Latest / Entre Chaves / O problema da obsessão pela ‘arquitetura perfeita’
Transcript
- 0:02É uma é uma coisa que deixou o nosso desafio um pouco mais
- 0:07difícil e até a solução, né? Consequentemente, ficou mais
- 0:10robusta por causa disso. Quando a gente fala de
- 0:12recomendação no universo b to b, né, que foi o nosso caso, né?
- 0:16Pelo menos na minha visão, bem mais difícil de se fazer do que
- 0:20no universo b to c, porque é é bem factível pensar que.
- 0:25No b to c, né? Pra pessoa física, quando você
- 0:27entra no site ou vai na loja, está olhando o mouse ou
- 0:30computador, é razoável pensar que faz sentido eu te recomendar
- 0:35um mousepad, um teclado ou um acessório?
- 0:37No b to b é diferente, né? Não tem essa relação direta
- 0:41entre os produtos. Ou seja, se o meu cliente está
- 0:44me comprando o leite ninho, pode ser que não tenha nenhuma
- 0:46relação com ele querer comprar o toddy ou não.
- 0:49Porque ele, na verdade, está comprando um produto para
- 0:52revenda e não para consumo. Então essas relações entre
- 0:55produtos, entre categorias, fica mais difícil, né?
- 0:59De não são tão explícitas. Então acho que isso deixa esse
- 1:02desafio, né? Dentro desse universo que você
- 1:04falou, ainda mais mais difícil. Eu quero entrar um pouco mais em
- 1:08detalhe, Pablo, nisso que você acabou de falar, né, que eu
- 1:10fiquei bem curiosa em como que é a recomendação, né?
- 1:13Esse desafio da recomendação em marketplaces b to b, né?
- 1:16Já como como você disse, né, que é um desafio bem diferente de um
- 1:19b to c mas antes eu só queria reforçar que eu acho que tem um
- 1:22negócio bem legal que vocês foram falando sobre a fundação
- 1:24de dados, né? E como que as coisas evoluíram,
- 1:26né, que realmente foi tomada uma decisão de começar pequeno, né,
- 1:30pra depois ir evoluindo aquela estrutura de dados.
- 1:33Pra ir habilitando o caso de uso mais robusto, como se fosse
- 1:37assim. Isso tem tudo a ver com o que a
- 1:39gente já falou aqui no entre chaves algumas vezes sobre é a
- 1:44fundação, né? A evolução mesmo da fundação de
- 1:46dados e uma arquitetura, a ired, né?
- 1:49Que a gente chama aqui. Claro que eu tenho uma.
- 1:51Uma arquitetura que é a ideal. Mas é óbvio também que eu não
- 1:55consigo chegar no que é ideal de primeira, porque senão eu vou
- 1:59ficar evoluindo tecnicamente pela tecnologia, né?
- 2:02Simplesmente sem que o negócio esteja do meu lado.
- 2:05Para falar assim, ó, eu estou vendo o valor, eu estou vendo o
- 2:07valor da entrega e pelo que vocês foram falando.
- 2:10Desde o início já tentaram habilitar o valor de ser
- 2:13entregue, claro, no início talvez foi um valor que foi um
- 2:16MVP, né? Talvez um MVP de verdade, né?
- 2:19Mas foi um valor talvez um pouco menos assertivo do que poderia,
- 2:23mas já foi um valor que aí, né? Enfim, é aquela coisa, né, que a
- 2:26gente também pode falar que quando eu vou melhorando a minha
- 2:30minha fundação, eu vou habilitando casos de uso mais
- 2:33complexos. Quando eu vou habilitando casos
- 2:34de uso mais complexos, eu vou vendo possibilidades de melhorar
- 2:37minha fundação. Então isso é acho que é bem
- 2:39legal e tem tudo a ver. Com muita coisa que a gente já
- 2:41falou aqui no entre chaves sobre essa arquitetura, né?
- 2:44E iread, né? E é.
- 2:46Nesse ponto que Eu Acredito que é a razão de que muitos DAT
- 2:50lakes falham, né? Porque justamente porque querem
- 2:53começar é já implementando toda a arquitetura, né?
- 2:58Robusta, com catálogo, com governança, com todo mundo de
- 3:04dados e. Pensando de forma corporativa.
- 3:08E aí você acaba atrasando, né? Muitas das entregas de valor,
- 3:12porque você vai gastar muito tempo ali construindo a fundação
- 3:16antes de validar se essa fundação tá fazendo sentido.
- 3:19Então acho que foi aí que é que eu acho que foi uma decisão
- 3:22acertada de ter começado com o data pug e aí só conceituando,
- 3:27talvez pra ficar um pouco mais claro, o data pug, ele seria um
- 3:30data Lake e focado em um caso de uso.
- 3:32Então ele é ele é um propósito específico, então, normalmente.
- 3:36Gente, você não vai se preocupar tanto com a robusteza, a sua
- 3:39arquitetura, com AO data surving, porque você só vai
- 3:43servir um caso de uso. E aí quando você começa a ter
- 3:47mais casos de uso, né? O seu data poodle começa a gerar
- 3:51valor. Você vai ter, naturalmente, os
- 3:53usuários pedindo mais dados, querendo implementar mais casos
- 3:55de uso. E aí você é tem o data point,
- 3:59que seria um conjunto de data poodles com mais usuários
- 4:02utilizando o seu data poodle. Você precisa se preocupar com
- 4:05governança, catalogação, com modelagem, com variação, com
- 4:11tolerância a falhas à medida que você vai ingerindo dados, até
- 4:14que não não vão ser utilizados de forma imediata.
- 4:18Você começa a se preocupar com self service porque vai ter
- 4:21muitas pessoas consumindo e aí sim você tem o nascimento de um
- 4:25data lay que de forma orgânica. Então eu acho que se a gente
- 4:28tivesse caído nessa armadilha, né, de ter, vamos começar um
- 4:32data Lake corporativo pro Martins pra poder construir o
- 4:35nosso motor de recomendação. A gente vai ficar talvez um ano
- 4:37trabalhando nisso e não IA ter um motor de recomendação
- 4:41funcionando.