Latest / RetinaPro / Live #170:Olho e o Cérebro: conexões entre Oftalmologia e Neurologia | Dr. Renato Palácios e Dr. Antônio de Matos
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- 0:00Salve, salve amigos do retina pró pacientes que assistem a
- 0:05nossa live do Brasil inteiro. E eu sei que muitos assistem ao
- 0:10vivo, mas uma grande maioria assiste depois, né?
- 0:14Que lembrando que esses vídeos ficam salvos no nosso canal do
- 0:18YouTube. É, nós temos Lives sobre todos
- 0:21os temas. É catarata retina, é lentes
- 0:24introculares e diabetes. E lembrando, né pessoal, que
- 0:29essas Lives é é com o intuito de levar informação de qualidade,
- 0:34informação baseada em estudos científicos.
- 0:37Nós não usamos aqui achismos? EEE não estamos aqui também para
- 0:42contradizer o seu médico, muito pelo contrário, a relação médico
- 0:46paciente é é fundamental. Nós estamos aqui para levar o
- 0:51conhecimento a um conhecimento de qualidade oftalmológico.
- 0:55EE hoje é um tema super importante, que é a relação do
- 0:58nosso olho com o cérebro. Tá então a oftalmologia, com a
- 1:02neurologia. Existem muitas doenças que estão
- 1:04interligadas. Então eu, Renato, eu sou um dos
- 1:08sócios da retina pro. Fiz meu doutorado Na Na unifesp
- 1:12na França, morei um ano, sou cirurgião de retina e catarata e
- 1:15tenho o grande prazer de convidar um amigo meu,
- 1:17neurologista, grande amigo desde de pequeno e super especialista
- 1:22Na Na área de neurologia. Vou é o doutor Antônio de Matos.
- 1:29E aí, Tony, eu chamo de Tony, né?
- 1:31Pros mais íntimos, é o Tony. E aí, Tony, tudo bem, meu amigo?
- 1:35Tudo bem, Renato? Apresenta aí pro pro pessoal, aí
- 1:38tu, quem não te conhece, tua formação.
- 1:42E é a gente mais nada que agradecer ao Renato.
- 1:44EEE, de manter essa questão de live.
- 1:47É sempre importante levar pro paciente a informação, né?
- 1:50Que boa parte das consultas a gente.
- 1:53Acaba acaba sendo mais uma 11 retirada de dúvida, né?
- 1:59E às vezes o paciente na casa dele consegue aí já ter uma
- 2:03resposta, boa parte das perguntas, pelo menos que é o
- 2:05melhor caminho Pra Ele conseguir responder elas, né, Renato?
- 2:08E obrigado aí novamente pelo convite, é, é, eu sou
- 2:12neurologista, né? Como Oo Renato falou por isso
- 2:14ele há bastante tempo. A gente trabalha hoje junto em
- 2:17alguns pacientes nossos, né, em comum.
- 2:20E é sempre um prazer trabalhar com o Renato.
- 2:22É um cara aqui da nossa região. Aí é se tornou uma referência,
- 2:27né? EE, é muito bonito o trabalho
- 2:29que teve contra a. Retina você também, né?
- 2:31Digo mesmo, né, meu amigo? E.
- 2:33E a minha formação que o Renato perguntou, eu fiz neurologia,
- 2:37né? Em São Paulo, no hospital
- 2:39chamado Santa Marcelina, que ele é o hospital que faz parte da
- 2:43rede sul, em São Paulo, né? De residência médica.
- 2:46É deve ter então de 12 vagas por ano de residência, 30 e tantos
- 2:50de residência. É um serviço enorme, né?
- 2:52E eu fiz a minha subespecialização no na USP, né,
- 2:55no hospital das clínicas da faculdade medicina da USP, que é
- 2:59a neuro radiologia vascular intervencionista, que são as
- 3:01doenças vasculares do cérebro, né?
- 3:04EE, é a minha formação, é essa, né?
- 3:07E eu trabalho hoje aqui em Belém, né?
- 3:09Se eu trabalho aqui em Belém do Pará, é na mesma cidade que o
- 3:11Renato, né? É maravilha isso aí que tu
- 3:14falaste que a gente acaba trocando figurinha, né?
- 3:17Eu encaminho paciente pra ti, tu encaminha paciente pra mim.
- 3:20E isso só demonstra AA relação que o olho tem com a com a, com
- 3:26a, com a neurologia. Agora pro pessoal que não sabe,
- 3:30né, essa questão da intervencionista, né?
- 3:33Endovascular. Não que tenha uma relação direta
- 3:36com a com a oftalmologia, mas conta pra gente, pra quem não
- 3:40sabe. É o teu dia a dia, né?
- 3:42Quais são os casos dessa parte endovascular que tu tratas mais,
- 3:46né? Conta aí pro pessoal.
- 3:48É a endovascular. Se a gente fosse fazer uma
- 3:50analogia, é muito parecido com a cardiologia, que faz cateterismo
- 3:54cardíaco, né? Nós até compartilhamos do mesmo
- 3:57aparelho, né? Por vezes o cardiologista sai e
- 4:00entra o neuro e volta o cardio e por aí vai.
- 4:02É é o estudo dos vasos do cérebro, né?
- 4:05Da região, crânio, cervical. E do sistema nervoso central?
- 4:08Lembrando que a medula espineal faz parte do sistema nervoso
- 4:11central, né? Então também faz uma Geografia
- 4:13medular, que é um dos animais em comum, né?
- 4:16É, mas também ajuda bastante no tratamento dos pacientes, né?
- 4:20Essa área vai desde tratamento de doenças que dificultam o
- 4:23fluxo de sangue pro cérebro, né? Ou seja, a gente trabalha
- 4:26abrindo, OOOO fluxo ou restabelecendo o fluxo ou até
- 4:30por sinal, tenho aqui no meu consultório.
- 4:33Ou do modelo, né? Eu vim pra cá pra fazer essa
- 4:35live por causa das crianças em casa, né?
- 4:37Aqui mostra um vaso, um vaso ficando entupido com o tempo,
- 4:42né? Levando as doenças.
- 4:42A gente pode depois falar um pouco disso.
- 4:44E aqui o tratamento, né, que seria o ostente que a gente
- 4:47coloca num vaso visando melhorar esse fluxo.
- 4:49E tem as doenças que sangram o cérebro, então a gente vai lá e
- 4:53fecha o ponto de sangramento. Com os mais diversos
- 4:56dispositivos, né? Isso tudo a gente faz, por
- 4:58incrível que pareça, as pessoas não acreditam, às vezes pela
- 5:00virilha, né? A região da virilha a gente
- 5:02acessa os vasos, que é muito parecido.
- 5:04Quando o encanador tira ali AO pessoal do que trabalha, aí com
- 5:08o encanamento público, tira aquela tampa do bueiro e entra,
- 5:11ele faz tudo por ali, por baixo, é mais ou menos isso, né, na
- 5:15região inguinal, região da virilha, onde a gente faz o
- 5:17procedimento e é um procedimento de alta complexidade, faz em
- 5:20hospital, né? Alguns pacientes perguntam sobre
- 5:22isso. E é uma área que tem íntima
- 5:25relação, né? Renato?
- 5:26A gente tem. Até teve até um caso que eu
- 5:28compartilhei com o Renato. Ele me e lhe auxiliou bastante.
- 5:31E foi um paciente que teve uma oclusão do vaso que.
- 5:35Apagou a luz aqui? Pode continuar, Tam.
- 5:38É uma. Tinha uma oclusão do vaso que IA
- 5:40pra retina, né, que é a região. É mais que forma a imagem nos
- 5:45olhos, né? A região mais de trás dos olhos
- 5:47que o Renato fala, com certeza, com mais propriedade aí.
- 5:49EE, esse vaso incluiu. E a gente conseguiu restabelecer
- 5:53o fluxo desse vaso por dentro, a gente foi com 111 tubinho
- 5:57micrométrico né, que mede assim 0,1 mm e foi no vaso do olho e
- 6:04injetou um remédio e se restabeleceu um fluxo.
- 6:06Um paciente que ficou em pós operatório né?
- 6:08Ele ficou deitado na região dos olhos de bruços e acabou
- 6:12dificultando o fluxo de sangue e melhorou após o tratamento.
- 6:15EE não, esse caso foi sensacional, né?
- 6:20Oi, é um caso que tem que correr contra o tempo, né?
- 6:23Que Oo sangue Oo olho fica sem sangue durante durante um
- 6:27período, então tem que restabelecer rapidamente isso
- 6:29antes que o as células daquela região morram, né?
- 6:32E apesar de ser incomum, né, o acidente vascular cerebral, ele
- 6:38pode ser, ele pode ter, como é manifestação clínica, né?
- 6:42AA amorosa e fugaz, né? Renato que é quando?
- 6:46A região da retina aí diminui AAA quantidade de sangue que é
- 6:50fornecida e o paciente tem um escurecimento visual.
- 6:53Tem uma clínica bem específica que tu pode até esmiuçar um
- 6:55pouco aí mais. É não esse esse caso é, eu acho
- 7:00que esse paciente é, a gente põe em Deus, né?
- 7:03Na acima de tudo, aí deu. Estava presente porque ele
- 7:06estava internado, dormiu na hora que ele acordou, né?
- 7:09Ele viu que não estava enxergando, então o fato dele já
- 7:12estar internado. O fato de tu de ter sido no
- 7:15hospital que tu tens acesso, né, Tony?
- 7:17AA, tratar de uma maneira muito rápida ali, porque a rapidez é o
- 7:21principal. Se o paciente tivesse na casa
- 7:23dele perceber se ele IA procurar o hospital No No, no, depois até
- 7:29ser internado e fazer, talvez a velocidade demais, IA demorar,
- 7:31né? Então é, é.
- 7:34Então conseguiu desobstruir a arteroftálmica, que é que é
- 7:37mínima, né? Que é muito estreita, né?
- 7:40E o paciente aí recuperou é quase a totalidade da visão, boa
- 7:44parte da visão, e deixou uma visão funcional nele.
- 7:47Que bom, né? E então isso aí só mostra a
- 7:50pessoa que a oftalmologia tem muita relação com com a
- 7:54neurologia, né? Então a gente tem um nervo ótico
- 7:56que começa ali na parte de trás do olho, na retina, só começa no
- 8:01olho, né? Ele percorre ali todo o cérebro,
- 8:03as vias visuais que a gente chama.
- 8:05Elas vão até lá atrás no córtex visual, né?
- 8:08Na parte posterior do cérebro, então às vezes, né?
- 8:11Tony, um AVC, por exemplo, um AVC hemorrágico é é ou um tumor,
- 8:17dependendo da localização. É pode comprimir aí, já que
- 8:21essas estruturas visuais passam por por por dentro do do do
- 8:25cérebro, né? Elas podem comprimir ali no
- 8:28caminho e levar a alterações visuais no campo de visão,
- 8:31aumento da pressão. Intraocular, né?
- 8:34E outras coisas, né? É que que tu pode falar dessas
- 8:38lesões assim expansivas, né? Na Na parte cerebral, né?
- 8:42Que. Isso isso que o Renato comum é
- 8:43muito é o Renato, comentou. É muito frequente no
- 8:46consultório, né? Eu, recentemente, inclusive,
- 8:48recebi um paciente que foi logicamente do oftalmo.
- 8:51Primeiro ele começou a notar 11 alteração da metade da visão,
- 8:59né? Como se você usar minha tela
- 9:00aqui. Você, se isso for a totalidade
- 9:03da sua visão, metade disso aqui você não estivesse mais vendo.
- 9:07E quando o paciente tem essa perda da metade da visão em
- 9:10gerar um sintoma que remete muito mais ao sistema nervoso
- 9:14central, o cérebro. Encéfalo em si, né?
- 9:17No caso do que necessariamente uma doença ocular, a gente chama
- 9:21isso de um nome feio, né? O nome elaborado chama
- 9:23aminopsia, mas a principais causas estão no cérebro.
- 9:28E quando o cérebro apresenta o sintoma?
- 9:29Eu sempre comento isso no consultório.
- 9:31Que ele não sabe o que está causando isso então, ou seja, o
- 9:34sintoma neurológico, ele me fala mais da região que está sendo
- 9:37acometida do que a causa, né? Então, o que que pode causar uma
- 9:41amenopsia? Ele tem um modelo aqui no
- 9:43consultório que eu costumo mostrar pros pacientes, nós
- 9:46temos um cérebro aqui, né? A região mais de trás aqui do
- 9:49cérebro, aqui no polo posterior, né, do polo occipital, fica aqui
- 9:54dentro desse suco, uma região que forma a imagem, né?
- 9:58Que é, é, é a fissura calcarina que a gente fala, né, o lábio da
- 10:03fissura calcarina nessa região. Qualquer doença, como um AVC,
- 10:05que seja a falta de sangue ou um sangramento nessa região, um
- 10:08tumor nessa região pode sim a evoluir com com apresentar uma
- 10:13hemianopsia, né? E tem outros tipos, né?
- 10:16A hemianopsia quando é só um quadrante, você dividia a minha
- 10:18tela em 4 aqui, né, e pegar só um quadrante, chama de
- 10:21quadrantopsia também, que é quando só uma partezinha desse,
- 10:25desse giro. É, é é acometida, né?
- 10:29Então é uma interface bem próxima, né?
- 10:32Em geral, o paciente, ele vai de mim, de mim, pro pro
- 10:37oftalmologista, do oftalmologista, pra neurologista
- 10:41EEA, boa, uma boa semiologia, né?
- 10:44O conversar do paciente com o paciente, ouvir a queixa dele,
- 10:47dar o diagnóstico, né? Até como quando o paciente
- 10:50conta, adotou. Foi metade da visão.
- 10:52Aí você fala, fala pra gente, eu já sei onde é que é a alteração
- 10:55do só exame de imagem, na região occipital, ele fala, nossa, você
- 10:58adivinhou, não sei o que não é, porque a medicina, ela é bem
- 11:01matemática. Nesse sentido.
- 11:02É bem categórica, né? Mas é isso.
- 11:04Assim, a interface é bem íntima a ponto de você conseguir dizer
- 11:07inclusive o lado e o talvez até o grau de extensão da da lesão
- 11:11que o paciente tem. É não perfeito, outra outra,
- 11:16outro tipo de paciente que a gente recebe muito no
- 11:18consultório com essa queixa de déficit de campo, de visão.
- 11:21É quando o paciente tem alguma alteração ali Na Na hipófise,
- 11:24né? Tony?
- 11:25Na hipófise, então, por exemplo, tem uma às vezes uma paciente
- 11:29com prolactinoma, né? Com sintomas ali de de da parte
- 11:33do do aumento da prolactina No No corpo, mas tem déficit de
- 11:38campo visual. Alguma lesão compressiva na é é
- 11:41de crescimento na hipófise também, né?
- 11:43Comprime ali uma região que a gente chama de quiasma ótico,
- 11:45né? É OOOA, hipófise ela, os tumores
- 11:50também dela, quando crescem, comprime um nervo ótico.
- 11:53É todo todo o sintoma, né? Toda todo, na verdade, a doença
- 11:58que acometeu alguma parte da via ótica do trato ótico, né, que
- 12:01vai do do fundo do olho, né, até o cérebro ele vai dar algum
- 12:07sintoma relacionado a campo que a gente fala, né?
- 12:09É um sintoma, é uma perda de um campo, perda do dos Campos de
- 12:13fora, a perda dos Campos de dentro, né?
- 12:15Dos olhos. E das mais diversas causas, né?
- 12:18111 alteração, por exemplo, que pode causar isso, apesar de ser
- 12:22incomum, né? É, é é até 11 alteração
- 12:26compressiva, né? Do nervo alguns tipos de doenças
- 12:29vasculares, como os aneurismas, que são doenças em que uma
- 12:33dilatação na parede do vaso comprime o nervo, dá sintoma
- 12:37nesse nervo. E quando esse nervo acometido é
- 12:39o nervo do do olho, né? O nervo ótico, ele ele dá um
- 12:43sintoma aí de campo visual, tendo outros sintomas também, né
- 12:46Renata? É, não, não tem, tem vários
- 12:49outros sintomas, né? EEE esses casos assim
- 12:52neurológicos, é, muitas vezes o paciente chega no consultório
- 12:55quando falar, a gente faz o mapeamento de retina, faz tudo,
- 12:58o olho tá, a anatomia do olho tá uma perfeição, sabe?
- 13:01A retina, tudo tá normal, mas aí a gente vai testar ali a visão e
- 13:05tá com uma visão baixa, né? Então é porque é a causa,
- 13:10geralmente neurológica ou alguma coisa no corte individual, então
- 13:13a gente sempre investiga. Agora, uma outra coisa é que a
- 13:17gente vê muito no consultório Tony, que deve ser teu dia a
- 13:20dia, e também no consultório é a questão da enxaqueca, né?
- 13:24É o paciente chega muito assustado lá comigo,
- 13:26principalmente eu que sou especialista, retina, paciente.
- 13:29Ah, doutor, comecei a ver uns flashes, ainda mais quando é
- 13:32quando é a primeira vez, né? O paciente não está acostumado
- 13:34com aquele sintoma. Ah, doutor, a minha visão até
- 13:36escureceu por um momento, voltou, eu tive 11 déficit
- 13:40rápido, o meu campo de visão. É, é, comecei a ver uns flashes
- 13:45cintilando, né? Então aí a gente vai fazer o
- 13:48exame e também está tudo normal, né?
- 13:50Claro que esses são sintomas de alarme, né?
- 13:52Flashes, moscas volantes, são coisas que a gente tem que
- 13:55investigar a retina para descartar um descolamento de
- 13:58retina, outra coisa assim, mais grave na visão.
- 14:01Mas quando está normal o exame oftalmológico, aí geralmente,
- 14:05né, é alguma causa neurológica. E a enxaqueca, né?
- 14:08É, é o carro chefe aí nisso, não é isso?
- 14:12Exatamente. Eu até comentei com o Renato
- 14:13antes de de eu entrar nessa live, um colega nosso
- 14:16neurologista teve 11 flash na visão, né?
- 14:20Dos 2 lados, do do dos 2 olhos, né, são flashes, é, é como se
- 14:25fosse uma luz de um carro vindo, né?
- 14:27Ou então às vezes são tipo como se fosse vagalumes, né?
- 14:30É um pouco cintilante também, tem tons de violeta bem acesos,
- 14:33né? Então chama a atenção que é uma
- 14:35coisa diferente, você vê que que não é nada no na visão, quando
- 14:39você mexe os olhos, eles continuam ali.
- 14:41Como se fosse na tela da televisão, né?
- 14:44EE, uma das causas é a enxaqueca ou migrania, né?
- 14:48O Renato salientou, bem, é um paciente que ele chega com a
- 14:51queixa visual primária, né? Uma queixa que demanda
- 14:54logicamente no oftalmologista, então ele vai no oftalmo e
- 14:57depois vem no neuro, né? É muito comum a oftalmologia
- 15:00encaminhar pra gente, pra manejar e a migrania, apesar de
- 15:03você falar de enxaqueca, de dor, né, hoje a gente fala dos
- 15:07sintomas não dolorosos, né, dela.
- 15:09Que são sintomas que não tem a ver necessariamente com aquela
- 15:12dor de cabeça por SAT, né? Que são sintomas visuais,
- 15:16sintomas auditivos, como zumbido, sintomas de equilíbrio,
- 15:20como tontura, né? E tem também alguns tipos de de
- 15:24migrante, a gente enxaqueca, que não cursa o Condor.
- 15:26Então o diagnóstico realmente fica mais difícil?
- 15:29É, é e tem só aquela alteração visual temporária e alguns
- 15:33pacientes depois experimenta uma dor de cabeça mais forte que o
- 15:36habitual das dores de cabeça, aquele.
- 15:38A razoavelmente tem, mas lembrando que apesar da
- 15:41enxaqueca meio grande, assim é uma doença bem digna que nem o
- 15:44Renato salientou o paciente que nunca apresentou isso, iniciar
- 15:47uma apresentação, tem que procurar oftalmologista, né?
- 15:50Porque o Renato tem um tempo aí pra pra poder fazer os
- 15:53tratamentos, né? Pra poder se caso seja alguma
- 15:56coisa na retina, né, de escolamento já aconteceu
- 15:59inclusive no meu consultório o paciente achar que a enxaqueca
- 16:02que era de escolamento de retina.
- 16:04É ser encaminhado com urgência oftalmologista para tratar essa
- 16:07causa. Então, que nem eu disse logo no
- 16:09comecinho, o cérebro não sabe o que causa o sintoma.
- 16:12Aí você tira muito pela história clínica, né?
- 16:14Então, se um paciente tem uma alteração dessas e é um idoso de
- 16:18de 75 anos, diabético, hipertenso, tem que pensar aí se
- 16:22esse, se essa retira, não tá com nenhuma doença, ou então se se
- 16:26isso aí seria um correlato de um sintoma neurológico referente a
- 16:30uma. Falta de sangue ou sangramento
- 16:32no cérebro, apesar de ser mais incomum se apresentar assim,
- 16:35enquanto que uma pessoa jovem, uma menina de 18 anos, 20 anos,
- 16:40é é apresentando bem, o sintoma te remete muito mais aí AA
- 16:45enxaqueca, né? Então volta de novo pra questão
- 16:47da história clínica bem colhida e não vai estar no exame de
- 16:50imagem, né, Renato? A imagem, a ressonância dos 2
- 16:53casos, tanto da retina quanto da migrania, é normal.
- 16:56Né? Então é só na semiologia que que
- 17:00o médico fala que essa conversa. Exame é história clínica, né?
- 17:05Conversando ali, vendo EE aí lembrando, né?
- 17:10Tânia aqui, né? É do nosso dia a dia, né?
- 17:13Então eu acho que enxaqueca ali pode ser top um ali da nossa
- 17:18relação. Agora, tem uma doença que eu
- 17:20queria que tu falasse um pouquinho, que eu tenho recebido
- 17:23bem no consultório. De ti e de outros neurologistas
- 17:26também, tá, com a relação do que aí sim, pode causar uma relação
- 17:32no exame de de retina, tá? Pode dar um edema, que a gente
- 17:36chama No No nervo ótico, né, que é a hipertensão intracraniana e
- 17:41idiopática, né? Geralmente mais comum em em
- 17:44mulheres jovens. Eu vou deixar pra ter
- 17:46comentários mais essa parte, mas é da parte oftalmológica,
- 17:50geralmente a paciente chega. É, às vezes não tá com baixa
- 17:57visão, não tá com é um exame de rotina, a gente faz o exame do
- 18:00mapeamento v, um inchaço Na Na, no nervo ótico, um edema de de
- 18:05papila que a gente chama, geralmente bilateral.
- 18:07Pode ser assimétrico, né? Um lado um pouco mais inchado
- 18:10que o outro, mas é, às vezes dá sintomas visuais, sim, às vezes
- 18:15o paciente, dependendo do inchaço, já tem uma alterações
- 18:19de cor, principalmente. É, às vezes até no teste de
- 18:23visão da comidade, também abaixa um pouco da visão, pode alterar
- 18:27campo visual? É, mas muitas vezes OOA.
- 18:31Paciente está 2020 que a gente chama ali no teste de visão.
- 18:34Às vezes é um achado de exame, né?
- 18:36Mas aí me fala mais um pouquinho aí da hipertensão intracraniana
- 18:40e idiopática. Né, essa conscientemente, quando
- 18:43eu fiz a prova de título de neurologia, foi uma das
- 18:45perguntas da banca, né? E aí AA hipertensão, itaqueriana
- 18:49tem uma causa, tem tantas causas, né?
- 18:51Para ela, EEA, uma grande maior parte é como tu fala, acha
- 18:55idiopática. Só lembrando, a gente vai falar
- 18:58um pouco mais dessa doença, né? É, é uma das causas de
- 19:02hipertensão intecraniana, que lá em São Paulo é um pouco mais
- 19:04comum, que é aqui devido a uma a uma medicação que existe no SUS.
- 19:08Lá é que é Oo excesso de consumo, de vitamina A, né?
- 19:14Hipervitaminose a ela é 11 das causas de aumento da pressão
- 19:18intracraniana. Para incrível que pareça e eles
- 19:20descobriram isso lá. Repondo sem dosar a vitamina A
- 19:24junto com a vitamina Dee, os protestos começaram a.
- 19:28Ter o aumento da pressão intracraniana.
- 19:30É, era chamava. Tinha uma indicação que tem o
- 19:32nome comercial. Quando eu vou citar aqui,
- 19:33remetia ao nome da a mais d. Aí aí começaram a ver o aumento
- 19:37da incidência. E com a relação da área?
- 19:40Tanto que na minha prova de título, o especial, o professor
- 19:43lá, né, perguntou pra mim por que que os esquimós têm mais
- 19:47hipertensão itacraniana indiopática?
- 19:49Eu falei, eu não acredito que tá me perguntando isso, e é porque
- 19:52eles comem muito fígado de urso polar que a gente é vitamina A,
- 19:55enfim, é óbvio Curiosidades, mas foi longe aquelas Curiosidades
- 19:59na medicina, mas, mas enfim, AA hipertensão intracraniana e
- 20:03deopática, antigamente chamada de pseudo tumor cerebral, né?
- 20:07Que é o nome que a gente evita usar porque remete a coisas que
- 20:10não tem necessariamente em relação com com o quadro
- 20:12clínico. É um aumento da pressão
- 20:14hidracraniana por um motivo não não muito bem entendido,
- 20:18acredita se que uma desbalanço entre a produção de líquido e
- 20:23absorção de líquido que circundam o cérebro, né?
- 20:26E aí as manifestações clínicas da hipertensão hidracraniana por
- 20:30motivos é, é óbvios, é o aumento da da.
- 20:34De dor, né? São dores de cabeça, diferente
- 20:36das outras. Uma coisa que a gente usa muito
- 20:38na clínica neurológica é avaliar o perfil da dor, fatores que
- 20:42pioram a dor em geral. É uma dor mais comum no final do
- 20:45dia, que piora quando deita, então o paciente deitar.
- 20:49EE sentir náusea, senta, melhora, deita, piora.
- 20:52Tem que ser investigado. É um tipo de dor de cabeça,
- 20:55apesar da temática, hoje em dia está um pouco politizada, mas na
- 20:58medicina, em política não se conversam, né?
- 21:00AA obesidade, ela é 111 dos fatores de risco forte para o
- 21:05aumento da pressão intracraniana.
- 21:07Faz inclusive parte do tratamento a perda de peso.
- 21:09Eu não estou falando de bem-estar, saúde, exame de
- 21:12sangue, não a perda de peso, ela é associada a melhor, a melhor,
- 21:16a pensão intracraniana e a manifestação oftalmológica da
- 21:19pressão intracraniana aumentada na cabeça.
- 21:21O Renato falou. Que é o inchaço do nervo, porque
- 21:25é como se fosse OOO líquido querendo sair da cabeça, né?
- 21:28Ele acaba utilizando ali a bainha ao redor do do nervo, né,
- 21:32Renato? E o próprio nervo como uma
- 21:34válvula de escape, logicamente insuficiente para melhorar a
- 21:37pressão intrapoliana, mas é visível no fundo do olho um
- 21:40nervo inchado, né? E o diagnóstico que que a gente
- 21:43tem que excluir são doenças que inflamam o nervo ótico, como
- 21:47doença de um outro grupo. Né, que são as as doenças, é é
- 21:51desmilizantes ou doenças inflamatórias, aí do sistema
- 21:55nervoso central, né? O pseudo tumor, ele dá sinais
- 21:58radiológicos típicos, é da alteração na ressonância, dá um
- 22:01sinal chamado célula túcica vazia, mas pra quem está
- 22:05presente tem isso na ressonância.
- 22:06O sinal não é típico único de hipertensão intracraniana, né?
- 22:10Dá pra ver na própria ressonância o alargamento do
- 22:13nervo ótico, né? Isso é visível, tem outros
- 22:16sinais menos comuns, que requer um pouco mais de atenção, que é
- 22:18a retificação da ponte. É um sinal, é bem específico,
- 22:22por sinal de hipertensão. Intercraniana é a ponte, a
- 22:25região de trás do cérebro, né, que fica ali na região quase da
- 22:28nuca. Aqui é mais facilmente
- 22:31analisável por exame de ressonância.
- 22:33E o fundo de olho e a campimetria visual tem um padrão
- 22:36específico, né Renato? Quando Oo Renato, faz lá a
- 22:39avaliação do fundo de olho e tem aquela perda periférica, né?
- 22:43Eu não consigo fazer aqui. A imagem tá espelhada.
- 22:44A perda periférica da da, da, da carpimetria visual, né?
- 22:52Fala muito a favor desse tipo de doença e o diagnóstico é feito
- 22:55com punção lombar, né? Ele a critério diagnóstico,
- 22:58apesar dos médicos hoje em dia tentarem fugir um pouco,
- 23:01inventar outro método, mas ele tá lá no consenso, nos consensos
- 23:05que é Oo método, padrão, ouro e às vezes até para
- 23:08acompanhamento, né? Veja, você não fere a Pressão
- 23:10Arterial não te tratar, né? Então você tem que aferir a
- 23:13pressão ali, a pressão do líquido, né?
- 23:17Da cabeça a gente faz através de uma agulhazinha na região das
- 23:20costas, na região baixa das costas, lá naquela região onde a
- 23:23mulher faz AAA. Anestesia, né?
- 23:28A. Anestesia daqui de ano.
- 23:30Hack, né? Pra.
- 23:31Pra. Pra ter o bebê, né?
- 23:33Pro parto? Então a gente faz uma coleta ali
- 23:36desse link, então um procedimento que faz no
- 23:38consultório ou ou em clínicas, ou até no hospital, se for
- 23:41necessário. E você consegue medir essa
- 23:43pressão, né? A partir dessa pressão, indicar
- 23:45o tratamento que lembrando o tratamento da prestação
- 23:47anteracraniana, apesar do movimento cada vez maior para
- 23:51outras métodos, é um tratamento clínico de perda de peso e
- 23:55medicamento. Alguns casos selecionados, né,
- 23:58em que o paciente tem uma causa obstrutiva, pessoalmente, da
- 24:02pressão na cabeça, né? Você pode utilizar desses
- 24:05existentes que abrem os vasos pra facilitar o fluxo.
- 24:08Mas lembrando que o tratamento continua sendo aí um medicamento
- 24:12né? Que diminui a produção do
- 24:13líquido. EE perda de peso, né?
- 24:17EE, até me estendi bastante. É, não, não foi ótimo?
- 24:22É. É porque é 111 doença que eu
- 24:25tenho recebido mais no consultório.
- 24:28Não sei se é porque os colegas acabam encaminhando lá pro
- 24:30consultório, né? Eu não sou só eu no consultório,
- 24:32eu sou eu, Alexandre, Luciano, todos nós.
- 24:35A gente acaba recebendo muito esse caso de de
- 24:38petricentracraniano EE fazendo uma relação da hipertensão,
- 24:41entracraniana tu falaste da questão da obesidade ter uma
- 24:44relação com a medicina, do estilo de vida, né, que está
- 24:48cada vez mais. Então é controle do peso, é é
- 24:52alimentação, né? Exercício físico, dormir bem,
- 24:56controle do estresse. Controle de cigarro, álcool,
- 24:59dessas coisas, porque as pessoas tem que pensar que hoje a
- 25:02medicina é é pra prevenção, né? A gente não espera, tenta não
- 25:06esperar até a doença pra tratar. Então então essa doença tem a
- 25:09obesidade, com uns fatores, diabetes, por exemplo, tem uns
- 25:13fatores ambientais envolvidos também, Pressão Arterial também,
- 25:18tudo descontrolado, pode levar, por exemplo, ao AVC, que a gente
- 25:22já falou, diabetes, pressão descontrolada, então é essa
- 25:25parte da obesidade. Também aí eu lembrei disso, só
- 25:28esse esse parêntese, né? Porque a minha esposa estava no
- 25:31Congresso aí de medicina do estilo de vida esse final de
- 25:33semana e eu acabei lembrando disso.
- 25:35Agora, falaste na questão da hipertensão intracraniana,
- 25:39falaste lá no meio das doenças, 2 milhenizantes que também afeta
- 25:42o nervo ótico, né? E a principal delas é AA
- 25:45esclerose múltipla, né? A esclerose múltipla a gente
- 25:48recebe muitos pacientes e com diversos sintomas, esses sim,
- 25:52quando tem sintomas visuais. São até sintomas?
- 25:55É, é mais como é que eu posso dizer, mais marcante em relação
- 26:00à hipertensão intracraniana e diopática, né?
- 26:03É, às vezes, o paciente com esclerose múltipla, quando afeta
- 26:06a visão, já já teve casos de de de estrabismo, já teve casos de
- 26:10diplopia de o olho não está desviado, mas está com a visão
- 26:14dupla. É déficit de campo visual,
- 26:16déficit de cor, baixa visão. São sintomas visuais.
- 26:19Geralmente mais pronunciados, né?
- 26:21EE também tem os casos da da de esclerose múltipla, que o
- 26:24paciente já tem um diagnóstico e também não sente nada na visão,
- 26:27tá? Também não tem alteração,
- 26:29nenhuma visual, o exame oftalmológico muitas vezes é
- 26:33normal também. A gente chama de uma neurite
- 26:36retrobubar, né? É uma neurite ali que às vezes a
- 26:39gente numa retonografia, numa piamentegetina, a gente não vê.
- 26:43É tema do do, do do nervo ótico, né, muitas vezes.
- 26:47Mas tem as suas alterações específicas ali, de campo,
- 26:49visual, tudo. Então comenta um pouquinho, né
- 26:52Tony aí da da esclerose múltipla, né, interrompi?
- 26:58Renato, desculpa, você tava falando alguma coisa?
- 27:00AA as doenças. É esse grupo de doenças que o
- 27:05Renato comentou. É uma área que avança muito em
- 27:07neurologia. Eu até ouso dizer que está se
- 27:11tornando uma área quase que à parte, né?
- 27:13Porque a neuroimunologia lembra muito AAA reumatologia quase,
- 27:18né? São doenças que inflamam
- 27:20proteínas, estruturas específicas de do nervo, sabe?
- 27:25Então tem 2 grandes, 2 grandes representantes desse grupo, né,
- 27:29que são AAA, esclerose múltipla, que o Renato citou, né?
- 27:33Que causa inflamação no nervo do olho e tem a neuromiarite ótica.
- 27:37Né que neuromie elite, né? Inflamação na medula e no olho,
- 27:42né, que não necessariamente é nessa ordem ou que tem as 2
- 27:45juntas, né? Mas a gente chama de espectro de
- 27:47neuromie elite. Olha, ficando mais difícil o
- 27:49nome, né? EE agora tem a doença mogadi,
- 27:53né? Você já recebeste algum caso
- 27:54desse aí? Mogadi é, eu te peguei um caso
- 27:58recentemente no hospital, é? É aqui em Belém?
- 28:01É? A gente fez os testes genéticos,
- 28:03deu, deu compatível, é uma doença?
- 28:07É. É o anticorpo contra uma
- 28:10proteína do oligodendososki Renato EEE.
- 28:13Ela responde super bem ao corticoide, mas o sintoma, a
- 28:16visão, é muito drástico. É uma cegueira quase associado a
- 28:20dor ocular como a importante resposta ao corticoide.
- 28:25E tem achado os intracranianos também, que remetem a processos
- 28:29inflamatórios, até expansivos que e até o irão biopsiar.
- 28:33Essa paciente se faz corticoide de negócio, sombra limpa,
- 28:35ressonância, a paciente melhora. É o hoje.
- 28:37E isso se escreveu há 34 anos atrás.
- 28:40É, é, escreve mogardi, né? É.
- 28:44Vou dar uma olhada, vou dar uma pesquisada.
- 28:45Nunca receber, não mais pra frente, né?
- 28:48É doença, é contra o anticorpo, é da mielina do oligonendrossi,
- 28:54né mogardi? É, é, essa é até novidade, é uma
- 28:57coisa que foi discutido recentemente no Congresso
- 28:59brasileiro de de doenças desmilizantes, é uma, é um tema
- 29:02que eu particularmente no consultório, não trato por ser
- 29:06uma coisa muito específica, mas veja, eu faço muita neurologia
- 29:09hospitalar, né? Muita mesmo, né?
- 29:11Quem já internou em algum hospital aqui em Belém deve ter
- 29:14recebido alguma avaliação. É em algum momento minha aí EE,
- 29:17esses pacientes chegam para mim lá, então eu teria que fazer os
- 29:20diagnósticos diferenciais entre de queerose múltipla,
- 29:23neuromielite. Mogagem e aquela aquela outra
- 29:28série de doenças que causa inflamação, as doenças
- 29:30infecciosas, né? Renata tem alguns tipos de bacté
- 29:33que inflamam o nervo ótico e dão um padrão muito típico ou então
- 29:37menos comum do que Na Na, na esclerose múltipla, na retina e
- 29:42no nervo, né? EE tipo, isso é muito do oftalmo
- 29:44pra bater esse diagnóstico diferencial que o neurologista,
- 29:48eu costumo dizer que há algo no olho agora, o que é esse algo?
- 29:51É o Renato que resolve aí pra mim, né?
- 29:55É, mas, mas é, mas é isso, né? É a esclerose múltipla, tem
- 30:01outras doenças de emilesante, como se falaste agora.
- 30:05Tony, o que mais a gente pode falar assim de oftalmologia e
- 30:08neurologia? Ali eu tava pensando aqui das
- 30:10doenças também, das doenças da generativa, né?
- 30:13Alzheimer, Parkinson, né? É falando aí em novidade, né?
- 30:17É. A tomografia de coerência ótica,
- 30:20né, que é 11, exame super profundo da parte oftalmológica,
- 30:23né? Que é a sigla é OCT, né?
- 30:26Do inglês. Ela hoje tá muito Moderna, cada
- 30:29vez mais Moderna dos aparelhos da OCT.
- 30:31Então a gente consegue ver as 9 camadas da retina ali
- 30:34microscopicamente. Então a camada ali é uma das
- 30:37camadas mais superficiais, que são as de células ganglionárias,
- 30:41né? Descobriu se que tem uma relação
- 30:43íntima ali com o nível. Por exemplo, dopaminérgico, né?
- 30:46A gente sabe que no Alzheimer, né?
- 30:47Então me corrija se eu estiver errado.
- 30:49É os níveis ali de da dopamina, né?
- 30:51Vão vão caindo com tempo EEEE junto, vai tendo uma atrofia
- 30:59proporcional dessa camada de células ganglionares, né?
- 31:03Que antes com os aparelhos iniciais de tomografia de
- 31:06coerência ótica não era detectado.
- 31:07Mas hoje, com o avanço dos aparelhos, a gente já consegue
- 31:10estratificar bem ali as camadinhas e fazer um
- 31:12acompanhamento. Né?
- 31:14EEE consegue detectar até ali, no início, um paciente com
- 31:19Alzheimer ali, muito inicial, a gente já consegue ver alteração
- 31:21na tomografia, a mesma coisa. A questão do Parkinson, tá?
- 31:25A gente tem um exame que a gente chama de microperimetria, EEA,
- 31:31gente consegue ver as áreas ali, da mácula, da retina.
- 31:35É, estão, é como é que eu posso dizer em sofrimento?
- 31:40Tendo relação aí com a evolução também do do do Parkinson, né?
- 31:44Então é mais aí 11 relação da neurologia com a oftalmologia,
- 31:48com esses exames de imagem e agora com a inteligência
- 31:50artificial também, né? Porque a inteligência artificial
- 31:53ela qual é o intuito da inteligência artificial?
- 31:56Ela ir aprendendo com o tempo, os algoritmos aprendendo com o
- 32:00tempo. A medida que mais pacientes vão
- 32:01fazendo também, ela vai aprendendo ali AAA, ou seja, ela
- 32:06vai evoluindo. E vai separando o que é normal.
- 32:10O que é normal é, é, é se a evolução daquele paciente está
- 32:14uma evolução rápida, lenta. Então essa parte de tecnologia
- 32:17realmente é é muito, muito interessante, né?
- 32:22EE, uma coisa que tu se trate que é muito importante é é as a
- 32:27sensibilidade dos testes, né? Quando esse esse sintoma, esse
- 32:32perdão, esse achado no exame de de OCT, né?
- 32:35De da tomografia por parte dos olhos.
- 32:37Ele aparece num num estágio pré doença.
- 32:41No início da doença. Logicamente você não vai bater
- 32:44um diagnóstico de Alzheimer através de um exame desses, mas
- 32:48te leva a fazer investigação. Hoje em dia nós temos testes
- 32:52genéticos, né? EE apesar de iniciais, né?
- 32:56As melhoras são iniciais ainda é.
- 33:00Já existem tratamentos em que aparentemente precisam ser mais
- 33:05refinados, mas aparentemente. Trazem aí uma diminuição da
- 33:09evolução da doença de Alzheimer, né?
- 33:11Como a doença de Alzheimer, ela é, ela tem vários perfis, tem um
- 33:15paciente mais rápido, mais lento, então provavelmente são
- 33:17várias doenças diferentes com o mesmo comportamento.
- 33:19Então alguns pacientes desse com esse perfil de comportamento em
- 33:23estágio inicial, né? Então através de exame de imagem
- 33:26de genética você consegue fazer isso ou a gente já consegue
- 33:31tratar, né, com anticorpos ainda.
- 33:35Já é autorizada pelos nos Estados Unidos, né, que é o FDA,
- 33:38que é o da Luiza, que é a Anvisa deles no Brasil.
- 33:40Sobre importação, recentemente eu fiquei sabendo que já está
- 33:43disponível em algumas farmácias pra não compra comercial, né?
- 33:48Em paciente vai comprar, mas você pode comprar com receita e
- 33:52tudo. São tratamentos ainda com muito
- 33:54riscos, né? Muitos riscos.
- 33:56Então você deixa com aqueles pacientes com um curso realmente
- 34:00significativo, com um diagnóstico bem pautado, porque.
- 34:04É um Balanço de riscos e benefícios, né?
- 34:06Então é um pouco complicações, é vasculares, intracranianas,
- 34:11sangramento, aumenta o risco. Então ainda não está totalmente
- 34:14afinado. Me remete muito ao ao usenpic
- 34:18quando foi lançado, né? A iragu tida tizé partida.
- 34:22Agora saiu uma nova, ainda mais novo que o monjar, então talvez
- 34:26esteja ainda mais lento que as medicações própria etite, mas em
- 34:30neurologia você trazer tratamento pra uma doença.
- 34:33Que tinha um curso até recentemente inexorável e que
- 34:37você talvez veja, talvez freasse a evolução é realmente
- 34:41assustador. EE, esses biomarcadores que a
- 34:44gente chama esses testes da medicina, né?
- 34:47Eles não só testes, né, mas também alguns sintomas do
- 34:50paciente. Eles eles são cada vez mais
- 34:53buscados pra gente começar a descobrir doença antes do do
- 34:57paciente apresentar. 11 sintomatologia, né?
- 34:59O Renato, no início da fala dele lá no comecinho, comentou.
- 35:03Que a medicina ela tá hoje nesse âmbito.
- 35:05Então é muito como um paciente você vir com um diagnóstico
- 35:08desse. Não tô, mas eu não tô sentindo
- 35:10nada. Mas, mas exatamente é você que é
- 35:13um paciente mais entre aspas, custo efetivo.
- 35:16Tudo que eu fizer eu vou ter 100% de de, de de aplicação, já
- 35:21que você ainda não tem nenhum sintoma maior, né?
- 35:23Então. Isso é, o paciente demora um
- 35:26pouco a entender, a captar que pode ter algo que seja
- 35:29importante, por mais que não tenha tanto sintoma físico
- 35:31naquele momento. E tratar, né?
- 35:34E dar Pra Ele aí uma maioria da qualidade de vida que senão
- 35:37agora no futuro, né? É, às vezes é difícil, né?
- 35:40O paciente quando não está sentindo nada, né?
- 35:43Entender ali uma necessidade ali de 11 intervenção ou de alguma
- 35:47coisa, né? Aí eu sempre dou um exemplo de
- 35:49um paciente com descolamento de retina.
- 35:51Mas que está com a mácula colada, ou seja, se a gente
- 35:54testar com a mácula colada, ele está vendo 100% por cento.
- 35:58Só que aí quando a gente mostra o exame, que a periferia dele
- 36:02está descolada, que ele está com problema então visual, ele não
- 36:04tinha nem percebido e é um caso de urgência e urgência
- 36:07urgentíssima, né? EE então já já teve casos assim
- 36:12também, é a mesma coisa aí na neurologia, né?
- 36:15Agora não pra gente finalizar, eu não podia deixar de falar,
- 36:20né? É sobre diabetes, né?
- 36:23Diabetes a gente recebe muito, né, ainda mais a minha área, que
- 36:28é retina, que o diabetes, ele machuca a retina, né?
- 36:32Só que a gente sabe que o diabetes também, principalmente
- 36:34descompensado, um diabetes de muito tempo também.
- 36:37Ele pode dar alterações neurológicas, né?
- 36:40Pode dar ali os nervo ucranianos, né?
- 36:43Pode dar ali 11 parisia, uma paralisia do do nevocraniano,
- 36:48pode dar estrabismo, pode. É, é.
- 36:51E às vezes só com tratamento, né?
- 36:53É glicêmico, né? Às vezes recupera, né, sem
- 36:58maiores intervenções. Comenta aí um pouquinho, né?
- 37:01Das alterações do diabetes aí na neurologia.
- 37:04É um tema vasto, né? Um tema que vai desde é.
- 37:09É desde os vasos, essas Placas que eu mostrei pra vocês, até
- 37:12mostrar de novo pra quem me viu no comecinho, essas Placas que o
- 37:15colestral se deposita. Ver se eu consigo mostrar aqui
- 37:18isso pronto. Elas podem ser causadas pelo
- 37:21diabetes no início da placa, né? Diabetes descompensado que nem o
- 37:24Renato falou, mas lembrando que o diabético tem que fazer uma
- 37:27ferramenta de retina. É, é.
- 37:29Alguns pacientes meus sabem que eu sou diabético, né?
- 37:31Eu até faço com o Renato, eu tô até devendo o mais recente da
- 37:34Renata, é verdade. O médico é assim, gente, o
- 37:39médico. O médico às vezes demora pra ir,
- 37:42é muito corrido, mas é, mas, mas é, não, não copiem a gente não
- 37:46viu. Tem que ir regular, né, né,
- 37:48Tânia? É não, eu cobro, eu faço
- 37:50cartinha, eu faço o pedido em eu acho que enfim, eu faço essa
- 37:54parte pra todo mundo e é o meu último como eu tava bom Hein tu
- 37:57deste nota 10 pra mim e manteiga assim é, é, é, é, é, mas enfim,
- 38:02é. OA Mota de retina, faz parte da
- 38:04prevenção, né? Das doenças crônicas.
- 38:06A diabetes realmente ela pode atacar a retina causando uma,
- 38:10né? Uma a gente não pode aqui fala
- 38:12né, tem vários níveis e ela é uma vitrine pro cérebro, né?
- 38:16Renata, essa frase a gente usa, eu uso muito o consultório pra
- 38:19gente entender que eu eu não tô olhando só a retina.
- 38:22Quando eu vejo retina, eu tô vendo todo o funcionamento
- 38:25microvascular do corpo, então é um acesso direto, quase uma
- 38:28biópsia, né? Talvez maior uma biópsia, você
- 38:30consegue ver o cérebro, a parte do cérebro viva.
- 38:34Né? E com seus achados relacionados
- 38:37às doenças que o paciente carrega, então você consegue
- 38:39dizer até tempo de doença, se eu olho uma ressonância de crânio,
- 38:42eu consigo te dizer a quanto tempo você tem um achado ou não
- 38:45tem um achado. EAAO fundo de olho também é
- 38:48capaz de de estimar a isso. É também é escalonamento de
- 38:53terapia, talvez. Eu tô tomando insulina há há 10
- 38:56anos, tomando comprimido para diabetes há 10 anos.
- 38:59Eu vejo um 1° grave de gratidãopatia, por mais que seja
- 39:02hoje, essa glicada seja boa. Talvez seja a hora de repensar,
- 39:05será que não está tendo 111 escape aí que não está sendo
- 39:08pego pelo exame e vai desde o manejo do do da doença até
- 39:13complicações, né? O que o Renato falou são as
- 39:15neuropatias cranianas, né? Os nervos que controlam o olho,
- 39:19eles são controlados pelo cérebro.
- 39:22Então, como esses nervos são fininhos e a gente chama de
- 39:25delgado, né? Bem delicado, às vezes o sobe e
- 39:28desce de açúcar no sangue altera esse nervo e ele acaba tendo um
- 39:32machucado, vamos falar desse modo.
- 39:35E o principal sintoma é a visão dupla, que seria alguns
- 39:39pacientes ficam é com como o leigo chama, vesgo, né?
- 39:42Ou com o olhar pra fora assim, um dos olhos reto e o outro
- 39:47movimento é pro lado assim, EE. E o tratamento disso realmente é
- 39:54controle glicêmico. Lembrando que, às vezes, apesar
- 39:56de ser mais em comum, a neuropatia craniana pode vir de
- 39:59um controle glicêmico muito súbito, né?
- 40:01É, isso é uma coisa meio contraditória.
- 40:03A gente não sabe explicar ao certo ainda, mas o paciente que
- 40:06vem de uma glicemia de 400 continuamente, se do dia para
- 40:09noite, resolver manter isso em 100, né?
- 40:12É, isso pode acontecer. Lembrando que isso a curto
- 40:15prazo, a médio e longo prazo, controlar o açúcar sempre é bom.
- 40:18Mas isso pode acontecer assim, no início do acompanhamento.
- 40:20Paciente, poxa, não tô, mas eu comecei a tratar e tive isso.
- 40:23É melhor não tratar não, pelo contrário, eu tenho muita coisa
- 40:26pra mim ainda que não tá vindo isso.
- 40:28A maioria das vezes tem uma evolução boa, né, Renato?
- 40:31E apesar de ficar assustador, né?
- 40:35EE uma vez eu recebi uma paciente é com diabetes
- 40:38condensado, que tava com uma pitose, uma pitose assim a
- 40:42pálpebra bem caída em comparação com outro lado, né?
- 40:46EEE, aí o exame normal, normal, não tinha as alterações da da
- 40:52retinopatia diabética, mas não tinha mais nada é que
- 40:56justificasse ali aquela aquela questão da pitose, né?
- 41:00E aí ela aí eu resolvi esperar aí com controle glicêmico, a
- 41:04pálpebra foi foi abrindo, foi abrindo, porque a gente tem os
- 41:07músculos aqui da da da pálpebra também.
- 41:10Não é muito comum a gente ver, mas como a gente vê AA diplopia?
- 41:13A diplopia ali também, mas No No caso dela foi uma pitose e mas
- 41:19gente, olha, é isso. A gente até se estendeu um
- 41:22pouquinho hoje, né? Geralmente a gente faz meia hora
- 41:24de live, mas é assim mesmo quando o papo é bom, né?
- 41:26Quando o papo é bom, passa rápido.
- 41:29EEA, gente, sempre deixa aqui Tony um recado final.
- 41:33Então, por exemplo, meu recado final hoje é é sempre vá nas
- 41:39suas consultas de rotina, é, saiba que a medicina ela é.
- 41:43Inter, né? Especialidades, né?
- 41:46A gente oftalmo, tem muita relação com a reumatologia, é
- 41:50oftalmo, tem muita relação com a neurologia, com a
- 41:53endocrinologia. EE, então todas as
- 41:56especialidades elas estão assim, interligadas, então é, vá nas
- 42:00suas consultas de rotina, não ignore seus sintomas, é qualquer
- 42:05sintoma de alarme diferente, procure seu médico, não ache que
- 42:08é besteira, né? Procure e.
- 42:12E as nossas Lives ficam salvas no canal, né?
- 42:14Às vezes a gente atinge 500 pessoas assistindo a live, 600
- 42:18não ao vivo, mas depois no número de visualizações.
- 42:21Então eu sei que eu tô falando aqui pra pra todo o Brasil.
- 42:24E é isso, Antônio, me despedi de ti, deixei aí teus recados
- 42:28finais, aí pra quem tá tá vendo a gente.
- 42:31É muito bom conversar contigo, Renato, porque é, é é natural
- 42:34essa nossa conversa. A gente é, a gente faz no
- 42:36telefone, talvez. Às vezes é muito legal
- 42:38compartilhar com as pessoas essa relação.
- 42:40E aqui em Belém já é muito bem servido em relação AA
- 42:43retinólogo, né? Essa especialidade dentro da
- 42:45oftalmologia a retirar pro. Eu não preciso me estender muito
- 42:50para elogiar os pacientes, notam os pacientes agradecem.
- 42:53Quando o paciente agradece por você ter encaminhado ele é
- 42:55porque algo em especial foi feito por ele.
- 42:58Além de tratar é doenças, tratar pessoas, né?
- 43:02E isso claramente é muda o curso dos tratamentos e.
- 43:08O Renato realmente faz um tratamento, um acompanhamento.
- 43:12Ele é um médico de excelência. EE, justamente com esse evento e
- 43:15Brasil do Pará. E obrigado pelo pela confiança e
- 43:18pelo convite, por estar aqui hoje falando com você e
- 43:21discutindo os casos e falando um pouco de neurologia.
- 43:24Obrigado pela oportunidade aí, Renata.
- 43:26E é isso, meu amigo, o prazer é nosso EE convidado de honra,
- 43:31trazendo aí seu seu conhecimento.
- 43:33Espero que a gente tenha ajudado aí os os pacientes, né?
- 43:38Um abraço pessoal, boa noite. Lembrando que toda quarta
- 43:43estamos aqui e quem perdeu está lá no nosso YouTube.
- 43:47Um abraço. Um abraço, nada.
- 43:49Obrigado, boa noite.