Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / PAI RICO, PAI POBRE XI - IMPOSTOS E O PODER DAS EMPRESAS (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:06Queridos amigos do clube do livro, a gente vai fazer aqui
- 0:09agora. A leitura do capítulo número 4,
- 0:12Né? Qual o título do capítulo?
- 0:14A história dos impostos e o poder das sociedades anônimas,
- 0:16e. Aí, quem estava aqui no último
- 0:18episódio no final, né? Já lembrando desse conteúdo,
- 0:21disse assim, pô vou passar aqui pelo capítulo com o Brunão para
- 0:24a gente avaliar. Se a gente faz um resumo ou se a
- 0:25gente lê o capítulo na íntegra. Dado que a aplicabilidade é
- 0:29baixa, sobretudo para a pessoa física comum.
- 0:31E. Pessoa física comum, não entenda
- 0:33errado, não está? É pode ser quem tem alguns
- 0:37milhões aí investidos. Mas.
- 0:41É. De fato não é.
- 0:43Eu acho que ele inclusive traz um texto bem arriscado, não é?
- 0:46E também não, não apropriado aqui a nossa realidade.
- 0:50Então, em virtude disso, a gente vai fazer um resumo.
- 0:52Eu vou pedir para que o Bruno leia o resumo de fato, no final
- 0:55do capítulo, tem o resumo, depois eu vou trazer meu ponto
- 0:57de vista e um trecho aqui do próprio capítulo, que retrata
- 1:00muito bem isso e a gente fecha com a grande lição que ele quer
- 1:03trazer. Está então brunão.
- 1:04Basicamente, ele traz aqui a sugestão, né?
- 1:07Do das pessoas terem uma. Ser empresaria de sociedades
- 1:13anônimas em que dentro desse contexto elas vão ganhar, vão
- 1:16gastar e depois na terceira linha, ali vão pagar os impostos
- 1:20sobre aquilo que sobrou, enquanto os trabalhadores dessas
- 1:23empresas, eles têm 11 dinâmica que é eles ganham eles pagam os
- 1:28impostos e só depois gastam. O que sobra então, é 11 ideia de
- 1:33que se você é um empresário, você vai ter um.
- 1:36Uma eficiência tributária. É isso aí, então vamos lá para
- 1:39os poréns aqui, né? De fato.
- 1:42Aí, como assim, pô a empresa no Brasil?
- 1:44A Carga tributária é muito alta. É.
- 1:47E as pessoas se mesclam? Não é porque a saúde financeira
- 1:53da pessoa jurídica ela se manifesta na saúde financeira
- 1:55pessoal, pode ou não, mas acaba uma coisa invadindo a outra, não
- 2:00é mesmo que você tenha? É tudo separado e organizado,
- 2:04mas se paga muitos impostos nas pessoas jurídicas, certo?
- 2:11Mas a pessoa física do empresário de facto, paga muito
- 2:14menos impostos. Na prática, aí eu vou entrar no
- 2:18na prática, certo? Vou tentar fazer uma leitura
- 2:21aqui? Sobre primeiro, por que que o
- 2:25que ele está defendendo aqui não é tão aplicável EE depois
- 2:28mesclar isso um pouco com vida real, sob a ótica da vida real.
- 2:30De fato, o empresário ou até mesmo OPJ né que é um fenômeno,
- 2:35é muito popular no Brasil é ele paga muito menos imposto do que
- 2:39o celetista. Muito menos não é.
- 2:43E eu vou explicar isso, mas do jeito que ele propõe.
- 2:49Eu acho até Feio, não é primeiro que o que ele está falando o
- 2:52seguinte. É, até vamos lá a história dos
- 2:54impostos, então ele começa dentro dessa lógica da da
- 2:57guerra, não é? É que os desvalidos ficam
- 3:00fragilizados e os ricos têm poder e os ricos saem na frente.
- 3:03Sempre os ricos sabem jogar esse jogo e tal.
- 3:06Ele conta a história no começo do capítulo, pelo que eu lembro
- 3:08aqui não vou lembrar detalhes mais.
- 3:10A história é essa que é a conceção dos impostos.
- 3:13Era uma coisa meio Robin Hood Ana de vamos, vamos tirar.
- 3:19Dos. Mais privilegiados.
- 3:22Certo, e houve uma pressão popular muito grande, dos menos
- 3:26privilegiados, dizendo, é isso mesmo, tem que tirar os Caras,
- 3:29sendo que uma vez que isso foi aprovado, não é.
- 3:32É logo o os governos. Eles aumentaram o seu apetite e
- 3:37foram é ampliando as camadas de alcance.
- 3:40Não é dos impostos obrigatórios um imposto sobre a renda de
- 3:44forma obrigatória. Não é uma coisa tão antiga na
- 3:47história em perspetiva mais ampla.
- 3:50E isso foi acabando indo para a classe média e daqui a pouco
- 3:52chegou na classe. É é no NOS pobres como ali,
- 3:56usando O Tempo que ele utiliza. Aqui é que.
- 3:58São os menos favorecidos, então é como se o feitiço voltasse
- 4:02como feiticeiro, sobretudo porque os ricos, eles sempre
- 4:04encontram um caminho e eles sabem O Jogo e tem assessorias
- 4:08de pessoas muito inteligentes, muito Caras.
- 4:11E assim os pobres acabam pagando pato.
- 4:14O pato como sempre e os ricos saindo na frente.
- 4:17Então ele eu que amarro a história dos impostos ali,
- 4:20mostrando que mais uma vez você souber jogar O Jogo do dinheiro.
- 4:22Você gastar à frente, não é? E depois, ele mostra
- 4:25praticamente como que se faz isso e a sugestão dele é que
- 4:28você constitua uma sociedade anônima, que, segundo ele, é uma
- 4:31coisa simples de fazer que não tem um custo de manutenção tão
- 4:33alto e que permite com que você mude essa lógica em vez de ter
- 4:38uma renda, pagar impostos. E depois disso o que sobra é
- 4:41teu. Quando você tem uma sociedade
- 4:43anónima, você tem uma renda, você gasta todo o teu padrão de
- 4:47vida e o que sobra você é tributado.
- 4:50É no Brasil, a proxy disso não é ter uma sociedade anónima.
- 4:54Não é é seria, não é. Na minha interpretação você ter
- 4:58uma empresa ou algumas empresas optantes pelo regime fiscal do
- 5:02lucro real, onde você não tem, é como é, por exemplo, no simples,
- 5:07não é uma alíquota simplificada que consolida todos os tributos
- 5:11diretos e indiretos sobre o faturamento da companhia.
- 5:13Isso tem um teto no momento que a gente está gravando aqui é
- 5:154000800 BRL ao ano, salvo engano.
- 5:18É e é. Quando?
- 5:21Você opta por um regime diferente, a alternativa a isso,
- 5:25os modelos mais clássicos, o lucro presumido ou lucro real no
- 5:28lucro presumido também é você. É.
- 5:32Não tem nenhum benefício é ou é prejudicado a depender da
- 5:36eficiência operacional da tua operação, porque você tem uma
- 5:38alíquota de presunção sobre o faturamento e a depender de em
- 5:42qual tabela você se encaixa, que depende da natureza da tua
- 5:45atividade econômica. É essa?
- 5:47Alíquota é definida e com base nisso, à medida que você tem o
- 5:51seu faturamento, você vai ter também a tua carga tributária
- 5:54definida já no lucro real. Que está mais em linha com o que
- 5:58ele está defendendo aqui você vai de fato apurar o lucro de
- 6:01forma real, o lucro real. E aí, você vai ter é os impostos
- 6:06que incidem sobre lucro. Está é.
- 6:09Categoricamente, contribuição social sobre o lucro líquido e o
- 6:12imposto de renda. Eventualmente, o adicional do
- 6:14imposto de renda. Você vai ter isso apenas sobre o
- 6:17lucro? E aí, de fato, tudo o que você
- 6:19tiver de despesa, você vai abater dessa base de cálculo,
- 6:23tá? É, no entanto, do jeito que ele
- 6:26apresenta aqui, é muito. Impróprio né?
- 6:29Porque ao que ele fala que eu peguei um dos 3 ele, ele ele
- 6:32traz. Isso é com vários exemplos, mas
- 6:34ele fala aqui ó vantagens tributárias.
- 6:36Uma sociedade anônima pode fazer muitas coisas que uma pessoa
- 6:39física não pode como pagar despesas antes dos impostos, que
- 6:42é o que o brunão trouxe. Como resumo para a gente?
- 6:44Essa é uma área de especialização muito empolgante.
- 6:47Os empregados ganham e o imposto é descontado na fonte, certo?
- 6:52Então você tem a retenção de imposto de renda.
- 6:56Assim, eles têm que isso muda a depender da sua faixa, tem a
- 6:59tabela progressiva de imposto de renda que todos nós aqui
- 7:02conhecemos. Não é?
- 7:03A partir de uns 5000 BRL essa alíquota de retenção é 27000%.
- 7:09Signo a leitura, uma sociedade anônima, por outro lado, fatura
- 7:14gasta tudo o que pode e paga imposto sobre o que resta é uma
- 7:19das principais brechas tributárias ó que bicho maluco.
- 7:24É de. Que o rico se valem é fácil
- 7:26constituí-las e não são dispendiosas se seus é se seus
- 7:30próprios investimentos geram um bom fluxo caixa, por exemplo, a
- 7:33essa parte que eu discordo, se você é dono de uma sociedade
- 7:36anónima. As suas férias podem ser
- 7:39reuniões de Conselho no Avaí, prestações do carro seguros,
- 7:43consertos da casa são despesas da sociedade.
- 7:46A mensalidade da Academia de musculação, por que não?
- 7:49A maioria das refeições em restaurantes pode ser
- 7:51considerada como despesa e assim por diante.
- 7:54É. Não, né?
- 7:57Não, não é sobre a ética sobre AAAA ótica, ética e fiscal, não
- 8:02é? E sobre a ótica também de.
- 8:06Você constrói uma empresa? É.
- 8:10Para que a empresa cresça e que ela seja um Business saudável e
- 8:15talvez uma lição muito básica, que qualquer palestra do Sebrae
- 8:19que você fosse a turma vela ó, tem que separar aqui as
- 8:21finanças. Pessoas, então não vão sair por
- 8:23uma prestação de carro, mensalidade de academia e tal.
- 8:26Não concordo com isso agora. É eficiência tributária é um
- 8:31negócio que no Brasil, sobretudo, é muda.
- 8:36Ponteiro muda ponteiro, dá para mudar ponteiro dentro das 4
- 8:39linhas, dá para mudar ponteiro dentro das 4 linhas, né?
- 8:42É e. Aí agora é, é uma coisa que tem
- 8:46que se debruçar é a complexidade, faz com que você
- 8:49de facto EEE as regras são muito complexas no Brasil, até tem uma
- 8:53brincadeira que os contadores não conseguem contribuir com a
- 8:56contabilidade mais construtiva, porque o cara está O Tempo todo
- 8:58tentando entender a regra que mudou.
- 9:00Ou a guia nova e tal não sei o que então tem muito tem estudos,
- 9:04inclusive, que mostram. Não é que os setores contábeis
- 9:08EE quando tem tributários das empresas gastam muito tempo só
- 9:11para poder. Obedecer a regra do jogo dentro
- 9:14das 4 linhas. Então, tem que estudar para o
- 9:18teu tipo de Business, pelo tamanho do teu Business.
- 9:20Se há o que ser feito do ponto de vista, não de evasão, mas de
- 9:24elisão fiscal, não é um bom planejamento tributário.
- 9:27Isso serve para a pessoa física? Também não.
- 9:29É. E aí só um exemplo prático,
- 9:33quando eu digo da vida real é que, de fato, certo, imagina um
- 9:38executivo que tem um salário de 30000 BRL.
- 9:43Esse cara tem uma retenção de 27 e meio por cento na fonte de
- 9:45imposto de renda. Ele paga na vida produtiva dele,
- 9:48muito imposto, muito imposto, não é?
- 9:50E a defesa do kiorzaki. É que.
- 9:54Isso é 1111 fardo que OA pessoa carrega o trabalhador.
- 10:00Não é porque se não houvesse essa tributação, esses 27 e meio
- 10:05não seria retido e ele teria essa renda cheia.
- 10:08Entendo que não teria, não é porque a empresa talvez não
- 10:11repassasse 100% disso, mas uma parte ela repassaria, não é?
- 10:16Imagina que a gente não tivesse mais de atenção de imposto de
- 10:18renda sobre a folha, como o movimento natural é das
- 10:21empresas, elas iam começar a transferir pelo menos uma boa
- 10:24parte. Uma parte disso, como
- 10:26remuneração final para os seus empregados.
- 10:28E aí? Meio que há lá instinto de
- 10:32sobrevivência as empresas, os salários aumentariam e as
- 10:34empresas precisariam acompanhar esse movimento de alguma forma.
- 10:37Então, uma parte de de facto, a remuneração final, o que vai
- 10:40para o bolso seria maior, não fosse essa carga tributária tão
- 10:43alta. E quando eu comparo com um PJ ou
- 10:45com um empresário, como é que funciona o empresário no Brasil?
- 10:49É. De pequenas e médias empresas,
- 10:52sobretudo, não é porque também é um cara muito grande.
- 10:54É ele começa a ter acesso a coisas que o cara pequeno não
- 10:57tem. Ele contrata uma consultoria
- 10:59milionária, mas que se paga 1000 vezes porque porra encontra o
- 11:01caminho certo ali de fazer as coisas e tal.
- 11:03Mas é mesmo o cara pequeno. O que é que esse cara faz?
- 11:08Esse cara tem uma retirada, não é falando vida real aqui.
- 11:11Não estou dizendo que é para fazer isso.
- 11:13Esse cara tem uma retirada de vou pegar os mesmos 30000.
- 11:16Não é, é? Alguns nem pró-labore e
- 11:20registram na contabilidade, mas vamos supor que minimamente o
- 11:22cara tenha algum tipo de consciência ali e ele tem um
- 11:27pró-labore registrado como um salário mínimo.
- 11:30Não é, é? Paga impostos sobre um salário
- 11:34mínimo e toda a diferença, ele faz como 11 distribuição de
- 11:37lucros. Não é que aí você não tem
- 11:39tributação sobre esses dividendos, né?
- 11:41Seja antecipação de lucros ou distribuição de lucros?
- 11:44É. Isso carregado por muito tempo,
- 11:46dependendo da performance da companhia, pode representar um
- 11:49passivo potencial, não é? É um ponto de contingência a ser
- 11:52observado numa diligência. Qualquer boa auditoria vai
- 11:55apontar isso, mas na prática isso é feito muito assim, muito
- 11:59feito não é? Então você Pega 2 Caras que.
- 12:0230001 deixa muito dinheiro em impostos e o outro deixa muito
- 12:05menos. Não é é o caso dos PJS também.
- 12:07Então é existe sim, essa diferença dentro dessas
- 12:12caixinhas que ele coloca para gente aqui de rico, classe média
- 12:14e pobre, não é? Mas entendo que do jeito que ele
- 12:17coloca para a gente aqui no livro tem que ter muito cuidado
- 12:21e não é exatamente por aí, então a gente entendeu como ele passa
- 12:24muito tempo explicando essas coisas e há férias no Havaí e
- 12:27não sei o quê e tal EE também muito tempo ali contando a
- 12:30história dos impostos que esse episódio.
- 12:33Funcionaria melhor como um resumo e aqui está o resumo
- 12:36dele, então, brunão, dado que a gente entregou esse episódio
- 12:40aqui, tivemos licença poética, explicamos o que é que fizemos
- 12:42isso, qual é o próximo episódio? Logo o próximo capítulo.
- 12:46O próximo episódio se chama os ricos, inventam o dinheiro.
- 12:50Os ricos inventam o dinheiro. Interessante os ricos. 5
- 12:53caminhões aí caminhamos para a metade do livro.
- 12:55Caminhamos para a metade do livro, os ricos inventam o
- 12:58dinheiro muitas vezes no mundo real.
- 12:59Não são os espertos que tomam a dianteira, mas os ousados.
- 13:03E talvez voltou o capítulo que mereceu um novo litigen.
- 13:09Vamos descobrir isso no comecinho do próximo episódio.
- 13:12Se você ficou até aqui conosco, obrigado pela tua companhia.
- 13:14Espero que você tenha gostado algum.
- 13:16Comentário só não só um comentário é AA.
- 13:18Reflexão aqui que fica é, não é porque é um best-seller, não é
- 13:21porque é um livro super famoso aí de quase 30 anos que tudo o
- 13:25que está aqui está escrito em pedra e a gente tem que seguir.
- 13:28Acho que é é uma contribuição valiosa que a gente deixa para
- 13:31para o. Os ouvintes do clube do livro é
- 13:33essa, não é que? Tem que ter as suas ressalvas
- 13:36aqui? É basicamente o cara passar um
- 13:38capítulo ensinando um jeito certo entre aspas de fazer o
- 13:42errado, não é? Então tem que ter muito cuidado
- 13:44aqui é, mas também, por outro lado, isso não invalida outras
- 13:48lições que o livro traz e vamos seguindo a leitura para tentar
- 13:51capturar coisas positivas EE sempre que percebemos aqui
- 13:55também vamos excluindo o que não, não acrescenta é EE, acho
- 13:58que. Isso é muito o espírito do
- 13:59clube, né? Bruno é assim, não é só a
- 14:02leitura, é o nosso olhar crítico.
- 14:04Isso. E aprofundado sobre o que está
- 14:06aqui, então excelente contribuição.
- 14:09Brunão, obrigado pela tua participação.
- 14:11Você compartilha esse episódio e a gente se encontra no próximo.
- 14:14Forte abraço.