Latest / Comunidade Ágil / Episódio #201 - Gestão de Mudança Organizacional com o Mestre Vicente Gonçalves
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- 0:11Olá pessoal, olá comunidade ágil.
- 0:13Eu sou o Cláudio barison. Estou aqui com a minha amiga
- 0:15Cíntia Ruiz e um convidado super especial.
- 0:20Mais um convidado super especial, mas esse eu faço
- 0:22questão de apresentar. É uma pessoa que eu admiro
- 0:25muito. Eu queria até aqui aproveitar
- 0:28esse momento, fazer um agradecimento a ele, porque ele
- 0:29foi muito importante na minha carreira e na minha vida, na
- 0:32minha formação pessoal e profissional.
- 0:35Vicente Vicente Gonçalves, cara, muito obrigado.
- 0:39Saiba que você foi uma inspiração muito grande pra mim.
- 0:42Você é um modelo de gestor que Eu Acredito muito.
- 0:45É um super prazer. Tê lo aqui com a gente, uma
- 0:47honra, um privilégio demais, tê lo aqui.
- 0:50Obrigado, obrigado por ter vindo e obrigado por você ter
- 0:53participado aí, pelo menos da minha parte, né?
- 0:56Da minha carreira, da minha formação.
- 0:58Obrigado, Vicente. Valeu barison, pô.
- 1:01Fico lisonjeado com suas suas palavras.
- 1:04Meu carinho a Cintia também, que eu já conheço há muitos, muitos
- 1:07anos. E vamos lá, vamos falar de
- 1:10coisas interessantes no mundo ágil, no mundo dos projetos, no
- 1:13mundo da transformação. É isso?
- 1:15Vicente? Não, mas pra começar eu queria
- 1:17te pedir pra você se apresentar um pouquinho, até porque assim a
- 1:20gente vai falar de um tema que a gente estava até falando um
- 1:22pouquinho no off, né? Que a gente nunca falou
- 1:25explicitamente sobre isso, apesar do tema gestão de
- 1:28mudanças organizacional ser uma parte implícita de tudo que a
- 1:31gente fala aqui sobre agilidade, sobre o ambiente humanizado,
- 1:36sobre você se comunicar bem. Então assim, hoje a gente trouxe
- 1:40uma pessoa, né, que eu vou pedir pra se apresentar melhor, porque
- 1:43não apenas pelo passado super rico que.
- 1:45Que o Vicente tem. Mas por onde ele está atuando
- 1:48agora, né? Ele tem um instituto focado em
- 1:50gestão de mudança, né? Então conta para gente um
- 1:53pouquinho sobre essa sua vida, de onde você veio, até onde você
- 1:57está agora e o que que você faz hoje com a sua instituição
- 2:01então? Beleza, eu vou resumir bastante,
- 2:04tá? Porque eu já fiz um pouco de
- 2:06tudo, né? Eu comecei estudando arqueologia
- 2:08dentro das ciências sociais, período durante o qual eu vendia
- 2:12sanduíche Sobrenatural. Porque é natural, outros já
- 2:15vendiam, então o meu tinha que ter uma pegada especial.
- 2:18Depois eu me formei em tecnologia da informação, eu
- 2:22comecei a trabalhar em tecnologia da informação, como o
- 2:25programador cobol. Olha aí, você tem 42 anos e aí
- 2:29eu fui fazer escola de teatro, escola de artes dramáticas, eu
- 2:32larguei tudo, fui viver de teatro.
- 2:35Chegou um ponto que a vida estava ficando um pouco mais
- 2:37difícil. A vida de ator é muito difícil,
- 2:40diga se de passagem. Cheguei a trabalhar, fazer um
- 2:42trabalho pequeno, mas cheguei a trabalhar na novela, beber a
- 2:45bordo e eu não era o bebê ainda. E tem esse detalhe que essa
- 2:48novela é é antiga, né? E eu recomecei minha carreira na
- 2:53área de tecnologia da informação, fui executivo, fui
- 2:56das organizações Globo, fui da vale, fui da o que é hoje a
- 2:59Century. Na época que era understin
- 3:01Consulting, foi onde eu comecei e aí chegou um ponto que para
- 3:05mim era importante. Me dedicar mais assim,
- 3:09especificamente, ter um foco nessa questão humana.
- 3:12Eu já tinha tido uma formação no início da minha carreira sobre
- 3:15gestão de mudanças, mas era tudo muito incipiente naquela naquela
- 3:20época, estavam surgindo com um pouco mais de consistência.
- 3:23As primeiras metodologias e modelos nem sempre são
- 3:27metodologias, né? Às vezes são apenas métodos.
- 3:30Modelos são mais simples, e aí eu.
- 3:34Chegou num ponto da minha carreira quando eu saí da vale,
- 3:38que eu podia voltar ao mercado como executivo de ti, ou podia
- 3:43empreender, e eu tinha vontade de empreender.
- 3:45Embora parecesse loucura naquela época, eu escrevi o meu primeiro
- 3:49livro naquela oportunidade, que é o real ment change management,
- 3:53body of nolege, um corpo de conhecimento sobre gestão de
- 3:56mudanças, com uma visão humanista e estratégica.
- 3:59Aí tem umas coisas na vida que a gente não controla, né?
- 4:02Uma pessoa. Da Colômbia me achou pelo aliás,
- 4:08não foi nem eu. Ele achou a Carla pelo LinkedIn
- 4:11e queria levar o riomansching management Institute, que é essa
- 4:15organização que hoje eu sou o CEO, para Colômbia.
- 4:19E logo na sequência veio a Argentina, Bolívia, Chile,
- 4:24Espanha. E aí teve também a tradução do
- 4:27livro para inglês. O livro, inclusive, está
- 4:29publicado nos Estados Unidos pela editora Taylor em Francis.
- 4:33E aí fomos pra Austrália, África do Sul, Gana.
- 4:36Aí, rapaz, o que eu já rodei? Eu eu já dei palestras, workshop
- 4:41nos Estados Unidos, em Moscou, na Lituânia, em Moçambique,
- 4:46Angola, Índia, Gana, Guatemala. Ah, cara, praticamente a América
- 4:52Latina inteira, menos Venezuela, né?
- 4:55E México também. Mas enfim, foi aí 11, coisa
- 4:59natural, foi meio assim. Viral?
- 5:02Eu não, não sei explicar bem, foi um pouco de destino.
- 5:06E acho que a gente também fez um trabalho um pouco inovador, com
- 5:10conceitos inovadores, reconhecidos até por figuras que
- 5:13são meus gurus, como o Dario conner.
- 5:15É que escreveu o livro management Speed of change, que
- 5:18é um gênio da gestão de mudanças.
- 5:21E agora, mais recentemente é. Nós lançamos a change management
- 5:25Alliance, da qual eu sou o tierman.
- 5:29E lançamos outros livros, né? Ao longo dessa jornada,
- 5:31inclusive, nossos alunos sempre perguntavam como aplicar a
- 5:34gestão de mudanças no universo ágil.
- 5:37Eu tinha já alguma experiência com o mundo ágil, mas não tanto,
- 5:40é claro, como eu tive com o mundo produtivo, né?
- 5:44E mas escrevi em parceria com Oo Gino, o trentinho, que aí é é um
- 5:50cara, um agilista natural. Escrevemos Oo age snbock to
- 5:53edil. É para ter uma publicação de
- 5:56gestão de mudança. Foi a primeira publicação do
- 5:58mundo de gestão de mudança voltado para o universo ágil.
- 6:01E mais recentemente lançamos um outro livro, que é o livro para
- 6:06líderes de mudança, que é diferente, né?
- 6:08Porque gerir a mudança tem a ver com você, seguir boas práticas,
- 6:12metodologia, o uso de ferramentas EEA, liderar a
- 6:16mudança tem a ver com. Entusiasmar a motivar, inspirar,
- 6:20persuadir quando necessário é uma pegada um pouco diferente.
- 6:23O líder da mudança normalmente é alguém como uma figura de
- 6:26autoridade ou um patrocinador, um co patrocinador e o gestor de
- 6:30mudança é alguém que trabalha mais próximo do gerente de
- 6:32projetos ou de um time ágil também, né?
- 6:34Quando é uma abordagem qualquer que seja conduzida, aí não
- 6:37importa qual o framor que o aumento do ágil.
- 6:41Então, em resumo a isso, hoje nós somos uma organização de
- 6:44pesquisa. Treinamento e certificação
- 6:46fazemos um pouquinho de consultoria no Brasil, fazemos
- 6:48pouco hoje, porque eu moro numa cidade pequena, já não tenho, é
- 6:51muito interesse de sair daqui. Eu faço assim um projeto por
- 6:55ano, quando muito, quando muito, 2 em cada cada país desses.
- 6:59Hoje nós atuamos em 38 países, em cada país desses nós temos um
- 7:05diretor que normalmente tem uma equipe de consultoria.
- 7:07Eles são são mais jovens também, né?
- 7:09Deixa, deixa a vida rolar. Legal, me sente muito bom isso,
- 7:13Hein? Olha só, falando sobre um pouco
- 7:15o mercado disso, né? E aí juntando um pouco a
- 7:18agilidade em gestão de mudanças, porque eu acho que são assuntos
- 7:21afins, né? São assuntos que de alguma
- 7:22maneira estão atuando ali em times, né, em fazer de fato 11
- 7:27mudança, uma transformação. Eventualmente a agilidade traz
- 7:30uma inset diferente, que muitas vezes a gente precisa ter um
- 7:35processo de gestão de mudanças acompanhando exatamente para
- 7:38facilitar um pouco essas mudanças que de alguns.
- 7:41De uma maneira os conceitos pregam, né?
- 7:43O mindset diferente prega numa organização que muitas vezes vem
- 7:48de vem de um ambiente um pouco mais tradicional e tal.
- 7:52Falando um pouco sobre o mercado e falando sobre a gestão de
- 7:55mudança propriamente dito, você percebe uma evolução desse
- 7:59entendimento da necessidade de se ter uma gestão de mudanças em
- 8:04projetos ou no dia a dia para fazer mudanças, como a
- 8:07implantação da agilidade? Eu percebo claramente uma enorme
- 8:13evolução. Percebo inclusive uma mudança
- 8:16até no próprio perfil do do profissional de gestão de
- 8:19mudanças nesses quase 15 anos que tem Oo rioment and
- 8:24Institute. No início, nós temos muitos
- 8:27profissionais de projetos, alguns de ti.
- 8:30Hoje a gente tem quase meio a meio RH.
- 8:35Assumindo um protagonismo e se aproximando da ti como uma área
- 8:39que nos projetos traz esse, como se falou, esse mindset, assim, o
- 8:43pensamento mais humanista e que não era assim tão presente na
- 8:47origem. E aí tem tem aí também um
- 8:49percentual de profissionais que vem de outras áreas, né?
- 8:52De qualidade de aí vem, tem de tudo, tem da polícia militar,
- 8:56tem do exército, tem médico, tem gente, arquitetos, tem de tudo
- 9:01um pouco. Qual que é um que lide com
- 9:02processos de mudança? E no mundo?
- 9:05O mundo ágil eu acho que é o mundo que já nasceu mais próximo
- 9:09do pensamento, da gestão de mudanças, que é o foco no fator
- 9:13humano para transformação das organizações.
- 9:16Implementando mudanças que sejam de fato sustentáveis, não só
- 9:19implementando projetos, porque o projeto pode terminar no prazo,
- 9:23custo, escopo, qualidade e não trazer nenhum valor para
- 9:27organização. Porque as pessoas resistiram a
- 9:29mudança e não abraçaram a mudança.
- 9:31E a organização não mudou e isso não.
- 9:34Não acaba não resultando nos objetivos estratégicos que
- 9:37motivaram aquele investimento. O projeto custa, então você não
- 9:41investe à toa, você investe como objetivo para ter algum
- 9:44diferencial competitivo. Isso independente da abordagem,
- 9:46se é se é híbrido ou ser ágil ou ser é linear.
- 9:50No mundo ágil, acho que existe uma proximidade maior, porque
- 9:53desde o próprio manifesto ágil, ele já tem uma pegada mais
- 9:57focada no ser humano, focada nessa questão de motivação, de
- 10:00espírito de equipe. A própria comunicação através
- 10:03das pessoas, né? Que é mais eficaz do que
- 10:06propriamente a produção de informação e disseminação de
- 10:09informação, o que é importante também, lógico.
- 10:11Tenho uma curiosidade que quando eu olho para o mundo ágil,
- 10:15estudando os framework, quer dizer assim que vai.
- 10:18Então, desde do princeto a giral mais, mais metodologia, até um
- 10:22que é mais framework, que traz gestão de mudanças após a
- 10:27implantação da mudança. O projeto terminou, que é o
- 10:31projeto, a implantação é um evento e você no dia seguinte
- 10:34está trabalhando de uma forma diferente, com um software
- 10:36diferente ou com um produto diferente, seja o que for.
- 10:40Mas a mudança ainda não terminou porque há pessoas que cuja curva
- 10:45da mudança, essas pessoas precisam de mais tempo, sabe o
- 10:49professor everth Rogers? Ele divide, ele faz um estudo lá
- 10:52que ele divide as pessoas. Eu acho que se fosse atualizado
- 10:55hoje assim. Para geração atual, para o
- 10:57momento que a gente está vivendo, seria um pouquinho
- 10:58diferente. Mas eu acho que como conceito
- 11:00vale que 2 e meio por cento da população são inovatores, cerca
- 11:04de 12 e meio, ou a 15% são earleadoptors, aqueles que
- 11:08mergulham rápido numa coisa nova, justamente aí tem lá uma
- 11:10grande maioria lá no meio, mas tem mais ou menos 15%, que são
- 11:14os retardatários, os lagarts, né?
- 11:16Então esses precisam de mais tempo para mudar.
- 11:20E o fato de você ter implementado algo novo não quer
- 11:22dizer que elas já tenham consolidado a mudança.
- 11:24Então, para nós. Profissionais de gestão de
- 11:27mudanças existe uma fase posterior pós implantação, que a
- 11:31gente chama de sustentação ou consolidação da mudança, e isso
- 11:35eu sinto falta quando a gente fala dos métodos dos
- 11:38frameworksages, essa pegada assim, né?
- 11:41Implantei 11 sprint ou uma release?
- 11:44Mas isso não quer dizer que a mudança tenha acontecido.
- 11:48E aí, do ponto de vista de gestão de mudanças, a gente
- 11:51segue, né? Com 11.
- 11:54Um acompanhamento dos indicadores de sustentação, de
- 11:57consolidação, da mudança, que vão também mostrando o valor
- 12:00entregue ao negócio, que, claro, estão muito ligados aos
- 12:03objetivos do negócio, mas tem também o lado humano, por
- 12:07exemplo, o nível de engajamento e até chegar num ponto que se
- 12:10eventualmente alguém não se adaptou ao ao novo, que o futuro
- 12:14dessa pessoa precisa ser discutido, porque pessoas também
- 12:16ficam obsoletas. Não são suas máquinas, a
- 12:19obsolescência, ela pode alcançar qualquer um, então.
- 12:22Inclusive assim eu percebo que no pós pandemia as empresas se
- 12:25preocuparam mais com essa questão humana.
- 12:28Perceberam a relevância da questão humana, inclusive que as
- 12:31empresas não funcionam se as empresas que todo mundo de
- 12:34alguma forma cai essa ficha aí. E também como nós estamos
- 12:38encanando um mundo que cuja velocidade das transformações é
- 12:41se amplia cada vez mais, a ponto até de gerar um fenômeno que a
- 12:44gente chama de saturação de mudanças, que leva as pessoas a
- 12:48fadiga das mudanças. Ou no extremo, ou um ou um
- 12:51bernout organizacional. Quando você tem dificuldade de
- 12:53mudar porque tem muita mudança simultânea, é.
- 12:56E as pessoas têm um tempo para absorver essa mudança, né?
- 12:58Às vezes não aguentam. E aí eu sinto assim, uma grande
- 13:02evolução, inclusive um indicador que a gente usa, a existência de
- 13:07um change management Office, que é o escritório de gestão de
- 13:10mudanças. Como você tem o pmol, né?
- 13:13O Project management Office você tem.
- 13:15E também atuando deveria ser no nível estratégico.
- 13:18Às vezes é no nível mais tático, operacional.
- 13:20A gente tem vários níveis de maturidade, mas recentemente a
- 13:23gente fez uma rodada do global change management Survey, que é
- 13:28a nossa parte de pesquisa através da change management
- 13:31Alliance. E é muito interessante ver que
- 13:34você já tem muito mais organizações em implementação do
- 13:38change management offs, o que em 2019, quando a gente fez a
- 13:41primeira pesquisa, era muito, muito pouco.
- 13:43E agora você já tem cerca de 20% das organizações declarando que
- 13:46estão em processo de implementar um.
- 13:50Eu vou até pegar um pedaço do que você falou, Vicente, pra pra
- 13:53te perguntar um ponto que eu fiquei bastante na dúvida,
- 13:55quando você fala dessa questão da gestão da mudança, em que
- 13:58nível você tá falando dessa gestão da mudança?
- 14:00Porque você citou aqui, por exemplo, os livros, né?
- 14:02Que tem um que é pro gestor da mudança no nível mais tático e
- 14:06um no nível mais estratégico, né?
- 14:07Pra pra aquela pessoa que lidera a gestão da mudança.
- 14:10Porque eu consigo enxergar a gestão da mudança tanto num
- 14:13nível. É isso que você falou, entreguei
- 14:15um projeto, entreguei um produto, é mudei uma, mudei um
- 14:18processo. Quanto uma gestão da mudança
- 14:22corporativa para mudar departamentos, mudar fluxos de
- 14:26entrega, mudar produtos entregues para mudar até talvez
- 14:30AA direção daquela companhia. Em que nível que a gente tá
- 14:33falando dessa esse esse escritório de gestão de mudança,
- 14:37ele tá atuando principalmente. Bom, o nível ideal seria na
- 14:41camada estratégica, ou seja, desde desde a discussão
- 14:44estratégica, você já deveria olhar para o fator humano.
- 14:49Por exemplo, a empresa que decide que vai crescer por
- 14:52aquisições e ela não. Historicamente, não fazia isso.
- 14:55Nós conhecemos um jornal, né, que resolveu fazer uma aquisição
- 14:58e que não tinha nenhuma preparação, nunca tinha feito
- 15:00uma aquisição, não se preparou para fazer uma aquisição e deu
- 15:02errado. Deu totalmente errado.
- 15:04Por que? Porque faltou questão de
- 15:06mudanças. Então, quando você lá no nível
- 15:09estratégico toma uma decisão desse tipo, você precisa
- 15:11preparar a organização, porque você precisa mudar antes a sua
- 15:14organização pra aprender como se faz uma aquisição.
- 15:18E também por decorrência da aquisição, você tem um choque de
- 15:21natureza cultural. Sempre após a aquisição.
- 15:24Vai ter uma dor, né? Cultural vai ter muita dor,
- 15:27porque vai ter. Você não vai ficar com 2
- 15:28gerentes de finanças, com 2 gerentes de RH, com 2 gerentes
- 15:32de ti, você vai, vai. Demissões vai ter ganhos de
- 15:34sinergia. Aí toda essa, esse conjunto de
- 15:38mudanças organizacionais, tanto no, no nível macro, lá
- 15:42estratégico, quanto permeando o próprio portfólio de programas e
- 15:47projetos, você deveria olhar também ainda já no nível
- 15:51estratégico, no nível tático, porque você está desdobrando
- 15:54estratégia, que é um conjunto de intenções através do portfólio,
- 15:58num conjunto de ações que a intenção não muda nada, né?
- 16:01Que muda. É a ação propriamente dita, né?
- 16:04Eu tenho intenção de perder uns quilos aqui, mas eu não tenho
- 16:06feito ginástica, então não tá funcionando só a minha intenção,
- 16:09eu preciso de ação, preciso levantar, caminhar, né?
- 16:12Enfim, tomar bebidas mais saudáveis.
- 16:16Então, quando você passa pelo portfólio de programas e
- 16:19projetos, também deveria ter uma ação do CMO ou do escritório de
- 16:23gestão de mudanças em conjunto com PMO, pra evitar, por
- 16:26exemplo, que eu já mencionei aqui, a saturação de mudança,
- 16:28muita mudança. No mesmo grupo de stakeholders,
- 16:32no mesmo departamento, às vezes até na mesma pessoa.
- 16:35Tá mudando tudo, tá mudando o cargo dela, tá mudando o
- 16:37sistema, tá mudando o nível de responsabilidade.
- 16:41E pera aí, você você tem um, né? 11 efeito rebote, um tem uma
- 16:45dificuldade. Se você essa promessa de dia
- 16:48primeiro de janeiro, você resolve, você vai vai parar de
- 16:51comer. Doce, né?
- 16:53Chocolate? Nem pensava.
- 16:54Vai parar de tomar cerveja, vai parar de comer pizza, vai fazer
- 16:57ginástica todo dia. Você faz isso durante uma
- 16:59semana, depois você não aguenta porque você vai ter 11, síndrome
- 17:02de abstência, você vai ter uma repercussão no seu corpo.
- 17:04Oo cérebro também repercute mudanças não é tão natural você
- 17:09mudar tanto de forma concomitante e aí num
- 17:12desdobramento mais operacional você atua.
- 17:17Dentro dos projetos, desde AO ideal, é lógico, desde a fase de
- 17:21iniciação e planejamento, junto com a equipe que está planejando
- 17:25o projeto, detalhando cronograma, orçamento, enfim,
- 17:29todos os detalhes do projeto incluem o fator humano.
- 17:33E é justamente aí que a gente entra, desenvolvendo o plano
- 17:35estratégico de gestão de mudanças.
- 17:38E aí existem técnicas mais refinadas e técnicas que são
- 17:40mais superficiais, mais reativas.
- 17:42Vão trabalhar basicamente comunicação, treinamento e
- 17:44impactos organizacionais. Mas isso é.
- 17:47Coisa da segunda geração de gestão de mudanças.
- 17:49A gente vive hoje a terceira geração, que prega inclusive uma
- 17:52integração maior de gestão de mudanças com gestão de projetos,
- 17:56com área de recursos humanos, enfim, com com a organização, né
- 18:01não mais uma uma gestão de mudanças, muito papo cabeça,
- 18:04muito psicologia, muito, sei lá, muito ciências sociais e pouca
- 18:09aplicação prática, né? Inclusive a literatura mudou por
- 18:12conta disso. Os clássicos da década de 90,
- 18:18que foi um período que se produziu muito, muita literatura
- 18:21sobre esse tema, eles são extremamente conceituais.
- 18:25Eles vão tratar do que fazer. Então você vai falar, Ah,
- 18:29preciso gerar a consciência da mudança, o senso de urgência, a
- 18:33coalizão da mudança. Ok, né?
- 18:35Mas a pergunta é, como fazer? E foi justamente a partir.
- 18:40Ali por volta de 2009, 2010, 2011, que começaram a surgir
- 18:47abordagens mais práticas, mais pragmáticas, mais integradas com
- 18:52o mundo dos projetos. E isso facilitou, inclusive, a
- 18:56aceitação dos profissionais de projetos ao olhar para a questão
- 19:00humana, porque naturalmente o profissional de projeto tem uma
- 19:03tendência, eu, que sou, por exemplo, de formação, analista
- 19:06de sistemas, uso muito o lado esquerdo do cérebro, que é
- 19:09analítico. Mas como eu também passei AA
- 19:12estudar e focar cada vez mais no lado humano, eu passei a usar
- 19:15mais o lado direito do cérebro, que é relacional, experimental,
- 19:20são vários. Estudos mostram inclusive do
- 19:22próprio PMI, que independente de um novo da abordagem que você
- 19:25está conduzindo o projeto dentro da série pools of profession,
- 19:28tem um estudo do PMI que mostra que se você integrar 3 coisas,
- 19:32uma abordagem estruturada de gestão de programas e projetos.
- 19:36Patrocinadores, que aí seriam os líderes da mudança, justamente
- 19:40engajados ativamente porque tem projeto que tem patrocinador,
- 19:43que é uma foto na parede. Ele não atua inspirando,
- 19:46motivando, entusiasmar nada. E a gestão de mudanças?
- 19:49Você consegue mais do que dobrar as chances do projeto entregar,
- 19:55de fato, valor. A organização.
- 19:57Mais do que dobrar. Tem um estudo mais recente do
- 20:00Boston Consulting group, que fala em 70% a taxa de fracasso
- 20:05na transformação digital. 70% imagina se 70% das vezes você
- 20:09não recebeu esse seu salário, né?
- 20:10Porque é mais ou menos isso que o acionista sente e aí eles
- 20:13identificam 6 fatores que são essenciais para o sucesso de
- 20:17qualquer transformação digital, dos 63 são tecnológicos, mas 3
- 20:23são humanos. Então você veja que até do ponto
- 20:25de vista de estudos de organizações como OPMI, Boston
- 20:30Consulting group, Gartner group, You I, enfim, grandes
- 20:33organizações, o próprio Letícia MI também.
- 20:35Você tem benchmarks, tem dados, tem fatos, tem evidências, tem
- 20:39estudos sérios que mostram que quando você introduz o foco No
- 20:44No fator humano, nas pessoas. De uma forma estruturada,
- 20:48estratégica, principalmente quando você consegue fazê lo
- 20:52desde do do nível estratégico, desdobrando pelo tático até o
- 20:55operacional, você melhora muito a sua taxa de sucesso, traz
- 20:59muito valor à empresa e passa a ser um diferencial competitivo
- 21:02que empresas que conseguem transformar suas intenções em
- 21:06ações eficazes tem 11 vantagem competitiva.
- 21:10Só que isso, infelizmente, ainda é a minoria, né?
- 21:12É fato, você tem uma taxa de fracasso muito grande nos
- 21:14projetos. Deixa eu, deixa eu aproveitar o
- 21:17bari. Eu sei que o bari tem mais mais
- 21:18perguntas, com certeza. Deixa eu aproveitar a sua fala
- 21:20novamente para fazer uma outra pergunta, você diria que as
- 21:22empresas que envolvem o time de pessoas, né?
- 21:24RH, aqui na empresa chama PX, que é people experience.
- 21:27Enfim, cada empresa agora dá um nome diferente para o RH.
- 21:30Você diria que as empresas que tem esse tem?
- 21:33O time que cuida de pessoas envolvidos nisso tem maior taxa
- 21:36de sucesso nessas mudanças, porque a gente está sempre
- 21:39falando de pessoas e pessoas. Enfim, são o cerne da questão.
- 21:42Aqui. Nenhuma mudança vai para frente
- 21:44se as pessoas não quiserem que ela vá para frente, porque isso
- 21:46as pessoas. E o mais engraçado disso tudo é
- 21:48que a única coisa que a gente tem certeza é que as coisas vão
- 21:50mudar. É, é um paradoxo.
- 21:54Na minha cabeça. É muito engraçado.
- 21:55O que é isso. Ninguém se preocupa, talvez em
- 21:57em tratar isso da forma correta ou da melhor forma possível, da
- 22:01melhor forma que pode. E talvez isso tenha sido um
- 22:04caminho, direcionar isso para essa área de pessoas, porque
- 22:07isso nenhuma mudança vai para frente se não envolver as
- 22:09pessoas, né? Eu vejo uma grande evolução da
- 22:12área de vou usar RH ou termo, porque, enfim, mas enfim, de
- 22:16gestão de pessoas, de people experience, vejo uma grande
- 22:19evolução também nesse mesmo período.
- 22:22Eu vi a abrh durante muitos anos falando No No RH estratégico e
- 22:29inclusive eu mesmo falei em Congresso, tanto da abrh aqui do
- 22:31Rio como da da abrh. É do Conar, que é um Congresso
- 22:36Nacional. Mas eu acho que demorou um pouco
- 22:38a pegar esse negócio, né? Hoje eu já vejo muito mais,
- 22:41inclusive pelo que eu comentei antes de ver assim, metade da
- 22:45turma às vezes é de RH. Então você vê, eu já fui várias
- 22:48vezes contratado. Pelo RH, como fui várias vezes
- 22:51contratado para consultoria, pela área de ti ou por algum
- 22:55gerente de projeto. Projetos até assim inusitados,
- 22:59né? Projetos como, por exemplo, a
- 23:00construção da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro para as
- 23:02olimpíadas. Quem fez toda a gestão de
- 23:05mudança fui eu. Nunca pensei que eu fosse fazer
- 23:06a gestão de mudança para construção de um metrô e ali foi
- 23:09o diretor do projeto que me me convidou, que depois veio até o
- 23:13vice presidente de engenharia da da organização, né?
- 23:15Lembrando que o metrô Rio é uma empresa privada, é uma
- 23:18concessão. Diferente de outros estados, mas
- 23:21a gente acaba vendo assim, a gestão de mudanças se espalhando
- 23:24por diferentes tipos de projetos, por diferentes áreas.
- 23:28Nós tivemos uma experiência na Colômbia, o nosso centro de
- 23:31formação formou 25 oficiais cuja missão era mudar a cultura do
- 23:37exército colombiano, porque eles viveram 50 anos em guerra e
- 23:42quando eles assinaram o tratar de paz, aquele general, ele
- 23:46começou a vida dele como? Como aspirante, como suboficial
- 23:50na guerra, o soldado que tá lá 2 anos entrou durante a guerra,
- 23:55assim como o sargento, como enfim, todo mundo ali só sabia
- 23:58ser um exército em guerra. E de repente você tem que
- 24:00aprender a ser um exército fora da guerra.
- 24:02Então você vê a gestão de mudança se espalhando para todo
- 24:04lado e ver o RH ganhando esse protagonismo.
- 24:07Eu me recordo que já há muitos anos, eu, nós sempre que nós
- 24:10chegamos numa, numa organização. E um trabalho que eu faço muito,
- 24:14que eu acho muito importante, é implantar a gestão de mudanças e
- 24:19inseri la na cultura organizacional, o que é um
- 24:21desafio, porque isso por si só, já é uma mudança.
- 24:23Assim como implantar uma abordagem ágil também é uma
- 24:27mudança. Aliás, implantar um piemou
- 24:30também é uma mudança. 75% dos fracassos na implantação de
- 24:36piemous relatam resistências. Questões culturais, resistências
- 24:41humanas, questões culturais e a falta de Patrocínio, 3 coisas
- 24:45que tem a ver que são do universo da gestão de mudanças.
- 24:48Ou seja, o que eles disseram, olha, se é 35% dos que
- 24:50fracassaram, se é fracassar, é por falta de gestão, de mudança,
- 24:53sem saber, talvez dar esse nome adequadamente.
- 24:56Isso é, é um dado que vem do pmsurvey.org já tem algum tempo,
- 25:00é de 2013. Assim, eu não estou equivocado,
- 25:03mas mas eu acho que não. Essa situação não mudou muito
- 25:05porque nós continuamos sendo pessoas.
- 25:08Mudar é tirar do status quo, é é gerar algum desconforto.
- 25:13Embora seja um podcast, eu vou propor um exercíciozinho rápido
- 25:16aqui, tá? Porque o nosso ouvinte vai poder
- 25:18fazer. Então eu vou convidar todos
- 25:20vocês aí que estão ouvindo, cruzem os braços da maneira que
- 25:22você faz normalmente, só cruza os braços, aí experimenta aí
- 25:25agora faz o seguinte, cruza os braços, ao contrário da maneira
- 25:28que você não faz, né, com o braço que estava por baixo,
- 25:31agora está por cima, que tal? Ficou confortável?
- 25:35Provavelmente não, né? É curioso porque nós estamos
- 25:38falando do mesmo corpo, com os mesmos braços.
- 25:40Você apenas subverteu a ordem do que você estava acostumado e
- 25:43naturalmente você sentiu o desconforto.
- 25:45Então mudar gera desconforto, não tem mudança assim, algum
- 25:48desconforto. A questão é se você vai ter os
- 25:51estímulos adequados para manter seu braço cruzado Na Na posição
- 25:56inversa e dali a 2 semanas esse vai ser a sua posição normal.
- 26:01Aliás, se você quiser voltar ao original, talvez você sinta de
- 26:03novo a dor da mudança. Porque você se habitua, você
- 26:06também se acostuma com as coisas.
- 26:08Só que isso exige uma abordagem muito estruturada para que as
- 26:13coisas sejam menos sofridas, né? O processo de mudança, ele tem
- 26:19várias etapas e tem uma curva da mudança que a gente chama de
- 26:23vale do desespero. Então, passar pela curva da
- 26:26mudança é normal. O que não é normal é acampar na
- 26:29curva da mudança, porque aí você vai ficar no estado de
- 26:31sofrimento ali eternamente, né? Você tem que se levantar.
- 26:35Muitas vezes o líder da mudança, o gestor de mudança, tem que ir
- 26:38no vale da mudança, dá a mão e falar vem comigo, vem comigo,
- 26:41olha aqui, ó, tem um Mundo Novo aqui, tem uma visão do estado
- 26:43futuro, da organização, e você está sendo convidado para fazer
- 26:47parte disso. Tem que fazer pequenos ajustes,
- 26:49mas nós vamos fazer juntos e isso muda completamente.
- 26:52AA abordagem então? Eu acho que sim, o RH tá mais
- 26:56integrado, mas também vou te contar 11, experiência
- 26:59interessante há 3 anos atrás, eu acho.
- 27:04Pós pandemia, né? 3 anos saiu pós pandemia?
- 27:06Exatamente. Foi logo que depois que a gente
- 27:08saiu da pandemia, eu fiz uma pesquisa com o grupo de COS do
- 27:13Rio de Janeiro, do qual eu fui fundador, presidente 2 vezes,
- 27:16sou membro da da diretoria da área de responsabilidade social.
- 27:21É, embora não seja nem mais de TI, né?
- 27:23Mas ali estão muitos amigos e eu, por ser fundador do grupo,
- 27:25tô lá e mas eu sou membro também da associação brasileira dos
- 27:28líderes de TI, que também não sou mais de TI, mas também
- 27:31continuo lá. Não sai, né?
- 27:35Não, a gente até sai, mas a ti não sai da gente, né?
- 27:37É? Isso a gente não sai da ti, não
- 27:38sai da gente, pelo menos. É verdade.
- 27:41E aí eu fiz uma pesquisa com apenas uma pergunta, né?
- 27:45Na sua experiência, o RH, ele foi opção, um grande problema
- 27:51para transformação digital. Não foi nenhum problema, nem foi
- 27:56apoio. Ele foi neutro ou ele foi um
- 27:58grande apoio? A grande maioria ficou ali no
- 28:01meio assim, ó, não atrapalhou, mas não ajudou.
- 28:03Mas 30% viram no RH um atrapalhante e só cerca de 20%
- 28:09viram o RH como um grande apoio. E aí eu fui fazer o Congresso da
- 28:15da BRHE. Eu fiz essa pergunta pra um
- 28:18público de 400 pessoas que responderam e eu projetei na
- 28:21hora. No mentimeter há 11 distorção
- 28:24autoperceptiva do RH. Porque o RH?
- 28:27Se via como grande ajudante, então o quadro se inverteu
- 28:30completamente, né? E aí quando eu mostrei para eles
- 28:32o quadro dos seus líderes de tecnologia da informação, eles
- 28:36ficaram um pouco chocados. Eu falei, olha, isso não é um
- 28:39problema perdurar essa situação é um problema.
- 28:42Permanecer como está é um problema.
- 28:44Mas se você olhar para um outro lado, há uma zona de
- 28:46oportunidade enorme que se você abraçar essa causa e você for o
- 28:49líder dessa transformação, se aproximando de ter, isso vai
- 28:53mudar muito. E nesses últimos 3 anos,
- 28:56especificamente, eu vi um esse negócio deu uma chacoalhada,
- 29:00muita coisa vem chacoalhando o RH.
- 29:01Eu vi essa mudança acontecer ali No No dia a dia, sabe?
- 29:07Inclusive, eu passei a ser muito mais contratado pelo RH do que
- 29:10pelas pessoas de ti. O RH preocupado com essa questão
- 29:14de cultura organizacional, com os efeitos cada projeto ele tem,
- 29:18ele acaba trazendo algum alguma lapidação da cultura
- 29:22organizacional. E ter uma cultura forte faz
- 29:24muita diferença, né? Uma cultura resiliente,
- 29:27adaptativa, vai fazer muita diferença, e eu acho que sim.
- 29:31Mas ainda tem um espaço, viu? Um espaço a ser conquistado
- 29:34também. É fato que ainda tem empresas
- 29:35que tem mais um departamento pessoal do que um RH.
- 29:39Legal essa pergunta. A pergunta que eu IA fazer era,
- 29:41tinha essa linha também, né? De falar sobre o RH.
- 29:44Na verdade, eu IA usar o meu espaço para fazer 2 perguntas,
- 29:47então eu vou fazer a segunda. Mas antes deixa eu só fazer um
- 29:50comentário porque tem a ver com isso que você tava falando,
- 29:52Vicente. Que tem a ver um pouco com a
- 29:54experiência que eu também tive, até de certa maneira recente, aí
- 29:58em período de pandemia e pós, né?
- 30:01Eu estive na Deloitte, na área de rioman capital, exatamente na
- 30:05área de gestão de mudança. E foi interessante perceber que
- 30:09as empresas estavam contratando mais a gestão de mudança pelo RH
- 30:14e não mais pela ti, né? A ti sim, principalmente quando
- 30:17o projeto é grande e tal. Então a ti contratava sim para
- 30:20fazer a gestão de mudança do projeto especificamente.
- 30:23Mas eu vi a área de RH preocupada em fazer não um
- 30:28projeto em si, mas essa transição.
- 30:31Para tornar o RH mais estratégico.
- 30:33Então eu vi isso acontecer e vejo acontecer com mais
- 30:36frequência, como você falou aí de 3 anos para cá, acho por
- 30:40outro lado também, como você falou, que existe uma
- 30:43oportunidade gigante, porque sinceramente, aqui eu vejo ainda
- 30:47muita gente despreparada, né? É com muita boa vontade, porém
- 30:50despreparada por não ter vivido isso, por não ter tido a
- 30:53experiência, por não ter a gestão de mudança ou lidar com o
- 30:57fator humano ali no seu dia a dia, quase no seu DNA, que é um
- 31:01ponto. Um pouco que as empresas vêm
- 31:02buscando agora. Então assim, minha pergunta era,
- 31:04era essa, né? Pra ver se você tem visto isso,
- 31:06você falou que viu, mas eu vou pra segunda pergunta, que tem a
- 31:09ver com os líderes? Você vê os líderes abraçando
- 31:12essas mudanças? Você vê os líderes preparados
- 31:15para tocarem essa mudança, Vicente?
- 31:19Vou te dar um dado assim, super consistente, 48% dos líderes.
- 31:25Não tem nenhum treinamento em liderança da mudança.
- 31:28O cara às vezes tem doutorado, pós doutorado, mas a única aula
- 31:31que ele nunca teve foi sobre como fazer a liderança da
- 31:35mudança. Isso, inclusive, foi inspiração
- 31:37para nós escrevermos esse último livro que cujo o título é
- 31:42liderando a transformação organizacional, transformação
- 31:46organizacional. Você imagina que OA empresa tá
- 31:49passando pela transformação ágil, transformação cultural,
- 31:51transformação digital, todo tipo de transformação.
- 31:54Se você pegar uma moldura maior, você chama de transformação
- 31:58organizacional, que é esse conjunto de mudanças que estão
- 32:01acontecendo. Esse livro ele deu origem ao
- 32:04change Leader chip workshop, que é o treinamento rápido.
- 32:08Aí não tem prova de certificação e tal.
- 32:10É só um treinamento, uma preparação desses líderes para
- 32:13que eles atuem como líderes de mudança.
- 32:15E apenas 18%, um pouco menos até de de 18% das organizações
- 32:21treinam. Todos os níveis de lideranças
- 32:24nas suas organizações. Então isso é um dado que ainda
- 32:28demonstra pouca maturidade das lideranças.
- 32:31De fato, é um dado global, né? Ele vem da global change
- 32:35management Survey. A gente tem uma radiografia,
- 32:38Brasil também. Infelizmente, no Brasil a
- 32:40situação não é diferente, é a mesma, apenas 25% dos projetos
- 32:47afirmam que tiveram um apoio. Adequado das lideranças,
- 32:53liderando mudanças. Quer dizer, é pouco, né?
- 32:55É muito pouco. Agora, por outro lado, eu vejo
- 32:58assim pra mim, tudo na vida, quando eu comecei nessa toada de
- 33:01vou mergulhar no mundo de gestão de mudança e tal, não tinha,
- 33:04acho que nenhuma escola de gestão de mudança estruturada ou
- 33:07como uma que tivesse uma repercussão mais forte no
- 33:10Brasil. Então todo mundo achou que eu
- 33:12que seria uma loucura, eu falei, não, ao contrário, você não tem
- 33:15nenhuma, essa é a janela de oportunidade, esse é o blue
- 33:18Ocean. Total, né?
- 33:23Porque se já tivesse saturado de gente como quem tá tentando
- 33:26entrar agora. Hoje mesmo tive uma reunião com
- 33:28os diretores do centro de informação Latin America e
- 33:32alguns estão relatando isso assim, ó, tá surgindo aqui um
- 33:35Monte de gente que saiu do RH e que estão atuando como
- 33:40consultores e dando treinamento de gestão de mudanças e cultura.
- 33:43E vários foram nossos alunos, inclusive.
- 33:45Ok, esse é um é um fenômeno natural, muita gente mais
- 33:48buscando empreendedorismo. Só que é muito mais difícil você
- 33:51chegar no universo que já tá cheio de de de constelações
- 33:56brilhando do e você brilhar e você se destacar nesse universo.
- 34:01Do que quando você cria esse universo, o universo é teu, vai
- 34:04criando do jeito que você acha o mais adequado.
- 34:07Essa foi a grande loucura da criação do do etilcmai na
- 34:10verdade, né? EE me metendo em vários países
- 34:13aí que eu nem imaginava. A gente tá abrindo agora no
- 34:15Cazaquistão e eles querem abrir Oo centro de formação, mas a
- 34:20maioria do do pessoal lá fala russo, é Cazaquistão, os do e
- 34:25kirkistão são 3 países, só que a maioria fala russo.
- 34:30Aí tem que fazer a tradução para russo, amigo em espanhol e
- 34:32inglês, eu Domino. Mas como é que eu vou conferir o
- 34:35que esse povo tá escrevendo em russo?
- 34:37Seja num, né? Tudo bem que a gente tem um
- 34:39Monte de ferramenta que te ajuda, mas uma trabalheira de de
- 34:42você conseguir incluir mais um idioma e um idioma que até o
- 34:47alfabeto é diferente. Fora a questão política no
- 34:50momento, né? Geopolítica e política não vive
- 34:53um momento assim de grande aceitação.
- 34:56Não é a Rússia, né, não é o país, o país em si não tem, não
- 35:00tem culpa. Acho que se pudesse perguntar
- 35:02aos russos. Eles não iam querer que a
- 35:04situação tivesse assim, mas enfim, alguns líderes, às vezes
- 35:08é, provocam tragédias humanas que são terríveis, mas eu vejo
- 35:12assim uma grande zona de oportunidade.
- 35:14Cara, se eu fosse do RH hoje em dia, eu IA me jogar nesse
- 35:18negócio. E o que?
- 35:19E quer ver uma coisa curiosa, a gente não tá pegando só o
- 35:22público de RH, que é só o Business partner.
- 35:25Tem também o BP, o analista de RH e tal.
- 35:28Mas tem diretores de RH, superintendentes de RH.
- 35:31No outro dia, uma diretora de RH fez o treinamento conosco.
- 35:35Foi até curioso porque nós cunhamos várias expressões e
- 35:39teorias sobre gestão de mudanças, como, por exemplo, o
- 35:42luto antecipatório organizacional, que é aquela
- 35:46circunstância. Assim, você ouviu falar que a
- 35:47empresa vai mudar todo mundo? Já a rádio corredor está ativa.
- 35:50Está com viés negativo sobre a mudança.
- 35:52Você nem sabe o que que é, mas já está falando sobre a mudança.
- 35:55E as pessoas já entram em luto, né?
- 35:57Num estado de sofrimento como se tivesse de fato perdido um ente
- 36:00querido ou passado por uma mudança muito negativa.
- 36:04E isso chama se luto antecipatório organizacional.
- 36:07Luto antecipatório é um conceito que vem da tanatologia.
- 36:10Tanatudes era A Entidade da morte na cultura grega.
- 36:14Na verdade, a gente está na atologia desde a parte de do
- 36:16estudo de da medicina forense, mas hoje a tanatologia é mais
- 36:20conhecida pela dentro do universo da psicologia
- 36:23hospitalar. Trabalhando particularmente com
- 36:25pacientes terminais. E essa expressão, a gente viu
- 36:28que ela cabia no ambiente organizacional, porque você
- 36:31também tem gente vivendo um luto antecipado no ambiente
- 36:35organizacional, cicatrizes organizacionais, indução,
- 36:38protagonista. Então, uma série de expressões
- 36:39que a gente usa, que a gente criou teorias sobre isso, gestão
- 36:43tridimensional do stakeholders. E, aliás, nós desenvolvemos o
- 36:46software. Que é OOAGM.
- 36:48Block tools é a ferramenta mais avançada que existe em gestão de
- 36:52mudanças hoje, porque ela te permite fazer coisas que nenhuma
- 36:55outra ferramenta permite, né? Tem as ferramentas muito
- 36:57tradicionais, fazem o mapa de stakeholder aqui, fazem uma
- 37:00coisa de impactos organizacionais.
- 37:01Ali essa ferramenta traz muitas inovações, porque a gente vai, a
- 37:05gente não para de criar. Isso é uma característica
- 37:07importante do do eixo semai. E essa diretora de RH, ela fez
- 37:11um glossário das expressões que a gente tava usando, eu achei
- 37:14super bacana. E aí, o que que ela fez?
- 37:17Ela entendeu que na empresa dela ela precisava levar a cultura de
- 37:20mudança. Então ela fez o change líder
- 37:23ship workshop para trabalhar primeiro nessa camada, que
- 37:26seriam os primeiros AA terem que aceitar que nós precisamos de
- 37:30técnica, precisamos de conhecimento para conseguir ter
- 37:33uma pegada de transformação realmente sólida, que mude com
- 37:38consistência a empresa. E depois ela treinou tanto o
- 37:42time de RH quanto o time de TI. A turma de projeto estava dentro
- 37:46de ti, eles não tinham outros tipos de de projeto, porque às
- 37:50vezes tem, né? No caso do do metrô Rio, por
- 37:52exemplo, a gente treinou muita gente na engenharia, na
- 37:54manutenção, que vive em mudança, né?
- 37:57Imagina que a tecnologia também metroviária, também evoluiu
- 38:00muito, né? Hoje você tem piloto tomar, tem
- 38:02muitas coisas novas, então eu eu vejo, eu vejo isso, cara, para
- 38:06mim assim é onde tem vazio, é zona de oportunidade, não é zona
- 38:09de problema, não é, ao contrário, eu acho que quem,
- 38:11quem for de RH, quem for agilista.
- 38:15E perceber que, por exemplo, sustentação da mudança pode ser
- 38:18uma coisa importante, é indicadores de prontidão da
- 38:21mudança. Será que o meu produto, o meu,
- 38:23está ficando pronto e a organização, eventualmente não
- 38:28está tão pronta assim para encarar as mudanças que serão
- 38:31introduzidas com a implementação daquela releas?
- 38:33Às vezes, né? Do produto inteiro é só de uma
- 38:35releas ou de um sprinting? Será que é possível?
- 38:38É a possível, é frequente, é a frequente.
- 38:42É frequente, isso acontece toda hora a gente se esquece, né, de
- 38:45foca tanto no projeto, se esquece de olhar um pouquinho
- 38:48pro mundo lá fora, né? Eu tenho um caso muito
- 38:51interessante de um projeto que a gente tava fazendo e essa
- 38:55empresa dependia muito de clientes do atacado e dos
- 38:59clientes que ela vendia no atacado.
- 39:01Tinha uma categoria que ela chamava de cliente vip,
- 39:03contratos de longo prazo, cliente com relação, ela fazia
- 39:06parte da cadeia de suprimentos que essa empresa produzia,
- 39:08embalagem. Não adianta você ter o produto,
- 39:11né? Eu fabrico aqui o produto, mas
- 39:13não tenho embalagem para entregar, não vou conseguir
- 39:15concluir minha minha cadeia, né, de desde da da venda até A
- 39:19Entrega logística final. E aí eles decidiram o seguinte,
- 39:23bom, a mudança vai afetar o cliente.
- 39:24A gente precisa, não dá para só mandar uma informação para o
- 39:28cliente. Nós precisamos tratar esse
- 39:30cliente vip com muito carinho, então decidimos lá com com foi
- 39:34até uma proposta do próprio diretor de de marketing
- 39:36comercial. E um dos indicadores de
- 39:38prontidão pra mudança seria quando você chegasse nesse ponto
- 39:41aí que vai afetar o cliente, que os gerentes de vendas,
- 39:46coordenadores de vendas, eles já teriam que ter visitado 100% dos
- 39:50clientes. E aí eu tô vendo lá que a data
- 39:53tá se aproximando, data tá se aproximando.
- 39:55E o indicador de prontidão tava dizendo, ó, paramos em 95%,
- 40:00porque os caras deram um sprint inicial, deram um geis inicial
- 40:02ali, começaram AA tocar essa comunicação intensa.
- 40:06Presencial, ativa, que é o melhor tipo de comunicação que
- 40:10tem, da mais para o brasileiro, que é mais relacional, né?
- 40:12E ficou parado em 95%. Aí qual o nosso papel?
- 40:15Assim, nós não somos donos do indicador, eu não vou fazer
- 40:17visita ao cliente, mas nós definimos um indicador de
- 40:20prontidão para mudança. Você daqui a pouco vai chegar na
- 40:22hora de decisão da implantação e você vai ter um indicador abaixo
- 40:26do esperado. Isso isso amplia o risco do
- 40:29projeto de trazer um efeito negativo para o cliente, que é a
- 40:32fonte de de vida da sua empresa, se o cliente da sua empresa não
- 40:35existe. E aí discutindo lá com os
- 40:38indicadores, nos rituais que a gente faz com comitês de gestão
- 40:42do projeto, o pessoal decidiu fazer força tarefa.
- 40:46Vamos, vamos assistir. Temos 2 semanas para falar com
- 40:48todo mundo e zerar essa conta. Então, às vezes, até mesmo a
- 40:51comunicação pode ser um indicador comunicação pode ser
- 40:55interna, mas pode ser externa, como esse exemplo falando de
- 40:57cliente, o sindicato, empresas que são muito reguladas com o
- 41:01governo, com as agências reguladoras.
- 41:04EE, muitas vezes a gente não percebe essa sutileza do
- 41:07processo de mudança, EE acaba sendo um dos motivos de fracasso
- 41:11de volta atrás, né? Não deu certo e tal, mas pera
- 41:14aí, cara, de repente o teu software, o teu, a tua
- 41:16tecnologia, seja o que for, é sensacional.
- 41:20Ela só não foi a implantação, só não foi tão bem conduzida.
- 41:24Do ponto de vista humano, isso gera rejeição.
- 41:26Depois é mais difícil ter que refazer, né?
- 41:30Vicente por mim, a gente podia continuar mais 1 hora e meia
- 41:33aqui conversando assim. É.
- 41:34É muito bom ouvir você falando. Você é um homem muito culto,
- 41:37traz muita cultura, muita informação, muitos dados, tudo
- 41:40que a gente ama aqui. Mas a gente normalmente termina
- 41:43os nossos episódios pedindo dicas.
- 41:45E aí eu queria que você desse talvez no seu caso, 2 dicas,
- 41:47talvez uma para líderes e outras para pessoas que querem ser
- 41:51agente da mudança também, que não estão ainda de repente num
- 41:53cargo de liderança e escutaram você aqui e ficaram inspiradas
- 41:56por isso e querem começar por onde essas pessoas começam.
- 41:59O que que elas começam fazendo? A gente vai deixar aqui No No
- 42:01escritivo do episódio, link para os livros, enfim, para o
- 42:04instituto. Mas que dica você daria assim?
- 42:07Uma dica? Posso até pegar um gancho só
- 42:09desse assim, obviamente eu não sei o que você vai falar, mas
- 42:11assim. Ela veio com um ponto que eu
- 42:13achei interessante, né? Dar uma dica para quem quer se
- 42:16tornar gente de mudança. Mas eu queria fazer até a
- 42:19provocação e que eu acho que todo mundo deveria ser esse
- 42:22agente. E aí, como é que a gente faz
- 42:24isso acontecer? Não é?
- 42:26Foi genial porque você respondeu o que eu IA falar.
- 42:29Na verdade, eu acho que o primeiro passo é a consciência
- 42:32de que todos somos protagonistas da mudança.
- 42:35Nós não somos nem vítima nem público da mudança.
- 42:38Nós fazemos parte da mudança. Quando nós nos colocamos fora da
- 42:42mudança, nós corremos o risco de perder relevância dentro da
- 42:47organização. Porque a organização está
- 42:48mudando e você está parado. Você 1 hora entrará num estado
- 42:52de obsolescência que você não é visto nem como um agente
- 42:55transformador numa empresa que está em transformação, nem
- 42:59minimamente como um apoiador, né?
- 43:01Como um agente que tem um fenômeno da psicologia
- 43:04importante chamado influência social.
- 43:07Que vai nos levar até para outro fenômeno, que é a conformidade
- 43:10social, que é quando você tem uma norma aceita pelo pelo grupo
- 43:14E você se é líder, você é um modulador dessa norma que acaba
- 43:18fazendo parte do comportamento organizacional e da cultura e
- 43:23empresas que tem uma cultura de aceitação à mudança, uma
- 43:25abertura para mudanças. São mais flexíveis, ativas,
- 43:28adaptativas, tem um grande diferencial, porque conseguem.
- 43:31Veja o caso da pandemia, empresas que tiveram empresas
- 43:34que fecharam por causa da pandemia.
- 43:36Empresas que sofreram muito, empresas que se adaptaram
- 43:39rapidamente, você tem de tudo. E essas que se adaptaram
- 43:43rapidamente ganharam um terreno naturalmente.
- 43:45Então eu acho que o primeiro é essa consciência de que todos
- 43:48somos protagonistas da mudança, não só nas organizações, mas nas
- 43:51nossas vidas também. Ninguém é vítima de nada.
- 43:54O segundo é que é importante você incluir minimamente isso no
- 43:59seu cardápio de conhecimentos. Particularmente, se você almejar
- 44:03alguma posição de liderança, não precisa ser o diretor nem o
- 44:06presidente da empresa. Mas se você vai liderar um
- 44:08projeto, por exemplo, não dá para abrir mão de conhecer
- 44:12minimamente sobre o fator humano.
- 44:14Então, hoje existe literatura, existe uma literatura mais
- 44:18simples, digamos, desde casos. Meus alunos, por exemplo, se
- 44:21reuniram e escreveram um livro, os casos de negócio deles e tal,
- 44:25que é uma literatura agradável, simples, até uma literatura mais
- 44:29técnica, como as que eu mencionei aqui.
- 44:31Que existem outras. Existem livros que são
- 44:34clássicos, né? Da literatura de gestão de
- 44:37mudanças que também são, são uma fonte importante.
- 44:41Agora o curioso é o seguinte, gestão de mudanças, não dá para
- 44:44você estudar, só gestão de mudança.
- 44:46Você precisa entender um pouco de estratégia.
- 44:49É só beber na em Fontes assim mais diversas, né?
- 44:51Desde sul do sul, com arte da guerra, desde Maquiavel, com
- 44:55príncipe, desde competindo pelo futuro com Gary hamel e pra
- 44:59ralad. Não precisa entender um pouco de
- 45:01criatividade e inovação. Precisa entender, claro, um
- 45:05pouco de psicologia. Mas não precisa estudar Freud,
- 45:08precisa ler um pouquinho sobre psicologia social, sobre os
- 45:10fenômenos da, da psicologia social, da psicologia
- 45:13organizacional. Um pouco sobre liderança também
- 45:17é muito importante porque, na verdade, todos nós temos um
- 45:20papel, seja de líder formal ou de um líder situacional.
- 45:24Em algum momento, a gente assume uma.
- 45:26Uma responsabilidade por conduzir alguma coisa pode ser
- 45:28pequeno ou grande, não importa é aquilo, é o teu, tua zona de
- 45:31responsabilidade. No momento, aliás, você só
- 45:33chegará nas grandes se você passar pelas pequenas antes, né?
- 45:36Ninguém nasce presidente de uma empresa, todo mundo vai
- 45:40escalando, né? Ao longo do tempo da sua
- 45:41carreira. Então eu acho que a minha
- 45:43primeira dica é essa, assuma que seu papel como agente da
- 45:46mudança, como protagonista da mudança, e a segunda, busque a
- 45:50literatura. Se você quiser se aprofundar
- 45:51mais, busque um treinamento, busque a capacitação.
- 45:54Porque só vai agregar na sua carreira.
- 45:56Aliás, esse mercado é um mercado que está pujante no Brasil.
- 46:00Eu vejo muitas oportunidades, eu vejo empresas com dificuldades
- 46:04de contratar, inclusive me procuram e pedem indicações.
- 46:07É e eu posto nas nossas comunidades essas oportunidades,
- 46:11várias delas pedem uma certificação.
- 46:13Então, a se você quer ser um profissional de gestão, de
- 46:16mudança, aí a certificação vai ser um diferencial importante,
- 46:19mas minimamente entender o seu papel e entender que mudar.
- 46:24Transformar uma organização é mudar através das pessoas, junto
- 46:29com as pessoas e nunca apesar das pessoas.
- 46:32Você entender isso aí já deu um grande passo.
- 46:35Maravilhoso? Acho que não.
- 46:37A gente não tem como terminar melhor do que com essa última
- 46:39frase para mim, ela resume o episódio inteiro, tudo que a
- 46:43gente falou até aqui tá resumindo nessa última frase,
- 46:46gente, eu queria. Queria muito, muito te agradecer
- 46:49por ter aceitado o convite, por ter vindo conversar com a gente
- 46:51por essa aula de gestão de mudanças.
- 46:54É e queria te convidar para se você tiver qualquer outro
- 46:57insight, se quiser vir falar sobre algum outro assunto, as
- 46:59portas da comunidade ajam estão sempre abertas para você.
- 47:03Beleza, com muito prazer. Eu que agradeço pela
- 47:05oportunidade, primeiro pelo carinho que eu tenho vocês 2,
- 47:08por pela nossa história juntos, né?
- 47:10Nós tivemos uma história 11, capítulo muito importante da
- 47:13minha vida. Vocês viveram comigo e eu lembro
- 47:16com muito carinho nesse momento EE hoje revê Los aqui, estar com
- 47:20vocês e vendo também essa iniciativa fantástica de.
- 47:24De vocês terem esse podcast que eu vou virar fã agora, com
- 47:27certeza. Eu que estou morando em
- 47:29Teresópolis, né? Pela estrada para o Rio.
- 47:31Ali, às vezes já estou cansado das minhas playlists de pagode,
- 47:35de música clássica ou então do do rock progressista.
- 47:39Eu vou estar na hora de começar a ouvir outras coisas.
- 47:41Vou mergulhar nesse podcast aí. Pelo menos eu tenho 199
- 47:45episódios aí no meu back log. E muito obrigado.
- 47:48Tranquilamente, obrigada você por ter aceitado ter vindo falar
- 47:51com a gente. Muito obrigado.
- 47:52Vicente o super prazer e de novo um agradecimento.
- 47:55Aqui aproveitando o espaço para te agradecer todo o conhecimento
- 47:58que você nos passou e principalmente a inspiração.
- 48:01Você para mim foi uma inspiração.
- 48:03Valeu, prazer, um abraço aí para nossa audiência e vamos juntos
- 48:08transformar o planeta. Boa, valeu.
- 48:11Obrigada, Vicente, valeu bari beijo.
- 48:13Valeu, valeu. Pessoal, valeu comunidade.