Latest / Os Agilistas / #359 - Grupo Renault: a estratégia por trás de 1 bilhão de dados
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- 0:00Bom dia, boa tarde, boa noite. Começamos mais um episódio dos
- 0:02agilistas, o podcast que é o seu radar de inovação, tecnologia e
- 0:05negócios. Eu sou o Samuel e hoje a gente
- 0:07vai entender um pouco como que a Renault tem utilizado software,
- 0:10inteligência artificial e o metaverso industrial para além
- 0:14do plano estratégico, passando a ser uma operação ali do dia a
- 0:17dia. Meu convidado é o Caio Tristão
- 0:19Nogueira, que é CIO da Renault latan.
- 0:22Tudo bem, Caio? Tudo bem, Samuel?
- 0:23Obrigado pelo convite. Super feliz de estar aqui.
- 0:25Nos agilistas, temos muitas conversas aqui hoje, então,
- 0:29assim. Pra gente começar o papo em
- 0:31março desse ano, né? 2026 a Renault group lançou o
- 0:35Future read, um plano estratégico que aposta em
- 0:38veículos definidos por software e inteligência artificial, com a
- 0:42meta de se tornar a montadora referência aí em escala global.
- 0:46Aqui no Brasil a gente também teve uma mudança, que foi a
- 0:48parceria com a adille, firmada em novembro do ano passado, em
- 0:522025, e aí a companhia passou a se chamar Renault dille Brasil.
- 0:56Aí eu queria entender um pouco com você, o que que muda como a
- 0:59companhia ser org. Organiza dentro desse plano
- 1:01estratégico, dentro dessa nova parceria.
- 1:03Eu acho que primeiro, mais uma vez, obrigado, Samuel, pelo
- 1:06convite. Acho que você citou 2 blocos
- 1:08bastante distintos aqui pra gente discutir, né?
- 1:10Primeiro é o plano estratégico do grupo, que olha para uma
- 1:14escala global. Como que a gente passa a colocar
- 1:16tecnologia no core, no centro das decisões?
- 1:20Não só como uma alavanca de negócios, mas também
- 1:22fundamentalmente como uma potencializadora do produto e
- 1:25depois, como também dentro do plano estratégico, que deixa
- 1:28muito claro a força das parcerias.
- 1:31Isso se materializa dentro do grupo, até de maneira quase que
- 1:34pioneira aqui no Brasil na parceria com a díli, que é essa
- 1:37grande montadora de escala global baseada na China.
- 1:41Então, a gente tem esses 2 caminhos para explorar aqui.
- 1:43Ao longo da conversa aqui no Brasil, a gente passa acelerar
- 1:45os nossos negócios. Através dessa parceria com a
- 1:48dile, como você bem falou, né? A própria companhia também muda
- 1:51de nome, Renault dile do Brasil, e o plano é esse alicerce para
- 1:54impulsionar essas novas organizações através de
- 1:57tecnologia. Então, por exemplo, você citou o
- 1:59veículo definido por software, né?
- 2:00A gente pode também explorar que que isso muda nessa cadeia
- 2:03produtiva e como que a parceria também fundamenta um pouco essas
- 2:07novas abordagens de desenvolvimento a.
- 2:08Parceria ela é específica para o Brasil?
- 2:11Inicialmente, ela é específica para o Brasil e o Brasil é
- 2:13considerado 11 região super estratégica para o grupo.
- 2:17Grupo, né? Então a gente vem já
- 2:19experimentando aqui no país, né? Uma invasão de marcas chinesas,
- 2:23um crescimento muito forte na indústria automotiva, desse novo
- 2:27centro de gravidade para o centro asiático, né?
- 2:30Para para a região da China. E a gente iniciou essa parceria
- 2:33especificamente aqui no Brasil com essa grande potência
- 2:35chinesa. Também é legal assim.
- 2:37A gente sempre conversa com vários clientes, várias outras
- 2:41grandes empresas e o Brasil é sempre sentado como um lugar
- 2:44muito bom para testar coisas, né?
- 2:46Justamente porque tem um público.
- 2:47Com muito diverso e tem um mercado muito grande, né, que?
- 2:49Eu acho que você tem as 2 coisas que você falou, né?
- 2:51É um mercado enorme para qualquer indústria.
- 2:53O mercado na indústria automotiva é Oo sexto mercado do
- 2:56mundo, então tem dimensões superlativas importantes.
- 2:59E tem nossa agilidade de desenvolver, de implementar o
- 3:03mercado com muita aptidão digital e tecnológica, então ele
- 3:06acaba servindo também como um laboratório de alguma maneira.
- 3:08Que bom que continue assim. É bom pra gente.
- 3:10Você já citou um pouquinho que é a indústria automotiva.
- 3:13Ela vive uma transição, não de sair, né?
- 3:15Mas de de ir para o do hardware, para o software, e agora muito
- 3:19com a inteligência artificial, usando a inteligência artificial
- 3:22dentro dos carros também. E aí, como eu queria falar um
- 3:25pouquinho sobre o veículo definido por software OSDVE,
- 3:28qual que é o é, qual que é o. O papel que esse é essa
- 3:32transição, né? Ir pro software tem dentro hoje
- 3:35da Renault e da parceria também da Renault, de.
- 3:38Brasil super legal. O sdv o veículo definido por
- 3:41software. Ele vai muito além do que
- 3:42colocar mais software dentro do carro.
- 3:44Então ele muda todo o processo produtivo da concepção desse
- 3:48veículo. Então, tradicionalmente, o que
- 3:49que a gente fazia? A gente concebia, né?
- 3:51Criava um plano de concepção de um produto.
- 3:54Manufaturava ele e vendia, e muito dificilmente, depois que
- 3:58ele era vendido, que ele IA para as ruas, ele evoluía de alguma
- 4:02maneira. Então você precisava lançar
- 4:04novas versões que demandavam novas concepções.
- 4:07Ajuste de engenharia então, a cadeia era uma cadeia muito
- 4:10tradicional e muito estática. Quando você embarca software
- 4:14nesse processo produtivo, mais o que colocar mais tecnologia
- 4:16dentro do carro, você muda a cadeia porque o veículo é
- 4:19concebido. Uhum ele é manufaturado, mas ele
- 4:22permite evoluções de. Depois que ele é vendido, então
- 4:26você tem possibilidades de evoluir over the air, como a
- 4:28gente fala a partir dos otas, mas você também tem a
- 4:31possibilidade de proporcionar um desenvolvimento orientado a
- 4:35software. Então, tradicionalmente as
- 4:36engenharias propunham e faziam muitos testes para melhorar a
- 4:40suspensão, a caixa de marcha performance do motor.
- 4:44Hoje você também tem software já embarcado nesse veículo EEA
- 4:48partir das ofertas de de experiência ao cliente que esses
- 4:52softwares proporcionam as tomadas.
- 4:54Ação de engenharia também são alteradas porque eles passam a
- 4:57integrar essa plataforma física com a plataforma digital.
- 5:01Então ele tem esses 2 caminhos, né?
- 5:03Um produto que é desenvolvido a partir de uma outra orientação,
- 5:06não só física, mas também de software, e ele tendo a
- 5:09habilidade de evoluir depois que ele é vendido.
- 5:12Então vou fazer uma provocação. É, é um exemplo óbvio.
- 5:15Como que eram feitos os recalls historicamente?
- 5:18A gente identificava um problema, convocava e fazia os
- 5:20ajustes na concessionária. Isso vai mudar 100%?
- 5:23Talvez não, mas existem muitas soluções hoje que podem ser
- 5:26entregues por software. Então eu posso identificar um
- 5:29problema, lançar uma atualização over Dee.
- 5:31Os carros evoluem a partir dessa correção, então, ainda a pessoa.
- 5:35Precisar ir numa concessionária? Nada, né?
- 5:37E eu estou falando uma correção, mas sim, é possível também para
- 5:39evoluções. Então é uma mudança de paradigma
- 5:41muito grande. A gente evoluiu um pouco, ainda
- 5:44mais que é sair do veículo definido por software para ir
- 5:48para o. Veículo definido por
- 5:49inteligência artificial que é OEIDV isso aí eu queria que você
- 5:54explicasse um pouco o que que é o conceito, porque eu acho que é
- 5:57um conceito novo que as pessoas não estão acostumadas.
- 5:59E qual que é a mudança de arquitetura do negócio e da TI
- 6:03também pra pra chegar nesse.eu, acho.
- 6:05Que você falou a palavra chave para mim, que é arquitetura.
- 6:08Então, assim, para dar um exemplo, uma explicação muito
- 6:10pragmática, OSDV, ele muda a arquitetura do veículo uhum
- 6:14OEIDV ou AO veículo definido por EI, ele muda.
- 6:18Da arquitetura, da companhia, da organização?
- 6:20Completamente. Porque não só de novo a gente
- 6:23vai embarcar a inteligência artificial dentro do carro, mas
- 6:26todo o ciclo produtivo e toda a cadeia produtiva que toca a
- 6:30engenharia procuramente, supply chain, a própria parte
- 6:34industrial e manufatura. Tudo vai ser feito a partir de
- 6:37uma orientação por inteligência artificial.
- 6:39Então, as tomadas de decisão para a conceção, manufatura e
- 6:42venda desses veículos. Vão ser muito impulsionadas por
- 6:45e a. Então a arquitetura da
- 6:47organização muda completamente. Você imagina que agora a gente
- 6:49pode desde a fase inicial de concepção, seja do design, da
- 6:53geometria plataforma, depois para própria manufatura evoluída
- 6:57e para venda, uma venda digital através de canais digitais.
- 7:01Ou como a gente impacta esse ciclo de venda toda sendo muito
- 7:04potencializada e acelerada por tomadas de decisão de a.
- 7:08Então a arquitetura, como você falou, ela muda completamente.
- 7:11Mas aí a gente está falando. Pelo menos por enquanto, de usar
- 7:15inteligência artificial para antes da venda, digamos assim.
- 7:18É para a produção ou até para a venda?
- 7:20Mas a gente vai colocar e a dentro do carro também.
- 7:24E a dentro de carro hoje a gente já tem.
- 7:26Então você pega, por exemplo, o Renault boreal, né?
- 7:28O nosso flag chip da marca hoje aqui no Brasil, o Renault
- 7:31boreal, ele é o primeiro veículo na América do sul fabricado com
- 7:36o sistema do Google integrado. Dentro dele, Google beautying, a
- 7:38gente tem o Google Automotive services integrado, que tem
- 7:41oportunidade de você interagir com o veículo.
- 7:43Então, um cenário real, eu estava vindo para cá hoje e eu
- 7:46lembrei que o ar-condicionado do meu escritório ficou ligado
- 7:49porque eu estava checando meus e mails antes de vim para cá.
- 7:51Eu por voz falei, oi Google, desligo o ar-condicionado do meu
- 7:54escritório, então o meu carro interpretou, né?
- 7:57A minha mensagem recebeu essa informação, acionou o Google
- 8:01Home que eu tenho na minha casa, e desligou o ar-condicionado.
- 8:03Isso é inteligência artificial, pura embarcada, veículo definido
- 8:06por AI, é mais do que isso. É mais do que embarcar serviços
- 8:10de e AI dentro do carro, impactar a arquitetura da
- 8:13organização para conceber, produzir, vender e escalar.
- 8:17Então, assim, se a gente consegue evoluir o carro hoje,
- 8:20que ele está definido por software, a é infinita.
- 8:22As possibilidades do quanto a gente pode explorar esse produto
- 8:25que é essa plataforma digital sobre rodas, a partir do momento
- 8:28que ela tem IA embarcada também. Legal, é bom entender essas
- 8:30diferenças mesmo do que que é pra até pra que a gente consiga
- 8:35ter os exemplos que você trouxe aí pra pra poder objetificar.
- 8:38Cal o negócio. Eu acho que nós tecnólogos
- 8:40estamos vendo essa evolução de maneira geral, não só da
- 8:42indústria automotiva, mas em todas as indústrias, né?
- 8:44De sair do desenvolvimento de software tradicional nem existe
- 8:48mais, que nem existe mais para todos os impactos da e AI de
- 8:52novo, uma vez mais, nós que somos do mundo de tecnologia, eu
- 8:55acho que AAE AI em nenhuma outra cadeia ela tem impactado mais do
- 8:59que no próprio desenvolvimento de software.
- 9:00Sim, a gente como se diz que é tecnólogo?
- 9:02A gente sabe o que que a gente anda sofrendo por aí.
- 9:05Né, é ou melhorando, né? Ou é, é toda?
- 9:08Missão melhora mesmo. E aí, pensando nessa tecnologia
- 9:12aí de do do veículo definido por e AI, quais são as tecnologias
- 9:16emergentes que estão no radar aí de vocês para criar esse carro
- 9:20verdadeiramente inteligente aí para o futuro?
- 9:23Eu acho que pode ser muito pretensioso da minha parte
- 9:25classificar tecnologias que vão ser ou que são tendências para a
- 9:30indústria automotiva ou para qualquer indústria, as.
- 9:33Assim, de fato, o que a gente vê muito claramente é o quanto é II
- 9:36vai tocar todo o processo. A gente acaba de falar disso.
- 9:39Eu acho que é de comput computação de borda vai ser
- 9:41inevitável, porque você diminui a latência, começa a ter
- 9:44processamento mais dentro embarcado dentro do carro.
- 9:47Então várias tomadas de decisão, inclusive processamento de a
- 9:50passam a acontecer dentro do próprio veículo, que hoje tem
- 9:53uma capacidade de processamento considerada, então é de comput
- 9:56também. Eu vejo cada vez mais sendo
- 9:58muito relevante nas indústrias. Cloud de maneira geral.
- 10:01Mas o que eu acho que eu mais considero relevante, Samuel, é
- 10:04como a gente consegue construir arquiteturas de tecnologia que
- 10:08são sólidas e robustas e que são perenes e perpetuam independente
- 10:13da tecnologia que a gente vai adotar.
- 10:14Então a gente precisa, dentro da indústria, construir um
- 10:17arcabouço tecnológico, um arcabouço arquitetural robusto o
- 10:21suficiente. Para qualquer que seja a nova
- 10:23tecnologia que vá surgir ou novos modelos de interface que
- 10:27cada vez mais estão aparecendo. Antes a gente é orientado por
- 10:30dado, depois é por integração, depois por evento, agora por IA.
- 10:34Acho que a arquitetura, ela tem que ser capaz de suportar essas
- 10:37revoluções. E aí?
- 10:38É bom que você já me deu o gancho perfeito aqui para a
- 10:40próxima, que é como que a Renault.
- 10:44Ela fomenta essa cultura de inovação dentro da empresa e
- 10:48dentro das dos seus times, para que vocês consigam explorar mais
- 10:52essas Fronteiras e fazer arquiteturas que sejam mais não
- 10:56necessariamente voltada por uma tecnologia específica, mas
- 11:00voltada para a inovação e voltada para a evolução mesmo
- 11:02dos carros. Esse é um desafio enorme para
- 11:05uma indústria ou para uma empresa que é enorme e que é
- 11:08centenária, é muito impactada pelas suas dimensões para poder
- 11:12ser ágil, para poder ser. Acelerada.
- 11:15Então há várias abordagens de fazer isso primeiro.
- 11:17Assim, é inovação. Está muito vinculada a cultura e
- 11:20a cultura da organização precisa fomentar de que as pessoas
- 11:24tragam ideias, de que as tomadas de decisão sejam baseadas em é,
- 11:29é projetos que são relevantes, prioritários, estratégicos para
- 11:32o negócio. Então vou te dar um exemplo
- 11:34muito claro, né? A gente acelerou todo um
- 11:36processo, uma iniciativa de transformação na digital, na
- 11:39Renault, que começou há 9, 10 anos atrás, muitos dos hubs
- 11:43digitais ou dos times digitais que surgiram nas organizações 9,
- 11:4710 anos atrás, hoje não existem mais.
- 11:50Mudou muito, mudou muito, mas isso representa uma falha?
- 11:54Não, absolutamente. Então a gente está falando aqui,
- 11:56a gente está no podcast os agilistas, né?
- 11:58O que que a agilidade hoje representa para Renault?
- 12:00É sua capacidade nossa de lidar ou saber conhecer as cerimônias
- 12:05ágeis. Eu acho que é muito mais do que
- 12:06isso. Hoje é o que a gente embarca com
- 12:09agilidade, é acelerar qualquer discussão de nova iniciativa.
- 12:12Então hoje, por exemplo, dentro da Renault, não há nenhum
- 12:15projeto e eu falo nenhum mesmo. Projetos que não escrevem uma
- 12:18linha de código, que não tocam um sistema, que não são
- 12:21analisados. Onde a gente aplica framing é
- 12:25design Thinking ou que qualquer que seja a metodologia que você
- 12:28queira trazer aqui a mesa. Mas que que a gente não consiga
- 12:31validar com profundidade se ele faz sentido seguir.
- 12:34Se a gente lançar mão de inovação, se a gente lançar mão
- 12:38dessa cultura que a gente chamou de transformação digital há uma
- 12:41década atrás, de novo, qualquer que seja o projeto, a gente tem
- 12:43uma oportunidade tributária para escalar um negócio específico,
- 12:48OK? Vamos fazer uma equipe
- 12:50multidisciplinar, que a gente historicamente é o multisquad.
- 12:53Vamos usar cerimônias, vamos usar das metodologias que a
- 12:56gente bem conhece. E vamos buscar alternativas para
- 12:59implementar essa solução. Então, eu acho isso uma cultura
- 13:01de inovação e que a gente muito fortemente vem fomentando dentro
- 13:04de casa. Fazendo um parênteses na
- 13:06conversa aqui pra gente falar um pouquinho sobre agilidade, eu
- 13:08acho muito legal que agilidade. Ela por muito tempo ela ficou
- 13:11muito fechada ali no é na capacidade de se adaptar, de
- 13:15responder. Mas tinha o conceito dos ritos,
- 13:19de ter que fazer os ritos e tal. Hoje em dia acho que ainda tem
- 13:22um pouco disso, mas a gente conseguiu transcender, vou dizer
- 13:24assim, o conceito de agilidade para esse conceito de.
- 13:27Inovação, de testar coisas novas, de ter essa mentalidade
- 13:31da agilidade para que a gente consiga evoluir os nossos
- 13:34negócios no final das. Eu adoro esse ponto de vista da
- 13:36agilidade como essa grande impulsionadora da inovação nas
- 13:41organizações. Eu acho que foi a partir do
- 13:44frameworks crun, né? Das práticas de metodologias
- 13:48ágeis que a gente escalou, os hubs digitais que a gente foi
- 13:51trabalhar com inovação aberta. A gente alavancou uma prática de
- 13:54inovação aberta dentro da companhia, porque a gente
- 13:56iniciou um trabalho com agilidade, com hubs digitais.
- 14:00Então, acho que passa por um letramento que hoje está
- 14:03totalmente dominado dentro da organização, mas é uma Escalada.
- 14:06Não se faz a inovação do dia para vamos agora lançar uma
- 14:09prática de inovação. Não é assim que funciona, né?
- 14:12Ela funciona a partir de camadas que vão sendo desenvolvidas.
- 14:16E eu também fico bem contente, eu também sei lá.
- 14:18Minha primeira certificação de scru foi há 15 anos atrás, super
- 14:21pioneira. E ver como que isso se
- 14:23transforma nas organizações, né? É, eu acho que é esse ponto que
- 14:26você trouxe de AA própria agilidade.
- 14:29No começo tinha esse contexto de inovação do processo, né?
- 14:32Assim, de ter uma a cultura de da agilidade de muita gente se
- 14:36adaptar. Então acho que é o mesmo que.
- 14:38A gente foi aprendendo muita coisa e hoje a gente chega muito
- 14:41melhor para conseguir lidar com esse contexto nosso, que muda
- 14:45todo dia. Tem uma tecnologia nova, um
- 14:47jeito fazer nova, total. E aí agora então, falando um
- 14:50pouco, é do do plano estratégico e de otimizações que vocês
- 14:53planejam fazer a meta? Existe uma meta aí de usar o
- 14:56metaverso industrial EAIA para reduzir 20% de custo de produção
- 15:01e cortar aí boa parte dos incidentes de qualidade já no
- 15:06primeiro ano de uso aí dessas ferramentas.
- 15:09Aí o primeiro ponto que eu queria, a gente já teve algumas
- 15:11alguns temas sobre isso aqui no nos agilistas, mas eu queria que
- 15:14você explicasse um pouquinho o que que é o metaverso industrial
- 15:17para vocês? Primeiro, só uma correção OA
- 15:19implementação de um metaverso industrial dentro do grupo
- 15:22Renault não é uma meta. Já é uma realidade, já foi
- 15:26implementado, já está em execução nas principais plantas
- 15:30e nos principais complexos industriais do mundo há pelo
- 15:33menos 3 anos, em alguns casos há 4 anos.
- 15:36Eu acho que a gente teve um pouquinho antes do boom da
- 15:41inteligência artificial, generativa um pouco o boom do
- 15:44metaverso. Muitas empresas tentaram
- 15:46entender o que que essa prática, o que que essa nova tecnologia
- 15:49podia servir de alavanca para os negócios.
- 15:52Mas acho que poucas indústrias exploraram tão bem.
- 15:55As capacidades do metaverso quanto as indústrias de
- 15:58manufatura complexa, e aí incluo a indústria automotiva e
- 16:02principalmente o grupo Renault. Então, se o metaverso, ele vai
- 16:05além do que virtualizar os processos da fábrica.
- 16:08Isso de fato existe. Então hoje a gente tem, por
- 16:10exemplo, toda uma planta complexa como o nosso complexo
- 16:13industrial ali em Curitiba, o caça, o complexo Ayrton Senna,
- 16:17virtualizado, mas também toda uma capacidade de explorar
- 16:20outros dados que vão para essa camada digital que são gerados a
- 16:24partir dessa. Produção são relevantes para as
- 16:26tomadas de decisão, então vou te dar um número importante.
- 16:29Hoje, no grupo Renault, a gente gera um bilhão, um bilhão de
- 16:33registros nas plantas por dia. O que que eu faço com esse
- 16:36mundaréu de dados, né? Dado não é informação, é dado é
- 16:40dado, informação é outra coisa, preciso tomar decisão a partir
- 16:42dele. O metaverso industrial vem com
- 16:44essa camada de virtualizar, os processos de manufatura, mas
- 16:48também de saber a partir das múltiplas análises que eu posso
- 16:51fazer dessas plataformas digitais.
- 16:54De tomar melhores decisões, sejam preditivas, reativas.
- 16:58De melhorar a cadeia, acelerar os tempos de produção, de ser
- 17:01muito mais assertivo, aumentar a qualidade dos produtos, diminuir
- 17:04os tempos de fabricação. Então, hoje sim é uma realidade
- 17:08que atende. O que toca é todos esses
- 17:10processos. Industriais, e aí assim?
- 17:13Como que vocês conseguem? Que é um, é um.
- 17:16Acho que é um desafio grande de muitas empresas garantir que
- 17:19vocês estão usando essas tecnologias todas que a gente já
- 17:22falou aqui ao longo do episódio, para que elas de fato gerem um
- 17:26resultado final e tenham um impacto na operação industrial
- 17:30da Renault. E não fique só num piloto no
- 17:32MVBE tal. Não acho que assim, os exemplos
- 17:34que eu trouxe aqui são pragmáticos, exato, são casos
- 17:37reais de tecnologias que hoje. São relevantes protagonistas e
- 17:43estão tocando Oo núcleo core do negócio.
- 17:46Assim, isso isso é um fato, tanto é que é Oo conceito de
- 17:50tecnologia e até as as áreas de tecnologia que historicamente
- 17:54eram suporte nas empresas de manufatura, hoje passam a
- 17:57definir o produto. Como a gente bem falou agora
- 18:00mesmo e passam a ser atores relevantes na discussão do
- 18:03próprio negócio. Então eu falo aqui de casos
- 18:05pragmáticos, eu acho que talvez o que você está querendo trazer
- 18:07aqui Na Na mesa pra gente discutir que é um que está
- 18:10acontecendo nesse momento, que é o uso de a, né?
- 18:13Todo mundo fazendo um Monte de coisa, de a buscando pilotos de
- 18:17a para tentar acelerar seus negócios.
- 18:19Como materializar isso de fato em em cases reais e que impactam
- 18:23o negócio que são relevantes para o negócio?
- 18:25Eu acho que assim piloto todo mundo faz.
- 18:27E tem que fazer mesmo e tem que fazer mesmo, tem que
- 18:29experimentar, tem que criar muita pock.
- 18:30E acho que é a partir desses pilotos que a gente consegue ter
- 18:34a certeza de que há ou que não há casos reais para impactar o
- 18:37negócio. Eu acho que a gente precisa só
- 18:39saber como integrar esses pilotos.
- 18:42Dentro dos legados da organização.
- 18:44Eu sempre falo assim, sistemas legados não são impeditivos para
- 18:47inovação. Alguns podem ser.
- 18:49Outros não são desde que eles se adaptem às necessidades da
- 18:52companhia. Mas quantos ligados a gente tem
- 18:55OA hoje rodando no grupo que tem 123 décadas que estão em
- 18:59produção e são extremamente relevantes?
- 19:02EEE necessários pra execução do negócio.
- 19:05Como a gente plugar e conectar e interfacear iniciativas pilotas
- 19:09com novas tecnologias? Com esses ligados, para que de
- 19:12fato, eles sejam relevantes para o negócio, eu acho que é aí que
- 19:14está o ponto trik e o fundamental dessa discussão,
- 19:17sim. É, é, sim, é.
- 19:19Esse ponto aí é, é bem importante, porque o que a gente
- 19:21vê às vezes muitos pilotos, porque existe uma necessidade de
- 19:25inovação, existe uma necessidade de usar uma ferramenta
- 19:28específica, né, para até dar uma resposta no mercado de que está
- 19:32usando, que isso é importante, mas às vezes AAAA empresa, ela
- 19:37não sabe o que fazer com aquilo ali depois de pronto, se ela não
- 19:39sabe para onde vai. E aí eu acho que os.
- 19:41Cases que você trouxe, os exemplos que você disse.
- 19:44Acho que mostra um pouco de como que a gente pega um piloto e
- 19:47leva ele para frente e evolui ele e de fato gera mais impacto
- 19:51lá na ponta. Total é.
- 19:52Eu acho que a gente tem tentado ser um pouco assertivo na
- 19:55escolha desses cases e até na em como pilotá Los para que eles
- 19:58sejam relevantes, porque você pode olhar para uma espécie de
- 20:01um radar de oportunidades e ser muito tentado a buscar cases que
- 20:06são game changer, que a gente fala que são transformadores
- 20:10para aquele negócio. E que já sejam relevantes e que
- 20:13impactam a organização e que são muito é significativos, talvez
- 20:17para para serem comunicados. E tem os cases que são os que
- 20:19impactam de verdade o processo, talvez interno da organização,
- 20:23que podem pivotar um modelo que hoje é tradicional e que pode
- 20:26ser muito acelerado. Agora pouco a gente estava
- 20:28falando de como o desenvolvimento do software foi
- 20:30impactado. Então, como outros processos da
- 20:32organização podem ser potencializados com essas
- 20:35tecnologias? Saber equilibrar esse anseio por
- 20:38ser muito impactante e por ser algo que realmente toca o
- 20:41Business. Eu acho que esse trade off aqui
- 20:43é é importante. A gente tem tentado equilibrar
- 20:45essa equação. É eu.
- 20:46Eu acho que gosto de 2 palavras que você disse aí que é
- 20:49equilíbrio. Acho que tem que ter o
- 20:50equilíbrio. E a parte de ser pragmático eu
- 20:52também acho tal, acho bom tal. A gente tem vários cases super
- 20:56legais de a que tocam negócios tributários nosso sim e que tem
- 21:00retorno em 9 a. 1 hora importante.
- 21:02Super relevante para o negócio. Mas às vezes não geram
- 21:04marketing, não gera. Não geram marketing, mas geram
- 21:07Sabin, geram resultados financeiros.
- 21:10EE rompem completamente o processo.
- 21:12Sim, é porque aceleram, trazem e tecnologia trazem a
- 21:16assertividade, né? Segurança para para o processo,
- 21:19então? Eles são inovadores dentro do
- 21:21contexto. Deles são muito inovador,
- 21:23absolutamente. E aí, agora, então, saindo um
- 21:25pouquinho deste contexto, eu queria falar um pouquinho da
- 21:27parceria da Renault com adilly, é aqui no Brasil, e aí eu
- 21:31queria. IA entender com você qual que é
- 21:34o papel estratégico de ter uma parceria com uma empresa tão
- 21:37grande, de que que a adilly tem ajudado nessa aceleração das
- 21:41tecnologias, falar um pouco dessa, como que está a parceria
- 21:45no momento? Eu acho assim, pra falar um
- 21:47pouco da parceria, a gente tem que trazer até esse contexto
- 21:49rapidamente sobre por que que a indústria automotiva tem?
- 21:53Transicionado ou pivotado o seu centro de gravidade pra China e
- 21:56pra Ásia. Não acho que a China tem
- 21:57exatamente melhores produtos ou melhores tecnologias.
- 22:01O que eles romperam de fato foi a capacidade de fazer tudo muito
- 22:04mais rapidamente do que historicamente foi feito no
- 22:07mundo ocidental. Então, o ciclo de concepção,
- 22:10produção e venda dos veículos, ele é muito mais acelerado do
- 22:13que jamais foi discutido, né? A ideação dos produtos, a
- 22:16manufatura dos produtos, ela é muito acelerada.
- 22:19Então, qual que é o potencial de de uma parceria?
- 22:22Acho que é uma parceria como essa e como qualquer outra
- 22:24parceria, ela vem para acelerar os negócios.
- 22:27Então, fundamentalmente, ela nos instiga sob o ponto de vista de
- 22:31como esses processos vão nos ajudar a acelerar a maneira que
- 22:36a gente historicamente traduziu ou fez as as nossas ou
- 22:39desenvolver os nossos produtos aqui localmente.
- 22:41Então ela vem com essa muita força de aceleração.
- 22:45Mas depois também é preciso assegurar muito claramente,
- 22:47Samuel, como que as competências internas que a gente tem são
- 22:51diferenciais para assegurar esse negócio.
- 22:53Então, a parceria, ela vem para acelerar, ela vem para
- 22:56impulsionar o negócio. Mas é usando esse decoffice que
- 22:59a gente tem hoje, as capabilities e as competências
- 23:02que a gente tem hoje, que assegura que a parceria consegue
- 23:05ser acelerada, então a Renault aqui no Brasil, com a parceria
- 23:09com a dile, vem trazendo esse arcabouço de competência, de
- 23:13habilidade industrial, de conhecimento do mercado local,
- 23:17de capilaridade num país. Continental extremamente
- 23:20complexo, a dile vem com aceleração tecnológica,
- 23:24aceleração produtiva e consequentemente, aceleração de
- 23:27negócios. Então acho que é a junção de 2
- 23:29forças espetaculares e a gente já vem, já tá vendo resultados.
- 23:33Eu queria te perguntar isso, porque para chegar nesse ponto,
- 23:36agora que é, toda vez que a gente fala sobre parcerias aqui
- 23:39é nos episódios principalmente. De empresas tão grandes, né?
- 23:43Tipo a Renault e a adilly, existe uma preocupação e um
- 23:47desafio interessante que é a parte tecnológica.
- 23:49E como que você integra a parte tecnológica dessas 2 empresas?
- 23:53Porque vai existir uma padronização, cada empresa
- 23:56continua usando o seu software integrado ou a gente vai
- 23:59unificar? E aí eu queria que você falasse
- 24:01um pouco sobre isso, porque, né, imagino que para vocês isso seja
- 24:05um grande desafio durante para implementar essa parceria, né?
- 24:09O desafio é enorme, é gigantesco.
- 24:12É não só sob a ótica tecnológica, mas até cultural.
- 24:15Porque não? Nós estamos integrando uma
- 24:17estrutura Latina com uma empresa francesa, com uma outra enorme.
- 24:23É. É organização puramente chinesa.
- 24:26Então eu mesmo tive na China agora, poucos meses atrás, para
- 24:29a gente trabalhar junto com essas equipes multiculturais e
- 24:32multidisciplinares em como fazer essas integrações desses
- 24:36múltiplos sistemas que passam a tocar a fusão ou a junção dessas
- 24:402 forças. Então, assim, quais são os
- 24:42caminhos inevitáveis? Não tem como a gente tombar.
- 24:46Todo o pipeline de sistemas, todo o portfólio de aplicações
- 24:50para dadile para dentro da Renault e vice versa.
- 24:53O que que a gente vai ter que buscar o caminho intermediário é
- 24:56ver onde a gente tem mais potenciais para explorar o que
- 25:00há de melhor de cada um dos lados, mas também achar um proxy
- 25:03intermediário. A gente tem muito discutido esse
- 25:06midor, né? Esse proxy que vai integrar as 2
- 25:09partes, a gente vem trabalhando muito nisso.
- 25:11É um entorno absolutamente complexo, sob todas as óticas.
- 25:16Industrial, fundamentalmente, mas também comercial, né?
- 25:19Porque são veículos que tem abordagens diferentes, modelos
- 25:23de garantia e pós vendas diferentes, que podem e devem
- 25:26explorar das competências, da capilaridade que a gente tem no
- 25:30país, mas que tem abordagens diferentes.
- 25:33São marcas distintas. Então tem sido uma experiência,
- 25:37para dizer o mínimo, espetacular, assim, muito
- 25:40interessante e que nos exige muito em trabalhar com
- 25:43compliance. Gestão de dados anti trust,
- 25:48explorar o que há de melhor das 2 partes, integração contínua,
- 25:52evolução contínua. Então tem sido muito desafiador,
- 25:55mas acho que a gente tem colhidos muitos bons frutos já.
- 25:58E aí você falou que acho que é uma parte importante que é.
- 26:01Você citou várias outras áreas aí ao longo do nesse processo da
- 26:05parceria, porque elas são importantes para poder garantir
- 26:08a menos atrito ali no ao longo do processo.
- 26:11E aí eu queria ver com você como que a área de tecnologia é.
- 26:14Ela se relaciona e colabora com essas outras áreas no processo
- 26:19como um todo. Assim, porque é.
- 26:21Hoje em dia é difícil falar de tecnologia separado do negócio,
- 26:26né? E aí a gente sempre gosta de
- 26:28entender, principalmente em momentos desses de grandes
- 26:31transformações, como que a ti. Está trabalhando com os outros
- 26:36times? É muito clichê ainda dizer que
- 26:38toda empresa do mundo é uma empresa de tecnologia, é.
- 26:43Acho que não, acho que não, porque já é verdade isso, né?
- 26:46Mas é. É inevitável esse caminho.
- 26:48Então? Assim, a transformação passa
- 26:50principalmente por entender que as áreas de TI necessitam e
- 26:53devem cada vez mais discutir negócio.
- 26:56Então, esse profissional de TI do futuro, se é que a gente
- 26:59ainda pode dizer alguma coisa para o futuro.
- 27:01Ele é um profissional que consegue dialogar, discutir e
- 27:04ter muita capacidade de implementar Business, de
- 27:06implementar negócio. Então a ti, a ti tradicional,
- 27:10principalmente numa empresa tão pesada e de engenharia e de
- 27:13manufatura como a indústria automotiva, no caso da Renault e
- 27:16da dili, ela deixa de ser uma área suporte, ela deixa de ser
- 27:19uma área só de operação. Mas é muito importante sempre
- 27:23frisar, eu sempre gosto de brincar.
- 27:24A fábrica não pode parar. E quem assegura isso também e
- 27:27fundamentalmente. EATI são os nossos sistemas
- 27:31todo, é toda a fundação tecnológica?
- 27:34É. Mas é mais do que isso, é mais
- 27:36do que só garantir a operação, isso é um impulsionador do
- 27:38negócio. Eu sempre brinco com a gente da
- 27:40área de tecnologia, sempre fala, né?
- 27:42Ah, mas poxa, às vezes a gente conhece mais do que os usuários.
- 27:46Né, a gente tem as competências dentro de casa e sabe o que
- 27:48fazer, poxa, então faz, né, porque que não provoca?
- 27:51Então não permite mais que esse requisito, que esse requerimento
- 27:54venha pronto e só entrega o que foi pedido, né?
- 27:57Esse esse discurso é muito antiquado, já não cabe mais no
- 28:00nosso dia a dia. A gente brincava muito, né, lá
- 28:03vem o requisito embaixo da porta, vou desenvolver aqui,
- 28:05daqui a pouco eu te devolvo, não dá mais.
- 28:07Eu acho que o que a gente fala um pouco de equipes federadas,
- 28:11né, times híbridos. Essa TI misturada com negócio e
- 28:14que consegue tocar na ponta e. O que eu acho legal disso é que
- 28:18eu acho que tem muita. Já vê essa discussão em em aqui
- 28:21no podcast, em outros podcasts e dentro das empresas é que o
- 28:24profissional da TI. Ele tá cada vez se tornando um
- 28:28profissional mais generalista, porque ele precisa entender de
- 28:31um Monte de coisa que não é só tecnologia, né?
- 28:33Total, né? E aí, mas a gente acabou de
- 28:35falar de pela terceira vez aqui No No no, no podcast, né?
- 28:38Qualquer demanda que vai ter desenvolvedores de software
- 28:41tradicionais daqui a poucos anos agora, como que desenvolvedores
- 28:45de software, que tem o conhecimento desse todo, esse
- 28:48background tecnológico e sabem como materializar uma demanda de
- 28:51negócio em software e passam a conhecer o negócio, passam a ser
- 28:55mais generalistas? Pode entregar de de expertise de
- 28:59aceleração pro para as companhias, é enorme, é
- 29:01gigantesco. Então assim de novo pra gente
- 29:04voltar a temas clássicos. IA vai substituir pessoas, IA
- 29:08vai substituir um dinheiro super qualificado da Renault?
- 29:12Não vai. Agora vai substituir quem não
- 29:15usa? IA vai definitivamente.
- 29:16Né? Isso daí tá difícil de negar já,
- 29:19né? E aí assim, a gente já falou de
- 29:22várias transformações pra gente ir caminhando aqui pro fim.
- 29:25Eu queria falar um pouco de pessoas.
- 29:26Porque eu acho que pessoas. Ela é a base de toda essa parte
- 29:30de transformação e garantir uma cultura organizacional que
- 29:34permita as pessoas inovar é muito importante.
- 29:37E aí eu queria queria te perguntar, como que você
- 29:39trabalha pessoas com o seu time, essa cultura organizacional?
- 29:44Como que a Renault dile Brasil tá fazendo isso?
- 29:46Eu acho que tem tudo a ver com o que a gente acabou de falar,
- 29:48Samuel, porque a transformação das pessoas e especificamente
- 29:53das áreas de tecnologia. E elas vão passar muito menos
- 29:57por apsquiling, risquiling ou ajuste de novas competências
- 30:02técnicas, mas muito mais por essa transformação do negócio,
- 30:06por essa transformação cultural. Então, por exemplo, quando eu
- 30:08faço meu comitê de direção com os gerentes da ti dos mais
- 30:13diversos domínios de negócios que a gente trabalha e a gente
- 30:16passa todo um comitê discutindo Business e não discutindo
- 30:19sistema, não discutindo tecnologia, ali, para mim tem um
- 30:23KPI que é intangível. Não é verde, amarelo.
- 30:26Difícil medir, né? Que não tem como se medir, mas
- 30:29que se sai com esse sentimento percebido de a gente tá indo pro
- 30:32bom caminho. Como o time de ti se junta pra
- 30:35discutir negócio ou pra se preocupar com os Capes do
- 30:39negócio? A gente tá indo pro bom caminho.
- 30:41Então como é que a gente vem trabalhando isso nas pessoas
- 30:43nesse desenvolvimento de negócio?
- 30:44Explorando mais as competências que o time já tem e que ele acha
- 30:48que ele não consegue explorar de novo.
- 30:51Volta nesse analista de negócio volta nesse a gente chama de
- 30:55ABBA Gi o Business analist ou nos screw Masters ou nos líderes
- 31:00de domínio de falar que vocês vocês conhecem o negócio mais do
- 31:04que ninguém e ainda assim e ainda assim conhecem de
- 31:08tecnologia. Juntem essas 2 forças.
- 31:11Para serem de fato esse funcionador, para ser esse ator
- 31:14de transformação, provoquem também o negócio.
- 31:16Acho que a mudança vem muito de fazer.
- 31:19Pivotar esse time para que esse time, desde o desenvolvedor de
- 31:23react native, possa também se preocupar não com aquela classe
- 31:26que tá dando problema lá na hora que tá debrugando.
- 31:28E mais, com que que isso está impactando na ponta, né?
- 31:31Como que ele pode também entregar transformação de.
- 31:34Negócios, exato, acho que isso é um recado bem importante até
- 31:37para os times mais Juniors, né? Para as pessoas mais Juniors de
- 31:40eles perceberem que. Agora que eles estão entrando no
- 31:42mercado, eles precisam mudar um pouco o mindset deles para não
- 31:45preocupar só com tecnologia, para preocupar mais com.
- 31:48Não abandonem tecnologia. Eu sou tecnologo.
- 31:51Eu sou entusiasta de tecnologia e eu acho que esse conhecimento
- 31:54ele é fundamental e é nosso entre aspas de alguma maneira.
- 31:57Mas não deixem nunca de observar o negócio que está sendo tocado
- 32:02com o que a gente está fazendo. Acho que isso sempre foi
- 32:03importante, né? Mas eu acho que agora ela tem se
- 32:06tornado mais importante. Que mais que é importante agora,
- 32:08é fundamental, é essencial. É o diferencial mesmo é que a
- 32:11gente. Então e aí Caio assim pra gente
- 32:13ir pro fim aqui. Eu acho legal que a indústria
- 32:16automotiva, ela sempre foi muito transformadora assim, sabe?
- 32:20Desde o passado, acho que ela sempre foi uma indústria que
- 32:23trouxe muita inovação para o mercado.
- 32:25E eu acho que continua assim. E eu acho que vai continuar
- 32:28assim porque acho que é é uma indústria que tá perto das
- 32:32pessoas, porque tá todo mundo usando o carro e é uma indústria
- 32:35que inova muito e que traz muita coisa para o mercado.
- 32:38E aí eu pra gente fechar, eu queria te pedir pra pra assim,
- 32:43pra quem lidera empresas tradicionais ou pra quem está à
- 32:48frente de times de tecnologia? Qual que é a sua mensagem para
- 32:52essa galera? Para preparar os times dela,
- 32:55para preparar a empresa dela para esse novo momento que a
- 32:58gente já está vivendo tem uns anos aí, mas que a.
- 33:00A gente precisa ter um novo mentalidade, transformar o nosso
- 33:05trabalho. Eu acho que Samuel assim, a
- 33:06disrupção, ela está em todas as indústrias, em todas as
- 33:10empresas, né? Eu acho que se você tem uma
- 33:12padaria, um carrinho de pipoca ou uma indústria enorme,
- 33:16complexa, que você de alguma maneira consegue participar,
- 33:20colaborar, influenciar. É inevitável.
- 33:23Que tecnologia vai estar no centro dessas discussões?
- 33:25É, mas sempre no centro dessas discussões, como uma
- 33:29impulsionadora daquele negócio principal.
- 33:31É curioso que a gente fica repetindo a mesma coisa
- 33:34dependendo do contexto, do do tema que a gente está falando
- 33:37aqui, mas é porque é inevitável esse caminho.
- 33:40Então, assim, não há uma recomendação específica, mas sim
- 33:4411 preocupação genuína que a gente tem que ter, que é a
- 33:47tecnologia por si só, ela não resolve absolutamente nada.
- 33:51A gente historicamente, e já teve muito esse cenário de
- 33:54desenvolver uma solução preocupada com a tecnologia,
- 33:58preocupada com qual o prêmio que a gente vai adotar, né?
- 34:01O arquitetura e salvadora fazer. Ah, mas eu não vou usar essa
- 34:04linguagem de programação que agora tá todo mundo migrando
- 34:06para tal, mas o que que isso resolve no final, né?
- 34:10Isso e essa discussão, ela é antiga, ela não é recente, mas é
- 34:13porque agora a gente não tem mais espaço para voltar nisso.
- 34:15É de trás para frente a ótica. Assim, qual é o problema que eu
- 34:18preciso resolver? Qual que é a arquitetura que eu
- 34:21vou fundamentar para assegurar esse problema, para trazer
- 34:23escalabilidade, para trazer segurança, para trazer
- 34:26assertividade. E aí sim, depois a gente resolve
- 34:29a tecnologia e aí entra Oo. Entram nós mesmos, os
- 34:33tecnólogos, temos muita capacidade de ser esse grande.
- 34:37Impulsionador, então, acho que mais do que nunca a gente está,
- 34:40sei lá, com a faca, o queijo na mão, né?
- 34:42De ser transformador das indústrias.
- 34:44Que bom, não espero que continue assim.
- 34:46É, e aí, agora, pra gente finalizar de verdade, Caio, eu
- 34:49queria que você deixasse uma indicação de um livro, um
- 34:51podcast, artigo que você você esteja lendo, que você leu.
- 34:55Alguma coisa, uma indicação de alguma coisa, vou indicar 2
- 34:57coisas, pode? Pode.
- 34:59Primeiro, eu quero indicar. Pra que as pessoas conheçam essa
- 35:02nova Renault, pra que as pessoas a possam ir, as as
- 35:05concessionárias nossas e que conheçam o Renault Bureau, que
- 35:08conheçam o card, que conheçam essa nova Renault, que entrega
- 35:11mais tecnologia, que propõe entregar uma outra plataforma e
- 35:15veículos completamente distintos, mas também conheçam
- 35:19adille, essa marca espetacular é que é parte desse mesmo grupo,
- 35:22agora Renault dele do Brasil, que já é um sucesso absoluto de
- 35:25vendas. E que possam aí conhecer esses
- 35:27produtos. OEX 5 OEX 5 OE mail OEX 2, o
- 35:30segundo carro elétrico mais vendido no mundo, que já é um
- 35:33sucesso de vendas aqui no Brasil e que é um produto espetacular.
- 35:35Então eu queria indicar isso. Quer convidar as pessoas para
- 35:38conhecer esses 2 produtos, mas para não fugir do.
- 35:40Fazer no merchan bem feito, né? É minha.
- 35:42Indicação então eu vou indicar um livro que eu estou terminando
- 35:45de ler. Se eu não me engano, ele chama
- 35:47escute as feras. É de uma antropóloga francesa,
- 35:50tem um nome super completo, mas acho que o nome dela é Natasha
- 35:53martan, talvez, mas é como uma experiência Superinteressante.
- 35:56Gente, durante o doutorado dela, ela vai para a Sibéria e ela é
- 36:00atacada por um urso e ela discorre AA essa experiência a
- 36:04partir dessa dessa situação super complexa, e eu acho que é
- 36:08um livro, é tão lindo e é tão maluco.
- 36:11Que serve para qualquer momento assim, acho que no momento de
- 36:14transição, de renovação, de pensar de maneira distinta.
- 36:17É. Você já leu esse livro?
- 36:18Já já li e ele é realmente muito bom.
- 36:21E eu adoro quando as pessoas vêm aqui e indicam livros que não
- 36:24são de tecnologia, porque acho que é legal sair um pouco desse
- 36:28mundo para poder ver outras coisas, né?
- 36:30Então eu costumo. Coisas é muito forte, tecnologia
- 36:32também tem esse livro da minha mãe, que é professora.
- 36:34Esse livro é realmente muito, muito.
- 36:36E eu tenho gostado muito. Ele é ele com calma.
- 36:38Ele é pequenininho, né? Sim, ele é pequenininho, mas ele
- 36:40é muito bom. Ela é poderoso?
- 36:42É. É porque é uma situação tão
- 36:43inusitada que você fica assim, meu Deus, o que que ela fez, né?
- 36:45Então você é bem legal. Então muito obrigado pela
- 36:47participação. Caio.
- 36:49Acho que de novo, é muito interessante ver como essas
- 36:52indústrias que são. Tradicionais, que são
- 36:56centenárias, que estão aí muito tempo pro mercado, ainda
- 36:59continuam se inovando, continuam desenvolvendo e continuam
- 37:02trazendo coisas diferentes pra gente no mercado.
- 37:04Então muito obrigado. Total obrigado, você, Samuel e
- 37:06todo o time dos asilistas. Super legal para quem escutou a
- 37:08gente até aqui, dá para avaliar na plataforma de streaming
- 37:11preferida. Dá para deixar o comentário lá
- 37:13no Spotify para a gente seguir AA nossa conversa e dá para
- 37:16acompanhar no perfil do LinkedIn também.
- 37:18Muito obrigado. E até o próximo episódio.