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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Materiais Avançados. Atalho matemático facilita o projeto de metamateriais que escondem objetos. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 30 de setembro de 2026. Imagine um objeto que as ondas simplesmente contornam, como a água de um rio passa em volta de uma pedra e volta a se juntar logo depois. Quem está do outro lado quase não percebe que havia algo ali. Essa é a ideia dos chamados mantos de invisibilidade. Construir esse tipo de coisa não é o maior obstáculo. O difícil é fazer as contas para projetá-los. Normalmente, o comportamento de um material depende da sua química. Os metais conduzem eletricidade, por exemplo, porque têm elétrons livres para circular. Os metamateriais seguem outra lógica. São materiais artificiais. Os engenheiros desenham uma pequena peça básica, chamada de meta-átomo, e repetem essa peça muitas vezes, num padrão bem organizado. As propriedades do conjunto dependem da forma dessas peças e do jeito como elas se encaixam, e não só da matéria-prima. Assim, dá para obter comportamentos que não existem na natureza, como desviar a luz ou o som ao redor de um objeto. O desafio está no projeto. Para chegar ao efeito desejado, os cientistas contam com duas ferramentas matemáticas. A primeira é a equação de Laplace. Ela descreve situações estáveis, sem vibrações nem ondas, e tem apenas um ajuste livre. É fácil de usar, mas limita o que se consegue criar. A segunda é a equação de Helmholtz, que descreve oscilações, como o som e a luz. Ela costuma exigir duas propriedades do material. No caso do som, são a densidade e a resistência do material a ser comprimido. É bem mais poderosa, mas também mais trabalhosa. Agora, Zihang Guo e colegas da Universidade Beihang, na China, encontraram um jeito de aproveitar o melhor das duas. Eles estabeleceram uma correspondência matemática, uma espécie de ponte, entre a equação de Laplace e a de Helmholtz. Com ela, dá para projetar metamateriais com novas propriedades. A estratégia foi resumida na expressão "menos é mais". Em vez de tentar controlar cada detalhe do comportamento da onda, os pesquisadores partem de um problema mais simples e fácil de manejar. E, curiosamente, esse caminho mais enxuto abre acesso a uma variedade maior de efeitos úteis. Para testar a ideia, a equipe usou ondas sonoras e demonstrou vários fenômenos. Um deles é uma camuflagem em três dimensões que se molda a objetos de formatos livres. Outro é uma camuflagem dentro de um guia de ondas, que é uma estrutura feita para conduzir ondas de um ponto a outro. Essa foi confirmada em experimento. Houve ainda um efeito batizado de invisibilidade hiperbólica. Por enquanto, os testes ficaram restritos ao som. Mas as equações usadas valem para vários tipos de onda. Por isso, a abordagem pode ser aplicada também à luz e a outras ondas eletromagnéticas, às ondas na água e a outros casos. Os metamateriais, de modo geral, podem lidar até com as ondas dos terremotos. Se isso se confirmar, o método pode virar uma estratégia de uso amplo no projeto desses materiais. O trabalho foi publicado na revista científica Reports on Progress in Physics. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.