Latest / Juanribe / O enterro do "não consigo"
Transcript
- 0:07Um inspetor de alunos entrou numa classe enquanto as crianças
- 0:12faziam um trabalho escolar. A professora também estava
- 0:16debruçada sobre uma folha de papel, escrevendo ali na sua
- 0:22mesa. O inspetor entrou tranquilamente
- 0:25na classe, sem fazer barulho. E as crianças estavam muito
- 0:30concentradas naquilo que faziam. E ele espiou o que uma menina de
- 0:3610 anos estava escrevendo. E a menina escrevia assim, eu
- 0:42não consigo parar de comer tanto doce.
- 0:46Na linha de baixo, ela escreveu, eu não consigo emagrecer.
- 0:51Na outra linha, ela escreveu, eu não consigo fazer com que a
- 0:55minha amiguinha goste de mim. E continuava escrevendo.
- 0:59O inspetor espiou, então o que outra criança escrevia e um
- 1:07menino de 10 anos estava escrevendo na folha de papel, eu
- 1:13não consigo jogar bola na linha de baixo.
- 1:17Eu não consigo correr 90 minutos na linha de baixo.
- 1:22Eu não consigo ser um bom jogador de futebol.
- 1:26Ele achou interessante que a criança estivesse escrevendo.
- 1:28Não consigo também. E ele andou mais um pouquinho e
- 1:33espiou outra criança. E a menina estava escrevendo.
- 1:40Eu não consigo aprender matemática.
- 1:43Eu não consigo decorar a tabuada.
- 1:46Eu não consigo aprender ciências.
- 1:50Ele achou muito curioso que aquela criança estivesse
- 1:53escrevendo também eu não consigo.
- 1:57E ele foi espiando, aluno por aluno, criança por criança, e
- 2:02todas elas estavam escrevendo frases que começavam por não
- 2:07consigo e silenciosamente. O inspetor se aproximou da
- 2:12professora, que também estava escrevendo numa folha de papel.
- 2:16E olhou o que ela escrevia e a primeira frase da professora no
- 2:21papel estava assim, escrita, eu não consigo fazer a minha filha
- 2:27chegar às 11:00 em casa. Eu não consigo fazer o meu filho
- 2:31tomar o café da manhã. Eu não consigo fazer o Beto
- 2:35levantar cedo. Ele estranhou.
- 2:39Por que será que tá todo mundo escrevendo?
- 2:40Não consigo, não consigo, não consigo.
- 2:43Ao invés de escrever fases positivas, eu consigo, eu
- 2:46consigo, eu consigo. Ele achou melhor não perguntar
- 2:49nada. Foi discretamente até o fundo da
- 2:54classe, achou ali uma carteira vazia e sentou se e ficou
- 3:00observando o que iria acontecer. Então, a professora.
- 3:05Quando acabou de escrever uma folha de caderno inteirinha com
- 3:08frases de não consigo, ela disse para os alunos, terminaram, não
- 3:14começa em outra folha não, Hein, somente uma folha.
- 3:17Vou dar mais 5 minutos para você terminar de escrever que as
- 3:20crianças, então preencheram uma folha, Ah, eu terminei, eu
- 3:23terminei, eu terminei. Aí a professora disse, crianças,
- 3:29cada um de vocês, traga a folha que escreveu.
- 3:33E coloque aqui dentro desta caixa de sapato que as crianças
- 3:37se levantaram e foram ali na frente e colocaram dentro da
- 3:42caixa de sapato cada uma das folhas que dizia não consigo,
- 3:47não consigo, não consigo. E, por fim, quando todos os
- 3:51alunos colocaram as folhas dentro da caixa de sapato, a
- 3:54própria professora pegou a sua folha, onde estava escrita
- 3:58também frases não consigo. E ela colocou por cima das
- 4:03demais folhas, pegou a tampa, colocou sobre a caixa de sapato,
- 4:09depois levantou, se pegou a caixa, colocou debaixo do braço
- 4:16e saiu. E disse aos alunos, venham
- 4:18comigo, que as crianças foram seguindo a professora, que saiu
- 4:22da classe com aquela caixa de sapato debaixo do braço.
- 4:27O inspetor se levantou. Ele falou, deixa eu ver o que
- 4:31vai acontecer. E ele foi seguindo as crianças e
- 4:36viu quando a professora entrou ali num quartinho da escola onde
- 4:40as ferramentas eram guardadas. E ela achou ali uma pá, segurou
- 4:47na sua mão e foi andando numa mão a pá, na outra mão a caixa
- 4:54de sapato. E os alunos?
- 4:56Todas as crianças seguindo a professora e foram para o Jardim
- 5:00da escola. O inspetor foi seguindo curioso.
- 5:05Aí a professora pegou aquela pá e começou a cavar o chão e ela
- 5:12perguntou, quem quer ajudar a cavar?
- 5:14E as crianças, eu quero, eu quero, eu quero.
- 5:17E cada criança foi ajudando a fazer aquela cova e quando já
- 5:21tinha 1 m de profundidade. A professora disse, já está boa,
- 5:27vamos parar aí. Ela pegou a caixa de sapato,
- 5:32colocou no fundo daquela cova e junto com as crianças, foi
- 5:37cobrindo, foi cobrindo a caixa até seputá la completamente.
- 5:44Aí a professora colocou se de pé, pediu a todas as crianças
- 5:49que também se colocassem de pé, descem as mãos.
- 5:54O inspetor olhando e a professora solenemente disse,
- 5:59crianças, estamos aqui para prestar uma última homenagem ao
- 6:07não consigo ir fazer o seu sepultamento.
- 6:12Este não consigo. Fez parte das nossas vidas, do
- 6:16nosso dia a dia, esteve conosco inclusive a noite e várias
- 6:22vezes. Nós chamamos o seu nome dizendo,
- 6:25eu não consigo e este não consigo também participou da
- 6:31vida de muita gente importante não consigo muitas e muitas
- 6:37vezes foi até chamado pelo diretor da nossa escola.
- 6:41Todos os nossos professores já chamaram também ou não consigo e
- 6:45andaram com ele. Este não consigo.
- 6:49Esteve também na Câmara dos vereadores?
- 6:51Esteve também. Na Câmara estadual, na federal,
- 6:55no Senado e até na presidência da República.
- 6:59Até o homem mais poderoso do nosso país chamou não consigo
- 7:03muitas e muitas vezes dizia, eu não consigo, eu não consigo, não
- 7:08consigo. E hoje nós estamos aqui para
- 7:12fazer o seu funeral. Queremos prestar esta última
- 7:15homenagem. Não consigo.
- 7:17Também tenho outros irmãos e eu não posso e eu não quero.
- 7:23Que não estão presentes aqui, mas hoje nós vamos participar do
- 7:27funeral do não consigo, porém estamos vendo aqui presentes
- 7:33neste funeral outros irmãos do não consigo, irmãos que não
- 7:39andavam com ele, mas que vieram também no seu funeral, porque
- 7:42estão muito contentes com seu passamento.
- 7:45Está aqui o irmão do não consigo, que é convertido.
- 7:51E o seu nome é tudo posso naquele que me fortalece.
- 7:56Tem aqui também outro irmão convertido do não consigo, cujo
- 8:00nome é todas as coisas são possíveis para Deus.
- 8:04E está aqui também outro irmão do não consigo que é convertido
- 8:10e o seu nome é para Deus. Todas as coisas são possíveis
- 8:16então neste momento solene. Estamos sepultando, não consigo
- 8:22e dizendo que ele está morto. E as crianças ouviam aquilo não
- 8:30com um pesar, mas com uma certa Alegria.
- 8:34E o inspetor continuava observando quando terminou
- 8:38aquela solenidade. A professora disse, vamos voltar
- 8:42para a classe crianças. E quando voltaram à classe,
- 8:46fizeram uma grande festa com balões, com balas, com pipoca,
- 8:55com refrigerantes. Não havia tristeza no funeral do
- 8:59não consigo. As crianças estavam alegres e o
- 9:03inspetor continuava observando. Aí a professora pegou um papelão
- 9:08de uma caixa. Recortou no formato de uma
- 9:12lápide e escreveu com letras grandes, aqui jaz, não consigo
- 9:22embaixo. Ele escreveu, descansa em paz e
- 9:25colocou a data de hoje. E ela pegou aquela lápide e
- 9:30pendurou no lugar de mais destaque da classe, perto do
- 9:34quadro negro e aquela lápide de papelão.
- 9:39Ficou pendurada na classe até o final do ano, quando alguma
- 9:44criança, no decorrer do ano letivo, vim até a professora
- 9:49dizendo, professora, eu não consigo resolver esse problema.
- 9:55Ela contava com o dedo para lápis de de papelão e a criança
- 10:00se lembrava. Na hora que eu não consigo,
- 10:03estava morto. E assim aquelas crianças
- 10:07aprenderam uma lição fundamental.
- 10:11E quem contou esta história foi o inspetor de alunos, que também
- 10:16registrou aquela grande lição. Porque todas as vezes que ele
- 10:23iria dizer eu não consigo, ele se lembrava como as crianças que
- 10:28eu não consigo estava morto e sepultado.
- 10:32Meu querido, você está ouvindo? Mas lembre se enquanto o não
- 10:38consigo estar morto e sepultado, os seus irmãos convertidos estão
- 10:43cada vez mais vivos, lembra se do nome deles tudo posso naquele
- 10:49que me fortalece, tudo é possível ao que crê e para Deus
- 10:54não há impossíveis. Eu quero que você pegue a sua
- 10:59bíblia, o seu evangelho, ou seu caderno ou seu livro de
- 11:03cabeceira. Eu quero que agora você pegue
- 11:05uma caneta e desenhe uma lápide ali na segunda capa, na
- 11:10contracapa, onde tiver um espaço, um lugar que você possa
- 11:14ver o tempo todo, desenha lápide, escreva aqui, jás, não
- 11:20consigo, escreve embaixo, descanse em paz e coloque
- 11:25também. A data de hoje e quando você se
- 11:29sentir desanimado, desanimada, quando você pensar em desistir,
- 11:34quando você não tiver coragem de ir em frente, quando você achar
- 11:38que não vai conseguir, lembre se não consigo estar morto e
- 11:44sepultado e tudo é possível ao que crê.
- 12:02Que as palavras compartilhadas pelo pastor juanribe paliarin
- 12:06neste episódio de podcast possam ter tocado seu coração e
- 12:10fortalecido sua fé. Lembre se sempre do amor e da
- 12:13graça de Deus em sua vida. Se você deseja mais conteúdo
- 12:17inspirador, fique à vontade para seguir o arroba juanribe nas
- 12:22redes sociais e compartilhar este pode.
- 12:25Teste com amigos e familiares. Que Deus abençoe você e guie
- 12:30seus passos. Este episódio foi um
- 12:32oferecimento do Ministério. Pregadores do telhado?
- 12:35Comunicação a serviço da salvação.