Latest / RetinaPro / Live #157: Coroidopatia Serosa Central Explicada de Forma Simples | Dr. Alexandre Rosa e Dr. Gabriel Botelho
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- 0:00Boa noite, sejam todos muito bem vindos a mais uma live aqui da
- 0:04retina pro. Estamos no nosso processo, no
- 0:08nosso grande é missão de trazer conhecimento pra todas as
- 0:12pessoas sobre doenças oculares, como manter sua saúde visual em
- 0:16dia. Meu nome é Alexandre rosa, sou
- 0:18médico oftalmologista, um dos sócios aqui da retina pro e a
- 0:22gente está transmitindo essa live aqui pra alguns canais né?
- 0:25Pro canal do YouTube e pro nosso canal de Facebook.
- 0:28No Instagram e a gente está interagindo com usuários no chat
- 0:33do YouTube. Então se você tem alguma dúvida
- 0:34sobre a live de hoje, né? Sobre AO tema da live de hoje
- 0:38que vai vai ser sobre coreo. Retinopatia, serosa central.
- 0:43Uma doença que tem esse nome esquisito, mas é uma doença que
- 0:45a gente está vendo cada vez com mais frequência, porque tem uma
- 0:48relação direta com alguns remédios, situações de estresse.
- 0:54Então a gente vai conversar um pouquinho sobre a live de hoje,
- 0:57é durante a live de hoje, sobre isso.
- 0:59Então, antes de mais nada, né? A gente sempre gosta de de
- 1:02falar, né? Então, quem não está escrito aí
- 1:04no canal, se inscreva, ative o sininho para ser notificado de
- 1:07quando vão começar é essas Lives.
- 1:11E a gente faz conteúdo de forma gratuita pra todas as pessoas
- 1:15que possam ter alguma dúvida. E sobre doenças oculares?
- 1:19Obviamente a gente sempre fala isso, que AO tratamento, né?
- 1:24Que AO nosso intuito é na verdade trazer alguns
- 1:28esclarecimentos sobre algumas doenças específicas.
- 1:32E mas o seu médico é OA pessoa que está responsável pelo seu
- 1:36caso e vai poder lhe dar todas as informações necessárias a
- 1:39respeito dele. Então se você tem alguma dúvida
- 1:41sobre essa doença, já vai colocando aqui no chat do
- 1:43YouTube. A gente vai responder ao ao
- 1:46final da live sobre o tema relacionado já tem, eu estou
- 1:49vendo aqui um pessoal já colocando algumas dúvidas, então
- 1:51a gente já vai entrar em contato.
- 1:53Daqui a pouco a gente começa as respostas já também, então eu
- 1:56vou já chamar aqui o doutor Gabriel Botelho, fala Gabriel,
- 2:00tudo bem? Olá.
- 2:02Amigo, tudo bom? Boa noite pessoal.
- 2:04Meu nome é o doutor Gabriel Botelho, né?
- 2:06Eu sou sócio aqui também da retina pro e hoje a gente vai
- 2:09falar com vocês sobre coro, retinopatia, serosa central, né?
- 2:13Eu sou oftalmologia, especialista em retino e vitro.
- 2:15Aí, igual o Alexandre, a gente vai tirar as dúvidas também.
- 2:19Legal, bacana. Então pessoal, lembrando mais
- 2:22uma vez, né? A gente está transmitindo essa
- 2:24live aqui pro YouTube e pro Instagram também, além do nosso
- 2:27canal no Facebook, que é o nosso principal fonte de divulgação de
- 2:30conteúdo. E a gente vai interagir com o
- 2:33pessoal que está entrando aqui no chat do YouTube, tá?
- 2:36Então quem está nos escutando nas outras plataformas, entra
- 2:39aqui no chat do YouTube e coloca sua dúvida, a gente vai poder
- 2:41ter, enfim, trocar uma ideia sobre sobre essa doença aí.
- 2:46E aí? Ah, vamos lá, vamos começar,
- 2:49Gabriel, que a gente tem uns 40 minutos aí para trocar uma
- 2:51ideia, um assunto bastante extenso.
- 2:54Então, antes de mais nada, seria legal, né, Gabriel?
- 2:57A gente comentar o onde essa doença?
- 3:00Feta, né? O que que é retina, o que que é
- 3:01macro? Então vamos lá, vamos começando
- 3:04aí. Vamos lá então, AA doença.
- 3:07Ela afeta a retina, a retina, nada mais velha do que o Firmo
- 3:10fotográfico dos nossos olhos, comparando o olho com uma
- 3:13máquina fotográfica. Então o filme é onde AAA imagem
- 3:17ela é captada a luz, ela é transformada em estímulo nervoso
- 3:21pra ser levada pro nervo ótico e ser interpretada como imagem,
- 3:25não. Então a parte principal da
- 3:26máquina é o filme, e no olho não deixa de ser retina nem onde é
- 3:29captada a imagem e a coro. Retinopatia acero central, ela
- 3:33vai afetar principalmente a retina, né?
- 3:36E uma camada da retina, que é o epitélio pigmentário da retina,
- 3:40e isso já sente a retina. A gente tem também a corode.
- 3:43Que vai ser, digamos assim, a principal causadora da da dessa
- 3:47condição e a gente vai falar em breve na fisiopatogenia, né?
- 3:52Perfeito. Acho que é isso aí, né?
- 3:54Então essa doença afeta a parte principal do olho, né, Gabriel,
- 3:57que é realmente a retina, né? Então como você fez a analogia,
- 4:00né? O filme da câmera fotográfica,
- 4:03onde OA coisa realmente acontece.
- 4:06EE, aí qual é a definição, né, da?
- 4:10Da coreorretinopatia serosa central, né?
- 4:12Como é que a gente pode contextualizar e dizer o que que
- 4:15é essa doença aérea e o que que ela causa?
- 4:18Muito bom, né? Então ela tem um histórico, é
- 4:20bem grande, né? Ela Foi descrita mesmo assim.
- 4:22Em 1967, foram americanos chamados Donald guess, né?
- 4:25Então ele ele fez uma descrição que é um acúmulo de líquido
- 4:29sobre a retina, né? Ou seja, 1111 descolamento da
- 4:31retina na área principal, que é a mácula.
- 4:37E ou também sobre o epr, que é uma área que está abaixo da
- 4:40retina, então o descolamento seroso 5 escritos, ou seja, é um
- 4:44acúmulo de líquido abaixo da retina.
- 4:46E ela é a quarta retinopatia mais comum encontrada lá Na Na
- 4:51no dia a dia, né? E ela afeta principalmente
- 4:53homens de meia idade, ou seja, de 35 a 50 anos.
- 4:57Pra se ter uma ideia da incidência, é de um pra cada
- 4:5910000 homens, né? Então se a gente pegar 10000
- 5:02homens estão num num estádio de futebol, um deles provavelmente
- 5:05vai ter a doença. Então isso que é definido, né?
- 5:08A coro retinopatia. Acerosa central é, ela é muito
- 5:12fatorial, né? Tem vários fatores que podem
- 5:14causar ela e a gente vai explicar aí como é que funciona
- 5:18O Mecanismo, né? De, de de causa dessa, dessa.
- 5:22Coro retinopatia. É.
- 5:24E uma coisa que é importante, né?
- 5:26É Gabriel, a gente, ela causa um descolamento de retina, como
- 5:30você mesmo falou, né? Então acontece um acúmulo de
- 5:34líquido ali embaixo da retina, por isso que ela é.
- 5:37É sub ritiniana, né? E isso é uma coisa que às vezes
- 5:40preocupa, né, o paciente, né? Então diz, Ah, doutor, estou com
- 5:43descolamento de retina, né? O meu vizinho teve descolamento,
- 5:46teve que operar, fazer cirurgia, né?
- 5:48Então essa, essa, essa doença, eu vou precisar fazer cirurgia.
- 5:52A gente vai falar um pouquinho daqui a pouco sobre AO
- 5:55tratamento, né? Mas ela é um descolamento que
- 5:57ele é localizado geralmente nessa região.
- 6:00Da mácula, né? E o tratamento?
- 6:03Ele não é uma intervenção cirúrgica, um descolamento
- 6:06regmatogênico que a gente sempre vê, ou pelo menos vê com mais é
- 6:10frequência, né? Então vamos lá, Gabriel, e aí
- 6:14assim é, você já falou, né, que esse descolamento, né, que
- 6:17acontece na região central do olho, né?
- 6:19E qual como é que o paciente percebe que está com esse
- 6:22problema, né? Qual é os sintomas que ele vai
- 6:24perceber pra poder dizer, olha? Talvez eu esteja com central
- 6:27serosa ou ou não. O que que ele sente no dia a
- 6:32dia? Tá bom, então ele ele pode ter
- 6:35diversos sintomas, né? O principal deles é uma mancha
- 6:38central, ou seja, uma mancha no centro da visão.
- 6:41Isso ela compara o geralmente a doença, 90% dos casos ela é
- 6:44unilateral, ou seja, vai cometer só um olho, né?
- 6:47E aí o paciente, ele, ele tampa, digamos que a doença está no
- 6:50olho direito, ele tampa o olho esquerdo.
- 6:52E aí ele vai ver que tem uma mancha no centro da visão.
- 6:54Ele olha o rosto de uma pessoa, né?
- 6:56E aí vem uma mancha, ou então uma distorção no centro da
- 7:00imagem, né? Aí ele vai olhar uma linha reta,
- 7:0211 canto de uma parede, e vai ver uma distorção ali naquele
- 7:07canto da parede ou da porta. Ele pode ver também o que a
- 7:09gente chama de micropsia, pode ver os objetos menores, né?
- 7:13Isso daí também pode. Pode dar, ou então ele pode
- 7:17relatar também. Igual um paciente relatou para
- 7:19mim que ele como se ele tivesse olhando através da água, né?
- 7:22Isso não ter ser também uma distorção na minha imagem, né?
- 7:25Então, a maior parte dos casos é unilateral e vai causar esse
- 7:29essa baixa divisão, essa distorção na imagem, porque
- 7:32acomete a mácula, né? E a gente tem a mácula na
- 7:36retina, é a área que tem a visão mais bem definida.
- 7:39Então, se você tem qualquer afecção na mácula, pode ter tipo
- 7:42esse tipo de distorção central. É essa essa queixa, né?
- 7:46Dessa é o paciente. Fala muito isso, né?
- 7:50Olha, chega uma bola preta, uma mancha escura, redonda, né?
- 7:54Então isso é muito característico, né?
- 7:56Então, quando a gente chega o paciente homem de meia idade
- 8:00ali, né, entre 30 e 40 e poucos anos, com essa queixa de.
- 8:04É visão borrada, vendo 11 círculo, uma mancha circular na
- 8:09frente da visão, isso já acende 11 luzinha pra gente, né, porra?
- 8:13Deve ser central serosa, né? Então é uma coisa que é um, é
- 8:16uma. Um sintoma muito característico
- 8:19e muito frequente do paciente, né?
- 8:20Com com essa patologia, né? E aí é só mais uma vez, né,
- 8:24alertando para o pessoal que está nos acompanhando em outras
- 8:26plataformas, aí no Instagram ou então no Facebook, que a gente
- 8:30está interagindo com as pessoas aqui no chat do YouTube.
- 8:32Então se você tem alguma dúvida sobre essa doença, coloca aqui
- 8:34no chat. No final a gente vai trocar
- 8:36algumas ideias a respeito. E aí é, é Gabriel, a gente falou
- 8:40então já da definição, falamos dos sintomas, e aí, Bora falar
- 8:45agora? Dos fatores de risco, né?
- 8:47Quais são os pacientes é que estão mais propensos a ter esses
- 8:52de problema, né? A gente já, a gente já até já
- 8:54citou aqui alguma coisa dos homens, né?
- 8:56Faixa etária. Mas Bora conversar um pouquinho
- 9:00sobre essa questão da do perfil, né?
- 9:03Do perfil de pacientes que pode ter é essa doença.
- 9:07Bom, muito interessante, né? Então, bom lembrar só do
- 9:10mecanismo básico da doença, a doença ela vai afetar
- 9:13principalmente a corodia. É um tecido vascular que está
- 9:15cheio de vaso, ele está abaixo da retina, então eles tem
- 9:18aumento da permeabilidade da corodia, ou seja, uma falha
- 9:21nessa autorregulação. E a gente tem acúmulo de líquido
- 9:25é em baixo da retina. Então a gente vai ter que ter
- 9:27condições que vão estar associada a essa falha na
- 9:30autorregulação da corodia. A gente tem diversos dela, como
- 9:34estresse e ansiedade, porque você vai liberar a catecolamina,
- 9:37né? Aumento desse, desse.
- 9:39Desse tipo de substâncias que vão causar essa falha, então a
- 9:42pessoa está estressada, está com problema pessoal ou no trabalho
- 9:46também? Isso daí é muito, muito comum a
- 9:48gente chegar, o paciente ele chega, a gente já sabe o
- 9:50diagnóstico e pergunta como é que está a sua vida pessoal ou
- 9:53profissionado. Eu estou enfrentando o problema
- 9:55no trabalho, fui inundado de cargo, alguma coisa assim.
- 9:58A gente tem também esse aumento dessa auto, essa falha da
- 10:01autorregulação na coroids, também relacionada a
- 10:04glicocorticoide, né, que são substâncias também que estão no
- 10:07nosso corpo. E aí o uso de corticoides, seja
- 10:11eles sistêmicos ou via oral, né, nasal, aqueles sprays que a
- 10:15gente faz para rinite, né, ou até dermatológicos, eles vão
- 10:19estar associados. É, né?
- 10:21A coro, retinopatia, acerosa, central, a personalidade que a
- 10:24gente chama de tipo a, né, que é aquele aquela pessoa mais
- 10:27perfeccionista, né, que é tudo direitinho e às vezes ela ficava
- 10:30se frustrando durante a vida, né?
- 10:32Seja no trabalho ou com algum problema pessoal, ele vai.
- 10:36Também poder ter isso aí. Problemas no sono, né?
- 10:39Pessoas que não dormem bem à noite por diversos problemas,
- 10:41seja de pessoais ou a pessoa está trabalhando à noite, tem
- 10:44que trabalhar de dia também, estuda e tudo mais.
- 10:46A gente tem também esse tipo de associação, a gente também
- 10:50hipertensão arterial e diversas medicações podem causar isso aí.
- 10:54Então, quando a gente chega um chega um paciente que corre, a
- 10:57gente não pode acelerar o nosso consultório, a gente faz aquela
- 11:00aquela anamnese, né, que é que são aquelas perguntas.
- 11:03É bem detalhada, né? Porque a gente tem que descobrir
- 11:05se o paciente, aquela aquela condição, está vindo de alguma
- 11:08coisa pessoal dele ou se até de alguma medicação sistêmica que
- 11:12ele está usando. E a gente tem que suspender, né?
- 11:15Ou então trocar qualquer tipo dessas medicações e mudar.
- 11:19É esse perfil que a pessoa está sendo submetida, seja no
- 11:22trabalho ou na vida pessoal, pro paciente poder ter 11.
- 11:26Bom acompanhamento, né? E um sucesso Na Na recuperação
- 11:29da visão. É, e eu acho que assim é
- 11:33importante a gente bater em algumas teclas aqui, né?
- 11:36Gabri assim. Primeira delas é uma doença que,
- 11:39apesar de de darem mulheres, né, desculpa darem homens, pode
- 11:45acontecer em mulheres, né, mas é, é 3 em cada 4 pacientes são
- 11:48do sexo masculino, né? Então é mais comum em indivíduos
- 11:52do sexo masculino. Acho que falar acho uma coisa
- 11:53fundamental, que é o uso do corticoide, né, a gente.
- 11:58Sabe que o corticoide, ele ele é 111 hormônio, né?
- 12:02Que pode dar uma série de problemas pra gente, né?
- 12:05E um dos problemas, se a pessoa tiver predisposição, é a central
- 12:09serosa, né? Então e aí daqui a pouquinho a
- 12:12gente vai conversar um pouquinho sobre isso também, sobre a
- 12:15composição do corticoide, mas essa questão do do estresse, né?
- 12:18Então eu sempre falo pros meus pacientes que o estresse, ele se
- 12:21manifesta nas pessoas das diversas formas, né?
- 12:24Tem pessoas que tem enxaqueca, tem outros que vão ter
- 12:27dermatite, tem outros que vão ter gastrite, enfim, tem gente
- 12:30que tem, sei lá, a dor de cabeça e tem gente que vai ter sempre
- 12:34pra serosa, né? Então Oo estresse.
- 12:36Ele vai se manifestar no nosso organismo de várias formas, né?
- 12:39E as pessoas que estão essa predisposição vão vão se
- 12:42manifestar com essas lesões oculares, né?
- 12:45Agora o corticoide, acho que isso é importante, a gente falar
- 12:48bastante, né, bater nessa tecla, né, porque.
- 12:52Tem muitos pacientes que usam corticoide, né?
- 12:55Por diversas situações, ou por alergia, né, ou por rinite ou
- 13:01enfim, alguma dermatite, ou até mesmo, por exemplo, pacientes
- 13:03reumatológicos, né, que usam bastante.
- 13:05Foram tratamentos de doença reumatológica que precisam de um
- 13:09acompanhamento, né, porque o corticoide sabe que pode dar
- 13:12vários colorios do olho, desde catarata, né?
- 13:14Ou quando o corticoide usa colírio, pode dar glaucoma.
- 13:18Mas isso é uma coisa que a gente precisa informar, né?
- 13:20Pra. Pra população, né?
- 13:22Pros nossos ouvintes aí que realmente esse medicamento tem
- 13:26efeitos colaterais e efeitos colaterais às vezes graves sobre
- 13:29o outro, né? Recentemente eu tava atendendo
- 13:31uma paciente 11 pessoa, 111 mulher, sexo feminina, de 40 e
- 13:38poucos anos, e ela tava manifestando uma central serosa,
- 13:43né? E ela tava tendo crise depois
- 13:45que ela usava o como você falou, né, o corticoide nasal, né?
- 13:48O nasonex, né, ela já usava. Com muita frequência eu tava
- 13:53numa crise, tava usando mais ainda.
- 13:55Então pra você pra gente poder ver que realmente tem um papel
- 13:58importante, né, que às vezes a gente acha, Ah, não é?
- 14:00O corticoidezinho nasal não vai dar problema, né?
- 14:03Mas ele pode ser absorvido aqui pela mucosa nasal e causar esses
- 14:08problemas dentro do olho, né? É?
- 14:11Isso aí. Como é que tu aborda essa
- 14:14questão com com o paciente do do uso do medicamento?
- 14:19É uma coisa que tu costuma orientá Los.
- 14:21É uma coisa que eu falo bastante pro paciente, né?
- 14:25Inclusive pra é depois, né? Depois, olha, você teve central
- 14:29provavelmente relacionado com corticoide.
- 14:31Então a partir de agora você deve evitar ao máximo, né, o uso
- 14:36do corticoide, porque só vai usar em realmente em situações
- 14:40que forem extremamente importantes, né?
- 14:43Mas no dia a dia. Tem que ir no médico, né?
- 14:46Quando você for no médico, né, orientar a respeito disso, falar
- 14:49com o colega a respeito disso, né, que às vezes Oo colega fala
- 14:53Ah, não, não é só um, com os pezinho pequeno não vai dar
- 14:55nada, só uma dose, ou então é só uma injeção de, sei lá, de
- 14:59prospão ou silestone, né? E às vezes o paciente acaba
- 15:03usando aquele remédio e acaba piorando um pouco, né?
- 15:05Como é que tu aborda essa questão com com os pacientes?
- 15:09É, isso é muito interessante, né?
- 15:10Então assim a gente descobriu, o paciente usa o corticoide, está
- 15:13relacionado a serosa central e eu formo o paciente que aquela
- 15:16medicação deve ser usada exclusivamente em Extrema
- 15:19necessidade. A gente tem medicações que vão
- 15:21substituir o corticoide, né? O corticoide seria mais algo pra
- 15:25pagar o incêndio na maior parte das doenças.
- 15:27Vamos dar um exemplo de uma doença reumatológica, artrite
- 15:29reumatoide. Então, o paciente, ele está
- 15:31usando corticoide para uma fase aguda da doença.
- 15:33Naquela fase que está ativa agora, ele tem que ter uma
- 15:36terapia que a gente chama de substitutiva, né?
- 15:38Uma terapia permanente para evitar que ele usa aquele
- 15:41corticoide. Que aquele corticoide ele vai
- 15:44pode estar associado a serose central e diversas outras
- 15:47condições oculares. Então, geralmente eu ligo, né,
- 15:49para o colega médico e falo, olha, não tem como a gente
- 15:52continuar dessa forma, porque isso daí vai trazer prejuízo no
- 15:55longo prazo, né? Apesar da serosa central ser uma
- 15:58doença que a gente chama de autolimitada, ou seja, ela se
- 16:01resolve espontaneamente, se a gente retirar aquele fator de
- 16:04risco é ou aquela condição associada, ela pode, em 10% dos
- 16:09casos. Vim com recorrência, né?
- 16:11E o que a gente chama às vezes de serosa crônica, que ela vai
- 16:14lentamente, é, digamos assim, destruído, ter sido retinando e
- 16:19causando baixa divisão de longo prazo.
- 16:21E esse paciente é o que a gente não quer que aconteça com ele,
- 16:23né? A gente tem que ter.
- 16:25Aí uma medicina personalizada para identificar esse fator e
- 16:28simplesmente evitar que o paciente seja submetido a esse
- 16:31fator novamente. EE volte a ter recorrência da
- 16:35serosa central, né? Que a gente quer que aquele
- 16:36paciente teve 11 quadro serosa legal, a gente tratou, né?
- 16:41Tá resolvido. Mas a gente tem que orientar que
- 16:43ele não pode mais tá exposto a esses fatores, senão ele vai ter
- 16:46uma recorrência e toda vez que ele tem recorrência, isso aí vai
- 16:49ser um problema Na Na vida dele, né?
- 16:53Ah, porque é interessante assim, acho que todo mundo tem muita
- 16:56história, né, com o paciente com central serosa, né, tem um,
- 16:59assim como falar, acho que é quarta doença mais comum de
- 17:01retina, né? Então eu tive bastante é
- 17:03paciente com história, é, e eu lembro de 2 casos assim, um
- 17:10paciente que quando ele jogava muita bola, jogava tipo, sei lá,
- 17:1545 vezes por semana, é, ele tinha central serosa,
- 17:19recidivava, né? Provavelmente pelo excesso de.
- 17:21Liberação de endorfina catecolamina ali.
- 17:24Ele tinha algum tipo de bem-estar ali e acabava
- 17:27piorando. A central serose e o outro
- 17:29paciente que eu tinha, que era até um médico que tava fazendo é
- 17:34over training, né? Tava tentando fazendo competição
- 17:37de de supino. É, tava treinando, sei lá, 23
- 17:41horas por dia, todo dia. E aí?
- 17:44Acabou também desenvolvendo o quadro de centralçado.
- 17:47Então, algumas coisas, né, a gente precisa realmente talvez
- 17:50seja uma das doenças que é importante a gente conversar com
- 17:52o paciente, né? Das das mais importantes,
- 17:54entender qual é O Mecanismo causador ali e orientar o
- 17:58paciente. Olha, não vai por aí, vai por
- 18:01aqui, porque às vezes nesse dia a dia tão corrido, né, às vezes
- 18:06o paciente passa de uma forma tão apressada ou afobada com o
- 18:10médico, né? E o médico acaba, às vezes não.
- 18:13Não perguntando essas coisas, né?
- 18:14Então, por isso que é importante, é realmente uma
- 18:16anamnese cuidadosa, um olhar mais cuidadoso com o paciente,
- 18:20porque a gente consegue, em grande parte dos pacientes,
- 18:23conseguir achar qual é Oo gatilho da doença ali e tentar
- 18:28atuar ali naquela doença, né? Tentar ali atuar e interromper
- 18:32aquele tratamento ali, ou pelo menos aquele fator causador.
- 18:38Eu lembrei, eu tenho um primo que ele tinha dor de garganta
- 18:42constantemente e ele IA no pronto Socorro do hospital, aí
- 18:44fazia spróspano. Uma vez ele me conte isso,
- 18:46falou, rapaz, tu está ficando doida, não faz mais isso.
- 18:48Eu só lembrava assim, vai, imagina se ele aparece lá no
- 18:50consultório com serosa que o spróspano, para quem não sabe, é
- 18:53um corticoide de depósito, né, que é feito de forma injetada.
- 18:56Ele fica aí semanas dentro do nosso corpo, né?
- 18:59Então isso daí pode ser um fator para.
- 19:01Pra serosa, né? Eu sempre converso com o
- 19:03paciente que ele chega, né? A primeira abordagem eu
- 19:05converso, fatores, vai suspender os fatores, e eu falo, olha,
- 19:09tenta te limitar no teu trabalho, na tua vida pessoal,
- 19:12com aquilo que consegue te controlar.
- 19:14Tem coisas na vida que a gente não vai conseguir controlar de
- 19:16forma nenhuma. E o paciente, ele cria uma
- 19:18ansiedade generalizada por fatores que estão inerentes à
- 19:22vontade dele, né? E eu sempre converso também, eu
- 19:24faço essa, digamos assim, essa terapia, entre aspas, né, Pra
- 19:27Ele entender. Que ele vai ter que mudar a
- 19:30forma como ele pensa no dia a dia dele, né?
- 19:33Isso é muito importante, ele tentar ser ter a mente um
- 19:36pouquinho mais tranquila, né? Aberta, eu sei que é difícil, é
- 19:38fácil de falar, né, porque a gente não conhece a realidade de
- 19:41cada pessoa, mas ele vai ter que levar a vida que 1 hora as
- 19:44coisas vão se resolvendo, né? E a gente tem que entender dessa
- 19:47forma que as coisas vão se resolvendo.
- 19:49Não adianta a gente criar uma ansiedade por algo que não
- 19:51aconteceu, né? Ficar sofrendo por antecipação.
- 19:55É Oo estresse, na verdade, ele é, faz parte da vida Moderna,
- 19:59né? A gente assim quis dizer, olha
- 20:01esse livro do estresse, né? Parece uma coisa que tá simples,
- 20:04né? Mas às vezes a gente tá Na Na
- 20:07pele da outra pessoa. É difícil, né?
- 20:09E é, às vezes a pessoa naquele momento não consegue.
- 20:13Ter a real dimensão daquilo ali, né?
- 20:15Do que ela tá passando, ela só vai conseguir entender depois do
- 20:19que ela, do que ela passa, né? Então recentemente também atende
- 20:21um paciente também com central serosa e depois de 1 ano e
- 20:24voltou comigo e disse, olha, doutor, eu não conseguia
- 20:27perceber naquele momento, mas eu tava trabalhando feito 11,
- 20:30louco, né? E tava com muita carga, sofrendo
- 20:33assédio no trabalho. Então isso são coisas que em
- 20:36algum momento podem se manifestar no organismo de uma
- 20:40forma. É como uma central serosa, né?
- 20:44E aí, gabri, como é que a gente faz então o diagnóstico desse
- 20:47paciente a gente já falou, então falamos aqui da definição,
- 20:49falamos da do quadro clínico, de fatores de diagnóstico, de
- 20:53fatores de risco, né? Como é que eles fazem o
- 20:56diagnóstico desse paciente? Então só só mais uma vez,
- 20:59lembrando aqui é Gabriel, os avisos que está nos escutando em
- 21:03outras mídias, que não é o YouTube, a gente está
- 21:06interagindo com as pessoas aqui No No chat do YouTube, então
- 21:08entra aqui no canal do YouTube e se inscreve.
- 21:11Esse é a sua pergunta aqui sobre o tema de hoje, que é central
- 21:13serosa. A gente vai tentar falar no
- 21:14final da live que é sobre as dúvidas que colocaram aqui.
- 21:17Mas vamos lá, é Gabriel. É diagnóstico de central serosa.
- 21:22Como é que é feito? Bom, então assim o paciente
- 21:24chega no consultório, né? A gente documenta que ele tá com
- 21:26baixa divisão, né? Pelas distorções.
- 21:29E aí a gente vai, por exemplo, da fundoscopia ocular, né?
- 21:32Ou mapeamento de retina ou biomicroscopia de fundo.
- 21:35É pingar no colírio nos olhos dos pacientes, é dilatada?
- 21:37A pupila a gente vai ver na retina dele, na área central, na
- 21:40máquina, o descolamento de retina seroso.
- 21:43Só lembrando, né, que esse descolamento de retina o nome é
- 21:45seroso, né? Porque ele não tem rasgadura.
- 21:48É diferente daquele descolamento de retina regematogênico, que
- 21:52tem rasgadura. Esse ocorre um rasgo na retina e
- 21:55o líquido infiltra por esse rasgo.
- 21:57Esse tratamento lógico é cirúrgico.
- 21:59Já esse esse descolamento de retina da coreotinopatia acerosa
- 22:03central, ele é um descolamento de retina aceroso, ele não tem
- 22:06rasgo, então tratamento não envolve cirurgia, né?
- 22:09Envolver outras coisas que a gente vai formar e aí a gente vê
- 22:12esse, esse escolamento seoso e aí a gente vai partir para um
- 22:15exame chamado tomografia de coerência ótica em Minas Gerais
- 22:19é uma tomografia da retina, mas é diferente daqueles tomógrafos
- 22:22de hospital. É um aparelho que tem no, no, na
- 22:25clínica, né? Oftalmológica, EOO.
- 22:28Paciente vai fazer um exame super rápido, super tranquilo,
- 22:31super simples, e aí a gente lança mão também no exame com
- 22:35contraste que é anjo ou florescer e inografia.
- 22:38Nome longo, né? Até esquisito, mas ele vai
- 22:40mostrar os pontos de vazamento, né?
- 22:43Do epr e que está vindo da coroide, esse esse líquido, para
- 22:47caso a gente precise lançar de alguma terapia a laser
- 22:50sublimiar, né? Com laser mais moderno a gente
- 22:53vai tratar justamente esses pontos de vazamento.
- 22:55Em raros casos, a gente tem também um outro tipo de
- 22:58angiografia, que é a endocinina verde, né, que ela varia, mais
- 23:01especificamente a coroide, né, que é AA área que está, digamos
- 23:04assim, com a com a hipermeabilidade, né?
- 23:08Durante a doença, então, em Minas Gerais, seria o fundo de
- 23:10olho acompanhado da tomografia de coência ótica.
- 23:14A angiografia e também muito importante, uma retinografia,
- 23:17né? Que é uma fotografia da retina,
- 23:20aquele paciente, pra gente documentar como aquele paciente
- 23:22está naquele dia. E a partir daí a gente tem esses
- 23:25exames de base, né? Durante o acompanhamento, a
- 23:28gente vai olhar sempre esses primeiros exames e comparar com
- 23:31os exames subsequentes pra saber se o paciente ele está evoluindo
- 23:34bem, se ele está evoluindo mal, se a gente precisa adicionar
- 23:37algum tipo de tratamento diferente ou não.
- 23:41Perfeito, acho que um dos exames também.
- 23:44É, você falou sobre todos, né? Mas os exames que talvez sejam
- 23:48os exames, é né, mas fundamentais.
- 23:51Eu gostaria de citar AOOCT, né? OA tomografia de coerência
- 23:55ótica, né? Particularmente com o módulo de
- 23:57angiografia, ou seja, os exames que eu mais gosto de fazer, a
- 24:01angiografia para OCT para detectar fim naquela.
- 24:05Aquele quadro de descolamento, você tem 11 membrana
- 24:07neovascular, que isso é importante.
- 24:09A gente poder é fazer essas esse exame especificamente.
- 24:13E o exame do contraste, né, que é a esse exame que você falou,
- 24:16né, que é a anjo fluorcilografia, que aí ele vai
- 24:19nos dar o local onde você pode fazer o tratamento com laser,
- 24:23né? Então a gente vai falar um
- 24:24pouquinho daqui a pouco do tratamento.
- 24:26Então esse exame do contraste, ele é importante porque ele vai
- 24:29guiar o tratamento com a aplicação do laser, né?
- 24:33Bom, então vamos lá, vamos falar então um pouquinho.
- 24:36A gente já falou sobre o diagnóstico, vamos falar como é
- 24:40que vai ser então o tratamento. Como é que a gente trata esse
- 24:42paciente com central, serosa e Gabriel?
- 24:44Quais são as possibilidades de tratamento pra pra esse
- 24:49paciente? Primeiro é afastar todos os
- 24:51fatores de risco, né? Tanto eles é como estresse e
- 24:54tudo mais. E medicações, né?
- 24:56E aí a gente vai observar esse paciente, ver se ele está
- 24:59evoluindo bem, se está absorvendo, né?
- 25:01O líquido nessas próximas. Primeiras semanas.
- 25:04Se por acaso ele se tornar um caso persistente, né, que não tá
- 25:07absorvendo sozinho, que não tá resolvendo, só a gente vai
- 25:11lançar é mão de terapias, né? Entre elas a gente tem o laser,
- 25:16que a gente chama de micro pulsado, tá?
- 25:18É um laser sublimear, né? Ele não queima retina como os
- 25:22lasers de antigamente, né? São pulsos muito mais rápidos e
- 25:25controlados de do laser que eles vão suavemente, né?
- 25:30Demarcar aquela área e estimular o que a gente chama de epitélio
- 25:33pigmentado da retina pra absorver aquele líquido
- 25:36acumulado, né? Então ele vai estimular, vai ser
- 25:38um estímulo pro pro pro epitélio pigmentado da retina absorver.
- 25:43E aí esse esse paciente, ele vai ter a resolução dele.
- 25:46É em breve, né? Nas próximas semanas, esse laser
- 25:49sublimear a gente vai faz tratado baseado no na em
- 25:53Geografia, né? Então a gente vai ver aqueles
- 25:55pontos de vazamento e a gente vai fazer bem próximo daqueles
- 25:58pontos. De vazamento, né?
- 26:01A gente tem outras terapias alternativas, né, pra serosa
- 26:04central tem diversas, é terapias, é na literatura, a
- 26:09gente tem também a terapia, a fotodinâmica, né, que é é muito
- 26:13mais rarasmente usada, em resumo, é uma, é uma, é uma
- 26:17substância que é injetada na via do paciente e é uma substância
- 26:21fotossensibilizante, né? É um medicamento que é ativado
- 26:24por uma luz e a gente vai utilizar um comprimento de onda
- 26:27específico, né? E vai ativar, né, uma forma de
- 26:30como se fosse um laser, né? E aí a gente vai delimitar
- 26:34aquela área de vazamento também, isso vai destruir seletivamente
- 26:37aquela, aquela aqueles vasos, né, que estão, digamos assim, é,
- 26:42é doentes. Aí essa seria a terapia
- 26:44fotodinâmica, né? Tem outras terapias, né, que são
- 26:47diversas vezes é, é relatados na literatura.
- 26:52A gente não vai se estender muito.
- 26:54Mas a gente tem também que que lembrar de controlar.
- 26:57Doenças podem estar associadas, né?
- 26:59Pressão Arterial alta, apneia do sono, sempre também fazer essa
- 27:03essa parte para cuidar da saúde do paciente e nunca esquecer dos
- 27:07cuidados, né? De de prevenção e recorrência,
- 27:09né? Que esses fatores aí associados
- 27:12tem que ser sempre controlados. Perfeito, então você já até
- 27:16respondeu, o que a Mona? É perguntou logo lá no início da
- 27:19live, né? O que que é terapia
- 27:21fotodinâmica, né? É, mas uma coisa que eu achei
- 27:24importante a gente frisar aqui, né, Gabriel, que o na esmagadora
- 27:29maioria dos pacientes, né? Se é, se é uma coisa que
- 27:32aconteceu a primeira vez é, esses pacientes vão melhorar
- 27:37espontaneamente, né? 80% dos casos melhora sem fazer,
- 27:42é absolutamente nada, um paciente que vai.
- 27:45A gente tentar identificar esses fatores de risco.
- 27:48Se a gente tirar o fator de risco, se é corticoide ou se é
- 27:50alguma outra coisa, esse paciente tende a melhorar, né?
- 27:53E a menor parte dos pacientes que vai precisar realmente de
- 27:57tratamento, né? Pra gente poder fazer o
- 28:00tratamento com com aplicação de laser, né, que aí pode ser o
- 28:06laser micropulsado. Hoje é 11.
- 28:09Opção importante pros pacientes com central serosa, né?
- 28:13E a terapia fotodinâmica, né? Tem um estudo bem bacana, né?
- 28:16Falando da que é o vice trial, né?
- 28:17Falando comparando. Terapia fotodinâmica, uso de é
- 28:23medicamentos e orais também pro pra.
- 28:27Pra central asterosa, né? Viu que os medicamentos de oral
- 28:29praticamente não interfere muito realmente Na Na evolução da
- 28:33doença. EOEOA terapia fotodinâmica é
- 28:36uma, é uma terapia que ela é importante, talvez seja uma.
- 28:38Acho que tem um dos grandes benefícios pro tratamento com da
- 28:43centralcerosa que ela tem o grande inconveniente que é uma
- 28:47terapia que Ela Foi feita na verdade por uma outra doença,
- 28:49né? Pra foi feita pra pra
- 28:51degeneração macular. No.
- 28:54Muito tempo atrás, né? Antes da dos anti geogênicos no
- 28:57início da década de 2000. Lá tá lá atrás e acabou sendo
- 29:02mudando um pouco AA indicação dela hoje, basicamente o seu,
- 29:06talvez sua única indicação seja para esses casos de central
- 29:09serosa crônica, né? Só que o grande problema é que
- 29:12ela precisa de um remédio, né? Como você falou mesmo que
- 29:14precisa ser adiantado Na Na circulação e precisa de um laser
- 29:17para poder ativar, é esse esse esse medicamento, né?
- 29:22Então. O medicamento é injetado na
- 29:25circulação, o laser vai lá dentro do olho e ativo esse
- 29:28remédio como se fosse 111, liga e desliga, né?
- 29:32E aí assim tem 2 problemas, né? Hoje tá muito difícil de
- 29:36conseguir esse remédio no Brasil.
- 29:37Precisa importar, não consegue mais ter 11.
- 29:40Facilidade a os lasers que eles que tinham comprimento em anos
- 29:44específicos, também não fabrica mais.
- 29:47Então quem tinha esses aparelhos no passado é, é.
- 29:51Torcer para não dar problema que não consegue mais fazer
- 29:53manutenção. E tem um outro agravante, né,
- 29:56que o paciente que é tem que evitar ao longo de um tempo após
- 30:01a aplicação é pegar sol, né? Porque como é 11 medicamento que
- 30:06é ativado pela pela pela luz, né?
- 30:09Então se você pegar sol, o paciente pode ter às vezes
- 30:12queimaduras na pele, então tem um tem 11 série de recomendações
- 30:17do pós operatório que são importantes a gente.
- 30:20É falar com o paciente. Eu acho que também também tem um
- 30:23outro, o outro agravante aí também, né, porque como tá
- 30:28difícil de conseguir o medicamento, tá difícil de
- 30:30conseguir o ler. É uma terapia que hoje é é, são
- 30:33poucos locais que fazem e o custo dela é muito, muito alto,
- 30:38né? Chegando a dezenas de milhares
- 30:40de real, né, pra você poder fazer esse tratamento hoje.
- 30:43É, então realmente tem que ser muito bem selecionados os casos
- 30:47pra poder a gente poder indicar com segurança, né?
- 30:51Então hoje talvez OA terapia mais facilmente disponível e
- 30:55mais facilmente aceita é Oo laser micro pulsado, né?
- 31:01Então então era isso aí a respeito do tratamento, bom, e
- 31:05aí Gabriel, a gente falou um pouquinho já da tratamento.
- 31:09Bora falar um pouquinho agora do.
- 31:12Do prognóstico e dos cuidados que a gente tem que ver, né?
- 31:15O que que a gente que a gente recomenda pra esses nossos
- 31:17pacientes, né? Com com centralcerosa.
- 31:19Como é que você lida a respeito? Como é que você explica o
- 31:23prognóstico depois do tratamento?
- 31:26Como é que você orienta esses pacientes pra pra evitar
- 31:28recorrência? Como é que você lida com esses
- 31:32pacientes após o tratamento? Bom, então assim o prognóstico,
- 31:3780% dos pacientes ele resolve sozinho, né?
- 31:39O paciente teve o primeiro episódio de serosa central, 80%
- 31:43dos casos ele vai resolver sozinho.
- 31:44O paciente não faz nada, a gente também só tira os fatores
- 31:48associados, claro, e aquele líquido vai absorver, o paciente
- 31:51vai ficar bem 20%, só vai precisar da terapia associada,
- 31:54que a gente já comentou. Então o paciente, ele está com
- 31:57problema dele resolvido. Ele vai ter que mudar o estilo
- 32:00dele de vida, né? Vai ter que esse cara é uma
- 32:02pessoa estressada, ele vai ter que procurar uma ajuda
- 32:04profissional, né? Uma terapia.
- 32:06Se ele tem ansiedade, é a mesma coisa.
- 32:08Agora, se se aquela aquela aquele problema foi causado por
- 32:11algum tipo de remédio, seja oncológico ou corticoide ou
- 32:15alguma coisa assim, ele vai ter que substituir aquele
- 32:18corticoide, aquele remédio, por algum outro remédio similar que
- 32:22não causa tal problema, porque senão ele vai ter o que a gente
- 32:25chama de recorrência e vai. Se tornar um problema crônico,
- 32:28né? E quando se torna crônica também
- 32:30mais difícil da gente conseguir resolver com uma resolutividade
- 32:34melhor, né? Então ele vai ter que fazer
- 32:35mudanças no tipo de vida dele e saber que algumas medicações ele
- 32:39vai ter que evitar ao máximo, né?
- 32:41Não vai poder usar. Claro que existem exceções, né,
- 32:44mas assim, o que puder ser substituído a gente vai
- 32:48substituir. E não esquecer do segmento
- 32:50regular, né? Como oftalmologista, a gente.
- 32:53A gente tem é é esse segmento com com esses exames, né, que a
- 32:57gente precisa fazer. E a gente vai dizer a
- 33:00periodicidade que o paciente vai voltar para repetir ou não os
- 33:03exames e sempre estar avaliando, né?
- 33:05Ver se não tem alguma outra outro problema para ser é,
- 33:10digamos assim, tem uma atenção maior, né?
- 33:14Perfeito aí uma das perguntas que sempre o pessoal pergunta é,
- 33:18é, é Gabriel? Assim, a centralcerosa pode
- 33:21levar cegueira, né? Então o paciente pode ficar cego
- 33:24com a central serosa. Não, não é a central serosa,
- 33:28ela, ela pode causar um distúrbio na visão, uma baixa
- 33:31divisão, né, uma mancha no centro da visão, mas ela ela não
- 33:34causa cegueira, uma doença que ela não causa.
- 33:36A pessoa ficou cega, ela cegou, seca por outra condição ocular,
- 33:40né? Diversas condições oculares,
- 33:42elas podem causar cegueira, entre elas, glaucoma, né?
- 33:45O descolamento de retina é regimatogênico.
- 33:50AA catarata total, que é uma catarata muito avançada, ela
- 33:53pode causar uma cegueira que a gente chama reversível, né?
- 33:56A partir do momento que tira a catarata e opera o paciente,
- 33:59coloca uma linha de trocular, aquela cegueira vai, vai
- 34:02digamos, acabar se for só pela catarata, né?
- 34:04Então diversas doenças podem dar a coreoatinopatia de acerrosa
- 34:07central, ela não dá cegueira, ela pode causar baixa divisão,
- 34:11né? O paciente pode ficar com a
- 34:12visão embaçada, mas ele vai enxergar.
- 34:15EE Gabriela pode acontecer nos 2 olhos, o paciente pode ter
- 34:19central asterosa nos 2 olhos? Pode.
- 34:22Isso é muito interessante, né? É 10% dos pacientes.
- 34:25Eles podem ter a ativação das doenças nos 2 olhos, que é o
- 34:29descolamento de retina. Seroso, né?
- 34:30Mas a gente tem uma entidade, né, que se chama PAC coroide
- 34:34PAC, que vem de espessamento e coroide da corodia.
- 34:37E a gente quando tem um paciente com coroidtismopatia, acerosa,
- 34:41central, a gente tem uma associação muito grande, né?
- 34:43Com a PAC corodopatia, né? E a gente vê na tomografia de
- 34:47coerência ótica com a Geografia também, que às vezes o paciente
- 34:51ele tem a serosa central, ou seja, o acúmulo de líquido no
- 34:53olho, e a gente vê que o outro olho ele tem esse aumento da
- 34:57espessura da coroide, né? Isso pode significar também no
- 34:59futuro, um aumento da permeabilidade.
- 35:02Então a gente vê que o paciente, ele tem essa PAC corodopatia,
- 35:05né? Muitas vezes é bilateral,
- 35:08assimétrica, né? Às vezes primeiro um olho e.
- 35:10Em seguida, o outro. Ou então só um olho tem
- 35:13atividade, mas aquele outro olho ele tem esse esse fator
- 35:16associado, né? Pode ser que ele nunca
- 35:18desenvolva, mas ele tem esse fator associado, que é a parte
- 35:21de. Coronelação.
- 35:23Predisposição. Predisposição.
- 35:26Aí isso é muito legal, né? Essa tomografia a gente consegue
- 35:30é classificar, né? O paciente com essa, com essa,
- 35:34com essa entidade, né? Legal.
- 35:36E aí gabri uma outra pergunta que é muito comum, né?
- 35:38O paciente você perguntar, doutor, isso?
- 35:40Isso vai voltar? Ou então pode voltar?
- 35:43Como é que tu orienta os pacientes a respeito disso?
- 35:46Olha, pode voltar, né? Se não retirar esses fatores de
- 35:49riscos, né, que a gente associou, a gente pode voltar,
- 35:53né? E a gente vai ter que tratar da
- 35:55mesma forma, né? Ou então ser até um pouquinho
- 35:58mais. É, digamos assim, ativo, né?
- 36:01Do tratamento, quando a gente tem a recorrência.
- 36:04Eu costumo ser, né, cada caso é personalizado, né, gente, a
- 36:06gente vai ter que avaliar, mas o paciente aí tem uma recorrência,
- 36:10eu, eu, eu, geralmente eu, eu ser um pouquinho mais ativo
- 36:13nesse nessa recorrência, né? Tratando e ópsios geralmente por
- 36:17esses casos, quando a gente pode tratar, né, fazer o laser
- 36:20sublimear, né, o micro pulsado guiado sempre pela angiografia,
- 36:24né? Quando o caso ele permite, a
- 36:26gente faz, né? Mas o paciente, ele tem que
- 36:28estar ciente que isso aí pode ter a recorrência.
- 36:31Perfeito, legal. Uma coisa que é importante, né,
- 36:33a gente é orientar o paciente, né?
- 36:35Que Oo laser, né? Ele acelera a resolução do
- 36:39problema, né, acelera a resolução da paciente,
- 36:42tracirosa, mas em geral é, pelo menos os estudos mostram, né,
- 36:47que OA qualidade visual é fica fica muito parecida com o
- 36:52paciente, faz o laser ou. Se espera, né?
- 36:55Bom, e Gabriel? A gente está aqui com 37 minutos
- 36:58chegando no final. Queria que tu deixaste nas
- 36:59recomendações finais. Aí pra galera que ficou até o
- 37:01final aqui com a gente é ouvindo sobre esse nosso bate-papo aí,
- 37:05subcentral serosa. Bom, muito interessante, né?
- 37:08Então a gente falou sobre sintomas da serosa central, né?
- 37:11Que é aquela aquela mancha na visão ou a visão distorcida.
- 37:15É importante até de frisar nesse final que nem sempre vai ser ser
- 37:17serosa central, né? Existem outras afecções.
- 37:20Da mácula que é a é a visão central, né?
- 37:22Essencial pra nossa qualidade de vida.
- 37:24Pode ser também uma membrana sobre a retina, um buraco
- 37:28macular pode causar essa mancha. Então qual é a é a nossa
- 37:31mensagem final? Sempre que sentir alguma
- 37:34alteração visual, qualquer ela que seja, procure logo, né o
- 37:38oftalmologista pra gente ter um melhor tratamento, né?
- 37:41E a sua qualidade de é de vida voltar.
- 37:45Ao normal, né? Então é sempre a gente
- 37:47incentivar, procurar regularmente o oftalmologista,
- 37:50né? Pelo menos uma vez no ano.
- 37:52É isso aí, pessoal, não esqueçam de nos seguir nas redes sociais,
- 37:56né? Compartilha essa live aí e essa
- 37:58aí, qualquer coisa eu deixo aí na caixa de perguntas que a
- 38:00gente vai estar disponível pra pra responder um.
- 38:04Abraço, um abraço muito didático, como sempre, até mais.
- 38:09Então, pessoal, muito obrigado a todos vocês que ficaram aqui com
- 38:13com a gente até o final, né? Espero que tenha sido de valia
- 38:18para vocês. Ele está nesse projeto já há
- 38:20alguns anos, de trazer conhecimento para todas as
- 38:22pessoas de forma gratuita, né? Um conhecimento que a gente
- 38:25entrega é e é um e é um projeto que a gente gosta bastante, né,
- 38:29de ajudar pessoas. A gente sabe que tem pessoas
- 38:32que. Vem aqui na live e acabam
- 38:36colocando suas perguntas. A gente pode ajudar algumas
- 38:38dessas pessoas. Obviamente são muitas perguntas,
- 38:41né? A gente às vezes não consegue
- 38:43responder a todos, mas eu sempre falo continuas, acompanhando.
- 38:47Em algum momento a gente vai falar alguma coisa, vai tentar
- 38:50te ajudar, que a gente está aqui tentando trazer esse conteúdo de
- 38:53forma. Como eu falei, literalmente
- 38:55gratuita para todos, para todas as pessoas.
- 38:57OK, como a gente também costuma explicar, né?
- 39:00Pessoas bem informadas podem tomar decisões melhores, então
- 39:04se inscreva no canal compartilhe essa live com quem você acha que
- 39:06pode ter algum interesse sobre isso.
- 39:09Dá uma olhada aí no nosso no nosso canal de YouTube a gente
- 39:11tem muito conteúdo sobre várias doenças oculares, então você vai
- 39:15sempre vai achar conteúdo é feito com muito carinho para
- 39:19vocês, então muito obrigado a todos que ficaram com a gente aí
- 39:22até o final. E a gente se vê nas
- 39:25quartas-feiras, às 20:00, toda semana.
- 39:29Um grande abraço a todos.