Latest / Na Mesa com Well / Avivamento de Toronto - Quando o Culto Virou Rugido de Leão e Latido de Cão
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- 0:00Bem-vindo a um namesa com o Wells.
- 0:02Lugar para quem busca profundidade e historicidade de
- 0:05forma acessível na correria do dia a dia.
- 0:08Existem movimentos que moldaram a história da fé.
- 0:11E existem chamas que mudaram os rumos de gerações.
- 0:14Na nossa série, avivamentos a história por trás dos grandes
- 0:18despertares. Nós abrimos os registros para
- 0:20investigar o fogo, os excessos e as marcas deixadas pelos grandes
- 0:24movimentos do espírito. E bom, a nossa investigação de
- 0:27hoje. Ela começa com uma cena que
- 0:29assim desafia qualquer lógica religiosa tradicional.
- 0:33Com certeza. É tenta imaginar o cenário.
- 0:35Pensa num culto cristão, que é um ambiente onde a gente
- 0:37normalmente espera, sei lá, reverência, ordem, talvez um
- 0:41coral e. Uma banda tocando algo mais
- 0:44previsível, né? Exato, mas aí de repente, um
- 0:46pastor chinês que era um visitante super respeitado de
- 0:49Vancouver, ele simplesmente cai de 4 no chão, uhum.
- 0:53E ele começa a urrar ferozmente. Nossa, isso ficou como um leão
- 0:57mesmo. E não é só ele.
- 1:00Ao redor dele tem é dezenas de empresários, donas de casa,
- 1:06estudantes. Todo mundo rolando pelo carpete.
- 1:10Rolando no chão. Sim, e rindo.
- 1:12Rindo até perder o fôlego. Alguns estão latindo, outros
- 1:15cacarejando. E o mais louco é a liderança da
- 1:18igreja. Que não faz nada para parar?
- 1:19Não tentam conter de jeito nenhum, pelo contrário, eles
- 1:23estão celebrando aquilo. É, é uma imagem completamente
- 1:25surreal, não é? Sim.
- 1:26E eu acho que o mais chocante lendo os documentos que a gente
- 1:29se separou para essa análise. É que isso não aconteceu numa
- 1:33seita obscura. Não, de forma alguma.
- 1:35Não foi isolado no meio Do Nada, isso foi literalmente numa
- 1:39igreja no final de uma pista de aeroporto lá no Canadá.
- 1:42Aham em Toronto. Isso e acabou virando o
- 1:45epicentro do que o mundo todo passou a conhecer, como a bênção
- 1:49de Toronto ou de Toronto blessing.
- 1:52Foi um fenômeno absoluto. Para entender como que essa cena
- 1:55sabe meio bizarra, atraiu milhares de pastores do mundo
- 1:59inteiro nos anos 90. A gente montou uma pilha de
- 2:03documentos fantástica pra nossa mesa hoje.
- 2:05E olha, é uma pilha bem eclética, viu?
- 2:08O que é fundamental pra gente tentar manter 11.
- 2:12Imparcialidade, né? Porque a gente está analisando
- 2:15um dos fenômenos mais polarizadores da história
- 2:18recente. Exatamente, a gente tem de tudo
- 2:20aqui. Hoje tem relatos viscerais em
- 2:23primeira mão, por exemplo, a carta de arrependimento, do Paul
- 2:26gald. Nossa, essa carta é pesada?
- 2:29Muito. Ele foi um ex pastor do
- 2:31movimento, né? A gente também tem análises
- 2:34teológicas duríssimas de pastores como Augusto nicodemos
- 2:37e o Fernando Galli. Que trazem o contraponto
- 2:40teológico é essencial para essa conversa.
- 2:44Sim, e do nado sociológico, trouxemos registros muito bons
- 2:48do Jonathan Menezes sobre como toda essa metamorfose
- 2:52desembarcou aqui no Brasil. E causou muita rutura por aqui
- 2:56também, né, com? Certeza e para fechar essa pilha
- 2:59para tentar entender. AA anatomia de todo esse fogo
- 3:03mesmo, a gente trouxe um estudo acadêmico de dinâmica de
- 3:06sistemas. Esse eu achei genial.
- 3:09É fascinante. O pesquisador John Hayward
- 3:11modelo matematicamente, o crescimento do Avivamento usando
- 3:15os mesmos modelos de propagação de epidemias, é.
- 3:19Essa abordagem multidisciplinar que a gente está trazendo é
- 3:22vital. Porque sabe a tentação quando a
- 3:25gente olha para benção de Toronto é ser extremista?
- 3:28Rotular tudo de uma vez? Exato.
- 3:30Ou as pessoas dizem que foi um mover inquestionável dos céus,
- 3:33intocável, ou dizem logo que foi uma histeria coletiva demoníaca.
- 3:37É sempre 8 ou 80? Pois é, mas a nossa missão aqui
- 3:41é entender os mecanismos, como que a teologia, a sociologia e
- 3:46até tipo a biologia do comportamento humano, né?
- 3:50Hum, como tudo colidiu? E isso, como tudo isso se cruzou
- 3:54nessa igreja específica em 1994? Bom, mas pra fazer isso, acho
- 3:59que a gente precisa dar um passo atrás na linha do tempo.
- 4:02Concordo voltar um pouquinho. É porque antes da gente entrar
- 4:05nos urros de leão e nessas risadas incontroláveis tem um
- 4:09contexto. E lendo os documentos me chamou
- 4:12muito atenção. O.
- 4:15Hum o estado emocional da liderança cristã ocidental no
- 4:19início dos anos 90. Tava todo mundo no limite.
- 4:21Sim, parecia que tinha uma epidemia silenciosa de
- 4:24esgotamento rolando. Os textos que a gente tem
- 4:28descrevem os pastores assim, se sentindo seco, sabe?
- 4:32Operando no piloto automático total.
- 4:35É esmagados pela rotina e nesse cenário de fadiga aguda, bem
- 4:40profunda mesmo. Que a gente encontra o John e a
- 4:43Carol Arnold. Que eram os pastores da igreja
- 4:46de Toronto, né? A Toronto Airport viner Church.
- 4:49Isso mesmo, mas explica para quem está nos acompanhando.
- 4:53Por que que esse cansaço era tão tão generalizado na época?
- 4:58O que que estava acontecendo? Então, se a gente olhar para o
- 5:01Panorama histórico, é ali, das décadas de 80 e 90, o modelo de
- 5:05igreja no ocidente passou por uma transformação corporativa
- 5:09brutal. Virou meio que uma empresa, né?
- 5:11Totalmente. O pastor não era mais só o cara
- 5:14que dava um conselho espiritual, exigiam dele uma postura de CEO.
- 5:18Nossa verdade tinha que bater meta.
- 5:20Tinha que crescer numericamente, construir mega estruturas,
- 5:23gerenciar dezenas de departamentos.
- 5:26O fardo administrativo em cima dos líderes era simplesmente
- 5:29esmagador. Eu imagino.
- 5:32E, para piorar, somado a isso tudo tinha o desgaste espiritual
- 5:36gerado por um movimento teológico específico daquela
- 5:39época. Ah, é terceira onda, certo?
- 5:41Exato, a chamada terceira onda do pentecostalismo.
- 5:44Tá, vamos fazer uma pausa rápida aqui porque acho que esse termo
- 5:46técnico é super importante. Manda ver.
- 5:48Para quem não está muito familiarizado com a
- 5:50terminologia, qual é exatamente a diferença dessa terceira onda
- 5:55para as ondas anteriores? É um excelente ponto.
- 5:58Ó a primeira onda. Ela Foi o pentecostalíssimo
- 6:00clássico, lá no comecinho do século 20.
- 6:03O Avivamento da rua Azusa sabe uhum, onde o foco primário era o
- 6:08batismo no Espírito Santo e um falar em línguas.
- 6:11Clássico e a segunda? A segunda onda rolou ali nos
- 6:15anos 60 e 70, que foi a renovação carismática.
- 6:18Ela basicamente pegou essas experiências e levou para dentro
- 6:21das denominações históricas e até para a igreja católica.
- 6:25Ah, sim, renovação carismática. Isso aí.
- 6:29Chegamos na terceira onda. Essa ganhou força nos anos 80
- 6:33com líderes. É como see Peter Wagner e John
- 6:36wenber. E eles mudaram o foco da coisa
- 6:39toda. Não é mais só falar em línguas.
- 6:41Não, a ênfase passou a ser o que eles chamavam de evangelismo de
- 6:45poder. Que envolvia muita cura,
- 6:47libertação, essas coisas. Muito foco extremo e diário em
- 6:51curas físicas, muita cura interior de traumas do passado.
- 6:56Tinha também toda a questão da Batalha espiritual.
- 6:58Mapeamenta espiritual, né? Mapeando demônios por
- 7:01território. Exatamente seções intensas de
- 7:05libertação ou exorcismo constantes.
- 7:07O que, parando para pensar psicologicamente, cara deve
- 7:10sugar até a última gota de energia de um líder.
- 7:12Lidar com o trauma o tempo todo exaure qualquer um.
- 7:16Pois é, imagina lidar diariamente com os traumas mais
- 7:19obscuros das pessoas e entrar em embates demoníacos o tempo todo?
- 7:24Não é à toa que os Arnold chegaram num ponto de rutura.
- 7:27Eles estavam destruídos por dentro.
- 7:29Os registros mostram bem isso. Exaustão absoluta e eles
- 7:34confessaram abertamente que precisavam de fogo.
- 7:37E é incrível perceber isso nos documentos, né?
- 7:39O maior Avivamento dos anos 90 não nasceu de um sentimento de
- 7:43triunfo ou de Vitória. Nasceu de um vazio, né?
- 7:46Nasceu do vazio absoluto. Eles estavam num desespero tão
- 7:50grande que eles começaram literalmente a caçar esse fogo
- 7:53pelo mapa. Geograficamente falando?
- 7:56É, e essa peregrinação geográfica deles revela uma
- 8:00mudança na teologia da época, que é como um terremoto.
- 8:03Como assim? Pensa bem, em 92, o casal Arnold
- 8:07vai numa conferência de um tele Evangelista famosíssimo, o Ben
- 8:10hin. Lá em Toronto mesmo, né?
- 8:12Seguinte. Em novembro de 93.
- 8:15Quando eles viajam pra Argentina?
- 8:16Exato, eles voam pra Argentina pra conhecer o Ministério do
- 8:20Cláudio freudson, que era um líder das assembleias de Deus
- 8:23lá. Tem uma cena muito peculiar
- 8:25dessa viagem nos nossos documentos.
- 8:27É a cena da oração, né? Isso.
- 8:29O John e a Carol vão lá pra frente durante um culto na
- 8:32Argentina. Aí o freudson vai orar por eles
- 8:35e o John cai no chão. Cai duro no chão.
- 8:37E quando John se levanta, o freudson olha no fundo do olho
- 8:41dele e pergunta. Você quer a unção?
- 8:44O Jon, claro, responde que sim. E aí vem a parte bizarra.
- 8:47O que que ele faz? O Fredson simplesmente bate na
- 8:51mão, espalmada do Jor Arnold dá um tapa na mão dele e diz,
- 8:54receba e pronto. Esse detalhezinho, esse pequeno
- 8:59gesto de bater na Palma da mão, é monumental.
- 9:02Para nossa análise hoje. Por quê?
- 9:04Porque ele materializa uma doutrina nova, a doutrina da
- 9:08unção transferível. Ah, entendi.
- 9:11Se você pensar nos avivamentos clássicos do século 1819, os
- 9:17liderados por pessoas tipo Jonathan Edwards ou George White
- 9:21field. Aqueles mais tradicionais?
- 9:23Isso, aqueles fenômenos eram compreendidos como um ações
- 9:28soberanas de Deus imprevisíveis. A providência divina que decidia
- 9:34não tinha como você simplesmente engarrafar aquilo.
- 9:38Era inatingível pelo esforço humano.
- 9:41Era meio que como esperar a chuva cair na sua plantação?
- 9:45Se choveu? Amém.
- 9:46Perfeito, a chuva soberana. Mas na terceira onda, e
- 9:50especialmente nesse ecossistema que preparou a cama para
- 9:54Toronto, a chuva mudou de figura.
- 9:56Virou algo que dava para pegar, né?
- 9:58Sim, virou algo que podia ser engarrafado e passado adiante
- 10:01para outra pessoa. Como um produto.
- 10:03Quase como um fluido tangível mesmo, sabe?
- 10:06A unção podia ser buscada, tocada e transferida por contato
- 10:09físico tipo através de certas figuras chave líderes
- 10:13proeminentes. Isso muda tudo, a ideia de que
- 10:15alguém podia, sei lá, pegar um avião pra outro continente.
- 10:18Estender a mão recebeu o tal fogo e levar na mala de volta
- 10:22pro Canadá? Alterou completamente a
- 10:24dinâmica, a forma como as pessoas começaram a buscar o
- 10:26sagrado virou outra coisa. Fez surgir meio que um é um
- 10:30mercado da unção. E olha essa sede, por uma
- 10:33experiência assim física palpável, preparou um terreno
- 10:38altamente combustível. Tava tudo pronto para pegar
- 10:40fogo. Tudo e isso nos leva direto para
- 10:43o dia 20/01/94. O estopim de tudo.
- 10:47A famosa noite de quinta-feira. O John Arnold convida um amigo
- 10:50dele, um cara chamado Randy Clark, para pregar nessa
- 10:53Igrejinha de Toronto. Clark era pastor lá de sempre,
- 10:56Luiz de uma comunidade vinhred também, né?
- 10:59Sim, e o fascinante que os registros destacam é que o Clark
- 11:04também estava em frangalhos emocionalmente.
- 11:06Também estava no burnout. Total, só que ele tinha acabado
- 11:10de ser profundamente influenciado por um líder sul
- 11:13africano. Um cara chamado rodny Howard
- 11:16Brown. Olha essa conexão, não dá para
- 11:18ignorar o rodny Howard Brown era uma figura curiosa.
- 11:22Como que chamavam ele mesmo? Ele tinha os apelidos bem
- 11:25controversos, chamavam ele de o bartender do Espírito Santo ou o
- 11:30Evangelista do riso. Bartender do Espírito Santo, ao.
- 11:34Pois é, o Ministério dele era centrado quase 100% em induzir
- 11:39gargalhadas na igreja. Incontroláveis pelo que dizem?
- 11:42Sim, ele ensinava que a. Hum a embriaguez espiritual,
- 11:46ficar rindo feito bêbado era a forma de Deus aliviar o peso das
- 11:51costas do seu povo. E o Randy Clark bebeu dessa
- 11:53fonte, literalmente, bem antes de embarcar para o Canadá.
- 11:56Chegou lá já com essa mentalidade.
- 11:58Mas aí que está lendo os relatos daquela noite de quinta-feira,
- 12:03ninguém esperava inaugurar um fenômeno global.
- 12:06Não tinha multidão, não tinha marketing.
- 12:08Tinha, sei lá, pouco mais de 100 pessoas presentes, 120, talvez.
- 12:13E o culto fluiu super normal. Músicas normais?
- 12:17Anúncios normais? Aquela rotina de sempre?
- 12:19O Randy Clark pregou, falou sobre como ele superou o próprio
- 12:23desânimo e fez aquele até o clássico no final, né?
- 12:26Ah, o momento de ir pra frente e receber a oração.
- 12:29Isso ele até pediu pra arrastarem umas cadeiras, pro
- 12:32pessoal ter espaço na frente, e foi nesse exato instante que o
- 12:36rastilho de pólvora encontrou fogo.
- 12:39As descrições desse momento são assustadoras.
- 12:42Relatam uma explosão imediata de caos.
- 12:45Imediata mesmo. Sim, antes mesmo que o Clark
- 12:49pudesse descer do púlpito e orar individualmente pelas pessoas,
- 12:54quase toda a congregação caiu no chão simultaneamente.
- 12:58Como se tivesse um peso em cima deles.
- 13:00É o que eles interpretaram como o peso da Glória da presença
- 13:05divina. As pessoas começaram a rir até
- 13:08chorar. E uns tremores também.
- 13:10Tremiam violentamente a. Algumas ficavam tão paralisadas,
- 13:14mas tão paralisadas que precisaram ser carregadas no
- 13:18colo até os carros no fim da noite.
- 13:20Imagina a cena, você ter que carregar alguém desacordado ou
- 13:24rindo sem parar para o estacionamento?
- 13:26E o detalhe crucial aqui, que os documentos deixam claro, é
- 13:30reação do John arnout. Ele não estava preparado para
- 13:34isso. Não estava a liderança foi pega
- 13:36de surpresa. Eles queriam a uma renovação
- 13:39lógico, talvez ver algumas curas físicas.
- 13:42Pessoas caindo no chão de forma ordeira, que já era aceito no
- 13:46meio carismático. Sim, aquele cai e alguém põe um
- 13:49paninho, tudo sob controle. Eles não esperavam ter que
- 13:51empilhar as cadeiras para abrir espaço para dezenas de adultos
- 13:56rolando em estado de transistérico.
- 13:58E é aí que entra a decisão chave, a decisão que moldou o
- 14:03destino de Toronto inteira. Qual bom?
- 14:06Pensa com a cabeça de um líder diante de um choque litúrgico
- 14:10dessa magnitude? O cara tem 2 opções, certo?
- 14:14Ou ele pausa, investiga tudo e tenta trazer ordem.
- 14:21Ou ele abraça o caos integralmente, tipo assumindo
- 14:25que aquilo é uma validação divina, inquestionável de que as
- 14:29orações deles foram respondidas? A liderança leu todo aquele
- 14:37pandemônio, não como histeria, mas como a prova de que a unção
- 14:41final tinha aterrissado ali. O fenômeno meio que validou o
- 14:45sentimento de que Deus estava, na visão deles, dando uma
- 14:48festona para curar os líderes feridos.
- 14:50E ao validar aquilo, Hum como o padrão ouro de encontro com
- 14:55Deus, o culto estático foi redefinido.
- 14:58Não entendi, como assim redefinido?
- 15:00Aquilo virou um modelo de um culto bem sucedido.
- 15:04Se não tivesse gente no chão rindo, o culto não prestou,
- 15:07sabe? E aí não parou mais.
- 15:09As reuniões passaram a ocorrer, tipo 6 dias por semana.
- 15:13Caramba, 6 dias de transe, sim. Um evento que foi acidental
- 15:17virou uma maratona que durou mais de uma década.
- 15:20Uau, é um nível de energia. Só que com o passar do tempo, a
- 15:29manifestação, que era puramente emocional, começou a escalar.
- 15:33É foi aí que o negócio foi para um território que, Sério,
- 15:35desafia qualquer lógica. Sim, a evolução dessas
- 15:38bizarrices físicas é um ponto central de estudo naqueles
- 15:42documentos críticos que a gente tem na pilha.
- 15:44É o Fernando galo e o nicodemos pegam pesado nisso, porque a
- 15:47embriaguez e os risos, que já eram bizarros por cristianismo
- 15:50normal, deram lugar a comportamentos bem animalescos.
- 15:54Literalmente animalescos. Começaram sons de animais.
- 15:57E essa é a parte que exige, tipo, um esforço gigantesco de
- 16:00quem está ouvindo a gente para tentar compreender sem um
- 16:03preconceito imediato, porque os relatos citam fiéis rastejando
- 16:08pelo salão da igreja latindo como cães.
- 16:11Sim, adultos, rastejando e latindo.
- 16:14Tem Fontes que dizem que havia pessoas fingindo urinar nas
- 16:17pilastras da igreja como se fossem cachorros, marcando
- 16:20território. É um nível de degradação da
- 16:22imagem, né? E tinha mais.
- 16:24Tinha os que cacarejavam feito galinha, gente que mugia igual o
- 16:28boi, pessoas batendo os braços, tentando imitar Asa de Águia.
- 16:32E aquele urro de leão que a gente comentou na introdução?
- 16:35É o tal urro aterrador e para além dessa Zoologia toda.
- 16:40Teve o surgimento de um sinais, uns sinais físicos bizarros.
- 16:45Aos dentes? Isso espalhou uma febre lá em
- 16:48que os fiéis ficavam abrindo a boca durante os cultos,
- 16:51inspecionando os dentes uns dos outros.
- 16:54De lanterna na mão, às vezes procurando obturação exato,
- 16:58afirmando que Deus estava Do Nada, colocando obturações de
- 17:02ouro milagrosas na boca dele, e. Esses excessos foram além do
- 17:06próprio corpo físico. Da galera começou a entrar no
- 17:09Reino de esoterismo místico muito forte.
- 17:12Como assim a carta daquele ex pastor, o Paul gauldi?
- 17:15Ela detalha umas revelações muito preocupantes da liderança
- 17:19a. Espada, verdade.
- 17:21Ele menciona a tal espada da Carol Arnold.
- 17:24Deixou ler esse trecho exato porque ele estarrecedor.
- 17:27O galde relata que a Carol afirmou ter recebido uma espada
- 17:30dourada invisível de Deus. Invisível.
- 17:33Invisível. E ela apresentou isso pra igreja
- 17:36com uma regra severíssima, dizia o seguinte, se alguém não fosse
- 17:40perfeitamente puro e tentasse tocar na espada invisível, IA
- 17:44ser fulminado por Deus ali mesmo, no carpete.
- 17:47É muita chantagem psicológica. Sim, mas se a pessoa recebesse a
- 17:52espada dignamente, ela poderia fazer uns movimentos de ataque
- 17:58no ar, cortando o vento, igual o filme de Ninja, e isso iria
- 18:01cortar as doenças no Reino espiritual.
- 18:04Cortando câncer, EHIV com uma espada imaginária.
- 18:08Isso. Olha, esse tipo de narrativa
- 18:11empurra a comunidade toda para bem longe do pentecostalismo,
- 18:16começa a se aproximar e muito perigosamente do animismo do
- 18:20pensamento mágico. Vira magia, né?
- 18:23Mas espera aí, como que homens e mulheres que têm bagagem de
- 18:27estudo bíblico permitiram um negócio desses?
- 18:29Essa é a pergunta de 1000000 de dólares.
- 18:31Porque, tipo, como que o John Arnold ela para o púlpito e
- 18:34justificava que tinha adulto latindo no corredor?
- 18:37A ordem básica do novo testamento, que o apóstolo Paulo
- 18:40repete à exaustão, é para manter a ordem.
- 18:43É para testar os espíritos, reter o que é bom.
- 18:46Como eles contornaram a própria bíblia?
- 18:49É a justificativa teológica, como eu disse, foi engenhosa.
- 18:53Primeiro, o Arnold argumentava do púlpito que esses sons de
- 18:56animais não eram óbvio possessão.
- 18:59Mas sim, profecias encenadas? Como assim?
- 19:04Por exemplo, o cara rugindo era uma alusão ao leão da tribo de
- 19:07judá. O cara batendo nos braços, feito
- 19:09águia, era referência de Isaías sobre renovar as forças, como as
- 19:14águias. Tá, e os latidos?
- 19:16Como que se justifica um latido profético de cachorro num culto?
- 19:21Não tem cachorro profético na bíblia?
- 19:23Eles diziam que os cães são animais em constante estado de
- 19:26alerta, certo? Então os latidos simbolizavam
- 19:29estar vigilantes contra as artimanhas do inimigo.
- 19:33Meu Deus. É uma ginástica mental violenta.
- 19:36Mas a verdadeira blindagem contra as críticas, o que calava
- 19:39os céticos mesmo, veio na base da mensagem geral que eles
- 19:42pregavam lá. A bênção do pai, né?
- 19:44Exatamente. A teologia inteira de Toronto
- 19:47foi ancorada nesse conceito. Igreja histórica, igreja
- 19:50tradicional tinha sido muito dura ao longo dos séculos.
- 19:55Muito focada em juízo, no sofrimento da Cruz, na
- 19:58mortificação dos pecados. Um ambiente pesado.
- 20:01Isso e eles diziam que agora Deus estava operando
- 20:04exclusivamente com a energia de um pai super amoroso, um pai que
- 20:08estava dando uma festança para os seus filhos se mimarem.
- 20:11É uma festa infantil, se conecta perfeitamente com aquelas
- 20:15análises teológicas densas do Augusto microdemas e do Fernando
- 20:18galo que a gente tem no dossiê. Eles dissecam muito bem isso,
- 20:21né? O abismo teológico que isso
- 20:23abriu. Eles apontam.
- 20:24Com muita clareza que o grande perigo ali de Toronto não eram
- 20:28só as bizarrices físicas. O cachorro, o leão.
- 20:32Isso, o perigo real era o esvaziamento doutrinário, porque
- 20:36parou se de pregar sobre arrependimento de pecados.
- 20:40A Cruz de Cristo não era mais o centro das reuniões.
- 20:42O centro passou a ser a experiência sensorial, o
- 20:46arrepio, o formigamento. Exato, o bem-estar do
- 20:50participante. E tanto o gali quanto o
- 20:52nicodemos alertam que. Que a necessidade imperativa de
- 20:56provar os espíritos foi rapidamente taxada dentro de
- 21:01Toronto como um ato de incredulidade.
- 21:04Esse é clássico nesses ambientes.
- 21:06Eles ensinavam os membros explicitamente que questionar as
- 21:11manifestações usando a lógica ou a doutrina bíblica era resistir
- 21:16ao Espírito Santo. A uma famosa frase.
- 21:18Você está querendo colocar Deus numa caixinha?
- 21:20Exato. E o próprio John Arnold
- 21:22popularizou uma frase que desarmava qualquer vigilância
- 21:25dos fiéis, ele repetia, o crente precisa ter mais fé num Deus
- 21:30grande o suficiente para protegê lo do que medo de um diabo
- 21:34grande o suficiente para enganá lo.
- 21:36Cara, é uma retórica perfeita. Super apelativa.
- 21:39Sim, se questionar é resistir a Deus.
- 21:43O seu senso crítico é silenciado na hora pela culpa.
- 21:46Eu não vou ser o chato que está parando a festa de Deus.
- 21:49E assim, eles instauraram o que os críticos chamam de
- 21:53pragmatismo cego. O velho ditado, olha quantas
- 21:56pessoas estão rindo, olha o tamanho do evento, é óbvio que é
- 21:59Deus fazendo. E é fascinante pensar que, ao
- 22:03remover esse filtro do discernimento, eles criaram um
- 22:07ambiente tão tão permissivo que o próprio crescimento se tornou
- 22:11insustentável. E isso leva a gente para a parte
- 22:15mais surpreendente para mim. Dos nossos documentos?
- 22:17Com certeza é a minha parte favorita também, porque a gente
- 22:21costuma analisar esses fenômenos de Avivamento exclusivamente
- 22:25sobre a lente teológica ou talvez psicológica, mas a gente
- 22:28prometeu lá no início que é olhar para esse fogo com óculos
- 22:31de laboratório. Com a ciência?
- 22:33Sim, e aqui entra o estudo acadêmico fantástico do John
- 22:36Hayward. Ele aplicou a dinâmica de
- 22:38sistemas para modelar o crescimento assombroso e a
- 22:42eventual queda numérica da bênção de Toronto.
- 22:46Usando matemática pura. O que o rei Word fez foi
- 22:48fenomenal, ele pegou a teoria da propagação de doenças
- 22:52infecciosas e aplicou a movimentos sociais e religiosos.
- 22:56Como se a religião fosse o vírus.
- 22:58Exatamente. Ele usou o clássico modelo
- 23:01epidemiológico de carmac e mckendrick, o modelo ser Hum
- 23:05para matemática da dinâmica de sistemas, uma ideia fervorosa ou
- 23:09um Avivamento que seja, se comporta na sociedade de forma
- 23:13idêntica a um surto viral. E todo o surto, como a gente viu
- 23:16na prática nos últimos anos, respeitam um desenho de curva
- 23:19muito claro. A famosa curva de contágio.
- 23:22O estudo chama de curva em s. E é o crescimento logístico.
- 23:26É fascinante olhar para os gráficos dele.
- 23:28A base do s, aquela curvinha de baixo, é quando o fenômeno é
- 23:32restrito. Pouca gente está infectada pela
- 23:35novidade. O comecinho de 94 ali.
- 23:38Isso de repente, o contágio ganha tração e rola uma
- 23:42disparada vertical. No gráfico, os números explodem.
- 23:46Que foi aquela fase onde o mundo inteiro comprava passagem para
- 23:49Toronto? Mas qual é a grande sacada do
- 23:52rei Word? A sacada é que a linha vertical
- 23:55doece inevitavelmente matematicamente encontra um
- 23:59teto, ela faz a curva para direita estagna e começa a cair,
- 24:04porque o fogo nunca sobe para sempre, porque a curva quebra.
- 24:08A explicação que o modelo dá está no mecanismo interno, que
- 24:11ele chama de entusiasmo limitado.
- 24:14Lembra que eu falei do modelo, Sir, da epidemiologia?
- 24:16Sim, o que divide as populações. Isso ele divide as pessoas
- 24:21insucetíveis infectadas e recuperadas no modelo do rei
- 24:25Word pro vivamento. Os infectados são os
- 24:27entusiastas. A galera que tá rindo no chão?
- 24:31E recrutando a premissa central é que o crescimento de um
- 24:34movimento hiper carismático depende, assim, exclusivamente
- 24:38de os entusiastas recrutarem os próprios amigos e familiares.
- 24:42Marketing boca a boca. Só que o problema é que o
- 24:44entusiasmo não é um traço de personalidade permanente, né?
- 24:48Ele tem um prazo de validade metabólico e psicológico.
- 24:52Ele se esgota. Sabe o que isso me lembra muito?
- 24:55Pensando nessa lógica de recrutamento febril, lembra
- 24:58perfeitamente a estrutura de empresas de marketing
- 25:00multinível, aqueles esquemas de pirâmides, sabe?
- 25:05Total? Totalmente.
- 25:07Imagina que você entra no esquema desses pra vender, sei
- 25:11lá. Óleo essencial.
- 25:13A primeira coisa que a pessoa faz, dominada por aquele fervor
- 25:16da Riqueza rápida, é abordar o mercado quente dela.
- 25:20Ela tenta vender para a mãe, para o primo, para os colegas de
- 25:23faculdade. Mas chega 1 hora que a lista do
- 25:25WhatsApp acaba a. Analogia é perfeita, explica o
- 25:29primeiro motivo da estagnação no estudo.
- 25:34Acabou a lista de amigos? Acabou o entusiasta lá de
- 25:38Toronto, passava os primeiros meses convidando obsessivamente
- 25:42todo o círculo de convívio para experimentar o tal riso Santo.
- 25:46E aí, ou as pessoas aceitavam e entravam para igreja, ou elas
- 25:50rejeitavam a ideia permanentemente e achavam que
- 25:53ele estava louco. Em pouco tempo, não tem mais
- 25:55estoque de pessoas vulneráveis ao contágio.
- 25:58Na rede dele, ele zerou os contatos.
- 26:00Sim, e o modelo aponta uma ironia ainda mais cruel, o
- 26:05próprio estilo de vida gerado por esse Avivamento vira uma
- 26:08armadilha contra o crescimento. Porque a pessoa se isola?
- 26:11Exatamente o isolamento social entra na conta, pensa quanto
- 26:15mais fundo o membro mergulhava na cultura de Toronto.
- 26:19Tipo ainda para culto 6 noites por semana.
- 26:21Rolando no chão até a madrugada. Quanto mais ele fazia isso, mais
- 26:26estranho e ininteligível ele se tornava para o mundo secular.
- 26:30As conexões orgânicas com os não convertidos foram sendo
- 26:34cortadas. Ele só convive com a bolha, o
- 26:36infectado para de esbarrar no suscetível.
- 26:39E aí quebra a cadeia de transmissão do vírus do
- 26:41Avivamento? É a matemática fria do
- 26:43isolamento social. E tem um terceiro ponto que eu
- 26:46achei brilhante nesses documentos, que é sobre por que
- 26:50o entusiasmo desaba? O custo cognitivo.
- 26:53Da experiência sensorial, né? Isso aborda o fator da desilusão
- 26:57pura, o corpo e o cérebro humano.
- 27:00Eles têm limites fisiológicos para tolerar estímulo extremo.
- 27:04Não dá para viver na adrenalina para sempre.
- 27:06O hiperentusiasmo cobra um pedágio imenso de fadiga.
- 27:11Imagina a liberação diária de adrenalina de dopamina gerada
- 27:15por Rio histericamente em grupo ou encenar aquelas lutas
- 27:19espirituais? Você cansa?
- 27:20Após alguns anos, o cérebro simplesmente se adapta àquele
- 27:24estímulo. O que antes era um choque
- 27:26incrível de vitalidade passa a ser apenas uma rotina exaustiva.
- 27:30O entusiasta sofre burnout. Ele literalmente queima e se
- 27:35torna inativo no recrutamento. E o estudo coroa isso tudo,
- 27:39citando a famosa Lady Wesley. Do John Wesley.
- 27:42Sim, muito antes de ter gráfico no computador, Wesley percebeu
- 27:46um padrão implacável da religião.
- 27:48Todo Avivamento genuíno produz melhoria de vida, produz
- 27:52conforto, comunidade coesa. Só que esses próprios benefícios
- 27:56tornam um zelo missionário inicial muito incômodo, muito
- 27:59custoso para ser mantido, é verdade.
- 28:02As pessoas preferem administrar a tenda confortável que elas
- 28:06construíram lá dentro, em vez de sair na chuva de novo para
- 28:08buscar gente nova. O que comprova para gente que
- 28:11assim, a gente não precisa espiritualizar todo o declínio.
- 28:15Quando acaba a igreja não é sempre AO diabo, atacou.
- 28:18A matemática e a sociologia estão gritando que movimentos
- 28:22baseados em euforia não conseguem se sustentar por
- 28:25décadas. Quando a base é o contágio
- 28:27emocional em Picos de êxtase, a curva obrigatoriamente despenca.
- 28:32E quando a curva matemática de uma festa eterna se achata,
- 28:35adivinha? A ressaca chega.
- 28:38E foi uma ressaca violenta. O que nos lança para um dos
- 28:42momentos mais drásticos e polêmicos de todos os registros
- 28:46de hoje, a fratura institucional.
- 28:49Porque tudo tem um limite de elasticidade.
- 28:52E a corda de Toronto rompeu oficialmente em dezembro de 95.
- 28:57O John winber, que era o líder máximo e o grande fundador da
- 29:01associação varner. A rede que o Toronto fazia
- 29:04parte. Isso o winber tomou a dolorosa e
- 29:07super rara decisão de excomungar toda a congregação, desligando
- 29:13os Arnold e a igreja da denominação.
- 29:15A intervenção do winber é assim, um estudo de caso fenomenal
- 29:20sobre Fronteiras, porque, veja bem.
- 29:23Wimber era o arquiteto da terceira.
- 29:25Onda, ele não era um tradicionalista, de terno e
- 29:27gravata, chato. Longe disso.
- 29:29Ele acreditava em curas. Ele via Milagres.
- 29:32Ele não era, sei lá, um teólogo reformado sensacionista.
- 29:36E diz que os dons acabaram. Exato, mas mesmo sendo pai da
- 29:40terceira onda como líder veterano, ele percebeu que o
- 29:44desvio de rota ali em Toronto era fatal.
- 29:46Os relatórios do wimberly que estão no dossiê.
- 29:49Cito 2 causas inegociáveis para lhe dar esse ultimato, a
- 29:53primeira foi a teimosia irredutível do John warnet e não
- 29:58coibi as bizarrices. O wimber ficou particularmente
- 30:01enojado com as manifestações animalísticas.
- 30:04Os urros, os latidos, o wimber exigiu que o Warner controlasse
- 30:09o rebanho dele e trouxesse dignidade o mínimo de ordem ao
- 30:14culto, e o Warner recusou. Alegou a clássica desculpa de
- 30:17que não podia apagar o espírito. E a segunda causa pra fratura
- 30:21foi ainda mais profunda. Teologicamente, o Inter notou a
- 30:25ausência completa de amarras doutrinárias.
- 30:28A experiência estava canibalizando a mensagem do
- 30:31evangelho. Sim, devorando a Cruz.
- 30:33As pessoas de Toronto estavam muito mais apegadas a textura
- 30:38emocional do arrepio nas costas, sabe, do que é o significado
- 30:42real. Da encarnação, morte e
- 30:44ressurreição de Jesus. Então a excomunião deles não foi
- 30:48só um corte administrativo do tipo vocês estão dando muito
- 30:51trabalho. Foi um grito de resgate, um
- 30:54resgate da ortodoxia carismática, dizendo, gente, tem
- 30:57um limite em que o misticismo vira outra religião.
- 31:00E após o rompimento, a igreja perdeu o nome, vainer.
- 31:03Eles mudaram pra Toronto Airport, Christian fellowship e
- 31:06mais tarde, o que a gente conhece hoje como a rede cat the
- 31:09fire, eles seguiram o próprio rumo.
- 31:12Mas a cisão ela deixou um rastro de sangue invisível, e aqui que
- 31:17a gente abre a carta do Paul Gold na sua totalidade.
- 31:21Lembra que a gente comentou do arrependimento dele no início?
- 31:23Essa narrativa, olha, é terror psicológico para qualquer
- 31:28pastor. É assustadora.
- 31:30O Paul gory não era um cara que ficava no fundo da igreja
- 31:34criticando. Ele foi pastor na equipe interna
- 31:37do John Arnold por 3 anos. Ele viveu epicentro do
- 31:40terremoto, todos os dias ele estava na sala de comando.
- 31:44E anos depois, totalmente desencantado e sei lá, tentando
- 31:48curar as próprias feridas mentais, ele publica esse
- 31:51testemunho dilacerante. Ele afirma que sobre aquela
- 31:55fachada toda de festa do papai do céu.
- 31:58A igreja virou um ambiente extremamente tóxico, doente e
- 32:02espiritualmente desprotegido. A analogia que o guri usa para
- 32:07justificar o motivo deles terem tolerado a loucura por tanto
- 32:11tempo nossa, é arrepiante, mas muito compreensível.
- 32:14Explica. Ela, ele diz que as pregações
- 32:17daquela época ofereciam para eles uma falsa dicotomia.
- 32:21Eles só tinham 2 opções, segundo os líderes.
- 32:24Eles tinham que escolher entre um cemitério ordeiro, que era
- 32:27teologicamente, correto, silencioso, mas totalmente
- 32:30morto. A igreja tradicional, no caso.
- 32:33Sim. E a outra opção era uma
- 32:36enfermaria hospitalar caótica, cheia de sujeira, sabe?
- 32:39Cheia de fraldas sujas de gritos de gente doente, mas que estava
- 32:44pulsando vida. E o goldi disse que, diante
- 32:47disso, eles preferiram abraçar a enfermaria.
- 32:49Só que qual foi o problema trágico, segundo ele?
- 32:52Ele conclui dizendo que viver na enfermaria, doente, adoeceu,
- 32:56eles também. É devastador.
- 32:58E ele narra que a igreja por trás dos bastidores estava sendo
- 33:02consumida por fofocas, divisões internas.
- 33:05Pesadíssimas tinha ciúmes entre quem recebia mais atenção.
- 33:09Mística lá na frente, no palco. Uma imaturidade emocional severa
- 33:14da congregação a. A galera não sabia mais lidar
- 33:17com as frustrações básicas da vida real se não fosse entrando
- 33:21em transe de noite. E a cereja do bolo desse trauma
- 33:24todo, do galvic, é o momento em que a ficha dele finalmente cai.
- 33:28A cena é de filme de terror. O galvic descreve a experiência
- 33:32dele de estar rolando no chão numa igreja no exterior durante
- 33:36uma viagem onde ele estava representando o Toronto.
- 33:38Ele estava lá deitado, supostamente bêbado no espírito.
- 33:41Exato. E de repente, a boca dele começa
- 33:44a cantarolar de forma compulsiva.
- 33:47E ele começa a cantar umas cantigas infantis, num tom muito
- 33:50debochado e Sombrio. Ele ria e cantava isso sem
- 33:54controle do próprio corpo. Assustador.
- 33:56E aí ele diz que naquele único instante de lucidez, no meio do
- 34:01transe, veio um pensamento aterrador.
- 34:04Na cabeça dele, a frase que ele pensa é espíritos puros de Deus,
- 34:09não zombam de forma grotesca. Eu abri meu corpo.
- 34:12E a minha mente para outra coisa, meu Deus.
- 34:15Ele percebeu horrorizado, ali no chão, que abandonar o
- 34:19discernimento e ignorar a bíblia em nome da festa tinha virado
- 34:24uma porta de entrada para opressão espiritual e coisas
- 34:28malignas entrarem na vida dele. É o alerta máximo, né?
- 34:31De quem foi até as bordas desse abismo místico.
- 34:35A ideia ingênua de que se parece Sobrenatural e traz emoção
- 34:39forte, então, obviamente, vem de Deus.
- 34:42É desmentida pela vivência traumatizante desse cara que
- 34:45liderou o negócio. E aí que entra o nosso maior
- 34:48desafio com esses documentos. Porque, poxa, ouvindo os relatos
- 34:52tão contundentes assim, dessas aberrações, divisão, manipulação
- 34:56espiritual, a nossa tendência que tá de fora é jogar o
- 35:00movimento inteiro na fogueira. Tudo é heresia.
- 35:04Sim, cancelar tudo que vem de Toronto.
- 35:06Mas a nossa missão aqui é equilibrar a balança.
- 35:09E as análises que a gente tem apontam para um paradoxo
- 35:12gigantesco, mesmo nas cinzas desse caos todo, surgiram frutos
- 35:17globais a longo prazo e muitos, de forma impressionante, foram
- 35:21positivos para a igreja no mundo.
- 35:23A gente precisa é examinar os apontamentos do James Beverly.
- 35:28O Beverly é super implacável com as bizarrices.
- 35:31Ele detona os excessos. Mas ele é íntegro o suficiente
- 35:34para registrar o outro lado da moeda também.
- 35:37O que que ele defende? Ele relata que no meio daquela
- 35:40balbúrdia absurda, milhares de indivíduos anônimos atestaram
- 35:45curas emocionais autênticas, sabe, curas de traumas, de
- 35:49abuso, pesados, pessoas com tendências suicidas, casamentos
- 35:53que estavam por um fio. É a vida real, onde a teologia
- 35:56bate no asfalto. Para muitos cristãos comuns que
- 35:58estavam esmagados pelo secularismo.
- 36:01Sentir ali intensamente aquela euforia do perdão incondicional
- 36:06trouxe uma reabilitação genuína. E tem a questão institucional.
- 36:12Sim, o impacto em quem viria a ser os próximos grandes líderes
- 36:15cristãos. Alguns nomes que estavam lá na
- 36:18fila de oração do aeroporto de Toronto são gigantes hoje.
- 36:22Muito gigante. O Bill Johnson, por exemplo,
- 36:25hoje ele é o líder da battle Church lá em reding, na
- 36:28Califórnia, que é sem muito exagero.
- 36:30A igreja mais influente no mundo hoje em termos de cultura de
- 36:34adoração. Sim, a música e a cultura deles
- 36:37influenciam igrejas no mundo inteiro, e o Johnson testifica
- 36:40abertamente que as sementes da teologia da beffel.
- 36:44Sabe essa perspetiva super otimista de tentar fazer o céu
- 36:48invadir a Terra? Sim, super comum hoje.
- 36:50Isso tudo ganhou forma sólida Pra Ele depois de experimentar a
- 36:54tal unção lá em Toronto. Outro caso que é incontornável
- 36:58nesse nosso mapa é o da rad Baker.
- 37:01Essa é fantástica. A raid teve uma experiência em
- 37:03Toronto que ela mesma relata como algo fisicamente
- 37:07paralisante, que durou vários dias.
- 37:09Paralisante mesmo. E o fascinante é o que ela fez
- 37:12com a energia acumulada disso tudo.
- 37:14Sim. Ao invés de ficar igual aos
- 37:16outros líderes de lá, sabe? Morando no palco, sob a luz do
- 37:20holofote e rindo, ela pegou aquele fervor subjetivo todo e
- 37:24transformou numa máquina brutal de compaixão.
- 37:27Ela fundou o Ministério Iris Globo, focando no acolhimento de
- 37:31milhares e milhares de órfãos na África.
- 37:33Ela transformou energia em pão, né?
- 37:35O fogo se materializou em assistência social lá em
- 37:38Moçambique, num contexto de miséria Extrema.
- 37:41E olha, tem uma colência de Toronto que muitos não conhecem,
- 37:44que é o braço anglicano disso tudo.
- 37:47Ah. O pessoal de Londres.
- 37:48Alpha cores pra quem não conhece, o Alpha é tipo um dos
- 37:52maiores cursos introdutórios sobre cristianismo básico que
- 37:55existe, usado por dezenas de milhares de igrejas ao redor do
- 37:59mundo. Muito forte na Europa.
- 38:00E o Nick Gamble, que liderava esse curso lá na igreja, htb a
- 38:04Holly trinity promptor, em Londres.
- 38:07Ele também recebeu uma infusão fortíssima de energia conectada
- 38:11aos líderes que passaram por Toronto.
- 38:13Ele ajudou a espalhar um vamos chamar de uma versão mais
- 38:16britânizada. Né mais educadinha?
- 38:18Isso sem os latidos mais estruturada desse renovo focado
- 38:23nos não igrejados de Londres. O que essa dualidade nos ensina?
- 38:27Eu acho que ensina que a experiência carismática, crua,
- 38:31não é um pacote selado com resultado garantido.
- 38:34É meio que energia nuclear. Depende muito do reator onde
- 38:37você coloca ela para trabalhar. Ela pode iluminar uma cidade
- 38:42inteira, como no caso da Rai de b, que Moçambique o pode
- 38:45simplesmente explodir e causar câncer no ecossistema, como
- 38:48aconteceu com a galera do balde. E tem um fator de como a galera
- 38:51importou isso na época, porque a cultura cristã consumista da
- 38:55década de 90 olhou para Toronto como uma prateleira de mercado,
- 39:00era um produto embalado, sabe? Uma franquia?
- 39:03O líder viajava para o Canadá, ficava uma semana olhando as
- 39:06risadas, absorvia a unção e levava o produto para a igreja
- 39:10dele como um troféu. Era o pragmatismo reinando o
- 39:13pensamento era, o negócio funciona lá, está atraindo o
- 39:16jovem. Tem gente chorando de emoção.
- 39:18Então dá um control c control v na nossa igreja.
- 39:21Mas aqueles que importaram, só a histeria do palco.
- 39:23As risadas e a repulsa pela bíblia, esses implodiram as
- 39:26próprias igrejas. Mas aqueles que beberam do
- 39:29fervor emocional e tiveram a maturidade de ancorar a energia
- 39:33em projetos Fortes em missões para os órfãos, esses escolheram
- 39:37um renascimento bom. A diferença é a força de quem
- 39:41recebe a voltagem. E falando em importar essa
- 39:44energia, essa é a deixa para a gente olhar como esse espírito
- 39:47global pousou aqui no Brasil. O Brasil é sempre o melhor
- 39:50laboratório religioso do mundo, né?
- 39:52Sem dúvidas, e a gente tem nas mãos o estudo maravilhoso do
- 39:56pesquisador Jonathan Menezes. Ele documenta o choque cultural
- 40:00como essas ondas litúrgicas bateram em solo brasileiro.
- 40:03E é curioso, porque o Brasil já era um país com um fervor
- 40:07pentecostal pulsante, muito forte.
- 40:09A gente é musical, a gente é intenso.
- 40:11Mas a influência de movimentos tipo Toronto destravou umas
- 40:14chaves litúrgicas novas, mexeu imensamente no modo de cantar e
- 40:19de fazer os momentos de adoração nos cultos, o enorme movimento
- 40:23de busca gospel brasileira Moderna, aquelas bandas dos anos
- 40:2692000. Com aqueles longos períodos de
- 40:29choro e ministrações espontâneas durante o louvor.
- 40:32Isso isso tem raízes profundas nessa importação de estética.
- 40:36Mas, claro, como todo reator nuclear, a importação não
- 40:39ocorreu sem tensões tectônicas severas.
- 40:42O estudo do Menezes ele destaca um caso que funciona quase como
- 40:46um microcosmo do choque entre esse fogo importado e a
- 40:50realidade da igreja local aqui no Brasil.
- 40:53O caso do pastor Silas Barbosa dias e a igreja Presbiteriana
- 40:57independente Filadélfia. Lá em Londrina?
- 40:59Isso mesmo, a história é muito emblemática, porque, veja bem, a
- 41:04gente está falando de uma igreja Presbiteriana.
- 41:06É uma tradição com séculos de história focada numa liturgia
- 41:10mais sóbria. Pregações positiva, pesada
- 41:13razão. Ordem e decência da reforma.
- 41:17E aí, nos anos 90, o pastor Silas entra em contato direto e
- 41:20profundo com essa efervescência de Toronto.
- 41:23Ele viaja, ele experimenta e começa a incorporar ativamente
- 41:27essas práticas. É práticas estáticas dentro da
- 41:30igreja dele em Londrina. Imagina a cena na Presbiteriana
- 41:34e o resultado inicial pelo que os documentos dizem?
- 41:37Meio que valida o modelo epidemiológico matemático do
- 41:41John Hayward que a gente falou. Explode numericamente na fase
- 41:44dos entusiastas. Total a IPI, Filadélfia e
- 41:47Londrina vira 1 MB polo regional de Avivamento atrai milhares de
- 41:52pessoas que estavam sedentas por intensidade.
- 41:55Mas tentar rodar o software de Toronto no hardware da teologia
- 41:59reformada. E a da tela azul era a garantia
- 42:01de colapso de sistema. O sistema imunológico da
- 42:04denominação não perdoou, né? Entrou em alerta vermelho máximo
- 42:08o presbitério local, depois do nacional, começou a investigar
- 42:12severamente essas manifestações não ortodoxas, cobrar um
- 42:17alinhamento teológico urgente e. E a reação institucional foi
- 42:21dolorosa, cara, muita atenção administrativa, processo
- 42:24disciplinar. Rolou cisão dolorosa, de um
- 42:28lado, a galera que viu o transe como libertação absoluta e do
- 42:32outro, a denominação julgando as práticas como inaceitáveis,
- 42:35segundo a bíblia. Esse tipo de desgaste a gente
- 42:38sabe, não quebra só tijolo de igreja, quebra a mente das
- 42:42pessoas, quebra relacionamentos. Com certeza.
- 42:45Mas o que torna essa análise do Jonathan Menezes tão, tão
- 42:48fascinante pra gente encerrar nossa mesa hoje não é essa briga
- 42:52institucional, é o arco narrativo de Redenção, de
- 42:55correção de rota do pastor Silas com o passar dos anos.
- 42:58Como que ele mudou? Após ele mergulhar naquele auge
- 43:02da euforia, ele sofreu o esgotamento gigantesco.
- 43:06Daquelas guerras institucionais que a gente citou e
- 43:09crucialmente. Ele percebeu que a manutenção
- 43:12das congregações a longo prazo exige muito mais do que ter pico
- 43:16emocional diário sem doutrina. E aí o Silas faz o movimento
- 43:20inverso da bússola de Toronto. Ele muda a rota.
- 43:23Literalmente. Ao invés de ser lá procurar
- 43:25outro centro de unção emocional, outro Avivamento para sugar, ele
- 43:28faz uma peregrinação intelectual às raízes do protestantismo.
- 43:33Ele vai buscar Lastro. Ele vai até Genebra, na Suíça.
- 43:36Para mergulhar de volta nos textos clássicos e na teologia
- 43:39reformada, ele foi ele foi buscar a gravidade que o crente
- 43:44perde quando ele passa anos flutuando no misticismo, sem
- 43:47âncora. É o amadurecimento que vem pela
- 43:49dor, né? E a concretização desse ciclo
- 43:52dele é registrada em livro. Em 2007, ele, o Leonardo Mendes
- 43:57neto, publica um livro chamado Avivamento real.
- 44:01E a premissa do livro é linda. E é uma reviravolta e tanto pra
- 44:05quem foi o importador do êxtase anos antes.
- 44:08Sim, porque no livro ele não nega o Espírito Santo, não é um
- 44:12livro sensacionalista, rançoso, mas é uma defesa apaixonada pelo
- 44:16retorno à ordem, o retorno à decência litúrgica e, o mais
- 44:21importante de tudo, ao resgate da centralidade absoluta das
- 44:25escrituras e da pregação da bíblia.
- 44:27É o reconhecimento de que olha. Ter calor sem uma lareira de
- 44:30Pedra para segurar o fogo só te deixa com cinzas espalhadas pela
- 44:34sala. O Avivamento sem a âncora da
- 44:36doutrina desmorona. É um ciclo exaustivo.
- 44:40Se você olhar a nossa pilha de documentos toda hoje eles
- 44:43começam secos nos anos 80, correm desesperados para a festa
- 44:47do papai do céu e 94 para achar Alívio.
- 44:51Sentem o amar gordo, engano espiritual com as rupturas, tipo
- 44:54as do Paul goldrey e do winber. E, por fim?
- 44:57Muito tempo depois, trilham um longo caminho de volta para
- 45:00tentar construir as paredes da casa em cima da teologia
- 45:04histórica. O que coloca a gente sabe diante
- 45:06do desafio central da nossa igreja Moderna.
- 45:09De um lado você tem aquele engessamento morto que sufoca a
- 45:12vontade das pessoas de tocarem no sagrado e do outro, você tem
- 45:16esse pragmatismo cego que não cobra arrependimento e destrói a
- 45:20sanidade da igreja. O equilíbrio nunca é um meio
- 45:23termo morno. Manter o coração aceso junto com
- 45:26a mente afiada na bíblia é muito difícil, mas o abandono do
- 45:31discernimento, mesmo com aquela desculpa de Ah, eu não quero
- 45:34ofender o Espírito Santo, no fim das contas, isso é sempre uma
- 45:38porta para o engano demoníaco ou, no mínimo, a porta para o
- 45:41burnout, comprovado pelo estudo matemático que a gente viu aqui
- 45:44hoje. E o instinto humano de buscar
- 45:46transcender a rotina não vai sumir com pregação seca, a
- 45:49galera vai continuar desesperada.
- 45:51Seja num avião para o Canadá ou abrindo um livro de um
- 45:54reformador antigo. Isso tudo, né?
- 45:56Amarra a nossa conversa e deixa uma provocação bem profunda para
- 46:00a gente digerir se a ciência matemática lá do estudo do
- 46:03haward comprova, sem sombra de dúvida, que o entusiasmo febril
- 46:08tem prazo de validade, que a ladeira sempre chega.
- 46:11Inevitavelmente, esfria. Inevitavelmente, e se os
- 46:14documentos duros, tipo a carta do Gold e a intervenção do
- 46:18imber? Mostram que fugir das pregações
- 46:21de Cruz e arrependimento termina em igrejas doentes e divisões.
- 46:26Afinal de contas, qual é a verdadeira métrica de um
- 46:29despertamento de Deus? Como que a gente avalia o
- 46:31Avivamento? Talvez a gente devesse parar de
- 46:34olhar para a intensidade do choro.
- 46:37Para de medir pelo volume das labaredas e pela estranheza
- 46:40física de quem está caído no púlpito, a verdadeira medida
- 46:44deveria ser tirada 10 anos depois, sacou?
- 46:47Avaliando se sobraram estruturas sólidas de compaixão, de
- 46:50sanidade mental, casamentos restaurados que não desmancharam
- 46:54quando o arrepio passou, a pergunta que fica para liderança
- 46:57hoje é, a gente quer o conforto de uma lareira que aquece a casa
- 47:01a longo prazo? Ou furor de um incêndio
- 47:03descontrolado que consome a casa inteira e deixa só fuligem para
- 47:07a próxima geração ter que limpar?
- 47:08Compreender os avivamentos do passado nos ajuda a caminhar com
- 47:12o discernimento do presente. Série avivamentos.
- 47:15A história por trás dos grandes despertares uma série na mesa
- 47:18com o el. Se você curte nosso conteúdo,
- 47:20segue a gente. Deixa a sua avaliação na
- 47:22plataforma e continua com a gente nos próximos episódios da
- 47:25nossa série de avivamentos. Até a próxima.