Latest / Radar FGV / Combate ao PCC, transporte público gratuito e impacto econômico do aluguel por temporada
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- 0:00Radar Drops informação para o seu dia olá, hoje é 26 de
- 0:06setembro. Começa agora o radar Drops
- 0:08informação para o seu dia sobre curadoria do FGV notícias.
- 0:12Vamos começar falando de um dos maiores desafios de segurança
- 0:15pública do Brasil, a expansão do crime organizado.
- 0:19E para entender a dimensão real do problema, a gente vai se
- 0:21basear na análise de um especialista da FGV.
- 0:24Olha essa descrição do professor Rafael al kadpani, da FGV, é, é
- 0:29certeira chamar fação de multinacional do crime.
- 0:31Não é exagero. Significa que ela não opera mais
- 0:34só aqui localmente, sabe? A gente está falando de uma
- 0:36organização com logística global, que Lava dinheiro em
- 0:39mercados internacionais, com uma estrutura de empresa mesmo,
- 0:42super complexa. E é isso que torna um combate
- 0:45tão mais, tão difícil. E essa influência se espalha
- 0:48como se fossem tentáculos, né? A organização não só se filtre
- 0:52em setores legítimos da economia para lavar dinheiro, como também
- 0:55tem presença dentro de instituições do estado e,
- 0:57pasmem, até nas forças de segurança, ou seja, as operações
- 1:01de asfixia financeira, por mais importantes que sejam, estão só
- 1:04começando a arranhar a superfície de um poder que já
- 1:06está muito enraizado. Então, como é que se combate uma
- 1:09multinacional dessas? Segundo o professor alcadifane,
- 1:13a resposta não está em ações policiais isoladas, mas sim uma
- 1:16estratégia de estado inspirada no que deu certo lá fora.
- 1:20Precisa de uma lei específica, de uma autoridade central para
- 1:23coordenar tudo, da integração total das polícias e, talvez o
- 1:27mais crucial, um compromisso de longo prazo.
- 1:30E quando a gente fala em longo prazo, a dimensão é essa aí, 20
- 1:34anos. Esse é o tempo que o
- 1:35especialista estima que seria necessário, de esforço contínuo,
- 1:39sem parar. Não é um problema que se resolve
- 1:41em um governo ou 2. É um verdadeiro projeto de
- 1:43nação, que exige persistência por 2 décadas para só então a
- 1:47gente ter um controle mínimo sobre a organização.
- 1:50Isso dá uma ideia do tamanho do desafio, né?
- 1:53Bom, saindo desse problema complexo de segurança, vamos
- 1:56agora para uma solução bem inovadora em mobilidade urbana,
- 1:59que está ganhando muita força no Brasil, a tarrifa zero no
- 2:02transporte público. Essa pergunta, que até pouco
- 2:05tempo parecia um sonho distante, está se tornando uma realidade
- 2:09bem concreta em muitas cidades brasileiras.
- 2:12E o fato curioso é que o Brasil se tornou um líder inesperado
- 2:16nesse movimento. O país já tem mais cidades com
- 2:19transporte gratuito do que os Estados Unidos e a Polônia, que
- 2:22vem logo em seguida. É uma liderança mundial e tanto,
- 2:25mas diferente na Europa, onde a motivação muitas vezes é
- 2:28ambiental. A grande força por trás desse
- 2:30movimento no Brasil é principalmente a justiça social.
- 2:34A ideia é garantir o direito de ir e vir e, claro, aliviar o
- 2:38orçamento das famílias que mais precisam.
- 2:41E os resultados práticos já estão aparecendo.
- 2:44Em Caucaia, lá no Ceará, por exemplo, adotar a tarifa zero
- 2:47teve um efeito direto no bolso das pessoas e na economia da
- 2:50cidade. Com mais gente circulando sem o
- 2:52custo da passagem, o comércio local vê um aumento de mais de
- 2:5530% nas vendas. E esse aquecimento no consumo
- 2:58acabou gerando um efeito em cascata.
- 3:00A cidade registrou um crescimento de 7 e meio por
- 3:02cento no número de empresas abertas.
- 3:05Isso mostra que a medida não só ajuda o cidadão, mas também
- 3:07fomenta o empreendedorismo e fortalece a economia como um
- 3:10todo. Só que o sucesso em nível
- 3:12municipal levanta aquela grande questão, como financiar isso em
- 3:16escala nacional? As propostas estão na mesa, mas
- 3:20são todas bem complexas. Vão desde criar pedágios urbanos
- 3:24até usar impostos sobre combustíveis.
- 3:27O debate sobre um Marco legal pra tarifa zero no Brasil está
- 3:30só começando. E por falar em economia e
- 3:33mobilidade nas cidades, nosso último tema analisa um fenômeno
- 3:37que transformou o turismo, o aluguel por temporada.
- 3:41Um estudo novinho da FGV foi lá e mediu o tamanho exato desse
- 3:44impacto na cidade do Rio de Janeiro e o número principal
- 3:48desse estudo da FGV sobre a plataforma Airbnb é de cair o
- 3:52queixo. A gente está falando de quase 10
- 3:55bilhões de reais. Essa foi a quantia que a
- 3:58atividade de aluguel por temporada movimentou na economia
- 4:01carioca em 1 ano só. É um valor que ajuda a gente a
- 4:03dimensionar o peso desse novo modelo de turismo.
- 4:06E esse dinheiro todo não fica concentrado não.
- 4:09Eles se traduzem em trabalho e renda para a cidade.
- 4:12Essa atividade econômica de quase 10 bilhões de reais foi
- 4:16responsável por sustentar mais de 61000 empregos.
- 4:19Isso mostra um impacto direto na vida de milhares de pessoas.
- 4:23O estudo também revelou um efeito multiplicador
- 4:25poderosíssimo. O que isso quer dizer?
- 4:27Que a economia não gira só em torno da hospedagem.
- 4:30Para cada 10 BRL que um turista gasta no aluguel, ele gasta
- 4:33outros 52 BRL em restaurantes, lojas, passeios, transporte,
- 4:37impulsionando uma cadeia enorme de negócios locais.
- 4:40E olha, esses números chegam no momento crucial.
- 4:42Bem, agora que a Câmara de vereadores do Rio debate como
- 4:45regulamentar o setor, o estudo da FGV oferece uma base de dados
- 4:49concreta. Agora, a discussão pode ser
- 4:51guiada não só por opiniões, mas pelo impacto econômico real que
- 4:55dá para medir. Isso tudo nos deixa com uma
- 4:58reflexão final que não vale só para o Rio, mas para todas as
- 5:01cidades. Como usar dados objetivos como
- 5:04esses do estudo? Para criar políticas públicas
- 5:07inteligentes para essa nova economia digital é o grande
- 5:10desafio de equilibrar a inovação com o interesse público.
- 5:14Esse foi o radar brabs de hoje. Voltamos amanhã com mais
- 5:16notícias até lá.