Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO #XVI - MACACOS DE IMITAÇÃO (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:05Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda ao clube do livro do
- 0:08Ed Podcasts. Eu me chamo Bruno Mars Soares,
- 0:11estou aqui novamente na missão de de conduzir o episódio
- 0:15sozinho, não sozinho, né com você?
- 0:19Porque estamos na semana, aí não é do como já falamos em alguns
- 0:22episódios aqui estamos na semana do programa Oratório a pessoas
- 0:26viva, assim como também o Boot Camp Tech Finance.
- 0:29E aí o Arthur passou essa missão para mim, para que eu possa.
- 0:34É manter o clube do livro firme e forte todas as terças e
- 0:38sextas-feiras e vamos seguir aqui no na leitura do armas da
- 0:42persuasão. Estamos no capítulo de aprovação
- 0:44social e o tópico que nós vamos ler nesse episódio de Hoje é o
- 0:49macacos de imitação. Então vamos entender aqui o que
- 0:52é que o autor quer falar sobre macacos de imitação vão para a
- 0:56leitura. Um pouco antes, afirmei que o
- 0:58princípio da aprovação social, como todas as demais armas de
- 1:02influência. Funciona melhor sobre certas
- 1:04condições, já exploramos uma delas.
- 1:07A incerteza, sem dúvidas quando as pessoas estão inseguras,
- 1:11tendem a se basear nas ações dos outros para decidir como elas
- 1:15próprias devem agir. Além disso, existe outra
- 1:18importante condição, à semelhança o princípio da
- 1:22aprovação social funciona mais fortemente quando estamos
- 1:25observando o comportamento de pessoas como nós, é a conduta
- 1:28desses indivíduos que NOS dá a melhor noção sobre o que
- 1:31constitui o comportamento correto para nós mesmos.
- 1:34Assim, estamos mais inclinados a seguir a liderança de alguém
- 1:37semelhante do que alguém diferente.
- 1:39Acredito que seja por isso que estamos vendo um número
- 1:42crescente de depoimentos de gente, como a gente entre aspas.
- 1:46NOS comerciais de televisão, os publicitários agora agora sabem
- 1:50que um meio de conseguir vender com sucesso um produto aos
- 1:53telespectadores é demonstrar que outras pessoas comuns gostam do
- 1:58produto e utilizam indícios mais Fortes da importância da
- 2:02semelhança em determinar se imitaremos o comportamento dos
- 2:05outros vem de pesquisas científicas.
- 2:08Um exemplo pertinente pode ser encontrado no estudo de uma
- 2:11campanha de arrecadação de doações.
- 2:13Conduzida num campus universitário, as doações para a
- 2:16caridade mais do que dobraram quando o solicitante revelou sua
- 2:19semelhança com os alvos dizendo, sou estudante aqui também.
- 2:23Dando a entender, portanto, o que eles deveriam apoiar a mesma
- 2:26causa. Esses resultados indicam uma
- 2:28importante condição do princípio da aprovação social.
- 2:31Usaremos as ações dos outros para decidir a nossa própria
- 2:34conduta, especialmente quando consideramos esses outros
- 2:38semelhantes a nós. Essa tendência se aplica não só
- 2:41aos adultos, mas aos jovens, também pesquisadores da área de
- 2:45saúde descobriram que um programa escolar antitabagismo
- 2:48só só existia efeitos duradouros.
- 2:51Quando os instrutores eram colegas da idade do Público
- 2:53alvo. Outro estudo constatou que
- 2:55crianças que viram um filme mostrando a consulta tranquila
- 2:59de uma criança ao dentista ficaram menos ansiosas naquela
- 3:01situação, principalmente as que tinham a mesma idade da criança
- 3:05do filme, ou seja, a essência que o autor quer trazer aqui no
- 3:09início desse desse trecho é. O princípio da provação social,
- 3:13ele vai funcionar de forma mais forte quando nós estamos
- 3:17observando o comportamento de pessoas como nós, quando nós
- 3:21observamos de alguma maneira uma certa semelhança entre aquela
- 3:24pessoa que nós estamos observando o comportamento e
- 3:27nós. E aí ele traz justamente esse
- 3:30exemplo aqui, né? Com relação AA.
- 3:34AA pesquisa de um programa escolar antitabagismo, né?
- 3:37Onde é Oo efeito daquele daquela campanha, ela, ela era mais é
- 3:43duradoura quando os instrutores eram colegas da idade do Público
- 3:47alvo e também com relação a crianças na relação do filme
- 3:51ali, mostrando 11 criança numa consulta ou dentista, onde ela
- 3:56estava bem tranquila. Isso mostrou que crianças.
- 3:59Ficaram menos ansiosas naquela situação quando viam um filme,
- 4:02principalmente as crianças que tinham a mesma idade da criança
- 4:05do filme, seguindo aqui a leitura moro, no Arizona, onde é
- 4:08comum haver piscinas NOS quintais das casas.
- 4:11Infelizmente, todos os anos várias crianças se afogam ao
- 4:14cair numa piscina sem nenhum adulto por perto.
- 4:17Eu estava determinado, portanto, a ensinar meu filho, o Cris, a
- 4:21nadar desde a idade bem precoce. Ele adorava água, mas não
- 4:24entrava na piscina sem sua bola inflável.
- 4:26Por mais que eu tentasse persuadi-lo após 2 meses sem
- 4:29chegar a lugar algum, contratei um aluno meu de pós-graduação.
- 4:33Apesar de sua experiência como salva-vidas e professor de
- 4:35natação, ele falhou tanto quanto eu.
- 4:37Não, não conseguiu persuadir Cris a tentar um abraçada sequer
- 4:41fora de seu anel de plástico. Mas ao mesmo naquela época, a
- 4:44crise estava enfrentando uma colônia de férias que oferecia
- 4:47uma série de atividades. Inclusive nadar numa grande
- 4:50piscina, o que ele sistematicamente evitava.
- 4:53Um dia, pouco depois das tentativas com o estudante de
- 4:56pós-graduação, fui apanhar a Cris na colônia e boquiaberto.
- 5:00Observei-o correndo pelo trampolim e mergulhando na parte
- 5:03mais Funda da piscina em pânico, comecei a tirar os sapatos para
- 5:07ir salvá-lo quando o vi emergir e nadar com segurança até a
- 5:11beira da piscina, para onde corri com os sapatos na mão.
- 5:14Cris, Você sabe nadar te comer empolgado sim, responder ele com
- 5:17naturalidade. Aprendi Hoje.
- 5:19Ótimo balbuciei gesticulando para transmitir o meu
- 5:22entusiasmo, mas por que não precisou de boia?
- 5:24Hoje bem, tenho 3 anos e tome também e ele nada sem boia,
- 5:29então eu tomei, posso nadar, senti-me um idiota é volta aqui
- 5:33o ceodin, né? Claro que seria o pequeno Tommy
- 5:36e não a um estudante de pós-graduação de 1 m e 90 que
- 5:39crie. Recorreria para obter
- 5:40informações relevantes sobre o que deveria fazer se houvesse
- 5:44pensado melhor sobre a solução do problema de natação do meu
- 5:47filho, poderia ter empregado bom exemplo de Tommy mais cedo.
- 5:50E talvez poupado alguns meses de frustração, poderia ter notado
- 5:53na coluna de férias que Tommy sabia nadar e depois combinado
- 5:57com seus pais, que os meninos passassem uma tarde brincando na
- 5:59piscina da minha casa, meu palpite é que a boia de Cris
- 6:02teria sido abandonada ao final do dia, então ele traz aqui um
- 6:06exemplo é dentro do dentro da vida dele, né?
- 6:08Com com o filho dele. E que aquilo que ele colocou
- 6:12antes aqui, né? De que a aprovação social vai
- 6:15funcionar mais fortemente quando estamos observando o
- 6:18comportamento de pessoas como nós, esse caso provavelmente
- 6:21iria ser aplicado também na realidade dele, com com o filho
- 6:25dele. E aí ele entra.
- 6:26Ele entra no subtópico aqui chamado imitações fatais.
- 6:29Embora já temos visto o impacto poderoso que a aprovação social
- 6:33pode exercer sobre a tomada de decisões.
- 6:35Para mim, o exemplo mais revelador dessa força começa por
- 6:38uma estatística aparentemente absurda depois que um suicídio
- 6:41chega às primeiras páginas dos jornais, aeronaves passam a cair
- 6:45em taxas alarmantes. Foi demonstrado que, logo após
- 6:49certos tipos de suicídios amplamente divulgados, o número
- 6:52de pessoas que morrem em acidentes de avião aumenta
- 6:551000%. Ainda mais assustador é o fato
- 6:58de o número de mortes em acidentes de automóveis disparar
- 7:00também. Qual poderia ser a causa disso?
- 7:04Uma explicação logo vem à mente as mesmas condições sociais que
- 7:07levam algumas pessoas ao suicídio levam outras pessoas a
- 7:11morrer em acidentes. Por exemplo, certos indivíduos
- 7:14com tendência suicida podem reagir a acontecimentos sociais
- 7:18estressantes. Crises econômicas aumenta das
- 7:20taxas de crimes tensões nacionais dando fim à própria
- 7:24vida já outros reagirão de modos diferentes aos mesmos fatos.
- 7:29Tornam-se mais agressivos, impacientes nervosos ou
- 7:31perturbados. Na medida em que essas pessoas
- 7:34operam ou fazem manutenção dos carros e aviões usados por nossa
- 7:37sociedade, os veículos serão menos seguros e, portanto,
- 7:41veremos um aumento acentuado no número de vítimas de acidentes.
- 7:45De acordo com essa interpretação envolvendo condições sociais,
- 7:48alguns dos mesmos fatores que causam mortes intencionais
- 7:51também causam mortes acidentais. Daí encontrarmos uma associação
- 7:55tão forte entre casos de suicídio e acidentes fatais.
- 7:59Outra estatística fascinante indica que essa não é a
- 8:02explicação correta. Os acidentes fatais aumentam de
- 8:05forma drástica apenas naquelas regiões onde o suicídio foi
- 8:08altamente divulgado. Outros lugares sob condições
- 8:12sociais similares, NOS quais os jornais não divulgaram o caso,
- 8:15não exibem dados semelhantes. Além disso, naquelas áreas onde
- 8:19o suicídio foi noticiado, quanto maior a publicidade, maior o
- 8:22aumento NOS acidentes subsequentes.
- 8:24Portanto, não é um conjunto de acontecimentos sociais em comum
- 8:27que estimula suicídios por um lado, e assistentes fatais.
- 8:30Por outro lado, em vez disso, é a própria divulgação do caso de
- 8:34suicídio que produz os desastres de carro ou avião para explicar
- 8:38a forte associação entre a publicidade de casa, suicídio e.
- 8:41Catástrofes que seguem têm-se recorrido ao luto.
- 8:44Segundo esse argumento, com os como os suicídios mais
- 8:47noticiados, geralmente envolvem figuras públicas conhecidas EE
- 8:51respeitadas. Talvez suas mortes deixem muitas
- 8:54pessoas em Estados de choque e tristeza abaladas e preocupadas,
- 8:58elas se descuidam com carros e aviões.
- 9:01A consequência é o aumento acentuado de acidentes mortais
- 9:04após os casos de suicídios mais notórios.
- 9:07Embora possa explicar a ligação entre o grau de publicidade e as
- 9:09mortes subsequentes em acidentes, quanto mais pessoas
- 9:12ficam sabendo do suicídio, maior será o número de pessoas
- 9:14enlutadas e descuidadas. A teoria do luto não consegue
- 9:18dar conta de outro fato surpreendente.
- 9:21Matérias de jornais sobre vítimas de suicídios que
- 9:24morreram sozinhas produzem um aumento na frequência de
- 9:27acidentes com uma única vítima, ao passo que relatos de
- 9:31incidentes envolvendo o assassinato.
- 9:33Mais suicídio produzem um aumento NOS desastres com várias
- 9:36vítimas. O luto apenas não poderia
- 9:39produzir esse padrão. A influência dos casos de
- 9:42suicídio sobre acidentes de carro e avião, portanto, é
- 9:45incrivelmente específica. Histórias de suic.
- 9:47Solitários geram desastres que em que somente uma pessoa morre,
- 9:51os casos de homicídio com suicídio geram desastres com
- 9:54várias mortes. Se nem as condições sociais nem
- 9:57o luto conseguem explicar esse conjunto desconcertante de
- 10:00fatos, o que poderá bom? E aí ele continua aqui, né?
- 10:04O David Phillips sociólogo da Universidade da Califórnia, em
- 10:06San Diego, Julga ter encontrado a resposta.
- 10:09Ele aponta para o chamado efeito hurter a história do efeito
- 10:13héter é ao mesmo tempo assustadora e intrigante.
- 10:16Mais de 2 séculos atrás, o grande literato alemão Johann
- 10:20von Gotta. Publicou um romance intitulado
- 10:23Os sofrimentos do jovem western, o Livro, cujo herói oéter acaba
- 10:28se suicidando, teve um impacto marcante.
- 10:30Não apenas valeu ao ator fome imediata, como também
- 10:34desencadeou uma onda de suicídios imitativos pela
- 10:37Europa. Seu efeito foi tão poderoso que
- 10:39as autoridades em diversos países proibiram o romance.
- 10:43O trabalho de Philips localizou o efeito héter NOS tempos
- 10:45modernos. Sua pesquisa demonstrou que,
- 10:48logo após um caso de suicídio que chega às manchetes dos
- 10:50jornais. A taxa de suicídios aumenta
- 10:53substancialmente naquelas áreas onde a história foi mais
- 10:55divulgada, segundo o sociólogo, certas pessoas perturbadas.
- 11:00Ao lerem sobre indivíduos que tiraram a própria vida se matam
- 11:03em imitação no exemplo mórbido do princípio da aprovação
- 11:06social, essas pessoas decidem como devem agir com base em como
- 11:10outra pessoa perturbada. Agiu aqui, talvez esteja o
- 11:14motivo do do. Desse tópico do livro, Né?
- 11:17Que ele chama de macacos de imitação, então parte daí, né?
- 11:21As pessoas é basicamente imitam AAA conduta de outros que são
- 11:25semelhantes a elas, mas seguindo aqui, Felipe obteve seus
- 11:29indícios do efeito wherever no mundo moderno, examinando as
- 11:32estatísticas de suicídios nos Estados Unidos entre 1947 e
- 11:361968. Ele descobriu que durante 2
- 11:41meses após cada caso de suicídio, que saía nas primeiras
- 11:44páginas dos jornais, em média, 58 pessoas a mais do que o
- 11:48normal se suicidavam. Em certo sentido, cada caso
- 11:52matava 58 pessoas que normalmente continuariam
- 11:55vivendo. Philips também notou que essa
- 11:58tendência de suicídio gerarem novos suicídios ocorria
- 12:01sobretudo nas regiões do país, onde o primeiro caso havia sido
- 12:05altamente divulgado. Ele observou que quanto maior a
- 12:08publicidade dada ao primeiro suicídio, maior o número de
- 12:11casos posteriores. E aí ele traz aqui no livro um
- 12:16gráfico onde mostra a flutuação do número de suicídios antes,
- 12:20durante e depois do mês da ocorrência do suicídio é
- 12:23noticiado EEA diferença né do do da taxa de suicídio é observada.
- 12:30Ela é assim, um mês antes, ela é bem pequena, é no mês da
- 12:35ocorrência, ela é bem grande. Um mês depois, ela também é bem
- 12:38grande, embora um pouco menor, e aí, depois de 23 meses, aí ela
- 12:42volta a aos níveis de. Praticamente e aí, seguindo aqui
- 12:46na leitura, se os fatos em torno do efeito hair lhe parece
- 12:49estranhamente semelhantes àqueles em torno da influência
- 12:52dos casos de suicídio sobre as mortes em acidentes aéreos de
- 12:54trânsito, essas semelhanças tampouco passaram despercebidas
- 12:58a Philips. De fato, ele argumenta que todas
- 13:01as mortes há mais após um incidente de suicídio muito
- 13:04divulgado, podem ser explicadas pelo mesmo fator imitação.
- 13:09Após saberem de suicídio, um número grande de pessoas decide
- 13:11que essa é uma atitude apropriada para elas também
- 13:14alguns desses indivíduos, então parte para a ação de forma
- 13:17direta, fazendo saltar a taxa de suicídio.
- 13:21Outros, porém, são menos diretos por alguma razão proteger suas
- 13:24reputações, poupar suas famílias da vergonha e da dor, permitir
- 13:27que seus dependentes se beneficiem do seguro de vida.
- 13:30Eles não querem dar a entender que se mataram, preferem passar
- 13:34a impressão de que morreram por acidente.
- 13:36Assim, de forma proposital mais furtiva, provocam um acidente
- 13:39envolvendo o carro ou o avião que estejam conduzindo ou no
- 13:42qual estejam viajando. Para isso, recorrem a várias
- 13:45maneiras bastante conhecidas. Um piloto de avião comercial
- 13:49pode inclinar o nariz da aeronave num ponto crucial.
- 13:51Decolagem ou pode inexplicavelmente aterrissar
- 13:55numa pista já ocupada, contrariando as instruções da
- 13:58torre de controle. O motorista de um carro pode
- 14:00dançar o veículo contra uma árvore ou contra o tráfego que
- 14:03vem. No sentido oposto, um passageiro
- 14:05no automóvel ou já tinha um executivo pode incapacitar o
- 14:08motorista ou o piloto e provocar o desastre imortal.
- 14:11O piloto de um avião particular pode, apesar de todos os avisos
- 14:14do rádio, colidir com outra aeronave.
- 14:17Desse modo, o aumento alarmante de vítimas de acidentes após o
- 14:20suicídio mais divulgados teria como.
- 14:23De acordo com o Philips, o efeito hurter aplicado
- 14:26secretamente considere-se em site brilhante.
- 14:29Primeiro explica muito bem todos os dados.
- 14:31Se essas fatalidades são mesmo casos ocultos de suicídio
- 14:34imitativo, faz sentido vermos um aumento NOS acidentes após a
- 14:38publicação de notícias de suicídio.
- 14:40Faz sentido o que o aumento maior NOS acidentes deve ocorrer
- 14:44após os episódios mais divulgados e que, portanto,
- 14:47atingiram o maior Público? Também faz sentido que o número
- 14:50de acidentes deva aumentar substancialmente apenas nas
- 14:53áreas. Fotográficas, onde os casos de
- 14:55suicídio foram noticiados, faz até sentido que suicídios com
- 14:59uma só pessoa levem a acidentes com uma única vítima, ao passo
- 15:03que incidentes de suicídio com várias pessoas levem a acidentes
- 15:07com várias vítimas. A imitação é a chave e existe
- 15:10ainda um segundo aspeto valioso na observação de Philips, além
- 15:14de permitir explicar os fatos existentes, também possibilita a
- 15:18previsão de fatos novos nunca antes descobertos.
- 15:21Por exemplo, se os acidentes anormalmente frequentes após a
- 15:26divulgação de suicídio. Resultam de ações imitativas e
- 15:29não acidentais deveriam ser mais mortais, ou seja, pessoas
- 15:34tentando se matar provavelmente farão com que o impacto seja o
- 15:37mais letal possível. Ele colocava inclusive aqui o
- 15:40exemplo, né? É uma pessoa que vai tentar
- 15:42fazer, é é é, vai tentar se matar é através de um acidente
- 15:47de carro, ele vai estar com um pé no acelerador ao invés, ao
- 15:50invés de estar com um pé no freio, é se é através de um
- 15:52avião. O nariz do avião vai estar para
- 15:54baixo em vez de ir para cima. Ou seja, a consequência deve ser
- 15:57uma morte rápida e certa. Quando o Philips examinou os
- 16:01registros para testar essa previsão, constatou que o número
- 16:04médio de pessoas mortas em um acidente fatal de avião
- 16:06comercial. Ocorrido uma semana após um caso
- 16:09de suicídio amplamente noticiado, é mais de 3 vezes
- 16:13maior do que se tivesse ocorrido uma semana antes.
- 16:15Um fenômeno semelhante pode ser encontrado nas estatísticas de
- 16:18trânsito, que apresentam indícios da eficiência mortal
- 16:21dos desastres de carro após casos de suicídio.
- 16:25As vítimas desses acidentes morrem 4 vezes mais rápido do
- 16:28que o normal. A outra, previsão fascinante que
- 16:31resulta do Insight de Philips se o aumento de acidentes após
- 16:34casos de suicídio representa realmente um conjunto de mortes
- 16:37por. São os imitadores, estariam mais
- 16:40inclinados a copiar os suicídios de pessoas semelhantes a eles.
- 16:44O princípio da aprovação social afirma que, com base nas
- 16:47informações sobre a forma como os outros se comportaram,
- 16:50definimos a conduta apropriada para nós, como mostrou o
- 16:54experimento do pedido de doações no campus, somos mais
- 16:58influenciados pelas ações de pessoas semelhantes a nós.
- 17:01Philippe, então concluiu que. Se o princípio da aprovação
- 17:04social está por trás do fenômeno.
- 17:06Deve haver uma clara semelhança entre a vítima de um suicídio
- 17:10amplamente divulgado e aqueles que causam acidentes
- 17:12posteriores. Percebendo que a prova mais
- 17:14clara dessa possibilidade virei das estatísticas de desastres
- 17:17automobilísticos envolvendo um só carro e um motorista
- 17:21solitário, Philips comparou a idade da vítima da ocorrência de
- 17:25suicídio com as idades dos motoristas solitários mortos em
- 17:28acidentes com um só carro logo após o caso aparecer NOS
- 17:32jornais. Mais uma vez, os prognósticos
- 17:35foram de uma precisão impressionante quando o jornal
- 17:38Detalhava o suicídio de um jovem.
- 17:40Eram motoristas jovens que lançavam seus carros contra
- 17:42árvores, postes ou ribanceiras com resultados fatais.
- 17:47Mas quando a reportagem envolvia o suicídio de uma pessoa mais
- 17:50velha, motoristas mais velhos morriam nesses acidentes.
- 17:53E aí, um ponto importante, interessante que trazer é o
- 17:56seguinte, é esse Philips né que que tanto é citado nesse nesse
- 18:01trecho do livro aqui, o ceodino está trazendo vários estudos que
- 18:04o Philips produziu e ele começou lá na no efeito Western, Né?
- 18:08Que falamos há pouco, é trazendo um trabalho de 1974.
- 18:13Já nesse último trecho aqui que a gente leu, ele já trouxe um
- 18:17trabalho de 1980. Então assim é o Philips ele ele
- 18:22foi de fato, né? Imagino eu, uma pessoa que
- 18:25estudou muito o assunto. Ele se dedicou muito para
- 18:27realmente. É chegar nessas conclusões que
- 18:31ele chegou, né? Então é EEE não e não para em
- 18:331980, não é? Já já o ciaoine vai citar um
- 18:37outro, uma outra pesquisa dele, de 1983, então assim é, foram
- 18:40muitos e muitos anos de estudo para poder chegar nesses
- 18:42resultados, mas vamos seguir aqui.
- 18:43A leitura, a última estatística é o argumento conclusivo para
- 18:46mim, o princípio da aprovação social é tão generalizado e
- 18:50poderoso que em seu domínio se estende para a decisão
- 18:53fundamental de vida ou morte. As descobertas de Philips
- 18:59ilustram uma tendência perturbadora na divulgação de
- 19:03suicídios de motivar certas pessoas semelhantes.
- 19:05A vítima a se matarem também porque agora acham a ideia de
- 19:09suicídio mais legítimo. São realmente estarrecedores os
- 19:12dados indicando que muitas pessoas inocentes morrem no
- 19:15processo, como se os aspetos assustadores dos dados de
- 19:18suicídio de Philips não bastassem suas pesquisas
- 19:22adicionais são ainda mais inquietantes.
- 19:25Os homicídios nos Estados Unidos possuem um padrão imitativo
- 19:29simulado após atos de violência muito divulgados.
- 19:33Lutas de boxes decisivas entre pesos pesados com ampla
- 19:36cobertura no noticiário noturno parecem produzir aumentos
- 19:39mensuráveis na taxa de homicídios do país.
- 19:42Essa análise das lutas decisivas de pesos pesados entre 1773 e
- 19:471978 talvez seja mais convincente em sua demonstração
- 19:48da natureza, notadamente específica da agressão.
- 19:55Imitativa gerada quando uma luta foi perdida por um boxeador
- 19:58negro NOS 10 dias seguintes, aumentou a taxa de homicídios
- 20:01com vítimas negras jovens do sexo masculino, mas não para os
- 20:05brancos. Por outro lado, quando o
- 20:07Boxeador branco perdia a luta, eram jovens, brancos e não os
- 20:11negros, que eram mortos com mais frequências NOS 10 dias
- 20:14seguintes. Quando esses resultados são
- 20:16combinados com as descobertas paralelas dos dados de suicídios
- 20:19de Philips. Fica claro que a agressão
- 20:21amplamente divulgada possui possui a tendência desagradável
- 20:25de se espalhar para vítimas similares, não importando se a
- 20:29agressão é infligida a si mesmo ou a outro.
- 20:32Talvez não haja contato mais dramático com o lado perturbador
- 20:35do princípio da aprovação social do que num domínio do crime
- 20:38limitado na década de 70. Nossa atenção foi voltada para o
- 20:42fenômeno na forma de sequestro de aviões que pareciam se
- 20:46espalhar como vírus. Já na década de 80, nosso foco
- 20:49mudou para a adulteração de produtos como os casos famosos
- 20:52das cápsulas de Tylenol Injetadas com o cianureto e as
- 20:56comidas para bebês gerber misturadas com vidro.
- 21:00De acordo com especialistas forenses do FBI, cada incidente
- 21:03nacionalmente divulgado desse tipo gerou uma média de 30 novos
- 21:06incidentes. Mais recentemente, fomos
- 21:09abalados pelo espectro dos assassinatos em massa.
- 21:11Religiosos, ocorrendo primeiro em locais de trabalho e depois
- 21:15nas escolas americanas, logo após o ataque violento, 2 alunos
- 21:18do ensino médio de Lireton, Colorado, em 20/04/99.
- 21:22A polícia reagiu a dezenas de ameaças, tramas e tentativas
- 21:25semelhantes por parte de estudantes desequilibrados dos
- 21:28daquelas tentativas lograram sucesso.
- 21:30Um jovem de 14 anos em Táber Alberta e outro de 14 anos, em
- 21:36Conner, Georgia, mataram ou feriram um total de 18 colegas
- 21:40de turma 10 dias depois do massacre em li.
- 21:43Na semana após o horrendo ataque homicida com suicídio na
- 21:45Virgínia Tech University, em Abril de 2007, os jornais do
- 21:50país relataram mais episódios similares, sendo 3 só em
- 21:54Houston. É instrutivo notar que após o
- 21:56massacre da Virgínia tech, o evento seguinte de magnitude
- 22:00semelhante não ocorreu numa escala de ensino médio, mas
- 22:02também numa universidade, a Northwestern Illinois.
- 22:06Eventos dessa magnitude demandam análise e explicações.
- 22:09Alguns pontos em comum precisam ser identificados para se
- 22:11entender o fenômeno no caso de assassinatos no local de
- 22:15trabalho, pesquisadores observaram que com frequência.
- 22:18Estes ocorriam em escritórios de agências dos Correios dos
- 22:22Estados Unidos. Assim, a culpa foi lançada sobre
- 22:25atenção intolerável do ambiente postal americano.
- 22:28Quanto aos assassinatos nas escolas, os comentaristas
- 22:30observaram um estranho ponto em comum.
- 22:33Todas as afetadas se situavam em comunidades rurais ou suburbanas
- 22:38e não nas áreas barra pesada dos bairros urbanos pobres.
- 22:42Como consequência, a mídia NOS alertou para extensões
- 22:45intoleráveis de crescer numa cidade pequena ou no subúrbio.
- 22:49Segundo esses relatos, os fatos estressantes dos ambientes
- 22:51postais e da vida nas cidades pequenas dos Estados Unidos
- 22:55geraram as reações explosivas daqueles que trabalhavam e
- 22:58moravam lá. Há explicações simples,
- 23:01condições sociais semelhantes geram reações semelhantes, mais
- 23:05uma vez reforçando aquilo que ele vem trazendo desde o início
- 23:08desse episódio. Mas você e eu já trilhamos a
- 23:10estrada nas condições sociais similares, antes tentando
- 23:13entender os padrões irregulares de mortes.
- 23:16Lembra com o Philips cogitou a possibilidade de que um conjunto
- 23:19de condições sociais comuns em um ambiente específico pudesse
- 23:22explicar um surto de suicídios. Não foi uma explicação
- 23:25satisfatória para os suicídios e tampouco acho que o seja.
- 23:28Para as chacinas, vejamos se conseguimos localizar uma
- 23:31alternativa melhor, tentando primeiro recuperar o contato com
- 23:34a realidade e analisando as tensões intoleráveis de
- 23:37trabalhar NOS Correios ou de viver nas áreas rurais e
- 23:39suburbanas dos Estados Unidos. Seriam estas piores que o
- 23:43trabalho nas Minas de carvão ou que a vida NOS bairros pobres
- 23:46dominados por gangues? Claro que os ambientes onde os
- 23:48homicídios em massa ocorreram possui são extensões, mas não
- 23:52parecem mais estressantes do que muitos outros ambientes.
- 23:55Esses incidentes não ocorreram, não a teoria das condições
- 23:58sociais similares não oferece uma explicação plausível, então,
- 24:01de tal explicação, eu apontaria direto para o princípio da
- 24:04aprovação social, segundo o qual as pessoas, principalmente
- 24:08quando inseguras, seguem a liderança de outras semelhantes.
- 24:11Quem é mais semelhante a um funcionário dos Correios
- 24:13insatisfeito do que outro funcionário dos Correios
- 24:15satisfeito e quem é mais semelhante a adolescentes
- 24:18americanos problemáticos de cidades pequenas do que outros
- 24:21adolescentes americanos problemáticos de cidades
- 24:23pequenas? Uma constante e lamentável da
- 24:25vida moderna é que muitas pessoas vivem sob sofrimento
- 24:28psicológico. Frase é forte, inclusive aqui,
- 24:31né? Uma constante e lamentável da
- 24:33vida moderna é que muitas pessoas vivem suas vidas sob
- 24:38sofrimento psicológico. A forma como lidam com isso
- 24:42depende de uma série de fatores, um dos quais é o reconhecimento
- 24:45de como outras pessoas semelhantes enfrentam a mesma
- 24:48situação. Como vimos NOS dados de Philips,
- 24:51um suicídio altamente divulgado desencadeia suicídios imitativos
- 24:55em indivíduos semelhantes. Acredito que o mesmo se aplique
- 24:57a assassinatos em massa amplamente divulgados, como
- 25:00ocorre com os casos de suicídio. Os executivos da mídia precisam
- 25:04refletir sobre como e com que destaque devem apresentar
- 25:07notícias de chacras. Essas notícias, além de
- 25:10impressiona. Surpreendentes e interessantes
- 25:14são maléficas. Interessante aqui porque ele
- 25:16traz não apenas essa esse ponto do suicídio, mas também dos
- 25:19homicídios. EE assim, Hoje em dia, esse
- 25:24estudo aqui do Philip já de Como Eu falei, né?
- 25:26Ele iniciou na década de 70 e ele foi até a década de 80 até o
- 25:30final da década de 80. É estudando sobre essa relação
- 25:34do suicídio com outros casos de acidentes e tudo mais é e Hoje
- 25:39dentro do nossa realidade. Hoje não se vê, né, mas?
- 25:45Notícias sobre suicídios até pode existir, mas assim não é
- 25:49algo comum. Já a parte de de homicídios não,
- 25:52né? Esses homicídios em massa,
- 25:54chacinas e tudo mais, é ao contrário.
- 25:56Quando acontece, eles são até bem noticiados EE pelo que o
- 26:01autor traz aqui é ele ele. Ele traz efeitos negativos tanto
- 26:06quanto os casos de suicídio. Mas vamos lá caminhando aqui
- 26:09para o final do do do episódio. Temos mais um trecho aqui
- 26:13chamado Johnny tal. E eu estou traz aqui o seguinte,
- 26:17pesquisas como as de Philips NOS ajudam a entender a influência
- 26:20assombrosa do comportamento de pessoas semelhantes, uma vez
- 26:24reconhecida, a intensidade dessa força, torna-se possível
- 26:27entender talvez o mais espetacular ato de persuasão de
- 26:31nossa era, os suicídios em massa, em jonestown, na Guiana,
- 26:36alguns aspetos cruciais da tragédia merecem uma análise,
- 26:39inclusive essa parte aqui. Esse caso ele está em algum
- 26:42outro livro que nós Lemos aqui no clube do livro, Eu Não lembro
- 26:45agora, mas talvez à medida que eu for lendo esse trecho, eu vou
- 26:49lembrar EE, vou trazer aqui, mas seguindo aqui na leitura, o
- 26:52templo do povo era uma organização em forma de seita
- 26:55sediada em São Francisco, que atraía seus adeptos dentre os
- 26:59pobres da cidade. Em 1977, o Reverendo Jim Jones,
- 27:02sem dúvida, o líder político, social e espiritual do grupo
- 27:06transferiu se para um povoado na selva da Guiana, levando a maior
- 27:09parte de seus seguidores ali, o templo do povo existiu em
- 27:13relativa obscuridade até 18/11/1978, quando o
- 27:16Congressista Leo Ryan, da Califórnia, que viajara Guiana
- 27:18para investigar a seita. 3 membros do seu grupo
- 27:26investigativo e um desertor da seita foram assassinados ao
- 27:29tentar deixar johnstown de avião.
- 27:32Convencido de que seria preso e implicado NOS assassinatos, o
- 27:35que seria fatal para o templo do povo, Jones tentou controlar a
- 27:39extinção do templo à sua própria maneira.
- 27:41Ele reuniu a Comunidade inteira à sua volta e emitiu um apelo
- 27:44para que todos morressem em um ato unificado de autodestruição.
- 27:48A primeira reação foi a de um jovem que calmamente se
- 27:51aproximou dos do agora famoso tanque com o veneno sabor
- 27:54morango ministrou uma dose ao seu bebê, um a si própria e
- 27:58depois sentou no chão do terreno onde ela e seu filho morreram em
- 28:01convulsões após 4. Minutos, outro logo a imitaram,
- 28:05embora poucos moradores de Jones sal tenham escapado e alguns
- 28:07tenham supostamente resistido. Os sobreviventes alegam que a
- 28:11grande maioria das 910 pessoas que morreram o fizeram de forma
- 28:15ordeira e espontânea. As notícias do acontecimento
- 28:17chocaram o mundo. Os meios de comunicação e os
- 28:20jornais forneceram um bombardeio de reportagens, atualizações e
- 28:24análises durante dias. Aquele foi o Tema predominante
- 28:27nas conversas, quantos mortos já encontraram até agora um sujeito
- 28:30que fugiu contou que bebiam um veneno como se estivessem.
- 28:33Hipnotizados, afinal, porque foram se meter naquele buraco?
- 28:37Não dá para acreditar qual foi o motivo?
- 28:39Qual foi o motivo? Eis a questão, como explicar
- 28:42esses atos incompreensíveis de submissão?
- 28:45Diversas explicações têm sido oferecidas.
- 28:48Alguns enfocam num carisma de Jim Jones, um homem que foi
- 28:51adorado como um Salvador tratado como imperador e recebeu a mesma
- 28:54confiança que um pai. Outras explicações apontaram
- 28:57para o tipo de pessoas atraídas para o templo do povo.
- 29:00Eram, em sua maioria, indivíduos pobres e sem instrução,
- 29:03dispostos a abrir mão da liberdade de pensamento e ação
- 29:06em troca da segurança de um lugar onde todas as decisões.
- 29:09Seriam tomadas para eles por outra pessoa ainda.
- 29:12Outras explicações enfatizaram o aspeto religioso do templo do
- 29:15povo, onde a fé cega no líder da seita era a questão mais
- 29:18prioritária, sem dúvida. Cada um desses aspetos de John
- 29:21Stal tem seus méritos como explicação dos acontecimentos,
- 29:24mas não os julgo suficientes. Afinal, o mundo está repleto de
- 29:27seitas cheias de pessoas dependentes, lideradas por
- 29:30figuras carismáticas. Além disso, essa combinação de
- 29:33circunstâncias sempre foi comum no passado.
- 29:36No entanto, dificilmente encontramos entre esses grupos
- 29:39sinais de um evento que se aproxime do incidente de
- 29:42Johnston. Deve haver algo mais que tenha
- 29:44sido crucial. Uma pergunta bastante
- 29:46reveladora, NOS dá uma pista se a Comunidade tivesse permanecido
- 29:50em São Francisco, a ordem de suicídio do Reverendo Jones
- 29:54teria sido obedecida. Trata-se de uma indagação muito
- 29:57especulativa, mas o especialista familiarizado com o templo do
- 30:01povo não teve dúvidas quanto a resposta.
- 30:03O Doutor Luiz John West, na época Presidente da cadeira de
- 30:08Psiquiatria e Ciências. Biocomportamentais da
- 30:11Universidade da Califórnia e diretor da Unidade de
- 30:13Neuropsiquiatria da Instituição. Era um especialista em seitas
- 30:16que observava o templo do povo por 8 anos antes das mortes em
- 30:20Johnston, quando entrevistado logo após a tragédia, fez uma
- 30:24afirmação que me pareceu extraordinariamente
- 30:26esclarecedora e isso não teria acontecido na Califórnia, mas
- 30:31eles viviam totalmente alienados do resto do mundo no meio da
- 30:33selva de um país hostil, embora se perdesse no emaranhado de
- 30:37comentários após a tragédia, a observação de West, junto com o
- 30:41que sabemos sobre o princípio da aprovação social me parece de
- 30:44suma importância para uma compreensão satisfatória.
- 30:46Suicídios dóceis na minha opinião, um ato individual na
- 30:49história do templo do povo que mais contribuiu para o
- 30:51consentimento impensado dos membros naquele dia ocorreu um
- 30:55ano antes, com a transferência do grupo para um país cheio de
- 30:57florestas com costumes e povos estranhos.
- 31:01Se formos acreditar NOS relatos sobre o gênio malévolo de Jim
- 31:03Jones, ele percebeu plenamente o impacto psicológico maciço que
- 31:07as transferências seria sobre os seus seguidores de repente.
- 31:12Eles se encontraram no local sobre o qual nada conheciam a
- 31:14América do Sul e as florestas tropicais da Guiana, em especial
- 31:17eram diferentes de tudo o que haviam experimentado em São
- 31:20Francisco. O ambiente tanto físico quanto
- 31:23social aonde foram lançados deve ter parecido terrivelmente
- 31:27incertos. Então, de novo, surgem a
- 31:29incerteza auxiliar, indispensável princípio da
- 31:32aprovação social. Só lembrando que Oo episódio
- 31:35aqui começamos falando justamente sobre sobre a cidade
- 31:38da incerteza, né? Que a aprovação social ela
- 31:41funciona melhor sobre certas condições.
- 31:43Uma dessas condições é justamente cenários de
- 31:45incerteza. Então, de novo, surge a
- 31:47incerteza. Já vimos que quando as pessoas
- 31:50se sentem seguras, procura orientar as próprias ações pelas
- 31:53dos outros. Aquilo que eu falei agora num
- 31:56ambiente estranho da Guiana. Os membros do templo estavam
- 31:58bastante pré-dispostos a seguir uma liderança, como também vimos
- 32:02para ser cegamente seguido. Esse líder precisa ser
- 32:05semelhante a seguidores. É nisso que está a terrível
- 32:08genialidade da estratégia de de deslocamento do Reverendo Jones
- 32:12num país como a Guiana, os únicos semelhantes para os
- 32:15moradores de John Star eram as pessoas da própria Jones Stone,
- 32:18o que era adequado para um membro da Comunidade era
- 32:20determinado num grau desproporcional pelas ações e
- 32:23crenças dos demais membros da Comunidade.
- 32:25Influenciados fortemente por por Jones, ou seja, é meio que ele
- 32:29era Oo dono das ações ali, né? Porque ele influenciava as
- 32:32pessoas e as outras pessoas eram influenciadas pelas pessoas que
- 32:35eram influenciadas por ele. Seguindo a leitura, vistas sob
- 32:38essa luz, a ordem terrível, a ausência de pânico, a sensação
- 32:42de calma com que aquelas pessoas se dirigiram ao tanque de veneno
- 32:46e as suas mortes se tornam mais compreensíveis.
- 32:49Elas não haviam sido hipnotizadas por Jones.
- 32:52Tinham sido convencidas em parte por ele, mas ainda mais pelo
- 32:55princípio da aprovação social de que o suicídio constituía a
- 32:59conduta certa. A incerteza que sentiram após
- 33:03ouvirem pela primeira vez a ordem de se manterem, deve ter
- 33:07feito com que olhassem ao redor em busca de uma definição da
- 33:09reação apropriada. Vale a pena observar que essas
- 33:14pessoas encontraram 2 exemplos impressionantes de aprovação
- 33:17social, ambos apontando na mesma direção.
- 33:20O primeiro foi o grupo inicial de seus compatriotas, que
- 33:23rapidamente de bom grado, tomou veneno.
- 33:25Sempre haverá alguns desses indivíduos fanaticamente
- 33:29obedientes em qualquer grupo dominado por um líder forte, se
- 33:32nesse caso, haviam sido instruídos de antemão para
- 33:34servirem de exemplo ou se foram naturalmente os mais obedientes
- 33:37aos desejos de Jones. É difícil saber, não importa o
- 33:41efeito psicológico. As ações daqueles indivíduos
- 33:44deve ter sido potente se suicídios de pessoas semelhantes
- 33:47no noticiário conseguem influenciar estranhos a se
- 33:50matarem. Imagine o poder maior de
- 33:53convencimento de um suicídio realizado sem hesitação por um
- 33:57vizinho num local como Johnston realmente impressionante, a
- 34:01segunda fonte de aprovação social veio das reações da
- 34:03própria multidão diante das circunstâncias.
- 34:06Acredito que o que ocorreu foi um caso em grande escala do
- 34:08fenômeno da ignorância pluralista.
- 34:11Cada morador de John Stal olhou para as ações.
- 34:13Indivíduos ao redor a fim de avaliar a situação e
- 34:17acalmando-se porque todos os demais também estavam
- 34:19discretamente avaliando, em vez de reagir, concluiu que bebeu
- 34:22veneno quando chegar a sua vez era a conduta correta.
- 34:25Essa aprovação social equivocada, mas mesmo assim
- 34:28convincente, deveria resultar exatamente na Tranquilidade
- 34:32assustadora do grupo que aguardou nas florestas da Guiana
- 34:36a morte eficiente. Do meu ponto de vista, a maioria
- 34:39das tentativas de analisar um incidente de John Stal tem
- 34:42enfocado demais. As qualidades pessoais de Jim
- 34:45Jones. Ainda que fosse um homem de raro
- 34:47dinamismo, o poder que ele exercia me parece se originar
- 34:51menos de seu estilo pessoal, notável do que de sua
- 34:54compreensão de princípios psicológicos fundamentais, sua
- 34:58verdadeira genialidade como líder foi a perceção das das
- 35:01limitações da liderança individual.
- 35:05Nenhum líder é capaz de persuadir regularmente e sem
- 35:08ajuda todos os membros do grupo, mas um líder poderoso pode
- 35:11esperar persuadir boa parte deles.
- 35:13Depois, a informação de que o número substancial de indivíduos
- 35:16se convenceu pode, por si só, convencer o restante.
- 35:19Desse modo, os líderes mais influentes são aqueles que sabem
- 35:22como organizar as condições do grupo, de modo a permitir que o
- 35:25princípio da aprovação social funcione a seu favor.
- 35:29É nisso que Jones parece ter se inspirado.
- 35:32Seu golpe de mestre foi a decisão de transferir a
- 35:34Comunidade do Templo do povo da Urbana São Francisco para os
- 35:38confins da América do Sul Equatorial.
- 35:40Onde as condições de incerteza e semelhanças exclusiva
- 35:42mobilizariam o princípio da provação social em seu
- 35:45benefício. Como talvez em nenhum outro
- 35:47lugar ali um povoado de 1000 pessoas, grande demais para ser
- 35:51dominado pela força da personalidade de um só homem,
- 35:54poderia ser transformado de um grupo de adeptos em um rebanho,
- 35:58como os funcionários de matadoras já sabem a mentalidade
- 36:01de um rebanho torna fácil controlá-lo.
- 36:03A pergunta que fica aqui só é. Será que OOO Jonas, ele, ele de
- 36:08fato teve 11 motivação pensada no princípio da aprovação
- 36:14social? Não vou levar o povo para um
- 36:16lugar, é isolado ali onde é. Eles só vão ter eles como
- 36:21semelhantes e vão estar num cenário de incerteza.
- 36:24Ou será que isso aqui foi uma coisa?
- 36:28Simplesmente é é é? Será que foi simplesmente uma
- 36:31coincidência? Não saberemos, né, jamais
- 36:34saberemos. Mas se se ele foi pensando nessa
- 36:38nessa ideia de aprovação social, ele foi um gênio, né?
- 36:40EE obviamente, um gênio dentro do dentro do do estudo da
- 36:45persuasão, né? Óbvio que o que ele fez foi algo
- 36:48terrível, mas enfim, seguindo aqui, como os funcionários de
- 36:51matadores já sabem a mentalidade de um rebanho, torna fácil
- 36:54controlá-lo. Você fazer com que alguns
- 36:56membros sejam encaminhados na direção desejada, que os outros
- 37:00reagindo menos ao animal líder do que aqueles imediatamente a
- 37:02sua volta se submeterão de forma pacífica e mecânica.
- 37:06Os poderes do incrível Reverendo Jones, então, provavelmente são
- 37:11bem mais compreendidos, não em termos do seu estilo pessoal
- 37:14dramático, mas de seu conhecimento profundo da arte do
- 37:17jiu-jitsu social. Que Como Eu falei agora há
- 37:21pouco, né? O giuit social aqui é justamente
- 37:23a arte da persuasão, né? Então é se de fato ele tomou as
- 37:28ações que tomou tendo esse esse princípio persuasivo, bem
- 37:32internalizado, né? EE de fato ele ele pensou no
- 37:35estudo, é isso, faz dele 11 grande gênio dentro da da arte,
- 37:40do jiu-jitsu social, não é, mas é eu particularmente tenho
- 37:45minhas dúvidas se realmente isso aqui foi. 11 coisa.
- 37:49Pensada né minuciosamente nesse nesse sentido, se foi algo que
- 37:52simplesmente aconteceu por outros motivos, Eu Não conheço
- 37:55mais a fundo a História. Então não, não, não sei dizer.
- 38:00Mas enfim, chegamos no final desse episódio, tá?
- 38:03É macacos de imitação é o título do episódio, um episódio bem
- 38:07legal que traz mais informações sobre como funciona AA ideia da
- 38:13aprovação social, né? Onde o autor ele traz de forma
- 38:17muito clara, né? Com exemplos aqui bem
- 38:18aprofundados, inclusive o quanto que as pessoas elas são
- 38:22motivadas a agir conforme pessoas semelhantes, né?
- 38:25Sobretudo em cenários de incerteza.
- 38:28Então só reforçando aquilo que ele já trouxe em outros momentos
- 38:31e no próximo episódio nós vamos entrar aqui.
- 38:34No trecho de defesa que basicamente né.
- 38:37Dentro de cada capítulo desse livro a gente tem esse essa
- 38:40parte, né? Onde o autor traz como você, né?
- 38:44Se defender de episódios, né? Em que você pode ser a vítima?
- 38:49Vou colocar assim entre aspas, pode ser a vítima daquele
- 38:52processo ali daquele princípio persuasivo, então ele vai trazer
- 38:56aqui como você se defender desses casos de aprovação
- 38:59social? Então esse próximo episódio, ele
- 39:01é bem importante porque nele a gente fecha o capítulo da
- 39:03aprovação social e aí entramos no próximo.
- 39:07Né na parte de afeição, então mais um princípio persuasivo
- 39:10para irmos caminhando aí rumo ao final do Livro, Né?
- 39:14Já estamos é mais da metade, então é ainda tem algumas coisas
- 39:19bem legais para a gente ver, mas estamos caminhando para o final,
- 39:22então é isso. Espero que tenham gostado.
- 39:24Espero que tenha curtido esse episódio.
- 39:27Missão missão difícil aqui não é substituir o Artur no próximo,
- 39:30estou de volta também. E aí, na parte de afeição é
- 39:34provavelmente estarei de volta com o Arthur, ele conduzindo
- 39:36aqui como rosto e eu apenas. NOS comentários como vocês já
- 39:39estão acostumados? Um forte abraço e até a próxima.