Latest / Fala aí, mona! / A madrasta
Transcript
- 0:00Olá, tudo bem galera do podcast? Tudo bem, gente?
- 0:05Chegamos por aqui com mais um episódio nosso semanal querido
- 0:10aqui no nosso querido podcast e hoje vamos contar a história de
- 0:14uma madrasta no título. Ela colocou assim ajudar a
- 0:19obrigação e opinar a invasão a madrasta.
- 0:22Então temos aqui. Uma madrasta, acho que
- 0:26reivindicando aí os seus direitos.
- 0:29Vamos ver, tá? Mas antes não esquece, galera.
- 0:32Aqui na descrição desse episódio tem o link que vai direto lá
- 0:36para o apoiace, que é o nosso clube de assinantes, com
- 0:38histórias exclusivas para vocês todo dia, de segunda a sexta.
- 0:43Às vezes tem até história extra de sábado também em áudio e
- 0:46vídeo. E também tem link para o grupo
- 0:49do Telegram, que daí você vai lá e comenta essa história no
- 0:52grupo, tá bom? Então é isso, gente, Bora, Bora
- 0:57começar nossa fofoquinha aqui de hoje.
- 0:59Ela disse o seguinte, Ah, se vocês tiverem ouvindo um
- 1:01barulho, gente, é do aquecedor, tá?
- 1:03Tá um frio aqui, insotável, e aí não tá dando, tá?
- 1:08Não está dando para nós, mas vamos lá, a Luiza começa a
- 1:11história assim, Paloma, eu sou madrasta.
- 1:14Quando comecei meu relacionamento com meu marido, a
- 1:16filha dele tinha 3 anos, hoje ela tem 15, estamos casados há
- 1:2013 anos. Desde o início, cuidei, dei
- 1:23amor, acolhi, estive presente nos bons e nos momentos ruins.
- 1:27Sempre fiz questão de tratá la bem, não só como eu, todos da
- 1:31minha família, que criaram um amor lindo Por Ela.
- 1:34Estive lá quando precisei buscar ela na casa da mãe, porque a mãe
- 1:39estava bêbada, cheia de homens dentro de casa.
- 1:42Estive lá quando precisaram de ajuda, de apoio, de alguém que
- 1:45cuidasse, quando a mãe precisava trabalhar e eu ainda não
- 1:47trabalhava. Nunca questionei.
- 1:50Sempre disposta a ajudar mesmo, sempre me coloquei no meu papel
- 1:54com muito respeito. Sempre fui a favor de uma boa
- 1:56relação para o bem-estar dessa criança, pois eu sei o que é ser
- 2:00filha de pais separados. Eu sempre odiei esse papel.
- 2:04Acredite se quiser, eu e a mãe dela nos considerávamos amigas.
- 2:08Ou pelo menos por um longo tempo.
- 2:09Eu achei, conversávamos muito, nos ajudávamos.
- 2:13Eu de verdade amo ela, mas mesmo com essa boa convivência, eu
- 2:17sentia coisas estranhas, olhares, atitudes que me
- 2:19deixavam desconfortável. E a minha mãe, a minha avó,
- 2:22sempre me alertavam. Eu fui me afastando, mas eu
- 2:25nunca sumi porque o amor pela menina sempre falou mais alto.
- 2:29Tudo sempre pareceu bem, até um episódio que me doeu muito,
- 2:33quando a minha enteada tinha 13 anos, começou a namorar
- 2:36escondida. O menino quis pedir ela
- 2:38oficialmente pra mãe dela, mas a mãe não aceitou, reagiu com
- 2:41muita agressividade. Gritos e até tapas.
- 2:45O meu marido tentou intervir, conversou com ela, tentou
- 2:48acalmar a situação, mas concordou com a mãe e ambos
- 2:51conversaram com a filha que ela precisava pensar em estudos e
- 2:54tudo mais. E aí foi só a ladeira abaixo.
- 2:57A menina tocou o terror e podem imaginar, só a loucura.
- 3:01E eu, no meu papel de quem cuida, só dei uma opinião
- 3:03sincera. Que era melhor ela namorar em
- 3:05casa com acompanhamento do que esconder e fazer coisa pior no
- 3:09final. Afinal, adolescente busca tudo
- 3:12que é proibido e eu quero fazer um ponto aqui como uma mãe de
- 3:16adolescente, meu filho tem 14 e ele está namorando, veja bem,
- 3:19uma menina da idade dele em casa, os 2 de princípio, parece
- 3:24tudo muito estranho, sabe? Tudo muito esquisito e é de
- 3:26fato, né? Porque enfim, eles são
- 3:29adolescentes. Na verdade, eles são.
- 3:30Aos nossos olhos, né? Eles são tipo crianças.
- 3:33Mas gente, eu concordo muito com você, Luiza, nesse sentido,
- 3:37porque gente, Oo proibir. Neste caso, a gente pode proibir
- 3:42muita coisa, né? Mas neste caso eu acho que não
- 3:45vai inibir a ação, entendeu? Você proibir um adolescente de
- 3:50namorar não vai impedir esse adolescente de namorar.
- 3:53E aí eu acho que, de certa forma, instiga esse filho, essa
- 3:58filha, a mentir. E a fazer as coisas, de certa
- 4:01forma, escondida da gente, e eu não sei se esse é o caminho,
- 4:05sabe? Eu sei que cada pessoa cria seu
- 4:07filho do jeito que acha melhor e tudo bem, mas assim entendem meu
- 4:11ponto? Então é justamente aí que me
- 4:13pega, né? Mas enfim, vamos continuar aqui
- 4:16pra gente ver o qual que é. OA dor maior, né?
- 4:20Dessa madrasta aqui. Bom, pois essa minha fala virou
- 4:24motivo de julgamento. A mãe dela disse que essa ideia
- 4:28de liberar namoro vinha de mim. Que eu gostava de safadeza, isso
- 4:32chegou até mim nas brigas delas e até meu próprio marido, ao
- 4:35invés de me apoiar, ficou contra.
- 4:37Eu me senti desrespeitada, invalidada apenas por pensar
- 4:41diferente, tá? Só por não ser a mãe dela, né?
- 4:44No fato, eu era a madrasta, a mãe dela chegou a dizer que IA
- 4:47dar parte de mim na delegacia em um momento de fúria se
- 4:51descobrisse que eu tava ajudando ela quando ela fosse pra nossa
- 4:54casa. Isso a própria mãe da minha
- 4:56enteada me contou na minha cara, não foi de ninguém que eu ouvi.
- 5:00Choramos muito, nos resolvemos, mas depois eu pensei, ela disse
- 5:04tanto ser minha amiga e tudo isso aconteceu pelas minhas
- 5:06costas. Pois é, ela poderia ter
- 5:08conversado com você, né, Luiza, tipo numa boa, falou, ó, a gente
- 5:11tem uma relação boa, né? A gente se importa aqui com a
- 5:15com a menina, eu acho que discordamos, aí temos um ponto,
- 5:19né? Eu, como mãe, acho que não é o
- 5:21momento, acho que ela não deve namorar por isso, por isso, por
- 5:23isso, e você enquanto madrasta, mas também enquanto uma pessoa
- 5:27que. Cuida, que zela, que educa, dá o
- 5:30seu ponto de vista e vocês chegarem no denominador comum,
- 5:33né? Eu acho que sei lá, talvez
- 5:36valesse a pena uma conversa, né? Mas tem gente que é tão
- 5:38intransigente mesmo. Enfim, o tempo passou e para
- 5:42nossa surpresa, inclusive do meu marido, descobrimos que ela
- 5:45estava namorando em casa pelo status do WhatsApp.
- 5:48O pai e ela conversaram e eu fiquei sem entender aquela
- 5:51situação, mas tinha prometido pra mim mesmo que eu não IA me
- 5:54meter mais e ainda assim seguir. Sempre estive presente.
- 5:58Mas é impressionante como quando precisam de ajuda, de um favor,
- 6:01de um colo, eles vêm até mim e quando algo dá errado, eu viro
- 6:05ocupada. Agora, o episódio mais recente.
- 6:08A minha enteada, hoje com 15 anos, se assumiu lesbica e,
- 6:11honestamente, para mim, isso nunca foi um problema.
- 6:14Ela conversou com o pai, disse que entendia que ele precisaria
- 6:17de um tempo para assimilar as coisas e que IA respeitar isso.
- 6:21Só que, ao mesmo tempo, ela começou a postar nas redes
- 6:23sociais tudo sobre o namoro, foto, vídeo, Aliança de
- 6:26compromisso e claro que isso virou assunto.
- 6:29A família da mãe comenta, a família do pai comenta, até a
- 6:32minha família comenta que conhece ela desde os 3 anos.
- 6:37Também começaram a comentar e me perguntar e eu, como sempre
- 6:40respondi, com respeito. E aqui vem gente, um trecho da
- 6:44da resposta da Luiza, tá? Em relação a essa situação, sim,
- 6:47ela está nessa fase, não tem idade, mas está.
- 6:50A mãe e o padrasto não aceitam. O pai ainda tá tentando entender
- 6:54e não aceita, mas ela ama essa menina e diz que não mudaria
- 6:59nada com ela. E eu disse a ela que ela sempre
- 7:01vai ser a mesma pra mim, continua sendo a mesma pra mim.
- 7:04Desde que haja respeito de ambos os lados.
- 7:07Pra mim, essa idade é o momento de se descobrir mesmo.
- 7:10Talvez ela mude de ideia, já namorou um menino por 9 meses,
- 7:13agora está com essa namorada, então é a fase dela assim, eu
- 7:17não acho que seja fase, né? Talvez ela orientação sexual não
- 7:21é fase, né? Tipo, Ah, eu sou gay agora não
- 7:24sou mais gay, não é isso? Mas ela é tá vivendo uma fase,
- 7:28né? Com 15 anos de se descobrir, né?
- 7:31E talvez ela tenha se Descoberto bissexual.
- 7:34Ela gosta, né? Tanto de homens quanto de
- 7:37mulheres. Tá tudo bem, né?
- 7:40É sobre isso. Bom, aí ela continua, e qual foi
- 7:43a surpresa? Ela mandou mensagem pro pai
- 7:45dizendo que eu deveria parar de falar com ela, que minha família
- 7:49não tinha nada a ver com a vida dela, sabe, Paloma, eu fiquei
- 7:53tipo, como assim? Não consegui entender o que
- 7:56aconteceu Pra Ela chegar nesse ponto e parece que foi tudo
- 7:59distorcido. Olha, eu tenho primas que
- 8:02conhecem tanto a menteada quanto a mãe dela.
- 8:04Fui eu mesma quem apresentei. Sempre gostei de deixar todo
- 8:07mundo confortável justamente pensando no bem da menina.
- 8:11E assim, naturalmente, todos foram criando laços, se
- 8:14conhecendo em festas, na minha casa, nos encontros de família.
- 8:18Eu sempre deixei claro que tínhamos uma boa relação para
- 8:21que a minha família também se sentisse à vontade com ela.
- 8:23Mas sinceramente? Hoje eu já não sei o que que tá
- 8:25acontecendo. Parece que todo mundo virou
- 8:27contra mim, até a minha própria família que eu achei que tava do
- 8:30meu lado. Parece que estão jogando lenha
- 8:32nessa fogueira. eSIM, começo a perceber que no meio dessas
- 8:36primas tem umas que infelizmente só enxergam o interesse.
- 8:39E como a mãe dela e o padrasto tem uma boa condição financeira,
- 8:43começo a me questionar se não é bem por aí, por ver sempre
- 8:46muitos presentes envolvidos, lugares, enfim, ao ponto de até
- 8:50me excluir de rolês e encontros. Quando eu quando na verdade fui
- 8:54eu que juntei todo mundo, né? Juro, não é ciúmes nem nada, mas
- 8:57algumas dessas primas sempre fizeram isso comigo.
- 9:00Enfim, Palma, eu tô tentando encontrar resposta pra tudo
- 9:03isso, mas de verdade eu cansei, me afastei, tirei todo mundo de
- 9:07rede social, não falo mais, me recolhi, porque no fim eu só
- 9:10sirvo quando alguém precisa de mim pra alguma coisa.
- 9:12E aí agora vem a pergunta que não sai da minha cabeça, eu tô
- 9:15errada? Paloma errada por comentar com a
- 9:18minha família quando me perguntaram errada por
- 9:20responder. Porque pro meu marido eu deveria
- 9:23me calar, não só sobre isso, mas sobre tudo.
- 9:27Mas, sinceramente, se ela mesma está postando tudo nas redes
- 9:29sociais, está expondo. Ela também precisa estar
- 9:32preparada, porque as pessoas comentam.
- 9:33Isso é natural. E o mais cruel.
- 9:36Eu nem sei como as coisas foram levadas até ela, se distorceram,
- 9:39se aumentaram, se colocaram palavras que eu nunca falei.
- 9:42Eu só sei que tudo volta contra mim e essas ralas, elas doem, me
- 9:47machucam. E fazem com que eu me pergunte
- 9:49mais uma vez, quando foi que eu virei essa pessoa para ela, que
- 9:53dizia ter tanto amor e sempre foi tia para lá, tia para cá,
- 9:57agora ela me odeia. Enfim, espero sua resposta,
- 10:01galera, muita coisa para gente falar aqui, mas eu acho assim,
- 10:04ó, é AI adolescente, é uma Praga, né?
- 10:08Vamos falar a verdade aqui, isso não dá o direito dessa menina se
- 10:12afastar de você dessa forma e não querer mais falar com você.
- 10:15Só que eu assim olhando de fora, tá?
- 10:18Acredito sim que tem muita influência de pessoas da
- 10:23família. Talvez a mãe sabe alguma tia,
- 10:26alguma prima tua, sei lá, pessoas, sabe?
- 10:30Adolescente é uma raça extremamente influenciável.
- 10:33Eu te digo isso porque eu tenho 2 aqui em casa.
- 10:36É tão fácil manipular a opinião deles, sabe?
- 10:38É tão é tão óbvio assim que eles vão ser previsíveis o bastante.
- 10:43Sabe que nem me me comove? Mas aí que tá, eu acho que é
- 10:47importante nesse momento você colocar sua cabeça no lugar.
- 10:51Eu sei que você tá chateada, eu sei que você tá magoada, eu sei
- 10:56que você tá mal contando essa história, porque você, né, como
- 11:01você contou aqui, você sabe, é do tanto que você foi presente
- 11:05na vida dela, as coisas que você fez, o quanto você se dispõe,
- 11:10né? Se expôs e se dispõe ainda a
- 11:12estar presente na vida dessa menina.
- 11:14Mas eu acho que você deveria tirar seu carrinho da chuva,
- 11:18entendeu? EE é isso, fala gente, se
- 11:20resolvam, filha de vocês, não é minha.
- 11:22Eu fiz até hoje o que eu achei que eu deveria é por gostar dela
- 11:26e por né abraçar a situação, mas já que pra vocês a minha opinião
- 11:31é ruim, até Pra Ela, inclusive, então a partir de hoje eu estou
- 11:34aqui, né? Só olhando de fora é, mas aí vem
- 11:38na minha cabeça a questão do seu marido, sabe?
- 11:41Até que ponto é tudo isso não desgastou demais o seu casamento
- 11:46também? É, a gente tem que pensar nisso,
- 11:48né? Eu sei que é um contraponto, é
- 11:50uma coisa, né, totalmente, enfim, aleatória, mas assim pra
- 11:54gente pensar, entendeu nesse sentido, né?
- 11:58Até que ponto isso afeta vocês de alguma forma, né?
- 12:02Enfim, não sei se eu conseguiria mais estar ao lado de uma pessoa
- 12:06que eu sempre ajudei, que eu sempre estive ali e agora
- 12:09simplesmente virou as calças pra mim, é isso, beijinho, tchau,
- 12:12sabe? Eu acho que não é bem por aí que
- 12:13as coisas funcionam e eu não acho que seja legal, entendeu?
- 12:19Mas é isso bom, comentem lá no nosso grupo do Telegram o que
- 12:23que vocês acharam dessa história é e deixa lá um conselho pra
- 12:28Luiza, o que que vocês acham que ela poderia fazer, sabe pra.
- 12:32Amenizar toda essa situação aí, tá bom?
- 12:35Os comentários agora dos episódios serão todos lá pelo
- 12:38grupo do Telegram. Tá bom, a gente desabilitou os
- 12:41comentários aqui no Spotify, então vai lá para o grupo do
- 12:43Telegram, tem link aqui na descrição, mas você pode colocar
- 12:46fala aí, Mona, lá no Telegram que vai aparecer.
- 12:48O grupo é aberto, coloca a hashtag, o nome da história e
- 12:51comenta, tá bom, é isso, gente, um beijo.
- 12:56E aqui no podcast a gente se ouve na semana que vem.