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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Meio ambiente. Cientistas chineses criam filtro de ar que se recarrega só com a luz ambiente. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 19 de outubro de 2026. Imagine um filtro de ar que não precisa de tomada nem de pilha. Basta deixá-lo sob a luz de uma lâmpada comum, dentro de casa, para que ele continue funcionando. É essa a proposta de um grupo de cientistas da China. O trabalho foi liderado pelo professor Jihong Yu, da Universidade de Jilin, e saiu na revista científica Chem. A equipe criou um purificador barato e que quase não exige manutenção. Ele foi pensado para proteger as pessoas de poluentes e de doenças que se espalham pelo ar. Para entender a novidade, vale saber como funcionam os purificadores vendidos hoje. Quase todos dependem de uma eletricidade bem forte, que os engenheiros chamam de descarga de corona. Ela faz as partículas que flutuam no ambiente ganharem eletricidade estática. Carregadas, essas partículas são puxadas para o filtro e ficam grudadas ali. Já existem opções que dispensam a tomada, como os filtros triboelétricos, que ganham carga pelo atrito. Eles seguram pólen, bactérias e poeira bem miúda. Só que exigem materiais sintéticos, e a carga deles enfraquece aos poucos. Os pesquisadores chineses seguiram outro caminho. Eles partiram de uma membrana de polipropileno, um tipo de plástico bem comum. Sobre ela, aplicaram um revestimento sensível à luz e ao calor. Com isso, o filtro fabrica cargas elétricas o tempo todo, sem fio nenhum. E não é preciso muita luz. Segundo a equipe, a iluminação de LED dentro de casa já resolve, e até um céu fechado, sem sol direto, dá conta. Nessas condições, o filtro alcança a eficiência das máscaras N95 ou N99, que são padrões de alta proteção. Quando fica cheio de partículas, o filtro pode ser lavado com água e recarregado com luz. Os cientistas afirmam que ele pode ser reutilizado por centenas de ciclos. Os testes com o protótipo foram animadores. Depois de um mês de uso, ele manteve noventa e nove por cento da sua melhor eficiência. Nos dois meses seguintes, ainda conservava noventa e cinco por cento. Para o professor Yu, o sistema resolve duas dores de cabeça dos filtros tradicionais: o desempenho que cai com o tempo e o entupimento. A tecnologia também é pequena o bastante para ir dentro das próprias máscaras. A equipe já trabalha em versões para máscaras e para cortinas. A ideia mais ambiciosa é que filtros baratos como esse possam, um dia, até dispensar as máscaras individuais durante pandemias. Por enquanto, trata-se de um protótipo. O próximo desafio dos pesquisadores é fabricar esses filtros em grande escala, mantendo o preço baixo. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.