Latest / Conexão Geek / Armadilha (Trap)
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- 0:00Alô, alô, nerds! Eu sou George Ricardo e esse é o
- 0:06Conexão Geek, o seu Nerd Service semanal!
- 0:11A culpa é da Taylor! A turnê T-Eras Tour, da Taylor
- 0:16Swift, um marco na história da música pop, serviu como fonte de
- 0:20inspiração inusitada para o mais recente filme de M.
- 0:24Night Shyamalan, Trap, ou Armadilha aqui no Brasil.
- 0:29O cineasta, conhecido por seus thrillers repletos de
- 0:31reviravoltas, encontrou na grandiosidade e no magnetismo
- 0:36dos shows de Taylor Swift o ambiente perfeito para construir
- 0:40uma trama envolvente e aterrorizante.
- 0:42A atmosfera eletrizante dos concertos, a multidão em êxtase
- 0:48e a sensação de imersão total em um universo musical único, foram
- 0:53elementos-chave que Shyamalan adaptou para criar o cenário de
- 0:57seu novo filme. A ideia de transformar um show
- 1:00de grande porte em um palco para o suspense surgiu de uma
- 1:04pergunta. E se o silêncio dos inocentes se
- 1:08passasse em um show da Taylor Swift?
- 1:11A partir dessa premissa, Shyamalan construiu uma
- 1:13narrativa, que explora os contrastes entre a euforia do
- 1:17público e a escuridão que se esconde por trás dos holofotes.
- 1:21A Tierras Tour, com sua produção elaborada e sua capacidade de
- 1:26unir pessoas de diferentes gerações, proporcionou ao
- 1:30diretor a base ideal para criar um thriller psicológico, que
- 1:34brinca com as expectativas do público e o mantém em constante
- 1:38suspense. Pra falar de mais uma obra do
- 1:41nosso todo poderoso Amy Knight e comentar tudo o que rolou na
- 1:46semana, eles, que quando souberam que o filme se chamava
- 1:50Trap, pensaram logo que era sobre uma música ruim.
- 1:55Aqui é o Gabriel. E o que um pai amoroso não faz
- 1:58pela sua filha, mesmo sendo um serial killer perigosíssimo, não
- 2:02é mesmo? Estamos começando mais um
- 2:24programinha e eu queria pedir um favor pra vocês.
- 2:28Se você tá escutando a gente, dá uma força avaliando nosso
- 2:32podcast na sua tocadora de podcast favorita.
- 2:36É simples e fácil. É só deixar cinco estrelinhas
- 2:39pra que a gente ganhe reputação, domine o mundo e consiga pagar o
- 2:43aluguel. Além disso, você pode estar
- 2:45seguindo o podcast do CG pra sempre receber um alerta de
- 2:49novidade todo domingo. E também algum episódio especial
- 2:54que liberamos de tempos em tempos.
- 2:57Eu queria ressaltar aqui, devem estar pensando.
- 2:59Por que o Matheus não apareceu ainda?
- 3:01Talvez não vá aparecer hoje. Porque a gente armou uma
- 3:04armadilha aqui para ele. A gente armou uma armadilha,
- 3:07porque ele ia falar mal do M. Night.
- 3:10A gente não tolera isso aqui. O Matheus caiu na armadilha do
- 3:13amor, né? Armadilha do amor.
- 3:17Caiu de cara numa... O Matheus, ele hateou o filme,
- 3:21né? E aí, quando a gente começou a
- 3:23conversar no grupo, ele ficou sem argumento, nem quis
- 3:25participar do programa. Eu acho que foi isso, hein,
- 3:28Matheus? Eu acho que foi isso, Gabi.
- 3:30Ele ficou com receio de ter que criticar o filme, de ter que
- 3:34manter a opinião dele aqui ao vivo.
- 3:38Então, acho que foi isso, mas vamos lá.
- 3:40Quero dizer que eu respeito a opinião de merda do Matheus, mas
- 3:43ele tá errado. Eu te respeito, mas tu tá
- 3:46errado, cara, né? Eu respeito a sua opinião de
- 3:49merda, mas vamos lá, né? Sem mais delongas, vamos falar
- 3:54de Armadilha. Senhoras e senhores, uma salva
- 3:59de palmas para Lady Raven. Corre, vem, anda logo.
- 4:05Peraí, peraí, peraí, peraí. Meus sapatos amarram.
- 4:07Não, sem gracinhas, pai, é sério, anda logo.
- 4:10Desculpa, desculpa. Chegamos.
- 4:14Cheguei. Lady Raven.
- 4:17Esses lugares são demais, pai, valeu.
- 4:20Valeu, é o melhor dia da minha vida.
- 4:39Vou precisar ir ao banheiro. Posso te deixar aqui?
- 4:41Tudo bem? Cooper.
- 4:58Jane. Por que os carros de policia lá
- 5:00fora e tantas câmeras espalhadas, Jamie?
- 5:03Eu não posso falar. Está acontecendo alguma coisa?
- 5:08Não vai me dedurar? Relaxa.
- 5:12Sabe o açougueiro? O maluco que anda por aí fazendo
- 5:15picadinho de gente. Os federais ficaram sabendo que
- 5:19ele vai estar aqui hoje. Aí montaram uma armadilha pra
- 5:23ele. O show todo é uma armadilha.
- 5:29Eles estão vigiando todas as saídas.
- 5:31Chegando todo mundo que sai. Não tem como sair daqui.
- 5:46Alguém me ajuda! Pai?
- 5:51Pai? Pai?
- 5:51Pai? Desculpa, Willie.
- 6:02O que você disse? Sua filha nunca vai esquecer
- 6:15desse dia. Muito doido, né?
- 6:34Armadilha ou Trap no original, segue Cooper, vivido por Josh
- 6:40Harnett, que é pai da adolescente Riley, vivida por
- 6:44Ariel Donoghue. Pai e filha estão em um dia
- 6:48especial, indo ao show da cantora pop favorita de Riley,
- 6:54Lady Heaven, vivida por Seleka Shyamalan.
- 6:58Durante o show, que é em um grande estádio, Cooper vai ao
- 7:02banheiro e descobre que o evento está servindo como armadilha
- 7:07para um serial killer, colocando ele e a filha no centro de um
- 7:12evento sombrio e sinistro. Mas acontece que nem tudo é o
- 7:17que parece. Cooper, na verdade, é o serial
- 7:21killer e agora ele terá que conseguir um jeito de sair do
- 7:24estádio cercado de policiais. manter o seu segredo e fazer com
- 7:29que esse dia seja inesquecível para sua filha, mas de um jeito
- 7:33bom. O filme, escrito e dirigido por
- 7:36M. Night Shyamalan, teve um
- 7:38orçamento de USDUSD e arrecadou USDUSD mundialmente.
- 7:46Gabi, primeiras impressões aí. Esse filme não tem muito
- 7:50segredo, né? Então eu já falei aqui que o
- 7:51serial killer é o cara principal, porque isso já tá na
- 7:54premissa, né? Não é um spoiler em si só.
- 7:57Mas o que você achou aí, Gabi? Primeiro, eu gosto muito do
- 8:02Shyamalan, né? Tá na minha cara escrito Beat do
- 8:06Shyamalan, né? Não tem como, cara.
- 8:09Eu vou defender os filmes do cara, por mais que as pessoas
- 8:12esculachem ele, falem que é ruim.
- 8:14Pra mim, até quando o filme do cara é ruim, tem alguma coisa
- 8:18boa pra falar, sabe? Primeiro isso, né?
- 8:21Segundo, ele fez um filme de uma hora e quarenta, bicho.
- 8:24Não é um filme longo. É um filme direto.
- 8:27É um filme direto e reto. É um filme...
- 8:29Bem gostosinho de assistir, né? Ele me lembra aquela tela quente
- 8:33dos anos noventa, você lembra? Aquela tela quente bem feita dos
- 8:37anos noventa. Puta, esse filme do Shyamalan
- 8:39tem aquela cara, sabe? Tem cara do Wes Craven, mas
- 8:44querendo se divertir, tipo, fazendo um voo noturno, sabe?
- 8:47Eu senti essa vibe do filme, filme meio anos noventa, dois
- 8:50mil ali. Eu gostei pra caramba.
- 8:54Como você disse, ele é direto e reto, sabe?
- 8:56Acho que ele não tá muito preocupado em fazer plot twist
- 8:58nesse filme, o que me espanta, porque as pessoas falam demais
- 9:03assim, ah, o Shyamalan tá... Ah, plot twist, plot twist.
- 9:06Cara, o Shyamalan faz isso há trinta anos, gente.
- 9:10Vamos colocar a mão na consciência aí.
- 9:11Se você não quer ver um filme com plot twist, acho que você
- 9:14não precisa ver o Shyamalan, sabe?
- 9:16Porque é isso que ele faz. Exatamente.
- 9:18Ou vai assistir Avatar. É, porra.
- 9:22Vai assistir o Avatar dele. Que não tem plot twist.
- 9:25Também não tem plot twist também, mas são os filmes mais
- 9:28fracos da carreira do cara, sabe?
- 9:31Eu gostei do filme, achei ele simples, direto, reto.
- 9:35No começo do filme ele deixa assim, meio a entender que...
- 9:41que talvez não tenha nada de errado com o Josh Hartman, mas
- 9:44aí depois que você vê o celular, ele abre o celular e tem um cara
- 9:47ali, preso, e ele tá observando o cara, você fala, ah, é lógico,
- 9:51é ele, ele que é o açougueiro, né?
- 9:53Porra, não pode ser outra pessoa, não é possível, né?
- 9:56E aí o filme vai te colocando nessas armadilhas, é uma atrás
- 10:00da outra, e eu acho legal, bem sacado, porque...
- 10:05A patologia do personagem é engraçada, né, cara?
- 10:08Porque ele é um assassino cruel, todo mundo descreve ele dessa
- 10:12maneira, mas ele é um pai amoroso.
- 10:15Então você tem esse contraponto muito interessante no filme, que
- 10:18é o pai querendo agradar a filha, ao mesmo tempo que tá
- 10:21fugindo da polícia por ser um psicopata absurdo, assim, sabe?
- 10:25Então é um filme com nuances muito interessantes da
- 10:30psicologia do personagem mesmo, né, cara?
- 10:34Eu concordo, Gabi, e eu digo que, assim, o filme, pra mim,
- 10:38ele tem dois momentos ali diferentes, e aí a gente até
- 10:42meio que discordou nessa parte, assim, você gostou do segundo e
- 10:46eu já não gostei tanto, mas o que me deixou muito preso, e aí
- 10:50até achei engraçado quando você falou pra mim que o filme tinha
- 10:52uma hora e quarenta, eu falei, uma hora e quarenta?
- 10:55Porque eu acho que eu fiquei tão...
- 10:56Eu fiquei tão preso... Tão preso na armadilha do...
- 10:59Da primeira parte do filme... Que pra mim...
- 11:03Parece que passou muito tempo... Mas não de um jeito ruim...
- 11:05Parece que eu fiquei preso naquilo ali...
- 11:07Tipo, tentando entender... Cada coisa que ele olhava...
- 11:10Quando ele vê a estrutura do palco subindo...
- 11:13Ele fala... Já pensou se a gente entra ali
- 11:14embaixo e tal? E a filha dele, você tá doido,
- 11:17pai? É uma série de absurdos, né,
- 11:18cara? Ele mesmo propõe essa série de
- 11:20absurdos. E o filme vai dando isso pra
- 11:22ele. Eu acho interessante como o
- 11:24filme começa com ele olhando os policiais, né?
- 11:28Acho muito bem filmado. O Shyamalan é absurdo quando ele
- 11:31quer fazer a geografia de um local, né, cara?
- 11:34Porque ele faz um ponto em contraponto com o George Hart na
- 11:38cena e as coisas acontecendo em volta dele, sabe?
- 11:41E você vê isso durante o filme. Cara, é uma puta direção essa.
- 11:46E aí você vê ele olhando os policiais, a quantidade de
- 11:49policial e tal. E aí ele vai tentando fugir da
- 11:52maneira mais convencional possível, que é saindo pelo
- 11:55teto, pelo... Pela porta da frente ele
- 11:58tenta... E aí, cada vez mais, ele vai
- 12:00sendo atraído pro palco, né? Ele vai fugindo do palco no
- 12:03começo do filme até chegar até o final, que é o palco, né?
- 12:07E ele consegue, ele tem uma larva da porra, cara.
- 12:10É o Pablo Marçal no filme aí, cara.
- 12:14Exatamente, cara. Ele é muito convencível, ele
- 12:17consegue. convence todo mundo, cara.
- 12:18É absurdo o nível, né, cara, de convencimento dele.
- 12:22E aí é uma coisa que o Matheus disse, que eu fiquei pensando,
- 12:25pô, esse filme poderia se encaixar na franquia ali do
- 12:28Corpo Fechado, né, cara? Porque o cara tem um superpoder,
- 12:32que é o poder do convencimento, é o poder da estatística, tudo
- 12:35que ele vai fazer dá certo, é tipo a dominó lá do Deadpool,
- 12:38né? É o protagonismo, Gabi, é o
- 12:40protagonismo. Cara, tudo que ele tenta dar
- 12:43certo, sabe? E é bem colocado no filme.
- 12:47Eu gosto disso, na verdade. Ele se livra de situações com
- 12:51muita facilidade. E dentro do roteiro, eu acho que
- 12:54tá bem escrito. Eu acho que tá bem colocado.
- 12:57O único momento que aí a filha dele barra ele, né?
- 13:00A filha dele fala, você tá maluco, cara?
- 13:02Tipo, dele tentando entrar dentro de onde o artista sai.
- 13:05É tão absurdo aquilo, né? Até a menina fala...
- 13:09Pai, você tá louco? Eu vou te falar, Gabi...
- 13:12Que eu acho que o grande trunfo desse filme...
- 13:15Como todo mundo sempre espera... Uma grande reviravolta de
- 13:18trezentos e sessenta graus... E esse filme não tem...
- 13:20Essa reviravolta tão grande... Então eu acho que assim...
- 13:24A gente fica fazendo conjecturas durante o filme...
- 13:26Então em certo momento... Eu jurava que a menina também
- 13:30era uma psicopata, que ela ia se revelar e, tipo, ia matar a Lady
- 13:34Raven lá e falar... Ah, tá vendo?
- 13:36É uma família de psicopatas. Porque ele tava muito confiante
- 13:38quando ele sai ali, né? Vou já entrar nessa parte aqui
- 13:41então, gente. Ele engana todo mundo lá e ele
- 13:46meio que chantageia a cantora, que é a filha do Shyamalan, a
- 13:49Lady Raven, pra ela sair com ele.
- 13:52Então, o único jeito que ele tem de sair é sair com os músicos,
- 13:55né? Porque eles não são revistados.
- 13:57E ele consegue. Um puta de um exercício de força
- 14:02de vontade, mas consegue. E aí tem essa cena que...
- 14:05Mental. E aí vem uma coragem que eu não
- 14:11sei de onde veio. Porque do nada...
- 14:13Até uma hora e pouco do filme, a gente não tem protagonistas
- 14:17mocinhos no filme. E aí a Lady Heaven, quando ela
- 14:20sai do palco e ela começa a interagir, ela vira mocinha.
- 14:24E aí ela toma pra si, né? Ela fala, não, não deixa eles
- 14:27aqui não, leva eles pra casa. Qual é o endereço da casa?
- 14:30E ela vai pra casa do psicopata, sabendo que ele é um psicopata.
- 14:33Isso foi uma expertise dela, né? Porque a armadilha em si está
- 14:38em... Nossa, esse cara, acho que é a
- 14:41tiazinha lá do FBI que persegue ele, esse cara é capaz de tudo.
- 14:46Então ela treinou a Lady Heavy...
- 14:49Com o perfil psicológico do cara, tá ligado?
- 14:51Pra saber o que fazer se esse cara tentasse entrar em contato
- 14:54com ela. E isso acontece no filme, né,
- 14:56cara? Como se fosse planejado mesmo.
- 14:59A armadilha continua mesmo quando eles saem do estádio, né?
- 15:03Como se tivesse sido planejado. E isso vem lá do plot twist da
- 15:07esposa dele, que também armou tudo isso, né?
- 15:10Na verdade, a esposa dele também tava trabalhando com FBI, né?
- 15:14Sabe? E teve toda essa coisa pra
- 15:18capturar o cara. E mesmo assim, o cara no final
- 15:21dá a entender que ele fugiu. Ele conseguiu fugir numa cena
- 15:24que me lembra muito Psicose, né, cara?
- 15:27Ele sorrindo pra câmera, encarando você, assim, de
- 15:31frente, sabe? Eu achei foda.
- 15:35Cara, e essa cena tem uma... Gabi, só pra marcar, essa cena
- 15:40tem uma curiosidade. Porque, assim, ele vai preso,
- 15:43algemado atrás do carro da polícia.
- 15:46E tem duas coisas que acontecem nessa cena que não fica claro da
- 15:50onde ele tirou aquela coisa que ele abre a correia.
- 15:55Uma, ele mexe na parte do arbusto lá e pega um negócio.
- 16:00Esse pode ser um momento. E o outro é quando a filha dele
- 16:02abraça ele. E aí eu não sei se ela enfia a
- 16:05mão no arbusto dele. Ele pegou um raio da bicicleta,
- 16:09ele foi... Não, sim, então.
- 16:10A bicicleta da menina tava caída, ele levantou a bicicleta
- 16:16e pegou um dos raios da bicicleta, porque isso mostra, o
- 16:19Shyamalan filma isso, né? Ele filma a bicicleta e a
- 16:22bicicleta faltando um raio, assim, e ele tirando o raio do
- 16:25bolso. não sei como ele fez isso, não sei, mas ele fez tanto
- 16:32que o raio da bicicleta era um bagulho grande que ele retira
- 16:35mas quando ele vai abrir lá, é um negocinho desse tamanhinho
- 16:37assim, não sei lá como que ele dobrou em segundos ali, mas é
- 16:42fica essa curiosidade aí, também tem essa coisa, tipo, eles
- 16:45deixam claro também, e pra mim isso é legal porque eu fiquei um
- 16:48pouco decepcionado na verdade, assim, quando tem o rompimento
- 16:52com a filha porque a filha era uma relação muito próxima É
- 16:57muito, assim, você não sente que ele tá, tipo, ai, ele é um
- 17:00psicopata sem coração e tal. Não, ele realmente gosta da
- 17:03filha. Sabe?
- 17:05Ele poderia largar ela lá. Ele poderia largar lá e ele tá
- 17:09por sozinho. Ele realmente gosta da família,
- 17:11né, cara? Ele realmente curte a família
- 17:13dele, sabe? Acho que ele gosta, mas ele
- 17:15mesmo fala pra mulher dele no final do filme que ele tem uma
- 17:18vida dupla. E que uma hora, essa vida dupla,
- 17:22ele achava que ia entrar em contato com a família dele.
- 17:25Mas ele não queria que isso acontecesse.
- 17:27Infelizmente aconteceu porque a mulher dele descobriu.
- 17:32Primeiro a mulher dele falou que achou que era uma traição, mas
- 17:35não, porque ele chegava com cheiro de produto de limpeza.
- 17:39E aí ela aos poucos descobriu que ele é um assassino cruel,
- 17:42né, cara? E aí entrou em contato com a FBI
- 17:45pra armar tudo isso, né? E aí eles armaram pra levar a
- 17:49filha no show e tal. Mas não foi bem armar, né, Gabi?
- 17:53Pelo menos eu entendi isso. Não foi que ela ligou pra FBI?
- 17:56Até porque se ela fosse ligar, era mais fácil ela ligar e falar
- 18:00pra eles irem lá. Ela ligou pra FBI e deu uma
- 18:02pista, tipo, aleatória, sem falar o nome dele.
- 18:06Essa parte é um pouco complicada de entender, né?
- 18:09Porque ela poderia, se ela achar que ele é um psicopata, falar,
- 18:11ó, meu marido, eu acho que é um psicopata, vem aqui investigar.
- 18:13Era mais fácil, né? Do que armar todo esse negócio
- 18:17sem querer aí, tipo, de deixar uma parte do ingresso no chão,
- 18:21que é o que ela fala, não é isso?
- 18:24Eu acho que o Gabi travou, gente.
- 18:26Então, já que o Gabi travou, eu vou falando aqui até o Gabi
- 18:29voltar. É...
- 18:32A gente tem essa parte do... Gabi, você voltou?
- 18:36Voltei, voltei. Eu tava falando dessa parte que,
- 18:42por exemplo, eles falam que ela deixa, né, a mulher dele deixa
- 18:45um ingresso, uma parte do ingresso jogada na cabana que
- 18:48ele ia lá, e a partir desse ingresso, ela liga pra polícia e
- 18:52eles começam a investigar. O que...
- 18:55Essa parte me soa um pouco estranha.
- 18:56Meio complicada de entender mesmo, assim.
- 18:58Tipo, por que ela já não ligou pra polícia e falou meu marido
- 19:00talvez seja um assassino, sabe? Porque tanta coisa, assim, virou
- 19:04uma bode neve. Talvez ela não queria dar essa
- 19:05brecha, né? Talvez ela não queria dar essa
- 19:07brecha e tal. Vai ser...
- 19:12Você começa a ficar pensando no filme, e aí você pensa, porra,
- 19:15mas o cara, ele é o assassino, aí ele sabe que estão procurando
- 19:19o assassino, por que ele simplesmente não sai pela porta
- 19:21da frente, sabe? Aí isso tem uma patologia do
- 19:25personagem também, né? Se o personagem queira se livrar
- 19:29dessa armadilha da maneira mais espetaculosa possível.
- 19:32Até porque... Talvez ele tenha uma certa
- 19:36síndrome do pânico por ele ver a mãe dele morta.
- 19:38A mãe dele aparece pra enturar em algumas cenas, sabe?
- 19:43Então o cara deve ser tão aficionado, tão na base do
- 19:47pânico, assim, de ficar desesperado, que aí ele arruma
- 19:52formas mais espetaculosas possíveis de fugir do local que
- 19:56ele tá, né, cara? Eu senti meio essa vibe.
- 20:00Tem inclusive, eu acho que, por exemplo, a hora que ele consegue
- 20:04o crachá e aí ele consegue praticamente passar pela
- 20:08polícia, ele só não vai embora porque ele não quer ir embora
- 20:12sem a filha. Aí que essa parte também me
- 20:15pega, né? Talvez seja isso.
- 20:16O que tava prendendo ele ali dentro é que ele não queria
- 20:18deixar a filha sozinha ou decepcionar a filha dele, né?
- 20:21Porque ele poderia sair e falar pra esposa dele, ó, vem buscar
- 20:25ela aqui que eu tive um problema.
- 20:27Porque ele tem essa oportunidade, né?
- 20:29Quando ele se camufla lá, que ele rouba o crachá do cara lá
- 20:34das camisetas. Ele poderia ter saído, ele tinha
- 20:37acesso. E parece que cada momento que
- 20:40vai passando vai chegando mais polícia, né?
- 20:42Ele poderia ter saído de várias formas.
- 20:45É, vai chegando mais gente, mais polícia, e aí ele tenta fugir de
- 20:48todo lugar possível, né? Ele tem uma cena interessante no
- 20:51teto, que aí ele explode um negócio de óleo lá, que a menina
- 20:55queima, toda menina. É verdade.
- 20:56Bizarra, assim. E aí ele consegue subir lá no
- 21:00telhado, pra ver como é que tá o telhado.
- 21:02E aí ele desce de novo e vê o tanto de policial que tem e
- 21:06tudo. Cara...
- 21:08É um moto sem cachorro. Eu acho isso interessante, que
- 21:11também é uma referência do Shyamalan, né?
- 21:15Não só o Hitchcock. O Hitchcock é presente no filme
- 21:18inteiro, né? Pelas cenas de suspense, o jeito
- 21:20de filmar, o plano e contraplano.
- 21:22O Hitchcock é muito presente. Mas aí também tem o outro filho
- 21:25do Hitchcock, que é o Brian De Palma.
- 21:27O Brian De Palma dirigiu um filme nos anos noventa que chama
- 21:30Olhos de Serpente, que é com o Nicolas Cage.
- 21:32O Nicolas Cage também faz uma investigação dentro do filme num
- 21:35lugar só, numa locação só. Então é bem semelhante o Trap
- 21:41com o filme do Nicolas Cage, O Olho de Serpente, do De Palma, e
- 21:45também tem um certo suspense do assassino querer fugir o tempo
- 21:50todo. É uma boa referência, é uma boa
- 21:53sacada. Eu gosto desse suspense, de não
- 21:58saber o que vai acontecer no próximo momento, se ele vai ser
- 22:00pego ou se ele não vai, sabe? E eu gosto do filme criar raízes
- 22:06numa locação só. Eu acho que o filme...
- 22:09Você tem uma certa razão quando o filme vai pra fora do estádio.
- 22:13Mas aí, quando ele volta pra casa da família...
- 22:17E aí ele fica aqueles dez, quinze minutos naquela casa.
- 22:20Puto, o filme ganha de novo, cara.
- 22:21Aquela cena do banheiro que ela pega o celular dele e se tranca
- 22:24no banheiro, aquilo ali é muito foda, cara.
- 22:26Porque tem toda uma iconografia quando ele abre a porta do
- 22:30banheiro com a chave mestra. Cara, aquela cena ali é muito
- 22:33apavorante, cara. Não é nem um filme de terror,
- 22:36mas aquela cena te dá uma aflição, um suspense absurdo,
- 22:40cara. E pra mim, aquela ali é a melhor
- 22:42cena do filme, bicho. Mesmo ele estando fora do
- 22:45estádio, talvez essa cena seja mais marcante que seja.
- 22:49Mas pra mim, a cena da casa, cara, ela tocando piano com o
- 22:52cara, com a filha dele e o cara ali do lado dela, bicho.
- 22:55Nossa, aquilo ali é de uma tensão absurda, bicho.
- 22:58Uma tensão absurda. Eu gosto demais, cara.
- 23:01É uma tensão absurda até porque a gente tem essa coisa da
- 23:04figura, a gente não conhece muito essa cantora pop, sabe?
- 23:07A gente foi apresentado o filme inteiro pra pai e filha ali, a
- 23:11gente sabe um pouco dessa relação superficialmente.
- 23:14Quando ela se torna essa protagonista tão forte assim,
- 23:17que ela começa a puxar pra ela resolver essa questão, ninguém
- 23:20mais vai morrer e eu não vou deixar ninguém morrer e tal, e
- 23:23ela utiliza inclusive essa coisa dos seguidores, né?
- 23:26Tipo, ah, eu tenho muitos seguidores, então, ó, tem um
- 23:29lugar aqui onde tá esse cara e tem uma placa, procurem.
- 23:33Aí, tipo, tanto de fã que uma cantora pop tem em todos os
- 23:36lugares do mundo, alguém vai acabar achando.
- 23:39E realmente, faz sentido, né? Se você parar pra pensar, uma
- 23:42pessoa consegue colocar meio milhão de pessoas ao vivo numa
- 23:45live, ela consegue achar qualquer coisa que ela quiser a
- 23:49partir de uma foto. Bem rápido, bem mais rápido do
- 23:51que investigação policial. Características que o cara falou
- 23:54pra ela, né? Pô, tem um leão rachado, tem uma
- 23:57porta azul, sabe? Umas características, assim,
- 24:00estúpidas, mas que dá pra identificar um local de um
- 24:04público gigantesco que tá vendo sempre uma live, sabe?
- 24:07Acho que é um bom uso de rede social, inclusive, que alguns
- 24:10filmes não fazem, né? acho bem orgânico isso dentro do
- 24:13filme na real, acho muito inteligente que aí tanto depois
- 24:18a cena que a Lady Heaven vai lá, ela dá um abraço na menina que
- 24:23achou é uma criança, cara, de dois, treze anos, que ajudou no
- 24:28caso, porque tinha os pais dela lá, os tios, né, e a menina
- 24:32ganha um abraço, depois ela vai abraçar o cara que ela salvou,
- 24:35né, putz Eu achei essa cena fantástica, assim, eu acho muito
- 24:39bem construída, muito bem feita, na real, né?
- 24:42Porque é aquilo, né? Porra, a Lady Heaven salvou o
- 24:46dia, sabe? Ela já é uma super heroína pra
- 24:49uma galera, né? Porque ela canta pra caramba, é
- 24:52o estereótipo da Taylor Swift mesmo, e ela acabou salvando o
- 24:54dia, cara. Achei foda isso, achei muito
- 24:57bom. Gabi, vamos partir pra uma parte
- 25:00aqui um pouquinho mais técnica. A gente tem, então, o ator
- 25:04principal, que é um cara... O Josh Harnett, ele não é um
- 25:07cara, assim, que é um excelente ator, cara.
- 25:09Você vai pegar a filmografia dele, assim...
- 25:13É, nunca foi. Ele é o estereótipo do ator
- 25:16galã, né, cara? Ele é aquele galã clássico de
- 25:19Hollywood, né? É.
- 25:21Ele faz filme de homicídio com o Harrison Ford, sabe?
- 25:25Faz o Pearl Harbor, né? Ele fez o Trinta Dias de Noite,
- 25:32ele era o xerife do Trinta... Ele fez o Filho da Larry, cara,
- 25:36no Halloween, em oitenta e oito. Ele era o filho da protagonista.
- 25:40Sim, sim. Então, assim, ele nunca foi um
- 25:43cara que chamou atenção pela atuação.
- 25:45E eu arrisco dizer, Gabi, que aqui, apesar dele ser esse,
- 25:49tipo, estereótipo do cara mais calado e tal, isso ajudou ele.
- 25:53Talvez seja o melhor papel dele. Eu acho que a atuação dele tá
- 25:56perfeita, cara. Eu acho que o filme se debruça
- 25:59em cima dele. E se ele não tem uma atuação
- 26:01perfeita, eu acho que o filme não funcionaria, cara.
- 26:04Eu consigo acreditar mesmo que esse cara vai conseguir resolver
- 26:07todos os problemas que ele tem durante o filme.
- 26:09E ele resolve. Sabe?
- 26:11Ele consegue ser um cara charmoso, ao mesmo tempo um cara
- 26:15que tem a dialética boa, sabe? Ele tem um Kade Dexter assim,
- 26:21Gabi, né? Tipo, o serial killer que você
- 26:24torce porque ele é carismático, né?
- 26:26Cara, as pessoas olham pra ele e veem, porra, olha que pai
- 26:30amoroso com a filha e tal. Putz, cara, tem muito disso.
- 26:33O cara é um carisma em pessoa, mas o cara é um assassino.
- 26:37E acho que ele passa bem. Acho que o George Hartner, ele
- 26:41passa bem essa vibe, cara. Acho que ele passa a vibe de ser
- 26:44um paizão, sabe? De ser um cara legal pra filha
- 26:47dele, pelo menos, né? Pras pessoas em volta dele, pelo
- 26:50menos. Mas é o mesmo tempo que ele
- 26:52passa, na hora que ele saca o celular e mostra pra Lady
- 26:56Heaven, ó, eu tô com esse cara refém aqui, se você não calar a
- 26:58boca e me ajudar, velho, eu vou matar ele agora, sabe?
- 27:01Acho que ele passa esse tom ameaçador também, e isso durante
- 27:05o filme ele consegue, tanto que essa cena que ele abre a porta
- 27:07do banheiro, eu achei que ele ia, cara, dar um soco na Lady
- 27:10Heaven, velho, matar ela na hora ali, cara.
- 27:14Eu consigo comprar muito a atuação do George Hartnett, eu
- 27:17acho que ele tá bem demais no filme, cara.
- 27:20E a gente tem também a Lady Heaven, né?
- 27:22Que virou a protagonista aí do meio pro fim do filme.
- 27:26É o primeiro trabalho dela como atriz, né?
- 27:28Tava olhando, é o primeiro trabalho dela como atriz.
- 27:30E a dinastia Shyamalan aí está se espalhando, porque nós temos
- 27:34uma filha diretora e agora temos uma filha cantora e atriz.
- 27:38Ela já é cantora na vida real e agora esse primeiro trabalho
- 27:41como atriz. Você acha que ela mandou bem,
- 27:43Gabi? Primeiro trabalho?
- 27:44Eu acho que ela foi bem também. Eu acho que ela tá legal também.
- 27:47Não tão bem quanto o George Hartnett, porque ela não foi
- 27:50exigida como o cara foi exigido, né?
- 27:53É. Mas eu acho que ela tá bem, ela
- 27:54cumpre bem o papel dela, né? Quer ser a cantora do filme,
- 27:57quer ser a heroína do filme, quer ser a Taylor Swift, né?
- 28:01Ela tá interpretando a Taylor Swift ali, né, cara?
- 28:05É, eu fico pensando assim, que esse filme é um tipo de filme
- 28:11que as pessoas vão ficar comentando um pouco sobre o
- 28:15final, porque o final não é um plot twist nem nada, mas ele dá
- 28:18a entender, né, Gabriel? O final que dá a entender, né?
- 28:21Dá a entender que o cara sobreviveu, saiu dali.
- 28:24Você acha que é filme pra ter continuação?
- 28:26Você acha que é filme pra continuar alguma coisa ou não?
- 28:29É um filme fechado? Ah, não sei, não sei, viu?
- 28:35É aquilo que o Matheus falou pra gente em off, né?
- 28:38Ele comentou que o filme parece um spin-off do Corpo Fechado,
- 28:45daquela trilogia maravilhosa. Cara, tem jeito pra continuação,
- 28:51tem lá o gancho pra continuar, mas sinceramente, cara...
- 28:58É aquilo, né? O cara vai continuar doido,
- 29:01maluco, como era o Norman Bates lá no Psicose, sabe?
- 29:04Que sorriu pra você na última cena.
- 29:07E você não precisava continuar o Psicose em si.
- 29:10Você já entendeu que o cara continua maluco e ele sabia tudo
- 29:13que ele tava fazendo. A mesma coisa aqui, sabe?
- 29:15O cara continua maluco, sabia o que tava fazendo e conseguiu ser
- 29:19socorro. Sabe?
- 29:21Acho que é essa. Esse é o grande ponto do filme,
- 29:25né? O mal, ele tá à sua espreita,
- 29:28mas o cara é bondoso, sabe? Com a sua família, entende?
- 29:33Os piores assassinos estão bem na nossa frente e a gente não
- 29:36vê, sabe? E a Riley, Gabi?
- 29:38O que você achou da personagem? Também achei legal.
- 29:43Eu senti essa vibe meio paisão, assim, nele.
- 29:47Eu até lembrei de você e da Alice.
- 29:49Daqui a uns cinco anos, talvez seja você.
- 29:53Você não sabe o que tem no meu porão.
- 29:56Espero que você não tenha picotado ninguém, mas eu achei
- 29:59uma vibe meio Jorge e Alice, sabe?
- 30:02A Riley é essa vibe, né, cara? Mas eu gostei da Riley, ela tá
- 30:08bem também, cara, é uma personagem interessante também
- 30:11dentro do filme, né, porque ela tem um conflito com as amigas,
- 30:15né, e o pai dela, mesmo sendo fila da puta, tentando fugir,
- 30:20conseguiu fazer do dia dela o dia mais maravilhoso do mundo
- 30:24pra ela. e ao mesmo tempo o dia mais triste é ver ele sendo
- 30:28preso sabe ela vai e corre e dá um abraço nele sabe e ele vai
- 30:33preso vai pro camburão é bem tocante assim é bem tocante É,
- 30:38inclusive a gente tem que separar essas coisas.
- 30:43Na minha visão, ele não é um psicopata, tá?
- 30:46Se ele é o killer, não necessariamente é um psicopata.
- 30:49Porque o psicopata geralmente é zero sentimento mesmo, né?
- 30:53Ele não, ele tem literalmente uma dupla vida ali.
- 30:57E ele até fala isso, né? Eu sempre consegui separar, eu
- 30:59não sei misturar essas coisas e tal.
- 31:01Eu sempre separei. E aí quando ele começa a ver que
- 31:04tá misturando, é quando ele começa a ver a mãe.
- 31:06Que ele começa a ver ela no fundo do corredor, no começo,
- 31:10bem longe. E aí conforme ele vai estar
- 31:12perto de morrer e se fuder, ela começa a chegar mais perto, né?
- 31:16Tem um bagulho meio interessante.
- 31:17E aí eu fiquei na dúvida se ele ia surtar de vez quando ela
- 31:19chegasse perto ou se ele morreria, sabe?
- 31:22Mas acaba que nenhuma das coisas acontece.
- 31:24Que também dialoga muito com o Psicose, né?
- 31:26Porque o Psicose é a mãe do Norman Bates, é que assume a
- 31:30personalidade dele pra cometer os assassinatos.
- 31:33Então tem ainda esse traço dentro do filme, né?
- 31:37Do Psicose ser uma referência direta aqui pro Trapp, né, cara?
- 31:42E você falou da Lady Raven ter sido brifada, né, pra lidar com
- 31:45ele. Ela tenta meter essa, não tenta,
- 31:47no carro? Tenta, tenta.
- 31:49Falar como se ela fosse mãe dele e tal.
- 31:52Ai, eu te perdoo, meu filho, não sei o que lá, pra ver se ele
- 31:54amolece. Ele meio que saca e já meio que
- 31:58dá uma reviravolta. Não funciona, mas ela tenta, né,
- 32:00pelo menos. É.
- 32:02Tem todo esse psicológico em cima dela também.
- 32:05Ela trabalhou com a mina do FBI pra saber como lidar com o cara
- 32:09se o cara chegasse até ela. E o cara chegou até ela.
- 32:12Impressionantemente chegou. O Gabi, tem duas coisas curiosas
- 32:17nesse filme, a primeira é que ele foi um dos filmes que
- 32:21recebeu, poucos filmes que recebeu a aprovação do SAG,
- 32:25durante a greve dos roteiristas, para continuar as gravações,
- 32:29porque ele é um filme que foi financiado pelo Shyamalan, o
- 32:31Shyamalan que escreve, então meio que não fazia muito
- 32:34sentido, como ele não é do sindicato, ele fez um acordo,
- 32:37doou uma grana lá pros caras, o que eu acho uma sacanagem ter
- 32:39que fazer isso, mas ele fez um acordo pra continuar as
- 32:42gravações durante a greve. E, paralelo a isso, é um filme
- 32:48que ele tem um custo elevado, assim, pro tanto de coisa que
- 32:52tem no filme, tem três atores praticamente no filme, mais a
- 32:55família ali depois. Mas é porque, só de figurante,
- 32:58né, Gabi? Pra fazer aquele estádio ali...
- 33:01Você tem que colocar uma galera dentro do estádio, encher o
- 33:06estádio... Não deve ser barato, né?
- 33:08Não é barato, né? Isso não é uma coisa barata.
- 33:11Acho que por ser uma locação só, também, né?
- 33:15ajuda. No fim das contas, ajuda.
- 33:17Porque eu acho que, por tamanho do filme, acho que ele saiu
- 33:21barato ainda. O Shyamalan consegue fazer
- 33:23filmes muito baratos e ser muito bem sucedido neles.
- 33:28É engraçado. Quando o Shyamalan tem muito
- 33:30dinheiro, é uma merda. É que ele faz bosta.
- 33:32Agora, quando ele tem pouco, ele consegue trabalhar bem o
- 33:34dinheiro que ele tem e colocar as ideias dele na tela, cara.
- 33:39Eu... Não sei.
- 33:42Eu acho que ele conseguiu fazer um filme muito grande Porque ele
- 33:46faz muito plano, muito plano gigante, assim, né, cara?
- 33:49E os planos do palco e tudo. Acho que ele consegue fazer um
- 33:54filme muito eficaz com pouca grana, cara.
- 33:58Acho que o filme tem um tamanho que até meio que não é
- 34:02compatível com a grana que ele gastou, né, cara?
- 34:04Eu acho que ele teria gastado mais, achei que era mais.
- 34:07Quando eu fui ver o budget do filme, eu falei, caramba, esse
- 34:09filme saiu barato até, né? Não, também achei isso, né?
- 34:14Também deve ter aquelas coisas, né?
- 34:16Por exemplo, composição de trilha sonora, parece que boa
- 34:19parte foi a filha dele que fez. Então, tipo, acho que deve
- 34:22ter... Ficou aí em casa ali e tal.
- 34:25Ela deve ter entrado como produtora, alguma coisa assim
- 34:27também, pra levar uma grana depois.
- 34:30Mas eu fico pensando, Gabi, o que falta pro Shyamalan se
- 34:34tornar um diretor... Sustentável, eu digo, mais
- 34:38rentável, sabe? Assim, que desperte grandes
- 34:41bilheterias. Porque ele não faz grandes
- 34:43bilheterias, né? Ele faz o suficiente pra se
- 34:45pagar, fazer uma graninha. Mas ele nunca foi fazer
- 34:48bilheterias enormes, né? Nunca foi, não é dele.
- 34:51Não sei, gente. Acho que a gente se acostumou
- 34:53com uma indústria que tem que... Cada filme que sai tem que fazer
- 34:57um bilhão, sabe? A gente se acostumou com essa
- 34:59indústria. E a indústria nunca foi isso,
- 35:02sabe? Há vinte anos atrás, por
- 35:04exemplo... tinha os filmes grandes que faziam grandes
- 35:08bilheterias, mas os filmes de grandes bilheterias viabilizavam
- 35:12filmes como Se É Sentido, por exemplo, que é um filme que
- 35:15custou muito barato e fez uma grana absurda, mais do que
- 35:20triplicou o valor de budget dele, de orçamento.
- 35:26Acho que a lógica do Shyamalan continua sendo a lógica dos anos
- 35:29noventa, sabe? Eu vou fazer um filme bacana
- 35:31aqui, eu vou fazer um filme legal, barato, que vai me render
- 35:34uma grana, que vai me pagar uma grana legal e eu vou pensar no
- 35:38próximo, sabe? Acho que é assim que funciona a
- 35:41cabeça dele e eu acho que a indústria deveria se voltar mais
- 35:45pra isso do que pensar em lançar um filme gigantesco por mês,
- 35:49como a Disney tá planejando pro ano que vem, E tentar o bilhão a
- 35:53qualquer custo, sabe? Sem criatividade nenhuma,
- 35:57inclusive, né? Acho que o que viabilizava esses
- 36:01filmes nos anos noventa e o boom da Miramax, por exemplo, eram
- 36:04que eram filmes criativos, bons, baratos e faziam grana.
- 36:09É o caso do Tarantino. Nisso surge o Tarantino, nisso
- 36:12surge o Almodovar, nisso surge o Shyamalan, surge o Paul Thomas
- 36:16Anderson. Então você não vê mais esses
- 36:18diretores surgindo. Talvez o Wes Anderson seja um
- 36:23cara que surgiu agora e que tenha isso.
- 36:25Ele consegue fazer grana com... Uma verba menor e tudo.
- 36:29Mas, sabe, eu não vejo muita criatividade no Wes Anderson,
- 36:32por exemplo. Acho um diretor calcado no mesmo
- 36:36estilo. E o Shyamalan, ele dentro do
- 36:38terror, dentro do suspense, que também não é um...
- 36:42Nossa, vai ser um bagulho popular, explosivo.
- 36:46Não vai, cara, não vai. Ele é muito específico pra um
- 36:49lixo, né? Tem uma seita, vamos dizer
- 36:52assim, né? Ele é mais popular no Brasil do
- 36:55que nos Estados Unidos, né? Engraçado isso.
- 36:57Concordo. Concordo.
- 36:59Acho que ele tem uma popularidade imensa aqui no
- 37:01Brasil. Tanto que ele veio aqui pro
- 37:03Brasil pra divulgar o trap, e aí fizeram uma montagenzinha com o
- 37:10bagulho dos sinais, do trauma, que causa aquele susto do
- 37:14ETzinho dos sinais. Ele achou que foi mó barato.
- 37:16Na época, no Twitter, ele falou, cara.
- 37:18Nossa, os fãs do Brasil são maravilhosos, sabe?
- 37:20É. Não, teve um quadro que ele
- 37:24participou, acho que, não sei se foi do Omelete, provavelmente
- 37:27foi, né, que é o maior aí que faz essas entrevistas.
- 37:29E aí fizeram, fizeram assim, histórias brasileiras que você
- 37:32podia adaptar. Ele escolheu a Grávida de
- 37:34Taubaté pra fazer um filme. Eu vou ler alguns comentários
- 37:40aqui, Gabi, antes da gente começar a dar as notas aqui.
- 37:43Vamos lá. A Paula Holiday dizendo o melhor
- 37:46filme de Shyamalan depois do sucesso dos dois primeiros
- 37:49filmes. Não sei, acho que não.
- 37:52Eu comentei com o GG sobre isso. Acho que é o melhor filme de
- 37:55Shyamalan desde o da Visita. Porque a Visita pra mim é top
- 37:58três, velho, do cara. A Visita é um filmaço absurdo.
- 38:01Tem uma coisa que eu tenho medo é gente velha.
- 38:04Porra, aquele filme é maravilhoso, bicho.
- 38:06É o top três do cara. Você acha que só fica abaixo do
- 38:10ser sentido do corpo fechado, velho.
- 38:13Aí tem a Lisa dizendo, filmaço, mozão nunca decepciona.
- 38:16Nosso mozão também, chama lá. A Penélope dizendo, parabéns,
- 38:21parabéns, meninos. O programa tem ficado muito bom.
- 38:24Rezando pra vocês não fazerem sucesso e começar a divulgar o
- 38:27tigrinho e serem presos. Não vai acontecer.
- 38:30Mas se o Tigrinho quiser colar, velho, cola.
- 38:35Pode colar, velho. Eu acho que se a gente chegar ao
- 38:38ponto do Tigrinho quiser botar grana na gente, é porque a gente
- 38:41já tá ganhando grana. E a gente não vai precisar dessa
- 38:43porra, entendeu? Então, vamos pensar.
- 38:45Mas se acontecer, do Tigrinho quiser, em off eu vou falar pra
- 38:48galera aqui que acompanha o CG, ó, não joga essa merda não, mas
- 38:51eu queria ganhar o dinheiro, saca?
- 38:54Tem a Lúcia aqui dizendo, eu acho que o Shyamalan poderia
- 38:57fazer algo com menos plot. A gente tava falando isso aqui
- 39:00também, Lúcia. É uma coisa muito específica
- 39:02dele. Eu acho, Luciana, que esse filme
- 39:05já tem menos plot, sabe? Eu acho que o plot é jogado na
- 39:09nossa cara desde o começo do filme, né?
- 39:12Ele nem se esforça pra fazer um plot nesse filme aqui.
- 39:15Eu acho que ele é muito bem sucedido no filme, mesmo assim.
- 39:19Eu acho até que nessa questão de plot é o filme mais honesto
- 39:22dele. Ele já fala o que é no começo e
- 39:24o resto é só desenrola. Aí tem o Lua aqui dizendo...
- 39:30Tem o Lu dizendo aqui, mano, o Josh Harnett tá bem no filme.
- 39:34O que acharam da filha do MNS? A gente já falou aqui, gostamos.
- 39:39Achamos que o primeiro trabalho foi bem legal.
- 39:42O Luciano dizendo, filmaço galera.
- 39:44E a Nogila dizendo, gente, eu achei a melhor coisa do filme a
- 39:48relação pai e filha. Queria uma coisa mais tipo
- 39:51redenção no final. Ah, acho que esse psicopata não
- 39:54tem redenção, geralmente. Não tem como ter redenção.
- 39:57O cara que seria o killer, ele picotou uma galera aí, né?
- 40:00É, ele é o... Acho que até ele...
- 40:04Acho que o fato dele não ter um final triste, tão triste, por
- 40:07ele conseguir fugir, acho que é uma espécie de redenção, talvez.
- 40:11Você para pra pensar, ninguém morreu no filme.
- 40:14Você para pra pensar, ninguém morreu.
- 40:16Quem se fudeu mais foi a mina do McDonald's.
- 40:18A mina da lanchonete se machucou pra caralho, né?
- 40:20É. Foi a única.
- 40:21O resto, ninguém... Ninguém saiu ferido.
- 40:23E a cena pós-crédito, assim, do cara falando...
- 40:26Porra, é o Cooper! Caralho, que merda!
- 40:30Eu ajudei esse cara! Maravilhoso, cara.
- 40:33Aquele personagem é muito bom, cara.
- 40:34Porque é um personagem, tipo, que...
- 40:36Ele parece que ele tá ali só pra...
- 40:39Pra jogar, fazer o roteiro andar, né?
- 40:42Tipo, pra contar pra ele o que tá acontecendo.
- 40:45Mas daí depois ele tem um carisma e tal.
- 40:48É o personagem do True Crime, né?
- 40:49O cara que assiste o Linha Direta pra caralho, mas quando
- 40:53se dá de frente com o serial killer, tá ligado?
- 40:57Não percebe. Mesmo assistindo todo o bagulho
- 41:00psicológico. O cara tá ali na frente dele e
- 41:03ele não percebe. Aí ele vai ver na notícia e
- 41:05ele... Ai, caralho!
- 41:06Caralho! Muito bom.
- 41:08Ele começa a olhar pros lados e meio...
- 41:10Putz, eu ajudei esse cara! E aí ele chama a mulher dele, tá
- 41:13ligado? Muito engraçado, bicho.
- 41:15Puta cena. É, Gabi, vamos lá, vamos pra
- 41:19parte que interessa, cara. Quantos cafezinhos vale aí
- 41:23Armadilha? Oxe, tem café?
- 41:24Tem? Tem.
- 41:25Você quer uva? Não, quero café.
- 41:35Vale quantos cafezinhos? Eu gosto do filme pra caralho,
- 41:37mas... eu acho o Shyamalan um puta diretor mas ainda assim,
- 41:44você ainda vê uma imaturidade no roteiro e quando eu digo
- 41:47imaturidade, sabe é um roteiro fácil, simples de você digerir
- 41:56ali e tal, às vezes isso pode ficar cansativo, o cara sempre
- 42:00se livrar de um problema que ele tá, sabe e isso pode incomodar
- 42:05essa facilitação de roteiro e o roteiro ser imaturo a esse ponto
- 42:08mesmo Dito isso, cara, eu gosto pra caralho do filme.
- 42:12Acho o filme muito eficaz, acho o filme muito divertido.
- 42:15Eu veria esse filme de novo agora, sabe?
- 42:18Pra ontem eu quero ver esse filme de novo, sabe?
- 42:21Então, pra mim é um filme quatro cafezinhos, um filme
- 42:24honestíssimo do Shyamalan. Acho que ele não faz um filme
- 42:28tão bom assim desde A Visita, apesar de gostar dos últimos
- 42:31trabalhos dele. Então, quatro cafezinhos, cara.
- 42:34Quatro cafezinhos. Eu, a Gabi, assim, acho que por
- 42:38motivos diferentes a gente vai acabar batendo no mesmo, eu
- 42:41também acho que seja quatro cafezinho, e assim, eu acho que
- 42:45existe as duas faces da moeda, né, o problema de um cara
- 42:48dirigir e escrever o filme... É que eu acho que o roteiro
- 42:53sempre vai sair muito, tipo, a migalha que ele tem ali.
- 42:58E ele vai sempre tentar, tipo, pegar os atalhos que o diretor
- 43:02vai ter pra filmar. Então, acho que às vezes é bom
- 43:06trabalhar com uma outra pessoa. De vez em quando, né?
- 43:08Sei lá. É, também.
- 43:09Mas, assim, eu vejo que o Shyamalan roteirista tem muita
- 43:14sorte de ter o Shyamalan diretor.
- 43:18Eu acho que tem isso. O roteiro pode não ser um
- 43:22primor, com certeza, mas o diretor é.
- 43:25O diretor é muito interessante pelo jeito que ele conta a
- 43:28história, pelo jeito que ele monta o filme e pelo jeito que
- 43:31ele filma as cenas. É o herdeiro clássico do
- 43:35Hitchcock, cara. O cara é um mestre de fazer
- 43:38suspense. É inacreditável.
- 43:40Com um roteiro tão raso e básico, ele consegue fazer um
- 43:43puto no filme. É, então.
- 43:46Aí eu fico pensando, o que ele não faria com um puta de um
- 43:49roteiro bom, tá ligado? Então, a gente já viu.
- 43:53Quando ele tá com um roteiro muito bom, sai o seu sentido.
- 43:57Sabe? Sai o corpo fechado.
- 43:58Sai o fragmentado. sai a visita. Quando ele tá com puta roteiro é
- 44:03isso. Quando ele tá com roteiro mais
- 44:04ou menos, você ainda consegue ver um diretor muito habilidoso
- 44:09pra contar a história que ele quer contar, cara.
- 44:12Ah, concordo com você. Então, acho que a gente fecha
- 44:14aí, quatro cafezinhos. Eu iria no show da Lady Raven,
- 44:17tá? Eu não iria no show da Taylor
- 44:18Swift, mas na Lady Raven eu iria.
- 44:21Eu iria dançar. Inclusive, peguei umas
- 44:23musiquinhas já no Spotify ali pra ficar dançando aqui em casa.
- 44:26Vou pegar as coreografias. Mas é, cara, é pra mim, assim,
- 44:34uma das coisas mais divertidas que eu vi, que não foi
- 44:38enfadonho, sabe, tinha coisa que eu tava com preguiça de ver,
- 44:40assim, mas esse aqui não, esse aqui eu vi e falei, caralho, eu
- 44:42gostei. Tipo, fiquei surpreso de ter
- 44:45gostado tanto. Muito me estranha, o Matheus dá
- 44:48o hate que ele deu. O Matheus, ele chegou aqui, no
- 44:50dia que ele assistiu, acho que dois, três dias atrás, falando
- 44:53que foi uma bosta, falando que foi uma merda, que odiou o
- 44:56filme, que foi medico. Ele falou que a mimira, ele
- 45:00falou. Nossa, eu fui ver o filme com a
- 45:03expectativa baixíssima e o filme foi me pegando, cara.
- 45:06O filme foi me convencendo de que ele era muito bom.
- 45:09E aí eu falei, o Matheus tá maluco, velho.
- 45:11Ele gostou de Long Legs, não gostou do Trap?
- 45:13Tá de sacanagem, né, cara? Ele gostou do Monkey Man, cara.
- 45:18Não gostou de Trap. É?
- 45:19Monkey Man é um filme defensável.
- 45:22E ele veio aqui pra falar que o Trap é ruim.
- 45:24Pelo amor de Deus. Então agora vamos praquele
- 45:27momento que a gente comenta tudo que tá rolando na semana.
- 45:33E a primeira coisa aí... O assunto um é a Genortega, que
- 45:38pediu mais franquias originais com mulheres no cinema e menos
- 45:41mudanças de gêneros em franquias conhecidas.
- 45:44Nas telonas, este mês com Os Fantasmas Ainda Se Divertem, a
- 45:48atriz Genortega pediu por mais franquias originais estreladas
- 45:51por mulheres, em vez de derivados de sagas masculinas,
- 45:54como ocorre bastante em Hollywood.
- 45:56Adoro que temos mais e mais estrelas mulheres hoje em dia.
- 45:59É muito especial. E deveríamos ter as nossas
- 46:02próprias histórias. Não gosto muito de ver
- 46:04derivados. Não quero ver a Jamie Bond,
- 46:06sabe? Quero uma outra coisa fadona.
- 46:09E aí, Gabi? Ela tá certa?
- 46:10É uma polêmica vazia? Isso vai servir pros Red Pill aí
- 46:13ficar falando, ó, tá vendo? Ela é contra a cultura woke.
- 46:17E aí? O problema de se criar franquias
- 46:21novas é que as franquias novas têm sido um fracasso atrás do
- 46:25outro, né, cara? Elas não são rentáveis, é por
- 46:27isso que não se cria mais nada. É por isso que se joga no
- 46:31seguro. As franquias que são criadas
- 46:34recentemente Aí você tem uma série delas, o John Carter, por
- 46:38exemplo, Tomorrowland, são exemplos de franquias que
- 46:41começaram nas musas Disney. Até o próprio Jungle, alguma
- 46:45coisa, Jungle Book, sei lá, alguma coisa desse tipo, com o
- 46:50The Rock, é uma franquia nova que fracassou, né?
- 46:53Até nas musas The Rock. Franquia de um filme, né?
- 46:55É, pois é, cara. Jungle Cruise, eu acho que era,
- 46:58alguma coisa desse tipo. Os caras estão investindo no que
- 47:04é certo, no que vai dar retorno. E criar coisas novas não dá
- 47:08retorno. É por isso que você tem que
- 47:09ficar revivendo a Wandinha, por exemplo.
- 47:12Você tem que reviver os fantasmas se divertem.
- 47:15Você tem que ficar revivendo o herói da Marvel o tempo todo.
- 47:19Ficar revivendo coisas. Então...
- 47:22Cara, é um padrão de mercado. Isso é um padrão de mercado,
- 47:25cara. Até a gente achar alguma coisa
- 47:27agora que dê lucro de novo, esse padrão vai ficar se
- 47:30reinventando. E as franquias novas estão de
- 47:34fora. O personagem novo tá de fora,
- 47:36né? Eu acho até que, Gabi, que às
- 47:39vezes a gente tá pensando até da forma meio que errada.
- 47:42Existem esses papéis ainda? Eu vou dar um exemplo aqui.
- 47:44Pouca gente deve ter visto esse filme, porque ele é genérico,
- 47:47assim, mas ele funciona. Tem um filme da Jessica Alba,
- 47:51que ela é tipo uma ex-militar, assim, que ela começa a matar
- 47:54todo mundo aí. E, tipo, ninguém nem lembra que
- 47:57é a Jessica Alba, porque é isso que você falou.
- 48:01A gente já viu tantas vezes esses personagens, tanto no
- 48:03masculino quanto no feminino. Que a gente já não consegue mais
- 48:07criar uma coisa que a gente fala, não, esse aqui é a Tomb
- 48:09Raider, tá ligado? A Lara Croft aqui, ó.
- 48:11Todo mundo parece que é uma repetição de alguma coisa, sabe?
- 48:14Tá faltando criatividade no geral.
- 48:16A gente vai pegar... Tudo parece uma cópia da cópia.
- 48:21O que me assusta, Gê, é que não tem mais roteiro original de
- 48:24cinema, né, cara? O roteiro original de cinema era
- 48:27muito popular nos anos oitenta, até ali nos anos noventa, mas
- 48:31parece que depois que o Matrix explodiu, o roteiro original de
- 48:34cinema desapareceu, cara. Você não tem mais heróis criados
- 48:38direto do cinema. Eles vêm de um projeto
- 48:42transmídia, que é o caso de livro adaptado, de quadrinho...
- 48:48Saca? Não existem mais heróis
- 48:50originais do cinema. Tipo, Exterminador do Futuro,
- 48:53por exemplo, esquece. Matrix, esquece.
- 48:55Não tem mais, cara. Não tem mais.
- 48:58Inclusive, eu acho que a gente tem que parar pra pensar, né?
- 49:02Valorizar. Por exemplo, o diretor que a
- 49:04gente vai falar hoje, o M. Night, ele é um dos caras que
- 49:07ainda escrevem... E banca seus projetos, né?
- 49:10Esse projeto mesmo, se não me engano, ele foi produtor também,
- 49:12ele bancou. Mas assim, não querendo entrar
- 49:15no assunto, mas... É um cara que ele é autoral.
- 49:17E Hollywood geralmente não abre muitas portas pra esses caras,
- 49:20né? Hollywood quer trabalhar com...
- 49:23O Shyamalan, ele além de popular, ele é rentável, né,
- 49:26cara? Ele é...
- 49:28Porra, se você for comparar o Trap aí, todo mundo tá falando
- 49:30que o Trap é um fracasso. Porra, o Trap custou trinta
- 49:32milhões e já arrecadou mais sessenta, entendeu?
- 49:34Eu não acho que seja um fracasso em si, né?
- 49:39Acho que ele ainda consegue fazer projetos muito autorais,
- 49:43consegue ser popular e consegue se manter na indústria ainda,
- 49:48fazendo projetos novos, sabe? E não reciclando coisa velha,
- 49:52produto velho. Acho que a Jenny Ortega, agora
- 49:55que ela tem um poder dentro de Hollywood e tem a grana, eu acho
- 49:59que ela poderia começar a produzir os filmes dela.
- 50:02Já que ela tá tão animada aí pra não participar de franquias,
- 50:07sabe? E tudo.
- 50:08Por que ela não cria a própria dela?
- 50:10Por que ela não cria uma super heroína?
- 50:12Faça como a Sidney Sweeney, né? A gente tava falando isso outro
- 50:15dia. A Sidney Sweeney vai lá e bancou
- 50:17o projeto que ela queria fazer. Banca o projeto.
- 50:20Se ela acha que um filme de terror não seja legal e tal,
- 50:23banca o projeto com um filme de ação.
- 50:25Por que não? Banda Vê.
- 50:28Exatamente. Vamos girar aqui então agora e
- 50:30vamos falar do queridinho do Gabi, o Joaquim Fênix, ou
- 50:33Joaquim Fênix, que se recusou a dizer por que abandonou o filme
- 50:37de Todd Haynes. O mistério sobre a saída de
- 50:40Joaquim Fênix do elenco do novo projeto de Todd Haynes continua.
- 50:44Durante o festival de Veneza, onde esteve para promover
- 50:47Coringa Delira II, Fênix cruzou inclusive com Todd e fingiu que
- 50:51não viu. Depois foi perguntado por que
- 50:54ele teria saído do filme e ele disse aqui, abre aspas, Se eu
- 50:57comentar, eu estaria apenas dando a minha opinião, a partir
- 51:00da minha perspectiva. A verdade é que vocês nunca
- 51:04saberão a verdade. E aí, por que tanta frescura pra
- 51:09dizer porque ele abandonou o filme?
- 51:10Só porque ele é um cuzão, será? Cara, eu não sei, gente.
- 51:15Tu sabe, eu... Vamos lá.
- 51:17O Joaquin Phoenix, ele não é flor que se encheu faz muito
- 51:21tempo, né? É, então, é isso que eu ia
- 51:22falar. Na verdade, porra, desde lá que
- 51:24ele fez o Johnny Cash, ele ficou enlouquecido, né, cara?
- 51:26Ele fez o Johnny Cash, depois ele fez um outro filme.
- 51:30E aí ele enlouqueceu, cara. Ele saiu de Hollywood.
- 51:32Ele ficou um tempo só maturando esse filme e tal.
- 51:35Aí ele ficou afastado por um tempo e voltou pra fazer um
- 51:39filme lá com o Aline Remsen. Ele voltou pro malucaço, todo
- 51:43louco mesmo. E aí agora, desde o Coringa, ele
- 51:46tá meio, sei lá, meio doido também.
- 51:49Ele tentou fugir da produção do Ridley Scott, mas tentou fugir
- 51:52do Napoleão e não conseguiu. Ele também tentou fugir desse
- 51:55daí. Acho que o Coringa ele não
- 51:57tentou, né? Não sei.
- 51:58O Coringa ele fez de boa. É.
- 52:01De boa naquela, né? Muita grana.
- 52:03O cara pulou fora, velho. Simplesmente assim.
- 52:05Foda-se. Ele já tinha começado a gravar,
- 52:07né, Gabi? É, cara.
- 52:10O Joaquim Fênix ele é maluquinho, cara.
- 52:13Os filmes que ele deveria ter pulado fora, que é tipo o Bill
- 52:16tem medo, ele fez, né, cara? É estranho, né?
- 52:19Ele gosta de um projeto maluco, né?
- 52:23Eu fico pensando assim, vamos supor, eu acho que isso aí
- 52:28também envolve um processo, né? Porque ele gravou boa parte do
- 52:31filme, aí ele abandona o filme literalmente e fala, não vou
- 52:34fazer mais. Eu acredito que ele seja o
- 52:36protagonista do filme, então imagina o prejuízo que não deu
- 52:39pro estúdio e pro diretor. Puta de um prejuízo.
- 52:42Você vai ter que contratar um ator novo e regravar o filme do
- 52:45zero praticamente. Porque o ator principal não tem
- 52:47como você cortar só as cenas dele.
- 52:49É muito difícil, né? Você reinventar o filme desse
- 52:52jeito. Ah, então isso vai virar um puta
- 52:54de um processo judicial... Que provavelmente ele vai
- 52:57perder. Porque se ele assinou a porra do
- 52:59contrato e não gravou o filme, ele vai perder.
- 53:02Mas eu fico curioso pra saber por que o povo fica muito com...
- 53:07Ah, eu não vou falar sobre o assunto.
- 53:08O próprio diretor também fica fugindo.
- 53:10Ah, eu não vou comentar sobre esse assunto.
- 53:12Talvez pra não levar um processo.
- 53:14Talvez aconteceu alguma coisa no set que me irritou o cara.
- 53:18E o cara é um estrela, né, bicho?
- 53:19Então o pessoal saiu, sabe? Às vezes tem essas coisas, né?
- 53:25Às vezes você não precisa ficar dando explicação.
- 53:28Só abandonou o filme e pronto. Foda-se também, né?
- 53:32Verdade, Gabriel. Vamos girar aqui, então.
- 53:35E agora vamos falar dos filmes brasileiros que estão sendo
- 53:38aplaudidos por mais de dez minutos.
- 53:40Já bateu palma por mais de dez minutos, Gabriel?
- 53:43Você consegue socar uma bronha por mais de dez minutos,
- 53:46Gabriel? É equivalente.
- 53:47Caralho. Isso foi de oito a oitenta muito
- 53:51rápido, cara. O drama...
- 53:54O drama Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, causou impacto em
- 53:58sua estreia no Festival de Cinema de Veneza, recebendo uma
- 54:01ovação de dez minutos, é o que apontam os críticos.
- 54:04Já o Hotel Destino, do diretor Karim Aynos, teve doze minutos
- 54:08de aplausos. Mas, afinal, o que diabos as
- 54:11palminhas querem dizer, Gabriel? Por que um filme ser aplaudido
- 54:15doze minutos quer dizer alguma coisa?
- 54:18Quer dizer alguma coisa? Não quer dizer nada, não quer
- 54:21dizer nada. Os filmes do Gaspar Noé são
- 54:24sempre aplaudidos durante dez minutos.
- 54:26Os filmes do Last Monster também.
- 54:29Aí é punhetaço mesmo, né? Gaspar Noé...
- 54:31Pô, já eu ficando batendo punheta, né?
- 54:33Aí é... não sei, né, cara? É o que acontece, às vezes em
- 54:37Veneza os caras apagam em algumas coisas.
- 54:39O único cara que não é aplaudido é o Cronenberg.
- 54:41Nunca o Cronenberg foi aplaudido nesses festivais, né, cara?
- 54:45Triste, triste. A pessoa fica com nojo, da baia,
- 54:47na real, né? Sei, cara.
- 54:50Eu fico curioso. Faz tempo que o Walter Salles
- 54:53não dirige nada, né, cara? E aí trazer uma Fernanda Torres,
- 54:56todo mundo fala que o personagem da Fernanda Torres está
- 55:00excepcional dentro do filme, né? Constrói vários personagens
- 55:03durante o tempo. Baseado num livro do Marcelo
- 55:07Rubens Paiva, né, cara? Que já é muito conhecido aí, que
- 55:11é a história do pai dele dentro da ditadura.
- 55:13Então, vamos ver o que esse filme nos aguarda.
- 55:16Todo mundo diz que ele é um filme muito emocionante e eu tô
- 55:19curioso. Já o Motel Destino do Karim
- 55:22Ainuz, eu acho um filme qualquer, assim, sabe?
- 55:25Acho mesmo, assim, o cara tá cada vez pior.
- 55:28Até no marketing forte eu tô achando, né, mano?
- 55:31É, eu fui ver o filme, gente. Eu não achei o filme grande
- 55:34coisa, não, cara. Achei mais ou menos, assim.
- 55:37Ele é o quê? Ele é uma comédia?
- 55:39O que ele é, Gabi? Oi?
- 55:42Ele é uma comédia? O que que ele é?
- 55:44Não, é um drama, cara. É um drama.
- 55:48Ah, caralho. O Walter Salles, aliás, é o
- 55:51diretor do Central do Brasil, né?
- 55:54O diretor do Central do Brasil. Diretor do Abril Despedaçado.
- 55:57Ninguém lembra muito bem do Abril Despedaçado, mas eu acho
- 56:00filmaço. Melhor filme da filmografia do
- 56:02cara e ninguém fala muito. Inclusive, melhor papel da
- 56:06carreira do Rodrigo Santoro, que também ninguém fala muito, sabe?
- 56:10Porra, o Walter Salles tá sempre aguardado, né?
- 56:15É um cara muito celebrado aí no mundo.
- 56:18Afinal, ele dirigiu filme nos Estados Unidos também, dirigiu
- 56:21filme na França. Então, o cara é pica, assim, né?
- 56:25É bom prestar atenção quando esse cara lança alguma coisa,
- 56:28né? E tem toda uma comoção também
- 56:30porque, assim, o trabalho mais marcante da Fernanda Montenegro
- 56:35foi ele que dirigiu, né? O Cintal do Brasil, acho que
- 56:39disparado no cinema, pelo menos, é o papel mais marcante dela.
- 56:42E ela praticamente tá fazendo sua despedida do cinema, né?
- 56:45Vamos lá, ela tá com noventa e três anos e ela tá bem velhinha.
- 56:49Ela tá com noventa e cinco, eu acho.
- 56:51Noventa e cinco? Se não me engano.
- 56:53Porra, ela já passou dos noventa anos e ela tá fazendo peça
- 56:56ainda, cara. Tem uma peça dela passando em
- 56:57São Paulo. Eu não consegui ver porque os
- 57:00ingressos estão muito disputados, né?
- 57:01Mas ela tá fazendo monólogo em São Paulo.
- 57:04Caralho. Veja você, aos noventa, mas acho
- 57:07que ela tá com noventa e três, noventa e quatro, alguma coisa
- 57:10desse tipo, cara. Essa literalmente vai morrer no
- 57:12palco, cara. Literalmente.
- 57:14Ah, essa vai. Vamos girar aqui então.
- 57:18E agora, Gabi, eu tenho aqui, eu coloquei de última hora essa
- 57:21foto aqui, porque o pessoal tava falando bastante aí no Blue Sky
- 57:24agora, né? Não é mais Twitter, é no Blue
- 57:27Sky. Então vamos falar do Link Park,
- 57:29cara. Link Park, Gabi, eu adoro Link
- 57:31Park, cara. Que anunciou uma nova vocalista
- 57:36e um novo álbum com retorno aos palcos.
- 57:38Linkin Park está de volta. A banda divulgou na última
- 57:40quinta-feira um novo single, Team Pitman's Machine, que fará
- 57:45parte de um novo álbum chamado From Zero.
- 57:48O primeiro em sete anos do grupo, depois da morte do
- 57:52Chester. Além disso, o grupo também
- 57:53oficializou Emily Armstrong, da banda Dead Sarah, como nova
- 57:57vocalista, bem como Colin Burton, que é a cara do Flash lá
- 58:04do DCU, tá ligado? Como baterista aí.
- 58:08E o novo álbum chega às plataformas dia quinze.
- 58:10Gente, eu vou só pra vocês terem noção, eu não posso, sabem,
- 58:14colocar música aqui, né, mas só pra dar um gostinho de vocês
- 58:16verem o que é, eu vou colocar um segundinho aqui pra vocês verem
- 58:20a voz dela. Gabi, eu acho que tá mais pra
- 58:35pop punk do que pro que era aquela gritaria do Link Park
- 58:38mesmo, melódica, você não acha não?
- 58:40Ah, cara, eu acho que o Linkin Park sempre foi pop, gente.
- 58:42Na minha opinião, sempre foi pop, cara.
- 58:44Nunca foi... Depois, o Linkin Park...
- 58:48Cara, é que eu não gosto do Linkin Park, é foda falar do
- 58:50Linkin Park. Você nunca gostou do Linkin
- 58:52Park, eu sei disso. Eu não gosto muito, sabe?
- 58:54Ah, mas... Cara, eu fico feliz pelos fãs,
- 58:58que pelo menos os fãs vão poder ver a banda de novo e tal, numa
- 59:02outra roupagem. Talvez tenha muita viúva do
- 59:05Chester Bane então ainda. Ah, já tem, né?
- 59:08Essa mina vai sofrer um hate absurdo.
- 59:11Já tá sofrendo, né, cara? É porque eu não vejo mais os
- 59:16hate, porque eu tô fora, não tem o Twitter mais pra gente ver os
- 59:20hate. E o Threads, o Threads é uma
- 59:22galera muito fofinha, né? Eu não fui pro Blue Sky ainda,
- 59:25né? No Threads é tudo muito fofinho,
- 59:28todo mundo é muito amorzinho, sabe?
- 59:31E aí eu só via as pessoas dando boas-vindas pra ela no Threads
- 59:34lá e tal. Mas cara, não é uma banda que me
- 59:37comove, nunca foi. E eu fico feliz pelos fãs, né?
- 59:42Por ter a oportunidade de ver a banda de novo, né cara?
- 59:45Eu ouvi um pouco da música, achei que a voz da menina é
- 59:48muito similar com a do Chester Bennington, se trocou um
- 59:50pouquinho aí também. Eu achei bem similar.
- 59:54Segue o que a banda gostaria de ser de novo, né?
- 59:59Acho que é bem parecida a voz dela com a do Chester.
- 1:00:03É um caminho, né, cara? E tem uma coisa, assim, que eu
- 1:00:06achei legal. Eu também nunca fui muito fã de
- 1:00:08Link Park, tá, Gabi? Assim, eu confesso que eu
- 1:00:11gostava mais dos ao-vivos, assim, do especial Ilimit TV, tá
- 1:00:15ligado? Aquele especial com o rapper lá.
- 1:00:18É, o especial com o Jay-Z, cara. O especial com o Jay-Z é bom,
- 1:00:21pô. O especial com o Jay-Z é
- 1:00:22maravilhoso. A versão de Ilimit TV com In The
- 1:00:26End é maravilhosa, cara. Marcante, né, cara?
- 1:00:28Um marco, assim, pra TV, se você parar pra pensar musicalmente e
- 1:00:31tal. Eu também acho.
- 1:00:33Mas eu nunca fui muito chegado também.
- 1:00:35Eu nunca fui um cara que fala que gosta de todas as músicas do
- 1:00:38Linkin Park. Eu nunca fui muito chegado não.
- 1:00:41De maneira geral, G, eu nunca fui muito fã de New Metal.
- 1:00:44Essas bandas de New Metal nunca fizeram a minha cabeça.
- 1:00:48Tipo o Limp Bizkit. Essas porra aí, velho.
- 1:00:56Era a parte mais pop desse new metal, eu nunca gostei.
- 1:01:02Até por isso eu achei interessante as escolhas, porque
- 1:01:05eles trocaram baterista também, colocaram o baterista que era do
- 1:01:08Sun-Corenti Quatro lá, que era uma banda de pop punk mesmo, dos
- 1:01:12anos noventa lá. E colocaram essa mina, apesar
- 1:01:15que você falou que ela tem uma voz parecida, porque ela faz
- 1:01:18esse screamo, né? Eu odeio screamo, cara.
- 1:01:20Mas tudo bem, eu sei que tem gente que gosta, tem gente que
- 1:01:23ama. A gente tinha um amigo que fazia
- 1:01:25isso, só que ele tinha problema de pulmão, então ele tossia
- 1:01:28depois, que era bem legal. Mas assim, eu nunca curti tanto
- 1:01:33o Scream, mas ela faz bem. Entendeu?
- 1:01:36Ela não desafina, é legal você ver essas pessoas que não
- 1:01:39conseguem gritar sem desafinar, sem arranhar a garganta, né?
- 1:01:42Só que eu acho que é uma escolha interessante, porque ao mesmo
- 1:01:46tempo que você falou que lembra, acho que o tipo de música
- 1:01:48lembra, mas a voz dela cantada no normal é bem diferente da do
- 1:01:53Chester, tá ligado? Ela tem voz, o Chester não tinha
- 1:01:55voz, gente. O Chester, ele cantava, né?
- 1:01:57Gritava, a Mike cantava. Tanto isso, que o Linkin Park
- 1:02:02tinha dois vocalistas, né? Sim, o Shinoda cantava.
- 1:02:05O Chester e o outro, que era o Mike Shinoda, que fazia a voz
- 1:02:08normal, assim, durante a música, né?
- 1:02:09Que era o cara cantado, né? É bem engraçado essa dinâmica da
- 1:02:14banda, né? E eu fico pensando assim também,
- 1:02:17que tipo... O caminho interessante deles não
- 1:02:20ficarem marcados tocando as músicas antigas, sabe?
- 1:02:23Trazer uma nova vocalista e ficar cantando NAMB.
- 1:02:25Pelo menos eles vão lançar um disco novo, com uma identidade
- 1:02:28nova que... Eu acho legal eles cantarem as
- 1:02:31antigas com o vocalista novo. Isso aconteceu também com o
- 1:02:35ACDC, né? Quando o Bon Scott morreu e
- 1:02:38trouxeram o Brian Johnson, o Brian Johnson também não queria
- 1:02:41cantar as músicas antigas, né? Ele acabou ficando mais marcado
- 1:02:45pelas novas que ele compôs, né? E a banda continuou sucesso.
- 1:02:48Mas depois de anos, ele começou a cantar as antigas que o Bon
- 1:02:51Scott cantava. Acho importante você cantar as
- 1:02:54músicas antigas, mas fazer novas, né?
- 1:02:57Acho que eles estão se preocupando com isso porque já
- 1:03:00divulgaram que vão lançar um disco novo, né?
- 1:03:03É, e até aqui no Brasil a gente tem essa prova.
- 1:03:04É muito difícil substituir um vocalista, né, cara?
- 1:03:07E as bandas que fizeram isso aqui, nem todas conseguiram.
- 1:03:10Raimundos acha que existe até hoje, mas não existe.
- 1:03:13Mas a gente tem, por exemplo, o Barão.
- 1:03:15O Barão substituiu muito bem. Né?
- 1:03:19É, o Frejá substituiu bem o Cazuza por ele ter um estilo
- 1:03:22marcante. Já o Suricata, eu acho que ele
- 1:03:24tenta copiar o Cazuza. Aí já não funciona pra mim,
- 1:03:28cara. A mesma coisa do Digão cantando
- 1:03:32no Raimundos, cara. Pra mim, o Raimundos hoje é uma
- 1:03:35banda cover de si mesmo, sabe? Sim.
- 1:03:37Acho meio ridículo, na real. Parece um cover de Raimundos,
- 1:03:40né? Tocando as mesmas músicas há uns
- 1:03:42vinte e cinco anos. Mas, gente, Gabi, e agora, o que
- 1:03:51você tem pra indicar pra gente de semana aí?
- 1:03:53Tem trabalhado muito. Você viu alguma coisa diferente
- 1:03:55de semana? Cara, é que eu não tenho tido
- 1:03:58muito tempo de ver as coisas, né?
- 1:03:59Por exemplo, eu comprei aqui essa semana um disco do Perjan,
- 1:04:03né, cara? Então, hoje eu consegui parar
- 1:04:05pra ouvir. Fazia anos que eu não ouvia.
- 1:04:08É o primeiro disco do Perjan, né?
- 1:04:10Quase um Greatest Hits, as melhores músicas do Perjan.
- 1:04:12Tá nesse disco aqui que eu tenho, né?
- 1:04:15Caralho, eu bati o olho e tá aparecendo a turma da Mônica,
- 1:04:19Gabi, na capa, cara. É, eles todos juntos aqui.
- 1:04:22Eu lembro que o CD era todos eles dando a mãozinha, né, cara?
- 1:04:25E aqui não, aqui como é capa grandona, tem todos eles dando a
- 1:04:29mão e tal. Esse disco aqui, cara, tem o
- 1:04:31Jeremy, tem Evenflow, tem Alive, tem Black.
- 1:04:34Porra, esse disco é pra guardar no coração, ó.
- 1:04:37Então escutem, o Ten do Pearl Jam.
- 1:04:40É o disco que eu tava ouvindo aqui até agora pouco em looping.
- 1:04:43Recomendo demais, velho. O disco envelheceu bem pra
- 1:04:46caralho, velho. Recomendo aí.
- 1:04:49Gente, eu vou indicar uma coisa, Gabi.
- 1:04:51Eu tenho até vergonha de indicar porque eu fui assistir na piada
- 1:04:54e eu gostei dessa porra. Eu vou indicar malandro.
- 1:04:58O errado que deu certo. Eu vou te dizer, gente.
- 1:05:02Eu gostei, cara. Cara...
- 1:05:04Cara, é bom. Puta ideia de...
- 1:05:07Gente, olha o enredo do filme. O Serginho Malandro, ele não
- 1:05:14pode falar os bordões, tá ligado?
- 1:05:17Essa é a trama do filme. Ele perde a habilidade de falar
- 1:05:20os bordões. Ele tem um problema lá que ele
- 1:05:22leva um choque e depois disso ele não pode mais falar os
- 1:05:23bordões. E aí, tipo, quem que é o
- 1:05:25Serginho Malandro sem os bordões?
- 1:05:28E aí tem toda uma questão meio dramática e tal.
- 1:05:30Pô, e cara, me pegou, assim, um filme divertido, eu consegui
- 1:05:33assistir. Tem algumas piadas do filme que
- 1:05:34me pegam demais, os caras na cadeia fazendo assim, ó, tá
- 1:05:38ligado? E ele achando que os caras são
- 1:05:40fãs dele, assim, ele... Essa piada é maravilhosa, bicho,
- 1:05:45que isso? Ele no enterro também, cara, a
- 1:05:49mina vê, ele começa a fazer assim, ele...
- 1:05:51Porra, não, né? Ele não consegue falar sério com
- 1:05:54ninguém, porque todo mundo já chega nele e fala aí...
- 1:05:58Porque é muito assim, né? Maravilhoso, cara.
- 1:06:01Esse filme é uma obra-prima, velho.
- 1:06:04Esse filme é... É que a gente cresceu nos anos
- 1:06:06noventa e a gente cresceu pro Sérgio Malandro, tá ligado?
- 1:06:08O Sérgio Malandro era mais presente na TV na nossa época.
- 1:06:12E tinha os filmes do Sérgio Malandro, que era o Lua de
- 1:06:14Cristal. Você tinha lá o filme do Sérgio
- 1:06:17Malandro com o Faustão, velho. O Espetor Faustão e Malandro.
- 1:06:20Porra, que dança do ovo. Coisa maravilhosa. espetor
- 1:06:25Faustão e o Malandro, caralho Faustão e o Malandro, você
- 1:06:29lembra disso aí? isso aí é maravilhoso Lua de
- 1:06:32Cristal enfim, o Sérgio Malandro é um cara pra se guardar no
- 1:06:36coração e ele, com esse filme aqui esse filme é legal demais
- 1:06:40pra uma produção brasileira, uma comédia eu acho uma comédia
- 1:06:43interessantíssima fazer uma metalinguagem com o Sérgio
- 1:06:47Malandro é maravilhoso, eu gostei pra caralho Ah, que bom
- 1:06:50que você gostou, Gabi. Eu estava envergonhado, agora
- 1:06:52minha vergonha passou aqui um pouco.
- 1:06:54Não, não fique envergonhado com isso.
- 1:06:56Eu lembro que quando saiu o trailer do filme, eu falei pra
- 1:06:59você, esse filme vai ser uma prima.
- 1:07:01Esse filme vai ser maravilhoso, cara.
- 1:07:02E aí, quando ela assistiu, eu falei, é bom, é bom.
- 1:07:08Mas é isso gente. Estamos terminando o programa.
- 1:07:10E semana que vem tem o que Gabi? Tem filme cabeça aqui no CG
- 1:07:13também. Vamos falar de tipos de
- 1:07:16gentileza. É um filme aí que ele é um pouco
- 1:07:21mais cabeçudo né Gabi? Então já vou adiantando pra
- 1:07:25vocês aí. Ele é dividido em três partes.
- 1:07:28Tem três histórias diferentes. A gente vai tentar separar aqui
- 1:07:30também pra facilitar. Pra mastigar pra vocês não
- 1:07:33ficarem muito perdidos. Mas vale a pena.
- 1:07:36Acompanha a gente aí. Podia ser pior.
- 1:07:38A gente podia estar falando de Borderlands, a gente podia estar
- 1:07:40falando de... Sei lá, do Corvo.
- 1:07:44Esse Corvo, esse Borderlands, eu não quero ver de maneira alguma,
- 1:07:48né, cara? Mas eu sei que uma hora eu vou
- 1:07:50ter que ver. Uma hora as pessoas vão pedir
- 1:07:53pra gente ver essa merda. Uma hora a gente vai ter que
- 1:07:55ver. Eu tô evitando Bill Skarsgård da
- 1:07:58maneira que eu posso, entendeu? Vai aparecer aí.
- 1:08:02Mas é, o Kinds of Kinds eu não vi ainda, eu tô com ele aqui pra
- 1:08:06ver. Também não, deixa eu ver hoje.
- 1:08:08Eu ia ver no cinema, aí ele saiu já no Torrent, no Correios, no
- 1:08:11Maquia. Talvez eu assista essa semana
- 1:08:14ainda, eu não vi ainda. Não vi ainda porque eu tô
- 1:08:16adiando as duas horas e quarenta do filme.
- 1:08:19Nossa senhora. Vou começar a ver hoje e vou ver
- 1:08:23um episódio por semana, por dia. Gente, mas é isso.
- 1:08:26A gente tá de volta aí no próximo sábado, domingo, se você
- 1:08:30tá escutando a gente no podcast. Um abraço e até semana que vem.