Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS #IV - COM FREQUÊNCIA OS PAIS SE SENTEM TENTATOS A CRITICAR OS FILHOS (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:07Ladies and gentlemen, vamos seguir aqui.
- 0:11Como fazer amigos, influenciar pessoas comigo?
- 0:13Bruno Maia Soares no nosso queridíssimo clube do livro
- 0:16Bruno, como é que você está? Estou ótimo.
- 0:18Clube do livro, dia de gravar. O clube do livro é sempre um dia
- 0:20especial, então estou perfeito aqui.
- 0:25Então vamos lá, com frequência os pais se sentem tentados a
- 0:29criticar os filhos. Talvez você espere que eu diga
- 0:32que não devem fazer isso, eu vou parar aqui.
- 0:36Vem, por exemplo, quando eu li esse livro, não era pai, ou eu
- 0:41já tinha arturzinho, já tinha arturzinho.
- 0:44É uma versão de pai muito diferente, porque o primeiro
- 0:48filho e arturzinho acho que é muito pequeno aqui.
- 0:51Eu fiz as contas, eu acho que eu lia há uns 6 anos esse livro,
- 0:53né? Então ele tinha 2, com 2 anos.
- 0:59Você não criticou ainda muito teu filho, você começa a
- 1:00criticar teu filho quando ele começa a fazer é mais, usar mais
- 1:06a criatividade dele. Ele vai ficar numa, né?
- 1:08O Bernardo tem 2 é não tem muito espaço para criticar.
- 1:14Estou com 8 não, já já, né? Estamos para o chão de orelha,
- 1:18então aqui, hoje eu vou parar para fazer o seguinte,
- 1:21certamente tem coisas deste livro aqui.
- 1:24Que vão me servir de uma forma diferente, porque eu sou outro
- 1:29Arthur, né? E o taleb, que é um autor que a
- 1:32gente referencia muito aqui, ele fala isso, né?
- 1:36Ele diz assim é, você julga o quão bom é um livro para pessoa
- 1:43pela quantidade de vezes que ela lê esse livro.
- 1:46Porque a defesa dele é que um livro muito bom se você ler mais
- 1:51de uma vez. Você vai ter experiências muito
- 1:55diferentes e você vai aprender coisas que você não aprendeu nas
- 1:58nas anteriores, né? Então vamos ver.
- 2:01Talvez isso aconteça aqui. É voltando.
- 2:05Talvez você espere que eu diga que não devam fazer isso, mas
- 2:08não direi. Direi apenas que antes de
- 2:11criticá Los leiam um clássico do jornalismo americano intitulado
- 2:15papai perdoa. Texto ou eu vou marcar isso
- 2:18aqui, eu vou fazer isso, eu vou ser um bom aluno aqui e eu vou
- 2:21ler esse negócio aqui. Papai perdoa.
- 2:25Texto originalmente publicado como editorial do periódico
- 2:29People's home Journal. Ele aparece na página seguinte,
- 2:32com permissão do autor, em sua versão condensada e publicada na
- 2:35readers digest. Ou então talvez já já tem 111
- 2:41resumo aqui, né, papai? Perdoa é um texto que criado a
- 2:44partir. De sentimentos sinceros, toca
- 2:47tão fundo a sensibilidade do leitor, que é considerado um
- 2:49clássico eterno. Segundo o lewinston Lord, seu
- 2:54autor. Desde sua primeira aparição, o
- 2:57texto foi reproduzido em centenas de revistas,
- 2:59publicações internas de empresas e jornais de todo o país.
- 3:02Foi publicado em outros idiomas praticamente na mesma proporção.
- 3:06Milhares de pessoas fizeram a leitura dele na escola, na
- 3:08igreja ou em palestras, até mesmo no clube do livro.
- 3:11Aí a moral. Já foi transmitido pela rádio em
- 3:15incontáveis programas e ocasiões.
- 3:17Por incrível que pareça, também já foi publicado em periódicos
- 3:19universitários e revistas de instituições de ensino médio.
- 3:22Às vezes, um pequeno texto mobiliza as pessoas de uma forma
- 3:24misteriosa. Foi o que aconteceu com este
- 3:28papai perdoa. Escute, meu filho, estou falando
- 3:32enquanto você dorme. Com sua mãozinha escondida
- 3:35debaixo do rosto, os cachinhos louros grudados na testa úmida,
- 3:40entrei no seu quarto sozinho e sem fazer barulho.
- 3:43Minutos atrás, enquanto lia o jornal na biblioteca, fui tomado
- 3:46por um por uma sufocante onda de remorso.
- 3:51Sinto me culpado, vinha até a cabeceira da sua cama.
- 3:55Andei pensando em algumas coisas, meu filho, fiquei
- 3:57zangado com você. Repreendi você enquanto se
- 4:01vestia para a escola, porque mal enxugou o rosto com a toalha.
- 4:04Chamei sua atenção por não ter limpado os sapatos.
- 4:07Reclamei com raiva quando você jogou as coisas no chão.
- 4:10Também me irritei no café da manhã.
- 4:12Você derramou a bebida, engoliu a comida, pôs os cotovelos da
- 4:16mesa, passou manteiga demais no pão, foi lá fora brincar e
- 4:20quando sair para o trabalho, você virou pra mim, acenou e
- 4:23disse, tchau, papai. Eu franzi a testa e respondi
- 4:27endireita os ombros e noitinha. Tudo recomeçou quando cheguei
- 4:31perto de casa, vi você de joelhos no chão, jogando
- 4:35bolinhas de gude. As meias estavam furadas.
- 4:38Eu o humilhei diante dos seus amigos e o fiz voltar para casa.
- 4:42Meias são coisas caras, e você teria mais cuidado se tivesse de
- 4:46comprá las com o próprio dinheiro, meu filho.
- 4:49Imagine isso vindo de um pai. Você lembra quando mais tarde,
- 4:54eu estava lendo na biblioteca e você entrou timidamente com a
- 4:57carinha triste, irritado pela interrupção, ergui os olhos do
- 5:01jornal e você hesitou a porta. O que você quer?
- 5:04Perguntei resmungado, você não disse nada, a pena, saiu
- 5:08correndo, abraçou meu pescoço e me beijou.
- 5:11Seus bracinhos me apertaram com uma afeição que Deus fez
- 5:14desabrochar em seu coração e que nem minha negligência foi capaz
- 5:19de fazer murchar. Em seguida, você saiu e subiu
- 5:22correndo a escada. Pois bem, filho, pouco depois o
- 5:26jornal escorregou das minhas mãos e um medo terrível
- 5:30nauseante tomou conta de mim. O que o hábito tem feito comigo?
- 5:35O hábito de encontrar defeitos, de repreender.
- 5:37Era assim que eu vinha recompensando você por ser um
- 5:40menino. O problema não era falta de
- 5:42amor, era que eu esperava demais da infância.
- 5:46Eu o avaliava segundo os padrões da minha idade e havia muita
- 5:50coisa boa, Bela e verdadeira em seu caráter.
- 5:52Seu coraçãozinho era tão lindo quanto o amanhecer entre as
- 5:55Colinas. Percebi isso pelo seu gesto
- 5:58espontâneo de correr para me dar um beijo de boa noite.
- 6:01Nada mais importa esta noite, filho.
- 6:04Eu vim até sua cabeceira na escuridão e me ajoelhei
- 6:08envergonhado. Meu gesto não passa de uma auto
- 6:12punição, auto punição insignificante.
- 6:16Sei que você não compreenderia essas coisas se me ouvisse
- 6:19enquanto estivesse acordado, mas amanhã serei um papai de
- 6:22verdade, serei seu companheiro, sofrerei com seu sofrimento,
- 6:26rirei com seu riso. Vou me refrear quando quiser
- 6:29demonstrar impaciência, repetirei sem parar, como num
- 6:33ritual. Ele é apenas um menino, um
- 6:35menininho. Infelizmente, eu estava
- 6:37enxergando você como homem. Porém, ao observá lo neste
- 6:41momento, meu filho encolhido e exausto em sua cama, vejo que
- 6:46ainda é um bebê. Ontem mesmo estava nos braços de
- 6:49sua mãe com a cabeça apoiada no ombro dela.
- 6:52Eu exigi demais de você demais aqui fecha o papai.
- 6:57Perdoa, né? E o autor fecha o capítulo
- 6:59dizendo o seguinte, em vez de condenar as pessoas, aí ele foi
- 7:04muito inteligente aqui, trazendo esse texto, porque ele foi para
- 7:06Oo âmago. Da obviedade que existe na
- 7:17injustiça de uma condenação, que é como você trata seu filho
- 7:20pequeno. Tem que dar o braço a torcer
- 7:26aqui, invés de condenar as pessoas, vamos tentar compreendê
- 7:29las. Vamos tentar descobrir o que as
- 7:32leva a fazer, o que fazem. Essa atitude é bem mais útil e
- 7:37interessante do que as críticas. Além de cultivar a compaixão, a
- 7:41tolerância e a bondade, saber tudo é perdoar tudo.
- 7:46Como dizia o escritor Sam well Johnson, nem o próprio Deus se
- 7:49propõe a julgar um homem até o fim de seus dias.
- 7:52Então por que eu e você deveríamos julgar?
- 7:54Princípio número 1, não critique, não condene e não
- 7:57reclame. Isso aqui é o tipo de coisa que
- 8:02não adianta o cara ler para dizer que leu assim, você tem
- 8:04que parar, EEE, fazer uma meditação.
- 8:10Como que isso serve a mim, quem eu tenho criticado e que talvez
- 8:16eu não devesse? E veja como importa o contexto,
- 8:19né? O resumo disso é, todo
- 8:22comportamento faz sentido quando você tem informação suficiente,
- 8:26né? É.
- 8:31Porque você volta aqui, vamos tentar descobrir o que as leva a
- 8:36fazer, o que fazem. Invés de condenar, tente
- 8:40compreender. Então é isso, né?
- 8:43Qual é a informação que eu não tenho que faz com que esse
- 8:46comportamento seja diferente do que eu gostaria?
- 8:51Aí tem uma coisa até que assim, acho que é menos sobre
- 8:52influenciar pessoas e mais sobre ser uma pessoa melhor.
- 8:58Né, que me interessa mais do que influenciar as pessoas, por
- 9:04exemplo, né? Ou talvez seja mais importante
- 9:07até do que ser. É 11 bom influenciador, isso é
- 9:11uma coisa, é EE, um comentário bem offtopic aqui que eu não sei
- 9:16se foi assim, mas o Morgan House eu tenho um livro que é o mesmo
- 9:20de sempre. EE ele defende neste livro que
- 9:24é. Cara, tem coisas que sempre
- 9:26funcionaram assim e vão continuar assim.
- 9:30Esse livro, ele é o livro menos impactante dele dos 3, e é o que
- 9:34menos fez sucesso comparado aos 2 outros.
- 9:37Mas os 2, os 2 outros livros, Morgan House são isso, né?
- 9:41O que é que sempre foi assim? Sobre gastar dinheiro e
- 9:43provavelmente vai continuar sendo.
- 9:44E sobre a psicologia de como a gente como é que AA ganância e o
- 9:47medo atuam na relação com dinheiro?
- 9:52Você vê que isso aqui? Poderia ser o laboratório de o
- 9:59que é que eu vou escrever sobre se eu sou o Morgan House, né?
- 10:01Tipo assim, porra, é, é. As pessoas até hoje falam do deu
- 10:08Carnegie e o princípio número 1 do cara.
- 10:10É tento compreender as pessoas e vamos tentar descobrir o que as
- 10:17leva a fazer, o que fazem. Aí ele traduz isso no universo
- 10:21financeiro para. Todo comportamento faz sentido
- 10:25quando se tem informação suficiente e assim por diante,
- 10:27né? Já que isso nunca mudou, isso
- 10:30provavelmente vai continuar sendo útil até quase uma viagem
- 10:34minha, mas é entrando num num processo criativo aqui do, do
- 10:38mas enfim, é entra muito. Eu não lembro mais se foi no
- 10:41final do último episódio, no começo desse, acho que foi no
- 10:43começo desse, né? Dizendo que é que é é o que vem
- 10:46aqui nesse livro. Não são coisas tipo uau, que
- 10:49sacada, né? Mas é ele, ele fazendo questão
- 10:53de trazer muito contexto, começando lá em Abraham Lincoln
- 10:57e tal, pra dar atenção pra uma coisa que se ele simplesmente
- 11:00falando o seguinte, critique menos.
- 11:01Ah, beleza, ok né? Pra realmente chamar o leitor
- 11:04pra dizer o seguinte, cara, isso é importante.
- 11:06É um princípio. E é o primeiro deles, não
- 11:09critique, não condene e não reclame, brunão.
- 11:13Esse. O texto é excelente, o papai
- 11:16perdoa, mas o fechamento dele eu vou ler novamente aqui, porque
- 11:20isso aqui acho que é importante, ficar bem na cabeça das pessoas
- 11:22mesmo que está ouvindo. Em vez de condenar as pessoas,
- 11:25vamos tentar compreendê las, vamos tentar descobrir o que as
- 11:28leva a fazer, o que fazem. Essa atitude é bem mais útil e
- 11:32interessante do que as críticas, além de cultivar a compaixão, a
- 11:35tolerância e a bondade aí aqui. Pra mim, isso aqui, isso aqui é
- 11:40perfeito. Saber tudo é perdoar tudo.
- 11:44Ele complementa dizendo uma frase do escritor Samuel
- 11:46Johnson, nem o próprio Deus se propõe a julgar um homem até o
- 11:49fim de seus dias, então porque eu e você deveríamos julgar?
- 11:53É, enfim, acho que aqui é menos, é menos é.
- 11:59É sobre comentar sobre o que ele falou e mais sobre dar espaço
- 12:03pra quem tá ouvindo refletir sobre isso.
- 12:04EE, tirar as próprias conclusões, eu acho.
- 12:06Que é agora? Tem incluído o texto aqui é, ele
- 12:12foi muito feliz também assim, porque assim o inevitavelmente é
- 12:20o exercício da paternidade, você erra muito e da maternidade
- 12:25também, e ele sempre tem, ele envolve culpa é, não importa o
- 12:30quanto você se dê e se doe, né? Então, porra, você vai para esse
- 12:36lugar que ele é o mais sincero e mais honesto.
- 12:38E aí, e aí torna essa reflexão uma coisa emocionante assim.
- 12:45Então nos coloca numa posição, é muito vulnerável para aceitar
- 12:51esse princípio e refletir sobre isso, né?
- 12:54Enfim, engraçado que a gente, a gente, quando eu estava fazendo
- 12:57aqui, conduzindo Bruno e eu, a gente sempre fica olhando assim,
- 13:00pô, falta um pouquinho para acabar o capítulo, vamos acabar
- 13:01logo e tal, né? É os episódios, eles não tem
- 13:05muito um tempo certo, mas eventualmente a gente fala
- 13:08assim, puxa até um episódio mais longo e tal.
- 13:11E por acaso, no último, até perguntei, né, Bruno, vamos até
- 13:13o final, não, vamos acabar agora, já um pouco mais tenso e
- 13:15tal. E foi legal porque esse fim de
- 13:17episódio aqui eram poucas páginas, mas como AAAA
- 13:20provocação, ela ela teve esse q assim mais excipante forte.
- 13:26Né? Eu adorei.
- 13:27Acho que a gente tem um episódio aqui.
- 13:28Eu. Acho que esse é o tipo de
- 13:29episódio que pessoas vão vir e vão compartilhar e.
- 13:32É isso aí, é isso aí. Pois bem, e o próximo ele
- 13:35promete também, né? Capítulo número 2 pra gente
- 13:37conhecer um próximo princípio. Ele começa dizendo o seguinte, o
- 13:39grande segredo para lidar com pessoas, já parou que já já
- 13:44parou pra pensar que só existe uma forma de conseguir que
- 13:46alguém faça alguma coisa? Vamos descobrir isso no próximo
- 13:49episódio, muito obrigado pelo seu tempo.
- 13:51Uma boa reflexão e a gente se encontra no próximo.