Latest / Jota Jota Podcast / ESPECIAL CONSCIÊNCIA NEGRA com Sandra de Sá, Leci Brandão e Jorge de Sá | JOTA JOTA PODCAST
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- 0:29Alô, pessoal do Jota Jota podcast hoje, de fato, é um dia
- 0:31muito especial para mim, muito especial, porque eu estou com
- 0:34pessoas muito especiais na minha vida, na minha carreira, na
- 0:38minha trajetória, na minha história.
- 0:40A gente está num lugar diferente.
- 0:41Hoje nós estamos hoje no teatro Bradesco, aqui em São Paulo,
- 0:44aqui no coração de São Paulo, onde tantas coisas bonitas
- 0:48acontecem, já aconteceram por aqui, né?
- 0:50Artistas cantores apresenta ações.
- 0:53Transformações acontecem por aqui.
- 0:55Eu também. Hoje estou falando do lado e ao
- 0:59lado de pessoas que mudaram através do seu trabalho.
- 1:02A consciência mudaram a realidade e mudar o futuro do
- 1:06Brasil através do seu trabalho que é muito mais, muito maior,
- 1:09muito mais amplo do que eles fazem hoje que vai reverberar.
- 1:14No futuro, na geração dos nossos filhos e de pessoas que ainda
- 1:17nem nasceram, Eu Acredito nisso. Eu estou começando agora,
- 1:21inevitavelmente, não tem como sentir saudade do meu pai porque
- 1:24o meu pai. Ele.
- 1:26Ele foi uma pessoa que me apresentou a você.
- 1:29E me apresentou a Senhora também.
- 1:32Meu pai, seu Joel e. Que foi uma pessoa muito
- 1:35importante na minha vida e me ensinou também a perceber as
- 1:39coisas, as pequenas coisas que fazem diferença.
- 1:42Então a gente veio aqui hoje. Nesse ambiente tão bonito, tão
- 1:46bacana pra gente conversar, eu me colocando, obviamente, numa
- 1:49posição de aluno, como sempre sou numa posição de aprendiz o
- 1:52tempo inteiro, mas também numa posição de curioso para a gente
- 1:56entender sobre sociedade e para a gente entender sobre cultura,
- 2:00para a gente entender sobre educação, para a gente refletir
- 2:03sobre transformação e como eu fui transformado.
- 2:07E esse é um meio de comunicação que transforma as pessoas.
- 2:10Sejam muito bem-vindos ao episódio mega ultra.
- 2:14Especial do Jota Jota podcast. E eu, pela primeira vez, eu até
- 2:19trouxe as coisas anotadas para eu não errar.
- 2:24Eu trouxe as coisas anotadas, meu não errar para não passar
- 2:27despercebido nada. Então, olha só.
- 2:30Eu estou aqui no meu lado direito com a Sandra de Sá,
- 2:33Sandra de Sá, uma das maiores cantoras de todos os tempos do
- 2:37Brasil, conhecida como a rainha da MPB, música preta Brasileira
- 2:43são mais de 43 anos de carreira. É uma coleção de músicas em
- 2:46novelas na rede Globo, por exemplo.
- 2:48Assim, devastadoras, incrível irrites em tudo quanto é rádio.
- 2:53Prêmio tem troféu imprensa, melhor música 3 vezes melhor
- 2:58cantora prêmio Sharp tem aí muitas composições, tem muitas
- 3:03músicas, uma história maravilhosa e que eu tenho o
- 3:05prazer de dizer que além de eu ser fan dela hoje eu também sou
- 3:08amigo dela, amem. Obrigado por ter vindo.
- 3:11Obrigada. Você não pode falar obrigado a
- 3:14você, eu vou dizer assim, altamente sincera.
- 3:17Cara encontra-te, Alice Brody, depois de muito tempo, acho que
- 3:22é. É essa conexão, não é?
- 3:24É muito legal de de repente você sabe juntar essa parada assim
- 3:29por muito, muito ser Brother. Você não tem noção da minha
- 3:32Felicidade de pôr cara a minha o meu lance hoje aqui é tia nesse
- 3:36vídeo meu também. É isso aí.
- 3:41Na minha ponta esquerda, nós temos Jorge de Sá, ex atleta de
- 3:45basquete. Esse é um ponto que me conecta
- 3:46muito com o Jorge, que é a minha e a nossa relação com o esporte.
- 3:50Ator, apresentadores do dos canais Globo, esporte TV
- 3:53Multishow desde 2002, o cara tem, ó o cara tem cancha,
- 3:57empreendedor na área do esporte, educação, uma pessoa que é
- 4:00responsável, que trabalha todos os dias para dar consciência aos
- 4:03pais, aos atletas e para promover oportunidade para
- 4:07jogarem fora do país, que é uma coisa muito importante.
- 4:10Eu já treinei fora do país ou Jorge também.
- 4:13A gente sabe da importância disso.
- 4:14Eu quero te agradecer por ter vindo aqui, meu irmão irmão,
- 4:16estou feliz. Assu é porque está promovendo
- 4:19algo aqui diferente. Eu posso trazer um pouco hoje no
- 4:22seu podcast que eu estou sempre acompanhando tanque, você sabe
- 4:26que você está aqui. Aham, eu posso trazer a visão
- 4:28hoje de quem? Sugou um pouco a geração que
- 4:32sugou um pouco do resultado dessas mulheres aqui.
- 4:34Sim, então a minha ideia hoje, nesse podcast estrelado, é poder
- 4:39contar um pouquinho para a sua audiência.
- 4:41Qual é o resultado dessas mulheres numa outra geração?
- 4:45Quem acompanhou de perto é, então eu estou super honrado,
- 4:48sei o meu papel aqui e é isso que eu quero trazer hoje aqui,
- 4:51pô. Obrigado por ter vindo.
- 4:52É injusto demais, cara, eu tô muito feliz e aqui também no meu
- 4:55lado esquerdo, super próxima. É, hoje é o tipo de dia que eu
- 5:00penso assim, caramba, sucesso é ser amigo dos meus ídolos mesmo
- 5:03de um lado de Sandra, de outro lado, Leci Brandão é cantora,
- 5:07compositora e uma das mais importantes intérpretes de samba
- 5:10da música popular Brasileira. Começou a sua carreira musical
- 5:13no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a
- 5:17participar da ala de compositores da estação primeira
- 5:20de mangueira é olha, Senhora, não lá no Rio de Janeiro.
- 5:24Ao longo de sua carreira, gravou mais de 25 álbuns, entre eles 3
- 5:28compactos e 2 DVD s. Como parlamentar, Leci Brandão
- 5:32se dedica à promoção da igualdade racial, a respeito as
- 5:34religiões. A matriz africana, a educação e
- 5:38a cultura popular Brasileira. Dona Alice Braga, obrigado pela
- 5:42sua presença. Deus te abençoe.
- 5:43Obrigado a você, estou super emocionada.
- 5:46A gente está acostumada a participar de de vários eventos,
- 5:50vários programas, enfim, mas é. Esse momento é um momento
- 5:56especial, exato, porque o momento que mexe com A Vida da
- 5:59Gente, com o caminho, não é que a gente construiu.
- 6:02EE reencontrar a Sandra porque tem muito tempo que a gente não
- 6:07não se vê, né? Pessoalmente foi muito, foi
- 6:11muito bom. Eu hoje eu já chorei demais, já
- 6:13a minha maquiagem já teve que ser feita muito bem, porque eu
- 6:16chorei muito até com a com a gentileza que vocês tiveram
- 6:20conosco aí No No camarim mostrando fotos, né, de pessoas
- 6:25da minha vida que já estão nos braços de Deus.
- 6:28Então não tem como a gente não se emocionar.
- 6:30Foi muito forte para mim esse encontro de hoje.
- 6:32Nossa, para mim também, eu estou tentando aqui.
- 6:37Como é que fala? Não é manter Oo, como é que é?
- 6:39Que tem um nome? É, eu estou fingindo.
- 6:42Como é que estou fingindo costume, me fingindo?
- 6:45Não fugiu, estou aqui do lado da Leci, do lado da Sandra, eu toco
- 6:49violão e cavaquinho, não escutei.
- 6:52Vai ter pagode hoje aqui, não é brincadeira, mas ó suas músicas
- 6:57e as tuas música. Eu já toquei diversas vezes, eu
- 7:00eu fui atleta, eu fui nadador. E aí eu morava em Santos e a
- 7:06gente ia umas 3 ou 4 vezes lá para o Maracanã em BRA, no
- 7:09Maracanã. Tem uma piscina.
- 7:11Júlio delamare Júlio Júlio era marido dela, Júlio delamare.
- 7:14Eu acho que eu já fui lá umas 25 vezes, era umas 3 vezes por ano,
- 7:18então de Santos até o Júlio delamare, lá no Rio de Janeiro,
- 7:20das 7:00 de ônibus, era 7 horas tocando e eu toquei muito olhos
- 7:23coloridos. Eu toquei muito Zé do caroço.
- 7:28Muito, muito, muito. Eu vou fazer uma pergunta para
- 7:30vocês, para a gente começar esse nosso bate-papo, até quanto
- 7:34vocês têm uma ideia? Porque Eu Acredito que talvez a
- 7:38gente não tenha uma ideia total, mas até quando vocês têm uma
- 7:40ideia que músicas como essa? Elas representam e gera
- 7:44identificação numa comunidade Brasileira, em um povo preto,
- 7:48num povo que que trabalha a, por exemplo, um Zé do caroço ou um
- 7:53olhos coloridos. Quando você fala, mas a verdade
- 7:55é que você, povo brasileiro, tem sangue crioulo, tem cabelo duro.
- 7:58Sarará, Criolo sabe até quanto vocês percebem que essa mensagem
- 8:02versada em formato de música, elas impactam e transformam a
- 8:05vida das pessoas. Bom, eu tenho essa ideia porque
- 8:09é recentemente eu fugia cantar essa música até no teatro aqui
- 8:14do. De São Paulo, não é?
- 8:16E realmente é. É como se as pessoas tivessem,
- 8:20sabe num lugar que que que, não que não teatro, que não palco e
- 8:24sim uma manifestação, sabe? Numa passeata, numa coisa que
- 8:29você mostra, olha, tô aqui, eu sou cidadão, eu sou cidadão sim,
- 8:34e é importante que principalmente agora, é
- 8:38fundamental que vocês possam, através da da música e,
- 8:42principalmente, das letras, poder gritar, poder.
- 8:46Falar de uma Liberdade, falar de democracia, falar de olha.
- 8:52Faço parte. Deste mundo que é o Brasil, está
- 8:56sua parte, sabe desse espaço? Sou brasileiro, sou brasileiro,
- 9:00sou cidadão, sou preta, sou preto.
- 9:02Isso é muito bom, é muito bom você poder ter condições de
- 9:05falar isso, mas a vontade, sabe, sem cerceamento de qualquer
- 9:09coisa. Isso é muito, muito importante,
- 9:11muito importante, muito e isso tudo de Alice, eu acho que é a
- 9:14parada da resumida, é a verdade. Né?
- 9:17É a verdade. Eu acho que as pessoas 1111 das
- 9:21paradas do do mal, do acho que da humanidade ultimamente é o
- 9:24medo, o medo de se ser. As pessoas tem medo de se ser
- 9:28elas. Elas acham que elas têm que ser
- 9:30o modelo que o outro faz, o rumo que tem que ser pra você viver.
- 9:33Então não você ir para ser aceita pra você tá legal, você
- 9:37tem que dizer a culpa sim, você tem que falar assim, você tem
- 9:40que cantar assim, calma, a gente sabe nada contra cara quanto a
- 9:45verdade não tem nada e tá aí, tia Alice tail.
- 9:48Eu aqui como a gente já estava até começando.
- 9:50Uma das coisas que que sempre me me me me me me me fizeram
- 9:54aprender muito, que me deram muita história.
- 9:56Eu eu via muita verdade da da da Kelly, sim.
- 9:59Quando eu conheci ele, eu falei, cara, sabe ela mete para um CA
- 10:02mesmo. Ela é o que ela ela sabe, ela
- 10:05faz a verdade dela, ela canta a verdade dela, pô, é isso aí.
- 10:09É tipo quando eu crescer, quero ser assim, sabe?
- 10:13E sem referência a importância da referência.
- 10:15Muito é por isso que eu falo da importância.
- 10:17Eu falei, cara, importante é quando eu, 20, ele assim que.
- 10:20Sério? Não me pirei ali.
- 10:21Eu falei, caraca Brother, sabe porque é isso que ela trouxe
- 10:25para mim, de ver a verdade dela dizer não, medo de que, hã, eu
- 10:28sabe, eu sou uma cidadã Brasileira, sim, sabe, sou uma
- 10:32cidadã Brasileira, é incrível, amo meu país, me amo, me
- 10:36respeito, respeito as pessoas e é isso, quiseram respeito, todo
- 10:40mundo respeita rum, todo mundo respeita a Telles e eu sinto a
- 10:44respeito de que as pessoas têm por mim, mas isso gente é o papo
- 10:48da verdade, a verdade, só isso. EE.
- 10:51Eu não sei, eu acho, simples. Às vezes eu fico pensando por
- 10:54Neguinho ficar é o plano disso aqui, Neguinho.
- 10:56Cheio de estratégia de não sei o quê.
- 10:57Estratégia não sei o quê. Lógico que tem uns caminhos que
- 11:00você tem que ter um certo comportamento, cara, mas você
- 11:02não precisa ter medo de se ser. Eu acho que esse é o perigo, não
- 11:05diviso acho que o, esse é o perigo do ser humano quando ele
- 11:08fica achando que não. Não, não.
- 11:10Eu queria muito falar isso, mas eu não, não, não vou falar não,
- 11:13porque depois de ela, qual, qual é a sua opinião?
- 11:16É, não é certo não, mas com medo de, de de falar sua opinião e
- 11:22não ser aceito ou ser agora, como é que agora as pessoas
- 11:25falam muito de como é que é cancelamento das pessoas com
- 11:27medo de de ser, de ser que não, cara, eu acho que muito pelo
- 11:31contrário, isso é novo, né? Esse assunto de cancelar o termo
- 11:34é novo, é é o termo é do de não, né?
- 11:37Mas pô, imagina vocês néé. Começando uma carreira a década
- 11:42de 1970 1980, Sandra 980 mulher. Mulher.
- 11:48Preta? E vocês, black Power, assumindo
- 11:54total, imagina, Oo quando vocês falam sobre esse aceitasse
- 11:59assumir, ser eu, eu vou, eu vou compartilhar uma coisa com
- 12:02vocês, Oo meu pai. Ele é, meus pais são
- 12:06nordestinos. Meu pai morreu, meu pai negro,
- 12:09preto, toda a família do meu pai negra, os.
- 12:13O meu, meu tataravô, minha tataravó.
- 12:16Segundo o meu pai, escrava, meu pai, você falar, me avisava, foi
- 12:18escravo e tal. Meu pai me contava essa
- 12:20história, minha mãe. Par das certidões, nascemos a
- 12:24par da aquele negócio todo Nordestina também, e eu me
- 12:28recordo de uma cena na escola que eu tinha um amigo chamado
- 12:30Wagner. E o Vagner?
- 12:34Pretinho bem Pretinho e a gente devia ter 16 anos.
- 12:38Eu lembro como 6 anos ele falou, eu queria ser branco.
- 12:41Eu lembro disso. Eu falei porque?
- 12:44Porque acho que é mais bonito e eu levei isso para o meu pai.
- 12:47Eu falei, pai, hoje o Wagner me disse que queria ser branco.
- 12:50E aí meu pai falou assim, eu não acho que o preto bonito.
- 12:53Acordou óleo dos olhos preto, bonito ser filho, você é lindo
- 12:58desse jeito. Olha o pai aqui, ó.
- 13:00Olha papai aqui, ó. Então, aos 6 anos eu ouvi aquilo
- 13:04e aquilo me deu uma. Me deu uma, me deu um orgulho.
- 13:08Eu tenho orgulho da minha origem, da minha ancestralidade,
- 13:11de falar isso. Eu tenho muito orgulho, mesmo
- 13:14sabendo da quantidade de vezes que é mais difícil, da
- 13:17dificuldade que é para quem é negro.
- 13:20Você vê, às vezes olha que coisa engraçada.
- 13:22Às vezes eu falo negro, às vezes falo preto.
- 13:24Um, sim. Então, hoje a turma mais jovem,
- 13:28ela está mais identificada com o preto.
- 13:31Essa referência junto foi o que me ajudou.
- 13:34Eu estudei em escola britânica e todo mundo falava assim, ó, olha
- 13:38isso, não, não, não. O Jorge Moreno, pô, mas falavam
- 13:42isso para tentar me consolar, pra mim, pra tentar me trazer
- 13:46para o grupo ver para que o Jorge morena está no meio, tá
- 13:49meio que ali. Se eu não tivesse a
- 13:52representatividade delas, da minha mãe e a tia Alice, minha
- 13:56mãe levantando a ti, ele se como uma referência.
- 13:59Explicando, eu entendendo quem eram as mulheres e os homens
- 14:02referências dos pretos naquela época.
- 14:05Se eu não tivesse essa referência, eu ia ser o playboy
- 14:08otário que ia falar assim, pô, não, minha pele não é tão preta,
- 14:12não, pô, eu não sou preto não um, mas não.
- 14:15Eu nasci com amor e achando irado ser preto porque eu tinha
- 14:18referência em casa sim. Então você falou muito de
- 14:21referência, está. Às vezes a falta de referência.
- 14:23Eu acho que as pessoas se pedem, é isso que às vezes a gente fala
- 14:27assim, há o preto, tem preconceito com o preto, não é
- 14:29isso? É o que ele vem vivendo ao longo
- 14:32dos anos e a semente que foi plantada na cabeça dele?
- 14:35Exato. Eu fui um cara que já falei isso
- 14:37num vídeo, não, porque preto tem preconceito com o preto.
- 14:39Eu tomei uma chamada de uma galera que me explicaram que não
- 14:42falei assim, caraca, tá tudo errado, eu tenho esse tesam,
- 14:46esse amor, porque eu tive uma referência e uma mulher que não
- 14:49tem referência se sente cancelado e a única forma dele
- 14:52crescer é falar que não é preto, o agente não pode bater nesse
- 14:56muleque, é, a gente tem que explicar.
- 14:58Quem ele é e por que que ele tem que ter orgulho de ser quem ele
- 15:01é, então mais um caso aí de referência.
- 15:04É muito importante, não é? EE teve 111, coisa que também me
- 15:07sempre me deu força. Foi uma história do meu pai e
- 15:09meu pai, contando que o sonho dele era ser comissário de
- 15:12bordo. Sabe dessa história.
- 15:14Eu queria ser comissário de bordo, então ele fez as provas
- 15:17tudo para começar de bordo é, e aí foi passando, passando em
- 15:21tudo. Aí quando ele chegou lá, então
- 15:23agora já passou nas provas de não ser, vai fazer o
- 15:25psicotécnico? Quando chegou lá?
- 15:31Que viram ele que tinham passado de tudo, é que há, falou ele,
- 15:34tal não sei o que. Ai, ai não.
- 15:36Não, passou no psicotécnico, só que o rico, igual a história
- 15:41igual que e é, é, mas vou e você leva isso com com risada, né?
- 15:45Você, você significa de um jeito diferente, é porque foi o que o
- 15:48meu pai, o meu pai, ele o que ele falou pra mim, ele me contou
- 15:51a história, falou assim e eu sobrevivi.
- 15:53Estou aqui, ó, ó que legal, e tem e tenho você para seguir
- 15:57minha história. Foi quando, inclusive eu fiz
- 15:59111. Música é chamada é.
- 16:03Porque eu fiz a música, acho que foi por isso que que eu fiz para
- 16:06você que eu falei, é meu, falo, minha mãe me abençoou, meu pai
- 16:11não quis me dizer quem eu sou, me mostrou que só eu posso fazer
- 16:16a minha história. Uau, eu acho que o que eu
- 16:19aprendi da minha família, do povo ali é uma parada assim, só
- 16:22saca que não teve aquele lance de.
- 16:25Você tem que, você tem que, você tem que, sabe, era mais você é.
- 16:30Você é. Sabe, não é, tem que tem que tem
- 16:36que sabe, você é por isso que eu digo assim, minha mãe me
- 16:39abençoou, meu pai não quis me dizer que eu sou.
- 16:41Me mostrou que só eu posso. Né?
- 16:44Fazia a minha história e foi como ele fez a dele, que ele
- 16:48queria explicar que ele sofreu isso tudo.
- 16:50Ele sabe por que que ele não passou?
- 16:52O rum era o sonho dele, mas não é por causa disso que ele se
- 16:56revoltou que eles sabe, sabe haver.
- 16:59Pelo contrário. Ele estudou mais.
- 17:01Aí foi lá até funcionário público, era o que a gente fala
- 17:04naquela era chefe de seção, não era, era.
- 17:07Ele trabalhava na Casa Da Moeda do Brasil, nós e ainda tinha
- 17:11bateria dele, tocava bateria dele, foi o único.
- 17:13O único, o único tropeço que ele teve porque dele não continuar,
- 17:18ela tocou na orquestra ccb de Araújo.
- 17:21Chegou a tocar o que se viu no Araújo, tocou, era, era a sub de
- 17:25um cara lá na TV e não sei que mais aí aquela parada também,
- 17:29né? Aí como sobreviver?
- 17:30Naquela época? Músico era carteirada de
- 17:33vagabundo, né? Um e não tinha então aqui essa
- 17:37coisa toda é meu avô, tipo, agora, aí casou, aí nasceu eu
- 17:41não sei o que, aí eu falei. Deixa comigo o seu.
- 17:45O seu avô também era da música, cara.
- 17:47Nem casa era o seguinte. Todo mundo era da música.
- 17:51Quem não era, quem não era música era musical.
- 17:54Entendi, sacou? Então, lá em casa, cara, era.
- 17:57Era uma vida. Meu.
- 17:59Meu avô está história engraçada do meu avô.
- 18:01Tinha esse Oliveira, não sei se já contei para essa história.
- 18:04Ele veio de Minas para cá, que ele era da acesita, para avaliar
- 18:08da acesita e foi transferido do cenário público para a Casa Da
- 18:10Moeda do Brasil. Ele era noivo da minha avó,
- 18:12casou com a minha avó e veio para cá, pro pro, pra cá, eu fui
- 18:16pro pro Rio e quando que ele comprou 11, comprou um terreno
- 18:22Na Na Pacheco Liam, eu não gosto nem de ouvir essa história.
- 18:27Ele, nem eu, nem meus primos. Essa geração não tem visto, é da
- 18:30geração, é essa geração dele aí ele comprou.
- 18:34O terreno é para ser com Liam, para dar um sei que morando lá
- 18:37não explica onde é para ser campeão da é lida no Jardim
- 18:39Botânico, onde era até perto do teatro Fênix, sabia o dinheiro
- 18:42da TV Globo, pá no Jardim Botânico não sei o quê, mas só
- 18:46que o meu avô chamou o compadre dele, falou assim, Xavier, me
- 18:49lembro de Xavier, que morava lá na.
- 18:51Arrumo um lugar bem longe daqui, porque a zona sul é do mar.
- 18:57E o mar, qualquer hora vai chegar para tomar conta disso
- 19:00tudo. Aí ele vendeu o teu dia, foi
- 19:03quando ele vendeu o terreno g lá e comprou lado de pilares ai
- 19:07pilares. Por isso que tem gente.
- 19:09Um dos primos fala assim, o cabo é demão bisa AA criançada e que
- 19:15ela por o seu forte mas sabe? Mas mas era e o lance dele,
- 19:20então ele comprou esse terreno lá que era né?
- 19:22Então ele fez 11, era muito grande, então ele fez a casa da
- 19:26frente e com os amigos. Ele foi construindo as outras
- 19:29casas atrás para alugar, então ele fez várias casas, ficou aí
- 19:33ele. Ele construiu uma Vila com os
- 19:35amigos, negro, pessoal da rua, construiu e alugou as casas e
- 19:39com OE, os filhos foram crescendo conforme os filhos iam
- 19:42casando. Aí ele pedia a casa para o filho
- 19:44morar. E acabou que ficou todo mundo
- 19:46morando ali na Vila. Todos os filhos, sim, ainda tem
- 19:492 primos que ele criou também, que minha avó criou, vieram para
- 19:52cá e ali na Vila, em todas as casas, tanto Na Na casa do meu
- 19:57avô, como na casa dos outros filhos, na casa da irmã da minha
- 20:00avó também que morava ali, tinha a vitrola, o que que era era uma
- 20:04democracia, porque cada um com a sua Vitória, cada um ouve o que
- 20:07quisesse. Era o lance do meu avô.
- 20:09Não que aí cada um ninguém vai me comer o osso que eu quero,
- 20:12mas acaba que todo mundo acaba ouvindo tudo junto.
- 20:15Entendeu? Às vezes a gente ia lá pra casa
- 20:17da da frente, aí eu quando estava na casa da frente ou via
- 20:20é Orlando dias, Orlando Silva, Lana Bittencourt, é eu via é
- 20:26augustinho dos Santos, incrível Agostinho dos Santos.
- 20:29Ouvir esse povo todo, Vicente Celestino, aí aí os meus tios,
- 20:33que tinha a minha, a irmã da minha avó, minha tia avó, né?
- 20:36Ela já morava sozinha numa, numa, numa, numa, numa outra
- 20:40casa e na vitrola. De lá, como é que ela, tia, avó,
- 20:42aí a gente ia, ouvi, tentei, hã, houve a.
- 20:46Sara vouga ouvia por Richarlison e ouvia também Renato, seja blue
- 20:52caps. Sabe, a gente tanto ouve a ter
- 20:55desde como eu via Renato, seja pelo caps de PIB, é cely
- 20:58Campelo. Tou então, nesse lance todo a
- 21:00gente foi ouvindo de tudo aí. Daqui a pouco, o os outros, meu
- 21:04time lá de cima já eram mais de lance do do samba mesmo.
- 21:07Se amarrava o lance do do e tinha muito noite ilustrada,
- 21:10monsueto chocolate. Ela essas fases, então, nisso eu
- 21:14fui ouvindo tudo é construído a base e ia por isso que de
- 21:18repente é a minha base, é. É a música preta Brasileira e
- 21:23quando eu falo música preta Brasileira, eu explico para as
- 21:25pessoas. Há, mas é só a preta que foi,
- 21:27não, cara. A gente está no Brasil, a Loud.
- 21:30Calma aí, sabe? Então, mas a música, o forte, eu
- 21:34acho que esse swing, esse grupo, essa Mari moleza que a gente tem
- 21:38é justamente a tinta do africano.
- 21:41Mas a gente não pode esquecer do tempero do nosso, do nosso
- 21:45indígena. Cara, o nativo que eu adoro ver
- 21:49é, é, é, é, é, é como é comentar, é como é que fazem?
- 21:53É documentário, documentário, cara o indígena.
- 21:57É muito louco te LCD, só ele faz uma coisa com o pé.
- 21:59Outra coisa com a mão e canta outra.
- 22:02Acontece muito isso. Eu acho que isso juntando com,
- 22:05com com o africano que esse batom que saiu uma parada que só
- 22:09no Brasil tem só porque o Brasil faz rock in roll, legal,
- 22:13swingado, inclusive vários grupos de rock dos gringos hoje
- 22:17em dia tem percussa porque eu foi quando os nossos percursos
- 22:21invadiram aquilo tudo lá a gente faz Rock In Rio, a gente faz
- 22:24tango, a gente faz tudo com o swing, a gente eu, eu falo, né,
- 22:27a gente faz de melhor porque a gente faz o hígado que esse
- 22:29nosso jeito. Mas quem faz samba que nem nós
- 22:31Brother nada, não chega nem perto.
- 22:33No role, então eu acho que e essa música preta Brasileira
- 22:36quando eu falo preto é do é do swing, da nossa malemolência, do
- 22:40nosso sabe do do nosso jeito de ser o brasileiro swing, mesmo
- 22:44sem querer noite Alice andando falando não tem como.
- 22:48E aí quando eu falo disso no show eu falo, vou mostrar para
- 22:52vocês qual é da parada, aí eu canto.
- 22:55Flor de Liz, hurum e Madalena, sim.
- 22:58Eu falo uma música de um Neguinho dos interiores das
- 23:02Alagoas e a outra música de um play bar, carica, universitário
- 23:07branquelo. Por?
- 23:09Flor-de-lis e Madalena. Pô, Brother.
- 23:11A mesma parada sem gada. Sabe aí que eu falo, então
- 23:15música preta Brasileira é isso e nós somos, sabe?
- 23:18EE de novo, repito também quem me quem me me fortaleceu muito.
- 23:24Isso foi te Alice também, com a verdade dela, sem a menor do
- 23:28Fábio, com a democracia, com o jeito dela, cara.
- 23:32Olha, é o seguinte, ó, fala pra vocês aqui se Alexia fantástica.
- 23:40Concordo, te peguei. Cadê?
- 23:45Cadê ele? Cadê ele?
- 23:45Cadê ele? Cadê ele?
- 23:46É o Agnaldo o dedão, gente boa. Muito bom, tia Leci, posso te
- 23:53chamar de tia Alice também. Você deve, porque eu todo mundo
- 23:56me chama de tia Alice. Eu sou a tia, tia lisi.
- 23:59Então galera te Alice. Mas a primeira pessoa que me
- 24:02chamou de tia Alice foi a Sandra, foi ela que começou com
- 24:05esse negócio de Alice no meio musical.
- 24:07É foi porque também você representou para ela uma grande
- 24:11mudança, não é no começo da carreira dela, não é porque aqui
- 24:14é a Sandra, foi uma coisa que eu fiquei fascinada quando a
- 24:17primeira vez que eu vi a Sandra cantando, né?
- 24:19Porque a primeira que a voz é diferente.
- 24:22Segundo o que é 111? Compositora tocava violão porque
- 24:25é uma coisa engraçada. Eu sou compositora, sem tocar
- 24:27nenhum instrumento de Harmonia, entendeu?
- 24:29Eu só toco pandeiro, partido alto e Tam Tam e vai compondo,
- 24:33né? É a que a música não, não.
- 24:35Eu componho de forma muito, muito assim é aleatória.
- 24:40Às vezes eu posso está passando um café, aí a música vem, posso
- 24:44estar numa condição e a música chega.
- 24:47Já fiz muita música de um ônibus, já fiz música no trem,
- 24:50né, já fiz música, enfim. Tomando banho de chuveiro, a
- 24:53música que eu fui para o festival é MPB 80.
- 24:57Eu estava tomando uma chuveirada e veio, veio veio que veio
- 25:00música e letra, né? Ela começa a Deus estar tão bom,
- 25:03começa a cantar isso que eu ia te perguntar, mas vem, vem,
- 25:05Harmonia junto, vem tudo junto. Eu não sei te explicar como
- 25:09várias pessoas já tentaram é saber de mim que como é que é
- 25:13isso? Eu digo, olha, pergunta para o
- 25:15orixá, coisa de orixá, sabe quando você a Eu Acredito você
- 25:19não tá, você não tá, porque às vezes eu não estou preparada
- 25:22não, não acordo se eu vou fazer uma música, não existe isso.
- 25:25Tanto que eu fico muito surpreendida quando eu vejo
- 25:28pessoas dizer assim, não, porque sexta-feira eu vou fazer um
- 25:30samba. Como é que é, cara?
- 25:32E eu queria. Queria ter essa habilidade aí,
- 25:34não, não como, né que o negócio, se ele vem ou é transe, sabe?
- 25:38É como se fosse um trânsito, porque vem tudo naquele momento
- 25:41e os maestros sempre perguntar o seguinte, como é que é essa
- 25:45Harmonia, como é que você conseguiu fazer?
- 25:46Eu digo, não sei, mestre veio vem para mim e fica discutindo
- 25:50com os músicos, isso é que é complicado, porque quem toca um
- 25:53a daqui só pode ir para casa. É, tem uma lógica, tem uma
- 25:57lógica para você, quebra lojas que me ouvido.
- 25:58Não está fazendo isso aí não me ouviu?
- 26:02Eu não dormi que nem ouvido respeito.
- 26:04Aí não é que ele eu, né? O meu filho é absolutamente
- 26:08certinho e aí entendendo o porque, tem umas coisas que que
- 26:13eu acho que eu eu vim para esse mundo que eu acho que a gente
- 26:16tem uma, tem uma missão. Eu tenho uma missão, tenho
- 26:18certeza disso. Rum porque hoje, por exemplo,
- 26:22olhando é músicas minhas, antigas e tem uma Juventude
- 26:26preta, principalmente, que tem Descoberto coisas na minha
- 26:30carreira que nem eu tinha percebido.
- 26:32É muito louco isso. Então, assim como é que a
- 26:35Senhora conseguiu é fazer isso aqui, digo, meu filho, eu não
- 26:37sei. Eu estava dando um determinado
- 26:39lugar. Agora.
- 26:40É Claro que um fato às vezes que mexe muito comigo, aquilo ali
- 26:46vai sair uma música. Eu faço muita música originária
- 26:49de de coisas que acontecem ao meu redor ou coisas que eu fico
- 26:53sabendo, sabe? Aquilo vem.
- 26:55Aí eu. Cheguei a conclusão de que eu
- 26:59tenho 11 missão. Na Terra, que é de levar uma
- 27:05coisa chamada é a consciência, sabe, para as pessoas do que a
- 27:10gente está fazendo. É só uma passagem por aqui.
- 27:12A gente vem aqui para dar uma, fazer uma passagem e nessa
- 27:15passagem você tem alguns compromissos e o meu compromisso
- 27:19sempre foi, por exemplo, é falar de problemas que o ser humano às
- 27:24vezes tem, mas ele não tem a oportunidade de poder falar
- 27:27daquele problema. Ele não tem, sabe a chance de
- 27:30poder explicar. Para a sociedade, quem é ele?
- 27:34Por que que ele está fazendo aquilo e para onde ele vai?
- 27:37E às vezes isso bate no meu coração, na minha emoção e aí
- 27:40sai uma história. Quantas histórias a gente já já
- 27:44já contou, né? Na vida e hoje em dia eu
- 27:48agradeço muito a Deus, eu todo dia eu agradeço.
- 27:50Eu acho que tem que agradecer sim, esquece de agradecer as
- 27:52coisas, então eu agradeço, é o fato de eu mesmo sem saber tocar
- 27:58um instrumento. Eu consegui fazer as músicas que
- 28:03eu fiz. Eu fico me realmente
- 28:04surpreendida. O que é que é isso?
- 28:06Eu digo assim é coisa de orixá. Um tinha 11 amigo.
- 28:11Que já se foi também fotógrafo, Januário Garcia fez várias
- 28:15capas, não é? Fez várias capas minhas e ele
- 28:18dizia assim, não, isso é coisa de chá e tal.
- 28:21As pessoas perguntam, mas você estudou percussão?
- 28:23Eu digo não. EE como é que você toca?
- 28:25Eu digo, porque eu ia muito ao centro de unbanda quando eu era
- 28:28menor e tal, minha mãe ia no centro de umbanda e eu ficava
- 28:30perto do slogans, eu sempre fiquei perto do slogans, olhando
- 28:34os orgãos de tocarem, aí eu, no final das contas eu já estava
- 28:37também sabendo tocar um pouquinho de tambor.
- 28:39Tanto que os anos passaram e tal.
- 28:43Eu fui ao Maranhão, não é em 1990, 90.
- 28:50E lá eu conheci uma Senhora chamada dona Teté, dona Teté.
- 28:54Ela comandava uma dança chamada cacuriá.
- 28:57É uma coisa lá de São Luís, eu fui fazer um show em São Luís.
- 29:01E o Sesc é promover um encontro meu com com as pessoas ligadas
- 29:06AA religião africana, que agora a cultura e aquela Senhora com
- 29:11tambor pendurado, não é tomando uma cachacinha.
- 29:14Ela tinha um vidrinho, ela tomava uma cachacinha com ela e
- 29:17o pessoal dançava, imitando animais imitando os bichos.
- 29:20Eu vi aquilo. Eu falei, nossa, que loucura.
- 29:22Eu nunca vi uma Senhora, sabe, bebendo e tocando ao mesmo
- 29:26tempo. Aí?
- 29:28Chamei meu meu parceiro, não é Zé Maurício, que era baixista da
- 29:32minha banda. Fui para o, para o apartamento.
- 29:36Eu falei, cara, escuta isso aqui que eu vim, tou aqui na minha
- 29:39cabeça, não é? É na Palma da mão.
- 29:41Olha meu amor nesse meu Brasil todo mundo bate tambor porque eu
- 29:44nunca tinha visto assim um tambor o sabe em outro, em outro
- 29:47espaço, né? Em outro lugar e aí começou a
- 29:49bomba, boi, boi bumbá a gente fala de todas os ritmos que tem
- 29:53Oo tambor. E aí eu peguei esse, esse, essa
- 29:58coisa do tambor. Comecei a tocar ele a assim,
- 30:01atravessando. Quando eu conheci o Fundo de
- 30:04Quintal e vi a formação deles lá, o sereno tocando de um eu
- 30:09acho que eu vou poder tocar esse negócio também.
- 30:11E aí comecei, né? É, e lá vem o sereno.
- 30:15Fizemos a música se a folha de quintal e então é todo esse
- 30:19remete a um fato, né? Uma coisa que eu ouvi, entendi,
- 30:22e aí transformou em música e a melodia vem junto.
- 30:26Vem junto. Meu filho vem, vem, vem junto,
- 30:28não sai cantando, Brother, ela sai cantando, sai, sai
- 30:31desenhado, não tem psicóloga, gente que psicografa era
- 30:34musicografia, né? Agora tem um detalhe que é
- 30:37importantíssimo, é eu quando faço música de parceria.
- 30:41Tem que ser comum. O Zico, eu só consigo fazer
- 30:44música com o músico porque o músico que que o que que ele me
- 30:47ele me me adianta na vida um, ele pega lá o violão ou
- 30:51cavaquinho. E começa a tocar.
- 30:54Eu digo, olha, vem isso aí, aí começa aquela discussão, não é
- 30:57que só vai de fato, vai para ser para onde diga que eu não sei
- 30:59para onde é que vai. Eu sei que com o meu ouvido tá
- 31:02tá informando isso aqui então, né?
- 31:05E aí a gente consegue fazer AA as músicas, né?
- 31:10E os os parceiros que eu tive? A dificuldade que eu tenho
- 31:15musical porque como eu, não, não tenho conhecimento de Harmonia.
- 31:19Um eu começo a cantar uma coisa, ele pega o violão e eu o Cavaco.
- 31:22Ou seja, o que for e começa a tocar, e aí desenvolve, vai
- 31:26desenvolvendo, entendeu? Aquela aquela melodia é uma
- 31:29construção, sim, é uma construção que fica muito
- 31:31bonita, né? Eu já fiz música com com
- 31:34guitarrista da minha banda, Oo. Ele até já já é falecido, não é?
- 31:40Ele conseguiu desenvolver, sabe? É somos da mesma tribo.
- 31:46Eu fiz com ele, amor, são 300 anos.
- 31:48Eu fiz com ele também. E são.
- 31:51É. É construções que ficam muito
- 31:52bonitas, porque às vezes essa coisa da naturalidade da gente
- 31:57que que não, não sabe música, né?
- 31:59É, fica um pouco presa, não dá, não dá, não dá.
- 32:03O desenvolvimento que a gente quer e quando você faz músicas
- 32:06de parcerias diferentes, porque a pessoa pega aquilo, vai
- 32:10diluindo. Isso aí continua, vai aqui, é o
- 32:12é ali onde você botou o dedo aqui?
- 32:14Não, não, continua a aí, é isso aí, dá essa nota e assim que a
- 32:18coisa é nasce, entendeu? Eu estava conversando, inclusive
- 32:21com a Sandra hoje, que eu tenho sido é convidada para fazer
- 32:25diversas participaçoes com jovens que não são do samba.
- 32:30Não toca a partir do não, é do pagode.
- 32:33Ela disso são pessoas que têm uma outra formação musical e que
- 32:36tem dado para mim assim, uma oportunidade fantástica e a
- 32:39gente já até já foi seu irmão. Compromisso que né que nós vamos
- 32:43fazer umas coisas aí juntas. Eu sei que vai ser muito bom,
- 32:46porque a compositora eu já conheço, conheço a compositora
- 32:49desde 70, né? Uau, é diferente, né?
- 32:52Aí a gente tem tem, essa é são desafios que a vida nos nos
- 32:57apresenta e que a gente não pode deixar fugir.
- 33:00A gente tem que pegar e. Esse é o momento de a minha
- 33:03vinda aqui no seu programa. Não é uma coisa a toa, sabe?
- 33:06Ela veio para é me mostrar que algo novo vai acontecer.
- 33:11Uau na minha caminhada, se Deus quiser, eu tenho certeza que
- 33:14isso vai acontecer, que a Senhora aberta ainda né?
- 33:16Como se fosse o primeiro dia da da tua carreira, é da é eu desse
- 33:21jeito, né? É desse jeito, porque quando
- 33:23acontece uma coisa é nova, o meu, o meu, o meu espírito, ele,
- 33:27ele, ele, ele mostra para mim, ele me toca de que olha, vem
- 33:31coisa, vem coisa. Vem coisa boa por aí, tá
- 33:34acontecendo muita coisa boa. Eu até porque eu sou muito
- 33:38ligada em sempre curtir e vivenciar momentos bons da vida.
- 33:44A vida está sempre me surpreendendo.
- 33:46Esse reencontro com o Sandra é muito Importante Pra Mim e pra
- 33:50mim também, sabe? Eu a conheci assim num momento
- 33:53muito legal, né? A uma compositora.
- 33:56Aquele tempo a gente não falava preta, ela é negra, não é
- 33:58compositora negra, toca um violão legal e tal, e aí eles
- 34:01passam o tempo, passa o tempo, não sei o que aí agora.
- 34:04Se encontra a Sandra, que que você quer que eu faça?
- 34:06Eu vejo esse menino aqui, sabe? Eu, polícia são da Sandra.
- 34:10Não, não, ainda não era mãe, então é.
- 34:12É muito louco, é muito louco tudo que está acontecendo, você
- 34:15está quantos anos, João, tão 38, cara, olha isso, 38 não é
- 34:19brincadeira nem nem sonhava em nascer feita você já se
- 34:22conheceram quando a gente se conheceu nem pensava, você está
- 34:26entendendo o que você está que que você fez?
- 34:27E é justamente cara ia falar isso porque inclusive para mim
- 34:32uma coisa muito legal, se eu for pra uma palavra.
- 34:35Eu faço parte dessa composição. Como a palavra vocês me colocam
- 34:40só toma sentir por sei lá, uma boa amor de vocês falam aberta,
- 34:44tá? Esquece de amor aí vai dar
- 34:47quanto? Uma parceria para o Joel?
- 34:49Não. Já tá amor, amor por um jovem
- 34:53termina amor, nossa essa palavra que faltava é, mas mas sabe que
- 34:58às vezes tem umas composições dia sim é que às vezes a
- 35:00composição empacada de repente aparece, alguém fala uma palavra
- 35:03e era isso exatamente mais uma coisa cara que eu tenho que
- 35:07falar em lance de. O que é o que ele estava falando
- 35:10agora de desse nosso encontro agora eu estava conversando
- 35:13outro dia que eu falei, gente, está acontecendo uma coisa assim
- 35:17engraçada na minha vida, que a pessoas que eu conheci no
- 35:21começo, lá atrás há, eu estou começando a gente encontrar ar.
- 35:25As pessoas de uma outra forma de uma outra, a sensação que dá é
- 35:31que a gente foi apresentado, ó. Você, você, você agora, cada um
- 35:37para os seus cantos, fazer as suas paradas que já já vocês vão
- 35:40encontrar para com para mandar essa missão aí para fortalecer a
- 35:44missão que vocês têm no futuro, porque o que ela está, o que a
- 35:47tia tinha, esse tudo que ele está falando dela, cara, na boa,
- 35:50eu sou exatamente assim. De que tu sabe disso.
- 35:53Eu sou exatamente assim. Lance com a banda que eu que eu,
- 35:56que eu falo, eu, eu não. Daí eu não toco violão, eu uso,
- 35:59eu falei, eu uso a galera lá, então tem muito nada.
- 36:02Às vezes eu levo pra galera, pô, isso aqui é assim, não, Sandra.
- 36:06Mas isso aqui não pode vir depois disso eu falei, como não
- 36:09pode estar bonito pra caramba, por que não faz?
- 36:11Porque não pode há porque não vai ter que por Brody não tá
- 36:14bonita, não tá legal, é realmente está então, e aí, está
- 36:17legal que eles sabem o pessoal da banda também está acostumado
- 36:20um sabe, e de com esse lance que eu falo não pelo áudio que pode.
- 36:24EE de compor realmente assim é a verdade, sabe?
- 36:29Por isso que eu falo a verdade, não vi que esse lance ai.
- 36:31Então amanhã a gente se encontra 3 horas para fazer um samba
- 36:34falando cê que pô, Brother. Funciona assim, não dá para não,
- 36:37não funciona assim, assim, não só pra só pra turma, é,
- 36:40entendeu? Eu vou aqui né?
- 36:42Na minha pick, nets procura explicar um pouco do que eu
- 36:47entendo, não faria isso é quando o lado dessas mulheres incríveis
- 36:51existe um campo harmônico, existe uma sequência lógica, né?
- 36:54Então tem 1^(2) de FA no cavaquinho.
- 36:57Aí tem 1^(2) de rea esse Breno falar?
- 36:59Não, não vai ter que faltar. Anota aí.
- 37:00O cara fala não, mas não tem essa nota.
- 37:02Não, não tem uma lógica. Mas aí a lógica vocês constroem?
- 37:05Baseada na lógica da da beleza harmônica, no ouvido, né?
- 37:09Na suou bem, eu vi uma vez um dia vão falando isso.
- 37:13Eu vi uma vez, um dia vão falando isso é, é como é que dia
- 37:14vão, como é que é o seu processo de tocar?
- 37:16Eu monto as notas, peço para me seguir.
- 37:19E a banda fica doida atrás de mim, eu vou, me segue aí e é um
- 37:21cara que monta muito que a gente brincava a mãe, ele é o rei de
- 37:25inventar aranha, né? É que isso não foi ele é o rei
- 37:28de inventar. É porque são notas que não
- 37:31existem agências. Tô falando, não fala besteira,
- 37:33não é? Eu achei engraçado, um pouco é
- 37:35esse mesmo que os quer, ele é o rei de dentada.
- 37:38É terça se oitavas e nonas que não existem, mas que para você
- 37:43acompanhar, chalice Sandra e Djavan, que são pessoas que têm
- 37:47essa, essa é esse poder. De compor, assim você vai ter
- 37:52que colocar coisas que não existem e fica lindo.
- 37:55Fora da lógica, mas é bonito, tem discos que eu tenho, lógico
- 37:58o João. Já vou aproveitar isso aqui.
- 38:00Você está falando porque o que eu estou ouvindo aqui?
- 38:03Eu estou. Eu estou vendo aqui cultura
- 38:05preta, eu estou vindo aqui é, eu estou vendo aqui orgulho.
- 38:10Mas não evita também o que a gente sabe o que aconteceu, o
- 38:14quão difícil, quão desafiador é. Eu estou.
- 38:16Eu estou ouvindo aqui, da cultura, da negritude,
- 38:18negritude. O termo foi cunhado pelo
- 38:21escritor e poeta martinicano aimé césaire, com o objetivo de
- 38:25levar a Riqueza da cultura africana para afrodescendentes e
- 38:28para o próprio povo africano, que sofria as consequências do
- 38:32colonialismo europeu. O termo se tornou uma corrente
- 38:35literária e movimento cultural ao passar das décadas o esforço
- 38:39de revalorização da herança cultural africana viria a
- 38:42contribuir decisivamente para o posterior processo de
- 38:46descolonização. Aos 18 anos, os resultados
- 38:49escolares de César dão-lhe acesso a uma bolsa para estudar
- 38:52em Paris. No liceu luz, legrand é aqui que
- 38:55se dá ao seu encontro decisivo com o senegalense, léopold sedar
- 38:59senghor 7 anos mais velho do que ele, com quem lançará as bases
- 39:03de um movimento que, tendo nascido das lutas
- 39:05reivindicativas de um grupo de estudantes de origem africana em
- 39:08Paris, acabou por assumir uma importância crucial, quer na
- 39:12reinvenção de uma identidade africana, liberta dos
- 39:14estereótipos impostos pelos colonizadores europeus, quer no
- 39:18poderoso impulso que veio a dar aos processos de.
- 39:21Descolonização ele nasceu para favorecer exatamente tudo isso
- 39:27que a gente está falando aqui, é para favorecer Oo negro que
- 39:30agora a gente fala preto, a gente tem que falar um pouquinho
- 39:32sobre isso, que era um era uma coisa bem legal, que era uma
- 39:35coisa positiva da cultura, veio de uma linha filosófica de até
- 39:40de um país na no Caribe, que depois um estudante, ele foi.
- 39:44Ele foi para França, se juntou com outras pessoas.
- 39:47O que estamos falar sobre negritude, da da importância do
- 39:49benefício dessa cultura afro, dessas coisas positivas?
- 39:53Eu quero te perguntar, eu quero perguntar para você, João.
- 39:56É? Em qual momento você viu isso?
- 40:02OAA negritude ser vista como uma maneira do jeito que ela tem que
- 40:06ser positiva, que eu estou vendo que eu sou positivo aqui.
- 40:10Em qual momento? E se houve um momento que foi
- 40:13desafiador, que foi difícil para você e que você falou, OPA,
- 40:16treme na base, aqui termina o que que eu vou fazer agora?
- 40:19Não houve um momento e o momento foi moleque, é uma escola, é o
- 40:23meu também mulekão escola é eu era fora ouvir.
- 40:29Quando as pessoas tinham raiva, não era assim ai, seu bobo.
- 40:35Ai, seu trouxa, para não falar outras coisas, mas a primeira
- 40:38coisa quando a pessoa era sincera e ela estava com raiva
- 40:41de mim, criança fazendo besteira era se o macaco, o rum.
- 40:47E era brabo de ouvir? Muito difícil.
- 40:52Porque eu pensava assim, por que que quando briga, as crianças se
- 40:56xingam? Trouxa, o bobo, otário.
- 40:59Mas por que, quando comigo é uma palavra específica?
- 41:03O que é que tem? E isso me deixava num conflito
- 41:08muito grande. Só que foi o que eu te disse,
- 41:10Joel, eu passei por isso de uma forma muito mais leve do que
- 41:15pretos que estão hoje numa comunidade e que não tem
- 41:18oportunidade e que eles não têm entendimento de nada.
- 41:21Atendimento referente entendimento de porte, cara.
- 41:25Parou para pensar. Eu sempre falo isso até com os
- 41:27meus man torados e tal. Eu posso falar sobre a
- 41:31oportunidade. Com aquele cara que hoje ele tem
- 41:34uns 5G, ele pode entrar na sua live de manhã, o rum, eu posso
- 41:38falar com ele, cara, você pode criar sua oportunidade, você
- 41:41pode conquistar. Mas ele tem a sua live.
- 41:44Ele tem acesso a mim. Ele tem acesso à internet agora
- 41:49eu não posso chegar para um menino na favela que não tem
- 41:52acesso a nada e falar para ele criar oportunidade dele.
- 41:56Então, sim, sair do que você me perguntou, esse momento ali do
- 42:00macaco foi difícil, mas quando eu chegava em casa eu vi uma
- 42:03preta braba no palco. Morando na Praia do Leblon.
- 42:09Num apartamento top. Eu não estou dizendo isso pela
- 42:12questão financeira, não está? Eu estou dizendo isso pelo.
- 42:16Eu vi a minha mãe de igual para igual para todo mundo.
- 42:18Eu vi minha mãe recebendo o prêmio, ganha o prêmio.
- 42:22Eu vi a minha mãe apertando a mão do preto do branco.
- 42:25De seja quem for. E aí eu me questionava, falava
- 42:28assim, não, pô. Tem muita coisa boa aí que esses
- 42:32caras estão querendo me jogar uma pá de cal.
- 42:35Estão querendo jogar um cimento. Eu não sou macaco, não, mas eu
- 42:39sou preto e ser preto é maneiro para caramba.
- 42:41Oh, como é que está a minha mãe? Então, nesse momento, foi uma
- 42:44virada grande. Tá?
- 42:46A referência não é então, referente o que eu estou
- 42:48entendendo é acontecer uma coisa lá, vamos dizer assim, vou
- 42:50chamar de mundo externo e você OPA.
- 42:52Espera aí, titubeava duvidava, mas chegava em casa, tinha uma
- 42:55baita de uma referência. Aquela referência é aqui onde se
- 42:59vão chamar desse mundo interno, se é aqui, deixa eu, deixa eu,
- 43:02deixa eu me deixa eu ficar firme no saque a referência foi muito
- 43:05forte. Só que eu ia para a favela.
- 43:08Que foi aonde eu brinquei sempre.
- 43:10Eu sempre falo que assim poxa, o melhor que a minha mãe me deu,
- 43:13você sinta o que que a sua mãe te deu de melhor?
- 43:16Amor. E a possibilidade de estudar no
- 43:20colégio britânico de segunda a sexta e sair da portaria do
- 43:24colégio tirando o tênis, tirando o camisa, pulando em um carro
- 43:27para ir para a favela e só apareceram domingo.
- 43:30Porque ali eu conheci os 2 mundos.
- 43:33Só que quando eu chegava na favela, eu vi aqui, ninguém
- 43:37chegava em casa. E tinha uma mãe com o troféu na
- 43:40mão, sim. Eu via que as pessoas quando
- 43:43chegava em casa. Era a mãe?
- 43:46Cara, trabalhando para caramba para chegar em casa com pouca
- 43:50grana, com falta de comida. Era a mãe, talvez, infelizmente
- 43:53drogada. Era o pai que o garoto ia
- 43:56visitar na cadeia. E eu via essas crianças fazendo
- 44:02assim, caraca. É brabo para a gente, cara, você
- 44:05é preto, é fogo sim. Eu falava assim, caraca, ser
- 44:09preto é fogo? Mas o que que eu posso fazer?
- 44:12Então, ali, muito do que você me ensina, cara, e muito do que eu
- 44:16busco a gente junto de poder passar para os jovens é algo
- 44:21novo. Veio daí.
- 44:23Porque eu via 2 mundos e falava assim no meu mundo.
- 44:26Você preto, é top. Sempre tá top em qualquer lugar,
- 44:30mas eu tenho entendimento disso. E essa molecada que está aqui.
- 44:33Cara, se a gente não fizer alguma coisa, eles vão ser
- 44:35consumidos e você se sente responsável, cara.
- 44:38Responsável é total, eu também total, eu também.
- 44:42Eu me sinto responsável total porque eu tive essa base, então
- 44:47eu preciso passar isso porque a maioria não teve.
- 44:49É, olha só que coisa interessante é, meus pais, meu
- 44:54pai é ele conta, né que meu pai passou fome no nordeste e eu
- 44:59perguntava assim, meu pai, mas é como assim, fome?
- 45:01É o que o que? Como assim, dele fome de ficar 3
- 45:04dias sem comer? Joel, meu pai, foi Pescador, meu
- 45:06pai foi Pescador, meu avô foi Pescador.
- 45:09Meu pai teve que fugir, por exemplo, de uma cidade que ele
- 45:11foi confundido com um bandido. Meu pai nunca fez um negocinho
- 45:16errado na vida. Ele foi confundido com um
- 45:18bandido. Ele saiu fugido da cidade.
- 45:20Só os cara querem matar ele. Só que eu fui criado um numa,
- 45:24num, também numa escola bacana, ouvindo as histórias do meu pai.
- 45:30E era distante. Era distante, meu pai falou, Oh,
- 45:33aconteceu isso comigo. Os seus, com a tua vó.
- 45:35Isso aconteceu com o teu avô e tal.
- 45:37E tudo bem. Eu, meu pai me colocou em um
- 45:39esporte que não é um esporte. De acessível que chama natação,
- 45:44você precisa de uma sunga de uma piscina.
- 45:46Não é, não é acessível. Eu lá dei lá EE muito bacana
- 45:52aquele negócio, todo aquele negócio é incrível.
- 45:54E eu tinha uns 18 para 19 anos, fui competir, terminei uma
- 45:58competição, bati um recorde de 50 m nado borboleta, mas eu
- 46:01arrebentei o recorde e meu pai era aquele cara que torcia e ele
- 46:05batia assim, no braço. É, eu sei, para levar para ele,
- 46:11e ele batia assim porque eu estava ali, estava sendo
- 46:14representada. Muita coisa, hã, hã.
- 46:16Eu estava. Eu estava, eu estava fazendo
- 46:18pelo meu pai, pela minha família.
- 46:19É muita coisa. Só que eu só fui me ligar
- 46:21depois, agora um moleque. E aí, meu eu termino essa prova,
- 46:25bati um recorde, foi um recorde maravilhoso.
- 46:27Ele canta um negócio aqui no meu ouvido ler.
- 46:30Ele fala assim, filho, você não está apenas.
- 46:32É nadando, você está quebrando Barreiras porque dizem que negro
- 46:36não pode ser nadador. Se eu sempre fiz, aí eu.
- 46:41Porque ele está falando isso? E naquele dia, eu decido fazer o
- 46:45meu TCC, estudando negro preto. Não é preto a comunidade para
- 46:50que que tem tantos pretos é porque tem tão poucos preto na
- 46:53natação. Aí eu fui estudar.
- 46:56Eu comecei ajudar. Bom, deve ser uma questão
- 46:58fisiológica, não é densidade do osso.
- 47:01Que edição é condição da massa muscular?
- 47:03A fibra muscular? Não vi nenhuma evidência
- 47:06científica, nada, absolutamente nada bom.
- 47:08Deve ser porque, sei lá, então é porque não deve ter
- 47:11flexibilidade. Eu fui em todas as questões
- 47:14físicas e não encontrei uma, então meu trabalho ele começa do
- 47:17ponto de vista fisiológico. Daqui a pouco meu trabalho dá um
- 47:22pulo para a parte sociológica Do Nada atum.
- 47:25Eu comecei a analisar, espera aí.
- 47:28É o esporte de elite, não é mais difícil sim.
- 47:31Tem piscina na periferia, não. Quem está na periferia os não
- 47:34nega a os Neguinho, a molecada, os Pretinho.
- 47:37E aí eu comecei a olhar, fiz na, aí eu eu comecei a estudar lá em
- 47:40Santos, aí eu fui no primeiro clube da cidade de Santo chamado
- 47:44tênis clube, de Santos. E eu perguntei a ir para o,
- 47:49para, o, para as pessoas que tinham lá 70 anos investigar uma
- 47:53pessoa que tinham 70 anos. Tinha negro no tênis clube de
- 47:56Santos. O cara falou, eu tinha 2 o
- 47:59porteiro. E o Pelé?
- 48:01Eu ouvi isso no meu trabalho. O porteiro e o Pelé.
- 48:04E aquele trabalho vai. Eu comecei a investigar e
- 48:06comecei a investigar e comecei a investigar, então a minha
- 48:09conclusão foi, não existe negro. Que existe, pobre.
- 48:13E a maior parte dos pobres, a maior parte é negra, é preta,
- 48:17não é uma questão do negro, não tem.
- 48:22Não tem, é? Tanto os negros porque não
- 48:27chega, tem por isso tem no futebol, por isso que tem.
- 48:30É no esporte democrático, no esporte que tem bola bom.
- 48:34E aquilo foi transformador para mim.
- 48:35Eu vou contar por que que eu me decidi ser professor, tá?
- 48:38Olha a volta, nadei. Eu queria para Olimpíada, nunca
- 48:42pensei em ser professor na vida, meu pai fala um negócio, eu vou
- 48:45fazer meu TCC porque eu tinha que passar de ano.
- 48:48Eu tinha que passar de ano na faculdade, fazer educação física
- 48:50e estudei sobre a prevalência dos negros e aí vi a eu estou
- 48:55nadando um dia, um outro campeonato em Santos, chego.
- 48:58Saio da piscina, tem um professor de terno e gravata no
- 49:03deck da piscina, falou. Você é o Joel.
- 49:04Eu falei, sou eu, molhado. Professor Hudson, um beijo para
- 49:10para o senhor professor Hudson. Ele fala, foi você que escreveu
- 49:14aquela tese é dissertação sobre negro, natação, fui eu.
- 49:20Você sabia que a sua dissertação é a primeira do Brasil?
- 49:23Não. Você gostaria de palestrar na
- 49:25Câmara municipal de São Paulo, o na Semana da Consciência Negra
- 49:29para falar disso? Gostaria?
- 49:32E aí eu vou 20 anos de idade, 500 pessoas, estava Anthony
- 49:38neste que foi o primeiro negro do cinema.
- 49:40Ter uma medalha de ouro olímpica estava o pessoal do atletismo,
- 49:45do box e eu, 11, estudante. Gaguejando, morrendo de medo,
- 49:52subir no púlpito. Que eu vou falar, meu Deus do
- 49:56céu, que eu vou falar, o Antônio está aqui, tinha uma turma
- 49:59assim, mas 500 pessoas e eu olho um Monte de crianças de
- 50:03periferia. É, e um menino que estava lá,
- 50:07que foi o meu irmão, o meu irmão, meu pai não podia, minha
- 50:10mãe não podia, foi meu irmão. Meu irmão tinha 15 anos, meu
- 50:12irmão estava chorando. E aí eu até mesmo senhor e ali
- 50:16eu decidi, eu falei, eu vou ser professor, cara, eu vou falar
- 50:19cara, porque se um trabalho meu desse, tem essa voz.
- 50:24E da mesma, da mesma forma que eles, e que a música.
- 50:28Aparece para ti, as palavras também aparece para mim.
- 50:32Fantasma, eu estou, eu estou assim na minha casa e de repente
- 50:35falou. Isso frase, como é que é?
- 50:38Como é que tu sabe que eu sou uma frase, sta nato nato, não é
- 50:42e frase ela aparece e ali, sem muito.
- 50:47Sem muito explicação. Eu.
- 50:50Eu falei, eu, eu quero escrever e eu quero falar sobre isso.
- 50:52Eu decido ser professor. Eu decido, sou professor, só que
- 50:57agora eu tenho internet ao meu redor.
- 50:59Eu tenho 5000000 de pessoas que me seguem.
- 51:02Então, além de falar, eu tenho que falar como a gente está
- 51:05falando hoje. Sobre o quanto que uma palavra,
- 51:09uma música, uma experiência, um clique, o quanto que aquilo que
- 51:13o meu pai me disse no pé do ouvido?
- 51:16Mudou definitivamente o rumo da minha vida.
- 51:18É uma coisa que me disse pelo ouvido.
- 51:20Ele abriu, ele abriu um poro, sabe, isso é, pô, rua.
- 51:23Sinto que estava fechada, é o que eu chamo de curva acentuada.
- 51:27A direita A direita. João pensa numa parada, como
- 51:31seria irresponsável. O avô.
- 51:33Vou usar o exemplo da da minha família.
- 51:36O meu avô, ele vai lá, trabalha na Casa Da Moeda e consegue dar
- 51:40uma estrutura para minha mãe e para minha mãe poder.
- 51:43Fazer uma faculdade, poder é estar com as amigas, buscar o
- 51:48sonho dela e não viver é na pobreza.
- 51:52Que seria o normal, que foi como minha avó viveu, viveu.
- 51:58Aí o meu avô faz isso para minha mãe.
- 52:01Minha mãe vai. Honra, meu avô.
- 52:06Mega de uma cantora abre portas, pega o filho dela, coloca o
- 52:09filho dela. Uma escola britânica coloca o
- 52:11filho dela para estar no meio de gente bacana.
- 52:14Aí vem eu. Se eu não abrir a oportunidade
- 52:18para outros jovens. É uma responsabilidade.
- 52:21Eu estou fechando um ciclo. E a mesma coisa com você é, não,
- 52:24não dá. Se o pai abriu.
- 52:26Você tem que abrir, cara, você não está fechando um ciclo.
- 52:29Essa responsa que eu sinto. Nas costas de trabalhar, de
- 52:33fazer diferente. É por vocês que fizeram
- 52:36diferentes lá atrás que abriram oportunidade, não EE fizeram por
- 52:40vocês e que passaram. Por poucas e boas.
- 52:45É anti racismo numa sociedade racista, não basta não ser
- 52:49racista, temos que ser antirracista.
- 52:52A frase de Angela Davis, filósofa e ativista
- 52:55estadunidense que luta desde a década de 1960 pela causa
- 52:59feminista e negra dos Estados Unidos e no mundo, ganhou
- 53:03atenção novamente com a força dos movimentos que emergiram nos
- 53:06últimos anos, com os inúmeros casos de mortes de pessoas
- 53:10pretas dentro e fora do Brasil, temas como o perfilhamento
- 53:13racial e aí, nação de pessoas não pretas perante esses casos.
- 53:17São pautas importantes para a discussão do anti racismo na
- 53:20sociedade. A gente tem uma pensadora, não é
- 53:23uma pensadora norte-americana chamada Angela Davis, que ela
- 53:26nem nós, né? E ela e ela diz, né, numa
- 53:29sociedade racista não basta. Não ser racista?
- 53:34A gente tem que ser antirracista, então a gente vê
- 53:37uma coisa acontecendo e fala, ué, eu não faço desse jeito não,
- 53:41não, não, não, você não pode fazer isso, está errado.
- 53:45E imagino, não, eu acho que eu nem imagino tatiele, sei nem
- 53:49isso. Eu nem imagino se a gente falar,
- 53:51não imagino como que deve ter sido lá atrás.
- 53:53Não, eu não imagino não nem pra imaginar.
- 53:55Mulher preta, verdade, racismo, porque hoje se discute hoje para
- 54:02acho que tem uma pauta diferente, hoje tem 11 questão
- 54:06diferente. A gente tem possibilidade de ter
- 54:09troca, por exemplo, a gente não podcast aqui.
- 54:11As pessoas não comentam no YouTube, elas podem responder.
- 54:15Elas podem se inscrever na no, no, no.
- 54:18No passado não tinha, por exemplo, um jornal, está aqui, a
- 54:20informação é só daqui pra lá, não é isso que acabou, é isso,
- 54:23acabou, a TV é daqui pra lá, aqui não, cara, não estou
- 54:26devolvendo João, eu acho que isso aquilo.
- 54:28Hoje tem essa troca. Eu.
- 54:31Eu queria que vocês pudessem falar, é de maneira aberta, de
- 54:34maneira livre, sobre como que foi para vocês ou alguma
- 54:39experiência, como que vocês lidaram com isso?
- 54:41Como que vocês deram a volta por isso?
- 54:44É isso? Eu não sei quantas situações de
- 54:46racismo meu pai passou. Eu não sei.
- 54:49Mas eu sei que o meu avô foi racista com meu pai, o pai da
- 54:53minha mãe. Isso eu sei, me contou, você vai
- 54:56casar com esse preto, você vai ficar comigo?
- 54:58Minha mãe me contou. Então você imagina o racismo?
- 55:01Nem da família, nem de casa. Então, em uma sociedade que a
- 55:06gente não não basta, a gente não ser apenas é.
- 55:10É não ser racista, né? Como Angela Davis fala não ser
- 55:14antirracista, EEE dizer isso e defender isso, porque isso?
- 55:20É tão antigo isso e ao mesmo tempo acontece.
- 55:23Aconteceu ontem, sabe? Aconteceu agora aconteceu,
- 55:26apareceu ontem na TV. Me conta um pouco da experiência
- 55:30de vocês com relação a isso. EE tem muito jovem também,
- 55:34assistindo e ouvindo. E qual que é o conselho?
- 55:36Qualquer dica? Qual que é o caminho que vocês
- 55:39orientam para eles? É, eu estudei no colégio Pedro
- 55:43segundo, que era um era, era difícil as as crianças terem
- 55:49condição assim, sabe? É desfazer a concurso, né?
- 55:51E tal, aí eu passei muito bem, só que eu era a única pretinha
- 55:55da turma. Eu me lembro que eu usava o
- 55:58cabelo assim você falava 2 trancinhas do da quinta, uma
- 56:01dancinha aqui, outra assim. E um, e eu via as pessoas, vez
- 56:06por outra por e lembrei do que ele contou.
- 56:09Eu lembrei dessa história. Dizia o.
- 56:12Aí diziam. Que que é isso, pessoal?
- 56:16O que que é isso aí? Um dia uma desse assim, isso aí
- 56:19é com você. Eu falei comigo é.
- 56:23O que que é, tiziu tiziu, um passarinho preto?
- 56:26Tiziu nem sabia, está bom? Aí eu, quando soube disso, eu
- 56:30falei com o inspetor, não é da turma.
- 56:32Ele de reuniu. Todo mundo era da turma 41 a.
- 56:35Nunca vou esquecer lá no Pedro, segundo ali no maracangalha, que
- 56:38era em frente colégio militar. Ele reuniu todo mundo falou,
- 56:41olha, vamos parar com isso e tal, não sei o que que é, ou
- 56:43seja, essa questão do racismo é antiga, não é a gente sair.
- 56:47Eu estou falando de de de anos. Se final dos anos 50, né?
- 56:5160, né? Muito bem isso que aconteceu.
- 56:56No LP, é? É?
- 57:01Não é o Leci Brandão, não é 11 LP que eu lancei.
- 57:06Tem uma moça chamada apelido tiziu.
- 57:09Não sei, me deu uma experiência dele do apelido tiziu, entendeu?
- 57:15Aí, certos 2. Segura essa não é da desde desde
- 57:21criança. A primeira lição, viva abolição,
- 57:24sala de aula, apelido tiziu ignorou, não ouviu?
- 57:28Era comida, história, eu mesma falando da, da minha história.
- 57:31E ignorou, ignorou, não ouvi, ouviu?
- 57:35É porque não é? Vai para a rua bonito, só para
- 57:38passear. De repente, ouviu um grito
- 57:41ordenando o Pará não tem mais graça, tem que mudar, dependendo
- 57:45da raça. Vale desconfiar desde criança, a
- 57:48primeira lição viva abolição, sala de aula, apelido tiziu
- 57:54ignorou, não ouviu? E aí por aí?
- 57:57Vai? Quer dizer, é.
- 57:59São coisas e ruins que acontecem na vida da gente, mas que de de
- 58:03repente, né? O tempo faz com que você mude,
- 58:06sabe a cabeça e veja a coisa de uma outra, de uma outra forma,
- 58:10desde o dia que você ouviu o tiziu até essa letra, quanto
- 58:13essa, quanto tempo foi há? Tem mais muitos anos.
- 58:16Tem é porque já era, já já estava Na Na, na, na, na
- 58:20polygram. Estava na política.
- 58:22Não leva Na Na Na. Eu fui da polygram.
- 58:24Foi eu. Eu saí da polygram, tem
- 58:26polygram, ainda é polygram. Daí agora não agora, afinal,
- 58:29universo do universal, né? Imigrantes na polygram.
- 58:32Cara, eu fui uma boa legrand e eu e eu e eu e eu era muito
- 58:35abusada, né? Eu pedi, eu pedi demissão na
- 58:36polygram, eu sabe, eu pedi, eu pedi demissão de tudo quanto foi
- 58:40eu que eu tive na vida e também pedi demissão de gravadora
- 58:43porque não aceitaram meu repertório nesse repertório
- 58:46tinha Zé do caroço, tinha, deixa, deixa, não sei o que,
- 58:49mandaram para casa fazer um outro tipo de som, que nervosa.
- 58:52Aí eu falei, não é assim, não fiz uma cartinha, falei, tchau.
- 58:56Não dá para ficar aí. Eu fiquei 5 anos depois de 5
- 59:00anos. Eu voltei e quando eu voltei,
- 59:01voltei. Já com o Leci Brandão, que se a
- 59:03Fundo de Quintal sei que é Zé do caroço, deixa, deixa muita
- 59:07coisa, então é assim, a minha vida é sempre eu dei respostas,
- 59:11é de forma, sabe? É isso o que é que é o seu ser
- 59:15esperto? Vai o time, forma de é o lance
- 59:17de não utilizar Oo tempo com a saliva, com pessoas que não com
- 59:22os que não vai valer a pena. Entendi então e tem essas
- 59:26formas, né? A gente, graças a gente, tem
- 59:29essa forma de falar, ó, essa parada é isso aqui, ó.
- 59:32E a gente seguindo outro lance, também muito de de Alice.
- 59:36Como ela falou, seguinte erro, você tem que ter objetivo aqui.
- 59:39Neguinho está com aqui, Neguinho está aqui, mas Neguinho, que é
- 59:42isso que você, para que você está fazendo aqui para prestar
- 59:44atenção aqui e responder, você quer responder?
- 59:46Não tenho tempo. Eu falo, não tenho tempo para
- 59:47isso aqui, nada. Eu falo uma outra coisa que eu
- 59:50falo, o ato é um fato sem f. É, sacou?
- 59:56Então a atitude, Brother. O ato é um fato sem f desse
- 1:00:01botar OOF No No ato vira fato. EEE, sempre assim tinha desse
- 1:00:08também ao invés de ficar falando e não sei que há.
- 1:00:11Aqui ó Neguinho, ouve, fala aí, caralho.
- 1:00:15E que houve que fala e Esther, essa é esse.
- 1:00:18O objetivo é esse cara é viver. Esse ser é simples e perceber,
- 1:00:23sabe outra coisa que eu falo é que eu não consigo, que eu falo,
- 1:00:26é o é o lance de você sair para dentro para entrar para fora.
- 1:00:32Como é que é isso, cara? Eu li nada de você sair para
- 1:00:35dentro de você se conhecer, vocês, se perceber, você se
- 1:00:37olhar, você te conhecer, você, se amar e isso e isso vai, vai
- 1:00:42tirando assim, ó, sai medo da que sai, medo daqui, sai, sai,
- 1:00:46sabe, é como uma a outra fase que outro dia eu vi até na
- 1:00:50internet que eu achei incrível, que agora já está até velha, mas
- 1:00:54é a realidade. Tira o seu racismo do caminho
- 1:00:57que eu quero passar com a minha cor, Brother.
- 1:00:58Um sabe sair, entrar para dizer isso, você se perceber, você se
- 1:01:02amar não tem aquele lance de você que que é a cultura faz
- 1:01:05isso com a gente e não, não vale não, porque pô, só tem branco
- 1:01:08ali, não, não, ali é não sei o que não ali não dá pra mim por
- 1:01:11que é que não, não exatamente por que que não?
- 1:01:14Mas algum momento você teve isso?
- 1:01:16Algum sentimento do tipo, putz, eu não vou ali, porque ali é ele
- 1:01:21só tem grande Brody. Eu sou do tipo assim, aí que eu
- 1:01:24quero mesmo. Aí que eu quero mesmo, não é aí
- 1:01:26que eu vou mesmo. Já vou além do do do querer.
- 1:01:29Se eu quero isso, eu quero que eu posso chegar lá até lá e não
- 1:01:32gostar. Mas se eu tenho, se eu quero ver
- 1:01:34se eu quero saber se eu quero ir, eu vou ao meu irmão.
- 1:01:37Sabe que me diz por que que não sabe e eu estou aqui, eu vivo a
- 1:01:42minha vida, eu vivo para eu vivo para viver eu vivo para viver eu
- 1:01:45vivo para viver cara eu sei da mesma forma de Alice eu sei, a
- 1:01:49gente sabe da nossa missão cara, se a gente obs sabe?
- 1:01:52A observa e absorve nossa missão.
- 1:01:56Cara, pô, que divindade Brother me foi confiado essa missão bom,
- 1:02:00então eu vou que vou aqui, meu irmão.
- 1:02:02Não tem essa de de me travar. É eu até um Na Na, no lander
- 1:02:06preta. Preta, gorda, mulher e tudo
- 1:02:12mais. Já teve até violência, é gordo,
- 1:02:14gorda. Pedro cheguei.
- 1:02:15E aí, como é que você lidou com isso?
- 1:02:17Bicho, eu sempre em graças a Deus eu não sei se essa coisa da
- 1:02:21família do mais eu sempre tive muita, muita certeza de mim.
- 1:02:24Eu acho que eu saí para dentro muito, muito, muito cedo, né?
- 1:02:29Não sei se sabe, mas assim eu sempre tive essa essa vontade de
- 1:02:33ser, de fazer e uma coisa que eu sempre tentei tirar sempre
- 1:02:38rápido, meu caminho, medo. Quando eu pintava uma pontinha
- 1:02:41de medo, OPA que é isso? Não, não sabe nessa curva aí,
- 1:02:45não, essa curva aí não eu faço cara EEO.
- 1:02:49Até Neguinho Neguinho tá até mesmo fala até hoje, pô, minha
- 1:02:52mãe é fogo, cara. Quando ela fala uma coisa,
- 1:02:54quando ela quer uma coisa. Mas é isso.
- 1:02:57Brondi, eu não estou fazendo mal pra ninguém.
- 1:02:59Eu não estou dando rasteira em ninguém.
- 1:03:01Eu não estou falando mal, eu só quero ser.
- 1:03:04E esse lance de ser é pra falar, pra pra galera, aí galera, aqui
- 1:03:08ó, tô aqui, aham, eu sou embora legião nessa e por isso que a
- 1:03:12base da família ainda é muito importante, a gente ouve de
- 1:03:15tudo, mas família é muito importante, eu acho que vai ser.
- 1:03:19Imbatível é, é porque ela está. A ação é uma exceção.
- 1:03:23Vocês são excepção. A família esteve por trás,
- 1:03:26apoiou agora tem muita gente na nas comunidades.
- 1:03:29Tem muita gente por aí que tem muito a que entende, que tem
- 1:03:33muito a perder, se botar a cara RAM, pessoas que estão
- 1:03:36oprimidas, elas fazem cara, se eu não tiver no sistema, eu
- 1:03:39perco a minha comida, eu perco a escola do meu filho e então por
- 1:03:44isso que vocês, como um exemplo, vocês têm que mostrar.
- 1:03:46Olha, você não vai perder, vem, eu estou aqui, ó.
- 1:03:49Cara, dá muito a na e inclusive. Na realidade, tia Alice gama
- 1:03:55filho. A gente se cruzou na gama.
- 1:03:57Filho, filho, você estava saindo.
- 1:03:59Eu estava entrando isso me, isso mesmo.
- 1:04:01Você estava saindo útil. Ele, se ele não tinha ele assim
- 1:04:04fez direito. É.
- 1:04:05Comecei a fazer, começou a fazer, não é?
- 1:04:07Mas não. Não terminei começo da ciência
- 1:04:09jurídica, fiz uma cirurgia também, eu fui na psicologia
- 1:04:12também, não sei, mas bem na psicologia também não, mas eu
- 1:04:15mansão que eu também não, mas aí, mas aí acontece a gente
- 1:04:18tanto você está exercendo o seu direito, quando eu estou
- 1:04:21exercendo minha psicologia. Está certo, só que eu acho que
- 1:04:24de uma maneira muito mais, eu acho que mais palpável, mais
- 1:04:27real, mais mais Empire gostei dessa muito, gostei muito dele,
- 1:04:33não, mas é, presta bem atenção, como é que, como é que quando
- 1:04:36você. Sabe, deixa o deixa a parada te
- 1:04:41absorver também. A tia nesse tá está sendo
- 1:04:44direito, cara. Ela disse que eu não sei se de
- 1:04:47repente, se ela tivesse terminado AA faculdade, se ela
- 1:04:51estaria nessa parada, mas de repente, os dias eu falo, seja
- 1:04:57Deus quem for, o que for que eu não sei, cada um tem o seu lado,
- 1:05:00mas tem uma força aí que fala, OPA, faz essa, fazer essa curva
- 1:05:03aqui. Na hora que você não entende,
- 1:05:05caraca, mas o caminho está ali, essa curva.
- 1:05:07Aí depois fala de crer, sabe? É isso que, quando e até esse
- 1:05:13lance da gente se encontrar de novo e tudo o que Charles se
- 1:05:15fala, no que ela fala, sabe, eu me vejo.
- 1:05:19EE, hoje eu estou percebendo mais ainda o quanto eu aprendi
- 1:05:24com a tia Alice. Hoje estou percebendo mais ainda
- 1:05:29do que na época que eu aprendi isso com.
- 1:05:32Porque que ela fala as coisas que fala, caraca.
- 1:05:35E ela fala, sabe, eu falo, caraca, eu me vejo a mim, eu
- 1:05:39vejo tudo. Ele falou, porra, é isso, tem
- 1:05:42uma coisa que é importante a gente colocar aqui que quando
- 1:05:47começou essa né? Hoje hoje todo mundo tem várias,
- 1:05:50várias palavras, várias letra LGBTQ ia mais, não sei que não
- 1:05:53sei que no meu tempo era gay people, né?
- 1:05:56Muito bem. E quando quando começou essa
- 1:06:00história começa, as pessoas começaram a comentar sobre isso,
- 1:06:03sobre esse comportamento do da humano, né?
- 1:06:05Que é muito natural a falando, a coluna do meio é a falando a
- 1:06:11coluna do meio. O que aquele negócio na minha
- 1:06:14cabeça? Palavra meio.
- 1:06:17Não é? É?
- 1:06:20Vocês. Vocês estão é.
- 1:06:24Vocês estão incomodando 16 dúzia. 16 dúzia, vocês estão
- 1:06:30atrapalhando esse meio campo um. Só porque vocês não são desse
- 1:06:36meio termo. E eles estão pretendendo dar a
- 1:06:39meia trava. Mas no meio-dia, no sol ou sob a
- 1:06:43meia lua, ou seja, andam de mãos dadas no meio da rua.
- 1:06:47Só a música está no meu LP de volta.
- 1:06:49Um Leci Brandão na gravadora Copacabana.
- 1:06:53Depois dos 5 anos que eu fiquei, né, que eu pedi demissão em e
- 1:06:5681. Fiquei sem gravar até 85.
- 1:07:00Aí quando eu lancei eu botei essa música aí, chama-se
- 1:07:03assumindo. As palavras meio assumindo que
- 1:07:07eu tenho percebido no bate-papo com vocês, é que.
- 1:07:11É, vocês conseguiram de um jeito.
- 1:07:14Canalizar uma situação dificílima.
- 1:07:18Vocês, vocês canalizam ela em forma de letra em forma de
- 1:07:22música, em forma de coragem. É?
- 1:07:25Eu não tive a minha a minha primeira experiência com o
- 1:07:28racismo foi horrível para mim, horrorosa, tá?
- 1:07:31Eu fiquei com ódio. Essa palavra ódio.
- 1:07:34Só que o meu velho pai. Na sua sabedoria, e hoje eu como
- 1:07:39o pai, eu sei ele, ele acho que ele conseguiu perceber isso, e
- 1:07:42ele soube tirar o ódio com a mão.
- 1:07:45No mesmo dia, eu tinha 15 anos também.
- 1:07:48Eu estava na escola. E eu, como eu, nadava com a
- 1:07:52piscina aberto, era bem Pretinho, cara bem Pretinho
- 1:07:54mesmo. Eu contei uma piada.
- 1:07:56Sempre tive um bom humor. E a sala Rio?
- 1:08:00E aí uma menina falou assim algo?
- 1:08:03Ela ficou irritada com alguma coisa, eu não lembro exatamente
- 1:08:05o que era, mas eu não falei nada contra ela.
- 1:08:08E ela falou assim, tinha que ser preto, pobre, fedido mesmo
- 1:08:12nossa, não vi isso. E aí?
- 1:08:15Eu falei o que? E aí 2 amigas me seguraram.
- 1:08:19Sabe quando segura e quando você ficar mais forte?
- 1:08:22Eu falei, cara, eu vou matar você.
- 1:08:23E eu falava isso pra eu vou matar você, que eu vi o racismo
- 1:08:27ali, o ódio, o nojo. Eu vi ela sentindo nojo de mim.
- 1:08:31E tinha uma cadeira assim na minha frente eu chutei a cadeira
- 1:08:33assim para ela, ela meio é você quis me chutar, eu vou vim aqui
- 1:08:37amanhã com meu namorado. Eu falei cara, vim aqui amanhã
- 1:08:40que eu vou pegar você e seu namorado junto.
- 1:08:41Eu fiquei numa revolta e aí me separado.
- 1:08:44Eu fui para casa, eu cheguei em casa, eu falei, meu pai não pode
- 1:08:47saber, meu pai não pode saber, meu pai não pode saber, meu pai
- 1:08:49não pode saber, meu pai não pode saber, meu pai não pode saber,
- 1:08:52meu pai não pode saber, meu pai era o cara que estava mal com é
- 1:08:55é Martin Luther King, meu pai, meu pai estudava a Malcom ecks
- 1:08:59meu pai estudava o movimento negro, cara, meu pai era o cara
- 1:09:05que. Cria?
- 1:09:07Não posso, não posso. Não posso contar meu pai, eu
- 1:09:08estou sentado na mesa da cozinha, eu, minha mãe e meu
- 1:09:11pai. Silêncio, tudo bem?
- 1:09:14Tom? Cai uma lágrima no prato minha.
- 1:09:17Meu pai olha para a minha mãe. Isaura que que esse moleque fez
- 1:09:21na escola? Eu falei para, não fiz nada, aí
- 1:09:24cai outra pum e foi o que que foi?
- 1:09:28Não foi nada que que foi aí eu contei à fui chamado de preto,
- 1:09:31pobre macaco na escola, ele estava comendo ele solta os
- 1:09:34talheres assim, ó no prato. Isso eu lembro do barulho e sai
- 1:09:37fora, ferrou. Ele vai, sei lá, ele vai
- 1:09:40destruir escola e vai tocar fogo na escola, ferrou.
- 1:09:42Eu não sei como fazer na minha vida, ferrou umas 2 horas depois
- 1:09:45ele volta ele falou Joel, amanhã vai para escola normal e eu não
- 1:09:48falei nada para o que você fez, ele vai para escola normal,
- 1:09:50cheguei no outro dia na escola normal, tudo normal, fique
- 1:09:54calado. Às 6 aulas com vergonha, voltei
- 1:09:58para casa, meu pai chega e fala tudo certo na escola, tudo certo
- 1:10:02na escola tá bom. Senta aqui.
- 1:10:06Você é preto, sou macaco, não sou ok?
- 1:10:10Você é preto, sou pai e macaco. Não sou o pai.
- 1:10:14Beleza, Joel, você é preto, sou pai e mãe e ficou uma meia hora
- 1:10:18fazendo isso. O preto sim, macaco não e fedido
- 1:10:22não e preto sim. Eu.
- 1:10:24Onde ele quer chegar? Aí ele termina assim, então você
- 1:10:27trate de ir pro Campeonato Brasileiro e ganhar.
- 1:10:30Eu falei Rolo racismo ontem? Não estou entendendo que está
- 1:10:33falando. Mandou que você, campeão e
- 1:10:37campeonato que tem a ver, só que eu, eu.
- 1:10:41Eu tinha, sabe, aquele respeito, barra medo?
- 1:10:44Eu falei, eu não falei nada, eu vou falar nada.
- 1:10:46E aí, cara? 22 semanas depois, fui pro
- 1:10:49campeonato. Curitiba.
- 1:10:51Na dei campeão. Ganhei a prova feliz para
- 1:10:56caramba. Ele lá ele fala, vem cá.
- 1:10:59Fala, pai, parabéns, meu filho. Beijo está aquele negócio todo.
- 1:11:02Lembra quando eu te falei aquele negócio da escola?
- 1:11:04Que negócio aquele negócio lá que você do preto, fedido,
- 1:11:08macaco preto tá sorrindo? Me fechei minha cara?
- 1:11:10Eu falei, pô, por que que ele tava falando isso aí?
- 1:11:13Aí ele me disse assim, ó. Me diz assim, ó.
- 1:11:17Caraca, isso é muito bom e dizer assim, uma próxima vez que
- 1:11:21alguém for, assista com você, prove que isso é bom.
- 1:11:26Ali, ele tirou. Então, meu pai, ele foi tão
- 1:11:29sábio a ponto de me ensinar a canalizar isso, entendeu?
- 1:11:33Ele falou, ele quis dizer assim, cara, eu não vou tá aqui sempre,
- 1:11:36vai ter que aprender, se proteger, vai ter que se virar.
- 1:11:37Ferra. Então quando alguém for, assista
- 1:11:39com você, prove que você é bom. Hoje eu tenho 2 filhos e minha
- 1:11:45esposa está grávida de um terceiro.
- 1:11:47Hoje eu entendo que ele pensou de um jeito, é, eu preciso dar
- 1:11:52um, eu preciso dar um princípio para esse menino, eu preciso
- 1:11:55ensinar um fundamento para ele, para ele canalizar o ódio dele.
- 1:11:59Porque eu fiquei com ódio e eu passei mais umas 2 ou 3 vezes em
- 1:12:03situações que eu tive ódio também.
- 1:12:06Mas eu. Eu lembro sempre da história do
- 1:12:08meu pai, então eu estou ouvindo vocês.
- 1:12:09Vocês, de alguma maneira vocês conseguiram canalizar isso.
- 1:12:13Você descontou na música. Você descontou na música.
- 1:12:16Eu descontei na água. Você talvez tenha descontado no
- 1:12:18basquete um eu Eu Acredito que que a gente aqui com esse
- 1:12:23veículo com com com essa, com essa bomba de de audiência que a
- 1:12:27gente pode dizer para as pessoas aprenderem a canalizar em algum
- 1:12:30lugar, né, porque o moleque da, o moleque da favela?
- 1:12:33E tem. Ele sente ódio.
- 1:12:35E ele canaliza também, só que ele.
- 1:12:38Às vezes ele canaliza e muitas das vezes ele canaliza.
- 1:12:41Por um errado, e a refer? E a referência que ele tem ali
- 1:12:44na comunidade. Porque eu nunca fui de
- 1:12:47comunidade, mas eu já trabalhei numa, eu eu fui coordenador do
- 1:12:50instituto Neymar 4 anos e um dia eu acordei.
- 1:12:54Eu falei, peraí, que eu sei de comunidade, nunca, nunca, nunca.
- 1:12:56Vivi na comunidade eu deixo ir na comunidade.
- 1:12:59Eu fui na comunidade. E eu olhei a comunidade.
- 1:13:02Eu falei, cara, como que esses meninos usam?
- 1:13:06O poder diz, qual o critério que eles utilizam para desviar da
- 1:13:09boca de fumo para desviar do do do ali ali, de uma situação que
- 1:13:14e do próprio ódio, da revolta? Revolta, qual o critério?
- 1:13:18Às vezes, é sempre um pai, um professor, um tio, um livro.
- 1:13:24Uma música. Então é eu.
- 1:13:28Eu queria, eu. Eu fiz essa essa introdução,
- 1:13:30esse levantamento, porque eu gostaria de saber de vocês 2 do
- 1:13:34Jorge, já sei que que a base veio da mãe, mas de onde vocês
- 1:13:37tiraram essa capacidade? De de transformar 11 diversidade
- 1:13:41numa situação positiva com quem que vocês aprenderam isso?
- 1:13:47Bom, eu acho que eu. Eu sempre digo que AA grande
- 1:13:51faculdade que eu fiz na minha vida, que eu não acabei, não,
- 1:13:53não fazendo, não é não, não tem diploma, não tem diploma de
- 1:13:55nada, foi de dona leste de Assunção, grandão, minha mãe é
- 1:13:59assim, ela, eu tenho uma filosofia com 6 palavras, né?
- 1:14:03Bom dia, boa tarde. Boa noite.
- 1:14:05Com licença, por favor, e muito obrigada.
- 1:14:07Essas suas palavras conduzem minha vida.
- 1:14:09Está muito bom. Aí é minha avó, fala isso aí,
- 1:14:12entendeu? Então é.
- 1:14:15Se a respeito, né? Uma palavra, a palavra,
- 1:14:17respeito, ela está na minha cabeça, sabe?
- 1:14:212124 horas por dia. Eu respeito todo mundo, toda a
- 1:14:25pessoa sabe, porque eu não quero seja respeitada, você se
- 1:14:30respeita, né? Sabe, então eu não respeito toda
- 1:14:33pessoa e eu estou num lugar que sabe aquela coisa, né?
- 1:14:36De autoridade, de não ser que discernir.
- 1:14:40Lá sou um ser humano. Então, fala com todas as pessoas
- 1:14:44que trabalham lá, principalmente o pessoal de serviços gerais,
- 1:14:46porque minha mãe foi servente de escola durante anos, morei em
- 1:14:49escola pública, 3 escolas públicas no Rio de Janeiro,
- 1:14:52então eu sei o que que é isso. Você morou um morei e fui
- 1:14:55moradora de escola. Você morou na escola, morei na
- 1:14:57escola Equador, em 1000. Isabel, que está lá até hoje,
- 1:14:59morei na escola é escola Arthur Azevedo, na Pavuna.
- 1:15:05Fomos os primeiros moradores lado da da escola escola nova e
- 1:15:08morei por fim, na escola de caraguá, em realengo, lá na
- 1:15:10avenida Santa Cruz. Isso tem isso.
- 1:15:12Tem muito aprendizado na escola do então.
- 1:15:17Você já está num lugar nos bancos escolares que tem todo o
- 1:15:20princípio educacional e junto, entendi junto com a dificuldade,
- 1:15:23ó. Junto com a dificuldade, é ainda
- 1:15:26dentro da escola. Tem uma combinação de coisas aí
- 1:15:28que é porque na a mesma escola que eu estudava era a escola que
- 1:15:31eu limpava, entendeu? Eu estudava, eu estudava na sala
- 1:15:34de aula e de noite eu estava lá com a minha, deixando que que é
- 1:15:38morador, tem muito mais elas pra valer, né?
- 1:15:40Na escola Nicarágua, por exemplo, nós tínhamos 20 salas
- 1:15:42de aula para varrer de manhã e de noite que tinha supletivo,
- 1:15:45saiu o pessoal da noite, a gente ia varrer e.
- 1:15:48Tudo bem, esse supletivo é até tipo 10 da noite, né?
- 1:15:52Você fazia fazer, eu já tinha até roupinha, já tinha uma,
- 1:15:54botava um paninho na cabeça e tal sinal e varria tanto que eu
- 1:15:58conto uma história engraçada que assim, se eu for fazer show em
- 1:16:01algum lugar, mas tiver a poeira lá na, no camarim e tal, eu já
- 1:16:04quero pegar um paninho partido que não tá legal porque eu
- 1:16:08varri, limpei, lavei muito banheiro durante muitos anos,
- 1:16:11fui operada de fábrica também fábrica do realengo, né?
- 1:16:15Então talvez por isso eu, eu, eu, não, não tenho eu todas as
- 1:16:19vezes que eu que eu estou naquele plenário lá e que eu vou
- 1:16:22usar. Tribuna eu sempre penso na minha
- 1:16:24história, quando eu vou falar as minhas coisas, porque assim
- 1:16:28passo chegou assunto de racismo é, sabe, no estado de São Paulo,
- 1:16:32seja o que for, você quer? Eu quero ocupar a tribuna para
- 1:16:34falar. Eu não deixo espaço, eu não
- 1:16:36gosto de deixar passar nada rum, sabe?
- 1:16:38Eu estava falando para os meus amigos hoje, né?
- 1:16:40Tô com a faca no dente. Estou vendo, estou vendo,
- 1:16:43aconteceu um Monte de coisa e não sei o que eu digo.
- 1:16:45Olha, é o seguinte. Aqui tem que ter pelo menos 1/3
- 1:16:49da vergonha que o pessoal lá nos Estados Unidos tem para ir para
- 1:16:52a rua, para, para, para resolver as coisas.
- 1:16:54A gente precisava ter também. A gente não pode ir só para o
- 1:16:57samba. EE só quando é AA briga de
- 1:17:00futebol, não. Nós temos que também ter a
- 1:17:03assumir outras coisas. Por exemplo, eu gosto muito
- 1:17:06quando você se manifesta quando acontece, qualquer problema
- 1:17:09acontece em vários nesse país. E eu vejo alguma manifestação
- 1:17:13sua com a Sandra falou isso aqui.
- 1:17:14Eu digo bom, beleza, essa, essa daqui eu gosto que eu conheço,
- 1:17:17temos, temos que a gente tem que se posicionar, sabe porque?
- 1:17:22Ela tem legitimidade, e isso aí é um transitividade, tem moral
- 1:17:26para falar, entendeu? Pode falar, né?
- 1:17:28Aí não dá, não dá pra ficar quieto porque todo mundo era
- 1:17:30mais na hora do vamos ver, ficar todo mundo, ninguém fala nada,
- 1:17:33que é isso, tem que falar pessoalmente que a gente, as
- 1:17:36pessoas que são conhecidas, sabe que são é aí seguidas na
- 1:17:39internet e tal, vamos falar porque tem várias pessoas que
- 1:17:43ele sabia, mas tem várias pessoas que a gente chega junto,
- 1:17:46pô, vamos fazer a não, mas depois não sei o quê.
- 1:17:50O Brother então, então, então, ele foi depois, depois do que
- 1:17:53depois vai continuar como está? Se ninguém fizer, sabe, a gente
- 1:17:55não fizer nada, aconteceu alguma coisa muito, muito é, deixa eu,
- 1:17:59deixa eu melhorar, me perguntar quando alguma coisa.
- 1:18:02Ruim com a carreira de vocês, ao pelo fato de vocês terem sempre
- 1:18:07posicionamento firme, olha, aconteceu comigo e eu e eu e 80,
- 1:18:11porque AA polygram. Não, não, não quis fazer Oo
- 1:18:14trabalho que tinha que fazer comigo, porque quando eu cheguei
- 1:18:16lá com repertório, meu repertório não foi aceito.
- 1:18:18Há tá muito, muito forte, isso aí muitas coisas, sabe, está
- 1:18:21muito pesado e dá várias coisas. Eu falei, legal.
- 1:18:25No dia seguinte, cheguei com a minha cartinha.
- 1:18:27Demissão, fui. 5 anos depois, é que eu voltei a gravar.
- 1:18:31Pra tu vê até nessa parada, não sei se ele é bom, lance que eu
- 1:18:35com a foi o que foi RCA que eu estava, eu queria gravar outras
- 1:18:39coisas que eu tava um não, que eu não, que eu que renegasse,
- 1:18:42que eu tinha feito um anjo, mas eu queria fazer outras coisas.
- 1:18:44Eu queria falar de outros papos, eu não queria ficar, sabe?
- 1:18:48É legal, só no amorzinho ou papa?
- 1:18:50Mas eu queria falar outras paradas, eu compunha e minhas
- 1:18:53músicas não, não só essa, já eu já eu já ouvi ninguém fazer, aí
- 1:18:57eu só só ia compor uma música do jeito que você faz 1 dia que eu
- 1:19:00tivesse muito dinheiro. Uhu, sabe, aí aconteceu comigo.
- 1:19:06Eu queria fazer outras coisas, não me deu não.
- 1:19:08Repertório esse acho praticamente me apresentava o
- 1:19:12repertório. Eu só ia colocar a voz.
- 1:19:14Era isso aí, não é? Eles queriam fazer, apertar
- 1:19:16você, perguntando, aí chegou uma certa hora a Guto graça Mello,
- 1:19:21um cara incrível, amo Guto graça Mello, muito graça Mello e um
- 1:19:25dos caras que eu fui conversar, eu falei, Brother.
- 1:19:27Eu não aguento mais, eu vou. Eu vou acertar.
- 1:19:30Eu vou acertar com algumas pessoas que eu falei isso.
- 1:19:33As pessoas, pelo amor de Deus, você é louca, você vai para
- 1:19:36onde? Eu até falei, cara, pra onde eu
- 1:19:38vou? Eu não sei, eu sei onde eu não
- 1:19:39quero ficar pra onde eu não quero ficar, vou ficar.
- 1:19:42Olha até hoje, pô, esse até hoje eu sou empresário dela e se eu
- 1:19:47quiser que ela faça alguma gravação com alguém?
- 1:19:51Eu jamais posso usar comercialmente.
- 1:19:54É bom um a pessoa tem não sei quantos milhares de seguidores.
- 1:19:59O engajamento dele está nas alturas e ele te chamou no
- 1:20:02direct frases tudo proibida, proibido.
- 1:20:05Tem que chegar aleatório. Falar.
- 1:20:07Ouvi esse cara aqui. Caraca top isso, pô, top, vamos
- 1:20:12fazer uma bagunça com ele, vamos fechou.
- 1:20:14Só que eu já sei que aquela pessoa, então assim, minha mãe,
- 1:20:18até hoje ela é. 100% Cristalina essa história que a gente sabe
- 1:20:24que tem hoje e está tudo certo, poxa, vamos crescer através de
- 1:20:28Colab, pô, esse cara tem uma audiência top sim, não cola não
- 1:20:32cola por esse meio. Isso esquece, mas eu é de que
- 1:20:35que acaba, parece que dá, se parece que dá certo, mas tá
- 1:20:39errado o Brody se não é uma coisa que você quer é mentira.
- 1:20:43Se você vai cantar uma coisa que você não tá afim de cantar é
- 1:20:46mentira. E essa energia negativa você vai
- 1:20:50mandar uma energia negativa incrível.
- 1:20:52Que vai espirrar em todo o mundo, Brother.
- 1:20:55Por causa do que, por causa de não sei quantos desvios por
- 1:20:57causa de não sei quê por causa, cara, eu acho que sabe a gente a
- 1:21:01gente está aqui. A gente chegou aqui, cara RAM,
- 1:21:03sabe como desse jeito? Sabe, fazendo as coisas, eu,
- 1:21:08Brody, eu faço o que eu estou afim de fazer, cara, não tem
- 1:21:12como é que ele é? É primeiro eu primeiro eu
- 1:21:15primeiro, eu terceiro, eu segundo eu, porque é o seguinte,
- 1:21:18cara, eu tenho que me respeitar, é o que eu falo, a gente tem que
- 1:21:20ter medo, não pode ter medo de nada, inclusive das palavras que
- 1:21:24eu falo, gente, o egoísmo é necessário?
- 1:21:27Sim, sim, sim, porque a outra coisa que eu tenho, tudo É Ou
- 1:21:30Não É em relação a. Boa.
- 1:21:34Entendeu? Então esse lance não, eu tenho
- 1:21:36que, se eu não me amar, se eu não gostar de mim, se eu não me
- 1:21:40achar incrível, eu não sei o que.
- 1:21:42Brody, eu vou. Eu vou fazer o que da minha vida
- 1:21:44se eu não presto para nada? Se eu não sirvo para nada, se eu
- 1:21:46não sou nada, se eu não sou droga nenhuma?
- 1:21:49Não? Então o cara tem que que que
- 1:21:51essa minha? Eu falo, eu dou exemplo sempre
- 1:21:53para as pessoas do do lance do do avião.
- 1:21:57O cara, ela fala em caso de despressurização, um caíram
- 1:22:01máscaras. Ponha primeiro a sua para depois
- 1:22:07auxiliar a quem precisa, porque se você não se não põe colocar
- 1:22:11sua máscara cara, pra onde tu vai ajudar a quem vai fazer o
- 1:22:14quê? Por quem vai fortalecer quem?
- 1:22:16É que é da carona, não tem nem carro, não tem veículo, não quer
- 1:22:20quer salvar as pessoas nem se salvou antes, não.
- 1:22:23Eu só querem usou as pessoas quando as pessoas vêm para mim
- 1:22:25postando, obrigado, eu falo, aí não agradece não.
- 1:22:28O que eu fiz, por puro egoísmo. Sabe que eu, quando a gente faz
- 1:22:33uma coisa, se eu faço uma coisa para o cara ali, eu estou
- 1:22:38fazendo porque estou me sentindo bem, fazendo.
- 1:22:42Eu não estou Oo, cara. É uma consequência do meu, do
- 1:22:46meu, sacou da da, daquela parada?
- 1:22:48Então, até você perceber essas coisas é importante, porque se
- 1:22:52não, a gente vive num mundo de culpa.
- 1:22:54Sabe, de repente você vai ter culpa de você.
- 1:22:58Olha só, aperta atenção, é só o lance da você não pode ter essa
- 1:23:01culpa que atrapalha até o fortalecimento você não pode
- 1:23:04sentir culpa de depende de você está comendo um sanduíche e o
- 1:23:09cara ali tá mexendo na lata de lixo você não, você não tem que
- 1:23:14sentir culpa disso você pode simplesmente armar um jeito, dar
- 1:23:18um rango para o cara ou para dizer alguma coisa, conversar
- 1:23:20com o cara, vem cá, qual é da parada que tem um?
- 1:23:22Tenho até uns lances que ao invés de você dar um ranking,
- 1:23:24fazer alguma coisa. Até o cara está procurando o
- 1:23:27cara é um cara, é um artista que está fazendo.
- 1:23:29Sabe? Quando eu digo artista, é um
- 1:23:30marceneiro legal, é um. É um cara que faz um trabalho
- 1:23:33legal, que você conversando, pô, aí eu vou te arrumar.
- 1:23:35Então, um trampo, vem cá, sabe, tem essas coisas, não é aquela
- 1:23:39que tipo as pessoas estão assim, puxa vida, se eu pudesse eu
- 1:23:42ajudaria. Eu queria tanto ajudar, porra,
- 1:23:45então ajuda, caraca, pô, tá esperando o quê?
- 1:23:47Está lendo, se faz, não sabe nem ajudar não é só chegar lá o da
- 1:23:50grana, isso aquilo, quantas, quantas pessoas cara que você
- 1:23:54cara um Sorriso. Sabe se você é o lance de você,
- 1:23:59se você se blindar, você se blinda.
- 1:24:02É com a tua verdade, com a tua Felicidade, com a tua verdade
- 1:24:05várias vezes e eu e você tem a sua intuição.
- 1:24:09Você sente várias vezes. Esse lance de do carro, eu não
- 1:24:13sei que eu já vi Neguinho assim, aí eu vou lá e abro.
- 1:24:19Que que é e que abre a porta. E aí, qual é a maluco?
- 1:24:22Eu já falei, qual é, maluco aí? Oh, está pegando o dinheiro para
- 1:24:25fazer o que? Olha lá os a cabeça e depois que
- 1:24:28posso contar uma história rápida dela, é genial e parou um cara é
- 1:24:32a gente no Aterro Do Flamengo, veio um cara com a arma, bateu
- 1:24:36no vidro do carro, aí eu, caraca, perdendo não perder que
- 1:24:40perdemos aí ela, calma, cara, ela abaixou o vidro, cara,
- 1:24:43passa, passa, passa lá, passa tudo, ela Brody.
- 1:24:47Cara, o que você está precisando?
- 1:24:49Porque tomar de mim também, cara, eu vou ficar sem nada.
- 1:24:52Tu nem me conhece. Cara, o cara foi acalmando.
- 1:24:56Ela falou que está precisando. Não estou precisando.
- 1:24:58Eu quero dizer que é porque minha vida é para passa, cara,
- 1:25:01dinheiro, olha só o que eu tenho na carteira está aqui.
- 1:25:04Compra uma parada, mas não toma o que é meu po trabalhei, cara.
- 1:25:09Começou a conversar? E o cara foi abaixando a arma.
- 1:25:13Me dá esse dinheiro, então. Pô, aí tu é maior resenha, não
- 1:25:19vai lavar, não se adianta. E também se adianta.
- 1:25:21E também mandou minha mãe embora e a gente foi embora.
- 1:25:24Ela conversou com o cara, com a arma, falando para o cara,
- 1:25:27porque também não tinha roubado, que ela tinha coisa.
- 1:25:29É o os bens dela e que ela ia tentar ajudar.
- 1:25:32Cara, isso foi absurdo, porque o cara veio numa me engano.
- 1:25:35Ele é um cara sangue com a arma batendo num vi ele assim que
- 1:25:38isso, Mano, que isso? Porque isso aí falei, cara, ela
- 1:25:40acalmou um cara, ela deu um dinheiro para o cara, falou não
- 1:25:42vai lá, vai lá vai e guardou, não foi embora.
- 1:25:45Eu achei isso é aquilo e é exatamente ilustra esse papo que
- 1:25:48você tá falando aqui. Então você tem 11.
- 1:25:50Vez, levaram 11. Vez, levaram meu carro Oo gol.
- 1:25:54Tu sabe da história? Também levaram Oo carro de
- 1:25:57primeiro quando o cara já falou entra aqui, não sei o quê.
- 1:25:59Perguntei no baldinho com o carro, estava assim, sai, sai,
- 1:26:02sai do carro daqui. Aí eu falei, pô, cara, eu ia
- 1:26:04fazer por trabalho agora, fazer show, ele possui andar e agora
- 1:26:07não dá mais, agora não dá mais, a gente já tá aqui, tu já viveu,
- 1:26:10aí a gente vai só fazer um serviço aí, mas pode crer, a
- 1:26:12gente vai fazer um serviço, vai trabalhar e vai te devolver o
- 1:26:15carro. Brody, deram geral no carro.
- 1:26:19Para devolver, deram geral no carro o carro todo, la vadinho,
- 1:26:23inclusive em cheiro de silicone, que eu não gosto, ficou
- 1:26:25escorregando para caralho. Deram deixar o carro.
- 1:26:29É verdade deixar o carro lá? No caminho Itaoca e isso perto
- 1:26:33da da de uma delegacia ali pela delegada, deixaram com os vidros
- 1:26:36abertos e como meus documentos ficaram dentro do carro, eles
- 1:26:39abriram uma cadeira de pouco. Nunca vou esquecer caderneta de
- 1:26:41poupança, letra, alma zuzinha. Eles deixaram aberto onde tinha
- 1:26:47o meu nome, do meu telefone, tinha o teu tudo meu.
- 1:26:50Aí o pessoal da polícia viu aquele carro com as portas
- 1:26:53abertas, foi ver o meu carro, foi ver no banco do carro,
- 1:26:55estava muito um, tudo os meus dia, dados ligaram para minha
- 1:26:58casa, foi tio Paulo e o Paulo. Foi lá a queda da polícia
- 1:27:01também. Meu tio foi lá buscar o carro
- 1:27:03cara e deram geral no carro, deixaram o carro todo, sabe tudo
- 1:27:07incrível. Quer dizer, é são e de repente a
- 1:27:10gente tem mais tempo. Sacudi de de se levar mesmo de
- 1:27:15conversar com esse povo. Quando eu digo tempo para ter
- 1:27:17esse como que está agora, sabe se a gente, Orlando das
- 1:27:20comunidades que a gente pode dar, a gente pode dar mentore a
- 1:27:24pra pra pra galera? A gente pode conversar, a gente
- 1:27:27pode mostrar e falar, olha, é só não ter medo também, cara, igual
- 1:27:31o bicho não é assim. Se você demonstrar medo ele
- 1:27:34porra, sabe, acaba avançando. Então se você tem medo do
- 1:27:37pessoal que está na comunidade, o que os caras da comunidade
- 1:27:39falar, pô, qual é a pessoa que eu sou, bicho?
- 1:27:41Qual é? Não fera, cara.
- 1:27:44Sabe, mas faz assim agora se você conversa é cara, não é.
- 1:27:48É só você tratar, é só você ser de verdade, tratar bem as
- 1:27:52pessoas, porque outra coisa as pessoas falam, porra, tu tá
- 1:27:55falando com o fulano por fulano está falando mal de você pra
- 1:27:58caramba, pô, ninguém fez isso, ninguém fez isso e você ainda tá
- 1:28:01tá bem, eu falo Brody, problema de fulano, que a consciência
- 1:28:04dele, cara. Se ele está perto de mim, uma
- 1:28:07coisa de fora, outra. Aí é ele com a coisa, ele vai
- 1:28:10ter que dar conta para a consciência dele.
- 1:28:12Eu tô relex feliz, satisfeita e está tudo certo.
- 1:28:15O que ele demonstra para mim aqui tá tudo certo agora, assim
- 1:28:18de por trás, a outra coisa, Brother aí é um problema dele
- 1:28:21com ele, não me eu falo, me me me me inclua fora dessa sopa
- 1:28:27dela, ela me inclua fora dessa, vocês levam a vida de um jeito
- 1:28:32muito. Vocês têm muita sabedoria, né?
- 1:28:34Muita sabedoria, né? Dá pra ver isso.
- 1:28:36Jordão também carrega essa sabedoria todas as vezes que eu
- 1:28:39conversei com você, né? Sempre muito educado, sempre
- 1:28:41olhando e procurando olhar num 11.
- 1:28:45Visão mais ampla, não é? Jorge, sempre entendendo várias
- 1:28:47perspectivas, o rei do rock Ray Charles, em uma entrevista em
- 1:28:521994 para Bob costas, na NBC, fez uma dura crítica a Elvis
- 1:28:57Presley dizer que Elvis era tão grande e tão notável como ele,
- 1:29:01se fosse o rei, o rei de quê? Diz Charles.
- 1:29:04Com isso, muitos artistas que são muito melhores cantores,
- 1:29:07como net King cole, que foi agredido pelo público branco.
- 1:29:11Vou tocar rock enquanto Elvis recebia elogios generalizados.
- 1:29:15Ele estava fazendo o nosso tipo de música, então por que diabos
- 1:29:18eu deveria ficar tão animada? Não há dúvida de que é alvo e se
- 1:29:21beneficiou tremendamente. Mathers.
- 1:29:24Realmente ao tocar música associada afro americanos, diz o
- 1:29:27autor de reis e rock and Elvis. Mesmo em conversa com pessoas
- 1:29:31que entende a complexidade dessa associação, os artistas negros,
- 1:29:35que originalmente cantaram as músicas de Presley raramente são
- 1:29:38citados. Thorton amplamente reconhecida
- 1:29:41como a vocal de Hunt dog, fez a música um sucesso apenas para
- 1:29:45ser jogada nas sombras, pelo cover de Elvis.
- 1:29:48Eu quero agora, agora eu quero saber uma coisa também.
- 1:29:52Em algum momento vocês já perceberam?
- 1:29:55Que é o preto, ele não foi valorizado por coisas e por
- 1:30:00feitos que eles fizeram, por exemplo, tem uma passagem.
- 1:30:03É que o Ray Charles fala, poxa. Elvis Presley, o rei do rock, é
- 1:30:08rei do rei do quê? Se o rock eu conheço muito os
- 1:30:13outros caras, urn não é Chuck, não é porque tocavam os pretão
- 1:30:18lá que e os caras são muito melhores, mas tem na história
- 1:30:23muitos, é muitos acontecimentos e muitos fatos de coisas que
- 1:30:27foram feitas ou até que que te receber a contribuição dos
- 1:30:32negros. Mas eles não receberam os os
- 1:30:35louros, vamos dizer assim, o reconhecimento.
- 1:30:38Isso acontece. Isso já aconteceu.
- 1:30:40Como é que vocês lidaram com isso?
- 1:30:41Bom. Como é que vocês lidaram com
- 1:30:43isso? Eu acho que é o tempo.
- 1:30:44Eu já até sei mais ou menos, nem sei como, mas vocês já
- 1:30:47presenciaram isso No No, no, no trabalho de vocês, coisas que
- 1:30:52não receberam? A dê o devido reconhecimento.
- 1:30:56Para a cultura preta, para, para, para, para, para o valor
- 1:30:59dessa, dessa, dessa negritude, cara, vai lá de não.
- 1:31:04Porque assim é eu, eu Oo. Qual foi o meu problema?
- 1:31:08É esses 5 anos que eu te falei que eu fiquei sem gravada e tal.
- 1:31:12Depois eu voltei, graças a gravadora Copacabana, que me deu
- 1:31:16a chance. Aí trouxe Alceu Maia foi quem
- 1:31:20recuperou seu Maia, é o seu pegou olha vamos vamos, vamos
- 1:31:23para dentro, tudo bem, mas eu percebi assim que.
- 1:31:27É, tem uma coisa de determinados artistas, eu não tenho inveja de
- 1:31:32ninguém, sabe? Eu acho que.
- 1:31:34Deus dá o louro para quem ele acha que tem que dar e tudo bem
- 1:31:38que a pessoa seja feliz, que tenha graças a Deus e eu quero
- 1:31:41ter saúde. Eu quero ter saúde, continuar na
- 1:31:44a minha. A minha trajetória é.
- 1:31:47Dependendo do compositor, dependendo do artista, você às
- 1:31:51vezes faz letras que tem um sentido assim, seríssimo.
- 1:31:57Você toca, sabe? Não as faltas que que é
- 1:32:00complicado o negócio. Mas ninguém fala nada, hã, hã?
- 1:32:05Aí foi uma figura, sabe? Dependendo da carinha e tal, do
- 1:32:08jeito filho de quem e tal, né? Aí nego faz página inteira de
- 1:32:12jornal, justamente isso. Caramba, eu já fiz isso aqui, já
- 1:32:15falei sobre isso, mas Sério ainda, mas ninguém falou nada.
- 1:32:18Hoje a ser a questão da da cor da minha pele estava de um jeito
- 1:32:21de ser e aí eu não é que atrasa, a gente é que querem omitir.
- 1:32:27Sabe, escondem você aí. Eu não acho legal.
- 1:32:29Eu acho que que isso aí é muito, muito complicado, porque é, é
- 1:32:34porque aqui no Brasil aqui tem um negócio de moda, sabe?
- 1:32:37Por exemplo, de repente todo mundo agora falar da favela, a
- 1:32:41favela agora é tudo. É nego falando filme é dom.
- 1:32:45Sei que é documentários do mundo.
- 1:32:47Vai na fala, pô, cara favela, sempre sempre existiu, gente
- 1:32:51sempre, sempre, sempre eu. Então já cantei em favela, já
- 1:32:53cantei na cadeia, já cantei um Monte de lugar, hã, hã e nunca
- 1:32:57ninguém fala. Ninguém falou nada, pô, para a
- 1:32:59porta, para ele numa linha, não é?
- 1:33:01Falou não. Não esconde a gente.
- 1:33:03Mas o que que acontece? O tempo passa e tem um Monte de
- 1:33:07jovem, entendeu? O preto e preta que está fazendo
- 1:33:10o TCC e está fazendo isso fazendo aquilo, dá.
- 1:33:14Liga para a gente. Para a gente, para.
- 1:33:18Esse parabéns. A Senhora fez isso aqui.
- 1:33:20Eu falei, pô, outro dia? Foi um lugar, o rapaz.
- 1:33:25D é declamou 11, letra chamada é apenas um bloco de sujo.
- 1:33:32Eu fujo, lembrava mais dessa música, não é?
- 1:33:35Aí falou não, Senhora. Já já, já, já são, já tinha
- 1:33:38falado negócio, bloco de sujo de escola de samba, diferença e
- 1:33:40tal. E o cara eu fiquei assim,
- 1:33:43olhando para aquela dentro, rapaz, um jovem, eu falei que
- 1:33:45você sabia isso? Não, eu tenho eu, eu.
- 1:33:47Eu pesquiso o assunto, eu pesquiso as suas letras, falei
- 1:33:50legal, eu fico toda feliz, sabe? Eu fico super honrada de saber
- 1:33:55que tem uma moçada que está recuperando os negócios e vai
- 1:33:57recuperar, mas é o lance aí, meu dut, a verdade, eu falo a
- 1:34:01verdade, a verdade fica, sabe a verdade, perdura, a verdade é só
- 1:34:05é a verdade, é a verdade está ali e quando é de verdade cara é
- 1:34:10não ande e já teve é fase da minha vida eu falar cara, eu não
- 1:34:13vou falar mais. Porcaria nenhuma, pô, não vai
- 1:34:15adiantar, eu falo, eu falo, ninguém por ninguém, está aí
- 1:34:18ninguém. Eu falo as coisas tão Sério,
- 1:34:19ninguém prefere ouvir, não sei o que lá, não sei que lá por não
- 1:34:22sei o que. Lógico que isso dura 3 minutos.
- 1:34:28A gente está indo, não é? Mas é, mas dá mais.
- 1:34:31Mas a verdade vale, olha, sabe? Agora a garotada, depois de
- 1:34:35quase 50 anos, eu não sei quanto tempo a garotada está
- 1:34:38descobrindo te Alice. Se atualize para com a garotada
- 1:34:41do do rap do rap. Sabe do hip hop, pá pá?
- 1:34:45Tá ali, cara. Porque e aí isso também da da da
- 1:34:4811. Esperança legal pra gente, né,
- 1:34:50tia lisa? É uma moda extremamente
- 1:34:52favorável, né? O que tá na moda hoje, você
- 1:34:55saber da história das coisas? Sim, né.
- 1:34:57É assim você ser cult, o que eu acho incrível, não estou zoando,
- 1:35:01não é, mas você hoje ser culto e você ter história tá na moda,
- 1:35:05então isso vai favorecer para que os jovens conheçam te LC.
- 1:35:10Conheço a minha mãe, conheço a história.
- 1:35:11Hoje mudou muito. Estou muito artista de agora,
- 1:35:16estourando. Agora falando assim, não, cara,
- 1:35:18pô, tua mãe é braba assim. Isso, isso.
- 1:35:20Isso é brabo, essa turma diária. Música Letícia fala que não, que
- 1:35:23o que você tá falando falando é bravo?
- 1:35:28A minha, minha sobrinha dela, ela vai para tudo quanto é coisa
- 1:35:32e tal. Revista doente estava na
- 1:35:34Cinelândia. Ninguém para ela não, não estou
- 1:35:35na Cinelândia, que tá legal, tá? Não sei o que eu estava lá com,
- 1:35:38né? É comemorando as coisas, dia de
- 1:35:41triste, mas o negócio do da, da, da, da, dessa descoberta eu fico
- 1:35:46às vezes assim e tal. E tem mais é aquela coisa, dona
- 1:35:49Nice, eu digo não, tudo bem, já não é dona desse sua benção?
- 1:35:52Não sei que sim, com certeza acho uma coisa que no começo
- 1:35:56estranhei um pouco. No começo, estranhei um pouco de
- 1:35:58forma dona e isso no dia a dia, mas depois eu sentir que o
- 1:36:05respeito, né? O respeito e o respeito, cara,
- 1:36:08eu acho que o respeito é o fiozinho.
- 1:36:11Quando estou de tudo um, eu acho que o dia que as pessoas.
- 1:36:15É, é, é sentirem, é a não sabe dentro de si as pessoas
- 1:36:20perceberem o que é o respeito. Tudo vai se transformar, nem a
- 1:36:26mudar. Não.
- 1:36:27Tudo vai se transformar. Porque se você respeita cara, se
- 1:36:30você não sabe se você respeita, é já já Oo ódio já.
- 1:36:35Sai o medo já já vai para escanteio, já vai ficar tudo
- 1:36:39mais ou menos assim, se você respeito você respeita, respeita
- 1:36:43as pessoas, as pessoas podem pensar o que elas quiserem, eu
- 1:36:46te respeito, porra. Pelo amor de Deus, né?
- 1:36:48Sabe, você pensa assim, pô, é, é por isso que eu digo, olha, tu
- 1:36:52pensa assim, eu não penso não, mas aí a gente começa a
- 1:36:54conversar e acaba se descobrindo várias coisas sobre aquele tema.
- 1:36:58Não que eu passe AAAAAA tia mesma opinião pode até dizer
- 1:37:03acontecer, mas posso também até não ter a mesma opinião.
- 1:37:06Mas entender uma série de motivos, uma série de coisas que
- 1:37:09faz o cara pensar aquilo, coisas externas, sabe?
- 1:37:12A gente eu acho que o respeito vai levar, leva a um
- 1:37:15entendimento, a compreensão. Tudo isso é respeito.
- 1:37:18EEE, educação, cara, eu acho que está ligado aí também na
- 1:37:22educação, certeza a cultura eu acho que tudo que a gente
- 1:37:26precisa a gente vive desde algum tempo, bem, bastante tempo
- 1:37:31atrás. A indústria da anticultura.
- 1:37:34Eu acho a indústria da anticultura, cujo objetivo é um
- 1:37:38emburrecimento do povo, aquele famoso personagem do lado de Jô
- 1:37:43Soares no pensasse não me estragou o negócio.
- 1:37:49Sabe, eu acho que a gente tem que perceber isso e não
- 1:37:53esbravejar e não sei o quê. Mas e nesse fio condutor e pela
- 1:37:57arte, vai transformar tudo cara. Eu respeito, sabe a educação,
- 1:38:01porque assim, inclusive se a gente esbravejar, fará muita
- 1:38:03gente, chama muita atenção, fica todo mundo.
- 1:38:05OPA, qual é, não sei que e se você for fazendo seu legalzinho,
- 1:38:09quando o Neguinho veja a tarde ulica eu faço acesso hoje dessa
- 1:38:13da agora não tem mais, só ATV aliviou ob tal mas.
- 1:38:18Essas TVs por assinatura, você tendo uma série de
- 1:38:22documentários. Isso está ajudando muito.
- 1:38:26Eu via perto da minha mãe a 5. Vou falar 8 anos atrás, as
- 1:38:32pessoas a cantores despontando e não dando valor.
- 1:38:36Passava perto. Achar, achava que era maior, mas
- 1:38:41hoje, com a entrada dos documentários mais fáceis para
- 1:38:44todo mundo, a internet tem muita coisa na internet.
- 1:38:47Tem de tudo, mas esses documentários é biografias que
- 1:38:51estão chegando na internet. Estão fazendo com que os jovens
- 1:38:54possam entender a verdadeira força de vocês.
- 1:38:57As pessoas achavam que era da Anitta para a frente.
- 1:39:02E hoje as pessoas estão vendo assim há.
- 1:39:06Quer dizer então que a tia Alice lá trás?
- 1:39:10Ela fez o drywall é. Passou a massa que aí hoje a
- 1:39:15gente pode vim com acabamento. Quer dizer então que foi a
- 1:39:18Sandra que passou os filhos para hoje, eu colocar esse pendente
- 1:39:22bonito? As pessoas estavam achando que
- 1:39:23era só a partir de agora, então eu tenho visto amigos meus até
- 1:39:27hoje, dando muito mais respeito não, porque a partir de agora
- 1:39:31começaram a ser respeitosos, não, mas porque a partir de
- 1:39:33agora, com acesso a documentários e biografias,
- 1:39:36entenderam, fala, caraca, então é lá de trás.
- 1:39:39O Brother foi a tua mãe que abriu hoje para, talvez, IZA,
- 1:39:43Ludmilla, as pretas, virem com, sou virem com o groove, é cara
- 1:39:47lá atrás. Bom, então hoje tem as mulheres
- 1:39:50no samba, foi a tia Alice lá atrás, que levantou uma
- 1:39:53Bandeira, disse. Não para muita coisa e sim para
- 1:39:55outras. Então eu acho que isso tem sido
- 1:39:56muito legal também. O termo disruptivo já estava
- 1:39:59acontecendo lá. Nossa, eu vou fazer uma coisa
- 1:40:03super inovadora e disruptiva. Não dá uma olhada, não é na
- 1:40:06história da faz um zoom out e olha um pouco para trás, afasta
- 1:40:10um pouco, você vai falar, OPA, espera aí.
- 1:40:12Olha o que a turma fazia, não é? Então, o que você chama hoje de
- 1:40:16viral? Lá também era viral, é, não é,
- 1:40:20não é isso hoje, Oo tantos de plays que você dá, por exemplo,
- 1:40:24no Spotify, é o quanto de play que dava na rádio é, é, é, é,
- 1:40:28tocava na rádio é show, se na e vocês eram numa época de
- 1:40:32festival, né, pô, festival que era um ali era ali é um celeiro
- 1:40:36de talentos, não é pô, a maioria, né, né?
- 1:40:39Deles é a maioria da galera que está aí, que hoje que as pessoas
- 1:40:42como ticket? Estamos descobrindo, sou
- 1:40:44Neguinho do festival já eu. Já festival festival é um
- 1:40:47festival de ja vão de já. O Jair também não é Jair
- 1:40:51Rodrigues. É festival, né, Jair, da do
- 1:40:52Jair. Mas ele já já é, já, já foi de
- 1:40:54recordações, já foi antes bem antes, é porque ele já estava
- 1:40:57antes, né? Estava antes, né?
- 1:40:58Já tinham que simular o cebolão também, não, não, mas não nós,
- 1:41:01nós, nós temos po e fones vão identificar o Nice, Gonzaguinha,
- 1:41:06Gonzaguinha, Oo, Alceu Valença, seu Valença, entendeu Belchior,
- 1:41:10foi difícil que viveu, não é exatamente, ó sabe, estudo foi.
- 1:41:13Tudo. Festival Brands, eu vi a eu vi
- 1:41:16os que tipo assim não é? Então tinha uma turma assistindo
- 1:41:18a pessoa subir no palco como aqui e mandava uma eu não quero
- 1:41:22de tinha um Monte de dentro de qualquer festival.
- 1:41:24Jogou violão e uma cara de gente, ai é foi Sérgio Ricardo,
- 1:41:27Sérgio Ricardo, vício teve um Percival maracanãzinho, eu não
- 1:41:31sei quantas 1000 pessoas o cara quebrou, o violão, se acha um
- 1:41:35cara, um bom isso, jogou em sempre for, ficou cara falando
- 1:41:38os lances legal da Terra, ele dizer que ela há porra que
- 1:41:43quebrou. Que eu não jogou nada, não
- 1:41:46agora, e era uma coisa que sei, cara, eram coisas incríveis, né?
- 1:41:48Eu te dando festival, olha, porque as pessoas é, falavam as
- 1:41:52pessoas. Eu acho que tem.
- 1:41:53É muita verdade, né? Exatamente muita verdade.
- 1:41:56Por isso que você vê até hoje, Neguinho canta as músicas dos
- 1:41:59caras aí, como O Tigre falou também, as pessoas vão
- 1:42:02descobrindo hoje as músicas que os caras fizeram lá e em 6070,
- 1:42:06sacou. Descobrindo as coisas tem é, e
- 1:42:10eu acho que ela sabe do que está falando.
- 1:42:12Até o negócio de estigmas, não sei o que ela não se dá.
- 1:42:14Da cor é incrível como as pessoas, não.
- 1:42:18Não que até acho legal, mas como as pessoas me chamam muito de
- 1:42:23sambista. Eu gosto muito daquele seu
- 1:42:26samba. Aí eu falo com alguém, joga fora
- 1:42:29no lixo há. É, sabe, Bahia EE.
- 1:42:36Aí eu fico pensando, eu falo, cara, e é verdade das pessoas e
- 1:42:39pessoas amarradona NS, mas é aquela confusão do lance da
- 1:42:43informação, né, cara da informação, da educação, de, de
- 1:42:49o lance de saber. Não que eu não sei é o lance
- 1:42:51dizer que eu sou sambista também.
- 1:42:53Eu sou geral, Brother, é você tem, é você usar todas as
- 1:42:56referências, né? Eu sou, sou geral, quando eu
- 1:42:58mesma forma, tia Alice também cara, até que Neguinho tá
- 1:43:01descobrindo o cara negro está descobrindo agora.
- 1:43:04Sabe dessa espada e a gente sempre foi muito assim, não é?
- 1:43:08Quer dizer que é a é? Não só, digamos assim, é a de
- 1:43:12amizade. Eu, Cazuza, tia Alice.
- 1:43:16A zica, nós éramos nós, justo é. Nós éramos amigos de sair de
- 1:43:20onde está, aonde está? Ajuda de conhecer, de pagar,
- 1:43:22entendeu? Então sempre teve muita essa
- 1:43:25parada, então, de um tempo que né?
- 1:43:27Como eu falei, essa indústria de de cultura é ele.
- 1:43:30Ele, ele fez uma, acho que ele criou uma certa ruptura, porque
- 1:43:34aí Oo samba diz que o pagode é não sei o que lá o samba aí tem
- 1:43:39o samba raiz, samba, pagode e samba emprestados e que você
- 1:43:41quer lá, aí tem um funk favela, o funk da periferia, o funk do
- 1:43:44MC, quê para, cara, pô, Brody, calma aí, Brother.
- 1:43:47Por isso que eu digo a música preta Brasileira, sabe?
- 1:43:50É é maracatu, é tambor de Criolo, sabe?
- 1:43:53Sabe? Tambor de crioula é tudo, é é
- 1:43:56tudo música, sabe? Tanto faz, é, é o é.
- 1:43:59É pena. Branca chave a gente sabe sim,
- 1:44:02porra cara, os caras assim, sabe que que Oo sertanejo sabe de
- 1:44:08daqueles caras da da violinha, sabe, tem influência em tudo é,
- 1:44:12sabe tudo eu acho que tudo isso então EOO eu acho que esse
- 1:44:15negócio de começar a separar muito, de começar quando?
- 1:44:18Botar parece que fica confrontando aí.
- 1:44:21Parece o que parece que a gente que está com esse, com esse
- 1:44:23preconceito, não é? Parece que ele não é, muito pelo
- 1:44:26contrário. A gente eu até falo cara, esse
- 1:44:29inclusive esse negócio de junto e misturado já foi, agora é
- 1:44:32Unido e liquidificado, né? Não é cara, mas ela tem, ela tem
- 1:44:38o tem que sair um livro somente só das frases que pensa bem, eu
- 1:44:43acho que junto misturado, agora tá junto, tá me você pode chegar
- 1:44:46aí, OPA, OPA agora Nick uniu e liquidificou Brother, não, não
- 1:44:49tem matéria. É, é muito bom, ó pegando um
- 1:44:55pouco do que vocês tão falando de de cultura preta.
- 1:44:57Olha só uma frase que a gente selecionou aqui do Gilberto Gil,
- 1:45:00queria que vocês comentassem e disse assim, ó.
- 1:45:02É, se eu não fosse negro, não faço a menor ideia de que
- 1:45:06artista eu seria ser negro, culturalmente, negro, me dá uma
- 1:45:09relação com a música, com o ritmo, com o mundo religioso.
- 1:45:13Contudo, que eu não teria não sendo negro, seria outro outra
- 1:45:18pessoa. Gilberto Gil.
- 1:45:22É? Conta para a gente.
- 1:45:26O fato de da gente da cultura preta, da da, do fato de vocês,
- 1:45:30da gente é mais assim, obviamente, entrevistando vocês
- 1:45:34serem pretos, eu até uma dificuldade, não sei se é negro,
- 1:45:37é preto. Para de olha, eu estou eu, eu
- 1:45:40moro, falo negro, ouro, preto, agora eu falo negro, Ouro Preto
- 1:45:43por por sinal eu falo aí que aqui está escrito né?
- 1:45:46Aí às vezes pinta uma, umas bandas, fala, caraca que criou,
- 1:45:51lembra, braba? Pode e eu estou até mesmo um
- 1:45:54lance de de repente eu vou lançar já já daqui de repente,
- 1:45:56ano que vem uma coisa assim, uma até 111, etiqueta, uma gripe é
- 1:46:00uma nossa, deu as roupas, é o nome vai ser criou leba é criou
- 1:46:03leba, é bom né é pra pra, pra pra negar da minha gente sabe
- 1:46:07essas coisa toda cara é agora a é é é o lance da gente pensar
- 1:46:11também. Nisso, como se a gente pensa o
- 1:46:14nosso como Gilberto Gil não pensou assim?
- 1:46:16Já fala, pô, qual é a Brother. Quer dizer que é?
- 1:46:19Tá se achando, mas não, ele vai chamar de racismo inverso, é,
- 1:46:23tem uns doideira que não sei que, mas não é assumir porque só
- 1:46:27é legal você se você. Se ele fala assim, pô, eu sou
- 1:46:30preto, é não sei o que é lado, pô, legal, o cara assume os
- 1:46:34defeitos de que agora, se você fala, pô, eu sou, sou legal, pô
- 1:46:38arrogante, arranjo, sei que então Brody na boa.
- 1:46:42Vamos ser marrento, um, sabe, vamos ser mais, vamos ser de
- 1:46:45verdade. Eu falo também, ó, se liga uma
- 1:46:48coisa, eu não sou contra ninguém, eu sou a meu favor, só
- 1:46:51isso é e é, mas isso, isso eu já falei dentro da assembleia
- 1:46:55legislativa. Olha, se vocês as pautas suas é
- 1:46:58tudo obrigado com com negócio de racismo.
- 1:47:01Se aquele negócio de racismo não, eu defendo o meu povo,
- 1:47:04nunca falo quanto a ninguém, não vem para falar quando chegam
- 1:47:07vocês ou não, eu defendo quando eu sou contra, só favor eu só
- 1:47:10faço, entendeu só só a favor do povo.
- 1:47:12Eu defendo a minha, eu que na hora de de dessa curta racista
- 1:47:16eu sou chata, eu chego a ser, inclusive, às vezes é bem
- 1:47:20contundente, sabe? Porque me dá uma coisa quando.
- 1:47:24A essas essa semana mesmo eu fiquei bem, bem nervosa, sabe?
- 1:47:28Porque como eu não posso admitir que uma pessoa branca sabe,
- 1:47:31chegue para um homem preto e está deitado nos a eu fiquei,
- 1:47:35né? Estou nervosa com isso sim, isso
- 1:47:37é, entendeu? É complicado, mas isso parece
- 1:47:40ser tomadas. É uma coisa tão antiga,
- 1:47:42exatamente como é que isso ainda acontece, cara?
- 1:47:43Acontece pior que acontece é que chama, acontece, entendeu?
- 1:47:47Cara de você é de é de o é tipo assim, um cara, 111 Negão,
- 1:47:51atrasado. De repente surge alguma
- 1:47:54confusão, ele. Pensa em correr de repente para
- 1:47:58pegar ônibus, alguma coisa mais por mais, aí não.
- 1:47:59Mas se ocorrer, pô, Brother, aí inclusive aí ele não corre,
- 1:48:03perde ônibus e é demitido do trabalho, entendeu?
- 1:48:06Que detém o que é tipo assim, isso é que eu faço e aí?
- 1:48:10Então eu acho que a parada é essa, cara.
- 1:48:12A gente está cada vez mais junto, mais, mais Unido,
- 1:48:15liquidificado e não ter medo, prestar atenção e a gente tem
- 1:48:19que se confiar mais ou não ou no outro, mas para a gente confiar
- 1:48:22também mais um um no outro, a gente tem que inspirar mais
- 1:48:26confiança. Nossa coisa boa, isso.
- 1:48:29Eu quero inclusive aproveitar aqui esse momento aqui.
- 1:48:32Esse lugar não é? É que tem uma coisa sua que eu
- 1:48:37gosto demais e que eu não não tive oportunidade de
- 1:48:40parabenizar. Eu vou te parabenizar agora.
- 1:48:43Aquele samba da Elza Soares, da Mocidade independente que aquilo
- 1:48:46é amiga. Nossa Senhora, ó meu Deus do
- 1:48:48céu, muito bom. Se ele sim foi uma coisa tubo
- 1:48:51muito, foi a coisa muito legal que chamava.
- 1:48:53Foi feito lá em casa. Nossa ele começou aqui, não há
- 1:48:56não. A gente quer que você venha para
- 1:48:57o samba, não sei o que eu falei, Mano Ricardo que a gente aceito
- 1:49:00com uma condição de eu participar realmente da parada
- 1:49:04do samba, isso aí muito legal, muito legal, vamos fazer efeito,
- 1:49:07amor aqui não e com muito aqui no começo, inclusive o samba
- 1:49:10estava mais mais levezinho, mais mimimi.
- 1:49:14Aí eu falei, gente, para tudo um, vem cá, sobe alto do Josué.
- 1:49:18Elza Soares é socam na boca do estômago.
- 1:49:21Aí não tem, ô bebê, dinha ou gracinha?
- 1:49:24Não, não de Elza Soares. Aí Bora meter essa parada na
- 1:49:28veia? Bruno, hã.
- 1:49:29Aí quando eu falei, Brother, quando eu era pequena, pequena,
- 1:49:33a gente era proibido falar o nome de Elza Soares criança era
- 1:49:36como estivesse falando palavrão, né?
- 1:49:38Não era com as mães do Brasil, ficaram todos nervosa por causa
- 1:49:42do da da da la e não sei quê, prejudicou dona Nair.
- 1:49:45Quem que não é o seu lugar nenhum?
- 1:49:47Acabar com a família acabou exatamente só eu me lembro bem e
- 1:49:50falar o nome cara que e ninguém pensa nem imagina o que ela
- 1:49:54segurou a onda, segurou, segurou, só não vou tudo e
- 1:49:57segurou até o 100. E seguro, agora você tem um
- 1:50:02incêndio, chegou firme até o fim.
- 1:50:04Oba, gente. Foi assim e foi a primeira vez
- 1:50:07que eu fiz um lance de um de um. Ainda assim, e foi muito legal.
- 1:50:10Tia Alice também, muito bom e até hoje eu falo isso, eu sou
- 1:50:13apaixonada por esses parceiros. Porque aí que se fala em cultura
- 1:50:18como são cultos, cara, e não é só culto, né?
- 1:50:22Aquele assunto daquele samba, não.
- 1:50:24De qualquer parada que você falar, eles vão estar junto e se
- 1:50:28não souber, eles vão pesquisar e vão manhã de falar, ó, aquele
- 1:50:31lance assim, assim é isso, sacou que gente e com aquele como não
- 1:50:35se dá algo devido valor para essa gente, cara.
- 1:50:38Então já são do gostosa, muito boa, porque os palhaços do
- 1:50:42Carnaval os bobos da corte do Carnaval, que vão lá passar na
- 1:50:45avenida, faço uma gracinha, valeu até o ano que vem, é
- 1:50:48arranque isso, meu irmão sabe e cada vez mais estão conhecendo
- 1:50:52mais, então mais compositores, mais altura.
- 1:50:55Sabe, eu me filtrei também, mas nesse nada, e estou assim,
- 1:50:59maravilhada com esse com 11 escalas que você olha assim,
- 1:51:04quis muito Negão é cara, tudo delicado, cara.
- 1:51:07Delicadeza civil, cara. Os caras às vezes de a gente faz
- 1:51:11certas fases do samba, os caras choram, bicho.
- 1:51:16Sabe, para eles não tem esse lance de homem, não chora do
- 1:51:18Siqueira. Ele se encontra.
- 1:51:19Eles se abraçam no beijo, no rosto, sabe?
- 1:51:22É, sabe, eles dão um beijo no rosto e ele se abraça, pois
- 1:51:25todos são medo, né? Porque ali foi um compositor,
- 1:51:27ele sumir é outra história, é outra história, é outra
- 1:51:29história, é outra história, cara, é outra história.
- 1:51:31Esses caras são muito incríveis e assim é, aprendi muito e tenho
- 1:51:35aprendido muito com eles, sabe o tempo, o tempo inteiro, o tempo
- 1:51:39inteiro, em tempo, tempo inteiro, porque eu quero muito
- 1:51:42passar as coisas, eu quero muito ensinar e eu acho que a melhor
- 1:51:45forma de se ensinar e aprendendo.
- 1:51:49É legal porque não tem outro outro jeito.
- 1:51:52Eu estou aprendendo muito com essa rapaziada toda, é que essa
- 1:51:55garotada toda e vocês estão só no começo, tá?
- 1:51:58Eu Acredito que sim, é porque o espírito, o espírito jovem, o
- 1:52:03espírito por ateliês e falar é, eu estou percebendo que aqui uma
- 1:52:08nova coisa está aparecendo, uma nova oportunidade.
- 1:52:11Você, Deus, você usou a palavra monitoria, anja, ou por mentore
- 1:52:15a não é que é um termo que é um termo mais.
- 1:52:18O termo é recente. Mas o conceito extingue-se ações
- 1:52:22de antiga, né? Artigo, agora o termo né?
- 1:52:24A turma, a melhoria da dieta que a gente tá ouvindo bem isso, e
- 1:52:28aí é preciso, cara, ter ter uma atenção até nesse lance de mesmo
- 1:52:31da da da mentore a sabe o vendas vendendo acesse a ciência da
- 1:52:36palavra, inclusive no futebol eu tenho falado muito isso com o
- 1:52:39povo da do Flamengo, tô falando, cara, vocês tem que pessoal tem
- 1:52:43que ter 11 mentore a legal para esse, para os atletas, cara que
- 1:52:47é muito fácil, quando o atleta faz uma merda, alguma coisa
- 1:52:50cair. Ai, tá vendo, cara, mas os caras
- 1:52:53estão pirados, Brother. Os caras não tinham 5 BRL para
- 1:52:58pegar o ônibus para ir, para, para, para, para, para, para
- 1:53:00treinar em tão ganhando 500000000.
- 1:53:02Como é que é? Aí, como é que faz com a cabeça
- 1:53:05de 1/01/1 criatura assim? Não é assim, é aqui.
- 1:53:10Cresceu muito rápido aqui não dou.
- 1:53:11Eu falo, cara, não adianta, você é o físico, é um físico.
- 1:53:14Acorda, cara, ó. Tem que ver a mente.
- 1:53:17Não pode ser a seguir para vocês é fácil.
- 1:53:19A fez uma descartou, vem o é consultório médico, o próximo é
- 1:53:23e na grande maioria, esses esses jovens e eles vêm de pais de
- 1:53:27famílias que ficam em casa assim.
- 1:53:29Tinha que ser rico mesmo essa vida de pobre é fogo, pô, se eu
- 1:53:33ganhasse dinheiro, mudava tudo aqui.
- 1:53:35Às vezes o cara vira para o filho e fala, pô, filho,
- 1:53:37desculpa, cara. Queria te dar mais, mas ó.
- 1:53:40Vamos te levar pra tu jogar meu irmão, tu vai ganhar, tu vai
- 1:53:44arrebentar aí o garoto tem uma raiva, ganha um dinheiro e fala,
- 1:53:46quer saber? Agora eu sou O Dono do Mundo
- 1:53:48mesmo sendo Joel, tá maneiro isso aqui, vamos comprar esse
- 1:53:50teatro aqui, cara. Embora os cara fica piscina de
- 1:53:52chão faz uma piscina de champanhe funk.
- 1:53:54Cena do PT não tem estrutura, é cara, sabe e não pode realmente
- 1:53:58ir com o dedo um só nos caras né?
- 1:54:01Dizer que os caras é isso que os caras são aquilo que os caras
- 1:54:03não prestam não, Brother, eles tem que tem que ter sim eu acho
- 1:54:07que todo todo todo o todos os esportes, em todo.
- 1:54:11Em todo, em todo o lugar, cara, sabe, tem que ter assim, tem que
- 1:54:14cuidar da mente e da da, da, da criançada nas escolas.
- 1:54:18Não adianta ficar ensinando português de matemática para
- 1:54:22papa, nem a história, porque eles não contam a história da
- 1:54:25história. Ele não conta a história da
- 1:54:28história. Saca?
- 1:54:30Então é tem que se ter um movimento, teria mesmo de de
- 1:54:33sabe de cuidar da mente, das pessoas?
- 1:54:35E você tem que ver também o seguinte, que que acontece quem
- 1:54:39tem dinheiro que é amigo do presidente do clube?
- 1:54:41Não sei quê, do fininho. Bota lá, leva o filho para
- 1:54:44treinar, você vê que eu. Só tem criança 11, cara de não
- 1:54:49é? Que eu acho que é adeus, velho
- 1:54:51Pretinho vida é difícil você ver, difícil pra caramba
- 1:54:54chegando no, no, no, na, na, na, na escolinha de futebol, porque
- 1:54:56a escolinha de futebol, né? Tem que ter.
- 1:54:58Não sei quê. Não é muito desigual, sabe?
- 1:55:01As coisas ainda ainda estão desiguais, tem, tem, tem OE,
- 1:55:04ainda tem está falando até de uma de natação, tem o cara que
- 1:55:07nada Na Na, na correnteza da da, da, da da, da enchente.
- 1:55:13Grande, rola uma enchente é, pô, tenho canso de ver cara salvando
- 1:55:16pessoas. Inclusive, pô, é?
- 1:55:17E porque os caras já estão acostumados porque rola uma de
- 1:55:20ninguém, vai brincar, Brother dá enchente e são os carinhos que
- 1:55:24de repente é bicho que está se afogando eles tiram sabe criança
- 1:55:29Neguinho e isso ninguém comenta, ninguém comenta, ninguém
- 1:55:32comenta, comenta. Tirou a velhinha que estava lá
- 1:55:34na cama, né, de cama não pode sair de casa, então eles vão lá
- 1:55:36e só para as velhinhas não desse jeito é muito bom e é uma
- 1:55:40realidade é, vocês gostaram do papo?
- 1:55:44Eu amei porque já está acabando, né?
- 1:55:46Não dá nem para acreditar, não é?
- 1:55:48Eu estava vai ser o próximo episódio.
- 1:55:50Eu gosto, eu gosto, poxa, eu estou, eu estou num momento
- 1:55:55muito, muito feliz de ter vocês aqui, especial a realização de
- 1:56:00um sonho. É, eu estou muito feliz em saber
- 1:56:04que não é. Eu vou participar da próxima
- 1:56:05composição de vocês 2, não? Certeza embora lixo é doido,
- 1:56:11Bora essas coisa aí é que é que é que ó?
- 1:56:14Fica em pé, não é? Não é?
- 1:56:16Tem coisa que tinha nesse, tem coisa que há é um é dada uma
- 1:56:19chance, dá uma chance, deve sair alguma coisa, não, mas 4
- 1:56:22palavrinhas, ai que Brady, o que sai, sai, sai, sai esse esses
- 1:56:26que falam assim, que são os piores lei assim os melhores não
- 1:56:30saia eu tenho certeza que sai. Tenho certeza que sai e eu estou
- 1:56:34muito feliz de ter recebido. Obrigado Jorge, por ter vindo
- 1:56:36por ter conduzido isso aí também te Alice.
- 1:56:39Um prazer. Te conhecer pessoalmente, já fui
- 1:56:42solteiro e já que eu tenho muita música, atua.
- 1:56:47Já vi tantas as versões de Zé do caroço de né?
- 1:56:51É muito também aqui tem umas pessoas nossa, né?
- 1:56:53De tantos intérpretes é tocando e Sandra também.
- 1:56:58Quantas vezes eu toquei olhos coloridos em tantas vezes ações.
- 1:57:03Meu Deus, foi tão legal. Foi tão bacana, tão antes da
- 1:57:06gente ir embora. Eu sempre peço para a turma,
- 1:57:08deixou uma mensagem e a mensagem é mais ou menos assim, mas se
- 1:57:11vocês tivessem a oportunidade? De mandar uma mensagem para todo
- 1:57:15mundo? No mundo, são 7 bilhões de
- 1:57:19pessoas que essa mensagem vai chegar neles.
- 1:57:22Vai chegar traduzida, vai chegar num outdoor, vai chegar pelo
- 1:57:25rádio, pela TV, para o jornal, pela revista, pelo celular.
- 1:57:28Que mensagem seria essa? É, vai que dá isso aí dá samba
- 1:57:34em vai, essa merda não sai. Acontece uma parada, Brody.
- 1:57:40Da gente realmente parar de correr atrás e chegar junto.
- 1:57:45Eu tenho uma música que eu fiz com a Lúcia Veríssimo, com a
- 1:57:47martinália, que tem uma frase que eu falei, que fala assim,
- 1:57:50corria atrás. Cheguei depois, nem deu para
- 1:57:53ver. E se você chegar e se você
- 1:57:56correr na frente, você corre o risco de estar correndo,
- 1:57:59correndo, correndo, correndo na frente.
- 1:58:01Olha que tu parar para olhar para um lado, olhei para o
- 1:58:03outro, não tem ninguém bross. Tu correu, correu na frente que
- 1:58:07esqueceu da galera e sozinho. Aí tu percebe que sozinho não
- 1:58:12rola aí esse tempo todo que você foi lá, você vai ter que dar um
- 1:58:15tempo pra esperar Neguinho chegar, então vamos fazer o
- 1:58:18seguinte, ao invés de correr atrás, vamos chegar junto.
- 1:58:21Ao invés de correr na frente, vamos chegar junto, que junto a
- 1:58:25gente é forte junto a gente cia com o chambra junto, a gente se
- 1:58:29protege. Junto a gente faz um Marco aqui,
- 1:58:32ó, e aí? Ninguém passa, cara.
- 1:58:36O passa se a gente. É, entendeu?
- 1:58:39Acho que o grande lance é chegar junto, embora deixa eu chegar
- 1:58:42junto e não precisa metade de junto e misturado.
- 1:58:46Vamos parar de correr atrás e vamos enxergar juntos.
- 1:58:50Unidos e liquidificados embora a lei chão e fui.
- 1:58:55Publicado muito bom, muito bom, cara, que incrível.
- 1:58:59E para vocês? Bom, eu.
- 1:59:02O que que eu vou dizer? Eu vou dizer 1111 111 frase da
- 1:59:08da. De 1/01/1 música jazz que a
- 1:59:11gente tem antiga, que que diz o seguinte, é.
- 1:59:14O amor que faz quero ver na tela para que sobre espaço nessa sua
- 1:59:20cela. Vamos, minha vida, vamos dar as
- 1:59:23mãos, somos companheiros, somos cidadãos.
- 1:59:26Só isso. Me quebrou aí depois delas ainda
- 1:59:31não tinha que ter isso no tinha que ter sido o primeiro com pode
- 1:59:35não, mas eu vou. Eu vou falar uma coisa, está
- 1:59:36muito na minha cabeça, assim que eu vejo.
- 1:59:38É muita gente brigando essa confusão.
- 1:59:41Um eu queria dizer assim. Se tiver que julgar, que julgue
- 1:59:46a intenção e não a ação, é, eu acho que isso resolveria mais da
- 1:59:50metade dos problemas do ser humano rum.
- 1:59:53Porque a gente nem para para pensar, por que que a pessoa
- 1:59:55fez? E aí só faz com que a gente já
- 1:59:58esteja brigando. Se talvez a gente parar um
- 2:00:00pouquinho para pensar, por que que a pessoa fez alguma coisa?
- 2:00:04Talvez a gente não briga, é verdade ou não é verdade e toma
- 2:00:07de respeito? É o filho com a mãe.
- 2:00:09Se ele parar para entender a intenção da mãe, talvez a gente
- 2:00:12vê tanta besteira. Ele não deu um tiro.
- 2:00:14Umas coisas loucas estão acontecendo.
- 2:00:16Não fuja de casa, é o namorado com a namorada, esposo, esposa,
- 2:00:21na escola, no time, se você parar, para se tiver que julgar,
- 2:00:25julgar intenção, não julga ação, não.
- 2:00:26Talvez vai mudar muita coisa. Muito bem.
- 2:00:31Foi um dia muito especial para mim, uma manhã muito especial.
- 2:00:33Obrigado nesse espaço tão bonito aqui no teatro.
- 2:00:37Um podcast diferente. Foi desafiador também, porque eu
- 2:00:40fiquei num mix entre perguntar, entre aprender entre uma ficha,
- 2:00:45os ofícios. Eu queria cantar, e eu quero ser
- 2:00:50compositor. Ai ai, meu Deus, mas eu tenho
- 2:00:54certeza que todos vocês gostaram, aprenderam se conectar
- 2:00:58ainda mais com a história do Jorge, ainda mais com a história
- 2:01:00da Sandra, ainda mais com a história da LCS meu papel aqui.
- 2:01:04Ele vai informação com com profundidade e com verdade.
- 2:01:07Eu aprendi muito. Está muito e tomei algumas
- 2:01:11decisões importantes aqui, que eu gosto de tomar decisões e
- 2:01:14quando eu estou aprendendo no podcast que são decisões que.
- 2:01:18Eu decido e não volto mais atrás.
- 2:01:20É essa? Essa, isso é muito importante e
- 2:01:23vocês que ficaram aqui. Se você está no YouTube,
- 2:01:25obrigado pelo por você ter ficado até o final, se inscreve
- 2:01:27no canal. Se você não é inscrito, comenta,
- 2:01:29compartilha. Manda esse podcast para todas as
- 2:01:32pessoas. Manda mensagem para eles, né?
- 2:01:35Nas mídias sociais, você está no Spotify também.
- 2:01:38Clica aí nas 5 estrelinhas e manda mensagem para eles, para
- 2:01:42eles sentirem o quão importante foi, quão impactante e
- 2:01:45transformador foi essa. Esse podcast especial aqui nesse
- 2:01:49espaço tão bonito e com essas pessoas tão maravilhosas, tão
- 2:01:52incriveis. Um grande abraço, gente.
- 2:01:54A gente se vê no próximo Jota Jota podcast, Sandra, eu te amo,
- 2:01:58eu te amo muito também. Altamente importante a gente se
- 2:02:00encontrar aqui hoje. Valeu, galera.
- 2:02:04Boa.