Latest / SuinoCast · by PPGVET / Rayllana Larsen: Composição Ideal do Leite para Suínos | Ep. 288
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:10Suinocast. Hoje em dia, as porcas foram
- 0:12melhoradas geneticamente ao longo do tempo para melhorar o
- 0:16número de leitões no parto, o número de leitões no desmanto.
- 0:21Entretanto, os leitões estão desmamando mais leves.
- 0:24E a ideia do trabalho é o quê? O que a gente pode fazer, além
- 0:28do melhoramento genético, para a gente conseguir melhorar o ganho
- 0:32de peso desses leitões até chegar no desmame.
- 0:35Siga-nos nas redes sociais, YouTube e Spotify para ter
- 0:39acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade, irreverente e
- 0:43gratuito. O Suinocast só é possível
- 0:48através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:52educação continuada na suinocultura brasileira.
- 0:55Seva, sempre com você, além da saúde animal.
- 0:59DSM Firmenich, moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 1:04Polinutri Nutrição Animal, juntos vamos mais longe.
- 1:14Olá pessoal, vamos para mais um episódio do Suinocast, essa
- 1:18plataforma que compartilha conhecimento na cadeia produtiva
- 1:21de suínos e tão importante para essa cadeia produtiva que cresce
- 1:24a cada dia no Brasil. Meu nome é Vinícius Cantarelli,
- 1:28sou o host dessa plataforma e como sempre trazemos convidados
- 1:31especiais para compartilhar não só seu conhecimento técnico, mas
- 1:36um pouco sobre sua vida e hoje nós vamos bater um papo com a
- 1:39Railana Larson. Railana, seja muito bem-vinda.
- 1:42E eu já gostaria de passar a palavra pra ti, pra você
- 1:46explicar um pouco como é que o mundo da suinocultura entrou no
- 1:49teu mundo, que até então, pelo que a gente estava conversando
- 1:52previamente aqui, gente, a Railana trabalhava com gado de
- 1:55leite. E trabalhava com leite,
- 1:57obviamente. Depois entrou no mundo da
- 2:00suinocultura pelo leite. E ela vai explicar um pouco
- 2:02disso pra nós. Então, por favor, Railana, conta
- 2:04um pouco da sua entrada na suinocultura, como é que foi tua
- 2:08jornada até aqui, pra depois a gente falar mais sobre leite na
- 2:12suinocultura. Obrigada pelo convite, Vinícius.
- 2:15Obrigada pela introdução. Pois então, a minha entrada na
- 2:19sinocultura foi um pouco diferente, né?
- 2:21Eu comecei a trabalhar com bovino de leite, na verdade,
- 2:24desde a graduação. Fui trabalhando com bovino de
- 2:28leite, depois eu fui para o mestrado na parte de
- 2:31nutrigenômica. Então, a gente trabalhava
- 2:32nutrigenômica de ruminantes, trabalhei com pequenos
- 2:35ruminantes também durante a minha encertação de mestrado.
- 2:40E aí a ideia do nosso grupo de pesquisa basicamente é entender
- 2:44como que a dieta vai influenciar na produção de leite, na
- 2:48composição do leite, até então dos ruminantes.
- 2:52E aí surgiu então a ideia de trabalhar com suínos e começar a
- 2:56entender um pouco melhor como que a produção de leite, como
- 2:58que a dieta poderia influenciar nessa parte que é tão importante
- 3:03dentro da suinocultura, que é o ganho de peso de leitões até
- 3:07essa fase do desmame, né? E aí foi a ideia do doutorado,
- 3:13entrei no mundo da suinocultura. Estamos aí no último semestre do
- 3:18doutorado, trabalhando com isso. E aí abriu outras oportunidades,
- 3:22né? Os suínos sempre abrem
- 3:23oportunidades, muitas portas. E hoje a oportunidade de vir
- 3:28conversar sobre o tema da minha tese.
- 3:34Polinutri. Há trinta e cinco anos
- 3:36desenvolvendo soluções e produtos voltados para a
- 3:39nutrição e saúde animal. Pautados pela inovação e pela
- 3:43busca incessante de resultados zootécnicos que impulsionam a
- 3:47rentabilidade de nossos clientes.
- 3:50Polinutri. Juntos, vamos mais longe.
- 3:55Ailana, eu estou bastante motivado para conversar sobre
- 3:58esse tema contigo e é muito importante.
- 4:01Mas eu vou te provocar um pouquinho ainda você
- 4:03compartilhar com a gente como é que foi tua formação.
- 4:05Você formou em quê? Você fez seu mestrado em quê?
- 4:08Depois você teve uma experiência internacional, né?
- 4:10Conta um pouquinho pra nós. Eu sou médica veterinária,
- 4:14formada aqui pela UGV, o Centro Universitário de União da
- 4:17Vitória, no Paraná, uma cidadezinha aqui no interior do
- 4:20Paraná. E aí, depois da minha graduação,
- 4:23eu resolvi fazer mestrado. Então, eu fui para a UDESC, em
- 4:26Lages, fazer mestrado lá no CAVE, com o grupo de
- 4:31nutrigenômica. Então, com o pessoal de produção
- 4:34animal, focado com nutrigenômica de ruminantes e agora não
- 4:37ruminantes. Então, trabalhei com análise de
- 4:41dados, basicamente, no meu mestrado.
- 4:43Então, trabalhei muito com estatística de banco de dados,
- 4:46analisando produção de leite. E aí, no doutorado, já no meio
- 4:50da pandemia, terminei o mestrado, já emendei um
- 4:53doutorado com esse projeto com suínos.
- 4:56Então, mudei completamente a rota, completamente o foco, a
- 5:01espécie que eu estava trabalhando.
- 5:03E aí, no meio do caminho, em dois mil e vinte e dois, surgiu
- 5:06a oportunidade de eu ir para o Canadá fazer um doutorado de
- 5:08sanduíche. Então, morei lá por dez, quase
- 5:13onze meses, consegui uma bolsa de estudos pela CAPES para ir
- 5:16para lá. E lá eu trabalhei com
- 5:19substitutos de leite para leitões em fase de desmame.
- 5:24Então, foi uma experiência muito bacana, muito importante.
- 5:28Trabalhei com pesquisadores incríveis lá, inclusive da área
- 5:30de humanas, que a gente desenvolveu pesquisa em
- 5:33laboratório humano. E estamos finalizando dois
- 5:37artigos provenientes dessa visita lá.
- 5:40Então, foi bem bacana, bem proveitoso.
- 5:43Muito conhecimento. Interessante.
- 5:45Obrigado por compartilhar aí tua jornada.
- 5:48Não tenho dúvida que vai ter ainda muito sucesso, né?
- 5:52Mas esse tema me chamou atenção. Eu me lembrei aqui, Raimundo,
- 5:59dessa tua jornada entre o gado de leite e a suinocultura.
- 6:04Eu me lembro que nas aulas de bovino de leite aqui na
- 6:06Universidade Federal de Lavras, eu me formei aqui e eu tirei a
- 6:11ideia do meu projeto de mestrado nas aulas de gado de leite.
- 6:15O professor fala muito sobre milho, as texturas de milho.
- 6:18Eu falava, gente, mas isso aqui não tem esse assunto dentro da
- 6:21suinocultura. Então como é importante a gente
- 6:24às vezes navegar em áreas que não são tão diretas, mas que na
- 6:28verdade a gente aprende, talvez é aquela ideia de pensar um
- 6:31pouco fora da caixa. Bem, nesse sentido então eu vou
- 6:35te explorar agora. Me diz uma coisa, o primeiro
- 6:40ponto aqui que eu gostaria que você compartilhasse com a gente
- 6:43é dentro do teu conhecimento do produto leite.
- 6:47Seja ele na vaca, seja ele uma matriz suína, mas principalmente
- 6:53na matriz suína. A gente começar a conversa, o
- 6:57que você vê que nós estamos acertando, ou que nós estamos
- 7:00errando, dentro dos substitutos do leite, ou dentro da
- 7:04composição das primeiras dietas do leitão, que o leite tem, que
- 7:09nós não estamos enxergando, ou se enxergamos, não estamos
- 7:12querendo acreditar que é tão importante na composição do
- 7:15leite, que impacta positivamente no desenvolvimento do leitão.
- 7:19Você como conhecedora da composição do leite, composição
- 7:23a fundo da nossa sociedade genômica, como é que a gente
- 7:27poderia começar essa conversa você compartilhando seus
- 7:30conhecimentos de uma especialista em leite?
- 7:35Então, se a gente começar a pensar num dos gargalos da
- 7:40sinucultura, é o peso do leitão no desmano.
- 7:43Então, primeiro, a ideia do meu projeto começou aí.
- 7:46O fato de que, hoje em dia, as porcas foram melhoradas
- 7:50geneticamente ao longo do tempo para melhorar o número de
- 7:54leitões no parto, o número de leitões no desmano.
- 7:57Entretanto, os leitões estão desmamando mais leves.
- 8:01E a ideia do trabalho é o quê? O que a gente pode fazer, além
- 8:05do melhoramento genético, para a gente conseguir melhorar o ganho
- 8:09de peso desses leitões até chegar no desmame, visto que
- 8:12esses leitões, basicamente, se alimentam de leite pelas três
- 8:16primeiras semanas de vida, antes de começar a ter contato com o
- 8:21alimento sólido. E aí entra a parte da própria
- 8:25composição. A gente pode tentar mexer na
- 8:28composição do leite de um animal através, com foco na gordura,
- 8:33que é o mais fácil, ou na proteína desse leite.
- 8:38E aí a gente já viu, gente, teve um outro trabalho do nosso grupo
- 8:42que observou que colocando aditivos na alimentação da
- 8:46porca, ela traz uma composição de leite diferente.
- 8:49Então a gente sabe o potencial de aditivos na alimentação da
- 8:54porca que podem fazer com que o leitão, a leitegada, desmame
- 8:58mais pesado. Entretanto, tem muita coisa
- 9:03entre esse caminho da porca comer e o leitão ganhar peso.
- 9:08Então, o que é a ideia sempre do nosso trabalho?
- 9:11Às vezes a gente oferta lá na dieta, o animal vai comer, só
- 9:16que você não encontra isso na composição do leite final.
- 9:19Então, você não encontra às vezes o que você espera.
- 9:21Por exemplo, eu vou dar um aditivo que vai melhorar o teor
- 9:24de proteína. Às vezes eu não encontro isso na
- 9:27composição do leite da porca. principalmente pelo fato do
- 9:30manejo, de você conseguir... Coletar, fazer a coleta, fazer o
- 9:36manejo é muito diferente de um ruminante, por exemplo.
- 9:39Então, para você fazer uma ordenha completa de uma porta é
- 9:41muito diferente você conseguir isso do que numa vaca.
- 9:46Então, o que é? A gente pega, a gente faz a
- 9:49coleta desse material, analisa no laboratório e aí a gente vai
- 9:53para as vias mais metabólicas e entra dentro da célula para ver
- 9:57como que acontece isso dentro da célula do animal.
- 10:01E a gente faz análise de genes, de expressão de genes que vão
- 10:06codificar enzimas, que vão aumentar ou diminuir a produção
- 10:11dos componentes do leite. Então, para te resumir, a gente
- 10:17consegue melhorar muito mais fácil a composição do leite se
- 10:22você mexer no teor de gordura. e aí altera a dieta para alterar a
- 10:29composição de gordura lá no final.
- 10:33Proteína a gente consegue também, a gente já viu nesse
- 10:37último estudo algumas alterações a nível molecular, porém a gente
- 10:41ainda não chegou a resultados na produção do leite em si, na
- 10:47composição do leite em si, no leite que vai chegar até o
- 10:50leitão. Então a ideia do nosso grupo é
- 10:53entender fisiologicamente o que está acontecendo ali dentro
- 10:57daquele mecanismo dentro do animal, o que vai acontecer se a
- 11:00gente der um... um suplemento alimentar para o animal, nesse
- 11:05caso para a porca, e qual vai ser o seu efeito lá no leitão.
- 11:13O que mais nesse sentido? Eu não sei se eu respondi bem a
- 11:16tua pergunta ou se você tem algo mais específico.
- 11:20Respondeu e eu já tenho algumas outras.
- 11:24Você quis dizer para nós que É mais fácil ou menos desafiador,
- 11:32que fácil não é, né? Nós modularmos a composição ou
- 11:40aumentarmos até mesmo a concentração de lipídio do que
- 11:44de proteína. Tanto quantidade, tanto
- 11:47qualidade. É isso.
- 11:49Isso, exatamente. E aí entra alguns estudos que a
- 11:52gente vai chamar de lipidômica. que é o estudo do perfil do
- 11:57lipídio dentro do organismo do animal.
- 12:00E foi basicamente isso que a gente fez no Canadá.
- 12:03A gente pegou três tipos de substitutos de leite com perfis
- 12:08lipídicos diferentes e ofereceu para esses leitões.
- 12:11A partir disso, lá no sétimo dia depois do desmame, a gente
- 12:15coletou sangue deles e fez uma análise em laboratório para a
- 12:19gente ver qual o perfil de lipídio, que tipo de lipídio que
- 12:22a gente consegue encontrar. dentro no circulante, lá no
- 12:28sangue desse animal. E a gente encontrou mais de
- 12:30quatrocentos tipos de lipídios diferentes, mais de quatrocentos
- 12:33lipídios diferentes dentro do metabolismo.
- 12:36Dentro disso, a gente consegue classificar esses lipídios em
- 12:39algumas classes, como são os triglicerídeos, os
- 12:42costolipídios, e aí identificar qual é a função desses lipídios
- 12:46dentro do organismo, se eles estão sendo benéficos ou
- 12:49maléficos. Hoje em dia a gente não fala
- 12:51mais de concentração de gordura na alimentação dos animais, a
- 12:55gente já fala em composição dessa gordura, em ácidos graxos
- 13:01presentes nessa alimentação. Hoje a gente fala de ômega-seis,
- 13:05ômega-três, qual que é pró-inflamatório, qual que é
- 13:07anti-inflamatório. E se você ofertar isso na dieta
- 13:10desses animais, qual que é a resposta que o leite vai ter?
- 13:15Qual que é a resposta que o leitão pode ter?
- 13:18Então, basicamente, são essas as aplicações práticas desse tipo
- 13:24de pesquisa. Interessante, interessante.
- 13:28Você falando aqui, Railana, eu me lembro muito bem até das
- 13:31minhas aulas, na provocação que eu faço para o pessoal, na
- 13:34transição entre o leitão lactante para um leitão que irá
- 13:38consumir ração seca, que é o maior desafio do leitão, ou do
- 13:42suíno, depois que ele nasce, é esse desafio, né?
- 13:46e eu sempre olhava para esse cenário.
- 13:49A gente quer construir uma dieta pré-inicial, uma pré-mátrica,
- 13:53por exemplo, a primeira dieta para o leitão, e a gente vai lá,
- 13:57coloca plasma, leite em pó, soro, mas muitas vezes a gente
- 14:02está olhando para a lactose do leite e para a proteína, porque
- 14:06a gente tem hoje uma gama de aminoácidos que a gente pode
- 14:09incluir, mas se a gente for pegar a composição do leite da
- 14:14porca, Comparar com a composição de uma dieta pré-máter ou uma
- 14:20dieta pré-inicial, uma primeira dieta do leitão, o que é mais
- 14:24gritante não é aminoácido, não é lactose, é o lipídio.
- 14:29Estou errado? É certo.
- 14:33Eu acho que então, eu sempre pensei que a grande oportunidade
- 14:36que nós temos de melhorar a nutrição dos leitões é em
- 14:41relação ao lipídio e principalmente a qualidade do
- 14:44lipídio. E nesse sentido, então, nesse
- 14:48estudo que você já comentou com a gente, o que vocês encontraram
- 14:53nessa relação de que precisamos, ou nessa relação, não, nessa
- 14:56importância, nesse olhar, vamos dizer assim, de que nós temos
- 15:00que olhar mais pro lipídio do leite.
- 15:04Começa pelo fato, que a gente comentou, você comentou até,
- 15:10sobre ser a fase mais difícil da vida do leitão, esse período de
- 15:13transição. Então ele está saindo de uma
- 15:16dieta líquida, que é o leite da mãe, de lipídios provenientes de
- 15:20origem animal, que é uma gordura de origem animal, do glóbulo de
- 15:24gordura. do leite da mãe, e ele está passando por uma dieta
- 15:28sólida à base de plantas. Quando a gente compara o perfil
- 15:32lipídico de planta com origem animal, a gente vai ter
- 15:36composições diferentes. A gente tem triglicerídeos nas
- 15:39ruas, a gente vai ter composição, basicamente os
- 15:43mesmos tipos de ácidos graxos, as classes lipídicas no caso,
- 15:48mas a gente vai ter proporções diferentes.
- 15:52E aí, nesse caso, a gente escolheu o substituto do leite
- 15:58que é rico em esfingolipídios, que é uma classe de lipídios que
- 16:05está presente no glóbulo de gordura do leite de vaca.
- 16:08Então, esse produto veio... De laticínio, então eram
- 16:16resquícios de produtos de laticínio que a gente utilizou,
- 16:21aproveitou isso daí para oferecer para os leitões em
- 16:24forma de substitutos do leite. basicamente a ideia inicial era
- 16:29testar, ver se nessa fase em que os animais estão nesse período
- 16:34de estresse, gerado pela separação da mãe, pela alteração
- 16:40do tipo de dieta, vai causar todo um processo inflamatório,
- 16:43principalmente no trato gastrointestinal.
- 16:46Esses esfingolipídios já são conhecidos, estudados, por terem
- 16:50um efeito benéfico de reduzir a inflamação em trato
- 16:53gastrointestinal. Inclusive, há estudos em humanos
- 16:58com relação a isso. E aí, a ideia era, se a gente
- 17:02oferecer esses esfingolipídios, um produto que seja rico nesse
- 17:06tipo de lipídio, para os leitões, será que vai ter uma
- 17:09redução de processo inflamatório?
- 17:11Ou vai ser a mesma coisa que eu oferecer um substituto do leite
- 17:16com base em soja? Qual que era a ideia, né?
- 17:21O fato é que o simples fato da gente oferecer uma dieta líquida
- 17:26para esses animais, independente se era soja ou se era a base de
- 17:32gordura do leite, isso reduziu os processos inflamatórios.
- 17:36Ou seja, os leitões, só por eles receberem um substituto do leite
- 17:41nessa fase de desmame, eles não tiveram, não desenvolveram esse
- 17:46processo inflamatório. Então, aqui já traz uma ideia
- 17:49muito importante para a gente, que é observar e olhar com mais
- 17:53carinho para essa fase dos leitões e oferecer substitutos
- 17:56do leite, mesmo que não seja a base de gordura animal.
- 18:01Porque isso reduz todo esse processo inflamatório e esse
- 18:04estresse gerado pelo processo inflamatório no gasto
- 18:07intestinal, só com o fato deles terem uma alimentação líquida e
- 18:12não ser aquela troca abrupta do leite para a dieta sólida.
- 18:19Então, você quer me dizer o seguinte, que...
- 18:23Claro que pode ter impactos na composição de um substituto, na
- 18:27composição do lipídio, da proteína, mas mais importante ou
- 18:31tão importante quanto a composição é você oferecer a
- 18:34característica física correta. Você está dizendo que ofereça
- 18:38alguma coisa líquida para ele, é isso?
- 18:41Exato, nessa fase. Para pelo menos nesses sete
- 18:44primeiros dias ele ter essa adaptação e reduzir um dos
- 18:50princípios que causam estresse nele.
- 18:52Então, o animal vai estar gerando estresse por estar
- 18:54separando da mãe, por ter toda aquela adaptação, por estar
- 18:58sendo realocado, por estar tendo a questão de hierarquia entre os
- 19:02próprios leitões. Então, se você reduzir pelo
- 19:05menos esse estresse da adaptação da alimentação, já facilita
- 19:10bastante a vida dele nesse caso, em questão de processo
- 19:14inflamatório. Então, já reduziu bastante.
- 19:17Então, a gente fez um trabalho para testar, ver se os animais
- 19:20teriam um processo inflamatório recebendo esse substituto de
- 19:24leite. Não teve.
- 19:26A partir disso, o que a lipidômica traz para a gente?
- 19:29O que o perfil de lipídio lá no sangue desses animais trouxe
- 19:33para a gente? Será que esses lipídios foram
- 19:36bem metabolizados ou eles não foram?
- 19:38Será que vale a pena a gente procurar um substituto de leite
- 19:42que venha a ser de leite de vaca, que seja de origem de
- 19:46gordura animal? Será que é válido ou não é
- 19:49válido? Então, a gente fez todo o estudo
- 19:51da lipidômica, que eu comentei que a gente encontrou
- 19:53quatrocentos lipídios diferentes, classificou e aí a
- 19:57gente analisou e comparou os grupos. teve uma modulação
- 20:01diferente comparado à gordura que veio, o lipídio que veio à
- 20:05base da soja, com o lipídio que veio à base da gordura do leite,
- 20:11dos lipídios polares que a gente chama, né?
- 20:14Então, a gente chamou o nosso tratamento de lipídios polares e
- 20:16o outro... lipídios à base vegetal, à base de soja, e aí a
- 20:20gente teve essa diferença, essa modulação diferente.
- 20:24Entretanto, o simples fato deles terem recebido a dieta líquida
- 20:29já amenizou os efeitos inflamatórios que esses animais
- 20:32poderiam apresentar. Mas mesmo assim, ou seja, essa
- 20:36questão de respeitar o comportamento alimentar do
- 20:41leitão nessa fase, de oferecer algo líquido para ele é
- 20:43importante... Mas como vocês compararam os
- 20:47lipídios polares, oriundos de origem animal, com os da soja,
- 20:51também encontraram diferença ou não foi tão importante?
- 20:55Encontramos diferenças. Teve uma modulação diferente.
- 20:58Os lipídios polares, que eram ricos em esfingomielina e
- 21:01esfingolipídios, eles tiveram uma maior concentração nesse
- 21:04grupo. A gente só não pode afirmar que
- 21:07eles têm um efeito cem por cento anti-inflamatório porque a gente
- 21:10não teve processo inflamatório no animal.
- 21:13Então, a gente não pode dizer que não, eles são extremamente
- 21:18eficientes. A gente precisa fazer outros
- 21:19estudos com animais, por exemplo, sob estresse, sobre um
- 21:23efeito de estresse, para ver se eles realmente têm esse efeito.
- 21:26Mas a gente encontrou essa modulação.
- 21:29Tem uma modulação diferente entre lipídios à base de soja e
- 21:32o lipídio à base dos polares. Ok.
- 21:37E dentro dos, além dos esfingolipídios, teve algum
- 21:42grupo de ácido, algum Dentro dos ácidos graxos, vamos dizer
- 21:45assim, do perfil de ácidos graxos, algum que vocês acham,
- 21:49que vocês estão acreditando que seja mais importante a gente ter
- 21:53nas concentrações ou na composição da dieta, além dos
- 21:57cinco lipídios? Por exemplo, ter ácido láurico,
- 22:01ácido palmítico, ácido butírico. Então, a gente fez toda uma
- 22:06análise e a partir disso a gente tem um terceiro trabalho, na
- 22:13verdade, que é o estudo do efeito que todos esses lipídios
- 22:18tiveram na própria microbiota do animal.
- 22:20Esse trabalho ainda está sendo desenvolvido.
- 22:23Mas é o efeito que, por exemplo, alguns ácidos graxos
- 22:27provenientes de ômega-seis, como o ácido aracidônico, ele vai ter
- 22:33um efeito sobre um outro sistema que a gente chama, que é um
- 22:36sistema complexo, chamado sistema endocannabinoide.
- 22:41E esse sistema está vinculado a tentar manter a homeostase no
- 22:47organismo do animal. Então a gente sabe que tem
- 22:50lipídios que vão ter importância para ativar esse sistema em um
- 22:58tipo pró-inflamatório ou em um tipo anti-inflamatório.
- 23:02O ácido aracidônico é um desses. Então, a gente tem dietas ricas
- 23:06em ômega-seis, provavelmente, podem ter um subproduto, que é o
- 23:10ácido aracidônico, que tem uma ação pró-inflamatória.
- 23:14Então, ele pode gerar uma dieta rica em ômega-seis, a gente
- 23:18escuta falar que ela é uma dieta pró-inflamatória, enquanto uma
- 23:22dieta rica em ômega-três, ela pode ser anti-inflamatória.
- 23:26Então, ela vai ter lipídios que vão atuar sobre o sistema
- 23:29endocannabinoide, que ele é ativado através de lipídios, que
- 23:35além, uma das coisas que ele é ativado, tem lipídios que ativam
- 23:39esse sistema que podem ter efeitos anti-inflamatórios.
- 23:43Então a gente fez todo um estudo com base nisso, entendendo os
- 23:48lipídios que tiveram maior efeito ou não, se ativou esse
- 23:52sistema ou não, e quais os efeitos sobre toda a flora
- 23:57bacteriana, toda a microflora desses animais.
- 24:02Muito interessante. Então, vocês chegaram dentro do
- 24:07estudo com lipídios e leite em uma possível, possível não, mas
- 24:12na ativação do sistema endocannabinoide em suínos.
- 24:15Exatamente. que é uma coisa que a gente não vê muito esse tipo
- 24:20de sistema, o estudo desse sistema em animais, né?
- 24:23Então, é algo utilizado muito em humanos.
- 24:25Então, a gente pegou um modelo de estudo humano e aplicou para
- 24:29os animais, tanto que as nossas análises foram feitas em
- 24:31laboratório humano lá no Canadá. E esse, assim, me despertou
- 24:39curiosidade, porque eu tenho estudado um pouco sobre o
- 24:42sistema endocannabinoide, os diferentes canabidióides, né?
- 24:46A gente pensa que é só os canabidióides que atuam no
- 24:51sistema endocanabidióide. e não é, você está dizendo agora que
- 24:55lipídios e provavelmente outros compostos também.
- 24:58Atuam também, inclusive a própria flora bacteriana, a
- 25:01gente vai ter bactérias que elas têm uma certa influência nesse
- 25:05sistema, através do LPS, então eles podem aumentar ou reduzir a
- 25:12betite, eles podem aumentar ou reduzir a produção de gordura,
- 25:19em tecido adiposo, então tem estudos hoje sobre o efeito de
- 25:25outras moléculas, de outras coisas sobre esse sistema e a
- 25:29influência disso dentro do sistema endocannabinoide e como
- 25:34que isso pode afetar, por exemplo, na obesidade, em
- 25:37pessoas obesas. Então, é um sistema bem mais
- 25:41complexo do que a gente imagina. Eu conheci ele faz um ano e a
- 25:45gente tem estudado bastante para tentar entender qual que é a
- 25:49função de muitos lipídios. E hoje a gente ainda não tem
- 25:52clareza sobre quais os lipídios, quais as moléculas exatamente
- 25:56atuam sobre esse sistema e qual o potencial desse sistema dentro
- 26:00do organismo, além de manter a homeostase, o quanto que ele
- 26:03pode influenciar ou não, positiva ou negativamente. no
- 26:08organismo completo do animal. E também, se a gente começa a
- 26:12estudar e entender mais o sistema endocannabinoide no
- 26:17suíno, você acaba tendo oportunidades, porque acredito
- 26:21que outros compostos, entre eles fenóis, Entre eles, óleos
- 26:28essenciais e outros compostos podem também atuar nesse
- 26:31sistema. E basicamente nós estamos
- 26:33falando, como você já falou, sistema inflamatório, uma
- 26:36resposta imune. Não só do ponto de vista de
- 26:39estresse, mas uma resposta vacinal, bem, tendo mais sucesso
- 26:44ou não. Centro da saciedade, centro da
- 26:46fome. E eles conversam com a
- 26:49microbiota. Isso tudo eu estou tomando nota
- 26:52aqui, porque é bastante interessante.
- 26:54É tudo novo. Pra mim, pelo menos, foi tudo
- 26:57novo. Nós estamos descobrindo, né?
- 26:59Novo não é. É, estamos descobrindo agora,
- 27:02né? E vamos voltar lá pra aquele
- 27:07tema que eu acho que, assim, aqui é uma plataforma que a
- 27:10gente fala muito de ciência, também de tecnologia, mas tem
- 27:14muitos ouvintes aqui que, na verdade, quer... a tecnologia já
- 27:19para gerar o valor, já a solução para gerar o valor.
- 27:21Nesse sentido, o que vocês já têm de informação interessante
- 27:28para ser aplicada? Olha pessoal, se for trabalhar
- 27:32uma composição de lipídios em uma dieta pré-um, prefiram esse
- 27:36tipo de lipídio. Como eu comentei, a gente não
- 27:41pode afirmar sobre cem por cento o efeito anti-inflamatório dos
- 27:45esfingolipídios, lipídios polares, a base do glóbulo de
- 27:49gordura do leite da vaca, mas a gente pode... dizer que eles
- 27:57modulam positivamente toda a parte da lipidômica do animal.
- 28:02E, claro, precisamos de mais estudos para frente, mas esses
- 28:06lipídios têm uma tendência a ser anti-inflamatórios, a ter uma
- 28:11modulação, uma proteção do trato gastrointestinal e auxiliar
- 28:15nessa fase de desmame em processos inflamatórios, em...
- 28:19em benefícios para o organismo, para o metabolismo do suíno.
- 28:23Então, isso a gente sabe através de outros estudos já publicados,
- 28:27que foi de onde surgiu a nossa ideia para esse projeto.
- 28:30Então, deem atenção para os esfingolipídios, para os
- 28:34lipídios polares, para lipídios que são provenientes do leite da
- 28:38vaca, Então como substitutos do leite.
- 28:43Nesse sentido, é bem interessante, quando a gente
- 28:49pensa em produtos lácteos para as dietas de leitões, é mais uma
- 28:54vez, a gente está muito ali envolvido em fechar a demanda ou
- 29:00atender a demanda de lactose. E aí nós vamos para soro, que é
- 29:03um produto de custo mais baixo. Quando passamos por leite em pó
- 29:08integral, é um produto de maior valor agregado, mas é ali que
- 29:12vai ter o lipídio, ou esfingolipídios.
- 29:15Exato. Tem muito trabalho a base de
- 29:17whey protein, ou tal do whey que o humano toma muito, a gente
- 29:22utiliza muito na indústria humana, e a gente consegue
- 29:26aplicar isso também dentro da suinocultura.
- 29:30Em experimentos, pelo menos, por enquanto, a gente está
- 29:32conseguindo utilizar e tendo bons resultados.
- 29:35Então, nesse experimento que vocês fizeram, na verdade, foi
- 29:39tipo um whey protein com rico em lipídio ou foi um leite?
- 29:43Que produto que foi? Se é que você pode contar. foi
- 29:47um produto que veio da indústria de lácteos.
- 29:50É o que a gente pode comentar. É um produto que era resquícios,
- 29:55que provavelmente seria jogado fora de um laticínio, e aí foi
- 30:01utilizado como base para fazer o substituto do leite.
- 30:07Então, a gente não, eu não estava no experimento a campo,
- 30:11eu cheguei para as análises do laboratório, mas ele era
- 30:15ofertado, ele era diluído, ele vinha em pó ali, ele era diluído
- 30:20e ofertado para os animais, mas era um subproduto da indústria
- 30:26láctea. Que é uma coisa que fica barato,
- 30:30né? Se a indústria láctea não está
- 30:33utilizando esse produto, a gente consegue comprar num valor mais
- 30:37acessível e aplicar dentro da propriedade, sabendo de valores
- 30:42mais benéficos do que, por exemplo, a soja.
- 30:44Pensando até em questão de custo de soja hoje em dia, se a gente
- 30:47for pensar em mercado, né? Interessante, mas a recomendação
- 30:51é ser líquido. ser líquido. A recomendação é ser líquido
- 30:55pelo menos nessa fase ali dos sete primeiros dias, depois do
- 31:01pós-esmame. Isso aí.
- 31:03Então na verdade, porque é o seguinte, quando a gente fala em
- 31:05transição, nessa transição, a gente pensa em adaptação, a
- 31:08gente fala muito da questão do creep feeding, ou seja, de já
- 31:12começar a adaptar o leitão para a dieta seca na maternidade.
- 31:17Mas pelo que nós estamos entendendo, tão importante o
- 31:20quanto fazer essa apresentação de uma dieta seca no
- 31:24pré-desmame, é também no pós-desmame você continuar
- 31:29oferecendo uma dieta líquida para a adaptação dos animais.
- 31:33Se sim, você acha que a idade ao desmame também impacta nisso?
- 31:38Ou seja, leituras pagadas mais precocemente demandam ainda mais
- 31:42esse tipo de protocolo? Com certeza.
- 31:46Até pela idade de maturação do trato gastrointestinal.
- 31:49Eles têm um tempo para começar a madurecer.
- 31:53E aí, a partir da terceira semana, no nosso experimento,
- 31:56como foi no Canadá, a empresa fazia o desmame aos vinte e um
- 31:59dias. Então, a gente pegou animais de
- 32:01vinte e um dias, do vinte e um ao vinte e oito, a gente
- 32:04ofereceu o substituto do leite. Já desmamado?
- 32:07Já desmamado. Vinte e um dias desmamado, a
- 32:09gente ofereceu o substituto do leite para eles.
- 32:13E tinha o controle? Não teve o controle que não
- 32:16recebeu nada. A gente tinha um controle, o
- 32:20nosso controle era a oferta do substituto do leite comercial,
- 32:25que era a base de óleo de coco, que era um produto comercial que
- 32:29eles utilizam muito lá. Aí a gente tinha o comparativo,
- 32:33que era o dos lipídios polares, que foi esse que a gente
- 32:36utilizou, que era a ideia do nosso estudo.
- 32:40E aí o terceiro tratamento, que era a base de soja.
- 32:43E daí seria uma composição vegetal, né?
- 32:47Mais ácidos graxos poliinsaturados.
- 32:50Exatamente. E na verdade, se a gente for
- 32:53pensar o leite da porca, o exercício que eu fazia era o
- 32:56seguinte, eu pegava a composição do leite da porca, que tem uma
- 32:58matéria seca maior do que o leite da vaca, né?
- 33:00Nós estamos falando em quase vinte por cento de matéria seca
- 33:03para o leite da porca. E o leite da vaca, doze, três
- 33:05por cento de matéria seca. Isso?
- 33:07Me corrija aí você que é doutora em leite.
- 33:10É isso. E aí eu pegava esse leite da
- 33:14vaca, da porca, desculpa, in natura, e passava ele pra fazer
- 33:18uma régua de três pra oitenta e sete, noventa por cento de
- 33:21matéria seca. A composição era de trinta e
- 33:24quatro por cento de lipídio. Eu me perguntava, mas as dietas
- 33:28pré-iniciais não tem trinta e quatro por cento de lipídio,
- 33:31muito longe disso. Então, claro que elas não
- 33:35atendiam a proteína, não atendiam, por exemplo, lisina.
- 33:37Você vai pegar uma dieta de lisina, uma dieta pré-um tem um
- 33:40ponto quarenta e cinco, um ponto cinquenta, um ponto cinquenta e
- 33:43cinco por cento de lisina, mas o leite tem um ponto noventa e um,
- 33:46quase dois. Tem essa diferença?
- 33:49Tem. Mas a composição de lipídio é
- 33:52muito diferente. É muito diferente.
- 33:56Dentro dos esfingolipídios, você já se destacou, teria mais algum
- 34:01que você gostaria de se destacar que tem na composição do leite,
- 34:05seja da matriz, seja da porca, que vale a pena a gente olhar
- 34:09para essa classe também de lipídios?
- 34:13Além dos esfingolipídios? Isso.
- 34:18Talvez... Questão até, é que a gente vai
- 34:22falar muito de ácido graxo, né? A gente vai falar talvez de
- 34:27glicerídeo, triglicerídeo, mas aí a gente não fala da classe em
- 34:33si. Se a gente for pensar, dentro do
- 34:35triglicerídeo, a gente vai ter, tem o glicerol e três ácidos
- 34:38graxos. E aí a composição desses três
- 34:40ácidos graxos que vai influenciar.
- 34:42Se é um ácido graxo de cadeia curta, ácido graxo de cadeia
- 34:45média, isso que vai influenciar mais do que a composição do que
- 34:50o teor de triglicerídeo em si. Então, acho que o ideal seria a
- 34:54gente começar a prestar atenção mais nos ácidos graxos, na
- 34:59composição de ácidos graxos totais, sabe?
- 35:02É isso daí. No perfil.
- 35:04Isso. Minha pergunta, sendo mais
- 35:06certeira, é nesse sentido. Dentro dos ácidos graxos da
- 35:10composição do leite, da porca ou da vaca, você destacaria um,
- 35:17dois ou três ácidos graxos que seriam importantes para o
- 35:20leitão? Que eu poderia...
- 35:26Preciso pensar um pouco. Talvez alguns ácidos graxos de
- 35:30cadeia média, que eles têm sido muito estudados hoje em dia.
- 35:35Então, é que eu não tenho nenhum trabalho específico sobre isso,
- 35:40sabe? Eu não me aprofundei muito sobre
- 35:42algum tipo de ácido graxo específico.
- 35:46Mas acho que ácidos graxos de cadeia média, eles estão bem
- 35:48altos para serem estudados e olhados com mais calma,
- 35:52inclusive para... para ruminantes eles estão sendo bem
- 35:56estudados a função deles na alimentação e como isso
- 36:00influencia no leite Os derivados ali que vêm do óleo de coco
- 36:07também são muito benéficos, a gente tem alguns efeitos
- 36:10anti-inflamatórios vindo deles, mas tudo que você for observar
- 36:14que tenha algum ácido graxo vinculado a efeito
- 36:17anti-inflamatório, ele é interessante.
- 36:20No ponto de vista de reduzir estresse, reduzir processo
- 36:24inflamatório, em qualquer fase da vida do animal que seja
- 36:27estressante ou que ele possa estar passando por... por algum
- 36:31estresse, alguma influência na metabolização.
- 36:37É interessante, por exemplo, se a gente for pegar a própria
- 36:40relação ômega-três, ômega-seis, né, Raimundo?
- 36:42Ela é importante, você acabou de falar, ela tem relação,
- 36:46inclusive, com o sistema endocannabinoide.
- 36:50E se a gente for pensar, a própria soja, ela não tem uma
- 36:52relação ruim. Não.
- 36:55A questão que eu vejo são os primeiros dias pós-desmame que o
- 37:01leitão não tem, por exemplo, a capacidade ou a habilidade
- 37:05efetiva de degradar esses ácidos graxos por causa da baixa
- 37:08atividade de lipase pancreática. Estou no caminho certo?
- 37:12Exatamente isso. Então, na verdade,
- 37:15principalmente desmames de vinte e um dias ou desmames mais
- 37:18precoces, quer dizer, ela já tem uma baixa atividade dessa
- 37:21enzima, e ainda o pós-esmame provoca ainda mais uma redução
- 37:27da atividade, que por sua vez você tem o lipídio ali.
- 37:30O lipídio é interessante. O triglicerídeo ali é
- 37:34interessante. Ele tem na sua composição esses
- 37:36ácidos graxos. Mas na verdade o indivíduo não
- 37:38tem a habilidade de degradar para disponibilizar para o
- 37:43metabolismo intermediário. É isso?
- 37:46Exatamente. Agora ficou mais claro.
- 37:50Porque, por exemplo, a gente vai pensar... a manteiga, nós
- 37:56humanos, a manteiga por muito tempo foi considerada, não, não
- 37:59come manteiga, consome margarina, tem toda a história
- 38:01da manteiga e da margarina. E aí, mais recentemente,
- 38:05inclusive existem nutricionistas e nutrólogos que recomendam,
- 38:08consome manteiga porque inclusive é rica em ácido
- 38:10butírico, excelente para a saúde intestinal, para a saúde
- 38:15sistêmica como um todo. Então eu fico pensando assim,
- 38:19poxa, por que a gente não oferece manteiga para o leitão?
- 38:21Obviamente porque o custo é alto.
- 38:23É o custo alto? Nesse sentido, você vê, pensando
- 38:28agora em retorno sobre investimento, nós estamos
- 38:31falando do desenvolvimento de novas tecnologias,
- 38:33possibilidades do desenvolvimento de novas
- 38:35tecnologias. Pensar numa dieta mais propícia,
- 38:40de origem láctea, mas mais propícia para os primeiros dias
- 38:44pós-mâmbulo leitão. Você já sinalizou aí alguns
- 38:48lipídios interessantes. Você vê possibilidade de
- 38:51desenvolvimento de custo baixo, ou seja, que vai ser viável,
- 38:54porque eu vou dar um exemplo. Arginina é um baita de um
- 38:59aminoácido, extremamente importante para o
- 39:01desenvolvimento do leitão, por exemplo.
- 39:03Mas quando a gente vai pensar em retorno sobre investimento, a
- 39:05viabilidade do uso dela, o custo por tonelada tratada é muito
- 39:09alto. Nesses achados que vocês estão
- 39:13tendo, você vê possibilidade de ter adesão da tecnologia
- 39:18pensando em retorno sobre investimento?
- 39:21Nesse caso desse experimento que a gente realizou, sim, porque a
- 39:26nossa fonte de lipídios, dos esfingolipídios, que era o caso
- 39:29dos lipídios polares, essa fonte era proveniente de algo que a
- 39:35indústria não utilizaria, a indústria láctea não utilizaria,
- 39:38era um subproduto. Então, ao invés de jogar fora,
- 39:41utilizar para outra coisa, daqui que nós temos uma boa utilização
- 39:45para isso. Então, nesse sentido, o trabalho
- 39:47ficou muito interessante na questão financeira.
- 39:49Inclusive, até lá no Canadá, para aplicar para esse tipo de
- 39:54projeto e conseguir a verba para realizar esse tipo de
- 39:58experimento, é necessário você fazer um estudo antes de mercado
- 40:03sobre o quão impactante e positivo aquilo é para os
- 40:06produtores da região, né? Então, foi feito um estudo, eu
- 40:11não tive acesso a essa parte financeira do projeto, mas foi
- 40:15feito um estudo do quão viável seria, se comprovado algo
- 40:20benéfico para os animais, o quão bacana seria aplicar isso e o
- 40:25quão viável seria colocar isso na indústria mesmo.
- 40:30Excelente, excelente. Ou seja, a importância, estou
- 40:33juntando as peças aqui do nosso bate-papo, a importância da
- 40:37ciência, do estudo, aqui no caso foi a nutrigenômica, de um
- 40:41produto chamado lipídio, na verdade de um composto chamado
- 40:45lipídio, que tem resultados promissores para o
- 40:50desenvolvimento de tecnologia, né?
- 40:53a base dos dilácteos, mais especificamente lipídios, que
- 40:58pode melhorar a vida desses leitões num período crítico,
- 41:03principalmente no momento em que a suinocultura está, que a gente
- 41:06começou a falar no início da nossa conversa, que é uma
- 41:09quantidade muito grande de leitões, e a fêmea não está
- 41:11dando conta, ou seja, ela produz muito leite, mas não produz como
- 41:18uma vaca, Exatamente, e hoje em dia a quantidade que o leitão
- 41:22ingere é muito menor do que a quantidade da capacidade que ele
- 41:25teria para ingerir. Então, se a gente for ver em
- 41:28quantidade em litros de leite, o quanto o leitão deveria ingerir
- 41:33ali nesses primeiros vinte, vinte e um, vinte e oito dias, é
- 41:37muito menor do que ele está conseguindo justamente por conta
- 41:41da quantidade de leitões e daquela competitividade de
- 41:44leitões pelos tetos da vaca, da porca nesse caso.
- 41:48E aí, a ideia é, o que eu posso fazer para melhorar?
- 41:52Eu não posso aumentar o número de tetos da porca.
- 41:55Geneticamente, eu não vou diminuir a quantidade de leitões
- 41:58que ela está parindo, porque foi melhorado para isso.
- 42:01O que eu posso fazer? Eu posso melhorar a composição.
- 42:03Aí entra genética, eu posso melhorar, fazer...
- 42:09herdabilidade, questões mais genéticas, que já não é mais
- 42:13tanto o meu foco, mas existem estudos para isso, para melhorar
- 42:17através de cruzamentos genéticos com animais que produzam leite
- 42:21de maior qualidade, mas eu também posso alterar isso de uma
- 42:24forma mais rápida, a forma mais rápida através da alimentação.
- 42:28Então, utilizando uma alimentação para porca, por
- 42:31exemplo, um segundo caso, eu consigo melhorar a qualidade do
- 42:35leite da porca. Então, vamos lá.
- 42:39Eu concordo plenamente contigo e o melhoramento genético não vai
- 42:42voltar. Ou seja, a ordem é produzir cada
- 42:46vez mais leitões. Se hoje nós já atingimos
- 42:48quarenta leitões ou mais, tem granjas aqui no Brasil, mais de
- 42:52quarenta leitões por fêmea por ano.
- 42:54Até onde eu sei, em dois mil e cinquenta, nós vamos estar com
- 43:00cinquenta leitões. Ou seja, não vai parar.
- 43:05Então, a ordem já está dada. O que nós temos que fazer é
- 43:08trabalhar em cima do desenvolvimento de tecnologias
- 43:10para melhorar a composição do leite da porca e a nutrição do
- 43:14leitão, tanto no pré e tanto no pós-esmano, né?
- 43:18O leite continua sendo uma ótima estratégia, e o que vocês estão
- 43:22descobrindo é que existem compostos dentro do leite, por
- 43:26exemplo, o caso dos glóbulos de gordura do leite da vaca, que
- 43:29são importantes para compor dietas de leitões, para tentar
- 43:33mitigar esse estresse da fase de transição do desmanto.
- 43:37Excelente. Agora eu vou te fazer uma última
- 43:38pergunta técnica. Bem, nesse contexto, nesse
- 43:43sentido que nós estamos trabalhando aqui, não vai ter
- 43:46volta, tá? O que vocês, dentro do grupo de
- 43:50pesquisa de vocês, seja aqui, seja no Brasil, estão pensando
- 43:54em relação a, dentro ainda da maternidade, oferecermos tipo
- 44:01porcas robô, ou seja, produtos lácteos para atender essa
- 44:06demanda de leite, porque a gente tem tentativas interessantes no
- 44:11sentido de estimular o consumo de ração seca, o creep feeding
- 44:15que a gente chama, mas bater só nessa tecla eu vejo que talvez
- 44:20não seria interessante. Você mesmo disse, até mesmo no
- 44:23pós-mame é importante oferecer dieta líquida para esses
- 44:26leitões, para a transição deles. Você vê uma maternidade um pouco
- 44:30mais adaptada com não só o produto em si, mas dispositivos
- 44:37que os leitões possam mamar em uma porca, vamos dizer assim,
- 44:42uma segunda mãe, não é uma mãe de leite, mas um robô, Eu não
- 44:48tinha pensado nisso ainda, não foi um ponto de conversa ainda
- 44:54dentro do grupo, pelo menos não quando eu estava presente, mas é
- 44:58algo interessante, algo interessante a ser pensado.
- 45:01Uma forma de oferecer com que eles consigam mamar e tenham
- 45:05acesso a um maior número de tetos e algum leite que você
- 45:09consiga estar ofertando para eles. o mais parecido possível
- 45:13com a própria composição do leite da porca, acessível e tudo
- 45:16mais, toda uma adaptação, mas quem sabe futuramente seja o
- 45:19caminho. Se a gente não consegue melhorar
- 45:22a qualidade e a quantidade do leite da porca que ela está
- 45:25oferecendo para os leitões, a gente vai precisar de outras
- 45:28opções, porque o número de leitões tende só a aumentar.
- 45:32Exatamente, exatamente. Porque é claro que tudo tem que
- 45:37pensar num retorno sobre o investimento, mas quando a gente
- 45:40começa a falar você acabou de comentar agora há pouco, em
- 45:44coprodutos ou subprodutos de uma cadeia produtiva, no caso do
- 45:48leite da vaca, possibilidade de desenvolver produtos a custo
- 45:52mais baixo, começa a viabilizar um sistema como esse, porque o
- 45:56que eu acabei de dizer aqui não é novo, né?
- 45:58Desde a época que eu era aluno de graduação, não tem muito
- 46:01tempo, obviamente, a gente falava em várias alternativas
- 46:05para tentar suprir a necessidade desses leitões que a mãe não
- 46:09atende. Mesmo quando a gente produzia
- 46:12menos leitões do que a gente produz hoje.
- 46:15A questão que esbarrava era viabilidade econômica.
- 46:20Ou seja, muito legal, muito interessante, às vezes até os
- 46:23animais desempenhavam melhor com o uso de um protocolo, de uma
- 46:27tecnologia, mas não se pagavam, né?
- 46:31Então, eu acho que a ordem... Nós temos informação, mas nós
- 46:35precisamos de ter produtos que sejam viáveis economicamente,
- 46:39né? Sim, mas uma das coisas que eu
- 46:42concordo com tudo que você falou, mas eu ainda defendo o
- 46:45fato de que se a gente prova que tem viabilidade econômica em
- 46:51algum tipo de produto que talvez não era utilizado para aquela
- 46:54finalidade, por exemplo, você está testando um aditivo novo na
- 46:58dieta. dos animais. Ah, financeiramente não é viável
- 47:02você colocar, mas talvez agora, se você tiver uma demanda maior,
- 47:07se você tiver uma procura maior, você consegue reduzir o valor
- 47:10desse produto e consegue fazer com que ele fique rentável,
- 47:15tenha viabilidade. Então é toda uma...
- 47:17A gente já tem vários exemplos de produtos que eram... que eram
- 47:22financeiramente inviáveis e hoje em dia fazem parte do dia a dia
- 47:26do produtor rural. Mas com o tempo a gente consegue
- 47:30viabilizar, mas com certeza a gente sempre tem que preconizar
- 47:34isso. Sempre o bolso do produtor.
- 47:36Concordo contigo. Por isso a importância da
- 47:39ciência, né, Raimundo? Da gente desenvolver coisas
- 47:42novas, pesquisar. transformar em tecnologia, e às vezes é isso.
- 47:48Hoje a tecnologia não tem um preço acessível, mas se a gente
- 47:52provar e ter uma demanda, a cadeia produtiva ou a indústria
- 47:56se organiza para ofertar um produto que seja mais viável.
- 48:00Sem dúvida a gente tem que estar de olho nisso.
- 48:02A pesquisa tem que estar de olho nisso, ela tem que olhar para a
- 48:04ciência e tem que olhar para o mercado.
- 48:06Exato. Já pensou em estar no top um por
- 48:10cento da suinocultura? Acesse academiasuina.com.br e
- 48:15invista no seu conhecimento. O Suinocast só é possível
- 48:20através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 48:23educação continuada na suinocultura brasileira.
- 48:26Alga Prime DHA da Corbyn, o ômega-three de algas para a
- 48:30nutrição suína. Topgen, onde você encontra as
- 48:34matrizes mais completas do mercado.
- 48:36A excelência está no nosso DNA. Muito bom, Ailana.
- 48:40Muito bom a prosa, muito bom compartilhar esses resultados
- 48:44conosco. Você que veio do leite, então
- 48:46tem propriedade para falar de leite.
- 48:48Agora, graças a Deus, escolheu a sua cultura para poder estudar e
- 48:51vai trazer mais informações interessantes para nós.
- 48:55Se me permite, eu queria conhecer um pouquinho mais da
- 48:58Ailana enquanto pessoa. Você falou de trabalho, de
- 49:01pesquisa e tal. Normalmente a gente faz...
- 49:06algumas perguntas aqui mais de cunho pessoal, e eu gostaria que
- 49:09você compartilhasse com a gente, se possível, um hobby seu, você
- 49:14já me falou e eu fiquei curioso, vou deixar para você falar para
- 49:18o público, e um livro que você indica para nós.
- 49:24Então, o meu hobby, eu sou acordeonista, eu toco gaita
- 49:30desde os meus doze anos de idade.
- 49:35Então, tive essa paixão pela música e fui desenvolvendo.
- 49:39Desde criança eu cantava, era aquelas crianças metidas que
- 49:42cantavam na igreja. E aí fui desenvolvendo, fui
- 49:45conhecendo pessoas que foram me trazendo para o mundo da música.
- 49:50E hoje em dia eu toco gaita por hobby, né?
- 49:55É o meu hobby. Mas não é fácil, porque violão,
- 49:59eu toco, por exemplo, um pouco de violão, já toquei mais, mas
- 50:02violão tem muita gente, agora gaita é difícil de encontrar,
- 50:05né? Ah, eu digo que pra você tocar
- 50:08gaita, você tem que ser teimoso, porque não tem outra explicação.
- 50:11O caboclo tem que ser muito teimoso pra ir lá, insistir, e
- 50:15pegar a gaita e dizer, não, eu vou ter que aprender esse
- 50:17negócio aqui. Mas é bom, depois que você
- 50:19aprende, pega o jeito, é uma terapia.
- 50:24Ô, Ailane, me diz uma coisa, a gaita tem que estar acompanhada
- 50:26de um violão ou não necessariamente?
- 50:29Não necessariamente, mas fica muito mais bonito quando está
- 50:32acompanhada de um violão, né? E violão você não toca?
- 50:35Não, violão não, não tenho o dom do violão, mas a gaita foi.
- 50:40Aí tem que arrumar algum parceiro, alguma parceira para
- 50:44poder fazer a dupla. Para fazer a dupla, é.
- 50:48Legal, legal. Então, o teu hobby é gaita.
- 50:51Fiquei maravilhado, porque eu adoro o som de gaita.
- 50:56Ah, mas é bom, né? Bom, se eu suspeito a falar, não
- 51:01posso opinar muito. Mas eu acho que muita gente
- 51:03gosta do som de gaita, né? Ele é exótico, vamos dizer
- 51:06assim. Exótico.
- 51:07Ele é diferente. Ele é diferente.
- 51:10Conta pra nós um livro que você gostaria de compartilhar.
- 51:14Deixa eu ver. Conhece esse livro?
- 51:16Especialmente esse. Ah, não conheço, mas faz
- 51:21sentido. Não conhece, mas faz sentido,
- 51:24né? É um dos motivos de eu estar
- 51:26lendo esse livro. É entender o que ele explica, o
- 51:31porquê você entender de várias áreas e você estar andando
- 51:35sobre... conhecimentos diferentes o quanto isso pode
- 51:39expandir a tua mente o quanto isso te ajuda e quando você
- 51:43resolve ser especialista em alguma área, você saber de
- 51:46outras coisas te ajuda além de expandir a solucionar problemas
- 51:51de forma mais abrangente, mais precisa então ele traz muitos
- 51:55estudos sobre isso e foi uma indicação de um professor da
- 51:59universidade lá do CAVE professor o professor André
- 52:06Esbrícia que indicou, e realmente é fenomenal, esse
- 52:10livro é muito bom. Você já leu, então?
- 52:13Estou finalizando ele, finalizando.
- 52:16Eu vou ler esse livro, porque é um tema interessante, eu me
- 52:23classifico, boa parte da minha atuação profissional como
- 52:26veneralista também, tem minhas áreas de especialidade, Tem a
- 52:31história do pato, né? Ele fala assim, ah, você é pato,
- 52:34você nem nada direito, você nem voa direito.
- 52:38E esses tempos atrás eu vi algumas publicações, uma delas
- 52:42me chamou atenção no LinkedIn, falando o lado bom do pato, o
- 52:46lado bom de ser pato. E um deles é que às vezes eu me
- 52:50sinto um pouco pato, sem medo de falar, mas você acaba navegando
- 52:55em áreas diferentes e tendo visões diferentes e pensando
- 52:59coisas diferentes, muitas vezes você faz o quê?
- 53:02Conexões de valores. E o especialista está muito
- 53:05voltado àquela área e você consegue enxergar de uma forma
- 53:08mais holística e ver valores em áreas que podem se conectar e
- 53:14que eles não estão se atentando para isso.
- 53:17O livro é nesse sentido? É nesse sentido.
- 53:20É nesse sentido. Bom, está aí a dica da Railana
- 53:24aí, pessoal, para quem defende aí não só os especialistas, mas
- 53:28os generalistas, né? Tem muitos profissionais de
- 53:30sucesso ouvindo aqui, que sempre estão ouvindo o Suíno Cash, que
- 53:36são generalistas, está aí uma boa recomendação da Railana.
- 53:41Railana, nós poderíamos ficar aqui e eu aprendendo bastante
- 53:44sobre leite, né? Depois ainda tenho que pegar
- 53:47algumas dicas contigo. Foi um prazer.
- 53:50Não tínhamos conversado ainda. Um bate-papo legal.
- 53:55Fique atento aí que nós podemos fazer um segundo capítulo.
- 53:58Mas agradeço. E compartilhar os seus
- 54:03conhecimentos, a sua vida e as informações geradas pelas suas
- 54:11pesquisas. Eu que agradeço o convite e a
- 54:14oportunidade e fico à disposição.
- 54:18A joia. Pessoal, hoje nós conversamos
- 54:20com a Railana Larsen. Ela nasceu, vamos dizer assim,
- 54:24trabalhando com leite. A vida dela como veterinária foi
- 54:28com leite. No doutorado ela descobriu
- 54:30suinocultura e hoje trabalha com leite e suinocultura,
- 54:33desenvolvendo ou trabalhando na linha de pesquisa com leite.
- 54:37A base dela foi nutrigenômica. É importante a gente trabalhar a
- 54:40ciência. Nós falamos aí sobre os lipídios
- 54:43em si, importantes lipídios, entre eles cinco lipídios.
- 54:46Falamos sobre... a atuação desses compostos no sistema
- 54:50endocannabinoide, não só em humanos que se fala tanto, mas
- 54:54em animais também. E a Elana compartilhou com a
- 54:59gente informações bem interessantes, espero que gostem
- 55:02e até a próxima.