Latest / SuinoCast · by PPGVET / Suzana Kuchiishi: Doenças Respiratórias em Suínos | Ep. 241
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinicultura brasileira, o
- 0:09suinocast. Atualmente, AA cultura é a
- 0:14convivência, né? Mas assim a gente sabe que.
- 0:19Existem empresas que estão trabalhando que, por exemplo, já
- 0:23eliminaram o oncoplasma das dos das avozeiros, né?
- 0:29E usando aclimatação de marãs. Então eu acho que nós estamos
- 0:35caminhando, estamos no início. Uhum.
- 0:38EE acho que não é impossível. Olha os Estados Unidos, né?
- 0:42Que praticamente você olha os dados deles, microplasma tá lá
- 0:46em quarto, quinto lugar aí, né? Na parte de doenças
- 0:51respiratórias, né? Enquanto que aqui no Brasil ele
- 0:54praticamente está em primeiro lugar.
- 0:57Signos nas redes sociais, YouTube e Spotify.
- 1:00Para ter acesso a conteúdo técnico atual de qualidade e
- 1:04reverente e gratuito. Os finocast só é possível
- 1:09através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 1:12educação continuada na. Cultura brasileira, elenco,
- 1:16alimento e companheirismo enriquecendo vidas.
- 1:19Seva sempre com você. Além da saúde animal, ipra
- 1:23construindo imunidade para um mundo mais saudável.
- 1:27A Giga fabrica o sistema de alimentação de suínos autônomo
- 1:30sem fio e original projetado por sonicultores para sonicultores.
- 1:36Nossos comedouros são simples, confiáveis e proporcionam
- 1:39tranquilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por
- 1:45ano. A Giga não é apenas uma empresa
- 1:47de equipamentos, mas uma empresa familiar de produção de suínos
- 1:51especializada em slet. Olá, pessoal, do episódio de
- 2:02hoje, a gente está recebendo a Susana cutiche, ou mais
- 2:06conhecida como a Suzana do cevisa, né?
- 2:08Suzana? Prazer em receber aqui nos
- 2:10finnocast. Obrigada, Jamil.
- 2:13É um prazer estar aqui também. Legal, legal, Susana.
- 2:18Antes de a gente começar a conversar sobre bactérias, sobre
- 2:21erradicação, antibióticos, eu quero tu contasses um pouquinho
- 2:25aí da tua história. Tu tem 17 anos de cedi AE como é
- 2:31que foi desde quando tu começou a imaginar que tu trabalharia
- 2:35com o cargo que tu tem hoje? Como é que foi a formação da
- 2:38Susana? Até chegar o cargo que ela tem
- 2:40hoje? Bom, é, eu sou formada em
- 2:43Jaboticabal, né? Na Unesp e vim fazer estágio
- 2:47curricular aqui na Embrapa sul, iaves e.
- 2:50Fiz o estágio e emendei um mestrado, tá?
- 2:54É também pela Unesp Jaboticabal e também e nessa área de doenças
- 2:58respiratórias, né? É, trabalhei com APP.
- 3:01No meu mestrado, tem. 2003 e 2004 me chamaram para fazer um
- 3:10trabalho como veterinária autônoma pela empresa vallet e
- 3:14aí era um projeto de desenvolvimento de vacina para a
- 3:17microplasma e opne aqui dentro da Embrapa suínos e aves também.
- 3:23É, fiquei. Acho que de uns 2 anos nesse
- 3:25projeto, e aí em 2006 fui chamada para trabalhar aqui como
- 3:29responsável do setor de bacteriologia.
- 3:32Relatório se diisa é também sou responsável pela qualidade e
- 3:38também pela avicultura nesse momento.
- 3:40Então eu estou desde 2006 aqui há 17 anos nessa área aí, e aí
- 3:46em 2019 surgiu essa oportunidade, né?
- 3:48De fazer um doutorado, então com o professor Rafael Fernando e
- 3:53nessa área de doenças respiratórias também, e aí
- 3:58doutorado, você sabem, né? A gente começa com uma ideia e
- 4:01vai para o plano b, vai para o plano CE, no final tudo dá certo
- 4:05e aí a gente conseguiu trabalhar aí.
- 4:07Com 3 bactérias do do trato respiratório de suínos.
- 4:12Que legal, que legal. EE até o foco da nossa conversa
- 4:14de hoje. Mas antes, Susana, 17 anos.
- 4:17Laboratório qual que é o maior desafio de trabalhar num
- 4:20laboratório hoje? Ai, meu Deus.
- 4:25Que que eu posso dizer é, nós temos muitos laboratórios bons,
- 4:29né aqui? Então assim você tem que ser
- 4:32competitivo. Eu acho que no nosso caso é as
- 4:36pessoas, às vezes confundem, né? O laboratório se diz, é um
- 4:39laboratório privado, não é do estado, né?
- 4:43A gente só está situado dentro aqui da Embrapa subínus e aves,
- 4:47mas nós somos independentes. Eu acho que.
- 4:53É um conjunto, aí é a honestidade, é, sabe, é
- 4:59trabalhar com produtos, insumos de qualidade, sem perder ali
- 5:04AAOO preço, né? Oo claro, né?
- 5:08Porque a gente também tem que se manter, né?
- 5:10Então, EE como o laboratório, ele é administrado, ele não tem
- 5:14um dono, né? Ele é administrado por uma
- 5:16oscip, então uma organização da sociedade civil de interesse
- 5:21público, então, não tem fins lucrativos, então tudo o que nós
- 5:24recebemos ali é investido no laboratório.
- 5:28Susana, quando eu, quando eu trabalhei a.
- 5:31Campo quando a minha rotina diária era ir pra Granja.
- 5:35A doença respiratória era sempre ainda mais que eu trabalhei no
- 5:38sul, doença respiratória era era nossa rotina.
- 5:42Aí a gente se frustra. Quando a gente chega no sai da
- 5:45universidade, chega no campo e as doenças elas não aparecem
- 5:47sozinhas, né? Ah, essa aqui é um micoplasma
- 5:51típico. Ah, esse aqui é uma pastarela
- 5:53torcida com certeza, Ah, esse pulmão aqui é só isso e no teu
- 5:57doutorado tu trabalhou com protocolos para a erradicação,
- 6:00tanto de APP como como pastelão. Torcida.
- 6:05Que tu comentaste um pouco sobre o projeto em si, se é vantajoso,
- 6:09se não é. Devemos focar em conviver com
- 6:12essas doenças que são tão rotineiras aí Na Na produção
- 6:15atual. Queria que tu navegasse um pouco
- 6:18em cima desse tema. Tá, é primeiro, é, é isso mesmo
- 6:23que você falou, né? É hoje em dia a gente não
- 6:25consegue mais olhar uma lesão e falar, Ah, isso aqui é
- 6:28influenza. Isso aqui é microplasma, né?
- 6:32E aí, No No caso da tese, nós, como eu te falei, a gente a
- 6:37princípio, trabalharia com APPE, aí, conforme nós fomos
- 6:41trabalhando, a gente encontrou um resultado, né?
- 6:46De de concentração inibitória, mínima que nós utilizamos uma
- 6:49molécula tio dipirosina, e teve um resultado muito bom.
- 6:54E aí nós partimos para para essa ideia, então vamos testar in
- 6:58vivo, né? Como que vai ser o resultado nos
- 7:01animais em em relação à colonização dessas bactérias,
- 7:05então, a princípio, era para ver APP, mas aí nós tivemos
- 7:09resultados excelentes aí para APPE pastorela e também teve uma
- 7:14redução significativa. Aí da glacerela para a SUS
- 7:18também. Tá, então é na verdade, Oo
- 7:23objetivo. Não era a erradicação, mas aí
- 7:26apareceu esse resultado e foi bem.
- 7:28Foi surpreendente e foi legal. Mas, lógico, é foi 111.
- 7:34Granja, né? É provavelmente nós teríamos que
- 7:39testar aí mais AA campo para validar, né?
- 7:42Se realmente isso funciona mesmo ou não.
- 7:47Eu posso te falar, é? Então nós trabalhamos aí com 100
- 7:52isolados de APP, tá? Uhum.
- 7:55Fizemos a tipificação. Daí nós vimos que Oo sorovares
- 7:5887 e 5 eram os mais prevalentes. Também surgiu aí o soro tipo 14,
- 8:05que nunca tinha sido identificado no Brasil, tá e 5%
- 8:10delas não foram tipificáveis. É, depois trabalhamos também com
- 8:1560 amostras de pastello motorcida.
- 8:18Essas 60 amostras foram do tipo a tá e 16% delas é apresentaram
- 8:26GNPFHA. Ele é um gene que já foi
- 8:29constatado em cepas altamente patogénicas de pastorel
- 8:34amotocida é aquelas que causam doença primária de pneumonia sem
- 8:39nenhuma coinfeção, tá? Então EE vimos.
- 8:43E vimos também que elas estavam, elas estão distribuídas ali no.
- 8:473 estados do sul é do Brasil aí. E aí?
- 8:53Rodamos então AO mic, né, pra pra tio de perusina e aí a gente
- 8:58encontrou aí 95% de sensibilidade dessas cepas de
- 9:02APP. E 73.3% de sensibilidade das
- 9:07cepas de pasta aurella, tá, e aí?
- 9:10Então, surgiu a ideia de de testarmos a campo.
- 9:13Então pegamos um rebanho que sabíamos que era positivo.
- 9:16Para PPE, pastaorella é, pegamos 2 grupos, né?
- 9:20Fizemos um grupo tratado, então com atingir pirosina e um grupo
- 9:23tratado com PBS, essa. Esse grupo eram 5 fêmeas, né?
- 9:30Prences, das quais no dia do parto, um dia depois do parto,
- 9:35foi ela recebeu 20 MLS de tio de perosina.
- 9:38Tá ou 20 ml de PBSE esses leitões, né?
- 9:42Então receberam no primeiro dia é zero 15 MLS de tio de perosina
- 9:49no dia 703, MLSE no dia é 1405 MLS de tio de perusina, tudo
- 9:58entram muscular e aí foram feitas coletas, né?
- 10:01De swab de tonsila. Então que a gente queria ver a
- 10:04colonização da tom silla no dia 1714 e no dia 21, que é o dia do
- 10:11desmame, tá? E aí fizemos então uma PCR em
- 10:15tempo real pra APP, pra pasta aurella e glacerela.
- 10:19E aí, pra nossa surpresa, né? Pra APPE, pra pasteurrella
- 10:23simplesmente as anão houve detecção de nem nem ODNA, né?
- 10:28Então foi zero tanto para APP quanto pastarela, então
- 10:32significa que aos 21 dias esse animal tá saindo livre de APPE,
- 10:38livre de pastaurella e aí o grupo não tratado, né?
- 10:44A gente viu ali. A taxa de 40% deles infectados,
- 10:48né? E pra pastorella foi mais, foi
- 10:5160%, tá e daí? Pra glacerela é a gente não
- 10:57conseguiu eliminar, mas teve uma redução.
- 11:00Então, por exemplo, no grupo não tratado 100% desses animais aos
- 11:0621 dias de idade estavam colonizados com a glacerela e o
- 11:11grupo tratado, a gente reduziu para 40%.
- 11:14Né? E aí?
- 11:15Desses 40%, a gente comparou AO valor do CT, né?
- 11:20Da da PCR, do biotime. A gente viu que ela tinha muito
- 11:24menos quantidade de de DNA das da glacerela do que o grupo.
- 11:29É não tratado. Uhum.
- 11:31EE. Isso, assim, é.
- 11:34É. Seria importante porque nesse
- 11:37momento, a ida dos 21 dias é, né?
- 11:40O leitão vai estar com um declínio aí, dos anticorpos pra
- 11:44glacerela e ele ainda também não tem.
- 11:46Aquele não tem ainda a imunidade ativa para produzir anticorpos
- 11:50para se defender, então você tendo uma carga menor, você pode
- 11:54também estar evitando aí o aparecimento da da doença de
- 11:57Glasgow. Aí, nesses leitões.
- 11:58Certo? Não muito interessante, muito
- 12:00interessante, EE com certeza, mesmo que tu não.
- 12:04Que tu tem essa mesmo que tu tenha ainda a glacerela amado
- 12:07numa carga menor, o impacto em performance em animais que devem
- 12:11ser medicados na creche. Só de não contribuir com outras
- 12:142 outras bactérias no complexo respiratório já já tem um
- 12:18impacto muito interessante. Vocês chegaram a acompanhar a
- 12:21Suzana esses animais? Pós desmambe, foi feito algum
- 12:23trabalho? Ô professor, eu não acompanhei,
- 12:26mas o professor acompanhou e disse que continuam livres.
- 12:30Nossa, que interessante, que interessante.
- 12:32Daí no claro. Daí foram para diferentes
- 12:34creches ou é? Foram para outro, foi para
- 12:37outra, é foi desmamada e foi para outra unidade, né?
- 12:41Certo, mas mas os 2 tratamentos foram para creches diferentes ou
- 12:44para a mesma creche de. Saúde não foram diferentes, né?
- 12:47Porque daí, 11 está contaminado e o outro?
- 12:49Não, e o outro, claro, claro, está muito interessante.
- 12:52É não, porque a gente a gente vê sempre que.
- 12:56O pós-mame a gente pode listar aí os desafios que não são.
- 13:03Microbiológicos, dependentes. Mas aí se tu tu carrega mais com
- 13:07com esses desafios micro, microbiológicos, seja vírus e
- 13:11bactérias, aí é, é, é muito complicado e a gente consegue
- 13:15tirar, tirar essa algumas doenças que podem dar problemas
- 13:19na creche entre. É muito interessante, não muito
- 13:21legal. EE vocês chegaram, qual que é o
- 13:24próximo passo desse trabalho? Eu tenho uma ideia, mas eu quero
- 13:27ver quais são os próximos passos desse.
- 13:30É, na verdade, eu acho que seria.
- 13:32É. Testar em outras granjas, né?
- 13:36Pra ver se realmente. Se elas vão conseguir fazer essa
- 13:41eliminação aí. Né?
- 13:43Uhum. Vocês estão é no dia zero, dia
- 13:477, dia 14, vocês chegaram AA talvez cogitar reduzir uma dose
- 13:52para, por exemplo, reduzir uma intervenção no leitão alguma.
- 13:55É, é, isso, é um outro ponto. É importante também de falar,
- 13:59né? É.
- 14:01Que é a questão do custo, né? Porque o você vai estar
- 14:05utilizando aí 20 MLS numa porca, né?
- 14:07EE daí é se eu não me engano, era um.
- 14:11O custo é de 4 ponto 8 USD pra fêmea, né?
- 14:15Sei, e de 20 eu não lembro se era 24 centavos de dólar essas 3
- 14:21doses para o leitão, tá? Eu acho, Eu Acredito é que
- 14:25tenha, ela é uma, ela é um animicrobiano aí de longa ação
- 14:30bacteriostática. E ela, o período dela é de 7
- 14:34dias, por isso que a gente teve que reaplicar a cada 7, né?
- 14:38Então não sei se seria possível, é eliminar uma parte, né?
- 14:43Uma dose aí pra. Uhum, uhum.
- 14:46E chega e chega a ser esse anticrobiano chega a passar pelo
- 14:49leite da fêmea. Saberia dizer Susana.
- 14:52Ela. Ela, assim com ela, tem uma boa
- 14:54concentração pulmonar EE nas tonsilas.
- 14:59Hum-hum, então talvez. É.
- 15:01É interessante. Interessante, não é?
- 15:04Eu acho que é. Eu acho que é bem fazendo 1111
- 15:09resumo. Acho que é bem interessante a
- 15:10gente começar a ter essa esses, essas aproximações de de
- 15:14trabalhos no sentido de erradicação, né?
- 15:17Porque a gente? É aquela coisa, a gente tá todo
- 15:20o Congresso que a gente vai todo ano a gente vê, a gente fala,
- 15:23Ah, resistência antimicrobianos. One health sustentabilidade mas
- 15:28se a gente continuar pensando, qual que é o antibiótico que eu
- 15:31tenho que usar para combater qual doença é um pelo menos, pra
- 15:35mim soa muito, muito simples, né?
- 15:37Por isso que eu acho que é a gente tentar trabalhar livre de
- 15:40doenças é um caminho pra produtividade.
- 15:42Hoje, por exemplo, fui na cultura, não vive uma fase boa,
- 15:46já já faz algum tempinho e, com certeza, mortalidade animais que
- 15:51vão para baixo ao hospital são os que mais causam prejuízo para
- 15:55o sistema, então acho que é é interessante mesmo a gente ter
- 15:57essa pegada na hora de de tratar, de falar de doenças
- 16:00mesmo. É, eu acho que o que vale é
- 16:02enfatizar aí também que eu acho que é importante, é a utilização
- 16:06do da, da, do ensaio de concentração inibitória mínima,
- 16:10porque não adianta você utilizar ela se a se a cepa que você tem
- 16:14lá for resistente, né? Aí não vai funcionar mesmo.
- 16:18Então eu uso como que a gente diz eu uso racional, né?
- 16:25Da exato daí dos antimicrobianos.
- 16:28Hum-hum, hum-hum. E isso, de certa forma, liga AO
- 16:32teu segundo trabalho, né? Que foi mic, né?
- 16:35Concentração de Vitória mínima de isolados de micoplasma, né?
- 16:39Também isolados brasileiros. Quais foram as principais?
- 16:44Descobertas, é. Bom, primeiro que é bem difícil
- 16:48isolar o microplasma. A gente teve bastante trabalho,
- 16:54foi um trabalho que começou lá em 2017, né?
- 16:57Com essa parte de isolamento? É Oo, difícil é isolar, mas
- 17:03depois que você tem ele isolado, é relativamente fácil para fazer
- 17:07aí AA mic, né? No final, então a gente teve aí
- 17:1528 cepas, né? Clínicas aqui também, todas
- 17:20pertencentes aos 3 estados aqui do sul da.
- 17:23Do do Brasil é as moléculas mais que foram mais ativas, né?
- 17:29Quanto o hemicoplasma, foram tchamolina a ciprofloxacina e a
- 17:36enroloufloxacina, tá? Elas tiveram.
- 17:38Uma enorme Mickey 90, né? Uhum, é EE.
- 17:43Aí a gente teve aí outras moléculas, né?
- 17:46E o e o que? As que tiveram é pior desempenho
- 17:50foram os macrolídios, tá? Então a gente testou aí também.
- 17:55Testamos ativo dipiroina pela primeira vez também, né?
- 17:59É Ela teve muita resistência, né?
- 18:02Muitos, olha só, isolados, resistentes.
- 18:05Então a gente viu que ela não serve aí pra pra.
- 18:09Combater aí a pneumonia exótica é a eritromicina EE
- 18:14provavelmente, também essa resistência aí está relacionada
- 18:17com é mutação. É.
- 18:21Na bactéria, né? No micoplasma e.
- 18:25Outra outro ponto também que nós percebemos é que, apesar da dos
- 18:29macrolídeos terem um pior desempenho, a tulatronicina, ela
- 18:34teve várias dos 2818 isolados. Tiveram um Mickey muito baixo,
- 18:42de 003, tá menor ou igual a 003 microgramas por ml.
- 18:47Então assim é devido a 4 cepas que apareceram bem resistentes,
- 18:53que tiveram Mickey de 64, né? É o Mickey 90 ficou alto, mas se
- 18:59não fosse essas cepas, ela teria sido uma das uma das mais ativas
- 19:05aí para o microplasma e o pneumonia.
- 19:08Hum-hum, interessante EE Susan Oo, quão quão frequente tu acha
- 19:14que a gente deveria renovar esse tipo de estudo para criar, meio
- 19:17que um Panorama para a gente saber o que o que melhor usar, o
- 19:21que melhor funciona ou ou como usar racional?
- 19:25É uma frequência difícil falar, né?
- 19:27Porque é aquilo que eu te falei. O difícil é isolar, né?
- 19:32Mas assim, eu acho que ali a gente já teve uma ideia, né?
- 19:3528 isolados, espalhados aí na nas regiões mais maiores
- 19:40produtoras, né? De de suínos.
- 19:43Deu pra ver que, por exemplo, a tia Molina, ela é muito usada
- 19:46também em outros países, EE outros países também encontraram
- 19:50valores de mix bem bem baixos, então ela.
- 19:54Continua sendo uma molécula indicada, então aí pra pra essa
- 20:00pro micoplasma, né? Interessante, assim como também
- 20:03a gente teve outras ali. Por exemplo, o flor fanfarnico
- 20:06flor fannico, o que que acontece, né?
- 20:08No Mickey de micoplasma é não existe um padrão Internacional
- 20:13como a gente tem, né? OCLSI tem Oo eucast é não existe
- 20:19pra microplasma animal, né? Existe pra microplasma humano,
- 20:23mas não tem para animal, então o que a gente utiliza são artigo
- 20:27científicos, né? É existe uma.
- 20:31Um programa Internacional de micro microplasmologia
- 20:34comparada. Que ele dá recomendações de como
- 20:38realizar esse mic para que haja aí uma padronização, né?
- 20:42Entre os laboratórios e entre os autores, é então assim, para
- 20:47muitas moléculas, às vezes a gente não tem um ponto de corte,
- 20:50mas, por exemplo, por flor fenicol, é nós, 90% das cepas
- 20:55tiveram um mique de 44 microgramas por ml, que é um
- 20:59valor que a gente sabe que ele está.
- 21:01Quando você dá, dá para o para, o, para os animais.
- 21:05Ele está biodisponível, então ele alcança ali.
- 21:07A concentração plasmática, então, provavelmente ela também
- 21:10é, é ativa e contra Oo micoplasma tá?
- 21:15Porque e ele? Porque ele é muito usado ali na
- 21:17creche e terminação, né? Nos então, poderia estar sendo
- 21:21ativa também pro micoplasma. Certo, certo, EEE quando se
- 21:26quando se compara com estudos de fora do país, Susana tem um
- 21:30perfil completamente diferente ou micoplasma.
- 21:35Eu não diria que totalmente diferente.
- 21:37Eu acho que que nem eu te falei, a tia muito.
- 21:39A Molina, por exemplo, é. Meio que, né?
- 21:42Na Europa. É, Estados Unidos é mais ou
- 21:46menos, é o mesmo valor, uhum. Tem uma diferença lógico.
- 21:51Vai ter de 12 logs, né? Mas assim que eu me lembre, eu
- 21:56não lembro de nenhuma que tenha assim 11 resultado muito
- 21:58gritante, né? Mas o que o que se tem ser visto
- 22:02é, né, durante esses anos aí é um aumento sim da resistência do
- 22:08micoplasma. Hum-hum.
- 22:10Hum-hum. EE, como que tu vê agora, saindo
- 22:13um pouco do do teu projeto e olhando para a Cine cultura e
- 22:17micoplasma em geral no país? Como que tu vê o Brasil hoje em
- 22:21termos de estar querendo ou estar próximo de de sistemas?
- 22:25Eu diria não. O país, claro, de erradicar
- 22:28micoplasma e aí, claro, utilizando antimicrobianos que
- 22:31possam ser como ferramentas ou ou tu vê meio que o assino
- 22:35cultura nacional ou sistemas de produção, meio que já aceitando
- 22:38que o negócio é conviver mesmo. Como tu vê isso?
- 22:41É? Atualmente?
- 22:43AA cultura é a convivência, né? Mas assim a gente sabe que é.
- 22:50Existem empresas que estão trabalhando, que, por exemplo,
- 22:54já eliminaram, é o micoplasma das.
- 22:58Da dos das avozeiros, né? E usando aclimatação de marãs.
- 23:03Então é, eu acho que nós estamos caminhando, estamos no início,
- 23:09uhum e acho que não é impossível.
- 23:11Olha os Estados Unidos, né? Que praticamente você olha os
- 23:15dados deles, microplasma tá lá em quarto, quinto lugar aí Na Na
- 23:21parte de doenças respiratórias, né?
- 23:23Enquanto que aqui no Brasil ele praticamente está em primeiro
- 23:27lugar. Assim é o que eles dizem.
- 23:30Eles acham que a gente está meio atrasado nesse nesse ponto aí de
- 23:35erradicar, né? É aqui, aqui, aqui nos Estados
- 23:38Unidos. A gente tem uma ideia de que,
- 23:40como tem outras doenças, que são piores, que que que microplasma,
- 23:45quando é aquela, é aquela história de durante o COVID,
- 23:49teve muito menos casos de gripe de outras doenças, né?
- 23:52Quando a gente tenta fazer biossegurança ou estabelecer
- 23:55práticas que previnam AA. Espalhar ou ou contaminar outras
- 24:00grandes com com pires, com pede? Tu meio que pega ou micoplasma
- 24:05por tabela e acaba que que, que que ajuda, né?
- 24:10EE eu acho que isso é 111. A biossegurança aqui por ter
- 24:14doenças. De impacto econômico muito
- 24:18pesado faz, eu acho que ser ser uma das grandes diferenças entre
- 24:21Estados Unidos do Brasil, porque o Brasil é aquela coisa de não
- 24:24tem micropava, seria a principal doença, né?
- 24:27Mas causa prejuízos econômico, com certeza, mas nem compara com
- 24:32pierrs com pede, não é? Então eu acho que é um pouco
- 24:36disso. Enquanto não não tiver fazendo
- 24:38tu sangrar muito mais, a gente vai convivendo.
- 24:41É um pouco de de comportamento humano, né?
- 24:43Vai ter que continuar convivendo com ele por mais um tempo aí.
- 24:47É que, na verdade, ele sozinho mesmo não causa tanto impacto,
- 24:51né? O problema são os a, os outros
- 24:53agentes que que ele abre porta, né, pra outros agentes e aí que
- 24:58que causam, aí o estrago maior. Sim, e nessa mesma linha de
- 25:02micropolar, vocês trabalharam com com a funcionalidade de
- 25:05anticorpos para microplasma, certo, Susana?
- 25:08Eu lembro-me. Eu lembro das aulas do professor
- 25:10Davi Barcelos e ele sempre nos tentava nos fazer.
- 25:13A gente olhava que micoplasma é uma coisa um pouco diferente,
- 25:16não é? Não é uma bactéria ou.
- 25:19A mais é um pouco diferente, tem a questão dos cílios.
- 25:23Eu não trabalho mais tanto com sanidade, então não, não, não
- 25:26tenho AO meu vocabulário de sanidades se se se escaçou um
- 25:31pouco, mas é eu eu é mais ou menos isso, Susana, o que que
- 25:36vocês descobriram nesse estudo? É, então, esses 2 primeiros
- 25:39estudos é a gente diz que eles têm.
- 25:44Aplicação, né? De aplicação prática.
- 25:47E esse terceiro, então, da funcionalidade dos anticorpos é
- 25:51um estudo básico, né? Porque assim, o que é que a
- 25:56gente vê na literatura, né? A gente ouve muito falar sobre
- 25:59imunidade celular, tá que o os linfócitos OA, os linfócitos
- 26:06terrelter, eles aumentam aí a quantidade de interferongam e
- 26:11esses interferongamas recrutam os macrófagos e os macrófagos
- 26:16vão lá pra fazer a faguncitose, né?
- 26:18Do do microplasma e ao mesmo tempo que eles protegem e eles
- 26:21acabam causando aí também as lesões, né?
- 26:25E pouco se na verdade não se tem estudos, né?
- 26:30Sabe-se que Oo microplasma induz aí a produção de IGAIGM é IGG,
- 26:37mas não se tem assim, AO que que esse IGG faz, né?
- 26:41O que que esse IGMOIGA faz um tanto na mucosa ou
- 26:46sistêmicamente tá? Então nós fizemos um estudo que
- 26:52foi em camundongos, tá? Inoculamos aí.
- 26:58Camundongos com vacinas comerciais de 2 doses, 2 vacinas
- 27:02de 2 doses e 4 vacinas de uma dose, né?
- 27:06E um grupo controle com OPBS é inoculamos neles, e fizemos AA
- 27:12medição do dos anticorpos. A gente viu que as vacinas de 2
- 27:16doses, elas realmente elas induzem a um maior título, né?
- 27:20Maior produção de IGGSE. Aí, o que é que a gente fez?
- 27:24A gente fez um estudo com esses anticorpos em sintometria de
- 27:28fluxo, tá? Então foi a primeira vez também
- 27:31que foi realizado um estudo desse tipo, onde a gente pegou o
- 27:34quê? A bactéria viva, né, Oo
- 27:36micoplasma. E jogou esses anticorpos
- 27:39produzidos por essas vacinas. É, colocamos um conjugado, né?
- 27:44Com é, é conjugado a uma floresceína.
- 27:49Daí quando você joga no equipamento, né ocitômetro ele
- 27:52vai ler essa florescência, então vai ver as bactérias que estão
- 27:56com essa IGG associada e aí, o que é que nós podemos observar é
- 28:03que todas as vacinas produziram anticorpos, né?
- 28:08E todas elas, todos esses anticorpos, ele, eles
- 28:11conseguiram. É reconhecer, né?
- 28:13A superfície aí da do micoplasma.
- 28:15Então eles reconheceram, mas assim, indiferentes,
- 28:19porcentagens em diferentes graus, certo?
- 28:24Beleza, aí. Pegamos, EEA gente pegou.
- 28:28Então esse esse nicoplasma é vivo?
- 28:31Também fizemos um teste para ver se esses anticorpos, se eles
- 28:36auxiliariam ou não na fagocitose da bactéria, tá?
- 28:40Então pegamos aí a bactéria viva, jogamos o anticorpo
- 28:43produzido No No camundongo e colocamos, aí é macrófagos
- 28:48esplênicos, né? Macrófagos, extraídos de.
- 28:51É baço de camundongo? Incubamos aí fizemos depois,
- 28:56então a leitura para ver quanto micoplasma livre sobrava no
- 29:00final, né? Então também novamente em
- 29:04citometria de fluxo. E o que que nós enxergamos aí?
- 29:08É 2 coisas, né? Primeiro que dependendo da cepa,
- 29:13então nós utilizamos. Aí é 9 cepas clínicas, tá
- 29:16isolados, clínicos e 2 cepas, é TCCS, tá?
- 29:20É, a gente pode observar que. Ao para algumas cepas, tanto a
- 29:25presença quanto a ausência de anticorpo não interferia na
- 29:29fagocitose. Então quer dizer, poderia não
- 29:32ter anticorpo, mas acontece a fagocitose aí por esses
- 29:36macrófagos, né? Enquanto que é o para outras
- 29:40cepas, alguns anticorpos de algumas vacinas, elas auxiliaram
- 29:45na então, incrementaram a fagocitose desse micoplasma.
- 29:50Tá? Então a gente conseguiu ver que
- 29:53dependendo do anticorpo, né? E assim.
- 29:57E qual a conclusão desse trabalho?
- 30:00É que uma vacina de 2 doses e uma vacina de uma dose, elas
- 30:06tiveram 11 melhor. Funcionalidade elas reconheceram
- 30:11mais microplasmas, né? E também incrementaram mais a
- 30:17fagocitose aí dessa bactéria. Tá?
- 30:21Então, o que que a gente conseguiu é enxergar aí que eles
- 30:25são os. Os anticorpos são importantes,
- 30:27sim, porque eles reconhecem, mas em graus diferentes, as
- 30:32diferentes cepas e também podem incrementar em algumas cepas a
- 30:37fagocitose. O que é que isso significa, né?
- 30:41Quer dizer que é? Talvez isso possa explicar o
- 30:46porquê que a vacina às vezes funciona ou não funciona em
- 30:49determinada Granja, porque para um animal ele pode que tenha uma
- 30:54cepa, ele pode funcionar bem, mas para o outro animal que está
- 30:56na mesma Granja, que não tem aquela cepa, tem uma outra cepa
- 30:59que os anticorpos não reconhecem, então não vai
- 31:03funcionar legal. Tá, então é isso, foi uma das
- 31:08foram as conclusões, né? É, a gente ainda tem mais um, um
- 31:13ensaio pra fazer com esse anticorpo pra ver se ele vai
- 31:17ativar o sistema complemento à via clássica do do sistema
- 31:21complemento, ou seja, uma coisa mais pra ver se ele também ativa
- 31:26o complemento pra eliminar aí essa bactéria, então, são.
- 31:30É um estudo que foi feito em camundongo e que, logicamente,
- 31:35agora precisa também ser validado, né?
- 31:37Ser feito. É em suínos para verificar se
- 31:40realmente tem essa toda essa funcionalidade aí.
- 31:44Muito interessante, muito interessante é, e eu, eu, eu, eu
- 31:49penso da maneira que justo como tu falou, vão ter vacinas que,
- 31:53se que têm um efeito diferente em diferentes sistemas e talvez
- 31:57até dentro do mesmo sistema, dependendo da cepa, né, Susana?
- 32:02É EE. Outra coisa que eu esqueci de
- 32:04comentar, já meu é que essas cepas a gente fez também. 11
- 32:08estudo genético delas, né? A gente fez uma eletroforese em.
- 32:13Em gel de campo de campo pulsado uma PFGE para verificar se elas
- 32:18tinham diferença, né? Entre elas e realmente são todas
- 32:22diferentes, né? A gente trabalhou com 2 cepas
- 32:25que vieram do mesmo rebanho e mesmo assim, elas foram
- 32:29completamente diferentes. Uma das uma da outra.
- 32:32Olha só. É, não é muito interessante,
- 32:35mesmo porque às vezes a gente tenta, pensa que Ah, existe uma
- 32:39vacina boa e uma vacina que não é tão boa, mas na verdade
- 32:43depende de diversos outros fatores.
- 32:45EE até esses dias eu conversava com alguém aqui do da da da
- 32:49faculdade que hoje a maioria das vacinas tem, tem uma eficiência
- 32:53muito boa, né? Mas o que vai determinar
- 32:55realmente OOA melhor a ser escolhido?
- 32:58Eu acho que é isso. Eu acho que é o recado para
- 33:00sedentaristas e veterinários a campo que esse esse
- 33:03conhecimento, esse tipo de análise, tem que ser feito, né,
- 33:06pra pra tomada de decisão, né? Simplesmente.
- 33:11Utilizar a outra via para analisar qual vacina vai ser
- 33:13mais eficaz para o meu rebanho, não.
- 33:15É, é, é isso é uma das sugestões também, né?
- 33:18Do do, do trabalho que é fazer essa verificação aí de.
- 33:24Daqui a pouco, a cepa que eu tenho no rebanho, fazer um teste
- 33:27aí de de funcionalidade, se realmente os anticorpos que
- 33:31estão sendo produzidos pelos animais vão reconhecer aí essa
- 33:34bactéria pra eliminála, né? É o que a gente tem hoje.
- 33:39Na verdade, pra essas 3 bactérias, né?
- 33:42Tanto para APP para pasta orella e para micoplasma é existem
- 33:47vacinas, né? Todas elas algumas realmente a
- 33:51maioria vai diminuir aí. Os sinais, né?
- 33:55As lesões, mas nenhuma delas evita hoje.
- 33:58AA colonização, né? A colonização, uhum.
- 34:03Então elimina a bactéria ali do do rebanho.
- 34:06Então muito interessante é, eu acho que é se se validar mesmo
- 34:09na com com suínos EE através da da gente entender quais as cepas
- 34:14que a gente tem no rebanho, é claro, é difícil de isolar, mas
- 34:19o. Foco, acho que para
- 34:20principalmente para sistemas de produção que realmente sofrem
- 34:24com micoplasma, acho que é uma. É um grande, um grande avanço
- 34:28para, para melhorar a sanidade daquele rebanho.
- 34:30Nota, 10 a Susana? Esquecemos de falar alguma coisa
- 34:34sobre micoplasma PP, esqueci alguma coisa?
- 34:38Resumido aqui, os 3 artigos que saíram da que está um pouco
- 34:43fresco aqui na memória. Bem, nossa legal.
- 34:47Que bom que a gente vai poder estar divulgando aí também.
- 34:50Com certeza, com certeza, e nosso foco é realmente esse.
- 34:53É porque às vezes a gente entende que nem todo mundo está
- 34:57no Google escolar todos os dias. Procurando artigo, né?
- 34:59Tem gente que que se informa de outra maneira e é.
- 35:01É essa a função do do finocast. Já pensou estar no top 1% das
- 35:08minocultura? Acesse academia suina.com.br e
- 35:11invista no seu conhecimento. O sinocast só é possível através
- 35:17do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a educação
- 35:20continuada na suinicultura brasileira MS shippers, paixão
- 35:25pelo agro DSM firminish, moldando o futuro dos cuidados
- 35:29com suínos. Giga alta performance sem
- 35:32esforço, altech soluções nutricionais para uma produção
- 35:36rentável e sustentável. ADSM firmeish pode ajudá lo a,
- 35:41preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões,
- 35:45fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 35:49personalizadas para ajudálo a concretizar a sua visão.
- 35:52ADSM firminist está moldando o futuro dos cuidados com os
- 35:56suínos. Susana, eu queria te perguntar
- 36:00assim, se tu tivesse que dar um recado pra alunos, seja de
- 36:05graduação, mestrado, doutorado ou aquele profissional da sua
- 36:08cultura que gosta de trabalhar em laboratório ou que quer
- 36:10trabalhar em laboratório, que recado que tu daria com toda
- 36:14essa tua trajetória nesse campo? Meu Deus, é difícil, né?
- 36:19Porque cada um tem uma trajetória, mas eu tive 111, meu
- 36:25ex-orientador de de de mestrado e que também foi foi da
- 36:30graduação. Quando eu comecei nessa área,
- 36:34porque eu me apaixonei. Eu não conhecia um porco antes
- 36:36da de eu entrar Na Na faculdade, né?
- 36:39Eu também. E aí eu me apaixonei EE assim,
- 36:44na verdade eu IA. Eu nem IA fazer estágio aqui na
- 36:47Embrapa, eu IA fazer estágio num frigorífico.
- 36:50E aí ele veio e falou assim, olha, Susana, você tem que
- 36:53pensar que você é mulher, é, vai querer casar, vai querer ter
- 36:57filhos, é a vida a campo. Não é fácil, né?
- 37:01Você tem que viajar muito tal, e daí eu fico pensando, Ah, pois
- 37:06é, né? E aí ele me sugeriu fazer o
- 37:07estágio daí em laboratório. E aí a gente aí assim, ou você
- 37:14detesta ou você ama exato, então eu já.
- 37:19Eu falo que eu, eu uni o último agradável, que eu sempre gostei
- 37:22de microbiologia, né? Na faculdade e aí foi o estágio,
- 37:28foi AO mestrado. Então assim é.
- 37:33É muito do perfil da pessoa, né? Então tem que ser a gente.
- 37:38As pessoas às vezes acham que o laboratório é rotina.
- 37:42Para mim não é rotina, porque cada dia aparece um pepino
- 37:45diferente para resolver. Então é.
- 37:50É fazer o que gosta. Eu sou apaixonada pelo que eu
- 37:53faço ali, então. EEO que que tu tem vontade de
- 37:57fazer Susana na tua vida? Agora sem?
- 38:00Não precisa ser profissional, mas que é uma coisa que tu ainda
- 38:02não fez. Mas tu tem vontade de fazer?
- 38:04Porque o doutorado é num projeto de vida, né?
- 38:08E eu demorei 16 anos pra. Pra sair, né?
- 38:13Da do mestrado e voltar e realmente foi.
- 38:19Olha, eu diria que assim nunca é tarde, né?
- 38:22Pra gente fazer as coisas aí e na verdade não.
- 38:25Não pensei agora no que fazendo depois agora.
- 38:29Às vezes o pessoal fala, Ah, saudade de pára-quedas, Ah, é?
- 38:32É e Ah, às vezes acampar numa trilha.
- 38:36Não, nada radical, mas assim eu gosto muito de viajar.
- 38:40Né? Então, quem sabe, é.
- 38:42Gostaria muito de conhecer Portugal e tá aí na minha lista
- 38:46de de planos. Mas nada radical assim.
- 38:49Ah, talvez aprender a tocar ukulele.
- 38:54Olha aí que legal, é que legal. E aprender alemão?
- 38:58Boa, boa, não, olha aí, ó, veio o 3 respostas, mas.
- 39:01Vieram várias coisas agora. É não, exato, exato, às vezes,
- 39:06às vezes, me paro para pensar também se me perguntasse as
- 39:08perguntas que eu pergunto para as pessoas, o que que eu
- 39:10responderia durante? Fica meio assim, nossa, que não
- 39:12sei, não sei. Mas legal.
- 39:15E para fechar a Susana, eu queria que tu recomendasse para,
- 39:21para quem nos escuta o livro, uma série e um filme.
- 39:26Eu gostei muito do livro homo sapiens uma breve história da
- 39:32humanidade. A série olha, eu gosto de granys
- 39:36Anatomy, mas existem várias. Um filme.
- 39:41Eu gostei muito de openhereer foi um dos últimos que eu
- 39:45assisti. Eu.
- 39:45Assisti. Quero assistir chegar no Oscar,
- 39:48né, pra assistir. Assistido, vale a.
- 39:51Pena foi excelente. Excelente, excelente, não?
- 39:54Muito obrigado pelas recomendações, Susana.
- 39:56A gente agradece os nossos ouvintes também agradecem porque
- 39:59é sempre bom a gente ter uma recomendação dessas coisas para
- 40:01fazer nas horas vagas, né? Susana, muito obrigado pelo teu
- 40:06tempo, acho que foi foi bem, bem interessante, bem direto.
- 40:09Eu acho que é assim, cultura também.
- 40:12Que agradece, é grata pela pelo teu trabalho, tua trajetória,
- 40:16imagino o quão quão quão única ela é e ainda mais agora,
- 40:21contribuiu com todos esses artigos durante o teu doutorado.
- 40:24Muito obrigado pelo teu tempo, pelo teu conhecimento, e espero
- 40:26que quem nos escuta tenha gostado.
- 40:28Obrigada a você, Jamil. Obrigada pela oportunidade.
- 40:32Me senti muito à vontade aqui contigo e espero que o pessoal
- 40:35goste também. Que bom.
- 40:37Que bom. Agradeço novamente Susana.
- 40:39Tudo de bom e um abraço. Para você também, Jamil.