uma cena muito horrorosa que vai, acho que marcar a criança pra sempre aí.
- 8:59SPEAKER_04: Nossa, cara.
- 9:00SPEAKER_04: E, cara, depois que essa fase passa de tu achar que é de verdade, né?
- 9:04SPEAKER_04: Vem a fase de, tá bom, eu sei que é de mentira, mas qual que é a verdade, então, por trás disso aí?
- 9:10SPEAKER_08: Como é que faz isso, né?
- 9:11SPEAKER_04: Quem que tá embaixo das roupas que são o Mickey e o Pateta e o Donald?
- 9:15SPEAKER_04: Esse robô aqui é um robô que alguém controla, ele é automático, ele não é?
- 9:20SPEAKER_04: Essa vontade de ver o making off.
- 9:22SPEAKER_04: Eu sempre tive muito também.
- 9:24SPEAKER_04: Eu curto muito ver making off de coisas em geral.
- 9:26SPEAKER_04: E eu acho que é muito comum ir pra eles, Josh e Mike Greer, aí, acho que foi muito isso, né?
- 9:31SPEAKER_04: Eles tinham esse acesso, eles podiam ver esse bastidores aí por trás dos panos da Disney.
- 9:37SPEAKER_04: E, cara, a Disney tem um histórico de cuidar muito com isso.
- 9:40SPEAKER_04: Eles se esforçam pra caralho pra manter essa imagem de mundo mágico, de reino encantado.
- 9:46SPEAKER_08: Eu ia falar isso agora, eu ia falar isso agora.
- 9:48SPEAKER_04: E não mostrar, tipo, nem assim um parafuso que seja fora de lugar pra não quebrar ali a magia, entre aspas, que eles querem colocar nos parques.
- 9:58SPEAKER_08: As behind the scenes da Disney estão cada vez mais raras, inclusive, né?
- 10:02SPEAKER_04: Muito raras, muito raras.
- 10:03SPEAKER_04: Até tipo, quem trampa lá não pode falar muito sobre isso depois.
- 10:07SPEAKER_08: NGAs pesadíssimos.
- 10:09SPEAKER_08: NGA pesa.
- 10:10SPEAKER_04: Tem a NJA bem pesado.
- 10:12SPEAKER_04: Então, pô, os caras com acesso a isso, porque o pai trampava nesse negócio aí.
- 10:16SPEAKER_04: E assim, não era pouca bosta o pai deles, sabe?
- 10:19SPEAKER_04: Ele na Disney Japão, ele foi o VP do parque da Porta Toline.
- 10:23SPEAKER_04: Então ele era um pica no negócio.
- 10:25SPEAKER_04: Ele ficou ali um bom tempo na Disney em geral e trabalhou, como tu falou aí, tipo, nos Estados Unidos, Europa, Japão, então.
- 10:30SPEAKER_04: Ele tinha acesso, ele não era assim, alguém em qualquer lá dentro da Disney.
- 10:35SPEAKER_04: E, porra, os guri aí estavam no.
- 10:38SPEAKER_04: Onde eles queriam estar, né?
- 10:39SPEAKER_04: Vendo toda a parte por trás aí.
- 10:41SPEAKER_04: Então eles fundaram um dia aí o Amber Lab, depois de uma longa história de estudo, de um monte de coisa, depois de falar pra quem isso aí no bloco seguinte aí.
- 10:50SPEAKER_04: E esse nome, ele também tem um pouco a ver com essa história, né?
- 10:54SPEAKER_04: Assim, daí tipo, o quanto dessa história de nome do Amber Lab é verdade e o quanto é marketing, jamais saberemos.
- 11:02SPEAKER_04: Até porque os caras tentavam com marketing antes de fazer videogame.
- 11:05SPEAKER_04: Então, assim, não sabem.
- 11:06SPEAKER_08: Então, eles têm.
- 11:07SPEAKER_08: Eles entendem do molho, né?
- 11:08SPEAKER_04: Eles entendem.
- 11:09SPEAKER_04: Entendem.
- 11:10SPEAKER_04: Mas dizem eles que Amberlab, né?
- 11:12SPEAKER_04: Amber é brasa, em inglês, e Lab é laboratório, de laboratório, né?
- 11:16SPEAKER_04: Lab.
- 11:17SPEAKER_04: Então, segundo eles, Amber Lab chama assim porque eles queriam ser um laboratório que fosse inovador, criativo e que pudesse ser um dia a brasa pra acender o fogo da criatividade nas pessoas.
- 11:29SPEAKER_04: Assim como eles tinham esse fogo acerto por causa da Disney e do que eles jogavam antes, enfim.
- 11:35SPEAKER_04: Aí abre aspas, olha que frase bonita, que frase maravilhosa aqui, que frase boa de marketing.
- 11:41SPEAKER_04: Brasas são uma excelente representação de histórias.
- 11:44SPEAKER_04: Elas continuam com a gente queimando até muito tempo depois do fim da história.
- 11:48SPEAKER_04: Atravessam culturas e continentes explodindo em chamas.
- 11:52SPEAKER_04: Nosso sonho é inspirar futuras gerações de contadores de histórias.
- 11:58SPEAKER_04: É isso, né?
- 11:59SPEAKER_04: Eu não sei quanto disso aí é ego também.
- 12:00SPEAKER_04: Falar assim, pô, a gente vai ser a brasa que vai explodir em criatividade por culturas e continentes.
- 12:06SPEAKER_04: Calma.
- 12:07SPEAKER_04: É, calma, por favor.
- 12:08SPEAKER_04: Mas tudo bem ter esse sonho.
- 12:10SPEAKER_04: Tudo bem ter esse sonho.
- 12:10SPEAKER_04: Ele fala que nosso sonho é inspirar futuras gerações de pessoas que vão contar histórias um dia, assim como a nossa inspiração veio de algum lugar também que tinha antes.
- 12:20SPEAKER_04: Eu acho que é válido ter esse sonho.
- 12:22SPEAKER_04: É válido ter essa ideia de passar pra frente alguma coisa que inspire alguém um dia de novo.
- 12:28SPEAKER_04: É legal isso aí.
- 12:29SPEAKER_08: É legal, pelo menos essa tarefa foi muito bem feita no Canon, porque não só a familiaridade visual do jogo, né?
- 12:39SPEAKER_08: Mas como a gente falou ali no resumão, essa coisa de você trazer de volta coisas do videogame que formaram você, né?
- 12:48SPEAKER_08: Porque eles estão formados, vamos dizer assim, por Disney.
- 12:53SPEAKER_08: Os panos de trás da Disney.
- 12:55SPEAKER_08: E Zelda, por exemplo.
- 12:56SPEAKER_08: Também.
- 12:57SPEAKER_08: Que é uma grande inspiração pros caras.
- 12:59SPEAKER_08: E aí acaba que eles foram pra esse lado da produção, né?
- 13:03SPEAKER_08: Assim, os caras falando parece que eles estão pagando um pau absurdo pra eles mesmos, né?
- 13:08SPEAKER_04: Isso é.
- 13:09SPEAKER_08: Falar que é verdade.
- 13:10SPEAKER_08: Parece que eles estão, assim, realmente se achando a última bolacha do pacote.
- 13:15SPEAKER_08: Samuca, o último Oreo.
- 13:16SPEAKER_04: A próxima Disney.
- 13:18SPEAKER_08: Exatamente.
- 13:20SPEAKER_08: A Disney vai acabar e quem vai surgir vai ser a Amber.
- 13:22SPEAKER_08: Isso.
- 13:23SPEAKER_08: Então, calma.
- 13:24SPEAKER_08: Calma, irmãos, eu entendo, mas calma.
- 13:26SPEAKER_08: Calma.
- 13:27SPEAKER_08: Mas mesmo assim, o trabalho dos caras fala muito mais por eles do que essa frase super marqueteira que eles fizeram aí.
- 13:35SPEAKER_08: Falam muito, falam muitíssimo deles.
- 13:37SPEAKER_08: Sim, sim.
- 13:38SPEAKER_08: Antes de Kenna, Samuca.
- 13:40SPEAKER_08: Vamos lá.
- 13:40SPEAKER_08: Tem pré-Kenna, tem um Pre Kana.
- 13:42SPEAKER_04: É, isso é uma coisa importante.
- 13:43SPEAKER_04: Embora a Kena tenha inaugurado o estúdio como um estúdio de videogames, já existiam o Emberlab por muitos anos antes do Kana ser lançado.
- 13:53SPEAKER_04: O estúdio foi criado aí em 2009 e em 21 saiu o Kana.
- 13:57SPEAKER_04: Então, pô, eu falo 15 anos sem porra nenhuma?
- 13:58SPEAKER_04: Não, não ficaram.
- 14:00SPEAKER_04: Só que não era games.
- 14:02SPEAKER_08: De uma certa forma era, né?
- 14:03SPEAKER_08: Porque tinha Advergame também, né?
- 14:05SPEAKER_04: Tinha também, verdade, verdade, verdade.
- 14:07SPEAKER_08: Eu entendo de onde vem essa coisa de falar que Advergame não é game, eu entendo.
- 14:12SPEAKER_04: É, só que não tem o objetivo de entreter.
- 14:14SPEAKER_04: É.
- 14:14SPEAKER_04: Tem só de vender coisas.
- 14:15SPEAKER_08: Adventer, exatamente.
- 14:17SPEAKER_08: Por alguns anos o estúdio trabalhou pra várias marcas, tipo Coca-Cola, KFC, MBL.
- 14:25SPEAKER_08: MLB.
- 14:26SPEAKER_08: MBL, não, calma.
- 14:28SPEAKER_08: Caralho.
- 14:28SPEAKER_08: Calma.
- 14:29SPEAKER_08: Caralho, a dislexia.
- 14:31SPEAKER_08: Ela chegou com uma voadora aqui.
- 14:33SPEAKER_04: MLB! Major League Baseball.
- 14:36SPEAKER_08: Major League Baseball, tá?
- 14:38SPEAKER_08: Isso aí.
- 14:39SPEAKER_08: Pra MLB.
- 14:40SPEAKER_08: Com animações e advergames também.
- 14:42SPEAKER_08: E aí, nesse tempo todo, eles ficaram muito conhecidos, né, no meio comercial, pela qualidade do CG que eles fazem, né?
- 14:50SPEAKER_08: Com personagens que foram criados para essas campanhas originalmente.
- 14:53SPEAKER_04: Cara, sem meme, tá?
- 14:55SPEAKER_04: Tem um.
- 14:56SPEAKER_04: um trabalho deles pra MLB, pra beisebol aí, que realmente é muito foda.
- 15:01SPEAKER_04: É bem da hora.
- 15:02SPEAKER_04: Eu assisti um vídeo que eles tiveram pra MLB e eu fiquei de cara, assim, com a qualidade do C que eles fizeram.
- 15:07SPEAKER_04: É bem da hora.
- 15:07SPEAKER_04: Então os caras eram muito bons mesmo em fazer isso aí.
- 15:10SPEAKER_04: E ficaram conhecidos.
- 15:12SPEAKER_04: Então eles ficaram um bom tempo na Ember Lab, sim, fazendo o quê?
- 15:15SPEAKER_04: Pô, a gente quer fazer um dia uma coisa criativa nossa.
- 15:18SPEAKER_04: Beleza.
- 15:19SPEAKER_04: Isso requer dinheiro e conhecimento técnico.
- 15:22SPEAKER_04: Isso.
- 15:22SPEAKER_04: Então bora no começo aqui fazer coisa que o pessoal paga pra nós fazer.
- 15:26SPEAKER_04: Então, campanha publicitária.
- 15:27SPEAKER_04: É isso.
- 15:28SPEAKER_08: E deu certo, tá?
- 15:29SPEAKER_04: Eles finalmente fizeram uma coisa autoral chamada Dust, de 2015.
- 15:35SPEAKER_04: Dust é um curta que eles maravam no Japão.
- 15:39SPEAKER_04: E o Cur tem no YouTube e tem um pouco de views ali.
- 15:43SPEAKER_04: Não tem muita coisa, não, não é um curta assim muito famoso, muito visto.
- 15:48SPEAKER_04: Mas é legal, é da hora.
- 15:49SPEAKER_04: E o Massa é o seguinte, tu vê já alguns conceitos narrativos que já aparecem depois no Kana.
- 15:54SPEAKER_04: Porque tanto o Kana quanto o Dust vão falar de mudança, vão falar de aceitação, vão falar de fim de ciclos, então.
- 16:02SPEAKER_04: Não é a mesma história, né?
- 16:04SPEAKER_04: Eu estou falando, mas os temas da narrativa estão ali.
- 16:06SPEAKER_08: Certo, certo, certo.
- 16:07SPEAKER_04: Então, de novo, olha como é massa a gente ir atrás e estudar um pouquinho do que foi feito antes do jogo sair.
- 16:15SPEAKER_04: Eu fico muito.
- 16:18SPEAKER_04: Eu acho que perde muito de uma análise, de um review, por exemplo, quem não faz isso, sabe?
- 16:24SPEAKER_04: Quando vê lá um review do jogo no YouTube, sei lá.
- 16:26SPEAKER_04: Ah, o jogo é muito bonito, parece Pixar.
- 16:29SPEAKER_04: Ah, o tema da história é esse aqui e aquele lá.
- 16:32SPEAKER_04: Mas, pô, né, vamos ver porquê disso?
- 16:35SPEAKER_04: Eu acho que isso é muito importante também.
- 16:36SPEAKER_04: Certeza, consertado.
- 16:37SPEAKER_04: Ainda mais, lavar essa muca falar mal de IA, né?
- 16:40SPEAKER_08: Ih, pronto.
- 16:40SPEAKER_08: Marca no bingo.
- 16:41SPEAKER_04: Ainda mais nessa.
- 16:43SPEAKER_04: atualmente, tanta IA bosta aí fazendo.
- 16:47SPEAKER_04: Fazendo, entre aspas, né?
- 16:48SPEAKER_04: Tipo, juntando coisas e recurgitando um treco horroroso depois ali.
- 16:53SPEAKER_04: Seja imagem, texto, enfim, que não tem razão pra existir, que não tem alma nenhuma, né?
- 16:59SPEAKER_04: Passa a ser mais importante ainda a gente ir atrás das razões pelas quais humanos fizeram coisas que a gente gosta.
- 17:06SPEAKER_08: Exatamente.
- 17:08SPEAKER_04: Ouvinte, não só com o Kenna, tá?
- 17:10SPEAKER_04: Pô, ouvinte aí é fã de qualquer jogo que tu imaginar aí.
- 17:12SPEAKER_04: Ouvinte, qual é a tua franquia do top 1 da tua vida?
- 17:14SPEAKER_04: Procura quem fez.
- 17:16SPEAKER_04: Vai atrás por que ele fez isso, sabe?
- 17:19SPEAKER_04: Por que que Sakaguchi um dia quis fazer RPG e não quis fazer FPS, sei lá.
- 17:25SPEAKER_04: Por que Mario é de pular e pegar o cogumelo e não é de, sei lá, cavar e pegar beterraba?
- 17:32SPEAKER_04: Pô, vai atrás, procura, porque pessoas fizeram isso com base em coisas das suas vidas.
- 17:37SPEAKER_04: Isso que é muito massa de ver.
- 17:39SPEAKER_04: Isso.
- 17:39SPEAKER_04: E o Kenan acho que é legal porque tem tudo isso bem documentado.
- 17:42SPEAKER_04: Isso é difícil também.
- 17:43SPEAKER_04: Muitas vezes o jogo é, pô, é muito legal o jogo ali, da hora, eu gosto muito.
- 17:47SPEAKER_04: Tu não acha um pingo de making off na internet.
- 17:49SPEAKER_04: E Kena tem pra caramba.
- 17:52SPEAKER_04: Kena tem muita coisa pra procurar, muita coisa pra pesquisar aí.
- 17:55SPEAKER_04: E é por isso que eu acho, Leon, que esse rolê que eles falam aí de do Amber Lab querer ser esse laboratório que produz a brasa, que vai acender o fogo da criatividade nas pessoas, não é só papinho.
- 18:06SPEAKER_04: Porque eles sempre são muito abertos em mostrar o making off.
- 18:09SPEAKER_04: Isso é bacana.
- 18:10SPEAKER_04: Isso é bacana.
- 18:11SPEAKER_04: Tipo, eles viram, eles perceberam que pra eles foi importante isso.
- 18:15SPEAKER_04: Na formação deles como artistas, enfim, aí, né?
- 18:19SPEAKER_04: Então eles fazem questão de mostrar coisas do making off do que eles fazem pra todo mundo, cara.
- 18:24SPEAKER_04: Eu acho muito massa.
- 18:25SPEAKER_04: Lógico que não é de tudo, mas tem muita arte conceitual na internet aí, muito vídeo de conceito do jogo aí, quando ele foi ainda feito pitch pra Sony muito antigamente, muita coisa pra achar do Kenan.
- 18:37SPEAKER_04: Que tu vê uma coisa que não é o que foi lançado depois, teve mudanças, mas o processo faz parte e a gente conhecer o processo ajuda a entender o final.
- 18:47SPEAKER_08: Sim, com certeza.
- 18:47SPEAKER_08: Acho que a principal vantagem de você ter essa transparência toda aí, além de reforçar o que eles já fizeram, é você trabalhar pro futuro.
- 18:58SPEAKER_08: Você deixar essas coisas bem delimitadas em qualquer plataforma que seja, né?
- 19:02SPEAKER_08: Que você faça um making-off disso pra você rodar dentro da tua própria empresa depois, sacou?
- 19:07SPEAKER_08: Foda-se.
- 19:07SPEAKER_08: Mas documentar isso é um, eu acho que é um dos passos mais legais que as empresas têm começado a fazer agora, pelo menos as grandes estúdios estão fazendo agora, e canais no YouTube que fazem esse serviço pra gente, tipo o No Clip, por exemplo, que corre atrás desse tipo de coisa e escancara essa porta mágica.
- 19:28SPEAKER_00: Procure o canal No Clip no YouTube, com documentários extensos sobre o desenvolvimento de vários jogos.
- 19:35SPEAKER_00: Recomendamos duas séries de vídeos, uma sobre o desenvolvimento e lançamento de Hades, e outra mais recente sobre toda a treta envolvendo o disco Elysium.
- 19:47SPEAKER_08: Você colocou muito bem, cara.
- 19:49SPEAKER_08: Procura saber o motivo pelo qual a escolha de determinadas coisas estão no jogo.
- 19:56SPEAKER_08: Raramente é um negócio só porque eu gostei.
- 19:58SPEAKER_08: Raramente.
- 19:59SPEAKER_08: Muito difícil.
- 20:00SPEAKER_04: E mesmo que seja, cara, tu gostou por quê?
- 20:03SPEAKER_04: Por alguma razão.
- 20:05SPEAKER_04: Pô, eu gosto de.
- 20:06SPEAKER_04: eu gosto de espaço.
- 20:08SPEAKER_04: Sim.
- 20:08SPEAKER_04: Então, pô, vou fazer um jogo um dia, eu vou fazer meu espaço, talvez.
- 20:11SPEAKER_04: Muito provável.
- 20:11SPEAKER_04: Por quê?
- 20:12SPEAKER_04: Porque eu gostei, mas eu gostei por quê?
- 20:13SPEAKER_04: Por mil razões na minha vida.
- 20:14SPEAKER_04: Não é por acaso.
- 20:15SPEAKER_04: Eu não nasci e falei, ó, Saturno.
- 20:18SPEAKER_04: Não, porra.
- 20:20SPEAKER_04: Então é isso, cara, é isso.
- 20:22SPEAKER_04: Conhecer porque as coisas são como são, eu acho que é legal.
- 20:24SPEAKER_04: Você foi composto disso, né?
- 20:26SPEAKER_04: Tá certo.
- 20:27SPEAKER_04: E cara, aí tem um ponto massa, que tu agora tu falou de Zelda, que é um ponto que criou também eles aqui.
- 20:31SPEAKER_04: Sim.
- 20:32SPEAKER_04: A família Greer.
- 20:33SPEAKER_04: Então, tanto os irmãos aqui, Josh e Mike, como, enfim, pai e todo mundo que tava ali junto.
- 20:38SPEAKER_04: Tinha uma tradição muito massa que eles falam em vídeos aí.
- 20:42SPEAKER_04: Que era jogar em família cada Zelda novo lançado.
- 20:45SPEAKER_08: Porra, que maneiro, cara.
- 20:46SPEAKER_04: Então saiu um novo Zelda, eles se juntavam na sala, todo mundo assim, um sofazão ali.
- 20:50SPEAKER_04: Jogava um até morrer, depois ia o outro, passa o controle pro outro.
- 20:54SPEAKER_04: E cada Zelda lançada, eles faziam isso.
- 20:56SPEAKER_04: Então criou-se uma tradição na família.
- 20:59SPEAKER_04: E, logicamente, isso criou uma memória afetiva gigante com Zelda e foi parar um dia em Kena.
- 21:06SPEAKER_04: Mas antes de ir pro Kena, tem um ponto no meio do caminho que é muito massa de mencionar aqui, né?
- 21:11SPEAKER_04: Talvez o ouvinte conheça um curta fanmade chamado Majora's Mask Terrible Fate.
- 21:17SPEAKER_08: Um clássico moderno.
- 21:18SPEAKER_04: Terrible Fate é um curta feito pra contar a história de origem do School Kid.
- 21:23SPEAKER_04: No YouTube tem milhões de views.
- 21:25SPEAKER_04: E quem fez foi esse pessoal aqui, que gostava tanto de Zelda e falava assim, ó, pô, quero fazer um curta de fã de Zelda.
- 21:33SPEAKER_04: Vou fazer aqui show.
- 21:34SPEAKER_04: Muito massa.
- 21:35SPEAKER_04: Então, pô, tu vê, tipo, obviamente não podiam fazer isso de um modo financeiro.
- 21:40SPEAKER_04: Nunca poderiam vender isso pra ninguém, porque é de Zelda, não é que é inspirado em.
- 21:44SPEAKER_04: Não, é o School Kid do Zelda.
- 21:47SPEAKER_08: De fato, é a história dele ali.
- 21:49SPEAKER_04: De fato é.
- 21:49SPEAKER_04: Então, tipo, eles não poderiam fazer isso aqui pra vender pra alguém, pra, enfim, pra colocar num cinema, sei lá o quê, nunca ia poder rolar isso aqui.
- 21:55SPEAKER_04: Claro.
- 21:56SPEAKER_04: Ainda assim, eles tiveram esse ímplos de falar assim, ó, pô, a gente quer fazer uma coisa de.
- 22:00SPEAKER_04: Zelda pra botar no mundo aí.
- 22:02SPEAKER_04: E fizeram.
- 22:03SPEAKER_04: É tipo que, vou falar que na minha área que eu tenho mais contato, né?
- 22:07SPEAKER_04: É tipo quando um músico faz um cover de uma música de um jogo que ele gosta.
- 22:11SPEAKER_04: É tipo isso, ou acompanha uma coisa baseada em cima.
- 22:15SPEAKER_04: Aqui é meio que isso, pô, esse curta é, entre aspas, um cover de Zelda.
- 22:20SPEAKER_04: Só que em forma de curta-metragem.
- 22:22SPEAKER_08: Mas, ouvinte, vai lá assistir, porque esse Terrible Fate, ele é o mais próximo que a Pixar e a Disney tiveram de dar a mão pro outro.
- 22:31SPEAKER_08: Sem sacanagem.
- 22:32SPEAKER_08: O mais próximo, assim.
- 22:33SPEAKER_08: É muito redondo.
- 22:34SPEAKER_08: Pode ser, é, pode ser.
- 22:35SPEAKER_08: É muito redondo nesse ponto.
- 22:36SPEAKER_08: Os caras, pô, a animação do vendedor de máscara, a cara do Skull Kick, porra, é foda demais, cara.
- 22:42SPEAKER_08: É muito redondo.
- 22:43SPEAKER_08: É bem foda, é bem foda.
- 22:43SPEAKER_08: É curtinho, pô.
- 22:44SPEAKER_08: Quatro minutos, pega lá e assiste, porque.
- 22:46SPEAKER_08: Sim.
- 22:46SPEAKER_04: É maravilhoso.
- 22:47SPEAKER_04: Maravilhoso.
- 22:47SPEAKER_04: Mas, cara, é que eles queriam muito um dia chegar no ponto de fazer um filme da Disney, entre aspas.
- 22:55SPEAKER_04: Ou da Pixar, que fosse.
- 22:56SPEAKER_04: Essa era a ideia.
- 22:57SPEAKER_04: Então eles fizeram lá o Dust primeiro.
- 22:59SPEAKER_04: Sim.
- 22:59SPEAKER_04: Que era um curta, que nem é animação, é um curta filmado mesmo.
- 23:02SPEAKER_04: Muito louco.
- 23:03SPEAKER_04: Depois o Retrible Fate.
- 23:05SPEAKER_04: E o passo seguinte seria um filme, de fato.
- 23:10SPEAKER_04: Uma long-metragem, animação, ou live action, ou misturar dos dois ali, enfim, mas o passo seria esse.
- 23:17SPEAKER_04: Eles queriam sair da área de marketing e ir pra área de realmente produzir um audiovisual ali, um filme, pra chegar no ponto que eles queriam sempre, que era fazer essa obra artística, criativa, que fosse um dia, né, de novo aqui alimentar a brasa que queimaria e não sei o que lá, enfim, whatever.
- 23:36SPEAKER_04: Muito épico, muito épico.
- 23:38SPEAKER_04: Só que daí eles começaram a ver, assim, ideias pra esse filme que eles queriam fazer.
- 23:42SPEAKER_04: Criaram nesse meio do caminho aí as bolotinhas fofinhas peludinhas, os Rots.
- 23:46SPEAKER_04: Rots.
- 23:48SPEAKER_04: Que seria aí o personagem que inicialmente, na real, ia ser até os vilão do filme.
- 23:53SPEAKER_08: É, com esse nome faz sentido, né?
- 23:55SPEAKER_08: Pois é.
- 23:56SPEAKER_04: É, então.
- 23:56SPEAKER_04: E esse é um ponto que é massa, porque eu falo um pouquinho isso aí na parte da história, né?
- 23:59SPEAKER_04: Tipo, é um nome que parece que é o nome de coisa má, né?
- 24:02SPEAKER_04: Podre.
- 24:02SPEAKER_04: O Rot é podridão, podre.
- 24:04SPEAKER_04: Então, ah, os podres.
- 24:06SPEAKER_04: Eles são umas bolinhas fofinhas, né, bonitinhas pra caramba.
- 24:09SPEAKER_04: Ô, Vinci, você não jogou Kenan.
- 24:11SPEAKER_04: Procura no Google Ai agora, tá?
- 24:13SPEAKER_04: Kenan Rot, R-O-T.
- 24:15SPEAKER_04: Sim.
- 24:16SPEAKER_04: Olha que coisa fofa que é essas bolotinhas.
- 24:18SPEAKER_04: E eles viram que, primeiro, não ia poder ser vilão porra nenhuma, que é muito bonitinho.
- 24:22SPEAKER_08: Com essa cara fofinha deles não tinha como.
- 24:24SPEAKER_04: E mais do que isso, eles viram que o seguinte, pô, a gente criou aqui uma coisa que seria muito importante pra que eles fossem legais aqui na nossa obra, que eles fossem interativos.
- 24:34SPEAKER_04: Então o passo natural foi falar assim, pô, esquece filme, bora fazer videogame.
- 24:41SPEAKER_04: É aqui que vai encaixar melhor esse nosso conceito aqui de Roth.
- 24:45SPEAKER_04: Acabou que eles foram pro videogame.
- 24:48SPEAKER_04: É aquela frase que eu acho muito.
- 24:52SPEAKER_04: muito balário, mas aqui parece que se encaixa.
- 24:55SPEAKER_04: Que os games escolheram eles, e não o contrário.
- 24:58SPEAKER_04: Ai, cara.
- 24:58SPEAKER_04: Sabe, meu Deus! A gente não quis fazer jogo, mas assim, o jogo nos escolheu.
- 25:03SPEAKER_04: Mas aqui parece que é meio que isso.
- 25:04SPEAKER_04: Eles criaram um conceito pra filme, e um dia deu instala assim, porra.
- 25:09SPEAKER_04: É um bom jogo isso aí, hein?
- 25:11SPEAKER_04: Faz sentido, faz sentido, claro.
- 25:13SPEAKER_04: Fizeram, foram atrás de fazer.
- 25:15SPEAKER_08: E esse DNA continuou no jogo ainda, né, velho?
- 25:18SPEAKER_08: Obviamente que daí pra frente a empresa cresceu, né?
- 25:20SPEAKER_08: A equipe cresceu justamente nessa virada do Kena pro.
- 25:25SPEAKER_08: de filme pra jogo.
- 25:26SPEAKER_08: E eles estavam tentando sempre manter ali a galera sempre o mais diversa possível.
- 25:32SPEAKER_08: Então tinha contratação do mundo inteiro.
- 25:35SPEAKER_08: E aí teve.
- 25:37SPEAKER_08: O Samuga colocou uma lista aqui no roteiro, gente.
- 25:39SPEAKER_08: Que são a galera aí que fez o.
- 25:41SPEAKER_08: Tipo a terceirização, outsourcing, né?
- 25:44SPEAKER_04: Tanto o outsourcing também, quanto o pessoal que realmente fazia parte do estúdio depois.
- 25:47SPEAKER_04: De fato, exato.
- 25:48SPEAKER_04: Isso aí.
- 25:49SPEAKER_08: Tinha gente da Índia, da África do Sul, da Austrália, Tailândia, Espanha e muitos outros países.
- 25:55SPEAKER_08: Então, assim, transbordando culturalidade.
- 25:59SPEAKER_08: Diferente, porra, uma panela de farofa do mundo, basicamente.
- 26:04SPEAKER_08: É muito foda isso.
- 26:04SPEAKER_08: Isso aí.
- 26:05SPEAKER_08: O que eu acho que deve ter tido um certo trabalho pra manter todo mundo numa linha criativa só, no final das contas.
- 26:13SPEAKER_08: Mas isso depois se tornou uma das coisas mais aclamadas do próprio estúdio, né?
- 26:21SPEAKER_08: Todo mundo ali tem aquele estilo do estúdio e todo mundo sabe botar coisas dentro daquele estilo e não o contrário, né?
- 26:27SPEAKER_08: Então é muito bacana o trabalho que os caras fizeram.
- 26:30SPEAKER_08: 2017, Samuka, teve um protótipo e procurou parceria pra fazer a publicação.
- 26:35SPEAKER_08: E aí, uma pequenininha empresa de eletrônicos, enfim, no geral, Samuka, uma Sony.
- 26:41SPEAKER_08: Não sei se você já ouviu falar.
- 26:42SPEAKER_04: A Sony, conheço em algum lugar, eu acho.
- 26:44SPEAKER_08: Muito pequeno, muito pequeno.
- 26:45SPEAKER_08: Indie japonesa, assim.
- 26:47SPEAKER_08: Sim, aham.
- 26:48SPEAKER_08: E eles receberam os dev kits do PlayStation 5, que ainda seria lançado em 2020.
- 26:53SPEAKER_08: Eles já estavam rodando, fazendo o jogo lá, mantendo o jogo como exclusivo pros consoles no lançamento.
- 26:58SPEAKER_08: E de fato foi, conforme vocês ouviram ali na ficha técnica, ainda demorou três anos a versão de Xbox.
- 27:06SPEAKER_08: E mais outros cinco anos contando o lançamento original pro Switch.
- 27:10SPEAKER_08: Então haja caminho, haja pedra, haja história nesse jogo.
- 27:17SPEAKER_04: A Sony viu um potencial gigante, porque era um estúdio que tinha um certo pedigree, querendo ou não.
- 27:26SPEAKER_04: E daí, tipo, a união de um estúdio que era norte-americano, ocidental, mas que tinha influência japonesa e que tava fazendo um jogo baseado em cultura indonésia.
- 27:38SPEAKER_04: Sim, sim.
- 27:40SPEAKER_04: Não só Indonésia, mas tipo, daquela região ali da Oceania, enfim.
- 27:43SPEAKER_04: Então, eles viram o potencial num jogo que seria um jogo bem global.
- 27:47SPEAKER_04: Sim.
- 27:47SPEAKER_04: Sabe?
- 27:48SPEAKER_04: Sim.
- 27:48SPEAKER_04: E, cara, pra tu lançar um novo console no mundo inteiro, um jogo que seja global é uma coisa importante.
- 27:55SPEAKER_04: E vamos lembrar que o PS5 teve um lançamento com bem pouco jogo.
- 27:59SPEAKER_08: Foi, foi um lançamento meio esquisito.
- 28:01SPEAKER_04: Não foi tipo, ah, uau, quantos consoles sellers?
- 28:05SPEAKER_04: Não foi.
- 28:05SPEAKER_04: Não foi mesmo, assim.
- 28:06SPEAKER_04: Não foi.
- 28:08SPEAKER_04: Então, eles viram um potencial num jogo ali que seria um jogo.
- 28:11SPEAKER_04: que viria de um estúdio pequeno ainda, então deve ter sido barato pra conseguir esses direitos.
- 28:16SPEAKER_04: Investiram nesse estúdio aí com grana e acesso a kit do PS5 e tal.
- 28:21SPEAKER_04: E, pô, deu certo.
- 28:22SPEAKER_04: Deu certo, né?
- 28:23SPEAKER_04: A Ember Lab insistiu em lançar pra PC também.
- 28:26SPEAKER_04: Era uma coisa que eles queriam fazer.
- 28:27SPEAKER_04: Não quiseram fazer exclusivo pro Playstation.
- 28:30SPEAKER_04: Sim.
- 28:30SPEAKER_04: Então o jogo saiu pra PC junto no lançamento.
- 28:34SPEAKER_04: Mas, como tu falou, Xbox e Switch demorou aí anos.
- 28:36SPEAKER_04: Sim, três pro Xbox Só.
- 28:38SPEAKER_04: Ao menos saiu.
- 28:39SPEAKER_04: Que bom que saiu, porque eles podem jogar isso aí, mas demorou.
- 28:41SPEAKER_08: Que bom que saiu, porque mais gente tem acesso a esse jogo.
- 28:44SPEAKER_08: Porque é um baita jogo maneiro, cara.
- 28:45SPEAKER_08: É um jogo assim que.
- 28:46SPEAKER_08: Me surpreendeu muito, né?
- 28:48SPEAKER_04: Fui esperando nada e encontrei tudo.
- 28:50SPEAKER_04: E pô, tu tem um joguinho que.
- 28:52SPEAKER_04: Daí é isso, tipo, ele tem inspiração de tudo que é canto do mundo.
- 28:55SPEAKER_04: Aham.
- 28:56SPEAKER_04: Mas, cara, eles citam inspirações aí mais específicas na parte de games de Zelda, obviamente.
- 29:02SPEAKER_04: Porra, muito claro.
- 29:03SPEAKER_04: E Okami.
- 29:04SPEAKER_04: Óbvio também.
- 29:05SPEAKER_04: Quando tu vê os temas da história e como funciona, assim, o gameplay e o loop de tu.
- 29:12SPEAKER_04: Ah, faz um combate aqui, daí essa parte do mundo aqui fica mais cheia de flor e tal.
- 29:16SPEAKER_04: Cara, é muito Okami, com certeza.
- 29:18SPEAKER_08: É flagrante, é flagrante.
- 29:19SPEAKER_04: E pra cinema aqui da Curossawa, Estúdio Ghibli, Disney Pixar.
- 29:23SPEAKER_04: Só.
- 29:23SPEAKER_04: Também tudo bem lógico, né?
- 29:25SPEAKER_04: Só bosta, só ameaça.
- 29:26SPEAKER_04: Ah, galinha, aqui na Curossawa, aquele maluco lá que fazia filme preto e branco de samurai que tem a ver com isso aqui.
- 29:31SPEAKER_04: Pô, os temas do Curossawa, que ele fazia em histórias, não eram de porrada a ação hollywoodiana.
- 29:38SPEAKER_04: Era natureza, era coisa, né, ligada espiritual, então.
- 29:41SPEAKER_04: Sim.
- 29:42SPEAKER_04: Embora sejam filmes de samurai se matando, no fim das contas, a história por trás é uma história muito a ver com o que Kenna veio a ser.
- 29:51SPEAKER_08: A gente tem um episódio do Track to Yomi.
- 29:53SPEAKER_08: Temos.
- 29:54SPEAKER_08: A gente fala bastante, a Bel teve com a gente falando sobre Kurosawa, né?
- 29:58SPEAKER_04: Então tá um vidinho lá também.
- 29:59SPEAKER_04: É, e tipo, agora mais recente, se a gente pega jogo de samurai recente aí, Sushima tem um rolê também com natureza.
- 30:06SPEAKER_04: Tu tem onde tu sentar ali pra ficar meditando e fazendo haiku e sei lá o quê.
- 30:11SPEAKER_04: E isso faz parte da cultura japonesa dessa época.
- 30:15SPEAKER_04: Sim.
- 30:15SPEAKER_04: Um samurai não era um guerreiro que ia pra porrada e acabou.
- 30:19SPEAKER_04: Não é, o samurai era um nobre quase sempre.
- 30:21SPEAKER_08: Sempre, era um nobre, ele é basicamente cavaleiro medieval.
- 30:25SPEAKER_04: É, muito raro um samurai não ser um nobre, tipo, ele tinha uma educação acima dos plebeus, ele tinha todo um rolê cultural, ele tinha uma ligação espiritual muito forte, então.
- 30:34SPEAKER_04: Tudo isso é parte essencial, não é só pano de fundo, é essencial pelas obras do Kurosawa e também pro Kenan.
- 30:42SPEAKER_04: O Kenan é isso, tipo, o Kenan é a história de uma personagem que se liga muito com o ambiente que ela vive e que tenta fazer o ciclo da vida seguir em frente, não ficar estagnado.
- 30:52SPEAKER_04: Tudo isso são temas que tu vê muito em Kurosawa e em jogos e filmes que tem inspiração nisso.
- 30:58SPEAKER_04: A gente tá acostumado a ver samurai hollywoodiano, que é só espada e cortando a cabeça do outro, e sei lá o que.
- 31:05SPEAKER_04: Mas isso não é o real, assim, que a gente vê em obras japonesas de fato.
- 31:12SPEAKER_04: Então, pô, a Sony, you know, verso num projeto, ver que era um jogo que teria potential pra ser um sucesso occidental Disney, but not alienar o Japão, because there's a parte também ali, ando englobar o mundo inteiro, porra, show.
- 31:29SPEAKER_04: Show, é isso.
- 31:31SPEAKER_08: Apresentado oficialmente pro público in 2020, o Kenna, durante o Future Game Show, que as pessoas ainda fazem, Samuka, aquele overlook, as pessoas deixam passar.
- 31:42SPEAKER_08: Tem muita coisa boa sendo anunciada na Future Game Show e eles têm quatro desses por ano, tá bom?
- 31:48SPEAKER_08: Sim.
- 31:48SPEAKER_08: Então eles têm Winter, Summer, blá blá blá blá blá.
- 31:51SPEAKER_08: O jogo pegou um destaque muito grande logo de cara, né?
- 31:53SPEAKER_08: Uma das grandes promessas do PS5.
- 31:56SPEAKER_08: E, poxa, temos aqui dados, Samuel Reuras, que não são D20, nem D6, nem D4.
- 32:01SPEAKER_08: Aham, tá?
- 32:01SPEAKER_08: D12.
- 32:02SPEAKER_08: Essa pode ser D12, que é um dado que eu gosto muito, inclusive, muito subestimado.
- 32:06SPEAKER_08: Tenho aqui sucesso de crítica, Samuel Reura.
- 32:09SPEAKER_08: No tinha 83, pra você que gosta dessa porcaria, tá?
- 32:11SPEAKER_08: Aham.
- 32:12SPEAKER_08: 83 no Merda Critic lá.
- 32:14SPEAKER_08: Ó.
- 32:14SPEAKER_04: Merda Critic é bom, hein?
- 32:16SPEAKER_08: É.
- 32:17SPEAKER_08: Vai ser esse agora que eu vou chamar essa porra agora.
- 32:19SPEAKER_08: Merda Critic.
- 32:19SPEAKER_08: Pronto, nasceu o meme, Gui.
- 32:21SPEAKER_08: Lá no Merda Critic.
- 32:22SPEAKER_08: E o consenso é que assim, o jogo é mecanicamente e visualmente confortável, muito satisfatório.
- 32:28SPEAKER_08: E as pessoas falando que o audiovisual desse jogo é uma teteia.
- 32:32SPEAKER_08: Estão erradas?
- 32:33SPEAKER_04: Não.
- 32:34SPEAKER_04: Nem um pouco.
- 32:34SPEAKER_04: Nem um pouco.
- 32:35SPEAKER_04: Nem um pouco.
- 32:36SPEAKER_04: Acho que nota 8, 8,5 aí.
- 32:38SPEAKER_04: Tá bem no que eu colocaria também.
- 32:39SPEAKER_08: Sim, eu daria, ele é um 8,5 sólido, exato.
- 32:42SPEAKER_04: Tenho problemas com o gameplay aqui e ali.
- 32:44SPEAKER_04: Uhum, também tenho.
- 32:46SPEAKER_04: Acho que dava de ser melhor, sabe?
- 32:49SPEAKER_04: Mas assim, nada que me fale.
- 32:51SPEAKER_04: Ah, pô, não jogue.
- 32:52SPEAKER_04: Pelo contrário, jogue pra caralho.
- 32:54SPEAKER_08: A gente vai falar um pouquinho mais pra frente, né?
- 32:55SPEAKER_08: Mas uma coisa que me incomodou muito nesse jogo foi o peso do pulo.
- 32:59SPEAKER_08: Que é diferente, demais, estranho, sabe?
- 33:02SPEAKER_08: É bem estranho, é bem estranho.
- 33:03SPEAKER_08: Um pouquinho.
- 33:04SPEAKER_08: Enfim, mas é primeiro jogo dos caras, de fato, jogo, eu quero dizer jogo, jogo pra valer, né?
- 33:09SPEAKER_08: Não é advergame, mas assim jogou.
- 33:10SPEAKER_08: Então a gente passa o pano aí.
- 33:12SPEAKER_08: Samuca, sucesso de vendas, hein?
- 33:14SPEAKER_08: Tá, não tem números concretos aqui, mas todo mundo confirmou que o jogo tinha, logo depois do lançamento, já tinha recuperado os custos de produção.
- 33:22SPEAKER_08: Então o jogo se pagou na primeira semana, as duas primeiras semanas ali, que normalmente é quando eles falam assim, ah, logo depois é.
- 33:28SPEAKER_04: Isso é.
- 33:29SPEAKER_08: By weekly, né?
- 33:30SPEAKER_08: É.
- 33:30SPEAKER_04: Não tem assim dado pra gente falar aqui concreto, ah, vendeu X cópias.
- 33:34SPEAKER_04: Não tem isso na internet, eu procurei, não achei.
- 33:36SPEAKER_04: Se o ouvinte aí encontrar, nos mande.
- 33:38SPEAKER_04: Comenta aqui embaixo, manda um e-mail, sei lá, mas eu não achei.
- 33:40SPEAKER_08: Manda anônimo, tá?
- 33:41SPEAKER_08: Que esses dados são sigilos, né?
- 33:43SPEAKER_08: Ih, rapaz, alguém.
- 33:44SPEAKER_04: A louva seu vídeo que trampa na Sony aí.
- 33:46SPEAKER_08: É, pois é, toma cuidado, tá?
- 33:48SPEAKER_04: Manda no sigilo, tá bom?
- 33:50SPEAKER_04: Mas é isso, né?
- 33:51SPEAKER_04: Pelo menos a gente sabe que foi um sucesso.
- 33:53SPEAKER_04: E, cara, sim, dá pra ver com o sucesso, porque o jogo fez barulho no lançamento.
- 33:57SPEAKER_08: Pô, fez muito barulho no lançamento.
- 33:59SPEAKER_08: Alimentou a Samuca.
- 34:01SPEAKER_08: Uma discussão um pouco.
- 34:03SPEAKER_08: Que vem ficando cada vez mais frequente no mundo dos jogos hoje em dia, né?
- 34:09SPEAKER_08: E, cara, mas olha, o update do jogo em 2022 trouxe uma porrada de coisa nova pro jogo.
- 34:14SPEAKER_08: E teve o anúncio de Kena 2, que é o Cars of Cosmora, que foi anunciado agora em fevereiro.
- 34:21SPEAKER_08: E ele abriu o State of Play, pra quem não tá ligado o que é o State of Play aqui, que tá ouvindo, o State of Play ele é tipo uma exposição da Sony, só que em vídeo, basicamente, né?
- 34:33SPEAKER_04: Isso, basicamente, depois da pandemia que acabou a E3, todo mundo viu assim, pô, posso fazer o mesmo na internet aqui meus eventos.
- 34:39SPEAKER_04: Foda-se 3.
- 34:40SPEAKER_08: Muito menos do que pra E3 de Xbox.
- 34:42SPEAKER_04: Aí tem a Direct do Nintendo, tem da Sony e o State of Play.
- 34:46SPEAKER_04: Eles fizeram um evento gigantesco de mais de uma hora de evento.
- 34:49SPEAKER_04: Sim.
- 34:50SPEAKER_04: E abriram o evento com o Keina 2.
- 34:52SPEAKER_08: Pra você ver que não é pouca merda.
- 34:54SPEAKER_04: Isso mostra que a Sony falou assim, ó, pô, gostamos do 1 e estamos pondo o fé no 2 aqui, vai ser foda.
- 35:00SPEAKER_04: Toma essa aqui, ó.
- 35:01SPEAKER_04: Pau.
- 35:01SPEAKER_04: Pau.
- 35:02SPEAKER_04: E, cara, assim, é louco porque.
- 35:05SPEAKER_04: Tem jogos que a gente bate o olho e já sabe qual que é.
- 35:08SPEAKER_04: Sabe?
- 35:09SPEAKER_04: Aham.
- 35:09SPEAKER_04: E se tu pegar essa nossa live, Leon, minha e tu, vendo esse evento aí, bateu um segundo e falei assim, Keina 2.
- 35:16SPEAKER_08: Porra, sim.
- 35:16SPEAKER_08: Aham.
- 35:17SPEAKER_04: Porque, cara, é muito.
- 35:19SPEAKER_04: É muito característico.
- 35:22SPEAKER_04: O tom de cores que o jogo usa, o tipo de.
- 35:27SPEAKER_04: de gráfico ali, o tipo de visual, é tudo muito característico.
- 35:30SPEAKER_04: E muito fácil de entender que é isso aqui.
- 35:32SPEAKER_07: Aham.
- 35:33SPEAKER_04: Então, pô, Keina 2 vem aí.
- 35:35SPEAKER_04: Tô num hype absurdo.
- 35:38SPEAKER_04: Tem jogos que a gente.
- 35:40SPEAKER_04: que a gente vê, Leon, que fala assim, pô, legal esse 1, mas se lançar um 2 no dia.
- 35:45SPEAKER_04: Keina é assim.
- 35:46SPEAKER_08: É, ele é o tipo.
- 35:48SPEAKER_04: Keina 1 é bem legal, mas eu sempre pensei isso aqui, ó.
- 35:50SPEAKER_04: Porra, se lançasse um 2 com mais trampo, com mais experiência por trás dos devs, com mais gente fazendo.
- 35:57SPEAKER_08: Retonto, perfeito, maravilhoso.
- 35:58SPEAKER_04: Cara, assim, ó, eu acho que vem aí um jogão pra Metacritic 90 e poucos pra cima aí, pra quem curte notinha aí.
- 36:05SPEAKER_04: Vai ser um jogo foda, eu acho.
- 36:07SPEAKER_04: Vai ser um jogo foda aí.
- 36:08SPEAKER_04: E mais do que isso, mostrou, pra quem não entendeu ainda, que essa porra não é índia em porra nenhuma.
- 36:14SPEAKER_08: Não, claro que não.
- 36:15SPEAKER_04: Ah, mas Samuca, pô, os caras queriam ser a brasa que acende a chama da criatividade e que atravessa culturas e continentes.
- 36:25SPEAKER_04: Olha esse sentimento de india aí, não sei o que lá.
- 36:28SPEAKER_04: Tá, mas, porra, a Sony deu dinheiro.
- 36:30SPEAKER_04: Então sim.
- 36:31SPEAKER_08: Vamos bater logo o pé com esse negócio aqui.
- 36:34SPEAKER_08: Porque assim.
- 36:35SPEAKER_08: Ah, cara.
- 36:37SPEAKER_08: Depois de Clerobscuro e do Solo Dev mais seus nove amigos.
- 36:41SPEAKER_04: David The Diver também, né?
- 36:43SPEAKER_04: O famoso indie que tem por trás lá a maior empresa de games da Coreia?
- 36:47SPEAKER_04: Aprenas, apenas a Nexon, né?
- 36:49SPEAKER_04: Cara, assim, ó, pra mim, na real, é o seguinte, esse termo indie e triple A, sei lá, o que já foi o último dia, não é mais.
- 36:56SPEAKER_08: Não, hoje em dia tá muito mais baixo.
- 36:58SPEAKER_04: Passou o tempo já, porque hoje não quer dizer porra nenhuma isso, bicho.
- 37:02SPEAKER_04: Sabe?
- 37:03SPEAKER_04: Ah, mas o Carabscuro não é indie.
- 37:05SPEAKER_04: Porque o cara era rico.
- 37:07SPEAKER_04: Uma coisa cancela outra?
- 37:09SPEAKER_04: É, isso.
- 37:10SPEAKER_04: Não sei.
- 37:10SPEAKER_04: E se a gente.
- 37:11SPEAKER_04: O que quer dizer independente?
- 37:13SPEAKER_04: Ele fez e publicou do seu bolso.
- 37:15SPEAKER_04: Se esse bolso não tinha fundo porque era infinito, bom pra ele, mas assim, não teve uma publicação de um negócio gigante por trás.
- 37:24SPEAKER_04: Ah, teve a Kepler.
- 37:26SPEAKER_04: Tá, mas assim, a Kepler não é a Sony, não é a Microsoft, não é, sei lá, a Bandai, coisas assim.
- 37:32SPEAKER_04: Então, pô, tu pode ter um jogo que é independente se tu pegassem a palavra e o que ela quer dizer no dicionário.
- 37:40SPEAKER_04: E ser um jogo gigantesco com um orçamento enorme.
- 37:42SPEAKER_04: E tu pode ter um jogo que não é independente menor, também existe.
- 37:47SPEAKER_04: Saca?
- 37:47SPEAKER_04: Pô, Rages 2 é independente?
- 37:49SPEAKER_04: É.
- 37:49SPEAKER_04: É.
- 37:50SPEAKER_04: Mas é pouco dinheiro, tu acha que tem naquele jogo?
- 37:52SPEAKER_08: Não, eu ia dar o exemplo do Baldur's Gates 3, que é super indie.
- 37:56SPEAKER_08: Também.
- 37:57SPEAKER_08: Feito e publicado pela própria Live.
- 37:58SPEAKER_04: Witcher 3 é independente, porque eles fizeram e publicaram, mas é pequeno o jogo?
- 38:03SPEAKER_04: Não é.
- 38:03SPEAKER_04: Ah, então é triple A.
- 38:05SPEAKER_04: É por isso que, tipo, uma coisa não cancela a outra, sabe?
- 38:08SPEAKER_04: E é que o jogo Triple A é um jogo gigante?
- 38:11SPEAKER_04: Tá, então isso cancela ele ser indie?
- 38:13SPEAKER_04: É que antigamente tinha essa divisão.
- 38:15SPEAKER_04: Então repito aqui.
- 38:16SPEAKER_04: Já foi útil um dia estabelecer que o jogo é indie ou não é indie, ou é triple A, ou é Double A, ou é Quadruple A que eles inventaram e depois deu merda.
- 38:27SPEAKER_08: Nossa, o pessoal dos cool é bonis, né, velho?
- 38:29SPEAKER_08: Puta que pariu.
- 38:30SPEAKER_04: Tudo isso é sintoma de uma indústria de games que tá indo pra merda.
- 38:34SPEAKER_09: Sim, sim.
- 38:35SPEAKER_04: Ah, o indie que tem orçamento grande, porque se não tiver grande orçamento aí, não aparece mais porque tem tanto jogo sendo lançado que fodeu, né?
- 38:42SPEAKER_04: Ah, o AAA que investiu milhões e foi cancelado.
- 38:47SPEAKER_04: Cara, hoje em dia, bicho, o jogo é bom ou o jogo é ruim e foda-se ficar discutindo o Cell não é indie e tal.
- 38:54SPEAKER_04: Então, assim, Kena é indie?
- 38:57SPEAKER_04: Não, não é.
- 38:58SPEAKER_04: Ah, então quer dizer que ele é um jogo sem alma e só comercial?
- 39:03SPEAKER_04: Também não.
- 39:03SPEAKER_04: Também não.
- 39:04SPEAKER_04: Não é, não é.
- 39:05SPEAKER_04: Também não é.
- 39:05SPEAKER_04: E é isso que, tipo, que eu fico meio puto.
- 39:08SPEAKER_04: Porque se criou no.
- 39:10SPEAKER_04: assim, nos gamers do mundo aí, uma falsa equivalência de jogo indie é artístico, jogo AAA não é.
- 39:18SPEAKER_04: Aham.
- 39:19SPEAKER_04: Aham.
- 39:20SPEAKER_04: Ah, David Diver.
- 39:21SPEAKER_04: Ah, é bonitinho, né?
- 39:22SPEAKER_04: Pô, Pixel Art aqui deve ser indie.
- 39:25SPEAKER_04: Não, cara, não é.
- 39:27SPEAKER_08: Não, inclusive, há quem defenda que isso foi feito de propósito, tá?
- 39:31SPEAKER_04: Eu defendo, eu acho que foi.
- 39:33SPEAKER_04: Que foi, assim, um caso pensado.
- 39:35SPEAKER_04: E muito bem pensado, inteligente, e funcionou, tanto que o jogo vendeu pra caralho, sabe?
- 39:39SPEAKER_04: É um jogo com orçamento pequeno.
- 39:40SPEAKER_04: Um escopo muito menor.
- 39:41SPEAKER_04: E fez um sucesso enorme, assim.
- 39:43SPEAKER_04: Então, tipo, parabéns pra eles, assim.
- 39:45SPEAKER_04: Sim.
- 39:45SPEAKER_04: É válido fazer isso?
- 39:46SPEAKER_04: É.
- 39:46SPEAKER_04: É válido enganar falando que é indie pra entrar no Game Awards?
- 39:49SPEAKER_04: Não é, daí é outra coisa.
- 39:51SPEAKER_08: Isso é uma outra discussão também.
- 39:52SPEAKER_04: Não é outra discussão.
- 39:53SPEAKER_04: Mas, tipo, eu quero dizer isso, é que não é porque o jogo é indie que ele é artístico e puro na sua essência criativa e sei lá o quê.
- 40:03SPEAKER_04: Porque uma pessoa pode fazer joguinho pra vender e ponto final.
- 40:06SPEAKER_04: Foda-se, por que não?
- 40:08SPEAKER_04: Sim, de fato, de fato.
- 40:09SPEAKER_04: E um jogo tipo Way pode ter uma alma e pode ter uma história tocante, pode ser foda e tal.
- 40:15SPEAKER_04: Pô, o exemplo aí do Ghost of Tsushima.
- 40:17SPEAKER_04: A Sucker Punch foi no Japão, em Tsushima, que é uma ilha de verdade, sabe?
- 40:23SPEAKER_04: E conversou com pessoas que moram lá e que sabem da história da ilha e tudo isso aí, pra fazer um jogo o mais fiel possível àquela região e aquela época da história.
- 40:34SPEAKER_04: Tanto que é um jogo feito no ocidente e que o Japão elogia muito, sabe?
- 40:41SPEAKER_08: Foi na mosca, né?
- 40:42SPEAKER_08: Os caras entenderam, exato.
- 40:43SPEAKER_04: E é um jogo tipo Way.
- 40:44SPEAKER_04: Ah, então tu quer dizer que enganaram o Japão pra vender jogo?
- 40:47SPEAKER_04: Não, não.
- 40:48SPEAKER_08: Isso, enganaram, enganaram.
- 40:49SPEAKER_08: Não, não, enganaram, enganaram.
- 40:51SPEAKER_04: Parece que, tipo, tu nunca pode fazer certo, né?
- 40:53SPEAKER_04: Se tu usou dinheiro, tu tá errado.
- 40:54SPEAKER_04: Ponto.
- 40:56SPEAKER_08: Aí tu não usou dinheiro, tá errado também, porra.
- 40:58SPEAKER_08: Tem que usar dinheiro.
- 40:59SPEAKER_04: Sony foi lá e investiu grana pra eles irem pro Japão.
- 41:02SPEAKER_04: Tá errado.
- 41:02SPEAKER_04: Sabe?
- 41:02SPEAKER_04: Não pode.
- 41:03SPEAKER_04: Pra ir lá fazer jogo bem feito.
- 41:04SPEAKER_04: E daí segue bem feito e fala, não pode.
- 41:06SPEAKER_08: Não pode.
- 41:07SPEAKER_08: A partir de hoje, Samuca, quem faz videogame, desenvolvedor de jogos, é franciscano e ponto final.
- 41:13SPEAKER_08: Não pode lucrar, não pode fazer pra mim.
- 41:15SPEAKER_08: Isso aí.
- 41:15SPEAKER_08: Acabou.
- 41:16SPEAKER_04: Chega.
- 41:16SPEAKER_04: E sai que eu fico puto porque eu sempre prejudico, sabe quem é, Leon?
- 41:19SPEAKER_04: O Deve.
- 41:20SPEAKER_08: O Deve, no final das contas.
- 41:21SPEAKER_08: Exato.
- 41:22SPEAKER_04: Porque é isso, né?
- 41:23SPEAKER_04: É isso, cara.
- 41:23SPEAKER_04: Eu vejo muito isso desde sempre em música, né?
- 41:26SPEAKER_04: Ah, a banda se vendeu para o não sei qual estúdio, sei lá o quê.
- 41:31SPEAKER_04: Cara, se a banda se vendeu pra uma.
- 41:36SPEAKER_04: Como é que chama?
- 41:36SPEAKER_04: Label em português?
- 41:37SPEAKER_04: Oh my god, so international.
- 41:40SPEAKER_08: Eu esqueci.
- 41:41SPEAKER_08: É estúdio.
- 41:43SPEAKER_04: Produtora, produtora, publicadora, sei lá, se a banda se vendeu pra uma produtora musical ali, né?
- 41:48SPEAKER_04: Selo.
- 41:49SPEAKER_04: O pessoal também usou.
- 41:50SPEAKER_04: O selo, isso eu queria, essa palavra que eu queria.
- 41:52SPEAKER_04: Se a banda se vendeu pra um selo específico, né?
- 41:54SPEAKER_04: Warner music, sei lá.
- 41:55SPEAKER_04: Uhum.
- 41:56SPEAKER_04: Mas conseguiu nesse contrato que ela fez aí, manter a sua essência que ela queria manter, com isso ficando rica também, pô, show, show.
- 42:04SPEAKER_04: Beleza, é isso, né?
- 42:06SPEAKER_04: E, cara, se não conseguir depois vai sair, beleza também.
- 42:10SPEAKER_04: O que importa é se a obra que no final foi feita saiu como eles queriam.
- 42:16SPEAKER_04: E é óbvio que tem muita marca, muita produtora, muito selo, muita coisa, seja no tipo que foi de arte, música, vídeo, videogame, enfim, que vai querer influenciar e vai ficar pior.
- 42:29SPEAKER_04: Óbvio que tem.
- 42:30SPEAKER_04: A gente vê trouxentilhões de jogos que os acionistas ou os executivos meteram o dedo no jogo e ficam a bosta.
- 42:38SPEAKER_04: No final.
- 42:40SPEAKER_04: Mas é sempre isso?
- 42:42SPEAKER_04: Ah, a Sony se meteu em Kena logo ficou ruim.
- 42:46SPEAKER_04: Não, não, não, pelo contrário, deram dinheiro pros caras e ficou bom.
- 42:50SPEAKER_04: Então, assim, eu cansei de chamar jogo de indie ou do tipo away.
- 42:54SPEAKER_04: Eu prefiro falar assim, ó, pô, o orçamento foi pequeno ou foi grande?
- 42:58SPEAKER_04: Sabe?
- 42:58SPEAKER_04: A equipe era pequena ou era grande?
- 43:00SPEAKER_04: Veio de onde esse dinheiro?
- 43:01SPEAKER_04: Porque, repito o que eu falei no começo desses papos aqui, né?
- 43:04SPEAKER_04: Eu gosto de ir atrás de quem fez, sabe?
- 43:07SPEAKER_04: Então, pô, calma obscuro.
- 43:09SPEAKER_04: Quem é que fez?
- 43:10SPEAKER_04: Pô, quem fez foi um cara rico, com dinheiro de família.
- 43:14SPEAKER_04: Sabendo isso, isso diminui o jogo ser bom ou ser ruim?
- 43:19SPEAKER_04: Não, o jogo pode ser bom ou pode ser ruim, sei lá, mas é.
- 43:22SPEAKER_04: Eu conheci, pelo menos.
- 43:24SPEAKER_04: Eu soube.
- 43:24SPEAKER_04: Então aqui o Kenna.
- 43:26SPEAKER_04: Gosto do jogo.
- 43:27SPEAKER_04: Pô, nossa, descobri que os caras têm dinheiro de um cara que era VP da Disney.
- 43:32SPEAKER_04: E a Sony investiu, então agora o jogo ficou menor pra mim.
- 43:35SPEAKER_04: Não, não ficou.
- 43:36SPEAKER_04: É bom ainda.
- 43:37SPEAKER_04: Então acho que acho que é isso.
- 43:38SPEAKER_04: Mais do que ficar taxando o jogo de Indie, ou AAA, ou sei lá o que, né?
- 43:45SPEAKER_04: Conhecer caso a caso.
- 43:46SPEAKER_04: Conhecer a gente.
- 43:47SPEAKER_08: É importante, é importante.
- 43:48SPEAKER_04: Ah, esse foi o orçamento, esse foi a equipe que fez, esse foi o diretor, ele quis fazer isso e aquilo, o jogo saiu assim, saiu assado.
- 43:56SPEAKER_04: Teve influência do estúdio, não teve?
- 43:58SPEAKER_04: Como é que foi feito isso?
- 44:00SPEAKER_04: Poder avaliar como um todo aquela obra ali específica, e não colocar isso numa caixa de indie, ou AAA, ou quadruple, ou sei lá o quê.
- 44:09SPEAKER_04: Acho que é isso, acho que é a discussão que o Kana gerou, realmente, ou pelo menos o Kana foi a brasa que acendeu essa chama dessa discussão aí.
- 44:18SPEAKER_08: Olha que irônico.
- 44:19SPEAKER_08: Olha que ironia, hein?
- 44:21SPEAKER_04: Mas pra mim, essa chama ali, tipo, no Kana acendeu e morreu ali, porque dali pra frente eu falei assim, ó, pô, foda-se.
- 44:27SPEAKER_04: Foda-se o que importa é dar atenção pra jogo que é bom e não dá pra discussão ruim e tchau.
- 44:56SPEAKER_08: Saban, normalmente a gente não começa this block de audiovisual and narrative on a parted musical.
- 45:03SPEAKER_08: Normalmente a gente deixa pro miolo.
- 45:05SPEAKER_08: Correto.
- 45:05SPEAKER_08: A gente deixa com o miolinho.
- 45:07SPEAKER_08: But hoje nós vamos começar com a música.
- 45:10SPEAKER_08: Vamos, vamos sim.
- 45:11SPEAKER_08: O senhor Jason Galaxy, que é o Theophane, talvez você possa conhecer por esse nome, não é exatamente novato pra fazer coisinhas de música de jogos, né?
- 45:22SPEAKER_08: Não é, não é, não é.
- 45:23SPEAKER_08: O cara compôs Oxen Free apenas.
- 45:26SPEAKER_04: E o Jason Galaxy também é um grande fã de Zeldinho as Ora's Mask, fez um álbum original em tributo a Zelda, e esse álbum foi uma inspiração pro curta Terrible Fate do Ember Lab.
- 45:39SPEAKER_04: Então é tudo interligado ali.
- 45:41SPEAKER_04: Então, pô, quando os caras falaram assim, ó, a gente quer fazer um jogo baseado nessas ideias aí que a gente tem, que também vieram de Zelda um dia e tal.
- 45:48SPEAKER_04: Quem vai compor esta porra?
- 45:49SPEAKER_04: Vamos chamar o maluco que já provou que também gosta disso.
- 45:53SPEAKER_04: Então veio aí o Theophone, o Jason Galaxy, pra fazer essa música.
- 45:57SPEAKER_04: E aí, cara, tem uma discussão massa pra dizer que é o seguinte.
- 46:00SPEAKER_04: O Kennedy tem uma.
- 46:01SPEAKER_04: Eu coloquei no roteiro aqui música antes, por quê?
- 46:04SPEAKER_04: Porque eu acho que a música representa melhor do que tudo o que é esse jogo.
- 46:09SPEAKER_08: Com certeza, com certeza.
- 46:10SPEAKER_04: Kana é um jogo que se passa num mundo ali fictício, enfim.
- 46:16SPEAKER_04: Que é uma mistureba gigante de muita coisa de vários países da oceania e Ásia, por aí vai.
- 46:24SPEAKER_04: Então tu tem ali arquitetura e influências na história do mundo do Kena em relação à espiritualidade e tal, que vem de muitos lugares.
- 46:33SPEAKER_04: Mas um deles, e acho que o principal, é Indonésia, é Bali.
- 46:38SPEAKER_04: Sim, aham.
- 46:39SPEAKER_04: E.
- 46:40SPEAKER_04: E, cara, é muito comum que a gente espere que um jogo faça uma música baseada no que o seu visual também se baseia.
- 46:50SPEAKER_04: Então, pô, se o visual do jogo, se o jogo se passa no Japão, por exemplo, qual é o esperado?
- 46:55SPEAKER_04: Que tem uma música que tenha uma influência do Japão, pelo menos.
- 46:58SPEAKER_04: Sabe?
- 46:59SPEAKER_04: E isso pode ser tradicional do Japão, ou pode ser uma variação, pode ser uma coisa meio doida.
- 47:04SPEAKER_04: A gente falou aqui da música, por exemplo, do Dynasty Warriors, que não é música tradicional chinesa, nem próximo disso, é metal pra caralho.
- 47:12SPEAKER_04: Metal pra caralho, exato.
- 47:13SPEAKER_04: Mas tem influências.
- 47:15SPEAKER_04: É natural que aconteça isso.
- 47:17SPEAKER_04: No caso da música de Kenan, tem um ponto, acho que é a mais nisso aí, que é o seguinte.
- 47:23SPEAKER_04: A música de Kenan é tocada, composta, enfim, com base no gamelão.
- 47:29SPEAKER_04: Gamelão.
- 47:30SPEAKER_04: Gamelão.
- 47:31SPEAKER_04: Gamelão é o nome tanto do estilo musical quanto do instrumento em si, da orquestra de instrumentos, que é feita com muita coisa de percussão de metal, então muito gongo, muito instrumento de metal em geral ali, de bronze e tal.
- 47:48SPEAKER_04: Principal é percussão.
- 47:49SPEAKER_04: E o gamelão é uma música que não é só tradicional de Bali.
- 47:54SPEAKER_04: Ela é parte da cultura de Bali a ponto de ser diferentaça de tudo que tem no mundo.
- 48:02SPEAKER_04: E também a ponto de ser algo pra eles ligado à religião, ao espírito.
- 48:08SPEAKER_04: Então apropriar essa música de modo esquisito, incorreto, pra um videogame poderia ser uma coisa que ficaria feio.
- 48:15SPEAKER_04: Ficaria errado e até desrespeitoso à cultura local, muito mais do que outras músicas em outros lugares do mundo, enfim.
- 48:23SPEAKER_04: Tipo, ninguém vai ficar, sei lá, ofendido se alguém fizer um pagode errado, esquisito, sei lá.
- 48:30SPEAKER_04: Mas gamelão talvez fique, talvez é uma coisa um pouquinho mais.
- 48:34SPEAKER_04: Vou dizer que sagrada praticamente, não é só isso, não é bem isso também apenas, mas é meio que pra esse caminho que vai.
- 48:41SPEAKER_04: Óbvio que música tem muito de cultura, seja música que for.
- 48:45SPEAKER_04: Pega, sei lá, e o samba no Brasil.
- 48:47SPEAKER_04: Pô, não é só o samba, é uma música legal, ponto.
- 48:49SPEAKER_04: Não, tem influência, tem cultura por trás.
- 48:51SPEAKER_08: Tem toda uma história, né?
- 48:52SPEAKER_04: Mas o gamelão é usado diariamente, sabe?
- 48:56SPEAKER_04: Na cultura mesmo ali.
- 48:57SPEAKER_04: O gamelão é tocado em cerimônias de, por exemplo, velório, funeral.
- 49:02SPEAKER_04: Ele é usado em momentos de culto, por exemplo.
- 49:06SPEAKER_04: Então, é uma música que tem algo a mais.
- 49:08SPEAKER_04: Não é só um estilo musical.
- 49:10SPEAKER_04: Ele é realmente uma parte sagrada da cultura local.
- 49:14SPEAKER_04: Então que bom que o Theófane e a Ember Lab eles foram atrás de fazer coisas com o pessoal de lá.
- 49:24SPEAKER_04: Aí tem um grupo de gamelão, que é o Sudamani, que é um grupo de gamelão de bali, e aí também tem uns rolês, porque deu o gamelão de bali, é diferente do gamelão de outros lugares da Indonésia.
- 49:34SPEAKER_04: Mas o gamelão de Bali e esse grupo Sudamani é muito respeitado lá - super antigo já.
- 49:41SPEAKER_04: Eles foram atrás desse grupo aí pra eles fazerem, né, de modo aí.
- 49:46SPEAKER_04: Em conjunto com o Theófane, enfim, com o Emberlebe, essa música.
- 49:50SPEAKER_04: Sabe?
- 49:51SPEAKER_04: Certo.
- 49:51SPEAKER_04: Então, pô, de novo, tu vê um segundo.
- 49:54SPEAKER_04: um segundo.
- 49:55SPEAKER_04: uma segunda de que a Emberlebe queria fazer um jogo realmente que não fosse só se apropriando de conceitos de outros lugares e ponto final.
- 50:04SPEAKER_04: Agora pouco tu falou que eles tinham um povo na equipe lá que era do mundo inteiro.
- 50:09SPEAKER_04: Inclusive vários da Oceania e da Ásia ali Oriental.
- 50:14SPEAKER_04: E tu tem agora a música feita e tocada pelo Gamelon Sudamani, que é esse grupo gigante lá.
- 50:20SPEAKER_04: E.
- 50:21SPEAKER_04: E, cara, tinha esse perigo que eu falei de ficar uma coisa meio que a própria da cultura, né?
- 50:25SPEAKER_04: Sim.
- 50:26SPEAKER_04: Mas deu uma volta, ficou bom e ficou uma coisa que espalhou essa cultura pra fora de lá também.
- 50:30SPEAKER_04: Sim, com certeza.
- 50:31SPEAKER_04: E daí eu fui atrás de um documentário que.
- 50:37SPEAKER_04: Conta um pouco da história do gamelão e tipo, fala como é que é, porque é a parte de música que eu mais gosto.
- 50:41SPEAKER_04: Então, pô, eu ouvi a música do Kenan e fiquei assim, cara, que porra é essa?
- 50:43SPEAKER_04: Aham.
- 50:44SPEAKER_04: Aí eu vi uns cara que sustinha, tipo, lá, créditos, música, gamelão sudamani.
- 50:47SPEAKER_04: O que que porra é gamelão sududê?
- 50:49SPEAKER_08: Porra, gamelão sudamani.
- 50:50SPEAKER_04: Fui procurar, né?
- 50:51SPEAKER_04: E daí, tipo, eu vi que, tipo, o pessoal que toca gamelão na Indonésia, que ensina pras crianças lá e que leva lá essa cultura, é muito aberto a espalhar isso.
- 51:04SPEAKER_04: Sabe?
- 51:04SPEAKER_04: Isso é bom.
- 51:05SPEAKER_04: Eles são muito abertos a, tipo, pô, tu foi lá visitar e tu quer aprender.
- 51:09SPEAKER_04: Eles ensinam, eles tocam lá contigo.
- 51:12SPEAKER_04: É uma coisa que eles querem mostrar porque é parte da cultura, não é algo tipo, ah, isso aqui é só nosso, ninguém pode fazer e acabou.
- 51:19SPEAKER_04: Né?
- 51:20SPEAKER_04: Mas claro que eles dão valor pra que se alguém vai lá fazer isso aí, que aprenda do jeito correto que tem que ser feito.
- 51:26SPEAKER_04: Porque, que nem eu falei, não é só estilo musical, ponto.
- 51:29SPEAKER_04: Tem uma ligação muito forte, espiritual com eles e tal.
- 51:32SPEAKER_04: E eu acho que até, tipo, espalhar isso é positivo.
- 51:34SPEAKER_04: Tem uma fala nesse matário que eu achei muito emblemática.
- 51:37SPEAKER_04: É de um professor de gamelão, lá daquela.
- 51:41SPEAKER_04: lá de Bali.
- 51:42SPEAKER_04: Sim.
- 51:42SPEAKER_04: E ele falou assim: a minha filha, que tem 4 anos hoje, ela vai aprender a cantar K-pop antes de aprender a tocar gamelão.
- 51:49SPEAKER_04: Justo.
- 51:50SPEAKER_04: Porque música é um soft power gigantesco.
- 51:54SPEAKER_08: Eu já acho ela chamar de soft, inclusive.
- 51:56SPEAKER_04: A gente no Brasil aqui, a gente cresce ouvindo música de banda europeia e dos Estados Unidos.
- 52:02SPEAKER_04: E muitas vezes não dá valor pra banda brasileira.
- 52:04SPEAKER_08: Sim, justo.
- 52:06SPEAKER_04: E hoje em dia não é à toa que a Coreia tá exportando música pra caralho.
- 52:11SPEAKER_04: Porque eles querem ter esse poder, né?
- 52:13SPEAKER_04: Aham.
- 52:14SPEAKER_04: E chegou num ponto em que um filme, uma animação sobre K-pop, saiu do Netflix, virou o top 1 da história da plataforma, ganhou o Oscar, tem adaptação musical no Brasil em PTBR, sabe?
- 52:29SPEAKER_04: Porra, quando que eu tenho que imaginar que isso ia acontecer há alguns poucos anos, aí há 50 anos, sei lá, que a Coreia ia ter esse poder, né, de influência no mundo pela música.
- 52:39SPEAKER_08: É, o retorno do BTS, né?
- 52:40SPEAKER_08: Que é apenas o maior expoente da série.
- 52:43SPEAKER_08: Também, por exemplo.
- 52:44SPEAKER_08: Apenas.
- 52:45SPEAKER_04: Então, pô, ele fala isso nesse comentário, falar que a filha dele ia cantar K-pop antes de tocar gamelão.
- 52:51SPEAKER_04: E ele fala isso, tipo, de um modo assim, muito triste, porque, porra, ela vai aprender um dia comigo, beleza, mas antes disso ela vai conseguir ouvir coisa que veio de fora do país lá.
- 53:00SPEAKER_08: E nem a língua dela, inclusive, né?
- 53:02SPEAKER_04: E nem a língua dela vai aprender a cantar.
- 53:03SPEAKER_04: Então, assim, eles sabem, eles percebem isso, que eles não podem ficar também fechados em si mesmo.
- 53:08SPEAKER_04: Eles têm que espalhar isso pro mundo que eles querem que isso se mantenha.
- 53:11SPEAKER_04: Então, porra, que legal que a Amber Lab fez esse trampo aí de ir atrás e colocar isso, porque faz sentido.
- 53:18SPEAKER_04: E a música final que o jogo tem não é uma música derivativa, mal feita, que é só pra lembrar e fingir que é de lá.
- 53:28SPEAKER_04: É feita lá mesmo, de modo orgânico, original de lá.
- 53:34SPEAKER_04: E tem muita história de compositores clássicos.
- 53:37SPEAKER_04: O Debusse, por exemplo, da piadinha do Family Guy.
- 53:40SPEAKER_08: A melhor piada do universo.
- 53:41SPEAKER_04: Olha que loucurou.
- 53:42SPEAKER_04: O Debusse foi o primeiro compositor clássico que tem essa documentação sobre isso e tal, né?
- 53:46SPEAKER_04: Que entrou em contato com o gamelão, na época que tava vivo ainda, e começou a colocar conceitos disso na música dele.
- 53:53SPEAKER_08: Que era uma parada completamente diferente do que ele fazia também.
- 53:55SPEAKER_04: Bem diferente.
- 53:56SPEAKER_04: Tinha aquelas feiras mundiais, né?
- 53:58SPEAKER_04: Naquela época, era muito comum.
- 53:59SPEAKER_04: Sim.
- 54:00SPEAKER_04: E numa dessas aí ele foi lá e visitou e viu lá um gamelão tocando.
- 54:03SPEAKER_04: E, de novo, ouvinte, gamelão é tanto o nome do estilo quanto o nome da banda em si, da orquestra, né?
- 54:09SPEAKER_04: Então são ali 30 e poucas pessoas, instrumentos.
- 54:12SPEAKER_04: É tipo um xilofone gigante, né?
- 54:13SPEAKER_04: É, daí tem xilofone, tem flauta, tem gente cantando ou não, depende do caso, mas quando eu falo gamelão aqui é tanto o estilo quanto as pessoas tocando.
- 54:21SPEAKER_08: De fato.
- 54:22SPEAKER_04: Então ele foi lá e viu esse gamelão tocando e falou assim, a pô, que diferente.
- 54:25SPEAKER_04: Eu não vou entrar aqui em teoria musical aqui, e a pô, a diferença é essa e tal.
- 54:29SPEAKER_04: Mas é aquele rolê.
- 54:30SPEAKER_04: Se tu comparar gamelão com qualquer música ocidental, que tenha aquele padrão de harmonia e de métrica e de tempo e tal, é muito diferente.
- 54:41SPEAKER_04: Sim, muito.
- 54:42SPEAKER_04: Só pelo fato de ser percussão, e percussão é uma coisa que tu não consegue afinar de modo igual a coisas que são, por exemplo, de corda ou de sopro, é bem diferente de um rolê, né?
- 54:52SPEAKER_04: Já muda muita coisa.
- 54:53SPEAKER_04: Até assim, ó, o modo que um gongo vibra, se tu pegar as frequências que ele vibra, não são harmônicos entre si, então é um barulho um pouco mais um pouco mais estranho pra gente que tá acostumado a ouvir barulhos mais harmônicos.
- 55:06SPEAKER_08: Sim, ele é meio dissonante, né?
- 55:08SPEAKER_04: E, pô, essa época aí, desses compostores mais clássicos, né?
- 55:12SPEAKER_04: Era uma época que tu tinha, de repente, um pavô à dissonância, sabe?
- 55:17SPEAKER_04: Uhum.
- 55:17SPEAKER_04: Dissonância era uma coisa que era, nossa, a igreja, se fosse música dissonante, é errado.
- 55:21SPEAKER_04: Tem toda aquela.
- 55:22SPEAKER_04: Tem uma britânica, inclusive, né?
- 55:23SPEAKER_04: Tem todo aquele rolê, né?
- 55:24SPEAKER_04: Aquele mito do negócio do triton lá, que é o tom do capeta, esse é o que é.
- 55:30SPEAKER_04: E na prática isso aí é só algo político que tá tentando manter a música que a própria Europa fazia na época, enfim, ali, como algo correto, entre aspas, e o cara de fora como errado, pra manter a influência cultural, enfim.
- 55:45SPEAKER_04: Então, cara, é muito bom ver um joguinho como esse aqui espalhando mais algo tão diferente.
- 55:51SPEAKER_04: Muito foda.
- 55:53SPEAKER_04: Vou botar aqui um pouquinho no fundo aqui pro vinte ouvir aí.
- 55:56SPEAKER_04: Um pouco de gamelão, não o do Kenna, mas original de lá.
- 56:42SPEAKER_04: Mas o Kenan é muito isso, as músicas do Kenan são muito isso, e conseguiram pegar muito bem esse espírito, que não é só a teoria, mas é realmente o sentimento do negócio.
- 56:55SPEAKER_04: É como é feito, assim.
- 56:57SPEAKER_08: Cara, eu vou dizer pra você que foi difícil eu escolher uma música que eu mais gostei, porque muitas delas caem pra mim naquele esquema de assim: ah, pô, vou fechar o olho aqui e vou lembrar a música do Kenna, né?
- 57:10SPEAKER_08: Não consigo, com exceção de uma, Samu.
- 57:13SPEAKER_08: Que é a música do carrinho de chapéu.
- 57:15SPEAKER_08: Ixi, peraí, vamos lá.
- 57:18SPEAKER_08: Pera aí, vamos conversar.
- 57:19SPEAKER_08: A música do carrinho de chapéu é muito boa, cara.
- 57:24SPEAKER_08: Porque você consegue ver que é o lance polinésio, indonésio rolando ali, né?
- 57:30SPEAKER_08: Da região do Sudeste Asiático, mas fez uma coisa meio ao mesmo tempo.
- 57:35SPEAKER_08: Eu vou chamar de Pixar por falta de termo melhor, Samuca.
- 57:39SPEAKER_08: Mas é whimsical, eu esqueci como é que fala isso em português, eu não sou sorry.
- 57:42SPEAKER_08: Oh my god, isso é um pouco.
- 57:45SPEAKER_08: Mas é tipo isso, né?
- 57:46SPEAKER_08: É uma musiquinha, porque você vai ver as coisas de gamelão, gamelão, como tu disse, cara, ele tem uma vibe, porra, monástica, quase.
- 57:53SPEAKER_08: Sabe?
- 57:54SPEAKER_08: É um negócio assim, pô, ritualístico.
- 57:56SPEAKER_04: Mas aí tu vê, cara, esse rolê aí de achar que a música é ritualística e tal, ela é uma.
- 58:02SPEAKER_04: sei lá, uma meia verdade.
- 58:04SPEAKER_04: Tipo, pra gente que é ocidental é que a gente tem essa impressão de repente, mas na prática lá, cara, não é só isso que essa música é.
- 58:12SPEAKER_04: Sabe?
- 58:13SPEAKER_04: Ela é tão parte da cultura que ela vai além de ser algo só usado em templos, ou sei lá.
- 58:20SPEAKER_04: Eles tocam isso que eu, como eu falei, tipo, em velórios, em cremações, no caso lá.
- 58:25SPEAKER_04: Mas as cremações são festas.
- 58:26SPEAKER_04: Não é tipo uma coisa triste.
- 58:28SPEAKER_08: Não é parada triste, pode crer.
- 58:29SPEAKER_04: Eles estão dançando, eles estão cantando na rua, eles estão rindo.
- 58:33SPEAKER_04: As crianças aprendem a tocar isso desde cedo, sabe?
- 58:36SPEAKER_04: Sim.
- 58:36SPEAKER_04: Então, eu colocaria, assim, comparando de modo muito bosta com o Brasil aqui, eu colocaria no mesmo rolê daquelas bandas de escola, tá ligado?
- 58:46SPEAKER_08: Fanfarrona mesmo, né?
- 58:48SPEAKER_04: Que é um tocando tuba e um tocando tambor e um sei lá o quê.
- 58:52SPEAKER_04: Porque o gamelão é uma música tocada em conjunto sempre.
- 58:55SPEAKER_04: Sempre, claro.
- 58:56SPEAKER_04: Isso é muito bonito.
- 58:57SPEAKER_04: Não existe tocar gamelão sozinho.
- 58:59SPEAKER_04: O gamelão, por conceito, ele é uma orquestra.
- 59:03SPEAKER_04: Então essa música que tu falou aí do carrinho de chapéu, cara, é muito legal porque ela não parece ritualística e espiritual e mística e sei lá o quê.
- 59:13SPEAKER_08: Diferente de todo jogo, porque todo jogo vai ter uma vibe mais dessa, né?
- 59:17SPEAKER_08: De um lance mais espiritual.
- 59:18SPEAKER_04: Mas é gamelão ainda, né?
- 59:20SPEAKER_04: E mostra essa parte do gamelão também, que não é só esse negócio que a gente tem como conceito ocidental nosso do que é essa música, né?
- 59:29SPEAKER_04: Então, muito massa colocarem também isso no jogo.
- 59:32SPEAKER_04: E isso só aconteceu porque a música foi feita de modo colaborativo com o pessoal de lá.
- 59:37SPEAKER_04: Sim.
- 59:38SPEAKER_04: Que nem eu falei, com o pessoal do Gamelão Sudamani, que é uma orquestra respeitadíssima e super gigante, lá, histórica lá.
- 59:47SPEAKER_04: E, cara, que importante que é esse trampo de deixar autêntico mesmo.
- 59:52SPEAKER_04: É tipo a gente ver um samba que é composto e tocado por alguém que não é da cultura disso, né?
- 59:59SPEAKER_04: Não é do Brasil aqui, ou enfim.
- 1:00:02SPEAKER_04: E, cara, por mais que a pessoa tente imitar o estilo musical, por mais que a pessoa tente fazer a teoria por trás, parece que falta um gingado, sei lá, sabe?
- 1:00:12SPEAKER_08: Tá faltando alguma coisa ali, né?
- 1:00:14SPEAKER_04: É, e é tipo isso, é tipo isso, cara.
- 1:00:16SPEAKER_04: Então, porra, se tu quer fazer um samba, tu venha pronto pro Brasil.
- 1:00:20SPEAKER_04: Bossa nova, é o Brasil.
- 1:00:22SPEAKER_08: Grava com o brasileiro de fato.
- 1:00:23SPEAKER_08: Isso é o seu som que você quer, não é remetente.
- 1:00:25SPEAKER_04: Não à toa, eu pago muito pau pro 8-bit Big Band.
- 1:00:29SPEAKER_08: Porra.
- 1:00:29SPEAKER_04: E eles têm lá um cover de Zelda.
- 1:00:33SPEAKER_04: E tem um brasileiro tocando, porque o cover é no clima de samba e bossa nova.
- 1:00:38SPEAKER_04: Então assim.
- 1:00:39SPEAKER_04: Chorinho mesmo, né?
- 1:00:40SPEAKER_04: Isso, é chorinho, tem razão, é chorinho, é chorinho.
- 1:00:43SPEAKER_04: Então eles foram atrás de um BR pra tocar, porque, porra, chorinho, não é Little Cry, não é inglês, caralho.
- 1:00:48SPEAKER_04: Little cry.
- 1:00:49SPEAKER_04: Little cry.
- 1:00:55SPEAKER_06: Um, two, three, quatre.
- 1:01:26SPEAKER_04: Então aqui também foi isso: tipo, a Emblep falou assim: a gente quer fazer uma música em gamelão.
- 1:01:32SPEAKER_04: Show.
- 1:01:32SPEAKER_04: Bora pra Indonésia.
- 1:01:34SPEAKER_08: Tá ligado?
- 1:01:34SPEAKER_08: Não vamos fazer a gente, porque senão vai ficar parecendo.
- 1:01:36SPEAKER_08: Vai ficar uma bosta.
- 1:01:38SPEAKER_08: Puro racismo, no final das contas, né?
- 1:01:40SPEAKER_04: Isso, pois é, e ficou muito bom.
- 1:01:42SPEAKER_04: E, pra acabar, aparências, né?
- 1:01:44SPEAKER_04: E isso me fez conhecer gamelão.
- 1:01:47SPEAKER_04: Então, obrigado, Kenna, inclusive.
- 1:01:48SPEAKER_04: Obrigado, Kenan.
- 1:01:49SPEAKER_04: Porque eu curto muito música, eu não tô num país que tem gamelão pra eu ouvir tocando na rua.
- 1:01:57SPEAKER_08: O mais xilofone, 7 de setembro, né?
- 1:02:01SPEAKER_04: E assim, querendo ou não, a música que chega aqui, de fora do país, que é importada pra cá, é a música europeia e norte-americana.
- 1:02:11SPEAKER_09: Isso.
- 1:02:12SPEAKER_04: Hoje tá bem mais eclético já o mundo da música aí, e também o acesso é mais fácil a músicas mais diferentes.
- 1:02:18SPEAKER_04: Mas, cara, na nossa adolescência, na nossa infância, anos 90 aí, pô, o que a gente tinha contato que vinha pra cá em clipes da MTV, na rádio, em CDs e tocava em filme de Hollywood, sei lá.
- 1:02:32SPEAKER_04: Então eu nunca ia ter conhecido gamelão na minha adolescência, na minha infância.
- 1:02:37SPEAKER_04: Agora eu conheci com o Kenan.
- 1:03:20SPEAKER_08: É que eu acho que ele tem um equilíbrio visual, Samuka, muito bacana do autoral deles mesmo, né?
- 1:03:27SPEAKER_08: Do mundo que eles criaram ali pro Kenna, com essa cara de Pixar.
- 1:03:31SPEAKER_08: Porque tem uma carinha de Pixar.
- 1:03:34SPEAKER_08: Tem pra caralho, tem uma carona.
- 1:03:35SPEAKER_08: É, tem um gostinho de Pixar ali nesse tempero deles ali.
- 1:03:38SPEAKER_08: É um jogo sabor pixar.
- 1:03:40SPEAKER_08: É sabor pizza.
- 1:03:41SPEAKER_08: Isso aí, essa borra pixar.
- 1:03:43SPEAKER_08: E aí é o seguinte, é muito legal a forma como eles vão usando ao longo do jogo as cores pra deixar muito claro quem é e quem não é dentro desse jogo, né?
- 1:03:54SPEAKER_08: Então se tem azul, é coisa que você vai interagir pra bem com você.
- 1:03:58SPEAKER_08: Se tem vermelho, você tem que dar um jeito de purificar.
- 1:04:01SPEAKER_08: Nem sempre destruir, né?
- 1:04:03SPEAKER_08: Nem sempre destruir.
- 1:04:04SPEAKER_08: Quero lembrar pra vocês que a cultura do leste asiático é uma cultura muito de restauração nessa parte espiritual, né?
- 1:04:13SPEAKER_08: Então a gente não fala de destruição, não.
- 1:04:16SPEAKER_08: A gente fala de limpeza, a gente fala de purificação, a gente fala de prevenção pra que não se surge novamente e que não seja corrompida.
- 1:04:25SPEAKER_04: É, nada tipo, nada é um fim, é sempre tipo uma vírgula na história, nunca é um ponto final.
- 1:04:30SPEAKER_08: Uma vírgula, exatamente.
- 1:04:31SPEAKER_08: É uma torta, né?
- 1:04:32SPEAKER_04: Agora porque eu falei, tipo, uma cremação não é uma coisa triste lá.
- 1:04:36SPEAKER_04: Tá liberando a alma que tava presa no corpo, e é uma nova jornada que vai seguir em frente.
- 1:04:40SPEAKER_04: Então, é isso, cara.
- 1:04:42SPEAKER_04: É bem como tu falou, o Kenan tem muito isso aí.
- 1:04:44SPEAKER_04: E aí é que tem aquele rolê, tipo, ah, mas porra, tudo azul é interativo e bom, e tudo vermelho é ruim.
- 1:04:50SPEAKER_04: Quebrou a imersão, pô.
- 1:04:51SPEAKER_08: Ah, primeiro que imersão é meu pau na sua mão, né?
- 1:04:54SPEAKER_08: Vamos começar por aí.
- 1:04:55SPEAKER_08: Obrigado.
- 1:04:55SPEAKER_08: Vamos começar por aí.
- 1:04:57SPEAKER_04: É de novo, a palavra imersão, ela faz sentido, ela é boa.
- 1:05:02SPEAKER_04: Ela se encaixa com games, acho legal, mas é que ela caiu num uso muito bosta, sabe?
- 1:05:07SPEAKER_04: E já era.
- 1:05:08SPEAKER_04: E daí qualquer coisa que tu faz no jogo, aí quebrou a imersão.
- 1:05:12SPEAKER_08: É um fodendo videogame, caralho.
- 1:05:14SPEAKER_04: Isso, tem color coding pras coisas pra interagir, pra bater e tal.
- 1:05:18SPEAKER_04: E que bom que tem, faz sentido, é legal, cara.
- 1:05:20SPEAKER_04: É isso.
- 1:05:21SPEAKER_08: Você tá o quê?
- 1:05:21SPEAKER_08: Você tá achando que no Diablo, quando você matava alguém na Idade Média, caía uma espada e você pegava e tinha um nome azul.
- 1:05:27SPEAKER_08: Daga porra.
- 1:05:27SPEAKER_08: Isso, não fode.
- 1:05:31SPEAKER_04: Matendo o rei na idade média, caiu uma espada aqui.
- 1:05:33SPEAKER_04: Opa, é roxa?
- 1:05:35SPEAKER_04: Roxa emita!
- 1:05:36SPEAKER_08: Não, porra, não fode, né, galera?
- 1:05:38SPEAKER_04: Numa loja de espada na era medieval lá.
- 1:05:41SPEAKER_04: Temos um cantinho assim, ó aquela ali, vendedor.
- 1:05:44SPEAKER_04: Que é douradinha ali o nome dela.
- 1:05:46SPEAKER_04: Lívia daquela.
- 1:05:47SPEAKER_04: Essa ali é mais um ou é mais dois?
- 1:05:49SPEAKER_04: Pô, não sei, né?
- 1:05:50SPEAKER_04: Porra, sabe?
- 1:05:51SPEAKER_08: Eu acho esse papo da inversão.
- 1:05:53SPEAKER_04: Que mundo real não é assim, mas videogame é, porra.
- 1:05:55SPEAKER_08: Videogame, cara, faz parte do lance da arte, cara.
- 1:05:59SPEAKER_08: Suspensão de descanso.
- 1:06:00SPEAKER_08: Criança, pelo amor de Deus, não seja pessoa chata.
- 1:06:02SPEAKER_04: E mais do que isso, cara, assim, ó.
- 1:06:04SPEAKER_04: A Lô Marcela vai sempre resolver aqui, inclusive.
- 1:06:07SPEAKER_04: O trampo de um artista em um videogame não é só fazer uma arte bonita, ponto.
- 1:06:11SPEAKER_08: É funcional, né?
- 1:06:12SPEAKER_04: É uma arte que tu entenda e que funcione no jogo.
- 1:06:15SPEAKER_04: Exato.
- 1:06:16SPEAKER_04: Então, assim, porra, caralho, irmão, para de falar merda, é isso.
- 1:06:19SPEAKER_04: Show.
- 1:06:19SPEAKER_08: Isso, show.
- 1:06:20SPEAKER_08: Esse foi o hate do Galinha Viajou.
- 1:06:22SPEAKER_04: Estamos com os hates hoje aqui que tá complicado, mas é necessário, é necessário.
- 1:06:26SPEAKER_08: Mas é porque, como assim em Kena é uma cultura de purificação, Samuca?
- 1:06:29SPEAKER_08: Então nós estamos.
- 1:06:30SPEAKER_08: Isso, vamos purificar nosso ódio aqui hoje.
- 1:06:32SPEAKER_08: Jogando o ódio pra fora.
- 1:06:32SPEAKER_08: Só pra ficar as coisas aqui.
- 1:06:34SPEAKER_08: É isso aí.
- 1:06:34SPEAKER_08: A mistura de Disney com o Japão não é por acaso, né?
- 1:06:38SPEAKER_08: A gente falou que o Grier fez faculdade, estudou em Tóquio, eles moraram lá por algum tempo também, né?
- 1:06:43SPEAKER_08: E o próprio Mike voltou pra Disney a narrar, então ele entendia muito bem a situação toda de Disney e de outras culturas, né?
- 1:06:52SPEAKER_08: Veja bem, não é foi fazer um intercâmbio, ele estudou e morou lá no Japão.
- 1:06:58SPEAKER_08: É uma outra.
- 1:06:59SPEAKER_08: é uma outra parada.
- 1:07:00SPEAKER_04: Mais do que isso, o Mike tinha muito essa vontade, essa paixão por conhecer o interior do Japão.
- 1:07:06SPEAKER_04: Ele conta isso.
- 1:07:06SPEAKER_04: Ele pegava um trem e ia pra puta que pariu no Japão e ia lá pra conhecer.
- 1:07:11SPEAKER_04: E foda-se.
- 1:07:12SPEAKER_04: E, cara, isso é conhecer o país.
- 1:07:15SPEAKER_04: Eu fico.
- 1:07:16SPEAKER_04: Mais um áudio aqui gratuito.
- 1:07:17SPEAKER_04: Vamos lá.
- 1:07:17SPEAKER_04: Ih, vamos lá, vamos lá.
- 1:07:18SPEAKER_04: A pessoa que fala assim, ó, porra, vou lá conhecer, sei lá, a Grécia, né?
- 1:07:22SPEAKER_04: Aí ela passa dois dias coçando o cu numa praia que todo mundo vai.
- 1:07:27SPEAKER_04: E vai embora, conhecer a Grécia.
- 1:07:28SPEAKER_04: Irmão.
- 1:07:29SPEAKER_08: Velho, Grécia.
- 1:07:30SPEAKER_08: Many gods, o ar.
- 1:07:32SPEAKER_08: Got de Grécia.
- 1:07:33SPEAKER_04: Ah, mas eu fui.
- 1:07:34SPEAKER_04: Mas eu fui em Santorini.
- 1:07:36SPEAKER_04: Parabéns, deve ser bonito, mas assim, conheceu a Grécia?
- 1:07:39SPEAKER_04: Não, peraí.
- 1:07:40SPEAKER_04: Porra, quando eu for pra Grécia, irmão, tal no culto da praia, entendeu?
- 1:07:44SPEAKER_04: Eu moro em Florian.
- 1:07:45SPEAKER_04: Foda-se micronos, meu amigo.
- 1:07:46SPEAKER_04: Eu vou na praia aqui, bicho.
- 1:07:48SPEAKER_04: Eu vou na praia da Grécia.
- 1:07:50SPEAKER_08: Eu vou dar um filme lá em Olímpia.
- 1:07:51SPEAKER_08: Vai tomar no culto pra conhecer lá até Salônica.
- 1:07:54SPEAKER_04: Eu não quero conhecer a praia, né?
- 1:07:56SPEAKER_04: E, assim, nada contra querer ir na praia, né?
- 1:07:58SPEAKER_04: É isso, mas eu digo assim.
- 1:07:59SPEAKER_04: A pessoa foi pra Grécia pra ir na praia.
- 1:08:01SPEAKER_04: Ela vai falando, nossa, conheci a cultura da Grécia.
- 1:08:05SPEAKER_04: Meu Deus, como a Grécia é foda, o berço da humanidade ocidental, moderna, porra, filosofia, os caralhos.
- 1:08:13SPEAKER_08: Nesse comentário, Samu, que ele se insete no mesmo continente mental, né?
- 1:08:17SPEAKER_08: De quem vai pra fora pra comer no McDonald's.
- 1:08:20SPEAKER_08: Isso.
- 1:08:21SPEAKER_08: Você tá indo.
- 1:08:21SPEAKER_04: Nossa, irmão, amigo meu, que não nos ouve, ele vai pros lugares na Europa e come Banque King, Mac Bruno.
- 1:08:31SPEAKER_08: Quem sabe?
- 1:08:32SPEAKER_04: Porra! Come na rua, num carrinho de rua na esquina, que é uma pessoa que mora lá que fez a comida, irmão.
- 1:08:38SPEAKER_04: Você viu o que é?
- 1:08:39SPEAKER_04: Quem come no Mac, num outro país.
- 1:08:40SPEAKER_04: Eu entendo se é assim, ó.
- 1:08:42SPEAKER_04: Pô, tô num aeroporto com pressa.
- 1:08:44SPEAKER_04: Porra, sim, beleza.
- 1:08:45SPEAKER_04: Show.
- 1:08:46SPEAKER_04: Quero o certo e o básico, pra não morrer de fome.
- 1:08:48SPEAKER_04: Show.
- 1:08:49SPEAKER_04: Show! Mas, porra.
- 1:08:50SPEAKER_05: Porra, não fode, né?
- 1:08:52SPEAKER_05: Não fode, né?
- 1:08:53SPEAKER_05: Não pode, não pode, né?
- 1:08:54SPEAKER_04: Ah, o que é conhecer o Japão?
- 1:08:57SPEAKER_04: É o que o Mike Greer fez.
- 1:08:59SPEAKER_04: Ele morreu por anos.
- 1:09:01SPEAKER_04: E ele foi no interior, ele ia lá nas vilas menores e tal.
- 1:09:05SPEAKER_04: E isso é óbvio que é um privilégio gigantesco.
- 1:09:08SPEAKER_04: Monstruoso.
- 1:09:10SPEAKER_04: Óbvio que é.
- 1:09:10SPEAKER_04: Óbvio que é.
- 1:09:11SPEAKER_04: Mas que bom que ele fez isso aí e daí usou isso pra fazer um jogo bom depois.
- 1:09:15SPEAKER_04: Então, é isso que eu digo, conhecer a pessoa que fez, sabe?
- 1:09:18SPEAKER_04: A gente vê no Kenna muita mistureba aqui de influência de arquitetura e de cultura japonesa com Indonésia, com sei lá o quê, aqui, tudo misturado, porque os caras foram atrás, sabe?
- 1:09:31SPEAKER_04: Tinha vontade de ir atrás.
- 1:09:32SPEAKER_04: Então, eu acho que, pra mim, esse é o ponto que eu já bati muito aqui hoje, eu vou bater de novo aqui agora.
- 1:09:37SPEAKER_04: É o ponto que eu mais tiro o chapéu pra Ember Lab, sabe?
- 1:09:42SPEAKER_04: Que eles claramente quiseram e se esforçaram pra ter um jogo no final que fosse bem feito nesse sentido cultural das coisas.
- 1:09:51SPEAKER_09: Sim, sim.
- 1:09:52SPEAKER_04: Pra que não fosse uma, sei lá, paródia sem querer.
- 1:09:57SPEAKER_04: Ou uma apropriação escrota, né?
- 1:10:00SPEAKER_04: É, isso, não é só tipo, ah, o Ocidente acha muito místico, então vou botar aqui um monte de portantoria aqui no meu jogo.
- 1:10:08SPEAKER_04: Pô, vai tomar no cu.
- 1:10:09SPEAKER_04: Não é isso.
- 1:10:10SPEAKER_04: Então eles foram atrás de fazer um negócio bem feito, cara.
- 1:10:12SPEAKER_04: É legal.
- 1:10:12SPEAKER_08: É um trabalho legal de pesquisa nesse jogo, né?
- 1:10:15SPEAKER_08: Você consegue ver bem claro.
- 1:10:17SPEAKER_08: É muito claro.
- 1:10:17SPEAKER_08: Que o trampo de pesquisa dos caras foi foda.
- 1:10:21SPEAKER_08: E assim, não só isso, né?
- 1:10:23SPEAKER_08: Mas teve uma parceria com o estúdio do Vietnã, o Estúdio Sparks, que foi basicamente o envolvido na criação do mundo de Kana, né?
- 1:10:33SPEAKER_08: Inspirados em Japão e Indonésia, ou seja, todo o sudeste e o leste asiático, como um todo.
- 1:10:39SPEAKER_08: E eu juro pra você, se eu descrevesse Kana, eu ia descrever dessa forma.
- 1:10:44SPEAKER_08: Imagina se a Indonésia ficasse no Japão.
- 1:10:47SPEAKER_08: Ou imagina se o Japão fosse uma das múltiplas ilhas da Indonésia.
- 1:10:50SPEAKER_08: Pronto, esse é o mundo de Kenna.
- 1:10:51SPEAKER_08: Isso, isso aí.
- 1:10:52SPEAKER_08: Isso que é uma redução muito absurda, obviamente, porque o jogo é belíssimo.
- 1:10:55SPEAKER_08: Lógico, né?
- 1:10:56SPEAKER_04: Foi com o jogo bonito.
- 1:10:57SPEAKER_04: Muito bom, muito bom.
- 1:10:58SPEAKER_04: E assim, e só pra ficar bem claro pra quem não jogou, né?
- 1:11:00SPEAKER_04: Não é que o jogo se passa no Japão.
- 1:11:01SPEAKER_04: Não, não, não, não.
- 1:11:02SPEAKER_04: Ou se passa na Indonésia, não.
- 1:11:04SPEAKER_04: O jogo se passa num mundo fictício, né?
- 1:11:06SPEAKER_04: Original ali, fantástico, enfim.
- 1:11:08SPEAKER_04: Só que baseadíssimo em muitas coisas que vêm de países diferentes dessa região do mundo.
- 1:11:14SPEAKER_04: Com sabor pixar, né?
- 1:11:15SPEAKER_04: Com sabor pixar.
- 1:11:16SPEAKER_04: Lógico, sabor pixar.
- 1:11:18SPEAKER_04: Mas assim, o principal que tem ali de diferente e que mostra que não é mundo real são os rots mesmo, né?
- 1:11:23SPEAKER_04: São os bonequinhos fofinhos, bolotinha preta, peludinhos.
- 1:11:27SPEAKER_08: Os rots, não tem como, né?
- 1:11:28SPEAKER_08: São muito lindinhos, cara.
- 1:11:29SPEAKER_08: A gente precisa falar bastante, Samuca, da introdução do jogo, que ela é daquela coisa que eu falei que eu gosto muito no videogame.
- 1:11:38SPEAKER_08: Que é o videogame falar assim, bem-vindo ao jogo, foda-se, te entrego o controle na mão e você tem que entender onde é que você tá, sacou?
- 1:11:46SPEAKER_08: É basicamente isso.
- 1:11:47SPEAKER_08: E daí você vai entendendo ali mais ou menos nesse tutorial, é que essa primeira fase é basicamente um tutorialzinho, né?
- 1:11:55SPEAKER_08: E aí você vai entendendo, ah, então quer dizer que eu sou uma chamã, uma guia espiritual, alguma coisa assim.
- 1:12:02SPEAKER_08: Ah, entendi.
- 1:12:03SPEAKER_08: Olha, tem esses espíritozinhos aqui que são fofinhos e eles me ajudam igual o piquinho, não é verdade?
- 1:12:09SPEAKER_08: É verdade.
- 1:12:10SPEAKER_08: E aí o jogo vai desenrolando nessa teia narrativa de um ciclo de purificação espiritual.
- 1:12:19SPEAKER_08: Porque todas as três, entre aspas, atos que esse jogo tem.
- 1:12:22SPEAKER_08: Eu não vou dizer entre aspas, não, porque é bem claro que são três atos, tá, gente?
- 1:12:25SPEAKER_08: A verdade é essa também.
- 1:12:26SPEAKER_08: Isso é.
- 1:12:27SPEAKER_08: É bem claro.
- 1:12:28SPEAKER_08: Mas tem toda essa coisa novamente da espiral da vida, ao invés de ser a linha da vida, né?
- 1:12:34SPEAKER_08: Vai sempre passando pelos mesmos pontos, só que avançando o tempo todo.
- 1:12:38SPEAKER_08: É uma história de purificação espiritual.
- 1:12:41SPEAKER_08: Você tem combate, tem porradaria?
- 1:12:43SPEAKER_08: Lógico que tem.
- 1:12:43SPEAKER_08: Mas você tá purificando espíritos malignos, você não tá destruindo eles.
- 1:12:47SPEAKER_08: Você não tá acabando com a existência deles.
- 1:12:49SPEAKER_08: Você tá mandando eles pra onde eles têm que ir.
- 1:12:51SPEAKER_08: E essa é a grande história de Kenna que eu, Samuka, só fui entender no final do jogo.
- 1:12:56SPEAKER_04: É, o jogo tem uma história que começa bem quase episódica, parece.
- 1:13:02SPEAKER_04: Sim, aham.
- 1:13:03SPEAKER_04: Parece que tu é, tipo, só ali o jogador mesmo, o avatar do jogador, pra ver episódios de uma história que não é contigo.
- 1:13:09SPEAKER_09: Sim.
- 1:13:10SPEAKER_04: Mas na real é.
- 1:13:11SPEAKER_09: É.
- 1:13:11SPEAKER_04: No fim do Santos é.
- 1:13:12SPEAKER_09: Sim, sim, sim.
- 1:13:13SPEAKER_04: E é isso, tipo, o ponto que une, acho que o visual com a história, com tudo isso aí, são os Roth por causa disso, né?
- 1:13:19SPEAKER_04: Os Rots têm esse rolê de simbolizar esse ciclo da vida e tal.
- 1:13:24SPEAKER_04: E eu, quando o joinho começa, eu fiquei assim, tá, são bolotinhas, fofinhas que me acompanham e me ajudam a libertar espíritos do mal, aí sei lá o quê, né?
- 1:13:32SPEAKER_04: Até aí, tudo bem.
- 1:13:33SPEAKER_04: Por que chama Roth?
- 1:13:34SPEAKER_04: Por que chama podridão?
- 1:13:35SPEAKER_04: Podre?
- 1:13:36SPEAKER_08: Pois é, por que podridão, Samuca?
- 1:13:38SPEAKER_04: Eu fiquei assim, caralho, como assim?
- 1:13:40SPEAKER_04: E eu acho que foi de propósito essa palavra, esse uso, essa palavra aí, pro público ocidental, porque a gente liga o podre a algo estragado e que acabou e que é o fim e já era.
- 1:13:54SPEAKER_04: Mas, tipo, no Big Picture do negócio, assim, na visão ampla das coisas, algo ficar podre é o fim daquela existência específica ali, daquele ser, daquela planta, daquela pessoa, daquele animal, enfim.
- 1:14:08SPEAKER_04: Mas é parte do ciclo geral das coisas.
- 1:14:12SPEAKER_04: Uma planta, um bicho que morre, enfim, ele fica podre e vira, de repente, ali, nutrientes, adubo, que seja pra próxima geração.
- 1:14:21SPEAKER_04: Então, ficar podre é algo que a gente liga a uma coisa negativa, mas na prática é só mais um passo necessário e natural das coisas.
- 1:14:32SPEAKER_04: Então, tu usar os rot, tu usar a podridão, os podrinhos, né?
- 1:14:36SPEAKER_04: Uma bolotinha pretinha podrinha aqui.
- 1:14:38SPEAKER_04: E espalhar elas pelo mundo, e elas não serem algo negativo na história, mas tu acompanhar com elas ali, e tu vê que elas fazem parte de uma ordem natural das coisas, eu acho que é um modo muito eficiente que o jogo tem pra nos tirar desse pensamento, sabe?
- 1:14:55SPEAKER_04: Que, ah, o podre é o fim.
- 1:14:58SPEAKER_04: Não é, depende do ponto de vista.
- 1:15:00SPEAKER_04: É a parte do ciclo, no final das contas, né?
- 1:15:02SPEAKER_04: O Rot, o podre do jogo aqui, as bolotinhas, simbolizam pra mim o quê?
- 1:15:06SPEAKER_04: Simbolizam, tipo, essa aceitação de que as coisas atuais acabam e depois seguem em frente como uma coisa diferente, vamos dizer assim.
- 1:15:15SPEAKER_04: Porque o ato 1 do jogo, o 2 e o 3, são sobre personagens que querem parar no tempo, basicamente.
- 1:15:21SPEAKER_04: Tu tem ali um personagem que, por alguma razão, não quer seguir em frente e parou e tá preso num pós-vida, mas que não é também o pós-vida que ele tinha que estar.
- 1:15:32SPEAKER_08: Isso.
- 1:15:33SPEAKER_04: Então, ah, o Taru, que é do ato 1 do jogo, ele.
- 1:15:38SPEAKER_04: Teve lá uma bosta horrorosa, uma tragédia.
- 1:15:40SPEAKER_04: E daí morreu ele, morreu a irmã, morreu o irmão.
- 1:15:43SPEAKER_08: Cara, Samuca.
- 1:15:44SPEAKER_04: E ele não aceita isso e fala assim, não, não pode ser que a gente morreu.
- 1:15:48SPEAKER_04: Não me recusa a acreditar nisso.
- 1:15:49SPEAKER_08: E eu só fui entender isso quando acabou essa parte do Taro, tá?
- 1:15:53SPEAKER_04: Pois é, é uma estranha pesada, né?
- 1:15:55SPEAKER_04: Porque tu conhece a Saya e.
- 1:15:57SPEAKER_04: Benny.
- 1:15:58SPEAKER_04: E o Benny.
- 1:15:59SPEAKER_04: E, pô, são criancinhas ali legais, hein?
- 1:16:01SPEAKER_04: E tu vê que eles são espíritos, porque eles estão teleportando pelo mapa, né?
- 1:16:03SPEAKER_08: Eu saquei que eles eram espíritos, mas pra mim era tipo um Kodamar.
- 1:16:06SPEAKER_08: Sacou um espírito da floresta.
- 1:16:08SPEAKER_08: Entendi, não era o Fórmula.
- 1:16:09SPEAKER_08: Eu fui nessa de vez.
- 1:16:10SPEAKER_08: Ah, porra.
- 1:16:10SPEAKER_08: Tem outros Watch aqui que são fofinhos.
- 1:16:12SPEAKER_08: Que fofo, aham.
- 1:16:13SPEAKER_08: Ah, eles são.
- 1:16:14SPEAKER_08: Samu, que a gente conta eles usando máscara, que vai ser um negócio muito repetido aqui nesse jogo.
- 1:16:20SPEAKER_08: Eu falei, ah, isso é um Kodamar, muito óbvio, né?
- 1:16:22SPEAKER_08: Eu falei, ah, eu com medo, com minha infinita ignorância e falta de humildade, falei, é óbvio que isso é um Kodamar.
- 1:16:29SPEAKER_04: Sans são crianças mortas.
- 1:16:31SPEAKER_08: Irmão, na hora que conta a história, pois é.
- 1:16:33SPEAKER_08: O Taro, eu falei assim, caralho, eram crianças mortas o tempo.
- 1:16:36SPEAKER_08: Crianças mortas do Taros.
- 1:16:39SPEAKER_04: O Taro foi procurar comida, porque tava tudo na merda aqui a vila, ele não achou e morreu no meio caminho.
- 1:16:44SPEAKER_04: Morreu no meio caminho, as crianças morreram de fome, velho.
- 1:16:46SPEAKER_04: Caralho, cara.
- 1:16:47SPEAKER_04: Que merda.
- 1:16:48SPEAKER_04: Que merda.
- 1:16:49SPEAKER_04: Que merda.
- 1:16:49SPEAKER_04: Eu falei assim, pô.
- 1:16:50SPEAKER_04: Por isso o Taro se recusa a seguir em frente.
- 1:16:52SPEAKER_08: Sim, pesou o clima aqui agora, Rogério.
- 1:16:54SPEAKER_04: E o seu papel usando os Roths é falar pra ele assim, ó.
- 1:16:58SPEAKER_04: Pô, morreu, que merda.
- 1:17:01SPEAKER_04: Realmente é uma bosta, infelizmente é isso, né?
- 1:17:03SPEAKER_04: Mas, pô, bora seguir em frente aí, cara.
- 1:17:05SPEAKER_04: Porque a Saia e o Benin aqui, que também morreram aqui, ó, também querem seguir em frente.
- 1:17:09SPEAKER_04: Sim, né?
- 1:17:10SPEAKER_04: Eles vão contigo depois.
- 1:17:10SPEAKER_04: Então, precisa de você.
- 1:17:11SPEAKER_04: Eles moram em frente aí, né?
- 1:17:13SPEAKER_04: Então, o Roth, eles são isso, tipo, eles simbolizam essa aceitação de que isso aqui apodreceu e acabou.
- 1:17:21SPEAKER_04: Isso, isso, isso.
- 1:17:22SPEAKER_04: Então, tipo, aceita isso e segue em frente.
- 1:17:24SPEAKER_04: Não fica parado aqui pra evitar que esse fim atual chegue.
- 1:17:29SPEAKER_04: Então eu fico por aí, eu acho que é meio que isso que eles querem dizer.
- 1:17:31SPEAKER_04: Pra mim, acho que é isso e eu acho que eu tô certo.
- 1:17:33SPEAKER_04: Não sei se tem alguma outra coisa que o pessoal pensou aí do Ember Lab, mas eu acho que é isso.
- 1:17:38SPEAKER_08: É, eu acho que o próprio Roth God, né?
- 1:17:40SPEAKER_08: O deus da podridão aí, que na verdade, os Roth são fragmentos dele, né?
- 1:17:44SPEAKER_08: Que ele foi.
- 1:17:45SPEAKER_04: Isso, aí.
- 1:17:46SPEAKER_04: Aham.
- 1:17:46SPEAKER_08: Tem a ver com o terceiro lá, que é o Toshi, né?
- 1:17:48SPEAKER_08: No final das contas, tem o terceiro ato do jogo.
- 1:17:51SPEAKER_08: Mas parece ser muito essa vibe mesmo.
- 1:17:53SPEAKER_08: É bem por aí.
- 1:17:54SPEAKER_08: Você vê que dos espíritos que aparecem no jogo, ele tem a cara mais predatorial.
- 1:18:00SPEAKER_08: Ele parece um leão, uma onça, um felino assim, muito sinistro.
- 1:18:04SPEAKER_08: Depois de estar completo ali na sua forma final.
- 1:18:07SPEAKER_08: E que eu acho que reforça essa característica que a gente vê algo como maligno, algo que é parte do ciclo como um todo, no final das contas.
- 1:18:17SPEAKER_08: Sabe?
- 1:18:18SPEAKER_04: Eu achei massa que eles usaram o nome Roth pra isso aí, porque a morte, pra gente que é ocidental, é algo sofrido.
- 1:18:25SPEAKER_04: O velório é triste, o enterro é triste, né?
- 1:18:29SPEAKER_04: Aí tem quem creia que depois tem uma vida após a morte, tem quem não creia, mas tipo, crendo ou não, assim, o.
- 1:18:36SPEAKER_04: O padrão do ser humano ocidental é pessoa morreu, vou ficar triste.
- 1:18:43SPEAKER_04: Sim.
- 1:18:44SPEAKER_04: Natural nosso.
- 1:18:45SPEAKER_04: Sim.
- 1:18:46SPEAKER_04: Enquanto isso, é muito comum em religiões mais lá pro Japão e pra Ásia, pra Oceania, enfim.
- 1:18:52SPEAKER_08: Plante asiático como todo.
- 1:18:53SPEAKER_04: Pegar, tipo, ia lá, pegar budismo, hindísmo, tudo isso aí.
- 1:18:56SPEAKER_04: É bem comum que, embora também tenha um pós-vida, essa passagem seja encarada de modo mais positivo.
- 1:19:04SPEAKER_08: É celebrada, mano, na maioria das vezes, né?
- 1:19:06SPEAKER_04: Isso, é.
- 1:19:07SPEAKER_04: E assim, não é que a pessoa não vai deixar saudades, não é que a família não vai ficar triste, os amigos, enfim.
- 1:19:12SPEAKER_04: Mas ainda assim, a celebração ali do que a vida dessa pessoa significou e da passagem dela pra um outro plano, enfim, é uma coisa mais importante do que a tristeza que a gente sente quando a pessoa deixa aqui o mundo, enfim.
- 1:19:28SPEAKER_04: Então, é muito mais pra esse lado.
- 1:19:31SPEAKER_04: Por isso que, que a gente falou, o gamelão tem essa vibe aí também de ritualístico, é uma coisa mais espiritual e tal, mas é uma música alegre, uma música de percussão rápida, tem dança junto e tudo isso.
- 1:19:44SPEAKER_04: E um funeral tem esse sentimento, né?
- 1:19:48SPEAKER_04: Samuca, pasme.
- 1:19:49SPEAKER_04: Luto também é algo cultural.
- 1:19:51SPEAKER_04: Uau! Uau! Que descansar! Peraí, diria.
- 1:19:54SPEAKER_04: E daí isso que eu digo que é legal de usar a palavra rot pros bichinhos, porque a palavra podre, podridão, pra gente, na hora, dá a impressão de quê?
- 1:20:04SPEAKER_04: Algo negativo, algo ruim.
- 1:20:05SPEAKER_08: Eu joguei Elden Ring demais pra gostar da podridão.
- 1:20:09SPEAKER_08: Pois é, então.
- 1:20:10SPEAKER_04: Pois é.
- 1:20:11SPEAKER_04: Igual a palavra morte.
- 1:20:12SPEAKER_04: É, aham.
- 1:20:13SPEAKER_04: A gente escuta a palavra morte e pensa, morte, ou fim, acabou, fodeu, tristeza, choro.
- 1:20:19SPEAKER_04: Sendo que há podridão pra natureza e pro mundo como um todo.
- 1:20:24SPEAKER_04: E por isso, a morte de cada indivíduo pra natureza é algo que faz parte da vida, entre aspas, do mundo inteiro.
- 1:20:31SPEAKER_08: Sim, de fato, de fato, de fato.
- 1:20:32SPEAKER_04: Daqui a mil anos, eu vou ter morrido faz tempo, tu também.
- 1:20:36SPEAKER_04: Mas o mundo, não, espero eu, né?
- 1:20:38SPEAKER_04: É, essa parte aí eu não.
- 1:20:40SPEAKER_04: O Taro tem esse rolê, né?
- 1:20:42SPEAKER_04: De que ele não quer aceitar que ele morreu e também morreu o irmão e irmã dele.
- 1:20:46SPEAKER_04: E depois, no ato 2, tu tem a história da Adira.
- 1:20:51SPEAKER_04: Pesada.
- 1:20:52SPEAKER_04: Que fala de progresso tecnológico um pouco ali.
- 1:20:55SPEAKER_04: Sim.
- 1:20:56SPEAKER_04: E aceitação do que tá rolando.
- 1:20:58SPEAKER_04: E isso é muito atual.
- 1:21:00SPEAKER_04: Porra, mãe.
- 1:21:01SPEAKER_04: Com muita coisa, né?
- 1:21:02SPEAKER_04: Porque é uma história que conta um pouco sobre o avanço da ciência e como ele pode ir contra, ou a favor, ou ajudar a atrapalhar a natureza.
- 1:21:14SPEAKER_04: O uso da ciência, o uso do conhecimento do ser humano pra tentar atrasar algo natural.
- 1:21:21SPEAKER_04: E assim, a adversidade gera progresso no nosso mundo real aqui, com certeza.
- 1:21:26SPEAKER_04: Sim.
- 1:21:28SPEAKER_04: A gente quer viver melhor nesse mundo, então a gente vai inventando coisa, inventa veículo, inventa modo de fazer energia, inventa modo de ficar fresquinho se tá calor, quente se tá frio, sei lá o quê.
- 1:21:38SPEAKER_04: Sim.
- 1:21:39SPEAKER_04: Mas tem coisa que.
- 1:21:41SPEAKER_04: Irmão, não dá pra evitar.
- 1:21:43SPEAKER_04: E aí entra também na parte de orgulho da humanidade.
- 1:21:48SPEAKER_04: Pô, o ser humano é foda, pica, nossa, vou então aqui manipular a natureza, o mundo é o que eu quiser que ela faça.
- 1:21:57SPEAKER_04: Mas a gente, no fim, é só parte de um todo.
- 1:22:01SPEAKER_04: É parte de uma natureza, é só uma espécie entre centenas, milhares de espécies do mundo aqui.
- 1:22:08SPEAKER_04: E o mundo que existia antes de nós, vai existir depois de nós.
- 1:22:12SPEAKER_04: Então, até que ponto usar a ciência e avançar a ciência é algo bom, e pode ser, óbvio que pode.
- 1:22:20SPEAKER_04: Mas qual é a linha que tu não pode ultrapassar, sabe?
- 1:22:24SPEAKER_04: É uma discussão ética que existe na ciência hoje em dia, em todas as áreas da ciência que existem aí, e que o jogo trata um pouquinho disso aí, né?
- 1:22:31SPEAKER_04: Porque é uma engenheira porque ela quer.
- 1:22:33SPEAKER_04: A Adira quer facilitar a vida na vila, então ela mexe com água, ela mexe ali com plantação e tal.
- 1:22:40SPEAKER_04: E ela tem uma situação que ela tenta evitar ao máximo o fim da vila a um ponto que prejudica, na real, todo mundo.
- 1:22:48SPEAKER_04: Ela e todo mundo.
- 1:22:49SPEAKER_08: Pois é, é sobre aceitação, é sobre deixar ir, né, o tal do let's go.
- 1:22:54SPEAKER_08: Você saber a hora de largar a mão da corda vai te machucar menos, mas a gente tem a impressão de que não, né?
- 1:23:00SPEAKER_08: Que o material que tá ali na outra ponta da corda é que vai ser o mais importante pra gente.
- 1:23:06SPEAKER_08: Eu acho que é uma das paradas mais fortes desse jogo.
- 1:23:09SPEAKER_08: Foi o meu ato favorito do jogo, assim, sem dúvida, tá?
- 1:23:12SPEAKER_08: Eu sou muito suspeito pra falar porque eu gosto desse tipo de narrativa, mas a forma como o jogo faz é muito legal.
- 1:23:20SPEAKER_08: Que traz, pô, solução de um problema que a gente tem.
- 1:23:23SPEAKER_08: Tá, consegui solucionar, mas por que eu tô errado?
- 1:23:27SPEAKER_08: Só porque o monte de véio falou que eu não posso?
- 1:23:29SPEAKER_08: Pô, tem um diálogo muito bacana nessa posição de história, sabe?
- 1:23:34SPEAKER_08: Eu acho que é uma das paradas mais legais desse jogo, é justamente, na parte de narrativa, é justamente trazer esses pontos importantes aí de discussão e a história da Kenna passando junto por cima.
- 1:23:47SPEAKER_08: Sim, sim.
- 1:23:48SPEAKER_08: A história dela passando ali junto, né?
- 1:23:50SPEAKER_08: Cada situação é uma lição onde ela mesma tá levando pro problema dela.
- 1:23:54SPEAKER_08: Que é escancarado ali no Toshi no final do jogo, né?
- 1:23:58SPEAKER_08: Que é onde a gente entende que ela também tem as suas questões, e aí fala pra ela que assim, ó, os espíritos ruins só podem usar o que tem de ruim na gente.
- 1:24:05SPEAKER_08: Eles não criam nada.
- 1:24:06SPEAKER_08: Eles só amplificam algumas coisas.
- 1:24:08SPEAKER_08: E aí a gente vai entendendo, né?
- 1:24:10SPEAKER_08: Pô, que momento da Kenna pequenininha, falando com a Kenna do espírito, ué.
- 1:24:14SPEAKER_08: Porra, aquilo ali me pegou.
- 1:24:16SPEAKER_08: Porra, aquilo ali me destruiu, cara.
- 1:24:18SPEAKER_08: Aquilo me destruiu, aquilo me destruiu.
- 1:24:19SPEAKER_08: Pô, meu pai foi embora, não sei o quê, tá com o bastão dele aqui, você segura pra mim que eu vou lá procurar.
- 1:24:23SPEAKER_08: Falei assim, Kena, não vai, Kenna! Não vai, não, fica aqui.
- 1:24:28SPEAKER_08: Pelo amor de Deus! Ai, cara, nossa, esse jogo.
- 1:24:31SPEAKER_08: Eu não tava dando nada pra ele.
- 1:24:32SPEAKER_08: Falei assim, ah, vai ser uma aventura fofinha bonitinha, vou sair, cozy, errou, relaxado, em feliz da vida.
- 1:24:39SPEAKER_08: Não, primeiro ato do jogo: crianças mortas procuram seu irmão morto.
- 1:24:44SPEAKER_04: Segundo ato, pessoa tenta evitar ao máximo o fim da sua vida e não consegue.
- 1:24:48SPEAKER_04: Namoradas se encontram numa terrível decisão! Porra.
- 1:24:53SPEAKER_04: Caralho, cara, que merda, velho.
- 1:24:56SPEAKER_04: Ainda o último ato é o Toshi.
- 1:24:57SPEAKER_04: O Toshi é o chefe da vila.
- 1:24:59SPEAKER_04: Isso.
- 1:25:00SPEAKER_04: E descobre que a vila tá sofrendo com uma.
- 1:25:03SPEAKER_04: Enfim, uma doença ali, algo assim.
- 1:25:05SPEAKER_04: Que é natural, que seria o fim daquela região do mundo causada pelo Roth God, pelo deus da podridão, enfim, ali.
- 1:25:12SPEAKER_04: Aí, de novo, é o ciclo da vida natural ali das coisas, essa região ia acabar.
- 1:25:17SPEAKER_04: Até aquele veio Aku fala pra ele, pô, a gente tem que sair daqui, tem que ir embora, tem que ir pra outro lugar.
- 1:25:21SPEAKER_04: A nossa vida aqui acabou, é normal que as coisas mudem e tal.
- 1:25:25SPEAKER_04: Só que ele não quer, e é ele que causa a corrupção toda, ele que causa todo o mal daí, ele fica totalmente doidão, vai lá tentar matar o Rot God, bota aquelas lanças nas costas dele.
- 1:25:36SPEAKER_04: Porque ele se acha o fodão, ele se acha acima de tudo e de todos, acima da natureza, enfim, ele tem esse.
- 1:25:42SPEAKER_04: Não é orgulho a palavra, essa soberba de achar isso.
- 1:25:46SPEAKER_04: No fim é tudo uma coisa simbólica pra demonstrar que o personagem dele é um personagem que quer manter as coisas como elas são.
- 1:25:55SPEAKER_04: Não quer mudança, não quer sofrer essa dor que é mudar, que é seguir em frente, enfim.
- 1:26:01SPEAKER_04: E é normal, é humano pra caralho.
- 1:26:04SPEAKER_04: Sim.
- 1:26:04SPEAKER_04: Porra, mudar é difícil.
- 1:26:06SPEAKER_04: Mudar é muito difícil.
- 1:26:08SPEAKER_04: E é isso, o jogo tem esse personagem pra simbolizar isso aí.
- 1:26:12SPEAKER_04: Tu também tinha isso já antes no rolê da Adira e do Taro, enfim.
- 1:26:19SPEAKER_04: Mas o Toshi é assim o símbolo principal do jogo nesse sentido, né?
- 1:26:26SPEAKER_04: De alguém que quer ficar na situação que tá atualmente e que não aceita de jeito nenhum que o mundo mude, que as coisas sigam em frente de modos que não sejam como ele quer.
- 1:26:38SPEAKER_04: Foda, foda.
- 1:26:39SPEAKER_04: O joguinho com uma historinha bem sem muitas nuances escondidas e, nossa.
- 1:26:46SPEAKER_04: É, ele é mais direto.
- 1:26:48SPEAKER_04: Já tá o ponto.
- 1:26:49SPEAKER_04: Como a gente falou agora há pouco, né?
- 1:26:50SPEAKER_04: Baseadíssimo em Pixar, não só no visual, mas também na narrativa.
- 1:26:54SPEAKER_04: Então é uma história bem, assim, pra criança entender, sabe?
- 1:26:59SPEAKER_04: Não é que é pra criança, porque é uma história pesada, né?
- 1:27:02SPEAKER_04: Mas uma criança entenderia, porque é uma história tranquila de entender.
- 1:27:05SPEAKER_04: De falar perto pra gente.
- 1:27:07SPEAKER_04: É uma narrativa bem tranquila de entender.
- 1:27:08SPEAKER_04: E muito boa, cara.
- 1:27:09SPEAKER_04: Muito boa.
- 1:27:10SPEAKER_04: Eu gostei bastante do mundo do Ken, eu gostei bastante da história, bastante do audiovisual.
- 1:27:13SPEAKER_04: Eu acho que é uma historinha que também ela não se passa em duração, sabe?
- 1:27:18SPEAKER_08: Não, ela é bem concisa, né?
- 1:27:21SPEAKER_08: Você não dá margem pra interpretação errada, coisa errada.
- 1:27:25SPEAKER_04: Não dá, o jogo dura de tipo as suas 10, 12 horas no máximo.
- 1:27:29SPEAKER_04: E show, e é isso, não tem milhares de documentos.
- 1:27:32SPEAKER_04: Nossa, porque essa vila aqui é a vila que fica em tal país do mundo.
- 1:27:37SPEAKER_04: E a política é isso, aquilo.
- 1:27:39SPEAKER_04: Foda-se, não é isso que importa na história.
- 1:27:40SPEAKER_04: Sim.
- 1:27:41SPEAKER_04: Talvez no 2 seja, talvez, mas aqui não.
- 1:27:43SPEAKER_04: Aqui o importante era esse conceito aí de seguir em frente, do que são os podres, os rots.
- 1:27:50SPEAKER_04: E como cada ato, cada personagem no jogo ali vai colaborar com o crescimento da própria Canon, né?
- 1:27:56SPEAKER_04: Pra ela poder deixar o pai dela ir também.
- 1:27:58SPEAKER_04: Então ela tem essa jornada.
- 1:28:00SPEAKER_04: Dela mesma descobrindo e aprendendo com as pessoas que ela ajuda ali.
- 1:28:05SPEAKER_04: Então, todo o rolê do Taro, por exemplo, e ela entender e também ensinar isso pra ele: de que nem tudo que rola é culpa da pessoa, né?
- 1:28:16SPEAKER_04: Shit happens e a gente tem que entender isso, o mundo é assim e deixar as coisas acontecerem.
- 1:28:22SPEAKER_04: A gente vê com o Toshi que acontece quando as pessoas chegam assim a extremos, a limites tão absurdos de não aceitar o que acontece e que o luto pode fazer se o luto for mal lidado, né?
- 1:28:36SPEAKER_04: Se a gente não souber lidar com o luto.
- 1:28:38SPEAKER_04: É tudo coisa que a Kenna vai aprendendo com cada personagem pra no final ela poder também fazer o que ela tem que fazer, que é ela mesma deixar algo ir, né?
- 1:28:49SPEAKER_04: E também seguir em frente.
- 1:28:51SPEAKER_04: Ela é essa ponte pra que os outros também façam isso e sigam em frente, mas ela aprende também nesse caminho e termina o jogo, acho que bem mais crescida nesse sentido aí.
- 1:29:04SPEAKER_04: E, cara, é isso.
- 1:29:06SPEAKER_04: É um joguinho muito legal.
- 1:29:07SPEAKER_04: O ato 1, ele é, como tu falou, é pesado.
- 1:29:10SPEAKER_08: Um super punch em você.
- 1:29:12SPEAKER_04: Tá esperando um suco na sua cara.
- 1:29:14SPEAKER_04: Você não tá esperando.
- 1:29:15SPEAKER_04: O 2 é bem legal.
- 1:29:16SPEAKER_04: Eu curti muito o 3 ainda, eu acho que o atrás é muito bom.
- 1:29:19SPEAKER_04: O modo que ele bota a própria vila em si como o ambiente daquele ato.
- 1:29:25SPEAKER_04: E tu vai vendo ali o que o Toshi tentou fazer pra salvar a vila e não conseguiu fazer, porque não deu certo.
- 1:29:31SPEAKER_04: Sim.
- 1:29:32SPEAKER_04: O modo que ele vai, assim, evoluindo como um líder da vila que queria salvar de modo positivo até a pessoa que fez aquilo que fez no final, de matar o Deus lá, enfim.
- 1:29:41SPEAKER_04: Eu acho que é muito legal.
- 1:29:43SPEAKER_04: Mas, cara, é isso.
- 1:29:43SPEAKER_04: É assim, é um jogaço com uma puta história foda.
- 1:29:47SPEAKER_04: E ainda assim é simples.
- 1:29:49SPEAKER_04: Não precisa ser uma narrativa toda complexa e cheia de bestiários e enciclopédias pra entender a história.
- 1:29:55SPEAKER_08: Não, existe a gente só precisa de uma vila e bichinhos pretos fofinhos, cara.
- 1:29:59SPEAKER_08: Só isso.
- 1:30:00SPEAKER_08: Isso, amém.
- 1:30:16SPEAKER_08: Samuca é um jogo gostoso, mas eu tenho ressalvas.
- 1:30:20SPEAKER_08: Também tenho.
- 1:30:23SPEAKER_08: Vamos começar com o mais óbvio.
- 1:30:25SPEAKER_08: Esse jogo foi lançado na época errada.
- 1:30:28SPEAKER_09: Hum.
- 1:30:28SPEAKER_08: Vamos falar por aí, porque ele devia ser um jogo do Play 2 que o pessoal teve coragem de publicar só agora.
- 1:30:34SPEAKER_08: Porque ele parece muito um jogo de adventure do Play 2.
- 1:30:36SPEAKER_04: Mas aí eu acho que eu digo o seguinte: que bom que ele lançou só essa época agora que foi lançado.
- 1:30:39SPEAKER_04: Porque na época do Play 2 tinha um monte, agora tem poucos.
- 1:30:42SPEAKER_08: Nossa, cara, ele tem muita energia do jogo assim que você.
- 1:30:46SPEAKER_08: Até pra botar o gênero no edifício.
- 1:30:48SPEAKER_08: Ele quer?
- 1:30:48SPEAKER_08: É ação?
- 1:30:49SPEAKER_08: Ele é aventura?
- 1:30:50SPEAKER_08: Ele é ação e aventura?
- 1:30:51SPEAKER_08: Ele é RPG?
- 1:30:53SPEAKER_08: Você não sabe.
- 1:30:54SPEAKER_08: Tem muita coisinha ali.
- 1:30:55SPEAKER_08: Mas ele tem uma carinha de Playstation 2, né?
- 1:30:58SPEAKER_08: São fases mais ou menos abertas.
- 1:31:01SPEAKER_08: Não é exatamente sandbox, faça o que quiser, né?
- 1:31:04SPEAKER_08: Mas são lugares amplos pra você explorar.
- 1:31:08SPEAKER_08: Tem um mundo conciso ali, então você consegue andar sem precisar de, sei lá, teleporte, essas merdas assim.
- 1:31:16SPEAKER_08: Sim.
- 1:31:17SPEAKER_08: E bastante coisa pra descobrir também, né?
- 1:31:20SPEAKER_08: Sim, sim.
- 1:31:20SPEAKER_08: Eu lembrei muito de Spyro jogando isso aqui.
- 1:31:22SPEAKER_08: É, isso aí, é na pegada do Spyro, com essa coisa de um Colectaton, uma camadinha disso por cima, um verniz colectaton.
- 1:31:30SPEAKER_04: É, pois é, porque tipo, ele não chega a ser um Banjo Kazoo de áreas abertas, nem Mario 64, sei lá, não é isso.
- 1:31:36SPEAKER_04: Nem também Crash, que é linear, começar ao fim, acabou.
- 1:31:39SPEAKER_04: E o Spyro é isso, o Spyro é mais aberto um pouco, mas também tem áreas que são mais lineares, acho que é muito isso aí.
- 1:31:44SPEAKER_04: Eu achei.
- 1:31:45SPEAKER_04: Ouvinte ser Ovinte é fã de Spyro e não jogou Kenna, fica a dica aí.
- 1:31:50SPEAKER_04: Mas eu acho que é isso, tipo, é um joguinho que ele me fez lembrar muito de Spyro, em geral também jogos de PS1, PS2 aí de aventura e ação, de colecionar coisinhas, achar baúzinhos, itenzinhos, segredinhos, assim.
- 1:32:04SPEAKER_04: E, porra, bons tempos, é isso que eu digo, né?
- 1:32:06SPEAKER_04: Bons tempos aí.
- 1:32:07SPEAKER_04: Acabou de lançar agora e tá na mídia muito aí o Crimson Desert, que é um jogo com um mundo gigantesco.
- 1:32:13SPEAKER_04: E, meu Deus, é o maior mapa da história dos games.
- 1:32:17SPEAKER_04: Nossa, parece que pegaram o GTA e colocaram vezes mil.
- 1:32:21SPEAKER_04: Aí tem aí rumores agora no jogo também que é, porra, é a Terra-média inteira pra tu explorar, sei lá o quê, não sei o que lá, caralho.
- 1:32:28SPEAKER_04: E cara, eu sou.
- 1:32:29SPEAKER_04: Eu gosto de jogo de mundo aberto gigante também.
- 1:32:31SPEAKER_04: Eu acho legal.
- 1:32:32SPEAKER_04: Pô, se lançar a Terra-média e pra explorar inteiro, eu vou jogar que nem o animal, com certeza, obviamente.
- 1:32:37SPEAKER_04: Mas, cara, existe uma satisfação, em mim pelo menos, de pegar um joguinho de 10, 12 horas, com áreas semiabertas, semilineares, tranquilinho de explorar, pequeno, conciso, e pegar do início ao fim e jogar e terminar e falar, porra, que legal.
- 1:32:58SPEAKER_04: Eu não sei se isso é muito forte na gente, Leon, eu e tu aqui, e quem é mais velho da audiência também aí, que cresceu com o PS1 e PS2, que era uma época muito mais comum de ser joguinho de fase, né?
- 1:33:09SPEAKER_04: Uhum.
- 1:33:09SPEAKER_04: Porra, o que eu joguei de Crash, de Spiral, de Ratchet and Clank no PS2 depois também, tudo isso aí.
- 1:33:14SPEAKER_04: Cara, eu joguei pra caralho essas porra aí.
- 1:33:16SPEAKER_04: Eu joguei muito.
- 1:33:17SPEAKER_04: E hoje em dia é raro que tenha isso.
- 1:33:19SPEAKER_04: Muito raro.
- 1:33:20SPEAKER_04: Astrobot foi o que foi de sucesso, por quê?
- 1:33:22SPEAKER_04: Porque fez isso aí muito bem feito.
- 1:33:24SPEAKER_04: A Nintendo até hoje é muito boa no que faz, por quê?
- 1:33:26SPEAKER_04: Porque a Nintendo não pode fazer isso nunca, né?
- 1:33:27SPEAKER_04: Lança um Mario novo, o Mario é isso.
- 1:33:30SPEAKER_04: Então, é muito raro que um novo estúdio surja no mundo dos games fazendo isso.
- 1:33:36SPEAKER_04: De modo tão bem feito como fez o Amber Lab com o Kenna.
- 1:33:40SPEAKER_04: E, cara, eu gostei demais.
- 1:33:42SPEAKER_04: Só que o ponto negativo é que se mexer no mundo e pular e tal não é assim a coisa mais precisa do universo.
- 1:33:51SPEAKER_04: Não é.
- 1:33:51SPEAKER_08: Pois é, eu falei no começo ali do episódio, o pulo da Kenna tem um peso meio diferente, sabe?
- 1:33:59SPEAKER_04: Tem, pois é, tem meio estranho.
- 1:34:01SPEAKER_04: Eu não sei se.
- 1:34:02SPEAKER_04: se eles criam assim ou se foi realmente só a falta de experiência.
- 1:34:05SPEAKER_04: Sim, sabe?
- 1:34:06SPEAKER_08: Sim.
- 1:34:07SPEAKER_08: Tem todo um lance da movimentação da Kenan ser um pouco estranho.
- 1:34:12SPEAKER_08: O combate não é ruim, por exemplo, né?
- 1:34:14SPEAKER_08: É um combate super de boa ali.
- 1:34:18SPEAKER_08: Tem esse negócio da cura, eu vou falar isso depois.
- 1:34:21SPEAKER_08: Já é uma coisa que eu não gostei exatamente.
- 1:34:24SPEAKER_04: Vamos lá com isso é interessante, porque o combate, ouvinte, o combate do Kana é um combate bem padrão.
- 1:34:29SPEAKER_04: Corpo a corpo, terceira pessoa, aventura.
- 1:34:32SPEAKER_04: Então ela tem lá o seu bastãozinho, o seu cajado, que ela bate no inimigo, lança lá umas flechas, uma magiazinha kill ali, e se defende e dá parry.
- 1:34:42SPEAKER_04: Isso.
- 1:34:42SPEAKER_04: Show.
- 1:34:43SPEAKER_04: É isso, acabou.
- 1:34:44SPEAKER_04: O mais esquisito é o negócio de cura, porque ela não tem poção, ela não tem recuperação de vida automática, ela não tem magia que se cura, sei lá o quê.
- 1:34:54SPEAKER_04: O que rola é o seguinte: em cada arena do jogo, tu tem lugares específicos no chão ali, enfim, nos cantinhos da arena que spawnam umas flores esquisitas.
- 1:35:05SPEAKER_04: Que tu pode carregar a tua barrinha de rots, de especial, basicamente, né?
- 1:35:09SPEAKER_04: E gastar nas flores pra vida.
- 1:35:13SPEAKER_04: Isso.
- 1:35:13SPEAKER_04: Então tu tem que gastar o teu especial que poderia ser usado pra ser ofensivo, de repente, em encher a vida.
- 1:35:19SPEAKER_04: E mais do que isso, tu tem assim, tipo, por chefão ou por arena de combate mais importante, assim, no máximo umas duas ou três flores.
- 1:35:28SPEAKER_04: Então, gastou aquelas ali, acabou, irmão.
- 1:35:32SPEAKER_04: Acabou.
- 1:35:32SPEAKER_04: É.
- 1:35:32SPEAKER_04: Então se cura mais, né?
- 1:35:34SPEAKER_04: Então ele é um jogo feito pra que tenha combates que tu foque muito mais em não apanhar do que em apanhar e se curar.
- 1:35:43SPEAKER_04: Isso, sim.
- 1:35:45SPEAKER_04: O que eu gosto do conceito bastante.
- 1:35:48SPEAKER_04: E a execução depende do caso.
- 1:35:49SPEAKER_04: Eu não me incomodei, eu gostei.
- 1:35:51SPEAKER_04: Eu vou falar assim, que tipo, se o Kana 2 vier aí com um poçãozinha pra se curar, eu vou entender, mas eu vou gostar menos.
- 1:35:59SPEAKER_04: Eu achei legal ser uma cura menos comum, assim.
- 1:36:04SPEAKER_08: Eu acho que funcionou pra alguns bosses que eu enfrentei, outros nem tanto.
- 1:36:07SPEAKER_08: Aí eu não sei se é questão de balanceamento ou da mecânica em si, Samuc.
- 1:36:11SPEAKER_08: Porque olha só, por exemplo, ali no ato 3 que você tá fazendo, você tá enfrentando as facetas do Toshi, né?
- 1:36:17SPEAKER_08: O Warrior, o Hunter, aquel todas lá.
- 1:36:19SPEAKER_08: Sim.
- 1:36:20SPEAKER_08: Essas lutas, o jogo do nada vira Dark Souls, temos que, inclusive, de deixar isso aqui, que do nada o jogo fala assim, aham.
- 1:36:26SPEAKER_04: É, o jogo tem parry e o jogo tem rolado.
- 1:36:29SPEAKER_04: Então é um Souls like.
- 1:36:30SPEAKER_08: É, ah, você vai rolar.
- 1:36:32SPEAKER_08: É isso aí.
- 1:36:32SPEAKER_08: Show.
- 1:36:33SPEAKER_08: Sim.
- 1:36:33SPEAKER_08: Nessas aí, eu gostei, porque são combates um pouco mais diretos e muito mais interessante você gerenciar o lance do.
- 1:36:42SPEAKER_08: Beleza, eu tenho duas flores aqui.
- 1:36:44SPEAKER_08: Uma eu vou garantir pra quando eu tomar porrada, mas a outra pra fazer uma outra coisa, por exemplo.
- 1:36:48SPEAKER_08: Então você já entra meio que pisando com tranquilidade ou tentando entender como é que funciona determinada coisa.
- 1:36:55SPEAKER_08: Show, até aí tudo bem.
- 1:36:56SPEAKER_08: Agora, na luta, por exemplo, do Taro, eu fiquei bolado.
- 1:37:00SPEAKER_08: Fiquei muito bolado.
- 1:37:01SPEAKER_08: Eu achei que essa porra estragou pra mim, entendeu?
- 1:37:05SPEAKER_08: É.
- 1:37:05SPEAKER_04: É, sim, uma coisa que é verdade, que eu ouço falar na internet aí quando o assunto é esse joguinho aqui, que é bem assim consenso, é que o combate é bem tranquilo, mas os chefões são difíceis.
- 1:37:17SPEAKER_04: É isso mesmo, e é isso mesmo.
- 1:37:18SPEAKER_04: E é isso mesmo.
- 1:37:19SPEAKER_04: E eu senti muito isso aí também.
- 1:37:20SPEAKER_04: Eu acho que, pra mim, o Taro foi até tranquilo, foi de boa até.
- 1:37:24SPEAKER_04: Eu não achei difícil ele, não.
- 1:37:25SPEAKER_08: Não, eu peidei muito pra ele também.
- 1:37:26SPEAKER_04: Mas o que eu sofri primeiro na Adira, que é o Bozo Ato 2.
- 1:37:30SPEAKER_04: Woodsmith, Corrupt.
- 1:37:32SPEAKER_04: E depois, na luta do Hunter, que é aquele arqueiro que fica pulando pra caralho.
- 1:37:37SPEAKER_08: Na moral, a luta do Hunter, cara.
- 1:37:39SPEAKER_04: Nossa.
- 1:37:39SPEAKER_04: Vai se foder, hein?
- 1:37:40SPEAKER_04: Não.
- 1:37:41SPEAKER_04: Porque assim, os chefões todos são mais tensos um pouco.
- 1:37:45SPEAKER_04: Sim.
- 1:37:45SPEAKER_04: E eu acho legal um jogo que tem chefão difícil.
- 1:37:48SPEAKER_04: Me irrita um pouco o jogo que o combate normal da rua é difícil e o boss é fácil.
- 1:37:53SPEAKER_04: Me irrita um pouco isso aí.
- 1:37:55SPEAKER_04: Eu gosto quando o chefão é difícil.
- 1:37:57SPEAKER_04: Ah, mas isso não tá contra o Zimmode, Samuca.
- 1:37:58SPEAKER_04: Cala a boca, ouvinte.
- 1:37:59SPEAKER_04: Não é isso que eu tô falando.
- 1:38:00SPEAKER_10: Cala a boca.
- 1:38:01SPEAKER_04: Eu pessoalmente gosto.
- 1:38:03SPEAKER_04: Eu acho mais legal.
- 1:38:04SPEAKER_04: Se tiver Easy Mode, show, pode ser mesmo.
- 1:38:06SPEAKER_04: Foda-se.
- 1:38:07SPEAKER_04: Eu não vou usar.
- 1:38:08SPEAKER_04: Sim.
- 1:38:08SPEAKER_04: Nesse caso aqui.
- 1:38:09SPEAKER_04: Mas eu.
- 1:38:10SPEAKER_04: Beleza.
- 1:38:12SPEAKER_04: Show.
- 1:38:12SPEAKER_04: Vai na fé aí.
- 1:38:13SPEAKER_04: É que eu gosto quando o chefão me desafia.
- 1:38:16SPEAKER_04: Eu gosto quando o combate contra um chefão é realmente não só o ápice da história, o clímax narrativo, mas o clímax também de combate.
- 1:38:25SPEAKER_04: Juiz, né?
- 1:38:26SPEAKER_04: Então, eu curti muito sofrer um pouquinho aqui nos chefões do Kenner.
- 1:38:30SPEAKER_04: Eu morri também uma vez ali, duas pro putaro.
- 1:38:34SPEAKER_04: Mas é que assim, eu sofri de fato na Adira e no Toshi Caçador.
- 1:38:38SPEAKER_04: Aí foi um pouco mais tenso, mais complicado.
- 1:38:42SPEAKER_04: Mas eu gostei.
- 1:38:42SPEAKER_04: E eu acho que o role da cura, ele ajuda a ficar difícil o combate dos chefões.
- 1:38:48SPEAKER_04: É um fator que dificulta os chefões, com certeza.
- 1:38:51SPEAKER_04: Mas eu acho que a cura nem é que ela é ruim.
- 1:38:54SPEAKER_04: O povo acho que dá um pouco de hate pra cura por causa do rolê da câmera do jogo.
- 1:38:59SPEAKER_04: Eu acho que assim, é difícil tu conseguir, no meio do caos do combate, achar a porra da flor de cura no mapa e ir até lá e mirar nela e usar nela a tua magiazinha pra que ela te cure.
- 1:39:11SPEAKER_08: Pois é, tu acho que o pior é gastar o rot.
- 1:39:14SPEAKER_08: Gastar uma barrinha de rot pra correr.
- 1:39:17SPEAKER_04: É, eu, porra, assim, ó, eu nunca sou a favor de que tu tenha o mesmo recurso pra que tu ataque ou se defenda.
- 1:39:24SPEAKER_04: Uhum.
- 1:39:25SPEAKER_04: Sabe?
- 1:39:26SPEAKER_04: Ah, mas é uma escolha.
- 1:39:27SPEAKER_04: Tá, mas é uma escolha que vai incentivar a passividade do jogo, Day.
- 1:39:31SPEAKER_04: No final das contas, é.
- 1:39:32SPEAKER_04: Ah, que eu joguei assim, tipo, eu sempre tinha guardado ali uma barrinha de especial pra poder me curar se fosse necessário.
- 1:39:37SPEAKER_05: Uhum.
- 1:39:38SPEAKER_04: Então eu prefiro.
- 1:39:40SPEAKER_04: Eu preferiria se fosse assim, ó.
- 1:39:42SPEAKER_04: Beleza.
- 1:39:42SPEAKER_04: Tem florzinha pra se curar no mapa, não é uma composição, sei lá o quê.
- 1:39:46SPEAKER_04: Mas é outra barra diferente.
- 1:39:48SPEAKER_08: O próprio Kenna tem um cooldown do escudinho dela, né?
- 1:39:52SPEAKER_08: Daquela campo de força que ela faz pra se defender.
- 1:39:54SPEAKER_04: Isso é, tem.
- 1:39:54SPEAKER_04: O cooldown.
- 1:39:55SPEAKER_04: O escudo, tipo, ele não tem, não gasta energia em si.
- 1:39:59SPEAKER_04: Mas o escudo tem que ficar em cooldown um tempinho e depois ele acaba.
- 1:40:02SPEAKER_04: Tem razão.
- 1:40:03SPEAKER_08: Beleza, são dois recursos diferentes.
- 1:40:05SPEAKER_08: O que você usa pra bater.
- 1:40:06SPEAKER_08: São os Roths, né?
- 1:40:07SPEAKER_08: As múltiplas magias que você tem.
- 1:40:09SPEAKER_04: E não é o mesmo recurso que você usa pra defender.
- 1:40:11SPEAKER_04: Mas daí a cura você usa o da magia de ofensiva.
- 1:40:14SPEAKER_04: Então, eu acho que, tipo, é esse ponto.
- 1:40:17SPEAKER_04: Ele usar o especial pra curar e a câmera ser meio zoada é o que me deixa um pouco chateado.
- 1:40:23SPEAKER_04: Mas o sistema em si, e a ideia em si de curar usando flores no mapa e ter que procurar pra poder se curar e tal, e eu gostei.
- 1:40:30SPEAKER_04: Eu achei que é bem única e bem legal.
- 1:40:32SPEAKER_08: Eu acho que eu gostaria se eu tivesse um pouquinho mais de agência nisso.
- 1:40:35SPEAKER_08: De repente, a gente, por exemplo, os Rots plantam a flor pra você ao invés de purificar.
- 1:40:40SPEAKER_08: Mas você tá escolhendo aonde vai acontecer.
- 1:40:42SPEAKER_08: Porra, aí eu já acharia mais interessante.
- 1:40:44SPEAKER_08: Entendeu?
- 1:40:44SPEAKER_08: Os Rots vão e planta, tem um tempinho até ela tá desabrochada ali pra você curar.
- 1:40:49SPEAKER_08: Sim.
- 1:40:49SPEAKER_08: E aí você pode colocar ela num canto do mapa que você vai conseguir correr a mais ali na hora da batalha com o chefe.
- 1:40:55SPEAKER_08: Pô, já mudou completamente.
- 1:40:57SPEAKER_04: É, podia ser, podia ser.
- 1:40:59SPEAKER_04: Você sabe?
- 1:40:59SPEAKER_04: É assim, certamente é um ponto que deve mudar no 2, de algum modo.
- 1:41:03SPEAKER_04: Com certeza.
- 1:41:03SPEAKER_04: Eu não sei se.
- 1:41:04SPEAKER_04: Se vira poção, não sei se vai mudar o modo que é feito, se vai.
- 1:41:08SPEAKER_04: Eu não sei, mas tipo, eu gosto quando o jogo se compromete a fazer algo diferente e fala assim, eu vou fazer diferente e deu, foda-se.
- 1:41:15SPEAKER_04: Sabe?
- 1:41:16SPEAKER_04: Então?
- 1:41:16SPEAKER_04: Mesmo que não ficou perfeito, eu preferi assim do que mais um joguinho com Estos Flask.
- 1:41:23SPEAKER_04: Entendeu?
- 1:41:24SPEAKER_08: É, sim.
- 1:41:25SPEAKER_08: Eu não combinaria aqui no final das contas.
- 1:41:27SPEAKER_04: Ah, nem sei se é isso a moral do que eu acho, é tipo.
- 1:41:31SPEAKER_04: Se fosse mais um joguinho com poção pra recuperar a vida, com Estos Flask, igual o Dark Souls, enfim.
- 1:41:36SPEAKER_04: Cara, é só mais um.
- 1:41:38SPEAKER_04: Assim não assim foi diferente.
- 1:41:39SPEAKER_04: Eu gostei que eles foram criativos e mudaram um sistema tão estabelecido, assim, já e tão comum.
- 1:41:46SPEAKER_04: Era esperado que tivesse uma resistência dos jogadores, porque é um sistema novo, de uma coisa que já tá muito feita de um mesmo modo há muito tempo, sabe?
- 1:41:57SPEAKER_04: Mas eu gostei, eu gostei.
- 1:41:58SPEAKER_04: É que nem eu falei, tipo, a Arco de repente muda no próximo pra algo mais simples, não sei dizer o que ainda, mas eu gostei bastante que eles se esforçaram pra mudar alguma coisa.
- 1:42:08SPEAKER_04: Eles não foram só assim, ah, vamos dar aqui um Ctrl-C, Ctrl-V no sistema de combate inteiro de outro jogo, e foda-se.
- 1:42:13SPEAKER_08: Inclusive, pô, vamos falar assim, o grande diferencial do jogo aqui são os Roth.
- 1:42:18SPEAKER_08: São, é, são.
- 1:42:19SPEAKER_08: E como você usa os Rots, como que você faz os Roths funcionarem no jogo, seja como uma força de ataque, seja pra se defender, seja pra movimentar coisas no mapa, estilo Pigmin, porque tem essa parada do jogo também.
- 1:42:35SPEAKER_08: É muito bacana isso, velho.
- 1:42:37SPEAKER_04: É muito foda.
- 1:42:38SPEAKER_04: E assim, tipo, o 20 não jogou de repente aí, né?
- 1:42:39SPEAKER_04: Se tu olha um vídeo do jogo, um gameplay aí, um screenshot, sei lá.
- 1:42:44SPEAKER_04: O combate, ele é, que nem eu falei, padrão, né?
- 1:42:47SPEAKER_04: Desvia, defende, bate com o cajado, faz magia, usa flecha.
- 1:42:52SPEAKER_04: O mais estranho ali é a cura e show.
- 1:42:54SPEAKER_04: Mas o jogo tô em movimento, ele parece um jogo de ação normal, né?
- 1:42:58SPEAKER_04: Sim.
- 1:42:59SPEAKER_04: Tu olha pro chão e tem te seguindo no jogo inteiro umas bolotinhas pretas.
- 1:43:04SPEAKER_04: E ali é que mora o único do Kenan, né?
- 1:43:06SPEAKER_04: Isso.
- 1:43:07SPEAKER_04: Quando tu pega os.
- 1:43:07SPEAKER_04: Tu vai colecionando os rots no jogo, você tem no jogo e tal de 100 rots pra achar.
- 1:43:11SPEAKER_04: Por aí.
- 1:43:12SPEAKER_04: E todos que tu encontra, eles vão te seguindo no mapa.
- 1:43:14SPEAKER_04: Então tu começa o jogo com 5 rots, só, se eu não me engano.
- 1:43:16SPEAKER_04: Acho que são isso, né?
- 1:43:17SPEAKER_04: 3 ou 5, sei lá.
- 1:43:17SPEAKER_08: Sim, são.
- 1:43:18SPEAKER_08: Você pega 5 no começo ali, na primeira parte.
- 1:43:21SPEAKER_04: Isso, é no tutorialzinho, né?
- 1:43:22SPEAKER_08: Isso.
- 1:43:22SPEAKER_04: E eles te seguem no mapa, então eles vão te.
- 1:43:24SPEAKER_04: E vão andando andandinho no chãozinho assim atrás de ti, te seguindo.
- 1:43:27SPEAKER_04: E é muito fofinho.
- 1:43:28SPEAKER_04: E assim, quando tu tem 10, tem 10 te seguindo no chão.
- 1:43:32SPEAKER_04: Quando tu tem 50, tem 50.
- 1:43:35SPEAKER_04: 50.
- 1:43:35SPEAKER_04: Eu zerei com, tipo, acho que 80 e pouquinhos.
- 1:43:39SPEAKER_04: E, irmão, tinha 80 bolotinhas pretinhas me seguindo no mapa.
- 1:43:43SPEAKER_08: Sabe?
- 1:43:44SPEAKER_08: Muito bom, mano.
- 1:43:44SPEAKER_04: E aí tu para de andar e elas te circulam no mapa.
- 1:43:47SPEAKER_04: E tu senta no chão pra descansar e elas também senta no chão pra descansar.
- 1:43:51SPEAKER_04: E aí tu brinca com elas, elas vão teu ombrinho.
- 1:43:54SPEAKER_04: Então, assim, é.
- 1:43:56SPEAKER_04: Se fosse só isso.
- 1:43:57SPEAKER_08: Já tava bom.
- 1:43:58SPEAKER_04: Algo visual, puramente visual, seria legal já.
- 1:44:02SPEAKER_04: Mas tu ia ficar assim, pô, seria bom se fosse interativo, né?
- 1:44:05SPEAKER_04: E aí, que bom que é.
- 1:44:06SPEAKER_04: Muito.
- 1:44:07SPEAKER_04: Como tu falou.
- 1:44:07SPEAKER_04: Esses ROT que te seguem no mapa inteiro que vão te seguindo sempre, eles vão estar ali pra que tu use no combate.
- 1:44:13SPEAKER_04: Tu pode fazer eles irem no inimigo, pra eles.
- 1:44:15SPEAKER_04: Deixa eu ficarem lá meio que com uma distração no inimigo pra eles não.
- 1:44:18SPEAKER_04: Pro inimigo não te atacar.
- 1:44:20SPEAKER_04: Isso aí.
- 1:44:20SPEAKER_04: Eles podem carregar coisas, eles podem virar um mini Roth Godzinho ali.
- 1:44:27SPEAKER_08: Pô, a minha magia favorita do jogo, mano.
- 1:44:29SPEAKER_08: Porra, é muito bom, mano.
- 1:44:30SPEAKER_08: É muito bom.
- 1:44:31SPEAKER_04: E aí tu pode usar pra controlar, pra bater nos inimigos e a paradinha vai pulando nos oponentes e gira pra atacar de novo.
- 1:44:38SPEAKER_04: Quando tu vai apertar um botão, por exemplo, fazer uma alavanca funcionar e tal.
- 1:44:43SPEAKER_04: Não é tu que vai, tu manda um rot ir.
- 1:44:46SPEAKER_04: A Kena vai carregar um vaso?
- 1:44:48SPEAKER_04: Ela não põe o vaso nas costas.
- 1:44:49SPEAKER_04: Um monte de gente.
- 1:44:50SPEAKER_04: E vão lá vários rotzinhos ali no embaixo do vaso, levantam o vaso pra carregar e tal.
- 1:44:54SPEAKER_04: Muito bom, mano.
- 1:44:55SPEAKER_04: É muito bom.
- 1:44:56SPEAKER_04: Tudo feito com os rot e é muito legal.
- 1:44:58SPEAKER_04: É muito legal, cara.
- 1:44:59SPEAKER_04: Essa é a parte mais foda do jogo, mais legal que tem.
- 1:45:01SPEAKER_04: E assim, muda muito pouco no gameplay, de fato, sabe?
- 1:45:06SPEAKER_04: Se a Kena fosse pegar o vaso nas costas pra colocar o vaso num botão, pra o botão ativar, cara, mudou alguma coisa na prática mesmo?
- 1:45:15SPEAKER_04: Não.
- 1:45:15SPEAKER_04: Mas, porra, é diferente, é legal tu vê as bolotinhas ali, levantando as pulguinhas pretas.
- 1:45:21SPEAKER_04: Sim.
- 1:45:21SPEAKER_04: Levantando o vaso, andinho, assim, bem devagarinho assim pro botão.
- 1:45:25SPEAKER_04: É muito divertido, né?
- 1:45:26SPEAKER_08: É muito.
- 1:45:26SPEAKER_08: Cara, eu achei eles muito fofinhos.
- 1:45:28SPEAKER_08: Pô, e esse negócio do chapéu, Samuca?
- 1:45:30SPEAKER_08: Você falou assim, ó, top dúzia vai ser chapéu.
- 1:45:33SPEAKER_08: Spoiler ele pro vídeo, tá?
- 1:45:35SPEAKER_08: Aham, vem aí, já já.
- 1:45:36SPEAKER_08: E o Samuca ainda falou assim: tá.
- 1:45:39SPEAKER_08: Quando você jogar, você vai entender.
- 1:45:41SPEAKER_08: Eu falei, porra, tá bom, né?
- 1:45:43SPEAKER_08: Cara, na primeira hora do jogo, que tu pega já uns quatro chapéus diferentes, uns três chapéuzinhos ali.
- 1:45:48SPEAKER_08: Pensa assim, puta que o pariu, eu preciso de todos eles, velho.
- 1:45:51SPEAKER_08: Ninguém vai ficar sem chapéu me seguindo, não.
- 1:45:54SPEAKER_08: Todo mundo vai ter um chapéuzinho, pelo menos, viu?
- 1:45:57SPEAKER_08: Isso, que.
- 1:45:57SPEAKER_08: Todo mundo.
- 1:45:58SPEAKER_08: Vai todo mundo no chapéuzinho aqui, cara.
- 1:46:00SPEAKER_08: Que coisa fofa, mano.
- 1:46:01SPEAKER_04: Porra, muito bom, cara.
- 1:46:02SPEAKER_04: Muito bom, muito bom.
- 1:46:04SPEAKER_04: Ô, Vinci, tu pode ficar comprando na lojinha do jogo ali, lojinha, tipo, eu digo, de item de jogo mesmo, né?
- 1:46:10SPEAKER_04: Não, com dinheiro.
- 1:46:11SPEAKER_08: Não um microtransactions.
- 1:46:13SPEAKER_04: Isso, é.
- 1:46:13SPEAKER_04: Tu compra com recurso que pega no baú, enfim.
- 1:46:15SPEAKER_04: Tu compra ali nos carrinhos de chapéu, tu acha em baú e tal, tudo isso aí.
- 1:46:19SPEAKER_04: Chapéuzinhos ou máscarazinhas que tu bota nos teus rots.
- 1:46:24SPEAKER_04: Sim.
- 1:46:24SPEAKER_04: E, cara, isso vai desde boné até florzinha, até o mini rot que fica empilhado no outro.
- 1:46:35SPEAKER_04: E, cara, assim, ó, isso dá uma.
- 1:46:38SPEAKER_04: Te deixa tão mais afim de interagir com os rots, que são os teus rots, não é só tipo umas bolotinhas preta, é tua bolotinha preta?
- 1:46:46SPEAKER_04: Sim, aham.
- 1:46:47SPEAKER_04: E tu vestiu com chapeuzinho?
- 1:46:49SPEAKER_04: Aham.
- 1:46:49SPEAKER_04: E porra, tu tem 91 chapeuzinhos pra achar.
- 1:46:53SPEAKER_04: Diferentes, veja bem.
- 1:46:55SPEAKER_04: Diferentes.
- 1:46:55SPEAKER_04: É, e tu pode pegar vários mesmo ali, pô, gostei muito do chapeuzinho que é, sei lá, uma borboleta.
- 1:47:03SPEAKER_04: Show, pega 10 dele.
- 1:47:05SPEAKER_04: Uhum.
- 1:47:05SPEAKER_09: Equipe todos ali, sim.
- 1:47:07SPEAKER_09: Uhum.
- 1:47:08SPEAKER_04: Pô, curti muito as máscaras.
- 1:47:10SPEAKER_04: Tu pode colocar uma máscara do Tauro, a máscara do Agira, do Toshi também, né?
- 1:47:15SPEAKER_04: Pô, curti, bota também ali, beleza, show.
- 1:47:18SPEAKER_04: E aí é máscara de unicórnio.
- 1:47:20SPEAKER_04: Aí é chapéu de.
- 1:47:22SPEAKER_04: Porra, tudo que é coisa, bicho.
- 1:47:24SPEAKER_04: Uma panqueca na cabeça do maluco.
- 1:47:26SPEAKER_04: Chapéu de cowboy, de pirata.
- 1:47:29SPEAKER_04: Cara, isso é muito bonitinho.
- 1:47:31SPEAKER_04: É muito bonitinho.
- 1:47:31SPEAKER_04: E esse é o endgame do jogo, é tu encontrar o chapéuzinho.
- 1:47:34SPEAKER_04: E aí eu venho aqui no Galinha mais uma vez, Leon.
- 1:47:37SPEAKER_04: Hum, já falei isso na galinha trocentas vezes.
- 1:47:40SPEAKER_04: Volto a falar aqui.
- 1:47:42SPEAKER_04: Repita! Ah, mas cosmético não faz parte do gameplay, então tudo bem vender com dinheiro real.
- 1:47:49SPEAKER_04: Irmão, vai tomar no meio do seu cu.
- 1:47:51SPEAKER_04: Entendeu?
- 1:47:52SPEAKER_08: Samuca, eu estou lentamente pulando pro seu lado do barco nessa discussão.
- 1:47:56SPEAKER_04: Irmão, esse papo de que botar cosméticos, entre aspas, essa palavra é o dentro dessa.
- 1:48:03SPEAKER_04: Nossa, palavra que dá um ranço, bicho.
- 1:48:05SPEAKER_04: Ah, é botar cosmético atrás de compra com dinheiro real aí, tudo bem, porque não muda o gameplay.
- 1:48:11SPEAKER_04: Cara, isso foi uma mentira plantada pela indústria de merda aí, pelos executivos e pelos acionistas, pra arrancar grande de nós.
- 1:48:19SPEAKER_04: Se consegue, tá?
- 1:48:20SPEAKER_04: Pensa comigo, ouvinte.
- 1:48:22SPEAKER_04: Pense comigo, ouvinte.
- 1:48:24SPEAKER_04: O acionista, o executivo, ele vai te vender o coisa que tu não quer?
- 1:48:29SPEAKER_04: Dificilmente.
- 1:48:30SPEAKER_04: Ele não vai.
- 1:48:31SPEAKER_04: Então ele vai fazer o quê?
- 1:48:32SPEAKER_04: Ele vai pegar a parte mais legal do jogo, que tu mais quer, e falar assim, essa parte aqui, querido, 10 pila.
- 1:48:40SPEAKER_04: É meio que isso hoje.
- 1:48:41SPEAKER_04: Sabe?
- 1:48:42SPEAKER_06: Uhum.
- 1:48:42SPEAKER_04: Porra, jogo gigante hoje em dia que vende em empresa que tem acionista, né?
- 1:48:46SPEAKER_04: Capital aberto, faz o quê?
- 1:48:48SPEAKER_04: Ah, quer uma skin?
- 1:48:49SPEAKER_04: De real.
- 1:48:50SPEAKER_04: Sim.
- 1:48:51SPEAKER_04: E chegou num ponto que é tão comum que a gente nem bate mais assim, nem fica mais puto, né?
- 1:48:57SPEAKER_04: Jogo de luta.
- 1:48:58SPEAKER_04: Jogo de luta é comprar uma skin, bicho, pau no seu cu.
- 1:49:01SPEAKER_04: 15 pila aí.
- 1:49:03SPEAKER_04: Sim.
- 1:49:03SPEAKER_04: Pô, amo o Tekken, muito legal.
- 1:49:05SPEAKER_04: Show, né?
- 1:49:06SPEAKER_04: Cada pacote do Tekken de roupinha, bicho, é olho da cara.
- 1:49:10SPEAKER_08: Uma das monetizações mais agressivas aí dos jogos de luta o Tekken.
- 1:49:13SPEAKER_04: É, quais são os mais caros?
- 1:49:15SPEAKER_04: Roupa de banho, por que será?
- 1:49:17SPEAKER_08: Uau!
- 1:49:18SPEAKER_04: Porra, irmão, eu sou fã de Tails, bicho.
- 1:49:21SPEAKER_04: Sabe?
- 1:49:21SPEAKER_04: Tails Oxford.
- 1:49:22SPEAKER_04: Nossa, cara! É uma franquia que me arranca muitos reais.
- 1:49:27SPEAKER_08: Esse é o calcanhar de Aquiles, né?
- 1:49:28SPEAKER_08: Honestamente, entendeu?
- 1:49:30SPEAKER_04: E eu não vou falar que eu não compro, eu compro, porque eu acho que é importante, entendeu?
- 1:49:33SPEAKER_04: Eu fico puto de ter que comprar, mas eu compro, porque eu acho que é importante.
- 1:49:36SPEAKER_04: Então, assim, tu tinha uma época de videogames aí em que tu liberava roupinhas.
- 1:49:42SPEAKER_04: Isso.
- 1:49:43SPEAKER_04: Em que tu desbloqueava personagens.
- 1:49:45SPEAKER_09: Isso.
- 1:49:46SPEAKER_04: E, cara, o Kenna, ele poderia tranquilamente vender chapéuzinho.
- 1:49:51SPEAKER_04: Mas ele fala o quê?
- 1:49:52SPEAKER_04: Não.
- 1:49:53SPEAKER_04: É importante para o jogo que as bolotinhas pretas sejam fofinhas.
- 1:50:00SPEAKER_04: A gente vai colocar aqui, já fazia pra caralho que essa porra vai tudo de graça e foda-se.
- 1:50:03SPEAKER_04: E é isso.
- 1:50:03SPEAKER_04: Só achar, botar no personagem ali.
- 1:50:06SPEAKER_04: E show, acabou.
- 1:50:08SPEAKER_04: Maravilhoso.
- 1:50:08SPEAKER_04: Cara, maravilhoso, maravilhoso.
- 1:50:10SPEAKER_04: Então assim é isso, cara.
- 1:50:11SPEAKER_04: Eu acho que a parte cosmética de roupinha de boneco, de roupinha de mascote, de visual tudo isso aí.
- 1:50:19SPEAKER_04: É parte essencial do jogo, sim.
- 1:50:22SPEAKER_04: Pra que a gente goste mais do jogo.
- 1:50:24SPEAKER_08: Você realmente cria familiaridade.
- 1:50:27SPEAKER_08: Ele passa a ser o seu rock, como você falou, é isso.
- 1:50:31SPEAKER_04: Cara, é isso.
- 1:50:32SPEAKER_04: Ele é interativo contigo ali não só nos combates, mas também pra tu botar o chapéuzinho.
- 1:50:39SPEAKER_04: É customizável, cara.
- 1:50:40SPEAKER_04: É teu, é isso.
- 1:50:41SPEAKER_04: Pô, a gente lembra de quando era jogar Soul Calibo e fazer um boneco nosso lá.
- 1:50:46SPEAKER_08: Exato.
- 1:50:47SPEAKER_04: Não é à toa que quando lançam um novo Soul Slike, ele lança e o pessoal fica 10 horas pra fazer boneco.
- 1:50:55SPEAKER_08: Sempre endgame, né?
- 1:50:57SPEAKER_04: Não é à toa, não é à toa que.
- 1:50:59SPEAKER_04: Acho que foi o que eu fiz isso recentemente, acho que foi o nível 3 que lançou primeiro o modo de fazer boneco.
- 1:51:07SPEAKER_04: E depois podia comprar o jogo em seguida e importar o boneco pro jogo em seguida.
- 1:51:11SPEAKER_04: Ah, foi o ColdVen, porra.
- 1:51:12SPEAKER_04: Foi o Cold Vem.
- 1:51:13SPEAKER_04: Foi o Cold Ven, obrigado, isso aí.
- 1:51:16SPEAKER_04: Façam o boneco antes aí.
- 1:51:17SPEAKER_08: Só pra vocês verem como é que ela é.
- 1:51:19SPEAKER_04: A gente sabe que é legal e fica fazer isso.
- 1:51:22SPEAKER_04: E depois joga quando lançar o jogo, beleza.
- 1:51:24SPEAKER_04: Então assim, tá comprovadíssimo que a parte visual é importante e a maior prova disso, repito, é que isso é vendido.
- 1:51:30SPEAKER_04: E se é vendido é porque é importante.
- 1:51:32SPEAKER_04: Você tem placa?
- 1:51:33SPEAKER_08: Tem história, né?
- 1:51:34SPEAKER_08: Tem história.
- 1:51:35SPEAKER_04: Então assim, é que bom que no Kenna é tudo aí de graça.
- 1:51:39SPEAKER_04: Tem lá a versão Deluxe pra tu comprar também, se tu quiser, pra ter lá alguns únicos.
- 1:51:42SPEAKER_04: Tem, mas cara, tem um chapéuzinho no jogo, já que foda-se.
- 1:51:45SPEAKER_08: Eu tenho as roupinhas da Canon em si, né?
- 1:51:47SPEAKER_08: A diferença ali pra tu usar.
- 1:51:49SPEAKER_04: Sim, também, que foi lançado quando o jogo foi aniversário, né?
- 1:51:51SPEAKER_04: No vídeo de aniversário.
- 1:51:52SPEAKER_08: Isso aí.
- 1:51:53SPEAKER_04: Todas também free pra tu liberar lá nas arenas de combate, nos desafios e tal.
- 1:51:58SPEAKER_04: Então assim, cara, maravilhoso.
- 1:52:00SPEAKER_04: Sensacional.
- 1:52:00SPEAKER_04: E com um monte de roupinha, um monte chapeuzinho, é isso que eu quero no meu jogo, sabe?
- 1:52:04SPEAKER_04: É muito legal de fazer isso e é delícia.
- 1:52:06SPEAKER_08: Que me deixem botar chapeuzinho na porra do meu pavão raposa no 2, tá?
- 1:52:11SPEAKER_08: Não vou ficar muito triste.
- 1:52:12SPEAKER_08: Por favor, por favor.
- 1:52:13SPEAKER_08: Vou ficar triste.
- 1:52:14SPEAKER_04: E, porra, em homenagem a chapéuzinhos do Ken aí, Leon?
- 1:52:17SPEAKER_04: E o do Rock?
- 1:52:18SPEAKER_04: Óbvio, óbvio!
- 1:52:19SPEAKER_08: O que mais?
- 1:52:19SPEAKER_04: Top 10 Pocket, chapéus dos games, vamos lá.
- 1:52:22SPEAKER_04: Vamos lá.
- 1:52:30SPEAKER_04: Leon, o senhor começa?
- 1:52:32SPEAKER_08: Vou começar.
- 1:52:32SPEAKER_08: Eu vou já tirar o básico da frente, tá bom?
- 1:52:36SPEAKER_08: Por favor.
- 1:52:37SPEAKER_08: Samuel Howards, o ano é 1996-97, tá?
- 1:52:43SPEAKER_08: Você ouve de dentro do seu cartucho do Mega Drive ou do Super Nintendo gritos como.
- 1:52:51SPEAKER_08: E tinha alguém, Samuca.
- 1:52:53SPEAKER_08: Aham.
- 1:52:53SPEAKER_08: Que com seu chapéu lâmpado criou história para sempre.
- 1:52:57SPEAKER_08: Já me roubou um, filho da puta.
- 1:52:59SPEAKER_08: Criou história.
- 1:53:00SPEAKER_04: Desgraçado.
- 1:53:01SPEAKER_08: Kung Lao, o chapéu do Kung Lao, óbvio que vai estar nessa lista, cara.
- 1:53:05SPEAKER_08: Que icônico.
- 1:53:06SPEAKER_08: Você lembra do chapéu e não lembra do Kung Lao, tá bom?
- 1:53:09SPEAKER_08: Isso.
- 1:53:10SPEAKER_08: Vamos começar por ele.
- 1:53:11SPEAKER_04: Eu tinha posto aqui, ó, Chapéu do Mortal Kombat na minha lista.
- 1:53:15SPEAKER_08: É, que tem um chapéuzinho de palha ali do Raiden também, que é super tradicional e tal, né?
- 1:53:19SPEAKER_04: Esse que eu pensei que tu falou aí.
- 1:53:21SPEAKER_08: É, o Kung Lao.
- 1:53:22SPEAKER_04: Quem é o boneco?
- 1:53:23SPEAKER_04: Eu não sabia de cabeça quem era o boneco dele.
- 1:53:25SPEAKER_08: É o Kung Lao, perfeito.
- 1:53:26SPEAKER_08: Próximo, vai lá, Samarreas.
- 1:53:28SPEAKER_04: É Mario Watts aí, Cap.
- 1:53:29SPEAKER_08: Porra, ok, quem mais?
- 1:53:31SPEAKER_08: Não, né?
- 1:53:32SPEAKER_08: Lógico, né?
- 1:53:33SPEAKER_04: O jogo inteiro feito em cima de um boné vermelho.
- 1:53:37SPEAKER_04: Sim.
- 1:53:38SPEAKER_04: Homenageando o bé do Mario vermelho da história do Mario inteiro.
- 1:53:42SPEAKER_04: Então, assim, porra, quem jogou Mario Watts sabe que é um jogão desgraçado, temos epino ali, inclusive.
- 1:53:48SPEAKER_04: E as mecânicas que a Nintendo fez pra colocar em evidência o chapéu do Mario nesse jogo aí, parabéns.
- 1:53:54SPEAKER_04: Os caras foram muito gênios.
- 1:53:56SPEAKER_04: E o Cap.
- 1:53:57SPEAKER_04: Puta assim, ó, icônico pra caralho.
- 1:54:00SPEAKER_04: Tomara que volte um dia no Odyssey 2 se acontecer, não sei, porque.
- 1:54:04SPEAKER_04: Foda.
- 1:54:05SPEAKER_04: Foda, é muito bom.
- 1:54:06SPEAKER_04: Então, Cap, Mario Odisei.
- 1:54:08SPEAKER_04: Perfeito.
- 1:54:08SPEAKER_04: Sua benção.
- 1:54:09SPEAKER_08: Salve Helas! Do Devil May Cry 5.
- 1:54:13SPEAKER_08: Dr.
- 1:54:13SPEAKER_08: Faust! Que é o chapéu que o Dante usa pra dançar como o Michael Jackson do jogo.
- 1:54:20SPEAKER_08: Caralho, que específico! É, é, cara, Dr.
- 1:54:23SPEAKER_08: Faust é o nome da arma.
- 1:54:25SPEAKER_08: Ele é um chapéu mesmo, parece um chapéu de cowboy, sabe?
- 1:54:28SPEAKER_08: Só que ele faz magias de matar bicho.
- 1:54:32SPEAKER_08: E geralmente as magias de matar bicho são os passos de dança de Smooth Criminal.
- 1:54:38SPEAKER_04: Cara, que maravilhoso.
- 1:54:40SPEAKER_08: Vai passar a boca, você é o próximo.
- 1:54:42SPEAKER_04: Não.
- 1:54:43SPEAKER_04: Final Fantasy.
- 1:54:45SPEAKER_04: Ô, 13.
- 1:54:48SPEAKER_04: Vou citar aqui o Chocobinho do Saz.
- 1:54:51SPEAKER_08: Caralho, forte.
- 1:54:52SPEAKER_04: Que fica na cabeça dele, logo é um chapéu.
- 1:54:54SPEAKER_04: Forte, forte.
- 1:54:56SPEAKER_04: Tô certo aqui?
- 1:54:57SPEAKER_04: Tá certo, tô certíssimo, tá certíssimo.
- 1:54:59SPEAKER_04: Se o Kana usa pros Drott ali como chapéu uns bichinhos, então o Saz usa um Chocobinho BB, né?
- 1:55:07SPEAKER_04: Um pintinho de Chocobo.
- 1:55:08SPEAKER_08: Exato.
- 1:55:09SPEAKER_04: Que fica fazendo ninho no seu cabelo.
- 1:55:11SPEAKER_04: Uhum.
- 1:55:12SPEAKER_04: Perfeito, perfeito.
- 1:55:13SPEAKER_04: E cara, assim, por mais que eu não seja o maior fã do FF13 em algumas coisas.
- 1:55:21SPEAKER_04: Eu tenho que admitir que o Chocobinho do Sas é maravilhoso.
- 1:55:24SPEAKER_08: Cara, é muito maravilhoso.
- 1:55:25SPEAKER_04: Tem que admitir.
- 1:55:26SPEAKER_08: Filhotinho de Chocobo ali, é sensacional, não tem erro, cara.
- 1:55:29SPEAKER_08: É muito maravilhoso.
- 1:55:30SPEAKER_08: Muito bom.
- 1:55:31SPEAKER_08: Tá bom, Rehora.
- 1:55:32SPEAKER_08: Final Fantasy então, vamos continuar na casa, tá?
- 1:55:34SPEAKER_08: Por favor.
- 1:55:35SPEAKER_08: Ah, mas o chapéu do Black Mage é igual todo Black Mage é igual, mas do Vivi é muito mais foda.
- 1:55:40SPEAKER_08: Tá?
- 1:55:41SPEAKER_08: É um chapéu gorro, né?
- 1:55:42SPEAKER_08: É um chapéu gorro.
- 1:55:44SPEAKER_08: Tá ligado?
- 1:55:44SPEAKER_08: O que seu amigo maconheiro da escola usava era esse, certo?
- 1:55:48SPEAKER_08: Esse aí, ó.
- 1:55:49SPEAKER_08: O chapéu do Vivi, cara.
- 1:55:50SPEAKER_08: Desculpa, assim, qualquer Black Mage que veio depois do Vivi perdeu toda a força.
- 1:55:56SPEAKER_08: Perdeu.
- 1:55:57SPEAKER_08: Tá?
- 1:55:57SPEAKER_08: Perdeu.
- 1:55:58SPEAKER_04: Eu acho que ganhou força porque o Vivi inspirou virações depois.
- 1:56:03SPEAKER_04: Nunca foi tão legal quanto o Vivi, já era.
- 1:56:06SPEAKER_04: Não foi, impossível, impossível.
- 1:56:09SPEAKER_08: É isso.
- 1:56:10SPEAKER_08: Não tem nem discussão, não.
- 1:56:11SPEAKER_08: Então, vou botar o chapeuzinho do Vivi aqui.
- 1:56:13SPEAKER_08: Próximo, Samuel!
- 1:56:14SPEAKER_04: Próximo, recentemente, Leon, joguei um joguinho que é muito bom.
- 1:56:19SPEAKER_04: Hum, e eu não tinha jogado nunca na vida, porque eu tinha preconceito.
- 1:56:22SPEAKER_08: Olha aí.
- 1:56:23SPEAKER_04: Fui convencido a jogar e gostei bastante.
- 1:56:27SPEAKER_04: Depois fiquei triste, mas tudo bem.
- 1:56:30SPEAKER_04: Vou citar aqui a Samus Aren e o seu capacete.
- 1:56:33SPEAKER_04: Ah! Metroid Prime 1, que é um ótimo jogo, porque o 4 não é, né?
- 1:56:38SPEAKER_04: Tem muita coisa muito massa no gameplay que envolve o capacete da Samus.
- 1:56:43SPEAKER_04: Claro! Com o visor que tem ali, com os reflexos, com tudo que ela tem de raio-x, divisão de calor, sei lá o que.
- 1:56:51SPEAKER_04: Então o capacete em si é muito icônico por si só.
- 1:56:54SPEAKER_04: Mas fora isso, também é muito bom de jogar com ele.
- 1:56:56SPEAKER_04: Ele é parte da gameplay de fato, ele é parte da personagem.
- 1:56:59SPEAKER_04: Meu próximo indicado.
- 1:57:01SPEAKER_04: Samuka.
- 1:57:03SPEAKER_08: Uma geração de pessoas que jogou jogos de luta ficaram para sempre marcadas com a faixa vermelha do Ryu na cabeça.
- 1:57:14SPEAKER_08: Temos que citar ela aqui.
- 1:57:15SPEAKER_08: Ficaram.
- 1:57:16SPEAKER_08: Temos que estar citando.
- 1:57:16SPEAKER_04: Ficaram, tem razão.
- 1:57:18SPEAKER_08: E depois que a Capcom deu uma lore pra essa parada, porque tem uma história pra você.
- 1:57:24SPEAKER_08: Tem uma lore essa porra?
- 1:57:25SPEAKER_04: Tem, mano.
- 1:57:25SPEAKER_08: Tem uma lore.
- 1:57:26SPEAKER_04: Resuma em uma linha, por favor.
- 1:57:28SPEAKER_08: Cara, foi um presente que o Ken deixou pro Ryu e falou assim: ó, a gente vai se encontrar de novo, porque eles treinaram com o mesmo mestre, né?
- 1:57:33SPEAKER_08: E aí depois eles se separam durante o tempo.
- 1:57:35SPEAKER_08: Ele fala assim, ó, eu vou deixar isso aqui contigo, mas eu vou buscar, tá?
- 1:57:39SPEAKER_08: Ele pode vir.
- 1:57:39SPEAKER_08: Você vai ter que enganar de mim primeiro.
- 1:57:41SPEAKER_08: Pô, vou ganhar de você mesmo.
- 1:57:42SPEAKER_08: E aí?
- 1:57:42SPEAKER_08: Então é meio que uma prova dessa rivalidade amistosa dos dois até o final, onde ele finalmente derrota o Ryu em algum momento e cata a faixa vermelha dele.
- 1:57:54SPEAKER_08: Tanto é que no Street Fighter Zero, Samuca, na série Street Fighter Alpha Zero, enfim.
- 1:57:58SPEAKER_08: O Ken tem cabelão e uma faixa vermelha prende o cabelo.
- 1:58:02SPEAKER_08: É essa que é a faixa dele.
- 1:58:04SPEAKER_08: É isso aí.
- 1:58:04SPEAKER_08: Bom demais.
- 1:58:05SPEAKER_08: Glory de Street Fighter na sua cara.
- 1:58:06SPEAKER_08: É isso aí.
- 1:58:07SPEAKER_04: Próximo! Não, eu vou citar aqui.
- 1:58:09SPEAKER_04: Crash Bandicoot.
- 1:58:11SPEAKER_04: Uou! Mas não ele em si, mas a Engine.
- 1:58:14SPEAKER_04: Porra, sim.
- 1:58:15SPEAKER_04: Ok.
- 1:58:16SPEAKER_04: A Engine tem uma máscara barra chapéu que é um míssil.
- 1:58:19SPEAKER_04: E foda-se.
- 1:58:20SPEAKER_07: Caralho, é muito bom, velho.
- 1:58:22SPEAKER_04: A porra do míssil nuclear cravado na tela.
- 1:58:25SPEAKER_04: Porra, bicho, vai tomar no cu.
- 1:58:27SPEAKER_04: A Engine é a engenheira do jogo, basicamente.
- 1:58:30SPEAKER_04: Ela que faz um monte de meca, um monte de nave e tal.
- 1:58:33SPEAKER_04: E cara, ela tem um míssil na cabeça.
- 1:58:34SPEAKER_04: E é isso.
- 1:58:35SPEAKER_04: Cara, tu quer ser um engenheiro respeitado no mundo dos vilões, não.
- 1:58:39SPEAKER_04: Aham.
- 1:58:40SPEAKER_04: E tu fala só, pô, caiu um chapéu.
- 1:58:42SPEAKER_04: O que que tu bota na cabeça?
- 1:58:43SPEAKER_04: Um míssil.
- 1:58:44SPEAKER_04: Um míssil.
- 1:58:45SPEAKER_04: Foda-se.
- 1:58:46SPEAKER_04: Show.
- 1:58:47SPEAKER_08: Maravilhoso.
- 1:58:47SPEAKER_04: Então o míssil da Engine.
- 1:58:48SPEAKER_08: É isso.
- 1:58:49SPEAKER_08: Vamos lá, Samuca.
- 1:58:50SPEAKER_08: Vou continuar em jogos de luta.
- 1:58:52SPEAKER_08: E talvez, tanto quanto a faixa do Ryu, este buné é muito importante.
- 1:59:01SPEAKER_08: Com ele uma geração de pessoas aprendeu a tomar whey.
- 1:59:05SPEAKER_08: Toma a Whey.
- 1:59:06SPEAKER_08: Estou falando do chapéu de caminhoneiro do nosso querido Terry Booger.
- 1:59:11SPEAKER_08: E assim, quando ele perde o chapéu, ele tira o chapéu ali no Garou, eu falei assim: não, não, o Terry Booger.
- 1:59:18SPEAKER_08: Ah, mas ele é legal, ele usa o casaquinho da Blue Man.
- 1:59:20SPEAKER_08: Tá, show.
- 1:59:21SPEAKER_08: Não.
- 1:59:21SPEAKER_08: Terry que é Terry, tem que ter o bonezinho.
- 1:59:24SPEAKER_08: Quando o Kirby chupa o Terry.
- 1:59:26SPEAKER_08: Ai, que delícia.
- 1:59:27SPEAKER_08: No Smash Bros.
- 1:59:29SPEAKER_08: Ele ganha jaquetinha ou ele ganha chapéuzinho?
- 1:59:32SPEAKER_04: Esse é o meu argumento.
- 1:59:33SPEAKER_04: É um argumento importante, tem razão.
- 1:59:34SPEAKER_08: Esse é o meu argumento.
- 1:59:35SPEAKER_08: Tem razão.
- 1:59:36SPEAKER_08: Show.
- 1:59:36SPEAKER_04: Tem razão.
- 1:59:37SPEAKER_08: Toma away, está aí Terry Boogert.
- 1:59:39SPEAKER_08: Toma away.
- 1:59:40SPEAKER_08: É, toma away.
- 1:59:41SPEAKER_08: Próximo Samuca.
- 1:59:42SPEAKER_04: Leo, você tá aqui uma coisa muito pessoal minha, mas o galinho é meu, então foda-se.
- 1:59:47SPEAKER_04: Né?
- 1:59:48SPEAKER_04: Certo.
- 1:59:49SPEAKER_04: O chapéu de mago do Twinsen do Twin Sensodice.
- 1:59:52SPEAKER_04: Nossa, que específico! Caralho! Desculpa, caralho, porque o Twinsen é um mago.
- 1:59:58SPEAKER_04: Aham.
- 1:59:58SPEAKER_04: E tem uma roupa de mago completa com um chapéu de mago pontudo ali bonitinho, né?
- 2:00:03SPEAKER_04: E não é de bruxa, porque não tem aquela aba gigante.
- 2:00:06SPEAKER_04: É só um gorro de mago, azul com estrelinhas douradas ali.
- 2:00:10SPEAKER_04: É maravilhoso.
- 2:00:10SPEAKER_04: Então, essa roupinha dele vira até depois um item de museu no jogo seguinte, né?
- 2:00:15SPEAKER_04: Louvando as suas ações de mago poderoso e tal.
- 2:00:18SPEAKER_04: Então, pô, maravilhoso ali.
- 2:00:19SPEAKER_04: Temos episódio, Samuel Reuras.
- 2:00:21SPEAKER_04: Temos episódio, temos episódio.
- 2:00:23SPEAKER_04: Venha conosco aí, toma-se um dos fãs do Twincy no Brasil aí.
- 2:00:26SPEAKER_04: Somos mais do que dois fãs aí no Brasil já.
- 2:00:29SPEAKER_04: Dudu, grande abraço.
- 2:00:31SPEAKER_04: E tem espaço no fã clube pra mais gente aí.
- 2:00:34SPEAKER_08: Tem, não, cabe, cabe mais.
- 2:00:36SPEAKER_04: Olha isso aí, o seu chapéu de mago, maravilhoso.
- 2:00:38SPEAKER_08: Cara, eu queria ter deixado ele por último, mas eu meio que queimei o argumento ali anterior, Samuca.
- 2:00:43SPEAKER_08: Que são todos os chapéus do Kirby em Smash Bros.
- 2:00:47SPEAKER_08: Todos.
- 2:00:48SPEAKER_08: Tá ótimo.
- 2:00:48SPEAKER_08: Todos.
- 2:00:49SPEAKER_08: Porque assim, cara, eu tenho que dar uma explicadinha.
- 2:00:52SPEAKER_08: Quando você vai nos primeiros Smash Bros.
- 2:00:54SPEAKER_08: lá no 64, e você sabe que o Kirby, o poder dele, sempre foi copiar os inimigos.
- 2:00:58SPEAKER_08: Copiar a habilidade do inimigo, não o inimigo em si.
- 2:01:02SPEAKER_08: Então, quando, por exemplo, no jogo do Kirby, tu drena um inimigo de fogo, o Kirby ganha a coroinha de fogo pra usar poder de fogo.
- 2:01:09SPEAKER_08: Porra, show, tá indicando que é o poderzinho ali e tal, tudo mais.
- 2:01:12SPEAKER_08: Aí o cara falou, pô, ele entrou no Smash Bros.
- 2:01:15SPEAKER_08: Obviamente o que foi feito, o que foi pensado, né?
- 2:01:19SPEAKER_08: O Sakurai chegou e falou assim: Não vamos botar chapéus diferentes nele.
- 2:01:22SPEAKER_08: Mas se ele absorver a Samus, ah, ele vai usar o Elmo Samus.
- 2:01:25SPEAKER_08: Mas e o Capitão Falcon?
- 2:01:27SPEAKER_08: Ele vai usar o Elmo do Capitão Falcon.
- 2:01:28SPEAKER_08: Ah, mas o Fox?
- 2:01:30SPEAKER_08: Ele vai ter a orelha do Fox com um.
- 2:01:31SPEAKER_08: E assim, cara, ele tem o oclinho da baioneta.
- 2:01:36SPEAKER_08: Falou.
- 2:01:37SPEAKER_08: E o cabelo de Ana Maria Braga da baioneta do 2.
- 2:01:39SPEAKER_08: Puta que eu pariu, Samuca.
- 2:01:41SPEAKER_08: Não dá.
- 2:01:41SPEAKER_08: Os chapéus do Kirby nos Smash Bros.
- 2:01:44SPEAKER_08: É isso aí.
- 2:01:44SPEAKER_08: Irmão, ele ganha o cabelinho do Sefiro.
- 2:01:47SPEAKER_08: Irmão.
- 2:01:48SPEAKER_08: É isso.
- 2:01:48SPEAKER_08: Porra.
- 2:01:49SPEAKER_08: É isso.
- 2:01:49SPEAKER_08: Porra, tá bom.
- 2:01:50SPEAKER_04: O cabelinho do Cefi é um argumento forte.
- 2:01:52SPEAKER_08: Esse, porra, tá doido.
- 2:01:53SPEAKER_08: Tá doido.
- 2:01:54SPEAKER_08: Esse é o último aí, Samuel Harados, vamos lá.
- 2:01:55SPEAKER_04: Antes de acabar aqui, Leon, rapidamente eu quero citar aqui uma coisa que eu lembrei agora quando tu falou do Duncan agora há pouco.
- 2:02:00SPEAKER_04: Porque no DMzinho C, tem aquela cena maravilhosa do começo do jogo que passa voando uma peruca prateada.
- 2:02:07SPEAKER_08: Aham, fazendo uma.
- 2:02:08SPEAKER_04: Branca lá e cai na cabeça do Dante e ele fala assim, ó, acho que não, joga fora.
- 2:02:11SPEAKER_04: A cena causa tanto hate em tanto fanboy na internet dessa porra aí que eu fiquei maravilhado.
- 2:02:16SPEAKER_04: Sentiro, sentiro, sentiro.
- 2:02:18SPEAKER_04: É uma cena muito engraçada, muito boa, e essa peruquinha aí ela merece a missão rosa aqui sim.
- 2:02:23SPEAKER_04: Mas, pra fechar a minha listinha aqui de hoje, Leon, é o seguinte.
- 2:02:26SPEAKER_04: Existe.
- 2:02:28SPEAKER_04: Existe uma franquia, Leon, de games, que usa de um capuz preto pra esconder segredos desde o PS2.
- 2:02:42SPEAKER_04: Caralho, pesadão, pesadão.
- 2:02:44SPEAKER_04: E assim, sempre que o Sr.
- 2:02:47SPEAKER_04: Nomura quer ocultar alguma coisa no robô, não, não.
- 2:02:51SPEAKER_04: Ele faz o quê?
- 2:02:52SPEAKER_04: Ele bota a porra do maluco numa capa preta com um capuz tapando a cara.
- 2:02:56SPEAKER_04: Não deu tempo.
- 2:02:57SPEAKER_04: E que se foda.
- 2:02:58SPEAKER_08: Não deu tempo de inventar.
- 2:03:00SPEAKER_04: Então, assim, não existe nenhum Kingdom Hearts que não tenha algum arrombado de capuz preto tapando a cara, falando algo enigmático, e tu fica assim, quem é esse maluco aí?
- 2:03:12SPEAKER_04: Ninguém sabe, nem ele sabe também.
- 2:03:13SPEAKER_04: Nomura sabe quem é esse maluco?
- 2:03:15SPEAKER_04: Não sabe.
- 2:03:15SPEAKER_04: Foda-se.
- 2:03:16SPEAKER_04: Não conseguiu.
- 2:03:17SPEAKER_04: Não conseguiu inventou ainda, né?
- 2:03:19SPEAKER_04: Então, assim, respeita, tá?
- 2:03:22SPEAKER_04: O capuz preto aí do pessoal do Kingdom Hearts.
- 2:03:26SPEAKER_04: É um capuz que tem, inclusive, lore no jogo, vamos lembrar aqui.
- 2:03:29SPEAKER_04: É importante.
- 2:03:30SPEAKER_04: Porque todo aquele, sobretudo que ele tem lá e o capuz também, protege ainda as trevas, inclusive.
- 2:03:36SPEAKER_04: É o Kingdom Hearts, tá aí citado aí no episodio hoje.
- 2:03:40SPEAKER_04: Maravilha.
- 2:03:41SPEAKER_04: Samo quem ganhou?
- 2:03:42SPEAKER_04: Dos meus, eu acho que o mais icônico é que o que mais merece é o cap.
- 2:03:48SPEAKER_04: Sim, sim.
- 2:03:50SPEAKER_04: Porque o jogo é com base nele, mano.
- 2:03:52SPEAKER_08: Na mecânica dele, né?
- 2:03:53SPEAKER_08: Pois é.
- 2:03:54SPEAKER_08: Eu acho que seria ou cap ou Kirby, na moral mesmo, porque ambos tem no chapéu a mecânica de jogo.
- 2:04:02SPEAKER_08: Mas um jogo baseado em chapéus e outras coisas é o cap.
- 2:04:06SPEAKER_08: Aí não tem como, irmão.
- 2:04:07SPEAKER_04: Pois é.
- 2:04:08SPEAKER_08: Pois é.
- 2:04:08SPEAKER_04: E assim é óbvio, mas é sentido.
- 2:04:11SPEAKER_08: Faz sentido.
- 2:04:12SPEAKER_08: Então eu faço esse acordo.
- 2:04:13SPEAKER_08: Eu faço esse acordo.
- 2:04:14SPEAKER_08: Coloca o show.
- 2:04:15SPEAKER_08: Tá ótimo.
- 2:04:15SPEAKER_04: Vamos fazer então.
- 2:04:16SPEAKER_04: É o Kubby de Cap na cabeça.
- 2:04:18SPEAKER_08: Cara, perfeito.
- 2:04:19SPEAKER_08: É isso.
- 2:04:19SPEAKER_08: É isso.
- 2:04:31SPEAKER_08: Acabou, Samuquinha! Acabou o fim! É isso aí.
- 2:04:35SPEAKER_08: Muito obrigado.
- 2:04:35SPEAKER_08: Você que chegou até o final desse episódio.
- 2:04:37SPEAKER_08: Lembrando, você pode mandar suas críticas, comentários, sugestões ou manda o seu chapéu favorito pra gente também lá em cast.galhajante.com.br, Samuca.
- 2:04:47SPEAKER_04: Repita ao som de camelão, Leon.
- 2:04:49SPEAKER_08: Pô, você pode mandar a sua gata pra cash arroba galinhajante.
- 2:04:53SPEAKER_04: Só repetir.com.br.
- 2:04:56SPEAKER_08: Boa noite, Samuquinha.
- 2:04:57SPEAKER_04: Como arroba galinhajante em todas, Leão.
- 2:05:01SPEAKER_04: Ambas.
- 2:05:01SPEAKER_04: As duas vezes que temos aí.
- 2:05:03SPEAKER_04: Exatamente.
- 2:05:04SPEAKER_04: Busky e Instagram.
- 2:05:05SPEAKER_04: Ouvinte, comente este episódio no Spotify.
- 2:05:09SPEAKER_04: Compartilhe com amiguinhos.
- 2:05:11SPEAKER_04: Fala com nós aí pelo nosso e-mail, pelo Instagram, pelo Blusky.
- 2:05:14SPEAKER_04: Comunique-se conosco.
- 2:05:16SPEAKER_04: Engaja, tá?
- 2:05:17SPEAKER_04: Galinha acontece pra isso, basicamente, também.
- 2:05:20SPEAKER_08: Engaja, nos dê apoio e amor.
- 2:05:23SPEAKER_08: E é isso.
- 2:05:24SPEAKER_08: Amém.
- 2:05:25SPEAKER_08: Muito obrigado, você que chegou até o final desse episódio e a gente se vê na próxima Quinta Fire.
- 2:05:29SPEAKER_08: Valeu, falou! Valeu, beijo! Bem-vindo ao Qual é a música de batalha?
- 2:05:44SPEAKER_08: O novo quadro de entretenimento do podcast Galinha Viajante Mafoi Akada chegando uma nova música de batalha para testar seus conhecimentos e ganhar um milhão de reais.
- 2:06:01SPEAKER_08: Qual é a música do episódio anterior?
- 2:06:03SPEAKER_08: Qual é a resposta certa?
- 2:06:09SPEAKER_04: Vamos lá! O T foi sobre top 2 sidekicks.
- 2:06:18SPEAKER_04: Sidekick, companheiro, enfim.
- 2:06:20SPEAKER_04: E trouxe a música de combate de Raven City do Jack 3.
- 2:06:25SPEAKER_04: Ouvinte aí que jogou PS2 e não conhece a franquia Jack and Dexter, que teve um, dois, o três, o Combat Racing ainda por cima.
- 2:06:33SPEAKER_04: E daí depois tem um 4 que deixa pra lá, né?
- 2:06:36SPEAKER_04: Deixa quieto.
- 2:06:37SPEAKER_04: Cara, já vai atrás aí, porque é bem legal, bem da hora.
- 2:06:41SPEAKER_04: E o 3 é o top da franquia, assim, pra mim, pelo menos.
- 2:06:45SPEAKER_04: Ele é bem diferentão do que um que queria fazer primeiro.
- 2:06:49SPEAKER_04: Mas, pô, jogão, jogão, né?
- 2:06:51SPEAKER_04: E pra hoje, vou fugir aqui da tradição de ter uma música que é a ver com o tema do episódio, né?
- 2:06:59SPEAKER_04: Que rolou aqui hoje de fato.
- 2:07:01SPEAKER_04: Porque eu estou empolgado com o epí da semana que vem de top dúzia jogos do Super Nintendo.
- 2:07:07SPEAKER_04: E eu já vou trazer aqui uma música de um jogo absolutamente underrated que eu acho maravilhoso e que tem que estar aqui.
- 2:07:14SPEAKER_04: E quem jogou.
- 2:07:16SPEAKER_04: Nossa, que música marcante, que RPG bom do dois Ness.
- 2:07:21SPEAKER_04: Vamos lá!
- 2:08:04SPEAKER_08: Veja no Spotify ou nas nossas redes sociais se você souber qual é a musica.
- 2:08:08SPEAKER_08: E descubra a resposta no final do episódio da semana que vem.
- 2:08:12SPEAKER_08: Qual é a musica, maestro?
- 2:08:40SPEAKER_04: Esse podcast é realizado graças ao apoio dos escudeiros da Galinha Viajante no Catarse: Wagner Schifler, Tiago Esgalha, Matheus Menussi, Carlos Kopperschmidt, Camila Candomil, Eduardo de Castro, Marcela Verciani, Fábio Queiroz, Renan Ramos, Cecília Schiefler, Felipe Fernandes, Cláudia Schifler, Alexandro Schneider, Daniel Barbosa, Evandro Popp Júnior, Lucas Nicolas, Jair Cerqueira, Guilherme Garcia, Adriel Pizetti, André Gomes, André Montebeller, Paulo Nagarrara, Lucas Toso, Bruno Teixeira, José Antônio Paquito, Schneider de Souza, Eduardo Pontes, Vinícius Bento, Leandro Rodrigues, Adriano Ramos, Lucas Nicolau, Léo Zidoro, Vitor Estevam, Ludman Alves, Gabriel Menino, Ivan Machado, Alexander Arbieto, Heitor Cameschi, Wagner Terra, Carlos Gilberto, Tiago Bezerra, Ricardo Trindade, Jefferson da Silva, Fausto Guimarães, Gustavo Gomes, Bruno Cuaraci, Douglas Brito, Lucas Lanza, Gustavo Moreira, Giovanni Riquelme, João Gabriel Raine, Júnior Oliveira, Marcel Chicano, Léo Carvalho, José Ribeiro, Gabriel Gandra, Arthur Titusson, Emílio Oliveira, Ícaro Bezerra, Jorge Muffareg, Renato Scapim, Vitor Ramdam, Patrick Buckman, Daniel Campos, Rafael Silva, Jean Eduardo, Anderson Souza, Léo Calai, João Vitor Galvão, Juan Paixão, Ireno Marino, Maria Eduarda Barroso, Pedro Costa Lima, João Vitor Leal, José Isaac Martins, Bruno Saito, Marcelo Omori, Paladino Lucas, Matheus Muniz, Eric Fagundes, Daniela Fialos, Alain Lima, Lucas Gomes, Lodinho Silva, Guilherme Raimpresto, Eduardo Lopes, Pedro Giunco, Gustavo Schneider, Vinícius Gonçalves, Guidola, Carlos Aquino, Felipe Augusto, Caran Carvalho, Vinícius Velanes, Matheus Profício, Emerson Dantas, Eric Mendonça, Sandro Oenem, Lucas Almeida, Wally Velasco, Wendel Cruz, Luiz Leite, Leandro Siviero, Murilo Martins, Douglas Hitzer, Carlos Guerra, Marion Sabino, Isaac Costa, Marcelo Bonato, Leonardo de Biazzi, Guilherme Alves, Cauê Silva, Pablo San Martin, Vinícius Camargos, Hudson Mello, Lucas Vasconcelos, Victor Marcelino, Tiago Torquato, Matheus Toscano, João Gabriel Neves, Jerry Vinícius, David Teixeira, Júlio César Morgante, Cleiton Oliveira, Vinícius Goular, Paulo Mercante, Matheus Lazarotto, Luiz Dornelles, Guilherme Hereck, Rodrigo Nunes, Wesley Santos, Darisson José, Sebastião Diniz, Rafael Daisk, Lucas Mota, João Miguel Silva, Renan Almeida, William Santos, Francisco Carlos, Andrei Santos, Rafael Quintana, Newton Neto, Fernando de Lima, Kate Schmidt, Vinícius de Jesus, Leonardo Lima, Marcelo Guachinin, LP Crawler, Galetotti, Agatha Sofia, Amanda Evangelista, Erick Henriquez, Pedro The Rock Rocha, Paulo José Rocha, Matheus de Pinho, David Marinho, Pedro Raimundo, Otirlei Fidelis, Lucy Charlotte, Ivan Oliveira e Vortex Indie Games.
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