Latest / Jota Jota Podcast / O Que NINGUÉM TE CONTOU Sobre a SAÚDE da MULHER! (Manu Coutinho) | JOTA JOTA PODCAST #198
Transcript
- 0:00Eu acredito que as mulheres saudáveis são mais bonitas,
- 0:04então acredito que saúde e estética se misturam.
- 0:08Olha que frase linda. Gente, hoje no JJ Podcast, o
- 0:11papo vai ser interessantíssimo, porque a pessoa que eu tô
- 0:15trazendo aqui é interessantíssima.
- 0:17É uma amiga... Eu posso também chamar de aluna,
- 0:21faz parte do meu ecossistema de negócio e tem uma história
- 0:24maravilhosa. O papo hoje aqui é saúde da
- 0:25mulher. É saúde, em primeiro lugar, é
- 0:27saúde. Então, você mulher, que gosta
- 0:30quando eu trago pessoas aqui para falar sobre saúde, para
- 0:33mulher, fica aqui. Você homem também, que gosta
- 0:36quando eu falo sobre saúde, fica aqui também.
- 0:39Porque a saúde, família e trabalho não inverta a ordem,
- 0:41você sabe que essa é a minha filosofia de vida.
- 0:44E o papo ele mescla, tanto sobre saúde, quanto sobre negócios,
- 0:47sobre sucessão familiar, sobre histórias de vida.
- 0:51Então é um papo muito, muito bacana e muito profundo.
- 0:55E a gente vai a fundo. E a história dessa minha
- 0:57convidada é uma história que remete a tantos caminhos, a
- 1:01tantas coisas legais, até da experiência que ela teve quando
- 1:04ela me ouviu uma vez, numa live, ela estava num momento tão
- 1:07importante da vida dela. E ela não cansa de falar, Joel,
- 1:11foi tão importante aquilo para mim, eu vou pedir para ela
- 1:13contar hoje para vocês. Então a gente vai falar hoje
- 1:15sobre negócios, a gente vai falar sobre saúde, a gente vai
- 1:18aprofundar no tema saúde para a mulher, sobretudo no tema de
- 1:22implantes hormonais. Porque quem eu estou trazendo
- 1:25aqui faz parte do percursionismo desse assunto no planeta Terra e
- 1:30no Brasil então nem se fala. Então eu já fiz esse approach
- 1:34para você preparar seu papel, preparar sua caneta, ficar com o
- 1:37ouvido ligado, porque eu sei que vocês escutam e assistem JJ
- 1:40Podcast de tudo que é até lugar, né?
- 1:41Na academia, indo para o trabalho, levando os filhos para
- 1:44a escola, arrumando a casa, tomando café, assistindo no
- 1:48final de semana. Então prepare-se que vai ser
- 1:50incrível. Deixa eu te falar aqui o
- 1:52currículo dessa pessoa. Ela é empresária de mão cheia.
- 1:56Ela é CEO do MC Legacy Lab, que é um laboratório especializado
- 2:00em implantes hormonais estéreis. A gente vai explicar o que é
- 2:04implantes hormonais estéreis. Ela é CEO também do MC Legacy
- 2:09Edu, voltado para mentoria a médicos e profissionais de
- 2:13saúde. Alô, alô, medicina.
- 2:15Alô, alô, galera da saúde. Vamos estudar e vamos verificar
- 2:19esse assunto do ponto de vista educacional.
- 2:21Ela é host do podcast. Pode e cast, mas esse IH eu vou
- 2:25pedir para ela explicar. Especialista em implantes
- 2:28hormonais há mais de dez anos no ramo. empreende em prol da saúde
- 2:31da mulher, é a vida dela, é o propósito dela, é a missão dela.
- 2:36E uma história incrível, porque o avô dela é idealizador dos
- 2:39implantes como via de administração de terapias
- 2:42hormonais no planeta Terra. Senhoras e senhores, recebam no
- 2:46JJ Podcast, Manu Coutinho. E aí, Manu?
- 2:52Que legal, cara. Um tempão pra ver aqui, né?
- 2:54Pois é, que legal mesmo. Assim, obrigada.
- 2:57Pô, obrigado você. Olha só, galera.
- 3:00A Manu tem um livrão bonitão aqui.
- 3:04IH-G. A gente vai falar desse livro
- 3:07aqui especificamente. Só que assim, ó.
- 3:11Aqui eu vou já fazer uma pergunta de trás pra frente, de
- 3:15frente pra trás. E assim a gente vai.
- 3:17Pra galera já sentir. Bora.
- 3:19O que você faz e o peso do que você faz.
- 3:22Por que que você tá... deixa eu melhorar a pergunta, por que que
- 3:27a tua vida Manu, ela é voltada para a saúde da mulher, o que
- 3:31tem dentro de você de onde que veio essa história conta essa
- 3:34história pra galera, por que que tu dedica tudo que você tem pra
- 3:37cuidar da saúde da mulher Porque, assim, pouca gente fez
- 3:42isso. E a saúde da mulher foi muito
- 3:44negligenciada por muitos anos. Então, eu tive o privilégio de,
- 3:50por ser neta de meu avô, conviver em um ambiente...
- 3:56Em que era um ambiente que as mulheres eram defendidas, né?
- 4:00Que a saúde da mulher era defendida.
- 4:02Meu avô sempre olhou muito pra mulher como pessoa.
- 4:05Antes de olhar pra mulher como uma...
- 4:09Procriadora, né? Ele olhava pra mulher como
- 4:12mulher. Já desde uma época que ninguém
- 4:15fazia isso. Certo.
- 4:17Então, pra mim aquilo era normal.
- 4:19Aquilo era o ambiente que eu fui...
- 4:22Que eu cresci. Só que quando eu cresci, eu vi
- 4:25que o mundo não era assim. Eu vi que desde sempre a saúde
- 4:31da mulher foi negligenciada. A gente sabe nada sobre a saúde
- 4:34da mulher hoje. Nada.
- 4:36As mulheres foram sistematicamente excluídas de
- 4:39ensaios clínicos. Então, não se conhece a saúde da
- 4:43mulher. A gente não tem evidência
- 4:45suficiente pra entender o que acontece.
- 4:48E aí isso foi crescendo em mim, sabe?
- 4:51Porque a gente precisa jogar luz nisso pra incentivar que haja
- 4:58mais pesquisa. Que haja mais pessoas falando
- 5:01sobre a saúde da mulher. Que os medicamentos, quando
- 5:04forem pesquisados, incluam mulheres nos ensaios clínicos.
- 5:09Então... É uma coisa que foi crescendo,
- 5:12crescendo e virou... Tua missão.
- 5:14Minha missão mesmo. O motor do que eu faço todos os
- 5:17dias é maior do que o implante. O implante é uma ferramenta que
- 5:23eu protejo com unhas e dentes porque é uma das poucas coisas
- 5:26que a gente tem em terapia hormonal que realmente funciona
- 5:30para as mulheres e mantém a qualidade de vida delas.
- 5:33Mas ele é uma das coisas que a gente tem e o meu objetivo é que
- 5:36a gente tenha cada vez mais ferramentas.
- 5:39Mas para isso precisa de conscientização, precisa de
- 5:42investimento, precisa de trabalho, precisa de tempo.
- 5:45Então assim... É isso.
- 5:48Como que tá o mercado, Manu? Assim, do ponto de vista...
- 5:53Eu quero que você faça um approach pra médico.
- 5:56Alô, médicos que estão nos ouvindo.
- 5:58Médicos e médicas. Por que que é importante para o
- 6:01médico aprender sobre implantes hormonais e para as mulheres?
- 6:07Por que as mulheres têm que aprender sobre esse assunto?
- 6:11Vem aí agora a Manu, sabe? Mentora.
- 6:14E diz assim, gente, isso é um assunto importante para ser
- 6:17discutido e uma bela oportunidade de negócio para a
- 6:21comunidade médica. Então, tem uma pesquisa que diz
- 6:24que noventa por cento das mulheres sofrem de TPM no longo
- 6:31da vida. Quantos por cento?
- 6:32Noventa por cento. Mas não uma.
- 6:36Veja, deve ser. Noventa por cento.
- 6:39Noventa por cento. Dentro disso, aproximadamente
- 6:41noventa por cento também, que é uma em cada cinco mulheres,
- 6:44referem dor forte que se assemelha a um ataque cardíaco
- 6:51associado à cólica. Uma em cada cinco mulheres.
- 6:55Referem dor, tá? Nesse nível de dor.
- 6:58E assim, até esse nível de dor. Até esse nível de dor.
- 7:02A referência de dor é uma dor que te incomoda, te atrapalha.
- 7:07Mas não toda dor vai ser uma dor tão grave assim, né?
- 7:11Tá bom. Então a gente tem isso daqui.
- 7:16E por outro lado, aí só pra referência, a gente tem...
- 7:21Cinco a quinze por cento de homens... vão dizer que tem
- 7:26disfunção erétil grave ao longo da vida.
- 7:28Cinco a quinze por cento. Quarenta por cento vão dizer que
- 7:31tem uma perda da qualidade de oração em algum momento ao longo
- 7:34da vida. Tem essas duas coisas aqui,
- 7:36certo? Certo.
- 7:37Se a gente fizer uma revisão de literatura, tem cinco vezes mais
- 7:42pesquisa em disfunção erétil do que em TPM.
- 7:47Sendo que a mulher é o dobro Mais do que o dobro.
- 7:53Noventa por cento. Noventa por cento.
- 7:55Entendeu? Cinco a quinze por cento de
- 7:58homens tem uma disfunção erétil importante.
- 8:01Só quarenta tem uma perda de qualidade ao longo da vida.
- 8:04E ainda assim, a gente tem cinco vezes mais pesquisa sobre isso
- 8:07daqui, sobre disfunção erétil, do que sobre tensão
- 8:10pré-menstrual. Então, do que existe em tensão
- 8:15pré-menstrual, quarenta por cento das mulheres dizem que não
- 8:18funciona. Não entendi.
- 8:22Como assim? Das medicações, das terapias
- 8:24existentes. Entendi.
- 8:26Quarenta por cento dizem. Quarenta por cento dizem.
- 8:27Não resolve o meu problema. Não resolve o meu problema.
- 8:30Caraca, é muita coisa, Manu. Então a gente tem um gap de
- 8:35entendimento do que é o tratamento que funciona pra
- 8:39mulher. Entende?
- 8:41A gente precisa olhar pra o que funciona para as mulheres.
- 8:45A gente precisa ouvir as mulheres. porque elas não foram
- 8:49ouvidas cientificamente, porque elas foram excluídas das, assim,
- 8:53as mulheres, até mil novecentos e noventa e três, não era
- 8:58exigido que as mulheres fossem parte dos ensaios clínicos pra
- 9:01novos medicamentos. Manu, eu vou te fazer uma
- 9:04pergunta agora, se ela for tonta, você fala assim, Joel,
- 9:07tonta, mas é que me veio aqui. O quanto destas questões de
- 9:15pouca compreensão É pelo fato de...
- 9:21De quem investiga ser homem. Muito.
- 9:24Muito. E não entende.
- 9:26E não valoriza. As mulheres...
- 9:29Os problemas das mulheres sempre foram diretamente associados a
- 9:33problemas mentais. Você sabe o termo...
- 9:37Ah, tá histérica. Uma mulher histérica.
- 9:38Sabe de onde vem histérica? É verdade, é verdade.
- 9:40Você falava muito isso. Sabe de onde vem histérica?
- 9:42Vem de histra, que é útero. Não sabia disso, ó.
- 9:48Vem da palavra ístera, em grego que é útero.
- 9:52Todas as... A comunidade médico-científica
- 9:56se acostumou a botar a mulher nesse lugar de estressada, de
- 10:01ansiosa, de... Estérica.
- 10:05Estérica, louca. Vai passar, né?
- 10:09Então, assim... Por quê?
- 10:11Por uma falta de entendimento da cadeia hormonal, dos ciclos
- 10:14hormonais da mulher. Por quê?
- 10:16Isso não foi pesquisado. O ciclo hormonal da mulher suja
- 10:20a pesquisa. Exatamente.
- 10:23Entendeu? Então, essa variável...
- 10:26Varia muito e suja. Então, os pesquisadores sempre
- 10:30optaram por não ter mulheres na pesquisa para ter resultados
- 10:34mais limpos. Diazepam, por exemplo, Valium.
- 10:40O Diazepam, setenta por cento das pessoas que tomam Diazepam
- 10:43são mulheres. Por décadas, todo o marketing do
- 10:47Diazepam foi direcionado para mulheres.
- 10:49As mulheres não estavam inseridas no ensaio clínico do
- 10:52Valium. E quem estava?
- 10:56Só homens. Calma aí, pô.
- 10:58É. Não, peraí.
- 11:01É, mas isso, Joel. É nesse nível de doideira?
- 11:05É mesmo? É pior.
- 11:07É pior. Vou te falar uma que é até
- 11:09engraçada. Tá, vai quebrando os paradigmas
- 11:11aí. É até engraçado.
- 11:12O Viagra Feminino. Foi lançado o Viagra Feminino em
- 11:18dois mil e quinze. Nem tem tanto tempo assim,
- 11:20certo? Certo.
- 11:21Dois mil e quinze. E foi um, chama Adil.
- 11:27Foi um alvoroço na época, olha, um Viagra feminino e tal, que é
- 11:31o quê? Um antidepressivo.
- 11:33Só que na pesquisa para antidepressivo, viu que ele era
- 11:35mais ou menos antidepressivo, mas que ele atuava ali nos
- 11:38neurotransmissores que tinham efeito de melhorar a libido e a
- 11:41receptividade, pronto. Viagra feminino.
- 11:44Fizeram a pesquisa do, chama Flibanserina.
- 11:48Da Flibanserina, durante a pesquisa, foi visto que existia
- 11:51uma interação perigosa da Flibanserina com o álcool.
- 11:55E a gente sabe que a metabolização do álcool em
- 11:58homens e mulheres é bem diferente.
- 11:59Certo. Então, quando estava na
- 12:02aprovação, o FDA chama a Sprout, que era a farmacêutica que
- 12:06estava fazendo, e faz, olha, você tem que fazer um ensaio
- 12:10específico para testar essa interação perigosa.
- 12:15A Sprout fala, tá, tudo bem. Vamos fazer.
- 12:18Sabe o que eles fazem? Recrutam vinte e três homens e
- 12:22duas mulheres. para testar a interação da flibanserina com o
- 12:27álcool em um medicamento que só vai ser tomado por mulheres.
- 12:34E que a própria metabolização do álcool é muito diferente em
- 12:37homens e mulheres. Por que eles fizeram isso?
- 12:40Porque se eles fizessem só com mulheres, eles não iam provar o
- 12:44medicamento. Entendi. existe um mercado então
- 12:50eles fazem isso e eles não são obrigados a segregar dados por
- 12:53gênero, por sexo então se eles botassem vinte e três homens e
- 12:56duas mulheres e dissessem e as duas mulheres que tiveram essa
- 13:01interação desmaiaram ou tiveram uma síncope que era o que
- 13:03acontecia eles não precisavam dizer que os sujeitos femininos
- 13:08desmaiaram eles só podiam dizer assim só dez por cento ou menos
- 13:12de dez por cento tiveram efeitos colaterais entende?
- 13:17Entendo. Então, e isso rola até hoje.
- 13:20Isso não é uma coisa de antigamente, não.
- 13:22Até hoje é assim. Porque na medida em que existem
- 13:25já regras que são mal acompanhadas e mal aplicadas,
- 13:30mas existem regras desde o noventa e três, que para
- 13:36pesquisas que são financiadas pelo governo, você precisa
- 13:38incluir mulheres. Mas você não precisa incluir
- 13:42mulheres na prevalência da doença.
- 13:44Isso não está obrigado. E você também não está obrigado
- 13:47a segregar os dados por sexo. Então tem essas duas coisas.
- 13:50Mas você já é obrigado a incluir as mulheres, o que já é bom.
- 13:53Só que só em pesquisas que são fundadas pelo governo.
- 13:56As pesquisas da indústria farmacêutica, não.
- 14:00Entendeu? Então, no próprio, outro exemplo
- 14:05que é muito clássico, assim, no próprio, o próprio Sildenafil,
- 14:10Viagra. Quando foi feito o ensaio
- 14:13clínico original dele, o primeiro, lá em, no dois mil,
- 14:18ele era pra coração. Era um medicamento que estava
- 14:21sendo avaliado como um medicamento para o coração.
- 14:25Uhum. durante essa pesquisa foi visto que para o coração mais ou
- 14:30menos mas para a disfunção erétil ele tinha um bom
- 14:34resultado e aí eles navegaram, mudaram o objetivo e lançaram
- 14:39Viagra nessa pesquisa que estava sendo feita para o remédio para
- 14:44o coração não tinha mulheres nenhuma E se tivesse, o
- 14:50interessante é que se tivesse, talvez a gente tivesse no
- 14:53sildenafil uma solução para a cólica.
- 14:57Porque em dois mil e treze foi feito um ensaio que mostrou que
- 15:01o sildenafil deu alívio total das dores por quatro horas pra
- 15:07mulheres que tinham cólica sem nenhum efeito colateral.
- 15:11E essa pesquisa não foi pra frente por falta de
- 15:13financiamento? porque a pesquisa não tinha um N
- 15:18grande o suficiente para ser importante, e porque quando o
- 15:23pesquisador que chama Richard Legger, ele não conseguiu fazer
- 15:27a pesquisa com fundos próprios, nem com fundo do governo, ele
- 15:30foi para a indústria para dizer, olha aqui, você pode ter uma
- 15:35outra função para esse medicamento que já é seu.
- 15:38Ela falou, não, porque se eu for testar em mulheres, eu posso
- 15:40achar um risco e pode estragar o meu medicamento que já foi
- 15:43aprovado. Entende?
- 15:47Então, assim, é uma coisa tão gritante.
- 15:52Cara... Sabe?
- 15:53Eu espero que as mulheres tenham vindo até aqui.
- 15:56É. E os médicos também.
- 15:58Os homens também. Todo mundo tem vindo até aqui.
- 15:59A gente precisa ouvir as mulheres, sabe?
- 16:03A gente precisa... E aí que você fala o que é que
- 16:06você... Por que é importante os médicos
- 16:11olharem pro implante? A gente tem pouquíssimas
- 16:14ferramentas pra tratar essas mulheres.
- 16:16E o implante é uma ferramenta que as mulheres, as pacientes
- 16:20estão te dizendo que funciona. Há quarenta anos.
- 16:24Há quarenta anos as pacientes estão dizendo, olha, salvou a
- 16:27minha vida. Então você, que é um médico
- 16:30ginecologista, que está tratando mulheres sem sucesso, porque não
- 16:35tem como ter sucesso com as drogas que existem hoje.
- 16:39Entendeu? Assim, é muito escasso.
- 16:42Por que não aprender sobre essa ferramenta, já que as próprias
- 16:46pacientes estão ali e são, entendeu?
- 16:50Elas querem ser ouvidas, elas são a prova de que, olha, isso
- 16:53aqui foi melhor para mim. Entendeu?
- 16:56E é uma via de administração de medicamento, não é um
- 16:58medicamento novo. Os médicos estão acostumados a
- 17:02isso. É uma via.
- 17:03Você pode ter um medicamento numa via oral, que é uma
- 17:05cápsula, um comprimido. Você pode ter um medicamento
- 17:07numa via injetável. Você pode ter um medicamento
- 17:10numa via transdérmica, que é um creme.
- 17:14Você pode ter um medicamento numa via de implante.
- 17:17É uma difusão mais lenta, é uma difusão que preserva os órgãos,
- 17:20não tem primeira passagem hepática.
- 17:23Então, por que não olhar para isso dentro de um ambiente que é
- 17:29tão escasso? E para as mulheres, as mulheres
- 17:37precisam entender que os médicos não sabem de tudo.
- 17:41Esse é um tabuzão, hein? Elas precisam chegar no médico e
- 17:49serem donas da sua verdade. Dona da dor, dona do
- 17:52desconforto. Exatamente.
- 17:54Isso não tá na minha cabeça. Eu não tô estressada.
- 17:58Eu estou com dor. Muito bom.
- 18:01Então assim O ponto principal É esse, endometriose A gente tem o
- 18:09último medicamento Que a indústria fez pra endometriose
- 18:12Foi em dois mil e dezoito É um medicamento que é mais do mesmo
- 18:17Mas foi um medicamento novo Que quer dizer que foi bom porque
- 18:19teve pesquisa Em dois mil e dezoito, antes disso foram dez
- 18:22anos Sem nada Nada Nenhuma inovação Nenhuma inovação ruim
- 18:30Teve Geralmente uma inovação para o público masculino
- 18:35acontece de quanto tempo? Tem mais de cinquenta remédios
- 18:40diferentes para o coração, por exemplo.
- 18:43É o tempo inteiro. As pesquisas não param.
- 18:46Não é porque é para o público masculino, ou é porque eles
- 18:52tratam como se fosse para o público geral, mas eles tratam a
- 18:55mulher com uma semelhança do homem.
- 18:58Entendi. E a mulher não é a semelhança do
- 19:00homem. A mulher não é uma versão barata
- 19:02do homem. Entende?
- 19:04Que é como foi figurado nos livros de fisiologia que tem
- 19:09fisiologia e fisiologia feminina.
- 19:10Anatomia e anatomia feminina. Sempre com uma versão menor.
- 19:16E com órgãos reprodutores. Era a diferença.
- 19:19E hoje em dia a gente sabe que existem diferenças a nível
- 19:21celular em todos os tecidos. Sim.
- 19:24Então a gente precisa entender que as mulheres respondem de
- 19:29forma diferente às drogas que os homens.
- 19:34E a gente precisa encontrar soluções que funcionem pra ela.
- 19:37Não é a solução que o médico quer, é a solução que resolve,
- 19:40que deixa a paciente feliz, sem dor, sem sintoma, sabe?
- 19:46E é o... É a missão, sabe?
- 19:50É um... É a missão, assim...
- 19:52É uma missão difícil. É muito difícil fazer pesquisa
- 19:56aqui no Brasil. A gente...
- 19:58Nós, né? Assim, aí eu digo, não só eu,
- 20:02mas o mercado de implantes hormonais...
- 20:05A gente tem uns dez laboratórios aqui no Brasil hoje entre
- 20:09implantes absorvíveis e silásticos.
- 20:13E a gente está empenhado, sabe? Todos os laboratórios têm isso
- 20:16em mente, de fazer pesquisa e mostrar para as pessoas, para a
- 20:21comunidade, essa solução que a gente vê na prática.
- 20:25Mas é muito difícil, porque assim, ou a gente faz uma
- 20:30pesquisa e a gente patrocina a pesquisa e é uma pesquisa
- 20:33privada, em hospitais privados, aí dizem, ah, mas tem conflito
- 20:36de interesse. Certo.
- 20:38Mas se a gente tenta fazer uma pesquisa na universidade
- 20:40pública, por exemplo, eles não deixam.
- 20:42Porque tem conflito político, porque tem não sei o que, porque
- 20:45a associação não quer. Então a gente fica dizendo,
- 20:48olha, a gente está tentando fazer, a gente está aqui, a
- 20:50gente está tentando, mas pelo menos a gente está tentando.
- 20:54E dentro desse ambiente, nós somos os únicos que estamos
- 20:56tentando. Porque as grandes associações e
- 20:58os grandes players só estão criticando.
- 21:01Mas não estão... Tá tudo bem.
- 21:03Você acha que a minha pesquisa não é boa o suficiente?
- 21:05Faça. Cadê a sua solução pra essa
- 21:09pessoa? Porque você fala que a minha
- 21:10pesquisa não é boa o suficiente, mas você também não faz a tua,
- 21:12né? Cadê?
- 21:13Exato. Sabe?
- 21:14Cadê as outras soluções? Caramba, Manu.
- 21:19Mas assim, a tua missão é muito bonita.
- 21:22Desafiadora, né? É.
- 21:23É a ponta do iceberg. É, não, é a ponta.
- 21:26E você sabe que tem uma coisa interessante também?
- 21:28Que em dois mil e dezenove... Em dois mil e...
- 21:31Dezenove? Não, dois mil e vinte.
- 21:34A gente tava no... Fazendo um Zoom com o meu avô,
- 21:36era aniversário dele. E eu fiz um Zoom com ele em
- 21:38maio, né? Dezoito de maio.
- 21:40Ele tava em uma casa e eu tava na fazenda por causa da
- 21:43pandemia. E a gente fez um Zoom, parabéns
- 21:46e tal. Quando tava acabando o Zoom, ele
- 21:49falou pra mim... Minha filha, você não voltou pra
- 21:52sua faculdade de farmácia. E você que era a minha
- 21:55sucessora, que tava fazendo igual a mim.
- 21:57Porque em dois mil e dezesseis eu tinha começado a fazer
- 21:59farmácia. Sim.
- 22:01E tinha trancado, porque tinha tido os meninos, né?
- 22:03E tal. Filho, trará.
- 22:05E assim... A vida foi acontecendo e eu fui
- 22:08deixando, sabe? E eu achei que ele tinha
- 22:09esquecido. Esqueceu nada.
- 22:11Eu achei que ele tinha esquecido.
- 22:12Ele chega pra mim, Joel. Nessa reunião de Zoom.
- 22:16E fala. Isso.
- 22:18Na hora eu... Fiquei assim...
- 22:21Na minha cabeça, meu Deus, ele lembra.
- 22:22E... Né?
- 22:26Acabou ali. Como era final de maio.
- 22:29Final de semestre. Eu liguei pra faculdade e tudo.
- 22:31E falei, ó, eu quero voltar e tal.
- 22:32E reativei minha matrícula. E falei, ah, nem vou falar pra
- 22:35ele agora. Eu vou falar quando começarem as
- 22:37aulas. Sim.
- 22:39Só que ele faleceu em agosto. Então nem deu tempo, sabe?
- 22:44Mas o ponto é que eu tô acabando esse ano a faculdade.
- 22:47E eu tenho isso como assim... Além da minha missão mesmo de
- 22:54ser... De adicionar esse título de
- 22:59farmacêutica pra que eu consiga alcançar mais pessoas.
- 23:02Pra que mais pessoas possam me ouvir.
- 23:04Isso pra mim foi o último pedido de meu avô.
- 23:06Sim. Sabe?
- 23:08Então, assim, é uma formação longa, difícil, que são cinco
- 23:13anos e, né, assim, é bem técnica, mas tá acabando, sabe?
- 23:18E aí o ciclo vai fechando e eu entendi que pra eu poder pegar
- 23:25essa missão e expandir ela, eu preciso ter lugar de fala.
- 23:31Eu preciso ser mais que uma empresária.
- 23:33Porque eu quero atingir... Eu quero que as pessoas me
- 23:36escutem. Olha o que eu estou falando.
- 23:37Eu não estou falando só de implante nem de minha empresa.
- 23:39Eu estou falando que a gente precisa olhar para a saúde da
- 23:42mulher. Olha só como você tem lugar de
- 23:44fala. Primeiro, você é mulher.
- 23:46Sim. Maior lugar de fala.
- 23:49Maior lugar de fala. Olha, nós somos diferentes dos
- 23:52homens. E sim, somos.
- 23:53Então, mulher. Dois, empresária.
- 23:57Porque você é uma... dona de um business.
- 24:02Sim. Então você contrata o médico,
- 24:04você contrata o farmacêutico, você tá nos congressos, você...
- 24:10investe em pesquisa você investe, eu já sei você já me
- 24:15falou várias vezes, você investe tanto em pesquisa quanto em
- 24:16congresso, então você tem a envergadura de ser uma
- 24:20empresária terceiro, que agora você é uma farmacêutica, então
- 24:24você tem o lugar de fala ultra, mega, hiper específico e quarto,
- 24:28você é neta de quem é, então assim você é a pessoa certa isso
- 24:33é, faltava pra mim, faltava só o farmacêutica porque as vezes as
- 24:37pessoas queriam me chamar por exemplo, pra ir na televisão
- 24:39falar sobre isso E quem é que tá falando?
- 24:41A empresária ou a farmacêutica? Exato, entendeu?
- 24:44E aí às vezes fazia falta porque é muito técnico, né?
- 24:47Então as pessoas falavam, poxa, mas a direção não vai deixar a
- 24:51produção não sei o que porque precisa ser o farmacêutico ou
- 24:53médico, sabe? Sim.
- 24:55E aí isso foi... E aí quando ele falou aquilo,
- 24:58enfim, acabou que... E aí eu tô super feliz de tá
- 25:01acabando agora, né? Acaba esse ano.
- 25:03E aí tem mais essa e eu acho que a sucessão tá aí, sabe?
- 25:09Meu bisavô era farmacêutico, meu avô era farmacêutico.
- 25:12Ah, teu bisavô era? Era, era.
- 25:14Meu bisavô era farmacêutico. Mano, a turma não tem ideia.
- 25:18Quem foi teu avô? Porque você falou, porque, poxa,
- 25:20eu cresci ali com meu avô. Isso.
- 25:22Então, turma, é o seguinte, vocês vão saber quem foi o avô
- 25:25da Manu. Conta quem foi teu avô, o que
- 25:28você viu, o impacto dele, um brasileiro.
- 25:31Brasileiro. Brasileiro.
- 25:32Brasileiro de Pojuca, baiano do interior da Bahia de Pojuca.
- 25:37Pra galera toda ficar com orgulho e ter a dimensão.
- 25:40Quem foi teu mentor? E aí, depois que você foi criada
- 25:43naquele ambiente, você disse, né?
- 25:44Poxa, eu achava que era assim pras mulheres.
- 25:47Depois você viu e falou, não, não é assim.
- 25:49Mas conta quem foi teu avô. Meu avô foi Elcimar Coutinho.
- 25:53Ele foi um médico, cientista. Meu avô primeiro se formou em
- 25:56farmácia e depois se formou em medicina.
- 25:59E ele sempre dizia que a farmácia era o berço da formação
- 26:03dele, que foi o que diferenciou ele dos outros médicos.
- 26:06Então meu avô era um pesquisador.
- 26:10A primeira vontade dele na vida era ser pesquisador.
- 26:14E dentro dessa linha de pesquisa ele desenvolveu muitos
- 26:19contraceptivos, o primeiro contraceptivo injetável foi ele
- 26:22que desenvolveu e dentro dessa carreira científica ele
- 26:29desenvolveu os implantes hormonais.
- 26:31Então, todas essas pesquisas eram feitas com financiamento do
- 26:37exterior, com a Ford Foundation, a Rockefeller, fundavam, meu avô
- 26:43se formou na Bahia, e depois ele foi pra Sorbonne, fez a
- 26:49especialização lá na Sorbonne, conheceu minha avó, que é uma
- 26:52francesa, Fazia faculdade de filosofia com Simone de
- 26:56Beauvoir. E trouxe minha avó pra cá.
- 27:00E então, assim, tem toda essa mistura, sabe?
- 27:04Do pojuquense com a francesa, parisiense.
- 27:09E ele foi aqui... fazendo as pesquisas, enquanto ele fazia
- 27:12pesquisa, minha avó dava aula de francês na casa dela e
- 27:16sustentava a casa, porque ele não tinha fundo, né, o
- 27:20pesquisador ali naquela época não era um cara rico, então, e
- 27:23aí ele foi ali trabalhando e ele voltou para o Brasil e enquanto
- 27:30as pessoas por exemplo em Nova York convidaram ele o
- 27:33Rockefeller Foundation, porque que você não fica aqui e faz
- 27:35aqui as pesquisas ele falou que não, que ele tinha que voltar
- 27:39porque ele tinha que devolver Pra o Brasil...
- 27:43O que o Brasil tinha dado pra ele...
- 27:45Então assim... Ele tinha uma consciência grande
- 27:47de que... Existia um campo de trabalho
- 27:49aqui... E que ele poderia fazer uma
- 27:51diferença na vida das mulheres...
- 27:53Aqui... Então assim...
- 27:55Naquela época... Na década de setenta... a Bahia
- 28:00era um polo de pesquisa científica em contraceptivos.
- 28:03Tinham pesquisas multicêntricas que tinha na Europa, tinha na
- 28:08Ásia e tinha no Brasil e era na Bahia.
- 28:11E era só por causa dele. Então ele fez a maior parte da
- 28:16vida produtiva dele ali, da vida que eu digo assim...
- 28:20A parte que ele mais gostou do trabalho dele...
- 28:23Foi esse trabalho, sabe, de pesquisar e de viajar o mundo
- 28:26todo. Ele desenvolveu contraceptivo
- 28:29masculino à base de gossipol, que é um extrato do algodão, lá
- 28:35atrás. Desenvolveu, viajou, quando foi
- 28:39em Praga para lançar esse contraceptivo masculino em um
- 28:44congresso, houve uma revolta das feministas que não, que não
- 28:48podia. Então, assim, ele falou, a
- 28:50sociedade não estava pronta para esse medicamento.
- 28:51Certo. naquela época, então assim, ele tava muito à frente
- 28:54do tempo dele, muito à frente ele tava ali e aí tinha eu vendo
- 29:01aquilo tudo então o primeiro contraceptivo injetável foi o
- 29:07teu avô que criou isso a gente tá falando mundo olha isso No
- 29:13mundo. No mundo.
- 29:14Ele foi capa da revista Time. Não, não foi capa.
- 29:20Foi uma matéria grande de dentro que foi no mesmo ano do foguete.
- 29:24Sim. Que lançaram o primeiro foguete
- 29:26pra lua, tal, alguma coisa assim.
- 29:29E aí a capa da revista Time era um foguete, era o lançamento.
- 29:32E dentro tem ele com o primeiro contraceptivo injetável, que era
- 29:37de medroxprogesterona. Então já tava falando de
- 29:40progesterona lá na década de setenta.
- 29:43Era, era. Progesterona sintética.
- 29:44Sintética. É.
- 29:45Já tava com essa... Já, já.
- 29:47Essa conversa já tava começando lá.
- 29:49Já. E você...
- 29:50Bom, você não tinha nascido ainda.
- 29:52Não, eu não. Eu nasci em oitenta e quatro.
- 29:55Você nasceu em oitenta e quatro. Lá em Londres.
- 29:57Nem tava aqui pra acompanhar. Quando você se deu conta que
- 30:03você era você... Uhum.
- 30:05Sei lá. Meu avô já era famoso.
- 30:07Teu avô já era famoso. Já.
- 30:09Já era famoso, ele fazia um programa na Band, na Record, que
- 30:13era todos os dias, e ele era o médico das pessoas, né?
- 30:16E ele fala, o que me fez ser conhecido, o que me fez sair de
- 30:19ser, assim, mais um pesquisador que só a área médica conhecia,
- 30:22pra ser um médico que todos conheciam, foi o programa que
- 30:26ele fazia, porque ele gravava, ele vinha pra São Paulo, e aí
- 30:29gravava a semana toda. Sim.
- 30:31Então ele respondia as perguntas das pessoas, da televisão e tal,
- 30:35e aí todo mundo conhecia meu avô.
- 30:37Pô, teu avô já sabia de podcast, já naquela época, já fazia
- 30:41conteúdo. Já, já, todo mundo conhecia,
- 30:43você ia num táxi, todo mundo conhecia ele e pedia pra tirar
- 30:47foto, e era uma delícia, assim, era um negócio bem interessante
- 30:51pra neta, né, assim, ver. Sim.
- 30:53Aí a tua realidade naquela época era ver teu avô, tua família,
- 30:57né, envolvida em pesquisa, envolvida em criar soluções pra
- 31:04mulher, mas era uma bolha, né? Sim, sim.
- 31:08E era, mesmo dentro da minha família, era muito ele.
- 31:11Era muito ele, o trabalho dele. Então, assim, ele ia e ele fazia
- 31:17palestras e a gente acompanhava, né?
- 31:19Ia pras palestras que dava pra ir, a gente ia.
- 31:23Mas era um trabalho dele. Não foi, assim...
- 31:27A segunda geração dele... Minha mãe, meus tios...
- 31:30Não foram médicos e tal... Foi uma coisa que ele guardou
- 31:33pra ele... Então a gente via ele fazendo
- 31:35ali... Num lugar de admiração...
- 31:38E de um lugar de escuta... De ouvir o que ele estava
- 31:42falando... Mas era uma coisa que você
- 31:44via... Que era uma paixão dele...
- 31:47Falar sobre aquilo... Era pra ele que ele estava
- 31:48fazendo... E eu só fui entender isso bem
- 31:52depois... Mas aí você pegou essa causa pra
- 31:54você... Peguei porque eu sempre fui
- 31:57muito apegada a ele. Meu pai morava fora, mora fora
- 32:02até hoje, então eu vim para o Brasil lá com cinco anos assim e
- 32:07meu pai morava, meu pai continuou morando no exterior.
- 32:09Então meu avô ocupou esse espaço para mim.
- 32:11Certo. Então eu buscava muito nele essa
- 32:14proteção do masculino na presença física.
- 32:19Então eu sempre fui muito próxima pra ele, mas quando eu
- 32:21cresci, eu fui fazer faculdade na Europa e eu trabalhava com
- 32:24auditoria na Praz, na PwC, lá em Madrid.
- 32:28E sempre que eu vinha pra cá de férias, eu me envolvia nas
- 32:30coisas dele. Ele tem um centro de pesquisa em
- 32:34assistência humana lá em Salvador.
- 32:36Eu ia lá no CEPAR. Eu ia me envolvendo nas coisas.
- 32:39E uma dessas férias, eu já auditora, Pedir pra ele ver como
- 32:43se faziam os implantes Certo Que naquela época não era
- 32:46comercializado Ele fazia porque ele queria Ele sabia que era bom
- 32:50pras pacientes dele Então ele não queria deixar de oferecer E
- 32:53ele montou um laboratório pequeno Pra produzir os
- 32:56implantes que ele usava Uhum Então assim Eu fui lá ver e aí
- 33:01quando eu fui ver Eu falei, bom Precisa de uns ajustes aqui de
- 33:07coisas burocráticas, né? Assim, que meu avô não tava nem
- 33:11aí. Ele é médico, ele queria o
- 33:13produto e tal. E aquelas coisinhas chatinhas do
- 33:15dia a dia iam ficando pra lá. Eu falei, ó, vou...
- 33:18Comprei um mês de férias e falei, vou arrumar isso daqui.
- 33:23E aí, quando eu entrei ali pra arrumar e tal, fazer essa
- 33:26partezinha chatinha... Eu vi que tinha um fale conosco.
- 33:33Que ninguém nunca tinha entrado no site.
- 33:35Ninguém nunca tinha visto. Era uma caixa preta ali.
- 33:38E aí eu falei, eu quero entrar aqui.
- 33:39Como é que entra aqui? E aí consegui ir lá.
- 33:41E quando eu tive acesso aos e-mails...
- 33:44Os depoimentos das mulheres eram uma coisa assim, que me
- 33:50impactou, sabe? Eu falei, meu Deus, por que
- 33:52naquela época? Veja, meu avô, além de ter os
- 33:55implantes, a bandeira de meu avô é o planejamento familiar.
- 33:59Planejamento... Então ele tem um centro de
- 34:01pesquisa lá em Salvador... Que era de planejamento
- 34:04familiar... Era a bandeira da vida dele...
- 34:07Então a gente não falava só de implante...
- 34:09A gente falava de tudo ali... Que está em torno disso...
- 34:13Mas quando eu peguei os implantes ali...
- 34:15E o tratamento que era feito com o implante...
- 34:17E vi das pacientes... Aqueles relatos...
- 34:20Relatos de mães agradecendo pelas filhas...
- 34:23Que a minha filha tinha tentado tirar a vida...
- 34:26E depois que fez o tratamento... É outra pessoa...
- 34:29Aí eu vi, meu Deus, eu entendi a importância que aquilo tinha.
- 34:32Que era o que ele entendia e que a gente só via ali dele falar e
- 34:36às vezes a gente não pega, sabe? Então quando eu li aquilo eu
- 34:39falei, meu Deus, isso não pode ficar só com o meu avô.
- 34:43A gente precisa dar um jeito. Disso se perpetuar no longo do
- 34:47tempo, né? E aquilo ficou na minha cabeça.
- 34:50Eu voltei pra Europa pra continuar trabalhando lá na PwC.
- 34:55Mas decidi que eu voltaria pra o Brasil pra fazer isso.
- 35:00Naquele momento eu decidi que eu ia trabalhar com isso.
- 35:02Caramba, que legal. E aí eu tava falando do processo
- 35:06burocrático ali, né? Que eu tinha iniciado pra
- 35:09regularizar algumas partes da empresa naquela época.
- 35:13E eu falei... Bom...
- 35:14Quando acabar isso... Quando a empresa tiver já essa
- 35:17parte feita... Eu volto para o Brasil...
- 35:19E aí essas coisas que acontecem, acabou que a Price de lá me
- 35:22transferiu pra cá, porque tinha um projeto aqui, eu acabei
- 35:24voltando um pouco antes. E um ano depois eu saí da Price
- 35:31e fiquei só no laboratório, que naquela época foi o laboratório
- 35:35que eu comecei a desenvolver. Transformar esse laboratório,
- 35:39que era uma produção pequena pra meu avô, em uma empresa pequena.
- 35:45Grande. Em uma empresa que pudesse
- 35:47comercializar os implantes e mais do que comercializar,
- 35:50pudesse ensinar sobre os implantes.
- 35:52Muito bom. Ensinar.
- 35:54Pra quê? Pra comunidade médica?
- 35:55Pra os médicos. Porque isso não se aprende em
- 35:57lugar nenhum. A faculdade de medicina não
- 35:59ensina isso. Então a gente precisava, antes
- 36:03de mais nada, dar um jeito de que os médicos aprendessem a
- 36:07prescrever os implantes. Que era o medo maior que ele
- 36:10tinha, que meu avô tinha. Porque ele dizia, sim, se as
- 36:12pessoas fizeram errado. Porque naquela época não era uma
- 36:15marca de empresa, era os implantes de Elcimar.
- 36:18Falavam assim. Ah, os implantes de Elcimar.
- 36:21Os implantes de Elcimar. Ele controlava, né?
- 36:23Exato. A qualidade era ele controlava.
- 36:25Era ele. Mas se fizerem alguma coisa
- 36:26errada e tal, eu comecei a convencer ele a me deixar fazer
- 36:30curso pra médicos. E aí, não, mas se fizer alguma
- 36:33coisa errada, eu ia aos pouquinhos, aos pouquinhos, até
- 36:35que ele deixou. Mas aí ele falou, mas e se
- 36:38fizerem alguma coisa errada? Se alguém fizer alguma coisa
- 36:41errada, eu não faço mais, mas deixa eu tentar.
- 36:44Deixa eu tentar fazer. Vamos ver o que vai acontecer.
- 36:46Eu vou acompanhar de perto. E aí eram turmas pequenas.
- 36:48Dez pessoas. E aí eu ia bem aos pouquinhos.
- 36:51E ele assim um pouco ainda desconfortável.
- 36:54Aí eu me lembro assim como se fosse hoje.
- 36:56Que no quarto curso que eu fiz. Que já foi assim.
- 36:59No segundo ano. No primeiro ano ele deixou eu
- 37:01fazer dois. Aí no segundo ano ele deixou eu
- 37:03fazer mais dois no quarto. Ele saiu da sala.
- 37:06Tinha uma sala que a gente chamava sala do útero.
- 37:09Ele saiu da sala e falou. Essa turma é boa hein.
- 37:11Aí eu ufa. Gostou.
- 37:16E aí a gente foi indo, foi indo, foi indo.
- 37:18E isso foi em dois mil e onze. Em dois mil e dezesseis a
- 37:22empresa já era gigante. Assim, já era, sabe, outro
- 37:27cenário. E aí que vai, né, acontecendo a
- 37:33questão do seguinte. A empresa era muito pequena
- 37:35quando eu comecei. Ninguém, né, não tinha ninguém
- 37:37olhando pra ela. Em pouco tempo ela ficou muito
- 37:39grande. E virou a maior empresa da
- 37:41família. Então aí começam essas outras
- 37:46questões todas de sucessão, como é que você faz, como é que você
- 37:50prepara pra uma sucessão, para que tenha chance de ser bem
- 37:54sucedida, entendeu? Isso em dois mil e dezesseis.
- 37:58Isso foi em dois mil e dezesseis, que a empresa já era
- 38:00uma empresa grande, já era uma empresa que chamava atenção das
- 38:03outras pessoas, assim, na família.
- 38:05Era uma empresa que oferecia tanto os implantes, o produto,
- 38:08quanto a formação médica. Isso, exato.
- 38:10Era uma empresa de educação e de...
- 38:13Isso, porque era a única. E naquele momento, era a única
- 38:18que tinha. Logo depois, em dois mil e
- 38:21quinze, surgiram os implantes absorvíveis, que é um outro tipo
- 38:24de implante. Mas continuou o laboratório ali
- 38:29de meu avô, que eu desenvolvi. Que até hoje existe...
- 38:35É o Meco... Ele continuou ali...
- 38:39Como o único em implante de silástico...
- 38:41Então só tinha ele... E...
- 38:45Oceano azul total... Se a gente ia ali...
- 38:48Então assim... Isso foi acontecendo...
- 38:50Em dois mil e vinte... Covid...
- 38:54Meu avô falece de Covid... E aí quando ele falece...
- 39:02Muda tudo... Porque era uma empresa que,
- 39:06apesar de ter faturamento alto e tudo, era uma empresa que era
- 39:09enxuta. Só eu da família trabalhava.
- 39:15E aí os herdeiros de meu avô, fora minha mãe, né?
- 39:19Minha mãe trabalhava também com meu avô, mas não lá na El Meco.
- 39:25As outras pessoas não moravam aqui no Brasil.
- 39:26Ele é pai da sua mãe. Ele é pai da minha mãe, né?
- 39:29Tá bom. Então, as outras pessoas não
- 39:31moravam no Brasil, não tinham nenhuma intimidade com o
- 39:34negócio. E são pessoas que não tinham um
- 39:37histórico de trabalho na vida, assim.
- 39:40Então, voltaram e aí virou aquela bagunça, sabe?
- 39:43Virou um ambiente que não me cabia mais.
- 39:47Certo. E era uma coisa que...
- 39:52Eu tinha criado, né? Poxa, eu criei isso aqui.
- 39:56E aí eu percebi que eu não cabia.
- 39:58E eu tinha um... O implante é maior que eu, sabe?
- 40:02O que a gente pode fazer com o implante é maior que Manoela.
- 40:05Manoela é uma pessoa dentro de tudo, né?
- 40:07E aí quando eu via o que estava acontecendo ali, em um momento
- 40:10eu pensei comigo. Eu falei, olha, eu... construir
- 40:13tudo até aqui e eu não posso participar de um movimento de
- 40:17destruição mas não porque ninguém ia destruir a empresa
- 40:21mas porque se eu ficasse ali sabendo que ali não me cabia eu
- 40:25ia ser negativa pra onde eles queriam que a empresa fosse
- 40:29então assim os novos donos não queriam mais que a empresa fosse
- 40:36do jeito que eu gostaria que ela fosse e é muito importante a
- 40:40gente entender a hora de sair Tipo assim, não, não cabe, não
- 40:44posso, assim, eu vou ser ruim. A partir desse momento, eu sou
- 40:47ruim pra empresa. Certo.
- 40:49E aí foi a decisão mais difícil que eu tomei na vida.
- 40:53Assim, foi sair, foi deixar, entendeu?
- 40:55Foi assim, uma coisa que você fala, vai, tipo assim, eu espero
- 41:01que dê certo, mas agora eu não posso mais, né?
- 41:04Assim, eu não seria feliz, eu não seria valorizada, eu não
- 41:07seria nada. E aí eu tomei essa decisão,
- 41:14muito pensada, não foi nada impulsivo.
- 41:19A gente tentou de várias formas ver se encaixava e tal.
- 41:23Minha mãe, minha irmã, meu pai, todos me apoiando, meu marido,
- 41:26todos participando das decisões e tentando encontrar caminhos.
- 41:29Também a gente viu que não tinha como.
- 41:33E aí eu me lembro que quando isso aconteceu, aí foi numa
- 41:37sexta-feira que eu saí, né? Aí teve o fim de semana, na
- 41:42segunda eu sempre acordava cedo, né?
- 41:46Então eu acordava quatro e meia, ia e ficava ali pensando,
- 41:50mentalizando o que é que eu vou fazer e rezando e fazendo tudo
- 41:53que eu tinha que fazer pra ver se eu via o caminho, né?
- 41:58E aí, a malhar e tal, teve pronto.
- 42:01Chegou assim, seis e meia da manhã, ou sete horas, eu já tava
- 42:04sentada trabalhando na mesa da sala.
- 42:06Num outro dia. Na segunda-feira.
- 42:08Na segunda-feira. Passou o fim de semana, na
- 42:10segunda-feira. E aí, eu tô lá, desavisada,
- 42:14trabalhando na sala e tudo. Chega Marcos, meu marido.
- 42:19Todo tomado banho. Com roupa de trabalho.
- 42:22Cheiroso. E me fala...
- 42:25Tô indo... E deu um beijo na minha
- 42:27cabeça... Eu olhei pra ele na hora...
- 42:30Jorreu... Eu percebi que eu não tinha pra
- 42:33onde ir... Eu na hora...
- 42:35Eu comecei a chorar assim... Meu olho encheu de lágrimas...
- 42:37Foi a hora que eu percebi... Eu vou pra onde?
- 42:42Acabou... Né?
- 42:43Assim... E foi assim...
- 42:45Foi o momento que a ficha caiu...
- 42:46Sabe? Aí ele olhou assim...
- 42:47Minha reação... Falou o que foi...
- 42:48Eu falei pra ele... Eu não tenho pra onde ir
- 42:50agora... Acabou...
- 42:52Né? Tudo aquilo...
- 42:54E aí foi o caminho de reconstrução.
- 42:58Eu sabia que eu não trabalharia com outra coisa.
- 43:01Então, isso pra mim estava claro.
- 43:05Eu não vou trabalhar. Eu tenho o privilégio de ter
- 43:08descoberto o que eu amo fazer. E isso não é de ninguém.
- 43:15A empresa pode ser de alguém. Mas isso que eu descobri é meu.
- 43:19E eu vou fazer isso. E aí...
- 43:23Aí foi assim, né? A aventura do século.
- 43:28Construir um laboratório novo, do zero.
- 43:33Sem o investimento. Assim, eu não podia usar nenhum
- 43:35recurso familiar. Porque eu não podia...
- 43:39Minha mãe, minha família, dona de um laboratório, eu não posso
- 43:42usar o dinheiro. Por exemplo, minha mãe não podia
- 43:44me emprestar dinheiro. Ou me dar dinheiro.
- 43:46Pra construir um laboratório que seria concorrente do laboratório
- 43:48da família, né? Então tinha que ser tudo com...
- 43:52fundos próprios e entendeu, o trabalho e aí foi minha irmã e
- 43:58minha sócia e foi veio nesse caminho comigo e aí minha irmã,
- 44:02meu marido, todo mundo assim muito apoiado que isso
- 44:05acontecesse sabe, vamos construir, vamos fazer e aí a
- 44:08gente ficou um ano e meio construindo o laboratório,
- 44:11fazendo isso e aí nesse período no período de antes quando eu
- 44:18tomei a decisão de sair foi em janeiro E eu te conheci, né,
- 44:24digital, em novembro. De dois mil e vinte.
- 44:27De dois mil e vinte, foi. De dois mil e vinte.
- 44:30Meu avô tinha falecido em agosto.
- 44:32Aí eu te conheci em novembro e aí você fez aquela mentoria
- 44:37online, lembra? Maestria.
- 44:40Maestria profissional. Maestria profissional.
- 44:42E aí foi uma coisa... Doze semanas.
- 44:46E foi justamente as doze semanas da decisão.
- 44:51Então o que acontecia era que eu tava passando por aquele
- 44:53turbilhão, mas toda segunda-feira de noite eu tava
- 44:56lá. E eu tava ouvindo as coisas que
- 44:59eu precisava ouvir. Pra que a minha decisão não se
- 45:03enfraquecesse com o tempo. para que as outras coisas não
- 45:08ficassem maiores que eu, sabe? Porque é muito fácil às vezes
- 45:13você dizer, ah, não, eu aguento, fica ali, entendeu?
- 45:17Tem dinheiro, tem isso aqui. Não, eu me realizo com outras
- 45:21coisas, vou me realizar só com minha família agora, sabe?
- 45:24Então, naquele período, a lucidez vinha de você. sabe,
- 45:31porque eu tava ali, eu tava aprendendo outras coisas também
- 45:34tudo que eu aprendi no digital foi naquele momento, eu não
- 45:37sabia nada até ali, entendeu, aí aprendi como é que faz mentoria,
- 45:41como é que não sei o que, aí sabe, então as coisas a forma
- 45:46como as respostas vieram foi muito impressionante também,
- 45:50sabe, assim porque foi muito claro é e foram respostas que eu
- 45:57pedi, foram perguntas que eu fiz Nesses momentos de quatro e meia
- 46:01da manhã... Eu fiz essas perguntas...
- 46:03Eu pedi... A Deus ajuda...
- 46:07Pra eu entender o caminho... Que eu tinha que...
- 46:10Percorrer... E aí você falou...
- 46:13No início você falou... Ah, foi uma coisa assim bem...
- 46:15É... É...
- 46:18Interessante como a gente se conheceu ali...
- 46:21E foi isso... Eu tava em um momento ali...
- 46:24De madrugada... Querendo achar um caminho...
- 46:28E aí um dia eu chego do trabalho, de lá ainda, do
- 46:31laboratório antigo, cheia de sacola na mão, tinha passado no
- 46:36mercado, não sei o que. Normalmente eu chego nesse
- 46:38horário cinco e meia, os meninos saem correndo e vem mamãe,
- 46:42mamãe, mamãe. Eu chego em casa, eu abrindo a
- 46:44porta, meu celular começou a falar sozinho na minha bolsa.
- 46:47Sozinho. E aí eu abri a porta e não tinha
- 46:50ninguém em casa. Falei, gente, cadê meus filhos?
- 46:53Tinha ido pra casa de minha mãe. E aí quando eu peguei o celular,
- 46:55era uma live sua. falando aquela live que você chamava as pessoas
- 46:59para participar, lembra? Antes do Maestria.
- 47:01Sim. E aí eu falei, ah, vou ver.
- 47:05E aí comecei a assistir. Nunca tinha visto na vida?
- 47:07Nunca, eu tinha visto só o vídeo da praia.
- 47:09Ah, o vídeo da praia. Eu tinha visto o vídeo da praia.
- 47:11Vi o vídeo da praia, comecei a seguir, mas o algoritmo me
- 47:15entregava muito. E aí eu comecei a adorar.
- 47:19E estava numa semana de desafio, de live às cinco e seis da
- 47:25manhã. E aí, eu falei, bom, já tô
- 47:28acordada mesmo, quatro e meia, amanhã eu vou fazer.
- 47:30E eu lembro que você falou assim, ó, isso era terça-feira,
- 47:33e aí você falou, ó, pra quem não fez, ainda dá tempo, se fizer
- 47:37quarta, quinta e sexta, é mais da metade, né, e tal.
- 47:40Sim. E aí eu falei, amanhã eu vou
- 47:41fazer. E aí eu fui fazer.
- 47:45E quando eu fui, você começou a live falando.
- 47:49Segunda e terça a gente foi mais técnico.
- 47:51A gente falou de vendas e falou tal.
- 47:52Hoje eu vou fazer uma coisa mais emocional.
- 47:56Cara, eu lembro disso. E aí você fez uma dinâmica de
- 48:00visualização. Lembro.
- 48:01Jóel. Puta, aquela dinâmica foi muito
- 48:04porrada, mano. Foi muito, foi muito.
- 48:08Eu assim, aquela dinâmica eu peguei na mão de meu avô.
- 48:12Cinco e quarenta da manhã. Tipo assim, né?
- 48:15Um negócio assim... E eu não acreditava que aquilo
- 48:20tava acontecendo. Porque...
- 48:22Né? Assim...
- 48:24Quando acabou a... Minha mãe mora no mesmo prédio
- 48:26que eu. Quando acabou a live, eu fui pra
- 48:29casa de minha mãe. Minha mãe, você não sabe o que
- 48:31aconteceu. Aí ela olhou pra mim e fez...
- 48:33Meu Deus, são seis horas da manhã e você já tá chorando.
- 48:35Eu não sei o que pensar. eu não sei o que pensar por favor me
- 48:41diga que é uma coisa boa porque não dá e aí e aí eu contei pra
- 48:48ela e eu falei mãe as respostas eu pedi e olha isso que coisa e
- 48:55aí nesse mesmo dia eu me inscrevi no maestria eu nem
- 48:57sabia o que é que ia ter Eu não sabia o que você ia falar ali.
- 49:02Mas eu só me inscrevi porque eu vi que eu tinha que me
- 49:04inscrever. Caramba.
- 49:06E foi isso. E foi o passo a passo, sabe?
- 49:08Foi assim... O timing foi tão perfeito, sabe?
- 49:14E o apoio que eu peguei dali... Que...
- 49:19Assim, era isso. Sabe?
- 49:23Foi o caminho que eu pedi. Foi a ajuda que eu pedi.
- 49:25E... Pra você abrir o teu negócio.
- 49:27Não, pra eu... Pra eu me visualizar...
- 49:33Destacada... Daquele negócio antigo...
- 49:35Entendi... Tipo assim...
- 49:37Quem era eu... Sem ser...
- 49:40Manoela... Neta de Doutor Simar...
- 49:42Da Elmerco... Quem era essa pessoa?
- 49:44Eu também não sabia... Então eu fui ali...
- 49:47Vendo... Fui ali...
- 49:49É... E que era possível...
- 49:52Eu fazer de novo... Né?
- 49:54Que eu poderia fazer... Que eu tinha força pra fazer
- 49:57aquilo... E aí fui fazendo...
- 49:58Fui fazendo... E aí...
- 50:01Estamos aqui hoje... Com o laboratório...
- 50:07O laboratório... É o maior laboratório...
- 50:09Você quer um café? Não, não...
- 50:13É o maior laboratório... Especializado em implantes
- 50:15hormonais... Do Norte e Nordeste.
- 50:19Um dos maiores do Brasil. Eu não posso falar que é o maior
- 50:21do Brasil, porque eu não conheço todos.
- 50:23Mas, assim, pelo que eu conheço, deve ser.
- 50:27O mais moderno, porque a estrutura de ar...
- 50:29Eu tive um privilégio grande de poder construir um laboratório
- 50:33depois de dez anos de experiência.
- 50:36Exatamente. Entendeu?
- 50:37Então, tudo que eu fiz no laboratório era do jeito que eu
- 50:40imaginava, sabe? Assim, era...
- 50:43Assim, todas as faltas que eu sentia no outro, eu consegui
- 50:47fazer nesse, né? As coisas técnicas mesmo, os
- 50:50fluxos de medicamento, como é que o medicamento entra, como é
- 50:53que o medicamento sai, a estrutura estéreo, o tipo de
- 50:56máquina que a gente queria. Então, foi um privilégio enorme
- 51:00eu fazer isso, sabe? E...
- 51:04Criei as mentorias também, numa coisa junto com você lá no
- 51:08Mentoria pra Mentores, o primeiro...
- 51:11Que quando foi que eu te vi... Não, não foi lá.
- 51:13Foi no... Acho que eu te vi primeiro no
- 51:15IAP, talvez? Não.
- 51:18Presencialmente foi no Mentoria para Mentores?
- 51:19Foi no Mentoria para Mentores. No IAP, você me viu.
- 51:22Eu tinha feito o lançamento daquela mentoria, que tinha sido
- 51:27muito bom. E aí eu cheguei no IAP.
- 51:29E aí você falou, ah, Manu, eu quero falar com você e tal.
- 51:32Foi esse... Cara, quando eu te vi, Manu, eu
- 51:35olhava para você. Você não é de falar muito.
- 51:37Você é muito observadora. E eu olhava pra você e falei,
- 51:43cara, essa mulher, não sei. Eu tive duas percepções.
- 51:47Que você queria muito uma coisa, que eu não sabia exatamente o
- 51:51que era. Você estava muito interessada.
- 51:54E que aquilo que eu estava te passando não era o suficiente.
- 51:57Eu tive essas duas percepções. Essa mulher quer.
- 51:59Então, você imagina, sala cheia, né?
- 52:01Eu olhava pra você ali, falava pouco, fazia umas considerações,
- 52:04observava, observadora. E eu falei, essa mulher quer uma
- 52:09coisa muito, ela quer muito uma coisa.
- 52:13E o que eu tô passando pra ela, que foi legal, mas ela fala, é
- 52:16mais, eu quero mais. Eu lembro que eu te mandava umas
- 52:19mensagens, você quer mais, né? Quero, quero mais e tal.
- 52:21Então olha só, tua jornada, teu avô, coisa linda, maravilhosa,
- 52:25fenômeno mundial, você cresceu, foi pra fora do país, voltou.
- 52:29Aí, em umas férias, você olhou, viu a transformação, falou, pô,
- 52:33peraí, isso aqui tem que ser conhecido, saiu da empresa,
- 52:35ficou quase dez anos, né, de dois mil e onze a dois mil e...
- 52:38E vinte. Quase dez anos, entendeu,
- 52:42aprofundou, gestora, gestora, empresária, mulher de negócios,
- 52:48resolveu tomar aquela decisão, saiu da empresa, sucessão
- 52:51familiar, mas decidiu que a sua adesão era tua, que você poderia
- 52:56abrir um negócio, ficou pensando como fazer, abriu uma nova
- 53:01clínica, ela é moderna, ela é bacana, ela está entre as tops
- 53:05do Brasil. E hoje ela trabalha com
- 53:08implantes e também com educação. Os implantes hormonais que você
- 53:13trabalha, explica pra galera aqui o que é, como que funciona,
- 53:17aplicar onde, de que jeito. Se as mulheres quiserem saber
- 53:20mais, elas mandam mensagem pra onde.
- 53:23Porque tem mulher que fala assim, cara, eu faço parte dessa
- 53:26aqui, tem cólica, eu faço parte dessa aqui, já ouvi que eu sou
- 53:28histérica, eu faço parte dessa aqui, que eu tenho dor pra
- 53:29caramba. E eu quero saber mais.
- 53:32Mas explica a tua terapia. É assim que você chama?
- 53:35Tratamento, terapia? É, é uma terapia hormonal.
- 53:37Uma terapia hormonal. É uma forma de fazer terapia
- 53:40hormonal. Existem várias formas de fazer
- 53:42terapia hormonal, né? Então, assim, uma das formas é
- 53:45com implante subcutâneo. O implante, ele tem dois tipos.
- 53:48Um tipo é um tubinho de polidimetilsiloxano.
- 53:52É um nome grande, mas é um silástico.
- 53:54Polidimetil siloxano PDMS É um tipo de material implantável É
- 54:01um silicone Um tubo silástico, ele estica É tipo aquele que
- 54:06tira sangue assim? Parece, só que um pouquinho mais
- 54:09rígido É, porque hoje não tem mais agulha, né?
- 54:12Pra tirar sangue é um siliconinho, né?
- 54:13Tipo aquilo, só que é um pouquinho mais rígido.
- 54:16Pronto. Então, esse implante...
- 54:18Ah, você já me mostrou! Já, lembra?
- 54:20Já me levou um pra mim, é verdade.
- 54:22Esse implante, ele vai no subcutâneo, do ladinho, assim,
- 54:25no glúteo, na face lateral do glúteo.
- 54:28E aí ele vai com o hormônio dentro, com estradiol,
- 54:32bioidêntico, com taxastrona, bioidêntica para reposição
- 54:35hormonal. E para casos de contracepção ou
- 54:40endometriose, é gestrinona. Gestrinona.
- 54:43Isso. Ou nestorone, também é um outro
- 54:46implante que é contraceptivo, de seis meses, é excelente também.
- 54:50E acetato de nomagestrol. Então tem esses três implantes
- 54:53que tratam mulheres em período fértil. que são as mulheres que
- 54:56tem as patologias de estrógeno independentes e tem os implantes
- 55:01que são da reposição hormonal que estão no estradiol e na
- 55:04taxostarona já quando a mulher naquela fase ali de quarenta a
- 55:10partir dos quarenta anos esses dois tipos esse tipo de implante
- 55:14dura um ano E ele libera o hormônio de forma mais lenta e
- 55:19mais estável. Isso é bom porque mulheres que
- 55:22têm patologia, elas precisam de um tempo um pouco mais longo de
- 55:25tratamento. Porque elas querem ficar livre
- 55:28dos sintomas. Porque a endometriose, por
- 55:29exemplo, você não tem uma cura para a endometriose, mas você
- 55:32tem a remissão total de sintomas.
- 55:34Que é, a gente quer deixar essa mulher... funcional então assim,
- 55:39ela usa aquele implante um ano, depois ela troca e bota de novo
- 55:44e aí é o tratamento pra endometriose pra TDPM que é uma
- 55:48doença muito difícil e que é muito bem tratada com esse
- 55:53implante de gestrinona também, e nestorone contracepção e tal,
- 55:57pronto O outro tipo de implante que a gente também faz lá no
- 56:01laboratório, inclusive a gente é o único do Norte e Nordeste que
- 56:03pode fazer os dois, né? São implantes absorvíveis.
- 56:07O implante absorvível, ele parece uma cápsulazinha, uma
- 56:09aspirina, só que ele é cilíndrico.
- 56:11E ele é menorzinho, e você bota e ele dissolve no longo do
- 56:15tempo, ele dissolve e você não tem que retirar no final.
- 56:18Que é uma vantagem a não ter que retirar, mas é um implante que
- 56:21dura pouco tempo, ele dura de quatro a seis meses.
- 56:24Então são para tratamentos ou tratamentos que precisam de um
- 56:29início um pouco mais rápido. Uma pessoa que está com muita
- 56:32crise e tal e você quer fazer, porque ele faz um pico no
- 56:35início. Então é um tratamento que tem um
- 56:39início mais rápido, mas ele acaba mais rápido também.
- 56:42E aí esse, o implante absorvível que chegou um pouco depois, foi
- 56:45o implante assim, que ganhou mais mercado porque ele tem
- 56:48menos barreira de entrada, porque ele não tem que ser
- 56:50retirado. Então assim, e aí foi quando
- 56:54começaram as polêmicas todas, né?
- 56:55Que chip da beleza, que não sei o que e tal.
- 56:57Veio muito carregado junto com o implante absorvível.
- 57:03Mas é um implante que também trata endometriose quando bem
- 57:07prescrito. É um implante que apesar do
- 57:10procedimento ser... Parecer ser mais fácil é um
- 57:13implante mais difícil de acertar na prescrição.
- 57:15Porque ele tem picos. Então os picos juntos podem
- 57:20criar uma inflamação e tem mais extrusão.
- 57:22Mas enfim. Mas também é um produto muito
- 57:26bom quando o médico sabe o que está fazendo.
- 57:28Certo. Isso é uma parte muito
- 57:30importante do tratamento. Porque assim, o implante sozinho
- 57:33não faz nada. Dentro do laboratório o implante
- 57:35não faz nada. O implante só faz alguma coisa
- 57:37quando ele é direcionado pelo médico.
- 57:39Por isso que a gente não pode ser um laboratório sem ser uma
- 57:40escola. Entende?
- 57:43Porque a gente não pode deixar o implante lá e cada um faz o que
- 57:47quer. No fim do dia, cada um vai fazer
- 57:50o que quer. Mas a gente tem que ter aqui a
- 57:52responsabilidade de dizer, olha, eu ensino a forma como a gente
- 57:56acredita que é a melhor forma. Mas a gente não pode estar
- 58:01dentro do consultório do médico para dizer o que ele vai fazer.
- 58:04Então, assim, mas quando o médico prescreve bem, Não tem,
- 58:10assim, não tem comparação com os outros tipos de tratamento.
- 58:13Fala os relatos aí dos teus clientes.
- 58:16Ó, eu tenho uma menina que o relato dela é muito impactante
- 58:20porque ela é uma menina jovem de, assim, trinta anos. que TDPM
- 58:26transtorno disfórico pré-menstrual transtorno
- 58:29disfórico pré-menstrual é uma coisa que é assim por muito
- 58:32tempo foi confundido com TAB que é transtorno bipolar com
- 58:38loucuras das mais diversas coisas porque ninguém sabia o
- 58:43que era e dizia tá doida sabe assim era isso aí Porque é um
- 58:47transtorno que a pessoa... Os picos hormonais...
- 58:50A pessoa tem uma hipersensibilidade àqueles
- 58:52hormônios... E os picos hormonais...
- 58:54Tiram a pessoa completamente... Do eixo...
- 58:57E aí a pessoa tem despersonalização...
- 59:00Não se reconhece, não sabe mais quem é...
- 59:02A pessoa tem níveis de agressividade...
- 59:05Imensos... Tem hipersonia...
- 59:07Dorme o dia todo... Saiu uma pesquisa na Harvard
- 59:10em... Em dois mil e vinte e dois...
- 59:12dizendo que quinze por cento das mulheres contra a DPM atentarão
- 59:15contra a própria vida. É porque ela não sabe o que está
- 59:19acontecendo com ela. Exatamente.
- 59:21Todo mundo diz que não é nada, é que é doida, é que é não sei
- 59:25quê. E essa mulher, a vida dela é um
- 59:28inferno. E eu tenho essa menina, que hoje
- 59:31em dia eu tenho várias, mas essa foi um caso que me marcou muito,
- 59:34porque ela é jovem. Ela teve um filhinho e o
- 59:40filhinho faleceu com três anos de câncer.
- 59:43E ela era mãe sozinha. E o TDPM tem uma característica
- 59:46que tem gatilhos. Então, quando você passa por um
- 59:49trauma, a doença começa a aparecer.
- 59:55Então, traumas, assédio, violência sexual e tal, são
- 59:59coisas que... são gatilhos pra doença então essa menina começou
- 1:00:03a ter TDPM não sabia o que era ficou anos atrás de um
- 1:00:10diagnóstico e aí ela conseguiu foi uma médica que era uma
- 1:00:15médica que era mais atualizada tava estudando e a médica fez
- 1:00:19esse link você tem que fazer o link entre as crises e o ciclo
- 1:00:23hormonal é um diagnóstico combinado entre a psiquiatria e
- 1:00:27a ginecologia Tá bom. Então, quando ela fez esse link,
- 1:00:30ela falou, olha, aqui é a TDPM. E aí, tratou com implante de
- 1:00:35diastinona. Essa médica é minha cliente.
- 1:00:39Tratou com implante de diastinona.
- 1:00:42Joel, se você ver essa menina hoje, é outra pessoa.
- 1:00:47Era uma menina que era assim... Pesava quarenta quilos,
- 1:00:52totalmente desgastada, sabe? Triste, assim, com pensamentos
- 1:01:00ruins. E aí, sabe o que ela fez depois
- 1:01:03que ela ficou boa? Ela abriu uma ONG pra cuidar das
- 1:01:07mães com filhos tratando câncer, no Hospital do Câncer no Rio de
- 1:01:10Janeiro. Caramba.
- 1:01:13Então quando eu falo pra você que quando a gente cura uma
- 1:01:15mulher, a gente melhora o mundo, sabe?
- 1:01:18Olha o que estava escondido atrás dessa menina.
- 1:01:22Olha o poder que ela tinha. Que estava escondido atrás da
- 1:01:25doença. Porque quando a pessoa está
- 1:01:26sobrevivendo, ela não consegue. Fazer o que ela veio pra fazer.
- 1:01:30E a médica também, hein? E a médica é incrível.
- 1:01:33Luciana Dester. Maravilhosa.
- 1:01:34Um beijo, Luciana. Parabéns.
- 1:01:36E... Então, essa menina...
- 1:01:39Ela criou, hoje em dia, ela tem essa...
- 1:01:42Essa ONG no Rio. Vou até falar.
- 1:01:45Ela se chama... Como é?
- 1:01:49Aconchego Menino Matias. Que era o nome do filho dela.
- 1:01:52Aconchego do Lar Menino Matias. Nossa...
- 1:01:55E é perto do hospital do câncer, e o que ela faz é receber essas
- 1:02:00mulheres, as mães, como ela foi, e dar aconchego para essas
- 1:02:06mulheres. Dar uma casa, dar uma sala com a
- 1:02:08televisão, um lugar para lavar roupa, uma comida gostosa,
- 1:02:11enfim. E serve a essas pessoas, sabe?
- 1:02:17E num momento mais difícil da vida delas.
- 1:02:20E é isso que a gente faz, sabe? Então quando eu vejo maia, que é
- 1:02:23essa menina fazendo isso, eu me sinto, assim, parte.
- 1:02:29Com certeza. Sabe?
- 1:02:30Porque eu falo, meu Deus, tudo isso estava escondido atrás de
- 1:02:33uma doença. E quantas mulheres não estão
- 1:02:36assim? Quer dizer, se a gente sair e a
- 1:02:39gente tirar a dor dessas mulheres, quantas maias vão
- 1:02:42surgir disso? a diferença que a gente pode
- 1:02:45fazer no mundo só por melhorar a vida das mulheres que estão aí
- 1:02:50buscando, sabe? Então, é...
- 1:02:55E aí, tem muitos, assim, relatos de meninas que, sim, que falam,
- 1:03:04tipo, salvou meu casamento, ou salvou minha vida, ou...
- 1:03:07Se a mulherada quiser fazer um tratamento com você, tem que ir
- 1:03:09até a salvadora. Não, aí o que acontece?
- 1:03:13As pacientes vão para os seus médicos, né?
- 1:03:16Então assim, vão para médicos que trabalham com meus produtos.
- 1:03:20O médico que é meu, né? Eu vendo para o médico.
- 1:03:23E o médico que faz... E através do médico, o médico
- 1:03:26que atende a essas pacientes, né?
- 1:03:27Entendi, então a sua relação é médico.
- 1:03:30Minha relação é com o médico e eu tenho...
- 1:03:32Tanto na educação quanto nos produtos, entendeu?
- 1:03:33Isso, e aí eu tenho uma relação com as pacientes que é o
- 1:03:36seguinte, como eu faço treinamento para médicos, O meu
- 1:03:40treinamento é social. Então eu uso os cursos pra fazer
- 1:03:45atendimentos sociais com as meninas que precisam fazer o
- 1:03:47tratamento e não tem. Por exemplo, meninas que têm
- 1:03:50endometriose ou que não podem bancar um tratamento com
- 1:03:53implante, que é um tratamento caro.
- 1:03:55Quando eu vou fazer o curso de médicos, eu faço um ambulatório
- 1:03:58e recebo essas pessoas e faço tratamento de graça.
- 1:04:01É? Eu não sabia disso.
- 1:04:03Isso é novo? Não, eu já sempre fiz.
- 1:04:06Eu tô comendo bola então, porque eu não sabia dessa história.
- 1:04:08Então você faz o treinamento pros médicos e usa isso como uma
- 1:04:14causa social pra ajudar. Eu não sabia disso.
- 1:04:20Então deixa eu divulgar Então eu vou divulgar aqui agora Os
- 1:04:26senhores médicos Tem uma galera da medicina que me escuta Um
- 1:04:31beijo pra todos vocês, queridos Quando que vai ter o próximo
- 1:04:35curso? Ainda não tá fechado Mas eu
- 1:04:37ainda quero fazer um curso esse ano, em dezembro Mas é grupo
- 1:04:40pequeno? É tipo igual teu avô falava?
- 1:04:42É, não, veja só A minha... Eu gosto de fazer uma turma,
- 1:04:49assim, de cinquenta médicos. Tá bom.
- 1:04:51Que pra mim é uma turma boa. Porque quanto mais médicos eu
- 1:04:56consigo ali no curso, mais pacientes eu consigo atender.
- 1:04:59Exatamente. Então esse pra mim é o payback,
- 1:05:03assim, de ter uma turma boa, de ter uma turma de cinquenta, eu
- 1:05:06consigo atender sessenta pacientes.
- 1:05:08E muita troca entre os médicos, né?
- 1:05:10Muita, muita. Que forte.
- 1:05:11Quantos dias são? São dois dias.
- 1:05:12Dois dias. Dois dias.
- 1:05:13Então é o seguinte, eu posso te pedir uma...
- 1:05:18Uma confusão aqui. Ai, Jesus.
- 1:05:20Vou fazer uma confusão aqui. Eu não sei quantas pessoas tem
- 1:05:26no seu curso, mas é o seguinte, eu preciso que você deixe aqui
- 1:05:29um WhatsApp. Tá.
- 1:05:33Pode ser? Pode.
- 1:05:34Então tá, vai falar com quem? Vai falar com Bruna.
- 1:05:37Bruna. Bruna.
- 1:05:39Toque, toque Bruna, vai chegar um WhatsApp aí pra você.
- 1:05:41Então, a gente vai colocar um QR Code aqui e um link na
- 1:05:44descrição, que é um WhatsApp para médicos que querem fazer o
- 1:05:49teu curso. Qual que é o nome do curso?
- 1:05:52É curso básico de prescrição de implantes hormonais.
- 1:05:54Curso para prescrição de implantes hormonais.
- 1:05:56Vai conhecer a Manu, porque também, assim, puta história
- 1:05:59legal. Então tem um QR Code aqui na
- 1:06:01tela, vai falar direto com a Bruna e fala, gente, eu quero me
- 1:06:03inscrever. Eu quero saber mais.
- 1:06:07Vai pipocar de mensagem no WhatsApp.
- 1:06:09Aí, fecha uma turma, qualquer coisa abre outra.
- 1:06:11E isso, assim. E pra os médicos que já são
- 1:06:14experientes também, que já trabalham com implante, que não
- 1:06:16querem fazer um curso básico, mas que querem ter um ambiente
- 1:06:19de troca de implante... Tem a mentoria, que já é um
- 1:06:23outro programa, entendeu? Assim, que já é um programa de
- 1:06:25seis meses. Aqui, ó, gente.
- 1:06:28Alô, médicos, mentoria pra vocês aqui, ó.
- 1:06:31Aqui tá a metodologia da Manu. O livro é rosa.
- 1:06:37Que coisa linda isso aqui. Nossa, tem...
- 1:06:40Aí tem tudo de venda, tem tudo da parte comercial também e da
- 1:06:44parte clínica. É uma mentoria técnica.
- 1:06:46Ah, é. Aí a gente fala de tudo e aí já
- 1:06:50é uma turma com médicos que já trabalham com implante, que
- 1:06:54querem se aprofundar mesmo, sabe?
- 1:06:56A gente é mais... E aí eu convido vários médicos
- 1:07:00que estão na área... Vendas, posicionamento,
- 1:07:04segmentação de mercado, até de marketing digital, gatilhos
- 1:07:08mentais, rede social, prescrição inteligente, tem a parte
- 1:07:12administrativa. É, médicos.
- 1:07:14Aí é para médico barra empresário.
- 1:07:17Aqui também, eu vou deixar o mesmo...
- 1:07:19Pode deixar o mesmo e aí ele pode falar se ele quer entrar na
- 1:07:21mentoria ou no curso básico. Ou no curso básico ou nos dois.
- 1:07:25Não, porque... Isso.
- 1:07:27Cara, comprei a ideia. É bonito demais.
- 1:07:28É. É bonito demais esse trabalho.
- 1:07:30Então, mentoria e curso para médicos.
- 1:07:32É. E eu tenho uma...
- 1:07:35Eu tenho uma visão, assim, que eu ainda...
- 1:07:38Tipo, o trabalho social é muito grande pra mim, sabe?
- 1:07:40Meu avô sempre fez muito isso. É.
- 1:07:43E... E assim, eu ainda tenho essa...
- 1:07:45Eu tenho essa... Essa visão, assim, que eu vou
- 1:07:48conseguir atender a mais pessoas, sabe?
- 1:07:51Que eu vou conseguir ter um trabalho social mais impactante,
- 1:07:54de ter um lugar que essas mulheres possam ser ouvidas e
- 1:07:57que a gente... Que ela saiba que a gente se
- 1:07:59importa mesmo com o resultado. Que a gente se importa de ela
- 1:08:04ter a vida melhor, né? Que eu sempre falo assim,
- 1:08:06recuperar o prazer em viver. Que é a frase que eu boto sempre
- 1:08:11nas caixas dos implantes, tem tudo escrito prazer em viver.
- 1:08:14Porque é uma coisa que eu acho que a mulher não pode esquecer
- 1:08:16de ter. Acho que tem uma hora que a
- 1:08:19mulher esquece. Que o prazer em viver é
- 1:08:22importante. E a gente não pode deixar isso
- 1:08:25acontecer. Porque a gente pode ter prazer
- 1:08:27em viver a vida toda. Você acha que a mulher esquece
- 1:08:30isso? Esquece porque a mulher se
- 1:08:33acostuma no lugar da dor. Ah, entendi o que você quis
- 1:08:36dizer agora. Entendi, entendi, entendi.
- 1:08:38Ela se acostumou com a dor e acha que a vida é...
- 1:08:42Ela acha que é sofrido porque ela é mulher.
- 1:08:45E que não tem solução e que é isso mesmo.
- 1:08:47Uma menina que menstrua com quatorze anos e tem cólica, o
- 1:08:49que ela ouve da mãe, É que é assim mesmo.
- 1:08:52Então, ela desde pequena, ela se acostuma que a dor é normal, que
- 1:08:55o sofrimento é normal. Porque é isso, Joel, é um
- 1:08:57sofrimento que vem todo mês. Ninguém é imune a isso.
- 1:09:02Sabe, é um sofrimento que vem todos os meses.
- 1:09:04A pessoa se acostuma a sentir dor e achar que tudo bem. então,
- 1:09:11e aí quando vai chegando na menopausa no climatério,
- 1:09:15menopausa que é essa fase de quarenta anos a partir dos
- 1:09:18quarenta anos os hormônios começam a mudar Deveria ser a
- 1:09:23melhor fase da vida da mulher. Profissionalmente é a fase
- 1:09:27madura que ela já está ali alcançando.
- 1:09:29Eu vou fazer quarenta anos agora.
- 1:09:31Então assim, já pensou se eu começo a despencar?
- 1:09:34Logo agora? Logo agora.
- 1:09:37E aí as mulheres têm essa sensação de chegar nessa fase de
- 1:09:41clímax profissional e ser abandonada pelo próprio corpo.
- 1:09:48abandonada, se esquece de tudo tem calor no meio de uma reunião
- 1:09:52tá aqui numa reunião séria, começa um calor, um calor um
- 1:09:54calor e já não sabe mais o que tá fazendo então e aí?
- 1:10:00não acabou, sabe? então assim, é importante a
- 1:10:04gente trazer isso pras mulheres que não é o fim, sabe?
- 1:10:08quando chega a menopausa a mulher só não pode mais ter
- 1:10:12filho ela pode fazer todo o resto sabe?
- 1:10:15ela pode ter prazer em viver sim Então, e eu acho que as mulheres
- 1:10:21esquecem, se deixam levar. E aí você veio aqui para
- 1:10:26lembrá-las. Exato.
- 1:10:28Meu, que bonito. Olha, eu achava que eu conhecia
- 1:10:32o teu negócio, mas eu estou analisando aqui, eu não conhecia
- 1:10:37não. É grande, né?
- 1:10:38É muito grande, é muito bonito. Tinha uns dados que eu não
- 1:10:41sabia, tinha umas coisas que você estava fazendo que eu não
- 1:10:43sabia. Eu fiquei muito feliz, cara, de
- 1:10:45poder saber. Manu, assim, eu não sou um
- 1:10:50profeta, tá? Mas eu vou fazer uma profecia
- 1:10:52aqui, vamos dizer, eu vou profetizar.
- 1:10:53Você vai se tornar uma das maiores comunicadoras desse
- 1:10:56assunto no país. Você vai se tornar uma das
- 1:10:58maiores difusoras que vai difundir esse assunto no país.
- 1:11:03Você vai gerar muita autoridade e, mais acima de tudo, muita
- 1:11:08conectividade com as mulheres. Depois... desse conteúdo porque
- 1:11:12elas vão falar, caramba, eu quero saber mais tem muito mais
- 1:11:14aí dentro dessa cachola muito mais dentro desse coração e tua
- 1:11:19família maravilhosa, Marquinhos, um beijo pra você, Marquinhos,
- 1:11:22marido também que é um cara, essa mulher só beijou a Jota eu
- 1:11:28chegava lá, Jota, Jota querido demais e antes de eu te fazer a
- 1:11:35última pergunta eu quero te dizer que foi um prazer falar
- 1:11:37contigo, eu tô muito orgulhoso do teu trabalho mesmo, mesmo,
- 1:11:40mesmo e quero que você divulgue aqui tuas redes sociais a galera
- 1:11:43quer falar com você, quer te marcar no Instagram quer te
- 1:11:45mandar mensagem direct fala tuas redes sociais quer conhecer a
- 1:11:50clínica, fala tudo aí Manu Coutinho Real é o meu Instagram
- 1:11:55e lá é onde eu falo, assim, falo bastante sobre essa
- 1:11:59conscientização da saúde da mulher e o objetivo ali é trazer
- 1:12:04as mulheres pra esse lugar mesmo, pra elas poderem levar
- 1:12:07essa demanda pra os médicos, né? E o laboratório Legacy Lab
- 1:12:12Implantes hormonais... Enfim, aí lá tem tudo sobre
- 1:12:16implantes... E sobre os acessos...
- 1:12:17Como é que faz para ser um médico credenciado...
- 1:12:21E a gente tem o podcast... Que é o podcast...
- 1:12:25Que é IH... Tem aquele IH que é uma
- 1:12:27brincadeira com implantes hormonais...
- 1:12:29Muito bom... E ali o podcast é implantes
- 1:12:31hormonais e mais... Então eu falo sempre ali de...
- 1:12:34Trago médicos, trago pacientes também...
- 1:12:37No Youtube e no Spotify... Tem lá, tem vários...
- 1:12:39Tem inclusive... um podcast com Maia.
- 1:12:44Essa pessoa, essa menina da TDPM, esse caso que eu contei
- 1:12:47aqui, eu fiz um podcast com ela maravilhoso, emocionante.
- 1:12:51Ah, eu vou deixar aqui o link também.
- 1:12:52Deixa aqui o link também pra galera assistir também.
- 1:12:54Sai desse podcast pro Lala, pro podcast com a Maia.
- 1:12:57Aliás, e o galera? Pode contratar, pode chamar,
- 1:12:59convidar ela pra dar palestra. Eu já tô fazendo o...
- 1:13:03O merchan dela aqui. Já tô fazendo aqui, ó.
- 1:13:06Pra ela aqui, ó. O jabá.
- 1:13:08O jabá da Manu. Fala super bem.
- 1:13:10Palestra super bem. Pode botar ela nos palcos que
- 1:13:13ela vai arrebentar a boca do balão.
- 1:13:15Pegue a Manu. Manda mensagem pra ela.
- 1:13:19E assim, faz ela sentir o quanto que foi importante tudo aquilo
- 1:13:22que foi falado aqui. Porque pra mim foi muito, muito
- 1:13:25importante mesmo. Manu...
- 1:13:29A última pergunta que eu faço, você como ouvinte do JJ Podcast,
- 1:13:31você sabe, né? Se você tivesse a oportunidade
- 1:13:34de mandar uma mensagem para oito bilhões de pessoas no mundo
- 1:13:37todo, essa mensagem vai chegar. E ela vai passar assim, um
- 1:13:42minutinho. Depois, o Deus vai falar assim,
- 1:13:45é uma mensagem por minuto para cada pessoa no mundo.
- 1:13:48Mas você tem aquele teu minuto. E as pessoas vão ler, vão ouvir,
- 1:13:52vão ver, né? Que mensagem seria essa?
- 1:14:00seria se priorizem não esqueçam que a vida é agora e que depois
- 1:14:09não tem mais e que sem saúde não há prazer em viver é verdade sem
- 1:14:15saúde não há prazer em viver tem uma frase que é assim né Quem
- 1:14:20tem saúde tem vários desejos. Quem não tem...
- 1:14:23Não tem nenhum. Só saúde.
- 1:14:25Só saúde. Só tem um desejo.
- 1:14:27Eu preciso ter saúde. Só saúde.
- 1:14:29Parabéns pelo teu trabalho. Obrigada.
- 1:14:32É só a ponta do iceberg. E vou te falar, teu avô deixou
- 1:14:36um legado muito bonito, muito maravilhoso no Brasil e no
- 1:14:39mundo. Mas você também tá deixando, tá?
- 1:14:41E é teu. Você também tá deixando.
- 1:14:44E ele, em qualquer lugar que ele esteja, ele tá muito orgulhoso
- 1:14:46de você. Obrigada.
- 1:14:47Ele tá lá perto do meu pai. Eu espero, Joel, que através
- 1:15:00desse papo que mais pessoas entendam a importância de dar
- 1:15:04espaço pra gente falar sobre saúde feminina, sabe?
- 1:15:07Porque eu acho que as pessoas sabem, mas não sabem a
- 1:15:10importância que tem levantar esse assunto. pra gente
- 1:15:15conseguir mesmo que a mudança, pra gente conseguir o
- 1:15:20financiamento pra pesquisa, pra gente conseguir mudar o cenário
- 1:15:23e entender o corpo da mulher, entender como é que funciona,
- 1:15:27sabe então assim, isso é um isso é um abrir de portas muito
- 1:15:32importante e aí eu te agradeço em meu nome e em nome das
- 1:15:36mulheres todas que se beneficiarão dessa informação,
- 1:15:39você é parte de tudo aqui, de toda essa construção assim Você
- 1:15:44foi responsável por uma descoberta de mim mesma, sabe?
- 1:15:48E eu vou te agradecer pra sempre disso.
- 1:15:50Cara, é um prazer. Prazer.
- 1:15:52Obrigado por ter vindo, tá? Obrigada.
- 1:15:54Obrigadão por ter vindo. Parabéns pelo teu trabalho.
- 1:15:55Sério, senhores, esse é um podcast muito, muito, muito
- 1:15:57especial. Esse podcast vale a pena você...
- 1:16:01Mandar pra mais pessoas, tá? Esse podcast vale a pena você
- 1:16:04mandar mensagem pra Manu. E esse podcast vale a pena você
- 1:16:08anotar, tomar uma decisão, conhecer mais, aprofundar mais.
- 1:16:12Porque é um podcast social. É um podcast...
- 1:16:17De legado, de saúde e que vai impactar todas as pessoas.
- 1:16:21As crianças, os homens, as mulheres, os avós, a comunidade
- 1:16:27toda. Tá bom?
- 1:16:28Obrigado pela audiência de vocês.
- 1:16:29Se você não tá inscrito no canal, se inscreva.
- 1:16:31Também deixa aqui a sua opinião. Comenta com a gente o que você
- 1:16:35achou. Porque, cara, a gente faz com
- 1:16:36muito carinho mesmo. A gente sempre traz convidados
- 1:16:38especiais e super, super profundos que têm histórias
- 1:16:42realmente que contribuem pra sociedade.
- 1:16:44Tá bom, gente? Um beijo grande.
- 1:16:46A gente se vê no próximo JJ Podcast.
- 1:16:47Valeu. Tchau.