Latest / SuinoCast · by PPGVET / Escherichia coli: Vilã ou Aliada? - Dr. João Carlos Gomes Neto | Ep. 315
Transcript
- 0:00Mas aí você fala, e a esquerica acolhe?
- 0:02Aí que vem o primeiro exemplo, a esquerica acolhe pode causar
- 0:05diarreia na primeira semana da maternidade e a gente já sabe
- 0:09disso, alguns alguns tipos de esquerica colhe, mas tem
- 0:14esquerica colhe também que pode ser beneficial, que a gente fala
- 0:16de comensal, né? Aí você começa a pensar, será
- 0:20que eu não poderia ter inicialmente?
- 0:22Ali é que é difícil você pensar que vai ter um probiótico como
- 0:26esquerica colle. Mas se você pensasse que se
- 0:29fosse colocar um probiótico, como escrever que acolhe
- 0:32comensal, que não tem o Gênesis de virulência e não tem
- 0:36resistência, antibiótico, você pensaria que ela faria 2 coisas,
- 0:40ela reduz oxigênio para bacteróis entrar, e ela ocuparia
- 0:46o nicho que a que a que a escrever que acolhe patogênico
- 0:49queria ocupar. Está no ar o primeiro podcast da
- 0:53suinocultura brasileira, o suinocast.
- 1:00O suinocast só é possível através do apoio de empresas
- 1:03inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 1:07suinocultura brasileira. Polinutre nutrição animal,
- 1:12juntos vamos mais longe. Alga Prime DHA da Corbyn, o
- 1:17ômega 3 de algas para nutrição suína.
- 1:21Cerva sempre com você. Além da saúde animal, dsm
- 1:28firmenich moldando o futuro dos cuidados com suínos novos, líder
- 1:34em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 1:38dos negócios na produção de proteína animal top Gen, onde
- 1:42você encontra as matrizes mais completas do mercado.
- 1:45A excelência está no nosso DNA. Olá pessoal, vamos para mais um
- 1:50episódio do swinocast? Meu nome é Vinícius cantarelli,
- 1:53sou host dessa plataforma. Como sempre trazemos convidados
- 1:55especiais e hoje eu vou fazer um repeteco e com muito, muita
- 2:01honra, muito orgulho que eu tenho de convidar o nosso amigo
- 2:05João Carlos Gomes neto. O João já não mora mais no
- 2:09Brasil, mas o tempo que morou nós nos conhecemos aqui na
- 2:12Universidade Federal de Lavras unesui, participamos de muitos
- 2:16projetos em conjunto. Não é?
- 2:18O neto voou para a América do norte, onde fez toda a sua pós
- 2:20graduação, que ele vai comentar com a gente e hoje tem as
- 2:24trabalhado bastante o tema microbiota intestinal.
- 2:27E esse é o tema que por mais que nós falamos muito aqui na
- 2:31plataforma, ainda tem muita coisa para ser trabalhada e o
- 2:34certamente o neto vai trazer para nós em sites bem
- 2:38interessantes. Neto mais uma vez, muito
- 2:39obrigado. Fica à vontade aí para se
- 2:41apresentar, dizer o teu momento aí de vida.
- 2:45Beleza, Vinícius, só para dar uma.
- 2:48Primeiro é um prazer para mim estar participando novamente,
- 2:50né? A gente se encontrou lá atrás,
- 2:52unesul em 2004 e nossa, tive muita oportunidade de crescer
- 2:56com você e com o Márcio, né, Zé Jerônimo?
- 2:58Então foi muito bom para mim esse tempo, crescimento
- 3:01científico, pessoal e tudo mais é, e eu fiz a veterinária na
- 3:07ufra, depois fiz pós graduação toda nos Estados Unidos, como
- 3:09você falou, fiz pós graduação basicamente em microbiologia,
- 3:13mestrado, doutorado e pós doutorados.
- 3:16É. E aí acabei me tornando
- 3:18professor, é naneinebraska por 1 ano e meio e depois virei
- 3:22professor no centro de saúde animal aqui na Ohio state
- 3:26University, no campo de wuster. É, e estou aqui faz quase há
- 3:33mais de 1 ano, mas agora estou numa transição, buscando uma
- 3:36transição pelo setor privado aqui nos Estados Unidos pra
- 3:39continuar na pesquisa de saúde animal, mas no setor privado.
- 3:43Excelente, né? Excelente.
- 3:45Bom, bom, bom, nos atualizar aí pra pra o mercado ficar
- 3:49atualizado de como é que está o movimento aí do João Carlos
- 3:52Gomes neto. Bem, vou tocar, tocar nosso
- 3:56bate-papo aqui te chamando de neto, porque eu não te não
- 3:58consigo te chamar de João Carlos, tá?
- 4:00Então me me dê a Liberdade ao público ouvinte que nós vamos
- 4:04tratar aqui como Vinícius e neto, e eu tenho.
- 4:07Eu tenho certeza que ele vai ter.
- 4:09Ele vai às vezes tentar me chamar de Caconde, que é minha
- 4:12cidade Natal, que era o meu apelido na universidade.
- 4:15Mas vamos lá, neto muito há há há há 10 anos atrás a gente já
- 4:22tratava desse assunto microbiota na cadeia produtiva de suínos.
- 4:25Ainda é um pouco incipiente. E de 10 anos para cá, a gente
- 4:29tem acentuado cada vez mais os estudos nessa área, né?
- 4:33Não só os estudos, mas tanto desenvolvimento e aplicação de
- 4:37tecnologias que vem somando essas ferramentas e que abriu
- 4:40uma possibilidade de diagnosticar.
- 4:44Desenvolver e aplicar novas tecnologias que tem impactado
- 4:49positivamente várias cadeias produtivas e a própria saúde
- 4:52humana. Mas eu queria começar o nosso
- 4:56bate-papo aqui nesse tema te perguntando sobre atualizações
- 5:02quanto à formação da microbiota, o que que é que tem de novo, o
- 5:07que que é que está na tua cabeça, o que que você pode
- 5:09trazer para nós? Que você acha interessante desse
- 5:13primeiro, dessa primeira parte, a formação da microbiota?
- 5:19Eu acho assim, Vinícius. Não tem como falar da formação
- 5:22da microbiota suína sem pensar nos avanços da biotecnologia,
- 5:27sequenciamento de bactéria, essas técnicas todas
- 5:31moleculares, é, não tem como divorciar?
- 5:35E aí a gente tem que olhar pro pro lado do ser humano pra ver
- 5:37como que isso avançou e está avançando rapidamente lá na
- 5:40Biomedicina, Na Na medicina humana, e usar os exemplos de
- 5:45lá, as técnicas de lá, o que está sendo feito e o que que a
- 5:48gente pode usar No No suínos, dos animais de produção.
- 5:51Então, quando a gente pensa nisso aí, imediatamente a gente
- 5:54vai pensar em qualquer técnica molecular que nos leva a ter
- 5:59assim 111 screaming na microbiota.
- 6:04A gente já sabe da do sequenciamento do gene do 16 s,
- 6:08que é o do do ribossomo. Esse é usado rotineiramente para
- 6:13fazer análise no nível de género de bactérias.
- 6:16A gente sabe do uso da meta genômica que vai sequenciar tudo
- 6:20que está lá. E aí a gente vai tentar entender
- 6:23não só o género, mas a espécie da bactéria.
- 6:27E talvez é cepas específicas da bactéria dentro da espécie.
- 6:33Essas são as técnicas principais que não divorcia do crescimento
- 6:38da bactéria que ainda é necessário que a gente vai fazer
- 6:41qualquer experimento ou provar qualquer coisa, ou crescer um
- 6:43probiótico ainda a microbiologia é necessária.
- 6:46Então as as 3 técnicas vem junto aí quando você olha os dados de
- 6:52tudo isso aí, microbiológicos sequenciamento.
- 6:57É muito claro que a formação da microbiota suína ela é
- 7:01previsível. Você vai encontrar hoje aí, se
- 7:06você fizer um sequenciamento com 16 s, quatrocentra 400 tipo de
- 7:11bactéria no intestino dos suínos, mas geralmente são 20 a
- 7:1525 que estão dominando. E é muito previsível a dinâmica
- 7:20da dessas bactérias, do nascimento até a terminação.
- 7:23Vamos usar um exemplo bacterioides que a gente não
- 7:28sabe realmente quais são as espécies que estão lá, mas vamos
- 7:31lá no nível de gênero. O bacterioides começa a crescer
- 7:35na No No intestino dos suínos. Com 3 dias, aumenta em
- 7:41quantidade. Lá pelo sétimo décimo dia dá o
- 7:45pico, vamos dizer assim, dados previsíveis por metanálise.
- 7:49Hoje tem 4 ou 5 metanálises essenciais na área de
- 7:52suinocultura que nos mostram essa dinâmica.
- 7:55Então aumenta e depois começa a cair antes do desmame.
- 8:00Aí no desmame vem essa comida sólida, tipos complexos de fibra
- 8:05e tudo mais. A provotela começa a aumentar.
- 8:09Essa dinâmica é extremamente previsível de crescer do
- 8:14bacteróides, aumentar da pico Na Na segunda semana de de de pós
- 8:19nascimento e começar a cair. Aí, lógico, tem uma
- 8:23variabilidade grande nos dados quando se usa. 16 SA gente pode
- 8:27comentar a questão que não é dados absolutos, são dados
- 8:30sequenciais, então são dados relativos, porque precisaria da
- 8:34do do PCR quantitativo. A gente vai comentar isso
- 8:37depois. Mas vamos dizer assim, essa
- 8:39dinâmica bactirioides e provotela previsível aumenta
- 8:44segunda semana, terceira semana começa a cair desmame, provotela
- 8:48aumenta previsível, ou seja, esses esses membros são membros,
- 8:53é centrais da microbiota. Uma coisa que eu descobri também
- 8:57vendo essas metanálises, é que pro bacterioides entrar que ele
- 9:02é estritamente aeróbico, né centro?
- 9:06O oxigênio vai atrapalhar. Você vê que no inicialmente tem
- 9:11uma, tem uma colonização com enter e o bacteriácea, eu
- 9:14espero, eu imagino que seja escrever que acolhe ou e também
- 9:19lactobacilos no começo, talvez vindo da vagina da porca.
- 9:23Que vai fazer com que o oxigênio diminua, porque o oxigênio tem
- 9:27que diminuir para o bacteroide colonizar, você vê isso é tudo
- 9:32ecológico, isso não, isso não tem, é tudo bioquímica, que a
- 9:37bactéria come alguma coisa, então ela tá naquele lugar, só
- 9:41consegue o bacteroide não consegue entrar no dia zero, dia
- 9:44um, por quê? Oxigênio tá alto, vai ter que
- 9:47cair o oxigênio. Aí você começa a pensar para lá,
- 9:52vamos pensar agora clinicamente nas granjas de forma prática, na
- 9:56primeira semana, a segunda semana você pode me atualizar?
- 10:00Pode ser que na segunda semana começa a introduzir ração sólida
- 10:02para leitão, mas na primeira semana não faz é leite, é leite,
- 10:06e o leitão tá pegando leite como nutriente.
- 10:09Pegou o colostro, pegou se foi feito, trabalhado bem, pegou
- 10:12imunoglobulina e tudo mais, tá desenvolvendo o sistema imune e
- 10:16o bacterides é central. Nessa primeira semana, por quê?
- 10:21Porque eu imagino que o bacteroi está.
- 10:23Se os dados mostram que vai estar utilizando o carboidrato
- 10:27no leite, então o bacteroi. Eles têm uma relação central com
- 10:33a formação da microbiota do do suíno.
- 10:36Só que o bacterióes entrar precisa diminuir oxigênio.
- 10:41Eu imagino que, por ser um aneróbico facto ativo, o
- 10:45lactobacilos seria um bom. Amigo para ajudar o bactiróes a
- 10:49entrar, mas aí você fala, e a escri que acolhe?
- 10:54Aí que vem o primeiro exemplo, a escri que acolhe pode causar
- 10:57diarreia na primeira semana da maternidade.
- 11:00E a gente já sabe disso, alguns alguns tipos de esquerica colhe,
- 11:05mas tem esquerica colhe também, que pode ser beneficial, que a
- 11:07gente fala de comensal, né? Aí você começa a pensar, será
- 11:11que eu não poderia ter inicialmente ali?
- 11:15É que é difícil você pensar que vai ter um probiótico como
- 11:18esquerica acolhe. Mas se você pensasse que se
- 11:20fosse colocar um probiótico como esquerica acolhe comensal, que
- 11:24não tem o genes de virulência e não tem resistência,
- 11:28antibiótico, você pensaria que ela faria 2 coisas, ela reduz
- 11:33oxigênio para bacteróis entrar e ela ocuparia o nicho que a que a
- 11:39esquerica, cola e patogênico queria ocupar.
- 11:42Você mataria 2 coisas numa cajada só, né?
- 11:45Porque se você colocar um lactobacilos, o lactobacilos vai
- 11:48diminuir o oxigênio e aí o bacteróli vai subir em
- 11:53concentração, né? É para utilizar, para utilizar o
- 11:57carboidrato, leite, que os produtos disso vão ser
- 12:03utilizados por outras bactérias para começar a formar toda a
- 12:06sucessão, a sucessão microbiológica que acontece na
- 12:10formação da dessa, dessa microbiota.
- 12:14Então, assim, quando a gente olha no na formação da
- 12:17microbiota inicial, lactobacilos, estreptocócus e
- 12:19bacterióides são centrais. Quando se fala de
- 12:22estreptococcus, no começo também eu falo assim porque minha
- 12:25mente, né? Como veterinário, já vai lá no
- 12:27estreptococus SUS. Eu já penso na doença, né?
- 12:31Você já pensa já diretamente no, no, no que é patogênico.
- 12:35Mas será que não tem espécies de estreptococcus que são
- 12:38beneficiais e a gente não entende?
- 12:41Não sabe ainda? É, não sabe ainda?
- 12:46Como é o? Clostrídeo exato, só aí o
- 12:50clostrídeo, aí vem a segunda leva, que é predisível.
- 12:54Chegou desmame, vem ração, aí começa a comer ração sólida
- 12:58rápido, né? Aí aumenta a pregotela, aumenta.
- 13:04Clostrídeo, Gláucia Dória rombutsia.
- 13:09Intestinibacter aí vem tudo aqueles que são colonizadores do
- 13:14trato do do do intestino grosso, né?
- 13:16Produtores de ácido gástrico, cadê a curta?
- 13:20Todos esses aí começam a crescer em abundância, extremamente
- 13:23previsível também. Todos começam a crescer em
- 13:25abundância e vão formar parte da microbiota central dos filhos.
- 13:31É, você pode olhar os papers todos aí de sequenciamento 16 s
- 13:36metagenômica a lista vai estar sempre incluindo.
- 13:39Prevotella, lactobacilos, estratococus, clostridium,
- 13:42ruminococs, intestinibacter, tulicibacter, rombotsia, Dória,
- 13:49ácidaminococcus estão sempre lá. Abundância varia, né?
- 13:54Vocês vão na porque é relativo esses dados, 16 s.
- 13:59Vocês vão ter bactéria num 34 por cento, outras no 20%.
- 14:05Esse é o problema do dados 16 s. Ele é muito bom para fazer
- 14:10screening e olhar a diversidade inicial e tudo mais, mas depois
- 14:15a gente tem que fazer outras coisas.
- 14:18O que, por exemplo, né? O crescimento bacteriano e
- 14:23quantificação vai ser importante?
- 14:25Vai, mas você precisa de uma estrutura muito grande para isso
- 14:28e tudo mais, né? Então a gente tem que ser
- 14:29prático também. Tem laboratórios em lugares que
- 14:31você não vai conseguir fazer OPC é quantitativo, cara.
- 14:35É fantástico para isso. Se desenha, se desenha, primer
- 14:40pro nível de gênero e você começa a confirmar se essa
- 14:43dinâmica realmente existe. E eu tenho olhado nos papers
- 14:47mesmo, que a gente tem publicado eu mesmo e a gente não tem feito
- 14:51OPC. É quantativo pra quantificar,
- 14:53EOPC é quantativo. É assim.
- 14:55É uma técnica barata, que é o que é barata, que te ajuda a
- 15:00quantificar, porque você consegue.
- 15:01Daí é dados absolutos, segundo. Te ajuda estatisticamente, o que
- 15:08você aumenta? Amostra que o custo de 16 s é
- 15:11alto do quanto do PC é quanto ativo, não é.
- 15:15Você começa a fazer desenhos experimentais com com maior
- 15:18escala. Mais repetições.
- 15:20Mais repetições ou você está fazendo isso tudo observacional.
- 15:24Numa Granja você aumenta o número, em vez de colocar 100,
- 15:26pode colocar 200, 300 animais. É, e não só isso também, né,
- 15:30neto? Outra coisa que a gente também
- 15:32precisa de explorar mais são tempos diferentes, avaliar a
- 15:35evolução. Dela, então, por exemplo, eu
- 15:37estou fazendo um experimento de crescimento e terminação, eu
- 15:39queria pegar 45 pontos. Exato.
- 15:44E aí que você passa de fazer análise 16 s para fazer análises
- 15:49mais específicas, né? PC, é quantitativa, vamos
- 15:52colocar assim. Mas daí você tem que ter
- 15:54hipóteses, né, Vinícius? Do que?
- 15:56Quais são as bactérias que você está procurando?
- 15:58A gente vai ter que passar do screening.
- 16:01Pra hipótese vai ter que voltar nos estudos com hipóteses com
- 16:04desenho baseado na fisiologia do micro organismo, no papel que
- 16:08você espera que ele que ele esteja executando na saúde
- 16:11intestinal ou saúde em geral do animal, que tem bactérias que
- 16:16influenciam metabolismo no fígado ou saúde em outras áreas
- 16:20do animal, né? Outros órgãos, né?
- 16:24Então pra aí vai passar de screening pra hipótese, eu
- 16:27entendo que tem que ser feito um screen inicialmente, eu entendo
- 16:30isso. Mas quando você olha nos dados
- 16:32de literatura, cara, se você está fazendo estudo de
- 16:35maternidade hoje e leitão e você não estudar a dinâmica de
- 16:40colonização da esquerica, colhe, lactobacilos, é estreptococos e
- 16:47bacteróides. É isso, é central, é central.
- 16:52Você poderia fazer um estudo só nisso com com com análise
- 16:55quantitativa, e depois fazer isolados e fazer o
- 16:59sequenciamento de genômico pra ver quais são os a as espécies
- 17:04realmente que estão lá. E você vai descobrir muita
- 17:06coisa, porque porque é previsível.
- 17:10Esses quatros tem papel central no começo da microbiota.
- 17:16Polinutre há 35 anos desenvolvendo soluções e
- 17:20produtos voltados para nutrição e saúde animal, pautados pela
- 17:24inovação e pela busca incessante de resultados ou técnicos que
- 17:28impulsionam a rentabilidade de nossos clientes.
- 17:32Polinutre juntos, vamos mais longe.
- 17:38Ô neto, e na outra conversa que nós tivemos?
- 17:43Eu me lembro muito bem que você explorou esse tema, né?
- 17:45Bacterióides e as prevotelas. E eu lembro de você falar das os
- 17:50bacterióides que eles preferem. Eles, vamos dizer assim, são
- 17:53consumidores do leite que está no trato gastitestinal do leitão
- 17:58que vem da porca, obviamente, mas é porque é mais por
- 18:02carboidrato, é mais por lipídio ambos os 2.
- 18:06O que que é aquele que elas que você já sabe aqui como, como que
- 18:09qual que é a preferência dela? Aí que eu estudo, genômico eu
- 18:15ajudo, né, Vinícius? Porque você olha no genoma da
- 18:16bactéria, você consegue predizer as enzimas.
- 18:18Então você sabe que é o carboidrato EEO, que acontece
- 18:22com o bacterioides no suíno, é muito parecido com o que
- 18:27acontece em bovino e seres humanos.
- 18:28Só que o bovino e seres humanos é muito bífero da bactéria, né?
- 18:32As bifas do bactérias que estão ali, né, que estão
- 18:35evolucionariamente associada, que é o consumo do do
- 18:38carboidrato no leite. E aí é interessante porque No No
- 18:42nos Bezerros você vai ver muita bife do bactéria e no suino vai
- 18:46ser bacteróides, né? Então é um negócio interessante.
- 18:48Aí a outra coisa é o seguinte, eu lembro que a gente falou
- 18:52daquele conceito que eu falei pra você, que eu explorei é que
- 18:57eu emprestei da da da epidemiologia, que é imunidade
- 19:01de população, né? Uma coisa que tem que eu tenho
- 19:05pensado mais agora, não é? Só que eu falei pra você, é o
- 19:07seguinte. Olha, Vinícius, a gente vai ter
- 19:09que se a gente acha que bactireoides na prática, tá, é
- 19:13vai aumentar. AA resistência à colonização, AA
- 19:16bactéria AA escrita colipatogênica.
- 19:19Vamos por desse jeito. 2 coisas vão ser importante, a
- 19:23concentração do do do bacteróides, a espécie, a
- 19:27diversidade de bacteróides. Imagino que vai ser importante
- 19:29também, mas também a prevalência, né?
- 19:33Quantos leitões na primeira semana são, quantos leitões são
- 19:36positivos? EE, daqueles que são positivos,
- 19:38daí qual a distribuição da concentração de bacteróides?
- 19:41Mas a prevalência vai ser importante também, porque
- 19:44imagina se imagina se eu falar com você agora, Vinícius, eu sou
- 19:46de uma empresa, chega você e fala assim, vamos desenhar um
- 19:48experimento que eu acho que eu tenho um prebiote que ajuda o
- 19:51bacteróides crescer. Aí você fala assim, ó, vem pra
- 19:54Granja nossa aqui e a gente vai de forma randomizada, é, é.
- 20:03É escolher os animais, escolher os animais que que que a gente
- 20:09vai utilizar. E aí o que acontece é o
- 20:11seguinte, a gente vai escolher os animais de forma randomizada
- 20:13que vai utilizar, mas você escolhe um Monte de animais que
- 20:15não tem bacteróides. A gente randomiza os animais pro
- 20:18pro, pro desenho experimental, e tem um Monte de animais que não
- 20:21tem o bacteróides. Imagina se uma se você vai numa
- 20:25Granja que a prevalência de bacteróides é 50% a cada 21 tem
- 20:29um, não tem? Ou tem um, você vai randomizar,
- 20:33você randomizou, você, você, você acabou, você, você, você
- 20:37pode, você está atrapalhando isso tudo, ou vamos dizer que
- 20:40tenha. Mas a concentração não é na
- 20:43distribuição normal, é uma distribuição muito separada.
- 20:49Aí você vai fazer o quê? Se tem aqueles que tem alta
- 20:52concentração e o resto é tudo baixo e eu faço uma
- 20:55randomização? É, se eu faço essa randomização,
- 20:58o que que acontece? Eu posso estar colocando 70% dos
- 21:01animais que não tem quase nada No No bloco do estudo e o resto
- 21:04não tem. Então isso aí, cara, vai ajudar
- 21:06até a blocar os estudos. Eu tô falando.
- 21:08O que eu tô querendo dizer é o seguinte, pode ser que os
- 21:11estudos de microbiota sejam melhorados, sem randomizar,
- 21:15porque se você tiver uma hipótese central antecipada, eu
- 21:21quero selecionar animais que tem alta coisa, vamos dizer esquele
- 21:24que acolhe, vai exemplo, claro. Ó, eu quero comparar se eu se eu
- 21:29acho que bacteroides, que a concentração de bacteroi está
- 21:32associada com a proteção contra a diarreia com o skrike acoli.
- 21:35Eu quero comparar animais de autobacteroides quanto menos
- 21:38bacteroides. Aí eu vou ter que rodar um PC é
- 21:40quantitativo para bloquear esses animais, para blocar os animais.
- 21:44Ou seja, na verdade, esse eu me lembro muito bem de que você
- 21:48abordou isso na nossa última fala, na nossa última podcast e.
- 21:55Claro que muitas vezes as avaliações de microbioma entram
- 22:00no estudo como uma explicação, uma complementar, mas existem
- 22:04muitos estudos a qual a avaliação da microbiota ela é
- 22:08central e aí entra a necessidade, muitas vezes desse
- 22:14tipo, desse modelo de randonização ou não que você tá
- 22:18abordando agora, ou seja, como isso é importante, né?
- 22:22A gente saber. Que os animais, como é que está
- 22:25a microbiota dos animais que nós vamos usar no estudo, de acordo
- 22:27com a hipótese? Exato, exato.
- 22:32Principalmente se é um estudo de aditivo de alimento alternativo
- 22:37ou um estudo que está associado com saúde de sinal.
- 22:43EE não é justificar, pode falar? Nós, desculpa te cortar, nós
- 22:48deveríamos então começar a introduzir mais.
- 22:52Essa técnica de distribuição, ou seja, essa técnica de
- 22:55distribuição ou não, mas essa avaliação pré experimental.
- 23:01Exato. E aí você tem que pensar o
- 23:03seguinte, OK, alguém pode falar pra mim, mas como?
- 23:06Como que eu faço isso na prática, se o 16 s é caro e às
- 23:09vezes não é rápido pra sair análise, o que eu falaria é o
- 23:12seguinte, olha nas metanálises que existem todos os estudos que
- 23:15existem e veja quais são as bactérias centrais naquela fase
- 23:20que você tá estudando. E veja quais são as associações
- 23:23que já existem baseado na Biomedicina ou outras espécies
- 23:26de mamíferos com aquelas bactérias com funções que você
- 23:30possa estar investigando. Vamos dar outro exemplo.
- 23:34Prevotela começou na fase de creche.
- 23:37Prevotela aumenta beleza mas a prevotela é central na
- 23:43microbiota dos suínos. Tem muita provotela.
- 23:47A primeira pergunta é, qual provotela?
- 23:49Provotela copre provotela Ester corea, a gente já não sabe.
- 23:54Poucos estudos têm nisso a espécie de provotela, certo?
- 23:58Mas a gente sabe, por exemplo, que o provotela está associado
- 24:02correlacionado negativamente com a com AAA disseminação de
- 24:12Salmonella tifunion. Quanto mais provotela parece que
- 24:17os animais são, menos. É chedders, né?
- 24:21Da da Salmonella TIF mooner, ok, se esse é o caso da da provotela
- 24:28está assim e eu sei que eu estou numa Granja que tem desafio
- 24:32sanitário com Salmonella TIF Moore na fase de creche, por
- 24:36exemplo, vamos por assim PCE quantitativo IA nos ajudar a
- 24:42entender a prevalência, a concentração de provotela.
- 24:46E eu já sei da literatura que a provatella come certos tipos de
- 24:49fibra e é muito relacionado com a milosa, Milo, pectino e tudo,
- 24:54essas coisas aí e tal, que eu não sou expert.
- 24:58Aí você tem que pensar, OK? Ou lembra lá daquele negócio que
- 25:01o Caconde fazia de Emílio dentado e não sei o quê, rapaz,
- 25:06isso aí pode ajudar agora, Hein? Isso aí pode agora ajudar é
- 25:11então assim, aí você começa a pensar aqui.
- 25:15Ó, que tipo de milho que eu tenho que dar para os meus
- 25:16animais na creche para aumentar a provotela?
- 25:19Tribo de milho granulometria processamento, porque na verdade
- 25:26o seguinte é, a gente já vê alguns movimentos, não só em
- 25:31Salmonella, mas algumas piroquetas de que o uso de
- 25:35algumas fibras pode favorecer o ambiente intestinal contra esses
- 25:39agentes patogênicos. Exato, a provotela é um caso
- 25:44específico. Exato.
- 25:46Nós estamos falando do bacterioides relacionada ao aos
- 25:50aos carboidratos do leite, o carboidrato do leite.
- 25:53Estamos falando da prevotela do carboidrato, seja ele solúvel,
- 25:59insolúvel, né? Ou seja, o papel da nutrição, né
- 26:03neto na manutenção, na manutenção, mas na formação e
- 26:09manutenção e desenvolvimento da microbiota.
- 26:14Ou seja. Aí vamos vamos continuar nesse,
- 26:16né? Eu vou pegar esse porque você
- 26:18falou um ponto, que que que fez eu pensar um negócio específico
- 26:21aqui, continuando nisso aqui ecologicamente, se a prevotela
- 26:26aumenta em concentração e prevalência após o desmame, qual
- 26:33o momento? Qual o momento ideal para pôr
- 26:34prevotela na microbiota lá na terminação?
- 26:39Ou eu tenho que fazer ali, naquele momento pré dismame na
- 26:43primeira semana, pós dismame e colocar a pré votela é né?
- 26:50O pré biótico a fibra que ela consome, ou modular a dieta pro
- 26:55tipo de fibra que ela consome, né?
- 26:57Eu lembro que a gente falava disso aí lá atrás, estudando
- 26:59junto na quando eu tava com vocês lá Na Na graduação, né?
- 27:02De simbiótico que a gente olhava isso aí e falava assim, Ah, isso
- 27:05aí não vai funcionar. Hã?
- 27:07Hoje nós estamos tudo vendo. É isso aí, cara.
- 27:08Vai ter a retirada de antibiótico.
- 27:10Que que você vai fazer se você não entender a nutricionalmente
- 27:15o que fazer? Você falou um termo de modulação
- 27:20da dieta. A gente tá falando de modulação
- 27:23da microbiota intestinal, mas pra gente fazer uma boa gestão
- 27:27da microbiota intestinal, nós temos que de uma vez por todas
- 27:32aprender a fazer uma gestão nutricional pra promoção.
- 27:36De uma gestão da microbiota e, consequentemente, da saúde
- 27:41intestinal e da saúde integral e sistêmica como um todo, né?
- 27:45Ou seja, não tem como mais sair desse binômio nutrição e saúde,
- 27:51passando necessariamente pela saúde intestinal, passando
- 27:55necessariamente pela saúde da microbiota, pela pela modulação
- 27:59da microbiota intestinal. Precisamos de nos aprofundar
- 28:01mais nisso. E aí é o seguinte.
- 28:04Você comentou um termo aí como, né?
- 28:07Falou assim, nós temos que estar atento ao que está acontecendo
- 28:09na Biomedicina humana, né, que tem um avanços maiores, né neto?
- 28:14Que que você tem visto que dá pra gente já pensar dentro da
- 28:22Biomedicina humana para a produção de suínos, por exemplo,
- 28:27ou a ciência, o desenvolvimento de de tecnologias pra suína,
- 28:31cultura. Olha, eu tive o prazer de
- 28:35trabalhar na minha no meu doutorado com com o doutor Jens
- 28:40Walter, que é professor Na Na Irlanda.
- 28:44Agora o alemão, ele é professor lá, trabalha muito nessa área,
- 28:47então eu recomendo ele. O trabalho dele é muito
- 28:49fantástico nessa área. E de forma muito simplista e de
- 28:54resumir, me parece que a dieta mediterrânea faz bem pro ser
- 28:58humano, né? Aí você começa a pensar, o que
- 29:00que tá naquela dieta mediterrânea?
- 29:03Fibras, vegetais, né? Frutas, saindo daquela daquela
- 29:08coisa pesada de carne, massa, né?
- 29:10Não tô indo contra, não sou contra carne, não sou contra
- 29:12nada, mas de ter, né, de ter essa, vamos dizer assim, esse
- 29:17Balanço, né? E o que foi Descoberto é que que
- 29:22o ser humano tá tendo que avançar muito rápido, porque por
- 29:25causa das doenças que tem avançado com com, com com o
- 29:28estilo de vida nosso, né? Diabetes e problemas cardíacos e
- 29:33tudo mais. Então a nutrição teve que
- 29:34avançar muito rápido. É com isso sendo falado, é o que
- 29:47eu vejo. É o seguinte, eu vou dar um
- 29:48conceito que que tá na minha cabeça, que pode ser que não
- 29:52tenha nada a ver o ser humano. Foi encontrado que a diversidade
- 29:56da microbiota intestinal. Na evolução do ser humano,
- 30:00parece que foi perdido muito a diversidade, Na Na Na
- 30:03diversidade da microbiota ao longo do tempo da você comparar
- 30:07os populações indígenas ou tribos que não foram afetadas
- 30:11com a modernização, com a industrialização, você vê que
- 30:13foi perdido um pouco dessa diversidade.
- 30:15Uma coisa que eu penso com os suínos é o seguinte, é, será que
- 30:19a gente vai ter que resgatar algumas espécies de bactérias
- 30:22que são beneficiais lá do javali?
- 30:24Eu já essa analogia veio na minha cabeça.
- 30:27Será que eu vou ter que será que a gente vai ter que resgatar
- 30:29aqui? Porque vai chegar um momento que
- 30:30o seguinte vai ter um teto, que a nutrição vai conseguir fazer,
- 30:32porque se você não tiver aquela diversidade que precisa, a
- 30:35nutrição não consegue fazer mais.
- 30:37Então eu penso isso a mesma coisa, será que a gente não
- 30:40precisaria resgatar, né, algumas espécies?
- 30:43Será que a gente perdeu diversidade de bacterióides na
- 30:46modernização da cinocultura? Há tanto ponto que hoje a gente
- 30:49deve ter, vamos dizer, 34 espécies.
- 30:53Enquanto talvez os animais silvestres, né?
- 30:57A gente teria 1015. Esse é um ponto.
- 31:00Mas o na forma mais prática que eu vejo é o seguinte, é que que
- 31:07os estudos de seres humanos estão estão tem aumentado de
- 31:10forma muito grande. Estudos clínicos e estudos de
- 31:15hipóteses específicas de que de qual bactéria está fazendo qual
- 31:19coisa, em qual momento, em qual tipo de doença.
- 31:23Então é, vamos, vamos olhar. Por exemplo, é essas associação
- 31:29de provotela com doenças artríticas.
- 31:34Tem espécies de provotela que estão associados mais com doença
- 31:36artrítica ou não. Será que enriquecer provotela é
- 31:40beneficial? Em todo momento tem uma
- 31:41população que que são mais inflamatórias que a gente,
- 31:44população de pessoas que tem mais mais susceptíveis as
- 31:48doenças inflamatórias, que talvez não poderiam ter uma
- 31:51espécie de provotela e teriam que ter outra espécie de
- 31:54provotela. Então isso tudo está vindo
- 31:58através da biotecnologia de sequenciamento, estudos clínicos
- 32:02de alta escala. Estudos clínicos de muita,
- 32:06incluindo muita, muitas. É muitas pessoas no estudo e
- 32:12hipótese, né? Começar a entender mais a função
- 32:15daquela bactéria. Vamos dar um exemplo claro, é um
- 32:18paper que acabou de sair recentemente nessa manela, eu,
- 32:21eu estou, a gente está trabalhando em papers aqui com
- 32:23colaboradores. Eu vou até falar do Luciano
- 32:25hauschid na Unesp, eu trabalho com ele em alguns papers com
- 32:29aminoácido e a Cida minococus. É uma bactéria que está No No
- 32:34trato de gasto sinal suínos e aparentemente sobrevive
- 32:37crescendo em em em utilizando aminoastos.
- 32:43E eu tenho um paper recentemente que saiu do Andreas baumer na
- 32:45universidade da da Carolina da da da Califórnia em Davis,
- 32:49falando que a salmonela diminui no processo de infecção de
- 32:53colonização. Ela diminui concentração de
- 32:55aminoácidos tipo a lisina no intestino e delgado para
- 32:58preparar. OOAA colonização dela no
- 33:03intestino grosso no século, que é a única prevotela.
- 33:07A única samonela gera diminuição dos do dos dos, do das bactérias
- 33:12que são produtoras de ácido graxo de cadeia curta como
- 33:15clostrídio e mas tem uma modificação inicial no intestino
- 33:19delgado. E aí quando você pensa, por
- 33:22exemplo, eu aumento lisina triptofano, é treonina e
- 33:26metilina na ração dos suínos. Ah, mudou a microbiota.
- 33:33Ah, mas mudou, mudou como a microbiota, o síndrominococus,
- 33:37por exemplo, a gente sabe que utiliza, cresceu, aumentou.
- 33:42Ah, nas fezes não aumentou. Mas se nas fezes não aumentou,
- 33:45será que não aumentou no intestino delgado, no ilho, e a
- 33:48gente não tá conseguindo ver nas fezes?
- 33:52Então, esse estudo, uma vantagem que a gente tem em animais é que
- 33:57a gente consegue olhar a biogegrafia.
- 34:00Que é o si, que é basicamente essa termos novos que a gente
- 34:03usa por causa de que usa termos ecológicos, mas é usar os os, as
- 34:10diferentes partes do intestino para entender o fenótipo que
- 34:14você quer e a pergunta que você tem que fazer se eu estou
- 34:17estudando Balanço de aminoastro e eu tenho que entender como que
- 34:22a microbiota No No ilho, no jejum e ilho muda em relação a
- 34:26isso? Porque o que eu pegar nas fezes
- 34:29lá, pode ser que já não mostre mais pra mim, principalmente se
- 34:33eu usar 16 s por quê? Porque toda vez que você usar
- 34:37uma técnica, que sequencia tudo que tá lá, os que são mais
- 34:41predominante, só por causa que OA sequência do genes deles, vai
- 34:46estar mais eles. Eles são maior em quantidade,
- 34:49tem mais dos genes dele, eles vão estar mais em quantidade na
- 34:52sua, no seu sequenciamento. Então, se eu olhar na nas fezes.
- 34:57Eu talvez não entenda qual bactéria que realmente usa
- 35:01lisina no jejuno ou no William. E aí se eu não entendo, se eu
- 35:10não entendo isso, fica difícil você pensar em como modular a
- 35:16microbiota, que vai ajudar na absorção de aminoácido, você
- 35:21entende? E isso é uma vantagem que é uma.
- 35:25Isso é uma vantagem que a gente tem em relação aos seres
- 35:27humanos. Você não vai ficar abrindo o ser
- 35:29humano toda hora pra pegar amostra de ter sido delgado.
- 35:31Então não tem jeito. O neto, isso é interessante.
- 35:37Quer dizer, nós temos as possibilidades de fazer isso.
- 35:41Você começou com esse exemplo da Salmonella, da ácido
- 35:46aminococcus. Mas existe custo, obviamente,
- 35:50né? A gente.
- 35:52Tendeu aos últimos anos viabilizar alguns protocolos
- 35:55mais práticos, fazendo coleta nas fezes para evitar de ter que
- 35:58abater animais por questões de comitê de ética e custo.
- 36:02Mas eu entendo você. A minha pergunta é o seguinte,
- 36:06dentro daquele daquele conceito que você abordou agora que a
- 36:10salmonela consome aminoácidos no intestino delgado, que seria
- 36:13isso? Ela consome aminoácidos para ela
- 36:15se preparar para uma colonização no intestino grosso?
- 36:19É eu. Eu tenho que até olhar mais
- 36:22perto disso aí. Eu não sei se agora ela consome
- 36:24Vinícius ou ela influencia a disponibilidade do aminoácido,
- 36:29que daí muda a microbiota e facilita a invasão do outro
- 36:32sítio? Entendi, mas existe 11
- 36:38modulação? Existe uma modulação no perfil
- 36:41aminoacídio do intestino delgado, principalmente no ilho,
- 36:44quando temos. É um efeito patogênico da sua
- 36:49manela no trato digestório. Exato.
- 36:53E pra você ver ali não é o não é o sítio que ela vai causar.
- 36:57Vamos por assim Oo local de de inflamação, né?
- 37:01Que vamos dizer assim que a gente vai ver macroscopicamente,
- 37:03né? anão ser o 1/3 final do ilho,
- 37:07mas geralmente você vai pegar no séculi, né?
- 37:09Na válvula é válvula ilho secal, então pode ser que nesse local
- 37:13que ela tá modulando a microbiota e a disponibilidade
- 37:15de aminoácido. Não tenho nem inflamação, seja
- 37:19só por causa da de da modulação, da o que ela, o que ela tá
- 37:24comendo pra sobreviver, como que modula, como que influencia o
- 37:27ecossistema ali e tudo mais. Agora eu sei que ela usa um dos
- 37:32fatores de virulência, então eu tenho que olhar mais perto pra
- 37:34ver qual que é Oo que que o fator de virulência tá fazendo
- 37:39se influencia. Influenciando a célula de
- 37:42epitélio e aí que se a célula do epitélio influencia a
- 37:45disponibilidade de aminoácido e lembre se os aminoácidos também
- 37:49podem ser são são utilizados pela célula do do hospedeiro,
- 37:52né? Então tem tudo isso que está
- 37:53acontecendo ali. É.
- 37:56Vamos usar outro exemplo aqui. Deixa eu dar.
- 37:58Deixa eu dar outro exemplo da microbiótica.
- 37:59A gente falou de diarreia na diarreia na maternidade, certo?
- 38:04A gente falou de Salmonella, que tem problema.
- 38:08Tanto de saúde animal como saúde pública.
- 38:12E aí tem a questão, vamos dar outro exemplo, por exemplo, uma
- 38:16pesquisa que eu trabalhei um pouco só, mas é interessante
- 38:20essa questão das de gut brain access, né?
- 38:23Por exemplo, de bactéria modular.
- 38:28A gente tem trabalhado isso. Eu IA te perguntar, eu IA fazer
- 38:30a minha próxima provocação, IA ser essa.
- 38:32Então, aproveitando, o que é que tem de novo?
- 38:35O que é que vocês têm visto de oportunidade?
- 38:37Nesse eixo microbiota, intestino, pulmão.
- 38:42Olha, eu vou falar para você, por exemplo, do dessa questão do
- 38:46é do do gutt brain access, que é extremamente complicado, né?
- 38:52Uma das coisas passes que muita gente estudou foi a questão do
- 38:55do lipopolissacarídeo de bactéria.
- 38:56Como o lipopolissacarídeo influencia vai sistematicamente
- 39:00sistemicamente influencia macrófago no cérebro.
- 39:04Tem muitos estudos em camundongos dessa forma.
- 39:07A outras formas são como os produtos da da produtos
- 39:11bacterianos influenciam células imunes.
- 39:13E aí AA conversa ali com o neurotransmissor, com o neurônio
- 39:17e tudo mais. E influencia a saúde é a
- 39:22influencia. O sistema nervoso em geral,
- 39:25sistemicamente. Mas vou dar um exemplo, ser um
- 39:28trabalho que a gente tá terminando com Luciano rauscher
- 39:31com stress térmico. E a gente está descobrindo uma
- 39:35associação, por exemplo, de touricibacter com o estresse
- 39:41térmico. E aí quando você pensa em
- 39:43estresse, estresse térmico, imediatamente você começa a
- 39:46pensar, vai ter problema de comportamento, né?
- 39:49É animais que comem menos ou mais animais mais estressado,
- 39:53menos estressado. E imediatamente você está
- 39:55falando do sistema nervoso. E a gente sabe que pelo menos em
- 40:00estudos daí da Biomedicina, que ajuda a gente a se informar.
- 40:04O turicybacter está associado é um previsor de doenças de
- 40:08autismo, de espectro de autismo, é o turicybacter está associado
- 40:13com produção de serotonina. A gente também sabe que
- 40:17triptofano, se eu não tô, se eu não tô enganado, é.
- 40:19É o precursor da produção de serotonina.
- 40:22Aí você começa a pensar se o turicybacter tivesse associado
- 40:28com adaptação fisiológica ao estresse térmico.
- 40:33E você precisa mais dele. Vamos por assim.
- 40:36E ele ajuda, talvez na produção de serotonina, que tem a questão
- 40:40da mobilidade intestinal e tudo mais.
- 40:42Saúde intestinal, que mobilidade também é importante, né?
- 40:44Perestalzinho importante é, você começa a pensar o seguinte, OK,
- 40:49será que ter o Túlio, esse bacter, triptofano juntos são
- 40:53uma forma de ajudar adaptação ao estresse, estresse calórico e
- 41:00esses são estudos que podem ser que não seja.
- 41:03Mas aí, se a hipótese é essa, você quer pegar em mais de
- 41:08crescimento, fazer 11 PC quantitativo, pegar em mais que
- 41:13tem alto thurice bater e pouco thurice bater, colocar
- 41:18aminoácido profano alto e baixo em condição de estresse térmico
- 41:22ou não. Esse é um exemplo de estudo
- 41:25fácil. O outro é se o thurice bacter
- 41:28vai ajudar. Eu quero pegar os animais que
- 41:31tem pouco thurice bacter. E colocar a tulicibacter lá para
- 41:35tentar resgatar ou quantidade de tulicibacter a outra.
- 41:39A outra questão é, é. Tulicibacter é naeróbica.
- 41:44É naeróbico. A outra questão é o que o
- 41:46tulicibacter come para sobreviver?
- 41:53Que tipo de fibra que essa bactéria come para sobreviver?
- 41:58E qual que é a dinâmica do tricebak da população suína?
- 42:02Quando ele realmente aumenta de concentração, Ah, ele aumenta de
- 42:06concentração no final da creche, então não vai adiantar nada dar
- 42:10fibra para alimentar o tricebacter no começo da creche,
- 42:15você entende? Então você começa a pensar
- 42:17epidemiologicamente, quando que Oo tricebacter aumenta?
- 42:24OKO, que que ele come? Então, como qual que é o momento
- 42:28ideal para colocar essa fibra na ração para aumentar o
- 42:34tricybacter? Sabendo que vai ter estresse
- 42:37térmico, vamos pensar na produção de largos alta escala,
- 42:40ABRF Perdigão lá em Goiás, alto estresse térmico todo momento.
- 42:47Será que a gente consegue mitigar o estresse térmico com a
- 42:51melhor digestão e tudo mais, com Balanço da microbiota que pode
- 42:55ser alcançado? Com o turista bacter sendo um
- 42:58das bactérias que faz isso. São estudos que dá para ser
- 43:01desenhado, né, cara? Dá para ser desenhado.
- 43:05É e é interessante. Lembra que a gente comentou
- 43:07aqui, pessoal, eu estava conversando com o neto antes da
- 43:09nossa nosso podcast, a gente alinhando as prosas e eu
- 43:15comentei com ele a respeito do turista bacter que a gente fez
- 43:17um estudo recente trabalhando programas com uso de antibiótico
- 43:21e programas com uso de aditivos no crescimento e terminação.
- 43:24No centro de pesquisa de animal, no outro, numa grande comercial.
- 43:27E eu fiz avaliando, fazendo AAAA interpretação do estudo da
- 43:32microbiota intestinal, né? Que vem aquele tanto de
- 43:35resultado. E eu vi lá num num ritmap que o
- 43:39turicybacter estava em menor concentração no programa com
- 43:43antibiótico. E num programa com menos
- 43:45antibiótico tinha mais turicybacter.
- 43:47Quanto menos antibiótico, mais turicybacter.
- 43:49E eu fui tentar entender o que que era essa turicybacter.
- 43:53E ela está em maior concentração quando você tem maior produção
- 43:56de serotonina. Isso quer dizer que será que os
- 44:00antibióticos diminui a produção de serotonina e consequentemente
- 44:03você tem uma abundância menor de turista bacter, né?
- 44:08E aí a gente estava conversando desse estudo que o que o neto
- 44:12fez com o professor Luciano, né? De estresse por calor.
- 44:16Será que a turista bacter está ali num feedback positivo ou
- 44:19feedback negativo? Que tem relação com serotonina,
- 44:24né? É, e se você pensar na
- 44:27serotonina, por exemplo, se você for, se você achar que o
- 44:29feedback é que a serotonina de uma forma ou do outra tá
- 44:32influenciando alto esse bacter, você pensa rapidamente no
- 44:35triptofano, né? E você vai pensar assim, será
- 44:38que nesses lugares, será que nesses lugares de estresse
- 44:40térmico alto a gente não tá? Não poderia melhorar com o
- 44:44triptofano mais alto, a Bia veio, a Bia veio AAA velha, a
- 44:49vilabilidade de de triptofano, né?
- 44:52Biodisponibilidade. Biodisponibilidade isso, essa é
- 44:55a palavra que veio a palavra em inglês, mas não veio português.
- 45:00Mas daí a outra pergunta que eu faço para você também é o
- 45:02seguinte, Vinícius, depois No No, porque os dados de
- 45:06microbiota é muito interativo. Depois que você encontrou no
- 45:09estudo que nem o seu, que o tour, esse bacter tem essa
- 45:12associação. A segunda pergunta que eu faria
- 45:15para você se eu estou participando do estudo é o
- 45:16seguinte, quais são as bactérias que estão correlacionadas
- 45:19positivamente e negativamente com ele?
- 45:22Exato, exato. Porque às vezes você não
- 45:24consegue crescer o tricy backer, mas você consegue.
- 45:26Você consegue influenciar o crescimento do primo dele, o
- 45:29influencer. Você consegue ajudar o
- 45:31influencer, ajudar o tricy backer?
- 45:33O. Tricy backer não tem muito
- 45:35potencial não, mas o primo dele é um influencer que assim tá
- 45:39treinadinho. Ele fala pra caramba.
- 45:45O triste Blatter é bom de ouvir, Oo primo dele fala pra caramba.
- 45:48Bom, de bom influenciar. Vamos ajudar o primo dele a
- 45:51crescer que ele fala pra. Caramba, e isso daí é um ponto
- 45:54interessante de estratégia de modulação de microbiota para o
- 45:58desenvolvimento de tecnologias. Porque a gente fica, por
- 46:01exemplo, a gente sempre eu me lembro, desde 2015, quando a
- 46:04gente começou a falar, conversar sobre privotella no estudo que
- 46:07eu tava fazendo na em prior do na prior do com samonella de fi
- 46:10Moore, você que me provocou a pensar mais em privotella.
- 46:15Só que, pô, vamos pensar numa prevotela copre que inclusive
- 46:18pode melhorar a eficiência alimentar, tô errado?
- 46:23Não para e para ainesse.eu. Acredito que a prevotela e os
- 46:30geneticistas em eu iriam entender.
- 46:33Tem efeito? Tem efeito pliotrópico.
- 46:36Ela tem efeito em várias, vários fenótipos quantitativos do
- 46:41animal. Se isso é verdade, você tá
- 46:44falando um. De performance, certo?
- 46:48O outro pode ser é a prevotela é diminuindo de problemas de
- 46:54intestinais, o outro é diminuindo sharing de salmonela,
- 46:59que tem problema na saúde pública.
- 47:02Então você começa a pensar que a prevotela tem papel essencial em
- 47:05várias coisas. E se ela tem papel essencial em
- 47:11várias coisas, eu quero saber. É prevotela copre ser colher,
- 47:16qual que é e como ou eu preciso a diversidade da prevotela ser
- 47:23alta e como que eu alimento essa prevotela pra criar esse essa
- 47:31comunidade, esse enterótipo que a gente chama de prevotela?
- 47:38Enriquecida na população não só em 30% dos animais, não só em
- 47:4350% dos animais, mas em 80 a 90% dos animais.
- 47:48Porque lembre se no caso de de doença infecciosa é um é um jogo
- 47:52numérico, quanto mais animais vacinados, maior proteção,
- 48:00quanto mais animais colonizados ou com o enterótipo, certo?
- 48:06Talvez. Menor problema com sal manella,
- 48:09menor problema com black espira, menor problema com lausônia
- 48:13maior a saúde intensinal, maior absorção da menor.
- 48:16Aí você começa a ter efeito de cadeia, um Monte de outra coisa
- 48:22dentro. Disso, por exemplo, nós sabemos
- 48:26que. Eu tenho que parar seca, porque
- 48:30a pergunta da privatela ela é muito.
- 48:32Me deixa assim, maluco, pensando se a privatela aumenta.
- 48:37Aumenta a pós exame da onde que está vindo?
- 48:43Se não é da vagina da mãe, da onde que vem?
- 48:45Vem das fezes da mãe, ok, se vem das fezes da mãe, vamos dizer
- 48:49assim, a semente da provotela. Qual que é a distribuição dessa
- 48:55provotela nas na nas porcas e qual que é efeito de parição da
- 49:00distribuição de provotela? É e muito provavelmente neta,
- 49:04ela vem da mãe, vem das fezes da mãe.
- 49:06Vem da mãe, vem que vem da mãe. A mãe tá consumindo cereal?
- 49:10Nós sabemos que para desenvolver um probiótico, a base de
- 49:14prevotela é um desafio enorme, então porque não trabalhar o
- 49:19conceito de colonização de espécies específicas, como, por
- 49:22exemplo, prevotela? O que eu preciso de nutrir a mãe
- 49:26e como eu posso fazer esse spread dentro da bire de
- 49:29maternidade natural, tá? Para poder ter uma colonização,
- 49:34obviamente tem que estar associado.
- 49:36Primeiro vem a onda da do lactobacilo collie
- 49:39estreptococcos, depois bacterióides, depois a
- 49:43provotela, mas associado a um feeling bem feito, o.
- 49:49Vinícius deixa eu colocar o desafio para isso aqui, como que
- 49:53a gente vai nutrir essas porcas que a as porcas tem a mesma
- 49:56parece que tem o mesmo comportamento de de.
- 50:00Da dos seres humanos no 1/3 final da gestação muda a
- 50:03microbiota. Como que a gente vai nutrir
- 50:05essas porcas no final da gestação e no e na lactação toda
- 50:10pra aumentar a transmissão de bacteriodes e provotela presos
- 50:14leitões? Bem, se bacteriodes gosta de
- 50:19lactose, do leite eu não vou dar lactose pra porca.
- 50:22Mas de provotela não tem que pegar.
- 50:23Por exemplo, se for a copa, eu tenho que ver que tipo de cereal
- 50:27tá? E tentar potencializar ou se não
- 50:30modulando indiretamente, que é o que nós estava falando da
- 50:32tourice backer lá atrás. Será que eu vou?
- 50:36Eu preciso conhecer quem está correlacionado com a tourice
- 50:39backer negativamente ou positivamente, pra poder
- 50:42favorecer o crescimento deles, né?
- 50:44É, é, é um estudo de população, estudo de.
- 50:48População, aí você pensar. O exemplo claro seria o
- 50:51seguinte, aí aí vem uma hipótese há de se esperar.
- 50:56Que as porcas na primeira, segunda gestação, se esses
- 51:01seriam os animais mais susceptíveis depois para
- 51:03infecção com salmonela, vamos dizer que fosse.
- 51:06Você esperaria que quanto mais velha a porca, maior a
- 51:09diversidade disso. Aí eu imagina uma curva
- 51:12quadrática de população e diversidade de bacteróis e
- 51:17provotelas das porcas. Primeira gestações, baixa,
- 51:20aumento, depois cai. Será que é isso bom?
- 51:24Se é isso, talvez. A gestação das porcas, a
- 51:29nutrição das porcas tem que ser Modulada de acordo com isso aí,
- 51:31talvez eu tenho que fazer 11 coisa específica para as porcas
- 51:34mais velhas, mais novas, né? E tudo isso é estudável, cara.
- 51:39E a questão para mim é que tudo é isso é estudável com com PCA,
- 51:43é quantativo, cara, eu não preciso de muita coisa, é, é um
- 51:48PCA, é quantitativo para bacteróides, para rotela tudo
- 51:52esse bacter seja, vamos colocar uma lista de 10 bactérias que a
- 51:54gente gosta. Porque a gente Ah, gosta numa
- 51:56que tem associação com fenótipos importantes, certo?
- 52:05Exemplo, vamos, por por exemplo, prevotela lactobacilos,
- 52:11bacterioides, Alice bacter, clostridium bauter Dória com
- 52:19mestini bacci, aminococcus. Desenhe um Painel de de de PCR
- 52:25quantitativo. E aí faz a sua pergunta, qual é
- 52:29o efeito de aparição? Vai numa Granja grande e começa
- 52:31a ver qual é o efeito de desmame.
- 52:34Vai numa Granja grande e começa a ver.
- 52:35E aí você começa a fazer, porque que eu tô falando de Granja
- 52:38grande? Porque você começa a fazer
- 52:40estudos observacionais grandes, que daí te ajudam a desenhar
- 52:44melhor estudos experimentais com um com um número menor de
- 52:47animais que você precisa por causa de comitê bioética e tudo
- 52:50mais. Mas daí rapidamente você começa,
- 52:56ô, uau, as porcas mais velhas, que são problema, elas não
- 53:02transmitem muito, bacteróides pros leitões.
- 53:04E aí, o que que eu vou fazer agora?
- 53:09Será que eu tenho que, pô, não adianta eu ter prebiótico, tá
- 53:11dando cereal, mas não tem, não tem, não tem bacteróides.
- 53:16Pegar as fez das fêmea mais nova e colocar nas base de fêmea mais
- 53:19velha. Tá aí?
- 53:23Né? Fazer é porque colonização, tá
- 53:26claro, cara, nós temos a colonização, já existe alguns
- 53:31trabalhos, né? Que que que trazem esses
- 53:34resultados bem interessantes que a colonização.
- 53:36Ela, nos primeira semana vem muito influenciado pelo leite da
- 53:40porca, pelo teto, pelo ambiente, mas depois no 1/3 final,
- 53:45principalmente da metade do da da da da fase de amamentação.
- 53:51Até o desmame é fezes da porca, então.
- 53:55Ou seja, ele desmama com uma relação da microbiota muito,
- 54:00muito com uma microbiota muito correlacionado com a da mãe, né?
- 54:05E se essa mãe não tiver uma microbiota das fezes?
- 54:07Muito interessante. E se a gente conseguir levantar
- 54:10informações de que realmente é a ordem de parto, né?
- 54:14Quem dirá até a própria genética.
- 54:18Deixa eu dar um negócio pra você aqui de forma prática, porque eu
- 54:20quero respeitar a indústria, no que a indústria está fazendo.
- 54:24Eu sei que não é fácil crescer essas bactérias anaeróbicas
- 54:27enquanto daria alta pra conseguir fazer desenvolver
- 54:30produto. Eu não tenho nem ideia, eu não
- 54:32vou falar aqui que eu tenho ideia, mas eu sei que tem um
- 54:33desafio muito grande nisso aí. Mas por exemplo, deixa eu dar um
- 54:37exemplo, por exemplo, aqui uma empresa nos Estados Unidos e
- 54:41seres humanos, eu acabei de comprar esse probiótico e minha
- 54:43esposa está a tomar. A minha esposa parece ter mais
- 54:46resistência a mudança da microbiota dela do que eu quando
- 54:49consome fibra e ela está tomando um microbiota chamado cid.
- 54:53E eu não tenho, não tenho ganho, não tenho associação nenhuma,
- 54:56nenhum ganho com isso. E esse daí é um probiótico
- 54:59desenhado ecologicamente. Tem várias cepas de bife de
- 55:02bactérias, várias cepas de lactobacilos, ou seja, é uma
- 55:04comunidade a outra que eu vou comprar, por exemplo, cid, que é
- 55:10semente cid. SEEBCDES isso pode olhar para
- 55:17você ver. Então assim, eu comprei e falei
- 55:19assim, nossa, que legal, cara, que eles estão usando várias
- 55:22cepas e montando uma comunidade. A outra que eu vi que eu estou
- 55:27vendo agora é que já tem a quermancia mocinífera mocinífera
- 55:30de é com com o simbiótico você começa, você compra ela e já vem
- 55:35o prebiótico que ela consome. Já tomei já, e aí?
- 55:39Você começa a olhar e falar isso aí.
- 55:42Algum momento alguém vai ter que fazer com provotella, algum
- 55:45momento isso aqui vai ter que ser feito, porque então assim,
- 55:50eu não entendo. Eu precisaria conversar com
- 55:53gente da indústria pra entender. E eu sei porque eu não sou a
- 55:55primeira pessoa a pensar nisso, então não sou a primeira pessoa
- 55:58que tem que ver isso nos dados. Mas pra mim me parece que pelo
- 56:04menos o quando eu olho nos dados é muito claro, cara, algo tem
- 56:07que ser feito com bacteriose, provotella, algo tem que ser
- 56:10feito. Sim, é.
- 56:13A questão é, é, é a oportunidade, é se nós vamos
- 56:20conseguir ter scale up primeiro produção e um scale up
- 56:28industrial disso depois. Ou se nós vamos pra ou e ou né e
- 56:33ou se nós vamos pra um caminho de tentar entender.
- 56:38Onde ela se correlaciona para buscar as oportunidades em
- 56:42microbióticos que são mais possíveis de ser produzido pela
- 56:48indústria ou a própria nutrição? Ó o estudo epidemiológico
- 56:53simples, Vinícius é isso aqui vamos colocar 2 fenótipos
- 56:57rápidos, diarreia na maternidade por esquerica collie e aumento
- 57:02do da da excreção de salmonela TIF muro antes do abate.
- 57:08Se você pudesse ter um estudo aí em Minas Gerais, em grandes
- 57:10dependentes, que você conseguisse falar, Ah, essas
- 57:12granjas aqui sofrem com diarreia, essas não, essas
- 57:15Granja aqui a gente quantificou pré abato, tem muitas essa
- 57:18monelas sendo liberada aqui não. A hipótese seria o seguinte, que
- 57:22naquelas granjas que tem muita diarreia por ecolai esteja falta
- 57:26de quantidade, prevalência e talvez diversidade de
- 57:29bacteróides diversidade, vamos dizer assim, as técnicas
- 57:33biomoleculares são mais caras, você não consegue fazer
- 57:35inicialmente, beleza? Mas com OPCE quantitativo você
- 57:38consegue desenhar um estudo rápido na primeira semana dessas
- 57:42dessa devida desses leitões e ver prevalência e quantidade de
- 57:46bactiroides no pré abate? Se poderia ser a hipótese seria
- 57:51o seguinte, as granjas que têm maior prevalência de Salmonella
- 57:54TIF muri, antes do abate, você espera que tenha menos pra
- 57:58Nutella? Esse é um estudo rápido de ser
- 58:02feito que OPCE quantitativo somente.
- 58:07Consegue nos nos ajudar a entender.
- 58:09E aí você começa a fazer técnicas mais avançadas ao longo
- 58:14do tempo com as amostras que você coleta, salva pra pegar
- 58:18mais coisas. Mas eu acho que a gente tem que
- 58:20começar com fenótipos claros, estresse térmico, salmonela,
- 58:25inscrição, diarreia na maternidade, problemas
- 58:29pulmonares. Será que uma Granja que sofre
- 58:32muito com problema de micoplasma?
- 58:35E dá vacina e troca vacina e faz tudo isso?
- 58:37Não é porque tem uma microbiota que não predispõe a ter uma
- 58:41imunidade adequada. Esse é um ponto interessante,
- 58:45aquela hora que você estava falando de eixo microbiota
- 58:47cérebro. Eu acabei te cortando e eu
- 58:51queria, eu não sei se eu falei pulmão, mas a minha intenção era
- 58:53falar pulmão e eu queria. Por uma Questão de Tempo.
- 58:58Infelizmente, nós vamos ter que marcar nossa terceira conversa,
- 59:00neto. É, eu queria dentro disso, te
- 59:05provocar a você, compartilhar um pouco com a gente tua opinião
- 59:09nesse e o que que você tem de informação, não necessariamente
- 59:13dos seus estudos, mas da literatura.
- 59:15E o que que tá aí no teu processo criativo dessa relação
- 59:20da microbiota, intestino, pulmão.
- 59:24Nós estamos aí No No asi aqui na linha de pesquisa, trabalhando
- 59:28justamente esse tema. A gente quer até conduzir um
- 59:31estudo aqui. Pra validar 11 conceito que a
- 59:38gente leu no artigo de translocação de probiótico e foi
- 59:43lactobacilos reotere tá de probiótico do intestino para o
- 59:48pulmão e seus efeitos benéficos. Isso tem fundamento?
- 59:54É uma área que a gente precisa estudar mais.
- 59:55O que que você acha? Olha, Vinícius, eu vou aí, eu
- 59:59vou ter que ser bem sincero porque?
- 1:00:02Quando você falou isso, eu lembro inicialmente do estudo da
- 1:00:06Maria Peters, que foi a primeira que que publicou nisso aí.
- 1:00:09É um estudo do plus one com micopasma yanmoni, né?
- 1:00:14De microbiota. E eu não acompanhei essa
- 1:00:16literatura. É faz sentido pra minha
- 1:00:19associação. Imediatamente quando você falou
- 1:00:22de translocação, veio na minha cabeça.
- 1:00:26É a questão de infecção urinária em porca, né?
- 1:00:30E questão de infecção urinária e mulher a translocação da escri
- 1:00:33que acolhe causando esse problema, né?
- 1:00:36É um problema muito comum em mulheres também, né?
- 1:00:40E a gente pensa que que o tratamento das mulheres seria
- 1:00:43através da microbiota expelindo, essa escri que acolhe que causa
- 1:00:48o problema na é de infecção. Então assim eu pensei mais no
- 1:00:52problema do no patógeno fazendo translocamento do que no
- 1:00:56probiótico fazendo translocamento.
- 1:00:59A única coisa que eu falaria numa hora que o momento que você
- 1:01:01falou para mim do lactor bacilos é roitery, né?
- 1:01:04Do reutere reutere, não sei como pronuncia o Enzo Walter, que é
- 1:01:12esse alemão, é especialista nessa bactéria.
- 1:01:15E uma coisa interessante que ele viu nisso aí nos estudos
- 1:01:18iniciais dele foi que o lactor bacilos reutere, né?
- 1:01:23É, ele é adaptado ao hospedeiro. Então você realmente quer
- 1:01:27utilizar o lactobacilos isolados do suíno para fazer esse
- 1:01:31trabalho? Essa é a única coisa que eu
- 1:01:33teria na cabeça para falar, fora isso, não tem mais nada.
- 1:01:36Ah, interessante. E eu eu olharia os estudos do
- 1:01:39Enzo alto nisso aí. Ótimo, ótimo, excelente.
- 1:01:44Então nós estamos com 1 hora de podcast e eu já sabia que a prós
- 1:01:49IA ser mais do que a gente esperava, né?
- 1:01:52E se deixar aqui, nós temos. Nós ficaríamos a tarde inteira,
- 1:01:55o dia inteiro. Mas aos ouvintes, nós proseamos
- 1:01:59mais uma vez sobre microbiota, né?
- 1:02:03O neto é um grande especialista nessa área.
- 1:02:06É trazendo esses ensaios pra nós, principalmente desse
- 1:02:10binômio aí bacterióides e brevotel.
- 1:02:12Acho que tem muita coisa pra gente explorar aí ainda, mas
- 1:02:16passamos por outras, né? Desde a questão da relação com
- 1:02:19coli, relação com Salmonella, a questão da colonização.
- 1:02:22A toulice barter, por coincidência, teve achados nos
- 1:02:25estudos dele lá com o professor Luciano rauschid.
- 1:02:28Nós aqui também, EE precisamos estudar mais, né?
- 1:02:32E várias outras passamos pela Biomedicina.
- 1:02:34Enfim, a evoluímos um pouco mais e trouxemos aqui pra vocês
- 1:02:39alguns ensaios que estão aí nos estudos.
- 1:02:41EE na mente do do, do neto. E pra gente finalizar, netão, eu
- 1:02:47gostaria de fazer uma pergunta mais de cunho pessoal.
- 1:02:52Sua mente brilha, né? Deve ter deve ter uma microbiota
- 1:02:57cerebral aí também, né, na sua mente.
- 1:03:02Mas eu queria te fazer um pelo pelo menos uma pergunta de cunho
- 1:03:05pessoal, né, que a gente sempre fala que, poxa, nós vivemos no
- 1:03:09modo ativo, né? Muita coisa, muito trabalho e
- 1:03:12tal. Então eu sempre falo sobre um
- 1:03:13livro, um vídeo, um filme, um podcast, mas eu quero te
- 1:03:17perguntar de viagens, você tem 43 meninos e uma menina?
- 1:03:22Você tem levado isso pra viajar? Netão cara, eu não, eu não, eu
- 1:03:27não. A gente não tem, não tem ainda.
- 1:03:30Mas aí AA Esperança, nossa, é os meninos tudo que é ir pra praia,
- 1:03:34né? E a gente tem pensado, ok, será
- 1:03:36que a gente vai pra Porto Rico, que é mais próximo Estados
- 1:03:39Unidos, ou vai pro brasilzão e levar esse menino no nordeste,
- 1:03:43conhecer a praia lá no nordeste? Ó e Hein, conhecer a Terra, a
- 1:03:48Terra de origem. Dos pais é isso, tem que
- 1:03:52conhecer terrador isso também, logicamente, mas tem que levar
- 1:03:55esse menino na praia que eles tem que brincar Na Na conhecer a
- 1:03:57praia, brincar e tudo mais e tal a viagem, a próxima viagem, o
- 1:04:01que a gente fizer, vai ter que ter praia envolvida.
- 1:04:05Eu gosto muito de pesca, cara, eu gosto, eu gosto muito de
- 1:04:07pesca. Se fosse por mim, eu queria
- 1:04:09estar pescando. Que nem na Amazônia, mas não dá
- 1:04:12pra levar todo mundo pra Amazônia.
- 1:04:14Gasto claro, lógico que dá Amazônia, Amazônia, Pantanal,
- 1:04:18pra pros menino conhecer, conhecer o Brasil, né?
- 1:04:21Ô neto, mas dentro disso eu sei que você está numa fase com um
- 1:04:24menino pequeno e tal. Mas qual que foi a viagem mais
- 1:04:28impressionante que você fez aí nos Estados Unidos?
- 1:04:32Cara, aqui nos Estados Unidos, pra mim eu, lógico, limitações,
- 1:04:36tudo mais. Não conhecia em muitos lugares
- 1:04:37ainda. Uma região de Montanha é Utah.
- 1:04:42É, a minha esposa já foi para Colorado, a gente passou ali
- 1:04:46várias vezes já essa região montanhosa e a região e a outra
- 1:04:50que é aquela cadeia de Montanhas, né, que sobe lá
- 1:04:52debaixo até lá em cima, No No Canadá, muito bonito.
- 1:04:55Eu ter morado em Utah foi fantástico.
- 1:04:58Parque olímpico é em South lexity.
- 1:05:02A outra parte, Vinícius, como eu gosto muito de água, cara, eu
- 1:05:04fui para Seattle, em Washington, uma vez, muito bonito.
- 1:05:09Porque tá ali na também, na boca do do oceano você tem parque
- 1:05:14olímpico muito bonito, cara. Então assim, ali, Salt, lexine e
- 1:05:17siara foram fantásticos, muito bonito, então lugares geralmente
- 1:05:21que você vai, talvez você venha pros Estados Unidos você não vai
- 1:05:23pensar, né? Eu vou pra Miami, vou pra
- 1:05:24Flórida, vou pra Califórnia e você não vai pensar, eu vou pra
- 1:05:27Salt, lexiri, Utah, o siara Washington, muito bonito.
- 1:05:33Eu acho que assim você tem essa região de Montanhas dos Estados
- 1:05:36Unidos e a. Estados Unidos tá que nem tem as
- 1:05:392 costas. Tem oceano, né, cara?
- 1:05:41É muito bonito com. Certeza e pescando você tá
- 1:05:45pescando onde? Pescando, pescando.
- 1:05:49Nesse momento. Esse ano a gente fez muito
- 1:05:50pouca. É esse ano foi meio difícil.
- 1:05:52A coisa é até vim pensando aqui. Essa é uma região que tem Fly
- 1:05:56fishing, né? Que tem essas essas correntezas,
- 1:05:59esses esses rios de água baixa. Mas fez muito pouco, cara.
- 1:06:04Muito pouco é, pô, a gente está sentindo falta.
- 1:06:06Eu com o menino, eu com o Noah, que é um menino meu, mais mais
- 1:06:08velho. Gosto muito de pescar, cara.
- 1:06:11Idade que ele talenton. O Noah tem 8 anos, vai fazer 9.
- 1:06:16E ele e ele gosta de pescar também.
- 1:06:18Pesca comigo desde os 4 anos de idade.
- 1:06:21Que beleza, para de molinete tudo mais.
- 1:06:26Mas que é vocês pescam de Fly também, pesca de Fly?
- 1:06:30Não do Fly a gente não fez muito não, fez só de moulinete mesmo.
- 1:06:33E aqui tem, aqui tem aquele blackbass, né?
- 1:06:36Então é uma pescaria muito legal de blackbass.
- 1:06:40É que nem fosse pescar traíra, que nem a gente pescava com a
- 1:06:42avó, nossa, né? Pescar traírona, né?
- 1:06:44Batendo no albari, no na sua. Batendo aquela chumbara.
- 1:06:50É tão fantástico, cara, obrigado por ter compartilhado um pouco
- 1:06:53da tua vida pessoal. É desejo aí muito sucesso nessa
- 1:06:57nova empreitada tua. Obrigado por compartilhar mais
- 1:07:00uma vez todo seu conhecimento relacionado a essa área da
- 1:07:03ciência. Muito importante que a gente
- 1:07:05precisa entender muito mais, ainda que a gente tenha mais
- 1:07:08oportunidades de discutir mais esse tema aqui.
- 1:07:11E por favor, quando eu eu fizer o convite, aceite mais uma vez
- 1:07:15que eu vou ficar bastante feliz. Obrigado.
- 1:07:18Muito obrigado. Eu fico muito feliz.
- 1:07:19Eu só queria lembrar uma coisa. Quando lá no nessui a gente
- 1:07:22começou a estudar isso daí, foi foi na tese do Marcos Leonardo
- 1:07:26Figueiredo, né? No pacotão.
- 1:07:28A. Gente começou a estudar e o
- 1:07:29pacote falava probiótico nas porcas.
- 1:07:33Exatamente, exatamente. Nós já falamos disso há um tempo
- 1:07:37e agora o negócio tá borbulhando.
- 1:07:41É o pacote. Falava isso há 20 anos atrás e
- 1:07:44agora tá borbulhando? Beleza, netão, pessoal, beleza.
- 1:07:50Mais uma vez agradecer o neto compartilhando seus
- 1:07:53conhecimentos. Aí eu acho que valeu a pena.
- 1:07:55Mais uma vez. Eu vou tentar convencer ele a
- 1:07:57via terceira vez, quarta vez aí pra gente continuar com esses
- 1:08:00capítulos do tema microbiota intestinal.
- 1:08:02Espero que tenha gostado, até a próxima.