Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 24 de abril de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. 7 horas e 30 minutos.
- 0:30A gente está no ar pra se
- 0:32divertir, pra falar e ouvir, pra dançar e para
- 0:35ficar feliz, pra ser livre. Rádio
- 0:38Livre, Rádio Livre. Rádio
- 1:11Livre, Rádio Livre. Os destaques do Rádio Livre
- 1:13desta 4 feira 24 de abril de 2024. Nos
- 1:21Estados Unidos, protestos pro -Palestina, marcam os
- 1:24200 dias do massacre em Gaza. Na
- 1:28Argentina, mais de 600 mil pessoas vão às ruas em
- 1:32defesa da educação e contra o governo de extrema
- 1:35direita. Em Fortaleza daqui a pouco
- 1:39começa a marcha da greve nacional dos trabalhadores e
- 1:42trabalhadoras da educação. Rádio
- 1:47Livre, Rádio Livre. A apresentação no Nato Lima.
- 2:05Rádio Livre, Rádio Livre. Bom
- 2:06dia, estamos começando Rádio Livre aqui na Universitária
- 2:09FM 107 ,9 MHz. Rádio Livre todo dia, 7 .6, aqui
- 2:14na Universitária FM ao vivo. E
- 2:16você acompanha o podcast Rádio Livre, com o Nato
- 2:19Lima todos os dias também. AÃ
- 2:21você escolhe a plataforma de podcast da sua
- 2:24preferência e o horário local para escutar o
- 2:27programa ou reovi o programa e a gente agradece
- 2:29então. Pela audiência. Vamos
- 2:37começar lembrando que os sindicatos da área de
- 2:41educação, juntamente com os sindicatos de trabalhadores
- 2:46em geral, incluindo aà por exemplo o CEDF, sindicatos
- 2:49de trabalhadores no serviço público federal, realizam,
- 2:53se juntam esses sindicatos, a marcha da greve nacional
- 2:58da educação. Em Fortaleza, a marcha começa
- 3:03agora às 8 horas daqui a pouco. Muita
- 3:06gente já está a caminho. Ãs
- 3:088 horas, na Praça da Imprensa, e da Praça da
- 3:13Imprensa sai a marcha em direção à Assembleia
- 3:16Legislativa. Essa mobilização é comandada pela
- 3:20federação dos trabalhadores no serviço público municipal
- 3:22do Estado, de Ceará, a FETANSE em parceria com
- 3:26diversas entidades, como eu falei a pouco, e em Pauta
- 3:30está a defesa do serviço público e a valorização dos
- 3:33trabalhadores e trabalhadoras. A
- 3:35atividade integra também a agenda da greve docente das
- 3:40universidades federais, o FC, Federal do Carilhe e
- 3:43Unilab e do Instituto Federal do Ceará. Vamos
- 3:51lembrar aqui que na reunião da última sexta -feira, dia
- 3:5419, na Mesa Nacional de Negocciação Permanente, o
- 3:58governo federal ofereceu uma nova proposta para docentes
- 4:00federais em greve. Permaneceu
- 4:03o zero de reajuste em 2004. Eu
- 4:07quero lembrar que reajuste zero é zero reajuste. Ã
- 4:11reajuste nenhum. Ã usar indevidamente a palavra
- 4:14reajuste, é inflacionar a lÃngua. Pois
- 4:18bem, continua o zero de reajuste no salário, isso
- 4:23quer dizer que a inflação, nem a inflação vai ser
- 4:26coberta. E aà o governo, o Palácio do
- 4:31Planalto, mudou o Ãndice para o ano que vem. Passou
- 4:37para 9%, era 4 ,5 % e passou para 9 % no ano que
- 4:40vem, em 2025. E em 2006 caiu para 3 ,5%,
- 4:46que era 4 ,5%. Bom, ainda não é o cenário
- 4:55ideal. Lembra a dofse, o sindicato da
- 4:57dofse, que é ligado ao antes, que é o sindicato
- 4:59nacional dos docentes. Mas é a reafirmação da força,
- 5:06da importância da greve como ferramenta de luta e
- 5:09garantia dos direitos dos trabalhadores. O
- 5:13vice -presidente da dofse, Roberto da Justa, disse que
- 5:16se percebeu nitidamente a greve como instrumento de
- 5:20pressão, demonstrando a importância do movimento de
- 5:23greve estatual e a força dos professores. Ã
- 5:25importante essa observação, porque as pessoas perguntam,
- 5:27mas precisavam da greve, não tem isso? Mesmo
- 5:31colegas e professores, às vezes perguntam isso, é
- 5:35legÃtimo perguntar. Agora precisa a gente entender o
- 5:38que que aconteceu. As negociações começaram em
- 5:41julho do ano passado. O governo teve seis meses
- 5:46para formular o assamento, todo aquele processo que
- 5:49vocês conhecem. Aà quando ele terminou o
- 5:51assamento, zero para o salário dos servidores,
- 5:55nenhum reajuste, certo? Começou
- 6:00o ano, a campanha dos servidores, dos docentes
- 6:03técnicos continuou e o governo mantendo a mesma
- 6:09posição. Até que apareceu uma sugestão
- 6:11de um reajuste nos auxÃlios. Não
- 6:18é salário, digamos que seja remuneração e indireta. Ã
- 6:23auxÃlio saúde, auxÃlio alimentação e o que mais?
- 6:32E auxÃlio crush. Com
- 6:34detalhe cruel, excluem os aposentados. Ã
- 6:40justo? Aposentados eles vem também sendo
- 6:45restringidas em prazo, em idade e em valor. Inclusive
- 6:50com a cobrança de previdência e aposentados.
- 6:55Aà é justo uma proposta desse
- 6:58tipo. Esse é um ponto crucial na
- 7:02negociação. Além, claro, da questão salarial,
- 7:05porque deveria ser obrigatório pelo menos um
- 7:11reajuste equivalente à inflação. Todos
- 7:14os anos, não é esse ano não. Esse
- 7:16ano já tem mais de 40 % de defasagem somando os
- 7:19últimos 10 anos, 12 anos. Mas
- 7:22só nos últimos 6 anos fica coisa dos 23 % a 25%. Eu
- 7:26estou chutando, chutando não, estou ajustando, mas é
- 7:29parte de 23 % de defasagem. Então
- 7:33pelo menos a inflação deveria ter uma reposição.
- 7:37Aliás, quem diz isso é o próprio
- 7:39governo. Quando ele retomou a polÃtica do
- 7:44salário mÃnimo, que é o seguinte, que é a inflação
- 7:48mais um ganho real. Você está nem falando de ganho
- 7:53real para os servidores federais em geral. O
- 7:56que você está pedindo é só mesmo a reposição de perdas
- 8:00e não são todas as perdas. Então
- 8:05é isso. A greve foi provocada por
- 8:08esse tipo de atitude. No paÃs que é generoso com a
- 8:14renúncia fiscal, é preciso que os trabalhadores pelo
- 8:20menos tenham o direito de ficar vivo. Salário
- 8:24à sobrevivência. Ponto. Ponto. Lembrando
- 8:32agora, novamente, marcha da greve nacional da educação
- 8:36daqui a pouco, às 8 horas, começando na Praça da
- 8:39Imprensa, na Odeota. E seguindo depois para a
- 8:45Assembleia Legislativa. Você que está acompanhando o
- 8:48programa. Vamos lembrar aqui o Eduardo, me
- 8:50encontrei com ele ontem e ele só. Lembre
- 8:52aà que amanhã tem, eu vou, deve estar em caminho
- 8:55agora, para a marcha nacional dos trabalhadores
- 9:00da educação. Bom dia Eduardo, bom dia a
- 9:02todos os ouvintes, as ouvintes que nos acompanham
- 9:05aqui. E em especial aos que estão
- 9:08agora, a caminho da marcha da greve nacional da
- 9:13educação, que começa às 8, vai da Praça da Imprensa
- 9:17até a Assembleia Legislativa. E
- 9:19é um momento para fortalecer a luta, né? Ã
- 9:25preciso lutar. Sem luta não tem mudança. Tudo
- 9:30que ocorreu de mudança na história dos trabalhadores,
- 9:35desde lá a Revolução Industrial, desde o século
- 9:38XIX, tem a ver com a luta dos trabalhadores. Não
- 9:45fosse isso, o sistema do capital e suas máquinas já
- 9:53teriam triturado completamente os
- 9:56trabalhadores, porque é um sistema que se move a
- 10:00lucro. O lucro é a coisa mais
- 10:03importante, o restante não interessa. E
- 10:06a luta mobilização dos trabalhadores foi se
- 10:10intensificando, por exemplo, para começar a redução da
- 10:15jornada de trabalho, porque no final do século XIX
- 10:19tinha jornada de trabalho de 18 horas e até mais.
- 10:26Então, uma das primeiras lutas dos
- 10:28trabalhadores para garantir a sobrevivência nem foi
- 10:32salário, foi a garantia da vida mesmo, né? Se
- 10:35o dia tem 24 horas, como é que você vende barato 18
- 10:39horas da sua vida? Então, essa redução na jornada foi
- 10:46acontecendo aos poucos, mas com base em quê? Na
- 10:51luta. E é o que está acontecendo
- 10:53agora, os trabalhadores da educação de todo o paÃs,
- 10:56tanto no nÃvel federal. Como
- 10:59aqui no caso do estado Ceará, nos municÃpios, estão
- 11:04na luta pela sobrevivência? Claro
- 11:08que os trabalhadores, como setor empresarial, quer mais
- 11:15do que a sobrevivência, né? O
- 11:18setor empresarial, sobretudo, os ricos, tem seus
- 11:23mecanismos de até de controle do estado, é mais
- 11:27ou menos assim que funciona. Os
- 11:29trabalhadores não, precisam fazer muita força,
- 11:32trabalhando e lutando nos seus sindicatos, nas suas
- 11:36federações, nas suas confederações, nos protestos,
- 11:40nas greves. Enfim, a greve é um instrumento
- 11:43máximo, que é o que está ocorrendo agora, na
- 11:49Consabarados da educação. 7 horas e 41.
- 12:19A Câmara dos Deputados
- 12:20aprovou, ontem, um projeto de limites e atividades
- 12:22beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do
- 12:26Setor de Eventos. Esse programa foi criado na
- 12:30pandemia, durante a pandemia, e da benefÃcios
- 12:33fiscais para empresas do setor de eventos, a partir
- 12:36de um acordo costurado. Pelo
- 12:38ministro da Fazenda Fernanda Adnade, junto aos lÃderes
- 12:41da Câmara, foi possÃvel estipular o limite de 15
- 12:44bilhões para isenções fiscais. Guarde
- 12:49esse nome, isenções fiscais. A
- 12:52duração do programa será limitada a duas formas, até
- 12:57gastar os 15 bilhões, ou até o final de 2026, o
- 13:02que terminar primeiro, para essa aquelas promoções, né?
- 13:04Até terminar um estoque, pois,
- 13:06né? O projeto restringiu as
- 13:09atividades econômicas beneficiadas nessa área aÃ.
- 13:15Atualmente são 40 atividades
- 13:20beneficiadas. Com essa nova legislação, passa
- 13:23para a 30. O governo queria restringir
- 13:27para a 12. Renúncia fiscal, sabe o que é isso,
- 13:32né? Sabe o que significa essa
- 13:34renúncia fiscal aqui? Esse é só mais um, né? Existe
- 13:38inúmeras, mas só mais um. Essa
- 13:40renúncia fiscal é que vale um ano mais ou menos um
- 13:45quarto de tudo que o governo gasta com as
- 13:48universidades, chama de gasto mesmo. Ã
- 13:50investimento, mas vamos chamar de gasto, né? Ã
- 13:55mais ou menos um quarto de tudo que o governo investe
- 13:58nas universidades, inclusive os hospitais, mais ou menos
- 14:01um quarto disso. Renúncia fiscal, imposto não pago, o
- 14:06governo dispensa. Olha,
- 14:30é o 20 agora, do INE, lá do REC -CHOJ, ligou agora,
- 14:3219, tinha um filho, estudando na greve da U .S.
- 14:35Eu não sei se está servindo
- 14:36na greve atual, só a greve do passado. Teve
- 14:40um tempo aà que a U .S. ficou
- 14:42em greve praticamente um ano. E
- 14:46por quê? Pelos motivos que eu falei aqui
- 14:49agora. Ã a Universidade Estadual que
- 14:54enfrenta muitas dificuldades, as universidades estaduais
- 14:57também enfrentam muitas dificuldades. Eu
- 15:00costumo dizer que a educação, apesar de estar
- 15:04na prioridade dos discursos, não é prioridade mesmo de
- 15:09verdade para os governos, nem os antigos, nem os
- 15:13atuais, de verdade. E isso é até que tem uns
- 15:17que investem um pouco mais e tal. Mas
- 15:20não é prioridade de verdade, né? O
- 15:24caso da U .S. foi isso, o Vó à Greve, em
- 15:26que havia uma situação grave, não só salarial, mas
- 15:30até mesmo de reposição de força de trabalho. E
- 15:34o governo dos estados na época demorou bastante para
- 15:38a negociação prejudicando, é isso que eu lido nesse
- 15:40refero, o filho dela se sentiu prejudicado, mas é
- 15:45assim mesmo, os alunos se prejudicam, os professores
- 15:48se prejudicam, a educação fica prejudicada. Agora
- 15:52um detalhe, o que é curioso na Greve de
- 15:56professores é que os professores pagam dia por
- 16:00dia as greves que fazem. E claro, junto com os alunos,
- 16:05porque os alunos também têm que assistir às aulas que
- 16:09vão ser feitas como forma de reposição. Mas
- 16:13às vezes é preciso. A Greve na educação é também
- 16:17educativa. Serve para a gente entender por
- 16:21que mesmo sendo uma forma de parar por um tempo os
- 16:25serviços, é também uma forma de compreender a
- 16:27relevância dos serviços. à para ter também uma
- 16:31dimensão pedagógica para os governos. Não
- 16:34sei se os governos aprendem ou se se esforçam por
- 16:38isso, para aprender. Mas é uma forma de luta
- 16:42legÃtima, constitucional e eficaz. Não
- 16:47se conquista tudo como a Greve, mas de um modo
- 16:50geral, alerta e provoca negociação. Porque
- 16:55quando a Greve começa é porque não se negocia nada.
- 16:58O caso agora da Greve na
- 17:00educação federal é isso. Não
- 17:03houve negociação. Havia uma mesa que é louvável
- 17:06que o governo tenha instalado uma mesa
- 17:07permanente de negociação, mas era uma mesa de
- 17:11conversação, digamos assim. Conversaram
- 17:13de julho até agora e não saÃa nada. Foi
- 17:17preciso parar para poder o governo começar a se mover
- 17:23e entender que não dá para continuar a coisa como
- 17:26está. Imagine você aÃ, de qualquer
- 17:28atividade econômica, de qualquer atividade
- 17:30profissional ou mesmo empresarial. Imagine
- 17:33você empresário passar sete anos tendo a mesma renda
- 17:39para você e sua famÃlia. Imagine.
- 17:42Isso no Brasil ainda imaginava porque cada vez
- 17:45que ocorre alguma alteração nos negócios, aumenta -se o
- 17:51preço, ou dos serviços, ou dos produtos. Ã
- 17:54assim que funciona. Nós não podemos fazer isso.
- 17:58Nós, professores, jornalistas,
- 17:59trabalhadores não podemos fazer isso. Vem
- 18:03a crise e é exatamente no trabalhador que a crise
- 18:08bate mais forte. Porque aÃ, no caso do governo,
- 18:12restringe os salários. O salário eu tenho
- 18:16insistentemente aqui é sobrevivência e a
- 18:19sobrevivência do trabalhador. E
- 18:21deveria interessar ao setor empresarial e ao Estado a
- 18:28manutenção de condições minimamente dignas de
- 18:31trabalho e sobrevivência dos trabalhadores. Diveria.
- 18:36O Senado acaba de aprovar, aprovou ontem, projeto de
- 18:40lei que regulamenta pesquisas cientÃficas com
- 18:42seres humanos. A proposta segue agora para a
- 18:45sanção presidencial. Essa nova legislação já havia
- 18:49sido aprovada pelo Senado em 2017 e teve que voltar
- 18:53para a apreciação porque houve um substitutivo na
- 18:57Câmara dos Deputados em 2023. E
- 18:59assim, quando a Câmara aprova e vai para o
- 19:01Senado, o Senado modifica e volta para a Câmara e
- 19:03volta de novo. Aà só depois volta para o
- 19:07Senado para... Enfim, foi o que aconteceu aqui,
- 19:11né? O Senado aprovou ontem, já
- 19:14havia aprovado em 2017, a Câmara fez um substitutivo
- 19:18em 2023 e agora vai para a sanção presidencial. Seis
- 19:22anos, né? Quase sete anos para tomar essa
- 19:25decisão. O marco temporal foram alguns
- 19:27minutos, né? E o marco temporal
- 19:29inconstitucional foram alguns minutos no Congresso
- 19:32Nacional. Esse novo texto aprovado recebe
- 19:36alguns ajustes na redação. Por
- 19:40isso não vai ter que voltar para a Câmara, vai
- 19:42direto para a sanção presidencial. A
- 19:44proposta estabelece uma série de regras gerais para
- 19:47pesquisas em seres humanos. Por
- 19:49exemplo, pesquisa que envolve seres humanos.
- 19:52Necessidade de autorização expressa do
- 19:53participante para entrar na pesquisa. Garantia
- 19:57de anonimato e privacidade do participante. Prohibição
- 20:00de remuneração do participante. Previsão
- 20:03de um patrocinador da pesquisa, indenizar
- 20:05participantes por eventuais danos causados. Além
- 20:10disso, o texto cria prazos para a Agência Nacional de
- 20:13Vigilância Sanitaria, avisa, emitir pareceres e reduz
- 20:16benefÃcios para os participantes dos estudos.
- 20:19Eu me lembro que essa
- 20:20discussão aqui sobre prazo para a Agência Nacional de
- 20:23Vigilância Sanitaria era um problema. Eu
- 20:25não vi agora o texto integral como ficou, mas
- 20:28era um problema porque a decisão da agência, que
- 20:32fizeram um prazo bem curtinho. Claro
- 20:36que é importante que não fique, como agora no
- 20:38Congresso, dormindo o projeto seis, sete anos.
- 20:44Mas a avisa precisa de prazo
- 20:45porque a aprovação da avisa não é uma decisão polÃtica,
- 20:49simplesmente é uma análise técnica. E
- 20:52às vezes a análise técnica demora um pouco mais. Eu
- 20:55não sei qual foi o prazo que ficou, mas essa é uma
- 20:58das questões que estava, que estavam pendentes. Vindo
- 21:03do Congresso Nacional atual, se tudo pode ter
- 21:06acontecido, de qualquer maneira, os pesquisadores já
- 21:11são habituados a cumprir essas exigências todas aqui.
- 21:18Não se faz pesquisa com seres
- 21:20humanos sem critérios rigorosos de respeito Ã
- 21:24pessoa humana, respeito à vida, respeito a direitos
- 21:29fundamentais. Então é um ajuste na legislação.
- 21:33E claro, necessário. Só
- 21:35fica aÃ, para a gente entender melhor como que
- 21:38prazo foi estabelecido, mas isso os pesquisadores vão
- 21:40buscar e a própria avisa certamente que vai ver de
- 21:45que maneira continuar garantindo a qualidade dos
- 21:50seus pareceres dentro dos prazos estabelecidos em lei.
- 22:00O acampamento terra livre tem
- 22:03como um dos focos principais. Ã
- 22:06o direito à terra que para os indÃgenas é a mesma
- 22:08coisa do direito à vida. Não
- 22:10há vida indÃgena sem terra, sem ter onde morar, sem
- 22:14ter onde vivenciar a sua cultura, sem ter onde a
- 22:19comunidade conviver na condição de comunidade.
- 22:22Então por isso que a demarcação
- 22:24do terra é tão importante para os indÃgenas. E
- 22:27é o ponto principal do acampamento terra livre que
- 22:30está em BrasÃlia esta semana inteira, em inglês,
- 22:36três poderes e cobrando desses três poderes, o
- 22:42direito a o que ainda resta para os indÃgenas que
- 22:46não foram ainda tirados aqui do planeta, pelo
- 22:53genocÃdio que começou lá com a invasão europeia mais
- 22:56ou menos em 1500. Olha, desde a aprovação, só para
- 23:01que você tivesse uma ideia, desde a aprovação da lei
- 23:0614 .701 de 2023, que se chama marco temporal
- 23:12genocida, desde dezembro, nós estamos em abril,
- 23:20certo? Foram nove indÃgenas assassinados,
- 23:26exatamente assassinados por quê? Pela
- 23:30luta, pelo direito básico, a vida, ao lugar onde a
- 23:36vida dele pode acontecer. Tira
- 23:40o indÃgena do seu hábito, do seu lugar natural, que
- 23:45é de direito ancestral, é basicamente tirar a vida,
- 23:50por isso que é chamado marco temporal genocida.
- 23:56Pois é, segunda articulação dos
- 23:57povos indÃgenas do Brasil a PIB, desde dezembro para cá
- 24:02foram nove indÃgenas assassinados em 23 conflitos
- 24:08em territórios indÃgenas. São
- 24:12pessoas que invadem o território indÃgena e
- 24:17assassinam os indÃgenas. Nove
- 24:20mortes, é muito grave isso. Bom,
- 24:29o coordenador jurÃdico da PIB MaurÃcio Terena, ele
- 24:35disse que a Constituição Federal estabeleceu um
- 24:39regime de proteção territorial e de proteção
- 24:42ao direito originário dos povos indÃgenas, mas em
- 24:462024 esse regime está sendo disputado pelas grandes
- 24:51elites econômicas coloniais, disse MaurÃcio Terena da
- 24:56PIB. Na abertura de uma plenária lá
- 25:01em BrasÃlia, no acampamento Terra -Libre, Marco Terena
- 25:09lembrou ainda que os desafios enfrentados pelos
- 25:11povos indÃgenas, Marco, o MaurÃcio Terena, ele disse
- 25:15que os desafios enfrentados pelos povos indÃgenas diante
- 25:18da aprovação da lei do marco temporal, é algo que
- 25:22tem que ser enfrentado, e é isso que eles estão
- 25:24fazendo em BrasÃlia. O acampamento Terra -Libre é o
- 25:27vigésimo, estão 20 anos que eles, os indÃgenas vão Ã
- 25:31BrasÃlia, eu já tive a oportunidade de ver o
- 25:34acampamento Terra -Libre, os indÃgenas em BrasÃlia, fica
- 25:38uma coisa belÃssima, o colorido dos povos
- 25:41originários, dá um clima de humanidade aos asfaltos e
- 25:50concretos de BrasÃlia, interessante. A
- 25:54sua acilamenta é a motivação, que eles vão Ã
- 25:57BrasÃlia, não para uma comemoração do dia dos
- 25:59indÃgenas, mas para revindicar coisas básicas,
- 26:03que já não deveria mais ser revindicação, deveria
- 26:06ser polÃtica de Estado. Em setembro passado, só
- 26:14lembrando aqui, os povos indÃgenas de todo o paÃs
- 26:17comemoraram o julgamento do Supremo Tribunal Federal,
- 26:19que considerou inconstitucional a tentativa
- 26:24de imposição do marco temporal, tentativa essa
- 26:27provocada a partir de uma ação do governo do estado
- 26:29de Santa Catarina contra os povos indÃgenas. Mas
- 26:34o Congresso Nacional, mesmo diante da decisão do
- 26:38Supremo Tribunal Federal de inconstitucionalidade do
- 26:42marco temporal, no finalzinho de 2023, sem
- 26:46debate, sem discussão e sem uma ação fundamental de
- 26:52respeito aos povos originários, aprovou o marco
- 26:55temporal. E o que diz o marco
- 26:58temporal? Um absurdo. IndÃgenas
- 27:02que não estavam na terra em 5 de outubro de 1988,
- 27:06não têm direito à terra. Para
- 27:08quê? Para favorecer a agrilagem, os
- 27:12invasores de terras, os que se apropriaram das terras
- 27:18indÃgenas. Os mais recentes, porque isso
- 27:22começou com a invasão europeia. Bom,
- 27:29então esse tal marco temporal, tentou -se na
- 27:33justiça, caiu, aà a Câmara aprovou, faltava o Senado,
- 27:40mas na justiça faltava a decisão do Supremo. Quando
- 27:42o Supremo decidiu, aà o Senado foi uma forma de
- 27:47afronta, de confronto com o Judiciário, foi lá e
- 27:53aprovou rapidinho o imoral marco temporal genocida. Me
- 28:04lembro ainda de uma palavra do atual presidente do
- 28:07Supremo sobre este assunto. Ele
- 28:10disse, o indÃgena que foi expulso da terra e que
- 28:14está trabalhando na terra como assalariado do cara
- 28:17que invadiu, ele está na terra inclusive, mas ainda
- 28:23que não estivesse, ele não estava porque foi expulso.
- 28:28Então o marco temporal não se
- 28:30segura em nada. Então é extremamente grave essa
- 28:43situação. E o que os indÃgenas requerem
- 28:45em BrasÃlia, lutam, reivindicam, é que se faça
- 28:51a demarcação de terras e que o marco temporal seja
- 28:54jogado no lixo. Mas isso é para ser tratado
- 28:59como lixo atômico, lixo radioativo, é para ser
- 29:03colocado no marco temporal, agora é o seguinte, uma
- 29:18das queixas dos indÃgenas, claramente eu lia que ontem
- 29:23essa informação, é que é o seguito ministro Marmendes
- 29:26do Supremo Tribunal Federal, ele quer fazer uma
- 29:30conciliação sobre o marco temporal, olha, sinceramente,
- 29:36depois vai fazer uma conciliação com Elon Musk,
- 29:41lembra de Elon Musk? Porque é o seguinte, se é
- 29:45inconstitucional, se a lei mesmo declarada
- 29:51inconstitucional, o Senado aprovou, emendou a
- 29:54constituição, porque estava em uma mania feia, se é
- 29:57inconstitucional emenda a constituição porque vira
- 29:59constitucional, é um absurdo que o Congresso Nacional,
- 30:06de bem enquanto se chama Casa do Povo, faça isso,
- 30:09mas é isso que aconteceu. O
- 30:11presidente da República Lula vetou a lei do marco
- 30:16temporal, imposta pelo Congresso, mesmo depois da
- 30:20inconstitucionalidade declarada pelo Supremo
- 30:22Tribunal Federal. AÃ agora o ministro Marmendes
- 30:26vai fazer a conciliação, vamos dar um crédito de
- 30:28confiança, né? Vamos ver se a conciliação vai
- 30:33de fato se colocar na mesma direção do que é
- 30:39constitucional, não é possÃvel que você faça um
- 30:42acordo, em que os povos indÃgenas sejam prejudicados.
- 30:49Aliás, espere -se que nessa
- 30:52conciliação os povos indÃgenas sejam ouvidos,
- 30:55porque às vezes nem isso acontece, então os povos
- 31:04indÃgenas, no acampamento terra livre em BrasÃlia,
- 31:07vigério no acampamento, reivindicam fim do marco
- 31:13temporal e demarcação das terras, fim da violência
- 31:17contra indÃgenas, e não dá para conciliar com o marco
- 31:22temporal, não se sabendo qual é o objetivo do
- 31:25ministro, em torno da conciliação, mas é preciso
- 31:31que essa conciliação não se signifique, de modo algum,
- 31:35uma concessão a uma medida inconstitucional. Se
- 31:43é inconstitucional, ponto! Tem
- 31:47conciliação, não, mas o ministro quer uma
- 31:50conciliação, os povos indÃgenas querem justiça,
- 31:55aplicação da Constituição, só isso. A
- 32:02proposta de genocÃdio, o massacre que Israel promove
- 32:08contra a Palestina completou ontem 200 dias, resultado
- 32:1734 .100 mortos, segundo o Ministério da Saúde de
- 32:23Gaza, 85 % dos 2 milhões e 300 mil habitantes de Gaza
- 32:29foram deslocados, 14 mil crianças foram mortas, 14
- 32:37mil crianças mortas. Em declaração pela televisão, o
- 32:46porta -voz do Hamas, Movimento de Resistência
- 32:50Islâmica, que governa Gaza, afirma que o grupo manterá
- 32:54a resistência contra as tropas de Israel, enquanto
- 32:57durar a ocupação militar dos territórios palestinos.
- 33:02Ele disse que a luta vai
- 33:04continuar em resistência a essa agressão de ocupação
- 33:09nas terras palestinas. Manifestações
- 33:13próprias, Palestina, ganharam as principais ruas e
- 33:18universidades dos Estados Unidos. Várias
- 33:23grandes universidades americanas, a de Colúmbia,
- 33:27por exemplo, estão hoje, começaram ontem, os
- 33:34protestos, sobretudo do movimento de estudante,
- 33:37contra o genocÃdio que se pratica sobre o comando de
- 33:43Israel com o apoio do governo americano lá na
- 33:48Palestina. Os protestos foram marcados por
- 33:54repressão, é evidente, nesses casos a repressão
- 33:59bate, muitas prisões, e essa data era o dia da
- 34:09Páscoa judaica. Então, até em respeito aos judeus,
- 34:15é preciso que o genocÃdio pare, engasa na Palestina.
- 34:24Atualmente tem mais de 6 mil
- 34:26palestinos e palestinas presos e presas em Israel,
- 34:33inclusive menores de idade, e tem mais de 100
- 34:36sequestrados pelo Hamas em Gaza. Houve
- 34:44casos em que vÃtimas de sequestros foram mortas
- 34:48pelas forças de Israel dentro de Gaza, porque o
- 34:52governo de Israel não priorizou a libertação dos
- 34:58israelenses sequestrados. Na prioridade é a destruição
- 35:03do povo palestino. à o massacre, é o genocÃdio.
- 35:08Gaza praticamente não existe
- 35:10mais, do ponto de vista fÃsico, e a população está
- 35:15sobre barracas e de baixo de bombas do governo de
- 35:24genocida, liderado por Benjamin Netanyahu. Mas
- 35:31também dentro de Israel há protestos e o pedido de
- 35:33saÃda de Netanyahu. Ã um conflito que desafia a
- 35:40humanidade, como vários outros. Mas
- 35:46esse está se caracterizando como um genocÃdio apoiado
- 35:53pelos Estados Unidos, ou o presidente Biden está
- 35:56tentando se distanciar do genocÃdio. Está
- 35:59tentando se distanciar, está dizendo que Benjamin
- 36:05Netanyahu não está cumprindo adequadamente as regras de
- 36:11uma guerra, é um massacre que o governo americano
- 36:15pode mudar de posição, mas não diz para onde, mas
- 36:19acabou de aprovar uma ajuda substanciosa, em dólares,
- 36:29incluindo aÃ, para várias das frentes de violência
- 36:38inspirada e associada ao governo americano. Mas
- 36:43uma delas é exatamente o massacre, o genocÃdio na
- 36:50Palestina, promovido pelo governo de Israel, aliado
- 36:53de Biden. Agora Biden tenta se distanciar
- 36:55porque? Porque tem eleição nos Estados
- 36:58Unidos este ano, de Biden quer ser reeleito. E
- 37:02sabe quem é o segundo na disputa, a ameaça principal?
- 37:08Trump. Então, os Estados Unidos, a
- 37:16sociedade americana está com um problemão, né? Biden
- 37:20com suas baidagens e o Trump com suas trampagens.
- 37:308 e 7. A apresentação, Nonato Lima.
- 37:39Agora, essa daqui você, por essa
- 37:42você não esperava, mas você, vou dizer para você
- 37:45agora. O presidente do Senado,
- 37:48Rodrigo Pacheco, do PSD de Minas, afirmou ontem que o
- 37:54equilÃbrio das contas públicas não será afetado
- 37:58se o Congresso aprovar uma proposta que aumenta o
- 38:01salário em 5 % para a magistratura e ministério
- 38:09público a cada 5 anos. Mas a consultoria de orçamento
- 38:16do Senado calculou que, se isso for aprovado, o
- 38:21impacto nas contas públicas de 2024 a 2026 é de 82
- 38:27bilhões de reais em 3 anos. Veja
- 38:32bem, não se está falando em reajuste salarial, não.
- 38:36Reajuste salarial a gente defende,
- 38:38mesmo para quem ganha o teto. Tem
- 38:41que ter reajuste salarial e está tendo, né? Você
- 38:44está se falando num bônus, numa gentileza que o
- 38:49presidente Rodrigo Pacheco, do alto daquele seu jeito
- 38:54bem calmo, de defender as... Pois
- 38:57é, a justiça, a constituição, etc. Ele
- 39:02disse que o 5 % não vai alterar o equilÃbrio das
- 39:06contas. Anote esses dados aà que eu falo
- 39:08já sobre eles. 82 bilhões é o impacto nas contas
- 39:12públicas, mas ele disse que o equilÃbrio das contas
- 39:15permanece. Pacheco é um dos autores da
- 39:21proposta de emenda à constituição conhecida como
- 39:23PEC do Quincuênio. Pacheco defendei de seu primeiro
- 39:28mandato como presidente do Senado. Essa...
- 39:32essa emenda. Ontem o plenário realizou a
- 39:37primeira de cinco sessões de discussão dessa matéria.
- 39:42Essa cinco sessões de discussão
- 39:44teve a aconteciância da votação. Se
- 39:47aprovado, o texto vai para a Câmara, na prática o
- 39:50projeto Turbina, o salário de juÃzes e promotores do
- 39:55Ministério Público e da Magistratura, até o limite
- 39:58de 35 % da remuneração do servidor. Ã
- 40:03um benefÃcio por tempo de serviço. Anote
- 40:07esse aà também, benefÃcio por tempo de serviço. Pela
- 40:10proposta, o valor será contabilizar dentro do teto
- 40:14do funcionário público, atualmente é 44 mil. Então
- 40:18você está falando reajuste de 5 % a cada 50, para
- 40:20quem ganha o teto, o teto hoje, 44 mil. Ã
- 40:24um salário pequeno, né? Muito
- 40:26baixo. Então precisa mesmo de uma... de
- 40:29mais 5%, né? Extra 5%. E
- 40:34se você ganha de 44 mil reais, você faz o que
- 40:36assim, com esse dinheiro? Nada.
- 40:38Ã quase nada. Pois bem, o texto autoriza o
- 40:42pagamento, inclusive, para aposentados e pensionistas.
- 40:49Olha a conversão cuidadosa, hoje
- 40:51não desprezamos, como agora o Executivo está
- 40:53desprezando. Não, para lá tem que ser para
- 40:57todo mundo, aposentados e pensionistas. Aqui
- 41:00no Executivo, na proposta é assim, deixa os aposentados
- 41:02para lá, a proposta que está aà na mesa é essa.
- 41:05Pois o presidente Pacheco do
- 41:06Senado argumenta que os recursos vão bancar o
- 41:09projeto, esses recursos são do orçamento próprio do
- 41:13judiciário, que terá de priorizar a estruturação da
- 41:17carreira em vez de outras ações. Técnicos
- 41:22do governo no Congresso avaliam que a PEC pode
- 41:24gerar um efeito cascata e pesar nosso amêndo da
- 41:28União, já que créditos extraordinários, por exemplo,
- 41:32poderão ser usados para cobrir a despesa. O
- 41:35governo é contra a medida para classificá -la como uma
- 41:38pauta bomba. Sabe o que é pauta bomba, né?
- 41:42Tudo que o Executivo não quer,
- 41:44não pode, não deve. Quando a Câmara do Senado está
- 41:49com raiva do governo, votam a pauta assim desse tipo,
- 41:51né? Para estragar o orçamento,
- 41:53pensando que está estragando o governo. Ora,
- 41:56governo entra, governo sai, o pobre aleiro, esse
- 42:00permanece, e é esse que paga por pautas como essa
- 42:04chamada de pauta bomba. Na votação do texto, na última
- 42:08quarta -feira, o lÃder do governo no Senado, Jacques
- 42:11Wagner, divulgou que o custo da PEC do quinquenho
- 42:16aos cofres públicos será de 42 bilhões anualmente. Eu
- 42:22pedi para você guardar aà os números que eu falei
- 42:23inicialmente, né? 42 bilhões anuais já dá mais
- 42:29do que os 82 calculados por Pacheco, né? Mas
- 42:35vamos que fiquem entre 82 e 84 bilhões de reais,
- 42:42aqui são 42 bilhões por ano, então em dois anos
- 42:45daria 84. Pois muito bem, 82 bilhões que
- 42:50o Pacheco acha que não tem impacto nenhum no orçamento.
- 42:56Sabe quanto é que a União, o
- 43:00governo federal coloca para manter 69 universidades,
- 43:05inclusive seus hospitais? Sabe
- 43:08quanto é? 62 bilhões. Ã
- 43:16disso que se trata. Esse dinheirinho que não vai
- 43:18fazer falta, que não impacta em nada, é só
- 43:20comparando. Ninguém quer o dinheiro que o
- 43:23Senado e a Câmara querem dar para os magistrados e
- 43:25o Ministério Público não. Ninguém
- 43:27quer isso não. Acho até que muitos magistrados
- 43:29são contra isso, né? Acho que nos próprios Ministério
- 43:36Público e Judiciário, muitas pessoas pensam diferentes
- 43:41dessa proposta. Claro que se for aprovado
- 43:46recebem, mas muitos eu sei que pensam diferente. E
- 43:50é preciso se pensar mesmo, porque nós estamos num paÃs
- 43:52em que o salário mÃnimo é 1412, que se você ganhar
- 43:55dois salários mÃnimos e um real a mais, você vai
- 43:59pagar em poste de renda. Tem
- 44:0433 milhões de famÃlios, milhões de desempregados. O
- 44:09salário do Executivo, boa parte dos servidores
- 44:14públicos federais, está com o salário de derretendo
- 44:17desde 2016. 2016 é o ano do golpe, né? O
- 44:24golpe que foi feito no Senado com a presidência do
- 44:26presidente do Supremo na época, né? Pois
- 44:30muito bem. Está aÃ, só para você ter uma
- 44:33ideia, 82 bilhões, o quinquênio, mas tem um
- 44:38detalhe importante. Os servidores federais tinham
- 44:41um negócio chamado anuênio. A
- 44:43cada ano de serviço acrescentava 1 % sobre o
- 44:48salário básico, certo? O governo tirou, o governo
- 44:54tirou, não me lembra, agora foi nos anos 90, final dos
- 44:57anos 90, naquela época em que o governo estava
- 45:00tirando tudo, tirou o anuênio. Então
- 45:04o anuênio que foi tirado do servidor e do Executivo,
- 45:11pode voltar com as benças do Congresso Nacional, em
- 45:14forma de quinquênio, lá no outro poder, no judiciário
- 45:20e no Ministério Público. E o efeito de cascada
- 45:24realmente tem a ver, como mexe no teto, que a
- 45:30referência máxima de salário desce para os estados, para
- 45:36toda essa área aÃ. Então o anuênio dos servidores
- 45:43foi retirado, abendo da economia, abendo do
- 45:50orçamento federal, e o salário dos servidores vem
- 45:58derretendo desde 2016, mas a preocupação do Senado é
- 46:03com o teto. Esse teto de 44 mil precisa ser
- 46:07acrescentado de um bônus de 5 % do quinquênio. Ã
- 46:17um paÃs rico, o Brasil, né? Brasil
- 46:21é a 9º economia do mundo e estava com a história aÃ
- 46:24que vai terminar o ano, em 8º economia do mundo, por
- 46:28isso é um paÃs rico. O povo é que é pobre, né?
- 46:32Mas há uma outra questão mais
- 46:36grave, é um paÃs desigual, um paÃs desigual em tudo.
- 46:46Não sei se vocês viram, se
- 46:48tiveram desprazer de ver, mas a Folha de São Paulo,
- 46:51a professora Yreliniza Oliveira até se referiu, aÃ
- 46:55na entrevista de ontem aqui no programa, a Folha de
- 46:57São Paulo fez um editorial, um editorial, olha,
- 47:02fantástico, que pode ser caracterizado por duas, dois
- 47:09aspectos, ignorância de um lado e uma certa dose de
- 47:18politicagem do outro. O editorial da Folha defende
- 47:23inclusive a privatização das universidades públicas e
- 47:28acha um absurdo os 82 bilhões que o governo
- 47:32coloca todo ano na 69 universidades públicas, mais
- 47:38os hospitais escolas, são hospitais mais do que
- 47:41hospitais, são hospitais escolas. Não
- 47:44tem nada de exagerado, né? Exagerado
- 47:47é a Folha, né? Tão empenhado em defender seus
- 47:50interesses polÃticos e econômicos, o interesse
- 47:54polÃtico e econômico da elite rica do paÃs que não
- 47:58consegue enxergar a dimensão que é o ensino público
- 48:03federal brasileiro. As consequências, os resultados,
- 48:10só para se ter uma ideia, embora sem quinquenho, sem
- 48:15anuênio, os trabalhadores doocentes e técnicos das
- 48:21universidades, são exatamente aqueles que, ao mesmo
- 48:26tempo, em que garantem a formação profissional,
- 48:30garantem a quase totalidade da pesquisa cientÃfica
- 48:35brasileira. Então, não se trata só de
- 48:39discutir o salário propriamente, e o que o
- 48:44governo investe nas universidades, é muito pouco
- 48:48diante do que a universidade oferece para a
- 48:54sociedade. Não há pesquisa cientÃfica
- 48:59brasileira sem passar pelas universidades, sobretudo
- 49:02universidades públicas. E essa onda aà da Folha de
- 49:07Defender Privatização, quer ver o resultado da
- 49:12privatização? Olha a Enel aqui no Ceará e em
- 49:17São Paulo, curiosamente em São Paulo também, não
- 49:19parece que a Folha não vê essas coisas. A
- 49:22mesma Folha que faz da privatização uma das suas
- 49:29estratégias de atuação polÃtica na sociedade
- 49:33brasileira, parece que não vê. O
- 49:36que foi o desastre da privatização no paÃs? A
- 49:39Enel aqui no Ceará acabou de ser multada em 10
- 49:42milhões por falta de energia no Reveillon. Então,
- 49:47as pessoas se deslocaram para pousadas, hotéis, casas
- 49:52de praia, as pessoas se reuniram nas comunidades
- 49:56periféricas, nos barracos, nas ruas, as pessoas que
- 50:02estão em situação de rua para a passagem de ano, e
- 50:09aà ficaram no escuro, ficaram no escuro, aqui no
- 50:13Ceará. Aà o Procon, o melhor, o
- 50:19Decon do Ministério Pouco do Ceará, aplicou uma multa
- 50:25de 10 milhões por falta de energia aqui no Ceará. E
- 50:30pela falta de energia e as consequências disso para a
- 50:35sociedade. Em São Paulo tem lá milhões
- 50:37de multas também da Enel. São
- 50:39Paulo é a sede da Folha de São Paulo, que agora
- 50:42defende a privatização das universidades. Agora
- 50:46não, sempre defendeu, né? Ela
- 50:48aproveitou agora a luta dos trabalhadores para reafirmar
- 50:52sua posição de ignorância e de oposição a algo que é
- 50:59extremamente importante para o paÃs que é a educação.
- 51:03A educação superior que em
- 51:04boot, repito, a pesquisa cientÃfica. Olha
- 51:11o que deu a privatização da Vale, por exemplo.
- 51:15Pergunte, a polva de Minas Gerais,
- 51:17que chorou centenas de mortes por causa da atuação
- 51:25da hoje empresa privada Vale do Rio. O
- 51:27Rio doce, que virou só Vale, tirou o Rio doce.
- 51:29Também o Rio doce foi quase
- 51:31extinto pelos desastres provocados pela empresa
- 51:35privatizada, era uma empresa estatal, foi privatizada.
- 51:38Olha o resultado. Tá
- 51:41bom, né? Dois exemplos. Vários
- 51:45exemplos eu tenho que pedir aqui o horário até meio
- 51:46-dia, só trazendo -os. Os desastres provocados pelo
- 51:51milagre das privatizações defendidas. Pelo
- 51:57amigas comercial de modo geral, né? Umas
- 52:00exceções sempre em rosas. Eu
- 52:06vou terminar o programa hoje com uma informação.
- 52:13Vocês devem ter acompanhado aÃ
- 52:14essas notÃcias ontem. Um homem de 41 anos que
- 52:19assassinou e captou um funcionário do Instituto Dr.
- 52:25José Frota, central aqui em
- 52:28Fortaleza. Ele foi preso, ele conseguiu
- 52:32sair de lá depois do assassinato, mas foi preso
- 52:35depois em Aquirais, na região metropolitana. Esse
- 52:42fato lamentável ocorre dentro do IJF, aponta para
- 52:52a necessidade de segurança maior e o modo geral, mas
- 52:57segurança no IJF. Não é o primeiro caso, outros
- 53:01casos ocorreram, os trabalhadores do IJF vem
- 53:04reivindicando mais segurança. E
- 53:08é bom que se diga que gerou uma polêmica feia
- 53:10entre o prefeito sarto e o governador el -mano. O
- 53:18prefeito sarto, sejamos honestos, foi muito infeliz
- 53:24na hora que se pronunciou sobre o caso. Bastante
- 53:28infeliz. E teve uma resposta também
- 53:31polÃtica do governador el -mano. Mas
- 53:35olha, em situações como essa, é preciso reconhecer,
- 53:39a segurança pública no paÃs, a segurança pública
- 53:43no estado, a segurança pública no municÃpio,
- 53:46precisa de fato, de uma série de ações para
- 53:51aperfeiçoamento e para melhorir, para garantia da
- 53:54segurança dos cidadãos. O caso especÃfico do IJF são
- 53:58duas dimensões, a segurança do próprio instituto, que
- 54:02aà cabe ao municÃpio, dentro do instituto, é
- 54:05preciso uma série de critérios, pelo que foi
- 54:07noticiado até agora o sujeito que matou o
- 54:10funcionário do IJF, não era mais funcionário, desde
- 54:132022, entrou, cometeu o crime e saiu correndo. Como
- 54:19é que ele entrou, por que ele entrou? Isso
- 54:21deve ser objeto de investigação. Mas
- 54:26nessa história toda, na verdade, o IJF merece
- 54:31solidariedade, respeito. E a melhor forma de
- 54:37solidariedade e respeito, é também o estado e o
- 54:40municÃpio se juntarem para garantir polÃticas públicas
- 54:48de segurança. Nessa não é a hora de disputa
- 54:55polÃtica. A própria direção do IJF se
- 55:01manifestou, lembrando que lá é uma casa que trabalha 24
- 55:06horas e 24 horas mesmo, exatamente em defesa da
- 55:11vida. à inadmissÃvel que alguém vá
- 55:14lá exatamente fazer o contrário do que é a
- 55:16filosofia e o trabalho diário, sete dias na semana
- 55:22do IJF. Então as pessoas funcionarem de
- 55:25todos que compõem o IJF, merecem solidariedade e
- 55:28merecem uma resposta adequada em termos de
- 55:31segurança, que é preciso que a gente tenha segurança
- 55:34para cuidar da vida das pessoas. Porque
- 55:38para lá, esse foi um caso que vai ser apurado, etc.,
- 55:43etc., parece que havia uma divergência lá, o assassino
- 55:48tinha algum tipo de rixa, com funcionário, o que não
- 55:52justifica de maneira nenhum esse tipo de atitude. Mas
- 55:56enfim, mas é um local para onde vão pessoas em várias
- 56:00situações, inclusive pessoas que precisam de proteção
- 56:04também. VÃtimas ou envolvidas como participa
- 56:11de algum crime e que precisam de segurança, não
- 56:15só para elas, mas para os trabalhadores. Porque
- 56:19como é que eles conseguem continuar trabalhando,
- 56:22cumprindo a sua missão, sem que se deias condições
- 56:27adequadas de segurança? Um rigor maior no acesso, um
- 56:31rigor maior no controle de acesso, para exatamente
- 56:36garantir e respeitar uma casa que cuida de vidas,
- 56:42no caso do Instituto José Frota, e isso é valido
- 56:46também para os outros hospitais públicos, que se
- 56:50pense melhor na segurança desses hospitais, de todos
- 56:56eles, mas no caso do J .F. Já
- 56:58há uma reivindicação antiga e permanente do servidor do
- 57:01J .F. por garantia de segurança.
- 57:09Chegamos ao final do Rádio Livre,
- 57:11que tem apoio do CINCEF -CELAS, o sindicato sabedor
- 57:14de um serviço público federal. Obrigado
- 57:16amanhã, a gente se encontra novamente aqui na
- 57:19Universidade FM, Ã s 7h30, e nas principais plataformas
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