Latest / Comunidade Ágil / Episódio #185 - A Importância da Segurança Psicológica na Organização com Lina Nakata
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- 0:12Olá, pessoal, olá comunidade ágil.
- 0:14Eu sou o Cláudio barison e eu estou aqui com uma convidada
- 0:16super especial. Vou pedir para ela se apresentar
- 0:20e a gente vai conversar sobre o assunto.
- 0:21Muito importante. Eu acho muito relevante para o
- 0:24momento atual que a gente está vivendo, que agilidade
- 0:27especificamente vive e que depende muito do que a gente vai
- 0:30falar aqui. Já vou adiantar o assunto,
- 0:32estamos falando de segurança psicológica.
- 0:34E como que a gente constrói isso nos nossos times, no nosso
- 0:38ambiente, nas nossas organizações?
- 0:40E a gente trouxe, então, como eu falei, uma convidada super
- 0:43especial, a Lina nakata, que eu vou pedir para ela se
- 0:46apresentar. Então, Lina, quem é a Lina Lina
- 0:49nakata? Olá pessoal, espero que estejam
- 0:52bem marizzo. Muito obrigada pelo convite.
- 0:54Fico muito feliz de estar aqui com vocês.
- 0:57Meu nome é linda, minha formação em administração, né?
- 1:00Eu gosto muito de estudar e por isso acabei avançando.
- 1:03E eu gosto dessa carreira híbrida, né?
- 1:04Então eu tenho um perfil meio acadêmico, meio profissional,
- 1:07né? Eu fiz também o mestrado,
- 1:09doutorado, administração na área de pessoas e o que é curioso é
- 1:12que assim eu fui me encantando por essa área, né?
- 1:14Eu sempre fui fã de números, eu imaginei que eu seguiria por
- 1:17finanças, mas eu acabei, né, vendo que essa área de pessoas
- 1:21tem muitas coisas assim que vão nos surpreendendo.
- 1:24E é algo que eu gosto bastante de pesquisar, né?
- 1:26Então eu mantenho essa carreira como pesquisadora, professora,
- 1:29mas também tenho, né? Meu trabalho como consultora em
- 1:32empresas atualmente, né? Lecione algumas instituições
- 1:35também. Trabalho com a pesquisa chamada
- 1:37FIA lugares incríveis para trabalhar, em que nós podemos
- 1:40conhecer melhor sobre as práticas voltadas as pessoas nas
- 1:43organizações. Mapeamos como que é um ambiente
- 1:45de trabalho, né? A gente até pergunta é inclusive
- 1:48no questionário, né? O quanto que é a metodologia
- 1:51age, está presente na área de RH, nas suas funções?
- 1:54A gente vê que algo recorrente, né?
- 1:56A gente sabe o quanto que é importante ter esse conceito
- 1:59inserido nas organizações e né, ao longo aí da minha trajetória,
- 2:03eu né, trabalho muito com esse campo de entender como que as
- 2:05empresas têm trabalhado com as equipes, com as lideranças.
- 2:09E que alguns fatores são relevantes, né?
- 2:11A gente sabe que cada empresa tem uma cultura, tem o seu DNA
- 2:14próprio, mas sim, né? A gente consegue melhorar a
- 2:17gestão quando temos ótimos líderes.
- 2:19A gente sabe que isso faz toda a diferença.
- 2:21É um pouco do do meu perfil e de tentar trazer, né?
- 2:25Esse lado acadêmico junto com aplicação prática.
- 2:28Que legal, legal. E sobre agilidade, né?
- 2:31Você tocou aí em agilidade. Quando é que a agilidade entrou
- 2:34na sua vida? Como é que foi isso?
- 2:36Você tem usado muito. Você trata de assuntos
- 2:39correlacionados, mas eu não sei se trata diretamente com
- 2:42agilidade no seu dia a dia, apesar de estar num contexto,
- 2:45né? Ou no mesmo contexto, como é que
- 2:47tem sido a sua experiência com agilidade?
- 2:49Como é que você começou? Como é que ela entrou na sua
- 2:50vida, Lena, e como é que ela mudou a sua vida, se é que ela
- 2:53mudou? Muito bem, é o meu primeiro
- 2:55contato. Eu vou dizer assim que não é
- 2:57exatamente a agilidade, né? Mas quando eu trabalhei numa
- 3:00empresa entre 2009 a 2011. Lá na equipe nós tínhamos, né, o
- 3:05scor master. A gente tinha essa metodologia,
- 3:07né? Dos rituais todos de trabalhar
- 3:09com a equipe, em que nós mesmos desenhávamos objetivos e a gente
- 3:13se ajudava a medida que tínhamos funções complementares.
- 3:16Então foi a primeira vez que eu conheci esse método, de ver como
- 3:20que a gente poderia ter uma autogestão, e eu fiquei
- 3:22encantada. Eu achei Superinteressante que a
- 3:24gente tinha bastante autonomia, que a gente tinha um líder
- 3:27facilitador, essa é a ideia, e que as coisas fluiam muito bem.
- 3:32E depois dessa experiência, é claro que eu fui buscar mais
- 3:34informações e tudo mais. E quando eu retornei a essa
- 3:37organização, 11 anos depois, então foi já em 2016, já tinha
- 3:42algo mais desenvolvido. Então já existia uma equipe que
- 3:44trabalhava com essas metodologias, né?
- 3:46De uma forma mais aplicada, mas estava mais respeita aos
- 3:50projetos de tecnologia. E como eu participava
- 3:52semanalmente das conversas e que decidiam sobre os projetos de
- 3:57tecnologia que iriam avançar, a gente também tinha essa rotina
- 4:00do ajal lá com o pessoal. E isso é interessante porque na
- 4:04medida que eu também fui procurando essas informações, eu
- 4:07vi que a existe um movimento interessante.
- 4:09Depois também fiz um curso, que era o curso ali de 16 horas, não
- 4:13muito longo, mas a ideia era ver como que podia ser feita essa
- 4:16aplicação do ágio com o RH. Que a gente vê essas Fronteiras.
- 4:20A gente vê muito do ágio com ti, com algumas áreas específicas,
- 4:24com projetos, mas não exatamente com pessoas.
- 4:27E a gente tem que se perguntar por que não, né?
- 4:29A gente vê que dá para aplicar bastante, né?
- 4:32De como que a gente consegue ver também as métricas, os
- 4:35indicadores, as pessoas, as lideranças, usando dessa
- 4:39metodologia? Não exatamente que no momento,
- 4:41né? No trabalho, No No lugar em que
- 4:43a gente aplica dessa forma. Mas que eu gostei desse
- 4:46aprendizado nesses últimos anos foi entender, né, que a gente
- 4:49pode melhorar bastante com esse conceito aplicado.
- 4:53Legal, legal. Você falou antes até uma coisa
- 4:55que foi bem legal, né? Que você falou que você estudou
- 4:58administração e que você tem esse lado mais mais matemático.
- 5:02Eu vim dessa área, né? Eu sou de tecnologia.
- 5:04Eu já me formei quase entregando a idade aqui.
- 5:07Eu vou fazer mais de 35 anos de formados já.
- 5:11E eu estudei, então estudei aqui na PUC aqui do Rio e estudei.
- 5:15Na época, o curso era OP 15, que era o tecnólogo em processamento
- 5:18de dados e tal. O foco, obviamente lá era menos,
- 5:22né? Quando eu entrei lá, inclusive,
- 5:23e desculpa, tá falando de mim, não era o objetivo, mas na época
- 5:26eu tava, eu fiz PUC e comecei a fazer uerj, e a uerj era
- 5:30matemática pura, apesar de fazer tecnologia, o início lá é
- 5:34matemática pura. Assim, eu fiz um ano e desisti
- 5:37assim, porque eu falei que não, eu vou focar na PUC porque a PUC
- 5:41tinha uma parte. De mais de análise de sistemas,
- 5:43tinha banco de dados e tal. Então você já largava conhecendo
- 5:47um pouco mais esse mundo que eu gostava mais do que ficar
- 5:50falando de matemática pura e tal.
- 5:52Mas o fato é que a gente, nesse mundo tecnológico, está mais
- 5:56voltado ou as capacitações estão mais focadas, né?
- 5:59Na parte técnica relacionada à matemática e tal.
- 6:03E é interessante que, conforme você vai vivendo a sua vida
- 6:06profissional, você vai vendo que a parte técnica, obviamente é
- 6:10importante. É fundamental o aprendizado
- 6:12contínuo, fundamental hoje mais do que nunca.
- 6:15Mas a parte de lidar com pessoas é absolutamente fundamental.
- 6:20Lidar com pessoas, se relacionar com pessoas, gerir pessoas.
- 6:25E são coisas que a gente já até já discutiu aqui várias vezes.
- 6:29Muitas vezes a gente não aprende no curso, né?
- 6:31A gente aprende quase que no dia a dia, recebendo primeiro a
- 6:35incumbência e depois, né? Você vai se desenvolvendo ali
- 6:38para virar um líder, um gestor. E aí tem essa parte de gestão de
- 6:42pessoas que para quem veio da tecnologia, a princípio pode
- 6:46parecer estranho, mas eu acho estranho a gente achar isso
- 6:50estranho. Porque quem vive a carreira
- 6:53entende que desde o primeiro momento, desde o estágio, a
- 6:57relação interpessoal é absolutamente fundamental.
- 7:00Se comunicar bem é absolutamente fundamental.
- 7:03E essa ficha, eu acho que ela demora a cair pra um Monte de
- 7:05gente. E acho até que a academia, de
- 7:07uma maneira geral, talvez elas pudessem estar um pouco mais
- 7:10atentas a isso. Não é porque é de exatas que
- 7:13você não vai falar sobre esses assuntos.
- 7:15E eu acho que ele devia falar mais, então foi legal você ter
- 7:19falado isso. Desculpa estar me prolongando
- 7:20tanto aqui, mas eu queria desenvolver um pouco isso
- 7:23contigo, né? Já que você entendeu isso logo
- 7:26de cara também. Como é que isso funciona assim,
- 7:29sem deixar para trás dessa parte de exatas?
- 7:32E eu acho que todo mundo precisa mergulhar nesse conhecimento de
- 7:36lidar com pessoas, né linda? Como é que você vê isso?
- 7:40Concordo totalmente, né? E adorei a.
- 7:43A sua parte aqui, a sua fala, porque a gente vê essa
- 7:46dificuldade, né? Quantas formações que nós temos
- 7:48por aí que não tem nenhum tipo de carga horária alocada pra
- 7:53pessoas? Então a gente vai ver, né?
- 7:55Todas essas áreas de exatas. É muito difícil que uma grade
- 7:58curricular contemple, né, competências socioemocionais, ou
- 8:02que seja liderança, que seja pessoas, e é fundamental, né,
- 8:05ter um mínimo ali de base, porque a gente vê na prática
- 8:08realmente muitas pessoas que vão crescendo pelo seu lado técnico
- 8:12ser muito bom. Mas na hora de coordenar uma
- 8:14equipe, a gente vê que é uma outra dificuldade e as pessoas
- 8:17vão aprendendo ali no dia a dia, que não tem um problema
- 8:20exatamente, mas muitos erros aparecem, é inevitável.
- 8:24Então, se eu não tenho preparo, se eu não tenho uma base, se eu
- 8:26não tenho uma teoria, é difícil a gente acreditar, né, que as
- 8:29coisas vão dar certo automaticamente.
- 8:31E realmente é uma falha, porque nem sempre as empresas preparam
- 8:35os gestores, né, os futuros gestores, para terem líderes.
- 8:39E acaba, né? Sendo um problema, porque você
- 8:41vai do jeito que você acredita e que nem sempre é o mais.
- 8:45Adequado, legal e sem querer até puxar a sardinha para esse lado
- 8:48nosso aqui falando de agilidade, né?
- 8:50Porque Eu Acredito muito na agilidade mesmo assim, não
- 8:54especificamente a agilidade ali, mas todos os conceitos que de
- 8:57alguma maneira a agilidade passou a contemplar.
- 9:00E acho que ela vem se desenvolvendo, evoluindo e
- 9:02crescendo, até abrangendo um pouco mais.
- 9:05Então Eu Acredito muito nela mesmo, como práticas.
- 9:09Importante de transformação é que levou essa parte mais
- 9:13cultural, de transformação de atitudes para as empresas.
- 9:16E eu acho que é interessante. Você também chegou a falar
- 9:18disso. É quando você falou que a
- 9:20agilidade pode ser usada no RHE. Vocês estão levando isso para
- 9:24lá, como pode ser usada para qualquer área.
- 9:26Mas de uma forma geral, agilidade começou na tecnologia,
- 9:30o que particularmente, e aí juntando esses assuntos, é
- 9:33interessante porque talvez tenha sido.
- 9:36Talvez eu esteja exagerando aqui, mas um movimento super
- 9:40importante pra mostrar pra tecnologia, então, que existia
- 9:44sim, uma parte muito relacionada a pessoas, a gestão de pessoas
- 9:49que deveriam poderiam trabalhar juntos.
- 9:52E eu acho que a agilidade fez esse favor, sabe?
- 9:54E eu acho que isso passa muito despercebido.
- 9:56Isso é meio, mas eu acho que isso tá aí.
- 9:59Então eu acho que a agilidade começou a levar.
- 10:02Essas disciplinas pra área de tecnologia e mesmo que seja pra
- 10:07falar sobre o scram, o kanban que seja, mas ali começou se a
- 10:11introduzir. Não sei se isso aconteceu antes
- 10:13com alguma outra coisa, mas sinceramente?
- 10:15Então nessa mistrada de muitos anos eu não me lembro.
- 10:19Eu realmente comecei a ver isso, mas com agilidade mesmo.
- 10:23Não sei se isso é uma percepção equivocada, mas não sei o que
- 10:26que você vê disso assim. Eu entendo que a metodologia
- 10:30aja, ela chega para acelerar, para facilitar, para melhorar e
- 10:35que é inevitável que isso dependa de pessoas, né?
- 10:38E pessoas que vão colaborar, pessoas que vão trabalhar como
- 10:41um time, pessoas que vão, né? Pensar no tem ali, do do todo.
- 10:46E que cada um tem a sua especialidade em tecnologia é
- 10:49justamente isso. Os papéis costumam ser bem
- 10:51técnicos e se as pessoas não trabalham de uma forma
- 10:53integrada, elas não dão certo. E Eu Acredito que, né.
- 10:57O próprio manifesto age. Ele traz essa premissa de que as
- 11:00pessoas são extremamente importantes.
- 11:01Se a gente não coordena as pessoas, né, elas vão fazer cada
- 11:05um do seu jeito. Eu acho que é isso, o movimento
- 11:07começa. Com essa dependência total das
- 11:10pessoas, mas sem exatamente que direciona isso, né?
- 11:13Com esse olhar, então a gente sabe que o líder é aquele que
- 11:16não exatamente aquela liderança tradicional, que precisa
- 11:20exatamente direcionar tarefas, coordenar recursos, EE,
- 11:24desenvolver pessoas. Porque são pessoas, quando a
- 11:27gente fala da metodologia ágil, que já estão num nível aí de
- 11:30muito mais maturidade, pessoas que têm bem mais autonomia, que
- 11:34conseguem se responsabilizar por resultados e que a liderança,
- 11:37então vai ter um papel bem diferente, né?
- 11:40Do que a gente vê no nos outros Campos, Eu Acredito que é isso,
- 11:44né? Essa maturidade maior que faz
- 11:46com que talvez essa discussão nem tenha passado, né?
- 11:50Então, antes até de falar sobre segurança psicológica, você pode
- 11:53conceituar, o que é isso? Tem um conceito para isso?
- 11:56Lina. Existe o conceito sim, né?
- 11:59A segurança psicológica. Eu vou tentar falar nas minhas
- 12:01palavras. Legal é aquele espaço, aquele
- 12:03ambiente em que as pessoas se sentem seguras e realmente.
- 12:08Com as condições necessárias para que elas sejam elas mesmas
- 12:11e que possam dar as suas próprias opiniões.
- 12:13E que nem sempre, né? A gente sabe que é algo natural
- 12:16ou automático, então a gente sabe que aquele ambiente, né,
- 12:19psicossocial, que é aquele dia a dia que a gente convive, né?
- 12:23Dentro de uma organização, seja virtual ou presencial, é aquele
- 12:27que, por exemplo, será que eu posso ser quem eu sou, no
- 12:30sentido, né, físico, como que eu me apresento, de que forma que
- 12:34eu me visto, como que eu aparento?
- 12:36Até aquele de que eu posso expressar e eu posso reagir pra
- 12:40aquilo que acontece da forma como eu gostaria.
- 12:42Então, por exemplo, né? Veio ali numa reunião uma
- 12:45notícia que pode desagradar algumas pessoas.
- 12:49Será que eu posso ter essa Liberdade de fazer uma cara de
- 12:52que não gostei, né? Ou até que ponto que eu preciso
- 12:54fingir que estou gostando? Mas na verdade, né, minha, por
- 12:58dentro eu tenho outra coisa. Então, essa segurança
- 13:01psicológica ela está. Ela está muito relacionada à
- 13:04dissonância cognitiva e o quanto eu consigo aproximar, né?
- 13:08Então vamos falar sobre a dissonância cognitiva, que é a
- 13:11diferença entre o quanto que eu sinto e o quanto que eu mostro.
- 13:16Por exemplo, veio essa notícia ruim que eu não gostei.
- 13:19Se eu passo aquela cara, né? De nossa, adorei.
- 13:22Mas na verdade, por dentro eu tenho ódio dessa notícia.
- 13:25É uma grande distância. Então, essa diferença quanto
- 13:28maior é pior para o indivíduo, né?
- 13:30E assim como se eu consigo representar exatamente aquilo
- 13:33que eu senti, eu tenho uma distância muito pequena.
- 13:36Se eu consigo zerar essa distância, eu tenho zero
- 13:38dissonância cognitiva e eu tenho mais segurança psicológica, né?
- 13:42Então, essa relação que nós temos e o dia a dia a gente
- 13:45sabe, né? Nem sempre nós podemos ter toda
- 13:48essa espontaneidade nossa, né? A gente quer às vezes falar mal
- 13:51de alguma coisa, a gente quer trazer críticas para algum
- 13:54projeto, a gente quer eventualmente, né?
- 13:56É. Se recusar alguma coisa e ter um
- 13:59argumento pra aquilo e que isso seja ouvido, que isso seja
- 14:03realmente, né? Considerado.
- 14:05Então, a medida que eu sou aquela pessoa que só aceita, que
- 14:08só tenta amortecer o que está acontecendo e eu não tenho o meu
- 14:12espaço pra ter minha abertura, as minhas reações, minhas
- 14:14opiniões e meus argumentos, né? Isso vai.
- 14:17Aumentando essa dissonância e vai piorando a segurança
- 14:20psicológica, porque em algum momento realmente não tem mais
- 14:23como eu aceitar. E aí o final da história vai ser
- 14:25a minha saída, seja voluntariamente, porque eu peço
- 14:29para sair ou pela empresa que vai notar que eu sou uma pessoa
- 14:32que não contribui para aquele. Time e como é que a gente pode
- 14:36conseguir essa segurança psicológica num ambiente mais
- 14:40hostil? Como é que a gente reverte isso
- 14:42pra ter a segurança psicológica? Essa é uma pergunta muito
- 14:45difícil, né? Então a gente sabe que está
- 14:48muito relacionado a cultura EAE, não só a cultura da organização,
- 14:52mas a micro cultura, aquele dia a dia de cada espaço, de cada
- 14:56departamento, de cada setor, né? A empresa pode até, por exemplo,
- 15:00Ah, temos uma cultura aberta, uma cultura de bastante
- 15:03confiança, em que as pessoas podem, né, ser elas mesmas e
- 15:07tudo mais, né? Você pode sugerir coisas.
- 15:10Mas às vezes, naquele departamento específico onde o
- 15:13time atua, talvez lá não por causa da liderança, que não é
- 15:16tão aberta assim, mas pensando num todo, essa cultura ou micro
- 15:20cultura, ela precisa ser aquela em que as pessoas são
- 15:24encorajadas pra isso. Então, por exemplo, né, vamos
- 15:27supor, eu vou fazer uma apresentação sobre uma ideia que
- 15:30eu tive, um projeto, sou gestora ali de né, DeX, pessoas dentro
- 15:33da minha equipe. E eu falo, vai ser assim, vai
- 15:36ser assado. E eu explico.
- 15:39E eu vou perguntar, né? Alguém tem alguma sugestão?
- 15:41Alguém tem algo a dizer? E aí, pela própria reação, a
- 15:45gente consegue perceber como que é esse ambiente, né?
- 15:48Será que esse ambiente foi aquele em que todo mundo
- 15:50levantou a mão? Tá todo mundo ansioso pra falar,
- 15:53quer mudar a cor, quer mudar o jeito, quer falar sobre o prazo,
- 15:56quer comentar sobre os aspectos técnicos.
- 15:59Isso é um lugar em que mostra que existe essa segurança
- 16:02psicológica. Então eu dei a abertura, certo?
- 16:05Essa é uma condição importante e as pessoas se sentem à vontade
- 16:08pra isso. Mas, por exemplo, como que vai
- 16:11acontecer eventualmente, né? Eu pergunto, e aí fica aquele
- 16:14silêncio. Seria um outro caso, né?
- 16:16E esse silêncio eu posso entender, como gestora, de que
- 16:19todo mundo concordou. E é aí que fica perigoso, porque
- 16:23na verdade, não é. Quando fica um silêncio total
- 16:25com pessoas e tem muita experiência, isso é um ponto
- 16:28errado. Quer dizer que as pessoas já
- 16:31estão com medo de falar. Será que cada líder também tem
- 16:34essa conclusão, né, de que esse silêncio foi um consentimento ou
- 16:38esse silêncio já é o medo de falar?
- 16:40É o medo total, né, de você dizer alguma coisa e eu vou lá e
- 16:44corto a pessoa, né? Mas não tinha que ser amarelo,
- 16:47né? Será que não poderia ser
- 16:47vermelho? E eu vou lá, imagina, né, que
- 16:50absurdo. Então eu já estou cortando e eu
- 16:53estou já tirando essa segurança psicológica, porque numa
- 16:56terceira vez dessa apresentação, essa pessoa vai ficar totalmente
- 17:00calada e a gente vai vendo o quanto que pequenas coisas podem
- 17:03fazer a diferença, né? E aí pensando até já em outro
- 17:06exemplo, vamos supor, né, eu estou ali com a minha equipe.
- 17:09E aí chegar alguém, né? Então vamos supor, você é da
- 17:12minha equipe, né? Você fala Lina, né?
- 17:13Eu tive uma ideia aqui pro nosso projeto, a nossa iniciativa, eu
- 17:17queria conversar com você, aí eu vou falar, não marison que isso
- 17:20eu estou super ocupada. Você não sabe ali que o diretor
- 17:23está esperando aquela entrega, né?
- 17:25Amanhã a gente fala aí chega, amanhã você né, ainda lembrou,
- 17:29né? Olha, eu vou falar com a Lina.
- 17:31Será que a gente pode ali tomar um café?
- 17:32Eu vou contar minha ideia e eu vou falar de novo.
- 17:35Não deu errado ali A Entrega, eu preciso refazer.
- 17:38A gente vai falar semana que vem, na terceira vez você já não
- 17:41vai vir de novo, você vai falar ali não, não quer me ouvir.
- 17:44Então eu fazendo isso com todo mundo, eu estou cortando, estou
- 17:47eliminando qualquer tipo de segurança psicológica, porque de
- 17:50novo não estou abrindo espaço, não estou dando oportunidade.
- 17:53Mas é isso, né? Na cabeça ali, será que eu estou
- 17:55pensando que eu recusando, né essa conversa ou não me
- 18:00comprometendo a ouvi lo? Será que eu estou entendendo que
- 18:03eu estou cortando essa segurança psicológica?
- 18:05Muitas vezes não, eu acho que isso é natural e enfim, e que as
- 18:09ideias vão continuar brotando, o que não é verdade, né?
- 18:11Então ter essa atenção que pode ser dessas mínimas atitudes.
- 18:16A gente sabe que a segurança psicológica vai ser realmente
- 18:19construída nos detalhes. Legal é, você deu alguns
- 18:22exemplos legais aqui. Eu até me lembrei de uma
- 18:25situação por acaso, daqui a pouco, daqui alguns episódios, a
- 18:28gente vai receber uma outra pessoa, uma consultora.
- 18:31Importante, o tema de agilidade, estratégia, que é Andressa
- 18:34Kyara, e ela tem um livro chamado liderança por definição,
- 18:38né? Ela conta alguns cases, mas de
- 18:40qualquer maneira, são situações como é essa que você falou e aí
- 18:43uma situação. Tem muito a ver com um ponto
- 18:46seu, né? Por exemplo, numa empresa lá
- 18:48você tinha 2 equipes só só falando aqui bem rapidinho, 2
- 18:52equipes e uma era aquela equipe que seguia as coisas, fazia as
- 18:57suas entregas e tal. Mas de ali não tinha conflito.
- 19:00As coisas aparentemente funcionavam redondinhas porque
- 19:03ninguém reclamava o negócio subia e tal.
- 19:06Conformidade, né? Isso e aí tinha um outro que era
- 19:09um time atribulado. Toda hora tinha ali 111 pega pra
- 19:14capaz esse negócio. Desculpe meu francês, eu não me
- 19:17lembro. Essa história é exatamente
- 19:18assim. Mas depois passaram a
- 19:21eletrificar um pouco mais as entregas.
- 19:23E aí, pra surpresa geral, e eu estou fazendo geral com uma
- 19:26aspas imensa aqui, o time que era lá tido conflituoso era o
- 19:31que entregava mais. E aí pegando o exemplo que você
- 19:34deu, que foi aquela pessoa lá que chega numa reunião grande e
- 19:38faz uma pergunta e todo mundo fica quieto, como é que a gente
- 19:41identifica esse líder? Porque talvez esse líder seja o
- 19:45maior problema no sentido de que ele não tem a percepção exata,
- 19:49no sentido de que ele tá ali. Ele faz uma pergunta e a
- 19:52resposta zero. Essa resposta zero para as
- 19:55pessoas mais antenadas e para os líderes mais antenados,
- 19:58provavelmente, como você falou, seria um sintoma de preocupação.
- 20:02Mas para outros, pode ser aquilo assim, poxa, está vendo?
- 20:05Eu faço um trabalho espetacular, ninguém tem dúvida, todo mundo
- 20:09sabe que tem que fazer. E é um pouco isso que apareceu
- 20:12nessa dupla aqui. Eu falei aqui um time
- 20:15conflituoso, que era um conflituoso entre aspas.
- 20:18Também é aquele time que está se resolvendo de alguma maneira,
- 20:22que entregava mais, talvez bem mais do que aquele time que era
- 20:25quietinho, que estava ali aparentemente no trilho.
- 20:28Porque é só aparentemente, né? Como é que a gente pode
- 20:31trabalhar esse líder? Lina, porque ele não deixa de
- 20:35ser um problema, né, quando ele não tem essa visão ou ele tem
- 20:39essa visão equivocada, porque talvez ele, mais do que estar
- 20:42enxergando o time, ele está enxergando ele próprio, você
- 20:46como consultora, que está em várias empresas.
- 20:50Você já viu isso? Como é que a gente pode tratar
- 20:52esse assunto? Como é que a gente identifica
- 20:54esse líder? Como é que a gente fala isso pra
- 20:56esse líder? Porque certamente ele até vai
- 20:58ter dificuldade em ouvir sobre isso.
- 21:02Sim, na verdade, isso é é recorrente, infelizmente, né?
- 21:04Que a gente sabe que nem toda liderança tem a sua devida
- 21:07capacitação, as suas competências, mas a gente pode
- 21:10ver por meio de diagnósticos. Então, por exemplo, uma pesquisa
- 21:13de clima pode revelar como que é a qualidade da liderança.
- 21:17A gente pode medir esses perfis, a gente pode tentar, né?
- 21:20Por meio de pesquisas, questionários bem fundamentados,
- 21:23que vão dizer qual é o perfil dessa liderança, pra fazer com
- 21:26que esses líderes tenham essa reflexão.
- 21:28Será que se todo mundo fica quieto na reunião é porque eu
- 21:31sou bom, né? Então, rever esse conceito, né?
- 21:34Não quer dizer que as pessoas estão com medo de falar.
- 21:36Né? E até que ponto que isso é
- 21:38saudável e o quanto que isso cresce?
- 21:40E como você disse, né, adorei esse exemplo, os resultados.
- 21:43Então a equipe que tem conflitos saudáveis aí que a gente também
- 21:46tem que ter esse cuidado, né? Porque são esses conflitos
- 21:49saudáveis, são aqueles conflitos que geram inovações.
- 21:53Então existe um nível ótimo de conflitos, né?
- 21:56Eles não podem ser extremos, porque aquele em que todo mundo
- 21:59tem uma Extrema divergência com a outra, então realmente não vai
- 22:02funcionar. Como eu só acredito em azul,
- 22:05você só acredita em vermelho? Não vai funcionar.
- 22:07A gente não vai chegar no roxo, mas quando a gente chega nesse
- 22:10roxo vai ficar melhor. Quando a gente consegue misturar
- 22:13as 2 partes, isso é o que o líder precisa reconhecer.
- 22:16Às vezes se sente confortável com pessoas próximas, com
- 22:19pessoas parecidas, e realmente não vai gerar o conflito.
- 22:23É melhor, pode gerar, né? Agilidade, sim, mas a gente sabe
- 22:27que não é a melhor forma hoje em dia, né?
- 22:29A gente sabe o quanto que o mercado é demandante de soluções
- 22:31diferenciadas de inovações. E isso só acontece com equipes
- 22:35que pensam de formas diferentes, com esses conflitos saudáveis.
- 22:40E o líder é aquele que vai precisar gerenciar isso.
- 22:42O líder é aquele que ele busca. Esse consenso fácil, realmente
- 22:47ele pode até ter, né? Essa segurança psicológica.
- 22:49Mas ele não é aquele que vai conseguir por meio das ideias
- 22:53que vão se complementar. Né?
- 22:55Então realmente é, as empresas podem trabalhar com esses
- 22:58diagnósticos, com pesquisas, entendendo qual é a percepção
- 23:01dos próprios liderados sobre essas lideranças e medir e, né,
- 23:05entender isso como um indicador importante, mas também mapear os
- 23:08perfis dos líderes e já vi sim, né, nas empresas esses
- 23:12mapeamentos, né? Puxa, tenho muitos líderes
- 23:15coercitivos aqui, tenho muitas autoritárias por aqui.
- 23:18Eu tenho lideranças muito, né? Fechadas e bloqueiam as relações
- 23:23entre as pessoas. E tentar fazer.
- 23:25Mudanças mas aí o RH tem um papel importante, né?
- 23:28Porque o aquele time ele pode sentir é até com receio de falar
- 23:33alguma coisa, né? E aí esse olhar talvez mais
- 23:37isento pode ajudar muito, né? Exatamente.
- 23:40Então tem que ter esse cuidado, né?
- 23:42De de confidencialidade das informações, entender que os
- 23:45dados são sempre analisados de uma forma coletiva, conjunta.
- 23:49E que é para o bem e da empresa, né?
- 23:51Ali a gente não tá para perseguir pessoas eSIM
- 23:54desenvolver líderes que podem apoiar suas equipes.
- 23:58Legal. Você vê isso muito assim, no
- 24:00sentido de que as equipes que eventualmente passam ou tem um
- 24:04líder dessa forma irem buscar o RH.
- 24:07Você vê isso com certa facilidade ou você vê isso com
- 24:11mais dificuldade? Ou seja, as pessoas tem ainda
- 24:14receio de procurar o RH por receio de retaliação, esse tipo
- 24:18de coisa. O que que você?
- 24:19Encontra mais Lina. Depende também da empresa, né?
- 24:23Tem aquela empresa em que o RH é mais de suporte.
- 24:26É mais, né? De conseguir trazer ferramentas
- 24:29e desenvolvimento pros líderes. E aí os líderes sem se sentem
- 24:32mais à vontade em né recorrer a isso?
- 24:36Mas nem sempre, né? A gente sabe que tem líderes que
- 24:38ficam mais receosos e aí eles ficam ainda mais autoritários,
- 24:41ainda mais difíceis nos relacionamentos, e aí é pior pra
- 24:44todo mundo, né? Porque a gente sabe quanto que
- 24:46que eles sofrem, né? Quando ela não tem essa
- 24:48segurança psicológica, não tem abertura e o RH precisa já tomar
- 24:52uma decisão mais drástica, né, de fazer uma troca de liderança,
- 24:56por exemplo. Mas sim, já vi muitos líderes
- 24:58que reconhecem, né? OKE tem uma dificuldade, eu
- 25:01preciso de ajuda e o RH facilita esse processo.
- 25:05Então depende muito, né? De como que esse ambiente geral
- 25:08da empresa vai realmente dar esse apoio suficiente para as
- 25:12lideranças. Mas assim, quando a gente
- 25:14pergunta, né? Pros rhs qual é o seu principal
- 25:17desafio em relação, né? A RH é muito, né?
- 25:21Em primeiro lugar, sai desenvolvimento de liderança,
- 25:23que a gente sabe quanto que é um ponto crítico.
- 25:25Se você não tem bons líderes, você não consegue caminhar com
- 25:28as outras iniciativas e injeção de pessoas.
- 25:31Legal, e aí falando sobre liderança?
- 25:33E líderes, assim que eu vou te falar agora, não tem base
- 25:37científica nenhuma, não tem informação, não tem nada.
- 25:39Tem uma percepção também, eu acho.
- 25:42E eu vim de uma época, né? Eu estou no mercado há bastante
- 25:45tempo, numa época em que aqueles líderes mais rigorosos, aqueles
- 25:50caras até que chegam a gritar e tal, esses caras têm um espaço
- 25:53grande. EEA.
- 25:55Minha impressão é que esses caras ainda tem esse espaço,
- 25:58mesmo sendo hoje um assunto tão falado hoje.
- 26:02E aí não pela agilidade, mas a gente tá falando sobre uma
- 26:05gestão Moderna, né? De participação, de dar
- 26:08autonomia para o time, de onde? Uma série de conceitos mais
- 26:11modernos, principalmente para esse mundo agora, né?
- 26:15De mudanças constantes, de inovação, aonde você precisa ter
- 26:18esse ambiente que a gente tá falando aqui.
- 26:20Mas mesmo com essas mudanças todas que vem acontecendo.
- 26:24Eu ainda tenho um pouco a impressão de que esse perfil,
- 26:27ele ainda ele ainda resiste, sabe?
- 26:30Ele ainda é valorizado e ele é reconhecido, talvez até mais do
- 26:35que aquele cara que talvez esteja mais olhando para o
- 26:38desenvolvimento das pessoas, que talvez delegue mais as entregas
- 26:44para a equipe do que ele mesmo. Porque no fundo eu vou te falar
- 26:47até Eu Acredito nisso, né? Eu Acredito que quem tem que
- 26:49fazer as entregas não é o gestor, é o time.
- 26:52Mas isso eu ainda vejo uma dificuldade em entender, porque
- 26:56de alguma forma esse líder ainda é cobrado por entregas.
- 26:59E eu não sei se as pessoas entendem e dão valor pra entrega
- 27:03daquele time todo, que não é só daquele líder.
- 27:06Então, de novo, não é nada científico, não é nada.
- 27:08Mas eu eu ainda talvez veja com uma frequência maior do que eu
- 27:14esperava em 2026, essa valorização ou essa
- 27:17hipervalorização daquele líder. Punho de aço, sabe duro que que
- 27:24grita e que aparentemente dá um resultado, mas é aquele
- 27:28resultado com corpos pelo caminho em detrimento daquele
- 27:32outro que tá ali trabalhando pra fazer o time funcionar melhor
- 27:35para isso. É falso, é verdadeiro o que eu
- 27:38tô falando. Você vê isso?
- 27:40Você tem algum dado pra passar pra gente aqui?
- 27:43Eu não tenho os números exatos, mas a gente acompanha, por
- 27:46exemplo, na pesquisa da fi a lugares incríveis, né, que a
- 27:48gente mede o perfil dos líderes. Nas empresas brasileiras e aí é
- 27:52um levantamento com centenas de empresas por ano, mais de 400
- 27:56empresas por ano que sim, né? O perfil dos líderes mudou sim,
- 28:00né? Ele passa a ser mais inspirador,
- 28:02ele passa a ser mais educador, preocupado com o desenvolvimento
- 28:05de pessoas, né? A gente já tinha bastante nesse
- 28:08perfil democrático, mas ele passa a ser mais inspirador e
- 28:11educador de qualquer forma, eu concordo com você de que, né?
- 28:14No passado, a gente pensa algumas décadas para trás.
- 28:17A gente via lideranças muito mais autocráticas, né, como você
- 28:20falou, mas dessas que vão procurar resultado acima de
- 28:24tudo. E é isso, é, e esses líderes
- 28:27persistem, né? A gente vê ainda, mas é quando
- 28:30muitas vezes realmente combina com aquele ambiente.
- 28:33A gente sabe que existem culturas que, né, precisam de
- 28:37lideranças que vão ser mais diretas, elas são mais
- 28:40subjetivas, elas buscam mais resultados, elas são altamente
- 28:43cobradas por metas. Mas vai depender muito de setor,
- 28:47vai depender bastante, né? De de onde que ele precisa desse
- 28:51estímulo, mas que eu vejo bastante, né?
- 28:54Pelo menos nesses mais de 20 anos que eu tenho acompanhado as
- 28:57empresas é que os líderes sim, né?
- 28:59Passaram a ser um pouco mais flexíveis e se adaptar para esse
- 29:02momento em que. Se eles não cuidam genuinamente
- 29:06de pessoas pensando no seu desenvolvimento, no crescimento
- 29:09colaborativo, eles não conseguem avançar porque você não consegue
- 29:13a sustentabilidade, né, se você ali muito demandante, exigente.
- 29:18Essas pessoas saem, né? Elas não ficam.
- 29:20O que eu percebo assim, por exemplo, né, na área de
- 29:22tecnologia, é uma área em que eu vejo lideranças melhores,
- 29:25lideranças mais preparadas pra esse cenário, né, que a gente
- 29:28vive. Mas, por exemplo, imagine uma
- 29:31empresa de varejo em que a rotatividade já é mais alta, né?
- 29:35As pessoas ali giram bastante. Então você ser mais coercitivo
- 29:39entre aspas, é menos problema, porque as pessoas já vão ter a
- 29:43sua rotatividade. Então, com isso, aproveito esse
- 29:47espaço de que já vai ter rotatividade.
- 29:49Eu não estou falando que isso é bom, mas aí eles apertam mais,
- 29:53né? Ok, vou cobrar mais, eu vou ser
- 29:54mais direcionador, eu vou cobrar mais resultado e eu vou esperar
- 29:58mais as pessoas, né, que eu não estou encaixando muito com a
- 30:01neurologiagem, né? Mas eu estou comentando dos
- 30:03estilos de liderança e assim, né?
- 30:06O que eu acho? Que é interessante, né?
- 30:09Eu já fiz alguns estudos estatísticos sobre isso.
- 30:11Quando a gente vê esses setores, entre aspas, né, mais de
- 30:14serviços especializados, como é o caso de ti e outros setores, é
- 30:18muito comum a gente ter essa correlação, né?
- 30:21Mais favorável para lideranças mais inspiradoras, que vão gerar
- 30:24melhores resultados já para essas áreas de que existe já
- 30:28mais rotatividade, mais ternover, que é o caso do
- 30:31varejo. Existe um perfil de mais
- 30:34cobrança, que acaba até sendo mais favorável no estudo,
- 30:37dizendo que é mais pro ambiente do dia a dia, né?
- 30:40Porque as pessoas não gostam disso, né, no dia a dia, mas não
- 30:44exatamente, né, é o que gera mais resultado.
- 30:46A gente não pode aqui, por exemplo, né?
- 30:48É confirmar essa hipótese de que uma liderança mais flexível ou
- 30:52mais adaptável, né? Ou mais entre aspas,
- 30:56humanasizada, ela é sempre melhor, vai depender muito de
- 30:59cada contexto. Legal, e você estava falando
- 31:01sobre essas best Waze of work, né?
- 31:04Como é que a gente faz isso funcionar?
- 31:06Lina? Eu entendo que o mapeamento,
- 31:08esse diagnóstico, essa pesquisa interna é o primeiro passo,
- 31:11porque a gente vai conhecer como estão as coisas.
- 31:13É um diagnóstico, né? Exato, né?
- 31:16Os ânimos das pessoas, como que elas estão em relação à sua
- 31:19motivação, à satisfação? O seu dia a dia, como que elas
- 31:22se sentem recompensadas, né? De que forma que elas entendem a
- 31:26comunicação, incluindo no seu dia a dia, sua carreira, seu
- 31:29crescimento, seus aprendizados e até mesmo, né?
- 31:33Os aspectos físicos de trabalho, a gente vê que, né?
- 31:36Eventualmente tem empresa que vai descobrir lá que cobra
- 31:38demais pelo resultado, mas os equipamentos que ela, né,
- 31:42oferece para os funcionários não são dos melhores.
- 31:44Então como que você cobra? Tanto que a pessoa seja rápida
- 31:48na sua tarefa, mas o computador é lento, né?
- 31:51Então você já é o estresse. Na verdade você cobra uma coisa
- 31:54que você não consegue dar o suporte e o líder é aquele que
- 31:57vai precisar, né? Entender tudo isso, seu grande
- 32:00tradutor nas mensagens da empresa e levar todas as
- 32:03preocupações, necessidades das pessoas pra pra organização de
- 32:07volta, né? Então esse mapeamento, né, esse
- 32:10diagnóstico é importante pra entender em que pé estamos.
- 32:13Pra a partir disso ter algumas ações, né?
- 32:15E a gente sabe que a liderança vai realmente ser o grande
- 32:19diferencial, né? De um ambiente que é mais
- 32:22favorável ou não, né? E quando a gente fala da
- 32:24metodologiade é a mesma coisa, né?
- 32:26As lideranças é que vão conduzir esse processo também, pra que
- 32:29fique ali bem absorvido pelas equipes.
- 32:32Lina, agora assim pra gente fechar esse assunto?
- 32:36E aí, já que até você agora acabou falando sobre agilidade e
- 32:40aí dando um recado para os agilistas, é muito importante
- 32:43para os agilistas estarem num ambiente de segurança
- 32:47psicológica. É muito importante que eles
- 32:49contribuam para construir esse ambiente e é muito importante
- 32:54então que eles façam isso acontecer mesmo, né?
- 32:56Eles garantam aos seus times. Que a naquele ambiente aonde
- 33:01esse time está atuando é um ambiente seguro, mas para esse
- 33:04ambiente está seguro. Ele precisa estar num ambiente
- 33:07numa organização que garanta isso.
- 33:09E aí eu acho que o agilista, ele tem um papel muito importante,
- 33:13né? Ele como um agente de mudança.
- 33:15Quando você está numa organização que quer fazer essa
- 33:19mudança também, a organização precisa querer, precisa querer,
- 33:21e aí o agilista, ele precisa ter esse know how para fazer
- 33:24funcionar, mas para isso também ele precisa assumir esse
- 33:27protagonismo, né? Ele não pode.
- 33:29Fica lá ou ele não pode desistir.
- 33:32Já no primeiro não, porque ele vai receber vários nãos.
- 33:34Então a gente de fato, como o agilista, tem um papel difícil
- 33:38até de desbravador e é um papel perigoso, porque eventualmente o
- 33:43agilista pode encontrar esses obstáculos que vão desmotivá Los
- 33:47a seguir em frente, porque muitas vezes pode colocar o
- 33:50cargo dele em risco. Mas ao mesmo tempo, se ele não
- 33:53faz isso, ele não faz o trabalho dele.
- 33:55E aí aquela organização não muda.
- 33:57Para a gente fechar aqui, o que que você pode falar para esse
- 34:00agilista? O que que você pode dar dicas
- 34:03para ele, para ele, de alguma maneira poder exercer esse esse
- 34:07papel que é fundamental, senão a gente não consegue levar esse
- 34:11assunto a frente? Muito bem.
- 34:13Eu entendo que se uma empresa tem esse papel de agilista, ele
- 34:16precisa a certeza, precisa dar esse suporte suficiente, senão
- 34:20fica só mostrando no papel, né? Para contar para os outros que
- 34:23tem. Então é ter o apoio da alta
- 34:25liderança. Esse agilista primeiro, caso ele
- 34:27não tenha, né? Esse momento em que ele é
- 34:30ouvido, em que ele tenha seu né, o seu papel devido, ele precisa
- 34:35começar a convencer a alta liderança, porque a medida que
- 34:38ele tem, de preferência, presidente.
- 34:40Então quando ele tem o presidente ou a presidente
- 34:43dentro da sua ideia, ele vai conseguir caminhar, porque isso
- 34:46vai ser forçado, né? Infelizmente, algumas coisas
- 34:49precisam ser top Dawn, a gente sabe que muitas vezes nem
- 34:52sempre, né? Depende da boa vontade das
- 34:53pessoas de aceitarem as coisas. A liderança sendo convencida com
- 34:58números, com dados, com informações relevantes.
- 35:02Essa alta liderança é que vai fazer, né?
- 35:04Com que as equipes consigam ter esse agilista ativo e né,
- 35:09realmente atuante na no dia a dia.
- 35:11Mas o agilista precisa desse espaço, esse convencimento
- 35:14inicial. Ele é bem relevante, se não fica
- 35:16ali só no papel, mostrando que tem, mas na verdade não tem
- 35:20aquilo No No dia a dia. Você tem algumas dicas,
- 35:23bibliografia, palestras para que as pessoas possam ir buscar mais
- 35:27material? Você tem o que que você pode
- 35:29recomendar para essa turma? Posso recomendar, sim.
- 35:32O grande nome da segurança psicológica é uma autora chamada
- 35:36Amy edmondson. Então ela tem o Sedex, não é
- 35:41para quem for buscar, né? Consegue encontrar facilmente,
- 35:44ajuda bastante. E ela tem também os livros, não
- 35:46é? Alguns alguns artigos que não
- 35:49são tão extensos, né, são fáceis.
- 35:51É para leitura que estão, né, na Harvard Business review, então
- 35:55são textos bem valiosos, né? E ela mostra toda essa relação
- 35:59que tem de um bom ambiente, com segurança psicológica, que gera
- 36:02inovação, colaboração, aprendizado.
- 36:05Principal nome que gostaria de recomendar para vocês?
- 36:08Nossa, que bom, legal. E é um nome fortíssimo, né?
- 36:11E a gente tem aqui no Brasil a Lina na cata, né?
- 36:13É isso, né? Isso também podem contar comigo.
- 36:18Lina, foi um prazer, foi uma conversa ótima aqui, foi um
- 36:22bate-papo super gostoso. Te agradeço demais a visita.
- 36:25Eu realmente espero que a gente possa conversar várias outras
- 36:28vezes aqui. Eu acho que enriquece muito o
- 36:30nosso podcast para nossa turminha aqui, então te agradeço
- 36:33demais. Obrigadão, tá?
- 36:35Obrigada, eu que agradeço. Foi um prazer que a gente vai
- 36:38falando. Legal, obrigado, obrigado, Lina.
- 36:41Pessoal, obrigado. Até a próxima.
- 36:43A gente se vê em breve. Tchau.