Latest / Café com Dungeon / Oráculos e Arbitrariedade #0071
Transcript
- 0:00O tal do herédoto escreveu assim, o Reino parcialmente
- 0:06elenizado da Lídia primeiro cunhou moedas de Eletro, uma vez
- 0:11que essa liga natural de ouro e prata existia em certos
- 0:14depósitos aluviais, notadamente as Areias do Rio patolo.
- 0:20Mais tarde, a cunhagem de moedas de prata com valor garantido se
- 0:25espalhou pela própria Grécia, onde o metal não era muito
- 0:28escasso. Finalmente, o rei Lídio cresu
- 0:32foi o primeiro a emitir moedas de ouro.
- 0:35Ao mesmo tempo, de forma progressiva, a cunhagem tornou
- 0:39se uma prerrogativa estatal. Os governos das cidades gregas
- 0:43tiraram o direito de cunhagem de indivíduos privados e, com o
- 0:47tempo, reservaram esse valioso privilégio para si.
- 0:53Ainda segundo o Heródoto, os efésios.
- 0:56Foram os primeiros gregos que cresu da Lídia, hoje Turquia,
- 1:01atacou por volta dos anos 550 antes de Cristo, mas em seguida
- 1:08ele atacou todas as cidades, jóias e eólias uma por uma.
- 1:12Ele sempre dava razões diferentes para fazê lo contra.
- 1:17Algumas ele conseguia apresentar acusações mais sérias, mas em
- 1:21outros casos alegava questões triviais.
- 1:27O tal do cresu, pelo visto o rei, ele tinha um desejo muito
- 1:33grande de validação e o cara buscava justificar até suas
- 1:37invasões. Aparentemente, nem sempre ele
- 1:41tinha muito sucesso nisso. As pessoas deviam trocar o cara.
- 1:46Aparentemente ele era um cara arbitrário.
- 1:48Ele decidiu e pronto. Mas quando você tá numa guerra
- 1:51de expansão? Não parece que haja qualquer
- 1:54justificativa plausível senão essa questão aí dos povos da
- 1:59euras e da sua comunicação. Atitudinal, né?
- 2:02Que era o terror porque você acompanhava o Sol na sua
- 2:06jornada, né? Pra pra leste ou pra Oeste?
- 2:09E isso faz com que você tenha uma viagem mais tranquila do que
- 2:12você tivesse navegando ali, como por exemplo, é Américas acima,
- 2:17muito mais difícil. E isso faz com que os povos se
- 2:20comuniquem mais. E naquela época lá era uma
- 2:22porradaria danada, né? Então era uma questão de você
- 2:27expandir sobre os demais ou ter o seu espaço invadido por
- 2:31estranhos e o cara dominou tudo, o tal do creso, né?
- 2:35Ele viveu só 50 anos, mas rapidamente ele dominou inúmeros
- 2:39povos e ainda assim precisava de validação.
- 2:42Você vê o tal do herédoto aí, escreveu depois de um tempo.
- 2:48Quase todas as pessoas que viviam a Oeste do Rio hales
- 2:52tinham sido subjugadas, ou seja, do Rio para lá tá tudo dominado.
- 3:00Uma vez um tal de sólon, que era um sábio legislador ateniense,
- 3:05ele cruzou o Egito e a Ásia menor até o Palácio do do cara.
- 3:11E o crespo ficou bobo, ele mostrou todos os tesouros que
- 3:14ele tinha coletado, todas as moedas de ouro, todas as moedas
- 3:17de electron, todo o XP que ele acumulou, os itens mágicos,
- 3:20mostrou tudo, o tal do sólon olhou com tranquilidade, sorriu,
- 3:26gostou de presenciar tanta Conquista, tanto XP?
- 3:29Então Oo rei cresce? Perguntou Pra Ele assim, sólon,
- 3:33de todos os homens que você conheceu nas suas inúmeras
- 3:36viagens. Quem você chamaria do homem mais
- 3:40feliz? E o cara, o sábio lá respondeu,
- 3:43e que o um tal de telo, esse cara viveu bem, viveu
- 3:48satisfeito, teve uma família bonita, morreu gloriosamente em
- 3:54Batalha por Atenas. O rei credo, concordou, bom, é
- 3:58uma boa vida mesmo, mas ele esperava ali ser mencionado em
- 4:02seguida, né? E aí ele perguntou pro solo, deu
- 4:05uma aquela insistidinha assim e falou.
- 4:08Quem mais poderia ser considerado o mais feliz dos
- 4:10homens? E o Sol não respondeu assim, Ah,
- 4:13tem aí os tal dos irmãos cleobis e biton, da raça dos Anjos.
- 4:19E ainda explicou o porquê, é relatando novamente uma vida bem
- 4:23vivida e uma boa morte. O creso, já doido da cabeça,
- 4:29mandou na lata, homem de Atenas, eu não sou o homem mais feliz do
- 4:34mundo. Tu considera minha Felicidade
- 4:37nada. E o solo não respondeu
- 4:39calmamente, como narrado por Heródoto.
- 4:43Na verdade, não considero nenhum homem feliz até a sua morte,
- 4:48pois ninguém sabe o que os deuses podem ter lhe reservado,
- 4:52aquele que une o maior número de vantagens e as retém até o dia
- 4:58de sua morte. Então morre pacificamente esse
- 5:01homem sozinho, senhor, tem em meu julgamento o direito de usar
- 5:05o nome de feliz. Mas em todos os assuntos, cabe a
- 5:09nós marcar bem o fim, pois muitas vezes os deuses dão aos
- 5:13homens um vislumbre de Felicidade e depois os mergulham
- 5:18na ruína. Não demorou muito pra que ele
- 5:24pudesse conferir ali a sabedoria do do cara de Atenas, né?
- 5:29Isso ficou claro quando o filho do cres, né?
- 5:32O príncipe iate? Ele morreu durante uma caçada.
- 5:36Morto pelo homem que o próprio rei designou para proteger o seu
- 5:41filho. E ele ficou maluco, né?
- 5:44Ele ficou de luto por 2 anos, até ser alertado de que os
- 5:48persas, comandados por Ciro, estavam chegando mais próximo,
- 5:53estavam ganhando terreno, ganhando poder.
- 5:56E aí o cara decidiu que eu tinha que dar uma analisada naquela
- 6:00situação lá, né? E agiu o mais rápido possível.
- 6:04O rei CRESS então mandou uma comitiva até um lugar
- 6:08excepcional da antiguidade, que é o oráculo de delfos.
- 6:11Você já deve ter ouvido falar todo oráculo.
- 6:15Tem algumas coisas em comum, né? Ele tem um Deus inspirador, um
- 6:19sacerdote para transmitir o pensamento Divino e um lugar
- 6:23determinado. E os locais que os gregos
- 6:27escolhiam para os seus os seus oráculos eram incomparáveis.
- 6:32O de delfus, então diziam que era absurdo de foda lá no alto
- 6:36do Monte parnazo, né? E que tava lá desde a idade do
- 6:39bronze. Segundo a Neide copertino, eles
- 6:44estavam, na sua maior parte, estritamente ligados a famílias
- 6:47sacerdotais, e muitas vezes a história de um oráculo é a
- 6:51história dessa família. Elas vinham de épocas bem
- 6:55remotas, formavam clãs especiais e eram donas de imensas
- 6:58riquezas. Uma vez o dízimo de tudo o que
- 7:01era consagrado aos oráculos lhes pertencia.
- 7:05Então era isso, né? A galera lalava o dinheiro ali
- 7:08da fé. Mas tudo bem, acho que era a
- 7:10ética da época, né? E eu gosto muito de um podcast
- 7:14chamado noites gregas. E segundo o professor Moreno,
- 7:17que é o host, o que era dito pelos oráculos na Grécia era
- 7:21tido como verdade. Isso como você acreditava,
- 7:25fatalmente aquilo IA se cumprir pros gregos destino é o que vai
- 7:29acontecer, né? E o que é uma coisa que parece
- 7:32natural pro povo, que pro povo que inventou a tragédia,
- 7:34diferentes dos norte americanos, por exemplo, e Hollywood, onde o
- 7:39futuro, né? O destino é uma coisa mutável, é
- 7:42uma coisa meio meritocrática. Se você fizer por onde, você
- 7:46mude o seu destino e acabou. Os gregos não, destino é o que
- 7:49vai acontecer e acabou. Então que você possa fazer a
- 7:52respeito. Inclusive, se você fizer alguma
- 7:54coisa para impedir isso, já está contabilizado no seu destino,
- 7:57né? E quando você é um rei e tem seu
- 8:02Reino ameaçado, consultar um oráculo para saber o seu destino
- 8:06antes de começar a guerra parece ser interessante, né?
- 8:09De fato, é, principalmente se você tem ali seu desejo
- 8:13constante de validação. De repente, até uma situação
- 8:16tensa em casa, né? Casa, digo, né?
- 8:19Do teu Império ali na sede do teu Império, que você tem que
- 8:22ficar se validando toda hora, né?
- 8:25E era o caso do creso, que tinha esse essa necessidade, bom, uma
- 8:30vez que você sabe que seu destino está escrito e qual é
- 8:33seu destino, aí você enfim, você vai à guerra, se falaram que
- 8:36você não vai perder, você vai, vai para guerra e acabou se
- 8:40porra se o próprio Apolo disse que você sairia vencedor, você
- 8:43não vai duvidar, né? E havia, né?
- 8:46A partir da consulta com Oracle, uma sensação.
- 8:49Divina, pra que? Seus atos é suas atitudes ali
- 8:52que você tava tomando de forma arbitrária e de repente
- 8:56deixassem de ser arbitrária, isso era o efeito que devia ter
- 9:00isso você foi lá, falou com oráculo, o oráculo meio que
- 9:03outorgou e você saiu em campanha, pô, por que que eu tô
- 9:07saindo da campanha? Ué, porque o oráculo falou que
- 9:09era a minha vez, e é isso a responsabilidade de dizer o
- 9:13destino é imensa. E muitas vezes eclipsa a própria
- 9:18decisão do cara de ir pra guerra, né?
- 9:20E por isso que gente de todo canto do mundo IA pros oráculos,
- 9:23né? Comitivas do mundo inteiro, de
- 9:25impérios diferentes e tudo mais. E um pro pro oráculo atrás de
- 9:29suas visões. Inicialmente o oráculo de delfos
- 9:33ele tinha é um dia por ano destinado a previsões
- 9:37vaticínios, aconselhamentos consultas, mas logo esse dia
- 9:40virou 9 dias, no ano de fevereiro, outubro.
- 9:45E as cidades do entorno ficavam cheia de gente, cheia de
- 9:48peregrino, e ficava esperando ali o dia certo de consultar o
- 9:52Deus Apolo. Mas além do oráculo em si e da
- 9:56paisagem linda, tinha ginásio com esporte, tinha teatro, tinha
- 10:00música, tinha tesouros em exposição, né?
- 10:04Tinha guias turísticos, sacerdotes ali organizando o
- 10:07povo que estava chegando, né? Fazendo uma visitação.
- 10:11Era um verdadeiro centro turístico da antiguidade, né?
- 10:14E os locais tinham os locais, no caso, quem era da da região ali
- 10:19tinha preferência na consulta em cima dos haules, né, galera?
- 10:23De longe. Então, pode ser que você
- 10:26visitasse o oráculo de Deus e tivesse que esperar o mês
- 10:29inteiro ali, porque foi negado para você.
- 10:32E você vai ter que esperar o mês que vem, né?
- 10:34Então já IA se preparando para largar umas boas moedas de ouro
- 10:38ali. No oráculo, nas cidades do
- 10:40entorno, porque as coisas não deviam ser baratas, não.
- 10:44A comitiva do creso, no caso, né?
- 10:47Quando chegou lá, no dia certo, foi subindo pelo Monte parnaz
- 10:51até chegar em delfos e subindo ali AA escadaria, passou pela
- 10:56pela pela marmoraria ali o pedaço onde tinha todas aquelas
- 10:59construções branquinhas branquinhas ali construções ou
- 11:04polentas de certa forma ali, mas.
- 11:07Um símbolo, né? Inequívoco de pureza, solidez,
- 11:11poder, né? Inclusive, com o tempo de
- 11:13Atenas, o templo de tolos, ali, tudo organizadinho ali.
- 11:17Então o pessoal foi passando, né, com aquele visual ali,
- 11:21depois passaram pelo ginásio, ouvindo de longe ali a galera, a
- 11:25galera Nutella ali, brincando de esporte, depois passando ali, já
- 11:31cansados da viagem, né? Estavam chegando ali.
- 11:34Na purificação e do Alívio, ali da fonte castália que tinha uma
- 11:37fonte de água ali que a galera que tava chegando no oráculo
- 11:41tinha que passar pra se lavar, pra se purificar, né?
- 11:44Fazia parte do caminho até o recinto sagrado.
- 11:47E aí você chegava no recinto sagrado, que era 11, espaço
- 11:49murado onde ficava ali um complexo de esculturas e
- 11:53monumentos, né? Contando os feitos das cidades
- 11:56próximas, né? E tudo mais.
- 11:58E tudo isso guardava o oráculo em si, a céu aberto mesmo.
- 12:03Antes, porém, passavam ali na via Sacra, que eles chamavam.
- 12:07E aí já IA vislumbrando outra coisa, que era a opulência dos
- 12:11tesouros das cidades, que deixavam oferendas ali.
- 12:13Então, o Tesouro da cidade de sission, o Tesouro de senos, o
- 12:17Tesouro de tebas de quinidos e, finalmente, com destaque no alto
- 12:22da Pedra, assim à esquerda. Aí quando você vira, aí tem ali
- 12:26AO Tesouro de Atenas, né? Tudo deixado ali como ferenda.
- 12:31Aí, finalmente você continua o caminho e passa pela rocha da
- 12:35sibila do alto, ali em cima, em umas pedras, e uma sacerdotisa
- 12:41que fica ali ao ar livre, fazendo ao vento várias
- 12:45profecias diversas sobre o mundo, sobre a vida, sobre a
- 12:49sobre a vida, tudo mais. E acabava agregando em torno
- 12:53dela ali aqueles que ficaram chupando o dedo sem conseguir
- 12:57uma consulta com o oráculo, pelo menos ali.
- 12:59Naquele mês, né? E, pô, logo ali, tão pertinho,
- 13:03às vezes não rolava. E finalmente, chegando no
- 13:06próprio oráculo em si, no terraço do templo de Apolo,
- 13:10tinha ali aquela grande fachada, a frase conhece te a ti mesmo
- 13:16sobre o grande altar que tinha ali, onde sacrificava um cabra
- 13:20pessoal. Levava ali sacrificava cabra
- 13:23para saber como que o Deus IA responder, chamando a galera
- 13:27para fazer o pedido para fazer. Ali OA consulta, né?
- 13:31Ou não, de acordo com a sua vontade, de acordo com a vontade
- 13:34do Deus. O pessoal interpretava ali e
- 13:35falou, não, Deus não quer te ver não, Apolo, não tá a fim não,
- 13:39né? E se tivesse a fim, chega mais.
- 13:42E o pessoal ali do do creslo, foi ali, abriu o pescoço do
- 13:45animal com a com a lâmina, deixou sangrar, né na pia, e ali
- 13:49os enviados dele conseguiram acesso.
- 13:52Apolo falou que queria. Então eles se animaram e
- 13:55seguiram para frente, ali, descendo pela parte mais secreta
- 13:57do tempo, chegando em AA pitya, que é a mulher veículo das
- 14:02palavras do Deus Apolo e ficava em transe em cima de uma
- 14:05estrutura de 3 pés Dourados, assim, muito ornamentados, e ela
- 14:10ficava inalando fumos que emanavam de um poço, podiam
- 14:13deixar pessoas loucas, inclusive até matar.
- 14:15Mas ela ficava ali em transe, né?
- 14:18E expressava as palavras de Apolo conforme registradas em
- 14:21volta ali pelo sacerdote. O mais respeitado dentre os
- 14:25peregrinos da comitiva do cresso se apresentou e perguntou, nosso
- 14:30rei cresso deve prosseguir em sua campanha contra sírios e os
- 14:34persas? A resposta, prontamente, né, que
- 14:38foi levada direto lá pro pro monarca, foi que ele destruiria
- 14:43um grande Império, né? Esse foi o essa foi a previsão.
- 14:47Você vai destruir um grande Império, então com a chancela
- 14:52divina. A guerra foi feita e a guerra
- 14:55foi perdida. Quando foi confrontar lá, ele
- 14:58foi até Oo oráculo de novo, né, o rei?
- 15:02E foi confrontar o pessoal. E aí a Pitty falou para ele,
- 15:06olha, você se precipitou, porque você não perguntou qual o
- 15:10Império que você destruiria no caso, você destruiu o seu
- 15:13próprio. Os oráculos não são bobos, né,
- 15:17gente? Eles davam respostas etéreas,
- 15:19enigmáticas ali, subjetivas, ambíguas e abertas da
- 15:23interpretação. De forma que é não se
- 15:27comprometessem nesse nível, né? Dependia mais de você saber é
- 15:32interpretar de acordo com o que você queria e se fosse tudo bem,
- 15:36tava feito, vai de sino, senão você não entendeu.
- 15:40E o rei cresso, após tomar o conhecimento da resposta do
- 15:43oráculo, né? Reconheceu que.
- 15:46Ele e o ancestral dele tinham sido responsáveis pelos próprios
- 15:50infortúnios. Isso colocou à mercê da
- 15:52misericórdia do rei persa, né? Ciro sentiu pena do antigo rei
- 15:58Lídio e, de acordo com o Heródoto, ele ele manteve como
- 16:02um sábio conselheiro. Esse relato positivo do fim do
- 16:06rei cresso tem sido contestado bastante pelos estudiosos aí,
- 16:11tanto os antigos quanto modernos.
- 16:13É bem como algumas outras lendas a respeito dele, né?
- 16:17É se EE essas lendas, inclusive dizendo que OOO Deus Apollo
- 16:22levou o rei e a sua família pra longe após a queda de sardes e
- 16:26que todo mundo viveu feliz pra sempre.
- 16:28Tinha um certo desejo desse cara ficar de boa, mas não há
- 16:33registro da morte de cresu, né? De toda forma, e assim os
- 16:35escritores que vieram depois é parecem ter se sentido à vontade
- 16:40pra. Pra inventar uma conclusão
- 16:42positiva pra vida do cara, né? E a maior parte dos acadêmicos,
- 16:46historiadores de hoje em dia acreditam que o que o cresso
- 16:49morreu mesmo na pira ou que tirou a própria vida, mas que as
- 16:53pessoas não, não, não curtiam muito.
- 16:56E esse fosse o final da história do cara, né?
- 16:59Um cara tão rico, tão poderoso assim.
- 17:01Ainda assim, a história dele serviu como fábula, né?
- 17:04Moralizadora entre os gregos. Ali sobre o excesso de confiança
- 17:08que é aquele termo que a gente vê.
- 17:10No numa água ascensão, né? Que é arrubris e uma vez se
- 17:16enxergando dotado de validação divina, né?
- 17:20Oo rei é ficou acima de si, né? Ficou, enfim, ficou cheio de
- 17:27excesso de confiança ali. E também, né?
- 17:30Uma advertência pra nunca provocar a fúria dos deuses ao
- 17:34pensar de si mesmo como uma pessoa mais feliz do mundo, que
- 17:37os deuses não gostam disso. O destino não pertence a você,
- 17:41pertence aos deuses. E com receio de soarbitrário e
- 17:46se sentir culpado pelas suas decisões, o rei consultou o
- 17:50oráculo, e ouvindo, né? O que ele mesmo queria, se
- 17:54encheu de confiança para decidir e ser arbitrário.
- 17:57Acabou pagando com a vida e com o próprio Império.
- 18:00Hoje, o episódio do café com Danger sobre oráculos,
- 18:04arbitrariedade, confiança e validação.
- 18:08Vamos lá. Eu deveria tomar um café?
- 18:15Se bom dia amigos do café com dângio estamos aqui para mais um
- 18:27episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 18:30RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o
- 18:32meu café é uma agenda. Deixa eu ver aqui.
- 18:36É, não é, deixa eu ver, é o azul, será não, não é o azul,
- 18:41deixa eu rolar de novo aqui, será, é o amarelo, não é o
- 18:45amarelo, qual será? Bom, uma coisa que eu sei é que
- 18:49arbitrariamente estou dizendo que não importa a cor é o café,
- 18:52o vere negra, porque todos são deliciosos igualmente para mim,
- 18:55para que eu prefiro que seja uma agenta para o dia a dia, cada um
- 18:58tem um sabor especial. Se você quiser acordar, ouvir o
- 19:01podcast tomando um café delicioso desses.
- 19:03Bom, chega lá em ovelha, ponto café na internet eu uso cupom
- 19:06ccd, tudo minúsculo que você tem 11 cupom aí de próprios ouvintes
- 19:11do café com dânjo. Se você quiser cupom com
- 19:13descontos ainda maiores, aí você se torna um assinante apoia
- 19:16ponto s barra, café com dânjo que a gente tem, cupons
- 19:19especiais, progressivos de acordo com o seu nível de apoio.
- 19:23Aí você além disso participa de sorteio não só da ovelha negra,
- 19:26mas de material dos nossos parceiros.
- 19:29Você também recebe o conteúdo extra?
- 19:31Né, como o treinamento que a gente fez, agora é fazendo um
- 19:35estudo junto, né? O pessoal juntando ali pra pra
- 19:38elucubrar, né? E desenhar um board ali pensando
- 19:41sobre a agência dos jogadores e seus fundamentos é muito legal.
- 19:45É, enfim, tem, é. Tem conteúdo extra como esse,
- 19:50tem também o grupo de Telegram, que é muito maneira de cair
- 19:53dentro e trocar ideia com a galera, conhecer o povo, enfim,
- 19:56muita vantagem, cara, e ainda ajuda a gente a voltar a ter
- 19:59mais episódios na semana. Então cola aí, apoia ponto s
- 20:03barra, café com dânjão, vamos pro episódio bom só antes de
- 20:07começar rapidinho. Juro que esse tema de oráculo
- 20:12ele ele, ele dialoga muito com o Mitch, que é um jogo que a
- 20:15retropam que tá tá lançando aqui no Brasil, né?
- 20:18É uma ferramenta assim de jogo solo e também um oráculo pra
- 20:22você usar com jogos pop. É, eles chamam de emulador de
- 20:26mestre. É uma coisa que eu vou discutir.
- 20:28Nesse episódio agora, mas enfim, tá lá na retropunk que vai até
- 20:31dia 15, vale muito a pena assim, no mínimo é uma leitura muito
- 20:35boa, mas tem material muito bom pra mesa mesmo, então acho que
- 20:38você vai curtir. Se eu fosse, você dava uma
- 20:41passada lá No No tipo do episódio pra acompanhar o link
- 20:45do financiamento aí nos últimos dias, né?
- 20:47Fecha dia 15, agora de fevereiro, então dá uma
- 20:50conferida, beleza, é um material, enfim, é um Marco aí
- 20:54na história do dos RPG solo, né? Então valer muito a pena.
- 21:02Boa noite meus cachaceiros queridos, minhas pinguças
- 21:05queridas e boa noite pra você também, dona Dora, que é quem
- 21:08paga o meu cachê. Hoje vou contar pra vocês uma
- 21:11história verde. Eu tinha sido convidado pelo meu
- 21:14amigo mãozinha a ir pegar no Tesouro que ele havia encontrado
- 21:16lá no largo da serp. Albina muito, mas muito lá no
- 21:20alto, muito além do forte da luneta que já tá nas alturas.
- 21:24Só que aí, meus camaradas, a gente tava lá no meio da subida,
- 21:27percebemos 3 coisas, que o tempo estava fechando, que a gente não
- 21:31sabia muito bem o caminho lá pro topo e que a gente não tinha
- 21:34levado tanto de corda que precisava.
- 21:36Eu sei que essa altura vocês já cansaram de ouvir que eu quase
- 21:38morri? Mas eu juro que é verdade, de
- 21:41tanto que a brisa me chama para as jornadas de quase morte, meus
- 21:44testamentos estão cada vez mais alojados, o último deles,
- 21:47inclusive eu fiz até em versos decassílabos.
- 21:50Mas pois então, como lilinha sobreviveu para vir calius
- 21:52contar essa história? Um sonho horas.
- 21:55Um sonho. Como não um sonho de peargoden
- 22:00lá de cima do mundo. Eu e os meus desaventurados
- 22:03amigos, demos as mãos uns pros outros e juntos tentamos chamar
- 22:06um sonho. Um sonho que tínhamos tido pela
- 22:09manhã, quando bebemos a cerveja dos Titãs, foi quando uma
- 22:12escadaria de rocha surgiu diante dos nossos horas, degrau por
- 22:15degrau, serpente indo abraçar das serras até o topo.
- 22:19Chegando lá em cima, encontramos um Tesouro.
- 22:22Meio chinfrim, pra ser sincero. Pra variar uma mãozinha tinha
- 22:25dado uma exagerada. Até tinha um escudo brilhoso lá
- 22:28pra dentro, mas tava muito difícil de pegar e como eu havia
- 22:31dito, o tempo não estava pra brincadeira.
- 22:34Voltamos de lá com o Putin maketrefe, mas vou falar pra
- 22:36vocês, o maior Tesouro que tive nessa jornada, além de
- 22:41sobreviver, é claro, a despeito dos esforços contrários da dona
- 22:44brisa, foi a vista de lá de cima.
- 22:47Meus amigos, esse mundão é lindo demais da conta.
- 22:54Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 22:59de beergoten. Se você quiser explorar
- 23:02aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 23:07grupo. Siga o link lá no descritivo do
- 23:09episódio e jogue beergoten com a gente.
- 23:15Vamos explorar beergoten. Sua resposta é não.
- 23:39Bom, vamos para o episódio. Eu queria só lembrar que esse
- 23:42episódio extra está acontecendo agora na sexta-feira, porque
- 23:46amanhã, dia 15, encerra. O financiamento coletivo do MIT,
- 23:52que é 11. Material assim, muito importante
- 23:55No No, na cena do RPG, no mundo do RPG, né?
- 23:58Ele é um material que é um ele chama de emulador, de mestre,
- 24:01né? E ele é uma ferramenta para você
- 24:03jogar RPG solo, mas também serve para O Mestre ajudar, né, como
- 24:07ferramenta criativa ali para O Mestre, caso eu queira jogar ou
- 24:10até os jogadores jogarem em cop sem O Mestre, de repente, enfim,
- 24:13você consegue trabalhar bastante.
- 24:15O texto é muito bom e as ferramentas são interessantes
- 24:17demais. Vale a pena o investimento, né?
- 24:19Um material incrível. A retropanque é, vocês conhecem
- 24:22já nossa parceira, então bom, e tem tudo a ver com o tema de
- 24:27hoje, né? Eu vou deixar o link no
- 24:29descritivo do episódio pra você ir lá no financiamento
- 24:31participar, e vou cair dentro do episódio agora falando sobre
- 24:34oráculos, né? É EOOO próprio.
- 24:37Mitch também tem o seu oráculo ali, então eu vou falar de
- 24:40oráculo e de arbitrariedade, vamos cair nesse tema bom.
- 24:45Por que que eu usei arbitrariedade, né?
- 24:47E na verdade, eu queria trazer arbitrariedade junto com outro
- 24:49nome, que é culpa. E são 2 coisas que de forma
- 24:52geral a gente tem como palavras negativas, né?
- 24:57E por que que eu escolhi arbitrariedade pra começar o
- 25:00papo? Porque.
- 25:02Por que que arbitrariedade? Soa negativo porque parece uma
- 25:05coisa feita de forma antidemocrática, né?
- 25:08A despeito dos demais, a revelia da opinião dos outros ou.
- 25:13Né? Parece uma no direito, uma coisa
- 25:14feita ao largo da lei, né? Socialmente falando, parece uma
- 25:18coisa que, sei lá, é feito, é, é independente da vontade dos
- 25:23outros. Parece uma coisa feita
- 25:24unilateralmente do pior, da pior maneira possível, né?
- 25:28E esse essa Vibe é exatamente a Vibe do papel do mestre que a
- 25:34gente se acostumou a ver no RPG tradicional, né?
- 25:37É esse mestre que tem muitas responsabilidades, mas também.
- 25:40Tem muitos poderes, é uma coisa que a gente nem entende muito
- 25:43bem qual a sua função dentro do jogo e por por isso ele acaba
- 25:47sempre assumindo mais funções. É divertir o grupo, é contar uma
- 25:52história, dirigir essa história, dirigir os os jogadores, é
- 25:55emocionar os jogadores, é divertir a mesa.
- 25:58Cada vez essa lista aumenta mais e os poderes cada vez mais
- 26:02amorfos e a gente acaba admitindo que O Mestre quebra a
- 26:05agência do jogador, que O Mestre faz, enfim, é uma salada de
- 26:09coisas e. E é muito indefinido, né?
- 26:12E é isso naturalmente, né? Se você não for 11 doidão,
- 26:17sedento por poder, né, e se sente bem com isso, é,
- 26:22provavelmente você vai ter culpa em exercer os poderes do mestre.
- 26:26Por quê? Porque é arbitrário mesmo.
- 26:29Sou arbitrário na pior acepção da palavra, né?
- 26:34É. E aí, tal qual o rei cresso, né,
- 26:37você vai lá no oráculo e usa o oráculo para tentar.
- 26:40É uma tentar uma chancela, né? Tentar aplacar a sua culpa ou a
- 26:47sua responsabilidade de decidir, né?
- 26:51Olha, é o oráculo que tá decidindo, não sou eu.
- 26:54O cresso foi a guerra, porque praticamente o oráculo tinha
- 26:57decidido na cabeça dele que ele IA ganhar a guerra, afinal de
- 27:00contas, ele disse qual IA ser o destino, né?
- 27:03Só que esse destino ele precisava interpretar.
- 27:06Assim como você, a gente vai ver essa questão da interpretação
- 27:09das coisas, mas o sentido do jogo quem dá é você como mestre.
- 27:13Então não adianta muito se esconder atrás do oráculo, ainda
- 27:17que o oráculo pode ser uma ferramenta muito interessante,
- 27:19né? Mas ele não.
- 27:21Ele não substitui a sua decisão, né?
- 27:25Eainesse.eu? Acho que vale a pena a gente
- 27:28começar AA aprofundar um pouco o assunto aqui para investigar.
- 27:32Essa questão, esse fenômeno, né? Da arbitrariedade e de como o
- 27:37oráculo parece quebrar o sentimento de que a gente, como
- 27:41mestre, está exercendo o nosso poder de uma forma corrompida de
- 27:45uma forma errada, né? Vamos lá, bom, pra começar essa
- 27:50análise, eu queria trazer aqui o modelo π, é um modelo de análise
- 27:54de game design, né? É ele.
- 27:57Ele é uma lente muito interessante feita pelo Eduardo
- 27:59Caetano e que eu acho que inclusive devia, devia ser bem
- 28:02mais famosa. É, não se fala tanto dele, mas é
- 28:05um modelo muito legal pra gente analisar dentro de cada proposta
- 28:09de de jogo, de RPGO, controle criativo, o controle narrativo,
- 28:12né, que os participantes têm. É muito legal, né?
- 28:16A gente ver a expressão gráfica das coisas, porque traz muitos
- 28:19insights. E o Eduardo ele fez da seguinte
- 28:22forma, o modelo π, né ele? Desenha um círculo, imagina
- 28:26isso, um círculo desenhado. Esse círculo representa o espaço
- 28:29de decisões que O Mestre pode tomar, né?
- 28:32O ele, ele, ele representa o controle que O Mestre tem sobre
- 28:35o sobre a ficção do jogo. Agora você imagina outros 4
- 28:41circos, tá, que são, que são relativos a 4 jogadores do RPG,
- 28:48né? Então cada um desses jogadores
- 28:49tem o seu círculo, esses círculos são esses círculos são
- 28:51menores, né, no RPG tradicional. Do que o círculo do mestre e
- 28:57eles são colocados de forma que cada círculo desse tem uma
- 28:59interseção com o círculo do mestre, mas eles entre si não
- 29:03tem interseções. O que que esse esse diagrama ele
- 29:07descreve? Ele descreve um jogo onde tem um
- 29:10participante que tem mais poder de decisão, né?
- 29:13Tem um espaço de decisão maior do que o de mais e tem
- 29:16interseções com é com jogadores que tem poderes, tem uma área
- 29:22de. De exercício de seu poder menor,
- 29:25né? E desses jogadores que não se
- 29:27comunicam entre si, ou seja, que não tem interseções entre si, só
- 29:30tem interseções com O Mestre. Então a gente entende que nesse
- 29:33desenho de jogo, O Mestre, ele, ele faz o meio de campo entre o
- 29:39jogo dos dos 4 participantes. Ali, no caso, seriam 4
- 29:43jogadores, né? Poderia ser 3, poderia ser 5.
- 29:47Mas ele descreve, né, esses poderes em jogo ali, esse ele
- 29:51ele descreve o desenho de papéis dentro daquele RPG específico
- 29:56que é ORPG tradicional, ele tem os desenhos de outros jogos,
- 29:59como por exemplo, o fiasco. Ele tem o dá pra gente desenhar
- 30:03qualquer jogo ali dentro desse modelo.
- 30:05É a gente entender essas relações.
- 30:07Tem uma coisa importante dentro disso, que é que são essas
- 30:11interseções, né? EOE os os conjuntos que não
- 30:15estão nas interseções também. Né?
- 30:17Você imaginando esse esse diagrama, inclusive vou deixar
- 30:20linkado aqui pra você acompanhar visualmente caso você queira.
- 30:24Mas se a gente pensar esse círculo no centro, né?
- 30:28Com esses outros 4 círculos, eles formando 1^(2), né?
- 30:31Sem se tocar, mas todos eles tocando o círculo central.
- 30:35A gente tem essas 4 interseções, né?
- 30:38A interseção do mestre com o jogador um.
- 30:41Essa é A Exceção do mestre com o jogador 2.
- 30:43A interseção do mestre com o jogador 3 a interseção do mestre
- 30:46com o jogador 4. O jogo ocorreria justamente
- 30:50nessas interseções, né? Essa ficção é a ficção do jogo
- 30:54válida no jogo, mas a gente tem um espaço que não é de
- 30:57interseção, né? E esse esse espaço de interseção
- 31:00é o espaço que o Eduardo chama de ficção potencial.
- 31:05É uma ficção que não entrou no jogo ainda, mas é O Mestre, sua
- 31:08preparação. É o jogador e suas ideias e seu
- 31:11background que ainda não entrou em jogo.
- 31:13Enfim, é toda essa, essa massa de ficção que pode vir a
- 31:17acontecer, mas que não a gente aconteceu ainda.
- 31:20Isso eu acho que dialoga muito com o lampweed principal, né?
- 31:23Que é aquela ideia da forj lá, da daquelas discussões, né?
- 31:27Da do fórum da forj dos anos 2000, em que se falava que tudo
- 31:31passava por um acordo da mesa, né?
- 31:33Não somente o sistema, mas a ficção ele constrói.
- 31:36Então parece ser isso, né? A ficção válida em jogo é o que
- 31:39aparece na mesa e esse modelo que traz isso, então é muito
- 31:43também o que Eu Acredito né? Que se que aconteça nos RPGs
- 31:47inclusive, além da mesa do all fantasy, que é o estilo que eu
- 31:50proponho pra DD clássico, passa por aí.
- 31:54Então isso é uma coisa importante pra gente entender
- 31:57porque o jogo né? O que o Eduardo Caetano coloca,
- 32:01né? Pelo menos AA análise, na
- 32:02verdade dos espaços é. De controle de cada um.
- 32:07A gente tem ali um espaço no jogo tradicional, que é que é um
- 32:10espaço grande, mas que não tem jogo onde não tem interação
- 32:14logo, né? Aquela que esse espaço grande
- 32:16desse mestre, ele é um espaço. É um espaço que não está ativado
- 32:20dentro do jogo, né? E que se a gente tirar O Mestre,
- 32:25a gente, em teoria, dentro dessa, desse modelo, esses 4
- 32:29círculos dos jogadores não se tocam entre si e aí não tem
- 32:33interseções que gerem jogo. Né?
- 32:36É, acho que isso é uma coisa importante da gente botar,
- 32:40porque eu vou voltar nesse assunto.
- 32:42Mas fica com isso na cabeça quando a gente pega um jogo como
- 32:45fiasco, né? É, a gente vai ver que não tem O
- 32:50Mestre. Então, não existe o círculo do
- 32:52mestre nesse diagrama, mas existem os círculos dos
- 32:55jogadores que se interseccionam, né?
- 32:58E quando os jogadores se interseccionam entre si?
- 33:02Aquilo lhe dá jogo, né? É sendo a interseção que tem
- 33:05jogo, sendo a interação que tem jogo é o fiasco.
- 33:08A gente vê que os jogadores criam interseções entre si e o
- 33:11jogo acontece. Logo a gente percebe que O
- 33:14Mestre não é essencial ao jogo. O que é essencial ao jogo são
- 33:18essas interseções, né? É.
- 33:22E aí quando a gente percebe isso.
- 33:24A gente vê a dimensão visual, né?
- 33:27Do que explica por que que a gente não precisa do mestre, a
- 33:30gente precisa que esses espaços de interseção aconteçam, que
- 33:35eles emerjam e a gente não precisa desse mestre construindo
- 33:38toda uma expectativa de ficção pro jogo que eles ocorram, a
- 33:42gente consegue improvisar isso, né?
- 33:45É. E aí tem uma coisa muito
- 33:47importante que a gente pode trazer aqui, né?
- 33:49É O Mestre. Quando, quando ele sai de cena
- 33:53num jogo, esse espaço de controle, né, é dessas
- 33:57interseções, eles vão, ele vai acontecer.
- 34:00Mas a gente pode, obviamente, é trocar o papel do mestre do que
- 34:04aconteceria ou, por exemplo, um oráculo ou por um gerador de
- 34:08cenas, um gerador de ficção, né? É coisas que vão inspirar a
- 34:13gente a trazer essa, esse impulso que construa esses
- 34:18espaços decisórios comuns, né? Que é quando.
- 34:21De fato, tem jogo. Então por que que a gente tá
- 34:26analisando dessa forma? Porque a gente percebe a
- 34:29importância que tem a gente delimitar o papel, o papel dos
- 34:34participantes, né? Porque isso vai ajudar a gente a
- 34:37entender onde você pode atuar, onde você não pode atuar e onde
- 34:41tudo tudo isso dá jogo, né? Que é na interatividade das
- 34:45coisas. É.
- 34:47E aí a gente vê, né, essa coisa do improviso aparecendo muito
- 34:50nos jogos que decorreram do do dos experimentos, do do fiasco,
- 34:56ou desses jogos que, de certa forma, começam a controlar
- 34:59melhor, delimitar melhor o problema do mestre, como os PBTA
- 35:02fazem, por exemplo, né? É.
- 35:05E nesse caso, esses jogos, eles dizem que eles trazem impulsos
- 35:09mecânicos, né? Pra eles, trazem impulsos
- 35:11mecânicos que empurram a história pra frente e dão
- 35:14impulsos narrativos. Né?
- 35:16E aí as pessoas, obviamente, elas vão interpretar esses
- 35:21impulsos narrativos dentro da ficção.
- 35:25O que que a gente tem aí? A gente tem a ausência do
- 35:27mestre, mas a gente consegue, ainda assim, trazer esses
- 35:30impulsos por meio de é oráculos ou por meio de mecânicas, né?
- 35:34O oráculo a gente pode perguntar, o oráculo é, existe
- 35:37algum, algum, sei lá, a gente está andando, por exemplo, num
- 35:41num num campo de batalhas, você fala.
- 35:43É, existe alguma estrutura nesse campo de Batalha que poderia
- 35:46abrigar soldados? Aí você pergunta pro oráculo, o
- 35:48oráculo diz que sim, ou que não, ou que é super sim ou que super
- 35:52não, e a gente interpreta o que que é essa superestrutura ou de
- 35:56repente uma estrutura que tem muitos inimigos.
- 35:58Enfim, a gente vai ter que interpretar esses impulsos.
- 36:01Mesma coisa acontece um fiasco que tem os seus, os seus livros
- 36:05de cenário, né, que tem ali seus próprios impulsos pra ficção,
- 36:09pra narrativa, né? E a gente vai interpretar esses
- 36:11impulsos. Mesma coisa pro PBTA quando ele
- 36:13traz impulsos ali pra gente. É interpretar a partir dos
- 36:18playbooks, dos personagens, né? E acaba que O Mestre fica dentro
- 36:21do PBTA, fica circunscrito, é isso, o papel do mestre é muito
- 36:24menor, né? O círculo do mestre na dentro do
- 36:26modelo π pro PBTA é muito menor do que no DID.
- 36:30Se a gente fosse ser sincero com DID, esse círculo seria
- 36:32completamente amorfo, né? Nos RPG tradicionais, esse
- 36:33círculo seria completamente amorfo e desconhecido.
- 36:40Né? A bem dizer por quê?
- 36:41Porque parece um poder infinito do mestre e muito mal desenhado.
- 36:45O fato é que se trabalhou essa questão do poder do mestre.
- 36:50EE, é muito nítido que, claro, esses jogos cada um tem seus
- 36:54seus próprios problemas. Não existem jogos perfeitos, mas
- 36:57a gente sabe que Oo mestre ele não não tem porque ter culpa em
- 37:02agir ali, né? Ele, ele tem seu espaço muito
- 37:05bem delimitado, então ele não precisa ficar com medo de tomar
- 37:09decisões. Né?
- 37:11É até porque tem impulsos mecânicos que vão resolver
- 37:13muitas, muitas questões ali que seriam e cairiam em sua
- 37:16arbitrariedade dentro do DED, né?
- 37:19Inclusive o próprio MIT, quando ele trabalha aí essa essa
- 37:23questão de geração de ficção e os oráculos, né?
- 37:27Que respondem sim ou não para as perguntas dos dos participantes,
- 37:30aí dos jogadores ou até do próprio mestre.
- 37:32Caso é o que o Mitch comporta, né?
- 37:35Que você que O Mestre utilize o próprio Mitch como ferramenta.
- 37:38Os 3 pilares do MIT, que é lógica, interpretação,
- 37:41improviso, né? E isso guia, né?
- 37:46O uso dessa ferramenta ele coloca assim, você pode jogar
- 37:49sem preparação e sem mestre. O improviso vem na forma de
- 37:52questões, é o perguntar que move as coisas, né?
- 37:56Então não precisa do mestre imprimindo o jogo, construindo
- 37:59esses espaços de interatividade. Isso acontecem naturalmente,
- 38:02porque as pessoas fazem perguntas, né?
- 38:04E essas perguntas criam. Esse esse espaço de interação
- 38:07que movimenta o jogo, né? Mas aí tem uma pergunta, né?
- 38:12É, então quer dizer que O Mestre ele está condenado no RPG, ele
- 38:16não serve pra nada, afinal de contas, bom, não é porque a
- 38:20gente conseguiu eliminar com o fiasco, ou porque a gente
- 38:24conseguiu diminuir o papel do mestre ali no nos PBTAS ou nos
- 38:28jogos que, enfim, vieram muito influenciados pela forj que O
- 38:31Mestre está condenado e não tem nenhum papel.
- 38:35Arbitrariedade também pode ser exercido de uma forma natural,
- 38:41né? Ela pode não ser exercida de uma
- 38:42forma positiva, talvez, né, não é não é toda acepção da palavra.
- 38:47Arbitrariedade é a negativa, né? Isso a gente vai ver no mundo da
- 38:54linguagem, por exemplo, dos estudos sobre sobre língua,
- 38:56sobre linguagem, né, linguagem? É uma estrutura, mas as suas
- 39:01regras, elas são completamente arbitrárias e se usa essa
- 39:03palavra mesmo arbitrário, né? Mas de qualquer forma, linguagem
- 39:08é uma estrutura que ajuda a gente a se comunicar, né?
- 39:12É, de certa forma, a gente utiliza de forma arbitrária a
- 39:16língua, mas a gente tem acordos, a gente tem combinações, a gente
- 39:19tem regras, a gente tem é funcionamentos ali que são
- 39:23comuns entre a gente, e a gente aceita essa arbitrariedade com
- 39:26naturalidade. Ninguém fica assim, pô, que
- 39:28droga, eu vou ter que seguir. É AAA linguagem, sabe?
- 39:31Não tem que seguir a linguagem, né?
- 39:33Ainda que tem a discussão, obviamente dentro disso é uma
- 39:36coisa que a gente usa naturalmente de forma orgânica,
- 39:39dane se que é arbitrário nesse ponto, né?
- 39:41E de certa forma, a gente consegue absolver a
- 39:44arbitrariedade do mestre também por linguagem.
- 39:46Quando a gente constrói o RPG, é uma linguagem também, né?
- 39:49Ele não deixa de ser uma linguagem e quando a gente, a
- 39:52gente estrutura legal, papel do mestre, ele também pode atuar de
- 39:56uma forma tranquila como a gente viu.
- 39:58Dos PBTAS, né? Ainda que eu entenda que de
- 40:01forma geral, em jogos de contar história, né, O Mestre talvez
- 40:06não faça muito sentido, né? Por que?
- 40:09Porque, de certa forma, o vetor de atuação do mestre, né?
- 40:12É ou a função do mestre no jogo é a mesma dos jogadores.
- 40:16Então, por que existe um esse participante que é diferente dos
- 40:20demais, né? É se o objetivo dele é o mesmo
- 40:24de todos, que é contar histórias.
- 40:26É ainda mais levando em conta esse estudo é do do fiasco ou de
- 40:31como reduzir o papel do mestre? Como organizar melhor o papel do
- 40:33mestre? Me parece que em jogos de contar
- 40:35a história, não faz sentido ter aquele mestre ali, né?
- 40:39Mas se a gente entender O Mestre com papel assimétrico, que de
- 40:43repente tem uma função diferente da dos demais jogadores, né, e
- 40:48que tem objetivos diferentes, de repente faz sentido.
- 40:51Ter esse cara ali, né? E a gente pode, de repente
- 40:54tentar estruturar, né, esse papel para que ele possa exercer
- 40:59é, é esse esse seu objetivo, né? Esse seu papel de uma forma mais
- 41:03tranquila, uma forma arbitrária, arbitrária, mas sem culpa, né?
- 41:08E aí eu queria investigar um pouquinho melhor isso.
- 41:11Se a gente voltar às origens, como eu fiz, estudando well
- 41:14fantasy, a gente vai ver que uma coisa comum antigamente, mas não
- 41:18unânime. Era que ARPG era um jogo de
- 41:21superação, de desafios, né? O jogo dos jogadores e promete
- 41:24um jogo de ele propor desafios. E se a gente pensar no RPG
- 41:28através dessa agenda criativa, talvez faça sentido ter O Mestre
- 41:33no papel do desafiador mesmo e os jogadores como desafiados e
- 41:37que isso justifique uma certa assimetria natural entre esses 2
- 41:41papéis. Mas não é de repente uma
- 41:43assimetria, é no tocante aos é somente aos poderes que cada um
- 41:48tem. Mas, principalmente, é o sentido
- 41:51em que eles atuam no jogo, né? Parece aqui 2 vetores opostos, O
- 41:56Mestre desafiando os jogadores desafiados.
- 41:57Existe aqui um certo antagonismo entre essas 2 figuras, né?
- 42:03É isso, me parece isso é uma coisa interessante, só que os
- 42:05jogadores eles têm ali é o papel deles no RPG tradicional, muito
- 42:09bem definido, mas O Mestre é muito amplo.
- 42:10Então, como a gente pode organizar o papel do mestre, a
- 42:14gente pode de repente buscar estruturas de desafio.
- 42:17E deixa O Mestre tranquilo Pra Ele entender os os seus espaços
- 42:20de atuação, né? É entender ali no modelo π,
- 42:23entender direitinho o tamanho do seu circo, até onde vai o seu
- 42:26círculo. E aí não tem importância se essa
- 42:28relação lúdica for clara, né? Se se todo mundo entender onde
- 42:32ele deve atuar, me parece que essa arbitrariedade dele vai ser
- 42:36natural. A gente tá atuando aqui dentro
- 42:38dessa linguagem, uma coisa que todo mundo é, topou, todo mundo
- 42:42acertou, né? É, enfim.
- 42:46Quando a gente pensa nisso, né? No fundamento do poder dos
- 42:49métodos. Eu vou trazer aqui o wallfentes
- 42:51pra exemplificar como eu tentei trabalhar isso e tentei absolver
- 42:55O Mestre em seu papel, né? É o que justificaria essa
- 43:01assimetria do mestre, seu responsável por construir o
- 43:04mundo e os npcs e os jogadores por construírem os seus
- 43:08personagens, né? Porque essa assimetria me parece
- 43:11que o fundamento dessa assimetria é justamente permitir
- 43:13que O Mestre desafie. Ao largo da vontade dos
- 43:16jogadores é que ele faça a sua posição, né?
- 43:19É. E aí em well fantasy, me parece
- 43:22que no contexto da aplicação do desafio, ou seja, quando O
- 43:25Mestre estiver aplicando o desafio dele ali e estiver
- 43:27ciente do desafio que ele está pondo para os jogadores, ele de
- 43:31fato ele controla ali o mundo e os npcs, né?
- 43:36É. Então ele tem gerência sobre
- 43:38isso. Ele ele exerce o seu controle,
- 43:40mas quando? Em algum momento.
- 43:42Quando o jogo não tiver tracionado pelo desafio que O
- 43:45Mestre está propondo, aí O Mestre alterna, né?
- 43:48Ele passa a querer que os jogadores enriqueçam a ficção é
- 43:53mais diretamente, né? Então ele começa a provocar os
- 43:56jogadores para que eles tragam essa ficção, que eles enriqueçam
- 43:59a ficção até que O Mestre perceba que ele tem novamente um
- 44:02desafio a aplicar. Isso é muito o básico ali do
- 44:06will fantasy em relação a como O Mestre atua.
- 44:09Ele tem essas 2 posturas, a postura do desafiante.
- 44:12É a postura do provocador, né? E isso implica, obviamente, um
- 44:16desenho de papéis mais fluido. E se eu tiver alguma crítica, na
- 44:20verdade, aos desenhos que o Edu fez lá no modelo π, não é um
- 44:23modelo em si, né? A lente, a lente eu acho
- 44:26excelente, mas é o desenho que ele fez, né?
- 44:28Aquele desenho que eu falei pra vocês ali, dos 4 círculos do
- 44:31círculo do mestre no meio, eu acho que esse desenho, ele não,
- 44:34não dialoga muito bem com a realidade das coisas, né,
- 44:39dentro. De como funciona AA divisão de
- 44:43papéis no RPG tradicional, pelo menos quando o jogo ocorre,
- 44:46quando o jogo acontece, e não na ideia do jogo, né?
- 44:49No jogo, no manual, né? É, e aí eu acho que isso vai
- 44:53explicar, a gente analisar isso, vai explicar um pouco melhor
- 44:56onde eu quero chegar com isso tudo, né?
- 44:59É, mas enfim, vamos, vamos, eu vou voltar nisso, mas eu queria
- 45:03antes é trazer aqui 11, jargão importante do well fantasy para
- 45:09poder. Entrar nisso.
- 45:11Pensa que quando a gente está jogando, né, normalmente é O
- 45:15Mestre que tem a Liberdade de construir ficção.
- 45:18Eu chamo isso, esse construir ficção, de estabelecer alguma
- 45:21coisa na ficção. Eu costumo chamar isso de
- 45:24reivindicação ficcional, né? É, ou seja, O Mestre está
- 45:28dizendo que tem um e que no meio do da floresta tem uma Taverna.
- 45:32Agora tem uma Taverna ali dentro.
- 45:34Isso foi colocado na ficção, isso passou a existir, né?
- 45:37O Mestre reivindicou aquilo em teoria originalmente, né?
- 45:41Os jogadores, eles só podem falar coisas a respeito de seus
- 45:43próprios personagens, né? Isso é uma coisa ali que tá no
- 45:46desenho π. O Eduardo, eu concordo com ele,
- 45:49mas acontece que uma vez que o jogador entra na Taverna, ele
- 45:52olha para cima da da mesa, por exemplo, ele imagina a mesa ali
- 45:55e fala, mestre, é, tem uma caneca de cerveja em cima da
- 46:01mesa ou no balcão, e aí nesse ponto O Mestre pode falar, tem.
- 46:05Ou ele pode falar, não tem por quê?
- 46:07Porque originalmente cabe ao mestre.
- 46:10É dizer o que que tem no ambiente, né, no mundo e falar
- 46:15de verdade sobre os npcs. Mas de qualquer forma, essa
- 46:18outorga do mestre, O Mestre permitir que isso exista, né?
- 46:22É, me parece que é só um ok, né? É só um aval pra uma provocação
- 46:26que o jogador trouxe. E aquela ficção da da da cerveja
- 46:31em cima da mesa é dentro da Taverna.
- 46:33Essa cerveja em cima da mesa parece que teve o impulso
- 46:36criativo, veio do jogador, né? O jogador está buscando alguma
- 46:40coisa com isso. Ele tá, ele tá querendo
- 46:41construir jogo com isso, ele tá querendo criar interações a
- 46:44partir disso. Então essa construção eu chamo
- 46:47de reivindicação ficcional indireta, né?
- 46:50Porque passa por um espaço que é nativo no jogo do mestre, mas é
- 46:54uma vontade do jogador e que foi construído.
- 46:57Então me parece que o desenho do Eduardo Caetano No No modelo π.
- 47:01Ele trabalha com a expectativa de jogo, né?
- 47:04Mas não com o jogo na prática, porque no jogo na prática, acaba
- 47:08que o jogador também cria ficção do mundo, acaba que o jogador
- 47:13pode fazer perguntas, provocando também a construção de detalhes
- 47:16sobre NPCSE coisas. Assim é, pode.
- 47:19O próprio jogador pode provocar a existência de um NPC, né?
- 47:23E por mais que O Mestre fale, beleza, tem ou não tem, né?
- 47:26Que ele tenha esse poder é o impulso criativo do jogador.
- 47:29Né? Então me parece que o desenho,
- 47:32né, de um jogo tradicional no modelo π, ele, ele, ele reflete
- 47:38o jogo do livro, mas não o jogo da mesa, né?
- 47:42Enesse.eu, acho importante a gente a gente começar a entender
- 47:45que dentro do que o ofendese propõe, né?
- 47:48É uma oposição entre mestre, mestre e jogadores, né?
- 47:52O Mestre desafiante, jogadores desafiados e esse sentido do
- 47:55jogo já faz com que. Essa ficção construída, ela
- 48:01esteja em Batalha, ela seja um espaço disputado, o jogador
- 48:05querendo superar desafios e O Mestre querendo propor desafios,
- 48:09né? De toda forma, uma coisa
- 48:11interessante de botar aqui é que se O Mestre não tem um desafio
- 48:15claro na cabeça dele, ele precisa que a ficção seja
- 48:18enriquecida, né? Pra que ele possa aplicar esse
- 48:21desafio é, afinal de contas, você criar um desafio Do Nada.
- 48:25É muito mais difícil do que você ver o contexto todo ali, claro.
- 48:28Você vai olhar e falar, pô, aqui tem um desafio muito claro para
- 48:31eu imprimir, muito mais simples, né?
- 48:33O jogo fica inclusive, é dentro das das dos parâmetros, joga
- 48:37ofensas. Você vai ver que tem requisitos
- 48:39para você imprimir o seu desafio, que eles só são
- 48:42atingidos com uma ficção rica, né?
- 48:44No caso, é respeito a agência de jogador em todos os seus pilares
- 48:47e respeito a verosimilhança. Então, para você chegar, você
- 48:50precisa de um contexto rico e para enriquecer esse contexto a
- 48:54ponto de ter 11 desafio. O Mestre precisa que os
- 48:57jogadores enriqueçam a ficção, então O Mestre começa a provocar
- 49:01os jogadores também para que eles é, é tragam ficção para o
- 49:04jogo. E então, Oo mestre, chega e
- 49:07fala, é bom, vocês estão chegando num deserto.
- 49:10O jogador fala, pô, tem tem alguma construção nesse, nesse
- 49:14deserto? Ora, se você, mestre, não tem um
- 49:16desafio preparado, né? Você está no momento em que você
- 49:20está querendo enriquecer a ficção, então você pode dar
- 49:24corda para o jogador falar assim.
- 49:26Pô, o que que você quer exatamente, o que você está
- 49:28procurando exatamente o jogador pode falar, pô, eu estou
- 49:30procurando de repente uma ruína, ou uma cidade, alguma coisa, ou
- 49:33de repente o jogador fala, eu estou procurando uma caravana, a
- 49:36gente consegue ver o longe e você pode dar corda, né, já que
- 49:39você não tem nenhum desafio, propondo que é o que justifique
- 49:41o seu poder com O Mestre. Você dá corda, você fala, tem
- 49:44cara, tem uma caravana, que tipo de caravana que você está atrás?
- 49:46O jogador fala, pô, eu estou atrás de uma caravana porque eu
- 49:48quero água, de repente eu quero ver se ele tem, se ele tem
- 49:50recurso e tal. Você fala, cara, tem uma
- 49:52caravana que está parada ali, você já vê que ela já está.
- 49:55Assentado há algum tempo. Então eles têm água, tem Barros,
- 49:58tem, tem jarros de Barro, et cetera, et cetera.
- 50:02Então você começa AA dar corda para os jogadores para que eles
- 50:05possam trazer os elementos que você vai utilizar para desafiá
- 50:08Los. E aí, uma vez que você tem um
- 50:09desafio já organizado na tua cabeça, né?
- 50:12Vamos dizer que você já organizou, já, já, já tem as
- 50:15antecipações ali, já a ficção já tá rica o suficiente.
- 50:19E aí, se o jogador fala pera aí, pera aí, mas esses guardas aí,
- 50:21eles não tem arma nenhuma, você fala não, eles tem, eu já tinha
- 50:24descrito, inclusive. Então você pode falar, cara,
- 50:27beleza, esses guardas aí que você está falando aí, alguns não
- 50:30tem, mas outros você vê que você vê que tem, estão vindo para
- 50:32cima de você. Ou você pode falar, não, eles
- 50:35tem arma sim. Por quê?
- 50:36Porque, afinal de contas, originalmente dizer a verdade
- 50:40sobre os npcs ou sobre o mundo cabe ao mestre.
- 50:42E aí, no caso, como ele quer imprimir o desafio?
- 50:45E faz sentido que ali os guardas tenham armas.
- 50:48Ele fala não, nesse caso os guardas tem arma sim, né?
- 50:52É, enfim, essa dialética toda. Ela constrói muito, o jogo
- 50:56também e ela tem um espaço de interação muito maior do que faz
- 51:00parecer. O gráfico é que representa o
- 51:03jogo tradicional no livro dentro do ali do do modelo.
- 51:08Mas essa questão da gente ter ali a Batalha da ficção clara
- 51:13dentro do do. Desse estilo adversarial entre
- 51:18mestre e jogador, eu acho uma coisa muito importante da gente
- 51:21trazer pra análise agora é do mitik, né?
- 51:25E do dos oráculos e de tudo mais dessas ferramentas que a gente
- 51:28tem, né? E também do do contexto de jogar
- 51:31100 mestre, de jogar em cooperação 100 mestre ou do
- 51:35mestre utilizando oráculos. É, vamos lá, como funciona o
- 51:41sentido? Das reivindicações ficcionais,
- 51:44né? Ou seja, da construção dessa
- 51:45ficção nos diferentes jogos. Vamos dar uma olhada, que livro
- 51:54bonito é esse aí? O Leopoldo?
- 51:56Esse é o livro do mq, não o de vintage.
- 52:01Que legal. É essas coisas de joguinho, né?
- 52:04Que você rola os dados tudo e os dados age, é isso?
- 52:08É, acho que é isso também, mas é esse lance do vintage.
- 52:12Jogo antigo é porque quem e quem agia era o jogador e não os dava
- 52:17em si. E esse jogo joga como é, é é
- 52:22tipo RPG. É diz aqui que é recriação com
- 52:27os personagens gerado, que ele chama, então gera o personagem
- 52:31EE, joga com ele. Mas que que é vintage o
- 52:35Leopoldo? É essas coisas aí que tem 20
- 52:38anos já, coisas das antigas que vai que volta, o pessoal traz de
- 52:42volta e depois deixa +20, é isso aí.
- 52:46Ah, é que nem eu então que eu sou 2 vintage de idade, né coroa
- 52:50já? É só que no caso do livro, é 11
- 52:54de 20 só porque é de vintage, né?
- 52:58E tu tem esses dados aí, o Leopoldo.
- 53:01Mas, mas, é claro, eu ando sempre aqui com meu saquinho com
- 53:042 kits de dados de RPG, olha. Então Bora jogar, porque eu
- 53:08fiquei me coçando de vontade de aprender a jogar isso aí, como
- 53:12os antigos faziam, só que hoje em dia, né?
- 53:15Vamos embora? Saiu pela caramelo.
- 53:24Jogos o the vintage RPG do DM kirau edição impressa completa,
- 53:29bonita com as mexidas do quiral em cima do DID zero, do DIDBXDID
- 53:34clássico de forma geral. Explorando uma jogabilidade
- 53:37ferramental usr bastante influenciada pelo café com
- 53:42dângio inclusive, então você vai estar mais do que familiarizado
- 53:45com essa jogabilidade que você é nosso ouvinte é excelente para
- 53:49aplicar com well fentes e bolso. É os truques preferidos aí da
- 53:53blogosfera usr, desde que você não se esqueça de antecipar os
- 53:57perigos. Relógio da dângeo, relógio dos
- 54:00ermos e muitas outras ferramentas com a famosa
- 54:02didática do quiral. Quem quer dar uma chance?
- 54:06Para o RPG do School não pode perder, essa é uma excelente
- 54:08pedida. Agora, se você já é Cascudo, mas
- 54:11quer evoluir ainda mais a sua jogabilidade com Liberdade e um
- 54:15pacote robusto de ferramentas, esse é o que é o jogo.
- 54:19Confere lá no site da caramelo. Jogos no institutivo do episódio
- 54:23para esse e outros lançamentos de RPG do School aqui no Brasil.
- 54:34Sua resposta é sim. Lendo aqui do miti, se os
- 54:50jogadores estão fazendo perguntas ao mestre ou estão
- 54:54jogando sem O Mestre e lidando com as perguntas sozinhos via
- 54:57oráculo, o miti depende de fazer e responder perguntas para mover
- 55:03a aventura adiante. Como qualquer pergunta de sim e
- 55:07não é permitida, o cenário é propenso a abusos.
- 55:11Claro, você é livre para jogar como quiser.
- 55:15Mas se um Power gamer estiver jogando com o grupo de home
- 55:18players, eles podem não apreciar as perguntas cuidadosamente
- 55:23formuladas para obter a resposta mais desejada lá do oráculo.
- 55:28Como regra geral, uma pergunta deve ser feita apenas se fizer
- 55:32sentido lógico. A experiência de jogo como
- 55:37jogador, você está em quase total controle da aventura, o
- 55:41que traz um certo nível de responsabilidade.
- 55:44Se você é um Power gamer, isso pode não funcionar tão bem para
- 55:47você. Afinal, sem um mestre, você tem
- 55:50Liberdade total para manipular os eventos da maneira que
- 55:52quiser. No entanto, isso não parece a
- 55:55ser tão divertido. Suas melhores experiências de
- 55:58jogo vão acontecer quando você botar.
- 56:02Quando você abordar a aventura com um personagem que você goste
- 56:07e uma mente aberta pro que pode acontecer, não importa se você é
- 56:12um jogador que gosta de cinema ou de simulação, ambos querem
- 56:15saber a mesma coisa. O que acontece agora?
- 56:18Você deve fazer perguntas que movam a aventura adiante, em vez
- 56:23de perguntas que manipulem as regras e ajudem mais o seu
- 56:26personagem. Aí eu volto a perguntar, qual o
- 56:29sentido das reivindicações? Dentro de um jogo desse
- 56:33cooperação ou de um jogo de contar histórias como eles estão
- 56:37colocando aqui de forma geral, né?
- 56:39Como é que é? O sentido dessas reivindicações
- 56:41me parece ser bem diferente do sentido das reivindicações do
- 56:45all fantasy ou do do jogo tradicional.
- 56:47Se a gente assumir é que O Mestre tem um papel e um vetor,
- 56:51né? Um sentido é oposto ao dos
- 56:53jogadores, né? É, se a gente analisar aqui.
- 56:58A gente está falando de um jogo onde todos vão construir essa
- 57:02ficção. O mesmo sentido de construir uma
- 57:05história, né? De, de, de de propor ali um
- 57:08recorte, né? Que conte uma história, que
- 57:11empurre para frente essa essa narrativa, né?
- 57:15É, e o MIT, ele me parece, obviamente, uma ferramenta de
- 57:19criação narrativa solo, em conjunta ou.
- 57:23Um mestre que de repente é se se se refere ali ao oráculo, né?
- 57:29E o MIT que funciona muito bem nesse sentido, né?
- 57:31Por quê? Porque justamente essas
- 57:33perguntas pro oráculo, né? E os geradores dele trazem esses
- 57:37impulsos pra pra pra levar o jogo pra frente, pra levar a
- 57:40gente a ressignificar, né? Oo que ele está colocando ali o
- 57:44que Oo que o oráculo trouxer, ou o que os geradores trouxerem,
- 57:49né? É, então ele estimula muito esse
- 57:52tipo de coisa, porém ele ele mesmo fala dos dos Power
- 57:56players, né? Inclusive esses 2 trechos que
- 57:58ali são separados um do outro. EE parece que Oo autor ali ele
- 58:03tem, ele tem uma rusga muito grande com o Power player, mas
- 58:07esse papo é meio brabo, né? Oo é, não é como se o Power
- 58:10player não fizesse old player, ele faz, ele toma decisões pelo
- 58:14seu personagem também, só que o sentido das decisões que ele
- 58:17toma é outro, ele quer. Vencer, né?
- 58:20Ele quer vencer um desafio, ele quer superar um desafio, ele
- 58:22quer superar um obstáculo, ele quer performance enquanto o role
- 58:26player aqui, como ele coloca, né?
- 58:28Eu Acredito que todo qualquer jogador de RPG, ele ele, ele é
- 58:32role player, não tem como jogar sem fazer o role player, mesmo
- 58:35em combate, etcetera. Por que?
- 58:37Porque ele está tomando decisões como personagem, mas aqui.
- 58:40Ele, eu, Eu Acredito que Oo que o autor tá falando, chamando
- 58:43como rode player é o jogador que tá querendo contar a história.
- 58:46Querendo é é construir uma narrativa, né?
- 58:51E aí no caso, a gente de fato tem um certo ruído entre as 2
- 58:55vontades. Se você tem um jogador que tá
- 58:58querendo jogar pra por performance, ele obviamente vai
- 59:01manipular a ficção pra se dar bem.
- 59:04Enquanto isso a gente tem um jogador.
- 59:07Que quer uma narrativa, quer construir uma narrativa e não
- 59:11somente ele quer se dar bem, ele quer que essa narrativa seja
- 59:13interessante, né? E aí são 2 objetivos diferentes,
- 59:17né? É umas são agendas criativas
- 59:20diferentes, é, inclusive é tem 11 coisa aqui que eu acho
- 59:25interessante dizer que OOO MIT que ele fala de simulação, ele
- 59:29fala que o jogo pode ser de contar a história, ele chama de
- 59:31cinemética, né? Ou pode ser de simulação, pode
- 59:34ser simular a realidade ali. Mas na minha cabeça, simular ela
- 59:38não é uma agenda em si, ela não propõe um recorte, ela é a mídia
- 59:41em si, é o que a gente faz, a gente joga simulando todo jogo.
- 59:44É uma simulação, é. E aí ele coloca ali uma
- 59:47oposição, até num num pedaço que ele fala do cinematic e da
- 59:51simulação de como esses 2 jogos trabalham diferente as as
- 59:54coisas, né? É a narrativa dentro da
- 59:56cinemética, é essa narrativa pós Moderna, videoclipe, né, que
- 1:00:00você pode. Brincar com a sequência das
- 1:00:03coisas você pode jogar um flashback, você pode enfim
- 1:00:06quebrar as cenas de uma forma, de uma forma mais mais solta,
- 1:00:10né? E o que ele chama de de jogo,
- 1:00:13jogo mais simulado ali é quando você meio que vai fazendo em
- 1:00:16sequência ali as coisas, do jeito que aconteceria numa vida,
- 1:00:20na vida real, né? E ali, no caso, me parece que
- 1:00:25essa simulação não é exatamente uma agenda de simulação.
- 1:00:28Ela é, ainda assim. Uma agenda de contar história,
- 1:00:30só que ela puxa mais para o slife of life e slife of life é
- 1:00:3511, gênero de é literário, por assim dizer, é um gênero de
- 1:00:38história, né? Só que os conflitos são muito
- 1:00:41leves, são muito cotidianos, não são coisas.
- 1:00:45Enfim, é, muitas vezes eles parecem que vão contra as
- 1:00:48categorias da narrativa, né? Mas não vão o Slice of life, ele
- 1:00:51é só 11, forma diferente de contar história.
- 1:00:54Ainda assim, né? É.
- 1:00:58E aí uma coisa interessante dentro disso é que quando a
- 1:01:00gente tá jogando pra contar história, o desafio, né?
- 1:01:04Ele não É o Fim em si. A gente não tá jogando pra
- 1:01:06superar desafio, a gente não tá jogando pra propor desafio.
- 1:01:10O desafio num numa numa narrativa é conflito e ele
- 1:01:14cumpre um papel dentro da narrativa, né?
- 1:01:18É por isso que eu acho aqui, entendo que OOO MIT que ele
- 1:01:22funciona muito bem do jeito que ele é aqui.
- 1:01:24Pra contar histórias, pra jogos, de contar histórias, se você vem
- 1:01:27pra esse jogo, é favorecendo outra agenda criativa.
- 1:01:31Você tá indo pra um caminho complicado por isso que o autor
- 1:01:34se irrita tanto. Aparentemente aqui com com Paulo
- 1:01:36gamers, é, é, o jogo não parece funcionar muito bem com isso,
- 1:01:41né? Essas ferramentas que o Mitch
- 1:01:42traz na verdade, né? É, e o Mitch você pode jogar com
- 1:01:48diferentes jogos inclusive, né? Você pode jogar com DID, você
- 1:01:50pode jogar com DID clássico, você pode jogar com.
- 1:01:52Confiar as coisas confiasco, não sei, né, tem que tentar.
- 1:01:57Será que faz sentido? Não sei, mas você pode jogar com
- 1:01:59PBTA, você pode jogar com outros jogos, né?
- 1:02:01OOOO MIT, né? Você, você pode jogar solo, né?
- 1:02:05Inclusive dentro disso, simplesmente você assumindo para
- 1:02:09você ali esses impulsos, né? A interpretação desses impulsos
- 1:02:14é narrativos que o jogo vai trazer, então eu não sei
- 1:02:17exatamente, é me parece funcionar o MIT.
- 1:02:22Com esses jogos que se voltam, AAAA desafio.
- 1:02:27Mas ainda assim parece que o MIT que ele coloca a agenda dele
- 1:02:30sobre a agenda do jogo. Se você for jogar um dayd
- 1:02:32clássico usando MIT, o MIT que vai trazer a possibilidade, ele
- 1:02:35vai trazer ferramentas pra você contar a história, que é uma
- 1:02:38coisa que o dayd clássico não tem.
- 1:02:39Ele traz ferramentas pra você gerar e superar desafios, porque
- 1:02:43esse é essa é a agenda dele. Esse é o recorte da ficção que o
- 1:02:47dayd clássico propõe, né? É.
- 1:02:50E aí nesse ponto, a gente pode pensar que quando você está
- 1:02:53contando histórias, é os conflitos, obstáculos, et
- 1:02:56cetera, né? Isso tudo funciona para
- 1:02:58desenvolvimento de personagem de algum jeito, né?
- 1:03:01E de narrativas, de plots, et cetera.
- 1:03:04E aí se a gente parar para pensar se a função do desafio
- 1:03:08ali é desenvolver o personagem e desenvolver o plot em que esses
- 1:03:12personagens estão. Os jogadores donos desses
- 1:03:15personagens, eles provavelmente sabem melhor que tipo de
- 1:03:18desafio. E faz sentido pra eles, né?
- 1:03:21É, e aí o oráculo, ele vai provocar os participantes a
- 1:03:25darem sentido aos fatos, né? Os obstáculos, et cetera.
- 1:03:28E isso é construção narrativa, né?
- 1:03:31É, inclusive em jogos de cuja agenda é a construção de uma
- 1:03:36história, né? Jogos de contar história, como é
- 1:03:39o feit, como é Oo construção, os PBTASE, como é o fiasco.
- 1:03:44É obstáculos e desafios, são coisas desejáveis.
- 1:03:48E também deve ser possível que o próprio jogador fale, não, eu
- 1:03:52quero falhar aqui frente a esse obstáculo aqui eu quero o meu,
- 1:03:55que meu personagem fale frente a esse desafio.
- 1:03:58Por quê? Porque ele tá achando que
- 1:04:00naquele momento é isso que vai desenvolver melhor a história do
- 1:04:02personagem dele. Então, esses jogos todos de
- 1:04:05contar a história, eles trazem recursos.
- 1:04:07Mecânicos, ou é, eles permitem que ele esteja dentro do jogo,
- 1:04:12ludificado no jogo, né? Uma forma do jogador poder
- 1:04:15falhar sem que ele comprometa o seu personagem, sem que ele
- 1:04:18perca o seu personagem, sem que ele interrompa AO fluxo da
- 1:04:21história, né? É, isso é muito caro pra esse
- 1:04:24tipo de jogo, porque sem falha, né?
- 1:04:27Na verdade, sem obstáculo e tudo mais.
- 1:04:29Não tem jogo. E em jogo de desafio, o que que
- 1:04:32o qual é a agenda dos jogadores? Né?
- 1:04:36Os jogadores, eles querem evitar ou se aparecerem,
- 1:04:39inevitavelmente, eles querem superar os os conflitos, né?
- 1:04:43Os desafios que vem pela frente dos obstáculos.
- 1:04:45Então, se eles se eles têm controle da narrativa nesse
- 1:04:49sentido, eles vão tentar evitar ao máximo isso, né?
- 1:04:53E, enfim, é não à toa que o MIT que tem horror, né?
- 1:04:56É ao jogador que vai gerar a sua ficção no sentido do desempenho,
- 1:05:01No No sentido de superação, de desafio.
- 1:05:04Por quê? Porque ele não vai deixar ele, o
- 1:05:06ele vai evitar ao máximo que surjam conflitos e histórias
- 1:05:11precisam de conflito, né? E a bem dizer, né?
- 1:05:15É, jogos, de forma geral, precisam de conflito, só que no
- 1:05:20caso do jogo desafio. Aí a gente começa a entender a
- 1:05:24utilidade de ter um mestre, porque ele vai fazer o papel de
- 1:05:28quem constrói a ficção no sentido do desafio, né?
- 1:05:34É. E aí, nesse caso, a gente vê que
- 1:05:38nos jogos de contar história, a ficção, ela não está em disputa,
- 1:05:42ela está em partilha. Ao contrário do que acontece,
- 1:05:45por exemplo, em owell fantasy, que declaradamente a ficção está
- 1:05:49em disputa, né? O vetor.
- 1:05:52Da da atuação dos 2 tipos de participantes, dos 2 tipos ali,
- 1:05:57dos jogadores, do mestre é contrário um ao outro.
- 1:06:00Já num jogo de contar a história, todos estão
- 1:06:02partilhando da ficção com o mesmo vetor, o mesmo sentido que
- 1:06:06é contar uma história, né? Ainda que, claro, tenham
- 1:06:10composições a ser feitas, vontades criativas a serem a
- 1:06:13serem conjugadas ali dentro, né? Isso provavelmente estará
- 1:06:16ludificado, né? É tanto nas perguntas que você
- 1:06:19faz ou nos pontos de drama que você pode gastar em jogos de
- 1:06:23contar história, etcetera. E no fim das contas, se não
- 1:06:27tiver ninguém gerando, é a ficção pensando em desafio, né?
- 1:06:32Num num vetor oposto, num num jogo de de desafio, é com uma
- 1:06:37agenda própria, o jogador focado em superar o desafio, ele não
- 1:06:41vai fazer perguntas que o coloquem em maus Lençóis.
- 1:06:44E aí a gente tem um jogo sem conflito, né?
- 1:06:47O que provavelmente não é um jogo, né?
- 1:06:49E aí então a gente entende que o que fundamenta o papel do do
- 1:06:53mestre é é justamente esse papel de opositor, se não ele vira só
- 1:06:57um, quase um apêndice ali 111, atravessador da experiência em
- 1:07:01alguns casos, ou um facilitador. Mas talvez aquele jogo ali que
- 1:07:05tem esse mestre é está ali no com com um papel diferente, mas
- 1:07:10que no fundo o objetivo é o mesmo.
- 1:07:12Talvez esses jogos. Ganhar assim em tirar O Mestre,
- 1:07:15né? Deixa que um dos jogadores ali é
- 1:07:17seja o facilitador, se tiver, sem problema.
- 1:07:20Mas o fato é que, de forma geral, AAA as tarefas desse
- 1:07:24mestre no jogo, de contar a história, elas não precisam nem
- 1:07:27ser redistribuídas, porque simplesmente você vai tirar o
- 1:07:29participante e o jogo vai continuar acontecendo nas
- 1:07:31interseções ali da da, do espaço de decisão desses jogadores,
- 1:07:36como no modelo que fica muito claro, né?
- 1:07:39É, e aí eu trago uma pergunta, né você?
- 1:07:43Você acha que não dá para usar MIT em jogos de desafio, né?
- 1:07:49Eu acho que você deve estar se perguntando isso não dá para
- 1:07:51usar oráculos em jogos de desafio.
- 1:07:53Bom, vamos pensar bom, recabulando um pouquinho, né?
- 1:07:57É todo jogo é uma simulação, e toda simulação envolve um
- 1:08:01recorte, né? Arbitrário 11 sentido nesse
- 1:08:05recorte, né? Conforme a gente joga RPG, a
- 1:08:07gente vai construindo. Um repertório ficcional, né?
- 1:08:10Que a gente encara como mundo, mas a gente vai construindo a
- 1:08:13ficção do jogo dentro do sentido, né?
- 1:08:16Da simulação que a gente tá jogando.
- 1:08:18É isso. Envolve essa intencionalidade na
- 1:08:21escolha do que que a gente tá construindo nessa ficção, né?
- 1:08:26Acho que isso aqui envelopa um pouco o que a gente vem
- 1:08:29colocando aqui, né? Mas o fato é que.
- 1:08:33Isso é muito importante para o jogo, porque já que jogos são
- 1:08:36espaços simulados, esse sentido de como a gente vai simular as
- 1:08:40coisas, de como a gente vai construir essa simulação em
- 1:08:42conjunto, porque em RPG é essa, essa essa simulação, ela está
- 1:08:47sempre em construção, né? É, me parece que o sentido é que
- 1:08:52é o que vai determinar muita coisa desse jogo, né, de como as
- 1:08:56coisas serão. E se a gente for pegar um
- 1:08:58exemplo, acho que prático assim, né, sobre simuladores.
- 1:09:02É na vida real até, né? Tipo não, não dentro de uma
- 1:09:05ficção, mas na vida real a gente tem ali 11 simulador de avião,
- 1:09:10né? Feito pra feito pra você treinar
- 1:09:13pilotos novos e você tem de repente 11, outro um simulador,
- 1:09:17só que é um simulador de sequestro aéreo, uma coisa mais,
- 1:09:21jogo de computador, jogo de videogame, sei lá qual a
- 1:09:24diferença desses 2 simuladores. Bom, o simulador de avião pra
- 1:09:29ensinar um piloto a pilotar, né? É, provavelmente ele vai, ele
- 1:09:33vai reproduzir ali, Oo os as ferramentas, ele vai é simular
- 1:09:37ali as condições de voo, né, as a pressão atmosférica, esse tipo
- 1:09:42de coisa já num e vai levar o jogador a tomar decisões
- 1:09:46relativas a isso, né? Que um piloto normalmente
- 1:09:48tomaria já um jogo, um simulador de sequestro aéreo, ele vai
- 1:09:53fazer um outro recorte. De repente as ferramentas do
- 1:09:55avião nem são tão importantes, algumas delas podem ser, mas
- 1:09:58outras não. De repente AA pressão.
- 1:10:01Atmosférica não faz diferença nessa simulação, mas a
- 1:10:04movimentação dos passageiros, né, é esse tipo de coisa, talvez
- 1:10:09faça mais sentido sei lá a hora do dia, não sei alguns algum
- 1:10:14recorte, né, vai ser diferente do outro, dependendo do tipo de
- 1:10:18função que você está dando para aquela simulação, né?
- 1:10:20Simulação ela é, é um recorte arbitrário, né?
- 1:10:25Então, a arbitrariedade, ela está incluada, né, até porque
- 1:10:29jogos. Por si só, né?
- 1:10:31São arbitrários, né? É, trazendo novamente aqui para
- 1:10:35o podcast o Bernard sulds e o Grace Hopper, jogos, eles são,
- 1:10:40é, eles têm objetivos que nós estabelecemos para nós mesmos,
- 1:10:44perseguir de maneiras ineficientes, né,
- 1:10:48arbitrariamente ineficientes, né, isso é o jogo.
- 1:10:51Então o jogo parte de uma arbitrariedade mesmo e todo jogo
- 1:10:55é uma simulação e simulações são recortes arbitrários, né?
- 1:10:59Construindo uma experiência. Né?
- 1:11:01É no caso do jogo, o desafio que a gente está investigando aqui,
- 1:11:05se ele, se ele funciona bem com mítica ou não, né?
- 1:11:08Eu com com oráculos de forma geral, et cetera.
- 1:11:11É. A gente tem o jogador desafiado
- 1:11:14e O Mestre desafiante. E o desafiante não está ali para
- 1:11:17contar uma história, nem mesmo o desafiado.
- 1:11:21Eles estão ali para fazer um recorte funcional, né?
- 1:11:25Dessa simulação. Construindo a ficção dentro da
- 1:11:29sua agenda, ou seja, O Mestre para desafiar ele vai usar a
- 1:11:32ficção. Ele vai é construir a ficção de
- 1:11:35acordo com o melhor desafio que ele puder imprimir.
- 1:11:38E o jogador vai construir a ficção da melhor forma que puder
- 1:11:41para superar o desafio. É extremamente ferramental isso.
- 1:11:44Bom, então vamos pensar num exemplo para para concretizar um
- 1:11:48pouco mais essa ideia, né? É, vamos lá, a gente vai usar o
- 1:11:52mitic primeiro, num exemplo. Contando história, né?
- 1:11:57Depois de um exemplo voltado para desafio, usando oráculo,
- 1:12:03não precisa nem se limite, mas usando um oráculo, né?
- 1:12:06Então pensa o seguinte, os jogadores estão interpretando
- 1:12:08criminosos e eles querem anular um inspetor de polícia
- 1:12:11importante, e eles conseguem acesso ao gabinete, então eles
- 1:12:14passam a procurar um ponto fraco que eles possam explorar nesse
- 1:12:18inspetor de polícia que está atrás deles, né?
- 1:12:21E aí a gente está aqui num contexto de.
- 1:12:24Jogadores com oráculo direto, mas poderia ser O Mestre, né?
- 1:12:28Mas vamos pensar no oráculo, né? Num num jogo de contar a
- 1:12:31história, o jogador entra no gabinete e pergunta pro oráculo
- 1:12:35oráculo, o inspetor é apegado a sua família, é o oráculo diz que
- 1:12:41sim, é o jogador, tem que reinterpretar isso, né?
- 1:12:45Então ele fala bom, então ele é apegado a família e a gente
- 1:12:48consegue ver ali No No gabinete dele.
- 1:12:51É várias fotos de porta retrato e tudo mais com a família dele,
- 1:12:55uma família grande, extensa, inclusive o filho dele.
- 1:12:58E aí o outro jogador fala, é, então vamos fazer o seguinte, a
- 1:13:01gente a gente pega Oo filho dele, né?
- 1:13:06Ele escreve uma carta pedindo é, pedindo recompensa, como se
- 1:13:10fosse um sequestro. A gente vai simular um
- 1:13:12sequestro, então aí o inspetor provavelmente vai ficar maluco
- 1:13:16agora e vai se ocupar pelo resto do dia com isso, e a gente
- 1:13:18consegue neutralizar ele, pelo menos por hoje.
- 1:13:21E aí o jogo continua agora. Bom, vamos pensar agora que o
- 1:13:27oráculo dissesse que não, ele não é apegador família, o MIT
- 1:13:31que fala para você, em vez de fazer outra pergunta, né, que
- 1:13:35seria 1111 caminho que seria fácil seguir, né?
- 1:13:38Deixa você falar, então, será que ele tem documentos oficiais
- 1:13:42aí ou será que ele é apegado do trabalho, né?
- 1:13:44Se perguntar outras coisas, o MIT que fala para você
- 1:13:47aprofundar, né? Para você interpretar.
- 1:13:49Tecidológica ali você interpretar o resultado, então
- 1:13:52se perguntou aqui se ele é apegado a família e o oráculo
- 1:13:56disse que não. Então a partir disso a gente vai
- 1:13:59falar, não, ele não é apegado a família, mas ele é super apegado
- 1:14:02ao trabalho. Você vê ali em cima da mesa,
- 1:14:04tudo muito bem organizado, ele deve passar bastante tempo
- 1:14:07organizando, inclusive, mas não chega a ser uma coisa, é um
- 1:14:12hospital, é uma coisa espartana mais viva, é um ambiente que
- 1:14:16você vê que ele usa muito. E a partir disso, o jogador
- 1:14:19fala, Ah, então se ele é muito apegado ao trabalho dele e tal,
- 1:14:22a gente vai fazer um Memorando falso como se fosse o
- 1:14:26superintendente ou o corregedor. É acusando ele injustamente
- 1:14:30alguma coisa que ele deve deixar.
- 1:14:31Ele é ocupado pelo resto da tarde igualmente, né?
- 1:14:35É, beleza. Nesse caso, a gente tá num num
- 1:14:38jogo contando história e é natural que os jogadores botem
- 1:14:41em perspectiva isso. E enfim, continue.
- 1:14:45Continuem a partir daí, né? Agora, como é que seria esse
- 1:14:48exemplo num jogo de desafio primeiro lugar, né?
- 1:14:51Um jogo desafio tradicional? Provavelmente o jogador
- 1:14:54perguntaria, bom pra klo, ele é apegado à família, provavelmente
- 1:15:00O Mestre. Se fosse um mestre, né, O Mestre
- 1:15:01falaria, bom, como é que você vai fazer, como é que você vai,
- 1:15:04como é que você quer descobrir isso, né?
- 1:15:06E aí precisaria que o jogador investigasse mais a ficção, o
- 1:15:10que que ele tem em cima da mesa, etcetera, etcetera.
- 1:15:12Mas vamos dizer que o são os jogadores perguntando prum
- 1:15:15oráculo, né? No contexto de desafio, aí o
- 1:15:18jogador pergunta, é, por exemplo, mestre, tem algum porta
- 1:15:23retrato com com foto de família? E é o oráculo diz que que não,
- 1:15:31não tem. O jogador fala, agora ele tem
- 1:15:34que reinterpretar isso pela ferramenta que ele tá usando
- 1:15:36pelo oráculo. Ele tem que aprofundar ali a
- 1:15:38resposta, não. Mas agora ele vai dar um sentido
- 1:15:42pra isso, né? Ele vai falar, bom, então ele
- 1:15:47quer dizer então que ele não tem, né?
- 1:15:49Nada, nenhuma foto, não sei o quê é, quer dizer que ele não é
- 1:15:52apegado a família? Então quer dizer então que ele é
- 1:15:56de repente, a pegada ao trabalho dele e tal, só quando ele está
- 1:16:00falando, ele é apegado ao trabalho dele, já está dando
- 1:16:03esse recorte, esse sentido. Né, de que ele vai ser impactado
- 1:16:07necessariamente? EE enfim, ele já tá botando
- 1:16:10perspectiva até a resolução do próprio problema, né?
- 1:16:14Isso num jogo de contar a história, não tem nenhum
- 1:16:16problema, mas num jogo de desafio, né?
- 1:16:19É, a gente vê que o desafio ele já não tem mais mistério, ele já
- 1:16:22não tem mais uma incerteza, né? É, e tudo vai ser interpretado
- 1:16:27por um caminho de certeza, né mesmo o não.
- 1:16:29Né? Ele precisou ser reinterpretado
- 1:16:32e virado certeza, virado proposta é o jogador propondo
- 1:16:35uma coisa que ele já sabe mais ou menos o desfecho, ou ele já
- 1:16:38tem 111 leve noção do desfecho, né?
- 1:16:42É se o oráculo dissesse que não, né, não tem um porta retrato,
- 1:16:47ainda assim o jogador teria que aprofundar, então ele é.
- 1:16:50Aliás, se tivesse o porta retrato, ainda assim o jogador
- 1:16:53poderia aprofundar que tem um porta retrato logo.
- 1:16:56Ele tem família dele, não sei o quê, e é a mesma coisa, né?
- 1:16:58Ele vai simular o sequestro, mas você já tá obrigando, né?
- 1:17:04A própria ferramenta já leva o jogador AA interpretar aquilo e
- 1:17:08já quando ele coloca em perspectiva, ele já tá embutido
- 1:17:11ali a própria solução do problema, né?
- 1:17:13Parece que é muito difícil se divorciar disso, né?
- 1:17:17Ainda que obviamente vai ter flutuações, et cetera, et
- 1:17:19cetera. Essa toda, essa essa sintaxe
- 1:17:23leva leva a gente a colocar as coisas em perspectiva.
- 1:17:26Inclusive. Uma coisa importante que a gente
- 1:17:29tem aqui é a diferença do do da lógica indutiva para lógica
- 1:17:34dedutiva que o próprio MIT que trabalha, né?
- 1:17:37Poderia ser qualquer oráculo, na verdade, mas ele fala que é
- 1:17:40melhor você trabalhar com processo indutivo quando você
- 1:17:44for fazer perguntas, ou seja, você perguntar do específico e a
- 1:17:48partir disso? Levar a interpretação pro geral,
- 1:17:51né? Então é melhor você perguntar,
- 1:17:53oráculo, tem algum porta retrato com foto de família?
- 1:17:58E aí você deixa que se a resposta for não, por exemplo,
- 1:18:02quer dizer, se a resposta for sim, aí você fala, bom, então
- 1:18:06ele é apegado a família dele, logo, ele tem sentimentos muito
- 1:18:09Fortes em relação ao seu filho. Então a gente vai utilizar isso
- 1:18:12aí como base. É diferente de perguntar
- 1:18:15oráculo, ele é apegado a família, aí esse oráculo diz que
- 1:18:18sim, aí você fala bom, então temos porta retratos espalhados
- 1:18:21ali, dá pra ver AA foto do filho dele, eu vou pegar uma foto
- 1:18:25dessa e vou simular um sequestro com 11 pedido de resgate, né?
- 1:18:30Então em teoria ele fala que é melhor você perguntar do
- 1:18:34específico pro geral, né, e levar pro geral, mas me parece é
- 1:18:39contra intuitivo, né? Eu até tive aqui 11, a gente no
- 1:18:42exemplo, a gente viu que. Se você pergunta é, tem algum
- 1:18:46porta retrato com foto de família?
- 1:18:48E no oráculo sai que não, né? É muitas vezes, principalmente
- 1:18:53se você tiver num contexto de de desafio.
- 1:18:56Se você não se sentir confortável em aprofundar o
- 1:18:58jogo, meio que trazendo já a resposta, né?
- 1:19:01Embutida já no teu desenvolvimento de interpretação
- 1:19:03desse não, né? É, você meio que vai ser levado
- 1:19:08a perguntar sobre outro detalhe. Buscando algum outro detalhe
- 1:19:12para poder chegar no geral, sendo que se você pergunta sobre
- 1:19:15o geral, né? É oráculo.
- 1:19:19Ele é apegado da sua família. É se a resposta disso aí é, é
- 1:19:25não. Você não precisa ficar buscando
- 1:19:27outros elementos a respeito disso.
- 1:19:29EEE mais importante que isso, você receber a resposta que não
- 1:19:34tem um porta retrato com falta de família, não quer dizer.
- 1:19:37Que ele seja desapegado de família.
- 1:19:39Mas, por outro lado, uma resposta do oráculo para o não,
- 1:19:42ele não é apegado a família já resolve, já resolve a questão,
- 1:19:46né? Você já sabe que ele não é
- 1:19:48apegado, então se se se o descobrir disso faz diferença,
- 1:19:54né? Você tá jogando um jogo de
- 1:19:55desafio. Me parece que esse caminho
- 1:19:58lógico, esse esse caminho lógico precisaria mudar, né?
- 1:20:02É por quê? Porque Na Na pergunta pro
- 1:20:04oráculo, você sendo mais eficiente, você vai querer.
- 1:20:06Perguntar do mais geral, pro mais específico, por questão de
- 1:20:11eficiência, e esse é um jogo de super desafio, a toda sua Vibe é
- 1:20:14de eficiência, né? Então isso é é uma coisa coisa
- 1:20:19importante também, mas fora isso, né, eu acho.
- 1:20:23Acho legal a gente aprofundar um pouco mais esse esse exemplo,
- 1:20:26né? Agora imagina que a gente tá aí
- 1:20:29no contexto do doil fantasy, né? É o jogador pergunta pro mestre
- 1:20:34mestre. Tem algum porta retrato com foto
- 1:20:38de família? O Mestre pode até perguntar, no
- 1:20:41que que você está querendo com isso?
- 1:20:42O jogador pode falar, olha, eu estou querendo ver se ele é a
- 1:20:44pegada da sua família, etcétera, etcétera.
- 1:20:46Se O Mestre tem um desafio engatilhado nisso, né, é O
- 1:20:52Mestre, ele pode fazer esse recorte, ajudar né, fazer esse
- 1:20:55recorte junto com o jogador pra alimentar o seu desafio, né?
- 1:21:00Então vamos dizer que é é bom pro seu desafio.
- 1:21:04E tem ali 11 foto, né, de família etc, etc.
- 1:21:08E O Mestre pode até falar, não tem sim, é, não só tem, mas você
- 1:21:12vê que tem um altarzinho ali, né?
- 1:21:14E pelo visto ele perdeu o filho recentemente, né?
- 1:21:18Ele perdeu o filho da criança que você não vê foto depois dos
- 1:21:218 anos, é então O Mestre já está pensando em apimentar aquilo, O
- 1:21:25Mestre já tem alguma coisa a frente pensando no desafio, né?
- 1:21:30Ele já está construindo isso naquele momento, né?
- 1:21:33Já o jogador, ele vai ter que lidar com essa incerteza, né?
- 1:21:36Ele pode fazer outras perguntas, ele pode até buscar outras
- 1:21:38coisas, mas ele vai ter que lidar com essa incerteza dele,
- 1:21:41não tá? Não é ele que tá colocando em
- 1:21:42perspectiva aquilo, né? E não é ele que tá obviamente
- 1:21:46botando aqui em perspectiva, pensando no melhor desafio, isso
- 1:21:50já muda muito o jogo. Isso já coloca os participantes
- 1:21:53em em, em outra, em outra, em outro sentido de jogo, né?
- 1:21:57Em outra agenda completamente diferente, uma outra relação
- 1:21:59lúdica, bem diferente, então, nesse ponto.
- 1:22:03Me parece que Oo essas ferramentas de oráculo, né?
- 1:22:07Elas elas sambam um pouquinho quando a gente tá pensando em
- 1:22:11desafio, né? Bem no fundamento da coisa.
- 1:22:14Mas isso quer dizer que elas não funcionam, não é?
- 1:22:17Bem isso me parece que o jeito de usar esse tipo de ferramenta
- 1:22:21num jogo de desafio tem que ser um pouco diferente do jogo de
- 1:22:24contar história. E aí dá para aproveitar.
- 1:22:26Bem diferente do que o próprio MIT que fala a respeito do Power
- 1:22:28play, esse tipo de coisa a gente consegue trazer.
- 1:22:31Para um jogo de performance, de superar desafio, a gente
- 1:22:34consegue trazer essas ferramentas.
- 1:22:36É, mas nesse caso a gente tem que instrumentalizar essas
- 1:22:39ferramentas, como por exemplo, as ferramentas do miti, né?
- 1:22:41Ou outros oráculos e geradores dentro do espaço de
- 1:22:45rapitaliedade que você como mestre, vai ter para fazer esses
- 1:22:48cortes, né? É.
- 1:22:51Então a gente vai pensar que obviamente você vai é trazer as
- 1:22:57coisas para ficção, pensando dar o sentido no desafio.
- 1:23:00Mas isso não quer dizer que você não possa, por exemplo, é
- 1:23:03construir certas estruturas de verossimilhança, né?
- 1:23:07Por exemplo, no jogo, aí o fantasy a verossimilhança é uma
- 1:23:09coisa importante, O Mestre seria, em algum momento ele
- 1:23:12quebra a verossimilhança, os jogadores param de comprar o
- 1:23:15jogo dele, né? E os jogadores passam a engajar
- 1:23:18com o jogo dele, então é importante que se mantenha a
- 1:23:20verossimilhança. O yalu fantasy é só um princípio
- 1:23:22de atuação, O Mestre é ele, ele é refém de veto dos jogadores e
- 1:23:27os jogadores podem interromper o jogo, ele fala, isso aqui não
- 1:23:29pode. Caso ele incorra numa quebra de
- 1:23:31verossimilhança. Mas como é que você faz pra
- 1:23:33manter o bom ambiente em relação à verossimilhança, né?
- 1:23:37Você pode usar uma estrutura de verossimilhança e uma e a
- 1:23:40ferramenta do MIT que pode ajudar muito nisso, né?
- 1:23:43É pra exemplificar o que que é 111 estrutura de
- 1:23:47verossimilhança, né? Uma ferramenta que contemple
- 1:23:49isso, o próprio DED clássico ele tem isso, né?
- 1:23:52Por exemplo, é a chance de incontroleatório, né?
- 1:23:58Você tem quando você está andando numa masmorra, por
- 1:24:01exemplo, né? É isso, já é um já é uma
- 1:24:04estrutura ali de de verossimilhança, porque você
- 1:24:07está andando no lugar que de repente ali tem.
- 1:24:09É muitas criaturas que você pode cruzar.
- 1:24:12Então você de repente aumenta ali 5 em 6 chances de ter a cada
- 1:24:15OA hora você cruzar com uma criatura.
- 1:24:17Isso é 111 ferramenta de verossimilhança, né?
- 1:24:22É por quê? Porque se você coloca sempre, o
- 1:24:25todo momento, o grupo tá encontrando monstro, monstro,
- 1:24:28monstro o tempo todo, isso é, isso não é real, né?
- 1:24:31Isso não, não passa um sentimento de real, não precisa
- 1:24:33ser real, realista, mas o sentimento de que aquilo é é
- 1:24:37plausível, né? E não é plausível que você fique
- 1:24:40o tempo todo encontrando, não é? Por exemplo, você tá passando
- 1:24:42por uma floresta. Ora, se O Mestre tá querendo
- 1:24:44fazer um recorte da ficção. Sempre pensando no desafio, O
- 1:24:47Mestre vai botar monstros ali o tempo todo para aparecer, mas é
- 1:24:51plausível isso não parece. Parece muito natural que em
- 1:24:55alguns momentos os personagens não cruzem com os monstros.
- 1:24:58Então você pega e constrói ali uma estrutura dizendo que olha
- 1:25:02em determinado momento do dia ou determinado momento do ano
- 1:25:06passar por ali, tem determinada chance de que se tenha um
- 1:25:09encontro, um encontro com o monstro, né?
- 1:25:12Mesma coisa vale para outras coisas clássicas do DED, como
- 1:25:15por exemplo. O teste de moral, né?
- 1:25:17Uma vez que você cruzou com uma criatura e tá enfrentando a
- 1:25:21criatura, a gente parte do princípio que é inverossímil ou
- 1:25:25quebra a verossímilança que todas as criaturas sempre lutem
- 1:25:28até o fim, lutem até a morte. Então, ODED, você tem esse esse
- 1:25:33teste de moral, né? Essa estatística de moral dos
- 1:25:35monstros. Por quê?
- 1:25:37Porque em determinadas situações que o monstro poderia querer
- 1:25:40fugir e se render alguma coisa assim você faz o teste de moral.
- 1:25:44Né, para uma múmia tem uma moral muito maior do que um goble.
- 1:25:47Um goble é mais fácil dele tentar fugir e isso de certa
- 1:25:50forma constrói essa verossimilhança, né?
- 1:25:52Então você, como mestre, recorre a essas estruturas de
- 1:25:55verossimilhança pra você não correr o risco ao longo,
- 1:25:58consistentemente, ao longo do tempo de quebrar a
- 1:26:01verossimilhança, né? Outro exemplo é a moral, né?
- 1:26:05As criaturas, elas podem reagir bem de forma amistosa, né?
- 1:26:09Não é toda, não é toda a criatura que vai reagir mal o
- 1:26:11tempo todo pra você, então você. Tem ali a rolagem de reação, né?
- 1:26:17É, e é uma coisa importante de botar é que obviamente você não
- 1:26:21vai é fazer 11 teste de você. Você não precisa usar uma, criar
- 1:26:26uma estrutura de verossimilhança, né?
- 1:26:29Com oráculo de sim não ou sim, plus ou não minus, né?
- 1:26:35Ou não menos. Caso você tenha uma coisa que só
- 1:26:38acontece uma vez, né, numa um shot, ou uma coisa que é
- 1:26:41pontual, pontual, que não vai se repetir ao longo da campanha e
- 1:26:44você não precisa se preocupar com a estrutura de velos e
- 1:26:46semelhança, você pode decidir. E é importante que você tome a
- 1:26:49decisão, né? É, vamos supor que o grupo está
- 1:26:52passando ali pelo, por uma viagem astral, num lugar que
- 1:26:55eles só estão passando uma vez ali, e aí você quer de repente
- 1:26:58que que ocorra um encontro ali. Você decidiu para ter um
- 1:27:01encontro. Você não precisa rolar um
- 1:27:02encontro aleatório, você colocou o encontro.
- 1:27:05Né? Você colocou de repente ali o
- 1:27:07encontro com determinada criatura, e essa criatura veio
- 1:27:10para atacar, você decidiu. E como não vão ter outros
- 1:27:12encontros, você não precisa ser consistente em criar um encontro
- 1:27:16que às vezes vai ser assim, às vezes vai ser acessado, não?
- 1:27:18Você definiu que o seu, o desafio é aquele daquela forma,
- 1:27:21e aí você optou por não utilizar uma estrutura de
- 1:27:24verossimelhança. Você não precisa utilizar, está
- 1:27:27dentro do seu espaço de decisão, então você imprime e você tem
- 1:27:30que ficar confortável com isso, se o teu.
- 1:27:32O papel está bem desenhado em torno disso.
- 1:27:34Você só precisaria se preocupar caso você sentisse que sempre o
- 1:27:38grupo vai passar por ali. Aquilo ali é uma coisa que é de
- 1:27:42repente, os os habitantes ali nem sempre são aqueles etcétera
- 1:27:45etcétera. Você pode construir algumas
- 1:27:47algumas tabelas de conta aleatória, algumas coisas assim
- 1:27:50para manter a verosimilhança nesse ponto.
- 1:27:52O Mitch é cheio de de de recursos, né?
- 1:27:55Ele tem ali. É não somente OAAA tabela de
- 1:27:58destino, né? Que ajuda que é o oráculo com
- 1:28:01sim não sim, mais assim, menos ou não menos é que ajuda nesse
- 1:28:05ponto, né? E você usar essa ferramenta para
- 1:28:08construir essas estruturas de pelo semelhança, para guardar,
- 1:28:11se resguardar nas suas decisões como mestre.
- 1:28:14Mas ele tem ali a tabela de eventos randômicos, et cetera,
- 1:28:18que são muito interessantes e servem de inspiração.
- 1:28:22Você pode utilizar também, né? Por exemplo, AA tabela de
- 1:28:25destino fat table como uma ferramenta estatística de apoio
- 1:28:29estatístico, né? Pra resolução de conflitos.
- 1:28:32Inclusive, vamos supor que você está jogando um jogo, ele ele é
- 1:28:36um jogo voltado pra desafio e tal, mas ele sei lá, for
- 1:28:39bederlands, por exemplo, mas você não lembra de uma regra,
- 1:28:42você não lembra como é que usa uma regra, você não lembra muito
- 1:28:44bem, então essa ferramenta do do, do, da fat table.
- 1:28:49Ela faz com que fique fácil você e o grupo ali negociarem em cima
- 1:28:53das probabilidades, né? Falando Ah, isso aqui é meio que
- 1:28:56é, é meio provável que aconteça, ou isso aqui é muito provável
- 1:29:00que aconteça, ou isso é muito improvável que aconteça.
- 1:29:03O grupo usa a mesma ferramenta, ela é bem transparente, então é
- 1:29:06fácil negociar em cima, é fácil estipular alguma coisa.
- 1:29:09E quando você é transparente, quando você bota as coisas às
- 1:29:12claras, né? Aí você pode usar essa
- 1:29:15ferramenta como resolução de conflito.
- 1:29:17E fica muito tranquilo de usar, você substitui a regra que você
- 1:29:19não conhecia ou você mesmo é leva o seu jogo utilizando essa
- 1:29:23ferramenta de forma mais consistente.
- 1:29:26Então isso isso ajuda, né? Isso na verdade não atrapalha um
- 1:29:29jogo de de superação, de desafio.
- 1:29:32Outra coisa legal que você pode utilizar como inspiração, né?
- 1:29:35Ele tem geradores e tabelas e podem ajudar você a construir o
- 1:29:39teu desafio, a fazer sua preparação pro desafio, a
- 1:29:42construir o seu desafio. A ver como é que você pode de
- 1:29:46repente organizar os seus elementos ali, né?
- 1:29:48Então OOA tabela de eventos, as tabelas, né?
- 1:29:51De eventos do Mitch. Elas quando constroem contexto,
- 1:29:54foco, significado, elas têm é resultados ali que ajudam a te
- 1:29:59inspirar, né? São palavras chave, que vão
- 1:30:01ajudar é a te inspirar. Então é você tem situações que
- 1:30:07aparecem que são interessantes, porque são situações que você
- 1:30:09consegue de repente. Interpretar, dar uma perspectiva
- 1:30:12de desafio também. E não necessariamente é só uma
- 1:30:15coisa que traga a narrativa, mas que você consegue usar
- 1:30:18tranquilamente como ou como como inspiração para o seu desafio.
- 1:30:22Então vamos dizer que o grupo chega, né?
- 1:30:25De repente, num, num local, num ambiente que você ainda não
- 1:30:28preparou, enquanto, enquanto, enquanto desafio, né?
- 1:30:33Mas de repente, jogadores fazem uma pergunta, aí, você em vez
- 1:30:37de. É devolver a resposta ou você
- 1:30:39não quer, é, o grupo não está ainda, está acionado ali no
- 1:30:43desafio, não está buscando alguma coisa muito ativamente.
- 1:30:46Você pode recorrer a esse tipo de gerador que fica um chuchu,
- 1:30:49fica muito bom, já está ali em inspiração direta pra mesa, né?
- 1:30:53E também tem estruturas de desafio que são coisas
- 1:30:55interessantes, né? É, por exemplo, a tabela lá, o
- 1:30:59próprio fate table, né? É quando você consulta o
- 1:31:03oráculo, determinados resultados.
- 1:31:06Que saem elas podem é, elas podem engatilhar, né?
- 1:31:1011 rolagem de eventos randômicos aí você aplica esse evento
- 1:31:13randômico, isso de certa forma organiza, né?
- 1:31:16O quando você vai aplicar desafio, quando você vai fazer
- 1:31:20isso, você colocar isso dentro de uma estrutura, ou seja, é
- 1:31:24construir uma forma de desafiar 111, estrutura que te leve a
- 1:31:29organizar, né? Os seus esforços de desafio,
- 1:31:32isso ajuda muito, né? Por exemplo, isso acontece no
- 1:31:35dendê clássico, também no rexprol, né?
- 1:31:37Se você fala que todo Hexágono que o grupo entra tem uma chance
- 1:31:40de encontro aleatório, você está construindo uma estrutura de
- 1:31:42desafio. Isso impede que você é force a,
- 1:31:46force a barra e quebre até a agência do jogador, porque você
- 1:31:48está imprimindo desafio, não dá qualquer tipo de contraste.
- 1:31:51Isso traz um respiro pro jogo. Isso traz 11 compartilhamento da
- 1:31:56da construção da ficção ali, porque nem sempre você está
- 1:31:58imprimindo o desafio, então você constrói uma estrutura dentro
- 1:32:01disso. E o próprio Mitch tem essa
- 1:32:03estrutura, como eu falei, você pode utilizar ela é nos seus
- 1:32:07jogos ali de desafio pra organizar um pouco a sua forma
- 1:32:11de aplicar isso, né? É, enfim, a gente tem aqui
- 1:32:16várias possibilidades do uso dessa ferramenta, mas o jeito de
- 1:32:19utilizar é um pouco diferente, né?
- 1:32:21Você vai usar ela um pouco. É pautando, pautando não, né?
- 1:32:25Mas é dentro da estrutura. O seu desafio e dando estrutura,
- 1:32:30dando segurança pra sua forma de exercer a sua a sua
- 1:32:34arbitrariedade, com tranquilidade, né?
- 1:32:38Sem você ficar com culpa, sem você ficar com medo de ser
- 1:32:41arbitrário, no pior sentido da coisa, você vai ser é vai
- 1:32:44exercer ali a sua arbitrariedade.
- 1:32:46Como um jogador é, exerce a agência, tá?
- 1:32:49Então você não vai estar sendo arbitrário, você vai estar
- 1:32:51exercitando a sua agência dentro dos limites que você
- 1:32:54estabeleceu, dentro das estruturas que você estabeleceu.
- 1:32:57Isso vai te deixar. Mais tranquilo, né?
- 1:33:00É, acho que por fim, a gente consegue entender que você não
- 1:33:03precisa ser, é você não precisa ficar com medo nesse ponto, né?
- 1:33:07E é bom que você não faça como o rei fez lá ao consultar o
- 1:33:10oráculo, querendo botar ele num papel que que ele não vai ter,
- 1:33:15né? No fim das contas, você tem que
- 1:33:17tomar suas decisões. É importante você ter clareza
- 1:33:20onde é o espaço que você tem que decidir, que você vai chegar e
- 1:33:23vai decidir. E aquilo ali é o momento de
- 1:33:26fazer isso, né? É o seu momento, desafiar, então
- 1:33:29fique tranquilo, você pode pegar pesado, é importante que você
- 1:33:32pegue pesado, inclusive é o momento de você fazer isso.
- 1:33:35É um jogo de desafio, é um jogo que tá voltado pra isso,
- 1:33:38diferente de um jogo de contar história.
- 1:33:40Você vai qualificar, né, o seu recorte, você vai qualificar a
- 1:33:45sua intenção utilizando essas ferramentas diferentes de um
- 1:33:47jogo de contar história, em que você precisa que essas
- 1:33:49ferramentas gerem improviso, pra que esse improviso?
- 1:33:52Vire jogo, né? Impulsione a narrativa e vire
- 1:33:56história. A natureza do desafio é é uma
- 1:34:00dentro dessa, dessa dessas, dessas, desse improviso, né?
- 1:34:04E a natureza do desafio é outra dentro dessas estruturas, né?
- 1:34:08No desafio é quando você coloca ele dentro de um jogo de contar
- 1:34:12história. Né?
- 1:34:13Ele vai ser impulsionado ali para que a narrativa continue.
- 1:34:17Já o desafio aqui, num jogo de desafio, os obstáculos, né?
- 1:34:22E riscos dentro de um jogo de desafio é, eles, eles precisam
- 1:34:27ser melhor estruturados um pouquinho dentro do seu papel de
- 1:34:29mestre para que você possa exercer a sua, a sua, o seu
- 1:34:34recorte, né? O seu sentido de jogo com
- 1:34:37tranquilidade. Então é isso, não coloque.
- 1:34:40Na mão do oráculo uma coisa que é uma decisão que tem que ser
- 1:34:43sua, né? Acho que isso vai trazer muita
- 1:34:45tranquilidade para o seu jogo. E mostra como Oo MIT que talvez
- 1:34:50seja até mais versátil do que o próprio autor traz quando ele
- 1:34:53faz seus rands contra, contra os Power players e et cetera.
- 1:34:58Enfim, acho que é isso, né? E vamos para o encerramento.
- 1:35:14Se tem uma coisa que eu sei é que subestimal desconhecido pode
- 1:35:18ser fatal. A tempestade que vinhamos
- 1:35:20investigar no litoral de Santa Catarina não é nada do que eu
- 1:35:23imaginava. Naufragamos logo na primeira
- 1:35:25noite minha garganta queimava, o sal correndo cada gota de ar que
- 1:35:29eu tentava respirar eu tragava uma dor cruel a cada afogamento,
- 1:35:34um desespero esmagador. Eu quase apaguei, quase não sai
- 1:35:38dessa. Acordei na Costa de um cemitério
- 1:35:40de naufrágios, debaixo de uma chuva torrencial com a minha
- 1:35:44visão embaçada pela Areia e pelo sal no som do máximo, misturando
- 1:35:48aos ecos e estralos dos destroços fantasmagóricos um
- 1:35:52aviso das profundezas que tentamos desafiar.
- 1:35:55Cada pedaço de fuselagem é uma história de desespero nesse
- 1:35:59lugar. Essa ilha perdida guarda
- 1:36:02mistérios que podem ser mais sombrios que qualquer coisa que
- 1:36:05eu já enfrentei. Aqui é a Laura Nunes de Moura e
- 1:36:08esse é o relato do início da minha investigação dos mitos de
- 1:36:11Atlântida. E aí, sobrevivente, tá preparado
- 1:36:27para o maior desafio de RPG que você já enfrentou na sua vida?
- 1:36:31Boas vindas aí a temporada aberta de mitos de Atlântica, um
- 1:36:36jogo experimental de horror em sobrevivência em sessões
- 1:36:38episódicas, onde o foco aqui é o desafio, é a imersão total.
- 1:36:43Então você busca desafios intensos, né?
- 1:36:45Você acabou de encontrar o Everest do RPG e a temporada
- 1:36:50aberta chega com mudanças incríveis pra gente aí, regras
- 1:36:53mais simples e ao mesmo tempo mais sofisticadas.
- 1:36:56Isso dá mais Liberdade pra ficção, sem se preocupar tanto
- 1:36:59com mecânica. Aplicação de arquétipos, né?
- 1:37:01Que seriam as cartilhas de jogo, aí os play books e a evolução
- 1:37:05dos personagens sem uso de nível de personagem, né?
- 1:37:08A gente tava fazendo evolução por fato ficcional.
- 1:37:11Pela primeira vez a gente vai ter mids of the Atlantic, da
- 1:37:14primeira campanha de owalfents, inteiramente mestrado e jogado
- 1:37:17em inglês. Um Marco aí para expandir a
- 1:37:19nossa comunidade, a forma de jogar e para quem não tem tempo
- 1:37:23para sessões de voz, né? Não se preocupa não, porque a
- 1:37:25gente tá implementando um sistema síncrono de jogo aí.
- 1:37:28De Telegram, você pode investigar os mitos.
- 1:37:30A aventura está sempre ao seu alcance.
- 1:37:33A temporada aberta de mitos de Atlântica já começou e eu quero
- 1:37:36saber se você está pronta. Se você está pronto para
- 1:37:38enfrentar o desconhecido, junte se a nós aí e prove que você é
- 1:37:42capaz de sobreviver ao maior desafio.
- 1:37:44Aí ofertas e de todos. Investigue os mitos.
- 1:37:47Venha para mitos de Atlântica. Como sua resposta é sim para
- 1:38:21caralho, o mítica então ele não é um emulador de mestre, né?
- 1:38:29É? O Mestre cria ficção no sentido.
- 1:38:32Né, justificado por uma posição de oposição, né?
- 1:38:36Da sua vontade, do seu vetor criativo aos demais jogadores,
- 1:38:40né? Ele é desafiante, os jogadores
- 1:38:41são desafiados. Isso é uma oposição, é.
- 1:38:45Se emite que fosse um emulador de mestres, é certamente ele
- 1:38:48tomaria essas decisões já com sentido.
- 1:38:51Ele exerceria a arbitrariedade no seu espaço de decisão dentro
- 1:38:55de uma agenda, e ele não faz isso.
- 1:38:57Mas ele ajuda, ele pode ajudar você a tomar sua decisão com
- 1:39:01mais clareza, né? E isso não tira do mitik nem dos
- 1:39:04oráculos, né? Nem das tabelas, nem dos
- 1:39:06geradores. A sua utilidade, na verdade, é a
- 1:39:08forma da gente utilizar o gerador de encontros do mitik,
- 1:39:12então ele serve lindamente como inspiração e auxílio ao
- 1:39:16improviso. É em jogos de desafio e também
- 1:39:20em jogos de contar história no desafio, ele vai ser muito mais
- 1:39:23um 111 auxílio para você construir o seu desafio.
- 1:39:27E num jogo de história, ele vai ser esse impulso criativo que é
- 1:39:31feito através de um do impulso de improviso, né?
- 1:39:34É a tabela de destino, inclusive do MIT, que ela pode ajudar O
- 1:39:37Mestre a construir estruturas que o ajudem a decidir de forma
- 1:39:41mais consistente e consciente também.
- 1:39:44Isso vai tirar muita ansiedade desse papel.
- 1:39:47É, mas alguém, mesmo quando não há mestre, precisa interpretar.
- 1:39:52Dá sentido as coisas quando você é joga sem mestre.
- 1:39:56Vocês vão fazer essas coisas aí pelo mestre, mas isso aí não é
- 1:40:00uma coisa nova que aparece, né? É uma coisa que já acontecia,
- 1:40:03quando você tira O Mestre, você continua fazendo, vocês vão
- 1:40:05precisar interpretar, vocês vão continuar dando sentido às
- 1:40:09coisas. Então, não se esconda atrás dos
- 1:40:11oráculos, não se esconda atrás dos geradores, como fez o rei o
- 1:40:15rei cres em delfos, né? Ele não absolve você se você
- 1:40:19exercer a sua arbitrariedade errado, né?
- 1:40:22Então exerça a sua arbitrariedade com consciência.
- 1:40:25Né? Não?
- 1:40:26Fuja da responsabilidade de decidir, porque no fundo, né,
- 1:40:30você é muito mais perigoso quando você constrói o contexto
- 1:40:34da coisa, quando você constrói o sentido das coisas do e quando
- 1:40:38você faz as perguntas pro pro oráculo do que quando você rola?
- 1:40:42Se existe aquilo na ficção ou não, então é isso, é.
- 1:40:47Espero que você tenha curtido o episódio de hoje aí eu vou
- 1:40:49deixar no descritivo do episódio aí.
- 1:40:53Alguns links, né? Eu vou deixar o modelo π, né?
- 1:40:56Eu vou deixar os links do do café que a gente citou, vou
- 1:40:59deixar o link, obviamente para você participar do financiamento
- 1:41:02coletivo aí do mitik último dia, então corre lá, acho que não
- 1:41:05vale muito a pena. O próprio texto te traz muitos
- 1:41:08insights, mas é uma ferramenta muito boa para mesa.
- 1:41:12É, vou deixar também aí, Oo link no descritivo do episódio do.
- 1:41:17Blog doil fentis que tem aí algumas alguns textos sobre isso
- 1:41:22que a gente é conversou agora, né?
- 1:41:24Reivindicação ficcional, esse tipo de coisa é, enfim, é isso?
- 1:41:29Tem. Acompanhe os links aí e no mais,
- 1:41:32também deixar a 11. Indicação aqui de um podcast é
- 1:41:36que é um podcast de um assinante do café condanjo, um membro da
- 1:41:40nossa comunidade. Que é o André, é o MIT cast, ele
- 1:41:44joga nesse podcast, ele joga MIT que né, ele faz, ele joga solo.
- 1:41:48Então vocês podem ver na prática, mais ou menos como é
- 1:41:50que como é que funciona isso? Beleza, vai lá no financiamento
- 1:41:56do MIT, a ferramenta é incrível, esses insights todos a gente a
- 1:42:00gente pode ter lendo o manual, né?
- 1:42:02Então tem discussão também, ele não se encerra como uma
- 1:42:06ferramenta de jogo. Né?
- 1:42:08E também não se encerra como uma ferramenta criativa, é excelente
- 1:42:11compra, vale a pena, é famoso no meio do RPG.
- 1:42:13Eu acho que você não pode ficar de fora disso se você tem um
- 1:42:16barato com esse hobby, beleza? Vou deixar também pelo o link do
- 1:42:20episódio de ficção e narrativa lá No No no início dessa
- 1:42:23temporada, no café, o episódio em que eu analiso emulá simular
- 1:42:27e Philip K. Dick é, vou deixar links aí para
- 1:42:30Inter the wild Inter the weeds, né?
- 1:42:33E o the CS cidadel. É, eu vou deixar um link também
- 1:42:36para o perleus wilds, que são os livros que eu que eu citei aí
- 1:42:39que são ótimos para ótimos geradores, né?
- 1:42:42Vou deixar também o link para o material do do Crawford, né, que
- 1:42:45é o estágio down dumbers CIDs, down dumbers Woods e down
- 1:42:48numbers, que são ótimos suplementos geradores é ótimos
- 1:42:51jogos também, né? Mas tem tem ali é geradores
- 1:42:55excelentes, no mais. É, lembro que você pode, você
- 1:42:58pode se tornar apoiador do café com dângio e discutir esse tipo
- 1:43:00de coisa no nosso grupo de Telegram, né?
- 1:43:02E ainda ajudar a gente a voltar a ter mais episódios por semana.
- 1:43:06Então chega lá em apoia, ponto s barra, café com dângio e ajuda.
- 1:43:10A gente escolhe ali esse nível de apoio, receba conteúdo
- 1:43:13gratuitos, é sorteios, et cetera, et cetera, et cetera.
- 1:43:18Se você gostou especialmente do café com dângio, onde hoje deixa
- 1:43:20pra gente uma gorjeta, manda o seu Pix de
- 1:43:22qualquervalorpracafecomdangio@gmail.com, a gente conta com você.
- 1:43:26Se você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na
- 1:43:28semana no café com dângel, você pode financiar um episódio
- 1:43:31semanal no seu podcast favorito e fazer a Alegria da Márcia
- 1:43:35rpgista. Consulta a gente lá em café
- 1:43:36comdangior@gmail.com que a gente tem uma proposta especial pra
- 1:43:40você. Consulta também a gente aí sobre
- 1:43:42parcerias e anúncios. A gente trabalha com marcas de
- 1:43:44RPG e também com outros ramos, com cafés, jogos, tecnologia,
- 1:43:48mídia, ensino e muito mais. Se você colaborar com a gente,
- 1:43:52manda um e-mail, né? E conta pra gente o que você tem
- 1:43:54em mente. Beleza No No.
- 1:43:56Por fim aqui agradecer os nossos assinantes, a galera que torna
- 1:43:59possível a nossa aventura aqui. Então obrigado ao pessoal do
- 1:44:03nível de apoio e incentivo. Então é dentre eles aí o enége,
- 1:44:08o osabur Suzuki. Valeu demais ao pessoal do nível
- 1:44:11de apoio, comunidade, incluindo aí o Evaldo pontual, Rogério
- 1:44:14Paiva de mi Júnior e o Rodrigo gesta Figueiredo.
- 1:44:17É um salvo especial para os assinantes da RPG do Jô, dentre
- 1:44:20eles, o Léo dos Santos Ferreira, o Luiz Guilherme dias de Souza,
- 1:44:25o Pedro Werley, o Vitor Hugo Martins e o Vinicius Caldas.
- 1:44:29E um abraço aos membros do treinamento air fantasy, o
- 1:44:32Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego cischito,
- 1:44:35Douglas bahense e Leo gasparuto menini.
- 1:44:37Marcos Gonçalves, Mateus piqueira, Rafael bardal, Bruno
- 1:44:40Kobe, John burlamaki, EE providello.
- 1:44:43Por fim, imenso agradecimento aos membros do café com balbi.
- 1:44:47O caso aqui é o Thiago Augusto, que está na nossa consultoria,
- 1:44:51então muito obrigado Thiago valeuzaço meu camarada.
- 1:44:56Valeu, um abraço e até a próxima.
- 1:45:51Sua resposta é. Nunca.