Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #237 Algo Mais sobre Rita Lee e outras lembranças musicais em forma de jingles
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- 0:00Mala velha velha. Olá, tudo bem?
- 0:05Marcelo abud chegando para pilotar a nave e trazer mais uma
- 0:10bagagem de velhas novidades. Hoje nossa viagem é pela música
- 0:16comercial, ou melhor, pela música publicitária.
- 0:21Eu vou trazer uma playlist com jingles que marcaram época e que
- 0:26continuam na mente de muita gente.
- 0:30Será que é o seu caso? E na segunda parte, você vai
- 0:33acompanhar um trecho de palestra que eu fiz sobre o tema para a
- 0:37Universidade Católica de Petrópolis.
- 0:40Por lá, tem campanhas de café seleto, cobertores Paraíba,
- 0:45Pepsi e o clássico silêncio de um Chevrolet, entre outras
- 0:50lembranças. Bom, mas antes vamos mostrar um
- 0:54lado. Não muito conhecido de Rita Lee,
- 0:57é claro, a gente não poderia deixar de homenagear a Rita Lee.
- 1:02Aliás, se você for ao Facebook da mala véia, né?
- 1:06Mala véia na web do Facebook, você vai encontrar ali uma
- 1:10história sobre o lado DJ Rita Lee.
- 1:14Ali ta ri ADJ, que participou de um programa chamado rádio amador
- 1:19na 89 FM. Bom, lá tem essa história e aqui
- 1:22eu trago um outro lado que também foi marcante na carreira
- 1:27da Rita Lee. A gravação de algo mais da
- 1:32Shell, música que se tornou conhecida em campanha da Shell
- 1:35em 2008, no boletim Rádio Escuta peças raras, que era transmitido
- 1:41pela rádio mala velha web. Destacamos 2 jingles criados
- 1:46para Shell no final dos anos 60. Essas músicas tiveram o objetivo
- 1:51de aumentar a adesão do público jovem pela gasolina da Shell,
- 1:56né? É, eram nomes que faziam a
- 1:58cabeça da moçada da época. E foram os intérpretes dos
- 2:03jingles de Shell no finalzinho dos anos 60.
- 2:07Além dos mutantes, tem também o rei Roberto Carlos.
- 2:12Vamos relembrar? Os Mutantes ousaram e gravaram o
- 2:48jingle, algo mais como faixa do LP que lançaram
- 5:11Bom, você ficou aí com uma lembrança das campanhas da Shell
- 5:27e ainda com a versão estendida da música, algo mais que figurou
- 5:32nas campanhas da empresa no final dos anos 60.
- 5:36Assinam essa composição os próprios integrantes dos
- 5:39mutantes, Arnaldo Baptista, Rita Lee, a nossa homenageada
- 5:43lembrada hoje. De Sérgio Batista, a gravação é
- 5:47de 1969 e foi lançada no LP que teve o mesmo nome da banda
- 5:54mutantes. Bom e eu vou aproveitar a paixão
- 5:58por carros do nosso patrão aqui no podcast mala velha, puxar um
- 6:02pouco o saco, né? Pra fazer um Salto no tempo e
- 6:06falar de outro jingle que tem uma história parecida com essa
- 6:11dos mutantes. Só que este jingle foi criado.
- 6:15Décadas depois, você vai conhecer a história de uma das
- 6:19músicas publicitárias recentes que fez o maior sucesso.
- 6:25Tudo começa com o anúncio da volta de uma banda que havia
- 6:29feito um tremendo barulho no mesmo período dos mutantes.
- 6:35Eu estou falando de d ã cols, que em 2006 figurou no YouTube
- 6:42com o clipe de será que é pra mim?
- 6:45É o que você ouve. Ou relembra agora aqui, no
- 6:49podcast mala véia, curta só? Não existe idade para cair na
- 6:58tentação. Tem um Belo dia, algo chamou
- 7:02minha atenção. O carro prateado, descolado e
- 7:05todo bonitão. E junto com o clipe, esse clipe
- 9:38que você conferiu que foi lançado no YouTube em 2006, um
- 9:43grande alvoroço começou a se desenhar em torno da volta do d
- 9:47ã cols entrevistas em páginas inteiras de jornais chamadas nas
- 9:53emissoras de rádio que anunciavam, nunca vou esquecer,
- 9:56eles voltaram, é verdade. O grande grupo pop dos anos 70
- 10:01está de volta, e aí vinha o refrão, né?
- 10:05Não tem cara de ti, usam, mas conquistou meu coração aí a né,
- 10:10pra você ter uma ideia da repercussão, nós vamos ouvir uma
- 10:14entrevista com os próprios integrantes da banda, the amp
- 10:17cols lá naquele momento, em meados dos anos 2000.
- 10:21Bom, eu e o João somos de hammond, né?
- 10:25No interior de São Paulo é, nós estudamos juntos e foi na escola
- 10:29que a gente resolveu montar uma banda e a gente começou tocando
- 10:32em bailinho e animávamos, festas, casamentos, qualquer
- 10:36tipo de aglomeração. Em 75 já veio o primeiro
- 10:39sucesso, na verdade, foi lançado em 76.
- 10:41Nós gravamos em 75. Diga me que me ama, diga me que
- 10:47me quer eu vou, eu vou agora, vocês devem.
- 10:56O que aconteceu no fim das contas é que hammond ficou um
- 10:58pouco pequena demais para nós depois de 76, então a gente
- 11:02acabou indo para o Rio de Janeiro, que é onde as coisas
- 11:04aconteciam naquela época, né? E aí, por incrível que pareça,
- 11:08logo de cara a gente acabou emplacando mais um sucesso, que
- 11:11era o ringue, né? Até 6 membros do ring ring ring
- 11:15ring ring é um anel dos sonhos, o rim, rim, rim é o anel dos
- 11:22sonhos ou ele quer cantar a Capela hoje, tá animada, levada.
- 11:26Aí a gente fez uma que não emplacou como a gente queria e
- 11:30fizemos outro que chegou perto, não é?
- 11:33Na verdade, é muito rápido, mas a gente não.
- 11:34Não tinha a menor ideia do que podia acontecer, não é?
- 11:37As coisas foram muito nova, era uma coisa logo de cara, é
- 11:40impactante. O negócio é toma aquele susto.
- 11:42Você falei agora, no que que como é que a gente vai andar,
- 11:44né? Vindo do interior, numa cidade
- 11:46grande, né? Quer dizer, a gente conhecia e
- 11:47tal, mas a gente não tinha essa experiência, essa vivência da
- 11:50cidade grande, né? Então fui sair na rua, você é
- 11:52reconhecido hoje, mas a gente não tinha maturidade para isso,
- 11:54né? Foi depois do SOS é que a coisa
- 11:57começou a pegar mesmo, aí a gente era bem reconhecido, sim,
- 12:00na rua, né, sair na rua não podia andar na rua, aí sim, mas
- 12:03foi com SOS. Na verdade é que o Brasil viu
- 12:05que a gente não era uma banda de um sucesso só.
- 12:08Isso é que foi bacana para nós, foi muito, muito importante que
- 12:11a gente mesmo é. Nós nos durmamos, enquanto o
- 12:14grupo E aí é que a gente começou AA poder seguir um pouco.
- 12:17Aliás, o SOS. Muita gente deve lembrar, né?
- 12:19Que era OSOSSOS Socorro, preciso de alguém, SOS SOS, Socorro
- 12:29preciso de alguém. Esse refrão ficou bem marcado, é
- 12:32depois do dance a gente resolver, né?
- 12:35Foi, foi o dance, foi o grande sucesso, né?
- 12:37Isso foi arrebatadora. Todo mundo ficou conhecendo a
- 12:41gente com dança e aquela pauleira de show.
- 12:43Todo final de semana e viagens em casa pra trocar de mala e A
- 12:47Vida da Gente diferente também, né?
- 12:48A gente não parava em casa e de repente começamos a ter família.
- 12:51Os temas foram mudando e aí chegamos nos visitantes, que é é
- 12:54os visitantes. Foi um disco, agora mudou
- 12:56linguagem bem diferente. A gente também estava, a nossa
- 12:58linguagem estava começando a mudar a linguagem do mundo,
- 13:01começou a mudar muito, é o que aconteceu foi que em 2000 a
- 13:03gente recebeu uma proposta milionária para poder voltar e
- 13:08eu realmente eu estava fora da música.
- 13:10Estava fazendo outras coisas, estava muito feliz, inclusive
- 13:12fazendo isso, e eles vieram me, mas também de propostas
- 13:16milionárias, começou a encher um pouco a gente, porque nunca foi
- 13:19por dinheiro, né? A gente não fazia, tinha, fazia
- 13:21para fazer pelo tesão de estar junto, que era um barato, que a
- 13:26coisa flui. Aqui a gente criava, criava,
- 13:28criava, criava. É em 2006, nós realmente
- 13:30efetivamente voltamos e começamos a trabalhar de novo
- 13:33juntos e justamente o será que é para mim que é que está aí no
- 13:37ar, né? Que é o nosso novo hit.
- 13:39Surpreendentemente, não surpreendeu também, né?
- 13:41Aprendeu a todos, é isso? É um processo mundial, né?
- 13:43O polícia acabou de de voltar também, né?
- 13:46Ou a uma série de bandas que estão voltando, né?
- 13:48Nem voltou com o primeiro vocalista, tamente.
- 13:50São uma série de bandas, né? Então aí se juntando Pink Floyd,
- 13:54tá vindo fazer show no Brasil agora, né?
- 13:56Então é uma coisa que tá acontecendo agora e parece uma
- 13:59necessidade mundial, não só é. A te dar um estilo único, estilo
- 14:04e é o único país, né? Está aí A Entrevista com os
- 14:07integrantes da banda que fez muito sucesso nos anos 70 d â
- 14:13cols? O resultado desse alvoroço foi
- 14:16que os garotões chamaram a atenção de uma agência de
- 14:20publicidade ATBWA que resolveu gravar com eles uma nova versão
- 14:26da música e do clipe. Isso com uma superprodução, né?
- 14:30Logo, será que é para mim? Virou o jingle da campanha.
- 14:34Do Nissan sentra em 2007 acompanhe como ficou esse
- 14:40comercial. maravilhoso, chegou o Nissan
- 15:37sentra. O sedã que veio para mudar o
- 15:40sedã. Eu lembrei dessa campanha porque
- 15:43acho que tem muitos paralelos com a dos mutantes para Shell, e
- 15:48você lembrava do sucesso que o deán cols havia feito nos anos
- 15:5270. Pois é, agora um detalhe que eu
- 15:56vou revelar, os cuzões da banda são atores e músicos que foram
- 16:02contratados para participar da campanha publicitária.
- 16:06Na verdade, nos anos 70 não existiu uma banda com esse nome
- 16:11e aí é que está a grande sacada para gerar essa confusão, um
- 16:17mergulho em como eram os nomes das bandas nos anos 70 e além
- 16:22disso, a paixão por carros de quem era adolescente naquela
- 16:26época. Foi fundamental.
- 16:28E tal, para que nos anos 2000, the amp cols parecesse algo que
- 16:33fosse muito familiar, então Dan coats não era um nome muito
- 16:38diferente de outras bandas. Olha, tinha the ventures, the
- 16:42jordans, The Beatles e as versões em português também.
- 16:46Os próprios mutantes, né? Usar almôndegas de onde saiu?
- 16:50Kleiton e kledir é isso. Acho que é isso, né?
- 16:53E por aí afora, tá aí uma fake news que não causa perigo, ao
- 16:59contrário. É uma grande diversão.
- 17:02Você concorda? Foi divertido.
- 17:04Então tá bom, muito, muito, muito legal.
- 17:07Ter a sua companhia nessa nossa viagem aqui, na mala véia, com
- 17:11essa bagagem única, única e exclusivamente pensada em você.
- 17:18Bom, depois desta introdução deste lado, há do nosso
- 17:22programa, você segue com outras campanhas publicitárias
- 17:26históricas. Eu faço o convite para que você
- 17:29acompanhe um trecho da palestra que eu fiz durante a pandemia,
- 17:34né? É online, é pra Universidade
- 17:38Católica de Petrópolis. Fique, fique aqui e Divirta-se
- 17:44com muitas outras lembranças e até a próxima, então.
- 17:50No dia 22/09/2021 eu participei de uma palestra online, a
- 17:55convite da professora Kátia Zanatta, da Universidade
- 17:59Católica de Petrópolis. O tema da conversa de inglês ou
- 18:04a trilha sonora da sua vida? E nesta edição e divido com você
- 18:09o conteúdo recheado de músicas publicitárias para você lembrar
- 18:14e se emocionar. Então, a commodity, onde você
- 18:18estiver, ajuste o fone de ouvido.
- 18:21E vem comigo? O jingle a música publicitária
- 18:26faz parte de da vida de todos nós de alguma forma, mesmo
- 18:32quando a gente não percebe. E essa um pouco a jornada que eu
- 18:36pretendo levar hoje nessa noite, então eu já vou começar com um
- 18:43jingle, com uma lembrança. Que fez parte da minha infância.
- 18:49Infância, quanto tempo será que faz isso?
- 18:51Em é bom, vamos lá e mas é muito anterior ao meu tempo de
- 18:58criança, eu geralmente pergunto para as pessoas se alguma
- 19:04memória em relação a isso hoje em dia, inclusive para os
- 19:07jovens, para os meus alunos, para as minhas alunas.
- 19:10Isso vem muito à tona, então vou fazer um exercício aqui com quem
- 19:15já está, é presente na questão de pensar.
- 19:20Em uma música de ninar, uma música que é.
- 19:26De repente, a avó ou avô, alguém que, quando não é a gente, ainda
- 19:34estava ali no nos primeiros anos de vida, na hora de dormir,
- 19:38entoava alguma canção? E se essa canção começava mais
- 19:43ou menos com algo do tipo, já é hora de dormir.
- 19:50Não, espere aí, papai. Mamãe, vovô, Vovó, mandaram
- 19:56adaptando para quem estivesse cantando, né?
- 19:58Então é, talvez alguns de vocês. Se lembrem de dormir ouvindo
- 20:05esse essa música, né? Como sendo uma música de ninar e
- 20:11que na verdade foi criada há bastante tempo, foi criada.
- 20:17Vamos pensar 51 para casa, 70 anos a 70 anos é e é anterior
- 20:24até a memória que a gente tem desse jingle quando acompanha.
- 20:31A ele no YouTube, por exemplo, então eu vou, eu vou colocar é
- 20:36vou pedir aqui. Tar aconchegante, maciez de pura
- 21:01lã para a sua família, cobertores parahyba.
- 21:08Estou muito bem. Ficou conhecido como jingle de
- 21:10cobertores parahyba, mas na verdade, ele nasceu como uma
- 21:15música da TV Tupi, TV Tupi, em 1950 18/09/1950 entrou no ar eu
- 21:24estou aqui em São Paulo, então foi aqui no Sumaré que pertinho
- 21:27da onde eu estou. E de repente, quando a televisão
- 21:30chega, ainda, poucas casas tinham aparelhos, mas quando,
- 21:37efetivamente. As crianças passam a ter acesso
- 21:40a televisão, aí nós já estamos falando de 52.
- 21:44Algumas casas tinham aparelhos de TV, é as mães e pais começam
- 21:51a ficar desesperado. Se a TV Tupi começa a receber
- 21:54uma enxurrada de cartas, é assim, abismada com o que estava
- 21:58acontecendo na família, a destruição da família Brasileira
- 22:02por causa da televisão. Aquela criança que antes ia
- 22:04dormir cedo, agora só quando a televisão saísse do ar e nem
- 22:08quando saísse do ar, porque a televisão só transmitia à noite.
- 22:11Era ao vivo, né? Mas mesmo assim, a criança
- 22:13ficava hipnotizada por aquele chuvisco na tela, então a
- 22:17criança não dormia mais. Depois que a televisão surgiu.
- 22:20Aí o que acontece? A TV Tupi, né?
- 22:24Cria uma vinheta que é essa que nós conhecemos agora como
- 22:28jingles de cobertores parahyba, que vai ser adquirida na década
- 22:32seguinte por cobertores parahyba, mas foi criada na TV
- 22:34Tupi pelo Elon chaves, que era o maestro.
- 22:38E também é a ideia mesmo do Mário fanucchi que é, na verdade
- 22:44era o cenógrafo da TV Tupi. Estamos em 1951.
- 22:49A televisão Brasileira tem 1 ano de idade.
- 22:52Durante esse ano todo. A direção da emissora recebeu
- 22:56reclamações dos pais porque não conseguiu mandar as crianças
- 23:00dormir, anão ser que terminasse toda a programação de televisão,
- 23:05pois isso é um carrinho animado. Vou.
- 23:09Uma discussão política, fosse o que fosse a televisão ligada a
- 23:12criança estava lá. Então o Cassiano Gabus Mendes,
- 23:16diretor da televisão, deixa irmão aí, disse Mário.
- 23:19Trânsito que fazia qualquer coisa que escrevem telefone pede
- 23:22para de se ajudar. Não.
- 23:24Como é que a gente pode fazer para dizer que eu sei lá?
- 23:28Mas crianças não podem ver televisão para trás?
- 23:31Aí eu saí de lá lá onde você nada contra o erlo que era meu
- 23:36parceiro, não todas as invenções ainda fazia, disseram, faziam
- 23:40ginga. Para mandar as crianças para a
- 23:43cama? Sintamos ao lado do biano, ele
- 23:46ficou batendo lá Na Na. Em piano?
- 23:50Tá Tam Tam Tam Tam Tam Tam ver mas tensão de ninar João ganhou
- 23:55hora de dormir, tá andando, é papai.
- 23:58Aí o seguinte aplicação de ser castelo, nós fizemos uma prova,
- 24:01agora tá com a. Naquela linha, Nina, como é que
- 24:03era aquela do trio Tupi? E gravou?
- 24:07Em voz de criança? Você não quer vir?
- 24:10Eles não põem no ar às 9:00 da noite, mas você não vai ouvir,
- 24:14não põe no ar. Aí cheguei, ficou, como é que é
- 24:17boa? Põe no ar no ginga.
- 24:19Aí eu desenhei o indiozinho deitado numa árvore.
- 24:22Tinha, não é? Popocar dele com anteninha, quem
- 24:26dirá do lado e tal. A gente tinha uma lua.
- 24:28Assim. Ela traz a janela.
- 24:31Fiz OOO GT. Deram a Paca.
- 24:35Mandei projetar isso. Volta soltar o gingão foi a
- 24:38primeira vez que saiu. Ele ficou 12 anos no ar com um
- 24:42institucional, depois de um indivíduo para cobertores
- 24:45Paraíba. Ficou mais de 10 anos ou mais.
- 24:49Em 2002, na Copa do Mundo do Brasil, foram Japão e Coreia.
- 24:55A telefônica comprou ginga direitos para usar no
- 24:59despertador da telefônica. Me pagou direitos autorais
- 25:03porque até esse estado e no ano seguinte o Severino varão, o
- 25:07contrato e eu dei metade da verba pro pro, pra família do
- 25:11Herman, que já havia Aparecido muito tempo, né?
- 25:13Ano, Chaplin, então vocês, 50 anos depois da da criada na
- 25:18frente, rendeu muito mais do que no primeiro.
- 25:20Porque é primeiro porque eu era assalariado.
- 25:22Bem, nada aí ganhei sim na hora que eles fizeram um disco.
- 25:27Cobertores Paraíba e publicaram lá na.
- 25:31No disco tinha já é hora de dormir e nem me quer dizer não
- 25:35nominado. Aí foi reclamado, escuta.
- 25:39Nós, nominado, tem atores. O Jorge é buttazzi, era um
- 25:43diretor da agência da boot, propaganda, disse.
- 25:46Claro que sim. Direito nós vamos pagar.
- 25:49Quando ele pagou os direitos naquela época, a pé e dura mais
- 25:52que o meu salário, muito mais em dinheiro a.
- 25:56E foi essa história do velho. Agora todo mundo diz assim, eu a
- 26:00vi. Eu lembro, as crianças odiavam,
- 26:03me conta um problema, eu fiz o meu livro sobre a televisão.
- 26:06A minha parte aqui era o Inter, programa eu titulei essa esse
- 26:10capítulo de. Né?
- 26:15Uma canção de ninar que despertava a raiva.
- 26:20Porque as crises têm têm testado, subiam a música?
- 26:23Não, ainda não, pai não quer aquele sentimento de amor e ódio
- 26:27que tem agora vão embora da jovem pan, que tudo que eu soube
- 26:30depois que o diretor, um dos diretores da telefônica, tal
- 26:34aquela música na cabeça desde criancinha e ele que sugeriu a
- 26:38compra da coisa ar.
- 26:56Então o Mário fanucchi pensou numa música que era essa de
- 27:01ninar para mandar as crianças para a cama.
- 27:03Então quando a gente fala de trilha sonora da vida, a gente
- 27:07já vai pensando em como o jingle muitas vezes está presente no
- 27:11nosso dia a dia e no nosso em cada momento do nosso dia.
- 27:16Melhor dizendo, né? Então, AO jingle de cobertores
- 27:20Paraíba tem muito essa função e até hoje, né?
- 27:25É cantado aí para que algumas crianças possam dormir e ter um
- 27:31sono mais tranquilo. É assim, a gente começa a pensar
- 27:37em como o jingle está presente no nosso dia a dia de forma tão.
- 27:43Forte, né? Tão, tão é marcante.
- 27:48E vamos continuar essa jornada pensando em alguns jingles,
- 27:51tentando entender por que que eles ficaram na história e até
- 27:55no final nós vamos ouvir alguns atuais e que são muito bons, mas
- 28:00não necessariamente nós vamos nos lembrar deles no ano que vem
- 28:04e a gente vai fazer um pouquinho esse exercício também, tá bom?
- 28:08É bom o próximo jingle. Ele também conversa com as
- 28:13crianças de uma maneira que hoje seria chamada de politicamente
- 28:18incorreta. Talvez é um jingle de
- 28:20refrigerante. De uva para crianças e o que que
- 28:24tem de interessante? Quando a gente pensa em trilha
- 28:27sonora, a gente pensa que, por exemplo, num filme, muitas vezes
- 28:32a gente assiste ao filme sem o som.
- 28:35A gente não tem a emoção daquela cena, né?
- 28:38Ela fica uma cena sem muito sentido e a música é, às vezes,
- 28:43vai antecipar algum acontecimento da cena seguinte,
- 28:47tudo mais. E aí a gente começa a ter então
- 28:49a trilha sonora, né? Realmente compondo?
- 28:52Aquela situação, então imagine um jingle que é feito para que a
- 28:58criança. Desafie outra criança a cantar.
- 29:05Que que a gente poderia usar como artifício numa criação como
- 29:08essa? Aí vem a questão do
- 29:11trava-língua, né? Que é uma brincadeira.
- 29:13Toda criança fica tentando ali desafiar a outra a falar
- 29:18rapidamente alguma coisa tal. E nesse trava-língua você acaba
- 29:23nessa brincadeira lembrando do produto.
- 29:25Então, na verdade, é, minha mãe está com 87 anos.
- 29:31Eu conversei muito com ela sobre esse jingle em particular e a
- 29:34lembrança que ela tinha era que na hora que tinha um intervalo
- 29:38que estava brincando. Com outras amigas, com amigos.
- 29:42É em determinado momento, quando fazia uma pausa, eles ficavam
- 29:46brincando de trava-língua e vinha lá o quem bebe grapette,
- 29:49repete grapette grapette é gostoso de mais você pode fazer
- 29:51aí, você que está acompanhando no YouTube rapidamente vou
- 29:54contar até 13. Assim, quem bebe grapette repete
- 29:57grapette grapette é gostoso demais, é simples, quem bebe
- 30:00grapette repete grapette repete, não enrolou tudo, então é nesse
- 30:04desafio na hora do Recreio na escola, por exemplo, quando as
- 30:08escolas vendiam refrigerante de uva adoidado.
- 30:12As crianças lembravam de grapete e essa é a grande brincadeira,
- 30:17decidindo recentemente, a gente teve o refresco de fruta.
- 30:21É frisco, refresco de fruta é frisco que foi inspirado em quem
- 30:25bebe grapette, repete grapette grapette é gostoso demais, então
- 30:29ao criar essa brincadeira, a gente faz com que o produto a
- 30:33marca seja lembrado, né? No momento em que as crianças
- 30:39queriam, estavam com vontade de consumir, vamos ouvir o jingle
- 30:43de grapette. grapette repete, é gostoso demais.
- 30:53Peppa grapette, você vai adorar o seu delicioso sabor de uva
- 30:57grapette um prazer que se renova em cada garrafa. grapette é
- 31:10gostoso demais, é gostoso demais.
- 31:14Muito bem, então é o jingle. Era lembrado, não é pelas
- 31:19crianças. Num momento de brincadeira, de
- 31:22diversão, fazendo com que ele se tornasse não só uma música
- 31:25publicitária, mas algo que realmente entrava na vida dessas
- 31:30pessoas. É.
- 31:33E bom. Ainda nesse ritmo de
- 31:37refrigerante, pensando em trilha das nossas vidas, né?
- 31:41Tem outro que é bastante marcante, mas para um público já
- 31:45jovem, para adolescentes que estavam na verdade se
- 31:51posicionando num momento em que o país vivia um cerceamento, né?
- 31:57Muito forte, a gente estava no meio da ditadura militar e aí
- 32:01vem uma marca, chega aqui no Brasil e quando ela chega,
- 32:05existem 2 refrigerantes que já estavam bastante consolidados,
- 32:09que eram a Coca-Cola. E o Guaraná Antártica, e aí a
- 32:13Pepsi vai entrar no mercado brasileiro?
- 32:16E para isso, ela decide que não vai falar com toda a família.
- 32:20Como era a Coca-Cola ou Guaraná Antártica.
- 32:23Época, né? Era um refrigerantes da família
- 32:25Brasileira. E aí, de repente, a Pepsi vai se
- 32:28direcionar ao público jovem e para isso vai usar alguns
- 32:32elementos que faziam parte dessa cultura lá no final dos anos 60
- 32:36e nos anos 70. E pra traduzir essa mensagem pro
- 32:41jovem. A Pepsi vai adotar um trio, né?
- 32:45Vai contratar o Sá, rodrix e guarabyra.
- 32:49O Rodrigues é o Zé Rodrigues, que depois se torna um dos
- 32:53principais compositores de jingles no país, né?
- 32:57Criou a voz do Brasil que até hoje existe o Zé Rodrigues,
- 33:00infelizmente é não, não está mais aqui, né?
- 33:05Entre nós, mas a produtora é uma grande referência na publicidade
- 33:08Brasileira e cria para Pepsi, então Sá, rodrix e Guarabira.
- 33:13O que era chamado de rock rural? Aí quem lembra?
- 33:17A gente tá falando de jingle, né?
- 33:19Rock rural lembra dia da abertura de um programa para
- 33:22crianças provavelmente vocês que estão aqui acompanhando.
- 33:26O Júlio na gaita, a bicharada no co co coral é o rock rural do
- 33:32cocoricó, né? Que está lá na abertura, tal,
- 33:35então o rock rural era a versão country, talvez da da música
- 33:40Brasileira, né? E nos anos 70 para falar com os
- 33:44jovens. Então alguns elementos como o
- 33:46cabelo. Que não estava ajeitadinho.
- 33:50A calça jeans, que era um símbolo de resistência, tudo
- 33:53isso é citado na música. É num momento também em que se
- 33:58fala muito de paz e amor que a gente estava vivendo essa
- 34:02questão, né? Do festival de Woodstock, para
- 34:05quem tem a minha idade, entendi um pouco o que que foi esse a
- 34:09importância, né? Mas, de toda forma, os jovens,
- 34:11acreditando em paz e amor no mundo mais solidário e tudo isso
- 34:16está refletido nesse jingle de Pepsi.
- 34:22Hoje existe tanta gente que quer nos modificar.
- 35:14Vai, e o sucesso era tanto que essas músicas saíam em
- 35:22compactos, né? LPs, com 2 músicas, por exemplo.
- 35:26E as pessoas juntavam Tampinha do refrigerante para trocar por
- 35:30esses LPs. Guardar essa música.
- 35:33Para sempre, ali no seu repertório e o público pedia no
- 35:36shows, o Zé Rodrigues deu uma entrevista, é falando sobre
- 35:42essas músicas publicitárias e como em todo show ele tinha que
- 35:47cantar lá casa no campo, por exemplo, que ficou famosa com a
- 35:50Elis Regina, mas também músicas da Pepsi e outras que nós vamos
- 35:55ouvir daqui a pouco aqui que eram criações dele, juntamente
- 35:59com o pessoal da voz do Brasil, né?
- 36:02Então, a força que tem. Esse tipo de de mensagem e a
- 36:06importância é quando bem construídas as músicas é um
- 36:11período em que a gente começa a ter AO jingle, passando por uma
- 36:16transformação EE, sendo mais elaborado como música também.
- 36:21Coisa que hoje a gente tem alguns bons exemplos, né?
- 36:24A gente tem, por exemplo, abra a Felicidade da Coca-Cola ou mesmo
- 36:28as músicas da copa de 2010, né? Que o Skank cantou, por exemplo,
- 36:34que. Também foi para a Coca-Cola, que
- 36:36são muito Fortes e que. Expandem essa questão do jingle
- 36:41de 30 segundos para algo que a gente consome como música.
- 36:44Mesmo tocando no rádio, né? Então, os a Rodrigues e
- 36:47Guarabira tem uma grande importância nessa trajetória aí
- 36:50do da música, do jingle e. Que essa música publicitária de
- 36:55curta duração que a gente se acostuma, né?
- 36:58E a repetição que faz com que isso fique como um chiclete, né?
- 37:03Na mensagem na nossa cabeça que é uma das funções também do
- 37:06jingle, é na sequência a eu vou trazer outro jingle que está
- 37:13presente como trilha sonora e que as pessoas quando iam, de
- 37:19repente viver esse momento do seu dia é, usavam o produto.
- 37:25Ou não, usando o produto também lembravam, então, na hora de
- 37:29tomar banho existia um jingle que fazia muito sucesso e que
- 37:35inclusive eu lembro quando criança, que era cantado em
- 37:37festa de aniversário, é uma coisa impressionante.
- 37:39É difícil de acreditar hoje, mas mas acontecia.
- 37:43E aí tem a brincadeira, né? De dando banho em tanta gente
- 37:48falando da concorrência, né? Essa marca dava banho em tanta
- 37:52gente e tudo mais. E também outro recurso, já dos
- 37:57anos 80, que começa a se sobressair é a questão da
- 38:02sonoridade. Já a captação melhor do áudio e
- 38:05que permitia, por exemplo, que se cantasse com.
- 38:09Alguns sons que metessem a própria ao próprio é resultado
- 38:15do do produto, não é? Então, a gente vai ter o kolynos
- 38:17com o som da refrescasse a lá o. Então já era uma renovação,
- 38:22imagina um slogan que era, na verdade, o que eles queriam
- 38:26passar de refrescar. Ânsia não é.
- 38:28E aqui a gente vai ter um outro produto que na hora do banho as
- 38:34pessoas cantavam e aí olhavam para cima para ver, será que eu
- 38:38estou tendo esse banho tão agradável?
- 38:41Esse banho de água quente realmente e o quente como se
- 38:46fosse um chuveiro no final também na forma de cantar.
- 38:49Então nós vamos ouvir o jingle que foi.
- 38:52Muito marcante e que as pessoas tomavam banho cantando.
- 38:57Será que alguém sabe qual que é aqui para colocar no?
- 39:00Nos comentários, será que alguém já?
- 39:05Um banho de Alegria num mundo de água quente.
- 39:09Será, será será, vamos ouvir. E se você lembra desse jingle
- 39:15aqui também na hora de tomar banho mala, venha, venha, venha,
- 39:19venha, apanho o sabonete, pego uma canção e vou cantando
- 39:25sorridente duchas corona, um banho de Alegria num mundo de
- 39:30água quente, havanês abre. Corona, um banho de Alegria num
- 39:38mundo de água quente pra estava net é Boechat, senhora, nada,
- 39:44meu banho já tá gente, eu não chorou, não banho da Alegria do
- 39:48mundo de cada bem. Muito bem.
- 39:51O pessoal está participando aqui é a Raquel Lima falou que a mãe
- 39:53acertou o Rafael, pergunta se é corona, acho que foi antes, né?
- 39:58Do de de começar o jingle hoje, corona infelizmente tem um
- 40:03significado tão complexo, né? Mas, enfim, essa Alegria aí de
- 40:06tomar um banho de água quente e gostoso.
- 40:10Que representava esse dingoo e essa questão se sentia na
- 40:14natureza, né? Quando via toda essa emoção,
- 40:17isso era muito tocado no rádio para que as pessoas é tivessem
- 40:21na mente a música e na televisão tinha esse apoio, né?
- 40:26Dos clipes feitos também para que a gente tivesse uma sensação
- 40:31que, se quisesse transmitir com esse produto bom, se na hora de
- 40:35dormir a gente tinha uma música ali específica, que até hoje é
- 40:39marcante, que é. Já é hora de dormir.
- 40:42Não espere a mamãe mandar e é legal a gente pensar, né?
- 40:45Que é um recurso que até hoje existe.
- 40:47Quem tem criança perto a eu lembro quando meu filho era
- 40:51pequeno, agora está com 14 anos que havia em todos os canais
- 40:56infantis aquele momento de mandar a criança para a cama.
- 40:59Então, por exemplo, o DOC né do? Do?
- 41:04Só que é do qual canal, meu Deus, Discovery Kids, o DOC ia
- 41:09lá é cantava uma música para mandar as crianças para a cama
- 41:12no Disney. É Júnior também os personagens
- 41:16da Disney, o Pateta, o Mickey, iam se preparando, arrumando o
- 41:20quarto para dormir. Então essa essa questão que
- 41:24surge lá nos anos 50 e que até hoje, né, tem a sua função, até
- 41:29porque hoje a televisão é 24 horas, então se não é fizer
- 41:33alguma coisa pedindo para a criança ir dormir.
- 41:35EE quem é da minha idade? Lembra de ir dormir, por
- 41:39exemplo, com o já é hora de dormir?
- 41:41Que a gente mostrou lá no comecinho e hoje tem até uma
- 41:44poxa, é, obedecia isso? Obedecia, né?
- 41:47Passava, era hora, mesmo que a televisão estava, a gente não
- 41:50ouvia se a mãe ou o pai mandasse dormir, mas a no caso.
- 41:56Da televisão a gente obedecia, não é bom, é então, na
- 42:01sequência, a gente vai agora para um momento de bastante
- 42:05emoção. Se na hora de dormir tem o de
- 42:07inglês que ficou conhecido como cobertores Paraíba, que foi
- 42:10adquirido nos anos 60 pela marca cobertores parahyba, né?
- 42:14Na hora de acordar, muitas vezes o pai ou a mãe ou avô ou quem?
- 42:20Tem o costume de fazer o café em casa até hoje.
- 42:23Muitas vezes a subia. Uma música é ou canta, cantarola
- 42:29essa música enquanto está ali. Coando o café, né?
- 42:33É. E é interessante porque é uma
- 42:37música que não fala de café e aí também também está um segredo
- 42:41dos dos jingles que ficam para. Para a posteridade, não é?
- 42:47Ele não fala do café, como normalmente as campanhas de café
- 42:52é, acabam remetendo ao produto, não é?
- 42:54Não fala como um produto para dar energia para acordar, não
- 42:58fala de café. Na verdade, do momento do café
- 43:01da manhã, o que que isso representa do carinho da família
- 43:05à mesa na hora de tomar o café? É um momento importante para
- 43:09essa reunião familiar e também lembra as crianças de escovar os
- 43:13dentinhos ao acordar, coisa tão difícil de se conseguir.
- 43:17Mas que o jingle fazia com que as crianças já tivessem esse
- 43:22despertar para 1 dia, né? Mais é alegre, mais preparadas
- 43:30para esse dia e que, sem que se precisasse, né?
- 43:33Só lembrando da música já fossem escovar os dentes e se preparar
- 43:37para tomar café, que não era um produto pra criança, mas que
- 43:41acabava tendo essa essa questão da família toda.
- 43:44Então nós estamos falando de um café, que será que alguém sabe
- 43:48qual? É esse café que tinha um jingle
- 43:51criado lá nos anos 70 e que já é bastante comum de ser lembrado
- 44:0074 é comum de ser lembrado, é? Nesse momento do do despertar
- 44:06mesmo, tudo será que alguém alguém mata essa charada.
- 44:11Né? É esse jingle foi criado pelo
- 44:13Arquimedes Messina. Outra saudosa memória da
- 44:17publicidade Brasileira, não é Arquimedes Messina, que fez
- 44:20campanhas para Varig e fez o jingle do Silvio Santos.
- 44:24Agora é hora de Alegria, vamos sorrir e cantar é o café seleto.
- 44:30Muito bem, é a professora Kátia não vale, né?
- 44:33Ela vai matar tudo pessoal pensou que era pilão.
- 44:37A Raquel Lima falou, pilão, vamos ouvir então o café seleto
- 44:40em 1974, com a campanha que ficou marcante, que até hoje é
- 44:47um jingle forte, é uma trilha sonora do amanhecer.
- 44:50Verde muita gente fala velha velha.
- 44:54Me deu saudade daquele café delicioso, né?
- 44:58Ele voltou Bem, só fazendo um ajuste aqui.
- 45:57Esta versão mais recente, que é de 2013, e o vídeo anterior, na
- 46:03verdade, é que é de 1974, então em 74 a gente pode ver o vídeo
- 46:10também de 74. Então aí a gente tem a versão
- 47:13original, né? Lá de 74 é de café seleto que
- 47:17foi bastante marcante. E aí a gente tem essas questões
- 47:20também, né? De de marcas que criam músicas
- 47:23que fazem muito sucesso e voltam décadas depois.
- 47:28Até porque nós estamos numa crise hoje, né, gente?
- 47:30É, é só pegar fazer versão de música conhecida tal, então,
- 47:35esses jingles realmente criativos.
- 47:38Originais, eles estão menos comuns, né?
- 47:43É além da questão da veiculação, porque antes isso era veiculado
- 47:47por décadas, né? Então, também fazia com que a
- 47:50gente se lembrasse, hoje é criado para um momento
- 47:53específico, pode ser veiculado durante uma semana, às vezes é o
- 47:57lançamento de uma campanha e nunca mais você vai ouvir aquele
- 48:00jingle, então, por mais genial que ele seja, muitas vezes ele
- 48:04tem aquela função muito específica.
- 48:06Hoje, com tantas mídias, tantas questões, né?
- 48:09Faz café seleto, voltou em 2013 e tem uma questão interessante
- 48:15que houve, uma adaptação foi feita, é pelo estúdio Plate
- 48:19again, essa adaptação do do jingle.
- 48:21E lá em 74 falava na hora de é tomar café, é o café seleto que
- 48:28a mamãe prepara com todo carinho e na versão de 2014 2013, já é o
- 48:35café que a gente prepara, né? Não é mais a mamãe não tem mais
- 48:39essa questão. Que era bastante, né?
- 48:42A questão da família, muito estruturada numa formação, né?
- 48:47Enfim, machista. Tudo tal era e hoje não
- 48:51necessaria mamãe é todo mundo faz o seu café, né também?
- 48:54Então eles fizeram algumas adaptações na letra para trazer
- 48:58para um momento. Mas atual, né?
- 49:02É, é bom. Na sequência, há também alguns
- 49:06jingles que remetem a momentos bem específicos e que fizeram
- 49:10muito sucesso e por isso, um deles, inclusive recentemente
- 49:15foi regravado para uma marchinha de Carnaval.
- 49:19Então agora a gente vai dar uma refrescada aqui, falar um
- 49:23pouquinho de refrigerante de novo.
- 49:24Quem tiver com sede EE tem uma curiosidade que é nos anos 90,
- 49:32Guaraná Antártica não tinha. Nada de de novidade, não tinha
- 49:36nenhuma inovação para comunicar, então foi feita uma campanha
- 49:41que, na verdade, buscava reposicionar esse refrigerante
- 49:46junto, inclusive ao público jovem, porque segundo, é os
- 49:51criativos desta campanha. O Guaraná Antártica.
- 49:55Ele era. Ou pra criança, ou era
- 50:00pediátrico ou geriátrico, né? Ele atinge as crianças e os
- 50:05idosos e os jovens não tinham tanto hábito de consumir Guaraná
- 50:09Antártica como a marca gostaria de reposicionar.
- 50:12Então foi feita uma campanha, é associando o Guaraná Antártica
- 50:17há momentos específicos e essa campanha veiculada muito no
- 50:22rádio, com as pessoas aprendendo a cantar a música e depois na
- 50:26televisão em momentos específicos.
- 50:28Então, o pipoca com Guaraná, por exemplo, é, era muito veiculado
- 50:34antes das seções de filme de grande sucesso na televisão,
- 50:37então você já associava que quando fosse comer pipoca,
- 50:41assistir a um filme é o Guaraná. Seria uma boa companhia no caso
- 50:47da do pizza com Guaraná, que é o um outro comercial desta mesma
- 50:51campanha. Ele era veiculado na hora do
- 50:55jogo de futebol, então, antes do futebol, tinha o pizza com
- 50:59Guaraná até hoje fazendo uma pesquisa aqui no bairro.
- 51:02O data, buddy. A gente percebe que as pizzarias
- 51:06ficam abertas até um pouco mais tarde, às quartas-feiras do que
- 51:10nos outros dias da semana. Porque porque quarta-feira tem
- 51:13futebol e muita gente ainda tem o hábito de lembrar de pizza e
- 51:17Guaraná no dia do futebol, então vamos ver, vamos ver, é pizza
- 51:23pipoca com Guaraná primeiro e depois pizza com Guaraná, 2
- 51:27jingles que fizeram muito sucesso nos anos 90 com a
- 51:31Antártica. Pipoca na panela, começa a
- 51:35arrebentar pipoca com sal. Que sede que
- 52:34Mas o mais curioso, quando a gente fala de pizza com Guaraná
- 52:37pipoca com Guaraná, é que mais do que o sucesso que esses
- 52:42jingles fizeram e renderam ao Guaraná Antártica, foi um outro
- 52:47que falava de X-tudo X-tudo com Guaraná.
- 52:51Então tinha a questão de associar.
- 52:55O sanduíche não é um grande sanduíche de 2 andares ao lado
- 53:01de uma garrafa de Guaraná Antártica, e isso fez com que,
- 53:04no Brasil, durante 2 décadas, o mcdonalds abrisse uma excepção à
- 53:11um contrato mundial com a Coca-Cola e aqui no Brasil a
- 53:14gente teve Guaraná Antártica nas lanchonetes da.
- 53:20Do do mcdonalds por causa desta campanha por causa da associação
- 53:25de uma imagem de sanduíche com Guaraná e as pessoas iam ao
- 53:30mcdonalds e pediam Guaraná Antarctica, o Guaraná que tinha
- 53:34ali era o Guaraná taí da Coca-Cola antes do coati e isso
- 53:39criava uma revolta. As pessoas saíam da loja, não
- 53:42queriam comer o sanduíche. Se não fosse com Guaraná
- 53:45Antártica, coisa que deu muito resultado para Antártica entrar.
- 53:50Né? E depois os concorrentes do
- 53:52mcdonalds vieram justamente com essa estratégia de ter Pepsi e
- 53:56Guaraná Antártica na mesma distribuidora nas suas
- 53:59lanchonetes. Então, a força que uma música
- 54:01pode ter associada a momentos do nosso dia.
- 54:05Por isso, a trilha sonora da nossa vida aí presente, né?
- 54:09Bom, é, deixe-me ver o que que nós nós já vamos chegar ao
- 54:15momento mais atual e depois abrir justamente para perguntas.
- 54:20Então, na sequência, a um jingle que.
- 54:23Ele quebrou a estrutura da música mais simples, mais
- 54:28chiclete, para uma música que lembrava grandes escanções de
- 54:33festivais da música popular Brasileira, que é o silêncio de
- 54:37um Chevrolet feito pelo Zé Rodrigues, o Zé Rodrigues.
- 54:42Ele dizia que. Ele, um dia entrou no carro,
- 54:46fechou os vidros, o trânsito fora muito agitado tal e ele
- 54:51percebeu como era prazeroso estar dentro de um Chevrolet e
- 54:56vivendo aquele prazer de um carro silencioso.
- 55:00É um carro onde ele se sentia bem confortável e aí surgiu o
- 55:06silêncio de um Chevrolet. Nós vamos ouvir a versão
- 55:09original, né? Que é lá dos anos 80, de 1988, e
- 55:13depois. A versão que foi feita em
- 55:17homenagem ao Zé Rodrigues pela Chevrolet porque foi a música
- 55:21mais forte de todos os tempos. Criada para a marca.
- 55:24Então, quando o Zé Rodrigues faleceu, eles criam uma campanha
- 55:29de Camaro, usando o silêncio de um Chevrolet numa versão muito é
- 55:34diferente. Como a gente vai acompanhar,
- 55:37então? Primeiro com o Zé Rodrigues e
- 55:39depois com o Frejat cantando Frejat e.
- 55:45Eu não vou lembrar, é quem que era do ira, mas, enfim, vamos
- 55:49ouvir essas 2 versões de silêncio de um Chevrolet que são
- 55:52músicas clássicas também e que tem essa questão da cidade
- 55:56agitada. Tudo tal e dentro do carro, o
- 55:59prazer de estar no silêncio de um Chevrolet, ela, venha, venha.
- 58:49Bom, então aí é a versão de 2011 em homenagem ao Zé Rodrigues,
- 59:03né? Quando ele faleceu, pela
- 59:04importância que esse jingle teve na história justamente da
- 59:08Chevrolet. E então ganhou essa homenagem,
- 59:12né? Oo Zé Rodrigues é Aurora Borba
- 59:16tá falando que foi vizinha dele no Rio de Janeiro.
- 59:20Eu convivi com o Zé Rodrigues, é até o finalzinho da vida aqui em
- 59:24São Paulo também. Ele, inclusive, enfim, compôs
- 59:28uma música que foi gravada pelo ira.
- 59:30Aí a gente tem um escandurra aí, né?
- 59:32É que foi feita pelo Reinaldo Bessa, juntamente com o Zé
- 59:36Rodrigues, que é por amor. Foi o último sucesso, assim do
- 59:40Zé Rodrigues Na Na música Brasileira, um pouquinho antes
- 59:43de de falecer ele compôs. E enfim, e de mulher para
- 59:49mulher. Marisa também, por exemplo, é
- 59:53uma criação do Zé Rodrigues e muitas, muitas outras músicas,
- 59:56muitas, muitos clássicos da propaganda e nos shows ele
- 1:00:00dedicava um momento do show 10 minutos só pra cantar jingles
- 1:00:05que o povo ia junto, né? Então, é bastante interessante
- 1:00:09ver essa força da da música publicitária bem feita.
- 1:00:13Então nós falamos lá de Pepsi, por exemplo, só tem amor quem
- 1:00:16tem amor pra dar agora o Chevrolet, né?
- 1:00:19Marcas que o Zé Rodrigues. Deixou aí na publicidade muito
- 1:00:24Fortes, muito Fortes. Bom, depois já chegando aqui no
- 1:00:29finalzinho e já para uma tendência mais atual, talvez é.
- 1:00:34Nós vamos ouvir uma música da fundação telefônica.
- 1:00:37Eu trabalho para o instituto, claro que é concorrente aí da
- 1:00:40fundação telefônica, mas essa campanha da fundação telefônica
- 1:00:43é lindíssima e eu quando comecei a dar aula é algumas pessoas.
- 1:00:48Quando eu colocava essa música é mais do que um jingle.
- 1:00:52São músicas e que inclusive tocam até hoje em rádios de MPB.
- 1:00:58É, e as pessoas diziam que, por exemplo, essa música que eu vou
- 1:01:03colocar aqui. Ela tinha sido trilha da festa
- 1:01:06de 15 anos, por exemplo, do baile de debutantes.
- 1:01:09Então acaba extrapolando, né? AA marca e indo para a vida das
- 1:01:16pessoas em momentos realmente muito marcantes, nós vamos ouvir
- 1:01:20então um jingle da fundação telefônica que faz parte de uma
- 1:01:23campanha que conta histórias que hoje é tão valorizado, isso na
- 1:01:27publicidade, no marketing, né? O storytelling que a gente fala.
- 1:01:31Então jingles que contam histórias de personagens como
- 1:01:35este, que fala sobre a Karina e conta a importância da fundação
- 1:01:41telefônica na vida dessas crianças.
- 1:01:44Vamos ver como é que é mala velha.
- 1:03:04que essa história de Karina. A fundação telefônica apoia
- 1:03:08educação e defende os direitos da criança e do adolescente.
- 1:03:12Para que histórias reais como essa tenham um final feliz.
- 1:03:18É interessante também um outro recurso, né?
- 1:03:21Luciana Mello cantando é, mas no momento em que fazia muito
- 1:03:25sucesso a Adriana Calcanhotto, com um trabalho para crianças
- 1:03:29com o nome de Adriana partimpim. Então o jeito dessa campanha,
- 1:03:33né? Atuada a maneira como a Luciana
- 1:03:36Mello canta lembra bastante o trabalho também, que estava em
- 1:03:40voga, da Adriana calcanhoto para crianças, o Adriana partimpim.
- 1:03:45Mas Oo bacana é justamente isso, é uma música que traz uma
- 1:03:48história. E essa história está falando ali
- 1:03:51de leitura da importância da educação, tudo tal, mas pode ter
- 1:03:54várias leituras dentro desse contexto que a gente pode dar
- 1:03:59para a música, né? E ser adotada, por exemplo, em
- 1:04:02festas de 15 anos. Quando a gente tá falando de
- 1:04:05transformação e tudo mais, então.
- 1:04:08Essa música até hoje, eventualmente estou ouvindo aqui
- 1:04:11em São Paulo, na nova Brasil que amamos.
- 1:04:13É uma rádio que toca música Brasileira e toca na
- 1:04:16programação, né? Dentro normalmente tá bom, então
- 1:04:19um pouquinho do que eu queria dividir, mostrando que a música
- 1:04:22está muito forte, as produções os podcast estão investindo
- 1:04:26bastante, começando agora, né? Em trilhas originais e acredito
- 1:04:32que é um momento que vai ainda ter é a sua.
- 1:04:36O seu auge, tá?